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DO QUE VEM ANTES
Essa hist�ria nasceu de uma mem�ria.
E � baseada em eventos reais.
Seus personagens remetem a pessoas reais.
Bebinca, senhora? Ainda est� quente.
Um pouco de puto? Suman?
- N�o tem tinagtag, Badu? - N�o, apenas ube banggala.
Quero quatro, por favor.
- Obrigada, Badu. - De nada.
Itang, esse � para Joselina.
- Obrigada, Badu. - De nada.
Bai Rahmah chegar� na lua cheia.
� uma longa caminhada mas traga Joselina.
Bai Rahmah chegou!
Bai Rahmah chegou!
Dez esta��es secas,
dez esta��es chuvosas,
testemunhando durante dez luas cheias Bai Rahmah curando as pessoas.
Mas ningu�m sabia de onde ela vinha e para onde iria.
Ela apenas aparece
e desaparece.
Ent�o faremos assim:
- Adicionarei 20 pesos para cada jarro. - Vinte?
E mais dois jarros na pr�xima semana.
- Fechado, Sr. Hashmi. - Bom.
Obrigado. Dali, traga-me aqueles jarros.
- Obrigado. - Igualmente.
Pr�xima semana, ent�o?
Sim, mas fa�a dois jarros daquele. Ser�o vinte pesos.
Cuidado, Sr.
Est� lamacento aqui.
N�o para de chover.
Sobrou outro jarro, devem ser dois.
Vinte pesos.
Tenha cuidado.
Sr. Sito.
- Sr. Sito! - Sim, Pacita?
Por favor, ajude-me.
Joselina sumiu. N�o a vejo desde o amanhecer.
Vamos procur�-la.
- Aida, voc� viu Joselina? - Sim, ela est� na Rocha Sagrada.
Joselina!
Hakob.
Hakob!
Hakob!
O que, tio?
V� para a casa da sua tia Tinang.
Eu vi Junjun no meu sonho.
Foi um sonho ruim.
Digam para cuidar da crian�a.
Certo, tio.
Livrai-nos do diabo, queridos esp�ritos.
Livrai-nos.
- Bom dia, Kuya Narsing. - Ol� Hakob.
- Ate Tinang est�? - Est� l� dentro.
- Tinang! - Sim?
Hakob est� aqui.
Pode entrar.
N�o obrigado. S� vou falar com Ate Tinang.
- Tinang! - Estou indo!
Hakob, quem te mandou aqui?
O tio Sito sonhou com Junjun.
Foi um sonho ruim.
Ele disse para tomar cuidado com Junjun.
Claro, obrigada.
Como est� o pai? Como voc�s est�o?
Estamos bem.
Ainda temos cozido de lagarto?
- Sim, por qu�? - Embale um pouco.
Certo.
- Como vai o rancho? - Bem.
Primeiro entre para ver os seus sobrinhos.
Narsing, entre tamb�m, o tempo est� fechando.
- Irei assim que terminar aqui. - R�pido.
Como se sente? Voc� caminhou muito at� aqui.
- O que o Pai est� fazendo? - Ele teve um sonho ruim.
Est� chuviscando, Hakob!
Vamos entrar com Junjun.
Ele adormeceu.
- Pobrezinho. - Agora entre.
Tinang, j� est� chuviscando. J� chega disso.
Vou assim que terminar isso.
Senhor Sito?
Senhor Sito?
Boa tarde.
Senhor Sito?
- Itang! - Sr. Sito!
Estava passando.
- S�o para voc�. - N�o precisava.
- Um pouco para comer. - Obrigado.
- Fique um pouco. - N�o, tenho que ir...
- N�o aceito um "n�o". Venha. - Tudo bem.
Como dizia, o Padre Guido chegar� amanh�.
Ele dar� duas missas. Umas �s 7h e outra �s 9h.
- Hakob. - Isso veio de Ate Tinang.
- Entre e troque de roupa. - Preciso ir, Sr. Sito. S� vim deixar a comida.
Espere, Itang.
Aqui, pegue isso.
- N�o precisa, senhor. - Bobagem.
Deve ser misturado com mam�o.
A prop�sito...
Como est� Joselina?
Ela teve febre ontem � noite. Hoje de manh� estava melhor.
Espero que melhore quando eu chegar em casa.
Cuide de sua irm�, certo?
Agrade�o. Hakob!
- Hakob! Sua irm� Itang est� indo. - Eu vou na frente.
- Obrigada, Sr. Sito. - Tudo bem.
- Eu vou indo. - Certo.
- Cuide-se. - Pode deixar.
- Obrigada novamente. - Certo. Cuide-se.
O que mandaram para voc�?
Cozido de lagarto, Sr.
Bom dia a todos.
Ei, cuidado com esse barco.
Bom dia.
Obrigado, rapazes.
- Bom dia, Padre. - Bom dia.
- Posso beijar sua m�o, Padre? - Voc� esteve com Eliong e Dario?
- Venha ver a missa, Tony. - N�o posso, estou muito atarefado.
- Espero voc�s na capela. Sim, Padre.
Padre?
- Sim, Pacita? - Posso falar com voc�?
O que foi? H� algo que deseja consultar, minha jovem?
A Deus ou a mim?
Estou exausta, Padre.
Acho que n�o � o lugar apropriado para isso.
� para isso que estou aqui, para ouvir suas m�goas.
Fale, minha jovem. Eu escutarei.
Padre, meus recursos j� se esgotaram.
Eu parei de vender bolinhos de arroz.
N�o tenho tempo para cozinhar.
Dedico todo o meu tempo � Joselina.
Eu n�o sei o que fazer.
Por que n�o procura a ajuda de algu�m?
J� tentei, Padre, mas n�o acho ningu�m.
Algumas pessoas ajudam.
Como o Hakob.
Mas...
minha irm� precisa de mim.
Ela se machuca quando eu n�o estou.
Padre, voc� nos permitiria voltar a curar as pessoas?
Assim poder�amos nos sustentar.
N�o impedirei que fa�a isso.
Mas gostaria que houvessem outros meios.
Certo, Padre. Obrigada.
- Depois visitarei Joselina. - Certo, Padre.
- Eu vou indo. - Cuide-se.
Pacita?
Pacita?
Bom dia.
- Padre. - Bom dia para voc�s.
- Onde est� Joselina? - Est� bem ali.
Entre, por favor.
Joselina? O Padre est� aqui.
Itang, eu apenas te digo a verdade.
N�o acho que Joselina possa curar as doen�as.
Mas Padre, ela j� curou v�rias pessoas.
Muitos podem confirmar isso.
Se assim acredita, que seja.
S� tenho receio que abusem de voc�s.
Preocupo-me com voc�s.
- Vou indo. Cuide de Joselina, certo? - Sim, eu irei.
Sempre que quiser consultar um problema, estarei � disposi��o.
Certo, Padre.
Meu filho, Lamalan!
Meu filho est� morto!
Lamalan est� morto!
Mataram meu filho!
Sou a m�e de Lamalan
Nascido no cora��o da floresta
Eu vi a face do sofrimento
N�o tive nenhuma felicidade
Uma vida nasceu
Meu beb� est� sorrindo
As aves passavam
Ele � a extens�o da minha vida.
