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Original subtitles

Natal em Beverly Hills, Calif�rnia. Uma �poca em que toda a gente...

s� tem pensamentos bondosos, tolerantes e generosos.

DRUCKER'S CABELEIREIRO DE HOMENS

-Fui � tua procura. -Que foi? Que aconteceu, Mushy?

-Fui a casa � tua procura. -Porqu�? Que aconteceu?

Nada. Pensei que talvez precisasses de mim.

Ataques card�acos, � para isso que preciso de voc�s todos.

Uma chamada de Phoenix, Arizona, Mr. Acebos.

Est� l�? Sim, sim telefonista, � o pr�prio.

Mr. Ocean n�o responde?

Continua a n�o responder. E Mr. Foster?

Sim, claro, continue a tentar. T�m de acabar por atender.

Est� l�? Jimmy, j� est�s?

Nem sabes se eu volto.

Lamento, Mr. Foster saiu.

Sim, e o Mr. Ocean tamb�m.

Decidi que n�o atendo o telefone em Dezembro.

Que disparate. Porqu�?

Porque uma vez, em Dezembro, atendia o telefone...

e mandavam-me brincar com os amigos na neve.

Foi em Bulge.

S�o uns palha�os.

Eu gosto de palha�os, mas t�m que ter gra�a.

Um palha�o deve ter gra�a.

E pergunto-te...

que gra�a tem passar dez anos na choca?

-Para mim, nenhuma. -Ali�s � l� que iremos parar...

a n�o ser que se atente a todos os pormenores.

Mais uma pergunta. Informa-me, com franqueza...

que fiz eu para merecer desd�m?

Por que me tratam como se fosse est�pido?

O plano partiu de ti.

Tal como o trabalho no hip�dromo...

nos supermercados e a troca de carros do Nelson.

Tudo inspira��o minha.

N�o h� outro homem com a minha reputa��o.

Por que ser� que eles n�o me respeitam?

Talvez porque s� tens ideias.

Eu s� tenho ideias.

Cuidado, ela ainda te mata.

O Acebos � persistente.

Ligou para o n�mero certo.

Desligue e n�o volte a ligar.

-Onde est�vamos? -Aqui.

O homem vai desfalecer.

Foi ele que nos meteu nisto. Portanto, que sue.

N�o demorou a convencer-te, n�o mais de 30 segundos.

N�o querias que rejeitasse uma boa oportunidade.

-Sobretudo quando n�o h� risco. -N�o podia ser de outra maneira.

-Temos de contactar o Vince Massler. -Ele n�o est� interessado.

-Porqu�? -N�o fa�o a menor ideia, sargento.

Eu peguei nele e arrastei-o de Solano para a linha Siegfried.

Posso ter que o fazer outra vez. Talvez venha docilmente.

Meninas, est� na hora da sesta. Fora.

-Ei! -At� logo.

-Levanta-te, boneco. -�s um desmancha-prazeres.

O Harmon est� a chegar. Deverei ir ao aeroporto?

Mandei l� o Steffans.

� tudo � �ltima da hora.

O Harmon devia estar a par do golpe h� semanas.

Tal como toda a equipa.

Quem � esse Sam Harmon? Porqu� do Hawai? Que tem de especial?

Quem garante que � de confian�a?

Sam Harmon � o melhor amigo do Ocean.

Outro amigo muito chegado? E o Foster?

Antes do Foster, de h� muito tempo!

Est�vamos nos comandos. O Ocean salvou-lhe a vida.

Sam. Sam Harmon!

Eu j� estou apresentado. Agora, � a sua vez.

George Steffans. Curly. Curly Steffans.

Curly. Claro, Conhe�o-o de algum lado.

Tu tamb�m n�o mudaste. Est�s com �ptimo aspecto.

O Danny vai para a frente com este ataque de comandos?

Tal como nos velhos tempos.

Quem � este Acebos? Que faz ele?

� da divis�o de planeamento. Foi ele que idealizou a miss�o.

O Jimmy e o Danny fizeram a coordena��o.

� algum ex-presidi�rio?

-Leavenworth. -Onde � que o Danny o conheceu?

Sabe-se l�! Nas corridas, numa discoteca.

-Sempre o mesmo Danny. -Sim, ele gosta de emo��o.

-Ainda est� casado? -Est�, mas pouco lhe interessa.

J� era de esperar. Soldado, cansa�o de quartel.

Ponha isto no meu carro. Espere.

LOJA DE ELECTRODOM�STICOS A MELHOR DE S. FRANCISCO

-Faz favor? -Queria falar com o propriet�rio.

Eu pr�prio.

Este loja n�o � do Tony Bergdorf?

J� n�o.

Onde poderei encontr�-lo? Sou amigo dele.

� ele. Sou eu.

N�o vai gostar muito do que lhe vou dizer.

Ele est� preso.

-O Shorty Bergdorf? -San Quentin.

-Onde poderei encontrar a mulher? -Tenho a morada dela.

Vou j� busc�-la.

Posso chamar longa dist�ncia?

-Longa dist�ncia? -A ser paga no destinat�rio.

-Est� bem. -Obrigado.

-Est�. Sim, eu atendo. -Fale, se faz favor.

Corneal, � o Mushy.

N�o � de Phoenix. Fala Acebos. Diz.

O Tony Bergdorf est� em San Quentin a cumprir de um a cinco anos de pris�o.

Na pris�o, o electricista.

O nosso melhor electricista cumprindo de um a cinco.

Corta mais, por favor.

Tome, Miss Allenby.

Obrigada, Mrs. Bergdorf. Mr. Allenby vai ficar t�o contente.

-Eles s�o como filhos para n�s. -Eu sei.

-Adeus. -Adeus. Obrigada.

A m�e est� muito contente por ter-vos em casa.

-Gracie! -Roger Corneal!

-De onde sa�ste tu? -J� l� vai muito tempo.

Uma eternidade! N�o foi no nosso primeiro anivers�rio de casamento?

Lembras-te daquelas bebidas com rum?

Nunca mais bebi rum.

Foram os velhos, tempos de ouro.

-Sabes do Tony? -Sim. Que pena.

-Sai amanh�. -Mas deram-lhe de um a cinco anos.

Foi amnistiado. N�o sei porqu�.

Aquele Danny, tem sempre tudo planeado.

-Diz? -Estou a falar sozinho.

Pedes ao Tony para me ligar, quando chegar a casa?

Ele n�o volta para casa. Isso acabou.

N�o sabia. N�o vai ver o filho?

Sim, mas v�-o na escola militar...

na presen�a do Major Taylor.

-Posso fazer um telefonema? -Claro.

N�o ignoro a possibilidade dele...

ter influ�ncia negativa sobre o Timmy.

Desta vez, tem de ser o Ocean.

-Est�. Quem? -Mr. Corneal.

-Outra vez o Corneal. -Aceita a chamada?

Sim, aceito.

Aquele homem adora telefones.

Entrem. J� falo convosco.

Sam. Em guarda. Em guarda.

Est�s �ptimo. � isso que faz a tua alimenta��o?

-Defende-te. -D� c� uma.

Rapazes, n�o consigo ouvir.

Pareces quase humano. Deixaste de lutar?

Sam, fiquei sem tecido para cicatrizar.

Espere, Corneal.

Goze da minha hospitalidade, Mr. Harmon.

U�sque.

Amanh� de manh�.

Amanh� de manh�? Espera. Sim, continua, continua.

-Ouve. -Sim, estou a ouvir.

Sou um homem muito feliz.

N�o, eu disse... Esquece. Continua. Obrigado, Corneal.

Excelente o que fizeste. Excelente.

Adeus. Mais uma crise ultrapassada.

V�o libertar o Bergdorf. Deram-lhe amnistia.

Que brincadeira.

Aposto que o Ocean sabia, mas n�o me diria.

N�o, n�o diria.

Quer torturar-me. Dar-me cabo dos nervos.

D�-lhe prazer.

N�o vais lucrar se disseres mal do Danny.

Quem est� a dizer mal dele? Eu adoro-o.

Respeito o talento.

-Ele devia gostar um pouco de mim. - Muito dif�cil. N�o lhe pe�as.

BURLESQUE O MELHOR DE PHOENIX

Que tal? Palmas para a Lolita.

E agora, uma beldade do Texas, doce como o a��car.

A sedutora Honeyface.

Pe�o desculpa pela interrup��o. � o meu trabalho.

Ent�o, Vince?

-Nunca pensei que fosses por a�. -Vince, o plano � perfeitamente seguro.

Eu s� minto �s mulheres.

Se � assim t�o seguro, por que n�o foi j� tentado?

Pelo mesmo motivo por que ningu�m foi ainda � Lua.

Tem de ser uma opera��o militar, feita por homens treinados.

Porqu� desperdi�ar os truques que o ex�rcito nos ensinou. . .

s� porque vivemos em tempo de paz?

Lembras-te da Opera��o Gold, em Oran?

Onze homens na praia. . .

com um barco de borracha e seis milh�es de d�lares em barras de ouro.

-Dev�amos t�-las enterrado. -Desta vez, temos p�s.

Que achas, Vince?

N�o posso. Tenho de pensar na minha mulher.

