All language subtitles for Il Fantasma dell Opera (1998) BRRip Oldies

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Original subtitles

Este filme foi produzido com o apoio...

da Presid�ncia do Conselho de Ministros.

O FANTASMA DA �PERA (UM VULTO NA ESCURID�O)

J� acabou?

Assim, desta forma inoportuna, � feita a uni�o misteriosa...

...entre a crian�a abandonada e os habitantes das trevas.

Ei, des�a um pouco mais a corda!

Est� bom, � o suficiente!

Ei, Gustave!

- O que foi? - � hora de descansar um pouco.

N�o est� cansado de ficar a� pendurado como uma aranha?

Talvez eu encontre uma noiva aqui embaixo.

Mas que diabos � isso?

Marcel! Marcel, suba-me! Suba-me agora!

O que est� acontecendo?

Vamos, r�pido!

Meu Deus!

Ol�?

Tem algu�m aqui?

Christine! Onde voc� est�?

A procurei por toda parte, minha pequena!

Vamos, venha experimentar seu vestido.

Meu Deus. V� voc� primeiro, eu irei em um segundo, tudo bem?

Certo.

Perd�o?

Perd�o pelo qu�, senhorita?

Pensei que havia dito alguma coisa.

N�o disse nada.

Mas estou ficando louco de tanto pensar em voc�.

Pensamentos que me surpreenderam. E eu n�o me surpreendo facilmente.

Pensando em mim?

Queria dizer � voc�...

que sua voz enche meu cora��o com uma luz divina.

Escute...

voc� � sublime, maravilhosa.

Este ser� nosso segredo.

N�o diga nada � ningu�m.

Voc� saber� quando nos veremos novamente.

Como?

Quando ouvir meus pensamentos, saber� onde ir.

Sim, posso ouvir.

Christine.

Christine Daa�.

N�o se preocupe, n�o direi nada � ningu�m.

Merda! Mas que frio!

Seus lindos olhos parecem cansados.

Parece em estado febril. Ela nunca mais me dirigiu uma palavra.

Ultimamente voc� tem parecido outra pessoa.

Qualquer um pode perceber.

Est� sempre com a cabe�a nas nuvens.

N�o me diga que est� assustada por causa de Carlotta.

- Ela est� com inveja de voc�. - Eu sei.

Claro que se fosse feia como um cervo e s� fedesse a suor como ela...

Eu tamb�m estaria com inveja.

Entre.

- Enviaram rosas. - J� percebemos.

Para a Senhorita Daa�.

- Traga-as aqui. - N�o creio que sejam pra mim, bobo.

Muito obrigado, Kiki.

Obrigado.

Magn�fico. Voc� tem muita sorte.

Um ramo como esse deve custar uma fortuna.

� um admirador de verdade.

S�o do Bar�o Raoul de Chagny.

N�o se fa�a de boba.

N�o me diga que est� apaixonada por essa criatura insignificante.

Onde voc� est�?

Marc?

Obrigado.

Sim, eu sei que ela me odeia.

O que eu posso fazer?

Esta maison � um verdadeiro bordel! � escandaloso!

Sim, senhor. Irei imediatamente.

Este Degas � um artista incr�vel.

�, sim, incr�vel.

Lembrou de trazer alguns doces para nossas encantadoras bailarinas?

Mas � claro.

Dois quilos de...

Chocolates su��os!

Bom dia, doutor. Posso entrar?

Meu caro Montluc. Mesmo que eu negue, entraria de qualquer maneira.

Nada escapa � aten��o da Gazeta Republicana.

Ou � sua avidez.

Senhor Ignace, eu entendo que � o exterminador-chefe de ratos

aqui, neste Teatro. Verdade?

Durante os �ltimos 8 anos.

J� capturei 4837 desses animais asquerosos.

E mantenho todas as suas caudas em jarros com formol.

- E faz bem o seu trabalho? - O melhor.

Ouvi dizer que algu�m lhe for�ou a p�r sua m�o sobre uma ratoeira.

N�o foi ningu�m. N�o sabia de nada.

Que quer dizer com "nada"?

Bem, era como uma for�a invis�vel. N�o vi nada.

