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ESSE FILME É BASEADO NO LIVRO "THE PENTAGON WARS"
DO CORONEL DA AERONÁUTICA DOS EUA JAMES G. BURTON.
UM RELATO DE SUAS EXPERIÊNCIAS NO PENTÁGONO DE 1983 A 1986.
ACREDITE SE QUISER... ISSO REALMENTE ACONTECEU.
MÁQUINA DE GUERRA
COMITÊ DAS FORÇAS ARMADAS DO SENADO
Acho importante esclarecer umas coisas prá começar
Por simples definição, estamos no negócio de ganhar guerras.
Prá que mais você precisaria de um exército?
A Guerra Fria: ganhamos sem disparar um único tiro.
Por que? Primeiro: Gastamos mais do que eles.
Os russos não conseguiam torrar dinheiro tão rápido quanto nós.
Segundo: E é aqui que meu comando entra em cena,
tecnologia.
Ninguém molda a natureza como nós fazemos.
Pegamos átomos e moléculas e transformamos em qualquer coisa
de botas de combate a bombas.
Bombas que o outro lado não verá
até que elas estejam descendo por suas chaminés como um Papai-Noel do inferno!
General?
O que?
Não é a primeira vez que você vem aqui.
Já trilhamos essa estrada antes, está correto.
Vária vezes, na verdade.
Não fiquei contando.
Deixe refrescar sua memória. Você tem consigo um documento.
Tenho.
O míssil anti-tanque acionado por sensor.
Devo admitir que esse programa teve sua parcela de dificuldades.
Passamos por um ou dois contratempos com ele, com certeza.
Mas até um míssil guiado por calor pode errar um alvo.
General, leio aqui que você prendeu aquecedores elétricos
no veículo para ajudar seu míssil guiado por calor a encontrar o alvo
e que a temperatura do veículo estava tão alta
que dava para fritar um ovo a 6 metros!
Abrir fogo!
Houve um desvio perceptível do padrão de obtenção de dados de teste.
Houve outros desvios, não é?
Que tal a bomba Paveway?
Não vou lhe dizer que a Paveway nunca errou um alvo.
Errou por uma distância média de 8 Km em quase 50% das vezes
Sabe...
no baseball, um cara que acerta 400 vezes é considerado muito bom.
No baseball, o time que perde não é morto pelos adversários.
De qualquer maneira, a Paveway é uma bomba infernal.
Guiada por laser, o estado-da-arte.
E prova o que? Que temos uma arma efetiva, desde que o inimigo
permita-nos construir uma grua com dois andares de altura
Bem acima de seus tanques?
Nós tivemos alguns êxitos espetaculares.
- Por exemplo? - Isso é informação confidencial.
- General... - Vamos passar ao próximo ítem.
O veículo de combate Bradley.
Qual seria a média de rebatidas para o Bradley, General?
São necessárias pessoas com conhecimento e experiência sofisticados
para conduzir esses testes e interpretar os resultados.
Se o exército dos EUA desse ouvidos
a todo Zé-Mané, que quisesse dar palpites
estaríamos voando em B-52s movidos por motores de popa.
- Não entendi seu ponto. - Meu ponto é...
muita coisa precisa ser considarada para se criar uma nova arma,
e requer trabalho de equipe.
O bom e velho trabalho de equipe.
Coronel James Burton - ele era parte da sua equipe, coronel?
Mais ou menos.
Jornal, senhor?
Sargento.
Sabe me dizer como chegar a 4E-624?
Adiante até o elevador, sua esquerda, dois andares até o quarto,
sua esquerda, anel-E, sua direita, siga até o corredor nove, olhe a esquerda.
Obrigado.
Não é segredo que o Coronel Burton tinha uma missão complicada,
que tinhamos visões diferentes
Mas não foi assim que começou.
Não, não, não, não!
Eu falei com o General Hall.
O General Hall falou com o General Jones...
...General Jones falou com o Almirante Watts.
Bem, escreva, então!
Aquele cuida de Spina em Rhode Island, e Mays de Nebraska. Algum democrata?
Não, esqueça-o.
Porque ele é um Judas baba-ovo que vende a mãe por alguns votos.
Que tal o senado?
Aquele filho da puta. Depois de cobrir o estado com contratos.
Tudo bem, faremos a fuselagem em Michigan e o trem de pouso no Mississipi.
Vamos manter o congressista Groves e seus amigos sangue-sugas felizes.
- Bem vindo, Coronel. - Obrigado, General.
- Achei que deveríamos nos conhecer. - Agradeço a oportunidade, senhor.
- O fato é que quero ajudá-lo. - Obrigado, senhor.
Seu novo trabalho, poderá se tornar um pé-no-saco.
Você precisará de amigos. Quero que me considere um.
Fico agradecido, senhor.
Academia da Força Aérea,
Comando Estratégico Aéreo, MBA em Auburn.
Seu oficial comandante, general De Grasso, é um velho amigo.
Me disse que, para você, o céu é o limite.
Mas aí, você pegou o menor palitinho.
Eu fui designado, senhor.
É uma merda de projeto, seja lá quem tenha feito.
Todo ano alguém decide que gastamos muito dinheiro.
Alguns ratos de escritório encontram-se e saem com um plano.
Este ano, é o programa de testes conjunto com fogo real.
Com pessoal de todos os serviços.
Então teremos exército, marinha, força aérea e os fuzileiros,
fazendo uma orgia de testes de armamentos,
e sobra o maior pinto prá você.
Quer dizer, quem teve essa idéia infeliz?
O congresso, senhor?
Como deveriam, é o trabalho deles. Você nunca vai me ver criticando-os.
Acho que o congresso não tem merda suficiente e querem um pouco da nossa.
Bem, não estou prevendo nenhum problema, senhor.
Nem eu.
Um homem esperto como você sabe como andar num campo minado.
Howard Matheson.
Um de seus antecessores. Esse peixe não foi o único que ele pescou.
Eu o enviei para o SenCom e agora ele é o chefe de testes de mísseis.
- Blake Gelmore, conhece? - Não, senhor.
Não era sequer coronel, quando foi para o setor privado.
Isso foi há 4 anos.
Alguns contratos ganhos depois e olhe só prá ele...
Ele pode comprar eu e você mil vezes, se quiser.
- Homem de sorte. - Homem esperto.
Soldado de primeira, como você. Sabia como fazer de um limão, uma limonada.
Seu novo trabalho é difícil. Será preciso trabalho de equipe.
Estes são alguns dos testes em andamento dos seus projetos.
O helicóptero UH-60, o caça AV-8B
e o veículo de combate Bradley.
Todos excelentes programas, tudo organizado e pronto para começar.
Fiz um pouco da lição de casa para você.
Eu agradeço, General.
Você pode me retribuir o favor dando uma atenção extra ao Bradley.
Atenção?
Precisamos dele no campo. O quanto antes.
Coloque-o sobre todas as outras coisas em sua caixa de entrada
para que esteja em sua caixa de saída o mais rápido possível.
Como um favor pessoal para mim.
- Boa sorte, Coronel. - Obrigado, senhor.
- Coronel. - Senhor?
Da próxima vez que pedirem para você vir aqui, chegue na hora.
Sim, senhor.
Senhor.
Coronel James Burton, Vim ver os testes do Bradley.
- Siga em frente, senhor. - Obrigado.
- Lá está ele. - É o cara?
É ele, disseram ser bem esperto
Escola de Oficiais de Esquadrão,
- Comando Aéreo e Escola Militar Superior. - Primeira experiência com o Pentágono?
Estava no laboratório da força aérea quando o congresso o chamou.
Ele é um soldado, além de um gerente.
- Que quer dizer? - Tem uma bela porção de horas de voo.
Me parece uma merda dum coroinha.