-Pensa nela rica. -Ou eu morto.

P�ra de falar como uma crian�a.

Passaste por uma guerra. Por que haverias de morrer agora?

�s indestrut�vel.

Lamento. Eu alinhava convosco, mas a minha mulher...

-Quando � que ela entra em palco? -J� entrou.

-Aquela? -Porqu�? Qual � a tua ideia?

� lind�ssima.

Gostaria de levar-te para casa e barrar-te nas minhas bolachas.

S�o s� dois.

Pede que o contratemos e descarrega nos clientes.

-Vamos p�-lo fora daqui. -Est� bem, AI.

-Agora? -� agora mesmo.

-Que se passa convosco? -Espera.

Que se passa aqui?

-Parem! -Por ali!

-Vamos, rapazes. -Vamos.

ENTRADA DA COZINHA

S� ENTREGAS

Nunca pensei assistir a uma cena de pancadaria como esta.

Se ainda me quiserem, contem comigo.

Est� bem. Pode complicar-se.

N�o faz mal. Estou farto de ouvir cretinos gritarem � minha mulher.

N�o quero que ela os ature nem mais uma noite.

Nem eu, Vince.

Toma.

Bolas, Danny.

P�ra com isso. Tens aqui um bilhete de avi�o.

Quando l� chegares. . .

Vai a esta morada. Pergunta pelo Josh Howard.

-O Josh est� nisto convosco. -Sim.

-J� me sinto melhor. -Ainda bem.

Sabes alguma coisa do Louis Jackson?

-Soube que estava em Salt Lake City. -Foi o que n�s ouvimos.

Vemo-nos daqui a uns dias.

Que hei-de dizer � minha mulher?

Diz-lhe que a amas.

Isso deve cal�-la durante umas semanas.

Est� na hora da borga, Jimmy. Eu trato da festa e tu das bebidas.

Jimmy Foster. Est� a� algu�m?

Como podes fazer-me isto? Eu contei contigo. Confiei em ti.

Do outro j� sabia o que esperar.

Ele n�o tem emenda, � indisciplinado. Por isso � que te mandei ir com ele.

Ol�, Spyros, como est�s?

Afasta-te desse telefone. Recuso-me a falar contigo! Recuso-me!

S� sabes preocupar-me.

Spyros, tenho boas e m�s not�cias.

N�o me d�s as m�s. Dessas j� eu tenho de sobra. D�-me as boas.

Vamos deixar Phoenix.

V�o deixar Phoenix. Querido, que maravilha.

Por que n�o me disseste logo? D�-me a m� not�cia.

Vamos para SaIt Lake City.

V�o para Salt Lake City.

Esquerda, esquerda, direita, esquerda, esquerda...

Cumprimenta o teu pai, Timmy.

-Ol�. -Ol�, senhor.

N�o me d�s um beijo, ou est�s j� velho para isso?

Desculpe.

A sua roupa tem um cheiro esquisito.

-Vim de longe. -Eu sei, do Jap�o.

Sim, do Jap�o.

N�o mudei de roupa. Tive receio de n�o te encontrar.

-De n�o me encontrar? -N�o vais a casa ao fim-de-semana?

A m�e disse que vinha visitar-me e que eu tinha de ficar.

Lamento se estraguei o teu fim-de-semana com ela.

Talvez eu e tu possamos fazer qualquer coisa.

Pod�amos ir ao cinema, comer um gelado?

-A um jogo de futebol? -Gostaria muito!

�ptimo. Venho c� no pr�ximo s�bado.

-Sim, senhor. -Certo?

Pai!

-N�o se esquece, pai? -N�o, Timmy. N�o me esque�o.

Feliz Natal, pai. Fui eu que o fiz.

Ora. . .

Espera. Roger Corneal.

O primeiro homem a ser multado por confraternizar com as Fr�uleins.

O primeiro a cumprimentar-me. Porqu�?

Falei com a Grace. O teu filho gostou de te ver?

-Olha o que ele me fez. -S�o contas?

� uma calculadora. Soma e subtrai.

-Que engra�ado. -A Grace disse-lhe que vinha do Jap�o.

N�o podia dizer ao mi�do onde eu estava.

Suponho que n�o.

Como est�s?

Precisamos de um electricista mestre.

-Quem? -O grupo antigo.

Queres dizer o Jimmy Foster e...

o Danny Ocean, o Sam, o Josh.

Por que se juntaram? Que se passa?

� um reencontro.

H� semanas que andamos em preparativos.

-Deve ser uma festa de arromba. -Maior que em Anzio.

S� que n�o te pagam em dinheiro de invas�o.

Ser�o notas verdadeiras. Montes delas.

Parece um daqueles reencontros que podem mandar-me de volta � cho�a.

Tony. Tony.

Um, dois, tr�s, quatro.

Tony?

Para enriquecer � preciso correr riscos.

Rog, o �ltimo brincalh�o que me disse isso era joalheiro.

Queria que eu provocasse um curto-circuito no alarme dele.

Ele ficou com 60 mil, e eu fui preso. Perdi a minha mulher e o meu filho.

� curioso, pensei que estivesse a faz�-lo por ela.

Ele sempre quis uma estola de raposa branca.

Desta vez, vais precisar de um a cinco anos para contares o dinheiro.

N�o, desculpa. Tenho coisas para fazer, c� fora.

E � c� que quero ficar.

Al�m disso, se eu entrasse nisso, voc�s eram logo apanhados.

Costumava s� dar azar a mim pr�prio.

Agora, dou azar a toda a gente. At� um dia destes.

N�o foi visto por um m�dico, na pris�o?

-Sim, senhor. -Ent�o, por que veio c�?

O Dr. Griffin disse que eu devia consultar um especialista.

Foi ele que marcou a consulta.

Escute, Doutor...

seja franco comigo.

� cancro?

S� posso dizer depois de ver o resultado da bi�psia.

E se o relat�rio disser que �? Quanto tempo tenho?

Bem, eu...

Quanto tempo, Doutor?

Ent�o, Tony? Ainda podes mudar de ideias.

-Chega para a Universidade? -Poder�s comprar uma.

-Vamos, Josh. � a tua vez. -Est� bem.

Vince! Vincerinio!

Como est�s?

� dif�cil apanhar-te.

O lixo est� onde o encontrarmos.

Que aconteceu � bola?

Deixei de a ver. Quando sa� do ex�rcito...

o �nico clube com vaga era no sul. N�o havia lugar no campo.

Imagina-me, um homem s� com um olho na terceira base.

Sempre fui sincero contigo, n�o fui, Josh?

Aceitei entrar nesta opera��o, mas estou com medo.

N�o � p�nico, mas � algo que n�o p�ra de preocupar.

Tem que ser assim. Obriga-nos a ser cuidadosos.

Escuta, Vince, os corajosos n�o regressam a casa. Continua a ter medo.

Tu nunca quiseste ter os corajosos contigo.

Isso � simples.

Para mim, coragem � estupidez.

Que grande cobarde. Quem diria, .o Ex�rcito a condecorar-te?

Tive medo no dia em que a recebi.

N�o fales nisso. Os meus joelhos tremem de novo.

Por que � que isto n�o te faz tremer?

Faz.

Um milh�o de d�lares cada um. Achas que temos hip�teses?

Vince, amigo, eu penso o seguinte:

N�s os onze, como gatos, contra esta pequena cidade.

Estamos em vantagem.

Est� bem, amigo, estou pronto para receber instru��es.

Entra no meu gabinete.

-Sam Harmon. -Feliz Natal, Mrs. Ocean.

Que fazes aqui?

P�ra de ficares mais bonita. Ainda fazes disso um monop�lio.

Perguntei-te o que fazias aqui.

Fiquei com medo de me cansar com as coroas de flores ao pesco�o.

Sam, charmoso como sempre. O Danny ainda est� deitado?

-N�o propriamente. -Est� no hospital?

-N�o. -Um m�dico telefonou...

a dizer que o Danny estava muito doente.

Para ser sincero, o m�dico era eu.

O recado � que ele estava a morrer.

Queria que tu viesses.

-Foi a� que desconfiei. -Sabias que era um pretexto?

O Danny � que costuma usar esse expediente.

Por que vieste, se sabias?

� Natal. Tenho uma prenda para ele, s� isso.

Qual � a tua desculpa?

Estava a pensar nisso. Cheguei � conclus�o...

que deve ser amor. Amor materno.

Talvez contemple amante, brinquedo por uma noite. . .

mas recuso-me a ser tua m�e.

N�o percebeste. A m�e sou eu.

O que n�o gosto � ver-te separada do Danny.

Pois. .

A�, estamos de acordo.

Gostaria de o fazer ganhar ju�zo.

N�o, m�e. S� ele o pode fazer.

Que aconteceu ao vosso casamento, Bea?

Afogou-se em champanhe.

N�o pensava que a euforia fosse aborrecida.

Aborrecida, n�o. Um dia, acordei e percebi. . .

que a nossa rela��o n�o tinha subst�ncia.

Portanto, sa� e decidi arranjar um emprego.

O Danny n�o gostou muito disso.

Pouco tempo depois, deixei-o.

Como � que ele reagiu?

Quer que eu volte, mas n�o quer dar-me o que eu quero.

