All language subtitles for pfa-pina.720p

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Para a Pina.

De todos n�s, que fizemos este filme juntos.

Em breve ser� Primavera.

Relva a brotar.

Depois vem o Ver�o,

relva alta,

sol.

Depois vem o Outono,

as folhas caem.

E depois...

Inverno.

Primavera.

Ver�o.

Outono.

Inverno.

H� situa��es, � claro,

que nos deixam absolutamente sem palavras.

Tudo o que se pode fazer � insinuar.

As palavras, tamb�m, n�o podem fazer mais

do que apenas evocar as coisas.

� a� que vem a dan�a.

Conhecer Pina foi como encontrar uma linguagem,

antes de aprender a falar.

Assim ela deu-me um modo de me expressar.

Um vocabul�rio.

Quando comecei, era muito t�mida.

Ainda sou. E ap�s v�rios meses de ensaio,

ela chamou-me e disse: "Precisas de ser mais louca."

E esse foi o �nico coment�rio em quase 20 anos.

Pina era uma pintora.

Ela questionava-nos sistematicamente.

Foi assim que nos torn�mos a tinta,

para colorir as suas imagens.

Por exemplo, se ela pedisse

"a Lua"?

Eu representava a palavra com o meu corpo,

para que ela pudesse ver e sentir.

Eu dancei no Caf� Muller.

Todos n�s t�nhamos os olhos fechados.

Quando fizemos uma reposi��o,

eu n�o podia ter a sensa��o de novo,

a sensa��o de que era muito importante para mim.

De repente notei

que fazia uma grande diferen�a,

por detr�s das p�lpebras fechadas.

Se eu olhar para baixo, ou assim.

Isso fez toda a diferen�a!

O sentimento certo estava l� imediatamente.

� inacredit�vel como isso � crucial.

O mais �nfimo detalhe importa.

� tudo uma linguagem que se pode aprender a ler.

N�s desenvolvemos a pe�a em duas semanas, Dominique!

A velocidade era incr�vel.

� incr�vel como a ideia se materializou

a partir de apenas uma mesa e quatro cadeiras.

T�pico de Pina. Eu lembro-me.

- Ent�o, bang, cadeiras. - Exactamente.

Ent�o, bang. Rolf atirou com as cadeiras,

e tornaram-se parte integrante da pe�a.

T�o bonito!

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Estou a vir!

Kazuo Ohno tamb�m nos deixou,

n�o faz muito tempo.

Eu imagino-o a ele e a Pina l� em cima

a dan�ar juntos...

a saltar de uma nuvem para a outra.

Pina tinha os olhos mais penetrantes!

Ningu�m jamais me leu dessa forma.

Tudo o que tentei ou fingi ser

desapareceu sob o seu olhar.

Em vez disso, ela viu algo.

Eu estava com medo,

porque n�o sabia disso ainda.

Quem foi Pina?

Uma combina��o de fragilidade e de for�a.

Ela tinha uma capacidade infinita de escutar e observar,

e de ultrapassar todos os seus limites.

Ent�o eu imagino-a como uma casa, com um grande s�t�o

cheio de tesouros.

Pina n�o ia dan�ar.

Esquecia-se sempre dos seus movimentos.

N�s recus�mo-nos a faz�-lo sem ela.

Ela envolveu-se porque insistiu que ela...

Que ela me mostrasse o movimento? N�o, por favor.

Mas � verdade.

Eu insisti que ela dan�asse. Que era importante.

Que era a �nica maneira das pessoas a verem no palco.

Eu nunca quis dan�ar Caf� M�ller.

Quando Pina me pediu para dan�ar a sua parte,

eu disse que sim.

Mas nunca aprendi.

Eu queria que ela dan�asse para sempre.

Eu vi-a fazer Caf� M�ller in�meras vezes.

Eu queria sentir o que ela estava a sentir.

Ela movia-se como se tivesse um buraco na sua barriga,

como se tivesse ressuscitado dos mortos.

Quando estou no palco, hoje,

tento imaginar Pina

na sua dor,

mas tamb�m na sua for�a

e a na sua solid�o.

Quantas vezes dancei Caf� M�ller com Pina.

Vi os seus cabelos, as suas costas, os seus bra�os.

Quantas vezes, com os olhos fechados,

eu sentia que ela nos sentia a todos!

Mesmo com os olhos fechados, pod�amos ver tudo.

Dan��vamos e r�amos o tempo todo.

Est�vamos sempre juntas, at� �s quatro da manh�

para inventar algo para o dia seguinte.

Isso foi no come�o da companhia.

Encontr�vamo-nos na esta��o de Barmen todas as manh�s

para tomar caf� com p�ozinho e rever o trabalho do dia.

A melhor defini��o � um anjo. � um anjo, � linda.

Tinha a impress�o de que era mais do que apenas humano

a trabalhar com Pina.

Sentia-me uma dan�arina velha, a trabalhar com Pina.

Bem, os primeiros anos foram bons, tamb�m.

Eu tinha 24 anos quando vim para Wuppertal.

