All language subtitles for Yankee (1966)

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Original subtitles

É um preço muito baixo.

Nada de graça. É o meu lema.

- O meu também. Nada de graça. - Nunca dividir.

- Esse é o meu segundo lema. - Também o meu. Nunca dividir.

Os dois cavalheiros não se podiam contentar só com a nossa gratidão?

Especialmente a minha.

Há um provérbio que diz: "em caso de dúvida, a sorte decide".

- Quer tentar? - O perdedor fica com o dinheiro.

Contente-se com a mulher.

E você com a recompensa pelo bandido.

Adeus!

- Isso é meu. - Não! Vamos dividir!

Dividir! Como se fosse possível!

Y A N K E E

Para o rio!

Onde está a ir, Yankee?

Não atravesse o rio. É a terra do Grande Concho.

Parece-se com o Perro!

Estão a andar sem rumo, ou a voltar outra vez?

Porquê? Não estamos no caminho do Grande Concho.

Sua bússola não funciona, rapazes. Este não é o caminho de Concho.

- Este é o caminho da fronteira. - Eu sei, Luiz.

Mas não é aconselhável ir ao encontro directamente com Concho.

Olha! Isto é tudo o que apanhamos.

O John Barato tem o quinhão do roubo, e foi dar um passeio pela fronteira.

- Eu me expliquei bem? - Sim, sim.

E isto é tudo o que tens para dizer-me?

Ou tens mais alguma coisa que não me queres contar?

Que quer dizer? Isto é tudo o que apanhamos, Luiz.

Não pensavas abandonar o bando depois do golpe?

Não.

Nós não suportamos traidores sujos.

- Quem disse que estava? - Sabes o que o Grande Concho disse?

"Se o Perro não gosta mais de nós, pode ir-se embora!"

Mas o Concho tem uma condição.

- Só uma pequenina. - Que... que condição é essa, Luiz?

Que o faças seu herdeiro universal. Seu único herdeiro.

Vamos, rapazes!

De onde é que vem?

Venho de longe?

O que houve com esses encapuzados? Não acho nada agradável.

Garanto-lhe que aqui nada é agradável, forasteiro.

Quem se opõe ao Grande Concho acaba deste jeito.

Desculpe a minha ignorância, amigo, eu só estou de passagem, em viagem.

O seu Concho deve ser muito poderoso você se refere a ele como "grande".

Eu nunca conheci um estrangeiro que fosse mais estranho que você.

Como pode ignorar que é o Grande Concho?

Tudo o que vê por aqui é dele como a sua camisa e o seu sombreiro.

Se a sua camisa e o seu sombreiro representam esta cidade...

...não é um exemplo de elegância. - Essa a aparência pode enganá-lo.

Pode não ser uma cidade bonita mas está no meio da área da fronteira.

Tudo que vem ou sai passa por aqui, entendeu?

Se eu entendi direito, a cidade é pobre e o Concho é rico.

- Eu gosto de ricos. - Yankee...

cuidado com as palavras.

Está a vê-los? Ainda à pouco eram viajantes.

Em vez de encontrarem o caminho de volta, encontraram a morte.

Diga-me o que eles fizeram para chegarem a este ponto?

Eles eram sete e tentaram brincar com o Concho.

Eles assaltaram a carroça dos correios e...

...passaram por aqui. Logo por aqui, entendeu? Idiotas.

Eu já lhe disse. Esta cidade é como uma peneira.

Quando se tem dólares nos bolsos não se deve ficar por aqui.

Eu avisei-o.

Mesmo que seja do meu interesse, porque também sou coveiro.

Você disse que foram sete que fizeram o assalto.

- Aqui só estão três. Onde estão os outros? - Eles não vão muito longe.

Eles conseguiram fugir com o saque.

Mas o Concho vai apanhá-los.

- Aonde é que está a ir? - Ver o xerife.

- Xerife! - Xerife!

Saia, sua lesma!

Dê uma olhadela, xerife. Apanhamos mais três.

Eu apanhei este e os outros dois foram apanhados no rio. Agora já são seis.

John Barato foi embora.

Mas ele não vai longe, apesar de ter o ouro.

Pobre alma!

- Certo, Pedro? - Certo, ele não irá longe.

Preste muita atenção, xerife! A sua cabeça vale 3.000 Dólares.