Uma criatura do inferno.

Doutor, isso d�i!

- � o meu polegar? - Receio que sim.

Merda!

D� pra ver o osso!

Tem acontecido coisas muito estranhas no Teatro de Paris.

A Gazeta Republicana est� decidida a continuar investigando.

- Eu a assustei? - N�o, estou com frio.

Seu perfume...

Seu aroma feminino...

...flui pelas minhas veias como a melodia das ondas do mar.

Seu perfume.

Tire-a. Tire-a.

Christine, juntos alcan�aremos a gl�ria.

Em breve, teremos o mundo inteiro � nossos p�s.

Nossas vidas ser�o uma mistura de alegria e felicidade.

Acredite em mim.

- Eu acredito em voc�. - Confie em mim.

Eu confio em voc�.

Minha preciosa.

Meu amor.

Alfred! Por que n�o est� trabalhando, seu diabinho?

- Sabe por qu�? - N�o, por qu�?

- Eu o vi. - Quem?

O fantasma!

Andou bebendo, Alfred?

Eu o vi com meus pr�prios olhos, como estou vendo voc� agora.

- Vamos. - Eu juro!

Eu o segui.

- N�o sei, era... - Era o qu�?

Incr�vel.

Incr�vel? Ent�o diga.

N�o, aqui n�o.

Me encontre depois do trabalho, que eu lhe direi.

Seu Alfred � um her�i.

Uma lenda? N�o � uma lenda, senhor periodista.

Acredite em mim.

Por que fantasmas n�o existem, nem aqui nem em lugar nenhum.

Outros lugares n�o � assunto meu.

Mas aqui, neste teatro...

Posso dizer que existe!

E a prova � que eu o vi aqui.

Aqui mesmo, neste palco!

- Neste palco? - Sim.

Estava tocando piano.

Este � um palco muito velho e assombrado.

E como � o fantasma?

Na verdade, eu nunca tive coragem de olhar nos seus olhos.

Claro.

E come�a a fazer muito frio quando ele aprece. Quase glacial.

Verdade?

Dizem que ele gosta de viver l� embaixo, na escurid�o.

Dizem que ele j� morava aqui numa catacumba...

antes de constru�rem este teatro.

Este teatro possui quatro andares de s�t�os.

Dizem que h� um mundo l� embaixo. Com um rio e lagos.

N�o sentiu frio de repente?

Vamos.

Nenhum fantasma vai assustar seu Alfred.

Eu lutei com os comunheiros na ascens�o de Versalles.

Tem certeza de que o viu?

N�o seja boba. Ele n�o tem olhos na nuca!

Eu o segui como um leopardo.

Sua morada est� nas catacumbas.

Eu o segui por um labirinto de galerias.

Corredores sinuosos abaixo da terra que passam por cavernas escuras.

Quando penso...

Quando pensa no qu�?

Que gra�as a Deus fui deixando sinais, para poder retornar.

- Se n�o, n�o conseguiria segui-lo. - Alfred, por que o seguiu?

H� um tesouro l� embaixo. Una verdadeira fortuna.

Um tesouro? Uma fortuna? Tem certeza disso?

Por que algu�m se esconderia l� embaixo?

Pense, minha cara.

Se deixou marcas para voltar, podemos voltar at� l�.

Ser� muito f�cil!

- Este tesouro esperando por n�s! - Nos esperando.

- Deus sabe o quanto o merecemos. - Certo! N�s o merecemos.

Viveremos como reis.

- Alfred? - O qu�?

Diga-me, quem � esse homem que n�o para de desenhar?

- Edgar Degas, o artista, senhor. - Ah, Degas.

Ele adora desenhar as alunas da escola de ballet.

J� outros preferem dar-lhes doces.

Gosta de chocolate, mesmo?

- Ol�! - Christine Daa�, que prazer v�-la!

Deveria estar muito zangada com voc�, Senhor de Chagny.

Que eu teria feito para que me olhasse com esse ar de reprova��o?

Voc� sabe muito bem.

Pela minha honra, eu n�o sei.

Meu �nico crime � t�-la conhecido e...