Talvez, mas nada vai para produção antes dele assinar.
Alvo em posição...
Coronel Burton, JD Bach. Bem vindo ao time.
- Coronel Bach. - Bom te ver.
Esse é o major Sayers, chefia de testes. Laboratório de Pesquisas de Armas do Exército.
Então, como um cara da força aérea termina supervisionando testes do exército?
- Bem, poderia ser pior. - Como?
O congresso poderia ter indicado alguém da marinha.
A área está quente. A área está quente.
Iniciando teste de penetração de blindagem no veículo de combate Bradley.
Atenção na linha de fogo. Atenção na linha de fogo.
Prontos na direita?
Prontos na esquerda?
Linha de fogo pronta.
Unidade de tiro, abrir fogo.
Cessar fogo. Cessar fogo.
- Ha-ha! Blindagem impressionante. - Parabéns.
Bebidas por minha conta, cavalheiros. Vem conosco, coronel Burton?
Parabéns, obrigado pela ajuda.
Não conseguiríamos sem você. Obrigado.
- Bem, coronel? Vai se juntar a nós? - Bem...
Não deveríamos dar uma olhada mais perto?
Na verdade, não. Medida de segurança.
A equipe de fogo vai primeiro,
ninguém pode se aproximar do veículo por uma hora.
- Por que isso? - Qualquer teste com munição real,
tem uma pequena chance de que algo exploda.
Não queremos perdê-lo no seu primeiro dia de trabalho, coronel.
- E quanto aquela bebida? - Parece bom, major.
Vão ligar para seu escritório às 11:00. É importante. Esteja lá.
- Bom dia. - Bem vindo, senhor.
- Bem vindo, senhor. - Bom dia.
- Bom dia, sargento. - Bom dia, senhor.
- Desempacotei algumas de suas coisas, senhor. - Obrigado, sargento.
- Família, senhor? - O que?
- Família. - Oh, é meu tio.
- Era piloto na 2a guerra mundial. - Hm.
Huh!
- O que é isso? - O avião onde aprendí voar, um T-28.
Costumava levá-lo para o alto, descansar o manche,
e voar por horas.
Só eu e o céu.
Pessoalmente, prefiro o céu onde está, comigo no chão, olhando para ele.
De onde o senhor vem?
De bem próximo a Chigado.
Hm. E onde seria?
Normal.
Normal, Illinois? Está no mapa?
Sim, sargento, está.
É normal em Normal?
A palavra certa é "monótona".
Está sendo pago por hora, coronel?
Não, eu... Tenho um compromisso.
Eu... atendo, sargento, obrigado.
Ótimo.
Coronel Burton.
Alô?
O teste do Bradley, soube que você quis olhar de perto.
Como soube disso?
Em se tratando do Bradley, siga seus instintos, coronel.
- Que está falando? - Não posso dizer-lhe no momento.
Bem, seja lá quem for, eu não aceito conselhos de estranhos.
Só tenha certeza de ler as letras miúdas, coronel.
Senhor, coronel Burton. Senhor.
Chegou mais cedo, senhor.
Estava a caminho do escritório, e resolví checar o Bradley.
Seu escritório não fica a 60Km naquela direção, senhor?
Sim, sargento. Fica.
Algo foi alterado no veículo depois do teste?
Não senhor.
Está procurando alguma coisa, senhor?
Só lendo as letras miúdas, sargento. Só lendo as letras miúdas.
Mísseis stinger, traçantes calíbre 50.
traçantes 7.62.
cartuchos 25mm.
- O que é isso? - É o que foi usado no Bradley, senhor.
Esse idioma. É romeno, certo?
É sim senhor.
Senhor, o coronel Bach e o major Sayers só vão chegar depois do meio-dia.
É o horário do primeiro teste, senhor.
Isso não é exatamente um teste completo, sargento. Está mais para uma curiosidade.
Não sei se o regulamento permite pegarmos a porta do armazém de munição
para uma curiosidade, senhor.
Senhor, o regulamento diz que o armazém de munição não deve ser deixado aberto.
Devidamente anotado, sargento.
O regulamento também se aplica a retirar a porta, coronel.
Devidamente anotado também.
Atire quando estiver pronto.
Linha de retro-explosão livre! A caminho, senhor.
Fogo.
Venha assim... Pare!
Você destruiu uma porta?
Coronel, a munição usada no teste do Bradley
é a mesma que usamos na porta.
Romena. A munição mais inefetiva do mundo.
- Não admira o Bradley ter passado. - Isso é sério.
- É! - Sim, você destruiu uma porta.
Estamos falando de um veículo blindado de transporte de tropas,
um veículo que levará soldados para o combate.
Essa porta é propriedade do Governo dos Estados Unidos.
O projétil mal penetrou na porta.
OK, mas agora está toda torta. Como vai colocá-la no lugar?
Não estou preocupado com isso!
- Essa porta protege nossa munição. - A munição não funciona!
Mas precisamos de munição para nossos testes.
Olha: eu compro outra merda de porta para o exército.
Você não consegue pagar uma porta dessa. Viu a que ela é resistente?
Exato! A um traque da Romênia!
Eu achava que somente armamento soviético seria usado nos testes.
Bem, sim. E a Romênia é um dos blocos soviéticos...
- Não é? - Coronel Burton,
temos testado o Bradley há algum tempo.
Você não deve estar ciente de alguns passos que já demos.
O foguete romeno tem só 73mm. Menos que os 85mm da versão russa.
Um diâmetro menor significa uma explosão menor, menos estilhaços.
Estamos fazendo testes usando munições de vários diâmetros
para determinar o comportamento exato da resistência do Bradley.
Até agora, ele aguentou tudo que atiramos nele, senhor: Soviético, Romeno...
Letão, Lituano...
Como uma rocha.
Minhas desculpas.
Você é novo no projeto.
Tem muita coisa para estudar.
Você está certo. Se me mandar os relatórios dos testes, eu estudo.
- Como é, coronel? - Mande-me os dados,
Farei minha lição de casa e poderemos continuar.
Temos cinco anos de relatórios, senhor.
- Temos um cronograma. - E vamos mantê-lo.
Colocar logo o Bradley em produção, o que me diz?
Obrigado, cavalheiros.
Isso pode estragar todo o acordo.
Você tem que impedir esse assim como fez com o último cara.
- Não se preocupe. - Senhor, ele quer os relatórios.
- Dê os relatórios para ele. - Você ficou louco? Não vou mostrar nada...
Agora escute. Escute com atenção.
Dê tudo o que ele quer.
Cada pedaço de papel.
Tudo.
- Sargento? - Aqui, senhor.
Que diabos é tudo isso?
Tudo o que você sempre quis saber sobre o Bradley, mas tinha medo de perguntar.
Cada memorando sobre cada porca e parafuso.
Queria saber qual floresta morreu por esse projeto.
- Você leu alguma coisa disso? - Não. Esperava você aparecer com um resumo.
- Não sei nem por onde começar. - Talvez essa seja a idéia.
Eu não entendo. O que?
- Aquilo. - É o Bradley.
Se aquilo é o Bradley, então o que é isso?
- Qual a data? - 1968.
A pergunta é: Como eles chegaram naquilo...
disso?
Cavalheiros, nossa missão era desenhar e implementar
um veículo de transporte de infantaria que fosse um substituto digno
para o transporte blindado de pessoal M-113.
Atingimos o objetivo e mais.
O transporte blindado de pessoal Bradley
levará as tropas até a zona de combate de forma eficiente e segura
Comportará 11 homens mais o motorista,
e terá um canhão de 20mm,
que dará poder de fogo e flexibilidade.
Com blindagem leve, veloz, e solidamente concebido,
nossas tropas chegarao ao campo de batalha dentro da melhor tecnologia americana.
