All language subtitles for Paolo & Vittorio Taviani - Good Morning Babilonia.ptb

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Original subtitles

"BOM DIA, BABIL�NIA"

Tirem os andaimes.

E aquilo?

Sempre especiais os dois.

Pronto!

Vamos descer.

Jogo-me?

Uma cadeira.

Estou seguro que os que a constru�ram...

puseram-se a olh�-la daqui. De onde estou.

Foram maravilhosos!

� um milagre!

Brindo a ti, Igreja dos Milagres...

e brindo aos av�s de nossos av�s, que h� mil anos a constru�ram.

E que nos transmitiram esse nosso of�cio...

feito com as m�os...

e a fantasia.

Tamb�m � vossa sa�de, pois deram � fachada o esplendor de antes.

Agrade�o aos meus sete filhos, que trabalharam com voc�s.

Quero fazer um brinde especial...

�queles dois patifes l�...

Os dois mais novos, que t�m m�os de ouro...

de mestres.

Todos foram �timos. N�o liguem se elogiei mais aqueles dois.

Est� bem, pai.

Mas creio que nos reuniu para dizer outra coisa.

Muito mais importante...

e menos divertida.

Devagar, devagar.

Um filho n�o deve nunca apressar o pai.

Decidi falar depois, ap�s o �ltimo prato.

Papai...

N�o. Voc� come�ou, e eu devo terminar.

Duccio tem raz�o.

Esse � um jantar de adeus.

O trabalho que hoje terminamos...

foi o �ltimo.

A crise nos atingiu. A firma est� cheia de d�vidas. Devo fech�-la.

Que loucura, pensar�o meus sete filhos. Retiro-me...

para o campo, para a casa onde nasci.

J� sabiam estas coisas, n�o?

Estavam no ar h� tempos.

N�o! Eu n�o sabia droga nenhuma.

Ca� das nuvens.

Isto devia ser uma festa!

E pensar que at� lhes comprei um presente.

Isto � um funeral!

E para mim, ent�o?

Perdoem-me.

Ao nosso mestre!

Ent�o, decidiram vender tudo?

Sim, tudo. Quem comprar far� um armaz�m.

- E voc�s, rapazes? - Rapazes...

Seremos balconistas. Um bom arranjo para n�s.

Mudar�o de profiss�o?

Todos os sete?

At� os dois irm�os das m�os de ouro?

Sim, todos os sete.

Refizemos as contas.

Falem baixo. Acordar�o papai.

- N�o devemos nos abater. - Refletimos bastante.

N�o conv�m vender.

A firma viver� sem oper�rios, basta n�s.

Vamos tirar a mesa.

Por um ano n�o teremos vencimentos.

Piero, seria melhor que n�o se casasse logo.

E os que t�m fam�lia, chega de filhos.

Expliquem �s suas mulheres.

Falem baixo!

Tem medo que papai escute?

Deixe, eu levo.

Duccio, explique a eles...

preocupam-se porque papai se aposentou.

Mas n�s dois n�o.

H� n�s dois.

Basta!

Nicola e eu fomos ao campo ver nosso pai.

Decidimos deixar a It�lia, e partir para a Am�rica.

S� voltaremos com os d�lares...

para reavermos nosso neg�cio.

Trabalharemos juntos de novo nas Catedrais.

- Eu juro. - Eu tamb�m.

- Mas espere, papai. - N�o morra.

N�o morrerei.

Dizem que para ficar jovem, deve-se viver como jovem.

Ent�o, darei uma de jovem.

Juro a voc�s.

Que horas s�o na Am�rica?

Manh�!

Ent�o, antes de dormir lhes direi:

"Bom dia, Andrea. Bom dia, Nicola."

Na outra noite: " Bom dia, Nicola. Bom dia, Andrea." Porque...

nunca terei prefer�ncia entre voc�s.

Voc�s s�o dois, e esta � a for�a de voc�s...

contanto que permane�am iguais.

De outra forma, se tornariam inimigos.

Lembrem-se: Em tudo ser�o sempre iguais.

