All language subtitles for The Night Porter 1974 720P ITA-ENG

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Original subtitles

Sincronia e revisão: fRALFER Legendas: Tio Cristi

- Boa noite. - Mais cedo hoje?

É que quero sair mais cedo de manhã.

Ah, aqui estão as flores, o jornal e os cigarros...

...que a condessa pediu. - Obrigado!

- Ela chamou a recepção? - Não sei.

Sempre me manda pra rua pra comprar coisas pra ela.

Ganha gorgetas para isso, não?

Oh!

- Os comprimidos, tome. - Obrigado.

Sem água?

- A água acabou. - Mas...

Eles vão irritar minha garganta.

Não vão irritar nada. Vamos!

Estou com tanto frio, Max.

Eu realmente não sei o que fazer...

Max, querido.

Você não tem nenhuma imaginação.

Igual a você, Condessa.

Bobo, bobo, bobo.

Vai querer o serviço habitual? - Ah, sim.

Suba no 42. Ela está te esperando.

Ah, pro inferno! Quero dormir. Subo lá mais tarde.

- Você vai agora! - Estou cansado dela, maldição!

Você pediu o salário adiantado...

...de um mês.

Eu gosto de pessoas que cumprem seus acordos.

Okay, okay.

Maldita seja!

E esse perfume que ela usa cheira a merda.

Pode até ser de marca, mas me faz querer vomitar. De verdade.

Pelo menos ela não cheira a fritura, como você.

Ou, a desinfetante bucal.

Não cheiro a desinfetante.

Transpiro água de colônia Helena Rubenstein para homens.

Pra homens de sucesso.

Obrigado!

Alguma outra hora.

Te vejo em breve. Adeus.

Minhas chaves, por favor. Quarto 25.

- Minha chave, por favor. Número 32. - Desculpe!

32, por favor. Acho que era...

- O que? - 32.

Não se lembra? Acabávamos de voltar de...

Ele é regente. Diretor de orquestra.

- Então? - Oh, nada.

Alô?

Sim, uma garrafa de água mineral bem gelada.

Está bem. Obrigado.

- Não, não chame! - E por que não?

Desculpe.

Você está bem?

Sim.

Sim, estou bem.

Pode entrar.

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

- Deseja algo mais? - Não, obrigado.

- Boa noite. - Boa noite.

- Religião? - Lucía?

Sim, estou indo.

Olá.

Você me esperava?

Certamente.

Você teria o mesmo quarto?

Como sempre.

Você parece estranho. O que te preocupa desde quinta feira?

Nada.

Se está preocupado, você é idiota.

Seu caso é fácil.

Além de tudo, não existem testemunhas contra você.

Deveria estar feliz, pois agora só pensamos em você.

O professor disse que você é um caso especial.

- Estará aqui logo. Mostre a ele que você está por cima. - Certamente.

- Nome, data de nascimento. - Emmanuel Strauss.

Endereço? Religião?

Próximo.

- Nome? - Hansard, Wilhelm.

- Data de nascimento? - 17 de março, 1920.

Endereço?

- Religião? - Luterana.

Próximo.

- Nome? - Klein, Paul.

- Data de nascimento? - 4 de março, 1918.

Endereço?

- Religião? - Judia.

Próximo.

Nome?

Data de nascimento?

Endereço? Religião?

- Estava tentando dormir? - Não.

- Me deixa em paz, por favor. - Desculpe.

Desculpe.

Perdão. Tenho preocupações.

Claro.

Me faz um favor?

Se eu puder...

Pode me substituir amanhã à noite?

- Onde? - Aqui.

Você só precisa vestir minha jaqueta...

e ser amável com os hóspedes.

- E aí, vai fazer ou não? - Claro que sim.

Obrigado. Será só por uma hora.

Boa noite, Max.

Boa noite, Professor Herr.

Ele está no mesmo quarto?

- Sim. - Bom.

Eu consegui... e não me pergunte como...

descobrir o que os espiões sabem sobre Max.

Aqui. Maximilian Theo Aldorfer.

"Fez carreira na companhia de Karlton Bruener."

"Operou na Hungria, em uma seção do escritório 4-B."

