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Diz aí quanto cê cobra pra sair comigo.
Quê?
[Gui] Faz um programa comigo.
[Angel] Eu precisava de alguém pra desabafar
[Fanny] O Gui tá cercando ela.
O moleque tá merecendo uma surra.
[Gui] Diz aí qual é a tua. Cê tá afim da Angel?
[Alex] Que foi, Carolina?
[Carol] Eu preciso de um advogado criminalista.
[Pia] O médico que fez a intervenção foi preso.
A minha intuição diz que a sua filha já não era...
...virgem há muito tempo.
Minha filha, ele disse que quando te examinou,
ele percebeu que você não era virgem faz tempo.
[Carol] Com quem você saiu?
[Gui] Aquilo de ontem foi um teste.
[Gui] Eu te amo, Angel.
[Alex] A gente tem que tomar muito cuidado com o Guilherme.
[Alex] Tá?
[Carol] Alex?
[Anthony] Descobriu se seu pai tem mesmo um caso com a Angel?
Certeza eu ainda não tenho.
Mas pra quem levou um pé, ela tá feliz demais sozinha.
Tem horas até que seu olho brilha de felicidade.
[Carol] Tá apaixonada por alguém?
[Alex] Tá namorando? É verdade?
É, e eu tô apaixonado.
[Alex] Quero uma garota em especial. Quero a Stephanie.
[Stephanie] Sinceramente, eu prefiro não fazer.
[Fanny] Ou você faz, ou você tá fora da minha agência.
[Alex] Contratei uma garota de programa pra você.
[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]
♪♪♪
[Gui] Teu pai foi tirar satisfação lá em casa.
Aí acendeu uma luz na minha cabeça.
[Gui] Teu pai não tá nem aí pra você, que é filha.
[Gui] Mas com ela é diferente. O jeito que ele sempre olhou pra ela.
Acha que a Angel pode tá tendo um lance com teu pai? Teu pai e a Angel juntos?
Gui, você tá pirando.
[Gui] Fiquei juntando as pontas, lembrando os lances.
Tipo?
A bronca dele comigo foi mais coisa de cara com ciúmes do que de padrasto preocupado.
[Gui] Ontem ele foi no meu apê brigar por causa da Angel.
Fala sério, eu tô maluco?
Talvez não.
Não tem talvez nessa história. Ou é ou não é.
Eu te conto a verdade.
Assim que a Angel virou modelo...
...ela teve um caso com meu pai.
[♪ música de acordes dissonantes ♪]
♪♪♪
Tô sem ar.
Preciso respirar. Vou sufocar.
[Gui respira alto]
[Giovanna] Eu não devia ter te contado.
[Giovanna] Mas Gui, você é meu primo.
[Gui] Eu vou lá. Vou tirar satisfação com a Angel. Não me conformo.
[Gui] Fui enganado esse tempão. [Giovanna] Quer que eu seja sincera?
[Giovanna] Posso ter minhas diferenças com ela. Tenho ciúmes também.
[Giovanna] Mas eu acho que não.
[Gui] Sério?
[Giovanna] Ela não estava com meu pai quando estava com você.
[Giovanna] Pensa bem. Ela ficava direto no teu apê.
[Gui] Ficava. Até arrumava o apê como se morasse lá.
[Giovanna] O caso dela com meu pai foi depois de você dar o pé nela e antes de vocês namorarem.
[Giovanna] O meu pai estava com a Samia, depois casou com a Carolina.
[Gui] Foi difícil entender esse casamento.
[Giovanna] É óbvio. A Angel não quis mais saber dele.
[Giovanna] Teve uma fofoca na agência de que meu pai tinha estuprado uma modelo, que é amiga dela.
[Giovanna] Mas era mentira.
[Giovanna] Eu acho que meu pai casou com a Carolina só pra ter a Angel perto dele.
[Gui] É podre.
[Giovanna] Tá falando do meu pai. [Gui] Vai defender ele?
[Giovanna] Meu pai nunca gostou de ninguém. Nem dos filhos.
[Giovanna] Mas da Angel ele gosta. [Gui] Isso dá pra ver.
[Giovanna] Ele até tentou ser um pai legal,
[Giovanna] quis conhecer minha galera, levou a gente pra Angra...
[Giovanna] Aí passou a fase.
[Gui] Em Angra...
que eu comecei a namorar a Angel, e o Alex a pegar brabo no meu pé.
Ele teve uma surpresa quando viu ela lá.
Nem sabia que era minha amiga.
Eu tinha dito que ia levar a Arlete, que era o nome que minha mãe conhecia.
Então a Angel não é tão culpada assim.
[Giovanna] Ele estava cercando ela esse tempo todo.
Mas agora que você terminou com a Angel...
...eles voltaram.
[Gui] Cê diz isso como se tivesse certeza.
[Gui] Tem? [Giovanna] Ainda não.
Só pra você ficar sabendo...
Fui eu que armei de você descobrir que a Angel fazia programa.
♪♪♪
Pra quê cê me fez sofrer?
[Giovanna] Você precisava saber, Gui.
[Giovanna] Também tem herança do jeito que meu pai tá enloquecendo,
[Giovanna] Dando joia, andar comercial e sei lá mais o quê, daqui a pouco ele dá a holding inteira...
