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Palavra de cinco letras para um peixe tropical.
A quarta letra � "P".
Guppy.
N�o se ofenda.
Aquele servi�o ser� hoje, cushla machree.
Eles merecem essa morte?
N�o pediria se n�o merecessem.
Ningu�m deve sair com vida.
Quando constru�ram esta igreja, h� uns 200 anos...
H� 252.
Pensaram que viraria um Starbucks?
Parece ser o plano.
Talvez Deus goste de caf�.
Talvez, mas ele prefere uma cerveja.
Sey.
Ent�o... era quase meia-noite.
A farm�cia estava fechada, mas Valerie queria saber.
- Eu tamb�m, s� pensava nisso. - Faz sentido.
E o que voc� fez?
Eu entrei na farm�cia... Invadi.
Um policial confessando ao parceiro que infringiu a lei.
O que devo fazer? Denunciar voc�?
Eu n�o quebrei nada.
Entrei, peguei um teste de gravidez
e deixei o dinheiro na registradora.
E o teste?
Ela est� gr�vida.
� ele?
Voc� � Phillipe Hugo?
Cara, eu n�o falo franc�s.
Seus amigos te chamam de Coco. Lembrou?
- Coco. - Como a fruta?
Aonde est� indo?
Levar sua irm� pra jantar.
- E depois transar. - Entendi.
Ele � comediante.
E como um pobret�o tem dinheiro para esse carro?
Sua irm� de novo.
Sou o cafet�o.
Vamos deixar a irm� fora disso, entendeu?
Vamos falar da hero�na.
Onde estava ter�a-feira?
Monsieur Coco, voc� est� preso.
- Est� morrendo, Jax? - �, pegue o filho da puta.
Chame a ambul�ncia.
Pol�cia!
Para tr�s.
No ch�o!
Para tr�s, ou eu...
Largue a arma. Ningu�m morreu ainda.
MAISON TESSIER MESTRE ALFAIATE
Outro cliente satisfeito.
Eu o vi sair.
Ele estava nas nuvens.
Ele estava cal�ando sapatos de 10 mil euros.
Mas ele me trata com respeito e sempre traz meu chocolate favorito.
Acho que sou uma diva.
N�o, voc� � o melhor.
Pode deixar.
� verdade o que falam do chocolate?
Que n�o faz bem?
O homem que fez isso voltou a incomod�-lo?
N�o, est� tudo normal.
Sabe, a maioria consegue aceitar um n�o.
Mas ele levou para o lado pessoal.
Perdoe a curiosidade, mas esse homem horr�vel...
Como conseguiu afast�-lo?
� preciso usar uma l�ngua que o homem entenda.
Se ele � um poeta,
voc� fala com o cora��o. Depende do homem.
Achou uma l�ngua que ele entendia?
Se quiser um terno, v� no Marks & Spencer.
Entendeu?
Nunca mais pise na loja daquele senhor.
Voc� entendeu?
Ele entendeu.
Lindo, n�o?
As altera��es s�o impercept�veis.
Eu sempre digo:
as mulheres se apaixonam
quando dan�am com um homem usando um terno meu.
Mas, se um homem dan�ar com uma mulher usando isto...
Um, dois, tr�s...
Voc� � o Serge?
Talvez.
Sou a Zee. Est� me esperando?
Foi voc� que eles enviaram para fechar o neg�cio?
- O que vai fazer depois? - Vou embora.
- Para longe daqui. - Que pena.
Que tal um pouco de privacidade?
Civis s�o chatos.
Pessoal, saiam por dez minutos!
Ei, pra fora! Fora!
Coco Vou cantar agora. Cad� voc�?
Voc� perdeu
Est� armada?
N�o sei onde eu colocaria.
S� por precau��o.
Ela � sexy. Legal.
Est� bem.
Meu chefe quer fazer um acordo.
Um acordo? N�o tem acordo.
Ele vai pagar nosso pre�o.
Fim da negocia��o.
Por que n�o fazemos assim?
Voc� devolve o que tirou dele,
pede desculpas
e nunca mais p�e os p�s em Paris.
Caso contr�rio...
Coco est� morto.
...ser� uma noite da qual s� eu me lembrarei.
Coco est� morto.
Coco est� morto.
Meu Deus!
N�o consigo ver.
N�o consigo ver.
Puta merda!
N�o consigo ver!
Algu�m...
N�o consigo enxergar.
Algu�m pode me ajudar?
Me ajudem...
Espere, pode me ajudar?
Tudo bem?
Precisa de curativo? Remover uma bala?
Estou bem. Tudo correu como planejado.
Mas n�o cumpriu o contrato, cushla machree.
N�o me chame assim.
N�o quero contrariar voc�.
Mas o contrato era claro. Eram todos.
Por que poupou a americana?
Era s� uma menina.
Uma cantora que levaram l�.
Mas ela estava l�.
N�o era uma civil.
O que ela faz?
O que a tornou profissional?
Voc� confia em mim?
Sabe que sim.
Voc� n�o mata civis.
Meu dever � garantir isso.
Prometi a voc�.
Ela merece essa morte?
Eu n�o pediria se n�o merecesse.
Eu entendo.
Essa parte � sempre dif�cil pra voc�.
Voc� se sente esquecida, profana.
Uma monja sem Deus.
Isso n�o te incomoda.
Somos iguais.
Somos exclu�dos
e n�o estamos presos como as pessoas normais.
