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Original subtitles

Fronteira Su��a, Mar�o de 1938 a Mar�o de 1939.

Ainda h� paz. Mas o fascismo se espalha pela Europa.

Agradecemos ao nosso F�hrer!

Agradecemos ao nosso F�hrer!

O CASO GR�NINGER

Legendas: Nephilim dC

Legendas: Fred Cipriano

Legendas: Subversion

sU-Boots - submersos em guerras -

REGI�O DO RENO ALPINO

Documentos!

Por favor, siga por ali!

HOHENEMS, �USTRIA

Boa tarde.

- O de camisa branca? - Sim.

Ali, no canto.

(Ernest Prodolliet encontra-se com Max Wortsmann)

Desculpe o atraso!

Pensei que n�o viria. Quase fui ao consulado!

Sente-se, por favor!

- Aqui est�. - Obrigado. J� comeu?

Por favor.

Algo errado?

A emiss�o de vistos est� cada vez mais dif�cil.

N�s estamos aqui, em Hohenems.

Para Diepoldsau, vai cruzar o velho Reno.

Apenas um canal.

Um passo e est� na Su��a.

- Em liberdade. - Sem visto, estou em apuros.

- Se as autoridades su��as... - Voc� ter� ajuda.

Procure pelo Gr�ninger. O capit�o Gr�ninger.

- Fique com o troco. - Obrigado.

Venha!

Um momento!

- Estou sem f�lego. - H� alem�es por toda parte!

N�o estou acostumado a fazer isso.

Estamos perto!

Wortsmann!

Parado a�!

- Pare ou atiro! - Depressa!

Droga!

Volte!

Pare!

Guarda Su��a da Fronteira!

M�os atr�s da cabe�a! Entendeu?

Sou su��o.

Quero saber por que fui detido!

Sabe quem eu sou?

Robert Frei, Pol�cia Federal.

Espero que tenha sido bem tratado.

Vamos?

Sei que gosta de caminhar.

� logo ali.

Isto � um fato inusitado,

que o vice-c�nsul Prodolliet, no meio da noite,

esteja passeando na fronteira,

em vez de estar no Consulado em Bregenz.

Ultimamente tenho dormido mal. Voc� n�o?

Por que perdeu o sono?

Recebeu algu�m � noite?

N�o, s� os seus zelosos colegas.

Algu�m tentou atravessar a fronteira perto daqui.

- Aqui anda movimentado. - Muito. Estamos na fronteira.

Comete crime quem entra sem documentos e quem o ajuda.

A pol�cia cantonal

inspeciona regularmente os hot�is perto da fronteira.

Temos encontrado seu nome com frequ�ncia.

H� coisas que a �ustria n�o pode oferecer.

Tamb�m devem ter visto que n�o estive l� sozinho.

- Sim. - Se n�o tem mais perguntas,

poderia me levar de volta ao Consulado?

Diga uma coisa, ser� que voc� compensa a dama

atravessando toda a fam�lia dela pela fronteira?

- Isso � rid�culo! - Filantropia pura...

n�o explica sua generosidade na concess�o de vistos.

N�o sei do que est� falando.

Como conheceu o homem da fronteira?

O C�nsul j� foi alertado. Ele sugeriu a sua demiss�o.

Fim da linha, Prodolliet.

Ou voc� teria alguns nomes?

Algum dos nossos est� recepcionando essas pessoas?

- Isso lhe faria bem, n�o? - S� cumpro meu dever.

Nenhuma palavra agora. Eu lido com eles.

Pare!

Quero ver os passes!

Algo errado?

Des�am do carro!

Somos colegas. Sou da pol�cia fronteiri�a da Su��a.

Voc� � surdo?

POSTO DE FRONTEIRA

PRIS�O DE BREGENZ, �USTRIA

Obrigado.

Acha que os alem�es v�o relatar isso?

Estar�amos ferrados.

Vamos!

Foram detidos pela pol�cia cantonal depois da fronteira.

Este � o boletim da sua pris�o pelos alem�es.

Elas levavam 140 marcos.

Judeus n�o podem sair do pa�s com dinheiro.

Ou elas se esqueceram de pagar?

N�o sabia desse dinheiro.

E tamb�m n�o sabia dos passes falsos?

Peguei elas na rua. Nem desconfiei.

- N�o desconfiou quem elas eram? - Como poderia saber?

O que acontecer� com elas?

Achei que n�o as conhecia.

Ou n�o?

O que est� havendo?

- J� paguei a fian�a! - N�o precisa gritar.

- N�o sei do que duvidam! - A fian�a era muito alta.

O dinheiro � meu.

O dinheiro era seu mesmo?

Este � a nota de compra e o registro da sua moto.

Isso estava no meu apartamento. Quem mandou bisbilhotar l�?

Zweifel e eu somos policiais cantonais!

Seus colegas de partido bancaram a moto.

Os social-democratas.

Para passear no campo?

Ou para atravessar judeus pela fronteira?

Com documentos falsos?

Assim como eles lhe deram dinheiro para a fian�a.

V� se ferrar!

Leve-o!

Est� bem!

Conheci Zweifel no Partido.

E agora?

Sem nomes, continuar� detido.

Qual o destino delas?

Quem elas deveriam procurar?

- Por ele. - Ele quem?

Gr�ninger de St. Gallen. Quem mais?

BERNA, CAPITAL DA SU��A, PRIMAVERA DE 1939

O Dr. Rothmund est� � sua espera.

Ah, deixe-me apresentar-lhe Robert Frei.

Um dos meus melhores homens.

Valentin Keel, conselheiro cantonal de St. Gallen.

Robert se preocupa com o que est� ocorrendo na fronteira

do seu Cant�o, Valentin.

