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A MORTE APONTA SUA ARMA (1951)
N�o me diga que n�o viu aquele jogo de novo durante a noite?
Boa noite, sr. Gower.
- Alguma bebida em especial? - Nunca mude a de sempre.
Vi seus amigos de novo. Com certeza seu tempo ser� explosivo.
E agora a estrela da noite, a srta. Ruth Williams.
- Tem certeza que pode cantar? - Estritamente sendo calma.
N�o sabem nada de m�sica. D�em o fora.
Qual o problema? N�o ouviu o melhor do n�mero da noite?
Voc� me vendeu.
E para os outros clientes tamb�m. Talvez eles tenham gostado mais.
O pre�o pago por eles n�o foi o bastante.
Liguei para o agente pela manh�.
Lhe disse que voltaria.
Nada feito.
Segundo o agente. Nova York seria melhor.
Mesmo que n�o me tenha dito que l� foi o primeiro lugar.
Ver garotas cantando em Miami faz pensar que est� enrolada novamente.
- E acredita nisso? - Nunca acredito em ningu�m.
Sempre vejo por mim mesmo.
N�o me diga que tem vindo toda a noite pra ver isso?
Claro.
Tenho vindo aqui atr�s de neg�cios.
Tem sido... um prazer.
Realmente acho que os clientes gostam de ouvir coisas especiais que...
Relaxe, querida.
N�o precisa cantar mais nada at� chegar a Nova York?
Quantas vezes tenho que lhe dizer que n�o irei para Nova York.
Ou�a, n�o serei nenhum tipo de agente qualquer.
Gostei de voc�.
Sairemos amanh� pela manh�.
Arrume suas coisas e venha conosco.
Diga ol� para a Broadway.
Mas sei dizer o que ir� acontecer. Garanto isso.
Se n�o se importa. Acho que vou me despedir, sr. Galvin.
N�o acho que vai conseguir.
Aposto cinco pratas que ela ir� conosco.
Aposta aceita.
Come�ar� nos finais de semana no meu clube.
O dinheiro � seu.
Al�m do mais, ainda n�o aprovei o clientela.
Por qu� n�o? � bem restrito.
Gosto daqui e gostam de mim.
Me tornam decente.
Te farei a atra��o principal.
Gosto de como voc� �, de como canta.
Voc� merece uma grande oportunidade.
N�o precisa pagar taxa alguma pra mim.
Se voc� estiver no n�vel principal.
O que me diz, Ruth?
Espere at� ver lugares novos.
Te levarei pra ver o Central Park.
Uma dama que se transformar� na estrela principal.
Diminua. Vamos parar no Riverwood para fazer um lanche.
- No Riverwood? - Vamos dar um tempo.
- E sobre... - Pare. Se preocupe com o Dunning.
- Como v�o as coisas, xerife? - Na rotina, sr. Grime.
Me d� uma Coca.
Do jeito como gosto. J� sabe.
- Serei r�pido, Tom. - N�o se incomode, xerife.
Parei aqui pra sair um pouco do sol.
Est� quente.
Tenho certeza que sente falta do seu irm�o.
Ningu�m lhe ajuda como ele costuma lhe ajudar sendo parceiros.
Ambos consideraram dar o pr�ximo passo em Nova York.
Aonde quer chegar, xerife?
S� uma palavra, um nome. O homem que matou seu irm�o. Pode mat�-lo.
J� te disse que n�o sei quem �.
Aqui vamos n�s.
Claro que a mem�ria n�o serve como prova. Mas dessa vez.
Nada que eu dissesse provaria algo. Nada.
Me deixe em paz.
Galvin est� na cidade.
Vi chegando ao hotel.
Encare isso, Tom.
Sei que esse ianque � o assassino.
N�o gostaria de assinar uma declara��o?
N�o assinarei e n�o direi nada.
Acho que ir� para Buffalo.
Melhor cuidar de seus passos, Tom.
N�o quero que termine como o seu irm�o.
Quanto tempo mais?
Logo estar� pronto.
Est� quente aqui.
- Sim, sr. Pode ter certeza que sim. - N�o est� � vontade. N�o consegue cozinhar.
� isso mesmo.
O frango � uma especialidade do cozinheiro. Espere at� provar.
- Qual o problema? - Vi um homem correndo perto da janela da cozinha.
Volte a cozinha e fique l�.
Eu me preocupo com isso.
Fique aqui e aproveite seu jantar.