"Assumiu um nome falso." Etc., etc.

"Nos arquivos de Nuremberg, veja o documento... " No cabeçalho da página,

há um número 3, que indica que é pouco importante.

Entretanto, tem uma nota que diz:

"era muito amigo de gente muito importante".

Assim, pode ser que estejam procurando por ele.

Max tinha imaginação.

Se divertia ao se passar por médico,

para poder fazer sensacionais estudos fotográficos.

É óbvio que nenhum paciente de Max sobreviveu.

Pode ser que algum conseguiu.

Você reconheceria alguém?

Sim, talvez eu lembre.

Quem sabe se ela sobreviveu?

Acho que Mario poderia saber algo sobre ela.

- Quem é Mario? - Mario, o italiano. Tente lembrar.

Se salvou porque era um cozinheiro excelente.

Após a guerra, se casou com Greta Heller. Tem um restaurante na margem do Danúbio.

Ah, sim, sim.

Chamamos ele uma vez como testemunha.

Sim, e ele vem para a próxima reunião.

Se sabe de algo, vai nos dizer.

Bom.

Já viu o Max? Parece perturbado.

Pensei que estivesse esquecido.

Por que? Se é meu sucesso. Ah, tudo bem, não importa.

Prepara as luzes.

O que acha que devo usar?

Alumínio. Do contrário, não dormirei.

Bert, você devia ler um livro.

Oh, sim, já tentei, Max.

Se leio, penso, e fica tudo pior.

Levantar e sair pra rua. Sabe como sempre isso termina.

Você precisa de um guarda-costas.

Gostaria que fosse você. Se eu fosse rico,

te contrataria para fazer tudo para mim.

Faria?

Sim, claro.

Você diz isso porque sabe que não posso.

- Não. - Na verdade você não quer.

Não quer limpar o cu de ninguém. - E faz muito bem.

Tenha cuidado.

Você faz isso muito bem. Nunca machuca.

"Uma interpretação de grande elegância."

"Será lembrada como uma ocasião memorável...

da temporada de ópera, etc..."

"Devo reconhecer que na verdade não tinha nem idéia... "

"do que esperar do Maestro Atherton"

"chegou em Viena em uma onda de elogios, que demonstrou serem merecidos."

Não está me escutando?

Não dá importância a nada.

Ainda assim, gostaria de saber sua opinião.

Gostaria de ter um pouco de paz.

O que se passa? Você sempre se importou com as críticas.

Sempre as discutíamos juntos.

- Quero ir embora. - O que disse?

Que quero sair. Quero ir embora daqui, agora!

Suponho que está consciente do desastre do primeiro violinista.

Coreline Hader toca sólos, como uma perfeita idiota.

Já te disse que estou saindo!

Lucía, está fora de si. Tenho que estar na ópera esta noite.

Bem, vou embora sozinha então.

Pra onde quer ir?

Longe deste hotel, longe desta cidade.

E longe deste país.

Entendo como se sente.

Parecia tão feliz de vir comigo.

Lucía, o que está sentindo?

De toda forma, serão apenas alguns dias.

Amanhã vamos a Frankfurt. Em 3 dias, Berlim, Hamburgo e pronto.

Você é absolutamente incrível.

Incrível.

- Não abra. - Deve ser o porteiro com os jornais.

- No abra, por favor. - Pensava que já tinham sido entregues.

Entre.

- Bom dia. - Olá. Obrigado.

Obrigado.

Planejamos para uma tarde destas.

Pode preparar o quarto. Todos virão.

Creio que achei uma testemunha.

Lembra de Mario, o cozinheiro? Deve saber algo.

Não poderia esperar um pouco?

Não. Prefiro fechar seu caso o mais rápido possível.

Mas não veio ver o restaurante.

Por que? Aconteceu alguma coisa?

É por causa do julgamento.

Klaus está um pouco... apressado.

Antes ou depois teria que te chamar, como a todos os demais.

Fique alerta. Sabe-se de casos de traições.

Certo. Sobretudo de colaboradores como você.

Eu quero tudo esclarecido na minha mente.

Vai comer conosco?