Sou a m�e de Lamalan
Nascido no cora��o da floresta
Eu vi a face do sofrimento
Cresci na tranquilidade
Com as plantas na floresta
Com os ventos passando
E as nuvens sobrevoando
Com os movimentos de suas m�os.
Sou a m�e de Lamalan
Nascido no cora��o da floresta
Eu vi a face do sofrimento
Eu vi a face da alegria
No �tero da minha m�e
Sob os cuidados do meu pai.
Protegido pelas ondas
Abra�ado pelos meus amigos
Sou a m�e de Lamalan
Nascido no cora��o da floresta
Eu vi a face do sofrimento
Eu ouvi os gritos
Nos arbustos e �rvores
Na escurid�o das montanhas
Arrastando-se nos campos
Envolto de um turbulento terror.
Sou a m�e de Lamalan
Nascido no cora��o da floresta
Eu vi a face do sofrimento
Arrasado pela tristeza.
Ele se foi para o vazio
A escurid�o o envolvendo completamente
A morte o abra�ou.
Ele nunca mais voltar� para casa.
Sou a m�e de Lamalan
Sou a m�e de Lamalan
Sou a m�e de Lamalan
Amrayda.
Seja forte.
Voc� precisa ser forte.
Onde est� minha crian�a?
Lamalan � a minha crian�a.
Lamalan � a minha crian�a.
Lamalan � a minha crian�a.
Onde est� minha crian�a agora?
Onde est� minha crian�a agora?
Onde est� minha crian�a agora?
Temos que ir, Amrayda.
Muito obrigada.
Talvez n�o nos veremos mais.
Meu cl� j� ter� partido.
Eles ir�o pagar pelo o que fizeram a Lamalan.
Adeus.
Algu�m morreu no cruzamento!
Haviam marcas em seu pesco�o. Mordido por um Aswang!
Pobre rapaz!
Cuidar do rancho � cansativo.
Aqui, Sr. Sito.
Obrigado, Mariano.
Quero me desculpar pelo o que aconteceu.
N�o podemos fazer nada, certo?
Voc�s estavam vigiando as vacas.
S� nessa semana, tr�s vacas foram retalhadas. Como n�o viu o respons�vel?
Foram atacadas porque entraram nas florestas do rancho.
Mas voc�s s�o os guardas. Desculpe. O chefe disse que n�o voltem mais.
Disse que achar� um substituto e que ir� investigar o caso.
- Posso falar com ele, Mariano? - Est� dormindo.
Mariano, juro que n�o tenho nada a ver com isso.
Tenho vigiado essas vacas h� v�rios anos
e tenho afeto por elas.
Ele disse para n�o contrat�-los mais.
Certo. Vamos l�.
Itang?
Est� passando o mosquiteiro de Lipa!
Aqui, d� uma olhada.
Ao menos est� esfregando com sab�o?
Que marca est� usando? Breeze? Tide?
Itang, olhe o que vou te mostrar.
� o que chamam de "puro algod�o"!
Olhem, olhem! � puro algod�o!
A mal�ria n�o tem vez com esse mosquiteiro.
Itang, soube o que houve no Barangay Buhay Hagdan?
Morreram dez de Mal�ria.
Divido em sete vezes. N�o, fa�amos em nove.
O que acha?
Posso deixar aqui?
Onde est� Joselina?
Como ela est�?
Qual cor prefere? Que tal azul claro?
Eu tamb�m vendo absorventes!
Para a sua menstrua��o!
Est� passando o mosquiteiro de Lipa!
- Matem�tica � t�o dif�cil. - Tamb�m acho uma droga.
- N�o vai voltar para a escola, Hakob? - N�o mais.
- O que pretende? - Vou para Palawan.
Palawan � muito longe! O que far� l�?
Ficarei com meus pais.
- Onde fica Palawan? - Por ali!
- � muito longo. - N�o, � perto.
- Quer um mosquiteiro? - N�o tenho mais esposa para usar um desses.
Ent�o fique sozinho dentro do mosquiteiro.
- Ofere�a a ela. - Sr. quer comprar um mosquiteiro?
Ficar� protegido.
E dormir� tranquilo.
Quanto �?
Tr�s pesos.
Pode dividir em tr�s vezes.
A cada quinzena.
Gosta de amarelo ou bege?
- Eu prefiro amarelo. - Certo, est� bom!
N�o ser� mais picado pelos mosquitos.
Que tal um cobertor?
Aqui � frio � noite!
- N�o tenho mais dinheiro. - Tudo bem. Podemos parcelar.
- Vai levar? - Certo.
Puxe, por favor.
Passe para ele.
Obrigada.
- N�o quer beber nada? - N�o, obrigada.
Meu campo de arroz foi destru�do.
As aves e os ratos atacaram.
Que desgra�a.
E tenho uma grande d�vida com o Sr. Eus�bio.
Olha a Itang.
V�, pode tomar amigo. � seu.
- J� estou tonta. - Um pouco mais.
Irm�o Hakob!
Gosto do seu estilingue.
Eu tenho outro. Se quiser, traga mais dinheiro e ser� seu.
- Dindo, n�o diga a ningu�m, nem ao seu pai. - Pode deixar, irm�o Hakob.
Livrai-nos dos maus esp�ritos. Deixe-nos passar.
Livrai-nos dos maus esp�ritos. Deixe-nos passar.
Livrai-nos dos maus esp�ritos. Deixe-nos passar.
Por isso n�o temos sorte. Voc� n�o presta homenagens.
Preste homenagem �quelas arvores.
Assim n�o ter� azar.
Se as irritar...
pode se perder ou adoecer.
Ou elas te enganar�o.
V� aquela grande �rvore?
Meu velho amigo, Teban, ficou perdido l�.
Os gnomos o prenderam por um ano.
Quando voltou, j� parecia velho e ficando careca.
E a �nica coisa que se lembra �...
que perseguia uma borboleta gigante.
Hakob...
R�pido!
Livrai-nos dos maus esp�ritos. Deixe-nos passar.
Preste homenagem!
Livrai-nos dos maus esp�ritos. Deixe-nos passar.
Santa Maria, cheia de gra�a, o Senhor � convosco. Bendita sois v�s entre as mulheres
bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, m�e de Deus Rogai por n�s pecadores
agora e na hora de nossa morte. Am�m.
Soube que ainda est� indo na Rocha Sagrada.
No "Rosto Esfacelado da Virgem Maria". E est� levando a sua irm�.
� verdade, Itang?
Itang, a Rocha Sagrada n�o � milagrosa.
E n�o � o rosto esfacelado da Virgem Maria.
O rosto da M�e de Deus jamais se quebraria.
As pessoas t�m medo de ir l�.
Nem os pescadores v�o porque l� � trai�oeiro.
E voc� se atreve levar sua irm�?!
Melhor parar com isso, Itang. Chega!
Pare, chega!
Estou dizendo a verdade.
Joselina � filha de um kapre.
N�o notaram sua marca de nascen�a no ombro at� o pesco�o?
Aquela � a marca do kapre.
E quando em lua cheia, seu pai kapre a visita.
Terr�vel, n�o �?
Como acham que ela cura as pessoas?
De ondem v�m seus poderes?
Do seu pai kapre, oras!
E como podem explicar, eu desafio voc�s...
por que Itang ainda faz oferendas � Rocha Sagrada?