Mas aos 40, mais e mais,

eu pensava: "Todo esse espa�o, todas estas oportunidades."

Os olhos de Pina mudavam tudo o que faz�amos

em algo ainda mais belo.

Eu podia ser velha e crian�a ao mesmo tempo.

Depois de um ensaio terr�vel de Ifig�nia,

Pina n�o me disse uma palavra.

Antes da performance, como sempre,

ela veio e disse:, "L�tzchen, s� bom."

E como sempre, respondi:

"Pinchen, divirta-se."

Ela saiu, virou-se na porta, e disse:

"N�o te esque�as, tens que me espantar."

Imediatamente a minha cabe�a come�ou a girar.

Aquilo foi mais certeiro do que falar durante horas.

Era lindo ver Pina enquanto ela nos observava.

Nos ensaios, era s� virar-me para v�-la sentada na sua mesa

a observar-nos todos os dias.

A viver cada momento com os dan�arinos,

�s vezes como uma crian�a. A sentir tudo que sent�amos.

Frequentemente, penso que Pina se sentou atr�s daquela mesa

e observou-me durante 22 anos.

E isso � mais do que os meus pais me viram.

Nova na companhia, eu ainda n�o entendia como Pina trabalhava.

E ela n�o me explicou.

Eu estava perdida.

At� que me realizasse,

tive que seguir em frente pelos meus pr�prios meios.

Isto � carne de vitela.

O que � honestidade?

Qual � a nossa responsabilidade,

mesmo quando dan�amos?

Pina ensinou-nos a defender aquilo que fazemos,

em cada gesto,

cada passo e cada movimento.

Pina sempre quis extrair

o melhor de todos os seus dan�arinos.

Uma vez ela disse-me,

"A tua fragilidade � tamb�m a tua for�a."

Para a pe�a Lua Cheia

ela pediu-me um movimento relacionado com "alegria".

Alegria ou o prazer do movimento.

Era uma quest�o que realmente me inspirava.

Lembro-me que apresentei um movimento e com ele

Pina criou uma cena na pe�a.

Eu estava sempre num canto,

ou a esconder-me atr�s de algu�m,

quando ela estava a fazer correc��es.

Talvez porque eu a respeitava muito.

Uma vez encontrou-me.

E perguntou-me com uma voz triste,

"Ditta, porque tens tanto medo de mim?"

"Eu n�o fiz nada."

Ela estava certa.

E gradualmente fui perdendo a minha timidez.

�s vezes, ela dizia umas frases como:

"Tens que continuar a procurar."

Mas era tudo o que dizia.

Ent�o, t�nhamos que continuar a procurar,

sem saber muito bem onde,

e sem saber se est�vamos no caminho certo.

Pina, eu ainda n�o sonhei consigo.

Por favor, visite-me nos meus sonhos.

Tenho not�cias por Daphnis,

que sonha consigo o tempo todo.

N�o � o mesmo.

Seria bom se aparecesse.

Estou � sua espera, Pina.

A Pina foi embora t�o r�pido,

t�o de surpresa.

Eu acho que no fim

ela deixa tudo atr�s de si

e se sente livre.

Por isso eu queria oferecer-lhe

esse momento de leveza,

de uma sensa��o de leveza.

Eu sou Kiang.

Os meus ouvidos ouvem a promessa.

A minha mente � poder.

Os meus olhos v�em sonhos.

Os meus pensamentos s�o altos.

O meu corpo � forte.

Como filha de Dominique e Malou,

fui a primeira crian�a na companhia.

Cresci dentro do Tanztheater.

A vida sem Pina?

N�o sei o que �.

Quando comecei em Wuppertal

e estava confusa sobre algumas coisas,

ela simplesmente disse...

Dan�a por amor.

Todas as suas pe�as eram sobre amor, e dor,

e beleza, e pena, e solid�o.

Quando tive este caso amoroso com o hipop�tamo

eu tinha 28 anos quando fiz essa pe�a.

Inclusive eu a identifiquei com esse Hipo monstro.

Sempre tentei entend�-la.

Perceber porque tinha que continuar a trabalhar, e a trabalhar...

e sempre a trabalhar e a trabalhar...

Para Pina,

os elementos eram muito importantes.

Areia ou terra,

pedras ou �gua...

De alguma forma, at� icebergs e rochas apareceram no palco.

Quando dan�amos, tornam-se...

obst�culos.

Tem que se ir contra ou atrav�s deles,

ou passar por cima deles...

O trabalho de Pina permitia a todos estarem tristes,

furiosos, ou chorar ou rir, ou gritar.

Podia extrair todas essas qualidades.

� como se Pina estivesse escondida em cada um de n�s,

ou ao contr�rio, como se cada um de n�s fosse parte dela.

Pina foi uma exploradora radical.

Ela olhou profundamente nas nossas almas.

Havia um tema em particular que ela estava sempre perguntar-nos:

O que estamos a desejar?

De onde vem toda esta saudade?

Dance, dance, se n�o, estamos perdidos.

Adapata��o pt/pt: CCamara Revis�o: mikestone

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.