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Zulu
F�rmacos s�o criados para imitar
a qu�mica natural do c�rebro.
Os que fazem voc� se sentir bem,
se sentir melhor, se sentir invenc�vel.
Linha 3-0, por favor.
Quanto falta para eu conseguir fazer uma cirurgia de 24 horas?
N�o sei se esse � um objetivo saud�vel, Qadri.
Oi. O que est� acontecendo?
Mer est� fazendo uma duodenectomia total
em um abd�men congelado.
- Mudou para hoje? - N�o, ela come�ou ontem.
Em cinco horas bater� o recorde de cirurgia mais longa.
Acha que vai demorar mais 5 horas?
Ader�ncias e tecido cicatrizado demoram um pouco,
ent�o sim, pode bater o recorde.
- Sente-se melhor? - N�o.
Ela recebe muitos pr�mios,
mas eu que sou o Chefe, ent�o tudo bem.
S�o feitos em laborat�rio
e colocados em comprimidos para aliviar a dor,
dando ao corpo a sensa��o de quando faz algo que ama.
- Helm, quer sair? - N�o, obrigada.
- DeLuca? - N�o, obrigado. Estou bem.
Acho que ele precisa de uma pausa.
Quando disse caf� da manh�,
queria mais um lugar onde pud�ssemos sentar,
que anotassem nosso pedido,
e que tivesse menos pin�as boca de le�o.
N�o. Pin�a de redu��o pontiaguda.
Deixo internos auxiliarem quando est�o preparados.
N�o forne�o favores especiais.
No trabalho.
Osteotomia de pesco�o feita. Agora o canal femoral.
- Qual o pr�ximo passo? - Primeiro, farei uma resma.
E o que usar�?
O alargador da �rvore de Natal.
Vamos tomar caf� da manh� na quinta-feira.
Farei torradas.
Por que est� segurando papel higi�nico?
� o item mais importante do acampamento.
Por que seu rosto est� assim?
Vamos acampar no final de semana?
Vamos. Achou que Glen Rock era o qu�?
Parece chique, mas eu mere�o?
� o mais chique dos que fui. Tinha �gua corrente.
- Mas papel higi�nico, n�o... - E nem privadas.
- Ent�o para onde vamos... - Estou levando uma pequena p�.
E tem umas pedras �timas. Voc� coloca por cima...
� um acampamento.
Vamos acampar.
- Vamos mesmo? - Voc� vai amar.
Esse � Tom Koracick, que trabalha aqui?
Tamb�m fiquei surpresa, mas n�o sei.
� algo novo. E � um pouco incr�vel.
N�o esperava namorar gr�vida de 30 semanas,
mas ele � legal e engra�ado, e incr�vel.
E voc� e o Ben, agora que ele voltou para casa?
- Cuidado. - Devagar! Isto � um hospital.
- Vai! - Meu deus.
Bailey, pupilas contra�das.
Traga Narcan, carrinho de parada e oxig�nio.
Deve ser overdose.
15� Temporada | Epis�dio 14 -= I Want a New Drug =-
bruuholmes | vikyor1 | LuhCa tatalo | rmsdiana
Revis�o: rmsdiana | CarolJ
[Equipe InSUBs] Qualidade � InSUBstitu�vel!
- Achei que estaria na SO 3. - Estive ocupada.
Os amigos desse garoto quase me atropelaram.
Jogaram-no para fora do carro. Overdose de opioides.
Por qu�? O que est� havendo na SO 3?
Grey est� fazendo cirurgia desde ontem.
Com grande audi�ncia.
- Bailey, temos mais duas. - Duas overdoses?
Jerry e Paula. Frequentes. Ficam no parque do final da rua.
Sempre acordam com Narcan e recusam tratamento,
mas j� dei tr�s doses e n�o est�o respondendo.
- Deve ser um lote errado. - Certo.
Aten��o, todas as unidades. C�digo vermelho.
Unidades dispon�veis, reportem ao Meridien Park.
Suspeita de m�ltiplas overdoses.
Vamos nos ver muito hoje.
Escutem.
Vamos precisar de todos. Chamem quem est� de plant�o.
Peguem todo Narcan da farm�cia para reverter os opioides.