Sim, Greta. Obrigado.

Como vai o negócio? Bem?

Graças a ele, que dirige a cozinha.

Apareça, Greta. Queremos conversar.

Sim. Até logo.

- Tem visto o Klaus? - Mm...humm.

- Te disse alguma coisa? - Eu vi Klaus.

Me perguntou sobre a garota com quem você estava.

A filha do socialista. Ela era...

Era vietnamita, não?

Certamente vocês são muito estranhos.

Não irei à policía. São águas passadas.

Klaus me mostrou...

Me mostrou uma fotografia dessa garota,

mas eu disse que não lembrava.

Garanti que não a reconheceria.

Só quero viver em paz, e Greta pensa o mesmo.

Obrigado, Mario.

Nunca contei a ninguém...

..como salvou sua pele.

Às vezes, para salvar a pele de alguém,

...não há preço alto.

Não pode me comparar a você.

Eu sei, eu sei.

Mas eu gostaria...

...de poder falar tranquilamente.

Poderíamos ir pescar, se você gosta.

Claro. Se não demorarmos muito, para mim está bem.

- Que tal no domingo? - De acordo.

De acordo, Mario.

- O carro chegou, senhor. - Oh, obrigado.

Estou indo.

Bem? O dia seguinte no Hotel Weber.

Se você for de avião, posso enviar um carro para lhe pegar no aeroporto.

Você é uma criatura estranha.

Agora quer vir comigo, não é mesmo?

Já não quer mais fazer as compras de que me falou?

- Não. - Não posso esperar.

Pegue o avião esta noite ou venha comigo agora.

Podemos mandar suas coisas pra Frankfurt.

Que tonta sou. Vamos lá! Vai perder seu avião.

No Hotel Weber, dia seguinte.

Sentirei sua falta.

Bom dia, senhores.

Fez reserva?

Nem sinal de peixe.

Um hóspede garantiu ter pescado um lúcio de 4 quilos aqui.

Não creio nisso. A correnteza é muito forte para os lúcios.

Uma truta talvez, mas não um lúcio.

O que foi, Max?

O que você está fazendo?

Não..não...não!!

- Quanto? - Cem shillings.

...uns 200 foram identificados por testemunhas,

e outros 100 denunciados pela Comissão dos Crimes de Guerra.

Outra organização extremamente perigosa para nós...

é o Centro de Documentação de Guerra, aqui em Viena.

Eles possuem arquivos sobre as SS, ..com uns 80 mil nomes.

Verei se consigo ter em mãos esses documentos também.

Enquanto isso, eu gostaria que desse uma olhada nas evidências contra Max.

Existe uma documentação potencialmente perigosa...

que joga toda responsabilidade diretamente sobre Max.

Ele mesmo deu as ordens para as execuções.

Como sempre, devemos averiguar se nossos inimigos sabem disso,

ou se tivemos acesso aos arquivos antes deles.

Então Max pode ficar nas sombras...

...como é seu desejo.

Juntos decidimos entrar nas profundezas de nossas vidas.

Decidimos confrontá-las, falando sem reservas,

...sem medos.

Lembrem-se. Devemos descobrir se somos vítimas de complexos de culpa.

E se for assim, devemos nos livrar deles.

Complexo de culpa é um distúrbio da psique, uma neurose.

Não nos iludamos. A memória não está cheia de sombras,

mas sim de olhos que te miram diretos e de dedos que te apontam.

Já sabemos da existância de testemunhas graças a Mario, o cozinheiro.

Todos o conhecemos. Em especial, Kurt. Ele foi muito útil.

Queria ele aqui esta noite e mandei avisá-lo. Em vez disso, ele desapareceu.

- Algum de vocês sabe algo? - Para que quer testemunhas?

Hans, você sabe tudo sobre mim. Por que relembrar tudo de novo?

É a minha profissão. Aceitou participar da terapia de grupo.

Sei. Sei. Um fala e os demais ouvem.

Mas no final, algo acontece no interior de cada um.

Algo age para primeiro termos muito medo. Depois, nada.

E acontece bem mais, Max.

Meu papel é de advogado do diabo, e para cumprir isso devo...

