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Original subtitles

Compareci ao funeral do Sr. Delaney, e um fantasma apareceu,

um filho que todos pensávamos ter morrido em África.

James Keziah Delaney.

Senhor Deus todo poderoso, é o vosso irmão?

O vosso pai foi envenenado.

Diria que lhe aplicaram doses elevadas durante um curto período de tempo,

Algo que África não mudou foi o amor que sinto por ti.

Ele já regressou.

E, segundo o testamento do Delaney, ele herda tudo. Incluindo a ilha de Nootka.

A Grã-Bretanha e os Estados Unidos estão actualmente em guerra.

Vendei este território por um preço sensato.

O estreito de Nootka não está à venda.

Posso dar-vos o que quiserdes. Rapazes, raparigas.

Dou-vos duas horas para saírdes.

Sei coisas sobre os mortos.

Esperava resolver este assunto de uma forma delicada,

mas, assim, não será possível. Ele é todo vosso.

O estreito de Nootka é uma maldição.

Trará o Rei e o Império sobre a vossa cabeça.

Tradução: _nMLr_

≡ AdSerra© Series Collection ≡ 2020

Apanhai isso.

Vejamos, não tendes problemas em obedecer às minhas ordens

só com a execução.

- Execução? - Do Delaney.

Pedi-vos para tratardes do assunto.

Está a demorar um pouco mais do que eu antecipava.

Se abrirdes aquele pedaço de papel,

Vereis o vosso pré-aviso de despedimento da East India,

com a data de depois de amanha.

Só a morte do Delaney é que tornará esse papel obsoleto.

Isto ainda vai provocar um desabamento.

Rais parta com isto!

Desculpai-me.

O que pretendeis fazer com isto?

Manter coisas seguras.

Que coisas?

Olha, Brace.

Ide-vos lixar.

Tu seguiste o Tremain. Agora podes fazer o mesmo comigo.

Seguir-vos para onde? Com que raio de objectivo?

Com o propósito de permaneceres vivo neste momento.

Podes optar por deixar os meus serviços se o desejares, Sr. Brace.

O que é que se passa com vocês malditos Delaney?

Pendura-a junto à salgadeira.

Mas mantém a pólvora distante do vapor.

Que raio de manicómio é este.

Quanto às lides domésticas,

gostava de ter uma conversa contigo sobre comida.

- Tendes fome? - Não.

Disseste que nos seus últimos dias, o meu pai raramente comia.

Sim, alimentava-se de ar e cerveja de mel.

- Quem fornecia? - Era um homem de Feather Lane.

Reparai, era mais barato do que na taverna e

- O vosso pai só me deu uns tostões. - Que homem?

Um homem que já falecera...

e, desde então, a sua esposa partiu.

Por que perguntais?

Porque sou mais generoso do que o meu pai.

A partir de agora, só bebemos cerveja e vinho engarrafados.

É tudo.

Podes ir.

Cavalheiros, a Jardine, Matheson and Company

tem o gosto de inaugurar este leilão à vela

com uma uma lista onde constam um total de 12 artigos para venda.

Cada artigo da lista será leiloado durante o período de tempo

que levar a consumir-se dois centímetros e meio de vela.

Quando aí chegar, a última oferta vencerá.

O primeiro artigo da lista...

um brigue de um navio mercante da frota espanhola apreendidos pelo capitão Reeves,

nos últimos treze meses.

Actualmente, o brigue tem por nome Felice Adventurero.

Quem vai iniciar a licitação?

610. 620.

630. 640.

650. 660.

Alguém dá 670?

680.

690.

700.

Oitocentas libras.

Quem é aquele?

Felice Adventurero vendido por oitocentas libras a...?

à Delaney Nootka Trading Company.

Depois falei com o velho Grady.

Disse que o Delaney lhe tinha dito que iria usar o navio para transaccionar.

Com quem?

Ele disse que a empresa chamava-se Delaney Nootka Trading.

Ele tem em mente reabrir o entreposto comercial para reivindicar a sua posse.

