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ANTERIORMENTE
Bem-vindos a Mordor.
Juras fidelidade a Adar?
Já não temos ninguém a temer.
Têm um. Um feiticeiro antigo.
Liberta o meu povo, e dir-te-ei onde o podes encontrar.
Para que o possas destruir.
Mãe.
Uma montanha de fogo despertou.
Os tremores de terra que provocou espalharam-se pelos ossos da terra,
cerrando as frestas por onde entra o sol.
A mão das trevas fechou-se em torno de Khazad-dûm.
Já não conseguimos ouvir as montanhas.
Neste momento, toda a Terra Média está à beira do abismo.
E os Anéis do Poder são a última esperança de restaurar a luz.
É uma espécie de convite
do Senhor Celebrimbor.
O Reino Insular de Númenor.
As Sete Pedras de Ver de outrora.
Esta foi dada ao meu pai.
Quem se dispõe a proteger a nossa Rainha Regente?
Eu servirei.
- Eu servirei! - Eu servirei!
- Pharazôn! - Vem comigo.
Porque não o impediu?
- Ele é-lhe leal. Seja isso certo ou... - Errado.
A tua prima pode ter o cetro, mas o povo segue-te a ti.
- Com a sua ajuda, podias... - Podia o quê?
Usar a tua influência.
- Abriguem-se! - A rainha!
Não!
Não!
Isildur!
Onde está o meu filho?
O que se passa?
O que está a ver?
O SENHOR DOS ANÉIS: OS ANÉIS DO PODER
Dá-mo cá.
Não!
Vais para casa. Estás a ouvir?
Vens connosco.
Por favor, Berek.
- Por favor. - Ele não o vai ouvir.
Não vai ouvir nenhum de nós.
Não tenhas medo, quatro patas.
Não te vamos comer... ainda.
Sim. Apanhei-te.
Não. Ainda não.
Vamos!
- Não! Está a fugir! Atrás dele! - Não! Deixa-o ir.
Ali é a Floresta Negra.
Nada sai de lá vivo.
Berek.
Meu rapaz.
Berek, foge!
Foge!
Como rei, sempre protegeu os Fiéis. Vou sentir a sua falta.
Falas tão abertamente de reis mortos,
mas recusas mencionar o nome do teu filho.
Culpas-te sem necessidade. A verdadeira culpa é de outra pessoa.
O que estás a tentar dizer?
Por isso, lembra-te, a nossa ilha perecerá, e ainda há tempo...
O que foi?
Rainha Regente.
Capitão.
O que vês?
Os nobres do Norte estão cá.
Parece que o Senhor Belzagar veio prestar os seus respeitos.
Não se pode prestar o que não se tem.
O Pharazôn tem influência sobre ele ou é o contrário?
O contrário.
Rainha Regente?
É assim que homenageamos quem perdemos?
- É só o início da nossa... - Não!
Esperem!
Diz-me.
Quem foi que perdeste?
O meu filho.
Os bens pessoais do teu pai?
Não te ouvi entrar.
Os bens dos mortos.
Tornam-se chaves sagradas de portas, agora, para sempre fechadas.
Lembro-me da morte do meu pai.
Enquanto olhava para um copo de vinho meio cheio da noite anterior.
Pareceu uma traição esvaziar o copo,
mas ele também odiava desperdiçar bom vinho.
Por isso, bebi-o.
Porque estás aqui?
Mostra-me o que escondes atrás das costas, e digo-te.
Nada, primo.
Mas é hora de escolheres.
O teu manto.
Carmesim, pelo futuro de Númenor, ou branco, pelo seu passado?
Qual é a ocasião?
A tua coroação.
Já chorámos os mortos o suficiente.
É hora de atendermos às preocupações dos vivos.
O meu pai usou o branco.
Só me lembro disso.
Disso e de uma águia.
É raro uma águia agraciar uma coroação.
Se uma aparecesse na tua, seria visto como um presságio auspicioso.
Branco, então.
Eu gosto mais do vermelho.
"Como o Sol, nasce um novo monarca."
Mostrará ao povo que és uma nova governante para um novo dia.
O povo precisa de mudança.
O branco. É mais humilde.
Como preferires.
Ela é igual ao pai, nunca vai mudar.
Sofreu uma enfermidade. Já não está em condições de governar.