A fronteira est� fechada.

Diria que ningu�m consegue transp�-la?

Bem, no velho Reno, talvez. L�, a situa��o est� confusa.

Ah, ent�o, alguns passam.

Estamos falando de uns poucos.

� bem poss�vel que algu�m escape eventualmente.

Mas a maioria segue em sua viagem.

Sem d�vida que deslizes eventuais

n�o podem ser evitados.

Mas as investiga��es apontam

que a pol�cia cantonal de St. Gallen

n�o est� coibindo os ilegais,

nem na fronteira, nem em qualquer lugar.

Parece disposta a ajudar os judeus a se esconderem.

- Como soube disso? - Seus subordinados.

Dutler e Zweifel.

N�o os conhe�o pessoalmente.

- Se forem for�ados... - Acha que est�o mentindo?

Em tempos assim, as pessoas fazem cada loucura. N�o.

Quem chega sem visto,

� despachado pela pol�cia cantonal,

conforme aprovado pelo Bundesrat.

Heinrich.

Valentin.

Importa-se que o Sr. Frei, em meu nome,

fa�a uma sondagem informal em seu Cant�o?

De forma despretensiosa, claro.

Ele pode contatar o capit�o Gr�ninger quando quiser.

Acha que Gr�ninger realmente tem participa��o nisso?

Ele � um policial respeitado.

O peixe come�a a feder pela cabe�a.

Descubra como ele opera e quem est� envolvido.

O pr�prio Cant�o devia investigar.

E nomear um juiz de instru��o...

Se depender deles, esperar�amos at� morrer.

Fazem o que querem,

mas a fronteira � assunto do Governo Federal.

Quero seu relat�rio em uma semana.

Se houver algum erro, teremos que corrigi-lo.

Paul! Chegou visita!

J� estou indo!

Ah, uma campanha eleitoral fica menos cansativa

se houver um cafezinho em cada casa.

- E ch�! - Sente-se.

Obrigado!

- Tamb�m quer? - N�o, obrigado.

Paul...

Rothmund me convocou em seu gabinete em Berna.

A Ruth n�o vai perder o trem?

Diga logo o que quer.

Alice!

Ruth?

At� logo.

Est� gostando da Escola Dom�stica em Lausanne?

- Estou. - Vamos?

Tenha cuidado!

Alice est� sabendo?

O que houve em Berna?

O c�o de guarda de Rothmund far� um relat�rio.

Querem o n�mero exato de nossos refugiados.

E se os documentos deles est�o em ordem.

Paul, o que devo fazer?

Se eu n�o concordar, terei de designar um juiz de instru��o.

N�o estamos fazendo nada de errado!

Voc� deve ligar para o Sigi.

Esclare�a a situa��o.

Ent�o, inventaremos algo...

para nos livrarmos desse c�o de guarda.

- Bom dia, Sr. Schneider. - Bom dia, capit�o.

O Sr. Dreifuss j� ligou v�rias vezes.

Pediu sua presen�a na antiga f�brica em Diepoldsau.

Sim, est� bem.

O cara � insano!

- Quem? - Um idiota de Berna.

- Ele j� chegou? - Sim, acompanhe-me.

Agora, mantenham-se calmos!

- N�o h� nada de errado. - Sigi?

Ah, finalmente!

- Chegou a nossa hora. - Ainda n�o aconteceu nada.

J� falei com o Keel. Eu lido com ele!

- Ele n�o far� vistas grossas! - Ele j� deve saber de tudo.

Como? Vai contar a verdade para ele?

Ele ainda nem fez o seu relat�rio.

Espero que saiba o que est� fazendo!

- Bom dia. - Bom dia.

Isso aqui est� uma desordem.

A sua inspe��o ser� de grande ajuda.

Como v�, temos muito trabalho pela frente.

Voc� fez uma bagun�a e ainda assustou as pessoas.

- Eles j� sofreram bastante. - Por que o medo?

Seus documentos n�o est�o em ordem?

Encontrar� todos os documentos

no abrigo israelita em St. Gallen.

O Sr. Dreifuss ter� o prazer de acompanh�-lo at� l�.

Quando quiser.

N�o h� raz�o para convocar as pessoas individualmente.

Pois ent�o dispense-as.

Bem, podem voltar aos seus lugares!

Serei franco.

H� acusa��es contra voc�.

Geralmente eu deixo isso bem claro logo no come�o.

- Quando n�o h� nada a esconder. - Com licen�a.

Voc� vem aqui, convoca todos os refugiados e agora acusa...

H� uma semana, 2 homens foram presos.

Ali�s, eles s�o seus subordinados.

- Dutler e Zweifel. - Sim, j� estou sabendo.

S�o do mesmo Partido?

Estou no Partido Liberal Democrata.

Uma tenta��o grande demais...

para n�o enriquecer �s custas da mis�ria de outros.

E quem estaria aqui pretendendo enriquecer?

Talvez voc� quisesse impressionar os alem�es

ao capturar alguns judeus.

Est� insinuando que sou um nazista?

E voc� n�o �?

Voc�s n�o est�o brincando de �ndios � noite

e acolhendo apenas refugiados.

Se houvesse ilegais entre estas pessoas,

n�o poderiam ter escapado do controle da pol�cia cantonal?

Eu trato disso.

Obrigado, n�o.

O que disseram deve servir para livr�-los.

O que eles disseram?

Disseram que est� admitindo ilegais. H� ind�cios.

E se fosse verdade?

Preferiria mand�-las de volta?

Bem, ent�o, haveria um inqu�rito

e poderia acabar suspenso. N�o tem fam�lia?

- Como iria sustent�-la? - Isso � da minha conta!

