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H� muitos, muitos s�culos, na China antiga,
viveu uma jovem muito bela, chamada Kwan Yin.
Num momento de paix�o, ela ficou gr�vida ainda antes de casar.
Quando o pai descobriu tal transgress�o,
sentiu vergonha do filho bastardo.
Num acesso de raiva, ele perfurou-lhe os olhos e rasgou-lhe o ventre.
Ele acreditava que assim aniquilaria o seu corpo e a sua alma.
Ao morrer, a jovem apertava na m�o um misterioso amuleto de jade
e entoou uma reza secreta.
Quando a sepultaram, ainda apertava nas m�os o amuleto.
Segundo a lenda, a reza permitiu � sua alma continuar a viver
e o amuleto conferiu-lhe poderes m�gicos.
Com o passar do tempo, foram erguidos templos em sua mem�ria.
A maioria dos seus seguidores, veneravam-na pela pureza
que ela mantivera em vida.
Mas alguns adoravam-na pelo poder que ela tinha na morte.
Acreditavam que quem controlasse o amuleto, obteria um poder secreto.
Acreditavam obter a imortalidade, se uma alma pura fosse sacrificada
ao mesmo tempo que se entoava a reza de Kwan Yin.
O amuleto era a chave de tudo.
H� 20 anos, a �pica demanda pelo t�mulo secreto
chegou ao fim.
CADEIA MONTANHOSA DE QINLING
SUL DA CHINA
PORTO DE SANTA ELENA CALIF�RNIA CENTRAL
Esp�rito ancestral de Kwan Yin,
deixa-nos imolar estes corpos e almas.
Entrego-te o meu corpo e a minha alma.
Entrego-te o meu corpo e a minha alma.
Entrego-te o meu corpo e a minha alma.
Entrego-te o meu corpo e a minha alma.
Eu sou Kwan Yin, morta antes de tempo.
O meu cora��o e a minha alma s�o puros.
O meu corpo est� morto, mas a minha alma vive.
Eu sou Kwan Yin, morta antes de tempo.
O meu cora��o e a minha alma s�o puros.
O meu corpo est� morto, mas a minha alma vive.
Tens de te submeter!
A tua alma, preciso da tua alma.
Vais usar o poder dela em teu proveito e n�o para nada de puro.
N�o te entrego a minha alma! N�o ta entrego.
N�o!
Nunca ter�s as nossas almas.
A tua n�o.
Vou esperar que a tua filha Mindy cres�a.
A Mindy?
CLUBE DE CULTO
Argumento
Produ��o
Realiza��o
FACULDADE DE FULLFORD PRESENTE
Na primeira metade do semestre conclu�mos que Abra�o, Jesus e Maom�,
as tr�s grande figuras do monote�smo, eram venerados.
Que mais tinham eles em comum?
N�o vais dizer que tinham todos barba e viveram no M�dio Oriente, Alex!
Est�-me a lixar as piadas todas.
- Tu n�o tens piada... - Calem-se, isto pode ser importante.
Foram expulsos do seio...
- Mindy, est�s bem? - Sim.
...que lhes pode dar a t�o ansiada paz interior.
- Tenho uma pergunta. - Diz.
Est� a tentar comparar a g�nese das grandes religi�es mundiais
com a ideia de seita?
Claro que n�o. As seitas s�o algo totalmente diferente.
Acabam por perverter a pr�pria base em que se fundaram.
Vejam o que os seguidores t�m de fazer, para se manterem nas boas gra�as.
Alguns entregam as poupan�as de uma vida.
Outros sujeitam-se � mutila��o do corpo.
E h� ainda os que chegam, e permitam-me o clich�,
a ir atr�s da maralha, por assim dizer.
Eu reformulo a pergunta original.
O que � que as principais religi�es do mundo t�m em comum com as seitas?
- A circunscri��o. - Exacto.
J� ouviram dizer que o terror de um homem pode ser a liberdade de outro?
A seita de um homem, pode ser a religi�o de outro.
E por hoje, chega.
Lembrem-se que estes projectos finais valem 25% da vossa nota.
Alex, Mindy, Cassandra, Bailey e Morgan.
Fiquem comigo mais uns minutos. Quero discutir o vosso projecto.
Espero que seja r�pido. Tenho treino.
Tu �s a mascote, meu!
S� porque voc�s t�m um esp�rito acad�mico deprimente,
n�o t�m de descarregar em mim. Cubram-me a retirada.
For�a, Bears! Bears! Os Bears v�o ganhar...