Porque vos rides? É a verdade.
É a cerveja a falar. Seria sensato não a deixar falar tão alto.
Ainda assim, o rapaz não está errado.
Quase te escolheram para governar em vez dela.
Grande parte do povo ainda acredita que tinhas mais direito ao trono.
E, após o belicismo da Míriel, muitos estão prontos a defendê-lo de novo.
"Muitos" não é número suficiente para derrubar uma rainha.
Rainha Regente.
E cega.
E se alguém soubesse como transformar "muitos" num número suficiente?
Se alguém soubesse, porque não o divulgaria?
Poderia temer o que podia acontecer.
Não há nada a temer nesta mesa, minha filha.
Eärien?
Pareceu-me que eras tu.
Valandil.
Achava que os das guildas preferiam
ficar na parte mais finória da cidade.
O que fazes no Bairro Antigo?
Viemos enterrar um rei.
Que os Valar o tenham e protejam.
Gostava de ter estado presente.
Os pobres soldados rasos não foram convidados.
Sobretudo dada a classe baixa de gente que foi.
Acabaste de insultar o meu pai?
Não, creio que te insultei a ti.
Derramei sangue com a rainha no campo de batalha.
Vi-a entrar num mar de chamas para salvar vidas.
Para tentar salvar a vida do irmão dela.
Voltas a falar mal da rainha, e serás tu a sofrer uma enfermidade.
Fui claro?
Ou temos de resolver isto de outra forma?
Claro o suficiente... por hoje.
Diria que isto merece outra cerveja.
O que estavas prestes a dizer, Eärien?
Descobri algo...
Algo secreto.
Algo perigoso.
Algo proibido.
Os preparativos estão quase terminados, Senhor Pai.
Mas... estamos seguros aqui.
Temos um lar.
Temos de ir para a guerra de novo?
Disse-me que Sauron estava morto. Deixemo-lo assim.
Há perigos neste mundo que é o fardo de um pai conhecer.
E o fardo de um filho confiar no pai.
Confia em mim, meu filho,
quando te digo que nunca estaremos verdadeiramente seguros
até garantirmos que Sauron já não existe.
Como desejar, Senhor Pai.
Sai daí!
Damrod. Troll da montanha de Ered Mithrin.
Assassino de gigantes de pedra.
Devorador de ossos de dragão.
Bem-vindo.
Depreendo que recebeste a nossa mensagem.
Onde está Sauron?
Bem-vindos. Obrigado por terdes vindo.
Não precisais de esconder o que vos preocupa.
Não tencionamos aproveitar-nos de tal,
mas, simplesmente, prestar auxílio.
Como já nos haveis prestado a nós.
E exatamente que auxílio acham que nos podem prestar?
Anéis.
Para cada um dos Senhores dos Anões mais poderosos da Terra Média.
Chamaram-nos cá para trocar joias?
Esses Anéis terão um poder superior a qualquer um alguma vez criado
por Anões, Homens ou Elfos.
Serão Anéis do Poder.
Poder para curar a vossa montanha.
Como curaram a nossa Grande Árvore.
O Elrond...
O mithril?
O mithril mudou a nossa sorte.
Creio que possa fazer o mesmo pela vossa.
Talvez pela de todos os povos da Terra Média.
Se vos fornecermos uma boa quantidade de mithril, não é verdade?
Mithril, para os Anéis. Sim.
Uma generosa oferta, Senhor Celebrimbor,
mas porque não a fizeram ao nosso rei?
Durin, o Mais Velho, mostrou sempre relutância
em aceitar auxílio externo.
Mas se, por outro lado, a nossa proposta lhe fosse apresentada
por um dos seus...
Eu e o meu pai estamos de relações cortadas.
Ele quer dizer...
Convenceriam mais depressa um orc
a tomar um banho de sol do que nos reuniriam na mesma divisão.
Receio não ser grande ajuda.
Chamámos-vos cá para vos ajudarmos.
Dardes a vosso pai uma forma de salvar o reino dele
poderá ser a forma de voltar a ganhar o respeito dele.
Talvez até a vossa herança.
Desculpe lá, e quem é você?
Sim, perdoai-me. Este é...
Um amigo. Dos Elfos.
E dos Anões. Nada mais.
Estou a ver. E onde está o Elrond?