[Gui] Gi, cê fez isso por dinheiro!?
[Gui] Uma grana que nem tá na tua mão, nem sabe quando e se vai entrar.
[Giovanna] Vai dizer que não faria o mesmo pra não perder as fazendas do teu pai, a tua herança?
[Gui] Eu dancei!
Perdi a Angel pra garantir a tua grana.
Pra desmascarar tudo isso! Pra acabar com esse casamento.
Porque eu quero me vingar.
Vingar de quê?
♪♪♪
Do amor.
Do amor que ele sente pela Angel.
Do amor que ele nunca sentiu por mim.
♪♪♪
[Gui] Vou botar as cartas na mesa. [Giovanna] Não vai adiantar!
[Giovanna] Eles vão te escorraçar, vão negar.
[Giovanna] Mas amanhã vou tirar a prova. [Gui] Como?
Minha mãe vai no cabelereiro com a breguinha da Carolina.
Vou com o Caco, que tem carro, vigiar. Ver se meu pai chega em casa pra ficar com a Angel.
Tenho carro. Vamos no meu.
Ele conhece seu carro.
Bota um boné para disfarçar...
...e vem com a gente.
♪♪♪
Tá.
E depois? E se for verdade?
Depois te explico o que a gente vai fazer.
[Bruno chora]
[♪ música melancólica ♪]
♪♪♪
Então meu pai estava certo?
♪♪♪
Você é garota de programa.
Não. [Bruno chora]
[Bruno] Tira a mão de mim. [Stephanie] Calma, calma.
[Stephanie] Calma, eu posso explicar. [Bruno] Não tem nada que explicar!
[Bruno] Vai embora daqui.
[Bruno] Não quero mais te ver, nunca mais.
♪♪♪
[Alex] O dinheiro tá no envelope.
♪♪♪
[Stephanie] Boa sorte, Bruno.
♪♪♪
[Bruno chora alto]
♪♪♪
[Bruno grita e grunhe]
[chora]
[Bruno grita] Por quê!?
[Bruno] Por quê!?
♪♪♪
[chora alto] Por quê...
♪♪♪
[chora e grita]
[Alex] Quer dizer, então, que um pai contrata uma garota de programa,
[Alex] pra ver se o filho finalmente sai com uma mulher...
[Alex] ...e o filho se apaixona!
[Alex ri] Porra!
[Alex] Para com isso, garoto. Cria vergonha nessa cara.
[Alex] Ahn?
[Bruno] Eu te pedi pra apresentar alguém pra mim?
[Bruno chora]
Eu sempre te disse...
Eu sempre te disse que eu queria encontrar...
...amar, conhecer....
...deixar tudo rolar numa boa.
Não, não. Romântico?
Não, não! Romântico, não!
Meu filho, não.
Romantismo é coisa de mulher.
[Alex] Ok?
Romantismo, mulher.
Feio. Não.
Parou. Tá?
Cê nunca amou ninguém na sua vida?
Amei. Muito. E amo, amo, amo demais.
Mas amor, pra homem ...
...é sexo. É fogo.
É tesão.
Pra homem é assim. Romantismo é coisa de mulher.
Mulher se apaixona pelo o que ouve.
Tá?
Homem se apaixona...
...quando o pau fala mais que a cabeça.
Isso não é amor! Isso é tesão.
[Alex] Para com isso!
[grita] Aprende comigo!
[Alex] Um homem tem que ser forte, garoto.
[Alex] Não se apaixonar pela primeira que encontra!
Porra!
[Bruno] Eu tô sofrendo.
Eu tô sofrendo!
Eu tenho sentimento, tá?
♪♪♪
Vai passar.
[Alex] Passa.
[Alex] Igual dor. Passa.
♪♪♪
[Bruno chora]
[♪ rock lento ♪]
♪♪♪
Cê não tem amor.
Não tem amor nem amizade pelo teu filho.
♪♪♪
Vou embora.
♪♪♪
[Bruno] Me dá um abraço. [Alex] Para de chorar.
[Bruno] Me dá um abraço! [Alex] Para de chorar.
[Bruno] Me dá um abraço.
Para de chorar.
[Alex] Que é isso?
Chorar é coisa de viado.
♪♪♪
Pergunta.
Pergunta pra aquela garota de programa...
...se eu sou viado!
Pergunta pra ela se eu sou gay!
Aí sim. Agora eu gostei.
Agora eu tô ficando orgulhoso.
Só rolou com ela porque tinha sentimento. Só por isso aconteceu.
[Bruno] Você... você não é...
[Bruno] Você não é o cara que eu pensava.
[Bruno] Você não é alguém de se admirar!
[Bruno] Você me decepcionou.
[Bruno] Muito.
[Bruno] Seu merda.
[♪ música triste com violinos ♪]
[porta bate]
♪♪♪
♪♪♪ [vidro estraçalha]
♪♪♪
♪♪♪ [vidro quebrando]
♪♪♪
[Gui] Bruno.
[Gui] Tudo bem contigo?
[Bruno] Não, mas cê também não tá bem.
[Gui] Não. Nunca te vi assim.
