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Original subtitles

Palavra de cinco letras para um peixe tropical.

A quarta letra é "P".

Guppy.

Não se ofenda.

Aquele serviço será hoje, cushla machree.

Eles merecem essa morte?

Não pediria se não merecessem.

Ninguém deve sair com vida.

Quando construíram esta igreja, há uns 200 anos...

Há 252.

Pensaram que viraria um Starbucks?

Parece ser o plano.

Talvez Deus goste de café.

Talvez, mas ele prefere uma cerveja.

Sey.

Então... era quase meia-noite.

A farmácia estava fechada, mas Valerie queria saber.

- Eu também, só pensava nisso. - Faz sentido.

E o que você fez?

Eu entrei na farmácia... Invadi.

Um policial confessando ao parceiro que infringiu a lei.

O que devo fazer? Denunciar você?

Eu não quebrei nada.

Entrei, peguei um teste de gravidez

e deixei o dinheiro na registradora.

E o teste?

Ela está grávida.

É ele?

Você é Phillipe Hugo?

Cara, eu não falo francês.

Seus amigos te chamam de Coco. Lembrou?

- Coco. - Como a fruta?

Aonde está indo?

Levar sua irmã pra jantar.

- E depois transar. - Entendi.

Ele é comediante.

E como um pobretão tem dinheiro para esse carro?

Sua irmã de novo.

Sou o cafetão.

Vamos deixar a irmã fora disso, entendeu?

Vamos falar da heroína.

Onde estava terça-feira?

Monsieur Coco, você está preso.

- Está morrendo, Jax? - É, pegue o filho da puta.

Chame a ambulância.

Polícia!

Para trás.

No chão!

Para trás, ou eu...

Largue a arma. Ninguém morreu ainda.

MAISON TESSIER MESTRE ALFAIATE

Outro cliente satisfeito.

Eu o vi sair.

Ele estava nas nuvens.

Ele estava calçando sapatos de 10 mil euros.

Mas ele me trata com respeito e sempre traz meu chocolate favorito.

Acho que sou uma diva.

Não, você é o melhor.

Pode deixar.

É verdade o que falam do chocolate?

Que não faz bem?

O homem que fez isso voltou a incomodá-lo?

Não, está tudo normal.

Sabe, a maioria consegue aceitar um não.

Mas ele levou para o lado pessoal.

Perdoe a curiosidade, mas esse homem horrível...

Como conseguiu afastá-lo?

É preciso usar uma língua que o homem entenda.

Se ele é um poeta,

você fala com o coração. Depende do homem.

Achou uma língua que ele entendia?

Se quiser um terno, vá no Marks & Spencer.

Entendeu?

Nunca mais pise na loja daquele senhor.

Você entendeu?

Ele entendeu.

Lindo, não?

As alterações são imperceptíveis.

Eu sempre digo:

As mulheres se apaixonam

quando dançam com um homem usando um terno meu.

Mas, se um homem dançar com uma mulher usando isto...

Um, dois, três...

Você é o Serge?

Talvez.

Sou a Zee. Está me esperando?

Foi você que eles enviaram para fechar o negócio?

- O que vai fazer depois? - Vou embora.

- Para longe daqui. - Que pena.

Que tal um pouco de privacidade?

Civis são chatos.

Pessoal, saiam por dez minutos!

Ei, pra fora! Fora!

Coco Vou cantar agora. Cadê você?

Você perdeu

Está armada?

Não sei onde eu colocaria.

Só por precaução.

Ela é sexy. Legal.

Está bem.

Meu chefe quer fazer um acordo.

Um acordo? Não tem acordo.

Ele vai pagar nosso preço.

Fim da negociação.

Por que não fazemos assim?

Você devolve o que tirou dele,

pede desculpas

e nunca mais põe os pés em Paris.

Caso contrário...

Coco está morto.

...será uma noite da qual só eu me lembrarei.

Coco está morto.

Coco está morto.

Meu Deus!

Não consigo ver.

Não consigo ver.

Puta merda!

Não consigo ver!

Alguém...

Não consigo enxergar.

Alguém pode me ajudar?

Me ajudem...

Espere, pode me ajudar?

ADAPTAÇÃO | REVISÃO | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A NÓS? | loschulosteam@gmail.com

Tudo bem?

Precisa de curativo? Remover uma bala?

Estou bem. Tudo correu como planejado.

Mas não cumpriu o contrato, cushla machree.

Não me chame assim.

Não quero contrariar você.

Mas o contrato era claro. Eram todos.

Por que poupou a americana?

Era só uma menina.

Uma cantora que levaram lá.

Mas ela estava lá.

Não era uma civil.

O que ela faz?

O que a tornou profissional?

Você confia em mim?

Sabe que sim.

Você não mata civis.

Meu dever é garantir isso.

Prometi a você.

Ela merece essa morte?

Eu não pediria se não merecesse.

Eu entendo.

Essa parte é sempre difícil pra você.

Você se sente esquecida, profana.

Uma monja sem Deus.

Isso não te incomoda.

Somos iguais.