E, a 1 milhão e meio cada, é uma verdadeira pechincha.
Bom trabalho, coronel!
Maravilhoso!
Impressionante!
Então, era prá ser um táxi? Levaria os homens ao campo de batalha e voltaria?
Mm-hm.
Mas como foi que apareceu aquela torre em cima dele?
Hm. Hm-hm-hm.
- Tá tudo muito bom... - Algum problema, General?
Com esse gorila em produção, não sobrará muito no orçamento para meu batedor.
Eu duvido, Bob.
Você não precisa de batedores - você tem radar, reconhecimento aéreo, satélites.
Você sempre precisa de batedores. Por que isso não pode ser um batedor?
Mas é um transporte de tropas, General.
Mas é um veículo rápido. Por que não pode ser ambos?
Por uma razão: é muito grande.
E não dá prá ver muita coisa de dentro dele.
- Me parece uma falha de projeto. - Falha de projeto? Não...
Simplesmente colocamos uma torre em cima com vários de visores.
Mas daí, senhor, ele ficará ainda maior.
Qual o problema, Smith? Não é elegante o bastante para você?
O problema, é que é difícil passar despercebido quando se tem mais de 3 metros de altura.
- Ele tem razão, Bob. - Precisamos de um batedor.
Ele é rápido o bastante para o trabalho e está pago.
- Na verdade, estamos um pouco acima do orçamento. - Transforme o Bradley em um batedor
e estaremos vendendo rapidamente para algum "el presidente"!
Qualquer coisa para vigilância acaba ao sul da fronteira antes da tinta secar.
Quando precisou daquela arma anti-aérea, quem te apoiou?
- Você, Bob. - Quem votou no Orçamento a favor da sua arma?
- Você, Bob. - Vou falar com o Orçamento semana-que-vem.
Eu te vendí meu batedor ou não?
Vendeu, Bob.
Que tal escotilhas na lateral?
Assim, nossos homens podem enfiar as armas e atirar em pessoas!
Bom. E sabe o que mais, Coronel?
Já que temos a torre, precisamos colocar o maior "BANG" possível nela.
Desculpe: "BANG?", senhor?
Não dá prá machucar alguém com essa arma de maricas!
Acrescente algum poder de fogo!
- Onde devo colocar a munição extra? - Sei lá. Reorganize as coisas. Faça caber.
Já temos 4400 cartuchos de metralhadora, e agora quer acrescentar cápsulas de 25mm?
- O general quer a munição. - Não dá. A menos que ele mesmo carregue.
- Não dá prá espremer um pouco? - Não.
Vamos lá! Esprema!
Não estamos experimentando uma calça, coronel.
Está me dizendo que, num veículo deste tamanho, não cabe
algumas cápsulas de munição?
Não nessa configuração, não, senhor.
Então a configuração está errada. Deve haver algo que possa ser retirado.
- Retirado, senhor? - Algo desnecessário.
General, o interior é bem reduzido.
Além da munição e dos homens...
Tire alguns caras. Coloque a munição no lugar dos homens.
Senhor...
é um transporte para tropas.
E daí? Faça mais algumas viagens. Qual a diferença?
Querem um transporte que não carrega homens,
e um batedor que tem um canhão tão grande quando o de um tanque.
- E escotilhas. - Ótimo! Escotilhas!
Para atirar em qualquer coisa que o canhão deixe passar.
Você não precisa comprar a coisa, John. Só desenhar.
- É um canhão dos infernos!
Esse é o problema
Por que?
Apareça no campo de batalha com essa trolha na torre,
e o inimigo descarregará tudo em cima de você. É como desenhar um grande alvo.
Mas é um transporte de tropas, não um tanque.
Quer que coloque uma placa em 50 idiomas:
"Sou um trasporte de tropas, não um tanque, por favor, não atire"?
Isso vai ser tão lindo...
- Bom trabalho, Smith. - Para mim, está perfeito.
- Obrigado, senhor. - Só que...
Sim, general?
Parece um pouco com um tanque, com o canhão. Provavelmente atrairá mais fogo.
Na verdade, senhor, também percebemos isso.
Nós sabemos que não é um tanque, mas e o outro lado?
Acho que dá prá aumentar um pouco a blindagem.
Coronel, dá prá explicar o por que dessas escotilhas na lateral?
Sim senhor. Para que, a seu pedido, os homens possam atirar nos inimigos.
- Você está brincando, não? - Escotilhas? Agora somos a marinha?
Diga... acha que dá prá tornar essa coisa anfíbia?
Cruzar um rio com as tropas?
Não.
Uh... Não, senhor. Não.
Não, não, não, não, não...
Anfíbio? O Bradley deveria nadar?
Ao menos em teoria.
Transporte de tropas anfíbio traço batedor...
traço tanque.
Mais alguns meses e essa coisa poderia voar.
O que é isso na margem?
"Por favor ajude-me,
"Estou ficando louco,
"RLS."
Tenente coronel Robert Laurel Smith, supervisor chefe de desenvolvimento.
Alumínio.
Essa coisa tem uma pele de alumínio.
Qualquer tiro que derem nela, atravessará como uma faca quente pela manteiga.
Estamos usando aço no lugar do alumínio.
É claro que, aço é muito mais pesado que alumínio,
portanto não será tão rápido.
Não podemos perder velocidade ou não servirá como batedor.
Também não será páreo para os tanques.
Blindagem é uma contra-medida. Vamos pensar de forma pró-ativa.
Equipe-o com mísseis anti-tanque,
assim ele destrói os tanques inimigos antes deles atirarem.
O que acha, coronel?
Beleza.
- Mísseis anti-tanque? - Eu não sei.
Os homens terão de usar os mísseis como chapéus!
Eu não sei, Jones. Por isso te pagam tão bem.
- Não cabe, Coronel, não estamos falando de... - De um par de calças. Eu sei. EU SEI!
Puta merda!
Estamos falando de 11 anos e nada para ser mostrado!
Exceto um úlcera do tamanho do distrito de Columbia
e uma carreira em permanente pausa!
Vê isso?
Carrego essa águia no ombro há tanto tempo que já estou criando penas!
Se precisa desenhar chapéus para acomodar a porra dos mísseis, faça.
Com licença, senhor...
Uh... Senhoras e senhores, sua atenção, por favor.
Queiram sentar-se.
Obrigado.
Temos o prazer de apresentar um modelo em escala real
do novo veículo de combate Bradley.
Serve como batedor, transporte de tropas e equipado com armamento anti-tanque
carrega seis homens.
Quantos deveria carregar?
- 11?. - O Bradley conta
com sofisticado equipamento de vigilância.
Também é equipamento com um canhão de fogo-rápido e um lança-foguetes anti-tanque.
O que significa que ele carrega...
1500 cápsulas e dez mísseis anti-tanque TOW.
Em resumo, cavalheiros, o que está diante de vocês é...
Um transporte de tropas que não carrega tropas,
um veículo de reconhecimento que é muito visível para fazer reconhecimento...
E um quase-tanque que tem menos blindagem que um limpa-neve,
mas munição suficiente para explodir metade de Washington.
- Fantastico. - Parabéns, General Smith.
- General? - Serviço de primeira.
General?
Vamos contruir.
Estão construindo?
É isso que estamos construindo?
Secretário de defesa
Sentem-se por favor.
Isso será rápido, preciso ir para o salão oval.
Quero mostrar-lhes o "New York Times" de hoje.
Peço a gentileza de abrirem na página do editorial.
Diz, basicamente, que todas as armas que produzimos é lixo super-faturado.
Bem, isso não é novidade. Os críticos dizem isso há anos.
A novidade para mim diz respeito
a nossa supostamente espetacular arma anti-aérea "Sargento York".
Diz aí que, depois do Sargento York não conseguir acertar aeronaves,
tentamos acertar em helicópteros pairando.