[Bruno] Sabe aquela mina que você conheceu?
[Bruno] Descobri que ela... era garota de programa .
[Gui] Eu desconfiei. Mas não te disse nada.
[Bruno] Ela realmente nunca cobrou nada.
[Bruno] Meu pai que pagava ela.
Sabe que às vezes eu tenho nojo do teu pai?
É.
Se me falasse isso ontem era capaz de dar um soco na cara .
Mas agora, sei lá. Eu tô com um nó no estômago, sabe?
Não sei o que vai acontecer comigo.
Nem eu, comigo.
Nem eu.
♪♪♪
♪♪♪ [Bruno chora]
♪♪♪
♪♪♪ [Bruno grunhe]
♪♪♪
[Giovanna] O personal sex voltou pra ficar, né, mãe.
[Giovanna] Tá fazendo intensivo, treinando pras olimpíadas?
[Igor] Eu adoro uma maratona.
[Igor] Mas a sua mãe perdeu a inscrição,
[Igor] Sabia que ia perder pra você.
[Pia] Igor, isso é jeito de falar?
[Igor] Tô falando a língua da Giovanna.
[Giovanna] Relaxa, mãe, que já tô até emancipada.
[Giovanna] Cadê o moleque?
[Pia] Não sei.
[Pia] Tô achando muito estranho. Vou no quarto. Ele não é disso.
[Pia] Tá sempre na hora, o Bruno.
[Pia] Bruno, cê tá deitado, ainda?
[Pia] Tá na hora de ir pro colégio.
[Igor] Mãe, eu tô mal.
[Bruno] Eu não dormi essa noite. Só peguei no sono agora a pouco.
[Bruno] Tô morrendo de dor de cabeça.
[Pia] O que será que cê tem?
[Pia] O que cê tem?
Febre, você não tem.
Quer que eu chame o médico?
Não.
Só preciso ficar sozinho, mesmo.
Tá bom.
[Giovanna] Mãe, não esquece do cabeleireiro para Breguinha.
[Pia] Giovanna, você já me lembrou mil vezes.
[Pia] Já tá combinado desde ontem com a Carolina. Tá tudo certo.
[Pia] Cê imagina o que ela me contou...
[Pia] que seu pai mandou todos os empregados embora da casa.
[Pia] Copeiro, cozinheira, todo mundo.
[Giovanna] Num apartamento daquele tamanho?
E quem tá fazendo serviço?
Ela. Tá lavando, passando e cozinhando e se orgulha muito disso.
Parece que vai uma faxineira, duas ou três vezes por semana...
Seu pai tá muito satisfeito.
Vai dizer agora que meu pai é simples? Virou natureba.
De repente essa é a explicação de por que seu pai casou com ela.
[Pia] Porque ele queria uma empregada, e não uma mulher.
Besteira isso que cê tá falando.
Meu pai sempre viveu cercado de empregados.
Bom, tá na minha hora. Moleque não vem?
Não. Pode ir pra aula, porque seu irmão não vai hoje.
Tá doente?
Dor de cabeça.
Ah, deve ter broxado com a namoradinha.
Homem é assim: quando não funciona, dá dor de cabeça.
[Igor] Mulher é dor de cabeça quando não quer funcionar, né?
Igor! Pelo amor de Deus, Giovanna, vai pra aula, que cê tá atrasada.
[Giovanna] Vou lá bater ponto nesse colégio que é um tédio!
[Igor] E eu vou bater ponto na academia.
[Pia] A gente se vê hoje à noite?
[Igor] Hmm, hoje não vai dar.
[Pia] Não? [Igor] Não.
[Igor] Vou sair com uma amiga minha que é personal lá na academia.
[Pia] Você vai sair com outra pessoa e me diz assim, na minha cara?
[Igor] Sim.
[Igor] Nossa relação não é sem compromisso?
[Igor] Pia, você não quis ter um filho meu.
[Igor] Isso quer dizer que é só curtição, né?
[Igor] A gente pode se ver, mas todo dia? Todo dia não precisa.
[Igor] Cê não queria liberdade? Tô te dando liberdade.
Então o reinado de Elizabeth I assegurou
[professor] um longo período de estabilidade econômica e prosperidade na Inglaterra.
[Caco] Essa era a tal Rainha Virgem né, professor?
[professor] Exatamente. Elizabeth I era conhecida como a Rainha Virgem.
[Giovanna] Rainha e virgem. Não combina.
[Giovanna] Aquele bando de homem aos pés dela. Não rolava uma pegação?
[Dudu] Olha, se rolava ou não, não sei.
[Dudu] Eziel, por exemplo, rola e não pega ninguém.
[ambos riem] [Eziel] Tô quieto no meu canto. Faz o favor.
[Giovanna] Olha, se eu fosse rainha, ajoelhou e não rezou,
[Giovanna] Eu mandava cortar a cabeça.
[professor] Giovanna, por favor, se falar mais alguma bobagem, né...
[Giovanna] Não direi, e também não vou assistir aula.
[Giovanna] O colégio dá liberdade para gente ficar na cantina.
[Giovanna] Então, ó...fui!
[professor] Não é bem assim, mocinha. O colégio tem regras. Aliás, como tudo na vida.