Esperem, rapazes.
Abaixem as armas.
- Obrigado, agente. - � vontade. Tem uma hora.
Quem � voc�?
Sou o representante da lei da Uni�o.
CONTACTE BERT GALVIN PARA SUA DEFESA.
Matei em leg�tima defesa.
Deveria ouvir mais opini�es referente a isso.
Pare com essas baboseiras.
Estou aqui porqu� um homem precisa de defesa.
N�o preciso de defesa. Muito menos de voc�.
Sequer ouvi falar de voc�.
Sou uma indica��o do sr. Williard.
Um oficial do Estado a que tem direito.
Agrade�a por algu�m se preocupar em querer uma defesa para um ianque.
H� uma raz�o do porqu� ele est� pagando pra estar aqui.
Precisamente voc� me pagar� para te representar.
O que houve com o defensor estadual?
Isso pode ser feito.
Voc� comprar� somente minha reputa��o e prest�gio.
Tudo bem. Consiga as testemunhas.
- Principalmente a srta. Williams. - Est� certo.
Bom dia, srta. Williams.
N�o � visita de rotina. � uma hora dif�cil.
- Como se sente, srta. Williams? - Estou bem.
- Tudo bem aqui? - Est� bem.
Se importaria de responder algumas perguntas?
Gostaria de poder responder as minhas pr�prias.
Seu testemunho � importante.
Srta. Williams, poderia nos dizer o que aconteceu exatamente nessa noite?
Bom dia, sres. Srta. Williams.
- Ela est� sob minha cust�dia legal. - N�o est� mais.
O juiz assinou este Habeas Corpus.
Conseguiu isso para o Galvin tamb�m?
N�o, Bill. O juiz me recusou isso.
Ele disse que isso n�o seria necess�rio.
Se houver algo que possa fazer por voc�, srta. Williams?
N�o nada o que fazer. Muito obrigado.
Te vejo por a�, dr.
Me ver� no tribunal, sr. Bragg.
O sr. Galvin envia pra voc� os seus cumprimentos.
Gostaria de poder odi�-lo, mas n�o sei como.
- N�o, srta. Williams. - � sangue frio n�o � humano.
- � advogado? - De voc� tamb�m.
O que quer dizer com "meu"?
S� por precau��o.
O sr. Galvin me incubiu de que cuide que tudo fique bem pra voc�.
D� o fora daqui. Quero voltar pra minha vida e esquecer o que houve.
Receio que isso n�o seja poss�vel. Pensar que nada aconteceu.
Ser� a sua testemunha de defesa.
Ter� que jurar sob a B�blia que dir� a verdade.
Ele matou um homem.
Srta. Williams...
Quero lhe avisar como um pai avisaria sua filha.
Voc� � jovem e bonita.
E entendo que tenha uma voz maravilhosa.
Quer voltar a sua vida.
� sua carreira e pode conseguir isso.
Em poucas palavras.
E ir� memorizar t�o f�cil como as letras de uma m�sica.
- Isso � perda de tempo. - Hein?
Isso � perda de tempo.
Diria que o sr. Galvin no seu restaurante era apenas um cliente?
Degustando a excelente refei��o que � nacionalmente famosa?
Sim, diria.
Ent�o, agora...
Poderia descrever como o sujeito entrou no seu restaurante na noite em quest�o?
Eu estava na cozinha...
...esperando o meu cozinheiro acabar de cozinhar o frango.
Quando olhei na janela dos fundos e vi um homem com uma arma.
- O sujeito? - Sim.
E depois o que aconteceu?
Estava t�o nervoso. Ca� em p�nico. N�o sabia o que fazer.
O sujeito em quest�o disse algo depois de entrar sem sua permiss�o?
Portando a arma, ele disse...
..."Fiquem parados e quietos".
E o que aconteceu a seguir?
Ficando perto da porta, em um momento, talvez dois.
Ele engatilhou a arma.
- Quando foi aberta a porta, ouvi dois tiros. - Obrigado, sr.
A testemunha � sua, sr. Promotor.
Sem perguntas, Excel�ncia.
A testemunha est� dispensada.
A C�rte chama para depor a pr�xima testemunha.
Sim, a garota que iria trabalhar pra ele. Vivendo cinco dias esplendorosos.
J� cuidaram disso. Ningu�m pode resistir a eles.
Srta. Ruth Williams.
Por favor, coloque sua m�o sobre a B�blia.
Jura dizer a verdade, toda a verdade...