Por exemplo?

Quero uma vida que n�o dependa da cor de uma carta.

O Danny teve uma mar� de azar?

Se fosse isso... Talvez se tivesse apercebido...

do valor das coisas, quando se conquistam.

N�o t�nhamos casa fixa. Viv�amos um jogo ambulante.

Era uma forma de fugir � vida.

-Tenho de ir. -O Danny est� a chegar.

Tenho que fazer.

N�o quero v�-lo, Sam. N�o vale a pena.

O Danny n�o � o �nico que anda a fugir.

N�o te zangues comigo, m�e.

A sorte dele h�-de acabar.

Se ele ainda me quiser, estou por aqui.

-Ol�, Danny. -Espera um instante.

Para baixo, por favor.

Entrei com um companheiro.

N�o era de confian�a. Fica comigo. Eu sou sincero.

Tenho boas not�cias.

Auburn derrotou Alabama.

N�o, isto � importante, a s�rio.

Sobe por cinco minutos.

-N�o, Danny. Para baixo. -Para cima, at� ao �ltimo andar.

O Skyroom ainda n�o abriu.

-Excelente. -Por que cedo sempre?

Mais uma volta, n�o. Estou destreinada.

-Tr�guas. Conversa��es de paz. -Come�as sempre assim.

Senta-te e n�o me interrompas.

Tenho um grande neg�cio em vista. Grandes valores, montes de dinheiro.

-J� ouvi essa hist�ria. -Desta vez � verdade.

�ptimo. Gosto de ter amigos ricos.

Um amigo que quer gastar uma fortuna contigo.

-Obrigada. -Pronto, est� decidido.

No dia 2 de Janeiro vou buscar-te e vamos at� ao Rio.

A s�rio? Acho que est�s a falar a s�rio.

Claro que estou.

-Uma semana no Rio. -Sim.

Danny, que ave rara que tu �s.

O �nico marido que faria uma proposta indecente � mulher.

Casei contigo. N�o resultou. Que mal faz um pouco de loucura?

Nenhum. Nenhum.

Eu n�o recusaria, desde que houvesse amor.

-Queres dizer que n�o h�? -Da tua parte, n�o h� muito.

S� tens amor por uma coisa, Danny. Pelo perigo.

Subir rochedos.

�s incapaz de amar uma mulher como amas o perigo.

Enquanto tiveres sorte, continuar�s a amar o perigo.

-Enquanto a sorte te sorrir. -Digamos que tens raz�o.

-Mas n�o me inventei. -Que queres dizer com isso?

Que n�o tenho a patente. N�o posso mudar, tal como tu tamb�m n�o.

Se algu�m disser que pode, mente.

Nunca quis que fosses perfeita.

-Vai descer. -Um segundo.

Podias ter-me dado uma oportunidade.

N�o exijo que sejas perfeito. Quero que sejas meu marido.

Vou descer.

-Onde servem bebidas? -No bar.

-James. -Ol�, Sam.

N�o pares. Vou telefonar � m�e.

-Est� l�? -Resid�ncia de Mrs. Restes.

-A m�e est�? -Sim, Mr. Foster.

-� o meu Jimmy, o meu inocente. -Mais um toque inocente.

-Jimmy. Por onde tens andado? -Aqui e ali.

Foi uma maldade n�o teres telefonado.

-H� tr�s dias que estamos em casa. -O qu�? N�s?

N�s significa a tua pobre m�e solit�ria e Mr. Santos.

Escrevi-te a falar dele, acho eu.

Trata-me muito bem e � um g�nio financeiro.

-O que eu esperava que tu fosses. -Sim, m�e. Por falar em finan�as.

-D�-me mais? -Mais qu�?

Dinheiro. D-I-N-E-I-R-O.

-H! -Sim, D-I-N-H-E-I-R-O.

Sim, querido. Diz-me para que �.

Quero forrar as paredes com ele.

Quando tento interessar-me por ti, d�s-me uma resposta torta.

Sei l� em que vou gast�-lo? Gasta-se, sabe?

Queres dinheiro para as despesas. Por que n�o disseste logo?

Tive medo que pensasses num investimento temer�rio.

N�o, m�e, nada de loucuras.

Vem c� depressa, e traz-me um grande beijo.

Quero ver o meu menino crescido.

Sim, m�e. Passo a� por volta das 5.

Que forma de ganhar a vida.

Diz-me como foi o Hawai.

O Hawai? Grandes p�r-do-sol.

S� havia um por dia, mas est�o a tentar melhorar.

-O tempo � bom? -�s vezes chove.

-E as mulheres? -�s vezes chove.

Reparaste bem na Bea?

Nem por isso. N�o prestei aten��o.

-Ela continua apaixonada pelo Danny. -Ent�o, qual � o problema?

-Estou preocupado com ele. -Preocupado?

-Talvez seja com o projecto. -Em parte, tamb�m.

Queres semear a d�vida, estragar a festa?

Jimmy, para que precisas desta festa?

Basta chamares pela tua m�e.

N�o conheces a minha m�e.

N�o, mas j� percebi que � muito generosa.

Generosa �. Sobretudo, com os maridos.

S� teve cinco.

Deves ter-te sentido abandonado.

N�o tive essa sorte.

Importas-te de explicar melhor?

Tinha tanto amor materno, que parecia cinco filhos num.

N�o me largava. Fazia tudo por mim.

Depois da guerra, tentei afastar-me.

Mas o dinheiro � um h�bito dif�cil de quebrar.

� por isso que irei � nossa festa.

O manda-chuva havaiano.

-Ol�, Danny. -Sam, como est�s?

Como sempre. Sinto a emo��o da vida ao longo da quilha.

Pareces uma balsa.

N�o sou um barco, sou um homem.

-As pessoas olham-me com admira��o. -Que acontece quando falam?

Vamos voltar � tua pergunta inicial. Estou �ptimo.

Ligas para o Spyros?

Meti-me nesta aventura para te ver novamente.

A brincadeira saiu-te cara. Eu mere�o-o.

Chegaste a tempo das anedotas.

Para si, Mr. Acebos. � muito importante.

-Est� l�. -Morgue de Los Angeles.

Morgue de Los Angeles. Sim?

Temos aqui dois homens.

Um � musculado e o outro � magro.

Meu Deus.

Estes dois jovens iam de carro, a alta velocidade.

Chamam-se....

N�o interessa o nome deles. Eu conhe�o... Conhecia-os.

Pode identific�-los?

Estou disposto a isso. Vou a�. Vou sair j�.

Meu Deus, sim. Como se chama o senhor?

Pergunte pelo Detective Brannigan.

Detective Bra...

Como � que ele soube o meu nome?

Vamos preparar-nos. Vamos.

Finalmente, apanhei-te. Onde te meteste, estes dias?

Voltaste para a tua mulher?

Sei que ela esteve c� no hotel, contigo, h� uma hora.

Andas a enganar-me, e eu estou a avisar-te, Danny. . .

n�o vou tolerar esse tratamento. Recuso-me a ser ignorada.

-Que tencionas fazer? -Vou fazer muitas coisas.

-N�o est� na altura de come�ares? -Espera.

N�o, espera e ouve-me com aten��o.

Engatei-te no Biltmore porque te achei atraente e n�o tinha nada que fazer.

Meti-me contigo por causa disso.

Ningu�m te for�ou. . .

nem fez promessas. Que drama � este? N�o � virtude maculada.

�s um aut�ntico safado.

Esquece, Adele. Sei dos homens que tiveste. Tu contaste-me.

Por que me tratas assim? Eu n�o fiz nada.

Nem eu. Por que n�o nos despedimos?

Com certeza. E talvez deva agradecer-te por me teres humilhado.

V� l� se gostas disto.

Um dia destes, tramo-te! Juro!

-Ainda bem que n�o anda armada. -Como � que sabes?

Para a morgue.

Voc�s...

Seus safados, miser�veis...

Choro, mas n�o � por voc�s. � pelo dinheiro. Voc�s podem morrer.

Acho que ele est� furioso connosco. Volte para o hotel.

N�o se mexa.

Tu, sai do t�xi. Estou zangado, estou no meu direito!

Est� bem, Spyros, aceitamos as tuas desculpas.

Ningu�m telefonou.

Com estas brincadeiras, esqueceram-se de convocar a reuni�o.

Eu queria ver-te.

-Para saber se estavas vivo. -Vivo?

Pareces estar � beira de uma apoplexia.

A minha sa�de � a minha maior virtude. Todos os dias fa�o exerc�cio.

Chegam todos �s 9 horas.

Ent�o, podes entreter-nos com umas flex�es.

-Boa noite. -A minha m�e est� em casa?

-Est� � sua espera, I� em cima. -Obrigado.

-Deves ser o Jimmy. -Sou.

A tua m�e desce j�. Sou o Duke Santos.

Espero aqui.

Deve ser uma sensa��o estranha...

conhecer um estranho que vai ser teu padrasto.

� natural que te ressintas um pouco.

Ent�o, n�o se importa se eu n�o o tratar por �pai� .

Podes tratar-me por Duke.

� o anel de noivado que comprei para a tua m�e.

Que bonito. Zirc�o, n�o �?