...buscar e encontrar perigosas provas documentais,

...que depois entrego ao nosso colega, para que as destrua.

Também tenho uma boa lista de testemunhas para vigiar.

E os vigio com muito cuidado...

...pois não são tão manejáveis quanto uma pilha de papéis.

Max, precisa ter fé em Klaus.

Lembra-se quando fui julgado aqui?

Me senti tão mal quanto você agora.

Fez-me falar muito, confessar, para defender-me.

Fez-me entrar em conflito com Klaus para me acusar sem piedade.

Lembra? Quando tudo acabou, todavia...

...senti um grande alívio.

Talvez por que Klaus queimou 30 documentos que te implicavam.

Exatamente como queimou os seus, Kurt.

Concordo. Pra não ficar qualquer rastro nosso em nenhum arquivo militar. Certo?

Acontecerá o mesmo para você, Max.

Klaus?

Klaus, talvez não existam testemunhas com vida.

Existem sim, e não podemos deixá-los em paz?

E deixá-los esquecer?

Ainda que existam mil pessoas documentadas, ou 10 mil,

trarão menos prejuízo do que uma só testemunha em carne e osso.

Por isso são tão perigosos, Max.

Minha tarefa é achá-los, onde quer que estejam,

...e garantir seu "arquivamento".

Max, nossos julgamentos são privados.

E também terapêuticos, não é?

E quanto mais rudes são, mais efetivos se tornam.

Somente as testemunhas podem provocar isso,

porque entram em detalhes, desandam a falar tudo.

Já viu, não é mesmo? Somente confrontados com suas acusações...

...podemos descobrir nossa dificuldade de defesa.

Precisamos nos defender. A guerra não acabou.

Se quer viver escondido como um rato de igreja, vai em frente!

Mas nós queremos voltar aos nossos postos.

Não podemos desistir nunca. Nunca!

Eu não desisti!

Continuo com vocês.

E deveria estar satisfeito, Max.

Klaus, Kurt, Dobson, Bert, eu... estamos todos limpos.

Todas as provas sumiram.

Nunca achei suficiente apenas queimar todos os papéis.

Quero ficar sozinho... que me deixem viver em paz, como um rato de igreja.

Voltemos ao assunto.

É importante que eu ache a testemunmha...

..que Mario acha ter reconhecido.

E quem é?

Por enquanto, só sei que é uma mulher.

Eu, eu nada sei sobre ela.

Sim, quero falar com Frankfurt, Hotel Weber.

Número? Sim, um momento.

347-229.

Urgente, por favor.

O.. o.. o número de Frankfurt que acabei de te dar.

Frankfurt. 347-229.

Sim. Cancela ele.

Cancela.

Obrigado.

Pronto! Pronto! Insista na chamada pra Frankfurt.

Não há linha pra Frankfurt.

Por que veio aqui?

Por que veio pra cá?

Por que veio pra cá?

Veio pra me denunciar? É isso?!

É isso?! Responde!

Não é verdade? Por que veio? Por que veio?

Por que?! Por que?!

Idiota!

Você...!

Me deixa!

Sua puta...

Não, não! Tão rápido, rápido rápido assim...

Tanto, tanto tempo.

- Diga-me! Diga-me! - Eu te quero!

Me diz o que fazer. Me diz!

Não!

Te amo tanto.

Minha garotinha.

Não. Não tem ninguém aqui.

Não. Foi pro andar de cima.

- Foi pra cima. - Onde?

Chamaram ele.

Vai demorar?

Depende da senhora.

- Qual senhora? - A americana.

A americana.

A mulher do diretor da orquestra. Parece que precisa de companhia.

- E o marido? - Foi-se.

Telegrama... de seu marido.

Se quiser falar com Frankfurt,

e só tirar o fone do gancho.

- O que está fazendo aqui? - Trabalho, Excelência.

- A estas horas? O que faz? - Já disse.

Volte para baixo.

Tudo parece perdido.

Ocorre algo inesperado.

Fantasmas... aparecem.

Como fugir deles?

Esse fantasma.

Sua voz e seu corpo.

Parte de um só.

Amém.