Ao rosto esfacelado da Virgem Maria? Por qu�?
E � noite...
Joselina perambula, despida.
Como podem me explicar isso?
Ela n�o � fraca?
Ela sequer tem uma consci�ncia.
Mas perambula, despida, � noite.
� o Armagedom!
Amea�ador.
Essas duas irm�s nos trazem m� sorte.
O moribundo com a mordida no pesco�o...
O moribundo no cruzamento?
Quem acha que fez aquilo?
As vacas trucidadas... quem explicaria isso?
Como podem explicar
como tr�s barracas pegaram fogo em apenas uma noite?
Como isso aconteceu?
Os choros e lamentos na floresta � noite, como � poss�vel?
E agora? V�o comprar de mim ou n�o?
- Desculpe, Heding. - Fica para a pr�xima.
Meu Deus!
Voc�s me cansaram de falar e eu n�o ganharei nada!
J� est� tarde.
Meu Deus, Joselina. Queria que ela n�o tivesse me ouvido.
Pensem no que eu disse!
Nenhuma maldita venda. Pensem nisso!
Obrigada.
Eu te digo, Manang,
melhor se preparar, que em breve
ou ainda hoje � noite,
voc� pode ser a v�tima.
N�o acredita em mim?
Boa tarde, senhor.
Bom dia, senhora.
Nunca pensei que seria t�o longe.
Tem certeza?
Espere.
Como a crian�a aguentava andar tanto s� para chegar na escola?
Ol�.
- Sr. Sito? Hakob? - Algu�m?
- Algu�m caminha. - Ol�?!
- Ai est� o Sr. Sito! - Boa tarde, Sr. Sito!
Entrem voc�s!
- Foi dif�cil chegar aqui? - Nem tanto.
- Onde posso lavar meus p�s? - Aqui, senhora.
- Est� lamacento aqui. - Aqui, no po�o.
Desculpe a inconveni�ncia.
Converse antes com ele.
- Aqui, senhor. Ainda est� quente. - Obrigada.
Levem essa bananas quando voltarem
Obrigada, mas j� temos muitas bananas em casa.
� melhor que levem algo para a viagem.
Segundo a crian�a, voc� n�o o quer mais na escola.
- Ele disse isso? - Sim, senhor.
Isso n�o � verdade.
Na verdade ele que decidiu n�o ir mais.
Por mim, Hakob continuaria frequentando a escola.
Eu tentei convenc�-lo a voltar mas...
ele s� ignorava como se eu nem existisse.
Ele baixava a cabe�a, ou apenas ia embora.
Fiquei furioso com ele.
Mas n�o h� raiva
que o force a fazer algo que n�o queira.
Sinto muito pela crian�a.
Pobre garoto.
E se n�s o convencermos? Onde est�?
Ele est� com Itang.
Joselina est� doente e algu�m precisa cuidar dela.
E se voc� o trouxer para a escola para falarmos com ele sobre voltar?
Concordo, senhor.
Onde acha que est� o problema?
H� algum problema?
Essa crian�a � dif�cil de entender.
Ele s� tinha quatro anos quando o pegamos.
Podemos estar juntos
mas � como se viv�ssemos sozinhos.
Como se Hakob morasse sozinho.
Hakob � assim, mesmo quando meus filhos ainda moravam aqui.
At� minha falecida esposa, que cuidou dele quando era viva,
j� tinha notado que a crian�a � diferente.
� como se ele tivesse seu pr�prio mundo.
Sr. Sito, se me permite.
Qual a verdadeira hist�ria de Hakob?
Diga-nos, por favor.
Como seus professores, precisamos saber.
At� onde sabemos, ele ainda era um beb� quando chegou aqui.
N�o � f�cil.
N�o ser� f�cil para mim.
Minha fam�lia j� esqueceu essa hist�ria.
J� enterramos essa verdade.
Nem mesmo o Hakob sabe sua verdadeira hist�ria.
Achava que levaria essa hist�ria para o caix�o.
Srta. Acevedo,
Sr. Diretor,
Prometam-me...
que ser�o os �nicos a saber dessa hist�ria.
N�o quero mentir para voc�s.
Pode confiar, senhor.
Hakob acha que seus pais est�o na Ilha Culion.
Que eles tiveram lepra
ent�o, n�o podem ser visitados.
� o que ele pensa.
Essa hist�ria n�o � verdadeira?
Conhe�o-a bem.
J� fazem onze anos.
H� onze anos...
eu ca�ava pombos no meio da floresta.
No meio da noite,
ouvi um pequeno choro.
Um beb�, chorando,
um choro de um rec�m-nascido.
Eu procurei.
At� que vi sob o p�lido luar...
um homem...
cortando a garganta de uma mulher que acabou de parir.
No ch�o, o beb� nadava no sangue da m�e.
Quando ela morreu,
o homem se voltou para tamb�m matar o beb�.
E ele repetia:
"Perdoe-me, minha crian�a, perdoe-me."
"Ningu�m saber�. Ningu�m saber�."
Ficava repetindo isso.
Quando ele estava prestes a faz�-lo, eu o matei.
Enterrei-o na floresta e trouxe o beb� para casa. Era Hakob.
S� minha esposa, e agora voc�s, sabem dessa hist�ria.
Sinto muito.
Seu professor veio aqui.
Ir� para a escola amanh�?
Voc� quem sabe.
Ol�!
Oh, tem algu�m dentro.
Seu cachorro morde?
Posso entrar para descansar um pouco? Obrigada!
- Bom dia, senhor! - Bom dia.
Meu nome � Heding. Hedilmina Santilmo Sansinukob de Batangas.
Vendedora �s suas ordens.
Acho que nunca o vi antes.
Acho que n�o o reconheci.
Quem sabe ainda n�o nos conhecemos.
Talvez por que sejamos, parecidos.
Acabei de chegar.
Eu nasci nessa casa.
Acabei de voltar.
- Depois de 40 anos. - � muito tempo.
Deseja alguma mercadoria, senhor?
Vejo que faltam utens�lios.
Pode precisar de mais depois de se instalar.
Gostaria de algum? Tenho esteiras,
panelas, mas vejo que j� tem.
Mas n�o chequei seu quarto ainda, se precisar de uma cama eu tenho.
Tamb�m vendo len��is. Do que mais precisa?
Tamb�m tenho cosm�ticos, cuecas, pomada Tancho Tique. Conhece?
Est� na moda. E tamb�m o xampu Beatles. Gillette! Eu tenho uma.
Quer pedir agora? Posso trazer a qualquer hora e lugar.
Podemos falar l� fora.
No momento n�o. Se precisar eu chamo.
Obrigada, senhor.
Gentileza sua.
O que est� escrevendo?
- Qualquer coisa. - De que tipo?
Qualquer coisa.
Um poema.
Universo destru�do
Cachorros sem cabe�a
Humanos redondos Um cemit�rio afundando
E quando se arrisca Sobre o lagarto gigante
Pronto para te devorar
E ao olhar para cima V� o c�u vermelho
Pronto para chover rosas de sangue
Universo destru�do
�rvores sem frutos
Um chap�u furado
Uma areia movedi�a no bairro
Sinto muito, senhor.
Pe�o desculpas.
Eu vou indo, senhor.
J� descansei. Muito obrigada.
Assim que souber fa�a seu pedido.