Voc� n�o tem ideia do que est� acontecendo.

Certo?

Ap�s a anexa��o da �ustria,

VIENA, MAR�O DE 1938 nossa situa��o se complicou.

Mas nada se compara com a dos refugiados, claro.

DISCURSO DE HITLER: "Anuncio a entrada...

de minha terra natal no Reich germ�nico!"

Acho que os pr�prios alem�es ficaram surpresos

na forma como os austr�acos lidaram com os judeus.

Quem teve sorte, foi expulso pelos alem�es.

Fico me imaginando sendo expulso do pa�s.

Toda sua vida dentro de uma mala.

Abra a mala!

- Pronto! - Pronto!

Ordem cumprida. Tudo revistado!

Que nenhum de voc�s pense em voltar.

Peguem suas malas e saiam!

Passaporte, por favor. Pode levantar!

Obrigado, siga! Passaporte!

Aproximem-se! J� foram inspecionados. Austr�acos?

- Sim, de Viena. - Sidney Dreifuss.

Comunidae israelita para refugiados.

Entrem! Devem estar famintos.

- Quantos h�? - Esta semana?

Mais de 100.

Alojei-os em pens�es e lares.

N�o tenho mais onde hosped�-los.

E os alem�es apenas os despacham pelas fronteiras?

Sim!

E quando sabem que h� ajuda, eles v�m aos borbot�es.

N�o posso garantir nada, sem o apoio das autoridades.

Sigi, lamento muito!

Voc� tem de aceitar os refugiados.

Judeus cuidam dos judeus. Conforme combinado!

Combinado? Berna imp�s isso.

E n�s pagamos. N�s, judeus, somos bons nisso.

Boa noite a todos.

- Sr. Capit�o. - Kamm.

- Boa noite. - Boa noite.

Ent�o?

Excepcionalmente calmo. At� agora.

Alguma novidade?

Nada de novo.

E a Liga Su��a de Futebol?

Ainda est� por a�.

A f�brica de bordado em Diepoldsau permanece vazia?

Creio que sim. E quem iria querer assumi-la?

1, 2, 3, 4, 5, 6 camas!

A Cruz Vermelha tamb�m vir� se instalar?

Isso ficar� por sua conta.

Kamm ver� se tudo est� em ordem.

Sim, obrigado.

Se meu �nico problema fosse cuidar de judeus!

Ei, voc�s dois a�! N�o entendem alem�o?

Fa�am como eu mandei: enfileirado!

Lembre-se disso na pr�xima viagem.

Ningu�m se preocupa em busc�-los.

Nossa!

A professora de piano esteve aqui.

Ela est� frustrada.

Tudo bem.

Com voc� em Lausanne, o piano ter� uma pausa.

Eu n�o quero parar.

Deixe-me sentar!

Cruzar esse hiato n�o � tarefa f�cil.

Pense na melodia!

Sua vez!

(Confer�ncia dos Diretores de Pol�cia, Berna, agosto de 1938)

"Refugiados pol�ticos", fico doente s� de ouvir isso!

Conversa fiada! O que eles querem aqui?

Prote��o. O que mais?

Se valessem alguma coisa, os alem�es n�o os expulsariam!

Quantos est�o com voc�s?

At� agora?

- 400 em todo o Cant�o. - Voc� contou direito?

Parecem ratos, quando vai ver, sempre h� mais!

Comigo em Thurgau, ningu�m entra.

E quando chegam 50 de uma vez?

- 100? Crian�as? Velhos? - Devolva todo mundo!

Seria uma castigo para as autoridades alem�s.

O que voc�s sugerem?

Temos que deix�-los entrar.

- Todos. Com ou sem visto. - Decerto que sim!

Se o rejeitarmos, ser�o ilegais.

E precisamos control�-los.

O controle total cabe � fronteira.

- E funciona? - Claro!

Essa persegui��o aos judeus � uma desgra�a.

Tudo em seu devido lugar!

Algu�m que � perseguido por sua religi�o,

n�o � um refugiado pol�tico pela lei.

Nisso todos concordamos, certo?

Conselheiro Keel?

Cada um de voc�s expressa sobre o que os incomoda no seu Cant�o.

Todos pensam em si mesmos.

E ainda que respeite isso,

voc�s s�o respons�veis por toda a Su��a.

Devemos ser gratos

por n�o termos o ex�rcito alem�o � nossa porta.

At� agora, recebemos mais de 10 mil refugiados.

E vai permanecer assim. Saldamos a nossa d�vida.

Com a crescente judaiza��o,

os problemas come�ar�o a pipocar na Alemanha.

Quem ir� se responsabilizar? Queremos o antissemitismo?

� uma quest�o sem solu��o.

Todos unanimemente deliberamos,

e o Bundesrat certamente respeitar� isso,

que a entrada ilegal deve cessar imediatamente.

Significa que a fronteira est� fechada?

Todos os judeus que cruzarem a fronteira sem visto,

ser�o rejeitados.

Como a pol�cia da fronteira saber� quem � judeu ou n�o?

Proporemos �s autoridades alem�s

que marquem os passaportes dos refugiados.

Ent�o, vamos �s fotos?

Ei, cuidado!

Achei um!

Para fora!

Ah, este eu conhe�o! Ele j� tentou uma vez!

Vamos, andem!

- Devagar! - Capit�o!

Temos que recolh�-los e devolv�-los.

E somente nas 3 �ltimas horas.

Levantem-se e andem!

Vamos, continuem!

Em frente!

O que ser� deles?

A fronteira est� fechada desde 18 de agosto de 1938.

Lembra-se do conselheiro Numa Droz?

