All language subtitles for O ALIENÍGENA - 2004 - Portuguese

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Original subtitles

�s vezes um homem precisa ficar sozinho.

Entende o que digo?

�s vezes um homem precisa ficar sozinho.

-�s vezes precisa da solid�o? -Como sua m�e, por exemplo.

� uma mulher brilhante. Sua m�e...

sempre tinha uma resposta para tudo.

Era r�pida como um canh�o, que Deus a tenha.

-Mam�e n�o est� morta. -Ainda assim...

este simples assunto j� a fez perder a cabe�a.

Ela n�o entende que �s vezes um homem precisa ficar sozinho.

�s vezes um homem precisa ficar sozinho?

Isso mesmo. Voc� entendeu. N�o preciso explicar.

-E estamos nesta fase? -Sim, estamos.

Deixe a arma aqui.

�s vezes um homem precisa ficar sozinho.

O ALIEN�GENA

TABERNA CANADENSE

D�-me outro.

-Um dia daqueles? -Uma vida daquelas...

Entendi, irm�o.

Veja, entenda como quiser, mas n�o sou seu irm�o...

ou seu camarada, nem somos da mesma universidade.

-Escute, amigo, � s� modo de falar. -N�o sou seu amigo, hippie.

Est� com algum problema?

Um homem complicado sempre tem problemas.

� melhor ir embora.

-Est� bem. -�timo.

-Vai ter que me matar. -O que disse?

Se acha que vou sair daqui sem um copo na m�o...

n�o vai ser nada f�cil. Vai ter que me matar.

-Acalme-se, senhor. -Est� com medo?

Ouvi uma galinha, agora?

-Quer que eu o mate? -Ou me sirva um drinque.

-E vamos logo com isso! -Sente-se.

Voc� � maluco, sabia?

�, eu sei.

-O que voc� disse? -N�o disse nada.

Me deixe beber, estou bem.

E cai fora!

O qu�?

-Vou ficar com a marreta. -Vou dar a sua marreta!

�, muito engra�ado.

M�os para cima!

N�o se mexa!

N�o se mexa, seu alien�gena nojento.

-Dev�amos tocar mais. -N�o come�a.

-O que foi? -Tocamos todas as noites.

N�o aqui. Em Montreal. Nova York, shows de verdade.

-Somos uma banda de bar. -N�o t�m bares em NY?

-Bares de sexo. -E como vamos chegar em NY?

-Bares sujos de sexo. -Dave!

Por favor...

-Pegamos a van. -Est� brincando?

-Por qu�? -Bares sujos de sexo e couro.

-A van n�o vai conseguir. -Ent�o n�o vamos conseguir?

-Isso tamb�m. -Seu traidor de merda.

-N�o come�a. -E a briga come�ou.

N�o estamos brigando, estamos discutindo.

-� claro que estamos. -Est� chateando o Dave.

Vamos nos separar? N�o podemos nos separar de novo.

Dave, escute... ningu�m est� bravo com voc�.

-E a�, Slim? -Como vai, Wolf?

Mais um dia no para�so.

Ent�o... tem um quarto pra mim?

Sim, l� em cima. J� sabe onde fica.

Que cretino.

Pai? Pai?

Sente-se na cadeira.

Vamos ficar aqui at� meu pai chegar. E ent�o ele vai mat�-lo.

-Como se chama, querida? -Ginger.

Adoro me divertir.

Que coincid�ncia. Tamb�m adoro uma divers�o.

�, querido!

-Como se chama, querida? -Quero ir pra casa.

Tudo bem.

-Como se chama, querida? -Candy.

-Quem n�o gosta de 'Candy'? -Meus pais.

Isso � muito triste. Mas eu gosto de voc�, querida.

Meu nome � Slim, mas meus amigos me chamam de 'chapa'.

O que era aquilo que explodiu? Uma nave?

-Sim. -E por que est� aqui?

-S� estou visitando. -Quer que eu acredite em voc�?

Quero muito pouco de voc�.

Por que veio para a Terra?

-Meu pai me deixou aqui. -E onde ele est�?

Como sabe falar ingl�s? Falam ingl�s em outros planetas?

-N�o, aprendi vindo pra c�. -Voc� fala muito bem.

Foi uma longa viagem.

-Est� tentando me desconcentrar? -Sim.

-Pra poder fugir? -Sim.

-N�o funcionou. -Tudo bem.

-N�o � muito inteligente, �? -N�o.

-Consegue ler minha mente? -N�o.

-Sabe fazer algo maneiro? -N�o.

-Nada? -N�o.

-Mas e aquele monstro? -Que monstro?

O monstro. Que aterrissou.

Eu sou o monstro. Eu sou o monstro.

E n�o acha que mudar de forma � maneiro?

N�o.

O que mais consegue fazer? Consegue mover objetos com a mente?

Consigo.

Voc� pode mudar de forma e mover as coisas e n�o acha isso maneiro?

Estou assustado.

Mover as coisas com a mente � a coisa mais maneira do mundo!

-Tudo bem. -Me mostra.

Me passa aquela garrafa de u�sque.

Minha nossa!

Ent�o � isso a�, galera!

Voc�s podem ficar aqui, mas...

lembrem-se, n�o precisam ir pra casa, mas podem ficar aqui.

E a�? Vamos pegar a cerveja e ir embora?

Sem chance, cara, � s�rio, vou ficar mais.

Gente... foi demais! Foi demais!

Fazem coisa melhor mijando numa latinha.

-Posso fazer uma pergunta? -Acabou de fazer.

-Posso fazer outra pergunta? -J� fez duas.

Pode fazer mais uma.

-Quando seu pai volta pra casa? -N�o sei.

Mande um desses donuts.

Isso � t�o maneiro, cara.

Olha, olha. Relaxa. Aqui.

-Beba isso. -N�o.