Estejam preparados para ferimentos secund�rios
e efeitos colaterais.
Espere. Onde est�o meus residentes?
Est�o na galeria da Grey. Vou traz�-los aqui.
- Certo. - E o Hunt?
Ele est�...
Est� se despedindo do Leo. Os pais da Betty v�o lev�-lo.
Sinto muito, mas s�o m�ltiplas overdoses.
Tudo bem, iremos cham�-lo.
Coloque o t�nis. Isso.
Sua m�e comprou isto para ele. Quer ficar?
N�o, � o preferido dele.
�amos v�-lo crescer, ensinar tantas coisas para ele.
Bem, escute.
Eu espero que voc� jogue futebol.
Espero que voc� ame a sua vida.
Espere a�, voc� fez o meu parecer f�til.
� melhor tentar de novo.
Escute.
Sempre vou estar torcendo por voc�.
- Muito bem. Pronta? - N�o.
Mas eles s�o pessoas boas e amam o Leo.
Ele ser� amado.
Podem entrar.
Posso?
Foi mal. Pode peg�-lo.
Oi!
Se ele fica agitado assim, est� com fome.
- J� tivemos um filho. - Est� tudo bem.
Claro.
PS, 911. Est�o chamando todos.
Somos muito gratos a voc�s dois.
- Preciso ir. - Owen...
Muitos traumas chegando. Preciso ir.
Eu...
Quer aliment�-lo? Vou arrumar as coisas dele.
Quero, seria �timo.
Pessoal, diminuam o ritmo.
Falem com seu time, peguem o necess�rio e sigam.
Com tantas pessoas, a comunica��o � essencial.
- Informe. - Ele estava respondendo,
mas voltou a hiperventilar.
Administre Narcan em soro.
Bailey, como est� indo?
Est� pior l� fora do que aqui. H� muitos adolescentes.
Sei que estou parecendo a minha m�e,
mas o mundo est� desabando?
- 0,4mg de Narcan. - Bailey, voc� d� conta?
Vou ver se consigo organizar as ambul�ncias.
- Teddy, eu fa�o isso. - Owen!
- Sinto muito, n�o ia chamar... - � melhor aqui do que em casa.
Tudo bem.
Muitos caindo pelo parque. Nunca vi nada igual.
- Receberam quantas chamadas? - 50, e contando.
Pessoal, escutem!
Faremos o seguinte: Tr�s ambul�ncias parar�o aqui.
Quando retirarem os pacientes,
elas sair�o, e outras tr�s entrar�o.
Montaremos uma triagem para avaliar cada ambul�ncia
e as marcaremos com a etiqueta apropriada.
Etiquetas vermelhas t�m prioridade no PS.
Feridos que possam andar ser�o levados � cl�nica,
onde ser�o avaliados. Obrigado!
Obrigado. Vamos.
Helm, fale da primeira abordagem da AMS.
Disseca-se toda a art�ria mesent�rica superior
para avaliar qualquer invas�o de tumor.
- Helm, voc� est� com dor? - N�o.
Eu n�o devia ter bebido tanto caf�.
- Ent�o pode ir. - N�o, eu seguro.
Se voc� consegue, eu consigo.
- Ela grampeou a bexiga? - Essa n�o � a parte dif�cil.
N�o � dor na perna, bolha no p�, c�ibra nas costas ou a bexiga.
A parte dif�cil � que a cirurgia fica mais dif�cil com o tempo.
Precisa ter os olhos e instintos mais afiados
quando ela acabar do que quando come�ou.
E ela come�ou ontem.
- Acha que ela � meio rob�? - Consigo ouvir voc�s.
Perd�o.
Helm, pode ir. V� atualizar a fam�lia.
Diga que ele est� indo bem.
E depois veja se � �til na emerg�ncia.
Obrigada! Desculpe. Obrigada!
Dr. Hays quer saber da cirurgia dele.
Se for opcional, n�o. Quero liberar as SOs.
- J� viu algo assim? - N�o.
E no dia em que Mer estabelece um novo recorde cir�rgico.
- Quero ir torcer por ela. - Ela tem o DeLuca para isso.
- Eles n�o est�o juntos. - � quase certeza.