Como posso expressar com palavras o que sinto no fundo do meu cora��o?

Desperdi�ou suas rosas comigo, Senhor de Chagny.

- Eu nunca gostei de rosas. - N�o gosta de rosas?

Prefiro flores simples.

Entretanto...

...as palavras que me escreveu em sua carta...

Como posso explicar?

� dif�cil explicar o que senti quando a li.

Pela primeira vez na vida, tive a certeza que algu�m me compreendia.

Foi como se eu revesse um amigo que n�o via h� muito tempo.

Eu adoraria ser seu amigo.

Me permitiria ser seu amigo?

Raoul...

Gostaria que fosse o irm�o que nunca tive.

- Est� vendo? - Sim.

E se dermos de cara com ele?

Arrancaremos seu cora��o.

E como levaremos o tesouro?

Na minha saia.

- O que foi? - N�o gosto de andar atr�s de voc�!

De acordo. V� voc� primeiro.

Obrigado.

Que aspecto tem o fantasma?

- Eu acho que n�o � um fantasma. - N�o?

N�o, os fantasmas s�o como esp�ritos...

cobertos por panos brancos e com furos para os olhos.

Ele estava vestido de preto, com uma capa preta de couro.

Uma capa de couro? Como um cavaleiro de verdade!

- Isto n�o d� medo. - N�o, tem raz�o.

Creio que veio at� aqui para roubar meu tesouro.

N�o! Claro que n�o!

Eu n�o, � Paulette. Aquela vadia.

Eu o admiro muito, Senhor Fantasma.

N�o sou um fantasma. Sou um rato.

Me desculpe. Eu amo os animais.

Onde voc� est�?

Onde voc� est�?

L� vem o fantasma!

Senhor Buquet!

N�o tem vergonha de assustar estas pobres meninas desta maneira?

Queria dar-lhes uma li��o.

Que li��o?

Tenham cuidado com o fantasma.

N�o diga besteiras, Senhor Buquet.

O Senhor j� bebeu demais.

J� faz quase um ano...

que o bom Gustave...

e seus dois trabalhadores...

desapareceram sem deixar rastro.

Dizem que adentraram demais nas catacumbas.

� seu o mundo.

Os que entram l�, nunca retornam.

Ele est� rondando de novo aqui mesmo, neste teatro.

Eu o vi outra noite escondido na galeria a�rea.

Estava pendurado sobre o palco, como uma aranha.

O que ele estava fazendo?

Estava escutando...

a Senhorita Christine cantar.

Todos j� tinham ido embora.

Ela estava sozinha no palco...

cantando como uma "night-in-gale".

Se lembra, senhorita?

Sim, eu me lembro.

Era fascinante.

N�o como Carlotta...

Que parece uma vaca gorda, se me permitem.

- Bem, caro amigo. - Obrigado.

Agora voc� � o diretor. S� era quest�o de trocarmos de lugar.

A �nica coisa que quero � dirigir esta bela maison...

de maneira t�o formid�vel e com o mesmo talento que o senhor.

Meu talento n�o impediu que voc� e seus amigos pol�ticos corruptos...

conspirassem contra mim e me destitu�ssem do cargo...

6 meses antes da minha aposentadoria.

Entre.

O Senhor Pourdieu, o c�mplice do ladr�o.

- Fico feliz pelo gracejo. - Seu verme!

Vamos, cavalheiros...

bebamos o champanhe da fraternidade republicana.

Nicolaud!

Ele...

Ele lhe deixou um presente...

Um presente...

Que presente?

O Fantasma da �pera!

- Ele est� morrendo? - N�o.

� s� um ataque de mal�ria.

Daqui a pouco estar� bem.

Ele disse algo sobre um fantasma.

- Que fantasma? - Eu n�o sei.

Uma irrita��o na garganta.

Una irrita��o de garganta grave e severa.

E veio t�o de repente. Nunca vi nada parecido.

H� 10 minutos estava t�o bem.

Cancele o concerto.

Maestro, acho que h� uma solu��o.

Por que n�o canta a suplente? Ela sabe muito bem o papel.

- A suplente? Quem � ela? - Christine Daa�.