As regras n�o valem para n�s.
Estamos livres delas.
� como eu penso.
Continue pensando, Finn. � pra isso que o Gobert paga voc�.
E voc� continue fazendo, cushla machree, porque � muito boa nisso.
POL�CIA NACIONAL
Est� falando s�rio? Por que atirei no suspeito?
N�o foi apenas um tiro. Voc� o matou.
Ele estava com a arma na cabe�a da crian�a.
Tinha baleado um policial.
Ele viu o policial como amea�a.
Vejo voc� como amea�a. Significa que posso atirar em voc�?
Sey!
Ele tinha um olhar fren�tico. Conhe�o bem esse olhar.
Sempre acaba em trag�dia.
Por isso atirei.
Alves.
- Tudo bem? - Tudo, e voc�?
Tudo certo.
Quem � voc�?
Este � o policial Sidney.
� da Europol, no Reino Unido.
Vamos, ent�o.
- O que descobriu? - Bom...
Antes de voc� ir atr�s do Coco, ele escreveu para uma garota.
"Saudades, te amo." A baboseira de sempre.
Ela respondeu que fez uma m�sica pra ele.
- Ele disse: "Me mande." - Isso leva a algum lugar?
Sim, tocamos a m�sica que Coco estava ouvindo, de uma cantora.
Mas passamos pelo Shazam e nada.
- � uma demo. - Exato.
Entre os caras assassinados no Paradis Latin...
A gangue de Marselha.
A garota ferida era cantora,
ent�o toquei a demo para o DJ.
Mesma garota, mesma m�sica.
Muito bem, Alves.
Mas vai adorar isto.
Dos homens mortos no clube, um morreu baleado.
Os outros quatro foram mortos por uma espada.
- Espada? - Pelos ferimentos,
a largura da l�mina indica que � uma espada samurai,
mas n�o a achamos.
Ent�o algu�m entra na boate com uma espada samurai,
mata quatro homens,
atira em outro e sai sem ningu�m ter visto a espada?
Isso.
O que investigam na Europol? Ninjas?
N�o � piada, senhor.
Uma espada samurai.
EMBAIXADA ESTADOS UNIDOS
JULINE NOONE VICE-C�NSUL
Bom dia, policial.
Sou a vice-c�nsul Noone, da Embaixada dos EUA.
Vim ver Jennifer Clark.
Algu�m veio procur�-la?
A senhora � a primeira.
Quem est� a�?
Oi, Jennifer.
Sou a Srta. Noone, da Embaixada dos EUA.
� Jenn.
Ningu�m me chama de Jennifer.
Jenn.
O que houve com seus olhos?
N�o sei ao certo.
Tem muito incha�o e press�o nos nervos �ticos.
Porque bati a cabe�a.
Vai melhorar?
Eles n�o sabem.
Pode ser tempor�rio ou permanente, at� o incha�o diminuir.
N�o sei.
Me faz um favor?
- � claro. - Pode ligar pra minha m�e?
Ela vai ficar muito preocupada.
Voc�s s�o pr�ximas?
Sou a filha problema.
Se eu tivesse outra chance, tentaria ser melhor com ela.
Quem �?
Desculpem.
Sou o inspetor Sey, Srta. Clark, da pol�cia francesa.
- � da Embaixada dos EUA? - Srta. Noone.
Vim ver o que posso fazer pela nossa cidad�.
Enchant�.
J� disse tudo que sei � pol�cia.
Sim, voc� foi cantar na boate,
e um dos homens a convidou para um drinque.
- Foi isso? - Foi.
Quando me dei conta,
tiros foram disparados e tudo ficou escuro.
Srta. Noone? Como se escreve, por favor?
N-O-O-N-E.
Tenho perguntas para a Srta. Clark.
- Oficialmente? - Oui.
Ent�o ela tem sorte de eu estar aqui.
Est� bem.
Por favor,
descreva o assassino, Srta. Clark.
O assassino?
Deve ter tido um bom �ngulo de vis�o.
Eu estava confusa.
Acho que algu�m colocou algo na minha bebida.
Fa�a o poss�vel.
Seja l� quem fosse, eu n�o o vi.
E quando tudo come�ou,
eu j� estava cega.
Ele tinha uma espada?
- O qu�? - Uma espada.
A per�cia diz que alguns homens foram mortos com uma espada.
Eu n�o sei.
� que...
Foi tudo uma loucura.
Conhece um homem chamado Phillipe Hugo?
Ele atende pelo nome Coco.
Talvez. N�o sei.
Parece que todos que conhe�o usam apelido.
� interessante, porque ele est� morto.
E estava ouvindo uma m�sica sua quando morreu.
Faz tanto sentido quanto uma espada.
Droga!
Como sou desastrada. Perd�o.
- O que houve? - Derrubei seu soro.
Est� tudo bem. Acidentes acontecem.
Ela est� mentindo.
- Sua conterr�nea. - Sobre o qu�?
Sobre tudo, ao que parece.
- E como voc� percebeu? - Policiais sabem.
Ent�o, se eu tivesse roubado um croissant no caf� hoje cedo,
voc� saberia?
N�o os detalhes, mas eu sentiria.
Ainda bem que sou inocente.
Em quase tudo, pelo menos.
O que vai fazer no resto do dia?
O de sempre.
Papelada. Mais visitas como esta.
Meu trabalho �... previs�vel.