Truman! Truman?
- Senhora, tudo bem? - O meu filho, Truman.
Ele tem 3 anos, loiro, est� de camisa azul.
- Chame a seguran�a. - Chamei a pol�cia!
Est�o procurando no parque.
Est�vamos brincando no parque,
ent�o vi ambul�ncias e carros de pol�cia.
Fui ver o que era, quando virei, Truman tinha sumido.
A pol�cia est� procurando,
ent�o pensei em vir aqui, ver um bombeiro ou...
- Qual o seu nome mesmo? - Wendy.
Wendy, vamos te ajudar.
- Jo, pode lev�-la? - Vamos � seguran�a.
- Tem uma foto dele? - Tenho.
Vamos monitorar arritmias.
Vou viajar no fim de semana,
mas Parker ir� checar os eletr�litos e marcadores.
Pode me ligar se algo incomum acontecer.
Se houver sinal.
Vou estar fora do radar.
- Voc� vai para a lua? - Vou acampar.
Por qu�?
Porque Jackson ama acampar e eu o amo.
Eu amo o Ben, mas n�o amo basquete Fantasy,
- ent�o n�o participo. - Eu vou acampar, Bailey,
e vou adorar.
Vai mesmo?
Qadri, este � um abscesso t�pico de usu�rio.
Vamos utilizar antibi�ticos e realizar a limpeza na SO.
Sei que cheira mal,
mas respire pela boca e n�o vai parecer t�o enojada.
O sr. Frazier est� pronto,
e Schmitt dominou o uso da serra,
- ent�o vai auxiliar. - Ele vai ter que esperar.
A t�cnica dele � �tima, eu estarei l�...
Vejo as borboletas entre voc�s e � legal,
mas j� viram a quantidade de pacientes?
Adiei a cirurgia. Ficaremos no trauma.
- Entendi. - Al�m de ter uma overdose,
esta mo�a quebrou os dois bra�os ao cair.
Precisa de cirurgia. Schmitt pode ajudar nisso.
Diga ao anestesista que demos quatro doses de Narcan.
Obrigado. N�o vou desapontar.
- Estou pronto e... - Mostre, n�o fale, Schmitt.
Internos, certo?
- Sem ofensa. - Tudo bem.
Respire pela boca.
Apneia, ritmos irregulares, �ltima PA de 80/40.
Um paciente consciente com duas doses de Narcan
e outro confuso, mas responsivo e verbalizando.
Sem pulso, come�ando RCP.
Helm, leve-os para a cl�nica, mas fique de olho.
- Sim, senhor. - Vamos lev�-lo.
- O que houve? - Ela est� bem?
- Leve-os para a cl�nica. - Betty.
Betty!
5-0.
4-0.
- O que houve? - Conseguiu.
N�o terminei a anastomose nem a linfadenectomia.
- Tesoura de sutura, Bokhee. - Meredith.
Dra. Grey, voc� bateu o recorde de cirurgia mais longa.
Parece que sim.
- Droga. - O qu�?
Agora vou querer bater de novo.
Vamos preparar as compressas.
E o cauterizador.
- Pode atualizar a fam�lia. - Certo.
Direi que o filho foi salvo por uma lenda cir�rgica.
N�o fa�a isso.
- Super hero�na? - N�o.
- Mulher maravilha? - Isso, perfeito.
Obrigada, Bokhee.
Voc� �.
Agora tome cuidado com a esc�pula.
- Qual o ponto para acesso? - O p�lo distal.
Mas espere, h� uma deformidade.
Exato.
Pode imaginar como � desejar tanto algo
que est� disposto a quebrar seus bra�os para conseguir?
Ela n�o queria quebrar os bra�os.
- Eu sei... - J� quebrei os bra�os.
- S�rio? - N�o podia me limpar.
Foi horr�vel.
Mas eu queria o novo quadrinho dos X-men.
Precisava ser o primeiro na fila
porque, no meu mundo, era o que importava.
Caiu de bicicleta?
Voei por cima do guid�o, a uma quadra da loja.
Foram dois meses de gesso, tr�s de fisioterapia,
e Robbie Krimefelt ficou se gabando.