Ela � muito promissora.

A emo��o foi muito forte pra ela.

Pobre crian�a. � t�o jovem.

Na minha opini�o...

O maestro Gounod exigiu demais dela.

Respire isto, querida.

Aspire.

Aspire!

Vamos, deixem-na em paz. Fora! V�o embora!

Querem sair daqui, por favor?

Eu sou o m�dico aqui, pelo amor de Deus!

Bem...

N�o � nada grave, mas necessita descansar...

Certo?

Durma um pouco se puder.

Sim.

Eu volto amanh�.

Esse frio me faz tremer.

N�o sentir� mais frio.

Devo estar ficando louco.

O que iria me dizer sobre Christine?

N�o entendo.

Vamos, a cidade toda j� sabe.

Raoul, o irm�o de Jerome de Chagny, est� apaixonado por Christine Daa�.

Eu apaixonado?

Engra�ado.

Escute, pode rir...

mas pode mentir pra mim.

Veja, somos apenas amigos. Nada mais.

Pode divertir-se com ela.

Ela � encantadora, eu reconhe�o, mas...

N�o me olhe assim, irm�ozinho.

Esta noite...

o levarei a um lugar estritamente reservado para gente iniciada...

onde espero que possa revitalizar essa sua alma cansada.

Este � meu irm�o.

Gostaria de uma massagem?

Sem Rimbaud n�o existiria salva��o na poesia, idiota!

Baudelaire � o maior, est�pido degenerado!

- Rimbaud! - Baudelaire!

� voc�, Christine?

N�o, querido, n�o sou Christine.

Sou Rose. Rose "L�bios de Mel".

Afaste-se de mim, Satan�s!

Saiam da minha vida! Fora da minha vida!

- Acalme-se! - V�o todos pro inferno!

Voc� � t�o linda, pequena.

Tenho algo para voc�.

N�o tenha medo.

- � chocolate su��o. O melhor. - Solte-me!

Veio de Genebra. Coma-o!

Est� muito bom. Coma-o!

Espere!

Deixe-me em paz!

Espere!

Espere-me, menina travessa.

Onde voc� est�?

Onde voc� est�, meu amorzinho?

Onde est�, minha pequena bailarina parisiense?

Onde voc� est�?

Aqui vai o lobo mau!

Marthe!

S� quero dar-lhe um pouco de chocolate.

N�o vou te machucar, Marthe, eu prometo.

Estou aqui!

Onde voc� est�?

Onde voc� est�?

Voc� � t�o linda.

Seja boazinha comigo.

Por favor, seja boazinha comigo.

Por favor, amorzinho!

Seja boazinha.

V� pra casa.

Onde voc� estava?

O fantasma comeu o Senhor Pourdieu.

Sim, claro que o comeu. Agora me conte a verdade.

Mas � verdade, eu vi. Ele tocou no meu cabelo tamb�m.

� uma menina muito levada, sabia? N�o devia mentir.

38!

Com esta m�quina vamos triplicar a produ��o.

Ou n�o me chamo Ignace!

Vingan�a! Vingan�a!

Estes animais asquerosos nunca mais v�o sair de suas tocas!

Eu os farei em peda�os!

N�o esperava que viesse t�o cedo, querida.

Por que escondeu seu cachimbo? Eu sei que voc� fuma.

Comprei pra voc� este tabaco holand�s perfumado que tanto gosta.

Obrigado.

Pode me trazer um caf� e um bolo, por favor?

Sim. Quer manteiga e marmelada?

- E um pouco de mel, querida. - Sim.

- Tudo bem? - Sim.

- Estou com muita fome. - Obrigado.

Obrigado.

Como � poss�vel...

...que mesmo sem saber nada sobre o amor...

eu esteja apaixonada pelo dois?

Venha at� mim!

Venha, Christine.

Sim.

Cante, Christine.

Cante para mim.

Sim.

Meu amor.

De onde voc� veio?

Fui abandonado ao nascer...

no mar do espa�o e do tempo.

Mas fui alimentado e cuidado por criaturas...

que se tornaram meus amigos.

Meus irm�os.