...nada mais que a verdade em nome de Deus?
- Juro. - Por favor, sente-se.
- � a vez dela. - Hein? - � a vez dela.
- Seu nome? - Ruth Williams.
- Sua ocupa��o? - Canto em determinados tempos.
- Em que cidade? - Miami.
- Ela disse que � cantora. - Hein? - Disse ser cantora.
O sr. Galvin estava me levando para Nova York.
Para cantar no seu clube noturno.
Consta que na sua presen�a, srta. Williams...
...ele agiu em defesa no restaurante na noite em quest�o?
Sim.
Srta. Williams, poderia contar para todos no tribunal o que houve na noite em quest�o?
Quando est�vamos juntos jantando.
Ouvimos um barulho.
Um barulho como algu�m andando nas deped�ncias.
- De onde vinha o barulho? - Parecia vir da cozinha.
- Ouviu alguma voz? - Sim.
Pode nos dizer quem havia falado?
Ningu�m conhecido.
- E depois o que houve? - Ent�o disse ao sr. Galvin.
Que pelo seu semblante estava muito assustado.
Se aproximou e pegou uma arma do seu bolso.
Ent�o ele atirou. Duas vezes, acho.
Quando foi a primeira vez que viu o homem.
Quando ele caiu no ch�o, morto.
- O que fez? Gritou? - N�o. N�o conseguia.
- Eu estava... - Aterrorizada e petrificada como uma pedra?
- � isso mesmo. - Obrigado, srta. Williams.
A testemunha � sua, sr. Promotor.
Ruth Williams � o seu nome legal ou apenas art�stico?
Meu nome verdadeiro.
Sobre o que voc� o r�u conversavam naquela hora?
- N�o me lembro. - N�o era apenas um bate papo?
Falavam sobre comida?
Cantar?
N�o me lembro.
- Onde nasceu? - Buhl, Alabama.
Era feliz na cidade de Buhl?
- Sim. - E por qu� saiu de l�?
Queria seguir com a carreira de cantora.
E aonde a sua carreira te levou?
- Miami. - E estava feliz em Miami?
Sim, estava.
Ent�o, porqu� aceitou a oferta do sr. Galvin para cantar em Nova York?
Poderia ser uma oportunidade.
O sr. Galvin foi o primeiro a lhe oferecer trabalho em Nova York?
N�o. H� seis meses atr�s...
- ...tive uma oferta de outro agente. - E por qu� n�o aceitou a dele?
Tinha receio que pudesse n�o ser boa.
Quer dizer que este agente n�o era mais claro do que o sr. Galvin?
Sim.
Ent�o, onde foi que o Sr. Galvin teve �xito que o agente falhou?
O sr. Galvin disse que garantiria meu sucesso.
Quando conversaram pela primeira vez que poderia cantar?
Nunca disse que falamos isso.
Ent�o por qu� ele deu garantias de seu sucesso?
- N�o quis me referir assim. - Mas se agarrou a isso.
Por qu� era o caminho mais f�cil, mais certo, mais curto.
Sim.
E nunca suspeitou que o sr. Galvin cruzaria o seu caminho numa situa��o dessas, n�o �?
N�o, nunca.
Quero que esque�a a fama e o sucesso devido a essa situa��o s�rdida.
Quero que se lembre do seu lar. Da sua fam�lia.
Da confian�a.
Quero que se lembre que jurou sobre a B�blia dizer a verdade.
Ele foi um assassino.
Foi um assassino � sangue frio.
Ela disse que ele � culpado. Ela disse que ele � culpado.
PRIS�O ESTADUAL N� 4132
Ficar� mais not�rio em Nova York, sr. Galvin?
Espero que aproveite nossa hospitalidade.
Pule tudo isso.
O sr. Galvin diz que ser� estadia r�pida e n�o conseguiremos prolongar.
N�o conseguir� me manter aqui por vinte anos.
Qualquer coisa que quiser perguntar lhe responderei do modo apropriado.
Est� bem, Bill. N�o se exceda.
Galvin, est� preso agora.
Na minha jurisdi��o.
Voc� ficar� no trabalho.
Um pouco na fazenda e tamb�m nas estradas.
Comporte-se. E espero que fa�a isso.
Pode se tornar confi�vel.
Do contr�rio. Ser� colocado na solit�ria.
N�o vai gostar de l�.
Se tem id�ia de escapar. melhor tirar isso da cabe�a.