Aquele cabrão vai ser enforcado por traição.

Senhor, já tenho uma estratégia delineada.

Senhor.

Porquê?

Por que é que não olharia ele para a nossa oferta?

Por que desafiaria ele a lógica e o Rei?

Estou em crer que estará simplesmente a tentar aumentar o preço.

Por que sabia tanto sobre as negociações transfronteiriças?

Como sabia que decorreriam em Gante?

A localização é segredo de estado.

E onde arranjou dinheiro para comprar um navio?

Jesus Cristo!

Serei o único com inteligência nesta empresa?

Eles apanharam-no primeiro.

Tanto em África como na viagem de regresso para Londres.

Abordaram-no, instruíram-no,

deram-lhe dinheiro e fidelizaram-no.

Quem, quem fez isso, Senhor?

O raio dos Americanos!

ATTICUS

Atticus!

Atticus!

James Delaney.

Vejam só.

Senta-te.

Devolve-me o cavalo.

Qual foi a maior coisa que viste?

Para os meus arquivos... o meu livro sobre o mundo.

Qual foi a maior coisa que viste em África?

Um elefante.

Com que altura?

Atticus, devolve-me o cavalo.

Pelo que já ouvi, alguns medem 30 metros e meio de altura.

Atticus, roubaste-me o cavalo e deixaste o teu nome...

diz-me lá,

o que queres?

Como te deves recordar,

um dia escreverei um livro de tudo o que sei sobre o mundo.

- Não me interessa. - E já estive em muitos lugares.

mas não no cu de Judas como tu estiveste.

Qual a foi a maior coisa que já viste e a mais pequena?

E também o dinheiro que o teu pai me devia.

Vês, aí está.

Nada muda.

James, sentes-te mais à vontade com os negócios do que com os livros?

Vinte libras é quanto me devia.

Sei que tens ouro... acabaste de comprar um navio... então paga.

Pelo quê?

Já sabes que quando alguém quer ver um

homem morto, é com o Dolphin que vêm ter.

O quê, ainda?

O meu reportório de conhecimentos é muito vasto,

desde o berço à sepultura...

parto, amor, morte,

vai tudo parar ao rio do meu livro.

Quando alguém quer ver um homem morto, é com o Atticus que vêm ter.

Bem, acerca de um ano atrás, um cavalheiro abordou-me

sentou-se exactamente aí onde tu estás,

e diz, "E que tal o velho Horace Delaney,

aquele cabrão demente que acende fogueiras junto ao rio?

Digamos que cai ao rio, a corrente leva-o, que me dizes?"

E, então, disse ao cavalheiro...

"Naveguei com o velho Horace por todo mundo."

Vês? E, então, disse-lhe, "Põe-te a andar ou corto-te a moela

e largo-te na corrente que idealizaste para o capitão Delaney."

E quem era esse cavalheiro?

Qual foi a coisa mais pequena que viste?

A bondade humana.

Uma formiga.

Era um homem da East India?

Diria que não.

Pareceu-me mais de Leadenhall.

A julgar pela sua conduta.

Então, quanto me vais pagar por não ter morto o teu pai?

Nada. Está morto.

- Bem, quinze libras... - Quinze libras.

...e devolvo-te o cavalo.

Dou-te quinze libras e descontas os tacões das minhas botas...

e, a partir de agora, contar-me-ás tudo o que vejas e ouças.

Pois, claro, os inimigos que estás a despontar, James,

vais precisar de ajuda, meu rapaz.

Do que é que ele se queixa hoje?

São os dedos dos pés e o traseiro, Senhor.

Meu Deus.

Já sabia dos dedos. O que lhe aconteceu ao traseiro?

Não quero nem imaginar.

Solomon Coop, vossa Alteza.

Como se encontram hoje os vossos dedos?

Os meus dedos estão na ordem do dia.

Vê-se mesmo que não ledes os jornais.

Referi-vos ao cerco?

Vão-se foder!

As cruzes vermelhas dizem respeito às posições dos navios estadunidenses.

Estão a tentar bloquear as nossas rotas comerciais para o Ocidente.