-� rem�dio, vai ficar melhor. Beba. -N�o quero.

-Beba. -N�o.

Beba logo.

Sei que est� com saudades de casa, mas �s vezes...

um homem precisa ficar sozinho. Sabe do que estou falando?

N�o.

-Porque n�o � muito inteligente. -Tudo bem.

Eu sou Joey, e voc�? Sabe o seu nome?

Meu nome?

Vou cham�-lo de Phil.

-Vai com calma, Phil. -Vai com calma, Phil.

Se meu pai chegar e encontrar um alien�gena b�bado na cabana...

n�o vai ser nada bom.

-Bom. -Vai te encher de porrada.

Me d� um pouco disso.

-Acho que j� vou indo. -Tudo bem.

A culpa � esmagadora.

Olha, saiba que ainda a respeito mesmo sabendo que � prostituta.

Obrigada, Slim.

Ainda o respeito, sabendo que paga por sexo.

Isso � legal. � o que importa, o respeito m�tuo.

-Acabou o tempo. -� claro que acabou.

Um, dois, tr�s.

-Que diabos...? -Pai, este � o Phil...

um alien�gena que muda de forma e move as coisas com a mente.

-Oi. -Muito bem, senhor.

Obrigada por fazer companhia ao meu garoto.

-Mas saia antes que eu o mate. -Mas, pai...

-N�o estou falando com voc�, garoto. -Mexe alguma coisa, Phil.

Pode come�ar tirando o traseiro da cadeira, Phil.

-Mas, pai... -Quantas vezes tenho que falar?

N�o traga pervertidos pra dentro da cabana.

Quantas vezes? N�o pode farrear toda noite!

-Voc� n�o � daqui, �? -N�o, sou de uma gal�xia distante.

Est� fedendo. N�o � ca�ador, �?

-Cad� voc�? -Aqui embaixo.

Est� com bafo de cacha�a.

� algum tipo de extraterrestre metam�rfico perdido na selva?

Sou.

Bem, pode ficar na minha casa.

-Sabe nadar? -Sou um excelente nadador.

�timo. Siga-me.

Olha, quando minha mulher o ver, deixa que eu falo.

Sim, � claro.

AG�NCIA DO GOVERNO AMERICANO ULTRA-SECRETA

ABAIXO DAS CATARATAS DO NI�GARA

N�o foi outro assassinato, foi um acidente.

N�o me importo se n�o consegue entender...

� dif�cil de acreditar encontrando uma bala na cabe�a dele...

mas mesmo assim � poss�vel.

Certo. Tenha um bom dia, senhor.

General, temos um problema.

Entendido.

Podem matar os rebeldes...

terei um almo�o hoje com o l�der militar da �frica do Sul.

Terei o dinheiro em notas de cem marcadas amanh�.

N�o, senhor, n�o esse tipo de problema.

Entendi.

Podem testar em Miami.

N�o, senhor, outro tipo de problema.

Devo adivinhar?

N�o. Detectaram um objeto voador n�o-identificado caindo no Canad�.

-Foi um dos nossos? -N�o, senhor.

Mesmo que tenha sido, n�o sei nada a respeito.

E, nesse caso, garanto que seu segredo est� bem guardado conosco.

-Acione o Jones. -Com todo respeito, senhor...

Jones n�o passa de um alco�latra.

Est� no Canad� justamente para ficar longe de nossas miss�es.

Vou acion�-lo.

Sim, senhor.

-E, Laranja... -Senhor.

-Tem se exercitado? -Na verdade, sim.

Est� �timo. E...

continue assim. Dispensados.

Senhor?

Estava pensando se poderia adotar um peixe.

S�o mam�feros! Saia!

Castor...

N�o estou muito bem, castor.

Phil?

Jones, seu peda�o in�til de merda humana.

Agente Laranja. Agente Azul.

O que aconteceu? N�o ouviu seu telefone tocando h� 17 horas?

Bem...

estou... selecionando meus telefonemas.

Isso � por me fazer vir at� o Canad� para acord�-lo.

Levante esse traseiro b�bado...

Agora! Porque foi reativado.

N�o, falha sua. Me aposentei.

-N�o se aposenta da Companhia. -Ele sabe disso.

S� quer que voc� continue batendo nele.

-O qu�? -�.

Li sobre isso na 'Hustler'. Ele � um desses masoquistas.

Seu cretino depravado. � um masoquista, Jones?

Ent�o me pega, seu covarde.

Voc� fez a vontade dele, deu-lhe um presente de Natal.

� o que ele quer.

Voc� me d� nojo. Agora me ou�a bem e...

me ou�a bem.

Isso vem de cima. Temos um alien�gena � solta.

Deve localiz�-lo e, se preciso, elimin�-lo com discri��o, entendido?

N�o trabalho mais pra voc�s, Laranja, entendido?

Estou em licen�a por fadiga mental.

Escute bem, Jones, meu garoto. Vai fazer esse servi�o.

Porque pelo visto ca�ar alien�genas � a �nica coisa que sabe fazer.

E, por algum motivo, o chefe quer voc� nisso.

Afaste-se dos bares e das tabernas.

N�o vai encontrar um alien�gena numa garrafa de u�sque.

Bicha.

-Do que me chamou? -Quer que eu soletre pra voc�?

-Sim, eu quero. -Seria �timo.

-S�o gostosos, n�o s�o? -Estou doente.

Olha, amigo, n�o quero ser rude, mas voc� n�o � daqui, certo?

-Rem�dio. -� o cachorro, n�o?

N�o, obrigado. Rem�dio.

-Tem dinheiro? -N�o.

Bom, temos um novo caixa eletr�nico ali atr�s.

Tudo bem.

Rem�dio.

-E se eu provar? -N�o vou mais discutir isso.

Mas eu n�o estava b�bado.

� exatamente o que vamos dizer � assistente social.

Sozinho com um homem de 35 anos numa cabana se embebedando.