- Onde est� a Morgan? - Est� doente.
Acho que teve uma infec��o, mas vou estar com ela na biblioteca, esta noite.
Muito bem, estive a rever as propostas dos projectos
e, para ser franca, o vosso preocupa-me.
Mas � uma pesquisa radical.
O Massacre do Templo de Kwan Yin? Isto � quase uma nota de rodap�
na hist�ria taoista e, ainda por cima, � uma ferida aberta nesta comunidade.
Mas n�o � essa a nossa fun��o de investigadores?
Pegar nas notas de rodap� e fazer delas cap�tulos da Hist�ria.
Pois, que mal � que pode ter?
Podem descobrir coisas muito perturbadoras.
Assim como a cena de Jesus a ser pregado?
S� n�o � perturbador, porque j� estamos habituados. Certo?
Todas as religi�es t�m os seus momentos mais vergonhosos.
Est� bem, s� n�o quero que se entusiasmem de mais.
N�o se preocupe. Vamos manter a pregui�a e o desinteresse do costume.
Est� bem, podem ir.
- Adeus. - Adeus.
- Est�s bem? - Sim.
- De certeza? - Claro.
Pareceu-me que estavas a tremer. Anda c�.
Vemo-nos mais tarde. Eu apare�o, ok?
Mindy, como � que os convenceste a ser t�o entusiastas?
N�o sei do que est� a falar.
Disse-lhes que era a sua aluna favorita e que ter�amos sempre um A.
Este projecto vai contra a minha vontade.
Venham falar comigo, se encontrarem alguma coisa que...
Que...
Se encontrarem alguma coisa.
O que � que se passar� com a Mindy?
- Que grande intui��o a tua. - Tu n�o notaste?
Estava ao lado dela, e ela � minha amiga. O que � que achas?
- Queres mesmo ir por a�? - Se quiseres.
Porque � que n�o desfrutas o estarmos juntos, Cassandra?
S�o s� tr�s anos. Porque � que tens de ser sempre t�o dif�cil?
N�o sei.
"Mindy?"
"Quem �s tu?"
"O teu colega Bailey."
"Ol�."
"Como � que corre o estudo em grupo?"
"N�o h� grupo. Sou s� eu. A Morgan baldou-se."
N�o me estou a queixar.
Acho que est�s. Aposto que nem sa�ste da resid�ncia o dia inteiro.
Estive uns 45 minutos na passadeira, a fazer exerc�cio.
Pois sim. Vais trazer aquela brasa da tua colega de quarto � festa?
N�o sei se ela vai.
Teve uma discuss�o com o pai hoje de manh� e saiu a chorar.
Morgan?
"Bailey, est�s ai?"
Dei cabo do meu trabalho todo esta noite e tenho a garganta inflamada.
Isso deve ser do meu enorme...
N�o � nada disso. �s mesmo nojento.
"Sim?"
"Vai ter comigo ao p�tio, agora!"
Est�s com sorte, as festas da rep�blica s� valem a pena depois das 11.
V� l� se a tua colega de quarto aparece.
Pois sim.
V� l�, gostava que curt�ssemos os tr�s. Tu alinhas, certo?
Ent�o, vamos esquecer a festa. Eu vou ter a� a casa.
P�ra de ser idiota!
- Procura-me quando l� chegares. - Combinado.
- Podes ir bem boazona? - Podes crer.
Estou agora a entrar no duche,
por isso v� l� se �s uma querida e n�o puxes o autoclismo, at� eu sair.
- Est� bem? - Desculpa.
Quem era essa?
Era s� uma fufa horrorosa a armar-se em cabra.
- O que foi? - Conto-te pelo caminho, anda.
Ora, Mindy, tens a certeza que a imagem do livro era a Morgan?
Parecia-se com ela. Se assim �, ela corre perigo.
Est� a� algu�m?
Sim?
Andamos � procura da Morgan. Viste-a?
N�o a vi em todo o dia.
- Fazes ideia de onde ela possa estar? - Porque raio havia eu de saber?
Se calhar, por seres a colega de quarto!
Merda!
Mindy, anda c�. Anda c�.
Era uma das minhas alunas.
- Ela pareceu-lhe perturbada? - Bastante distante e ausente... sim.
Se tiver mais quest�es, entro em contacto consigo.
- Certo. Obrigada. - Obrigado.
A Pol�cia julga que a Morgan se suicidou,
mas eu acho que a morte dela faz lembrar aquilo da Kwan Yin.