E as cruzes azuis são os navios da Marinha Real,

prontos a atacar.

Por que é que colocastes os estadunidenses de vermelho?

Por que é que os colocastes a vermelho?

Éramos nós que devíamos estar a vermelho. A nossa farda é vermelha.

O Almirantado é que elaborou o mapa.

Ora, dizem que os irlandeses

estão a provisionar o bloqueio com quecas e porco,

mas não tarda ficarão sem pólvora.

Fazei com que o Almirantado elabore um novo mapa,

com os britânicos a vermelho e os estadunidenses...

a verde ou algo do género, já que são novatos.

Com certeza, vossa Alteza.

Esta noite tive um sonho.

Estava estendido no Mar do Norte. O meu corpo era Inglaterra.

Eu era uma ilha... Coop, prestai atenção!

Todos esses camarões, como mafarricos, com arcos e flechas de brincar,

cercavam-me, a disparar contra a minha carne.

Deveis procurar beber mais da garrafa verde

e menos da cor-de-rosa.

Não se tratou apenas de um sonho.

Foi uma premonição.

Os camarões eram os navios americanos.

Prestai-me atenção, Coop.

Estava estendido no oceano como uma baleia

e ninguém no meu Conselho Privado içará o cano de um mosquete!

Singrais junto ao meu nariz,

um bando de amotinadores sem categoria,

e mostrais-me cruzes vermelhas?

Vossa Alteza, eles ficarão sem pólvora.

E eu já fiquei sem paciência.

Dizei ao Almirantado que, embora os boatos digam

que o Príncipe de Gales só queira flores e valsas, na verdade,

o Príncipe também exige que os navios dos estadunidenses sejam abatidos,

os sobreviventes enforcados,

os cadáveres dos afogados pregados aos muros das igrejas da Irlanda

para impedir os seus dissidentes de seguirem pelo mesmo caminho.

- Quereis que tome nota? - Sim!

- Que raio é isto? - Pois, é, vejamos, da East India.

Vão-se foder também.

Assim farei.

Quem és tu? Winter.

- Senhorita Winter. - Não, apenas Winter.

Apenas Winter. Vivo com as putas, mas sou virgem.

- Por que me segues? - Para vos salvar a vida.

A dona Helga recorreu a um homem com um dente prateado.

Eu espio-a. Pelo teor da conversa,

ele tenciona fazer-vos mal e a dona consentiu.

Ela quer-vos morto para poder recuperar o estabelecimento.

Quantos anos tens?

Treze.

Por que ficaria ela contigo sem te alugar?

Feia demais.

Diz-me que um dia encontrarei um homem que fique comigo.

Alguém como vós.

Também vos espiei.

Fala-me desse homem do dente prateado...

Winter.

Se quiserdes posso-vos mostrar onde ele se encontra atracado.

Dorme sozinho nesse navio?

Costuma levar para o navio uma certa rapariga e faz coisas ruins,

mas não há mais ninguém.

Estás-me a tentar enganar?

Não.

Dizem que estivestes em África.

Como é viver lá?

Estão todos nus?

Quero ir à América.

Prometei-me que um dia me levais à América.

Nova Iorque ou Boston?

Aqui a corrente dirige-se para Gravesend.

Percebes de navegação.

Sim. Todas nós cotovias queremos ser gente do mar.

- É o veleiro dele. - Correcto.

Por que acreditais que vos estou a contar a verdade?

Porque sim...

O que ides fazer?

Bem, tenho de perguntar-lhe porque é que o contrataram...

e por quem.

Fica.

O mesmo cheiro.

O mesmo cheiro a quê?

Às roupas do vosso pai quando ele ia dançar junto à costa.

e acendia aquelas fogueiras.

Brace, onde é que mantinha o meu pai as coisas mais importantes?

Do que é que estais à procura?

Do tratado do Estreito de Nootka.

Talvez esteja escrito em pele de veado.

Estais a dizer algo como...

"Brace, tens alguma ideia onde estará a minha sentença de morte?"