Somos excluídos

e não estamos presos como as pessoas normais.

As regras não valem para nós.

Estamos livres delas.

É como eu penso.

Continue pensando, Finn. É pra isso que o Gobert paga você.

E você continue fazendo, cushla machree, porque é muito boa nisso.

POLÍCIA NACIONAL

Está falando sério? Por que atirei no suspeito?

Não foi apenas um tiro. Você o matou.

Ele estava com a arma na cabeça da criança.

Tinha baleado um policial.

Ele viu o policial como ameaça.

Vejo você como ameaça. Significa que posso atirar em você?

Sey!

Ele tinha um olhar frenético. Conheço bem esse olhar.

Sempre acaba em tragédia.

Por isso atirei.

Alves.

- Tudo bem? - Tudo, e você?

Tudo certo.

Quem é você?

Este é o policial Sidney.

É da Europol, no Reino Unido.

Vamos, então.

- O que descobriu? - Bom...

Antes de você ir atrás do Coco, ele escreveu para uma garota.

"Saudades, te amo." A baboseira de sempre.

Ela respondeu que fez uma música pra ele.

- Ele disse: "Me mande." - Isso leva a algum lugar?

Sim, tocamos a música que Coco estava ouvindo, de uma cantora.

Mas passamos pelo Shazam e nada.

- É uma demo. - Exato.

Entre os caras assassinados no Paradis Latin...

A gangue de Marselha.

A garota ferida era cantora,

então toquei a demo para o DJ.

Mesma garota, mesma música.

Muito bem, Alves.

Mas vai adorar isto.

Dos homens mortos no clube, um morreu baleado.

Os outros quatro foram mortos por uma espada.

- Espada? - Pelos ferimentos,

a largura da lâmina indica que é uma espada samurai,

mas não a achamos.

Então alguém entra na boate com uma espada samurai,

mata quatro homens,

atira em outro e sai sem ninguém ter visto a espada?

Isso.

O que investigam na Europol? Ninjas?

Não é piada, senhor.

Uma espada samurai.

EMBAIXADA ESTADOS UNIDOS

JULINE NOONE VICE-CÔNSUL

Bom dia, policial.

Sou a vice-cônsul Noone, da Embaixada dos EUA.

Vim ver Jennifer Clark.

Alguém veio procurá-la?

A senhora é a primeira.

Quem está aí?

Oi, Jennifer.

Sou a Srta. Noone, da Embaixada dos EUA.

É Jenn.

Ninguém me chama de Jennifer.

Jenn.

O que houve com seus olhos?

Não sei ao certo.

Tem muito inchaço e pressão nos nervos óticos.

Porque bati a cabeça.

Vai melhorar?

Eles não sabem.

Pode ser temporário ou permanente, até o inchaço diminuir.

Não sei.

Me faz um favor?

- É claro. - Pode ligar pra minha mãe?

Ela vai ficar muito preocupada.

Vocês são próximas?

Sou a filha problema.

Se eu tivesse outra chance, tentaria ser melhor com ela.

Quem é?

Desculpem.

Sou o inspetor Sey, Srta. Clark, da polícia francesa.

- É da Embaixada dos EUA? - Srta. Noone.

Vim ver o que posso fazer pela nossa cidadã.

Enchanté.

Já disse tudo que sei à polícia.

Sim, você foi cantar na boate,

e um dos homens a convidou para um drinque.

- Foi isso? - Foi.

Quando me dei conta,

tiros foram disparados e tudo ficou escuro.

Srta. Noone? Como se escreve, por favor?

N-O-O-N-E.

Tenho perguntas para a Srta. Clark.

- Oficialmente? - Oui.

Então ela tem sorte de eu estar aqui.

Está bem.

Por favor,

descreva o assassino, Srta. Clark.

O assassino?

Deve ter tido um bom ângulo de visão.

Eu estava confusa.

Acho que alguém colocou algo na minha bebida.

Faça o possível.

Seja lá quem fosse, eu não o vi.

E quando tudo começou,

eu já estava cega.

Ele tinha uma espada?

- O quê? - Uma espada.

A perícia diz que alguns homens foram mortos com uma espada.

Eu não sei.

É que...

Foi tudo uma loucura.

Conhece um homem chamado Phillipe Hugo?

Ele atende pelo nome Coco.

Talvez. Não sei.

Parece que todos que conheço usam apelido.

É interessante, porque ele está morto.

E estava ouvindo uma música sua quando morreu.

Faz tanto sentido quanto uma espada.

Droga!

Como sou desastrada. Perdão.

- O que houve? - Derrubei seu soro.

Está tudo bem. Acidentes acontecem.

Ela está mentindo.

- Sua conterrânea. - Sobre o quê?

Sobre tudo, ao que parece.

- E como você percebeu? - Policiais sabem.

Então, se eu tivesse roubado um croissant no café hoje cedo,

você saberia?

Não os detalhes, mas eu sentiria.

Ainda bem que sou inocente.

Em quase tudo, pelo menos.

O que vai fazer no resto do dia?

O de sempre.