- E voc�? - Tamb�m.
Vou para o escrit�rio.
Ser policial pode ser chato.
Boa sorte com o caso, inspetor.
E voc�, Srta. Noone, boa sorte com seus EUA.
- Al�? - Al�, inspetor Sey.
� ele.
Aqui � Carl Staley, adido civil na Embaixada dos EUA.
Sim, queria informa��es sobre sua colega.
N�o conhecemos essa vice-c�nsul Noone.
Entendo.
Obrigado, Sr. Staley.
NINGU�M
Nada mau.
Os neoexpressionistas s�o c�mplices de lavagem de dinheiro.
Primitivismo p�s-moderno.
Mas divertido, n�o acha?
N�o sei, n�o entendo.
- Sabia que estou sem 75 milh�es? - Como?
Adiantei para o pr�ncipe saudita.
O pai dele o deixou na m�o, ent�o financiei a compra da droga.
O que acontece se eu perder 75 milh�es de euros?
- Vende seu Basquiat? - Nem sei se � original.
Mas voc� � real. Ruim pra Irlanda, bom pra Fran�a.
Voc� sente falta?
�, de uma mulher ou duas.
N�o sinto falta da pris�o.
Vamos sentar.
Sabe o que mais � real?
O valor de mercado de 75 milh�es em hero�na pura.
Trezentos milh�es.
O que o pr�ncipe tem a dizer?
Ele quer ir para casa.
� claro, correr para o papai.
Mas ele tem um compromisso com a pol�cia.
- Um dos nossos amigos, espero. - Quem me dera.
- � o inspetor Sey. - Sey?
N�o sou contra policiais honestos.
S� quero todos no administrativo, onde n�o d�o trabalho.
Mas o Sey...
Ele � um p� no meu saco.
Merci.
- Inspetor. - Pr�ncipe Majed Bin Faheem.
Enchant�.
Por favor.
Est� bem.
Morei a vida inteira nesta cidade.
N�o sabia que este lugar existia.
Se quiser um bom lugar pra ficar em Paris, compre um hotel, certo?
Veio me atualizar
sobre a libera��o do meu avi�o?
Vim fazer algumas perguntas sobre ele.
Faz parecer que sou suspeito.
Bom, voc� � uma testemunha.
Correto?
Seu avi�o pousou no Le Bourget �s 16h30 vindo de Beirute.
Ainda na pista,
foi recebido por homens que voc� sup�s serem oficiais da alf�ndega.
Pois �.
N�o tinha por que pensar outra coisa.
- � claro. - Estava de dia, pelo amor de Deus.
Abra a porta.
Abra a porta.
Reconheceu algum dos ladr�es?
N�o.
O que queriam com voc�?
O que tinha no avi�o?
Nada.
Eles cometeram um erro.
Pode ser.
Eram estes homens?
Os invasores do seu avi�o
est�o todos mortos.
Foi ontem � noite.
- N�o te incomoda? - N�o.
Sinceramente, fico feliz, e voc� tamb�m deveria ficar.
Conhece este homem?
N�o. Quem � ele?
Gobert. Jules Gobert.
Um criminoso.
Na verdade, ele � o poderoso chef�o de Paris.
Jogos de azar, prostitui��o, hero�na.
Todos t�m que ganhar a vida.
Agora, estou atrasado
para uma reuni�o muito mais importante.
Mas n�o respondeu � pergunta.
O que eles roubaram?
Fui atacado em plena luz do dia em solo franc�s.
Como cortesia a um convidado em seu pa�s,
libere meu avi�o o mais r�pido poss�vel.
Zee.
Sente-se.
Aqui.
Vamos beber.
Que bom que veio.
Quem � aquela?
� a Chi-Mai.
Substituiu o Rudi depois que ele morreu.
Acho que ela admira voc�.
D� um aut�grafo, talvez.
- E sua outra amiga? - Outra amiga?
Ela tamb�m � sua f�.
Por que a garota da boate est� viva, Zee?
Tinha um policial.
Fiz o que pude pra sair.
Por que n�o voltou depois?
N�o fiquei l�.
E antes que deixe sua paranoia tomar conta,
ela n�o sabe de nada.
Vi o interrogat�rio. Ela estava fora de si.
� uma civil. Nem conseguiu identificar o assassino.
Ela mente, e voc� est� fraquejando.
A quest�o � que ela n�o vai falar.
Quem s�o aqueles caras?
Eu me lembro de quando conheci a Zee.
Ela j� era teimosa na �poca.
Tinha um corte no l�bio.
Os olhos inchados.
O bret�o fez isso com voc�?
E voc� fez isso com o bret�o?
Voc� n�o tem coragem...
Ela era feroz como uma leoa.
Uma magricela matou o cafet�o mais forte de Paris.
Era prostituta dele?
- N�o sou prostituta de ningu�m. - Parece que n�o.
Se vai me matar, mate logo.
Matar voc�?
Uma assassina de verdade?
Isso � um bem muito valioso, cushla machree.
� "meu amor" em irland�s.
Encontrou sua voca��o naquele dia.
O que houve com aquela leoa?
Est� tudo bem.
Se n�o quer matar a cega, n�o posso for��-la.
Eles v�o mat�-la, n�o v�o?
Agora vejo a leoa de volta.
Se tiver suas ressalvas, deixe a leoa dormir.
HOSPITAL
Pol�cia.
- Como voc� est�? - Um pouco dolorido.