Quando erramos os helicópteros pairando,
atiramos em alvos fixos, e também erramos.
Bem, isso é possível, General Keane?
Houve um problema com o sensor de proximidade.
De acordo com o jornal, um míssil travou em um ventilador na latrina!
E destruiu a latrina. Estávamos testando tiros em latrinas?
Meu primeiro-sargento estava naquela latrina. Eu garanto e e ele jura que não.
Por que estou descobrindo isso pelo jornal?
Me faz parecer tolo, e eu não sou um homem tolo.
General Cushing, algum problema com os testes do míssil Maverick?
Não, senhor.
Almirante Morehouse, algum problema com o A-12?
- De jeito nehum, senhor. - General Partridge...
- Senhor! - Problemas com o Bradley?
Não, senhor. Absolutamente não.
A produção é iminente.
Sr secretário, acho que a imprensa está numa caça às bruxas,
procurando problemas onde eles não existem.
Espero que esteja certo, General. Porque nós temos problemas.
Terroristas no Líbano, e o coronel Kadafi na Líbia,
e sandinistas na Nicarágua,
e sem esquecer nossos problemas com a União Soviética.
Francamente, não gosto de telefonemas de repórteres e congressistas
perguntando por que nada do que estamos fazendo funciona,
e não saber responder, porque os encarregados desses desenvolvimentos
me dizem que está tudo jóia!
Portanto, se vocês não têm problemas, bom.
Se têm, livrem-se deles.
Quero essas armas construídas. Por vocês, ou encontro quem consiga.
Queria me ver, senhor?
Sim, queria.
Feche a merda da porta, entre.
Sobre os testes que você quer fazer com o Bradley.
Eu entendo sua preocupação,
mas se você fosse um especialista em combate blindado e não um piloto,
entenderia que o Bradley é um bom veículo.
4,000 americanos serão empregados para construí-lo, o exército o quer.
- Leia os arquivos... - Eu lí os arquivos, senhor.
200 páginas sobre a porta traseira,
250 páginas sobre a pintura, simulações de combate em computador -
nenhum teste indicando o que pode acontecer se o Bradley levar um tiro.
Por isso, ordenei um teste completo com munição real.
Quero equipar um Bradley com toda a munição que ele levaria para a batalha,
encher os tanques de combustível, e atingí-lo com uma arma soviética anti-tanque,
- para ver como ele se sai - Cancele.
Senhor?
Acho que estamos tendo um problema de comunicação.
Quaisquer problemas, nós consertaremos: no campo, depois que forem entregues.
- Mas, general... - É assim que funciona e é como faremos.
Ninguém leva seu trabalho mais a sério do que eu,
mas eu também tenho um trabalho: entregar o Bradley.
Quero aquele lança-foquetes apontado para os soviéticos.
Tome.
Jesus.
Dispensado.
- Boa tarde. Boa tarde. - Boa tarde, senhor.
- Fanning! - Sim, senhor?
- O que houve com você? - Não pergunte. O que é isso?
Estava em sua mesa quando voltei do almoço.
Um pouco de munição para sua batalha Bradley.
Hm!
É um relatório de teste do exército britânico.
Confidencial também.
Até chegar aqui.
General Smith, Jim Burton.
Como você me encontrou?
Você tem uma caligrafia muito particular.
Estive lendo memorandos de 1968 do Bradley,
com suas anotações na margem, ou... suas iniciais.
- Essa caligrafia? - Não podem nos ver conversando.
Você entrou em contato comigo, general.
Não. Você recebeu uma dica anônima sobre a qual eu não sei de nada.
Os ingleses descobriram que o alumínio libera uma gás tóxigo quando atingido.
Más nóticias para homens em veículos com blindagem de alumínio.
Não podemos... Sentar e conversar?
Se o pentágono precisar escolher entre ferrar nós dois ou um espião soviético,
escolherão nós dois em um instante.
Quem exatamente somos "nós" coronel?
Há pessoas no Pentágono que não param de ver bilhões de dólares
jogados fora em armas defeituosas nas quais nossos homens devem confiar suas vidas.
Pessoas como você, coronel. "Nós" somos os inimigos.
- De quem? - De majores que querem ser coronéis,
coronéis que querem ser generais, pode apostar que somos os inimigos.
Para subir, você tem que entregar as coisas prontas.
Você não quer deixar a peteca cair,
porque se deixar, sem promoção, sem estrela,
sem trabalho fácil em algum fornecedor quando se aposentar.
E é por isso, coronel, que todo mundo ligado ao Bradley fará de tudo para parar seus testes.
General, aprecio seu interesse, mas não seus métodos.
Quaisquer problemas que eu estiver tendo sobre o Bradley
será resolvido às claras.
Se você tem algo a dizer,
aposto que o "Washington Post" adoraria ouvir.
Eu? A imprensa? Ficou louco? O exército é minha vida.
Como você, faço parte do sistema, e você não tem a menor chance de fazer seus testes,
não a menos que queira arruinar sua carreira.
E se pensa que está protegido por que o congresso te designou, pense melhor.
Bom dia, coronel. E boa sorte.
Então por que você me mandou aquele relatório?
Senhor.
- Bom te ver, general. - Bom te ver.
- Boa noite, senhor.
Daí ele me cochichou, "Por que você acha que o general sempre fica em posição de sentido?"
- Senhor, o major Sayers está na biblioteca. - Diga ao major Sayers que estou ocupado.
Ele disse que o pentelho ordenou testes no Bradley.
O que? Vou ferrá-lo tão rápido que.
Quem, senhor? O major Sayers ou o pentelho?
General, ele sabe do estudo dos britânicos.
- Que estudo? - Sobre o alumínio.
Alumínio que é usado no Bradley, senhor.
Quando atingido por um projétil, pega fogo e libera um gás tóxico.
Madição.
Lotamos uma revolução para que pudéssemos ignorar os britânicos!
Prá que bagunçar as coisas agora?
- Achei que tivesse falado com ele. - Falei.
- Ele deve ser burro ou inocente. - Você não pode impedí-lo, senhor?
Não. Não sou seu oficial comandante.
Algum congressista novato decidiu que quer mais objetividade no processo de testes.
Merda de controles externos.
General, com todo respeito, não é somente um controle,
é a porra de um bloqueio total!
Se não colocarmos o Bradley prá fora agora, ficará preso em desenvolvimento para sempre.
Comece a produção agora.
Jogue um ou dois ossos para o Burton. Deixe-o fazer alguns testes.
Sim senhor, general. Na verdade, ele que explodí-lo.
Quero que se foda o que o Burton quer.
Deixe fazer alguma bosta, fazer um "teste-drive", tentar estacionar , o cuzão!
Só coloque em produção.
Estou certa ao entender que você não está de acordo
com os testes propostos pelo coronel Burton?
Absolutamente não.
Absolutamente não, sim, ou absolutamente não, não?
Absolutamente não absolutamente.
Você está questionando os motivos ou os métodos?
Não tenho porque questionar os motivos do coronel Burton.
Só posso falar de seus métodos.
Que são, por assim dizer, peculiares.
Há outras formas de descobrir
se as roupas pegam fogo caso o Bradley leve um tiro.
Vejam aquela... coisa com os manequins.
- Coronel. - Sim?
- Telefone, senhor. Disseram ser importante. - Muito bem.
- Dalton. - Sim, senhor.
- Encontro você área de tiro. - Sim, senhor.
- Tire a roupa dos bonecos. - Senhor?
Tire a roupa dos bonecos, sargento, agora.
Obrigado. Vamos.
Atire quando quiser.
Área da retro-explosão livre!
- A caminho, senhor. - Fogo.
Espere aí. Deixe eu ver esses.
Uh-huh. Parece bom, os uniformes estão bons.