E eu conheço a regra principal.
O rico manda e o pobre respeita.
Bom...
[Pati] Angel! Vem cá...
[Pati] Tá dando em cima do Guilherme de novo?
[Angel] Não tenho mais nada com ele. Não tá com você?
[Pati] Tá comigo, só que ontem não apareceu.
[Angel] E eu com isso?
[Giovanna] O Gui estava comigo. Reunião de família.
[Giovanna] É hoje.
[Giovanna] Eu vou no seu carro pra você não sumir.
[Caco] Gi, vai dar alguma merda pro meu lado?
[Giovanna] Não. O Gui vai com a gente. Rolo não vai dar. Fica tranquilo.
[Giovanna] Pelo menos não é o que tá na programação.
[Caco] Você é uma chave de cadeia, Giovanna!
[Giovanna] É meu charme. Sou perigosa.
[Angel] Mãe?
[♪ música de mistério ♪]
♪♪♪
[Angel] Mãe!
[Angel] Oi, mãe. [Carol] Oi, filha.
Mãe, por que tá mexendo na arma de novo?
[Carol] Tô dando uma polida.
[Carol] E agora eu tô deixando carregada.
[Carol] Nunca se sabe.
[Angel] Mas não pretende usar ela, né?
[Carol] Eu já falei mais de mil vezes que não, minha filha.
[Carol] Isso aqui é uma lembrança do meu pai.
[Carol] Mas quem tem uma arma em casa tem que saber usar.
[Carol] E se entra um ladrão ali, de repente?
[Carol] Eu ó!
[imita tiro]
[Caro] Eu atiro.
[Carol] Eu faço qualquer coisa pela minha filha.
Imagina, mãe.
Um prédio chique desse aqui, entrar ladrão? Nunca.
Nunca se sabe.
[Angel] Me fala aí como que carrega esse negócio.
[Carol] Tá vendo o tambor aqui?
[Carol] Tá vendo na minha mão, aqui?
[Carol] Tem que saber usar!
[Carol] Tá? Ficar firme no pé...
[Carol] Engatilhar...
[Carol imita tiro]
[Angel] Deixa eu ver. [Carol] Nãaao...
[Carol] Tem que saber usar.
[Carol] Mas deixa. Só tô matando tempo,
[Carol] porque o Alex ligou dizendo que vem almoçar em casa.
[Carol] E eu tô esperando pra finalizar e servir.
[Angel] Ah é? [Carol] É.
[Angel] Ele vai vir? [Carol] Vem.
[Carol] Espaguete com camarão.
[Carol] Fico tão feliz quando ele diz que vem almoçar em casa, filha.
[Carol] É sinal de que ele gosta da minha comida.
[Carol] Hmmm!
[Angel] Gostosa!
[♪ música investigativa ♪]
[Gui] Alá, ele ali.
♪♪♪
Meu pai entrando. Começou o mistério.
[Gui] Que mistério?
[Giovanna] Já viu meu pai almoçando em casa?
[Alex] Tá ótimo!
[Carol] Mais um pouquinho, amor?
[Alex nega] [Carol] Não?
[Alex] Vai me engordar desse jeito! Já comi demais...
[Angel] Tá uma delícia, mãe.
[Carol] Cê vê... molhinho simples de camarão...
[Carol] ...mas tá bem temperado. Eu caprichei.
[Carol] Será que vamos de sobremesa?
[Alex] Não, pelo amor de Deus. Só um café.
[Carol] Filha.
[Carol] Me ajuda com os pratos.
[Carol] Eu vou no cabelereiro e depois
[Carol] passo direto na mamãe, que já virou um ritual.
[Carol] Tudo bem? [Alex] Tudo ótimo.
[Alex] Nossa. Como estava boa essa comida!
[Alex] Vou até aproveitar pra ficar um pouco mais em casa e dar uma descansada.
[Carol] Meu amor, fico tão feliz!
[Carol] Tão bom saber que você gosta da minha comida!
[Carol] Agora, sempre que você quiser, eu vou te mimar. Tá bom?
[Carol] Adoro te mimar!
♪♪♪
[Caco] Porra, não acontece nada!
♪♪♪
[Giovanna] Ó lá-lá-lá...
[Giovanna] O motorista tá saindo com a breguinha.
[Gui] Ela é brega mas é gente boa.
[Giovanna] Mas é burra!
Vamos ver agora quanto tempo meu pai vai demorar pra sair.
Se é que ele vai sair, né.
[Carol] Fiquei tão feliz quando você confirmou.
[Pia] Eu que tô feliz de poder te acompanhar.
[Pia] Acho que vou aproveitar e fazer umas mechas.
[Carol] Mais? Mas por quê? Cê mas tá ótima.
[Pia] Eu tô namorando um cara mais jovem. A gente sempre acha que precisa ficar mais bonita.
[Pia] Tem tanta piriguete solta por aí. Tem que tomar cuidado.
[Carol] Ainda bem que o Alex gosta de mim do jeito que eu sou!
[Pia] Acho que cê devia aproveitar e fazer uma limpeza de pele.
[Carol] Jura? Por quê? Tô feia?
[Pia] Tá ótima, mas é sempre bom cuidar da pele, né.