Acolher refugiados n�o � uma quest�o de simpatia,

mas de humanidade.

� uma desculpa para falhas?

Voc� � ousado para sua idade.

Sigo a decis�o do Bundesrat.

J� pensou no peso dessa decis�o?

Voc� pouco se importa, como funcion�rio cantonal, n�o?

Bem, acho que sua opini�o j� est� formada.

Abra os olhos!

Por favor. Algu�m aqui aluga quartos?

Desculpe, n�o entendi. (alem�o su��o e austr�aco)

- Voc� � um refugiado? - Sou.

Seu nome?

- Karl Werner. - Tem passaporte?

- Deixei no abrigo. - O qu�?

No abrigo. No abrigo de refugiados!

Por que n�o est� com seus documentos?

Posso ajudar?

H� quartos para alugar?

Siga em frente!

No fim da rua � direita.

Grato.

Paul?

Ah!

Que horas s�o?

O jantar est� pronto.

Sim, j� vou.

- A Ruth chegou bem? - Sim.

O que o Sr. Keel quer com voc�?

Nada de importante.

Voc� n�o vem? A comida vai esfriar.

O coringa � de "ouros"!

- Quarto aprovado? - Sim, tudo certo.

- Temos sopa para o jantar. - E uma cerveja.

Bati!

Quem tiver informa��es sobre a fronteira,

fique � vontade!

Esses colonos!

Para o abrigo israelita!

- Vai ficar a noite toda? - Sim, vou.

Est� certo.

Conhece um Karl Adolf Werner?

Quero v�-lo amanh� �s 8 hs.

Aqui no abrigo?

Sim.

� apenas rotina.

Sr. Werner.

Vim com meu passaporte.

Melhor assim, n�o?

Eu resolvo sozinho.

Ent�o, novamente, para que n�o haja d�vidas:

voc� veio para a Su��a no ver�o?

A fronteira ainda estava aberta.

Isso.

Ah, sim, aqui est�: 14 de agosto.

Que sorte! Dias depois, n�o estar�amos aqui conversando.

Sim, em 14 de agosto.

- Belo bon�. - Como?

- Uma bela boina. - Sim, era da minha m�e.

Leva consigo para todos os lugares, n�o?

Mesmo com o sol quente do ver�o.

Talvez de noite fa�a frio.

Certo, voltemos ao come�o.

Voc� est� em 14 de agosto, do jeito que est� a�,

quando entrou na Su��a.

- Com o visto da �ustria. - Sim.

Com botas de inverno,

uma jaqueta quente e uma boina de l� da m�e?

- Em agosto? - S�o daqui.

- A boina? - N�o, essa roupa.

N�o disse que entrou do jeito que est�?

Ainda tem algo da sua casa?

Sr. Werner? E o visto? Caiu da �rvore?

- Um p�ssaro que te deu? - Est� escrito a� no documento.

- O que est� escrito? - Foi no ver�o...

Isso � lixo! Quando voc� entrou?

- N�o vou voltar. - N�o vai, voc� tem o visto.

- N�o vou voltar. - S� os ilegais voltar�o!

Ent�o, de onde voc� �?

- Ent�o? - St. Margrethen!

- Aqui diz Diepoldsau! - Sim, Diepoldsau!

- Vamos, fale? - Eu vim de Dachau!

- Isso � na �ustria? - Sim, mas no Campo de Dachau!

Vai come�ar a falar a verdade?

Por favor, n�o!

Por favor, n�o me mande de volta!

Sr. Werner!

Sr. Werner, quando voc� entrou?

Em outubro passado.

Quando a fronteira j� estava fechada?

Por favor, Sr. Werner.

Ele foi o primeiro que mandei buscar.

E logo descubro que est� mentindo.

Devo chamar outro? Ou vai me contar qual � o esquema?

N�o sei o que voc� quer dizer.

Envie-o de volta ao abrigo de refugiados.

Karl Werner?

Sim, eu o conhe�o.

Ele admitiu que � um ilegal.

Schneider!

E o que acontecer� com ele agora?

Achei que queria saber o que acontecer� com voc�.

Voc� e Dreifuss assinaram o formul�rio de admiss�o.

Correto.

Se nossos nomes est�o l� � porque assinamos.

E o pobre e confuso Werner? Fez voc�s de bobos?

Ou voc� o deixou entrar por compaix�o?

Ele n�o lhe disse de onde veio?

Dachau, se for verdade.

Exato. Do Campo de Concentra��o.

E vai mand�-lo de volta?

Odeia tanto assim os judeus?

J� sei, s� est� cumprindo o seu dever!

E se a sua consci�ncia estiver tranquila...

talvez os austr�acos e alem�es digam o mesmo que voc�:

"S� cumpri o meu dever. Eu n�o sou o respons�vel."

O JUDA�SMO � CRIME

Basta se inscrever na fronteira

como volunt�rio por 1 dia conosco.

Por favor! Minha fam�lia est� me esperando em Diepoldsau.

Fique quieta, por favor!

Fa�o qualquer coisa se me deixar entrar!

Pare!

Parada! Pare ou atiro!

- N�o! - Nem mais um passo!

Consegue v�-la?

Se Berna n�o devolvesse todos imediatamente.

Ainda h� espa�o de sobra aqui. Muitos partiram.

Fa�a a Cruz Vermelha ir at� o seu limite!

Precisamos de mais agasalhos, aqui n�o h� calefa��o.

Capit�o!

Sr. Dreifuss.

N�o sei se ainda se lembra de mim, Ira Schwarz.

- Como vai. - Voc� foi barrado.

- O que est� fazendo aqui? - Descobri um jeito.

N�o se preocupem.

Algu�m do Consulado em Bregenz me deu o visto.