A restauração de Lindon requer a sua total atenção.
Ai sim?
Garanto-vos, o Arauto Elrond disse que só conseguia pensar
em ajudar os seus amigos anões.
Ele fala tão ternamente de vós.
Engraçado.
Ele nunca o mencionou, senhor...
Annatar.
O Elrond disse que éreis o mais sábio de todos os anões.
Ele disse a verdade ou deveríamos negociar com outro anão?
Meus senhores, deram-nos muito que considerar.
Poderão dar-nos um momentinho para debater?
- Receio que nós... - Certamente!
Demorai o tempo que precisardes.
No que pensaste? Estavas a tentar comprar uma briga?
Pensei que, seja quem for aquele Annatar,
ele não conhece minimamente o Elrond.
Como sabes?
Porque o Elrond nunca diria coisas tão boas de mim.
Não te sentes nem um pouco aliviado?
Sim, mas anéis mágicos?
Nada disto te parece estranho?
Cabe ao teu pai decidir isso.
Ser-lhe-á difícil decidir sobre uma proposta que nunca ouvirá.
É disso que se trata?
É, não é?
Mais depressa deixarias a nossa montanha arder e apodrecer
do que pedirias desculpa.
Mais depressa alimentarias a nossa família com lesmas do que lhe admitirias que...
Eu não estava errado.
Concordo.
Mas estás errado agora.
Não quero saber se são brincos mágicos.
Se houver nem que seja uma réstia de esperança, por mais remota que seja,
o rei tem de ter conhecimento disso.
Ou contas tu isto ao teu pai, ou contarei eu.
Há um provérbio, em Khazad-dûm:
"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura."
Por isso, dá-lhes tempo.
Tempo é um luxo de que não dispomos.
E se o teu Rei Supremo descobrisse...
O que tem o Rei Supremo?
Não, eu não deveria.
Não. Dizer o quê? Sê direto.
O teu Rei Supremo acredita que os Anões não são dignos deste poder.
De facto, ele proibiu que mais Anéis fossem forjados.
E a verdade é que ele nem sabe que estou cá.
Bem, que respeito lhe diz a ele a forma como ajo no meu próprio reino?
- Celebrimbor... - Não!
Inúmeras vidas estão em risco.
Não temos tempo para conversa fiada para o convencermos de quem merece ajuda.
Mesmo assim, mais cedo ou mais tarde, Gil-galad descobrirá a verdade.
E se não descobrir?
O que estás a fazer?
Estou a dar os parabéns ao Rei Supremo pela eficácia dos Três
e a dizer-lhe que vou encerrar a forja.
Prometendo ir ter com ele a Lindon assim que possível.
Mentirias ao teu Rei Supremo?
Conceder-nos-ia espaço para acabar o trabalho.
Passei uma era a preparar-me para isto.
Fui aprendiz, estudei,
cheguei ao topo da minha arte.
Este é o meu momento.
E ele não mo roubará.
Desculpa! Peço muita desculpa.
Achei que eras um orc!
Está tudo bem. Não dói.
Não dói? Claro que dói! Acabei de te apunhalar na coxa!
Podia ter sido pior.
- Deixa-me puxar. - Não...
- Deves deixá-lo lá! - Devo?
Sim! Nestes casos, não se tira.
- Nunca fui apunhalada! - Nem eu!
De certeza que não dói?
Não. Agora, dói.
Desculpa. Eu...
Toma.
Não, para. Eu faço isso.
Deixa-me fazê-lo.
Sou a Estrid.
Isildur.
És da gente do mar. Ias para o cume da montanha?
Os sobreviventes esperam-nos onde acampámos.
O meu pai também.
Talvez os tenhas perdido.
Não conheces o meu pai.
Já estiveste lá, não foi?
Também procurava uma pessoa.
Não resta nada além de marcas de cascos e lama.
Mas... encontrei isto.
Vê. E tem um trajeto marcado.
"Pelargir."
Claro. O meu pai não se foi embora, levou toda a gente para lá.
Com sorte, os teus também.
PELARGIR ANTIGA COLÓNIA NUMENORIANA
Não vi navios no porto.
Mantém a esperança.
Não há como saber quem vamos encontrar lá.
Também esperas encontrar família?
O meu noivo.
Não!
- O que aconteceu? - Orcs.