Papelada. Mais visitas como esta.

Meu trabalho é... previsível.

- E você? - Também.

Vou para o escritório.

Ser policial pode ser chato.

Boa sorte com o caso, inspetor.

E você, Srta. Noone, boa sorte com seus EUA.

- Alô? - Alô, inspetor Sey.

É ele.

Aqui é Carl Staley, adido civil na Embaixada dos EUA.

Sim, queria informações sobre sua colega.

Não conhecemos essa vice-cônsul Noone.

Entendo.

Obrigado, Sr. Staley.

NINGUÉM

Nada mau.

Os neoexpressionistas são cúmplices de lavagem de dinheiro.

Primitivismo pós-moderno.

Mas divertido, não acha?

Não sei, não entendo.

- Sabia que estou sem 75 milhões? - Como?

Adiantei para o príncipe saudita.

O pai dele o deixou na mão, então financiei a compra da droga.

O que acontece se eu perder 75 milhões de euros?

- Vende seu Basquiat? - Nem sei se é original.

Mas você é real. Ruim pra Irlanda, bom pra França.

Você sente falta?

É, de uma mulher ou duas.

Não sinto falta da prisão.

Vamos sentar.

Sabe o que mais é real?

O valor de mercado de 75 milhões em heroína pura.

Trezentos milhões.

O que o príncipe tem a dizer?

Ele quer ir para casa.

É claro, correr para o papai.

Mas ele tem um compromisso com a polícia.

- Um dos nossos amigos, espero. - Quem me dera.

- É o inspetor Sey. - Sey?

Não sou contra policiais honestos.

Só quero todos no administrativo, onde não dão trabalho.

Mas o Sey...

Ele é um pé no meu saco.

Merci.

- Inspetor. - Príncipe Majed Bin Faheem.

Enchanté.

Por favor.

Está bem.

Morei a vida inteira nesta cidade.

Não sabia que este lugar existia.

Se quiser um bom lugar pra ficar em Paris, compre um hotel, certo?

Veio me atualizar

sobre a liberação do meu avião?

Vim fazer algumas perguntas sobre ele.

Faz parecer que sou suspeito.

Bom, você é uma testemunha.

Correto?

Seu avião pousou no Le Bourget às 16h30 vindo de Beirute.

Ainda na pista,

foi recebido por homens que você supôs serem oficiais da alfândega.

Pois é.

Não tinha por que pensar outra coisa.

- É claro. - Estava de dia, pelo amor de Deus.

Abra a porta.

Abra a porta.

Reconheceu algum dos ladrões?

Não.

O que queriam com você?

O que tinha no avião?

Nada.

Eles cometeram um erro.

Pode ser.

Eram estes homens?

Os invasores do seu avião

estão todos mortos.

Foi ontem à noite.

- Não te incomoda? - Não.

Sinceramente, fico feliz, e você também deveria ficar.

Conhece este homem?

Não. Quem é ele?

Gobert. Jules Gobert.

Um criminoso.

Na verdade, ele é o poderoso chefão de Paris.

Jogos de azar, prostituição, heroína.

Todos têm que ganhar a vida.

Agora, estou atrasado

para uma reunião muito mais importante.

Mas não respondeu à pergunta.

O que eles roubaram?

Fui atacado em plena luz do dia em solo francês.

Como cortesia a um convidado em seu país,

libere meu avião o mais rápido possível.

Zee.

Sente-se.

Aqui.

Vamos beber.

Que bom que veio.

Quem é aquela?

É a Chi-Mai.

Substituiu o Rudi depois que ele morreu.

Acho que ela admira você.

Dê um autógrafo, talvez.

- E sua outra amiga? - Outra amiga?

Ela também é sua fã.

Por que a garota da boate está viva, Zee?

Tinha um policial.

Fiz o que pude pra sair.

Por que não voltou depois?

Não fiquei lá.

E antes que deixe sua paranoia tomar conta,

ela não sabe de nada.

Vi o interrogatório. Ela estava fora de si.

É uma civil. Nem conseguiu identificar o assassino.

Ela mente, e você está fraquejando.

A questão é que ela não vai falar.

Quem são aqueles caras?

Eu me lembro de quando conheci a Zee.

Ela já era teimosa na época.

Tinha um corte no lábio.

Os olhos inchados.

O bretão fez isso com você?

E você fez isso com o bretão?

Você não tem coragem...

Ela era feroz como uma leoa.

Uma magricela matou o cafetão mais forte de Paris.

Era prostituta dele?

- Não sou prostituta de ninguém. - Parece que não.

Se vai me matar, mate logo.

Matar você?

Uma assassina de verdade?

Isso é um bem muito valioso, cushla machree.

É "meu amor" em irlandês.

Encontrou sua vocação naquele dia.

O que houve com aquela leoa?

Está tudo bem.

Se não quer matar a cega, não posso forçá-la.

Eles vão matá-la, não vão?

Agora vejo a leoa de volta.

Se tiver suas ressalvas, deixe a leoa dormir.

HOSPITAL

Polícia.