-Zirc�o? � um diamante! -Lamento.

Deves ter pensado assim por ser t�o grande.

� muito grande? A tua m�e tem �ptimo gosto.

Tem?

Muito bem, menino mimado. Se � assim que queres, est� bem.

Vamos ver at� onde te deixo ir.

Eu conhe�o o seu passado e as suas liga��es.

Muito dinheiro e um homem que n�o se deixa enganar.

Mesmo assim, estou no meu direito se n�o gostar de si.

Claro. Um homem que vai casar com a tua m�e...

como eu disse, � natural. Demora tempo.

-Vais ver que sou boa pessoa. -Eu digo ao FBI.

J� n�o andam � minha procura. Fui ilibado.

� algo a favor da m�e.

� f�cil para ti armares-te em superior, n�o �?

Tiveste tudo isto desde o ber�o. Alguma vez ganhaste dinheiro por ti?

N�o, mas tenho planos.

Sabes o que eu tinha, quando era pequeno? Nada.

Nem tinha quem me ajudasse. Agora, tenho tudo em quantidade.

Tamb�m tenho muitos anos, e um est�mago doente.

O que prova que o meu m�todo � melhor.

-Que m�todo? -Escolher pais ricos.

Sim, claro que � melhor.

Os meus pais eram t�o pobres que eu andava descal�o no Inverno e no Ver�o.

Um dia, nadava no rio.

Quando sa�, vi pares de sapatos no cais.

Um deles era novo em folha. Experimentei-os. Serviam-me.

Depois, um mi�do gritou, ''Esses sapatos s�o meus! '' Lut�mos. Ganhei.

Desde ent�o que a minha vida � assim. Uma luta constante.

-Ganhou sempre? -Claro, tenho coragem!

Como quando pertenceste ao pelot�o de p�ra-quedistas. A tua m�e disse-me.

N�o sei se teria coragem para saltar de um avi�o.

S� por dinheiro.

Ou se fosse muito novo.

� preciso ser-se novo para fazer coisas.

V�, descontrai-te. Bebe um copo ao meu casamento.

Por que n�o?

-Soda? -E voc�?

N�o posso. J� te disse, problemas de est�mago.

V� l�, Mr. Santos. Lute, lute sempre.

Se tem coragem, acabar� por ganhar.

-Sim, mas. . . -Que foi? Perdeu a coragem?

-Querido! Finalmente. -Ol�, m�e.

Que se passa com o Duke?

Teve um ligeiro ataque de coragem. Tom�mos uma bebida.

Ele sabe que n�o lhe pode tocar.

Ele disse-me. Fui malandro, n�o fui?

Foste. Tens de dar-me os parab�ns.

Desculpe. Boa viagem.

Parece que ando num carrossel matrimonial...

a experimentar an�is, mas agora � diferente.

L� isso � verdade.

Eu sei que ele tem um passado horr�vel...

mas n�o o julgues desse ponto de vista.

Ent�o, que alternativa sugere?

-O ponto de vista de uma mulher. -Isso � pouco pr�tico.

Faz um esfor�o. Desde que o teu pai morreu...

o Duke foi o �nico que precisou de mim e n�o do meu dinheiro.

Est� bem, eu n�o a critico. Por falar em dinheiro...

-Aqui est�. -Obrigado.

Uma mulher adora sentir-se desejada. O Duke � muito importante para mim.

A seguir a ti, claro. Trata-o bem.

Quando voltar, dou-lhe graxa. Pe�o desculpa por t�-lo aborrecido.

Aonde vais?

Vou fazer esqui com o Danny Ocean.

N�o faltas ao casamento?

-J� faltei a algum? -Sim, ao primeiro.

-Adeus. -Adeus, querido.

J� passa das 9. Est�o c� todos menos o Jackson.

Vamos come�ar a reuni�o sem ele?

A falta de organiza��o � como um veneno!

Envenena a iniciativa, mata-a completamente.

O objectivo de ter dinheiro � mostrar �s pessoas que o temos.

Vou comprar um grande Chris Craft e n�o o ponho na �gua.

Deixo-o � porta de casa.

Dou-o ao carteiro, ou a outra pessoa.

Por que n�o o usas para te melhorares?

Eu n�o preciso de melhorar. Estou muito bem assim.

Gin.

Joguei na perfei��o.

Quantos pontos?

S�o 1 0 pontos. Sejam espertos.

Invistam o vosso dinheiro em mim. Vou produzir filmes.

Sou obrigado a ouvir tudo isto. Est�o a apodrecer-me o c�rebro.

Onde est� o tal Jackson?

Onde est� a organiza��o?

N�o entres em p�nico, est� bem?

Sabem o que � boa ideia?

Pegar numas centenas e fazer algo para garantir a paz no mundo.

Como comprar todos os bilhetes do concurso Miss Universo.

E ficar l�, a falar com as raparigas.

Descobrir como se vive na Su�cia.

Ou convid�-las para um fim-de-semana em New Orleans.

N�o me agrada essa abordagem. Se empregares bem o teu dinheiro...

podes mand�-las ir para New Orleans.

-Explique-me isso, professor. -Transforma o dinheiro em poder.

Vou comprar votos e vou meter-me na pol�tica.

Boa ideia, rapaz. Darias um excelente pol�tico.

Daria melhor em m�dico legista. A rir.

-Vou meter-me na pol�tica. -Com que projecto, Big Sam?

Revogar as emendas 1 4 e 20 e fazer das mulheres escravas.

Isso � bastante construtivo.

Quanto vai custar?

N�o, ter�amos o pre�o controlado.

Vote no Sam Harmon. Erradique a sa�de mental.

-H� campanha melhor? -Claro.

Paga ao partido. Contenta-te com uma nomea��o.

Que profundo. Apresento o mais recente senador.

Que ideia assustadora.

Ser embaixador num pa�s estrangeiro.

Um pa�s pequeno. N�o queremos um grande inimigo.

Sim, um pa�s pequeno como Andorra.

-Ou Pomona. -Little Rock?

Fazem ideia de quanto dinheiro um homem podia roubar. . .

se fosse o comiss�rio para os assuntos �ndios?

-� isso que quero ser. -Nunca o ser�s.

Vou ser Ministro do Interior. N�o te nomeio.

Que ideia t�o snobe.

-N�o? -N�o.

A convic��o, meu caro, passou de moda com a estatu�ria equestre.

-Que raio de linguagem � essa? -N�o fa�o ideia.

Se me perguntarem, ele � um espi�o.

Onde � que ele se meteu? S�o 9:30!

Ainda deve estar em Salt Lake City, a despedir-se das mulheres.

-E dos cavalos. -Sim.

Para cima e para baixo. � a folga do empregado.

-Mr. Acebos? -Quem quer saber?

Ele. Conhece-o?

Oh, Jackson. Louis, meu amigo. . .

Que foi? Louis, fizeste alguma coisa?

N�o, quer�amos que eIe desse com o s�tio certo.

A Pol�cia de Beverly Hills. A melhor da Am�rica.

Protegem-nos dia e noite. Obrigado, sr. guarda.

Boa noite. Est�s ferido!

J� o encontr�mos assim.

-Boa noite. -Boa noite.

Louis, rapaz, entra.

N�o estou enganado, pois. . .?

N�o estou enganado, pois n�o?

O teu nome � mesmo Jackson?

� esse o meu nome, amigo.

Por que apareces nesse estado lastimoso?

Eu gosto assim, Mr. Acebos. Ol�, Danny.

Ol�, cowboy. Por que demoraste tanto?

Caramba, quem diria? Ol� a todos.

-Ol�, Josh. -Como est�s?

Bem. �ptimo. Sam?

Ocean, devias ter vergonha.

Convencer um homem com o bra�o partido a entrar no projecto.

Sabes qual � o teu problema? Subestimas as pessoas. Louis?

O bra�o n�o est� partido?

Mr. Acebos, j� est� curado.

Tu sabias, seu Dr�cula. Queres matar-me com preocupa��es.

Tenente, informe o seu grupo.

Ponham-se todos � vontade.

Alguns de voc�s j� t�m uma ideia do piano para esta opera��o.

Quero referir que todos apareceram.

Ningu�m se pirou.

� muito bom Sinai.

Tenente, o senhor e o seu sargento deviam sentir-se orgulhosos.

Essa � a boa not�cia. E a m� not�cia?

Sargento Ocean.

� este o nosso objectivo. Las Vegas, Nevada.

A miss�o? Obter milh�es de d�lares.

Vamos atacar os seguintes casinos:

Sahara, Riviera, Desert Inn, o Sands e o Flamingo.

A hora H � a v�spera de Ano Novo. Cada unidade...

� uma equipa formada

Por que acharam que era uma miss�o para antigos p�ra-quedistas?

Por que n�o contrataram assaltantes?

Por um motivo muito simples, Mr. Harmon.

Um homem com cadastro n�o pode ir a Las Vegas ou aos casinos.

Isso exclui-me.

Tu n�o �s um marginal. N�o est�s ligado ao mundo da M�fia.

Os marginais d�o-se sempre com outros marginais.

Onde h� marginais, h� informadores. Entre n�s n�o pode haver fugas.