-Ele n�o era um homem. -Isso mesmo. Nunca aconteceu.

-Vamos consertar isso. -Do que est� falando?

De algo que eu devia ter feito h� muito tempo.

-Pai, n�o sou gay. -Eu sei, filho.

Voc� n�o � gay.

-E hoje vai me provar. -O qu�?

-Cale a boca e pesque, filho. -Sinto falta da minha m�e.

Todos n�s sentimos, filho.

�s vezes um homem precisa ficar quieto e pescar.

Gostei de voc�, Phil.

-� muito divertido. -Sou um cara divertido.

Diga uma coisa, de onde � seu sotaque? Ainda n�o descobri.

Acho que � porque sou um alien�gena falando ingl�s, Jimmy.

N�o, mas...

-Voc� � engra�ado! -Sou um cara engra�ado!

Agora pare com essa brincadeira e me diga a verdade.

Estou brincando!

Tamb�m sou um cara engra�ado.

Minha nossa, voc� � m�gico!

-Como fez isso? -Sou m�gico!

De verdade, Phil. De onde voc� �?

Est� aqui com seus amigos?

Estou na casa de um castor, no final da colina.

-Parece legal. -� muito legal.

Qual � o seu dever como militar, soldado?

Servir ao meu pa�s, senhor!

-Quer ser um her�i, Jones? -Sim, senhor.

�timo!

-Mate esses filhotes, Jones. -Senhor?

Estes filhotes s�o uma amea�a direta � seguran�a dos EUA.

Sim, senhor!

Mate esses filhotes com isso aqui.

Deus me deu a ben��o de aceitar o que n�o pode ser mudado.

Fique fora dos bares por uma semana. Consegue fazer isso, certo?

Homenzinho fraco.

Seu beb� chor�o.

Vai chorar agora?

Seja firme, soldado!

Tem um alien�gena para matar.

-Tipo de outro planeta? -Isso mesmo.

-Tem guelras ou algo assim? -N�o.

-Consegue ler minha mente? -N�o.

O governo americano tem corpos de alien�genas na �rea 51?

Espero que n�o.

-O que veio fazer na Terra? -Conhecer garotas.

Estou brincando, sou um m�gico!

-O que ele quis dizer? -N�o fa�o ideia.

N�o importa. Phil, diga a eles o que me contou.

-Gosto de u�sque. -N�o, antes disso.

-No meu mundo n�o h� viol�ncia. -Isso � lindo.

Exceto duas vezes por ano, quando h� mudan�a de clima.

E existe um breve per�odo de viol�ncia extrema.

� cheio de hist�rias, Phil.

Essa � a melhor hist�ria que ouvi essa semana.

Vou pagar mais uma para o alien�gena.

Parece que temos uma nave extra-terrestre anti-gravidade.

Temos um corpo.

E talvez equipamentos de acampamento.

Acho que podemos confirmar a exist�ncia do alien�gena � solta.

Parece que muda de forma. � human�ide.

Se eu fosse maldoso...

diria que deve se parecer com um investigador de seguradora.

Talvez uma f�mea.

N�o. � macho.

E jovem.

Assustado.

Ainda n�o sabe para onde vai.

N�o tem amigos.

Est� sofrendo muito.

Phil, esse n�o � o...

-Phil, droga! Mas que diabos! -S� estou brincando.

N�o, preste aten��o, Phil.

Neste planeta, n�o pode sair por a� mijando nas pessoas.

-Jimmy, n�o seja t�o chor�o. -Talvez queira que eu te chupe!

Talvez eu queira.

Consegue viajar pelo espa�o e o tempo...

mas n�o consegue controlar a bebida.

Inacredit�vel!

Sim, general. Entendido.

ldiota!

Estou vendo voc�.

Saia da� agora mesmo ou nunca mais ir� para lugar algum.

N�o atire em mim, senhor.

-Como se chama, garoto? -Joey Kolinsky.

E o que est� fazendo aqui, Joey Kolinsky?

-S� brincando. -Entendo.

Estava brincando aqui ontem � noite?

Nunca estive aqui antes. Juro por Deus, senhor.

-N�o vi ningu�m. -E qual era a altura deste 'ningu�m'?

Isso! Valeu, estamos...

Obrigado. Phil, o alien�gena, pessoal!

-Quero cantar outra m�sica. -Cabelos ruivos.

Tinha cabelos ruivos, 1,80m, disse que se chamava Agnes.

Usava roupas largas, parecia grande, mas eram as roupas.

Uma jaqueta larga. E um chap�u.

-Era grande e assustador. -Continue.

-Por que n�o usou seus poderes? -Porque Jimmy � um velho.

Porque ele n�o tem poderes.

Porque eu n�o acredito em viol�ncia.

-Certo, s� quando o clima muda. -Mas � diferente.

-Nem para se defender? -� pior para se defender.

Voc� assiste �s nossas transmiss�es via sat�lite?

-N�o. -Ent�o como sabe tanto sobre n�s?

-N�o sei tanto sobre voc�s. -Voc� fala ingl�s.

-Voc�s tamb�m. -Tem uma resposta pra tudo.

Ent�o nos conte, h� quanto tempo ficou louco?

Minha nossa!

Eu sabia!

Mover coisas com a mente � a coisa mais maneira do mundo!

-Tudo bem. -� verdade.

-Nebraska? -Foi o que ele disse.

Que tinha algo para fazer em Nebraska.

Escute, senhor. Meu pai deve estar preocupado.

-Quer morrer, garoto? -N�o.

Ent�o esta conversa nunca aconteceu.

Quero que se esque�a de Agnes, o alien�gena comunista ruivo.

-E se esque�a de mim. -Sim, senhor.

Agora saia daqui!

General, ele est� indo para o Nebraska.

AO VIVO ESTA NOITE

-Phil, pode ficar com a gente. -N�o, vou com ele.