- Pra sua alegria! - Ficaria mais feliz...

se meus pais estivessem aqui.

Est�o em Viena sem saber o que fazer.

E o que podemos fazer?

Contatem o Consulado em Bregenz!

Assim meus pais tratariam com o vice-c�nsul.

E daria um visto para eles? Voc� � refugiado pol�tico?

- Sou judeu. - Exatamente.

Este vice-c�nsul emitiria t�o facilmente um visto para eles?

Por isso estou aqui.

� algo que eu deveria denunciar.

Vamos esquecer essa conversa.

A realidade supera a raz�o.

Entendo. Mesmo assim, obrigado.

Voc�s estavam em dois, cad� o seu companheiro?

Eu n�o sei.

Me desculpem.

Onde esteve por tanto tempo?

Em Diepoldsau. No abrigo de refugiados.

P�o?

- Pai! - O qu�?

- P�o? - Ah, obrigado.

Como � l� no abrigo?

Deve ter diminu�do bastante, ap�s a decis�o de Berna.

N�o fique com raiva, mas preciso sair novamente.

Acabe a sua comida! Aonde voc� vai?

Vou para Lausanne no domingo.

- Nos vemos amanh�. - Paul?

Ela treinou uma pe�a de piano para te mostrar.

N�o pode esperar?

Quando a Ruth fizer as malas,

veja se ela tem coisas que n�o usa mais.

Podem ser �teis em Diepoldsau.

Se os pais de Schwarz tivessem vindo antes do fechamento,

seriam adicionados no registro e o caso estaria resolvido.

Sim, exatamente. Por que n�o vieram antes de 18 de agosto?

E se tivesse sido assim?

S� a data � que n�o bate, mas o resto � verdade.

Pense!

Quando voc� viaja, leva a fam�lia junto, certo?

Normalmente, levo a Alice e Ruth.

Quem questionaria que Schwarz e os pais...

n�o teriam cruzado a fronteira legalmente em agosto?

Se entendi direito,

abriremos o registro da Fam�lia Schwarz

e diremos que entraram com seu filho em agosto?

Isso!

Ponha isso de volta!

Cad� os arquivos daqueles que foram deportados?

Est�o no arm�rio.

Em amarelo.

Em azul, quem ainda est� aqui.

Jogue fora! Substituiremos os documentos.

O qu�?

A Fam�lia Schwarz entra e outra ser� deportada?

Podemos fazer as mesmas concess�es.

� mesmo?

Como explicar� a Berna que temos cada vez mais judeus,

com a fronteira fechada e a emiss�o de visto suspensa?

Olha!

Para cada rec�m-chegado,

um arquivo amarelo desaparece.

Oficialmente, os n�meros permanecer�o os mesmos.

Isso � falsifica��o, Paul!

Por falar em n�meros,

eles nos ajudar�o com mais dinheiro.

N�o se trata de dinheiro h� muito tempo.

Se voc� escrever para o c�nsul, ele emitir� o visto

para os pais do Schwarz com data anterior ao bloqueio.

N�o vou assumir isso.

Capit�o! Estou de sa�da, caso n�o se importe.

Tudo bem, obrigado.

Ah, Schneider!

Envie para o Consulado em Bregenz.

Obrigado.

Ira, veja isso!

Voc� podia ter me avisado.

- J� tomei minha decis�o. - Imagina se ele aparece!

Agora h� evid�ncias!

Quer mand�-los de volta? Prefere assim?

Ainda estamos aqui, Sigi, certo?

Eu e os refugiados seremos os primeiros a partir.

Pessoas como voc� escapam impunes.

Sigi.

Estamos todos no mesmo barco.

Quer beber algo?

Quero.

(Autoriza��o de resid�ncia tempor�ria)

� crucial que todos contemos a mesma hist�ria.

Chegaram antes de 18 de agosto.

- No dia 10. - Juntos?

Sim!

Desculpe, mas voc�s podem viajar?

Quanto mais cedo sumirmos com este arquivo,

melhor para todos, entendem?

Vamos para a Fran�a. Temos parentes por l�.

�timo.

Dreifuss acertou. Falsifica��o de documentos.

- Afora abuso de poder. - �!

Voc� entende de par�grafos.

Quantos voc� j� alterou?

Eu n�o contei.

Dutler e Zweifel, os dois Sozis, est�o envolvidos?

Bem, agora farei o meu relat�rio.

Quando o juiz de instru��o come�ar a trabalhar,

voc� ser� suspenso.

Basta fazer uma liga��o. � mais f�cil.

V�! Prossiga!

Deixe que Rothmund saiba e d� o exemplo!

Basta se esconder atr�s do Conselho Federal!

Mas n�o minta para eles!

Basta dizer:

"sei o que est� acontecendo na Alemanha e n�o me importo!"

- V�! Diga! - Faz parecer tudo simples.

N�o. Tornamos tudo simples para n�s!

N�o est� com fome?

- Perd�o, n�o vi quem era. - Tudo bem.

Quantos deles s�o ilegais?

Nenhum.

Espere. Quantos s�o?

Eu n�o sei.

Muitos.

Todos?

N�o deviam estar em casa?

Ei! Parem!

Parados a�!

- De onde voc� �? - Me solte!

- Solte a minha irm�! - Est�o molhados!

Estavam no rio? De onde s�o?

- Cad� seus pais? - Ficaram l�!

Onde?

Em Salzburgo.

N�o. Voc�s ter�o que voltar.

Aqui, comam um pouco.

Se quiserem, sirvo mais.

Estes est�o ruins. Vamos achar alguns novos.

O que vai fazer com eles?

Vai envi�-los de volta?

N�o sei o que devo fazer.