- Como você está? - Um pouco dolorido.

Isso vai te animar.

- Aí sim. - Pode deixar comigo.

Obrigado.

Eu penso em você.

E o caso, como está?

O que disse o príncipe saudita?

Esconda.

Pode entrar.

- Bonjour. - Bonjour.

Conte o que ele disse.

Ele mentiu sobre tudo.

Não deixou escapar nada, mas ninguém é intocável.

O avião levava a heroína que estávamos rastreando.

Eu sei disso, e o príncipe também.

E a garota? A cantora?

O que ela diz sobre tudo isso?

Ainda não pude pressioná-la,

dadas as circunstâncias.

Mas vou fazer isso daqui a pouco. Ela está aqui perto.

Se for almoço, pode levar.

O cheiro é horrível.

Jenn, preciso que me escute.

Há homens vindo para matar você. Está entendendo?

Do que está falando?

Vão terminar o que começaram na boate,

e isso significa você. Entendeu?

- Sim, eu entendi. - Está bem.

Tem que confiar em mim e fazer o que eu mandar.

Se não fizer isso, você morre.

Tente ficar calma.

No três. Um, dois, três, vamos!

Está quase lá.

O que está havendo?

Por que paramos de nos mover?

Encontrei um conhecido.

Inspetor Sey, não é?

Isso, vice-cônsul "Ninguém".

Agora parece britânica.

Adoraria saber qual é o seu papel nisso tudo.

Na verdade, nem eu mesma sei.

Você tentou salvá-la.

Não é um caso perdido.

Surpreendente.

Por que não larga a arma?

Não estou sem balas.

Você está, e sempre tenho uma sobrando.

Está acordado?

Sim, estou acordado.

Sinto muito.

Eu também.

Estará segura aqui.

Ninguém conhece este lugar.

Tem cheiro de velho.

Não é no mau sentido.

Não me ofendeu.

Merda.

Tente contar seus passos.

Esta é a cozinha.

A pia é em frente.

A geladeira é aqui.

Me diga o que quiser comer.

- Tem um abajur ali. - É.

Janelas. Pode abrir se quiser.

Veja onde pisa.

São dois degraus até a cama. Fica à sua esquerda.

O banheiro é em frente, talvez três passos.

Tenho um colega de quarto.

Vou apresentá-los. Ele deve estar com fome.

Não o derrube.

Ele é tudo que tenho.

- Um peixe? - O nome dele é Y.

Dê comida pra ele.

Por que "Y"?

Porque meu nome é Zee.

O que aconteceu com "X"?

Não falamos sobre "X".

Ótimo café da manhã.

Vou levar o chef para casa.

O que o policial queria saber?

O que aconteceu, o que foi roubado.

E se os homens eram os mesmos que foram mortos na boate.

Imagino que você mandou matá-los.

Não, não fomos nós.

Mas já pensou que, se eles morreram,

outra pessoa está com a droga?

Não é do meu departamento, como diriam os britânicos.

O que mais ele perguntou?

Me mostraram uma foto sua.

Entrando neste hotel.

Perguntou se eu te conhecia.

- E conhece? - O quê?

- Você me conhece? - Muito bem, meu amigo.

Não conhece nada.

Pode correr para o seu pai quando tem problemas.

Meu pai está morto.

Eu sei porque o matei aos 17 anos.

Deveria tentar.

Meu problema hoje é que perdi 75 milhões.

Preciso fazer de alguém um exemplo.

Não sou um reles policial. Sou Jules Gobert.

Aqui nesta pocilga chique,

tenho uma pergunta pra você.

- O que sabe sobre isso? - Jules.

Está sendo irracional.

Responda à pergunta.

Já chega.

Largue isso.

Imbecil.

Quero ele morto. Contrate a Zee.

Isso é ruim. Pense melhor.

Quero a Zee agora!

- Quando veio para Paris? - Há alguns meses.

E você?

Há 15 anos.

Mas não com este luxo.

Na primeira noite, dormi coberta de papelão debaixo da ponte.

Dormi debaixo da Pont Neuf.

Depois dormi no metrô.

Usou o papelão por muito tempo?

No meio da terceira noite, um cara me tirou dali.

Ele me comprou um Armagnac.

E você?

Como chegou aqui?

Vim à Europa para cantar com minha banda,

mas ela acabou em Roma, antes de marcarmos um show.

E eu conheci esse cara, o Coco.

Tinha um passado duvidoso, mas acreditou em mim.

Me arrumou boates para cantar.

Queria ser meu empresário.

Conseguir uma gravadora.

Ele ficou sabendo de uma bolada.

Disse que precisava disso para fugir de sua antiga vida.

E você?

- O que aconteceu com aquele cara? - Só queria me usar.

Então acabou?

É, em grande estilo.

Uma noite da qual só eu me lembro.

Será uma noite

da qual só eu me lembrarei.

Foi você.

Você matou todos naquele lugar?

Sim.

Está cega por minha causa.

Não. Estou cega porque acreditei numa mentira.

Por estar onde nunca devia ter entrado.