Espere um minuto, o que é aquilo?
Aquilo é parte do nosso teste, coronel.
Espere um minuto.
Ninguém sob meu comando recebeu ordens para despir os bonecos
e colocar suas roupas em um recipiente à prova de fogo
dentro do veículo enquanto o coronel Burton não estava olhando.
Vocês são dois palhaços!
Não vimos motivos para colocar no relatório de testes
os insultos que foram trocados naquele dia.
Foram apagados do relatório final.
Exceto a infeliz referência do coronel Bach sobre a mãe do coronel Burton.
A temperatura estava subindo.
Parece que, dentro do Bradley também.
Há um grau de incerteza envolvido em todo teste.
Essa é a razão de se fazer testes: descobrir o que acontece.
Se soubéssemos qual seria o resultado, não precisaríamos fazer o teste.
E só porque os resultados nem sempre eram
do jeito que o coronel Burton esperava...
não podemos assumir que havia alguma trapaça acontecendo.
Diga, general, encher os tanques de combustível com água
para um teste de combustibilidade dos tanques:
Isso não é trapaça?
Se os tanques estivessem cheios de combustível
provavelmente o veículo teria explodido.
Não é esse o ponto?
Se o veículo explodisse, não poderíamos fazer mais testes.
Não posso pedir um monte de Bradleys só para explodí-los!
A menos que vocês me deixem gastar mais dinheiro, o que eu duvido.
General, acho que foram feitas tentativas de tornar o Bradley anfíbio?
Sim, mas não entendí o que isso tem a ver.
Quantos Bradleys foram perdidos naquele experimento?
Perdidos?
O relatório diz que quatro Bradleys afundaram durante o teste.
É uma questão de opinião.
Não é opinião, general.
Quatro deles afundaram.
Tecnicamente, sim.
General, podemos voltar aos tanques de combustível?
Venha. Bom.
Sargento, nós sempre enchemos os tanques com água?
Não, senhor.
Só quando estamos testando o veículo, senhor.
O que mais eu não sei?
Sargento, estou te fazendo uma pergunta.
O que mais eu não sei sobre os testes?
A munição dentro do Bradley, senhor.
O que que tem?
Areia.
Afirmativo, senhor.
Diga...
o termo "corte-marcial"
já passou pela cabeça de alguém aqui?
- Não, senhor. - Sério?
Isso é impressionante, sargento.
Vemos água escorrendo dos tanques de combustível
e areia sair da munição
logo depois de fazer um teste para verificar se essa porra é segura!
e ninguém nunca nem pensou no termo "corte-marcial"?
Por que será? - Se não se importar em dizer.
Obedecemos ordens, senhor.
Você acha que seguir essas ordens parece correto, sargento?
Não importa o que eu acho ou faço, senhor,
porque guerreiros de escritório em Washington
acharão um milhão de maneiras
de fazer os testes darem o resultado que eles quiserem, senhor.
Não estou aqui para manipular resultados de testes.
- Estou aqui para aprender a verdade. - Quer a verdade, senhor?
Todo ano aparece um novo cavaleiro branco, senhor.
Um cara igual a você, e vocês são iguais no começo.
Grandes discursos que viram merda em seis meses, quando vem a promoção.
Daí serão só negócios, como sempre.
Onde aprendeu essa péssima postura, sargento?
Aqui mesmo, senhor,
vendo caras como você.
Bem, sinto muito.
Realmente sinto muito por ouvir isso.
Porque, diferente de você, eu levo meu trabalho a sério.
Sério?
Bem, talvez... Talvez o coronel me explique
por que o Bradley foi para produção antes do você terminar seu trabalho.
Pode me dizer o que é isso? Um pedido de 100 Bradleys?
Temos um cronograma, e não vou deixar atrasar só por causa
de alguns testes, porra.
A merda dos testes podem salvar vidas.
O Bradley salvará vidas, coronel, levando os homens para o front.
Tem idéia do que acontecerá com esses homens...
...se o Bradley for atingido e o alumínio pegar fogo?
Sei do estudo inglês, coronel. E é baboseira.
Aquela coisa pode ser uma armadilha.
- Quem disse? - Eu disse.
Você colocou pessoas lá dentro durante o teste?
- Não, é cla... - Então você não sabe de nada.
E, até que saiba, só estará desperdiçando meu tempo.
Está sugerindo que o coronel Burton não tinha motivos para estar preocupado?
Estou sugerindo que o coronel Burton e seus testes
não revelaram nenhuma novidade.
Exceto seu talento para teatro.
- Teatro, general? - Sim, teatro.
Teatro barato, na verdade.
Agora o pentelho mandou um memorando
determinando que, para os testes, ele vai utilizar ovelhas.
Jesus, nós já começamos a montar os chassis.
- Não se preocupe. - Se as ovelhas morrerem
- precisaremos parar a produção. - Sempre tem um jeitinho.
- Com certeza. - Como o que?
Podemos enviar os protetores dos direitos dos animais.
Bem... É um tratamento cruel e incomum com as ovelhas.
Costeletas de cordeiro.
Sim, esse é meu.
- Sim. - O major Sayers ligou, senhor.
- Quando planejam fazer os testes? - Assim que mandarmos as ovelhas.
"Nós"? Achei que eles cuidariam das ovelhas.
Disseram que está em nossas mãos.
Chefia do departamento médico.
O que o depto. médico tem a ver com ovelhas?
Procuradoria de Ruminantes
- Com licensa. - Coronel burton.
- Disseram que você viria. - Quem disse isso?
O coronel Bach, ele criou esse escritório semana passada com o depto. médico.
- É você que está tentando matar o Bradley. - Quem disse isso?
Desculpe, senhor, toda informação desse escritório é confidencial.
Então, o que é a "procuradoria ruminante" afinal?
É o que esse escritório foi criado para fazer.
- Mas o que é? - Análise e criação de políticas
para obtenção de dados de pesquisa e otimização de testes com ruminantes.
Os ruminantes tem que ser...
Ovelhas. Você está falando de ovelhas. Você é encarregado de comprar ovelhas, certo?
Não podemos simplesmente sair e comprar ovelhas, senhor.
Por que não?
Faremos testes de vaporização com as ovelhas.
Vaporização é o que acontece quando uma ogiva penetra a blindagem.
Tenente, sei o é que um teste de vaporização.
Fui eu quem pediu o teste.
Bem, então sabe que precisamos das especificações de ovelhas antes de prosseguir.
Especificações de ovelhas? O que são especs de ovelhas?
Especificações!
Tosado ou com pêlo, carneiros, cordeiros ou bodes?
Pêlos longos ou curtos? Carneiro tosado ou cordeiro com pêlo?
Selvagens ou domésticadas? Domesticadas tosadas ou selvagens com pêlo?
Quanto tempo demora para fazer suas especificações de ovelhas?
Não muito. Seis, oito meses no máximo.
Mas daí, precisamos de mais 8 meses para avaliar os dados.
Depois podemos partir para o protótipo da avaliação de ruminantes...
- Quanto? - Bem...
Tudo bem, traga aqui.
Venha. Venha.
Um pouco mais.
Whoa!
Senhor, o coronel Bach está vindo para cá.
Tenho certeza que está.
Ele está com uma puta cara de bunda, senhor.
Tenho certeza que está, sargento.
- Vamos, vamos. - O que essas ovelhas estão fazendo aqui?
- Eu comprei. - Não pode fazer isso!
- Bem, eu fiz. - Não há especificações de ovelhas, coronel!
- Atendem minhas especificações, major. - E quais são?
Estão vivas e fortes, para mim, isso basta.
Testar é uma ciência, coronel. Precisa ter experimentos controlados.
- Não pode só enfiar uma ovelha no... - Tá bom. Não quer as ovelhas?