� o segredo de voc�s.

Segredo dos dois, segredo de Deus.

Estamos meio amedrontados.

- Chegamos. - Estamos na Am�rica.

Mas quem disse?

- Sa�de, Am�rica! - Am�rica, ser�s nossa!

No entanto, a Am�rica n�o se tornou nossa.

Por um ano fomos de um estado a outro...

com trabalhos provis�rios e humilhantes.

Faltam-me quatro porcos, est�o com voc�?

Pergunte em ingl�s ou n�o respondo.

Vou procur�-Ios.

Espere!

Onde os viu por �Itimo?

No "rico".

N�o � "rico", Nicola. �"pico".

N�o adianta! N�o adianta nada!

Se nos fiz�ssemos entender melhor, n�o parar�amos aqui.

Ficaremos aqui para sempre.

N�o! Nicola, repita comigo:

"Um, dois, amarro o sapato"

"Tr�s, quatro, bato na porta"

"Cinco, seis, pego pauzinhos"

"Sete, oito, assento-os direito"

"Nove, dez, um frango grande"

- Ca�ram do penhasco. - Devoraram-se.

Leve os outros embora.

Que nojo! Que nojo!

Que nojo!

Bom dia, Andrea!

Bom dia, Nicola!

- O que est� havendo? - Um par de cavalos.

Meu Deus!

O que est�o fazendo? Pode crer nisso?

Os freios est�o bloqueados.

Malditos filhos da m�e!

Tudo bem, basta ficar calmo.

Logo sairemos, voltem e sentem l� atr�s.

As chamas atingiram a chamin� por 1 hora.

Freios bloqueados, demora aquec�-Ios.

Canalhas!

N�o somos coristas da �pera...

foi um momento de nostalgia.

Somos artes�os...

escultores, educadores, marmoristas...

- Carpinteiros... - Coisas assim.

E pintores.

Vamos a S�o Francisco, � Exposi��o Universal.

Faremos o pavilh�o italiano.

Ele e eu somos os mestres.

Estes vieram da It�lia.

Os outros j� estavam aqui.

E voc�s dois?

Artes�os, como voc�s.

Da Toscana.

Restauramos a Igreja dos Milagres.

E o que fazem aqui?

N�s...

N�o entendemos bem, o que fazem aqui?

Olhem, rapazes!

Fizemos bonito.

Todos italianos fzeram bonito em S�o Francisco.

�ramos os her�is do momento.

S� se falava da nossa Torre das J�ias.

Fomos admitidos como simples oper�rios.

Conseguimos fazer os revestimentos...

e n�o t�nhamos tantos problemas com a l�ngua.

Foi apresentado o flme "Cab�ria".

Outro grande sucesso italiano.

Houve um espectador que quis rever o flme...

Iogo em seguida. Sozinho.

Pagou a sala e a orquestra.

Aquele homem que tanto influiria em nossa vida...

era o maior diretor da Am�rica: D. W. Griffith.

Mande este telegrama...

a Pastroni, diretor de Cab�ria, It�lia.

"O seu filme...

� melhor do que tudo que fa�o.

Esta noite me fez entender que...

o filme que estou fazendo � um caminho errado.

Interrompo o trabalho."

Disse... interrompo. Sr. Griffith? Ouvi bem?

Mas fizemos a convoca��o para segunda-feira.

Como parar tudo? Cem figurantes, seis carros...

- Um momento, cale-se. - N�o podemos...

J� basta!

Acrescente...

"N�o sei se lhe devo ser grato ou odi�-Io.

D. W. Griffith."

Deixe estar, n�o serve.

Os artistas se comunicam nos teatros.

Ei-Io, est� chegando.

Ent�o a It�lia ganha da Am�rica?

O que mais o impressionou em "Cab�ria"?

Tudo!

Tudo? N�o podia ser mais exato?

Uma sequ�ncia? Uma imagem?

- O elefante. - Como?

O elefante negro!

Quer acompanhar a Sra. Griffith?

Verdade que decidiu parar as filmagens?