Ent�o entendo como � querer algo e estar disposto...
Nossa. Voc� j�...
Tudo bem. Terminado.
E sem as m�os para se drogar,
talvez ela consiga se desintoxicar.
Diga-me que ela o encontrou.
N�o, mas est�o procurando. Estou preocupada.
A press�o est� alta, ela est� assustada.
Com licen�a.
Eu o encontrei no parque.
- Est� assustado. - Truman.
Eu vou...
Mam�e.
- Obrigado. - Eu o vi sozinho,
e sabia que todos estavam aqui.
Vou conseguir comida e uns sapatos.
- N�o. - Por favor.
Temos que olhar esses p�s.
- Qadri, pode ajud�-lo? - Claro.
Aquela senhora est� bem?
Est�, gra�as a voc�. Ela estava assustada.
N�o, estou falando do parque.
Eu a vi desmaiada no banco com o resto daqueles drogados.
Quero ir embora. Podemos ir?
- Pode pegar nossas roupas? - Claro. S� quero que fique bem.
Quero ir embora. N�o quero que Amelia me veja.
N�o quero que ela passe por isso de novo.
- Certo. - Linus, por favor...
Ajuda! Preciso de ajuda!
Est� tudo bem.
Ela estava falando.
- Estava bem quando chegou. - Bem, agora n�o est�.
- Isso d�i! - O que ela tomou?
Cristal. Fumamos antes dos comprimidos.
- 280 por 145. - Preciso de uma maca!
Sai da frente.
Tenho uma emerg�ncia de hipertens�o aqui.
Fumou metanfetamina e opioides, e o que estava misturado.
Liberem uma sala de trauma.
Tubo 7-0.
Ela chegou bem. Isso aconteceu agora.
- O que houve? Ela est� bem? - Quem �?
- Sei l�. Namorado? - Tire-o daqui.
N�o! Preciso ficar com ela.
- Eu a amo. - Tire-o daqui!
Preciso ficar! Ela n�o fica sozinha.
Deixe-me ajud�-lo. Deixe-os ajud�-la.
- Vamos. - Como posso ajudar?
Temos que ver se tem dano aos �rg�os.
Hipertens�o ICH. Apliquei clevidipina.
- Hunt, precisa se afastar. - Preciso do raio X, agora!
- Deixe-me fazer isso. - Ligue para Amelia.
Diga que Betty voltou.
N�o precisamos que ela bata o carro.
Richard, por favor.
- Preciso ficar com Betty. - N�o, precisa se hidratar.
- Precisamos observ�-lo... - Uma noite na cl�nica,
Betty contou do que sentia medo.
Sangue, ficar sozinha no escuro,
cair num lago congelado,
e que pela vida inteira
precisaria contar que engravidou do traficante aos 15 anos.
E ent�o quem a amaria?
Mas eu amei. Eu a amo.
Disse a ela que teremos uma casa e deixaremos as luzes acesas.
N�o chegaremos perto de um lago, e seja o que for,
eu sempre a amaria.
- Precisa salv�-la, por favor. - Est�o cuidando da Betty.
Venho inform�-lo assim que poss�vel.
Ralph, chamei um cirurgi�o pl�stico
para olhar essas les�es na sua pele.
Nem tenho sapatos, mas farei cirurgia pl�stica.
- Preciso coletar sua urina. - Para o qu�?
- Para um exame toxicol�gico. - N�o � necess�rio.
N�o uso drogas nem bebo �lcool.
S� moro no parque. N�o sou igual a eles.
Eles est�o desvalorizando a vizinhan�a.
Voc� tem onde ficar?
- Um abrigo tempor�rio? - N�o, n�o h� camas dispon�veis.
H� um limite de noites para poder ficar.
Esgotei meses atr�s.
Nunca pensei que chamaria um banco de pra�a de casa,
mas o controle de renda veio, e fui colocado para fora.
- Qadri, o que temos? - Sr. Tennyson.
Ele tem ulcera��es e escaras no dorso dos p�s.
Esse � o dr. Avery. Chefe da cirurgia pl�stica.
N�o quer fazer uma pl�stica no meu nariz?
N�o, senhor. Seu nariz est� perfeito.