Lennon, Chavez, tirem as ovelhas daí,
- e entrem no Bradley. Dalton! - Sim, senhor?
Entre no Bradley.
- Senhor? - Preciso do teste de vaporização, entre.
- Todo mundo entrando. - Você ficou louco de vez?
Acha que isso é uma piada, coronel?
Tudo bem, vamos usar as ovelhas. É uma grande idéia.
Usar ovelhas no Bradley. Vamos, ovelhas.
Entrem lá... puta merda!
Área de retro-explosão livre!
- A caminho, senhor. - Fogo!
Meu Deus, Granger, não respire!
- Que diabo aconteceu? - A merda da fumaça!
Para trás!
- Como se sente? - Estou bem.
Jesus, só uma respiradinha...
Você olhou lá dentro?
Nada poderia sobreviver a aquela fumaça.
Sargento, onde estão as ovelhas?
O major Sayers disse que seriam incineradas.
- O que? - Eles as levaram, senhor.
Whoa! Não! Pare, pare!
- Siga aquelas ovelhas! - Senhor?
- Pare o caminhão, é uma ordem! - Sim, senhor.
Sargento.
Preciso delas para a autópsia.
Para verificar o resultado do teste.
Já ví. Nós o pegamos, senhor.
- Não ligue para eles! - Senhor?
Concentre-se nas ovelhas.
Cuidado!
Mexa-se!
Vamos, vamos!
Porra! Por que diabos vocês nos pararam?
- Parem as ovelhas! - Qual a pressa, senhor?
Nenhum dos testes que ordenei foi feito como deveria.
E como o meu trabalho é...
Seu trabalho é parar de resmungar e servir seu país como deve um oficial!
Meu trabalho é conduzir alguns testes integrados e reportar-me ao congresso.
E para isso, tenho que insistir por um teste com fogo real no Bradley
em condições de combate.
Escute, espertinho, você não sabe bosta nenhuma sobre combate!
Sei que há varias maneiras de morrer naquele veículo, senhor.
- Não me dê sermões, filho da puta! - Eu quero um teste realístico...
- A prioridade número um é... - Pessoas primeiro, veículo em segundo!!
Essas são minhas prioridades. Parece que as do exército são o oposto.
Você está muito fora da linha.
Não assinarei o Bradley sem um teste de fogo-real.
- Senhor? - Quem é o comandante do Burton?
General De Grasso, senhor.
Entre em contato com ele, agora.
É uma questão econômica, coronel. Você será transferido.
Enquanto isso, posso... continuar minha tarefa atual?
Sua tarefa atual foi eliminada, coronel.
Achei que não poderia ser eliminada.
- Foi dada pelo congresso. - Mas você é pago pelo exército.
Se não puderem arcar com o custo você não tem trabalho.
Ccoronel, é hora de seguir em frente.
Não deixe esse pequeno problema prendê-lo.
Será que o coronel aceitaria um drink com um soldado raso?
O soldado raso acha que o coronel precisa de um?
- O que vão fazer, despedí-lo? - Tudo bem, só um.
Sabe o que é mais irônico?
O general Omar Bradley foi um estrategista brilhante e um grande líder.
Sem ego, só fazia o trabalho.
E cuidava da moral e da segurança de seus homens.
E colocaram seu nome nessa coisa!
Que belo chute na bunda.
O mais perto que eles chegaram de um campo de batalha
foi um campo de golfe numa manhã de sábado.
Sabe, Fanning...
Eu sei que o Pentágono não é uma instituição de caridade,
são só fluxos de caixa e egos.
Faz parte, é como funciona, tudo bem, mas...
de alguma forma...
eu sempre pensei que os homens vinham em primeiro lugar.
Sempre pensei que as pessoas no topo
sabiam que o importante era o soldado no campo.
Você fez o melhor que pode.
- Fiz? - Sim, senhor, fez.
Bem, agora é problema de outra pessoa.
Meu problema é recuperar minha carreira.
Que parece não estar destruída se eu for um bom menino.
Então é isso.
É isso.
O homem disse: "guerra é inferno".
Não deveria conhecer tempos de paz.
- Você se importa? - Não, por favor.
Não acredito em desperdício governamental.
- Burton. - Quer dizer que te transferiram?
Tem alguma coisa que você não sabe?
Bem, até onde você quer chegar com isso?
A pergunta é: Até onde podem me mandar?
Faça uma viagem até a California no final de semana.
Não estou a fim de férias.
Ningué vai a Fresno em férias, coronel.
- Posso ajudá-lo, senhor? - Coronel Burton.
Vim ver o gerente de projetos.
- Coronel Burton? - Sim.
Steve Johnson, gerente de projetos.
Olá, obrigado.
Tudo pronto, vamos!
O que está havendo? Quem mudou as especificações?
Os israelenses.
Israelenses? Quando?
Quando fizeram o pedido.
- Então esses são para exportação? - Sim.
- Todos? - Sim, coronel.
Está me dizendo que estamos fabricando duas versões diferentes do veículo?
Os israelenses não queriam o Bradley como foi projetado, coronel.
Pediram para colocar os tanques do lado de fora,
reforço na blindagem um sistema de ventilação diferente...
Tudo bem. E quanto aos nossos Bradleys?
Exatamente iguais aos que você testou, coronel.
- Acha que foi seguido? - Seguido?
Dirigí por horas. Nem eu sei onde estou.
Talvez prefira um encontro no clube dos oficiais?
- Quando os israelenses testaram? - Eles nem precisaram,
só de olhar para ele, viram que era uma arapuca.
Então, enquanto mandamos nossos homens para a morte,
os figurões do Pentágono redesenham essa porra para os outros!
Não dá para exportar desse jeito.
Negócios, como sempre.
Talvez você queira continuar brigando com os filhos da puta?
Perdí meu trabalho, general. Eles estão me transferindo.
Então, eles estão te transferindo, e não tirando sua designação.
Trabalhe de dentro, de onde quer que lhe mandem.
E ficar igual a você?
Enviando bilhetes anônimos e me encontrando em estacionamento?
Você é bom em ficar na sombra. Por que você não faz alguma coisa?
Não posso.
- Me ajude! - Eu fiz tudo que pude.
Estou lutando há quase 20 anos.
Não vou para o buraco por isso! Eu.. tenho muito a perder.
70,000 soldados.
70,000 garotos americanos serão levados para a batalha no Bradley
se a America entrar em outra guerra.
Não podemos ser cúmplices de mandá-los para a morte.
Um telefonema.
- O que? - Um telefonema.
Darei um telefonema e é só.
Sente-se.
General Partridge, você leu o "Washington Post" de hoje?
- Eu lí. - E viu a história,
atribuida a alguém do alto escalão do Pentágono?
Sim, e também estou chocado que alguém do Pentágono possa jogar tão sujo.
A maior parte de minhas informações, eu consigo por vazamentos no Pentágono.
Está dizendo que o Pentágono não consegue guardar segredos?
Não consegue? Então como é que eu tenho que descobrir pela imprensa
que o encarregado pelos testes do Bradley foi despedido?
- Não foi despedido, foi transferido. - Por quem?
Pelo general De Grasso, seu oficial comandante.
Fiquei tão chocado quanto você.
Acho que foi alguma confusão entre o exército e a força aérea...
O tipo de confusão que sempre acontece
nesses programas de testes conjuntos entre departamentos.
- Sim. - O congressista Stratton no telefone.
Sam, como posso ajudar?
Qual artigo? Oh, aquele artigo.
Não, tudo mentira. Intriga da oposição.
Arquive em "Jornalismo Criativo"
Estou vendo isso agora, você será o primeiro a saber. Certo.
Lembranças para Ellen.
General, quero saber tudo sobre o Bradley
- e quero por escrito. - Agora mesmo, senhor.