Lembre-se do nome: Heding.
Olha a panela!
Hakob, o que faz aqui?
Descansando, senhora.
- De onde voc� veio? - Tio Sito me mandou em uma miss�o.
Se quiser voltar � escola, pode aparecer, certo?
Mesmo atrasado.
Irm�o Hakob!
Ilha Culion.
Joselina, cheguei.
Foi-se
Foi-se novamente.
Aqui est�. V�?
L� vai voc�.
Est� aterrissando.
Limparei novamente.
L� vai novamente, n�o chore. Veja.
Estou brincando.
Eu comprarei roupas novas, certo?
Gosta disso?
E tamb�m presilhas.
Ol�?
Bom dia, senhor.
Bom dia.
- Entre. - Obrigada.
- Sente-se aqui. - N�o, obrigada.
Eu e minha irm� somos curandeiras.
Notei que n�o se sente bem ultimamente.
Trouxe algumas folhas e �leo.
- Obrigado. - Ferva as folhas.
E beba ainda quente antes de comer.
Esse �leo pode passar nas partes do corpo que doem.
- Obrigada. - De nada.
Tenha uma pergunta.
Sabe dizer se algu�m passou, bateu ou entrou na minha casa?
N�o sei ao certo.
Porque geralmente escrevo de manh�.
� noite costumo caminhar e n�o durmo.
Certo.
Espere.
Ontem, quando caminhava...
eu vi Tony.
Tony, que fabrica vinhos.
Ele cortava lenha na floresta atr�s da minha casa.
E tamb�m o Velho Sebio.
Indo para o rio acompanhado de seu neto.
- Preciso ir. Obrigada. - Tudo bem.
Cuide-se.
Vim comprar vinho, Tony.
Joselina ir� curar o povo novamente?
- Quantas garrafas? - S� uma.
Apenas uma.
Estou dando, Itang.
N�o precisa pagar.
Ainda devo muito � Joselina por ter me curado.
E aprendi a fazer vinho com o seu falecido pai.
Sempre que precisar de �lcool para as curas de Joselina,
eu fornecerei diariamente.
Itang!
Se precisar de algu�m que carregue Joselina para outros bairros,
conte comigo. Eu a carregarei!
Espalhe bem.
No solo tamb�m.
� perigoso para crian�as. Causa epidemias.
Micr�bios perigosos.
Assim que secar, jogue gasolina.
Mariano.
Certifique-se de enterrar
todas as cinzas no solo.
Sim, senhor.
E n�o demore.
- O vento pode espalhar. � perigoso. - Sim, senhor.
N�o deixe ningu�m chegar perto.
Principalmente crian�as. Fique atento.
Os c�es podem desenterrar.
Eu ainda vou entrar.
S�o tantos. Vamos contar! Um...
- Narsing! E a mandioca? Ficar� tarde para Hakob voltar. - Espere, est� quase pronta.
A mandioca est� pronta.
- Tinang, vamos comer. Est� chuviscando! - V� indo. Preciso acabar aqui.
- Precisa de ajuda? - N�o, tudo bem. Tamb�m estou indo.
- Mergulhe o a��car aqui, Hakob. - Espere, pegarei a��car para o pai.
Coma uma mandioca, Kondring. J� est� cheio?
Pegue mais, Hakob. Tem muito.
Por que n�o dorme aqui?
- N�o posso. - Por qu�?
- Vou com o tio Sito para a montanha. - Montanha?
Por que ele n�o para de ca�ar pombos?
Acharam algum?
- Diga, n�o acharam nenhum? Atualmente � dif�cil. - Aqui, Junjun.
E voc� Hakob, conseguiu?
Ainda n�o.
Se dormir aqui pode levar um peixe para casa.
Seu irm�o costuma chegar da pesca ao amanhecer.
O tio Sito pode ficar furioso.
Como vai o trabalho no rancho?
Hakob, o que houve?
Disseram que o pai n�o est� mais no rancho.
Ouvimos hist�rias.
O tio Sito n�o quer que eu diga. Se eu falar ele pode me brigar comigo.
Ele n�o saber�. O que houve?
Est�o retalhando as vacas.
N�o sabemos quem. Sr. Nardo se enfureceu e disse para n�o voltarmos.
Que pena.
Papai estava vivendo disso. Que cruel esse assassino!
Acho que o respons�vel tem rancor do Sr. Nardo.
N�o est�o roubando as vacas, apenas matando.
� bom que tenham sa�do, podia acontecer algo pior
Quantas vacas morreram?
Primeiro uma, depois tr�s. Na outra semana mais tr�s.
Quer um pouco, Junjun?
J� t�nhamos sa�do quando morreram as �ltimas tr�s.
O Departamento de Sa�de disse que morreram de epidemia.
Que epidemia? Foram trucidadas!
Assustador.
Narsing, ainda vai pescar? O tempo parece ruim.
Sim, ainda d�.
Est� com sono?
Entre, Tinang. Jun-jun est� sonolento.
Ele parece bem. Hakob o botar� para dormir.
Suba, Hakob.
N�o vai para casa, Hakob?
Mais tarde, irm�o.
Voc� decide. Mas o pai pode ficar furioso se te ver sonolento.
- Esse barco chega � Culion? - Claro que sim.
S� precisa levar gasolina.
Quanto tempo demora para chegar l�?
Palawan?
Acho que levaria uma semana sem parar.
- Eu sei como chegar l�. - Como?
Tenho um mapa.
Ajude-me com isso. Ponha para l�.
Sei o que est� pensando, Hakob.
Quer ir para Culion ver sua m�e e seu pai.
Palawan � longe, meu filho.
Sei que � dif�cil para voc�.
� doloroso. Tamb�m � dif�cil para mim.
Seu pai � nosso irm�o e amamos muito a sua m�e.
Lament�vel que tenham contra�do lepra.
O que voc� far� l�?
Pode contrair tamb�m.
� a ilha dos esquecidos, Hakob.
Deve aprender a encarar a realidade, meu filho.
� duro, mas deve esquec�-los.
Estamos aqui para servi-los.
N�o somos inimigos.
N�s os protegeremos.
Somos as For�as Armadas das Filipinas, nossa amada p�tria.
Ocorre que o bairro de voc�s faz parte da zona
onde a situa��o de paz e ordem est� se agravando.
E assim como disse ao Chefe de Bairro Rudy Maghirang,
as For�as Armadas escolheram esse lugar para se instalar.
E decidimos ficar atr�s da escola
A boa not�cia � que
finalmente consertaremos a ponte que n�o usam h� tempos.
As For�as Armadas consertar�o.
O prefeito tamb�m comentou na �ltima conversa
que o seu grande sonho pode se realizar.
Que a estrada at� a cidade finalmente pode ser cimentada.
Ficaremos temporariamente na pra�a enquanto a ponte e a estrada estejam em obras.
Tamb�m gostaria de anunciar que desde ent�o,
implementaremos o chamado "toque de recolher".
Das 19h �s 6h, ser� proibido andar nas ruas, lojas e at� mesmo nas fazendas.
S� poder�o sair em caso de emerg�ncia.
Ou se for dada a permiss�o de um oficial
e da Unidade de Defesa Civil.
Alguma d�vida ou sugest�o?
Por que acampar atr�s da escola se � ruim para as crian�as verem armas.