Poder� ser alvejado e ser morto.
Claro que logo que puder confio em voc�.
Deixe-me ver. Temos tudo arrumado. Sim.
At� a pr�xima urg�ncia, xerife.
Foi um grande prazer, Woody.
- A gente se v�. - At� logo, Bill. - At� sr. Galvin.
Te vejo daqui a vinte anos.
Sente-se, sr. Galvin. Preciso arrumar todos os pap�is.
Estou aqui. Posso lhe ajudar em algo, xerife?
Sobre o novo h�spede na fazenda. O ianque de nome Galvin.
Cuide para que fique longe de sua arma.
Tudo estar� documentado.
N�o pense que ele ficar� preso � palavras.
Cuidamos disso. N�o se preocupe.
Esse sujeito � diferente.
� do tipo que incomoda.
N�o � muito de atirar, �?
Est� falando bobagens.
- N�o est� aqui a muito tempo, est�? - H� nove anos.
- � bastante tempo. - Muito tempo.
Deve conhecer os prisioneiros que merecem mais perd�o.
E deve atirar nos prisioneiros que tentam escapar?
Deve manter o olho nesse ali.
Acho que � uma boa id�ia manter a ordem aqui.
N�o gostar�amos que isso acontecesse, gostar�amos?
- Ol�, xerife. - Ol�, Five Shot.
Ainda aqui?
Sim, mas logo vou sair dessa. Ver� s�.
O que est� esperando, Galvin. Ponha a comida no prato.
N�o pense que est� num hotel?
Cale sua boca.
Melhor para de incomodar, sr.
N�o comece o que n�o pode acabar.
Limpe esse prato.
Eu disse para limpar o prato.
Passar� uma doce estadia na sua su�te.
N�o precisar� se incomodar em mudar de posi��o.
Aproveite o quanto puder.
SOLIT�RIA CONFINAMENTO
� bonito ver pessoas se divertindo, n�o �?
Logo que darmos um tempo. Eu tenho um plano.
Eu vou. Logo que puder conseguirei dinheiro.
Est� rindo do qu�, sr?
O suor � divertido. N�o acha?
Acho que a solit�ria � que �.
Mais do que possa achar.
No que est� pensando agora?
Nada al�m de fazer de voc� um homem rico.
Do que est� falando, sr?
Seu pre�o numa bolsa. Posso fazer isso acontecer.
Melhor voltar ao trabalho.
O que faremos agora? Me refiro a Ruth.
J� ouviu. N�o a incomode.
Cuidarei disso pessoalmente.
- Obrigado pela visita. - Desculpe pelo peda�o de bolo pequeno.
- Venha nos ver uma hora dessas. - Irei... amanh�.
Estejam l�.
Como v�o as coisas?
Esta � a ponte. V� at� o outro lado e espere.
N�o fa�a isso.
Outros j� tentaram, sr. Galvin. Esperavam conseguir isso.
O que conseguiram foi uma bala neles.
Se quiser se manter vivo...
...� melhor manter suas habilidades guardadas.
Se quiser se manter vivo.
Melhor jogar umas duas m�os.
N�o posso lhe culpar por n�o querer dar ouvidos.
Todos detestam ouvir isso.
Voc� se apresentava totalmente mudo... at� esta manh�.
Quando n�o tenho nada a dizer. N�o digo nada.
E aqui na mira de uma arma?
- Ele � muito estranho. - Sei disso. Por isso que te aviso.
N�o quero que cometa suic�dio.
S� quero que tenha outra arma quando tiver chance.
O que quer dizer?
Se quiser sair. Use uma arma quando conseguir.
Os prisioneiros que conseguirem isso s�o indicados para ter o perd�o.
E como eu conseguiria isso?
Vamos examinar os fatos. Use os seus truques.
Ent�o poder� conseguir esse perd�o.
Obrigado por salvar meu pesco�o.
Ainda n�o o salvei.
- Ainda pensa em escapar. - Peguei vinte anos.
- Leve isso conformado. - Nunca levo nada que n�o quero.
Sabe o Five Shot bem ali?
Encontrou problemas na primeira vez.
Levou cinco tiros, por isso o apelido.
Cinco tiros.
Quando se fala sobre outras tentativas.
Ningu�m escuta. Mas estavamos falando sobre isso?
Posso dizer a mim mesmo. Salvei a fuga de Bert Galvin.
- O que fazia l� fora. Era cantor gospel? - Era um homem de viagens.