Isso vai te animar.
- A� sim. - Pode deixar comigo.
Obrigado.
Eu penso em voc�.
E o caso, como est�?
O que disse o pr�ncipe saudita?
Esconda.
Pode entrar.
- Bonjour. - Bonjour.
Conte o que ele disse.
Ele mentiu sobre tudo.
N�o deixou escapar nada, mas ningu�m � intoc�vel.
O avi�o levava a hero�na que est�vamos rastreando.
Eu sei disso, e o pr�ncipe tamb�m.
E a garota? A cantora?
O que ela diz sobre tudo isso?
Ainda n�o pude pression�-la,
dadas as circunst�ncias.
Mas vou fazer isso daqui a pouco. Ela est� aqui perto.
Se for almo�o, pode levar.
O cheiro � horr�vel.
Jenn, preciso que me escute.
H� homens vindo para matar voc�. Est� entendendo?
Do que est� falando?
V�o terminar o que come�aram na boate,
e isso significa voc�. Entendeu?
- Sim, eu entendi. - Est� bem.
Tem que confiar em mim e fazer o que eu mandar.
Se n�o fizer isso, voc� morre.
Tente ficar calma.
No tr�s. Um, dois, tr�s, vamos!
Est� quase l�.
O que est� havendo?
Por que paramos de nos mover?
Encontrei um conhecido.
Inspetor Sey, n�o �?
Isso, vice-c�nsul "Ningu�m".
Agora parece brit�nica.
Adoraria saber qual � o seu papel nisso tudo.
Na verdade, nem eu mesma sei.
Voc� tentou salv�-la.
N�o � um caso perdido.
Surpreendente.
Por que n�o larga a arma?
N�o estou sem balas.
Voc� est�, e sempre tenho uma sobrando.
Est� acordado?
Sim, estou acordado.
Sinto muito.
Eu tamb�m.
Estar� segura aqui.
Ningu�m conhece este lugar.
Tem cheiro de velho.
N�o � no mau sentido.
N�o me ofendeu.
Merda.
Tente contar seus passos.
Esta � a cozinha.
A pia � em frente.
A geladeira � aqui.
Me diga o que quiser comer.
- Tem um abajur ali. - �.
Janelas. Pode abrir se quiser.
Veja onde pisa.
S�o dois degraus at� a cama. Fica � sua esquerda.
O banheiro � em frente, talvez tr�s passos.
Tenho um colega de quarto.
Vou apresent�-los. Ele deve estar com fome.
N�o o derrube.
Ele � tudo que tenho.
- Um peixe? - O nome dele � Y.
D� comida pra ele.
Por que "Y"?
Porque meu nome � Zee.
O que aconteceu com "X"?
N�o falamos sobre "X".
�timo caf� da manh�.
Vou levar o chef para casa.
O que o policial queria saber?
O que aconteceu, o que foi roubado.
E se os homens eram os mesmos que foram mortos na boate.
Imagino que voc� mandou mat�-los.
N�o, n�o fomos n�s.
Mas j� pensou que, se eles morreram,
outra pessoa est� com a droga?
N�o � do meu departamento, como diriam os brit�nicos.
O que mais ele perguntou?
Me mostraram uma foto sua.
Entrando neste hotel.
Perguntou se eu te conhecia.
- E conhece? - O qu�?
- Voc� me conhece? - Muito bem, meu amigo.
N�o conhece nada.
Pode correr para o seu pai quando tem problemas.
Meu pai est� morto.
Eu sei porque o matei aos 17 anos.
Deveria tentar.
Meu problema hoje � que perdi 75 milh�es.
Preciso fazer de algu�m um exemplo.
N�o sou um reles policial. Sou Jules Gobert.
Aqui nesta pocilga chique,
tenho uma pergunta pra voc�.
- O que sabe sobre isso? - Jules.
Est� sendo irracional.
Responda � pergunta.
J� chega.
Largue isso.
Imbecil.
Quero ele morto. Contrate a Zee.
Isso � ruim. Pense melhor.
Quero a Zee agora!
- Quando veio para Paris? - H� alguns meses.
E voc�?
H� 15 anos.
Mas n�o com este luxo.
Na primeira noite, dormi coberta de papel�o debaixo da ponte.
Dormi debaixo da Pont Neuf.
Depois dormi no metr�.
Usou o papel�o por muito tempo?
No meio da terceira noite, um cara me tirou dali.
Ele me comprou um Armagnac.
E voc�?
Como chegou aqui?
Vim � Europa para cantar com minha banda,
mas ela acabou em Roma, antes de marcarmos um show.
E eu conheci esse cara, o Coco.
Tinha um passado duvidoso, mas acreditou em mim.
Me arrumou boates para cantar.
Queria ser meu empres�rio.
Conseguir uma gravadora.
Ele ficou sabendo de uma bolada.
Disse que precisava disso para fugir de sua antiga vida.
E voc�?
- O que aconteceu com aquele cara? - S� queria me usar.
Ent�o acabou?
�, em grande estilo.
Uma noite da qual s� eu me lembro.
Ser� uma noite
da qual s� eu me lembrarei.
Foi voc�.
Voc� matou todos naquele lugar?
Sim.
Est� cega por minha causa.
N�o. Estou cega porque acreditei numa mentira.
Por estar onde nunca devia ter entrado.
Por que querem mat�-la, Jenn?