Por que querem matá-la, Jenn?

- Não faço ideia. - Mentira. Você sabe.

O cara que acreditou em você se chamava Coco.

Coco era o nome na boate.

O cara das mensagens, que tinha morrido. Você está envolvida.

Sugiro que me conte, senão eu te jogo na rua.

Ou coisa pior.

Está bem.

Os caras da boate

roubaram drogas de um jatinho.

- Um jatinho? - É, são ladrões de alto nível.

Coco estava junto.

Eu também estava lá.

Ele me escondeu e pude ver tudo.

Onde você estava?

Não sei. Era um bairro pobre em Paris.

- Não conheço Paris. - Por que ele te escondeu?

Eu podia abrir por dentro.

Eu o ajudei a roubar a droga que eles tinham roubado.

Que tipo de droga?

Heroína, eu acho.

Ele ia usar uma parte para ajudar minha carreira.

Pare!

Caralho!

Porra!

Finn tinha razão. Ninguém era inocente ali.

O que aconteceu?

Coco avisou a alguém que estava com a droga.

A pessoa passou um endereço para a entrega da van.

Dirigimos um pouco,

e a deixamos em...

- Em Paris, num depósito. - Onde?

Onde?

Está numa van...

Num depósito, em algum lugar de Paris.

Isso não basta.

Por que não descreveu o assassino para o policial?

- Não queria me envolver. - Você está envolvida.

Levante-se.

Por quê?

Vamos a um lugar.

Tem dois degraus.

Onde estamos?

Numa igreja desconsagrada.

O que significa "desconsagrada"?

Abandonada.

Não é mais um templo.

Quero que cante.

- O quê? - Cante.

Não consigo.

Eu disse para cantar.

Tem que ligar antes de vir.

Olhe o celular. Eu tentei.

Estou sem saco, como reparou.

E por quê?

Porque dois homens bons estão mortos no hospital por sua causa.

Ninguém termina meu trabalho por mim. Ninguém!

Se eram tão bons, por que morreram?

Nunca mande garotos fazerem o trabalho de uma mulher.

Tudo bem. Não vou cometer o mesmo erro, então.

Cadê a porra da garota?

Joguei a cadela cega no incinerador de lixo em Moulineaux.

Ela virou ar.

Fumaça.

Minha leoa feroz está de volta.

Diga ao Gobert

que tudo que o preocupava está resolvido.

Ele te respeita, mas tinha que ser feito.

Está bem?

Deixe um folgado passar, e ele vai pensar que a pista é dele.

Boa. Nunca ouvi essa.

Fique me chamando de cushla machree e vou mostrar pra você.

Precisa descansar.

Mas posso ter outro serviço. Não decidi ainda.

Até lá, me deixe em paz.

Como quiser.

Sabia que não me decepcionaria, cushla machree.

Ele já foi.

- Você está bem? - Estou.

Na primeira vez que foi ao hospital...

Você foi lá para me matar?

Fui, para terminar o serviço.

É um matador de verdade.

Matadora.

Então por que não terminou o serviço?

Minha mãe era uma viciada.

Sempre nos deixava sozinhas.

Acabou tendo uma overdose.

Era meu dever cuidar da minha irmã.

E eu falhei.

Eu a perdi.

Mas eu a vejo em você.

E um pouco de mim também, eu acho.

A diferença é que você ainda tem uma chance...

de ter uma vida melhor.

Não chegou ao ponto que eu cheguei.

Quem sou eu para mudar isso?

Está com fome?

- Deu tiros num hospital. - Assim como os homens em quem atirei.

Tem sorte de não ter matado um inocente.

Deveria ser suspenso.

Tem algo a dizer?

Quero vigilância 24 horas para o príncipe, e que ele entregue o passaporte.

O príncipe vai entrar numa lista.

- Excelente. - Significa que não chegará perto dele.

Ele é a vítima, não um suspeito.

Fui claro?

Os cães farejaram cocaína no avião dele.

Que surpresa!

Ele é um playboy, um hedonista.

Seus cães encontram cocaína em metade dos jatinhos no Le Bourget.

O avião dele tinha 100 quilos de heroína pura.

Que foi roubada.

Vale 300 milhões nas ruas.

Seguimos os passos do príncipe por meses.

Sua imaginação vai longe demais.

Os cinco homens mortos discordariam de você.

Sete, se contar com o hospital.

Não tem bandidos franceses para prender?

Nos conjuntos habitacionais.

Tire um traficante das ruas enquanto seu amigo voa com 100 quilos.

- É isso que querem! - Chega, Sey!

O embaixador saudita falou com o MRE, que falou diretamente comigo.

- Política de novo! - É o dinheiro!

Os bilhões que a França gasta em petróleo e eles gastam com nossas armas.

O que ele está dizendo

é que o príncipe está acima do trabalho da polícia.

Diga que você entende.

Os atiradores do hospital estavam sem identidade.

Sem carteira, só dinheiro.

As digitais ainda não batem.

- E o carro era roubado. - O que mais?