Estraguei tudo.
Por isso falo de problemas.
Fala de voc�?
Estou falando de voc�.
Se estivesse em Nova York eu ouviria a voc�.
Mas na fazenda penitenci�ria...
...se quiser seguir em frente. Esque�a isso por seis meses.
N�o ficarei aqui por tanto tempo.
Fique feliz por esperar tanto pra estar fora se quiser.
Quando conseguir voltar pra Nova York?
Pode ir em frente com seus neg�cios.
Pode gastar com uma mans�o em Miami.
Cale-se.
Farei isso. N�o tenho nada mais a dizer.
Vamos, d� o seu ponto de vista.
Isso n�o importa.
Tem que esquecer os nomes e datas. Os meses.
Jogue tudo isso fora.
Isso n�o pode ser feito. N�o podemos esquecer o tempo.
N�o disse isso. Tamb�m fico contando o tempo.
Mas eu olho pro c�u.
E fica olhando pras nuvens?
Sim, fico olhando pro c�u e procuro o que ele me d�.
L� talvez exista uma sa�da.
Ent�o algum dia. Quando encontrar alguma corda...
...perceber� o que estamos falando.
Isso � muito tempo mas...
...� o que ele d�.
Esse rolo tem que ser melhor trabalhado.
Ouvi sobre suas tentativas.
Quer dizer que j� ouviu falar de mim e do que j� tentei?
- Olhe s� minhas cicatrizes. - Como nunca morreu?
N�o sou homem pra ser morto. Nunca.
�s vezes quando fecho os olhos.
Bem aqui, consigo ver a todos fora daqui. Todos.
E n�o todos morrendo na pris�o.
N�o sou uma alma pra ficar na pris�o pra sempre.
Quando tiver chance. Farei novamente.
- O que o tem feito pensar assim? - Conseguirei na d�cima tentativa.
� como se um m�dico � que botasse isso em mim.
E quanto mais p�e. Me d� vontade de conseguir dinheiro novamente.
N�o consigo ver nada al�m disso mais.
Ent�o os m�dicos fazem isso?
Posso te fazer uma pergunta, sr. Galvin?
Claro, Five Shot. Pergunte-me qualquer coisa.
Ouvi dizer que tem vontade de matar ao agente. � verdade?
Pode ser.
Tamb�m ouvi que � dono de um andar inteiro.
Que fica no topo de um pr�dio.
E ficava l� contando dinheiro todo dia, toda noite.
Claro, pode apostar.
Dez, vinte, cinquenta. Conseguia dinheiro do pa�s inteiro.
E de todas as cidades. Como Nova Orleans.
Consegui trinta da �ltima vez. No Hotel Rosewood.
Est� na caixa postal 531.
E por qu� est� dizendo pra mim?
Sei que pode ser um sujeito de confian�a.
E depois n�o ir� a lugar nenhum.
J� viu como �.
Aquela � uma cidade maravilhosa.
- A am�vel Nova Orleans. - Cale-se e durma.
Onde fica o Hotel Rosewood.
Dez... Vinte... Cinquenta...
Trinta mil d�lares.
Aquele caminho leva direto para Nova Orleans.
Com certeza leva.
Alto.
Alto, Five Shot.
Alto.
LIBERADO
Preciso de um homem que seja o agente.
Algum volunt�rio?
N�o sei porqu� voc�s homens, n�o gostam de ser o agente.
Que tal voc�, Sullivan?
Sim, sr.
- Acho que voc� � o sujeito certo, Galvin? - Sim, sr.
Ol�, Bill. � uma visita social?
N�o � t�o social como eu gostaria que fosse.
Qual o problema?
Conversando outro dia com algu�m sobre pol�ticos honestos...
...algu�m me disse que Woody Stone era o �nico homem no Estado.
- E o que voc� diz? - Diria que sim.
Mas n�o posso dizer hoje, porque vi com os pr�prios olhos...
...aquele ianque Galvin com uma arma nas m�os.
N�o h� nada de errado nisso.
Liberei o �ltimo agente ontem. Fez uma nova v�tima.
Da� d� uma arma para Galvin?
Seu hist�rico � bom. Foi volunt�rio pra isso.
� um bom atirador. Al�m do mais est� se comportando bem.
N�o haveria dinheiro o bastante pra mant�-lo.
� o que est� dizendo, Bill.
N�o sabe o que est� fazendo ao colocar uma arma na sua m�o?
Isso n�o � algo que lhe diz respeito.