Se a Lei é tão estúpida para pagar. isso pertence ao Concho.

O Grande Concho não conhece prejuízos.

Quando não precisa mais dos homens ele os vende como usados.

A Lei permite. Concho age. Ele recolhe dos vivos e dos mortos.

Senhor! Senhor! O meu marido estava com o Perro!

- Onde está ele? - O teu marido está melhor que tu.

- Ele está a refrescar-se no rio. - Não! O que vou fazer agora?

Faz como as outras. Consola-te! Ou deixa o Concho consolar-te.

Vai-te embora!

Não!

Não, não!

Não!

- Não! - Vamos, rapariga!

Vais sentir-te melhor depois de um bom passeio!

Vamos! Vamos!

Não!

Desculpe-me por estragar o seu laço, senhor.

- Mas esse é o meu cavalo - Eu sei disso muito bem.

Ele está muito cansado e não quer cavalgar.

Gostos diferentes, Yankee.

O teu cavalo não gosta de cavalgar e nós não gostamos de ti.

Acabou a conversa, caras novas não são bem-vindas a estas bandas.

Existem caras e caras. Talvez a minha faça a diferença.

Sim, pode fazer. Mas num lugar bem distante.

Ouve-me, amigo. Apanha a tua cara e leva-a contigo.

E quando estiveres a passar pela cidade tenta suster a respiração.

Até o ar pertence ao Grande Concho.

E ele não gosta das pessoas que se querem aproveitar dele.

Então eu vou tentar respirar o mínimo.

Vai-te embora ou estás a arriscar-te a respirares pela última vez. Vamos!

Caolho, traz-me uma cerveja ao escritório.

A sua galeria, xerife, não está actualizada.

Alguém já apanhou este, por exemplo.

E o que tem isso a ver consigo O que é que quer?

Estou aqui em negócios.

Este lugar parece ser o ideal para os meus interesses comerciais.

Fale claramente! Que tipo de interesses comerciais?

Interesses comerciais de segurança.

Do género destes aqui.

Não fique preocupado, xerife.

É só com o Grande Concho que vou fazer negócios.

E você podia ajudar-me nisto.

Eu gostava de tê-lo como meu sócio.

Individualmente eles não valem muito, mas se os apanhar todos de uma vez...

Lucramos pela quantidade.

Vamos, vai dizer ao Concho.

Sabe o que estou a fazer, Yankee? Estou montar na merda como tu.

Se descobrirem que te fiz a barba eles vão acabar comigo. Isso tenho a certeza.

Não te podias barbear a ti próprio, Yankee?

Não, nunca faço coisas que outros podem fazer por mim.

O que me dizes desta navalha, Consalvo?

Ela estará afiada?

Ela tem uma grande lâmina, senhor, precisa de uma mão bem firme.

Realmente bem firme....

Importa-se se eu preferisse a mão do Consalvo?

Lembras-te do laço que usei para puxar a mulher?

Cortou-mo com um único tiro. Muito parecido com isto...

A garganta não é nenhuma corda, senhor.

Uma corda pode ser emendada ou substituída.

Não existe substituição para uma garganta, penso eu.

Porque não?

Sabe porquê?

Eu tenho visto muitos laços e muitas gargantas na minha vida.

Vamos! Levanta-te da cadeira, Yankee! O Grande Concho deseja ver-te.

Eu pensei nisso.

É exactamente por isso que eu vim aqui, refrescar-me.

Um desperdício de esforços.

Não importa se estás limpo ou sujo, serás sempre um Yankee.

Mexe-te!

Yankee! E o meu dinheiro?

Não é pela barba, mas pelo divertimento.

Já te irás divertir de graça.

Vamos dizer aos outros 100, Carlos?

E agora, Carlos?

Vou nessa se apostares com o americano. Mesmo que seja o dobro.

Por cada cão que morre há um gato que ri.

A morte do Perro vai trazer sorte para nós.

- As mercadorias estão a caminho! - Mercadorias pesadas?

- Bem, não posso ver isso. - Dê uma boa olhadela.

A mercadoria que eu quero deve ser pesada. Ouro!

Eu mandei dois homens para o banco de Los Alamos...

...para conversar com o caixa.

Ele ficou de nos dizer quando é que o ouro chega.

- Será que ele nos vai dizer? - As cartas nada dizem sobre caixas.

