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Este filme foi produzido com o apoio...
da Presid�ncia do Conselho de Ministros.
O FANTASMA DA �PERA (UM VULTO NA ESCURID�O)
J� acabou?
Assim, desta forma inoportuna, � feita a uni�o misteriosa...
...entre a crian�a abandonada e os habitantes das trevas.
Ei, des�a um pouco mais a corda!
Est� bom, � o suficiente!
Ei, Gustave!
- O que foi? - � hora de descansar um pouco.
N�o est� cansado de ficar a� pendurado como uma aranha?
Talvez eu encontre uma noiva aqui embaixo.
Mas que diabos � isso?
Marcel! Marcel, suba-me! Suba-me agora!
O que est� acontecendo?
Vamos, r�pido!
Meu Deus!
Ol�?
Tem algu�m aqui?
Christine! Onde voc� est�?
A procurei por toda parte, minha pequena!
Vamos, venha experimentar seu vestido.
Meu Deus. V� voc� primeiro, eu irei em um segundo, tudo bem?
Certo.
Perd�o?
Perd�o pelo qu�, senhorita?
Pensei que havia dito alguma coisa.
N�o disse nada.
Mas estou ficando louco de tanto pensar em voc�.
Pensamentos que me surpreenderam. E eu n�o me surpreendo facilmente.
Pensando em mim?
Queria dizer � voc�...
que sua voz enche meu cora��o com uma luz divina.
Escute...
voc� � sublime, maravilhosa.
Este ser� nosso segredo.
N�o diga nada � ningu�m.
Voc� saber� quando nos veremos novamente.
Como?
Quando ouvir meus pensamentos, saber� onde ir.
Sim, posso ouvir.
Christine.
Christine Daa�.
N�o se preocupe, n�o direi nada � ningu�m.
Merda! Mas que frio!
Seus lindos olhos parecem cansados.
Parece em estado febril. Ela nunca mais me dirigiu uma palavra.
Ultimamente voc� tem parecido outra pessoa.
Qualquer um pode perceber.
Est� sempre com a cabe�a nas nuvens.
N�o me diga que est� assustada por causa de Carlotta.
- Ela est� com inveja de voc�. - Eu sei.
Claro que se fosse feia como um cervo e s� fedesse a suor como ela...
Eu tamb�m estaria com inveja.
Entre.
- Enviaram rosas. - J� percebemos.
Para a Senhorita Daa�.
- Traga-as aqui. - N�o creio que sejam pra mim, bobo.
Muito obrigado, Kiki.
Obrigado.
Magn�fico. Voc� tem muita sorte.
Um ramo como esse deve custar uma fortuna.
� um admirador de verdade.
S�o do Bar�o Raoul de Chagny.
N�o se fa�a de boba.
N�o me diga que est� apaixonada por essa criatura insignificante.
Onde voc� est�?
Marc?
Obrigado.
Sim, eu sei que ela me odeia.
O que eu posso fazer?
Esta maison � um verdadeiro bordel! � escandaloso!
Sim, senhor. Irei imediatamente.
Este Degas � um artista incr�vel.
�, sim, incr�vel.
Lembrou de trazer alguns doces para nossas encantadoras bailarinas?
Mas � claro.
Dois quilos de...
Chocolates su��os!
Bom dia, doutor. Posso entrar?
Meu caro Montluc. Mesmo que eu negue, entraria de qualquer maneira.
Nada escapa � aten��o da Gazeta Republicana.
Ou � sua avidez.
Senhor Ignace, eu entendo que � o exterminador-chefe de ratos
aqui, neste Teatro. Verdade?
Durante os �ltimos 8 anos.
J� capturei 4837 desses animais asquerosos.
E mantenho todas as suas caudas em jarros com formol.
- E faz bem o seu trabalho? - O melhor.
Ouvi dizer que algu�m lhe for�ou a p�r sua m�o sobre uma ratoeira.
N�o foi ningu�m. N�o sabia de nada.
Que quer dizer com "nada"?
Bem, era como uma for�a invis�vel. N�o vi nada.
Uma criatura do inferno.
Doutor, isso d�i!