� apenas tempor�rio, senhora.
O Prefeito e o Chefe de Bairro concordaram.
Tamb�m faltam salas de aula.
Sra. Acevedo, como eu j� te disse...
segundo nosso supervisor, eles se instalar�o em ambientes secund�rios.
Quando come�ar�o a acampar?
Imediatamente, mas n�o se preocupe. N�o iremos demorar na escola.
Para que um toque de recolher?
Assim como comentei antes,
esse bairro faz parte de uma zona inimiga ao pa�s.
Nosso povo � amig�vel, Sr. N�o temos inimigos aqui.
Nosso pa�s tem muitos inimigos, Sra. Ent�o ficaremos todos alertas.
Estamos protegendo voc�s.
Sr., na minha opini�o n�o precisamos de soldados ou toques de recolher.
Concordo!
Precisamos apenas da ajuda do governo.
Aquela estrada foi muito negligenciada e a ponte nunca teve utilidade.
Devem ser consertadas a longo prazo para as coisas funcionarem por aqui.
Outra coisa. Sempre desejamos construir um col�gio aqui,
mas esse pedido nunca foi atendido.
- Tamb�m desejamos energia, mas at� agora... - N�o h� nada!
A vida � dura aqui, Sr.
Precisamos de ajuda para nos manter.
- H� postes, mas sem eletricidade! - Verdade.
Esses postes de luz est�o a� h� tempos.
E continuam prometendo energia enquanto esperamos por anos.
Sobrevivemos ajudando um ao outro, sem ajuda do governo.
E da forma como fala, temos a sensa��o de que somos, criminosos!
- Senhor? - Sito Almazan, Sr.
Senhor Sito...
queridos, o governo faz de tudo para ajud�-los.
N�o os estamos tratando como criminosos.
O nosso �nico motivo s�o os inimigos do pa�s.
N�s os protegeremos.
Mas n�o precisamos de prote��o, Sr.
Estamos avisando:
aqueles que ajudarem o inimigo...
ser�o presos.
Mais alguma pergunta?
Agora estamos assustados.
Estamos aqui para proteger, n�o amedrontar.
O governo est� ciente dos apelos e est� fazendo o poss�vel para ajudar.
E realizar os seus sonhos pelo progresso da na��o.
Confiem em n�s.
Mais alguma pergunta?
Se n�o h� mais d�vidas, agrade�o a todos por terem vindo.
Senhora, senhor. Obrigado.
N�o se preocupem, ficaremos atr�s da escola sem incomod�-los.
Nosso pa�s passar� por uma grande mudan�a
nos pr�ximos meses.
Vamos direto ao ponto, Sgt. Perdido.
O que se passa nessa vila � um sinal, sabemos.
Com todo o respeito mas, o povo daqui n�o � est�pido.
Eles sentem as coisas.
Veem o que est� acontecendo.
N�o estou...
N�o estamos subestimando o povo daqui.
Viemos para ajudar.
Mas voc� ouviu deles pr�prios, senhor.
N�o precisam do ex�rcito aqui.
Eles acham que a presen�a de voc�s � que causar� problemas.
V�rias pessoas j� evacuaram.
Sinto muito...
Mas nossa presen�a n�o poder� ser questionada.
� o nosso dever. O meu dever.
Apenas obedecemos ordens.
Somos o Ex�rcito da Rep�blica.
N�s somos a pol�cia do pa�s.
N�o estou certo?
E segundo nossos estudos, esse bairro tem um problema.
Por isso estamos aqui.
Qual � o problema?
- Paz e ordem. - N�o � verdade.
Esse n�o � o problema.
Sr. Sito!
Mariano.
Hakob, v� para dentro.
Como vai? Estamos bem.
O arroz est� quase pronto. Almoce conosco, eu cozinhei pinakbet.
N�o posso, obrigado.
S� passei para dizer que o chefe o quer de volta no trabalho.
N�o, obrigado.
Temos muito o que fazer aqui.
D� o emprego para outro.
Ir� aguard�-lo at� segunda. Se n�o aparecer ser� substitu�do.
J� encontraram o respons�vel pela morte das vacas?
Ainda est�o investigando.
Investiguem com cuidado,
Pois machuca ser acusado injustamente.
Meu sobrinho disse que � o assunto na cidade.
Eu vou indo, Sr. Sito.
Tio Sito!
Posso ir brincar na ponte?
Certo.
Mas n�o fique at� tarde.
Tudo bem.
Joselina.
Iremos curar novamente.
Como se sente?
Est� melhor agora.
Triture as folhas.
Quando virar p�, misture � comida.
Isso espantar� os esp�ritos.
Pendure esse galho perto da sua porta,
que os esp�ritos ir�o embora.
O esp�rito da �rvore Balete perto da sua porta est� � espreita.
Por isso ela tem enxaquecas.
Obrigada, Itang.
Igualmente.
Joselina, precisamos fazer isso pelo dinheiro.
- Diga-me onde est� doendo. - D�i nessa parte e aqui na bochecha.
Vamos fazer a cura agora, Joselina.
Joselina, precisamos fazer isso!
Joselina, n�s precisamos!
A culpa � de voc�s, barulhentos! Sil�ncio!
Iremos curar. Precisamos disso, certo?
Aproxime-se. Desculpe por isso.
Mais perto.
Ferva essas folhas.
E beba ainda quente ap�s refei��es.
Fa�a por tr�s dias.
O que faz na minha casa?
Voc� me assustou, senhor.
A porta estava aberta, ent�o entrei.
Estava aberta mas n�o significa que pode ir entrando.
Meus vizinhos sabem disso.
Eu n�o sabia.
Senhor, estou vendendo esteiras, gostaria de comprar uma?
Olhei para o seu e parece que est� se quebrando.
Tamb�m tenho "it's the real thing", darei para voc� de gra�a
j� que invadi.
Conversaremos quando estiver mais calmo e me desculpar. Tchau!
As tr�s vacas mortas, n�o entendo.
Lament�vel que isso esteja acontecendo em nosso bairro.
E tr�s barracas foram queimadas em uma noite.
Quem acha que faria isso?
Acha que algum maluco fez isso?
Devorar as vacas? Deve estar brincando.
Misterioso mesmo.
- Venha c� voc�! - Espere!
Est� machucando!
Por que est� espalhando que minha irm� � filha de um kapre?
N�o tem nada a dizer?!
Pare, Itang.
Os soldados est�o vindo!
Entre.
Bom dia, senhor.
- Bom dia. - Sr. Sito!
Seu lugar � bem distante.
Mas � muito bonito.
Calmo.
E fresco.
Entre e tome um caf�.
Tudo bem.
Por aqui.
Caf�, senhor.
Obrigado.
Como eu havia lhe dito...
houveram incidentes no nosso bairro que n�o podemos explicar.
Como nos �ltimos quatro meses...
algumas vacas foram retalhadas dentro do rancho.
�s vezes
ouvimos gemidos assustadores na floresta.
E como pode explicar as tr�s barracas que foram queimadas?
Semanas atr�s,
um homem foi encontrado morto com mordidas e arranh�es.
Qual sua conclus�o sobre esse eventos?
Sinceramente n�o sei.
Mist�rios.
Mist�rio?
Ainda assim � triste,
como as pessoas est�o deixando o bairro.
Primeiro pelo medo.