- As mercadorias já vêem a caminho. - É o ouro da carroça do correio.

- Não consigo ver isso. - Podes dizer algo sobre John Barato?

Iremos encontrá-lo? Dá uma olhada!

Vamos! Pesquisa mais com o diabo dessas cartas!

Oh, não, agora amaldiçoou-as.

Elas não dizem mais nada.

Eu trouxe-lhe o Yankee.

Essas cartas não me disseram absolutamente nada.

- O que lhe deu? - Vem cá!

Estes são retratos do senhor?

Bonitos.

É uma pena, mas...

...alguma coisa foi esquecida.

- Que diabo achas que estás a faltar? - Os números.

Que números? Diz lá!

Bem, em todos os retratos dos seus homens, aparece um número.

Eu vi no escritório do xerife hoje de manhã.

Caras feias.

Mas bonitos números.

Que diabo tu me trouxeste, Luiz?

Alguém que olha os retratos para vender carcaças?

E tu, que tipo de dona-de-casa és? Deixas o convidado em pé feito cavalo!

Vai lá!

Esse banco está bem?

Quer um charuto? Fina flor do contrabando.

Não, obrigado.

Não fuma?

Está com a garganta a queimar?

Então temos que molhá-la.

Um whisky para o cavalheiro, rápido!

Mais whisky!

Para ti.

Boas maneiras.

Mas taças de má qualidade.

Vou dar-lhe um serviço completo se fizermos negócio.

Precisávamos de um palhaço na corte. Sempre disses-te isso, Filósofo.

Que tipo de negócios estás a falar?

Um negócio assassino, já que me pergunta.

Apenas cheguei esta manhã, mas já vi duas coisas interessantes:

O seu ministro fúnebre a mandar o Sr. Perro directo para o inferno.

Depois, no escritório do xerife, olhei os famosos retratos da família.

Aqueles com os números.

E isso deu-me, uma ideia.

- Que maldita ideia é essa? - Uma ideia malditamente boa , acho.

Fundar uma sociedade consigo para vender cabeças.

Cabeças?

Por assim dizer...

Daqueles. Para ser claro:

Eles não valem muito, mas os números nos retratos são bons.

Óptima ideia, Yankee.

Há também uma recompensa pela sua cabeça?

Ainda não estou no mercado, senhor.

Isso é uma vergonha.

A empresa deve ser feita em partes iguais.

Uma pele por uma pele. E que capital é que traz?

Estou a trazer a ideia do negócio.

Ele é alguém que devia chorar, mas em vez disso faz-nos rir.

Eu bem te disse que tínhamos achado um palhaço.

Já chega!

Concho não faz sociedade com ninguém.

Concho tem somente um sócio: ele mesmo.

Eu! Eu mesmo! Um bom parceiro.

Aquele que vê com os próprios olhos e ouve com os próprios ouvidos.

E que mantém tudo claro à sua volta, tudo sozinho!

Concho tem somente um parceiro:

O Grande Concho!

Não acha que é muito grande para apenas umas calças?

E tu?

Não consegues ver que és muito pequeno para mim?

Talvez como parceiro, como inimigo, talvez eu possa crescer.

Não contra mim.

Um palhaço será sempre um parvo.

E quando eu já não me divirto mais, deixo os meus homens divertirem-se.

Trata-me como um vendedor de quadros, um comerciante de peles e um palhaço.

Enquanto que na verdade eu sou uma caixa-forte.

Homem, fala direito. Fala!

Como lhe disse, caixa-forte.

Muito seguro e cheio de dinheiro.

De que dinheiro estás a falar?

Dinheiro que ganhei. Não está aqui, mas num lugar seguro.

- Em que lugar? - Numa velha mina.

O dinheiro da diligência postal que procurou em vão.

John Pouco Preço achou-o...

...e eu me tornei seu herdeiro.

Mas se fundarmos a companhia eu lhe darei o dinheiro do comboio...

...como uma caução.

Eu não gosto de ti, rouxinol.

Não me consegues convencer com a tua lábia.

Vais até à mina.

Os meus homens vão contigo.

Se o dinheiro lá estiver, óptimo. Se não estiver, acabarás morto.

Dente de Ouro! Traz quatro homens bons e acompanha o Yankee.

Dente de Ouro...

Se o dinheiro não estiver lá, dá cabo dele.

Se ele te foder, eu te fodo a ti.