Mas gostaria de olhar esses p�s.
Qadri, rosto.
O mediastino est� alargado. A metanfetamina e os opioides...
Est� preocupada com dissec��o da aorta.
� uma complica��o comum da metanfetamina.
Ela est� apresentando os sintomas.
- Onde ela est�? - Amelia...
- Est� ferida ou drogada? - N�o queria te assustar,
recebemos alguns pacientes do Meridien Park,
- e todos tiveram overdose. - Overdose? Ela est� bem?
- Voc� os trouxe aqui? - Ainda estavam na casa.
� a Britney. Britney?
O que aconteceu? Preciso v�-la. Saia.
- N�o podem entrar. - Teve que entub�-la?
- � nossa filha! - E eu sou o m�dico.
Acalmem-se e deixem a dra. Altman trabalhar.
- Voc� tamb�m. - O que aconteceu?
Ela reclamou de dor no peito,
pode ser uma dissec��o da aorta.
- Vamos lev�-la para a cirurgia. - Cirurgia?
- Vamos chamar a Pierce. - Eu fa�o.
- N�o. Tem o PS. - Bailey d� conta.
- Vou chamar a Pierce... - N�o temos tempo.
Owen, deixe-a fazer.
- Certo. - Bem, eu vou tamb�m.
Dr. Hunt, pode ajudar na emerg�ncia
ou pode esperar com os outros pais,
mas voc� n�o vai pisar naquela SO.
Certo, vamos l�.
Cuidado com o beb�, por favor. Vamos l�.
Obrigada. Segure o elevador!
N�o entendo por que o levou. Ele estava bem.
Porque ele se perdeu de voc�, ent�o precisamos examin�-lo.
Ele vai voltar logo.
Deixe-me checar sua press�o de novo.
Estou bem! E ele tamb�m est�.
Dev�amos poder ir embora.
Stuart? Meu deus!
Querido, n�o precisavam ter ligado.
Tivemos um pequeno susto.
Wendy, diga-me o que est� acontecendo.
Eu...
Rita me deu uns comprimidos que usou depois da cirurgia,
- para eu relaxar. - Estava comprando drogas?
Levou Truman com voc� para comprar drogas?
N�o podia deix�-lo no carro.
Por favor, Stuart. Eu sinto muito.
Eu o amo! Voc� precisa me perdoar.
Pode me levar at� o meu filho?
Por favor.
� muita coisa, n�o?
Hoje � um daqueles dias
em que ser um m�dico parece in�til.
Estamos aqui fazendo de tudo para salvar vidas,
e l� fora, as pessoas est�o se matando ou matando algu�m
mais r�pido do que podemos trabalhar.
Qual � o sentido?
Para onde voc� iria,
se desistisse de tudo?
Quando tudo parece perdido,
qual � a sua fuga secreta?
Fui para Barbados uma vez. Um grupo de estrangeiros.
abriu um bar de blues.
Local pequeno, mas com �timos m�sicos.
Ondas, rum, areia, sil�ncio.
E voc�?
No momento, isso parece �timo.
O qu�?
O que �...
- Meu deus. - Filho da m�e.
- Meu deus, n�o. - Deixe-me ver aqui.
Vim assim que soube. Dissec��o tipo B?
Farei endopr�tese endovascular da aorta descendente.
- Webber est� vindo auxiliar. - Obrigada.
Sei que a emerg�ncia est� cheia. Posso assumir daqui.
- N�o. - N�o?
Est� t�o p�lida que posso ver os capilares sob a pele dela.
Essa dissec��o pode romper a aorta dela.
Voc� sabe tanto quanto eu,
Amelia pode n�o ver essa garota abrir os olhos de novo.
- Teddy... - E se isso acontecer,
deixe-me ser a cirurgi� para contar que a perdemos.
Porque ela vai precisar da irm�.
Voc� est� t�o perto.
Conte-me algo.
- Est� bem. O qu�? - Qualquer coisa.
S� consigo pensar que meus p�s e pernas est�o doendo,
ent�o se contar algo, posso pensar sobre isso.
Est� bem.
Quando eu tinha 7 anos, bati um recorde mundial.
Do qu�?