-Phil, isso � um castor. -Ele � meu amigo, est� bem?

-Ele � meu amigo! -Tudo bem.

-Devemos segui-lo? -Acho que n�o.

-Nunca mais vamos v�-lo, n�o �? -Dave, n�o fique triste.

Talvez ele nem seja um alien�gena de verdade.

-N�o come�a. -Ouviram ele cantando. � alien�gena.

-Foi s� um truque. -N�o foi um truque, foi telecinese.

E voc�? Acredita em alien�genas, mas n�o acredita na banda?

N�o fa�a isso, cara.

-O qu�? -Voc� sabe o qu�!

Pessoal...

-Vamos! -Pessoal! Pessoal!

Algo extraordin�rio aconteceu. Conhecemos um alien�gena.

Se for verdade, pode ser a coisa mais importante que j� aconteceu.

E se n�o for, pelo menos pode dar uma �tima can��o.

Parem de brigar e pensem nisso por um momento.

Certo.

Muito bem. Quero que d� uma boa olhada, filho.

Pai, quero ir pra casa.

-Gosto de me divertir. -Ginger gosta de se divertir.

Voc� gosta de divers�o, n�o gosta?

Entenda o garoto, � a primeira vez.

Phil, o que est� fazendo com voc� mesmo?

-Sou um m�gico. -N�o � m�gico, est� b�bado!

-Sou um m�gico, castor. -Phil, quer parar?

Se acordar as crian�as, vai cair fora daqui, entendeu?

Desculpe.

Ou�a, Phil, n�o pode beber desse jeito.

Conhe�o os humanos h� muito tempo, e acredite...

-o �lcool n�o � seu amigo. -Eu sei, � rem�dio.

N�o, � claro que n�o. Prejudica seu julgamento.

E o transforma num idiota.

Espere, sou um cantor.

Phil, se come�ar a cantar agora, vou morder sua cara.

N�o, escute, sou um bom cantor. Cantei com algumas pessoas.

Precisa se restabelecer.

Agora escute, h� naves neste planeta que podem lev�-lo pra casa.

-Casa? -Isso mesmo, Phil. Casa.

-Me morde. -O qu�?

D� uma boa olhada nesse dentes, Phil.

Se eu mord�-lo, vai ficar muito chateado.

Recebi a informa��o de um passarinho muito confi�vel...

que os americanos t�m uma base secreta sob as Cataratas do Ni�gara.

-Nunca ouvi falar. -Eles constroem naves espaciais l�.

E t�m pessoas como voc� trabalhando l�.

Quero ir pra casa.

Ent�o amanh� fique s�brio. Eu o ajudo a chegar l�.

J� t�m agentes procurando por voc�.

Escute, Phil... Phil?

Phil?

Phil, sou um cara ocupado...

-Se divertiu, querido? -Sim, senhora.

-Fico feliz que tenha gostado. -Estou apaixonado por voc�.

Phil?

N�o. N�o.

Estou cansado de desculpas.

Ent�o por que n�o vai em frente e se mata?

� uma ordem.

-Conseguiram? -Temos p�ssimas not�cias, senhor.

-Que not�cias? -Jones estragou tudo.

O alien�gena n�o est� no Nebraska, ou nas regi�es pr�ximas.

N�o h� um sinal sequer de invas�o.

Ligue para Jones, diga que ainda est� no servi�o.

Senhor, permiss�o para falar francamente.

Negada!

Acha que cheguei at� aqui dando permiss�o a pessoas como voc�...

para falar 'francamente' comigo?

-N�o, senhor. -Pois est� cert�ssimo, senhor.

Ligue para Jones e, s� por precau��o...

acione Madame Madame.

Deby, chegou a hora de sermos sinceros um com o outro.

Por que estragar uma noite t�o agrad�vel?

Querida, voc� � demais. Mas falo s�rio...

preciso contar algo. S� de pensar, meu est�mago se revira.

Talvez seja muita champanhe.

-Se fosse este o problema... -Sam, voc� mentiu pra mim.

Muitas e muitas vezes.

Mas isso � passado. O que importa � o presente.

-Quero que saiba quem eu sou. -Quem voc� �?

� uma boa hist�ria. Lembra que eu disse que era de Boston?

-Sim. -Eu menti.

-N�o! -Sim.

N�o sou de Boston, ali�s, de nenhum lugar dos EUA.

Quer saber, Sam? N�o me importa de onde vem.

Vou ter que duvidar, querida.

-Jura? N�o � necess�rio. -� necess�rio sim.

Querida, ser� dif�cil de aceitar, mas...

eu sou de outro mundo.

Sou um alien�gena. Um extraterrestre.

Um invasor do espa�o.

-Est� b�bado? -Quero que venha para minha casa.

E l� teremos milhares e milhares de filhos.

-Posso trazer mais alguma coisa? -Sim.

Quero duas costelas de porco, e entre elas geleia de amendoim...

uma r�plica em couro do Taj Mahal, cheio de geleia, qualquer uma...

uva, framboesa, n�o importa...

gatos e um an�o na moranga e tamb�m...

uma cobra em forma de cinto, com a fivela prendendo a cabe�a...

cuspindo veneno sem parar, e a atice com uma vara antes de trazer.

E queria tamb�m um sorvete flambado com o formato de Urano.

� meu planeta favorito, adoro sorvete, e o fogo � muito excitante.

E podia cobrir seu punho com geleia de uva e me dar um soco.

A conta, por favor.

Sei que est� preocupada com nossa poss�vel n�o combina��o gen�tica.

Mas veja, vou tirar seu �tero...

e substitu�-lo por um sistema de reprodu��o mais robusto.

N�o � isso, Sammy.

Na verdade, tamb�m n�o fui sincera com voc�.

-N�o? -N�o. Sou de Quebec.

N�o!

Oui.