Caso vá a tribunal poderei precisar de provar

que aquele território fora adquirido via tratado e não por conquista.

Tribunal?

Sim.

Ou tentar-se-ão apoderar dele orgulhosamente

e reivindicá-lo como escória de guerra.

Senhor, não vi nenhum tratado em pele de veado,

muito menos fadas ou duendes marinhos.

Mas, o que realmente possuo, são moedas malaias suficientes para enterrar-vos.

Terços, que não chegam para vos levar para o céu.

e haxixe, suficiente para atenuar a minha aflição

quando a East India Company vos degolar,

que, certamente, o fará.

Tendes compromissos para hoje.

O pequeno-almoço estará pronto dentro de meia hora...

se combinardes ficar vivo durante esse tempo.

O RETRATO DO SELVAGEM

PRINCESA INDÍGENA, LORNA BOW

Obrigada.

Já se estava a tornar num processo extenso e demorado.

Calhava-me bem um período de reflexão.

Tendes aqui uma rapariga chamada Winter?

Podeis ficar com qualquer rapariga que pretendais.

Não tenho nenhuma rapariga com esse nome.

Não?

Uma mulata?

Faria tudo por uma mulata... os dinamarqueses pagam o dobro.

Conheci-a.

- As pessoas dizem que sois maluco. - Pois sou.

Gostava de ver a verdade que escondeis.

Há bondade em vós.

- Que bondade? - Tendes, sim.

Há bondade em vós... Vejo-o nos vossos olhos...

e tendes os mesmos olhos que ela.

A Winter, é vossa filha, não é?

É por isso que não a alugais.

Estarei errado?

Preferiria que trabalhásseis comigo do que contra mim.

- Trabalhar em quê? - Num mal necessário.

Pois os bordeis estão cheios de segredos e, para mim, os segredos são armas.

Adoraria falar de negócios...

mas adoraria ter-vos dentro de mim, Sr.Delaney.

É a minha primeira condição.

Preciso de saber onde se esconde o Sr. Dente Prateado.

O vosso novo amigo.

Conhecei-lo?

Perguntarei depois ao Malaio.

Ao Malaio?

Obrigado pela vossa ajuda.

Senhor Delaney?

O brigue Felice Adventurero... agora é todo vosso, Senhor.

Obrigado.

Que navio era este?

Que navio era este?

Eu e tu. Vejo-te.

Ajudai-me! Capitão!

Santo Deus! Por onde andastes?

Acendi a lareira no vosso quarto para afastar os ratos.

Hoje no parlamento, debaterão os maus tratos aos criados.

Os Liberais querem-te proteger.

Acredito que isso levar-nos-ia à anarquia.

Nunca tendes fome?

Comi no bordel.

Para se poder chamar de comida, antes de tudo, precisa de ser sólida.

Fiz-vos café... deve estar frio como uma rocha.

Já não o estamos?

Onde raio ides agora?

Enviaram alguém a Londres para me matar.

Quero falar com eles e perguntar-lhes o porquê.

Limpa isso.

Estou à procura do Dr. Dumbarton. Segui o cheiro lá dentro.

RUPTURA DE OSSOS

Estou de folga.

Tenho um ferimento no meu ombro esquerdo.

- Um estilhaço? - Uma farpa...

do mastro de um navio chamado Yankee Prize,

que foi atingido por um projéctil Yankee.

Então devo-vos tratar por camarada?

Veremos.

Não sei como Deus cria as suas cores,

mas hei-de lá chegar através de químicos.

Disseram que sois médico.

Uma ovelha é uma ovelha, mas também é carne e lã.

Este é o meu passatempo... reparar cores em farrapos.

Em tempos de guerra, a procura por bandeiras é sempre alta.

Vejamos, sois três coisas, correcto?

Sois médico,

sois comerciante,

e sois espião.

A não ser que me digais quem vos contratou,

terei de vos pedir, com uma arma apontada à cabeça, para vos retirardes.

Um homem que se auto-intitula Colonay.

Ainda não está no inferno?