Vou parar!

Um desastre!

Ao contr�rio, uma sorte.

Pois tenciono transform�-Io.

Podem escrever.

Meu filme ser� parte de um afresco.

Trezentas vezes mais imponente que "Cab�ria".

Pensa em sua velha id�ia, eu sei.

N�o � verdade?

Est� pensando em "Intoler�ncia".

Pare um momento.

� um dil�vio.

Quem a construiu?

Os italianos, � o pavilh�o italiano.

Os italianos! Sempre os italianos!

Estes malditos italianos!

� deles que preciso.

Faz tempo que se foram.

Terminaram o trabalho h� meses.

Procure-os! Quero que trabalhem para mim.

Estou certo de que os acabar� achando, Sr. Grass.

"Intoler�ncia"!

Os dois mestres que quer n�o foram mais vistos...

talvez partiram, como os outros italianos.

Tentarei ach�-Ios. Mas ser� dif�cil.

De onde fala?

Hollywood? Construir elefantes!

Para quem?

Griffith?

Est� certo.

N�o, oper�rios j� h� muitos.

Querem os dois mestres.

Caso os ache, aonde devo mand�-Ios?

Um caminh�o vai de S�o Francisco a Hollywood.

Querem Teodoro e Almicare.

Est� bem, at� logo.

N�s os podemos achar.

Embarcam para Seattle dentro de 1 hora.

Talvez consigamos det�-Ios.

Assim n�o chegaremos a tempo.

Melhor.

Se eles partirem, restaremos s� n�s dois.

E meu sapato desamarrou.

Olhe! Os dois.

Desagrada-me um pouco.

Mas estou contente.

Ent�o s�o os...

Os mestres que o diretor quer.

Chama-se Griffith, n�o �?

Como se chamam?

Almicare Martini.

Teodoro Benvenuti.

Subam, e depois de amanh� estar�o em Hollywood.

Vamos partir. Tudo pronto.

Deixo-os aqui.

O bonde os levar� ao escrit�rio do Sr. Grass...

o diretor de produ��o do Sr. Griffith.

Filhos...

meus filhos.

Meus filhos, aguardo-os.

- Onde estamos? - Acho...

Os mortos no ch�o.

Im�veis.

O rei no trono.

Passo mais lento.

Os dois filhos a cavalo.

C�mera!

A��o!

Partam, meus filhos.

Estarei aqui, esperando-os.

Fomos derrotados.

Mas, quando retornarem...

reconquistar�o meu reino.

Olhe, Andrea...

o velho rei est� chorando.

Venham aqui, tamb�m vou descer.

S�o novatos?

Obrigado.

N�o far�o teste? Somos dan�arinas.

E somos boas.

Podemos ser figurantes.

N�o, n�o depende de mim.

Nem ele est� convencido.

Preciso ver algo.

Quem est� nos trilhos?

O Sr. Griffith testa um maquin�rio novo.

- Os carros est�o prontos. - Suba tamb�m.

Qual � o Griffith?

O de cima, com o chap�u branco.

Bom dia, Sr. Thompson. Vamos.

Somos os italianos.

Ponham-no no ch�o.

Destruam isto.

O Sr. Griffith n�o quer que sobre nem o rabo.

Ent�o, s�o os famosos mestres?

V�o construir o elefante de "Intoler�ncia".

Nosso esbo�o n�o foi aprovado pelo Sr. Griffith.

E voc�s, italianos, far�o melhor?

- J� fizeram muitas coisas. - Eu sei, eu sei.

O ar de Hollywood os rejuvenesceu.

Rejuvenesceram trinta anos.

O fato � que...

Podemos sentar?

Prestaram servi�o militar?

De p�, ent�o.

Em frente, marchem!

Um, dois. Um, dois.

Atores e figurantes a postos.

No teatro, por favor.

Voc�s, n�o.

Coragem! R�pido, por favor.

Voc�s tamb�m. S�o figurantes?

Sim, figurantes... figurantes.

Figurantes.

S vezes, tenho o defeito de falar demais.