Ela n�o estava mais envolvida no projecto do que n�s.
Sabias que ela tomava antidepressivos?
N�o. N�o �ramos assim t�o chegadas, mas...
Acho mesmo que deviam pegar noutro projecto.
Ou ent�o, eu adio o prazo do projecto se voc�s...
N�o. Eu quero continuar.
N�o queres ao menos perguntar aos outros?
N�o � preciso.
Est�s bem?
Pensava que j� te tinhas ido embora.
E fui, mas depois resolvi esperar por ti.
Para qu�?
Queria ter a certeza de que estavas bem.
Porque � que n�o havia de estar?
- J� nada do que vejo me surpreende. - Como assim?
- Foi assim, a tua vida toda? - Mais ou menos.
Nem sempre foram assim estranhas ou violentas,
mas desde pequena que vejo coisas que n�o sei explicar.
- Que tipo de coisas? - Sei l�.
O rosto da minha m�e a sorrir-me. � bom, mas � estranho.
Ela morreu quando eu tinha um ano. N�o sei como � que posso lembrar-me.
Isso tem a ver com o teu c�rtex visual.
Depois, h� coisas que eu vejo e que me tiram o sono.
Muitas coisas lembram-me aquilo do templo de Kwan Yin, aquela gente.
Mindy, porque � que n�o fizeste a investiga��o sozinha?
Porque � que nos arrastaste?
Acho que queria algu�m para me apoiar.
E tens.
Estou.
D�-me a minha ch�vena de caf�?
- Podes-me apanhar no trabalho? - Sim.
- � que detesto ir sozinha para casa. - Tudo bem.
Sim?
Mandas um e- mail ao resto do grupo sobre a reuni�o amanh�, certo?
- Sim. � �s duas. - Exacto.
Sabes que mais, Mindy, acho que se fal�ssemos com a Prof. Eastbrook,
ela punha-nos num projecto diferente...
N�o. Quer dizer, j� fal�mos, e ela disse para continuarmos.
- �s bom com computadores? - Sou um aselha.
- Pois, pois... - A s�rio.
Podias pesquisar alguma coisa sobre o templo de Kwan Yin.
Claro.
Isto explica tudo.
Sim?
Quem est� a�?
Das outras vezes tamb�m n�o teve gra�a.
Calma l�, Kournikova.
- Voltaram-te a chatear hoje? - Pois foi.
Quando te encontrar, dou-te um aperto que nunca mais te endireitas.
O que � que te aconteceu hoje nas aulas, mi�da?
Nada. S� estava cansada.
Se calhar tens de ir com mais calma neste projecto.
N�o, est� tudo bem.
�s vezes, quando crescem, as pessoas relaxam um pouco.
Obrigada, eu sei disso.
N�o te vou encontrar como encontr�mos a Morgan, pois n�o?
N�o.
J� sabes que podes contar comigo, se precisares de alguma coisa.
Porque � que toda a gente diz o mesmo?
Porqu�? Porque te adoramos.
- Pois sim. - E tu �s uma cabra.
Se queres mesmo ir ver o tal templo marado,
sabes que eu alinho.
Fixe.
Anda c�.
Vemo-nos depois.
Entre.
Passa-se alguma coisa?
J� n�o sei o que � real e o que � um mito entre esta hist�ria e a Morgan.
Mindy, se aprendeste alguma coisa na minha cadeira,
sabes que tudo � um mito. A religi�o baseia-se na f�.
Ent�o, e a Morgan? Como � que explica aquilo?
Ela estava com uma depress�o.
Ela podia ter-se suicidado, quer estivesse no projecto ou n�o.
Vou contar-te uma coisa, mas n�o podes dizer a ningu�m.
� segredo.
A Morgan estava gr�vida.
Da� a depress�o.
Est�s demasiado envolvida nisto. Tens de relativizar as coisas.
- Ol�. - Ol�.
Assina aqui.
Aqui tens.
Est�s bem?
Sentes-te bem?
Sim, desculpa. S� estou um pouco tensa.
Deve ser alguma "agarrada".
Como � que v�o essas batatas?
Uma del�cia.
E o mais engra�ado � que eu nem provo.
O mais engra�ado � que nem tentas ser humilde.
- Mindy. - Sim. Ol�, pai.
- O que � que se passa? - Professora Eastbrook.
Conhecias a rapariga que foi morta? Os boatos aqui pela cozinha
dizem que ela andava metida numa seita com drogas.
S�o mesmo coscuvilheiros. Ningu�m leva a malta da cozinha a s�rio.