Não, em Ponta Delgada nos Açores.

Ou algo parecido.

Deveríeis saber que já não usamos o ferimento no ombro como mensagem.

Ai não?

Não, alteramos os códigos quando pensamos que, porventura,

a escumalha britânica já os conhece.

E não confiais no nome Colonay?

Que quereis?

Quero uma linha de conferência

com o presidente dos quinze estados da América.

Chamo-me James Delaney.

Não me diz nada esse nome.

Mas ao Presidente e aos seus representantes,

que se dirigem para as negociações em Gante, dirá.

A fronteira Canadense-Americana está a ser traçada,

num lugar muito secreto,

não?

Escutai, eu possuo algo que é muito valioso para a vossa nação.

Algo pelo qual os britânicos estão dispostos a matar-me.

E quê?

Procurais asilo?

Tenho exigências.

Exigências?

Dizei o meu nome ao Carlsbad.

E quem é o Carlsbad? O Carlsbad é o chefe

da Sociedade Americana de Correspondência Secreta em Londres.

Tive conhecimento desse nome porque foi o Colonay que mo disse.

Ele estava bêbedo.

Estava na marmelada com uma puta.

O Carlsbad reconhecerá o meu nome, bem como os meus negócios.

Receio que proferistes as palavras erradas.

Saí-de.

Doutor, tratais pessoas dementes?

Continuai a andar.

Sois louco por terdes vindo aqui.

Somos uma nação impetuosa.

Certo.

Estou a contar com ele.

Tende um bom dia.

Correio para vós, madame.

Pretendo começar por ler a última vontade e testamento do vosso pai

e, depois, tentarei chegar a um consenso com os credores.

Já decidistes o que ides fazer com Nootka?

- Já, usarei para negociar . - Com quem?

- Em Nootka só há selvagens. - Então negociarei com eles.

- Ouvi dizer que comprastes um navio. - Pois comprei,

e vim a descobrir que fora usado para transportar escravos.

Verifiquei os registos do navio e, antes de ter sido tomado pelos espanhóis,

chegou a pertencer à honorável East India Company.

As correntes foram fundidas em Londres.

- A East India não comercializa escravos. - Não, não mesmo.

Mas comercializam tecidos e pérolas em Tânger

com a família Scarfe,

e depois levam escravos para a ilha de Trinidade...

desde a ilha de Bunce...

através de corsários espanhóis.

Para alguém com tantos amigos influentes, surpreende-me que não o saibais.

E quem são esses amigos influentes?

Senhor Thoyt...

fostes advogado do meu pai nos últimos quarenta anos.

E durante esse período, reportastes todos os pormenores

dos seus negócios mais íntimos e dos seus inimigos na East India Company.

Sois a rameira deles.

O mesmo que quase todos nesta cidade,

sem contar com aquelas que já estão rotulas como putas.

Então, James.

Quando deixastes London, a East India era uma empresa mercantil.

Agora é o Deus Todo-Poderoso.

O Príncipe de Gales teme-a.

Não há governo no mundo que se atreva a fazer-lhes frente.

São os donos do território, do oceano, do raio do céu acima das nossas cabeças.

Possuem mais homens e armas e navios

do que toda a nação Cristã junta.

Pensais que todos os que lhes obedecem são perversos.

Não.

Submetemos-nos à forma como o mundo se tornou.

Todos os homens correctos em Londres...

que os tentaram derrubar, apareceram mortos em Tilbury.

Podiam ter imobilizado um congresso.

Ou talvez embarcar num navio em direcção a Boston,

onde a East India não se atreve a pôr os pés.

Vejamos...

ides adicionar traição à lista.

O Rei e a East India sobre a vossa cabeça.

É tudo ralé... fabricantes de tabuleiros, carpinteiros.

O vosso pai não pagou qualquer conta durante quatro anos.

Sentem-se profundamente lesados e já falam em arresto.

Não estou a ser extravagante quando vos pergunto se estais armado.

Estou armado.

Aí está ele! Tem vergonha!

Deixem o homem passar!