Em que hot�is � que voc�s v�o estar?

-Flamingo. -Sands.

-Desert Inn. -Riviera.

Sahara.

V�o ter mais cinco a trabalhar convosco, como equipa.

Sam, explica-nos como se festeja a v�spera de Ano Novo.

� meia noite fica tudo doido. Come�am todos aos beijos.

Depois cantam, ''Auld Lang Syne. ''

-Quanto tempo demora a can��o? -N�o sei.

Um minuto e 38 segundos exactamente. J� cont�mos.

Depois da meia-noite, provocamos um corte de electricidade...

na cidade inteira e assaltamos os cinco casinos.

Sahara, Riviera, Desert Inn. . .

Sands e Flamingo. Ningu�m nos ver�.

Tens uma pergunta, Tony?

Como � que se p�e uma cidade inteira �s escuras?

Que acontece se deitarmos abaixo uma destas torres?

-Causa um curto circuito. -Que interessante.

O Reimer e o Josh s�o os demolidores. Qual � a minha tarefa?

Tu abres a porta de acesso � caixa.

T�m controlos el�ctricos.

A pessoa da caixa abre-as carregando num bot�o.

N�o posso faz�-lo do lado de fora.

� de l� que vais faz�-lo.

Todos os casinos t�m um gerador que gera electricidade...

para as mesas e caixas quando os cabos falham...

o que � bastante frequente.

O gerador arranca, e fica tudo na mesma.

S� que isso n�o vai acontecer, gra�as a ti, Tony.

Que acontece se trocares os fios. . .

que ligam as luzes com os fios da porta da caixa?

Quando o gerador for ligado, em vez de acender a luz. . .

abre as portas.

� s� isso.

Mas tenho de estudar o quadro da electricidade de cada casino.

Ter�s oportunidade para isso.

Esta � a �nica estrada de acesso?

Sim, a estrada 91 . Porqu�?

Lembro-me de ter lido acerca de um tipo, em Perth.

Vais contar mais uma das tuas longas hist�rias?

-Que esfaqueou a av�. -Rapazes, deixem-no falar.

Cortou a av� aos peda�os e mandou-a peio correio.

-At� esgotar os selos. -Isso prova algo importante?

O Pete tem raz�o.

Sair da cidade � outro problema.

-A� � que entra o Josh. -Eu estava curioso.

N�o penses nisso. Ele � a roda dentada principal.

-Se falhar, estamos arrumados. -Que te preocupa, Curly?

Durante quanto tempo vai faltar a luz?

-1 0, 1 5 minutos. -N�o � muito.

� o suficiente, se todos fizerem o que lhes compete.

O Danny tem raz�o.

T�m de funcionar como um rel�gio. Na m�xima perfei��o.

Rapazes, quero que pensem nisto como se fosse uma batalha.

Lancem-se com o mesmo cora��o...

que vos ajudou a atravessar o rio Reno...

e outros lugares hist�ricos. Pensem como ficariam orgulhosos...

os oficiais do Pent�gono...

se soubessem que o seu trabalho...

estava a permitir a concretiza��o de uma opera��o t�o fant�stica.

Sentar-se-iam todos na messe dos oficiais...

e chorariam de alegria.

At� eu me sinto tentado a faz�-lo.

-Mais perguntas? -Sim. Qual � a tua tarefa, Acebos?

Sim, Mr. Acebos, que vai fazer o senhor?

O nosso modesto amigo � um conhecido criminoso.

Se o virem, estamos tramados.

-� tudo. -Mais perguntas? Preocupa��es?

Tenho uma sugest�o.

-Qual �, Sam? -Esque�am.

Esquecer. . .?

Esque�am isso tudo. Eu gosto de correr riscos...

mas n�o t�m um plano s�lido.

� mais uma das tuas brincadeiras m�rbidas, Danny, seu s�dico?

-Onde � que o plano falha, Sam? -Para come�ar, 1 5 anos.

Isto n�o � uma equipa de combate.

Acham que t�m a capacidade que tinham em 1 945?

Conseguem correr t�o depressa?

Reagem com a mesma agilidade? Eu n�o consigo.

Danny, podes apanhar raios, mas n�o tentes apanhar o passado.

Os velhos tempos s� s�o bons depois de terem passado.

Sam...

alguns homens envelhecem sem se tornarem cobardes.

Ouviste falar nisso?

Sim, Tenente Cora��o de Le�o, �s muito corajoso.

Mas ser� que �s parvo? Sou o �nico que conhe�o Las Vegas.

Acreditem que a casa tem sempre a vantagem, sempre.

A vantagem est� com aqueles que preparam a opera��o, connosco.

�s um desertor sob fogo, um traidor!

Cala-te. Esborracho-te.

N�o podes deix�-lo desistir assim. Afecta o nosso plano!

Tens alguma forma de o deter?

-Salvaste-lhe a vida! -E eu estou a tentar salv�-lo a ele!

Sam.

Obrigado, Danny.

N�o me deves nada, Sam. Tens direito a ter a tua opini�o. Concordam com ele?

E tu, Josh? �s inteligente.

Eu sou inteligente, Sam, mas tenho de apoiar o Danny.

PeIo menos, s� ficamos com uma pessoa a menos.

Uma pessoa a menos. Isso n�o � nada, nada!

Danny, querido, basta que ponhas um an�ncio no jornal!

Vamos ter de excluir um dos casinos. Qual deles?

Alto. Ningu�m vai desistir.

Se n�o vos conven�o a desistir, n�o vou deixar-vos...

fazer o trabalho sem o melhor membro do grupo.

Continuem. Quando sa�mos deste mausol�u?

� louco!

Depois de amanh�, estaremos em Las Vegas.

Feliz Ano Novo!

J� colocaste isto nos sapatos?

A tinta infravermelha que me deste n�o � pr�pria para consumo!

-N�o consigo ver a pegada. -Consegues sim. Experimenta isto.

Nada. O Danny deve ter um parafuso a menos!

Calma. P�e estes �culos. V�, p�e l�.

Olha agora.

Uau!

Tenho mais uma lata deste produto. N�o sejas poupado, est� bem?

-Ei. -Que foi?

Misturando isto na maquilhagem, ter�amos noites interessantes.

Estou pronto.

Um, dois, tr�s, quatro. Dois, dois, tr�s, quatro. Tr�s, dois...

Vamos, meninas.

Um, dois, tr�s, quatro. Um, dois, tr�s, quatro. Um...

P�ra. V�, Helen. Podes entrar.

Tem um trabalho dif�cil.

Sands ENTRADA

Porqu� tantos caixotes?

Quando � a escolher optamos por coisas sensatas.

N�o queremos nada disso.

-Desculpe. Ol�. -Ol�, Mr. Skelton.

-Lembra-se de mim? -Lembro-me do que me disse.

O qu�? Acerca de impor limites? N�o leve isso a s�rio.

Disse que daria cabo de mim se eu levantasse mais um dos seus cheques.

N�o ligue a isso. Isto � s� gordura.

Nem for�a tenho para arrancar asas a abelhas. D�-me o dinheiro.

N�o vale a pena argumentar. N�o permitiremos que exceda o limite.

Incr�vel. Olhe para este fulano.

Porta-se como se f�ssemos assalt�-lo. N�s n�o far�amos isso, pois n�o?

-Rid�culo. D�-me o dinheiro. -O senhor est� � espera.

Vou ficar aqui plantado como uma �rvore. . .

at� me dar o dinheiro.

Devia ter mais cuidado. Eu posso ganhar este casino.

Pode acontecer. Isto pode vir a ser meu.

Quem seria o caixa a ficar com o nariz partido? Que se passa?

Teve de chamar o Wyatt Earp e o irm�o dele.

Calma.

Esse � o meu bra�o de jogar.

Moedas de um d�lar, por favor.

Caf�, por favor.

D�-me lume, por favor?

ENTRADA

Mandei fazer a chave. Cuidado. Custou 25 c�ntimos.

Algu�m devia controlar estas despesas extravagantes.

-Est� aqui uma para o Sahara. -Certo.

Sahara ENTRADA

Parece que est�o a ficar cansadas do combate.

Est�o a� h� muito tempo.

-Est� tudo bem, Joe? -Como t�lipas em Julho, Mac.

Tens de acertar.

-Vamos, Josh. -Consigo se se calarem.

N�o te esque�as de largar a bola.

-Que descobriste? -Os casinos n�o gostam de ser roubados.

Que atitude t�o redutora. O cruzamento dos fios resulta?

-Tecnicamente, est� tudo bem. -Quanto tempo demora a prepar�-los?

Cinco casinos, 1 5 minutos cada. D� 75 minutos.

Tempo de desloca��o, 25 minutos. Uma hora e 40 minutos.

� nessa altura que vou prepar�-los.

-N�o podes activ�-los mais cedo? -N�o posso correr o risco.

Se por acaso faltar a electricidade, as portas abrem-se.

-Escolheste uma torre? -A maior.

O Josh ajuda-te.

E o Sahara?

Um dos guardas preocupou-me.

Est� sempre na caixa. Deve sofrer de reumatismo. Nunca sai dali.

Com um murro bem assente, fica mesmo l�.

-Sam? -� f�cil como o amor.