- N�o fa�o ideia. - Mentira. Voc� sabe.
O cara que acreditou em voc� se chamava Coco.
Coco era o nome na boate.
O cara das mensagens, que tinha morrido. Voc� est� envolvida.
Sugiro que me conte, sen�o eu te jogo na rua.
Ou coisa pior.
Est� bem.
Os caras da boate
roubaram drogas de um jatinho.
- Um jatinho? - �, s�o ladr�es de alto n�vel.
Coco estava junto.
Eu tamb�m estava l�.
Ele me escondeu e pude ver tudo.
Onde voc� estava?
N�o sei. Era um bairro pobre em Paris.
- N�o conhe�o Paris. - Por que ele te escondeu?
Eu podia abrir por dentro.
Eu o ajudei a roubar a droga que eles tinham roubado.
Que tipo de droga?
Hero�na, eu acho.
Ele ia usar uma parte para ajudar minha carreira.
Pare!
Caralho!
Porra!
Finn tinha raz�o. Ningu�m era inocente ali.
O que aconteceu?
Coco avisou a algu�m que estava com a droga.
A pessoa passou um endere�o para a entrega da van.
Dirigimos um pouco,
e a deixamos em...
- Em Paris, num dep�sito. - Onde?
Onde?
Est� numa van...
Num dep�sito, em algum lugar de Paris.
Isso n�o basta.
Por que n�o descreveu o assassino para o policial?
- N�o queria me envolver. - Voc� est� envolvida.
Levante-se.
Por qu�?
Vamos a um lugar.
Tem dois degraus.
Onde estamos?
Numa igreja desconsagrada.
O que significa "desconsagrada"?
Abandonada.
N�o � mais um templo.
Quero que cante.
- O qu�? - Cante.
N�o consigo.
Eu disse para cantar.
Tem que ligar antes de vir.
Olhe o celular. Eu tentei.
Estou sem saco, como reparou.
E por qu�?
Porque dois homens bons est�o mortos no hospital por sua causa.
Ningu�m termina meu trabalho por mim. Ningu�m!
Se eram t�o bons, por que morreram?
Nunca mande garotos fazerem o trabalho de uma mulher.
Tudo bem. N�o vou cometer o mesmo erro, ent�o.
Cad� a porra da garota?
Joguei a cadela cega no incinerador de lixo em Moulineaux.
Ela virou ar.
Fuma�a.
Minha leoa feroz est� de volta.
Diga ao Gobert
que tudo que o preocupava est� resolvido.
Ele te respeita, mas tinha que ser feito.
Est� bem?
Deixe um folgado passar, e ele vai pensar que a pista � dele.
Boa. Nunca ouvi essa.
Fique me chamando de cushla machree e vou mostrar pra voc�.
Precisa descansar.
Mas posso ter outro servi�o. N�o decidi ainda.
At� l�, me deixe em paz.
Como quiser.
Sabia que n�o me decepcionaria, cushla machree.
Ele j� foi.
- Voc� est� bem? - Estou.
Na primeira vez que foi ao hospital...
Voc� foi l� para me matar?
Fui, para terminar o servi�o.
� um matador de verdade.
Matadora.
Ent�o por que n�o terminou o servi�o?
Minha m�e era uma viciada.
Sempre nos deixava sozinhas.
Acabou tendo uma overdose.
Era meu dever cuidar da minha irm�.
E eu falhei.
Eu a perdi.
Mas eu a vejo em voc�.
E um pouco de mim tamb�m, eu acho.
A diferen�a � que voc� ainda tem uma chance...
de ter uma vida melhor.
N�o chegou ao ponto que eu cheguei.
Quem sou eu para mudar isso?
Est� com fome?
- Deu tiros num hospital. - Assim como os homens em quem atirei.
Tem sorte de n�o ter matado um inocente.
Deveria ser suspenso.
Tem algo a dizer?
Quero vigil�ncia 24 horas para o pr�ncipe, e que ele entregue o passaporte.
O pr�ncipe vai entrar numa lista.
- Excelente. - Significa que n�o chegar� perto dele.
Ele � a v�tima, n�o um suspeito.
Fui claro?
Os c�es farejaram coca�na no avi�o dele.
Que surpresa!
Ele � um playboy, um hedonista.
Seus c�es encontram coca�na em metade dos jatinhos no Le Bourget.
O avi�o dele tinha 100 quilos de hero�na pura.
Que foi roubada.
Vale 300 milh�es nas ruas.
Seguimos os passos do pr�ncipe por meses.
Sua imagina��o vai longe demais.
Os cinco homens mortos discordariam de voc�.
Sete, se contar com o hospital.
N�o tem bandidos franceses para prender?
Nos conjuntos habitacionais.
Tire um traficante das ruas enquanto seu amigo voa com 100 quilos.
- � isso que querem! - Chega, Sey!
O embaixador saudita falou com o MRE, que falou diretamente comigo.
- Pol�tica de novo! - � o dinheiro!
Os bilh�es que a Fran�a gasta em petr�leo e eles gastam com nossas armas.
O que ele est� dizendo
� que o pr�ncipe est� acima do trabalho da pol�cia.
Diga que voc� entende.
Os atiradores do hospital estavam sem identidade.
Sem carteira, s� dinheiro.
As digitais ainda n�o batem.
- E o carro era roubado. - O que mais?
Estou vendo as imagens do entorno da boate,
procurando a falsa c�nsul.