Greta não acredita que a morte de Mario foi um acidente.

Ela consultou Moritz, o advogado. Eu o conheço. Posso falar com ele.

Não fale com ninguém.

Quero ter uma conversa com o médico da Greta.

Vamos.

- Tem certeza? - Sim. Está indo embora?

- Chamo um taxi? - Obrigado, e um telegrama, por favor.

Certamente.

Aqui está, senhora.

Não poderei te ver em Berlim.

Nos veremos em Nova York.

Não se preocupe.

Está tudo bem.

- Poderia enviá-lo urgente, por favor? - Certamente.

Boa noite, Max. Não estou atrasado, espero.

Ainda tenho que preparar minha dança: Stravinsky, 'O pássaro de fogo'.

Sem dança esta noite, Bert.

Eu... humm, não posso deixar meu posto.

Apenas transfira, certo?

Dançarei melhor depois de ensaiar um pouco.

Sinto muito pelas flores.

É apenas transferência.

Oh.

Deixa. Deixa.

Você sempre quebra as unhas.

- Aí está. - Obrigado.

E então, existe uma mulher, não é?

Não.

Obrigado.

Max, não confia mais em mim.

Você mudou. Obrigado.

Encontrei ela de novo.

Minha garotinha.

Você que dizer 'aquela'.

Encontrei ela de novo. Encontrei de novo.

Ninguém deve tocá-la!

Quem se atreveria tocar nela?

Max, tenha cuidado. Antes que ela possa te denunciar,

...deveria "arquivá-la".

Oh. Oh, não.

- Mas... - Não.

Eu a amo.

Que imbecil você é, Max.

Foi minha garotinha.

Ela era muito jovem.

E agora já não é mais.

Sim. Sim, ela...

..é exatamente como me lembro dela.

- Oh, Max. - Como era antes.

Nunca te vi antes tão apaixonado.

Pensei que já estava morta.

Que história mais romântica.

Não.

Não, não é... romântica.

- Não? - Não é romântica.

É uma história bíblica.

Sim? Conta pra mim. Me conta essa história.

Bem...

É uma história da Bíblia.

- Quer que eu conte? - Por favor.

Não é muito agradável.

Conta.

Bem, foi há muito tempo atrás.

Bem, você se lembra.

Johann era um prisioneiro que costumava atormentá-la.

Então ela me pediu para transferir ele.

Eu, eu...

...não sei por que,

...mas de repente a história de Salomé me veio à cabeça.

Não pude resistir.

Por isso...

que é uma história bíblica.

- Pobre Max.

Disse a ela, que não sabia exatamente o que me pediu, ou que havia entendido mal.

Você sempre foi louco, e continua ainda.

louco, insano...

Hmm. Quem pode julgar?

Não esqueça:

estamos no 'mesmo barco'.

Te damos esta oportunidade.

Marca a data pra próxima reunião e vê se respeita as normas.

Eu sempre respeito as normas.

Diz isso aos outros, Max... não a mim.

- Não confiam em mim. Nem eu, em vocês. - Aí é que você se engana.

Não entende que esta investigação vai servir pra te livrar do passado?

- Devemos nos ajudar. - Po isso é que me seguem e me espionam?

Para dar-nos as informações necessárias.

Por exemplo, onde está a testemunha que Mario me falou?

Não sei do que está falando.

A que hora quer que te chame de manhã?

Por que?

- Para que não te levem. - Quem?

Klaus..., Bert, Hans.

Não tem nenhuma graça.

E se vierem pra me "arquivar"?

Então você luta.

Não ria!

Entende?

Desculpe.

Ouça, a polícia chegando.

Buscam por Frau Atherton, a mulher do regente.

Se lembra? Ela pagou a conta pra mim.

Eles vão interrogar você também.

Só venho pra te fazer umas perguntas de minha parte e dos outros...

...e dar uma olhada em você.

Poderia vir também em outra hora pra ver ele também,

...mas não preciso falar com ele.

Não preciso falar com ele na sua frente. Não é necessário.

Com todo esse negócio de julgamento, tornou-se muito inseguro.

- Tem razão. - Que quer dizer?