Quantas vezes uma crian�a andou em uma montanha russa em um dia.
- S�rio? Quantas vezes andou? - Doze.
N�o bati um recorde mundial, mas por anos acreditei nisso.
Voc� � um artista.
E nunca pensei nisso porque voc� tamb�m � uma obra de arte.
Fisicamente. Como uma est�tua em Roma.
E quando olho para voc�,
cirurgia n�o � o que vem � mente.
Mas aquilo l� dentro,
quero ser bom assim.
Voc� vai chegar l�.
E voc� tamb�m � bom em muitas coisas.
Muito melhor que um quadrinho.
N�o consegui traz�-lo de volta. Ele era meu paciente.
Eu o deixei em uma cama com um IV no bra�o.
Um garoto perfeitamente saud�vel.
Dra. Shepherd?
Voc� est� bem?
Quer descansar, d� uma volta?
Eu o conhecia.
Aquele garoto.
Ele era...
Ele era um bom garoto.
Ele n�o era um garoto mau.
Vou ter que ligar para os pais dele.
- Posso cuidar disso. - N�o.
N�o, eu estou...
Obrigada.
- Desculpe. - Est� tudo bem.
Desculpe.
Bom trabalho, Qadri.
Voc� vai cortar todo esse tecido morto
at� encontrar sangramento saud�vel.
- Quase terminando. - Posso ficar com eles?
Pode ficar com eles.
- Posso falar com voc�? - Claro.
N�o posso ir acampar.
A verdade � que voc� acha que n�o consegue,
mas quando estiver l�, vai achar deslumbrante.
E vai perceber todas as coisas de que n�o precisamos na vida.
O quanto n�o precisamos.
Quando ficar perto da fogueira, com um prato e uma colher,
voc� percebe que n�o precisa de tr�s pares de botas de esqui.
- Entende? - N�o.
N�o diga que voc� n�o esquia. Eu sei, porque � ao ar livre.
Mas deve ser porque seus pais n�o a levavam,
mas quando eu levar, voc� vai ver.
Deixe eu te mostrar, por favor?
Est� bem. Voltando.
Betty est� no hospital. Ela teve uma overdose.
Amelia vai precisar de ajuda.
Ent�o n�o pode ir acampar. Foi mal.
Sinto muito. Mas voc� deveria ir.
� uma pena.
Tudo bem.
Fica para a pr�xima.
Certo. Estamos quase terminando.
Vou enfaixar voc�.
� importante que mantenha limpo e seco, est� bem?
- Isso vai ser dif�cil. - Ralph mora no parque.
Ele trouxe um garoto perdido hoje.
No parque. N�o tinha percebido isso.
Tudo bem.
Voc� percebe todas as coisas de que n�o precisa.
Sr. Cole, a pol�cia levou sua esposa em cust�dia...
Que bom. Podem ficar com ela.
Senhor, sua esposa tem um problema.
Ela precisa de tratamento.
- Mais do que castigo. - N�o sei o que posso fazer.
N�o, est� certo. N�o se preocupe com ela.
Preocupe-se com ele.
E n�o importa o que ela diga, n�o perdoe.
N�o deixe-a ficar perto dele at� que ela fique s�bria.
Fa�a ela se tratar, mas proteja seu filho.
Entendeu? Proteja seu filho.
Certo, vamos ver pelo angiograma.
Sem vazamentos, o enxerto de stent est� bem aproximado.
O arco a�rtico est� limpo.
N�o h� fluxo pelo cel�aco. Vamos ver pelo femoral.
Contraste.
Mais contraste.
- Odeio que ela mesma fez isso. - Isso � o v�cio.
O que est� te matando fala no seu ouvido
que voc� precisa daquilo para sobreviver.
N�o h� fluxo em nenhuma extremidade.
A aorta distal dela est� bloqueada.
O que significa que n�o h� fluxo na extremidade distal.
- Droga. - Altman,
se tiver alguma medida extraordin�ria para usar,
por favor, use agora.
Certo. Tire tudo.
Vamos ter que abri-la e reconstruir a aorta distal,
- se quisermos salv�-la. - Compressa.
Vamos preparar o abd�men.
Vamos l�. Vamos, Betty.