� ela?
�.
Esta � a chegada.
Agora a sa�da.
Ela n�o parece do tipo
que mata com uma espada samurai.
Quem � ela afinal?
� a Rainha dos Mortos.
Acredita em contos de fadas?
� o qu�?
A Rainha dos Mortos.
Uma assassina t�o esquiva e �gil que ningu�m nunca a viu.
A Rainha dos Mortos.
Pare com isso.
Ouvi isso na academia da pol�cia.
Dizem que a rainha matou Belanger.
Sou Henry Belanger!
Acha que tenho medo do Gobert? Ele � um merda.
E que tamb�m matou L'Orange Russe.
�, quando crian�a, ela matou o Kennedy.
L'Orange Russe...
Ningu�m sabe quem foi.
Caso n�o tenha ouvido a hist�ria, eu estava l�.
O que mais descobriu al�m de contos de fadas?
Eu a rastreei em c�meras de rua com reconhecimento facial.
N�o sei onde ela mora, mas � quest�o de tempo.
L� est� ela.
Aposto que � a rainha.
Para uma rainha, ela adora comida de rua.
Isso foi horas antes do ataque � boate.
E aqui � o dia anterior.
E este � o dia anterior.
E assim por diante.
Ela � uma bela mulher. Por que ningu�m a convida para jantar?
Eu recarreguei desde a �ltima vez.
M�os na cabe�a.
Ou est� com muita fome,
ou comprou para duas pessoas.
Se souber a palavra sete na vertical, eu agrade�o.
GRAVANDO
Cad� a garota?
Ela sabe quem voc� �?
Sabe que ficou cega por sua causa?
Quando voltar a v�-la, pretende admitir
que matou o namorado dela?
Isto � muito bom.
Mas n�o se cansa de comer a mesma coisa?
Nunca me canso de algo bem feito.
Deixa o cliente satisfeito.
E voc�, o que sabe fazer?
Eu acordo de manh�.
S� isso?
�, isso sempre me faz rir.
Ainda estou aqui. Ainda estou viva.
� um milagre.
E o que estaria fazendo se n�o fosse quem �?
Aos dez anos, uma professora me perguntou o que eu queria ser.
O que eu queria fazer da vida.
Eu disse que queria ser feliz.
E ela disse que eu n�o entendi a pergunta.
Mas era ela que n�o entendia a vida.
E voc�?
O que faria se n�o fosse policial?
Posso te dizer.
Voc� seria eu.
E eu seria voc�.
PALAVRAS CRUZADAS
- Sete vertical? - �. Nunca consigo terminar.
Sempre tem uma dica que me pega.
O forte de Rigoletto?
S�o quatro letras, e a segunda � "I".
Sei que Rigoletto � uma �pera sobre um palha�o.
Rigoletto n�o era bem um palha�o.
Era bobo da corte.
O "riso".
- Posso? - Fique � vontade.
Palavras cruzadas enquanto mata pessoas.
Encantador.
Alguma vez sentiu vergonha?
Ningu�m sente vergonha. N�o � uma emo��o.
� um estado de esp�rito.
E, se seguir o seu c�digo, voc� � honrado.
Vergonha n�o � problema.
Parece muito conveniente.
Talvez para voc�, n�o para mim.
Por que salvou a garota?
O que pretende ganhar com ela?
Ou quer fazer algo bom para variar?
Tenha cuidado.
Vai expor toda essa bondade
� escurid�o que carrega a� dentro.
Desculpe.
N�o deveria estar arrancando uma confiss�o de mim?
Depois da comida.
Ela vai ficar assustada agora.
A garota.
Deve ter avisado que sairia por alguns minutos.
Me passa um guardanapo?
Tem na sacola.
Obrigada.
Alguns policiais a consideram uma lenda.
A Rainha dos Mortos.
Parece que est�o com tempo sobrando.
Pode ser.
J� levou um tiro?
N�o.
Voc� tem sorte.
- Eu j�. - Talvez eu seja melhor no que fa�o.
Foi h� quatro anos.
Fui baleado por um g�ngster russo.
Trouxe o dinheiro?
Trouxe a coca�na?
Minha escuta deu defeito.
Policial de merda.
Meu parceiro estava na rua. Eu estava no telhado.
Precisava ganhar alguns segundos.
- Dar tempo ao meu parceiro. - O que voc� fez?
O que teria feito?
- Algo absurdo. - Por exemplo?
Fazer uma pergunta a ele.
Para distra�-lo.
Por exemplo?
Que n�mero voc� cal�a?
O qu�?
Por que voc� quer saber?
Voc� est� bem?
Atirou nele?
- N�o foi voc�? - N�o.
Foi voc�.
Salvou minha vida.
Por qu�?
Policial de merda.
- Que n�mero voc� cal�a? - O qu�?
Por que voc� quer saber?
Voc� esperou que ele viesse alimentar os pombos.
Dizem que a morte � uma forma de manter a ordem.
Acho que mant�m a honestidade.
Aquele russo estava tentando dominar Paris.
Algu�m o pegou antes que voc� pudesse.
Falando assim, parece que estamos do mesmo lado.
Cad� a garota?
Pode passar um milh�o de anos e nunca direi onde ela est�.
Mas posso lev�-lo at� ela.
Com uma condi��o.
Devolva minhas palavras cruzadas.
Esperem.
Se tentar alguma gracinha, atiro em voc�.