Será que o rouxinol topará este jogo?

Posso não ser um rouxinol, mas gosto do jogo.

Bem, eu gosto dele também, mas só jogo para ganhar.

Então só joga com gente que não tem sorte.

E eu sempre tenho sorte ao jogo.

Não tanta sorte quanto eu, vendedor de quadros.

Está bem.

Adeus.

Há só duas opções e somente duas.

Encontrar-te-ás comigo novamente ou te encontrarás com o diabo.

Não faz diferença, senhor.

O diabo tem chifres e eles podem partir-se.

Vamos rapazes! Aos vossos cavalos!

É ali!

Lá dentro.

Vá lá, entrem lá dentro.

Fiquem de olho nesse Yankee.

Vamos depressa!

E não te esqueças, Yankee:

Se não trouxeres o ouro vou encher-te de chumbo.

Tudo bem.

- O ouro devia estar aqui. - Aonde?

Pára aí, Yankee!

Está aqui!

Azar, Yankee!

Levanta-te!

Vais voltar para o Concho.

Diz-lhe que o Yankee teve que fazer o negócio sozinho.

Qualquer cabeça têm um valor. Vou vendê-las todas.

Diz-lhe isso!

Diz-lhe também que a cabeça dele será a última.

Consalvo!

O Yankee está aqui.

Consalvo!

Põe a carroça cá fora.

- A de luxo. - E eu rezei pela sua alma...

Vai agora e prepara os cavalos.

- Luiz! Vamos embora. - Vamos, rapazes, rápido!

Ângelo, Tatuado, vamos!

Se alguém se vê rodeado pelo fogo só tem duas opções.

Somente duas. Ou se queima ou fica louco.

As armas que temos são muito mais valiosas do que as palavras.

Eu também tenho um lema. É este.

Queima se não queres ser queimado!

Gostou dele, Filósofo?

- E sobre o Yankee? Fala! - Ele disse...

...que irá vender as nossas cabeças.

Todas elas.

Uma por uma.

A sua será a última...

Ele quer que saiba disso.

Eu sei o que tenho de fazer.

Eu sei que o Yankee é um tolo que coloca a vida em jogo.

Idiota cretino! Roubaste a minha alegria por não o matares...

...e por teres deixado o cretino fugir.

Luiz! Mantém os olhos abertos! Vamos cuidar das armas.

- Vamos, rapazes! - Vamos! Venham!

Vai haver tempo para brincarmos com o tolo do Yankee, quando voltarmos.

Vamos!

- Porque vieste, profanador de túmulos? - Por causa dos mortos.

- Disseram-me que havia aqui alguns. - Quem te disse isso, coveiro? Quem?

- O Yankee. - Onde é que o viste?

- Na taberna. - Monta no cavalo, Português!

E tu, o que estás a fazer aqui?

De onde vieste a rastejar?

Porque diabo vieste aqui, Yankee?

Não quero envolver-me nos teus negócios. Eu não quero problemas, entendeste?

Yankee, estou a falar contigo! Eu não tenho nada a ver com isto!

Eu não te conheço, eu nunca te conheci e nem quero conhecer-te!

Não quero ver-te, eu nunca te vi, entendeste?

Vamos!

Ruano, toma as rédeas! Tu! Para a outra carroça. Rápido!

Onde está o Yankee?

Não sei nada, senhor. Absolutamente nada.

O homem que procura não está aqui.

Porque estás aqui a bisbilhotar, hem?

O americano disse que está à espera do senhor.

Onde é que ele está à minha espera? Cuspa logo, sua barata!

- Na sua casa nova, senhor. - Que casa nova?

- Aquela do Grande Concho. - A casa do Grande Concho?

Quem está aí?

Lês as cartas para o Concho.

Para mim...

...vais ler a minha mão!

Luiz!

Luiz!

Onde diabos se meteu?

Rosita!

Luiz!

Onde foram!

Rosita!

Onde estão eles?

Onde está a Rosita?

- Fala! - Não sei!

- Fala! - Estava a dormir.

Concho, eu vim da cidade. O Yankee está lá eu queria apanhá-lo.

Como podia saber?

Homens! Eu dou uma recompensa por esse cretino.

Pintor, desenha o pedido de prisão.

Eu quero vê-lo em todas as paredes do país.

Eu vou esmagar-te, Yankee!