Queres p�r em causa o car�cter moral das pessoas que fazem a tua comida?
Tens raz�o. Mas eu conhecia-a, sim. N�o �ramos chegadas.
T�nhamos uma cadeira juntas, s� isso.
- Est�s bem? - Estou.
S� ando um pouco preocupada.
Sabes o que dev�amos fazer em breve? Um jantar de fam�lia.
N�o me agrada ver-te a comer estas refei��es todas sozinho.
Em breve.
- Adeus. - Adoro-te, filhota.
Acho que est�s a esconder-lhe muita coisa. Ela n�o sabe de nada.
Sinto muito. N�o me compete a mim. Ela n�o � minha filha.
Ol�, tudo bem?
Como vai isso?
J� fiz a pesquisa, e encontrei cenas muito assustadoras.
O que � que descobriste?
Tem a ver com o l�der da seita, h� vinte anos.
- Sim, j� sei da exist�ncia dele. - Mas sabes como ele entrou no pa�s?
Sabes qual � o aspecto dele?
Como vai isso?
Espero que a reuni�o d� para falar do que aconteceu � Morgan ontem.
Pessoal, tenho de me despachar.
O chefe vai ficar danado comigo por me estar a descuidar tanto.
Acabei por encontrar algumas informa��es sobre este l�der.
Boa! Quem �?
Este tipo aqui. Vejam. Owen Quinlin.
Tem um aspecto estranho.
Estavas � espera de qu�? Do vencedor de um concurso de beleza?
Esperava uma esp�cie de Cristo chin�s.
O Quinlin passou algum tempo na China, mas desapareceu h� cerca de 20 anos.
Porqu�?
Para onde foi ele?
Ningu�m sabe ao certo, mas o tipo voltou a aparecer em solo americano.
Aqui, na nossa vila.
- E depois? - Foi como disse a Eastbrook.
"A seita de um homem, pode ser a religi�o de outro."
Ele come�ou a procurar seguidores.
Mulheres. Jovens puras como Kwan Yin e prontas para se lhe entregarem.
N�o percebo porque � que ele iria reunir seguidores para imitar Kwan Yin.
Porque, alegadamente, ela tinha o poder de um deus.
Ele devia querer captar esse poder.
� que a Kwan Yin engravidou antes de casar.
O pai tinha-a proibido de amar um homem de classe mais baixa.
Quando descobriu que ela ia dar � luz um filho bastardo
ficou t�o revoltado por a sua �nica filha manchar o bom nome da fam�lia,
que lhe perfurou os olhos e lhe rasgou o ventre
para lhe matar o corpo, a alma e o filho.
Tal como a Morgan.
A Morgan suicidou-se por causa de uma seita desaparecida h� 20 anos?
Que anormal!
Isto pode-vos parecer estranho, mas andava a pesquisar num livro
sobre a Kwan Yin e encontrei o desenho de uma rapariga a ser morta.
Era a Morgan.
- O qu�? - N�o. Isso � imposs�vel.
Achas?
- Deixa-me ver. Tamb�m l� estou eu? - Espero bem que sim. Vamos ver.
Quero mostrar-vos uma coisa.
Isto � arrepiante.
Recebeste isso, assim por correio?
Se a cassete tiver mesmo material fixe, vamos ter a melhor apresenta��o.
Por falar nisso... Eu �s vezes fico um pouco nervoso a falar em p�blico.
- Temos de resolver isso. - Ouve l�...
Todas as semanas andas aos saltos � frente de um milhar de pessoas.
Isso � muito diferente.
Aquilo n�o � a minha cara. Ali, estou mascarado.
Sou o Urso Saltit�o.
Calem-se, vou p�r isto a correr.
Ok, for�a.
J� vi um filme porno que come�ava assim.
Que � que ele est� a dizer?
Est�o todas mortas. Elas suicidaram-se todas!
O massacre aconteceu mesmo.
Porqu�?
N�o sei.
Mas acho que estavam a tentar chegar a algo mais elevado.
Quer dizer... � o fundamento de todas as religi�es, certo?
Aproximarmo-nos de Deus ou daquilo que adoramos.
Elas estavam a adorar a est�tua de uma chinesa morta.
Acho que nos estamos a aproximar de qualquer coisa.
Como assim? A aproximar-nos de qu�?
- N�o sei... da verdade. - A verdade? Sobre o qu�?
Dev�amos ir ao templo.
Isto � um s�tio muito simp�tico para servir de palco a um massacre.