Mas trabalho para uma ag�ncia secreta de seguran�a americana.

-Ent�o faz trabalho tempor�rio? -Mais ou menos.

Eu mato alien�genas.

O que est�o olhando?

-Phil! -Oi, Phil!

-Preciso de rem�dio. -Ent�o entra, amigo.

Seu amigo quer entrar?

-Ele est� decepcionado comigo. -Que bizarro.

Est� tudo bem.

Ent�o castores e alien�genas t�m algo em comum?

-Todos temos algo em comum. -Mas ele...

Posso beber? S� um drinque. Obrigado.

-Posso fazer uma pergunta? -Acabou de fazer.

Pode me levar para o seu planeta?

N�o quer sair em turn�, mas quer ir pra outra gal�xia.

Deixa pra l�.

-Minha nave foi destru�da. -Vai ficar aqui pra sempre?

A� est� o meu garoto. Ou devo dizer 'homem'?

Deve dizer 'homem'.

Preparei o caf�.

N�o, pai, vou tomar caf� com a Ginger.

Sabe, filho, aquilo foi s� uma vez.

N�o posso bancar prostitutas todos os dias.

Ela n�o vai cobrar. � um encontro, estamos apaixonados.

Filho, elas sempre dizem isso.

Pai, �s vezes um homem precisa ficar sozinho. Entendeu?

-Sim, acho que sim. -�timo.

Eles t�m uma base secreta nas Cataratas do Ni�gara?

Foi o que o castor disse.

-E como ele sabe? -Disse que um passarinho contou.

Os castores falam com os p�ssaros tamb�m?

-Acho que foi um modo de falar. -Estou ficando maluco.

Podemos lev�-lo at� as Cataratas do Ni�gara na nossa van.

-Odeio voc�. -Isso � uma exce��o.

-Por favor, n�o briguem. -Fazem isso o tempo todo.

-O que acha, Phil? -Podemos partir hoje!

Certo, mas vamos levar os instrumentos.

Talvez amanh�.

-N�o quer ir embora? -Tenho medo.

De qu�?

Tudo.

-Mas que diabos? -Cad� o garoto?

-Com a prostituta. -O qu�?

Est� apaixonado, pode estar em qualquer lugar.

-Quer morrer, senhor? -Sim, claro. Estou pronto.

Como assim '� claro'? Est� louco? Quer que eu o mate?

Estou sofrendo.

Minha mulher me trocou por um agente de viagens...

meu filho est� com uma prostituta. N�o tenho emprego fixo h� 17 anos.

Na cabe�a, por favor.

-Gosta de amendoins? -Gosto.

Ent�o somos dois.

Um pouco cedo para come�ar a beber, n�o acha?

N�o.

-De onde voc� �, rapaz? -Por que todos me perguntam isso?

N�o basta eu estar aqui?

S� perguntei. Gosto de saber com quem estou conversando.

Est� conversando comigo.

Phil est� conversando com aquele ca�ador.

-Devemos ir at� l�? -V� voc�.

Phil consegue se virar sozinho.

De onde eu venho, tudo � compartilhado.

-� um comunista? -Sou cantor.

Eu ca�o castores e n�o gosto de comunistas.

Meu melhor amigo � um castor.

Desculpe pelo meu amigo, est� um pouco b�bado.

Tire esse comunista amante de castores de perto de mim.

Ou v�o ganhar isso!

-Iremos de iate. -Sim, � claro.

Mas o restaurante fica a apenas um quil�metro.

Talvez pud�ssemos ir caminhando.

Case comigo, Helen.

Case comigo e me fa�a o homem mais feliz do mundo.

Por favor. Estou implorando. Aceita?

Sim, Thomas.

-Sim. -S�rio?

N�o.

Foi a �ltima vez que foi vista.

Ela sorriu...

desmontou seu rifle e dormiu na noite fria da Checoslov�quia.

Mulheres!

-Quer uma gelada? -Sim, claro.

Obrigado.

Ent�o, n�o me leve a mal, mas...

seu filho n�o � muito novo pra sair com prostitutas?

Sim, � minha culpa. Levei-o l� para ensinar algo a ele.

-Quando percebi, ele havia partido. -N�o se preocupe, ele voltar�.

E ent�o poder� consertar essa situa��o.

Nossa...

onde seu filho aprendeu a mentir daquele jeito?

-Com a m�e. -Bom, ele tem futuro na espionagem.

-Mesmo? -Se viver at� l�.

Aquele garoto tem talento.

Devia ter participado mais da vida dele, sabe?

Do que est� falando? � um �timo pai!

Meu pai nunca me pagou uma prostituta.

Obrigado. � bom ouvir isso.

-Sa�de. -Sa�de.

Essa cerveja � muito boa.

-N�o devia ir mais devagar? -Estou bem, valeu?

S� estou preocupado com voc�.

Eu quero um cigarro. Quem tem um cigarro?

-N�s n�o fumamos. -Foi mal.

Est� bem, est� bem. Eu quero um cigarro!

Quem tem dinheiro?

N�o sabia que alien�genas tinham personalidades t�o autorit�rias.

Muito bem, espere um pouco.

-J� tem 19 anos? -Tenho.

J� � o bastante pra mim. O que vai beber?

U�sque, e gim e t�nica para a dama.

� pra j�. Ginger...

-Tem um cigarro? -V� devagar, certo?

Phil! Por que n�o vai?

-Phil. -O qu�?

Precisa sair daqui, os federais est�o � sua procura.

Voc� tem um cigarro?

Tem um cara armado procurando por voc�.

Preciso de um cigarro, certo?

Preciso de um cigarro! Vamos!

Muito bem, pra mim j� chega. Est� ferrado, vou chamar a pol�cia.

-Vamos. -Pra onde?

ESP�CIE: ALIEN�GENA RESID�NCIA: TOCA DO CASTOR

ACUSA��O: ASSALTO A M�QUINA DE CIGARROS

Ol�, belezinha.