Est� cometendo um grande erro, Woody.
E te direi o que ir� acontecer.
Ele sair� daqui e voc� tamb�m pelo trabalho mau feito.
Agora, deixe-me te dizer uma coisa, xerife?
Se ouvir mais uma vez algo sobre Galvin ou Nova York?
Irei adiante com as autoridades alegando que n�o quer cooperar?
O que tem em mente, Bert?
- Toma bastante tempo nisso. - � estritamente pessoal.
E que tal o posto?
J� estou nessa a um bom tempo.
E ningu�m fez nada at� agora.
- Mas agora isso conta aqui. - Sim.
- Posso ver que � bem cuidado. - Nada intessar� � voc� ou algu�m mais.
Pra mim � como um "guia de normas". ou "As m�os do crime".
Me fale mais.
Digamos que ser� minha maneira de viver quando sair daqui.
Me parece como uma perda de tempo.
Mais adiante, s�o 73 p�ginas que me far�o alguns d�lares.
- Quero dizer algo que me projete. - Estou certo que consegue.
Eu mesmo posso te confessar.
Mais caminhos para um livro. Significados. Dinheiro.
Poderia se tornar um escritor.
Como sabe que poderia preencher isso a�?
S� fica na conversa. Ou faz planos.
S� na conversa.
Mas tenho planos pra voc�.
Na minha organiza��o quando sair.
Voc� me diverte.
Sabe que n�o apostamos o mesmo.
Pensou bem.
Minha organiza��o te traria bons tempos que valeriam.
- Interessado? - Possivelmente.
Mas dezessete anos n�o mudaram minha mente.
- Te dou sete semanas. - N�o pode ser feito.
- Acha que o livro n�o estar� terminado at� l�. - Tudo estar� bem com o meu livro.
� uma quest�o de pensamento.
Qualquer um agarraria. Chegando a Nova York com um bom press�gio.
Isso soa muito bem.
Mas esqueceu de uma coisa.
O qu�?
N�o sou sua arma.
- � bem avan�ado. - � o meu tipo.
Ando � procura de algum ot�rio que fa�a a todos rirem por l�?
Sabe duma coisa, Bert?
Eu sangro muito f�cil.
Nunca recebe visitas, Sam. Como isso?
�s vezes livros s�o melhores companhias do que visitas.
Especialmente quando se sabe que voc� quer se recuperar.
Sr. Galvin.
Sr. Galvin.
Bom dia, sr.
O que faz aqui? Servi�o mission�rio?
- Venho fazer uma visita. - Esqueceu o frango frito.
Na verdade, n�o � uma visita delicada por meus pr�prios meios.
Me faria um favor de dar cinco minutos de seu tempo?
Por qu� n�o? Tenho oito minutos pra gastar.
O que voc� quer?
- Muitas coisas me mudaram. - Todos mudamos.
-Elas me trouxeram aqui, o u�sque, a fortuna. - N�o brinque comigo, porqu� n�o pode.
N�o estou brincando, sr. Estou pagando por n�o ter tido habilidade com mulher.
Pare de reclamar. Escreveu sua senten�a.
Tornou as coisas mais dif�ceis pra mim.
Mas olhe pra mim agora, sr. Perdi minha reputa��o, meu prest�gio, amigos.
Banido em desgra�a e no esquecimento.
Tempos dif�ceis.
Voc� conseguiu o que plantou.
Acredite ou n�o, sr. Defendi sua posi��o com esmero.
Acho que vai querer uma m�o minha.
Mesmo sem esperan�a, mas talvez...
...pudesse arrumar algo a longo prazo pra mim.
N�o acho que isso seja poss�vel.
Obrigado, sr. por sua franqueza.
- Vou te devolver o que quer. - Por qu�, sr?
Tem um sujeito aqui que quero que descubra algo.
Seu crime, sua fam�lia, seu terreno, tudo.
Vai me facilitar mesmo depois de toda a investiga��o?
S� quero lhe ver voltar ao que era.
Seu nome � Samuel Gower.
CORREIO
Proetz.
Rex.
Leeds.
Sullivan.
Kent.
Alvin.
Terry.
Isso � tudo.
Qual o problema, Bert?
- Nada, s� pensando. - No qu�?
- Boa refei��o, n�o? - Eu gosto.
- � muita sorte termos boa comida. - Concordamos nisso, n�o?
Deve ter muitas pessoas l� foram que fizeram isso muito bem.