Eu não seria eu se não te quisesse esmagar!

É assim...! É assim...! Que o jogo termina!

Yankee, meu estúpido cretino!

Eu quero que sintas o meu chicote!

Eu quero fazer 100 retratos com retalhos da tua pele!

Ver-te sangrar! E morrer!

Aqui estamos. Gostas do lugar?

Não pareces muito feliz.

Desculpa-me, mas tens de ficar sem a minha companhia por algum tempo.

Anda!

Não, o que está a fazer? Deixe-me ir! Eu não quero!

- Onde me leva? - Para uma aldeia abandonada.

- Eu não podia achar coisa melhor. - Mentiroso nojento! Deixe-me ir!

Seu bandido nojento! O que está a fazer? Por que me amarra?

Desculpa, é uma corda de cavalo, não encontrei nenhuma feita de seda.

- Fica quieta! Pára de gritar! - Não, deixe-me!

- Eu já volto. - Quero ir! O Concho vai fazê-lo pagar!

Vai pagar por isto, cobarde!

Porco cobarde! Yankee sujo!

Tatuado! Põe pólvora!

Meu Senhor!

Luiz!

Põe fogo! Queima as casas todas!

Todas que as tiverem o meu retrato. Queima todas!

Queima! Queima todas!

Fogo!

Eu quero que se lembrem de mim. Mesmo sem o meu retrato!

Para sempre!

Fogo!

Vamos, homens!

Fogo, rapazes!

Filósofo, ouviste? Queima se não quiseres ser queimado!

Eu estou sempre do lado do fogo.

Luiz! Luiz!

Diga-me!

Reúne essa horda de cães em frente da igreja. Anda!

Homens!

Para a frente da igreja!

Todos cá para fora! Vamos, rápido, gente!

Saudações, Xerife. Vai e junta-te aos outros.

Vamos!

Xerife, anda cá!

Hoje à noite, um Yankee nojento invadiu a minha casa.

Ele levou a minha mulher! Entendeste? A minha mulher!

É esta a tua forma de proteger gente honesta?

É esta a forma de ganhares o teu dinheiro?

Hem?

Pedro, vou nomear-te xerife. Agarra a estrela!

Quero ver aquele Yankee na cadeia antes de amanhecer!

Encontra-o! Ou vais arrepender-te do dia que nasceste. Vocês todos!

Luiz!

Tatuado!

Põe a cara desse Yankee em todos os muros.

E lembrem-se: Se ele não pagar, pagam todos!

Agora é a tua vez, Índio. Quanto tempo achas que podes aguentar isto?

Se te cansares, serás o carrasco da tua própria mulher.

Fála!

Vou providenciar para cada um de vocês um tipo de morte diferente.

Enquanto esse cão não aparecer.

Eu não sei de nada, senhor. Absolutamente nada, eu juro!

- Que som de sino é este? - É o da aldeia abandonada.

Então deve ser o Yankee.

Aos cavalos, homens! Não vamos deixá-lo à espera!

Aos vossos cavalos!

Venham, vamos!

Está com medo, Grande Concho?

Eu pensei que era tão corajoso!

Demonstrou esta noite...

que tem coragem de queimar casas de mulheres e velhos.

Pode fazer aqui outra figura.

Aqui não tem mulheres, velhos ou crianças.

Ninguém aqui, Grande Concho.

Ou tem medo da luz?

Isso é a sua sombra.

- Maldito Yankee! - Pára!

Ele vai levar-nos para a sua direcção...

...com a sua voz.

Dê um passo em frente Grande Concho.

Conhece muito bem este lugar.

As casas ainda carregam marcas da sua proeza.

Ou está com medo dos corpos das suas vítimas?

O que estás a fazer, Português? Estás a matar o vento?

- Ele está ali! - Vamos apanhá-lo!

- Espera. - Não gastes chumbo, Cara de Anjo.

Se fosse a si eu o guardaria melhor que ao ouro.

Cara de Anjo!

Mesmo os anjos às vezes precisam de um bom conselho

Concho!

Isto não é nada mau.

É um lugar de repouso.

Você gostava de ficar aqui para sempre?

Você e toda a sua família?

A dormir até ao Julgamento Final?

Nós é que vamos pôr-te a dormir, abutre americano.

Somos especialista nesta área e tu sabes disso!

Porque não respondes?