Estou vendo as imagens do entorno da boate,

procurando a falsa cônsul.

É ela?

É.

Esta é a chegada.

Agora a saída.

Ela não parece do tipo

que mata com uma espada samurai.

Quem é ela afinal?

É a Rainha dos Mortos.

Acredita em contos de fadas?

É o quê?

A Rainha dos Mortos.

Uma assassina tão esquiva e ágil que ninguém nunca a viu.

A Rainha dos Mortos.

Pare com isso.

Ouvi isso na academia da polícia.

Dizem que a rainha matou Belanger.

Sou Henry Belanger!

Acha que tenho medo do Gobert? Ele é um merda.

E que também matou L'Orange Russe.

É, quando criança, ela matou o Kennedy.

L'Orange Russe...

Ninguém sabe quem foi.

Caso não tenha ouvido a história, eu estava lá.

O que mais descobriu além de contos de fadas?

Eu a rastreei em câmeras de rua com reconhecimento facial.

Não sei onde ela mora, mas é questão de tempo.

Lá está ela.

Aposto que é a rainha.

Para uma rainha, ela adora comida de rua.

Isso foi horas antes do ataque à boate.

E aqui é o dia anterior.

E este é o dia anterior.

E assim por diante.

Ela é uma bela mulher. Por que ninguém a convida para jantar?

Eu recarreguei desde a última vez.

Mãos na cabeça.

Ou está com muita fome,

ou comprou para duas pessoas.

Se souber a palavra sete na vertical, eu agradeço.

GRAVANDO

Cadê a garota?

Ela sabe quem você é?

Sabe que ficou cega por sua causa?

Quando voltar a vê-la, pretende admitir

que matou o namorado dela?

Isto é muito bom.

Mas não se cansa de comer a mesma coisa?

Nunca me canso de algo bem feito.

Deixa o cliente satisfeito.

E você, o que sabe fazer?

Eu acordo de manhã.

Só isso?

É, isso sempre me faz rir.

Ainda estou aqui. Ainda estou viva.

É um milagre.

E o que estaria fazendo se não fosse quem é?

Aos dez anos, uma professora me perguntou o que eu queria ser.

O que eu queria fazer da vida.

Eu disse que queria ser feliz.

E ela disse que eu não entendi a pergunta.

Mas era ela que não entendia a vida.

E você?

O que faria se não fosse policial?

Posso te dizer.

Você seria eu.

E eu seria você.

PALAVRAS CRUZADAS

- Sete vertical? - É. Nunca consigo terminar.

Sempre tem uma dica que me pega.

O forte de Rigoletto?

São quatro letras, e a segunda é "I".

Sei que Rigoletto é uma ópera sobre um palhaço.

Rigoletto não era bem um palhaço.

Era bobo da corte.

O "riso".

- Posso? - Fique à vontade.

Palavras cruzadas enquanto mata pessoas.

Encantador.

Alguma vez sentiu vergonha?

Ninguém sente vergonha. Não é uma emoção.

É um estado de espírito.

E, se seguir o seu código, você é honrado.

Vergonha não é problema.

Parece muito conveniente.

Talvez para você, não para mim.

Por que salvou a garota?

O que pretende ganhar com ela?

Ou quer fazer algo bom para variar?

Tenha cuidado.

Vai expor toda essa bondade

à escuridão que carrega aí dentro.

Desculpe.

Não deveria estar arrancando uma confissão de mim?

Depois da comida.

Ela vai ficar assustada agora.

A garota.

Deve ter avisado que sairia por alguns minutos.

Me passa um guardanapo?

Tem na sacola.

Obrigada.

Alguns policiais a consideram uma lenda.

A Rainha dos Mortos.

Parece que estão com tempo sobrando.

Pode ser.

Já levou um tiro?

Não.

Você tem sorte.

- Eu já. - Talvez eu seja melhor no que faço.

Foi há quatro anos.

Fui baleado por um gângster russo.

Trouxe o dinheiro?

Trouxe a cocaína?

Minha escuta deu defeito.

Policial de merda.

Meu parceiro estava na rua. Eu estava no telhado.

Precisava ganhar alguns segundos.

- Dar tempo ao meu parceiro. - O que você fez?

O que teria feito?

- Algo absurdo. - Por exemplo?

Fazer uma pergunta a ele.

Para distraí-lo.

Por exemplo?

Que número você calça?

O quê?

Por que você quer saber?

Você está bem?

Atirou nele?

- Não foi você? - Não.

Foi você.

Salvou minha vida.

Por quê?

Policial de merda.

- Que número você calça? - O quê?

Por que você quer saber?

Você esperou que ele viesse alimentar os pombos.

Dizem que a morte é uma forma de manter a ordem.

Acho que mantém a honestidade.

Aquele russo estava tentando dominar Paris.

Alguém o pegou antes que você pudesse.

Falando assim, parece que estamos do mesmo lado.

Cadê a garota?

Pode passar um milhão de anos e nunca direi onde ela está.

Mas posso levá-lo até ela.

Com uma condição.

Devolva minhas palavras cruzadas.

Esperem.