-Estou doente. -Percebi.

-Estou com dor. -Tenho um amigo que pode ajud�-lo.

-Mesmo? -Sim, talvez voc� o conhe�a.

Conhece meu amigo Jesus? Jesus de Nazar�?

-Ent�o, ele vai sair. -Talvez dev�ssemos ir busc�-lo.

-N�o sei, a pris�o o mudou. -Mudou?

Ele s� ficou l� tr�s dias, como pode ter mudado?

Vejam. O Reino dos C�us est� � sua frente.

-N�o pode entrar! -Vejam!

Minha nossa, o que � isso?

Venham comigo. Aben�oado seja meu pai.

Ele dar� o Reino dos C�us a voc�s, com funda��es s�lidas...

Phil, o que est� fazendo?

Eu tinha fome, e Ele me deu comida.

Tinha sede, e Ele me deu �gua.

Desculpe, o chamei de comunista, Senhor!

N�o passo de um ignorante ca�ador de castores.

Venham para mim, e os tornarei ca�adores de homens.

Encontrou Jesus, Phil?

Preciso espalhar o Evangelho.

Vamos para as Cataratas do Ni�gara. Aprontem-se.

-Viagem na estrada? -Viagem na estrada.

Ou�a, Phil, n�o me entenda mal. Acho �timo que esteja limpo, mas...

Eu fui salvo. Escreveremos o amanh�.

S� acho que essa coisa de B�blia pode ser perigosa.

Certo. Vivemos em tempos perigosos, castor.

Aben�oado seja o Pacificador.

Quer parar de citar os Evangelhos e me escutar por um momento?

Est� bem.

N�o acho bom usar seus poderes para converter as pessoas ao cristianismo.

-Por qu�? -Apenas porque � errado, Phil.

V�o pensar que � o Messias. E voc� n�o � o Messias, Phil.

Nunca disse que era o Messias, castor.

-Mas nunca disse que n�o era. -Nem voc�.

Eu n�o cito a B�blia nem levito!

N�o sabe que Jesus o ama, castor?

N�o est� me escutando, Phil.

N�o, castor, voc� n�o est� escutando a si mesmo.

Vamos orar.

Ol�, Margaret.

Est� aqui para me matar?

Meu nome � Madame Madame.

� um belo nome para uma atiradora.

N�o estou aqui para mat�-lo, Jones.

Bem, nesse caso, mude esse est�pido nome de atiradora.

Apronte-se.

Ent�o... por que me deixou? N�o me amava?

N�o gostei da Checoslov�quia.

Eu a amava.

Voc� nunca me conheceu, Jones.

� uma profissional dos disfarces, teria que me dar mais tempo.

O tempo acabou. Cad� o alien�gena?

N�o sei. N�o consigo ach�-lo. Procurei em toda parte.

Toda parte?

Praticamente.

ESTA NOITE, O ALIEN�GENA PHIL E SUA BANDA CANTAM O EVANGELHO

-Isso � um tanto embara�oso... -Para dentro.

Podem ser nossas testemunhas?

Isso � loucura.

-Isso saiu do controle. -� melhor eu peg�-lo.

Sem ofensas, Jones, mas teve sua chance.

Muito bom.

Est� bem. Tamb�m a amo, mam�e.

Tchauzinho. Tchau.

A situa��o tornou-se um pouco mais complicada, senhor.

Como assim complicada? Apenas o tragam!

O alien�gena conseguiu um n�mero razo�vel de seguidores.

Ele tem seguidores?

Parece que o alien�gena tornou-se muito ligado ao cristianismo.

Est� pregando o Evangelho com sua banda, um garoto e uma prostituta...

e fazendo milagres em uma viagem de peregrina��o...

at� nossa base secreta sob as Cataratas do Ni�gara.

Ele tem uma banda?

Sim. Aparentemente muito boa.

-Eles t�m algum site? -Eu... acho que n�o.

Matem o alien�gena e sua banda.

E as testemunhas?

Certifiquem-se de que nossas testemunhas testemunhem...

nosso atirador maluco, Jones, que, ap�s ver a Rainha de Ouros...

descarregou sua arma, por assim dizer...

em nosso alien�gena pregador.

Entendido.

Cad� as baleias? Pete?

Filho da m�e!

Phil, quando vamos para as Cataratas do Ni�gara?

-Qual o sentido da vida, Phil? -Vamos fazer shows pelo caminho?

-Algu�m viu as chaves do meu carro? -Algu�m quer uma bebida?

Est� escrito nos C�nticos de Salom�o...

'Beije-me com os beijos de sua boca...

porque seus amores s�o mais deliciosos que o vinho'.

E quanto � cerveja?

Acho que seu amor tamb�m � melhor que cerveja.

Jesus gostava de prostitutas, certo, Phil?

Jesus gostava de todas as prostitutas.

FRITAS DELICIOSAS

CRUZAMENTO DE VIAS

Tudo bem, Phil?

H� algo nessas cataratas.

-�, entendo o que diz. -Preciso ir ao banheiro.

Aleluia!

Jesus seja louvado, irm�o Phil.

Jesus seja louvado, irm�.

Vim dirigindo de Austin, sou f� de rock crist�o, e...

adoro sua banda.

-Como ouviu a banda? -No r�dio.

Mas n�o estamos no r�dio.

Bem, acho que me pegou desprevenida, irm�o Phil.

Espero que n�o me ache desagrad�vel.

N�o acho que seja desagrad�vel.

S� achei que n�o acreditaria na verdade.

Verdade?

Jesus me disse para vir aqui conhecer sua banda.

-Ele disse? -Aleluia!

-Aleluia! -Sabe o que mais ele disse?

N�o.

Disse para lev�-lo a um belo quarto em um hotel rom�ntico...

nas Cataratas do Ni�gara e preparar o seu trono.