Assumam suas posi�es.

Voc� l�, atr�s da mesa do casal.

Entro esta noite aqui, amanh�, tiro tudo.

Preparamos as constru�es para o Sr. Griffith.

Ainda aqui?

N�s o enganamos, Sr. Grass, devemos pagar.

Serve um trabalho.

Qualquer trabalho.

Sim, certo.

N�o. Conhe�o bem os italianos.

Mentirosos...

bons de papo, espertos e pregui�osos.

Barriga ao sol e m�os sobre a barriga.

Estas m�os restauraram catedrais...

de Pisa, Lucca e Floren�a.

De quem voc� � filho?

Somos filhos dos filhos dos filhos...

de Michelangelo e Leonardo.

De quem voc� � filho?

Pedimos desculpas.

Pedimos apenas para trabalhar.

Viva Floren�a!

Viva Floren�a!

Estivemos l� uma vez.

� a cidade mais bela do mundo.

Viva Floren�a!

O sol se vai.

Aos seus postos.

- Prontos? - Pronto.

Esposa adorada!

Vai � esta��o?

N�o, o outro, ap�s meia-noite.

- Os dois est�o aqui. - O qu�?

Sim, s�o eles.

Sabem cuidar de aves?

Aves?

Tenho trabalho para voc�s, subam.

Cem p�ssaros para a cena que rodaremos em duas semanas.

Alimenta��o e limpeza de manh� e � noite.

De dia, lhes arranjarei algum trabalho.

De noite, dormir�o com os bichinhos.

Bem, chegaram, podem descer.

A porta est� aberta.

O que h�, est�o com medo?

Nem lhe dissemos obrigado.

Sinta o fedor!

Morreria de pena de ver outro como n�s.

Bom dia, papai.

O cinema � luz.

Aqui est�o todos num palco.

Ao sentirem o sol no rosto, n�o luz artificial.

O sol os iluminar�.

E o p�blico dever� senti-Io como voc�s.

Agora, de p�.

Assumam suas posi�es.

O sol? E por onde acha que entrar�?

L� em cima h� dois homens que abrir�o as cortinas.

� o momento!

C�mera!

"O ar � o que est� em volta de seu rosto...

e que se torna..."

mais claro quando voc� ri..."

Fiquem calados.

Durmam.

"Voc� � bela...

como uma montanha de neve.

Voc� � bela como uma montanha de neve.

Guardar-te-ei na minha sombra...

e assim n�o derreter�s."

Como lhes diremos, segundo voc�?

"S vezes, caio...

s vezes, caio dentro de seus olhos.

Quem sabe onde vou acabar..."

Que tolice!

No entanto, � bonito.

Vamos, leia outro.

"Gostaria de ser a p�tala de uma flor muito grande.

Sobre a qual apoiarias a cabe�a.

Voc� � bela...

como uma montanha de neve.

Guardar-te-ei na minha sombra...

assim n�o derreter�s."

Shakespeare!

Est�o chegando as duas montanhas de neve.

N�o! Marrom, n�o!

Levem. Eu disse que os quero brancos.

Brancos como duas montanhas de neve.

Brancos assim, est� bem?

Sim. Prontos para rodar?

Cuidado com o sol, ou derreter�s...

como uma montanha de neve.

Chega-te a mim, te guardarei na minha sombra.

Na sua sombra?

Expressando-se em verso hoje?

"Andrea e Nicola convidam Edna e Mabel...

para jantarem amanh� na barraca dos p�ssaros..."

Lembra do pacto que fizemos?

- Sair apenas com... - Diretores e produtores.

Falemos a verdade: Que alegria!

Chegaram.

Sr. Grass e s�cio... pontuais.

E se lhes ped�ssemos para adiar o encontro?

Daria tempo de irmos pro bosque.

N�o, Mabel, meter-se com Andrea e Nicola seria...

seria construir casas com paredes de areia.

S�o dois coitados.

- Estamos atrasadas. - Deixe que esperem.

Estou com os l�bios rachados.

Quando isto me acontece, haver� algo ruim.