Se tentar alguma gracinha, atiro em você.

Falei da Rainha dos Mortos para ela.

- E? - Ela não confirmou.

Pare senão eu atiro!

Por que não pulou atrás dela?

Ele prioriza formas robustas.

É tudo uma bobagem.

É. Se eu comprar cinco delas e o infeliz ficar famoso,

meu investimento dispara.

Como você ganha seu dinheiro?

- Adivinhe. - Na bolsa de valores?

- Sou gângster. - É alguma brincadeira?

Já volto.

Barman.

Garotas bonitas estão ficando mais inteligentes?

É o Viagra falando.

Sempre gosta de dizer a verdade, Finn.

Então me diga onde está minha heroína.

Eu queria saber.

Também não gosto de mistérios.

Quer ouvir um mistério de verdade?

Por que a Zee ainda não matou o príncipe Bin Faheem?

Por que ele está vivo?

É difícil chegar até ele.

Todo mundo pode ser encontrado, principalmente pela Zee.

Não sei se matar o príncipe é a melhor jogada.

Não me diga o que devo fazer.

Por que não toma seu drinque?

Eu roubei sua heroína.

O príncipe não está envolvido. É tão burro quanto você.

Ave Maria, cheia de graça...

Jenn?

Socorro!

Fiquem longe de mim!

Socorro!

Finn Precisamos conversar, cushla machree

Fiquem longe de mim!

- Identificamos os atiradores do hospital. - E?

Você não vai gostar. São policiais do 7o DP.

Eram corruptos, pode haver mais.

Merda. Vou pra minha sala.

Meu velho amigo, preciso de um favor.

Zee, aqui não é mais seguro.

Um policial veio te procurar.

Eu disse que só atendo homens, mas ele disse: "Veja isto."

Eu disse que qualquer um podia carregar uma sacola.

Mas ele não acreditou e ficou muito agressivo.

Ele te machucou?

Só um tapinha de policial.

O que mais ele fez?

Ele disse que se você viesse,

eu deveria telefonar e dizer:

"O terno está pronto. Pode vir buscar."

Como descobriu onde moro?

Depois de tantos anos, sei tudo o que preciso saber.

Se gostava de pensar que eu não sabia, melhor ainda.

- Você não me conhece. - Sei que mentiu para mim.

Disse que a garota morreu.

Finalmente se cansou de ser sozinha?

É isso?

Deixe-a em paz.

Ela não tem nada com isso.

É completamente inocente.

Só ajudou o namorado a descarregar 350 milhões de euros da heroína do Gobert.

Soube o que aconteceu com ele?

Ele está morto.

É, eu estava com ele.

Podia ter sido eu.

O que acontece agora?

As gangues vão pra guerra.

Vou ver quem dará a melhor oferta pelo meu trabalho.

Mentira.

Vai dar um jeito de dominar.

Não sou francês. Não aceitam ordens minhas.

Mesmo com toda a heroína? Todo o dinheiro que ela geraria?

Por que acha que está comigo?

Você é mais esperto que os outros.

Cérebro e músculos.

Nós dois juntos formaríamos uma bela equipe.

Eu quero sair.

É fácil falar.

Mas a arma é como um mau hábito.

É fácil de começar e muito difícil de largar.

Então quer sair e que eu desista da garota.

O que oferece em troca? Cadê o acordo?

Você se perdeu, Zee.

Ela devia estar morta.

Mas transferiu sua lealdade

pela ideia de que salvá-la vai redimir você?

Deus não funciona assim.

Deus?

Deus me esqueceu há muito tempo.

Que acordo você quer?

Preciso de um último serviço.

- Ele merece essa morte? - Merece.

Ele é corrupto.

É um policial corrupto.

Vai estar na feira em uma hora.

Faça de longe, queremos algo limpo.

Uma prova de vida primeiro.

Você é tão previsível.

- Jenn... - Zee?

Onde você está?

Satisfeita?

Ele vai estar na barraca 43. Está pintado no chão aos pés dele.

Número 43.

É bom te ver.

- O que aconteceu? - Tentaram me incriminar.

Acredite.

Por que você fugiu?

Todo mundo sabe que você não fez nada.

Menos os meus superiores.

Quando decidem te derrubar, eles não param.

Fugir era a única opção.

Não aguento mais. Todos os subornos que sempre recusei...

Sou um policial honesto. E pra quê? Pra ser difamado?

- Entendeu? - Claro.

Mas enfrente essa injustiça depois.

Há problemas mais importantes.

Com certeza.

Um segundo.

Alô?

O terno está pronto.

Pode vir buscar.

Pode usá-lo no seu caixão.

Vejo que Sey confia em você, pelo sorriso e a linguagem corporal.

Você é policial.

Ele o considera um amigo.

Mas sempre mandam o Judas, não é?

Passe o telefone pra ele.

Diga que a verdadeira amiga quer falar com ele.

Faça isso ou morra.

Alguém quer falar com você. Diz que é uma amiga.

Vamos, atire nele.

O que está esperando?

Alô? Sey, atenda.