Muito bem.

Louis, o Desert Inn?

Vai ser f�cil como montar um cavalo empalhado.

-O qu�? -Vai ser...

Esquece.

-Jimmy? -O Flamingo est� a postos.

E o Sands?

Est� tudo em ordem.

Ningu�m anda identificado at� isto acabar.

Todos os que t�m tarefas no interior, devem voltar. N�s estaremos c� fora.

Fiquem em cada casino at� que eu os contacte.

Que vamos fazer at� l�? Ainda temos hoje e amanh�.

Tive uma ideia. Uma boa terapia.

Esquece. Nem pensar.

Hoje e amanh� s� ensaiamos, at� � hora H.

-E o transporte? -N�o tenham receio, o Josh trata disso.

-Vamos. � a vez do Mushy. -Vai jogar.

-Nunca joguei bowling na vida. -Improvisa.

-Temos tempo para um espect�culo? -E se formos ao Sands?

-Boa ideia. -Esse lugar d�-me sorte.

� algum conhecido teu?

Pensei reconhecer uma pessoa do meio profissional.

Do dele ou do teu? Vamos.

Sands UM LUGAR AO SOL

-Ora, ora. -Que fazes aqui?

O mesmo que tu, a enganar outra pessoa.

N�o � nada disso. Vim em miss�o de trabalho.

Estou � espera de uma pessoa.

Gostaria de v�-la. Aposto que a tua mulher tamb�m.

N�o percebeste. Estou c� sozinho.

-Juro. -Pela tua sa�de.

Larga-me, ou chamo aquele pol�cia.

N�o entres em p�nico.

Quando perceberes como est�s enganada. . .

usa isto.

Est� l�?

Mrs. Ocean? Fala uma amiga. Estou a ligar de Las Vegas.

Pensei que gostaria de saber o que o seu marido. . .

anda a tramar em Las Vegas.

Aprendi que criaturas como voc� ladravam antes de morder.

E n�o ouvi nada.

Pensei que lhe fazia um favor. Desculpe t�-la incomodado.

N�o, maliciosa. N�o estou incomodada.

Quando sei que o Danny tem um inimigo venenoso como voc�...

gosto ainda mais dele.

Telefone-me sempre que quiser. Agrada-me que gaste o seu dinheiro.

Feliz enterro, c�o morto.

FELIZ ANO NOVO!

-Est�s pronto, Pete? -Um segundo.

-A que horas marcaste? -1 minuto, 38 segundos depois das 1 2.

-Passam 5 minutos das 6. -Certo.

Um minuto e 38 segundos depois da meia-noite, rapaz...

e depois, feliz ano Novo!

Feliz Ano Novo. Vamos.

-Boa noite, Mrs. Restes. -Ol�!

-� um prazer v�-lo. Feliz Ano Novo. -Igualmente.

Las Vegas � como Paris. Encontramos sempre caras conhecidas.

-Que prefer�amos n�o encontrar. -Partilho desse sentimento.

Com licen�a, querida. Quero ir l� fora.

Adoro encontrar amigos.

-� um prazer para n�s. -O Jimmy vem connosco?

N�o, est� a rapar frio em Squaw Valley.

-Mas ele est� c�. -Aqui, em Las Vegas?

No Flamingo. Vi-o ontem � noite.

N�o me digas que partiu alguma coisa, no esqui.

Nada que se visse.

Por que me disse que ia para Squaw...? Sou mesmo tonta.

Deve ter encontrado alguma rapariga engra�ada que vinha para Vegas.

O Danny Ocean � tudo menos uma rapariga engra�ada.

Parece-se mais com um tubar�o bem educado.

Fichas de 25 d�lares, por favor.

Tony! Sou eu, o Steffans. Tony!

�s doido? Vai-te embora!

-Passa das 23h30. Consegues? -Logo ver�s.

Est� bem, vemo-nos logo.

Disse que era uma bebida de senhora. Devia referir-se a um cavalo feminino.

Ele referia-se a uma de cada vez, querida.

Que sorte eu aguentar bem o �lcool.

Consegues ir para o quarto sozinha?

Tenho um encontro no casino. A tua chave.

Est�s a perder tempo com o Clyde, querida. N�o vale nada.

Estou t�o b�beda que n�o consigo deitar-me sozinha.

Leva-a daqui!

Aqui tem, menina. Um Feliz Ano Novo para si!

Eu n�o o conhe�o.

Quem quer que eu seja, para lhe desejar um Feliz Ano Novo?

Ricky Nelson.

J� fui o Ricky Nelson. Agora, sou o Perry Como.

N�o � nada. Mexeu-se.

� muito esperta. � melhor abrigar-se deste ar da noite. Venha.

O Ano Novo j� come�ou?

Est� quase. Vamos.

Eu tamb�m detesto. Detesto dias de festa. Gosta de...

-D�-me um beijo. Que tal? -� boa ideia.

-Eu vou j�. -Eu fico � espera.

Sabes uma coisa?

-Beijo melhor quando estou b�beda. -Fica para outra oportunidade.

Aonde vais?

Depois de tudo o que pass�mos, tenho de deixar-te.

-N�o pode ser! -O nosso primeiro desentendimento.

N�o encaixo na tua vida?

A partir de agora, n�o, querida.

-Boa noite. -Boa noite.

N�o h� problema.

N�o faz mal. Acontece que tenho imensos pretendentes.

Maestro! Senhoras e senhores, � quase meia-noite.

Preparem os l�bios, senhoras, faltam 20 segundos.

20, 1 9, 1 8.

1 7, 1 6, 1 5...

1 4, 1 3...

1 2, 1 1...

dez, nove...

oito, sete, seis, cinco...

quatro, tr�s, dois.

Feliz Ano Novo!

Luzes! Luzes! Maldito cabo.

� a segunda vez, este m�s.

As luzes voltam n�o tarda nada.

Mais uma vez, George. Toquem at� a luz voltar.

Desculpe. Enganei-me na rapariga.

Apaga as luzes.

Cantem bem alto.

Mais alto.

Com a m�sica. Quando � que n�o deve esquecer-se?

Apague a vela. Assopre!

V�, cantem. � uma festa. Bem alto.

Faz o que ele diz, Charlie. Tem de ser.

Tu tamb�m, vamos fazer um dueto.

Mais alto.

Fomos assaltados

-Fomos roubados. -O qu�?

Fomos assaltados. Roubados.

Ligue para a esquadra. Depressa!

-Xerife Wimmer? -Fala Wimmer.

-Fala do Flamingo. Fomos roubados. -Vamos j� para a�.

O Flamingo. Manda sair os carros 620, 622 e 624.

Manda arrancar mais. Tamb�m assaltaram o Sands.

Feliz Ano Novo!

-Que tal correu? -Na perfei��o.

Connosco tamb�m. Fant�stico.

Todas as viaturas, cerquem as entradas e sa�das.

Sands, Sahara, Flamingo, Desert Inn, Riviera.

Revistem todas as pessoas que sa�rem.

Viram-nos? Viram alguma coisa?

Como? �s escuras?

Ouviu algu�m dizer alguma coisa?

-Ele disse para cantarmos. -Ele disse para cantarem.

Fala Don Murphy, da KLAS-TV em Las Vegas, Nevada.

Estamos no Hotel Riviera.

Daqui a pouco, v�o ouvir relatos...

deste assalto da boca de testemunhas oculares.

Tem alguma coisa a dizer?

Se quiserem entrevistar pessoas, escolham casais de idade.

Os outros nem sempre deviam estar juntos.

-N�o olhem agora. Sou eu. -Como � que correu?

-Se fosse mais f�cil, teria vergonha. -Muito bem. Desaparece.

305 e 309, reforcem a patrulha at� Barstow. Respondam.

Revistem todos os comboios a sair de Las Vegas, para este e para oeste.

Foi f�cil de mais.

Tony!

Nunca tenho sorte, nunca tenho sorte.

-Tony! -Tony!

Por favor, afastem-se.

-Chamem uma ambul�ncia, depressa. -Est� bem, mas ele est� morto.

O Tony � mais uma pessoa morta na rua.

-Muita gente morre na rua. -Claro.

Acontece imensas vezes.

-N�o � grave. -N�o � grave.

Sim, eu ouvi. Verifiquem todos os voos.

Carro 306. 306, responda, por favor.

Quero todas as malas revistadas.

306, prosseguir com o plano 22.

Se n�o colaborarem, descubram porqu�.

-N�o pode ser. -Que queres dizer com isso?

-Como correu? -N�o podia ser mais f�cil. E convosco?

H� coisas inesperadas que podem estragar o esquema.

-Como por exemplo? -O Tony morreu.

-Bergdorf? -Ataque card�aco, a atravessar a rua.

-A Pol�cia chegou logo. -V�o investig�-lo.

Que podem descobrir? Nada. Ningu�m h�-de saber.

Sim, s� n�s.

N�o fales mais nisso. Eu digo aos outros.

Eles n�o entrar�o em p�nico. O plano n�o se alterou.

O dinheiro fica onde est�. Ningu�m sai do hotel.

Voltem para o vosso posto. Contacto-vos depois.

Ele ficou abalado.