No entanto, o �nico modo de vencer � sorrir.

N�o queria estar aqui.

Dinheiro para voltar, temos.

Daria s� para a viagem.

E o que dir�amos a papai?

Queria estar na nossa pra�a tocando na banda.

O que podemos fazer, meus amigos?

Este � o elefante que Griffith quer...

De p�!

Eles fizeram isto?

N�o � poss�vel, n�o acredito, � lindo.

E voc� quer ficar vestido?

Tiro o blus�o.

Sim, o blus�o... mas a mulher quer sentir...

o perfume da pele.

Eu sei, mas...

tenho vergonha.

Ent�o, o que digo?

O corpo da mulher � sempre belo.

Mas ao menos os sapatos.

Eu dizia...

� belo estar com voc�, Andrea.

Mas, �s vezes, pare�o estar com duas pessoas.

Edna e eu somos amigas, mas � diferente.

Em voc�s h� algo mais, est�o sempre juntos.

Iguais, um igualzinho ao outro.

N�o... uma vez...

Diga o que ia dizer.

N�o, por favor. Diga-me.

Uma vez Nicola e eu n�o fomos iguais.

Est�vamos com 8 ou 9 anos...

e t�nhamos 5 centavos cada um.

Compramos dois bilhetes de rifa.

Nicola tinha o n�mero 18 e eu tinha o 50.

Saiu o 18.

E Nicola ganhou uma linda faca espanhola.

O acaso privilegiou um de n�s.

A nossa for�a, a nossa igualdade...

estava rompida.

Por que me contou esta hist�ria?

Para me amedrontar?

Foi para mostrar o quanto a amo, Mabel.

� a �nica pessoa a quem contei isto.

A m�o era a outra...

� esta cicatriz?

N�o diga a Andrea que lhe contei esta hist�ria.

Nunca me perdoaria.

Foram dias felizes.

Edna e Mabel apresentaram seus amigos.

Um domingo, vieram encontrar-nos no bosque.

Vinham de toda parte do mundo fazer cinema.

Quer�amos saber se o elefante...

merecia ser mostrado a Griffith.

� muito cinza, Nicola.

Cinza como um elefante natural.

Natural para o olho humano, n�o para a c�mera.

Se houvesse luz, testaria. Tenho a c�mera.

Daqui a 3 horas ser� dia.

O sol surge aqui.

Que tal esperar a aurora?

Sim, esperaremos. Por favor, Sean.

Nunca vi o sol nascer num bosque.

Se farei um teste, quero-o perfeito.

Quem me ajuda a branquear isto?

Fa�amos um cerco em torno do elefante.

- O qu�? - O que disse?

Um cerco em torno do elefante.

Estou pronto com a c�mera.

- A luz est� boa? - Sim, est�.

Desculpem, rapazes.

Creio que bebi um pouco demais.

Queria apenas dizer que...

Quem sabe o que ser� de n�s dentro de dez...

vinte anos, talvez?

Ent�o, devemos prometer...

n�o esquecer nunca como estamos agora aqui.

Juntos...

Juntos e ajudando um ao outro.

Caramba! Bebi demais, mas queria dizer que...

que o cinema para mim...

que esta nossa Hollywood...

Parecem belos tamb�m por isto...

pelo modo como voc�s, como n�s...

Em suma, esta luz � boa ou n�o?

� boa?

Os dois italianos.

Fizeram um aborto.

Ao contr�rio, � uma obra-prima.

Uma obra-prima mesmo.

Ent�o o levamos ao Sr. Griffith?

O que est� fazendo? Pare!

Querem ser presos?

Venha r�pido. Est�o loucos.

Por favor, fa�a algo.

N�o, segurem...

Queriam fazer cinema, conseguiram.

Aprovaram as correntes.

Sr. Grass, pare com isto.

Vamos.

Quero oito elefantes como aquele.

� bel�ssimo!

Mas os dois italianos j� se foram.

Foram para onde?

Para a cadeia!

Est� brincando!

- O que fizeram? - Espancaram algu�m.