Medo.
� isso, Sr. Sito.
Por isso que estamos aqui.
Perdoe-me o que vou dizer, por favor.
Tudo bem. Pode falar.
Quando o povo soube que voc�s vinham para c�
e que iriam armar acampamento...
Foi quando come�ou o medo.
Ent�o come�aram a evacuar.
Obrigado, Sr. Sito.
O caf� estava �timo.
Passo outra hora.
Senhor Sito!
Trouxe alguns cobertores.
Senhor Sito!
Tony, entre!
Onde est� Hakob?
Seus amigos vieram busc�-lo. E ele saiu para brincar.
Aqui. Vamos beber.
Voc� sabe bem que eu parei de beber.
S� estou arriscando.
Sei que era o rei do copo.
Antigamente.
Na fase negra de minha vida,
quando quase perdi tudo.
Senhor Sito,
restam poucas pessoas no bairro.
Voc� n�o vai tamb�m?
N�o.
Meus filhos
decidir�o se querem ir ou n�o.
E Hakob?
Se Tinang e sua fam�lia partirem, ele ir� junto.
E voc� Tony? Tamb�m vai sair?
N�o.
N�o tenho para onde ir. Tudo est� aqui.
O Sgt. Perdido falou com voc�?
Sim, falou.
- Seus homens tomam do meu vinho. - O que ele disse?
Ele n�o acredita que estamos tranquilos aqui.
� verdade.
Eu notei que ele realmente suspeita...
que n�s os apoiamos.
Tenha sempre cuidado.
Principalmente com o que fala.
As coisas est�o piorando.
Sinto que o inferno est� chegando.
Parece ocupado, Sgt. Perdido.
Inspe��o visual, Padre.
� importante conhecer bem o terreno.
Estamos quase acampando aqui.
Notei que est�o agindo como se fosse uma zona de guerra.
Est� correto, Padre. Aqui � uma zona de guerra.
Estou aqui h� muito tempo, mas s� agora vi algo assim.
Esse � um lugar pac�fico.
Relativamente pac�fico, Padre.
Vamos qualificar esse termo.
Admiro sua intelig�ncia e seu comprometimento � profiss�o.
Parece muito cauteloso com seus movimentos.
� r�gido com suas ideias.
Imagino que seja um bom l�der.
Mas deixe-me dizer, Sargento:
O que est� fazendo � errado.
- � errado se simpatizar com o inimigo. - Simpatizo com o povo desse bairro.
Sua pr�pria presen�a praticamente os afastou. Poucos ficaram.
Desculpe, Padre, mas vemos isso de forma diferente.
Estou aqui h� v�rios anos e voc� h� poucas semanas.
O que p�de ter visto que eu n�o?
Melhor pararmos por aqui, Padre.
Posso te dizer algumas coisas, mas n�o tudo.
Algumas s�o confidencias, intelig�ncia �tica.
Sou um oficial.
Pode dizer o que quiser.
Primeiro. Naquela floresta h� um acampamento do Novo Ex�rcito Popular.
e nesse bairro, como nos outros dois,
h� planos em andamento.
Tenho certeza disso, Padre.
Tamb�m n�o quero prolongar essa conversa.
Tenho certeza que na Academia Militar Filipina,
de onde voc� veio, estudam toda a nossa Hist�ria.
E imagino que saiba como nosso pa�s chegou nessa situa��o.
Eu sei, Padre.
Eu estudei Hist�ria.
Tenho uma pergunta, Sargento.
Pode falar, Padre.
Realmente acredita em Marcos?
Sim, ele � um grande l�der.
Espero que esteja certo.
Vou indo.
Fique de olho nesse padre. Ponha-o sob vigil�ncia.
Tenha muito cuidado.
Escolha um agente especial para vigi�-lo.
- Tenho algo para lhe perguntar. - O que �?
Diga, o que significa isso?
Para que isso?! Diga-me.
- Pe�a desculpas! - Sinto muito, senhor.
Finja que s�o flores.
Tenho uma agora, � sua vez.
Essas flores s�o para voc�. Sim
Vamos fingir que � um vestido.
Aqui est�. Segure suas flores, certo?
Ponha as flores aqui.
Est� t�o linda, Joselina. As pessoas v�o notar sua beleza.
V�rias flores, certo?
N�o s�o lindas? Aqui est� outra.
Aqui.
Tantas flores e te darei ainda mais.
N�o � lindo?
Agora iremos comer. Vamos fingir que � comida. Que del�cia!
Vamos comer isso, certo?!
V�? Eu comi, experimente tamb�m.
Ent�o apanhe as folhas, certo?
Itang.
Como est� Joselina?
Perdoe-me, Padre.
N�o, Pacita. N�o!
Coma.
Voc� n�o come h� dois dias.
O que est� acontecendo?
Est� com febre.
Coma quando quiser. Alimentarei os carabaos.
Essas s�o as palavras do Senhor.
Podem sentar.
Irm�os e irm�s,
uma das caracter�sticas da f� � o sacrif�cio.
E um grande exemplo disso foi quando Abra�o sacrificou seu filho, Isaac.
Conhecemos bem essa hist�ria b�blica.
Quando Deus pediu que Abra�o oferecesse seu filho,
ele se dirigiu imediatamente ao Monte Mori�.
Uma das provas de nossa servid�o a Deus � ser capaz de se sacrificar.
Citei esse caso porque quero destacar o sacrif�cio de um dos nossos:
O de Itang.
Ela dedicou toda a sua vida � sua irm�, Joselina.
Ignorando totalmente os seus interesses pessoais.
Cada dia da sua vida � dedicado a cuidar de sua irm� deficiente.
Sejamos sinceros. Pacita e Joselina n�o voltar�o mais aqui.
Da �ltima vez que estive aqui,
Pacita se despediu de mim e disse que nunca mais voltaria.
Ent�o partiu com a sua irm�.
Foram ficar com um parente distante em outra prov�ncia.
E assim como Pacita e Joselina, muitos deixaram esse bairro.
E tamb�m como os outros que j� foram, eles podem nunca mais voltar.
Queridos irm�os e irm�s, tempos como esse pedem respostas para os problemas.
Por que isso est� acontecendo?
Em tempos como esse, devemos sempre nos lembrar do sacrif�cio de Abra�o.
Nunca devemos esquecer o sacrif�cio de Itang.
Em nome do Pai, do Filho, e do Esp�rito Santo, Am�m. Levantem-se.
Em nome do Pai, do Filho, e do Esp�rito Santo, Am�m.
V�o em paz e que Deus os aben�oe.
Obrigado, Padre.
Tony! Sente-se.
H� tempos que n�o senta nessa cadeira.
Cristo esteve o esperando. Deves ter muitas hist�rias para ele.
Padre,
ouvi o seu serm�o mais cedo.
� mesmo?
Ent�o espero que tenha sido iluminado.
N�o fui, Padre.
Se � assim, espero que perdoe a minha falha.
Padre Guido,
por que est� mentindo?
O que est� dizendo, Tony?
Eu vi, Padre.
Eu presenciei
o que voc� viu na Rocha Sagrada.
Est� mentindo, Padre.
Quero te pedir um favor, Tony.
N�o diga a ningu�m.
Um copo, Tony?
Posso sentar?
S� quero me esclarecer.
Obrigado.