Esta � a raz�o de minha natureza dupla.

Por esta raz�o que vivo neste mundo subterr�neo.

Medusa sempre a guiar� ao meu reino.

Ningu�m sabe. Ela desapareceu...

h� umas 3 ou 4 horas.

Desapareceu?

N�o se preocupe.

Deve ter sa�do.

Ent�o, onde poderia estar?

Talvez tenha ido � sua aula de canto.

Sua aula de canto. Tem certeza disso?

O amor � puro demais...

para estar sujeito a temores como os seus, meu querido Bar�o.

Quando a vir, diga a ela que estou a procurando, por favor.

Claro.

Claro que direi.

Esta noite voc� cantar�.

� chegado o momento que voc� tomar� o lugar de Carlotta.

Eles ter�o uma incr�vel surpresa com sua performance de gala.

Surpresa?

Sim.

Tem algo a ver com a lei da gravidade...

a lei da atra��o m�tua.

Mas voc� vai ficar aqui.

Eu voltarei em breve.

- N�o quero ficar aqui. - Fique aqui.

- N�o, irei com voc�. - Fa�a o que digo.

- N�o! - Vai me esperar aqui!

N�o, irei com voc�!

N�o quero ficar aqui!

N�o, n�o v�! N�o quero ficar aqui!

Eu te odeio! E odeio este lugar!

Boa noite, divina. Trago excelentes not�cias.

N�o, como devo dizer? Trago magn�ficas not�cias!

Minha querida Carlotta, voc� n�o vai acreditar. O teatro est� lotado.

Tanto que tivemos que mandar algumas pessoas embora.

Isto � fato. � incr�vel!

Incr�vel? N�o, � muito comum.

Quem vai cantar? Carlotta, n�o �?

Sim, � ela. Quero dizer, voc�.

Lembrou-se de trazer o contrato para a pr�xima temporada?

Sim, aqui...

Evidentemente, est� aqui.

Quer que eu o mande traduzido em italiano tamb�m?

Talvez. Marc, traga minhas roupas, eu preciso me trocar.

Vai, vai.

N�o cantar� Romeo e Julieta.

N�o compreendeu, vaca gorda?

Como se atreve a falar comigo assim?

Mas eu n�o disse nada.

Acha que estou surda?

Ou se trata de uma est�pida piada francesa?

- Atreve-se a me chamar de vaca? - Mas eu n�o disse. N�o disse.

Falaremos do meu contrato mais tarde.

Carlotta, por favor! Ajude-me!

Marc?

Meu pequenino?

Juliette?

Fran�oise?

Hilde?

N�o cantar� esta noite...

se valoriza seus volumosos seios.

- O que aconteceu? - Nada.

Nada?

Se aborreceu por causa do contrato?

Me chamo Carlotta Altieri. E eu cantarei Julieta.

"Maestro, esta noite n�o reger� Carlotta em 'Romeo e Julieta'.

Do contr�rio, ocorrer� algo horr�vel neste teatro"

Onde posso falar com o diretor, por favor?

Obrigado.

H� pelo menos umas 10 pessoas mortas...

...e h� muitos feridos, alguns muito graves.

Recebemos uma carta an�nima advertindo que ocorreria algo assim.

Ela foi entregue ao maestro Gounod.

N�o lhe demos nenhuma import�ncia.

Mas agora me lembro, que meu antecessor me disse...

que este Teatro � amaldi�oado.

- Tem not�cias dela? - N�o.

N�o pode desaparecer assim. Voc� sempre est� com ela.

Deve saber alguma coisa.

Acalme-se. Estou certo que algu�m deve saber onde ela est�. Eu n�o.

- Ent�o, quem sabe? - Eu n�o sei.

Algu�m como voc�, algu�m que a ame.

Ou mais do que voc�.

Venha! Venha comigo.

Vamos.

- O papel � seu. - Eu n�o o quero.

- Estou dizendo que � seu. - E eu estou dizendo que n�o o quero.

Diga-me, quantas vidas ele custou?

Voc� interpretar� Julieta...

...e eu estarei l� contigo.

- Eu te odeio! - Sim.