Sim. H� muito tempo que n�o perdia um homem em combate.

-Algu�m roubou milh�es? -Sim, mas sobraram alguns.

Importa-se de avan�ar?

O xerife e a Pol�cia garantiram-nos...

que ser�o apanhados at� amanh�.

Muito obrigado. A situa��o � esta.

Desapareceram milh�es, roubados por um n�mero indeterminado de homens.

Est�o a ser procurados nos becos mais escuros. . .

gra�as ao esfor�o redobrado das autoridades.

-Feliz Ano Novo, senhor guarda. -Sim, diga-me. . .

Que se passa? Porqu� tanta como��o?

Importa-se de tirar daqui o cami�o?

Com todo o gosto.

Feliz Ano Novo!

MILH�ES ROUBADOS

DE CINCO CASINOS DE LAS VEGAS

Meu Deus!

Danny.

Eu explico-vos o motivo do encontro, mas vamos l� esclarecer uma coisa.

N�o somos os �nicos propriet�rios dos casinos.

Temos s�cios a quem temos de dar satisfa��es. Certo?

-Tens toda a raz�o. -Os meus v�m atr�s de mim.

Os meus tamb�m n�o est�o contentes.

Deram-me liberdade para fazer o melhor acordo poss�vel.

Que acordo? Para qu�?

Para recuperar o dinheiro. Que acham?

-Podem chegar a um acordo? -Eu posso.

�ptimo. O Duke Santos vem c� falar connosco.

-Duke Santos? -N�o estou a perceber.

Se ele fizesse um assalto, mandaria os advogados faz�-lo.

Sim, eu conhe�o a empresa.

-Sim? -Mr. Santos.

Mande-o entrar. N�o sei o que acham disto. . .

mas agrada-me que ele tenha mostrado interesse.

-Mr. Santos, chamo-me Strager. -� um prazer conhec�-lo.

Apresento-lhe os meus amigos.

Mr. Brice, Mr. Gillette, Mr. Freeman, Mr. McCoy.

-Ol�. -N�o quer sentar-se?

Est�vamos a comentar como fic�mos satisfeitos com o seu telefonema.

Recuperarei o vosso dinheiro.

Mr. Santos n�o faz promessas que n�o possa cumprir.

-N�o h� d�vida. -� a primeira vez que descanso.

Quanto � que vai custar-nos?

Digamos que eu quero um ter�o. . .

Pode ser?

Se n�o encontrar o dinheiro, n�o recebe nada.

-� evidente. -Eu aceito.

O seguro nem 20% cobre.

Nem o nosso. Mas essa franquia � muito elevada.

Depende daquilo que se procura.

Est� bem, eu alinho.

-Tamb�m eu. -Eu tamb�m.

Est� bem, mas n�o aceita uma parte em fichas?

Gostar�amos da hip�tese de recuperar o resto do dinheiro.

Ai, sim?

Est� bem, eu concordo.

30% do que eles vos roubaram. Caras ou coroa?

N�o, obrigado, Mr. Santos. Eu tenho s�cios. N�o aprovariam...

uma aposta dessas sem os consultar.

Se n�o pode apostar, que vai fazer?

-Calo-me. � o que vou fazer. -�ptimo.

Conto com a colabora��o do xerife local.

-Trata disso? -Est� feito.

Mr. Santos...

- posso fazer uma pergunta? -Se for pertinente.

N�o se meteu nisto pelo dinheiro.

Qual � o seu motivo?

Para ser franco, a pessoa que fez este trabalho...

n�o o devia ter feito enquanto eu c� estava. � desagrad�vel.

-Liga para o xerife? -Eu trato disso.

O relat�rio sobre o Bergdorf.

-Quem? -O morto que encontr�mos ontem.

Tinha uma condecora��o militar.

Xerife, Mr. Strager na linha 3.

-Sim? -Temos um acordo com Duke Santos...

-Duke Santos! -Para recuperarmos o dinheiro.

-Ainda bem. -Ele est� no Riviera. Fale com ele.

Sim. Claro, eu falo com ele.

Localiza a mulher dele. Interroga-a. Ela pode saber alguma coisa.

Eu estarei no Riviera, com o Mr. Santos.

-Liga-me se descobrires alguma coisa. -Certo.

Entre.

-Est� l�? -Mr. Ritsik n�o responde.

O Joe Ritsik n�o responde?

Querida, est� a fazer-me perder tempo.

N�o quero saber de pessoas que n�o atendem.

Experimente Terre Haute. Manny Ruditski e Willy Henshaw.

Vem na lista. O Fred Cusik em Palm Beach tamb�m.

-Experimente ligar para eles. -Vou fazer os poss�veis.

Isso mesmo. Encontre n�meros que as pessoas atendam.

Mr. Santos, Xerife Wimmer.

Obrigado por ter vindo t�o depressa, xerife. Sente-se.

Deve compreender a minha posi��o, Mr. Santos.

Agradecemos a sua ajuda. Mas n�o pense fazer tudo sozinho.

Tudo o que eu descobrir, comunico-vos. Tem alguma informa��o?

T�nhamos a auto-estrada patrulhada minutos depois do alarme.

Eles escaparam por uma quest�o de segundos.

Portanto n�o conta? Ficam desclassificados?

Mostra que s�o altamente profissionais.

-S� podiam ser. -Escute...

Xerife, n�o se exalte.

As suas fontes podem dar conta de todas as quadrilhas do pa�s?

Garanto-lhe que sim!

-Est� l�? -Fala o Manny.

-Manny. Sabes de alguma coisa? -Nada. Nem sinal.

Nada? Nem sinal?

Que � isto? Continua a investigar at� descobrires alguma coisa.

Sabe como �. � preciso tempo.

-Est� l�. -O xerife Wimmer.

-Um segundo. � para si, xerife. -Obrigado.

-Est� l�. -Fala o Joe.

-Falei com a mulher dele. -Sabe de alguma coisa?

-Ela n�o o viu. -Enquanto ele esteve preso?

-Quer o corpo? -Para o levar para....

Pode lev�-lo para S. Francisco.

Entrega-o � ag�ncia funer�ria. Eles que mandem o corpo para l�.

-Que aconteceu? -Um fulano que morreu ontem, � porta.

Um her�i. Condecorado. Serviu com o pelot�o 82 de p�ra-quedistas.

O 82, de p�ra-quedistas?

Sim. Esteve em San Quentin. Tenho de voltar.

Adeus, Mr. Santos. V� dando not�cias.

Vice versa, xerife?

Estamos entendidos.

Adeus, xerife. Ter� not�cias minhas.

-Est� l�. -O Mr. Henshaw � esperado.

Deixe estar. Eu ligo mais tarde.

N�o faca mais telefonemas durante uma hora.

Mr. Cohen?

Chamo-me Mr. Kelly. Mr. Cohen � o meu s�cio. Est� ocupado.

-Posso ajud�-lo? -O xerife mandou um corpo?

Sim, Mr. Bergdorf. Deve ter sido um bonito homem.

Com os cumprimentos de Mr. Strager.

Estou a ajudar a investigar o assalto de ontem � noite.

Um acontecimento chocante.

Se algu�m mostrar interesse, ligue-me imediatamente.

Chamo-me Duke Santos. Estou no Riviera.

Diga ao Mr. Strager que ele pode contar connosco.

Ele disse que sim. Mr. Kelly, por favor...

n�o mencione isto a ningu�m.

Nem ao Mr. Cohen.

Um assalto desta envergadura, e ningu�m sabe quem foi?

Estamos a investigar, mas at� agora, nada.

-N�o h� pista nenhuma? -Nada.

Est� bem, Fred. Fica atento.

-Ol�, querida. -Ol�, querido.

Desculpa, mas ainda n�o tive tempo para tratar disto.

Ligue para o Flamingo, por favor.

Estive com a Adele. Deves estar cheio de fome.

Tenho outros problemas para resolver. N�o posso almo�ar.

Convidei amigos para virem connosco.

Assim n�o estar�s sozinha. Depressa. Estou � espera de telefonemas.

Flamingo? Quero falar com Mr. James Foster.

Quem?

N�o te disse? O Jimmy est� c�. N�o foi para Squaw Valley.

Se n�o atenderem do quarto, mande cham�-lo.

N�o era natural telefonar? Sabe perfeitamente que estou c�.

Quando come�ar a jogar, ter�s not�cias dele.

S� se lembra de mim quando precisa de alguma coisa.

Que v� ele no Danny Ocean e nos colegas do Ex�rcito?

Passam a vida a organizar encontros.

-Mandei cham�-lo. - Sim, eu espero.

Uma reuni�o? Por que disse que ia para Squaw Valley?

A Adele disse-me que ele estava c�. O Ocean est� com ele.

E s� Deus sabe com quantos mais amigos do Ex�rcito.

Foster, Ocean e Bergdorf. Todos p�ra-quedistas do 82.

Por que ser�? Talvez seja o anivers�rio de algum ataque.

Os Pequenos Escorpi�es. Que misterioso.

Que est�s a fazer?

N�o � misterioso. Est� l�.

-Sim? -Cancele as chamadas que pedi.

Por isso � que n�o descobri nada. � uma obra de arte.

-Porqu� tanta excita��o? -Por isto.