Falei da Rainha dos Mortos para ela.
- E? - Ela n�o confirmou.
Pare sen�o eu atiro!
Por que n�o pulou atr�s dela?
Ele prioriza formas robustas.
� tudo uma bobagem.
�. Se eu comprar cinco delas e o infeliz ficar famoso,
meu investimento dispara.
Como voc� ganha seu dinheiro?
- Adivinhe. - Na bolsa de valores?
- Sou g�ngster. - � alguma brincadeira?
J� volto.
Barman.
Garotas bonitas est�o ficando mais inteligentes?
� o Viagra falando.
Sempre gosta de dizer a verdade, Finn.
Ent�o me diga onde est� minha hero�na.
Eu queria saber.
Tamb�m n�o gosto de mist�rios.
Quer ouvir um mist�rio de verdade?
Por que a Zee ainda n�o matou o pr�ncipe Bin Faheem?
Por que ele est� vivo?
� dif�cil chegar at� ele.
Todo mundo pode ser encontrado, principalmente pela Zee.
N�o sei se matar o pr�ncipe � a melhor jogada.
N�o me diga o que devo fazer.
Por que n�o toma seu drinque?
Eu roubei sua hero�na.
O pr�ncipe n�o est� envolvido. � t�o burro quanto voc�.
Ave Maria, cheia de gra�a...
Jenn?
Socorro!
Fiquem longe de mim!
Socorro!
Finn Precisamos conversar, cushla machree
Fiquem longe de mim!
- Identificamos os atiradores do hospital. - E?
Voc� n�o vai gostar. S�o policiais do 7o DP.
Eram corruptos, pode haver mais.
Merda. Vou pra minha sala.
Meu velho amigo, preciso de um favor.
Zee, aqui n�o � mais seguro.
Um policial veio te procurar.
Eu disse que s� atendo homens, mas ele disse: "Veja isto."
Eu disse que qualquer um podia carregar uma sacola.
Mas ele n�o acreditou e ficou muito agressivo.
Ele te machucou?
S� um tapinha de policial.
O que mais ele fez?
Ele disse que se voc� viesse,
eu deveria telefonar e dizer:
"O terno est� pronto. Pode vir buscar."
Como descobriu onde moro?
Depois de tantos anos, sei tudo o que preciso saber.
Se gostava de pensar que eu n�o sabia, melhor ainda.
- Voc� n�o me conhece. - Sei que mentiu para mim.
Disse que a garota morreu.
Finalmente se cansou de ser sozinha?
� isso?
Deixe-a em paz.
Ela n�o tem nada com isso.
� completamente inocente.
S� ajudou o namorado a descarregar 350 milh�es de euros da hero�na do Gobert.
Soube o que aconteceu com ele?
Ele est� morto.
�, eu estava com ele.
Podia ter sido eu.
O que acontece agora?
As gangues v�o pra guerra.
Vou ver quem dar� a melhor oferta pelo meu trabalho.
Mentira.
Vai dar um jeito de dominar.
N�o sou franc�s. N�o aceitam ordens minhas.
Mesmo com toda a hero�na? Todo o dinheiro que ela geraria?
Por que acha que est� comigo?
Voc� � mais esperto que os outros.
C�rebro e m�sculos.
N�s dois juntos formar�amos uma bela equipe.
Eu quero sair.
� f�cil falar.
Mas a arma � como um mau h�bito.
� f�cil de come�ar e muito dif�cil de largar.
Ent�o quer sair e que eu desista da garota.
O que oferece em troca? Cad� o acordo?
Voc� se perdeu, Zee.
Ela devia estar morta.
Mas transferiu sua lealdade
pela ideia de que salv�-la vai redimir voc�?
Deus n�o funciona assim.
Deus?
Deus me esqueceu h� muito tempo.
Que acordo voc� quer?
Preciso de um �ltimo servi�o.
- Ele merece essa morte? - Merece.
Ele � corrupto.
� um policial corrupto.
Vai estar na feira em uma hora.
Fa�a de longe, queremos algo limpo.
Uma prova de vida primeiro.
Voc� � t�o previs�vel.
- Jenn... - Zee?
Onde voc� est�?
Satisfeita?
Ele vai estar na barraca 43. Est� pintado no ch�o aos p�s dele.
N�mero 43.
� bom te ver.
- O que aconteceu? - Tentaram me incriminar.
Acredite.
Por que voc� fugiu?
Todo mundo sabe que voc� n�o fez nada.
Menos os meus superiores.
Quando decidem te derrubar, eles n�o param.
Fugir era a �nica op��o.
N�o aguento mais. Todos os subornos que sempre recusei...
Sou um policial honesto. E pra qu�? Pra ser difamado?
- Entendeu? - Claro.
Mas enfrente essa injusti�a depois.
H� problemas mais importantes.
Com certeza.
Um segundo.
Al�?
O terno est� pronto.
Pode vir buscar.
Pode us�-lo no seu caix�o.
Vejo que Sey confia em voc�, pelo sorriso e a linguagem corporal.
Voc� � policial.
Ele o considera um amigo.
Mas sempre mandam o Judas, n�o �?
Passe o telefone pra ele.
Diga que a verdadeira amiga quer falar com ele.
Fa�a isso ou morra.
Algu�m quer falar com voc�. Diz que � uma amiga.
Vamos, atire nele.
O que est� esperando?
Al�? Sey, atenda.
Sou eu.