- Bem... e o que faria sobre isso? - Nada.
- � que �s vezes isso me faz pensar. - Faz me pensar tamb�m.
Sobre uma mulher em Nova Orleans.
Ela tem tr�s filhos.
Seu marido � prisioneiro em outro estado.
Ela est� quebrada porqu� n�o conseguiu mais trabalho.
As crian�as est�o em osso e pele.
E o homem fez reputa��o matando atrav�s de uma arma.
Se acalme, Sam.
N�o iria querer v�-lo na solit�ria.
O que tem que fazer? J� memorizou?
N�o parece certo, ningu�m merece � sangue frio.
Corta essa de � sangue frio.
� s� matar.
Aqui diz que terei que matar o operador de telefone de nome, Shane Clay.
N�o me parece certo.
Sempre me dizia "bom dia" �s oito em ponto.
Sim, � o que me dizia.
Isso parece certo, e nada mais.
- Al�m do mais, n�o era o mentor. - Cuidou de tudo.
Estava apenas junto.
Como agora... os outros.
Tinham sonhos e queriam ficar perto da liberdade.
E conseguiram.
Mas n�o pense que foi com uma arma nas m�os que conseguiram isso.
Que pena, para a esposa e os filhos.
Por qu� acha que estou aqui?
Quero acertar agora com eles.
Quero esquecer esse dinheiro. Todo esse dinheiro.
Deveria sonhar de novo, Sam. Sete anos pode ser tarde.
- N�o quero pensar nisso. - Tem que pensar nisso.
Me ou�a, e deixe-me ajud�-lo.
Me fez de bobo outro dia como est� querendo me fazer agora.
Vai me querer morto.
Diga uma palavra e a esposa ter� 25 mil em dinheiro.
Enquanto eu viver.
Talvez sim... talvez n�o.
- Est� falando loucuras. - Nunca estive t�o em si, sabe disso.
- Entretanto, n�o tenho muito o que viver. - Mas e as crian�as?
E me escute.
Tem que pensar em outras coisas.
E isso envolve sair daqui.
Uma uni�o.
Posso planejar tudo sem erros.
Se eu ficar marcado?
Se eu for o perdedor?
Voc� ser� o vencedor.
- E 25 mil? - Sem questionamentos quanto a isso?
No dia em que enviar esta carta a sua esposa, ela ter� o dinheiro.
� quando o jogo come�a.
Tem treze dias pra jogar sua m�o. Vamos.
Stanley.
Carter.
Aken.
Agdufy.
Gower.
Gower.
Flinagan.
Matt.
McFleith.
Samuel Gower - 3441 Monet Street Nova Orleans
Thompson.
Baxter.
Green.
Norton.
Noah.
Terry.
Isso � tudo.
Estou doente e as coisas andam muito dif�ceis.
Mas o sr. Willard, um advogado de Nova York.
Se sensibilizou com a atual situa��o.
Conseguindo lucros na bolsa, d� dinheiro pra mim e pras crian�as.
N�o posso acreditar que seja verdade.
Ainda ontem estava preocupada por migalhas.
N�o posso escrever mais agora. As crian�as est�o muito agitadas.
Sua esposa: Martha.
Boas not�cias, Sam?
- Todas. Sabia sobre Wall Street? - Claro.
Conhe�o tudo sobre touros e ursos.
Recorda o que lhe falei.
N�o me esqueci do que falou.
Porqu� n�o diz que os tempos melhoraram.
Amanh� talvez, possa ser trinta.
Pode ir para o Canad�.
Est� certo.
Depois de tudo n�o falarei mais com voc�, sr. Galvin.
Logo que lhe der as costas.
Pode apostar nisso, Sam.
Pode apostar nisso.
O que est� esperando?
O tempo est� acabando.
- E as id�ias conforme nosso acordo? - Ainda n�o h� id�ias na minha cabe�a.
Tem cinco dias para prov�-las.
A cria��o de uma leva seis dias.
Em cinco dias seria um milagre feito por mim.
� melhor conseguir.
Se n�o conseguir, ter� m�s not�cias de Nova Orleans.
Alto.
Alto, Gower.
Alto.
Pare, Galvin. N�o.
Enviei o relat�rio. Dizendo que tudo aconteceu pr�ximo das seis horas.
Como isso parece a voc�?
N�o sei.
Quem pode adivinhar sobre coisas que acontecem no meu departamento?
Gower era o melhor amigo que tinha aqui.