- � o meu polegar? - Receio que sim.
Merda!
D� pra ver o osso!
Tem acontecido coisas muito estranhas no Teatro de Paris.
A Gazeta Republicana est� decidida a continuar investigando.
- Eu a assustei? - N�o, estou com frio.
Seu perfume...
Seu aroma feminino...
...flui pelas minhas veias como a melodia das ondas do mar.
Seu perfume.
Tire-a. Tire-a.
Christine, juntos alcan�aremos a gl�ria.
Em breve, teremos o mundo inteiro � nossos p�s.
Nossas vidas ser�o uma mistura de alegria e felicidade.
Acredite em mim.
- Eu acredito em voc�. - Confie em mim.
Eu confio em voc�.
Minha preciosa.
Meu amor.
Alfred! Por que n�o est� trabalhando, seu diabinho?
- Sabe por qu�? - N�o, por qu�?
- Eu o vi. - Quem?
O fantasma!
Andou bebendo, Alfred?
Eu o vi com meus pr�prios olhos, como estou vendo voc� agora.
- Vamos. - Eu juro!
Eu o segui.
- N�o sei, era... - Era o qu�?
Incr�vel.
Incr�vel? Ent�o diga.
N�o, aqui n�o.
Me encontre depois do trabalho, que eu lhe direi.
Seu Alfred � um her�i.
Uma lenda? N�o � uma lenda, senhor periodista.
Acredite em mim.
Por que fantasmas n�o existem, nem aqui nem em lugar nenhum.
Outros lugares n�o � assunto meu.
Mas aqui, neste teatro...
Posso dizer que existe!
E a prova � que eu o vi aqui.
Aqui mesmo, neste palco!
- Neste palco? - Sim.
Estava tocando piano.
Este � um palco muito velho e assombrado.
E como � o fantasma?
Na verdade, eu nunca tive coragem de olhar nos seus olhos.
Claro.
E come�a a fazer muito frio quando ele aprece. Quase glacial.
Verdade?
Dizem que ele gosta de viver l� embaixo, na escurid�o.
Dizem que ele j� morava aqui numa catacumba...
antes de constru�rem este teatro.
Este teatro possui quatro andares de s�t�os.
Dizem que h� um mundo l� embaixo. Com um rio e lagos.
N�o sentiu frio de repente?
Vamos.
Nenhum fantasma vai assustar seu Alfred.
Eu lutei com os comunheiros na ascens�o de Versalles.
Tem certeza de que o viu?
N�o seja boba. Ele n�o tem olhos na nuca!
Eu o segui como um leopardo.
Sua morada est� nas catacumbas.
Eu o segui por um labirinto de galerias.
Corredores sinuosos abaixo da terra que passam por cavernas escuras.
Quando penso...
Quando pensa no qu�?
Que gra�as a Deus fui deixando sinais, para poder retornar.
- Se n�o, n�o conseguiria segui-lo. - Alfred, por que o seguiu?
H� um tesouro l� embaixo. Una verdadeira fortuna.
Um tesouro? Uma fortuna? Tem certeza disso?
Por que algu�m se esconderia l� embaixo?
Pense, minha cara.
Se deixou marcas para voltar, podemos voltar at� l�.
Ser� muito f�cil!
- Este tesouro esperando por n�s! - Nos esperando.
- Deus sabe o quanto o merecemos. - Certo! N�s o merecemos.
Viveremos como reis.
- Alfred? - O qu�?
Diga-me, quem � esse homem que n�o para de desenhar?
- Edgar Degas, o artista, senhor. - Ah, Degas.
Ele adora desenhar as alunas da escola de ballet.
J� outros preferem dar-lhes doces.
Gosta de chocolate, mesmo?
- Ol�! - Christine Daa�, que prazer v�-la!
Deveria estar muito zangada com voc�, Senhor de Chagny.
Que eu teria feito para que me olhasse com esse ar de reprova��o?
Voc� sabe muito bem.
Pela minha honra, eu n�o sei.
Meu �nico crime � t�-la conhecido e...
Como posso expressar com palavras o que sinto no fundo do meu cora��o?