- Isto � enorme. - Est� calado.
N�o h� raz�o para rir de Kwan Yin.
Foi a agonia e n�o o riso que teve lugar neste ch�o sagrado.
Desculpe.
Que cena mais marada.
Se n�o te sabes comportar como adulto, fica l� fora, como os c�es.
O que � que vos traz ao templo de Kwan Yin?
Estamos a fazer pesquisa para um trabalho.
- E quem �s tu? - Sou o monge Gee Ming.
Sou o guardi�o e protector das almas que vagueiam pelo templo.
- Belo emprego. - Est� calado.
Porque � que elas precisam de protec��o?
Porque h� gente que quer abusar do poder de Kwan Yin.
Est� a referir-se a Owen Quinlin?
Meu, ele est� morto. N�s vimo-Io morrer na cassete.
A morte � uma porta girat�ria.
Kwan Yin provou isso mesmo.
Acompanhem-me.
Isto est� a ficar um bocadinho estranho.
Quinlin julgou que se lhe sacrificasse a sua gente, ela lhe daria o seu poder.
Ser� que foi por isso que a Morgan morreu?
Boa. Ent�o, ele voltou?
Isso n�o me assusta.
O Quinlin julgava que tinha obtido o poder, mas algo correu mal.
E agora ele est� lixado, e n�s estamos em casa dele.
Pessoal, o que � aquilo? Que raio � aquilo?
Ainda h� mais para aprender.
Minha linda gueixa...
Vou levar isto para mostrar.
Ela assustou-se...
Os esp�ritos dos ac�litos est�o presos aqui.
A morte aprisionou-os em vez de os libertar.
Alex, usa a tua m�quina e tira algumas fotografias.
Achas que ele consegue sentir os esp�ritos?
Ele n�o sente nada.
Consegue. E eu acho que tamb�m consigo.
Sintam...
Tira �quilo. Fotografa uma coisa daquelas.
V�o � frente. � muito fixe. P�e-te debaixo dela!
Porque � que procuram a resposta a estas quest�es?
Para descobrir a verdade.
Qual verdade? A de Quinlin ou a vossa?
Do que � que est� a falar?
Alguma coisa invocou de volta os esp�ritos malignos.
Ele ainda est� sequioso pelo poder de Kwan Yin.
Espera l�... Como � que nos vemos livres dele?
Ele est� a esconder-nos alguma coisa.
- Achas? - Vamos.
Pessoal!
Pessoal, isto n�o tem gra�a.
O vosso envolvimento n�o � coincid�ncia,
e a vossa presen�a tornou-se perigosa.
Devem ir-se embora e nunca mais c� voltar.
Espere. O que � que h� ali?
O Passado e o Futuro. O conflito e a resolu��o.
Tenho de ir. O poder dele � cada vez mais forte.
V�o andando que eu j� vos apanho.
Minha senhora...
...� verdadeira?
Largue-me!
Que raio?
Merda!
Socorro! Socorro! Deixem-me sair!
Meu Deus, tamb�m estivemos aqui.
- Deixem-me sair! - Alex, vai para a direita.
- Vai at� � porta. - Vai at� � porta.
Alex, anda c�. D�-me a tua m�o. D�-me as tuas m�os. Vamos, salta!
- Est�s bem? - Meu Deus, meu Deus...
Vamos por aqui. Vamos por aqui.
- Este lugar � demasiado estranho. - O que � que se passou?
Aleluia! Parece que passei ali horas.
Mindy?
Mindy, est�s bem?
Estou.
Que rico projecto. For�a, Bears.
- Que raio � que aconteceu ali dentro? - Do que � que est�s a falar?
Mindy, sabes muito bem do que � que estou a falar...
- N�o. N�o sei mesmo. - Est�s a esconder-nos alguma coisa?
Ou�am bem, o Gee Ming disse
que o que foi desenterrado n�o pode regressar.
Sim, isso eu percebi. O Quinlin voltou.
Sabes o qu�? Eu acho que ele conta as mesmas tretas
a qualquer um que lhe v� bater � porta.
Foi a Morgan.
Quando ela se suicidou, abriu-lhe a porta para ele regressar.
- Ela engravidou fora do casamento. - Estou a ver. Tal como a Kwan Yin.
Agora, ele vem tentar terminar aquilo que come�ou h� 20 anos.
Que se lixe esta cena � "Scooby Doo". Mesmo que chumbe � cadeira,
tenho coisas mais importantes para fazer na vida.
Acho que a Mindy tem raz�o.