Caiu-te a língua?

Yankee!

Abre a tua boca suja!

Pedro!

Vai!

- Vai agora! - Aonde estás a ir, Pedro?

Parabéns, Pedro.

Puseram-te a estrela da justiça no peito.

Uma bela carreira.

É pena ser tão curta.

Muito curta, Pedro.

Eu não gosto de ti como Xerife!

Pedro!

Tem cuidado com os teus ombros!

Eu disse os ombros.

Não sabes onde ficam os teus ombros?

Pedro!

Grande Concho! Estou aqui!

Depressa! Cerquem a igreja!

Ele só pode estar aqui.

Vasculhem tudo!

Grande Concho, depressa! Olhe!

Vamos, Concho. Porque deixa a sua mulher à espera?

Achas que vim aqui por causa dela?

- És um rouxinol, moribundo! - Por quem veio? Por mim?

O que é uma pena, rouxinol comparas-te a um leão?

Venha e leve a sua mulher!

É um risco, mas os riscos fazem parte do jogo.

- Ou não quer mais jogar? - Sabes muito bem que quero, Yankee!

Mas só que os riscos são altos! E tu agora és a minha aposta!

Vamos, vocês dois, vão à frente!

Foi um movimento errado, Grande Concho!

É agora que vai colher a sua flor?

O que está à espera? Que ela murche?

Pode apanhá-la agora! Não preciso mais dela!

Rápido, Concho!

Sabe que eu estou em negócios e não tenho tempo a perder.

Nem eu.

Nem eu, Yankee.

Os vossos joelhos viraram geléia, rapazes?

Estás a representar uma dança, Tatuado?

Você nunca vai ter uma patroa como esta!

Mas eu tenho-te a ti, meu monte de merda!

O teu cheiro me trouxe até aqui.

A tua perda de tempo connosco teve agora um fim.

Joga a espingarda fora!

O revólver também.

Mexe-te!

Viste? O último movimento foi meu.

Apanha-o!

O jogo acabou, rouxinol.

O perdedor paga!

E não tem qualquer hipótese para se vingar.

- Um pedaço especial para a rainha. - Bravo!

O cheiro de carne queimada me excita.

Devia ter estado na aldeia a noite passada.

Foi um inferno de um churrasco, rapazes!

Concho, que há de errado? O Grande Concho está de mau humor.

Devíamos divertir-nos, rapazes! Vamos, Concho.

Rapazes, não quero acreditar, o Concho não está a comer?

Comida para Concho!

E o que dizem da carne crua?

Que efeito tem a carne crua em ti, Rosita?

Os lábios do Yankee, por exemplo.

Como o Yankee te beijava?

- Quero ver isso! - Não!

- Mexe-te! - Porque diabo está a fazer isto?

Sabemos que tu és uma boa beijoqueira.

Qual é o teu problema comigo? Não tenho culpa!

Deixa-me ir, já te disse! Eu não quero!

Eu não quero! Deixa-me ir!

- Mostra-nos como fizeste! Agora! - Não!

Beija-o!

Filósofo!

Se o fogo nos rodeia, só há duas opções.

E somente duas.

Ou tu te queima ou ficas louco.

Disseste isso, Filósofo, lembras-te?

Mas eu quero ver a acção seguir as palavras.

Charuto!

Ponham-no para baixo.

Para baixo, no chão!

Pólvora!

Yankee!

És um grande jogador, não és?

Já jogaste com fogo?

É um jogo muito interessante, podes acreditar.

Esquenta o sangue. E só eu sou dono da banca.

Yankee!

Uma cortesia especial do Tatuado.

Concho! Estão a voltar, aqueles que mandou a Los Alamos...

... para soltar a língua do caixa. - Finalmente, aquelas lesmas.

Tire esta coisa da minha vista!

Cuidado!

Ele não deve morrer ainda.

Tirem-no daqui!

Concho, a carruagem do banco deixou Los Alamos.

- Quando? - Esta manhã, mas...

Mas o quê? Fala, rápido!

Mas estava vazia. Foi uma farsa. Sem ouro.

Maldição!

O que quer de mim? Sou um simples empregado.

Não quero saber o que és!

Eu quero o ouro!

Onde está o ouro?

Onde?

Ele será transportado em balsas, senhor.

Pelo rio.

Homens!