Desperdi�ou suas rosas comigo, Senhor de Chagny.
- Eu nunca gostei de rosas. - N�o gosta de rosas?
Prefiro flores simples.
Entretanto...
...as palavras que me escreveu em sua carta...
Como posso explicar?
� dif�cil explicar o que senti quando a li.
Pela primeira vez na vida, tive a certeza que algu�m me compreendia.
Foi como se eu revesse um amigo que n�o via h� muito tempo.
Eu adoraria ser seu amigo.
Me permitiria ser seu amigo?
Raoul...
Gostaria que fosse o irm�o que nunca tive.
- Est� vendo? - Sim.
E se dermos de cara com ele?
Arrancaremos seu cora��o.
E como levaremos o tesouro?
Na minha saia.
- O que foi? - N�o gosto de andar atr�s de voc�!
De acordo. V� voc� primeiro.
Obrigado.
Que aspecto tem o fantasma?
- Eu acho que n�o � um fantasma. - N�o?
N�o, os fantasmas s�o como esp�ritos...
cobertos por panos brancos e com furos para os olhos.
Ele estava vestido de preto, com uma capa preta de couro.
Uma capa de couro? Como um cavaleiro de verdade!
- Isto n�o d� medo. - N�o, tem raz�o.
Creio que veio at� aqui para roubar meu tesouro.
N�o! Claro que n�o!
Eu n�o, � Paulette. Aquela vadia.
Eu o admiro muito, Senhor Fantasma.
N�o sou um fantasma. Sou um rato.
Me desculpe. Eu amo os animais.
Onde voc� est�?
Onde voc� est�?
L� vem o fantasma!
Senhor Buquet!
N�o tem vergonha de assustar estas pobres meninas desta maneira?
Queria dar-lhes uma li��o.
Que li��o?
Tenham cuidado com o fantasma.
N�o diga besteiras, Senhor Buquet.
O Senhor j� bebeu demais.
J� faz quase um ano...
que o bom Gustave...
e seus dois trabalhadores...
desapareceram sem deixar rastro.
Dizem que adentraram demais nas catacumbas.
� seu o mundo.
Os que entram l�, nunca retornam.
Ele est� rondando de novo aqui mesmo, neste teatro.
Eu o vi outra noite escondido na galeria a�rea.
Estava pendurado sobre o palco, como uma aranha.
O que ele estava fazendo?
Estava escutando...
a Senhorita Christine cantar.
Todos j� tinham ido embora.
Ela estava sozinha no palco...
cantando como uma "night-in-gale".
Se lembra, senhorita?
Sim, eu me lembro.
Era fascinante.
N�o como Carlotta...
Que parece uma vaca gorda, se me permitem.
- Bem, caro amigo. - Obrigado.
Agora voc� � o diretor. S� era quest�o de trocarmos de lugar.
A �nica coisa que quero � dirigir esta bela maison...
de maneira t�o formid�vel e com o mesmo talento que o senhor.
Meu talento n�o impediu que voc� e seus amigos pol�ticos corruptos...
conspirassem contra mim e me destitu�ssem do cargo...
6 meses antes da minha aposentadoria.
Entre.
O Senhor Pourdieu, o c�mplice do ladr�o.
- Fico feliz pelo gracejo. - Seu verme!
Vamos, cavalheiros...
bebamos o champanhe da fraternidade republicana.
Nicolaud!
Ele...
Ele lhe deixou um presente...
Um presente...
Que presente?
O Fantasma da �pera!
- Ele est� morrendo? - N�o.
� s� um ataque de mal�ria.
Daqui a pouco estar� bem.
Ele disse algo sobre um fantasma.
- Que fantasma? - Eu n�o sei.
Uma irrita��o na garganta.
Una irrita��o de garganta grave e severa.
E veio t�o de repente. Nunca vi nada parecido.
H� 10 minutos estava t�o bem.
Cancele o concerto.
Maestro, acho que h� uma solu��o.
Por que n�o canta a suplente? Ela sabe muito bem o papel.
- A suplente? Quem � ela? - Christine Daa�.
Ela � muito promissora.