[Pia] Nosso café tá de pé depois? [Carol] Claro!
[Carol] Eu pago.
[Carol] Será que tem que marcar pra fazer limpeza de pele?
[Pia] Meu amor, com o dinheiro que cê tem, cê manda.
[Carol ri]
[Fábia] Então hoje é você quem paga, com certeza, né?
[Ingrid] Pois é! Meu advogado pegou meu marido de jeito.
[Ingrid] Fez ele desbloquear meus cartões e eu estou gastando a rodo!
[Fábia] Ótimo! Garçom, pode trazer mais uma champanhe.
[Ingrid] Uma champanhe e a conta, e hoje é minha!
[Fábia] Ótimo! [Ingrid ri]
[Maurice] Monsieur, s'il vous plait...
[bartender] Pois não? [Maurice] Ãhm....
[Maurice] Pode ser um martini. Esperrar um amigo. Merci.
Aquele é o famoso Maurice Argent?
[Ingrid] Ah! É ele sim. Eu soube que ele está no Brasil.
[Ingrid] Ah, que homem elegante!
Mas tá velho. Parece uma uva passa!
[rindo] A opção é essa.
Ou a gente vira uva passa,
ou então bola de boliche, por causa da cirurgia plástica!
Maurice Argent! Minha grife predileta!
A minha também. Nos bons tempos, eu só vestia Maurice Argent.
[Anthony] Desculpe. Eu me atrasei.
[Fanny] O Anthony sai todos os dias, na hora do almoço, sempre com uma desculpa.
[Visky] A mãe. Ele não vai ver a mãezinha?
[Fanny] É, às vezes ele diz que sim.
[Visky ri] E você acredita no Anthony?
[Fanny] Sempre com um pé atrás, né.
[Fanny] Mas eu amo o Anthony. Eu quero acreditar nele.
[Fanny] Mas eu preciso saber.
Cê já sabe. Ele tem a garota, né.
Meu sexto sentido me diz que tem alguma outra coisa.
Pior.
[Visky] Pior que uma mulher, só duas mulheres. Ou três.
Será que o Anthony dá conta de três?
É bem possível.
Aiii, que lástima que eu não tô no hall!
Ô Visky!
[Fanny] Eu tô fazendo confidências, abrindo meus sentimentos,
[Fanny] e você quer me dizer que ia dar o bote no meu homem!
[Visky] Absoluta, eu e o Anthony, eu não tenho nem esperança.
[Visky] Olha... Se você tem alguma dúvida...
[Visky] Você tem que descobrir.
[Fanny] Vou descobrir.
[Fanny] Eu vou descobrir o que o Anthony faz todas as tardes.
[Fanny] Porque ir na mãezinha é o que não é.
Poderosa, eu posso te fazer uma pergunta íntima?
Depende do tipo de intimidade, né?
Eu vou arriscar.
Cê já pensou em ser lésbica?
[ambos riem]
nunca tive vocação pra sapata.
Ah, Absoluta, só perguntei por perguntar. É porque acho que às vezes...
Nem a gente se conhece bem, sabe?
Tá misteriosa, Libélula. O que tá acontecendo?
[Visky] Nada, nada não. É....
É que eu só tô pensando nas possibilidades da vida.
Nada não. Coisa minha, esquece.
[Fanny] Iiih, cê anda cheio de bobagem, Visky.
[Fanny] Para com isso. Não gosto, não. Senão te coloco pra fora da agência.
[Visky] E eu processo pelas horas extras!
[Fanny] Atrevidaaa! [Visky] Ai, desculpa...
[Fanny] Pelo menos cê é franca.
[Fanny] Tô precisando de muita franqueza na minha vida.
[Maurice] Ser tão bom te ver, mon cher.
[Maurice] Eu pedi um martini pra te esperar.
[Maurice] Aceita um, ou vamos pra mesa?
[Anthony] Pra mesa, mas... espera só um pouco.
[Anthony] Minha mãe tá aqui.
[Maurice] ih...Mon Dieu.
[Anthony] Ela me viu. Vamos lá cumprimentar?
[Anthony] Ela sempre foi cliente da sua grife.
[Maurice] Uh, la la! Tua mãe ser rica?
[Anthony] Já foi.
[Anthony] Depois eu não quero ficar nesse restaurante, Ma.
[Anthony] Eu te levo pra outro lugar.
[Anthony] Pra ficar mais à vontade pra conversar.
[Maurice] Je comprends.
Nós almoçar en mon hotel, depois ouvir la musique.
[Anthony] Oui, oui.
[Anthony] Vem comigo, s'il vous plaît.
Oi, mãe! Que surpresa!
Oi, filho! Queridas, esse é meu orgulho.
Meu lindo Anthony. Meu filho.
[Anthony] Tudo bem? Olá.
[Ingrid] Sua mãe sempre fala muito de você. E é bonito como diz.
[Ingrid] Agora, e esse seu amigo?
[Anthony] Maurice Argent, o estilista.
[Anthony] Maurice, essa é minha mãe, Fábia.
[Fábia] Eu estou en-can-tada!
[Maurice] C'est un plaisir, jeune madame. (É um prazer, jovem dama)
[Ingrid] Todas nós estamos encantadíssimas. É uma honra!