Que pela primeira vez ele vê você claramente.

Nada mudou, não é mesmo?

Está enganada. Todos temos sido julgados.

Agora estamos curados e vivemos em paz com nós mesmos.

- Não tem cura. - Você era a enferma.

- Porém, não estaria com alguém... - Isso é assunto meu.

Muito bem. Ainda assim, tua mente está perturbada.

Por isso está aqui, resgatando o passado.

Max é mais do que apenas o passado.

Ouça. Por que não vai à polícia?

Se quiser, posso te levar.

Dr. Fogler, lembro bem de você.

Você dava muitas ordens.

Não pode esquecer que Max obedecia.

Lembra?

Não me lembro.

Não posso te obrigar a lembrar se você não quer isso.

Apenas venho pedir que testemunhe,

para descobrir se a situação em que se encontra é de sua própria escolha.

- Estou bem aqui. - Sim.

Querem viver em paz, não é?

Viver em paz significa...

...estar em harmonia com os amigos,

...e respeitar os acordos.

Diz isso a Max.

Podíamos ter denunciado ele à polícia pelo assassinato de Mario.

Mas não fizemos isso. Max está doente.

Não deve ficar longe de nós.

Encerramos aqui. Também podíamos denunciá-la por isso.

Estou aqui por vontade própria.

A corrente é para que não possam me levar.

Se quizéssemos te levar, você acha que a corrente impediria?

Pobre louca. Correntes a gente corta.

Não queremos usar a violência

Hmm. Eu sei como suas testemunhas terminam.

Max me contou.

Max não sabe o que diz ou que faz.

Sua mente está desordenada.

Saia.

Fora. Fora!

Se mudar de idéia,

...e a corrente te incomodar, me chama.

- Bom dia. - Bom dia.

Queria informar que ouvi ruídos estranhos esta noite.

Sei que você trabalha de noite. Por isso fiquei preocupada.

- Forçaram a fechadura. - Não, é impossível.

Oh, mas havia alguém, porém não me atrevi a olhar pra fora.

Já não se tem tranquilidade,

...você sabe, quando se vive só...

É sua imaginação, Frau Haller.

Estiveram aqui, não é verdade?

- Quem esteve aqui? - Hans.

O que ele queria?

- Me diz! - Estou cansada e tenho fome.

Fala!

- Nada. - Me diz sobre o que falaram.

O que disseram um ao outro?

Mandei ele embora.

Por que tenta fugir de mim?

Isto machuca.

Eu...

...te amo.

Max, a polícia está procurando ela, sua testemunha.

E seu marido também. Quando encontrarem, ela começará a falar.

Nunca a encontrarão se Stumm e Adolph ficarem com a boca fechada.

Eles não falarão. É sua amiguinha que nos preocupa.

- Então? - Então, por enquanto,

temos que aguentar e esperar que teu amor não dure pra sempre.

Max, você prometeu continuar o processo.

- Melhor trazer tua testemunha. - Não! Nunca!

Não me importa esse julgamento. É tudo uma farsa.

- O julgamento não é uma farsa. - É sim. É uma palhaçada!

É um jogo... para monstros.

- Você e a sua puta são os monstros. - Você vai...

- Pare Max. - Por que nos encontramos aqui?

O elevador não vem até aqui.

Estamos isolados e mais seguros.

Para que esta inesperada reunião?

Max tem uma perigosa testemunha escondida em seu apartamento,

..e não quer levá-la a julgamento.

Será levada. Max, seja sincero comigo.

Será muito mais fácil se você virar comunista?

Oh, Senhor. A típica acusação, até para um iniciante.

Sabemos que não é comunista. Não é um derrotista.

- É um de nós. - Por isso estou podre.

Filho da puta!

Max, todos queremos o mesmo, viver como cidadãos normais.

Todos temos profissões respeitáveis.

Até eu tenho uma ocupação digna.

Se você quizesse, poderia ter arranjado outro trabalho.

Ouça, Bert. Se escolhi viver...

...como um rato de igreja, tenho minhas razões.

Trabalho de noite apenas por um motivo,

...por causa da luz.

A luz me faz sentir vergonha.