Que é feito do dinheiro, Delaney?!

Cavalheiros! Encontrais-vos aqui,

devido a uma notificação por escrito da morte de Horace Delaney.

Lidarei primeiro...

com os beneficiários e então,

logo de seguida, com os presentes no salão.

Eu disse logo de seguida!

Calem-se! Deixem-nos prosseguir.

Já esperamos muito tempo.

O Sr. Delaney morreu como viúvo.

Deixou dois filhos, ambos aqui presentes.

À sua filha, Zilpha Annabel Delaney, agora como Zilpha Annabel Geary,

não existe qualquer referência nesta última vontade e testamento.

Ao seu filho, James Keziah Delaney,

são-lhe deixados somente os bens que restaram do património Delaney

incluindo o entreposto comercial de Nootka e um campo de aterragem

na costa ocidental do Pacífico nas Américas,

e que outrora pertencera à América espanhola.

Tudo o que tiveres, vais vender...

Tem de haver ordem para que possa continuar!

Já podemos ir.

Não. Temos de condenar este negro.

Ele já está condenado.

Vamos.

Podeis estar certo de uma coisa, Delaney!

Esse legado é a vossa sentença de morte!

Saiam da frente!

Tem de haver ordem para que possa continuar!

Eu construí uns alicerces novos para aquele velho badalhoco...

e nunca cheguei a ver um tusto.

O filho não herda as dívidas do pai.

James Delaney abriu em nome próprio uma nova entidade comercial.

As dívidas do meu pai perfazem um total de 215 libras e 17 xelins.

Observem, 215 libras e 17 xelins.

O Sr. Thoyt pagará a cada um de vós a quantia exacta que vos é devida

mas, formareis uma fila ordenada.

Formareis uma fila ordenada.

Ordenada!

Por esta eu não esperava. É um homem melhor que o pai.

Despachem-se!

Pelo menos assume as dívidas do pai.

O que me é devido não se encontra nesse monte de moedas,

já que não me é feita qualquer referência na notificação.

Veem? O velho forreta nem sequer pagava pelas putas.

Mais precisamente, o que é que o meu pai vos devia?

Devia-me uma vida repleta de atenção.

Uma vida de dedicação.

Devia-me beijos e amor.

Devia-me um lar e uma lareira e um dia, talvez, um filho.

Em suma, devia-me tudo o que é obrigação de um marido para com a sua mulher.

Chamo-me Lorna Delaney, outrora Lorna Bow,

e, à dois anos atrás em Dublin,

eu e Horace Delaney casámos-nos.

E tenho provas como sou sua viúva.

Os meus auxiliares tratarão de dividir a prata.

Madame?

Acompanhai-me até ao meu escritório.

Serena, bonita, segura, perfumada.

Serena, bonita, segura, perfumada.

Este documento é irlandês.

Levará algum tempo para validá-lo.

Não tenho pressa.

Mas, o filho do Sr. Delaney, desconhecia por completo da existência do casamento.

Como iria saber? Ele estava em África.

Frequentemente falava de vós. Estava muito, muito orgulhoso.

- Porquê Dublin? - Bem, foi tratar de negócios.

Sim, mas os vossos negócios estão aqui, não é?

Sois uma actriz que surgiu no palco do Theatre Royal

em Covent Garden numa peça chamada "O Retrato do Selvagem".

Encontrei um panfleto com uma ilustração numa gaveta vazia.

Bem, se a minha imagem se encontrava lá, a gaveta não estava vazia.

Se a papelada de Dublin for validada,

vós, senhora Bow, podereis exigir legalmente o seu património como viúva.

Senhora Delaney é como me deveis chamar.

Bow era o nome que usava no palco.

- Sois uma boa actriz? - O vosso pai achava que sim.

E isso foi antes ou depois de ele ter enlouquecido?

Bem, o amor não deixa de ser uma loucura, não é, Sr. Thoyt?

Ou nunca passastes por isso?

O meu pai era um homem muito doente e velho.

Tendes prova de que o acto foi consumado?

Tenho cartas, muitas cartas que declaram os ses sentimentos por mim.