Seja quem for, ele armou pra voc�.
Me mandaram mat�-lo.
- Ele � meu parceiro h� anos. - Ele n�o mandou encontr�-lo aqui?
Mandou.
Ent�o quem me enviou tamb�m enviou ele.
Ele trabalha para o Finn.
Trabalha para o Finn?
N�o. O Finn? Nunca.
- Est� certa. - Somos amigos.
Somos amigos, Sey.
Cad� a garota? E o que houve com a hero�na?
Ou voc� morre.
Quando decidiu atirar no Jax e n�o em mim?
Quando puxei o gatilho.
Precisava pensar.
Como estamos a�?
Sey...
- Estou me esvaindo em sangue. - Que pena.
S� precisa nos dar informa��es.
�, onde est� a Jenn?
- N�o sei. - Cad� a hero�na?
N�o sei.
Jenn disse que o Coco deixou num dep�sito em Paris.
Onde fica, Jax? Voc� sabe.
Desculpe, fui errado.
- Dizemos "erro meu". - Desculpe.
Tudo bem...
Tudo bem o qu�?
EMERG�NCIA
� uma vergonha um policial saber isso.
Ol�, minha amiga esquecida.
Voc� armou pra mim, babaca.
Depois de todos esses anos.
Depois de me deixar na m�o. Acabou pra voc�.
Voc� perdeu a ousadia e n�o tem volta.
Foi um tiro de miseric�rdia.
S� pode haver uma cushla machree.
Um �nico amor.
Talvez tudo isso seja um sinal de que voc� est� fraquejando.
� voc� ou eu, Finn.
Resta saber se quer outra chance.
Por que acha que a garota est� viva?
Ela � moeda de troca.
N�o vai mat�-la at� saber que estou morta.
Se for esperto.
O que tem para barganhar? Vai tentar matar o policial?
N�o.
Mas estou andando numa van cheia da sua hero�na.
Que tal essa moeda de troca?
As velas s�o para os meus mortos.
A sua est� acesa por enquanto.
Vamos manter assim.
Lembre-se, Zee, em todos esses anos, eu te dei um motivo para viver.
N�o v� me dar um motivo para morrer.
S� quero fazer um acordo.
Ent�o fa�a.
Cad� minha hero�na?
L� fora. N�o est� longe.
Acha mesmo que pode dominar Paris?
Tenho amigos me ajudando.
At� a pol�cia?
O que isso importa para voc�?
Importa.
Nada importava al�m do seu c�digo idiota.
Isso e ficar sozinha.
A solid�o � um poder se souber us�-la.
Nunca esteve sozinha. Voc� tinha a mim.
Deixa pra l�.
E minha hero�na?
- Jenn, sou eu. Estou aqui. - Zee?
Eu vou morrer?
N�o, voc� n�o vai.
Segure-se em mim.
No ch�o!
Eles n�o sabem? � pecado matar um policial.
Nunca ouvi falar nisso.
Jenn, j� ouviu isso antes?
Acabei de inventar.
Atire!
Diga. Eu mere�o essa morte?
Voc� sempre viver� nos meus sonhos, cushla machree.
Uma �ltima pergunta.
Que n�mero voc� cal�a?
Sempre me perguntei.
Eu te contaria, mas...
� bom manter algum mist�rio para a outra vida.
Voc� n�o acha?
N�o quero outra vida.
Se eu pudesse voltar,
ter a chance de reviver tudo de novo, eu aceitaria.
Boa sorte com isso, Zee.
Voc� merece esta morte.
Jenn.
Zee?
�.
Estou enxergando.
Capriche. N�o quero uma cicatriz.
Por favor, n�o me ofenda.
Quando eu a conheci,
pensei: "Enfim uma aluna a quem posso ensinar."
Aprendi um of�cio diferente.
N�o � tarde demais, Zee.
Ainda posso ensin�-la a fazer coisas bonitas.
� tarde demais.
Voc� vai ser promovido, Sey.
E receber� a Medalha de Honra da Pol�cia.
Merci.
Ou seria a Medalha do Sil�ncio?
Para negar que voc�s se recusam
a interrogar um pr�ncipe do narcotr�fico?
E o protegem por raz�es pol�ticas.
Querem isso nos jornais?
Ent�o me deixem trabalhar.
Fiquem com sua medalha e sua promo��o.
Est� bem?
Um momento.
N�o tem pressa.
- Al�? - Como voc� est�?
Nada mal.
Levando em conta que � a segunda e terceira vez que sou baleado.
- E voc�? - Estou bem.
No meu caso, foi a primeira vez.
Espero que n�o se acostume.
- Mas no seu trabalho... - Estou pensando em mudar de ramo.
- E fazer o qu�? - N�o sei.
Quando eu descobrir, te mando um cart�o-postal.
At� l�...
Viva bem.
- Adeus, Sey. - Espere.
� um celular descart�vel. N�o d� para rastrear.
N�o.
Suas palavras cruzadas. Deixou cair na igreja.
S� falta uma.
Treze horizontal.
Eu disse que sempre tem uma que n�o consigo resolver.
Tem oito letras.
Revigorado.
Segunda letra "E", quinta letra "S".
Eu sei, eu tentei, mas...
Renascer.
Isso.
Renascer.
Adeus, Sey.
Adeus. At� a pr�xima.
Legendas (Portugu�s): Deluxe Media Tradu��o: Aline Leoncio
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