Ia a caminho de Pelargir quando me atacaram de surpresa.
- Levaram tudo. - Consegues viajar?
Olha para mim.
Temos de continuar.
O mínimo que podemos fazer é dar-lhe alguma comida.
Estrid, foge!
Agarrem-no!
Berek!
Devias ter dado ouvidos à rapariga.
Fujam! Levem o cavalo. Vamos!
Socorro!
Mexam-se! Baixem-se. Vamos!
Obrigado.
Sou o Isildur. Lembras-te?
A memória dos Elfos não se esbate.
Neste bosque, os homens selvagens superam-nos bastante em número.
O meu cavalo. Não posso abandoná-lo.
Resolve os teus assuntos da forma que te aprouver.
Eu tenho de tratar dos meus.
Em Pelargir.
Que assuntos?
Narvi! Informa o rei de que...
Fazemos o que podemos. Estou a ver.
Bem, faremos o que pudermos.
Eu sei.
Narvi, o rei sabe que as crianças têm fome?
Tenham paciência.
Narvi, vá la.
Diz a verdade, Narvi.
Vou falar com o rei agora.
Fala com o rei em nosso nome.
Narvi.
Senhor, os mercadores de alimentos estão lá fora.
Vão rogar-lhe que abra as reservas reais de cereais.
Quanto tempo durarão as reservas?
Segundo os cálculos... três meses.
Manda-os entrar.
Senhor.
Podes ir.
Celebrimbor afirma que os tais Anéis permitirão que resolvamos o nosso dilema.
Senti que era o meu dever, como anão, apresentar-te a oferta dele.
Só vieste dizer isso?
Não.
Que mais?
Que sou teu filho.
Que sou tão rígido como tu, tão teimoso como tu.
Tão encrustado de orgulho. E...
Errei.
Errei ao ter-te desrespeitado.
E...
Peço desculpa.
Estás com péssimo aspeto.
Os mineiros têm punhos calejados.
Os murros deles fazem mossa.
Espera até os teus filhos crescerem.
Pai...
... esse poder em Eregion, não confio nele.
Uma vez, disseste-me
que o futuro dos Elfos é decidido por mentes mais sábias que as nossas.
Que tentar mudar isso, tentar enganar a morte,
pode levar a uma catástrofe ainda maior.
Não paro de pensar...
E se estavas certo?
A tua mãe ensinou-te a fazer isto?
O que aconteceu?
O que achas que aconteceu?
Falhei. Não travei o Adar. Não consegui... protegê-la.
Achei que ela estava a melhorar.
As setas dos orcs têm uma impureza que a carne humana não esquece facilmente.
Agrada-me ver-te, Isildur.
Poucos foram os que dormiram nas chamas e chegaram aqui,
salvo os que aceitaram a Marca de Adar.
Oxalá pudesse partilhar o meu alívio com o teu pai.
Ele não te abandonou.
Númenor vai regressar.
A tua família voltará a estar junta.
Estas pessoas têm sorte por te terem.
A aldeia precisa de um curandeiro.
A curandeira deles foi queimada numa pira.
O que sabes de Beleriand?
Era uma cidade élfica, certo?
Todo um reino élfico.
Nasci lá.
Agora, jaz debaixo de água.
Após a sua queda, senti tanta raiva.
Contra Morgoth.
Mas contra quem senti mais raiva foi contra mim mesmo.
É uma sede impossível de ser saciada, Theo.
E, no fim, será ela a sugar-te e a deixar-te vazio.
Sim. Vai lá e faz ao mesmo tempo, sim.
Vigiaste-nos durante tantos anos...
Conheceste o meu pai?
Não. Não conheci.
Eu também não.
Mas uma coisa sei, tu não és ele.
E o que quer que tenhas sido para mim, isso são cinzas agora.
Por isso, pela parte que me toca, não precisamos de voltar a falar.
Traz-me mais madeira, rapaz.
Sim, daquela pilha ali.
Isto é de Númenor antigo.
Uma espécie de fonte. Mal deita uma gota sequer.
Não é uma fonte. É um aqueduto.
É suposto levar água para as casas.
Os Homens não conseguem fazer coisas dessas.
Em Númenor, conseguimos. Devias ver.
Se é tão incrível, porque te foste embora?
Soube de coisas mais incríveis na Terra Média.