A emo��o foi muito forte pra ela.
Pobre crian�a. � t�o jovem.
Na minha opini�o...
O maestro Gounod exigiu demais dela.
Respire isto, querida.
Aspire.
Aspire!
Vamos, deixem-na em paz. Fora! V�o embora!
Querem sair daqui, por favor?
Eu sou o m�dico aqui, pelo amor de Deus!
Bem...
N�o � nada grave, mas necessita descansar...
Certo?
Durma um pouco se puder.
Sim.
Eu volto amanh�.
Esse frio me faz tremer.
N�o sentir� mais frio.
Devo estar ficando louco.
O que iria me dizer sobre Christine?
N�o entendo.
Vamos, a cidade toda j� sabe.
Raoul, o irm�o de Jerome de Chagny, est� apaixonado por Christine Daa�.
Eu apaixonado?
Engra�ado.
Escute, pode rir...
mas pode mentir pra mim.
Veja, somos apenas amigos. Nada mais.
Pode divertir-se com ela.
Ela � encantadora, eu reconhe�o, mas...
N�o me olhe assim, irm�ozinho.
Esta noite...
o levarei a um lugar estritamente reservado para gente iniciada...
onde espero que possa revitalizar essa sua alma cansada.
Este � meu irm�o.
Gostaria de uma massagem?
Sem Rimbaud n�o existiria salva��o na poesia, idiota!
Baudelaire � o maior, est�pido degenerado!
- Rimbaud! - Baudelaire!
� voc�, Christine?
N�o, querido, n�o sou Christine.
Sou Rose. Rose "L�bios de Mel".
Afaste-se de mim, Satan�s!
Saiam da minha vida! Fora da minha vida!
- Acalme-se! - V�o todos pro inferno!
Voc� � t�o linda, pequena.
Tenho algo para voc�.
N�o tenha medo.
- � chocolate su��o. O melhor. - Solte-me!
Veio de Genebra. Coma-o!
Est� muito bom. Coma-o!
Espere!
Deixe-me em paz!
Espere!
Espere-me, menina travessa.
Onde voc� est�?
Onde voc� est�, meu amorzinho?
Onde est�, minha pequena bailarina parisiense?
Onde voc� est�?
Aqui vai o lobo mau!
Marthe!
S� quero dar-lhe um pouco de chocolate.
N�o vou te machucar, Marthe, eu prometo.
Estou aqui!
Onde voc� est�?
Onde voc� est�?
Voc� � t�o linda.
Seja boazinha comigo.
Por favor, seja boazinha comigo.
Por favor, amorzinho!
Seja boazinha.
V� pra casa.
Onde voc� estava?
O fantasma comeu o Senhor Pourdieu.
Sim, claro que o comeu. Agora me conte a verdade.
Mas � verdade, eu vi. Ele tocou no meu cabelo tamb�m.
� uma menina muito levada, sabia? N�o devia mentir.
38!
Com esta m�quina vamos triplicar a produ��o.
Ou n�o me chamo Ignace!
Vingan�a! Vingan�a!
Estes animais asquerosos nunca mais v�o sair de suas tocas!
Eu os farei em peda�os!
N�o esperava que viesse t�o cedo, querida.
Por que escondeu seu cachimbo? Eu sei que voc� fuma.
Comprei pra voc� este tabaco holand�s perfumado que tanto gosta.
Obrigado.
Pode me trazer um caf� e um bolo, por favor?
Sim. Quer manteiga e marmelada?
- E um pouco de mel, querida. - Sim.
- Tudo bem? - Sim.
- Estou com muita fome. - Obrigado.
Obrigado.
Como � poss�vel...
...que mesmo sem saber nada sobre o amor...
eu esteja apaixonada pelo dois?
Venha at� mim!
Venha, Christine.
Sim.
Cante, Christine.
Cante para mim.
Sim.
Meu amor.
De onde voc� veio?
Fui abandonado ao nascer...
no mar do espa�o e do tempo.
Mas fui alimentado e cuidado por criaturas...
que se tornaram meus amigos.
Meus irm�os.
Esta � a raz�o de minha natureza dupla.