"Acho que a Mindy tem raz�o." Voc�s n�o ouviram?
- Estou fora! - Alex, e o nosso trabalho?
Que se lixe o trabalho. Fa�am-no sem mim.
V�o-se queixar de mim � Eastbrook, fa�am o que entenderem. Acabou-se.
Estamos todos assustados, Alex. Mas n�o estamos a fugir.
- Ent�o, s�o todos uns idiotas. - V� l� como falas.
Vejo o qu�, seu idiota, pretensioso e fingido?
Vai mas � beber o teu leitinho de soja,
p�e uma musiquinha no iPod
e vai l� passar o dia a mandar mensagens � namorada.
"Ai meu amor, gosto tanto de ti".
O que foi? Nem sequer chegas para ela!
O que � que tu vais fazer, diz-me, seu filho da m�e?
Vai-te lixar, Alex.
Tem d�. Eu devo ser o �nico que tu ainda n�o comeste.
Parem com isso, rapazes. Parem.
Voc�s podem fazer o que vos apetecer.
A Eastbrook n�o nos vai chatear por isso.
Mas eu vou deslindar isto.
� assim mesmo. Foge enquanto � tempo.
Vai-te catar!
For�a Bears!
Ol� Urso Bradley.
Tiveste saudades minhas?
Hoje n�o.
S�o horas de dormir.
Obrigado. Eu sou o Urso Saltitante.
Ele quer que tu fiques com ele. N�o lho d�s.
Ele � o instrumento da morte.
� o regresso do mal.
- Desculpa. - Pregaste-me um susto de morte.
Tens tempo para falar? � sobre a Morgan.
N�o sabia mais com quem falar sobre isto sem parecer louca.
N�o vale a pena duvidar da sanidade mental dos outros.
Encontrei isto nas coisas da Morgan.
� a Morgan, certo?
Sim.
Tu viste-a no dia em que aquilo aconteceu?
Sim, ela estava estranha. Estava muito calma.
Tinha os olhos vermelhos, como se tivesse estado a chorar.
Pensei que era por ela estar deprimida.
- O pai dela � um idiota. - O que � que queres dizer com isso?
Ele disse-lhe que tinha vergonha de ser pai dela.
Tal e qual como a Kwan Yin. Rejeitada pelo pai.
Foi a oportunidade de Quinlin.
Desculpa... Esquece o que eu disse.
Tamb�m encontrei isto.
Onde?
Na caixa das bijutarias dela.
A m�e telefonou e pediu-me que arrumasse as coisas dela.
Eu vi isto e...
...sabia que n�o era da Morgan.
Mas como � que sabes que teve a ver com a morte dela?
Aquilo seguiu-me pelo quarto.
O qu�?
Julgava que o tinha guardado, e aquilo apareceu no meu bolso.
Voltei a fazer o mesmo, e apareceu no meu pesco�o.
Atirei-o pela janela e voltou para mim.
Vou ver o que consigo descobrir.
- Sim? - Ol�, Tara.
- Ol�, Mrs. Farrell. - Como est�s?
- Estou bem. - Ainda bem.
J� tenho as coisas dela quase arrumadas.
N�s queremos sepult�-la com o colar dela. J� o arrumaste?
N�o o vi.
Por favor, v� se o encontras. � muito importante para n�s.
Vou ver o que consigo fazer.
Entra.
Ol�.
Queria falar contigo a s�s.
� por causa do projecto, Mindy.
Acho que estamos a exagerar.
O que � que tu est�s a dizer? H� pessoas a morrer.
Exacto, Mindy. E eu n�o quero que nos aconte�a a n�s.
Acho que n�o dev�amos levar isto avante.
Tem gra�a. Tu disseste que me apoiavas.
Eu apoio-te.
Se queres ir, vai. Desaparece, vai!
Que queres tu dizer com isso?
Vai para outro grupo, porque eu vou avan�ar com isto.
- Vemo-nos por a�. - Sim, talvez.
Tara! Tara, est�s a�? Abre a porta!
Eu s� queria a verdade. Acho que mere�o isso.
Fazes ideia do que � crescer sem saber nada da minha m�e?
Do que � que tu est�s a falar?
Da tua mulher. Eu sei da Kwan Yin.
Sei que ela fazia parte da seita.
Pensaste que eu te ia julgar? Eu n�o o tinha feito.
Mas agora posso faz�-Io, porque tu desiludiste-me.
- S� estava a tentar proteger-te. - De qu�? Da minha m�e?