Tony, eu acompanhei a vida das irm�s.
Como voc�. E todos n�s.
Nesse bairro � verdade que a dor e sofrimento tem um rosto,
Eu vi isso com Pacita e Joselina.
No caso delas, eu me vi diante de meu dever como Padre
e como um indiv�duo comum que acompanha seus sofrimentos.
Eu morro todos os dias pensando nelas.
Quando aconteceu, foi como se tivessem me jogado em um abismo.
Mas ao fim do dia, tenho um simples motivo para ter mentido:
N�o quero aumentar essa agonia.
Eu ignorei meu dever para o pr�prio bem deles.
Tamb�m pedi perd�o a Deus por estar mentindo.
Mas carrego essa cruz para sempre comigo.
Espero que Ele me perdoe.
Essa cruz agora � sua, Tony. Porque agora sabe a verdade.
Eu n�o o impedirei.
Esque�a o que disse antes sobre guardar segredo.
� sua decis�o agora.
Voc� deve ser mais forte que eu.
Que Deus nos aben�oe, Tony.
E que perdoe os nossos pecados.
Tio Sito,
quando viu pela �ltima vez um pombo selvagem?
H� muito tempo. Um ano antes de voc� chegar.
- O pombo selvagem � gostoso? - � delicioso!
Parece galinha, s� que melhor.
E sabe mais? Os ricos s�o loucos por um desses, n�o importa o pre�o.
N�o sei por que parecem extintos agora.
Seu av� foi o melhor ca�ador. Aprendi com ele.
Hakob, vai chover novamente.
Vamos, est� chegando.
Os soldados chegam depois de amanh�.
Ir�o acampar aqui.
Precisa deixar esse lugar.
Ainda � jovem.
E tem muito o que conquistar l� fora.
V� com sua Tia Tinang quando eles sa�rem, entendeu?
Tio Sito, n�o � verdade que a irm� Itang partiu.
Como?
N�o � verdade que a irm� Itang partiu.
O que quer dizer?
Eu a vi.
Ela pulou na Rocha Sagrada com a irm� Joselina.
Como?
Isso � verdade?
Ela pulou na Rocha Sagrada com a irm� Joselina.
N�o diga isso a ningu�m, certo?
Ningu�m deve saber.
O Sr. Tony tamb�m viu.
Pai, venha conosco.
Quem cuidar� do arrozal?
- N�o � mais seguro aqui. - Irei depois.
Junte-se aos seus netos. Por favor.
V� agora.
Est�o prontos?
Pai, por favor. N�o � mais seguro.
N�o vem conosco, Pai?
- N�o. - Venha tamb�m, pai.
Est� ficando perigoso aqui.
Ainda temos nossa fazenda. Irei depois.
Quando ser� isso?
Narsing, cuide de nossa fam�lia.
Hakob. Seja um bom garoto.
- Pai, eu imploro. Venha conosco! - V�o embora agora.
Pai, s� resta voc�, est� ficando perigoso!
N�o me acontecer� nada, agora v�o.
Minha neta � t�o bonita.
- Pai, n�o demore. Tenha cuidado. - Certo.
- Bom dia, Tony. - Bom dia, senhor.
Podemos conversar?
Fale, Sr. Sito. Mas n�o seria melhor na minha vin�cola?
Vamos beber, tenho muito vinho.
Muito �lcool.
Hakob me disse algo.
O que ele disse?
Ele viu Itang pular na Rocha Sagrada.
Hakob disse...
que voc� e o Padre Guido tamb�m estavam l�.
Ent�o ele disse isso...
Tony, por favor.
Vamos guardar segredo.
Como?
Eu mal posso dormir.
N�o consigo descansar.
N�o estou em paz.
Estou enlouquecendo.
Vamos manter isso em segredo pelo bem de Itang.
E por Joselina.
Pelo bem desse bairro.
Itang e Joselina est�o mortas.
Esse bairro tamb�m morrer�.
Para que o segredo?
Mesmo se contar a hist�ria, parecer� um boato.
A verdade tamb�m morreu.
Tenha piedade de Itang e Joselina. Eu te imploro.
Quer a verdade, n�o �?
Quer saber a terr�vel verdade?
Quer ouvir um boato?
Ou, diga, quer uma hist�ria de kapre?
- Ou uma hist�ria sobre o inferno? - Porra, Tony. Voc� est� b�bado!
Tony, por favor.
Joselina era minha amante.
V�rias vezes,
quando Itang n�o estava, faz�amos amor.
At� mesmo quando eu estava ajudando a carreg�-la,
sempre que poss�vel, faz�amos amor.
Foda-se!
Voc� sabia, Sr. Sito?
Segundo o kapre,
aquele maldito kapre,
Joselina estava gr�vida.
E Itang n�o p�de aceitar isso.
O kapre implorou para Itang
que parasse seu plano maligno.
Que ele cuidaria de Joselina e da crian�a.
Mas a raiva j� tinha cegado Itang.
Eu implorei, Sr. Sito
Eu implorei para Itang.
Eu disse a ela,
que n�o abandonaria Joselina e a crian�a...
O que diabos est� falando?
A verdade, Sr. Sito.
Boatos, Sr. Sito.
Pergunte � Heding.
Pergunte ao kapre desse bairro.
O kapre que engravidou Joselina.
Eu a engravidei.
Foda-se!
O kapre engravidou Joselina!
Foda-se o kapre!
Foda-se o kapre!
Foda-se o kapre!
Mais r�pido, idiotas!
Bom dia, Padre Guido.
Bom dia para voc� tamb�m.
N�o pode ir ao bairro, Padre. N�o h� barcos.
Por qu�?
Voc� n�o tem permiss�o, al�m de n�o ter barcos.
E por qu�? Sirvo esse bairro h� muitos anos.
- � parte de minha par�quia. - Eu disse que n�o tem permiss�o.
N�o recebi ordens do Cardeal ou Arcebispo para acreditar em voc�.
Caso se atreva, irei atirar na sua cabe�a e comer o seu c�rebro.
Padre!
Esperem!
Deixe-me falar com ele, por favor.
Padre, vamos voltar. Ou estaremos em apuros.
Por favor, Padre.
Sei que � uma ordem do Ten. Perdido.
Mas aprenda a respeitar os direitos civis.
Cale a boca, Padre, ou atirarei.
Vamos, Padre.
- Visita, senhor. - Mande entrar.
Estou vendendo len��is, esteiras, orqu�deas, parcelados.
Mestre Sargento Helen Horacio. Que bom v�-la!
- Parab�ns pelo belo trabalho! - Obrigada, senhor.
Sente-se.
Como vai?
Sinto falta do uniforme.
Mais de dois anos de trabalho duro.
Seu disfarce foi fundamental para definir o local do acampamento.
General Samson est� surpreso com os seus relat�rios.
"Extraordin�rio", disse.
Apenas fiz o meu trabalho, senhor. E aprendo muito.
E h� boas not�cias.
Sua promo��o est� confirmada, segundo o General Samson.
Ser� uma dupla celebra��o hoje � noite.
Em breve teremos not�cias do Pal�cio de Malacanang.
Aqui.
O principal acampamento deles est� escondido na parte centro-leste.
� dif�cil passar daqui.
Ficam deslocando os postos.
Muito impenetr�vel pelo sul, oeste ou leste.