-O assalto? -Sim.

Est�s envolvido nisto?

N�o, nada, mas sei quem foi.

-Sabes? -Sei.

-N�o devias dizer � Pol�cia? -N�o!

Sabes porqu�? Porque gosto demasiado de ti.

Posso saber de que te ris?

O teu Jimmy, o teu inocente.

-Eu vi logo que ele tinha coragem. -Por favor, Duke.

Esta opera��o foi montada pelo Jimmy e pelos amigos dele.

O Jimmy tem todo o dinheiro que quiser. Porqu� roubar?

O Hitler tinha a Europa. Para que queria a R�ssia?

N�o podes comparar o Jimmy com aquele monstro. Ele combateu o Hitler.

Ele e os colegas p�ra-quedistas invadiram a Alemanha.

Ontem � noite, invadiram Las Vegas.

� uma pena aquele rapaz n�o ter nascido pobre.

-Teria tido uma grande carreira. -Est�s a falar a s�rio.

Roubaram a cidade.

O Jimmy e os p�ra-quedistas. Isto n�o demora nada.

Vou ter contigo ao almo�o.

-Queres almo�ar? -Vai. Penso n�o comer durante semanas.

Ol�, Danny. Gosto do teu quarto.

-N�o conhe�o o teu amigo. -Tamb�m n�o me conhece.

Claro que conhe�o. Sou amigo do Jimmy Foster.

Conhe�o mais alguns amigos vossos.

Como o Tony Bergdorf.

O pobre do Tony morreu.

� lament�vel. A mulher dele vem c� buscar o corpo.

Sim, o Tony vai para casa num caix�o.

A vossa opera��o foi fant�stica. Uma aut�ntica obra de arte.

-� da Pol�cia? -Eu? Duke Santos, da Pol�cia?

Quem me dera estar metido nisto convosco. Invejo a vossa juventude.

N�o est� a ficar mais novo. Que quer?

Se fossem profissionais, ter-vos-ia denunciado.

Mas o talento novo precisa de ser encorajado. Quero metade.

-Metade de qu�? -Digam-me voc�s. T�m o dinheiro.

Est� a falar para as paredes.

Posso falar com o xerife.

Ent�o, sempre � pol�cia?

Prometi aos donos dos casinos que encontrava o dinheiro.

Est� disposto a tra�-los?

Eles s� me pagavam 30% . Voc�s v�o pagar 50.

-Joga nos dois campos. -N�o posso perder.

J� perdeu. O dinheiro foi para fora da cidade.

Se voc�s est�o c�, o dinheiro est� c�.

N�o podemos fazer um acordo consigo.

-H� muita gente envolvida. -Falem com eles.

Isso vai demorar algum tempo.

Dou-vos at� amanh�.

Sei que n�o v�o armar-se em espertos.

50% � melhor que 100% de nada.

Encontramo-nos aqui, amanh� � uma da tarde.

Adeus.

Espere.

Que rela��o tem com o Jimmy?

Vou casar com a m�e dele.

O Jimmy traiu-nos. O teu melhor amigo traiu-nos.

Acreditas nisso?

Queres os factos tatuados na cara?

Agora que descobrimos que ele nos traiu...

continuas a defend�-lo.

-�s sempre do contra. -Tiras conclus�es precipitadas.

Que achas que os outros pensar�o?

O Jimmy sabe onde escondemos o dinheiro?

-Sabe. -Por que n�o disse ao Santos...

foi busc�-lo e dividiu-o entre os dois?

-V�, bate-me aqui. -Esquece.

Eu tamb�m cometi alguns erros.

Jimmy, Jimmy, Jimmy!

Vim assim que pude. Est� doente?

Seu palerma! Seu idiota chapado!

-Ainda bem que n�o est� doente. -Apetece-me dar-te uma estalada.

� Dia da M�e? Esqueci-me?

Atreves-te a ser sarc�stico depois do que fizeste? N�o, n�o �.

Como pensas festejar o Dia da M�e? Assaltar o Fort Knox com o teus amigos?

Depois de terem roubado o dinheiro em Las Vegas, � o passo seguinte.

Est�s admirado? Devias pensar que tinhas cometido o crime perfeito.

-Seu anormal. Que desgosto. -Quem falou consigo?

-O Duke sabe de tudo. -� imposs�vel!

-Por que acredita nele? -Porque ele � um profissional.

N�o tentes mentir. A tua cara disse tudo.

-A mentir, �s um amador. -Onde est� o Santos?

Foi falar com os teus colegas e tirar-lhes o dinheiro.

Agora, tamb�m vai meter-se nisto.

Jimmy, como foste capaz de me fazer isto?

� boa altura para lhe dizeres.

Pe�o desculpa. Pensei que nos tinhas tra�do.

Mas o teu amigo aqui provou o contr�rio.

Que sabemos, que o Santos tamb�m sabe?

Quem me dera saber. Estamos tramados. N�o nos resta muito tempo.

Tive uma ideia.

Vamos. Eu explico-vos, no caminho. Vamos.

Que tem tanta gra�a?

Eu sabia que esta cor ia dar jeito.

-Josh. -Sim?

-Como � que isto se tira? -O que eu costumo...

Podes cont�-lo em S. Francisco.

� para a vi�va do Tony e para o filho. S�o s� 10 mil.

Muito bem. Eu devia ter pensado nisso.

-Opera��o caix�o. -Danny? A vi�va chegou.

Ela deve levar o corpo no comboio das 11:40.

� o �nico comboio, hoje. D� tempo.

Fica com ela. N�s telefonamos aos outros.

-Telefonista? -Ligue DudIey 26969.

-Vince Massler. -Vai esperar o comboio das 11:40.

O Tony pode ir nele.

Mr. Santos vai ter o que merece.

Pe�o desculpa pela demora. Sou o Mr. Cohen.

Vim tratar do transporte do corpo do meu marido.

Sim. Mrs. Bergdorf, posso...?

Posso perguntar, Mrs. Bergdorf, por motivos profissionais. . .

se � uma senhora abastada?

N�o.

N�o, o meu falecido marido deixou-me 10 mi d�lares.

Recebi-os hoje de manh�.

Gostaria de guard�-los para os estudos do meu filho.

Compreendo.

Posso fazer uma sugest�o, Mrs. Bergdorf?

Com certeza.

Os servi�os em Las Vegas s�o iguais aos de S. Francisco.

O seu marido era um her�i de guerra. Temos c� a Legi�o Americana.

Os legion�rios carregar�o o caix�o de boa vontade.

Porqu� desperdi�ar dinheiro no transporte?

-Tem raz�o, Mr. Cohen. -�ptimo. �ptimo.

-Danny? -Corneal?

Passa-se alguma coisa, mas n�o sei o qu�.

-O caix�o n�o saiu? -Acho que n�o vai sair.

-Porqu�? -Chegou um grupo de legion�rios.

V�o ao funeral.

A vi�va vai enterrar o Tony aqui em Las Vegas.

Espera. Vou reunir os rapazes. Vamos j�.

-Quem fala? -O Kelly, da ag�ncia funer�ria.

Disse-me para ligar, se acontecesse algo invulgar.

Com o Bergdorf? Diga.

Chegou uma d�zia de homens, para assistir ao funeral...

na nossa linda capela, que serve todas as denomina��es e credos.

A publicidade n�o me interessa.

Eles n�o t�m aspecto de pessoas de luto.

E h� mais uma coisa.

Encontrei algo ins�lito, enquanto esperava na capela.

Pode dizer-se que � extraordin�rio.

Mr. Santos, eu achei extraordin�rio.

-O qu�? -Uma cinta de notas. Para US$10.000.

Ao lado do caix�o. N�o estava l� ontem � noite.

-Ao lado do caix�o? -Mesmo ao lado.

Nem sei o que pensar.

Eu sei. Vou j� para a�.

Quem diria? Um mo�o de recados morto!

Estamos aqui reunidos para fazer uma homenagem...

� mem�ria de Anthony Raymond Bergdorf.

Recordemos o salmo de David.

''O Senhor � meu pastor, nada me faltar�.

Em verdes prados me faz descansar.

Conduz-me �s �guas refrescantes.

Reconforta a minha alma.

Guia-me pelos caminhos rectos, por amor do Seu Nome.

Mesmo que atravesse os vales sombrios...

nenhum mal temerei, porque estais comigo.

O Vosso bast�o e o Vosso cajado, d�o-me conforto.

Preparais-me um banquete frente aos meus advers�rios.

Ungis com �leo a minha cabe�a; e a minha ta�a transborda.

A gra�a e a bondade h�o-de acompanhar-me. . . . ''

-Que barulho � aquele? -Que barulho � aquele?

'' ...do Senhor ao longo dos dias. ''

Que barulho � aquele?

O falecido est� a ser cremado.

''Na verdade vos digo, o Senhor d� e o Senhor tira.

Entregamos este corpo � terra para que volte ao lugar...

de onde foi tirado.

Na f� e na certeza da ressurrei��o para a vida eterna.

Que o Senhor vos dirija o Seu olhar. . .

e vos d� paz.

Hoje e para sempre.

�men.''

Legendas ripadas por: boi_cavalo

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