-Meu trono? -Sim.

Onde est� meu trono?

-Eu mostro a voc�. -Est� bem.

-N�o sei o que fazer. -Apenas relaxe.

-Estou nervoso. -N�o seja bobo.

-Nunca me senti assim. -Eu cuido disso.

Por que Jesus quer que fa�a sexo com um alien�gena?

O Senhor age de modos misteriosos.

-Nem me diga. -Acabar� logo.

N�o posso fazer isso.

� claro que pode.

N�o sou quem acha que sou.

Ningu�m nunca �.

N�o sou o mensageiro sagrado.

Sou apenas um alco�latra assustado em recupera��o.

A possibilidade de fazer sexo comigo o assusta tanto assim?

O que houve com voc�?

Isso vai estragar tudo.

Tenho certeza de que s� foi dar uma volta.

O Messias com uma namorada!

A banda j� era.

Justo quando as pessoas come�aram a ir aos shows.

Talvez tenha acontecido alguma coisa com ele.

Sim, o mesmo que acontece com todos os evangelistas do rock.

Uma garota.

Droga de alien�gena. Devia ter escutado aquele castor.

Do que est� falando?

Castor!

Disse para n�o continuar com essa coisa de B�blia, Phil.

S� �amos reeduc�-lo para construir m�quinas de guerra alien�genas.

Agora v�o dissec�-lo.

Voc� tamb�m, castor. Voc� tamb�m?

N�o posso ver isso.

Tem veneno o bastante em voc� para matar um hipop�tamo.

Logo estar� morto.

-E vai doer? -Oui.

-Estou triste. -N�o fique.

Vou me sentar com voc� e lhe fazer companhia.

Est� bem.

Fale sobre sua m�e.

Eu nunca tive m�e.

-Deve ter sido dif�cil. -Foi.

Como se sente, Jones?

Tirando a dor no pesco�o, at� que estou bem.

-Tenho um presente para voc�. -Esta � a rainha de paus.

-Era para ser a rainha de ouros. -Eu sei. Sei disso...

Vai pagar por isso.

N�o, os contribuintes americanos v�o pagar por isso.

Como pagaram pelo programa para tornar castores super inteligentes.

V� pro inferno.

N�o acredito no inferno. Sou agn�stico.

Tenho uma passagem s� de ida pro inferno aqui mesmo.

Talvez l� encontre as respostas que procura.

Como est�, Jones?

Muito melhor agora, Slim, obrigado.

Este senhor est� lhe causando problemas?

Para falar a verdade, est�.

Pode fazer a gentileza de atirar nas bolas dele?

Est� bem.

Obrigado.

N�o agrade�a a mim, agrade�a ao Phil.

-Phil? -Phil, o alien�gena.

Me ensinou a fazer aos outros o que gostaria que fizessem por mim.

Sei que se algu�m quisesse me matar, me ajudaria, certo?

Sim, claro...

Tamb�m me ajudou a parar de beber e a ser um bom exemplo para meu filho.

Como ele fez isso?

Phil disse que nunca � tarde demais para ser um her�i.

Acho que tamb�m nunca tive m�e.

-Sinto muito. -Ou pai, por falar nisso.

Foi gerada em uma incubadora?

N�o, tive pais biol�gicos, mas...

Agora, minha querida, voc� vai trabalhar se virando sozinha...

dan�ando e cantando como todas garotas bonitas como voc� fazem.

Voc� sabe rebolar e � muito talentosa.

Com esse seu jeitinho conseguir� muita coisa.

-Mam�e... -Calada!

E melhore esse maldito sotaque!

-N�o teve medo? -Sim. Mas agora n�o temo nada.

Nossa!

Estou mentindo. Tenho medo.

N�o de morrer ou ficar sozinha, mas...

eu nunca senti nada de verdade. Voc� entende?

Sei que � um alien�gena s� tentando sobreviver no planeta, mas...

preciso saber se algu�m entende.

N�o estou sentindo minhas pernas. � isso que quer dizer?

Sim. Adormecido.

� como se um veneno adormeceu meu cora��o.

Sinto como se o veneno adormeceu a parte inferior do meu corpo.

Quero mostrar a voc� meu verdadeiro eu.

Est� bem.

� um rosto que n�o mostrei a muitas pessoas.

Voc� tem outro rosto?

Tenho muitos.

Deixe-o ir.

Ele � livre para ir.

� mesmo?

D�-me o ant�doto.

Est� louco?

Isso j� foi provado. Agora me d� o ant�doto, ou que Deus me ajude...

-Com o qu�? O que vai fazer, Jones? -Vou tom�-lo de voc�.

� mesmo? Quer dan�ar comigo, Jones?

Quer dizer, de um jeito brigando, ou dan�ando mesmo?

Brigando!

-Se for preciso. -� preciso.

Eu a amo...

Voc� chuta como uma mo�a.

� o m�ximo que consegue?

Vamos!

-N�o vejo nada de bonito. -Acho que n�o est� olhando direito.

Como devo olhar? Com uma luneta?

N�o, n�o entendo.

Sinto muito. Achei que entenderia.

-Mas n�o entendo. -Parece um pouco triste.

-Pare�o? -Sim.

Sabe, parece que senti algo.

H� algo nessas cataratas.

Entendo o que diz. D�o vontade de urinar.

Beije-me, Phil.

Virou o jogo!

-Phil, n�o pode ser de verdade. -Est� acabado.

N�o pode gostar dessa 'Yoko Ono' e arruinar tudo pelo que trabalhamos.

-Estou apaixonado! -Mas, Phil, ela � uma assassina.

Aquele que nunca pecou, que atire a primeira pedra.

-Achei que tinha parado de pregar. -Desculpe.

-Sentiremos sua falta, Phil. -Ei!

Ol�, pessoal. Queremos o alien�gena.