O �dio e o amor s�o a mesma coisa.

Se acostumar� a mim e a este modo de vida.

� ele que quer? Esse idiota, Raoul de Chagny?

Voc� merece mais do que isso. Muito mais!

- Sim! - N�o!

Meu amor! Meu amor!

Jamais volte a desaparecer dessa maneira.

Jamais vou desaparecer dessa maneira novamente.

Por aqui.

- Como encontrou a entrada? - Honorine a achou atr�s do espelho.

Temos que ir, podem nos ver aqui.

Nos ver? Quem? De que est� falando?

Eu n�o sei.

Voc� � minha luz.

Mas h� tanta escurid�o dentro de mim, entende?

N�o sou pura, entende?

Nada � puro. Escute-me.

Todos temos lados obscuros em nossas almas.

Christine, n�o h� nada a temer.

Isso � parte do ser humano. Acredite em mim.

Acredite em mim.

Eu quero ver o c�u.

Venha! Venha!

Christine, quem ele �?

Ele existe de verdade?

Ou s� existe nesse lado obscuro de sua alma?

Ambas as coisas.

Sua vontade � minha vontade...

e seus pensamentos s�o minhas a��es.

Raoul, preciso de ajuda.

Estou indefesa.

Nosso amor � sua defensa.

Nosso amor desviar� seus pensamentos.

Quanto mais forte for nosso amor, mais fraco ele ficar�.

Em breve, ele ficar� totalmente impotente. Acredite em mim.

Prometa-me que nunca mais se separar� de mim.

Prometa-me.

Eu prometo.

Minha pequena soprano! Est� aqui, vamos!

Onde estava, meu bem? Est�vamos preocupados com voc�.

Algum dia nos contar� sobre isso. Vamos!

Vamos, venha. O maestro Gounod precisa falar com voc� urgentemente.

- Voc� ser� a estrela esta noite. - Qu�?

Pobre Carlotta. N�o sabe o que aconteceu?

- O que aconteceu? - Demoraria 6 meses para lhe contar.

- Raoul? - Eu prometo.

� voc�.

Eu te conhe�o!

Ela, Christine Daa�...

...com seu rosto angelical, � nada mais, nada menos...

que a vadia do fantasma!

Eu a vi, l� embaixo nas catacumbas...

...fazendo amor com aquele assassino!

Morte aos monstros!

Detenham-no! Apanhem-no!

- Saiam do meu caminho! - Fant�stico!

Detenham-no!

- O que aconteceu? - N�o sei. Acho que foi o fantasma.

N�o viram o que aconteceu? � claro que viram!

Algu�m levou a minha cantora. Devemos recuper�-la.

Morte aos monstros!

Querida!

Viveremos sozinhos em meu mundo de escurid�o...

At� que a morte nos separe.

Raoul!

Perdoe-me.

Sinto muito. Perdoe-me.

N�o deixem que escape! � por aqui, eu conhe�o o caminho!

Juntem-se todos!

Encontre-os!

Foram por aqui!

Siga-los!

Meu Deus.

Vai ficar tudo bem.

N�o, Christine.

N�o temos tempo para descansar. Estamos quase chegando.

O Bar�o com seu rifle.

Afaste-se dela.

Supostamente.

Querida Christine, a vida continua.

N�o podemos ficar aqui.

Se a pegarem, a matar�o.

Vamos, por aqui!

Ajude-a.

Ajude-a!

Vamos!

Temos que ir!

Raoul, suba no barco. Pegue os remos.

Tenha cuidado. Sente-se.

Est�o aqui embaixo! Por aqui! Por aqui!

Encontre-os!

Sente-se.

Sigam o caminho at� chegar ao rio.

Espere! N�o!

Vamos, Raoul! Reme mais r�pido!

N�o! Por qu�?

Meu mundo chegou ao fim. Minha vida tamb�m.

Sigam at� verem a luz! At� verem a luz!

Ela est� aqui!

Pegue-os, eles est�o no barco!

N�o os deixem escapar!

Desgra�ado!

Morte...

Aos monstros!

Meu amor!

Meu amor!

Christine!

N�o me deixe! N�o me deixe!

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