[Maurice] L'honneur ç'est à moi, madame. (a honra é minha, senhora.)
[Maurice cochicha] [Anthony] Oui, oui.
[Anthony] Mãe, amigas da dona Fábia, foi um prazer encontrar vocês.
[Anthony] Mas temos uma reunião pra discutir o desfile de lançamento
[Anthony] da grife do Maurice Argent no Brasil. A agência em que trabalho tá fazendo.
É uma lástima. Não tomariam uma taça de champanhe conosco?
[Maurice] Impossible. Pardon...
[Maurice] Ãhn... à bientôt. [senhoras riem baixo]
Mais tarde eu passo lá, mãe.
Tá, meu filho. À bientôt.
[senhoras riem]
[Maurice] Monsieur, ãhn...
[Maurice] A minha conta e a conta daquela mesa, das senhoras.
[Anthony] Maurice, Maurice...
[Maurice] Merci. O troco ser teu.
[garçom] Muito obrigado.
[Maurice] Bien, ser une délicatesse.
[Maurice] La mom!
[Fábia] Que honra conhecer o famoso Maurice Argent!
[Fábia] Pode servir mais uma taça...
[Ingrid] E a minha conta? Tá demorando.
[Fábia] Ah, já vem vindo.
[garçom] A conta já foi paga, senhora.
[Ingrid] Ué? Por quem? [garçom] Por aquele senhor que acabou de sair.
[Ingrid] Quanta gentileza!
[Fábia] Que coisa! Sempre eu que tenho que morrer com a conta.
[Fábia] Justo hoje que é você quem ia pagar!
[senhora] Que sorte! [Ingrid] É...
[Fábia] De qualquer maneira, devemos isso ao meu lindo filho!
[Fábia] À saúde de Anthony! [toda] Saúde!
[Ingrid] Cê sabe que eu vou gastar tudo no shopping...
[risadas]
[Bruno chora]
Não dá pra ficar assim.
[suspira]
Já sei o que eu vou fazer.
[campainha]
Você... aqui... por quê?
Desculpa.
Lembrei que você morava aqui...
Também sei que cê arruma...
Ei, ei...
[Sam] Entra aí.
[Sam] Não precisa dizer por que cê veio, que eu sei.
[Sam] Tá pra baixo, né.
[Bruno] Minha vontade é de morrer.
[Sam] Quer? [Bruno] Não.
[Sam] Cê quer dar um up.
[Sam] Tá certo. Trouxe a grana?
[Bruno] Trouxe. Só tenho o que sobrou da minha mesada.
[Sam] Porra...
Mesada boa essa tua, ein, cara?
[Sam] Qualquer coisa que você precisar é só falar, que eu tenho aqui.
[bipes do cofre]
[bipes do cofre]
Não sei nem como usar isso aqui.
[Sam] Eu te ensino, cara. Vamos no banheiro.
[Sam] Deixa eu só achar uma caneta sem carga, que não sei onde tá...
[Sam] Aqui, ó!
[Bruno frenético] Ela sempre teve muito medo de barata. Sempre teve muito medo,
Outro dia peguei uma barata que achei em casa de mentirinha, botei no bolso, levei pra escola, ninguém tinha visto...
Quando ela chegou, estava na fila da cantina, comprando um hambúrguer, alguma coisa para beber,
aí peguei, botei assim, escondido no ombro dela, ela nem tinha visto...
quando ela virou, ela viu. Ela viu a barata, deu o maior berrão!
Saiu gritando, todo mundo começou a rir da cara dela, foi muito engraçado.
Depois a gente voltou para sala de aula, todo mundo rindo, falando que eu tinha feito isso, que tinha sido um máximo.
[Bruno] Aaai, que vontade de voar...
Não vai voar. Se voar, vai cair lá embaixo, se quebrar todo. Não vai ser bom pra ninguém.
[Bruno] E o que a gente faz agora?
[Sam] Agora...
Agora a gente podia se divertir um pouco.
[Bruno] Não...
É que... eu...
[Bruno] Não sou...
[Sam] Brunão, cê não tem que ser nada. Tá?
[Sam] É só pra se divertir, só.
[Carol] Morro de medo de engordar.
[Pia] Imagina. Cê tá tão magrinha, tão bonita.
[Carol] Obrigada.
[Pia] Como tá o casamento com o Alex?
[Carol] Ah, tá bom.
[Pia] Ele continua te dando muitos presentes?
[Carol] Ah, meu Deus do céu. Agora comprou umas lojas comerciais.
[Carol] Porque não adianta falar que não quero nada. Não adianta.
[Carol] Compra e bota tudo direto no nome da Arletinha.
[Pia] Ah, é? [Carol] Uhum.
[Pia] E cê sabe me dizer, mais ou menos, quantas propriedades ele já te deu?
[Pia] Quer dizer, que ele colocou em nome da Arletinha?
[Carol] Perdi a conta. Uma coisa atrás da outra.
[Carol] Cê sabe. O Alex é um homem generoso.
[Pia] É... claro... generoso...