- Quem? - Eu sei.

O seu diretor de produ��o.

Grass?

Pague logo a fian�a dos dois delinquentes e traga-os.

Esta � a minha mesa e aquela � a sua.

De acordo, s�o id�nticas.

Mas me envergonho de sentar l� atr�s.

Tamb�m me envergonho.

Se nosso pai pudesse ver isto.

Podemos faz�-Io vir.

Um momento!

Quem disse para entrar?

Eu bati...

Prestou servi�o militar?

Claro.

Ent�o, em frente, marche. Um, dois!

Estes s�o para os casais.

N�o, para o Griffith e Sr. Bonanni.

Nicola e Andrea quiseram que o pai viesse.

Fazem o que querem.

Eles s�o a menina dos olhos para Griffith.

Quem � este pai italiano que chega?

- Um artista da Toscana. - Como se chama?

Miguel... Angelo. N�o, Rafael!

Rafael? Ouvi falar.

Pensei que j� tivesse morrido.

Est�o chegando.

- Agrada-lhe? - Sim, � belo.

Este � o nosso teatro.

Vamos.

Venham.

O jantar de casamento � oferecido pelo mestre.

Ei-Io.

Vem ao seu encontro.

D�-me aquela bengala.

Vou sozinho.

N�o sabia que mancava.

N�o, faz de prop�sito.

Como de prop�sito?

Quer parecer mais velho.

Qual dos dois cumprimentar� primeiro?

Bom dia, Mestre.

Bom dia.

Posso perguntar quantos anos tem, Sr. Bonanni?

Quantos anos tem?

Noventa.

- Noventa. - Papai...

- Noventa? - N�o � verdade. Tem 70.

� maravilhoso!

Este � o gesto de b�n��o de nossos ancestrais.

E para voc�, Mabel...

para voc�, Edna.

E para voc�s dois, meus filhos.

� um velho uso religioso que praticam na It�lia.

Talvez seja ruim...

Mas devo dizer a verdade.

Aben�oei meus dois filhos.

N�o devia t�-Io feito.

N�o mantiveram a promessa.

Partiram para retornar.

Trabalharam em terra estrangeira...

mas seu ganho devia servir para retomar...

o trabalho que foi do pai de voc�s...

e do pai de seu pai...

e dos ancestrais que constru�ram catedrais.

In�teis anos que este velho...

esperou que os filhos mantivessem a promessa.

Diga algo.

N�s...

Talvez n�o me caiba falar neste momento.

N�o sou seu filho, nem seu parente.

E tamb�m n�o tenho 90 primaveras nos ombros...

como o senhor...

mas, como o senhor, digo sempre o que penso.

N�o sei se nosso trabalho, o de seus filhos...

o meu...

� belo como os dos que constru�ram...

suas maravilhosas catedrais rom�nicas.

O que sei � que aquelas obras nasceram...

como nascem estas hoje...

de um mesmo sonho coletivo.

Creio que seus filhos...

s�o como aqueles obscuros trabalhadores de pedra...

que deixaram suas obras-primas...

nas catedrais que voc�s veneram.

Que contribu�ram para torn�-las famosas.

E que ajudaram o pr�ximo...

a crer e a viver melhor.

E � por isto...

que amo profundamente o cinema...

e o respeito, Bonanni.

Nota-se que j� fui ator, n�o �?

Fiz de tudo na vida.

Mas nunca falei t�o bem como hoje.

Brindo ao Bonanni!

GUERRA NA EUROPA A AM�RICA INTERVIR�?

TEME-SE PROTESTO NA PREMIERE DE "INTOLER�NCIA"

Os elefantes.

- Que altura ter�o? - Os elefantes?

As colunas, 30 metros, os elefantes, 10.

Pesam mais de 5 mil quilos, cada.

Obrigado, Griffith.

Paz. N�o � guerra!

Americanos entram na guerra!

- Aonde devo ir? - Para casa, por favor.

O endere�o?

N�o... ao hospital.

N�o os perca.

V� mais depressa.