Posso dizer-vos que seremos os homens mais ricos de todo o Novo México amanhã!

- Viva Concho! - Viva Concho!

- O que estará o Yankee a fazer? - Como hei-de saber?

Ele está ali.

Ainda estará vivo?

Ele não está muito bem, mas está vivo, rapazes!

E nós estamos mortos de cansaço.

Você veio propor um negócio com o Concho.

Dinheiro pelas nossas cabeças. Falava sério sobre isso?

Por que eu estou dentro.

Duas partes iguais. metade para mim...

...e a outra metade para ti.

Tatuado!

Um presente especial do Yankee.

Português, Filósofo! O Yankee escapou!

Pára! Pára, maldito!

Homens!

Apanhamos o americano.

Vamos!

Grande Concho! O jogo ainda não acabou!

Vamos, depressa!

Para a carroça! E sem reclamações!

Vamos, suas vagabundas!

Para frente!

Procura pelas outras.

E não percas tempo!

Barba!

Senhor, senhor! Esse retrato foi pendurado pelo Concho.

Fica quieto! Não preciso de mais problemas.!

Que houve? Está com medo de morrer?

A tuas mãos estão a tremer.

- Cuidado com a minha pele. - Certo, senhor.

Eu vi-o com os meus próprios olhos! Eu juro!

- Fála logo! - Ele foi a Consalvo, eu juro!

Ou o Índio ou o Yankee estão loucos.

É melhor dar uma olhada. Vai lá. Dá uma olhada.

O Luiz estava certo. O Índio é doido.

O seu chapéu, senhor. Boa sorte.

Adeus, Yankee!

O grande Concho está à espera por nós no rio.

Em frente! Em frente!

Desçam da carroça e empurrem! Mexam-se!

Empurrem!

Adeus!

Para as balsas, homens!

Vamos!

Tragam-na para terra firme!

Cuidado!

Ponham-na ali.

Homens!

Ponham as caixas na carroça.

Estava certo, Grande Concho, somos os mais ricos do Novo México.

Vamos!

Se alguém for cercado pelo fogo, só tem duas opções.

Somente duas.

Ou se queima ou fica louco.

Está certo, Filósofo?

Você traiu-nos, Luiz. Seu verme nojento!

Pára aí!

Pára aí, Yankee!

Largue a arma!

Você também, Grande Concho!

Jogue a arma!

Seu jogo acabou. Agora estou eu a jogar.

O ouro pertence a quem tem a arma.

Disse centenas de vezes, Concho, lembra-se?

Um mau dia para os rouxinóis.

Não é, Yankee?

- Um mau dia também para os leões. - Exactamente.

Mas eu sou o único com algumas balas.

Aqui, dentro.

Enquanto que tu tens apenas uma mísera bala na tua arma.

Somente uma.

Uma única bala é mais que suficiente para quem sabe como a deve usar.

Mas os jogos com a vida em jogo não levam tanto tempo.

E um jogador vivo ainda é um jogador.

Um jogador morto não é mais que carniça.

É melhor um jogo interrompido, do que um jogo perdido.

Além de que, é um jogo para divertir, não para ganhar.

Essa é uma regra satisfatória para alguns, mas não para mim.

Eu disse-te.

Eu sou um jogador que nunca deixa o jogo na primeira parte.

Só um amador, é que tem medo.

Eu tenho controle sobre meus nervos.

Eu sou um daqueles que nunca deixam nada na mesa quando ganham.

Tu jogaste a tua cabeça fora, Yankee.

Eu ganhei.

E vou levar.

Pode levar.

Mas não é muito fácil assim?

Dessa forma não se diverte como estava à espera.

Terá de fazer o jogo sem o fogo, por exemplo.

Eu podia pensar noutro jogo.

Ricochete de balas.

É um jogo excitante, conheces.

E eu tenho a banca.

Jogo encerrado.

A banca rebentou.

Como regra, este ouro pode consolar-me.

Se não for suficiente, posso apanhar algo extra.

Todo o jogo tem um preço.

Os melhores são, os curtos e rápidos.

Eu vou deixar os abutres para si.

Perdeu alguns clientes na barbearia mas ganhou alguns como coveiro.

Tire os cartazes com os prémios das paredes...

...e os entregue ao diabo. É o único que ainda precisa deles.

- Adeus! - Adeus.

Adeus, Yankee. Boa sorte!

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