[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]
♪♪♪
♪ You are my angel ♪
♪♪♪
♪ Come from way above ♪
♪ To bring me love ♪
♪♪♪
♪ Love you, love you, love you, love you, love you, love you... ♪
♪♪♪
♪♪♪
[Alex] Eu não queria mais sair daqui, sabia?
[Angel] Já anoiteceu.
[Alex] Não tem problema, tua mãe ainda vai jantar na tua avó.
[Angel] Eu sei.
[Angel] Mas eu preferia quando a gente se encontrava no hotel, Alex.
[Alex ri baixo]
[Alex] Sabe que eu prefiro aqui?
[Alex] Eu gosto de sentir teu cheiro.
[Alex] O cheiro da tua cama.
[Alex] Teu travesseiro.
[Alex] Tudo aqui no teu quarto tem teu cheiro de menina.
[♪ rock lento ♪]
♪♪♪
[Alex] Eu amo você.
♪♪♪
[Visky] Arrasa!
[Visky] Pa! Chuua!
[Visky] Chuaa! [Lourdeca ri]
[Visky] Então, Leozinho, qual é a melhor?
[Leo] Ãh....
[Leo] Eu gostei mais dessa foto.
[Visky] Não, Leo! Qual de nós duas é a melhor? Eu ou a baleia?
[Lourdeca] Não constrange o gato, Lagartixa! É claro que sou eu.
[Visky] Você, baleia gorda, é a rolha do poço.
[Visky] Já eu sou um poço de sensualidade.
[Lourdeca ri] [Visky] Irresistíiiiivel!
[Leo ri] Sem querer me meter na briga de vocês...
[Leo] Mas irresistível mesmo, aqui, é o...
[Leo] Como é o nome, mesmo?
[Leo] Novo Magnum Cookies & Cream!
[Visky] Arrasou, Leozinho! Esse sorvete é uma loucura de gostoso.
[Visky] Tô quase ficando maluco da cabeça.
[Lourdeca] Antes de ficar maluco, vamos escolher a foto da campanha.
[Lourdeca] Eu fico com essa.
[Visky] Achei essa linda, mas adorei essa aqui. Super bafonesca.
Olha essa.
[Visky] Eu acho que vou precisar de outro sorvete pra escolher.
[Lourdeca] Eu também. [Leo] É o último.
[Leo] Pra quem eu dou?
[Mayra] Pra mim, é claro!
[Mayra] Gente, eu amo esse sorvete.
[Visky] Gulosa!
[Visky] Nheec! [todos riem]
[Caco boceja]
[Caco] Agora eu sei como se sente uma sardinha na lata.
[Giovanna] Eu tô travada! Tô toda torta de ficar sentada aqui.
[Giovanna] A gente já podia ter ido embora faz tempo!
[Gui] Vamos esperar um pouco. Quem sabe teu pai não sai?
[Giovanna] E se sair? O que muda?
[Giovanna] A gente já sabe que ele passou a tarde toda sozinho, com a Angel.
[Gui] Sozinho, não. Tem os empregados.
[Giovanna sarcástica] Surpresa!
[Giovanna] Meu pai tá sem cozinheira e também demitiu o copeiro.
[Gui] Por quê? Falta de grana não foi.
[Giovanna] Só pode ser pra ficar sozinho com a Angel.
[Giovanna] Agora que tá amiga da minha mãe, a burra da Carolina conta tudo pra ela.
[Giovanna] Tá orgulhosa de estar cozinhando pro meu pai. E disse que ele gosta.
[Caco] Ela cozinha bem?
[Giovanna] Meu pai foi criado num mundo de luxo. Você acha que ele ia gostar da comida brega dela?
[Giovanna] É mais um motivo pra desconfiança.
[Gui] Eu vou descer. Vou subir lá... [Caco e Gi] Não, não!
[Giovanna] Calma, calma! Fecha essa porta. Olha só...
[Giovanna] Depois a gente conversa.
[Giovanna] Agora vamos, sei lá, comer uma pizza, antes que a gente morra desnutrido nesse carro.
[Anthony] Oi, mãe.
[Fábia] Anthony, eu sabia que você viria hoje. Não é surpresa pra mim.
[Anthony] Ué. Vim ver como você tá.
[Fábia] Ah, para com isso. Deixa de mentira.
Você me viu lá no restaurante. Viu que eu tô bem. Tô muito bem.
Foi bom te ver no restaurante. É sinal de que come alguma coisa de vez em quando.
[Anthony] Não fica só se encharcando com a bebida.
Sei, sei. E aquele seu...
...seu amiguinho... [rindo]
Tão gentil. Por que pagou a nossa conta?
Ele é um homem muito gentil, mesmo.
Eu levo o seu agradecimento pra ele.
Acho que é ele que tem que me agradecer, porque foi eu que pus você no mundo.
O que cê tá dizendo, mãe?
Ah, Anthony!
Você veio até aqui pra saber o que me passou pela cabeça quando te vi com aquele...
...aquele costureiro, costureiro francês...
[Fábia] ...rico, cheio de frescura...
Você pensa, por acaso, que eu desconfiei de alguma coisa? Não.
Não desconfiei, tive certeza...
Certeza do quê?
De como você ganha a vida!
Anthony, você sai com esse francês...