N�o ria, mas creio que tamb�m me sinto mal.

Est� dizendo que...

Sou o marido da outra senhora. Quanto tempo vou esperar?

A outra?

A outra � minha mulher.

N�o est� em trabalho de parto ainda.

Por qu�? Est� com dores.

De imita��o, talvez.

Como de imita��o?

Espero que sejam dores de imita��o.

Pode ocorrer. Viu a amiga...

O que fa�o, levo-a?

Eu disse que acho, pode ser mais s�rio.

At� sua presen�a a deixa agitada.

Sabe que nome vou lhe dar?

O nome de papai. Bonanno!

N�o, espere. Tamb�m pensei nisto.

Mas o meu j� nasceu.

- O meu nascer� logo. - H� o nome do vov�.

Agrada-me o do papai.

Tiremos a sorte.

Nicola, como sou tola. Desculpe-me.

Estou fazendo um papel�o.

Pode ser imita��o, mas tenho dores de verdade.

A minha Edna, sempre atriz.

Sinto-me t�o mal.

Onde d�i?

Onde est� Mabel?

No quarto ao lado.

Novidade?

N�o, nada ainda.

Ent�o, venha c�, devemos festejar.

N�o, virei mais tarde.

Tenho de tomar um pouco de ar.

Voc� est� na sua, mas eu ainda...

Amanh� festejaremos Edna.

Estou morrendo.

Como todos s�o belos!

O que fez?

N�o me toque!

E este, o que faz aqui?

� seu filho, Nicola.

N�o pense nele agora.

Mabel cuidar� de dois filhos.

Dar� leite ao seu...

e cuidar� de voc� e de mim.

Mas como voc� � corajoso.

Quieto, vou embora.

Voc� est� sofrendo, eu sei.

E n�o tiro sua raz�o.

Voc� tem mais sorte.

N�o quero acabar com inveja de voc�.

Mas n�o � culpa minha.

Mas tem mais sorte, isto posso dizer?

Mas n�o me agrada como diz.

N�o se comporta como irm�o.

O que quer dizer "irm�o"?

N�o sei.

Deixe que cuidemos de voc� e de seu filho.

N�o deixo meu filho com voc�.

Mas por qu�?

Por nada. N�o o deixo com voc�!

N�o somos mais iguais.

Peguemos a crian�a.

Est� louco de verdade? Minha mulher o tem no peito.

J� n�o somos mais iguais.

V� sozinho.

N�o quero tornar a v�-Io em toda minha vida.

Voc�? Imagine eu!

Quando pretende voltar a trabalhar?

N�o sei. Ele tenta, desenha sempre.

Mas nunca est� satisfeito. Rasga tudo.

E depois tenta de novo.

N�o aguento mais.

E o irm�o, Nicola?

Confiou o menino � nossa velha amiga Marga.

E hoje embarca para a It�lia.

Decidiu juntar-se ao Ex�rcito em guerra.

Vamos! De p�!

Tenente! O operador est� morto.

Cad� o soldado que esteve na Am�rica?

Hollywood! Hollywood!

Voc� � o "Hollywood"? Sabe us�-la?

N�o era meu of�cio, mas tentarei.

Devagar.

Senhor tenente, com licen�a.

Onde est� o batalh�o toscano?

Mais na frente, ao lado da Bas�lica...

eu acho.

- Quem s�o aqueles? - Americanos.

Foram colocados conosco.

Voc�, que � italiano, que igreja � aquela?

N�o sei, n�o sou dessa regi�o.

D�-me uma m�o.

Belo estilo rom�nico!

Nicola, aten��o!

Quem sabe como isto acabar�.

Nossos filhos n�o ver�o nunca nosso rosto.

Sei o que est� pensando e estou de acordo.

Quando voltarem aqui, a recolher�o.

Assim, nossos filhos poder�o conhecer-nos.

Limpe o rosto, Nicola.

Quer que seu filho o veja assim?

Agora...

procure sorrir para eles.

Estou sorrindo para eles.

Andrea, agora � a sua vez.

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