Queres mesmo o teu cavalo de volta?
Sabes onde está?
Vem ter comigo aqui. Esta noite. Ao nascer da Lua.
Traz uma espada.
Não te queimes.
Alguma notícia do teu noivo?
Não.
Ele vai sobreviver. Se tiver metade da tua força, é certo.
Não sou tão forte quanto julgas.
É difícil... não me culpar.
Pelo quê?
Estar viva.
Sobreviver. Quando tantos outros morreram.
Eu tinha dez anos quando perdi a minha mãe.
Nadei para mais longe do que devia.
Fiquei preso numa corrente.
Ela afogou-se.
Para me salvar a vida.
Depois de a minha mãe...
Estou sempre a pensar em como será a existência dela agora.
Às vezes, vejo a minha nos meus sonhos.
Pareces ter feito as pazes com isso.
Não.
A verdade é que, aquilo que acabei de te contar,
na minha terra, ninguém sabe.
Só lhes disse que ela se afogou.
Ninguém sabe que a culpa foi minha.
Desde aí que me sinto obrigado...
... a tentar fazer algo único.
Algo especial.
Encontrar uma forma de merecer o que ela fez.
Não sei se é possível mereceres uma coisa assim.
Acho que tens de o aceitar, como uma dádiva.
Que ela te deu de livre vontade porque eras precioso para ela.
Isildur.
Isto quase não tem carne.
Sim. Tive de poupar. Já não há quase nada na floresta.
- Os animais não caem nas armadilhas. - Está mesmo a piorar, não é?
- Isto não nos vai encher. - Não.
Mas é o frio que acaba connosco, não é?
Estamos a ficar sem madeira e precisamos...
Estava a dizer que, se escolhermos bem,
não nos chove em cima esta noite.
Que frio.
Basta! Passámos o dia sem comer.
Preferes que fiquemos doentes desta vez?
Que maldito frio!
Pelo que parece, as ratazanas também não tiveram sorte.
- Estamos a aproximar-nos. - Afasta-te, rapaz.
Anda alguém aí.
São só os cavalos que roubámos. Vou voltar a sossegá-los.
Partilham a fogueira?
O que fazes aqui no escuro, rapaz?
Perdeste a tua mamã?
Sou um de vocês.
Sirvo Adar.
Essa não é a marca de Adar.
É a prova de que fiz mais por ele do que vocês podem dizer.
Põe-nos à prova.
Vê quão bem alimentado está. Aposto que este vem de Pelargir.
Vieste atacar-nos, rapaz? Como os teus fizeram aos outros?
Nunca vos atacámos.
Atacaram três acampamentos nossos.
Agarrem-no!
Não!
É uma cilada!
Socorro!
Isildur!
Theo!
Rainha das mentiras!
Não consegue governar!
Só a voz da oração de um rei ou rainha
é permitida durante esta cerimónia.
No entanto...
... a dor de Númenor é sagrada para mim.
A vossa dor, uma oração dentro destas paredes.
Eu oiço o vosso pesar e a vossa raiva.
Partilho-os.
Fizemos sangrar e sangrámos.
Mas quero que saibam isto... Encontraremos a nossa rota.
Se houver outro entre nós que se sinta inclinado a falar...
... primeiro, pergunte-se a si mesmo isto:
Por quem clamas?
Por aqueles que já enterrámos?
Pelo teu reino?
Ou por ti mesmo?
Por Isildur.
No leito da morte, o rei falou comigo
e disse que era disto... que ela obtinha conselhos.
É por causa disto que os nossos compatriotas morreram na Terra Média!
Esta pedra élfica é a vossa rainha!
Silêncio!
Mentiras.
O verdadeiro governante de Númenor nunca confiaria num artefacto élfico.
Levem-no e destruam-no.
Não!
O palantír é meu.
Precisamos dele.
- Bruxaria élfica! - Assassina!
Rainha das mentiras!
- Magia negra! - A rainha.
- Parem! - Recuem.
Míriel!
- Minha rainha! - Míriel!
Salvem a rainha!
Míriel!
Agarra a minha mão.
Míriel!
Pharazôn!
A águia aprova Pharazôn!
Pharazôn!
Pharazôn!
Legendas: Vânia Cristina
Supervisão Criativa: Raquel Rosmaninho
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