Quando lerem meu relat�rio, eles ser�o levados.

Por favor.

Ou ainda est� de servi�o?

N�o pretendo mandar ningu�m para Dachau.

Ou para outro lugar.

N�o quero que passe as noites sem dormir,

mas � exatamente o que ter� quando enviar o relat�rio.

N�o precisa fingir que seria diferente.

Por que as pessoas fazem isso?

Cada segundo � mesmo uma confus�o.

Alguns ganham um pouco de dinheiro para faz�-lo.

Mas para a maioria � algo natural.

As pessoas n�o v�o abra�ar os judeus.

Mas elas n�o querem deix�-los morrer � sua porta.

� assim.

Desde novembro, o mundo sabe o que acontece na Alemanha.

Ou voc� ainda n�o percebeu?

- Chega! - N�o. N�o vou parar.

Sinagogas queimadas, vidas destru�das...

e quem sabe quantos mortos e feridos em uma noite.

E se n�o acredita em mim,

pergunte para eles que est�o aqui,

que testemunharam tudo.

(Noite dos Cristais, 9/11/1938)

Legal, ilegal...

termos inadequados quando se trata de sobreviv�ncia!

Pare, seu porco!

Agora te pegamos!

"O porco est� cuspindo. Por que continua cuspindo?"

"Agora ele parou de chiar."

"Onde ele mora?"

Jakob!

Jakob!

Pare!

Guarda Su��a da Fronteira! Volte!

Por favor, deixe-nos passar!

Eu disse para voltar!

- Ida, volte! - Tem mais gente?

Ele � o meu marido!

� o meu marido.

- Vamos! - N�o podemos voltar.

Eu n�o posso!

Pode atirar! Mas n�o vamos voltar!

Vamos! Depressa!

Esperem aqui!

- Deixe-me segur�-lo? - N�o, tudo bem.

Ele n�o pode nos deixar aqui.

Ida!

Meu marido diz que seu beb� est� doente.

Robert est� com otite.

Podem entrar!

REFEIT�RIO

Bom dia, Sr. Gr�ninger.

- Com licen�a, Sigi? - Ah, j� vou.

- Fundos dispon�veis? - Os an�is de casamento.

E $150 Marcos.

Voc�s n�o precisam nos sustentar.

Queremos continuar, para o M�xico.

- N�o me olhe assim! - Eu j� vi.

Perdemos o controle dos n�meros.

S�o tantos. Esta noite chegaram 27.

A comida � servida em turnos aqui e no abrigo.

- Ningu�m est� viajando? - Como poderiam?

Sem dinheiro? Eles sonham com o M�xico.

Ei, Schwarz!

Voc�s iriam para Fran�a. Esse era o acordo.

Eu sei. Desculpa.

N�o se desculpe com a gente!

Se n�o conseguirmos mais acomod�-los,

voc�s ter�o de voltar.

Tenho culpa pelo que acontece na Alemanha?

Ou pela pol�tica su��a?

Me desculpe.

N�o, eu que pe�o desculpa.

Capit�o!

Meus pais guardam o dinheiro deles na �ustria.

Procuro algu�m para traz�-lo.

Se der certo, iremos embora. Eu juro.

Quando acabarmos com isso,

poupe seus nervos para a viagem de volta!

Se der certo, nos livraremos de uns ilegais, mas e o resto?

Fique quieto!

POSTO DE FRONTEIRA PARE!

Isso � uma estupidez!

O "bom contato", � �bvio que fugiu com o dinheiro.

Vamos pagar e partir, certo?

- Certo. - Pelo menos tentamos.

Jamais imaginaria encontrar contrabandistas t�o distintos.

Pe�o perd�o pelo atraso.

Sugiro que esvazie todo o pacote.

O que est� fazendo n�o ficar� em segredo por muito tempo.

Emitindo um visto ap�s o outro.

- Um gato sempre cai de p�. - N�o � s� voc�.

Ent�o, vou parar.

O que fa�o com todos os objetos de valor?

O que fa�o com o pr�ximo que chegar atr�s de um visto?

Voc� conhece bem o problema.

Onde podemos tra�ar uma linha e dizer: agora acabou?

N�o sei dizer.

Prefiro pensar no que faremos,

quando tudo for exposto.

A� nosso humanismo de pouco valer�.

Obrigado.

Agrade�a ao Gr�ninger!

Pegue.

- Agora v� embora! - Espere! Espere!

Tenho algo para voc�.

- N�o aceite nada, droga! - N�o � o que est� pensando.

� claro que irei tamb�m.

Tenha uma boa viagem!

- Quando iria me contar? - O qu�?

� endere�ada a ambos.

Parece que algu�m descobriu o meu anivers�rio.

Isso � �timo.

Vamos fazer algo juntos novamente.

�.

N�s iremos!

Nunca fui ao abrigo de refugiados.

- Sim, vamos ver. - N�o precisa me contar nada.

Mas facilitaria as coisas.

� algo proibido?

Est� tudo bem, Alice.

Est� t�o quieto aqui.

- Boa noite a todos. - Boa noite.

- Boa noite. - Tire o chap�u e os �culos.

Vamos logo!

- Mas o que � isso? - Me pediram para fazer isso.

O que foi?

S�o tantos.

Como isso continuar� em segredo?

O que disse?

Sr. Gr�ninger, para voc�.

As partituras. Para que possa tocar em casa.

Meu pai comp�s a pe�a especialmente para voc�.

O convidado de honra abandona sua pr�pria festa?

O que faz aqui?

- Parab�ns, Paul. - Sim, certo, certo.

Quando o vi aqui, achei que era o fim.

Que chegariam pra levar todos.