At� mesmo me fez esquecer que sou um assassino.
Gab Stoner.
Sim, entendido.
Bem.
Est� bem.
Era sobre seu parceiro.
N�o aguentou.
Onde est� a sra Porter, n�o atendeu minhas liga��es.
Esse tiro n�o foi engra�ado. Foi alvejado pelas costas.
Ainda tem sangue no livro. D� s� uma olhada.
- Me procurando, xerife? - Sim, sra Porter, entre.
Preciso que me fa�a um favor. Sente-se.
- Ainda lembra de usar as m�os? - N�o sei. J� faz bastante tempo.
Aqui. D� uma olhada.
O que tem a� faz algum sentido pra voc�?
Se n�o fazer uma transcri��o, do que procura em particular...?
N�o me importa. Apenas leia, aqui...
Come�ando bem por aqui por essas �ltimas linhas.
"O que escrevo para o dia de hoje."
"Toda morte � f�cil para poucos homens."
"Que v�o de porta em porta."
Nessa outra p�gina, bem aqui.
Conversas est�o al�m dele. �dio e sol cegam ele.
- "Armas � o que lhe importam." - Veja se acha o nome Bert Galvin?
"Galvin tem sobre seu poder, minha esposa e minha fam�lia."
"Parece que serei eu o motivo para o seu perd�o"
Perd�o?
Agora, estou conseguindo algo. Continue lendo.
Esperem aqui.
N�o parece surpresa.
Li os jornais.
E as expectativas? Boas not�cias?
Eu esperava o perd�o.
� pra ser assim.
Mata um homem e os vinte anos j� eram.
Mata outro e sua vida come�a novamente.
E se algu�m matar voc�?
N�o � assim t�o f�cil, querida?
J� devia saber.
Tem que tentar entender a morte antes de comet�-la.
Voc� sabe apenas coloc�-la em palavras.
Cometeu um grande engano me entregando.
Arrume suas coisas que a levarei para Nova York.
- J� viajamos antes. - Sim.
- Me jogou na Pris�o Estadual. - Gostaria que o bando todo fosse.
Arrume suas coisas.
- E se eu n�o arrumar? - Ser� melhor pra voc�.
Comece a arrumar.
DIVISA ESTADUAL
Diminua a velocidade. Estamos em outro Estado.
Acha que n�o lembramos?
O que � isso logo na frente? Um acidente?
Parece que � uma barreira.
- Ol�. - Qual o problema?
- Estamos a procura de Bert Galvin? - Galvin? Nunca ouvi falar dele.
Ele est� aqui.
P� na t�bua at� nos afastarmos.
Onde?
Est� certo.
Uma fuga em andamento. Terei que ser r�pido.
- � Bert Galvin? - Vou fazer alguma coisa.
- � a gasolina. - Diminua, talvez haja um posto � frente.
Estamos com sorte. Uma bomba.
FUI PESCAR
- Est� trancada. - Consiga algo pra quebr�-la.
Est� ferido.
Me d� uma m�o.
- Cale-se ou atiro em voc�. - Por qu� n�o atira de uma vez?
Logo que eu puder.
Central chamando xerife Langley. Central chamando xerife Langley.
- Langley, prossiga. - Percurso de Galvin. - Sim.
- Pela norte. - Sim. - Na Soap River Road. - Entendido.
Algu�m est� nos perseguindo.
Pare por aqui. Pegaremos um barco.
- Sim, sr. - Um barco, r�pido.
- N�o posso conseguir assim. - Vamos, me d� as chaves.
- J� disse que n�o posso conseguir assim. - Quero as chaves dessa lancha.
- S�o particulares. - Vamos l�.
- Xerife, roubaram um barco. - Sei que fizeram isso.
- Consegue um bem r�pido? - Sim, r�pido para rios.
Ent�o depressa. N�o perca tempo.
Xerife Langley para Patrulha do Rio.
Langley para Patrulha do Rio.
Aqui � Patrulha do Rio, Langley. Prossiga.
Bert Galvin, fugiu da pris�o e roubou uma lancha.
Fiquem atentos.
Vire pra aquele lado.
Desligue o motor.
Vamos l�. Suba.
Chega de ficar me arrastando.
Tudo bem. Voltarei atr�s de voc�.
"Toda morte � f�cil para poucos homens."
"Que v�o de porta em porta."
Tradu��o: Adailson - Junho 2014 http://friendsharept.org/friendsharePT/
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