N�o consigo nem olhar para voc�.
Foi a �ltima coisa que falei antes dela desaparecer.
N�o consigo nem olhar para voc�.
Agora...
Diga-nos que ela vai ficar bem.
Voc�s s�o m�dicos.
Digam que ela vai sair dessa.
Eu gostaria.
Gostaria de poder dizer isso.
- DeLuca, voc� fecha. - Est� bem.
Tempo final, 27 horas e 8 minutos.
Isso bate o recorde do hospital em mais de tr�s horas.
Obrigada pela assist�ncia, dr. DeLuca.
Vou precisar jogar meus p�s no lixo hospitalar,
ent�o preciso de carona para casa.
Amelia precisa de n�s.
� a Betty.
Ela vai precisar de n�s.
Sr. e sra. Dickinson? Ela saiu da cirurgia.
Est� sendo transferida para a UTI.
Gra�as a deus.
Isso quer dizer que ela conseguiu?
Sim, acho que sim.
Venha aqui.
Esse mundo � assustador.
N�o importa o qu�o bem voc� cria seus filhos,
n�o importa o quanto voc� d� para eles,
� um mundo muito assustador.
� mesmo.
Mas tamb�m � bonito.
Se cair no medo e perder a beleza,
voc� come�a a ir para um lugar ruim
e precisa escapar.
N�o vou come�ar a usar drogas.
Eu sei.
Mas fique comigo no lado bonito, por um segundo.
E n�o tem espa�o para mais um?
Ele tem 75 anos.
O p� dele...
N�o, eu entendo.
Obrigado.
- Sem sorte? - N�o deveria ser t�o dif�cil
- encontrar um lugar para ele. - N�o, n�o deveria.
Sinto-me horr�vel.
Falei que podemos decidir ficar em casa ou ao ar livre,
- e eu tenho tantas... - Botas de esqui.
Obrigado.
Passei o dia desbridando o p� dele,
e n�o poder� seguir o protocolo em um banco do parque.
Diria para mant�-lo aqui essa noite,
mas para onde ele vai amanh�?
Owen levou Leo para a creche para voc�s focarem na Britney.
Como vamos contar para ela sobre o namorado?
N�o vamos contar.
- O qu�? - N�o, n�o contaremos.
Temo que algo assim possa mat�-la.
Esse tipo de not�cia pode mat�-la.
Meu noivo morreu.
Anos atr�s.
Morreu na cama, do meu lado.
Teve uma overdose.
Achei que aquilo me mataria tamb�m.
Mas, ao inv�s disso, salvou minha vida.
Porque eu escolhi viver.
Escolhi viver porque ele morreu.
N�o podem proteg�-la disso.
N�o podem proteg�-la da dor que ela vai sentir.
Mas podem desejar que esse seja o fundo do po�o para ela.
Deus, espero que seja o fundo do po�o para ela.
Espero que a fa�a ficar s�bria.
Espero que ela escolha viver.
Por favor, escolha viver.
Querida, por favor. Escolha viver.
Tem certeza?
Tenho. O que voc� quiser.
N�o � muito, mas ficar� seco e aquecido
at� ir para um lugar de verdade.
Tem meias secas, cuecas,
barraca, um saco de dormir, algumas capas de chuva,
e um par de sapatos para quando o incha�o diminuir.
Tinha tudo isso no porta-mala do seu carro?
Eu tinha.
Voc� foi esquecido em um parque, n�o foi?
Quando tinha 3 anos. Pelo seu pai viciado.
Estacionamento de um bar.
E eu tinha 6 anos.
Queria que fosse com 3 anos,
para n�o ter que lembrar que ele me deixou l�.
- Jo, est� tarde para caf�. - � chocolate quente.
N�o sou mais uma crian�a. Sou o Chefe.
- Isso � bom. - � muito bom.
Eu te amo.
Eu te amo.
Chamam de ficar alto por um motivo.
Porque o outro lado � muito baixo.
M�e?
Estou aqui.
Estou aqui.
A vers�o qu�mica n�o vale o que vem depois.
Mas a descarga de dopamina por um trabalho bem feito?
Isso � de gra�a.
E � uma das melhores partes de estar vivo.
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