E acha que vamos entreg�-lo a voc�s?

Sim. E como.

Sabe, h� um castor super inteligente nos observando com um rifle.

Se algu�m reagir, ou fizer um movimento...

ele come�ar� a estourar pessoas como estoura pipoca.

Legal. Se mexam. V�o acreditar quando eu atirar.

Sim, perigoso, um castor mau!

Vamos, Phil.

Devia ter estourado suas bolas quando tive a oportunidade.

-Vamos. -E voc� tamb�m.

Amo voc�s! Amo voc�s!

Cad� meus garot�es? Lind�o! Lind�o!

Voc� � muito lindo! E amo voc�! Amo voc�!

Amo voc�!

Voc� parece ser um alien�gena sensato.

O que acha de trabalhar construindo m�quinas de guerra alien�genas?

N�o.

�timo. Fa�a um casaco com ele, n�o dou a m�nima, pode mat�-lo.

Sabe, isso n�o � complicado, � s� fazer com calma. Observe...

Sabe, Margaret...

em momentos como esse, quando est� preste a morrer...

costuma reconsiderar os erros que fez na vida...

Quieto, Jones.

Quem transformou voc�s em comunistas amantes de alien�genas?

S�rio. Perdi a droga da reuni�o? N�o recebi o memorando?

Metade do Canad� venera aquela coisa!

Deus sabe o que faria conosco!

O alien�gena me mostrou um modo diferente de ver o mundo.

Est� brincando? � uma piada? Como assim?

Vamos, Maggie, � uma vadia sem cora��o, por isso a adoramos!

E voc�, Jones?

Passou dos limites nos �ltimos anos, mas nunca...

nunca desobedeceu uma ordem direta.

E agora trabalha para o inimigo...

e quer estourar as bolas do meu agente?

O que foi isso? Era de verdade?

Falou isso a s�rio?

Por que n�o nos mata e acaba logo com isso?

Me mate! Me mate, me mate!

Porque quero entender o que fiz de errado!

Ensinem-me a ser um l�der melhor!

Podia simplesmente mat�-los, mas o que seria isso? O que conseguiria?

Na verdade, mandarei uma mensagem mais severa, meus cora��es.

Me mate! Me mate!

Esque�am, mudei de ideia, vou arrancar a pele dos dois. Vivos!

-Seremos esfolados juntos. -�.

Como est� o tempo?

Temos nuvens se movimentando...

o tempo est� mudando.

parece que teremos uma tempestade el�trica.

Ele est� ficando violento.

Animal descontrolado! Animal descontrolado!

Animal descontrolado! Animal descontrolado!

Animal descontrolado! Animal descontrolado!

O que � isso?

Isso n�o � bom, posso sentir! Isso n�o � bom!

Animal descontrolado! Aqui, entre n�s!

O que � isso?

Ele est� aqui!

Parece que nosso alien�gena enlouqueceu.

N�o vai vir pra c�, vai?

Sinto muito.

-Minha nossa! -Estou sentindo...

Phil! Phil, sou eu, seu amigo. O castor!

Minha nossa!

-Matei o castor. -Que problema!

Me mate!

Phil, � um bom alien�gena. N�o fa�a isso.

� s� uma tempestade, amigo, n�o precisa matar ningu�m.

-Acho que n�o farei mais isso. -N�o, n�o, claro que n�o.

-N�o sei o que deu em mim. -Todos temos nossos momentos.

-Desculpe. -Tudo bem, Phil.

-Acho que quero ir pra casa agora. -Provavelmente � o melhor a fazer.

-Quer vir? -Acho que n�o, Phil.

Somos de esp�cies diferentes. E disse aquilo metaforicamente.

Entendo.

Estou feliz por n�o t�-lo matado.

Estou feliz por n�o t�-la matado tamb�m.

Me matem! Me matem!

Me matem, seus desgra�ados! Me matem.

Me matem! Me matem! Me matem!

Est� na hora de eu ir.

Mas, Phil, isso � papo de louco.

N�o pode partir, Phil.

Au revoir, alien�gena Phil.

Que bom que signifiquei algo para voc�.

Desculpe. Tenha uma boa viagem.

Continuem com a m�sica.

-Nunca o esqueceremos, Phil. -Isso mesmo.

-Sem ressentimentos? -Dirija com cuidado, amigo.

Obrigado por tentar me salvar.

A �nica pessoa que salvei foi eu mesmo.

-O bom � que, n�o faz muito tempo... -Preciso mesmo ir.

-Sentirei mais saudades de voc�. -Por que eu, Phil?

-Voc� me lembra meu pai. -Isso � maluco.

Eu sei. Eu sou maluco.

-Dave? -Sim, Phil?

Vamos, voc� dirige.

� mesmo?

� mesmo.

A��o!

Daqui de onde estou, parece que...

veio por aqui, bateu naquilo ali...

e esbarrou daquele lado, e ent�o...

arrancou algumas �rvores e caiu aqui, perto...

perto dessa coisa aqui.

Temos um presunto, este corpo aqui.

N�o parece que estava muito bem.

� uma bagun�a.

� uma grande bagun�a.

Me mate, me mate. Me mate!

Me mate. Me mate!

-Do que me chamou? -Quer que eu soletre?

-Sim, quero. -Seria legal.

B-I-C-H-A.

Certo. Achei que tinha sido 'lixa'.

Achei que tinha sido 'barbicha'.

Bicha!

No sentido de lombriga?

� mal educado, Jones?

Gosta dessa coisa de xingar os outros?

Costeletas de porco grandes, algumas codornas...

300 ovos cozidos, um grande pote de maionese...

salsichas, batatas, um pneu...

um couro de gato em volta de um peda�o de queijo.

Tamb�m quero... sabe aqueles insetinhos...

com manchas? Quero um saco deles.

E chocolates. Ah, e uma colher.

Me mate...

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