Assim por alto recordo-me...

"Oh, Lorna, não vejo a hora

em que deixaria esta maldita casa junto ao rio

e partiria para as Américas contigo e viveríamos lá, nus e selvagens

e assim, ter-nos-íamos um ao outro e estaríamos juntos."

Coisas desse género.

Tendes em vossa posse qualquer outro documento dele?

- Tenho cartas. - Outros sem ser cartas?

Bem, que tipo de documentos?

Bem, a prova virá de uma caneta e tinta.

Vou pedir uma consulta à Igreja da Trindade em Dublin

e solicitarei um testemunho pessoal do padre. Até lá,

sugiro-vos aos dois que se abstenham de manter qualquer tipo de contacto mútuo.

Bem, não nutro qualquer sentimento pelo teatro.

E eu não costumo passar muito tempo em bordeis alemães.

Ele estava lá? O homem, viste-o no salão?

Sim. Foi ele que veio até à porta e encontrava-se, de facto, no salão.

Foi aquele que te falou em legado e sentença de morte.

- Queres...

Queres que ele caia ao rio, James?

Não, o rio fá-lo-á de livre e espontânea vontade.

Dá cá.

Thoyt, sentai-vos.

Vejamos, cavalheiros...

falai-nos sobre esta viúva.

Nenhum de vós sabe ler?

Ou estais todos muito ocupados a tentar chamar-me à atenção

e a fazer de conta que estais a ler o programa,

antes de alongardes novamente os pescoços.

Vós aí, qual é o vosso nome?

Godfrey, Senhor.

Bem...

Godfrey,

lede-nos em voz alta o nono ponto, dos dez que constam no programa.

"Durante a audiência definitiva pelo património de Horace Delaney, apareceu...

uma actriz."

Uma actriz.

Que afirma ser a viúva.

Já tenho a consulta que pedi de Dublin.

O casamento é válido e legítimo.

O que é que isto quer dizer, Senhor Godfrey?

Não está aí escrito.

Tendes de descobrir.

Pettifer.

A rapariga é uma oportunidade.

Thoyt, contai-lhes quais as possibilidades desta "oportunidade".

Ela abrirá uma disputa contra James Delaney pela

titularidade conjunta de Nootka.

Bravo!

Uma puta e actriz ao salvamento da gloriosa East India.

Não se trata de uma conclusão inevitável. Ela ainda terá de abrir um processo.

Oh, Sr. Thoyt.

Essa viúva terá parecer favorável com Nootka

na eventualidade de James Delaney morrer.

Uma eventualidade que pode estar iminente.

Senhoras e senhores, por favor, sejam bem vindos a Londres

o virtuoso violinista, Nicolas Mori.

Esta noite, a sexta sinfonia do compositor Ludwig Van Beethoven.

James, por favor, para.

O quê?

Tive saudades tuas. Não aguentei ver-te sozinha.

Esse discurso é tão ultrapassado, que até me podia rir na tua cara?

E, mesmo assim, vens cá fora ter comigo.

Porque senão virias ter comigo e proferir afirmações para todos ouvirem.

É verdade, sim. Será a intensidade da minha voz que te preocupa assim tanto?

Na floresta? Não.

Na selva? Não.

Costumavas ajeitar as sais

e ires-te embora como se nada se tivesse passado.

Quem é que se foi embora?

E graças a Deus que foste.

Deus?

Vamos-nos deixar de rodeios, James.

Recua um pouco ao passado.

Tu moras no oriente, eu moro no ocidente,

não existem adversidades concretas.

Tirando aquele grande rio que nos une.

É verdade que praticaste canibalismo?

Por que é que não dizes aos teus amigos que te encontras doente,

para que possas vir e ouvir tudo?

Rir-me-ia da tua figura, mas tu não estás bem.

E não aguento mais ter-te tão perto...

É uma pena, não é?

Porque estarei sempre bem perto de ti.

Verdade?

Tradução: _nMLr_ ≡ AdSerra© Series Collection ≡ 2020

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