Mas se vier do norte,
as tribos de l� s�o muito leais a eles.
Lembra do que aconteceu com os Dagoma Rangers?
Foram todos abatidos por snipers.
A emboscada perfeita.
Terr�vel.
T�o brutal. Eles foram esquartejados.
Mas isso n�o ficar� assim.
Venha aqui, senhor.
Sugiro uma entrada perfeita. Pelo lado nordeste.
As tribos t�m um nome para aquele lugar. "Montanhas g�meas."
Os penhascos s�o muito profundos.
�guas furiosas, rios lamacentos.
N�o h� postos l�. Eles acham que ningu�m passar� por ali.
E as tribos tamb�m sabem disso. Assim como nosso agente.
E ao lado dessa montanha, h� uma caverna que penetra diretamente.
Os Dang-ays sabem disso.
Dang-ay.
A tribo Dang-ay nos levar� at� o acampamento comunista.
N�s os destruiremos.
Maravilhoso!
Seu papel de Heding estava perfeito.
N�o quis desperdi�ar meu treinamento em teatro.
A imers�o me deixou louca. Ibanag?
Uma vendedora maluca por dois anos.
Outra dose? Voc� bebe r�pido.
- Chega! Pode ficar b�bada. - E da�? Estou sem uniforme.
N�o se esque�a que agora tenho patente!
Soa terr�vel!
Uma chamada do acampamento. O presidente falar� em breve.
Meus compatriotas,
no dia 21 desse m�s,
eu assinei o Decreto N� 1081 colocando toda a Filipinas sob Lei Marcial.
Esse decreto ser� implementado quando eu autorizar,
e a autoriza��o foi dada �s nove horas da noite de ontem.
Eu declarei Lei Marcial de acordo com os poderes garantidos
ao Presidente pela Constitui��o das Filipinas.
Decretar Lei Marcial n�o significa um golpe militar.
Eu, no dever de Presidente da Rep�blica, uso esse poder,
que ser� implementado pelas for�as militares,
mas � um poder concedido pela Constitui��o
para proteger a Rep�blica das Filipinas e nossa democracia.
Uma forma democr�tica de governar n�o significa um governo indefeso.
Quando � amea�ada de ser violentamente derrubada,
por revoltas ou rebeli�es, � necess�rio
neutralizar essas for�as pelos poderes da Constitui��o.
A Rep�blica das Filipinas enfrenta tal perigo.
Artigo VII, se��o 10, par�grafo 2 da constitui��o concede, entre aspas:
o Presidente deve ser o comandante supremo de todas as for�as armadas das Filipinas,
e sempre que necess�rio, poder� convocar tais for�as para prevenir ou combater...
Sito!
S� restamos n�s.
No que consideram uma cidade morta.
N�o � uma cidade morta.
� mais correto dizer: cidade dos mortos.
Digo sem mal�cia pois tamb�m sou um dos mortos.
Cidade morta.
Cidade dos mortos.
Ainda estou aqui e n�o desistirei.
Estou vendo, Sito.
Se essa cidade renascer, come�aria com pessoas como voc�.
Voc� � um her�i.
N�o � verdade.
Apesar de sermos amigos de inf�ncia, voc� n�o me conhece bem.
Esses s�o tempos amaldi�oados.
Sou apenas um tolo,
teimando em permanecer aqui.
E voc�?
Que ventos malignos o trazem de volta � cidade dos mortos?
Quero apenas morrer aqui, Sito.
Um simples desejo de algu�m querendo confrontar seu passado.
Ou voltar a viver no passado.
N�o acha que � um erro voltar aqui?
Acho que n�o.
Um dia,
tudo ser� conectado.
Crises como essa
se tornar�o cap�tulos.
Apenas casualidades.
Parece bom.
Mas a maldi��o � s�ria.
Essa � a pior das desgra�as, meu amigo.
Agora...
como se pode corrigir isso?
Como curar isso?
E se a maldi��o permanecer?
E se essa cidade sucumbir por completo?
N�o podemos responder a essas quest�es.
Sabe que n�s n�o podemos.
Quando �ramos crian�as, mais jovens,
aqui costumava ser o para�so.
A alegria de todos.
As casas viviam abertas.
N�o havia ladr�es.
Nem mentirosos.
Como se n�o houvesse lugar para o diabo.
N�o vimos a maldi��o se aproximar.
Talvez n�o.
Mas se olhar atentamente,
apanhando todas as pe�as,
e juntando-as,
esse � o per�odo que todos esper�vamos.
Todos pecaram.
Todos cometeram erros.
N�o h� quem acusar.
Voc� n�o � apenas um indiv�duo comum, Sito.
�s um homem s�bio.
Sou est�pido, meu amigo.
Ainda n�o entendi o sentido da vida.
A vida � um grande mist�rio.
Sua pr�pria humildade j� � um grande ato, amigo.
Sou um covarde, amigo.
Tenho medo do que desconhe�o.
Meu conhecimento se limita a plantar.
N�o precisa saber de nada mais, Sito.
Voc� tem muita sorte.
O conhecimento est� bem aqui.
O conhecimento est� aqui, Sito.
Estive em v�rios lugares para me especializar nas palavras,
apenas para me dar conta que todos os meus versos v�m daqui.
Que grande percep��o...
A de que eu n�o precisa sair
para achar minha poesia.
De que eu n�o precisava ir embora
s� para ouvir hinos.
Mas precisa sair se ficar muito perigoso.
Quando �ramos jovens,
presenciamos os rituais dos Malaios na nossa cidade.
Pr�ticas...
do per�odo em que o Cristianismo e Islamismo ainda n�o tinham nos influenciado.
Esses dias j� passaram, amigo.
Ainda podemos resgat�-los, meu caro.
S� nos sonhos.
Eu sinto que...
esses s�o os meus �ltimos dias de vida.
O c�ncer est� me comendo lentamente.
Voc� se lembra
do ritual onde os Malaios queimavam os cad�veres
e deixavam boiar no rio?
Eu me lembro.
Eu e meu pai fizemos isso
quando deixamos boiar o corpo do meu av�.
Quando eu morrer,
envie um telegrama para a minha filha.
Pe�a que ela fa�a esse ritual.
Eu busco o perd�o dela.
Seria minha forma de pedir perd�o.
Eu agi muito errado com ela.
Ol�, Srta.
- Onde vai? - Para o bairro.
Todos sa�ram e voc� est� querendo voltar?
- Qual o seu nome e por que est� voltando? - Sou a filha do Sr. Horacio,
- O que acabou de morrer? - Sim. Tata Sito est� me esperando.
V� em frente.
Obrigada.
- Maria. - Voc� � o Sr. Sito?
Onde est� o meu pai?
Venha comigo.
Essa hist�ria � a lembran�a de uma cat�strofe.
Essa hist�ria � a lembran�a do meu pa�s.
Como vai a U.F.?
Como vai a U.F.?!
Como vai a U.F.?!
Ent�o se acham espertos? Filhos da puta!
Digam alto: "Eu amo a Universidade das Filipinas!"
Alto: "Eu amo a Universidade das Filipinas!"
V�, grite isso!
Eu amo Marcos! Grite!
Minha cabana nipa
pequena como pode
H� muitos vegetais...
Legenda e Tradu��o PT-BR: gooz
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