Por esta raz�o que vivo neste mundo subterr�neo.
Medusa sempre a guiar� ao meu reino.
Ningu�m sabe. Ela desapareceu...
h� umas 3 ou 4 horas.
Desapareceu?
N�o se preocupe.
Deve ter sa�do.
Ent�o, onde poderia estar?
Talvez tenha ido � sua aula de canto.
Sua aula de canto. Tem certeza disso?
O amor � puro demais...
para estar sujeito a temores como os seus, meu querido Bar�o.
Quando a vir, diga a ela que estou a procurando, por favor.
Claro.
Claro que direi.
Esta noite voc� cantar�.
� chegado o momento que voc� tomar� o lugar de Carlotta.
Eles ter�o uma incr�vel surpresa com sua performance de gala.
Surpresa?
Sim.
Tem algo a ver com a lei da gravidade...
a lei da atra��o m�tua.
Mas voc� vai ficar aqui.
Eu voltarei em breve.
- N�o quero ficar aqui. - Fique aqui.
- N�o, irei com voc�. - Fa�a o que digo.
- N�o! - Vai me esperar aqui!
N�o, irei com voc�!
N�o quero ficar aqui!
N�o, n�o v�! N�o quero ficar aqui!
Eu te odeio! E odeio este lugar!
Boa noite, divina. Trago excelentes not�cias.
N�o, como devo dizer? Trago magn�ficas not�cias!
Minha querida Carlotta, voc� n�o vai acreditar. O teatro est� lotado.
Tanto que tivemos que mandar algumas pessoas embora.
Isto � fato. � incr�vel!
Incr�vel? N�o, � muito comum.
Quem vai cantar? Carlotta, n�o �?
Sim, � ela. Quero dizer, voc�.
Lembrou-se de trazer o contrato para a pr�xima temporada?
Sim, aqui...
Evidentemente, est� aqui.
Quer que eu o mande traduzido em italiano tamb�m?
Talvez. Marc, traga minhas roupas, eu preciso me trocar.
Vai, vai.
N�o cantar� Romeo e Julieta.
N�o compreendeu, vaca gorda?
Como se atreve a falar comigo assim?
Mas eu n�o disse nada.
Acha que estou surda?
Ou se trata de uma est�pida piada francesa?
- Atreve-se a me chamar de vaca? - Mas eu n�o disse. N�o disse.
Falaremos do meu contrato mais tarde.
Carlotta, por favor! Ajude-me!
Marc?
Meu pequenino?
Juliette?
Fran�oise?
Hilde?
N�o cantar� esta noite...
se valoriza seus volumosos seios.
- O que aconteceu? - Nada.
Nada?
Se aborreceu por causa do contrato?
Me chamo Carlotta Altieri. E eu cantarei Julieta.
"Maestro, esta noite n�o reger� Carlotta em 'Romeo e Julieta'.
Do contr�rio, ocorrer� algo horr�vel neste teatro"
Onde posso falar com o diretor, por favor?
Obrigado.
H� pelo menos umas 10 pessoas mortas...
...e h� muitos feridos, alguns muito graves.
Recebemos uma carta an�nima advertindo que ocorreria algo assim.
Ela foi entregue ao maestro Gounod.
N�o lhe demos nenhuma import�ncia.
Mas agora me lembro, que meu antecessor me disse...
que este Teatro � amaldi�oado.
- Tem not�cias dela? - N�o.
N�o pode desaparecer assim. Voc� sempre est� com ela.
Deve saber alguma coisa.
Acalme-se. Estou certo que algu�m deve saber onde ela est�. Eu n�o.
- Ent�o, quem sabe? - Eu n�o sei.
Algu�m como voc�, algu�m que a ame.
Ou mais do que voc�.
Venha! Venha comigo.
Vamos.
- O papel � seu. - Eu n�o o quero.
- Estou dizendo que � seu. - E eu estou dizendo que n�o o quero.
Diga-me, quantas vidas ele custou?
Voc� interpretar� Julieta...
...e eu estarei l� contigo.
- Eu te odeio! - Sim.
O �dio e o amor s�o a mesma coisa.