Essa foi a última ligação que quero receber sobre isso,
do congressista Stratton, ou qualquer outro.
Fui claro, General?
Perfeitamente.
Coronel Burton, quero que faça seu relatório sobre o Bradley.
Senhor? Tive a impressão que meu trabalho tivesse...
Seu trabalho foi reestabelecido.
Quero o relatório na minha mesa até às 1800 de amanhã.
- Sim, senhor. - Coronel, caso não saiba,
de acordo com o manual militar, você deve entregar o relatório só para mim.
Se uma única cópia tornar-se pública, irei acusá-lo
de subversão dos procedimentos e levá-lo a corte marcial.
Pare de empacotar, vamos ficar.
- Como fez isso? - Não fiz nada.
- Nós temos um manual de regras? - Manual de regras, senhor?
- Um manual com regras escritas. - Para que precisa de um manual de regras?
Para jogar pela regra, porque eu sempre jogo pela regra.
Então por que precisa de um manual para dizer quais são as regras?
Preciso que o manual me diga quais regras... Só me consiga o manual.
Precisa de algo mais, senhor? Comida chinesa? "No-Doz?"
Não, obrigado, sargento, estou bem.
Bem, boa noite, senhor.
Qual soa melhor?
"Até agora, o Bradley falhou em virtualmente todos os testes"
ou "O programa de testes do Bradley
"não possui nenhum padrão coerente"?
Ambos soam como coisas que o general não quer no relatório.
Isso não é um relatório, é uma arma mortal.
Senhor, um M-16 é uma arma mortal.
Um relatório é só uma pilha de papel,
a menos que queira fazer cortes com papel bem doloridos.
Vá para casa, sargento.
Boa noite, senhor.
"A falha do Bradley em incorporar até mesmo as medidas de segurança mais simples
"para proteger as tropas, levanta dúvidas quanto a integridade."
"A forma que o teste de vaporização foi conduzido
"sugere negligência ou falha na cadeia de comando."
"As tropas dentro do veículo da maneira que está configurado,
"morrerão pela fumaça tóxica, chamas,
"ou pela pressão criada pelos gases em expansão no compartimento."
"E, por ter mostrado deficiências em todas as áreas,
"esse escritório..."
"...esse escritório informa a necessidade imediata
"de testes com fogo-real em condições de combate"!
- Reescreva! - Senhor?
Reescreva a porra do lixo para que cheire a rosas!
Jesus Cristo!
"Os padrões de teste do Bradley
"foram alterados de forma constante
"de maneira extrema.
"Os testes do Bradley foram extremamente consistentes.
"Eles alteraram
"os padrões
"para testar.
"Teste após teste mostrou falhas de projeto no Bradley.
"Os dados de desempenho fora do esperado..."
"Os dados de desempenho melhor que o esperado..."
"sugerem que não houve vaporização"
Isso é brilhante, tenente, brilhante prá cacete.
Obrigado, senhor.
- Mas, senhor... - O que?
O que isso significa?
O que significa, o que significa? Você que escreveu.
- Boa tarde, senhor. - Boa tarde.
"Os testes do Bradley foram extremamente consistentes."
Isso é o oposto do que você escreveu.
Como podem fazer isso?
Estão jogando de acordo com as regras, sargento,
e eu também.
Cortes com papel...
Doloridos cortes com papel...
"Sua interpretação do meu relatório mostra, na melhor hipótese, um mau entendimento
"dos procedimentos de testes de um veículo com tantas falhas como o Bradley.
"Conforme citado em meu relatório original, a integridade..."
Jesus Cristo! Prá quem essa porra foi enviada?
A lista de distribuição tem 198 nomes.
Corte-marcial para o filho da puta! Tranque-o agora!
- Não podemos. - Lógico que podemos!
O relatório era confidencial e foi enviado para você,
você revisou e enviou de volta para ele.
Ele fez um memorando sobre sua revisão
que pode ser enviado para qualquer um remotamente envolvida com o Bradley.
Nesse caso, 198 pessoas.
Eu vou foder a vida dele.
Vou fatiá-lo, esquartejá-lo, espetar a cabeça dele numa vara.
Não podemos tocá-lo, senhor. Está nas regras.
Então ache algo nas regras que me ajude a fritar o filho da puta!!
O que?
Senhor, o "Washington Post" no telefone.
Esse foi rápido! Vazamentos geralmente só chegam neles depois do almoço.
Sim. Não, não podemos comentar sobre isso agora.
Sim?
Não, ele não pode comentar sobre isso.
Desculpe, mas as regras militares me impedem de comentar.
Eu... não posso comentar.
Não. Não, sem comentários.
Desculpe, adeus.
Estou cansado de falar que não posso falar.
Burton.
Eu... não posso comentar.
Se tem algo que eu possa comentar?
Bem, sim.
Acabo de receber ordens para me apresentar no... Alasca.
O Alasca é um local de prestígio, senhor.
Não, não, não, Garanto que o memorando dele
não tem nenhuma relação com a transferência.
Desculpe, senador. O secretário Weinberger está na outra linha.
Logo eu rotorno com você. Prometo, obrigado.
senhor, Weinberger na linha 2, linha 1 é o "The Times".
3 é o "Wall Street Journal", 4 é a "Newsweek",
linha 5 é o Comitê das Forças Armadas do Senado.
O que eles querem?
Uma audiência, senhor. Sobre o Bradley.
Alasca?
- O que? - Eu disse Alasca, general.
Como eu disse em minha introdução, madame presidente,
é preciso juntar muitas coisas para se obter trabalho de equipe.
- O bom e velho trabalho de equipe. - Sim, você disse, general.
E o coronel Burton não era um companheiro de equipe,
ele era um causador de conflitos.
Não gosto de rotular pessoas, madame presidente.
Mas se quiser fazer tal conexão, será sua opinião, não minha.
Alguma vez você disse ao coronel Burton
"Se eu receber outro telefonema do congresso sobre os seus, uh, relatórios difamatórios, deletados,"
"arranco seu cérebro e sento em cima dele"?
- Isso parece algo que eu diria, senhor? - Responda a pergunta, general, por favor.
Não me lembro de dizer. Apesar de ter sido provocado.
Duas testemunhas afirmaram que você disse isso ao coronel
na porta da farmácia do Pentágono.
Tenho visitado a farmácia.
Com frequência, ultimamente, para pegar antiácidos.
Mas nunca diria algo assim para ninguém.
Ainda mais um colega oficial.
Mas e quanto a sua discórdia com o coronel Burton?
É o relatório dele que eu não aprovo.
O relatório é falacioso, mal informado e acusatório.
E eu não preciso de um oficial mais interessado em aparecer no jornal
do que em defender esse país.
Pensei que ele estava em Anchorage.
Madame presidente, o coronel Burton está aqui.
O comitê gostaria de chamá-lo para testemunhar
Coronel James G Burton, força aérea dos Estados Unidos.
- Madame presidente. - Sim, general?
De acordo com as regras de conduta militar, ninguém pode aparecer nessas audiências
sem autorização expressa de seu oficial comandante.
É uma pena que, o general De Grasso está em viagem na Alemanha.
O general De Grasso não ordenou o coronel Burton a testemunhar.
Você tem razão, mas como o coronel Burton foi transferido para o Alasca,
não está mais sob o comando do general De Grasso.
Estou certa?
Jura dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade,
- com a ajuda de Deus? - Juro.
Parece que você mexeu em um ninho de vespas, coronel.
Isso nunca foi minha intenção, madame.
E qual foi sua intenção?
Só fazer o trabalho para o qual fui designado.
Os relatórios do exército não enfatizam a possibilidade de baixas.
Na verdade, o relatório do general Partridge sobre o Bradley
sequer cita a palavra "baixa",
nem uma vez.