[Fábia] Cê sai com outros milionários cheios de frescura também?
Anthony...
Pra mim sempre foi um mistério saber como você ganhava seu dinheiro.
Eu tinha até receio de perguntar, com medo das respostas.
Agora eu sei. Eu tenho vergonha de você.
Tem vergonha de mim, que te sustento? Que pago cada gota desse uísque que cê bebe?
E eu, que gastei fortunas com boas escolas pra você...
...podia ter sido médico, engenheiro, professor...
Não! Tinha que ter dignidade!
[Fábia] Não tinha que estar saindo com esses milionários cheio de frescura.
Eu... eu...
Diante das minhas amigas, eu me segurei.
Eu fiquei só falando do orgulho que eu sempre tive de você.
Na verdade, o que eu tenho é vergonha. Tenho vergonha de você, Anthony.
Não é o que você tá pensando, mãe.
Como não é? É pior do que isso?
A agência tá mesmo fazendo o desfile do Maurice Argent.
Eu faço parte de relações públicas da grife no Brasil.
Eu até que tenho um caso com uma mulher mais velha. A dona da agência.
Que caso! Que mulher mais velha!? Essa mulher não existe.
Você teria menos vergonha se fosse uma mulher?
Pelo menos eu poderia contar pras minhas amigas,
poderia contar pra sociedade que você tem um romance com uma mulher mais velha.
Pode ser. Mas uma mulher, né .
Mas é mentira, isso. É mentira!
Ok. Eu trago essa mulher aqui pra você conhecer
Eu e ela nos amamos, mãe.
Só não trouxe aqui antes porque achei que você não ia aprovar.
Eu te apresento. Ela chama Fanny.
[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]
♪♪♪
[Fanny] Tô sem apetite. Quero ficar magra.
Ué, flores?
[Anthony] Pra você. [Fanny] Pra mim?
[Fanny] Nossa!
[Fanny] Aconteceu um terremoto ou vai acontecer e eu não sei?
[Anthony] Não, Fanny. Senti vontade.
[Fanny] Hmm! Que lindo! Adoro receber flores.
[Fanny] Você me dava flores lá no início da nossa relação.
[Fanny] Bonitas! E já vêm num vaso...
[Anthony] Que bom que gostou. [Fanny ri baixo]
[Anthony] Tenho um pedido pra te fazer.
[Fanny] Ah! Um pedido.
[Fanny] E de quanto que é o pedido?
Não é dinheiro. Eu quero que cê conheça minha mãe.
Conhecer sua mãe?
É. Sempre falo dela. Cê me dá ideias. Acho que pode me ajudar com ela.
Afinal, estamos juntos. Acho que vai ser bem legal você conhecer ela.
Nossa!
Achei que cê não queria me apresentar a sua mãe,
que cê tinha vergonha por eu ser mais velha.
De onde cê tirou essa ideia?
[ri baixo]
Conhecer tua mãe!
É como conhecer a tua família.
Hmm...
É quase um pedido de casamento.
Ai, Anthony...
Pela primeira vez...
...tô sentindo você... realmente perto de mim.
Quase um pedido de casamento? Foi isso que cê disse?
[rindo]
Eu topava.
[ri baixo]
Com separação de bens.
[Anthony] Eu assinaria qualquer papel pra ficar do seu lado. De olhos fechados.
[Anthony] Mas antes, vai ter que conhecer a minha mãe.
[Anthony] Fala bem de mim, ein?
[Fanny] Como é que eu vou falar mal de um cara que me dá flores...
[Fanny] ...me convida pra conhecer a mãe dele... Nossa...
[Gui] Pronto. Já comi a pizza. Fala.
[Giovanna] Cê assassinou a pizza. Se meu pai fosse essa pizza, já estava morto. Comeu com uma fúria.
[Gui] Então por que cê tinha que meter o Caco nessa história?
[Giovanna] Porque o Caco é calmo. Não é fofoqueiro.
[Giovanna] E meu pai mal conhece o Caco. Eu teria que ficar abaixada se ele passa. Você também.
[Giovanna] Só no disfarce.
[Gui] É. Ele é de confiança.
[Gui] E agora? Qual a ideia?
[Giovanna] Tem coisas que eu não posso pedir pro Caco. Ele tem a vida dele.
[Gui] Mas agora a gente já sabe que teu pai passa a tarde sozinho com a Angel.
[Gui] A gente já tem certeza. [Giovanna] Olha só, a dúvida sempre rola.
[Gui] Como assim?
[Giovanna] A Angel é estudiosa. Pode ter ficado estudando.
[Giovanna] Meu pai também. Trabalha à tarde em casa. Ele faz negócios com chinês. Fuso-horário diferente.
[Gui] Será?
Só tem um jeito de a gente saber a verdade nua e crua...
...e detonar o casamento do meu pai com essa história toda.
Eu quero explodir esse caso, se existe de verdade.
Qual é o jeito?
Você vai me ajudar.
A gente tem que fazer a Carolina pegar os dois no flagra.
Ela tem que pegar a Angel e meu pai na cama.
[♪ Abertura: Angel - Massive Attack ♪]
♪♪♪
♪ You are my angel ♪
♪♪♪
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