Quantos s�o agora?

Muitos... e n�o param.

Keel sabia o tempo todo?

A quest�o n�o � essa.

J� que ele sabia, por que n�o proibiu?

- Voc� tem que parar! - Agora eles j� sabem.

Voc� pode salvar todas essas pessoas.

- E muito mais. - Somos funcion�rios p�blicos.

Rothmund aguarda meu relat�rio. Devo mentir?

Voc� quis entender o processo. Agora cabe a voc� decidir.

Voc� serve � p�tria-m�e. N�o tem consci�ncia disso?

Claro. S� quero orgulhar-me da Su��a.

Quero ter orgulho do meu uniforme.

Entendeu?

Desculpa.

Valentin.

Ent�o, o que ele escrever� no relat�rio?

- Diga! - N�o fa�o ideia.

- Ca�mos na boca do lobo. - N�o havia escolha.

Est� nas m�os do Frei.

Ele tem um problema.

Seja qual for sua opini�o,

ele est� subordinado a Rothmund.

E se quiser progredir na carreira, � bom que obede�a.

N�o importa.

Se ficarmos unidos, vamos sobreviver.

Temos que dar um jeito de sairmos disso.

N�o! Temos que continuar avan�ando.

Paul est� certo.

Seria uma insensatez.

Estou lhe devendo pelo jantar.

Sempre correto, Sr. Frei.

Como est�o as duas crian�as?

Eu n�o sei.

Caso voc� as veja.

O que faremos?

Siga para a cadeia.

- O que far�o conosco? - N�o sei.

At� quando ficaremos presos?

Obrigado.

Basta que me digam quem est� lhes pagando para pegar

os refugiados na fronteira.

- L� vem ele! - Investigo algu�m.

O que fizeram n�o passa de uma simples travessura.

- Refere-se ao Gr�ninger? - Ei!

Se puder provar que ele e voc� n�o s�o casos isolados,

que os membros dos seu partido sabem de tudo

e ainda passam refugiados pela fronteira,

ent�o haver� press�o pol�tica.

E seremos soltos?

Preciso de nomes.

Esse truque � velho.

O que sabem sobre Valentin Keel?

E quem � esse?

Saiam. Vamos!

N�o querem me ajudar.

Leve os cavalheiros.

Muito bem.

N�o estamos ligados diretamente ao Keel.

- Mas... tem alguns outros. - Cale a boca!

- Ol�. - Ol�.

O Dr. Werner Stocker est�?

Ent�o, n�o conhece o Dutler nem Zweifel?

S� porque estamos no mesmo Partido?

Voc� � o secret�rio do Partido Social Democrata.

"Providenciei a entrada da companheira Bertha Schulz,

- de Viena." - J� sei o resto.

"Esses pedidos urgentes s�o desconfort�veis?? para mim

ou podem ser muito desagrad�veis.

Atenciosamente, Valentin Keel."

"� realmente inaceit�vel deixar esmorecer nosso socialismo"

em fun��o da defesa dos chamados interesses nacionais.

N�o! Agora temos de buscar coes�o,

isto �, refor�o internacional!

- Ele tem l�bia. - Isso bastar� nas urnas?

Sr. Conselheiro, posso incomod�-lo?

- Acabou o relat�rio? - Sim, e ficou longo.

- Fiz uma c�pia para voc�. - Desculpe, preciso ir.

Contate o meu escrit�rio!

� sobre uma amiga sua.

A camarada Bertha Schulz.

Parab�ns!

Neste relat�rio, voc� n�o s� condenou Gr�ninger,

como o meu Partido inteiro.

S� falta prenderem todos.

Eles esconderam-se atr�s de Gr�ninger

e deixaram que ele fizesse o trabalho.

Se Rothmund ler o meu relat�rio,

ser� o fim para ambos.

E veio aqui s� para me dizer isso?

Poderia ter dado o relat�rio a Rothmund em seguida.

O que voc� quer?

Que voc� defenda Gr�ninger.

Voc� pode influenciar o Conselho Federal.

Ningu�m agiu por motivos escusos.

Muitos t�m vontade de ajudar os refugiados.

O Conselho Federal deve saber disso.

Ele n�o pode prender um Cant�o inteiro.

Esqueceu-se que muitos colegas e compatriotas

preferem fechar os olhos.

Ficar�o cegos, surdos e mudos.

Deixar�o o assunto para outros.

Outros iguais a Rothmund e suas ideias...

sobre como a Su��a deveria ser.

E quem est� certo? Rothmund? Voc�?

- � uma pergunta? - Isso mesmo.

Conto com voc�. Fale com o Conselho Federal.

Enquanto eu retenho o relat�rio.

Ent�o voc� sabia disso o tempo todo.

Em termos humanos, Gr�ninger est� certo.

Devia ver o que acontece na fronteira.

A Europa tamb�m tem suas fronteiras!

E ningu�m tem problema com isso. Est� chorando por alguns judeus?

Imagine se todos fossem como Gr�ninger!

Conforme os nazistas endurecem na guerra,

milhares de pessoas vir�o de todos os cantos.

Bem, irei ao Conselho Federal, ou pedirei minha demiss�o.

Com esta carta, Frei tem o partido inteiro na m�o.

Demitir-se por Bertha Schulz? Ora, isso s�o �guas passadas.

Voc� realmente quer lutar pelo Gr�ninger?

Publicamente?

Revoltante! "CABE AOS SU��OS...

DEFENDER O PA�S DA JUDAIZA��O."

Esta � a realidade.

E n�o o passa pela cabe�a de Gr�ninger e na sua.

O diabo cresce com cada judeu em nosso pa�s.

DIE FRONT jornal nacional-socialista su��o

Preste aten��o!