Estamos orgulhosos,

...de ter sido oficiais de uma das melhores unidades do 3º Reich.

E se nascesse de novo, faria exatamente o que fiz.

- "Sieg Heil!" - "Sieg Heil!"

Aqui. Deixa aqui.

- E, uh, leve o resto pra cima. - Certo.

A polícia está procurando por você.

Seu marido os mandou.

Interrogaram nós todos. "Quando saiu? Quem a viu por último?"

Perguntas e mais perguntas.

Não suspeitam de mim.

Klaus os convenceu de que eu estava fora de suspeita.

Foram muito amáveis.

Klaus.

Meu Deus.

E eu abandonei meu trabalho.

Deixei o hotel.

Não quero deixar você sozinha.

- Seu pedido, senhor. - Obrigado.

- Lembra. O mesmo para amanhã. - Sim.

Fique tranquilo.

Trocou a fechadura? Preciso trocar a minha também.

- A minha era muito velha. - Oh, Kiki.

- Kiki. - Un momento.

Poderia levar seu cão?

- Mas... - Obrigado.

Por que tanta comida?

É melhor a gente não sair lá fora por uns tempos.

Nem mesmo olhar pela janela.

Está com medo?

Quanto tempo isso vai durar?

Pra você pode terminar rápido,

...se for à polícia.

- Ah, está atrasado. - Tem um controlador de cartão?

Calem-se os dois.

Jacob, o pedido de ontem, não chegou ainda.

Mandei o garoto. O porteiro disse que tinha saído.

Estou aqui. Ainda estou aqui.

Manda o garoto direto ao ap. 15, certo?

Muito bem. Muito bem. Vou mandar outra vez.

- Obrigado, Jacob. - É meu dever. O que o sr. quer?

- Umas salsichas. - Claro, senhor. Temos até pra escolher.

Talvez eu possa ajudá-lo.

Meu filho Ernst morreu na África em 43. Deram a ele a Cruz de Ferro.

A Cruz de Ferro? Deve estar muito orgulhoso.

- Entretanto, estou esperando a pensão. - Um rapaz muito bonito.

Temos que começar a racionar... o máximo que pudermos.

Já faz 10 dias. Sem receber nenhum alimento.

- Ninguém suspeita no prédio? - Está tudo sob controle.

Acho que deveríamos agir agora, Hans.

Ah, olá Greta, como está?

Não tão mal. E até mais bonita.

Não mexe aí!

- Olá? - Olá, Max? Sou eu, Oscar.

- Você me chamou? - Oscar, obrigado. Está falando do hotel?

Não, não vai saber. Não posso dizer.

Oscar, escuta, pode vir aqui?

Estou desesperado.

Sinto muito, mas...

tenho um compromisso. Não posso ir.

Tem medo de alguma coisa?

Ouça, não quero...

não quero me envolver...

Sabe o quero dizer.

Max, estou esperando minha pensão de guerra.

Oh.

Obrigado, Oscar... Obrigado, Oscar.

Sim?

Olá. Sim?

Tua garotinha não sabe usar o telefone?

O que você quer?

Quero te ajudar. O que posso fazer?

Me manda uma caixa de chocolate.

Escuta, Max. Nossos amigos não estão de bincadeira.

- Larga tudo e... - Erica...

Minha garotinha... você lembra dela, não é?

Minha garotinha está esperando por mim. Adeus!

Fome...

Desculpe, Frau Holler. Não posso sair do meu apartamento.

Pode trazer algo pra comer? Qualquer coisa.

Por que não sái? Está doente?

- Alguém está doente aqui. - Ouça. Não posso sair.

- Temos fome. - Disse a você. Não vou sair hoje.

- Eu te imploro... - Por favor...

Estava te esperando.

Adolph, pode trazer-me comida, por favor?

Imediatamente, se me der a moça.

Por favor, te imploro!

- E aí? - Ele não responde.

Fone fora do gancho.

Diga-me, Bert. Há quanto tempo conhece Max?

Não quero falar sobre isso.

Você não... dança mais pra ele?

Eu perdi ele.

Sincronia e revisão: fRALFER Legendas: Tio Cristi

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