Sou eu.

Seja quem for, ele armou pra você.

Me mandaram matá-lo.

- Ele é meu parceiro há anos. - Ele não mandou encontrá-lo aqui?

Mandou.

Então quem me enviou também enviou ele.

Ele trabalha para o Finn.

Trabalha para o Finn?

Não. O Finn? Nunca.

- Está certa. - Somos amigos.

Somos amigos, Sey.

Cadê a garota? E o que houve com a heroína?

Ou você morre.

Quando decidiu atirar no Jax e não em mim?

Quando puxei o gatilho.

Precisava pensar.

Como estamos aí?

Sey...

- Estou me esvaindo em sangue. - Que pena.

Só precisa nos dar informações.

É, onde está a Jenn?

- Não sei. - Cadê a heroína?

Não sei.

Jenn disse que o Coco deixou num depósito em Paris.

Onde fica, Jax? Você sabe.

Desculpe, fui errado.

- Dizemos "erro meu". - Desculpe.

Tudo bem...

Tudo bem o quê?

EMERGÊNCIA

É uma vergonha um policial saber isso.

Olá, minha amiga esquecida.

Você armou pra mim, babaca.

Depois de todos esses anos.

Depois de me deixar na mão. Acabou pra você.

Você perdeu a ousadia e não tem volta.

Foi um tiro de misericórdia.

Só pode haver uma cushla machree.

Um único amor.

Talvez tudo isso seja um sinal de que você está fraquejando.

É você ou eu, Finn.

Resta saber se quer outra chance.

Por que acha que a garota está viva?

Ela é moeda de troca.

Não vai matá-la até saber que estou morta.

Se for esperto.

O que tem para barganhar? Vai tentar matar o policial?

Não.

Mas estou andando numa van cheia da sua heroína.

Que tal essa moeda de troca?

As velas são para os meus mortos.

A sua está acesa por enquanto.

Vamos manter assim.

Lembre-se, Zee, em todos esses anos, eu te dei um motivo para viver.

Não vá me dar um motivo para morrer.

Só quero fazer um acordo.

Então faça.

Cadê minha heroína?

Lá fora. Não está longe.

Acha mesmo que pode dominar Paris?

Tenho amigos me ajudando.

Até a polícia?

O que isso importa para você?

Importa.

Nada importava além do seu código idiota.

Isso e ficar sozinha.

A solidão é um poder se souber usá-la.

Nunca esteve sozinha. Você tinha a mim.

Deixa pra lá.

E minha heroína?

- Jenn, sou eu. Estou aqui. - Zee?

Eu vou morrer?

Não, você não vai.

Segure-se em mim.

No chão!

Eles não sabem? É pecado matar um policial.

Nunca ouvi falar nisso.

Jenn, já ouviu isso antes?

Acabei de inventar.

Atire!

Diga. Eu mereço essa morte?

Você sempre viverá nos meus sonhos, cushla machree.

Uma última pergunta.

Que número você calça?

Sempre me perguntei.

Eu te contaria, mas...

é bom manter algum mistério para a outra vida.

Você não acha?

Não quero outra vida.

Se eu pudesse voltar,

ter a chance de reviver tudo de novo, eu aceitaria.

Boa sorte com isso, Zee.

Você merece esta morte.

Jenn.

Zee?

É.

Estou enxergando.

Capriche. Não quero uma cicatriz.

Por favor, não me ofenda.

Quando eu a conheci,

pensei: "Enfim uma aluna a quem posso ensinar."

Aprendi um ofício diferente.

Não é tarde demais, Zee.

Ainda posso ensiná-la a fazer coisas bonitas.

É tarde demais.

Você vai ser promovido, Sey.

E receberá a Medalha de Honra da Polícia.

Merci.

Ou seria a Medalha do Silêncio?

Para negar que vocês se recusam

a interrogar um príncipe do narcotráfico?

E o protegem por razões políticas.

Querem isso nos jornais?

Então me deixem trabalhar.

Fiquem com sua medalha e sua promoção.

Está bem?

Um momento.

Não tem pressa.

- Alô? - Como você está?

Nada mal.

Levando em conta que é a segunda e terceira vez que sou baleado.

- E você? - Estou bem.

No meu caso, foi a primeira vez.

Espero que não se acostume.

- Mas no seu trabalho... - Estou pensando em mudar de ramo.

- E fazer o quê? - Não sei.

Quando eu descobrir, te mando um cartão-postal.

Até lá...

Viva bem.

- Adeus, Sey. - Espere.

É um celular descartável. Não dá para rastrear.

Não.

Suas palavras cruzadas. Deixou cair na igreja.

Só falta uma.

Treze horizontal.

Eu disse que sempre tem uma que não consigo resolver.

Tem oito letras.

Revigorado.

Segunda letra "E", quinta letra "S".

Eu sei, eu tentei, mas...

Renascer.

Isso.

Renascer.

Adeus, Sey.

Adeus. Até a próxima.

Legendas (Português): Deluxe Media Tradução: Aline Leoncio - Sync @imaycon

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