- Como � que descobriste? - Na cadeira da Prof. Eastbrook.
Fiz um trabalho sobre o massacre de Kwan Yin.
Parecia que alguma coisa me puxava. Agora, j� sei porqu�.
O qu�?
Vou at� ao fim com isto, sozinha. Estou muito perto, pai.
Est� para acontecer alguma coisa muito m� e eu posso evit�-la.
Acho que era isso que a m�e estava a fazer ou a tentar.
Como � que ela morreu?
Como?
- Apunhalou-se a si pr�pria. - Onde?
Na garganta.
Tenho de ir.
- Porque � que n�o me disseste? - Achei que n�o me competia.
Al�m disso, n�o conseguiste impedi-la. Porque � que julgas que eu consigo?
Mindy, espera. Mindy, espera por favor.
Tamb�m sabia da minha m�e, n�o �? Podia ter-me dito.
Achas que isso te deixava satisfeita? N�o tentes enganar-te.
N�o �s o tipo de pessoa que desista, s� porque te dizem para o fazer.
Algu�m me devia ter dito alguma coisa, n�o acha?
Assim, n�o haveria gente a morrer.
Mindy, se fores com isto avante a pr�xima podes ser tu.
Julgava que era tudo um mito.
Eu estava a tentar refrear a imagina��o de uma empreendedora.
H� coisas que se podem estudar, para compreender a religi�o.
Mas acredita, h� coisas em que nem devemos tocar.
Devia ter-me impedido de come�ar este projecto.
N�o podia deter-te. Ele faz parte da tua hist�ria familiar.
Bem, isso significa que sou eu que tenho de deter o Quinlin.
- Ent�o? - Temos de a ajudar.
D�-me tempo para investigar a Kwan Yin
e vem ter comigo ao meu gabinete daqui a meia hora.
Ol�, tenho de fechar a casa. Podes apanhar-me daqui a uma hora?
N�o posso, Cassie. Podes arranjar outra pessoa para te acompanhar?
Ouve... eu sei que temos de conversar sobre algumas coisas.
E eu adorava ouvir, mas...
Queria mesmo falar-te de algumas coisas.
Tenho de tratar de umas coisas para as aulas.
Tem de ser agora? Esta noite?
- Sim. - Ok. Ligas-me mais tarde?
- Ok. - Est� bem.
Tens um segundo?
N�o precisas de dar mais explica��es.
Isto est� mesmo uma loucura. Temos todos os nervos em franja.
Acho que sei de uma forma de o deter.
Descobri que era a minha m�e que estava no centro do c�rculo.
Naquela cassete.
Ela n�o se submeteu porque sabia algo que as outras n�o sabiam.
Foi por isso que o Quinlin n�o teve sucesso.
- Pois... mas ela suicidou-se. - Sim, mas n�o foi por ele.
Ela f�-Io para impedir que algo mau acontecesse.
Por isso, tenho um plano.
- Acabaste a� na m�quina dos iogurtes? - Sim.
- Repuseste as palhinhas? - Sim.
� que tu esqueces-te sempre.
Depois, conta-me como correram as coisas com o Bailey.
- Boa noite. - Boa noite.
Est� a� algu�m?
Acho que n�o h� assim tanta gente disposta a suicidar-se.
N�o � preciso. Basta uma...
...e eu acho que sei como a trazer de volta.
Merda!
- Cassie? - Cassandra?
Larga-me!
Ainda n�o termin�mos.
- Cassandra? - Cassie?
- Bailey. - Que � isso?
� uma longa hist�ria, mas isto n�o � bom.
Tens a certeza de que sabes o que est�s a fazer?
"Para invocar o esp�rito de Kwan Yin, � preciso o sacrif�cio das almas.
"Uma alma pura que siga os passos de Kwan Yin at� ao inferno
"e regresse como um deus.
"Mas essa pessoa deve possuir o antigo amuleto de Kwan Yin.
"De acordo com o livro sagrado..."
Tenho estado � espera da Mindy.
- Cassie! Cassie, onde est�s? - Espera, n�o vamos procurar ao acaso.
O que sugeres?
Temos de encontrar o Gee Ming. Ele sabe qualquer coisa.
Lembras-te da sala que ele n�o nos quis mostrar?
Senti que havia ali algo.
Espera l�, Mindy, tu sentes ou tu sabes?
Eu vi. Eu sei. Vi-me a mim pr�pria a arrancar os meus olhos.
- Bolas. E n�s queremos l� voltar? - Temos de o encontrar. Anda.