Gr�ninger quer se salvar e empurra voc� e o Dreifuss

em dire��o a algo que voc�s n�o t�m ideia.

Acha que eu deveria larg�-lo?

N�o ficariam impunes.

Afundariam em sua pr�pria loucura.

Heinrich.

Heinrich, o Gr�ninger � meu amigo.

Ele tem uma esposa e uma filha!

Deve tomar uma decis�o, Valentin.

Sim?

Frei, tenho andado � sua procura!

Estava concluindo o relat�rio sobre St. Gallen.

St. Gallen nomear� um juiz de instru��o.

J� que voc� sabe bastante sobre o caso,

voc� pode acompanh�-lo e ver se est� tudo bem.

- Em que contexto? - No Caso Gr�ninger.

Bom trabalho.

O conselheiro e eu j� discutimos tudo.

O capit�o Gr�ninger ser� responsabilizado.

Ah, e o Keel?

As acusa��es de Gr�ninger contra o Conselheiro,

� palavra contra palavra.

Keel escapa e Gr�ninger � afastado?

H� fortes evid�ncias contra Gr�ninger.

- Suas provas. - Ele n�o tinha como contornar.

Ent�o ele n�o est� � altura de seu cargo.

Faremos um favor para ele.

A defesa da fronteira ser� vital nos pr�ximos anos.

Isso requer firmeza de car�ter.

Sim.

Defenderemos nossas fronteiras enviando as pessoas

para os campos de concentra��o.

Voc� n�o sabe o que fazem com elas.

Pensar nisso est� al�m da sua compet�ncia.

Quem lhe disse que tais campos existem?

Voc� j� esteve na fronteira?

J� falou com aquelas pessoas?

Se prender Gr�ninger, voc� prosseguir� com Keel.

E ter� que prender todos por l�, inclusive a mim.

N�o seja est�pido, Frei!

Pense no seu pa�s!

Pense em voc�!

Ainda � jovem.

Vai querer ter filhos, uma fam�lia.

Enquanto os pa�ses europeus se mutilam,

continuaremos pr�speros.

Lan�aremos as bases do futuro.

- Bom dia, Schneider. - Bom dia.

Tenho ordens para n�o deix�-lo passar!

Quem lhe deu esta ordem?

O conselheiro Keel.

S�o ordens!

Est� bem.

Valentin!

Sim?

Dev�amos ter notificado.

Mas teria sido contraproducente.

Walter H�rtsch� juiz de instru��o.

Pode fechar a porta.

Analisamos cada ponto desse documento.

E n�o est� em causa apenas o Sr. Werner

e alguns casos isolados.

O mais f�cil seria confessar

que completou os formul�rios em nome de Paul Gr�ninger.

N�o quero que me entenda mal, mas ningu�m iria te culpar.

Pensava que n�s judeus tamb�m f�ssemos su��os,

e que ser�amos respeitados em nosso pa�s.

Mas obviamente voc� precisa de algu�m pro trabalho sujo

e tudo est� acertado.

Esse n�o � o ponto de nossa discuss�o.

- Alice. - Voc� foi demitido?

Desculpa.

Por que pede desculpa?

Porque nunca te contei nada.

Temos de ir embora. Est� tudo acabado.

A Ruth vai deixar a escola.

N�o � disso que se trata.

Por que sempre faz tudo sozinho?

O que achou que eu iria dizer?

Ol�.

Veio prend�-lo?

Pe�o que traga seu uniforme.

- Pode busc�-lo? - Claro.

Me desculpe.

Deixa para l�.

Bem.

Vamos l�.

N�o foi por dinheiro, certo?

Dizem que voc� era muito �ntimo desses refugiados.

Est� me ouvindo?

Foi para cama com essas mulheres?

Por que os deixou entrar?

N�o te entendo, Sr. Gr�ninger.

Voc� precisa me dizer algo.

Caso contr�rio, decidirei...

por intern�-lo em uma cl�nica.

Agiu de forma totalmente insana.

Quero todos em fila!

- Bom dia. - Bom dia.

J� foram avisados?

- Sim. - �timo.

Leve todos daqui.

Vamos ver com quem estamos lidando.

Temos uma lista com todos os nomes.

Caber� a Berna decidir quem vai e quem fica.

Deixar� de ser nossa responsabilidade.

Vamos, por ali!

Por ali!

Temos que sair daqui!

Largue essa mala!

Esse sapato est� apertado!

- Ai! - Venham!

- N�o! - Por qu�?

- Me ponha no ch�o! - Vamos!

Venha!

Est� me machucando!

- Venha logo! - Para onde vamos?

- Todos saem pela frente! - Venha logo!

Todos em sil�ncio! Formem uma fila!

Vamos logo! Formem uma fila!

Corram at� a esta��o e sigam para a Basileia!

Por que n�o podemos ficar aqui?

� perigoso!

N�o confiem em ningu�m!

Prometem?

Corram! Agora!

Corram!

Como se chamam?

Samuel. Ela � a K�the.

Samuel, K�the, corram!

Em 1945, com base nos dados oficiais,

30 mil pessoas foram barradas na fronteira su��a,

as quais na maioria dos casos, tiveram destino incerto.

REP�BLICA DA �USTRIA

Segundo Yad Vashem, Paul Gr�ninger permitiu

que 3.600 judeus entrassem na Su��a.

Ele foi condenado por abuso de poder e falsifica��o.

Pobre e esquecido, ele faleceu em 1972.

Gr�ninger foi politicamente reabilitado somente em 1995.

Legendas: Nephilim dC

Legendas: Fred Cipriano

Legendas: Subversion

sU-Boots - submersos em guerras -

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