Se acostumar� a mim e a este modo de vida.
� ele que quer? Esse idiota, Raoul de Chagny?
Voc� merece mais do que isso. Muito mais!
- Sim! - N�o!
Meu amor! Meu amor!
Jamais volte a desaparecer dessa maneira.
Jamais vou desaparecer dessa maneira novamente.
Por aqui.
- Como encontrou a entrada? - Honorine a achou atr�s do espelho.
Temos que ir, podem nos ver aqui.
Nos ver? Quem? De que est� falando?
Eu n�o sei.
Voc� � minha luz.
Mas h� tanta escurid�o dentro de mim, entende?
N�o sou pura, entende?
Nada � puro. Escute-me.
Todos temos lados obscuros em nossas almas.
Christine, n�o h� nada a temer.
Isso � parte do ser humano. Acredite em mim.
Acredite em mim.
Eu quero ver o c�u.
Venha! Venha!
Christine, quem ele �?
Ele existe de verdade?
Ou s� existe nesse lado obscuro de sua alma?
Ambas as coisas.
Sua vontade � minha vontade...
e seus pensamentos s�o minhas a��es.
Raoul, preciso de ajuda.
Estou indefesa.
Nosso amor � sua defensa.
Nosso amor desviar� seus pensamentos.
Quanto mais forte for nosso amor, mais fraco ele ficar�.
Em breve, ele ficar� totalmente impotente. Acredite em mim.
Prometa-me que nunca mais se separar� de mim.
Prometa-me.
Eu prometo.
Minha pequena soprano! Est� aqui, vamos!
Onde estava, meu bem? Est�vamos preocupados com voc�.
Algum dia nos contar� sobre isso. Vamos!
Vamos, venha. O maestro Gounod precisa falar com voc� urgentemente.
- Voc� ser� a estrela esta noite. - Qu�?
Pobre Carlotta. N�o sabe o que aconteceu?
- O que aconteceu? - Demoraria 6 meses para lhe contar.
- Raoul? - Eu prometo.
� voc�.
Eu te conhe�o!
Ela, Christine Daa�...
...com seu rosto angelical, � nada mais, nada menos...
que a vadia do fantasma!
Eu a vi, l� embaixo nas catacumbas...
...fazendo amor com aquele assassino!
Morte aos monstros!
Detenham-no! Apanhem-no!
- Saiam do meu caminho! - Fant�stico!
Detenham-no!
- O que aconteceu? - N�o sei. Acho que foi o fantasma.
N�o viram o que aconteceu? � claro que viram!
Algu�m levou a minha cantora. Devemos recuper�-la.
Morte aos monstros!
Querida!
Viveremos sozinhos em meu mundo de escurid�o...
At� que a morte nos separe.
Raoul!
Perdoe-me.
Sinto muito. Perdoe-me.
N�o deixem que escape! � por aqui, eu conhe�o o caminho!
Juntem-se todos!
Encontre-os!
Foram por aqui!
Siga-los!
Meu Deus.
Vai ficar tudo bem.
N�o, Christine.
N�o temos tempo para descansar. Estamos quase chegando.
O Bar�o com seu rifle.
Afaste-se dela.
Supostamente.
Querida Christine, a vida continua.
N�o podemos ficar aqui.
Se a pegarem, a matar�o.
Vamos, por aqui!
Ajude-a.
Ajude-a!
Vamos!
Temos que ir!
Raoul, suba no barco. Pegue os remos.
Tenha cuidado. Sente-se.
Est�o aqui embaixo! Por aqui! Por aqui!
Encontre-os!
Sente-se.
Sigam o caminho at� chegar ao rio.
Espere! N�o!
Vamos, Raoul! Reme mais r�pido!
N�o! Por qu�?
Meu mundo chegou ao fim. Minha vida tamb�m.
Sigam at� verem a luz! At� verem a luz!
Ela est� aqui!
Pegue-os, eles est�o no barco!
N�o os deixem escapar!
Desgra�ado!
Morte...
Aos monstros!
Meu amor!
Meu amor!
Christine!
N�o me deixe! N�o me deixe!
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