Diane? Diane! Meu Deus, o que � que aconteceu?
- A Mindy... - O que � que ela tem?
Ela vai sacrificar-se a ele.
Mas sem a reza sagrada, � tudo em v�o.
O livro sagrado...
Salvou a Kwan Yin. Ele pode salvar a Mindy...
...e matar o esp�rito de Quinlin.
P�e fim a isto.
Mindy.
O Alex est� morto.
Morreram todos. A Tara, a Morgan, a Professora Eastbrook...
- E a Cassandra? - N�o a vi.
Ele agora anda atr�s de n�s, n�o �?
- S� de mim. - N�o.
Morta antes de tempo.
O meu cora��o e a minha alma s�o puros.
O meu corpo est� morto, mas a minha alma vive.
N�o a deixes morrer. N�o sem o livro sagrado.
Bailey?
N�o!
Cassie! Cassie! Cassie!
Cassie, tu est�s bem.
Acho que sim.
Que foi?
- Acho que ele me vai matar. - Quem?
Vamos, n�s conseguimos.
Calma. S� temos de fazer mais uma coisa.
Gee Ming, � chegada a hora.
C� est�s tu.
Mexe-me esse rabo, meu!
- Sentes a energia? - Que se lixe isso.
A mim j� n�o me enganas. Levanta da� o rabo e leva-me aos livros sagrados!
Mindy!
As p�ginas est�o todas queimadas.
Mindy, n�o podes estar a falar a s�rio. Vamos embora daqui.
Vamos.
Isto acaba com tudo. � s� mais um sacrif�cio a Kwan Yin.
Acho que o teu plano n�o vai resultar.
O que � que queres dizer com isso?
S� precisamos da reza da Kwan Yin.
O Quinlin queimou os livros sagrados.
- O qu�? - Estamos lixados.
- Mindy! Mindy! - � o meu pai.
Pai, a Professora Eastbrook est� morta.
- Trouxe isto do gabinete dela. - O que � isto?
- � a reza de Kwan Yin. - O que � que isto significa?
Temos de recriar o sacrif�cio.
Vamos usar os cad�veres, como na cassete.
Se me sacrificar, posso arrebatar o poder de Kwan Yin ao Quinlin.
Aquele que se sacrificar e ler a reza de Kwan Yin
seguir� os seus passos at� ao inferno e regressar� como um deus.
Vamos fazer isto, antes que nos falte a coragem.
Essa pessoa tem de ter o amuleto. Esperem... precisamos do amuleto.
Est� na outra sala, onde eu vos vi antes.
Eu vou busc�-Io.
Era deste amuleto que precisavas?
Meu Deus! Cassie! N�o! Que est�s tu a fazer?
Mindy, o que � que n�s fazemos? Cassie!
Diz a reza, Mindy.
Cassie, tens de dizer estas palavras. Repete mentalmente.
O meu corpo est� morto, mas a minha alma vive.
Eu sou Kwan Yin, morta antes de tempo.
Est�s a dar in�cio a um mundo totalmente novo.
Cassie, diz o raio das palavras!
"O meu cora��o e a minha alma s�o puros." Repete, Cassie.
- Por favor... - Cassie, repete!
- Cassie, fala. - Vai-te lixar!
N�o!
Cassie!
- Eu n�o me submeto. - Eu obrigo-te.
N�o vale a pena. Antes quero morrer como os outros
e ficar aqui presa para a eternidade.
Ent�o, tal como a Kwan Yin, vais morrer �s m�os do teu pai.
O cora��o de Kwan Yin era puro como o teu.
Mas com este amuleto, eu obtenho o poder que a tua m�e me negou.
Mindy. Mindy.
Lamento tanto ter-te deixado sozinha.
Eu vi-te. Toda a minha vida vi estes momentos.
E sempre quis dizer-te que sinto a tua falta.
Adoro-te.
E � por isso que tu viver�s.
O amuleto de Kwan Yin salvou a tua alma que � pura.
O teu corpo viver�, gra�as � tua entrega e ao teu sacrif�cio.
- Desculpa, pai. - Porqu�?
Meu Deus...
Bailey.
Bailey?
Cassie...
Assim termina mais um cap�tulo da lenda de Kwan Yin.
Em vez de se perder, mais uma vida se salvou.
Mas o �ltimo livro ainda est� por escrever
porque a natural tend�ncia humana para fazer liga��es ao passado
nunca deixar� de existir.
Tradu��o e legendagem: Edite Raposo - TRADUV�RIUS
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