Concluí que era necessário um teste com fogo real.
Repetidamente eu solicitei esse teste.
- E você conseguiu o teste? - Não, madame.
Por que não?
Eu queria mais realismo do que o exército costumava fornecer.
Você quer realismo?
General, você está fora da ordem!
Madame presidente, na intenção de esclarecer alguns desses pontos,
eu gostaria de dizer algo.
Por favor seja breve, general.
Claro.
O coronel Burton que mais realismo, então deixe-me falar do mundo real.
O mundo real tem inimigos.
Há forças trabalhando agora mesmo, enquanto conversamos
com um único objetivo: destruir esse país.
Nós não podemos, não iremos deixar essas forças triunfar,
pois se deixarmos, podem ter certeza que você e eu,
e todo mundo nunca mais terá ao luxo
de reunir-se nesse prédio para debater nada!
Como disse no início, estamos no negócio de vencer.
Isso requer trabalho de equipe.
General, o trabalho de equipe que tanto fala, foi seguido rigorosamente
durante o desenvolvimento do Bradley?
Totalmente!
Talvez queira nos dizer o quanto foi gasto até agora
para projetar o Bradley?
Quanto?
Bem, você tem uma noção, não tem?
É claro.
14.
- Mais ou menos. - 14?
- 14. - Milhões?
Bil... ões.
O que você disse, general?
Bilhões.
Bilhões... com "B"?
Com "B".
$14 bilhões para projetar um veículo blindado?
Essa é uma forma de encarar.
Do dinheiro dos contribuintes.
Somos todos contribuintes, afinal. Estamos nessa juntos.
General, há quantos anos esse programa existe?
Deixe ver, só um instante.
Um... er...
Deixe... Ah.
Deixa ver. 12, 15...
- 17. - O que?
17.
O que é uma prova...
do enorme cuidado que minha equipe toma
no desenvolvimento de cada sistema de armas supervisionado pelo Pentágono.
Hm.
17 anos.
$14 bilhões do dinheiro dos contribuintes.
General, acho que já é hora do público americano
ter o teste com munição real que o coronel Burton quer.
- Amanhã é o grande dia, senhor.
Vou te dizer...
Cada parafuso e porca foi tirado e recolocado, porra.
Isso não seria retentor de chamas, seria?
Acha que fizeram os homens disfarçar a coisa toda?
Não me surpreenderia.
Nem um pouco.
Alojamento, atenção.
A vontade, cavalheiros.
Parece que andaram trabalhando duro.
- Cabo. - senhor?
Traga-me um daqueles M-16.
Vou contar uma história.
Algum problema, sargento?
Não, senhor.
Há um ano, fui ao hospital dos veteranos
visitar um amigo do meu tempo de voo.
Só que, saindo do elevador, virei para o lado errado.
agora, quando eu lembro,
acho que virei para o lado certo.
Pois foi onde eu conheci o Phil.
Obrigado,cabo.
- Mas, senhor... - Deixe-me terminar, Dalton.
Vou dizer algo que aprendí sobre o M-16 com o Phil.
Vocês conhecem o M-16 melhor que eu.
Muitos de vocês usaram no Vietnã. Mas vocês tem sorte.
No início daquela guerra,
enviaram caras para lutar com M-16's que travavam em combate.
Um pouco de poeira, um pouco de chuva, e a arma ficava inútil.
Talvez os primeiros M-16 não foram testados direito.
Talvez alguém estivesse mais preocupado
com um cronograma ou uma promoção
do que com alguns broncos em alguma floresta perdida,
que poderiam acabar com seus estômagos nas mãos.
Mas vocês não conhecem ninguém que tenha passado por isso, conhecem?
Não. Com certeza, não.
Caso contrário, estariam lá fora agora
garantindo que aquele Bradley está exatamente - EXATAMENTE -
como deveria estar sob condições normais de combate.
Com alguns de seus amigos viajando nele, caras como o Phil.
Só que Phil está em coma há 20 anos.
Desde o dia que seu M-16 travou em algum lugar perto de Vinh Long.
Mas que se dane, vocês não conhecem o cara.
Nem ninguém como ele.
Certo?
Senhor?
Aqui!
- General! - Bom dia, senhor.
- Tudo certo? - Tudo certo, senhor.
Venha. Venha.
Um pouco mais. Venha.
- Sargento. - Senhor.
- Tudo certo, sargento? - Certo, senhor.
- Obrigado. - Bem vindo, senhor.
Bem vindo, sargento.
Porra. Parece uma festa.
Senhoras e senhores, sentem-se, por favor.
Obrigado.
Senhoras e senhores, distintos membros do congresso.
Devo dizer que verão o bastante nesse teste
para ter base suficiente de uma vez por todas para concluir
sobre o tipo de excelência sistêmica que buscamos.
Em instantes eu darei o sinal.
E então, quero que visualizem condições de combate.
Imaginem que o homem disparando aquele tiro é o inimigo.
E o Bradley, não preciso dizer...
o Bradley está do nosso lado.
Senhoras e senhores, distintos membros do congresso.
Apresento-lhes, o veículo de combate Bradley.
Acredita nisso?
Sargento.
Tudo sairá como o planejado, certo?
Sairá exatamente como deveria, senhor.
Como planejado, certo?
Cabo, aqui é o sargento Dalton.
Mova o veículo 5 jardas a frente e saia daí. Câmbio.
Entendido.
Para seu conhecimento, o Bradley pode disparar precisamente...
Quanto combustível tem nos tanques, sargento? Só o suficiente para fazer essas manobras?
Não mais do que haveria em combate, senhor.
Sete mísseis TOW disparados do lançador montado na lateral...
- E a munição dentro do Bradley? - Como na especificação, senhor.
- Quais especificações? - Ágil,
- e capaz de fazer páreo para... - Não! Não!
Transportando tropas de infantaria para suporte a operações com tanques,
mais do que temos em condições de teste.
E a hora é agora.
Olhem bem para o veículo de combate Bradley.
O veículo que levará nossos meninos para a vitória por muitos anos.
Área de retro-explosão livre!
Fogo!
Quem é o melhor, baby?
Dalton, Granger!
- Senhor. - Senhor.
Dá prá explicar, por favor?
Nós tentamos dizer, senhor.
Quando o senhor fez aquele discurso
já tínhamos deixado o veículo de volta como deveria estar.
Então vocês estavam...
- estavam na minha frente. - Na frente eu não sei, mas...
estávamos na sua retaguarda desde quando fritou os manequins.
E as ovelhas, senhor. Cara, aquilo foi épico!
Desculpe fazê-los ouvir aquele sermão, eu...
senhor, não há motivo para se desculpar, senhor.
Nós o julgamos errado.
Os homens são prioridade para você, e você provou isso.
Foi um discurso muito bom, senhor.
Sempre que quiser fazer outro, sabe onde nos encontrar.
Obrigado, homens. Obrigado a todos.
Senhor.
O CORONEL BURTON VENCEU A BATALHA PARA MODIFICAR O BRADLEY,
COM ISSO, AS BAIXAS COM SEU USO NA GUERRA DO GOLFO REDUZIRAM SIGNIFICATIVAMENTE.
A MAIORIA DOS OFICIAIS ENVOLVIDOS COM O BRADLEY, FORAM PROMOVIDOS.
OUTROS CONSEGUIRAM ALTOS CARGOS NA INDÚSTRIA DE ARMAMENTOS.
O CORONEL BURTON FOI FORÇADO A SE APOSENTAR.
O PENTÁGONO TEVE QUE GASTAR MAIS $1 BILHÃO (AQUELE, COM "B")
COM "ATUALIZAÇÕES DE CAPACIDADE" DO BRADLEY.
Traduzido e corrigido por ElWoOdBlUeS - 2014
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