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Original subtitles

Sil�ncio no cen�rio.

Cena um, "take" dez. Marca.

E a��o!

Escrit�rio de Joel Levison.

Lamento, mas ele ainda n�o est�. Pode dizer-me a sua mensagem?

Sr. Levy, direi que telefonou. - Nunca diga isso.

Ou est� numa confer�ncia, ou numa reuni�o. Ele est� sempre c�.

Quem era? - Larry Levy.

Ouve algum problema com os correios?

N�o sei. O carteiro est� atrasado. - Vai busc�-las. J�!

Quero-as aqui antes que ele chegue.

O JOGADOR

Legendas: _PsIKiLL_

Re-sync: leoitsme

Griffin, ol�. Adam Simon.

Era suposto encontrarmo-nos s� na pr�xima semana mas...

N�o sabia que estava aqui. - Queria semear uma semente na tua cabe�a.

Estou ocupado. - Imagine isto.

� um planeta num futuro distante com dois s�is.

Quem faz de filhos? - N�o, s�is. Grandes esferas solares.

Tem de fornecer essa ideia � Bonnie Sherow.

Os filmes que fazem estes dias s�o todos tipo MTV. Corta, corta, corta.

A abertura de "Toque do Mal" teve seis minutos e meio de dura��o.

Seis minutos e meio? - Tr�s ou quatro, mas continuando...

Ele organizou a cena inteira s� com um take.

O meu pai ajudou nessa cena.

E que tal o "Absolute Beginners"? Teve um in�cio extraordin�rio.

Nunca ouvi falar. - � um filme ingl�s.

Um Peligrino, se faz favor. - Tenho um Calistoga.

Buck, como est�s? - Bem. E tu?

Bem. Que tens para mim? - Muito bem, aqui vai.

"O Graduado", Parte ll. - Oh, bom.

Ouve, as tr�s personagens principais ainda est�o no activo.

Dustin Hoffman, Anne Bancroft, Katharine Ross, 25 anos depois.

Assim como as personagens, Ben, Elaine e a Sra. Robinson.

O Ben e a Elaine est�o casados, ainda.

Vivem numa grande e assustadora casa no norte da California, algures.

E a Sra. Robinson vive com eles...

... a sua m�e j� idosa que teve um enfarte...

... portanto n�o pode falar.

Ser� divertido? - Ser� divertido. Escuro, estranho e divertido.

E com um enfarte. Talvez n�o � um enfarte.

N�o sei o que �. � uma doen�a qualquer.

Est� no seu quarto a ouvir tudo o que acontece.

T�m uma filha que acabou de tirar o curso universit�rio.

Vinte e dois, vinte e tr�s, tipo uma Julia Roberts.

Desculpe. O que devo fazer com estes argumentos?

V�o para a Bonnie. E averigua com a seguran�a como � que o Adam Simon entrou no recinto.

Quero saber. - Adam Simon? Est� bem.

Julia Roberts regressa a casa, a sua filha, a graduada.

A nova graduada.

O Griffin adorou. Queria que te mostrasse.

� um bando de sobreviventes humanos. - Escreve isso.

N�o posso processar isto. Escreve.

N�o importa as palavras. Tens de visualizar.

Jimmy, est�s bem? O que se passou?

Est�s bem? - O meu nome � Jimmy Chase.

Veio do nada, apareceu mesmo � frente do carro. N�o o vi.

Aquele � o Adam Simon. - Est�s bem, mi�do?

Rebecca DeMornay. Na verdade, � mais bem parecida.

N�o, n�o sou a Rebecca DeMornay. - �s parecida.

Muito obrigado.

Sabe onde fica o escrit�rio do Joel Levison?

O gerente do est�dio?

Est� a mover-se. Vai-lhe arrancar o cora��o.

Esta � a �rea onde fazemos as decis�es para autorizar um filme.

Vamos subir 17 andares. Vamos continuar a utilizar os produtos da Sony.

"Domo arigato" para os produtos da Sony.

Se precisar de algu�m para comer sashimi consigo, telefone-me.

O tr�fego de Malibu estava imposs�vel.

Bom dia, Joel. - Sandy, estaciona o carro, por favor.

Bom dia Marty, Annie.

O que est�o os japoneses a fazer aqui? - O que � isto das cabe�as a rolar?

O banco est� a apertar-nos. O filho do Goldman vem de Boston.

N�o me agrada.

O Reggie Goldman � um coitado. N�o podes estar a falar a s�rio.

Algumas mudan�as est�o a passar-se por aqui. � sempre assim.

J� aconteceu na Paramount h� tr�s anos.

A Columbia est� a ter uma agora.

Ouvi dizer que o Griffin vai ser substitu�do.

Griffin? N�o acredito. Por quem?

Pelo Burke ou o Patrick. Talvez pelo Larry Levy.

Quero saber porque � que a seguran�a � t�o passiva.

Falo contigo depois. Estou no meio de um golpe.

Ouve, continua.

� uma estrela da TV que vai num safari. - Uma estrela de TV num filme?

Uma estrela de TV a fazer de estrela do cinema. - Uma estrela do cinema a fazer de estrela de TV.

Michelle, Bette, Lily. - Dolly Parton seria boa.

Gosto da Goldie. - Ainda bem, porque temos uma boa rela��o.

A Goldie vai para �frica.

� encontrada por uma tribo. - De pessoas pequenas.

� encontrada e � adorada.

� tipo "Os Deuses Devem Estar Loucos" excepto que a lata de coca � uma actriz.

Certo. Tipo "�frica Minha" encontra-se com "Pretty Woman".

Tem de decidir se deve ficar no programa de TV...

... ou salvar a tribo.

Onde � o escrit�rio de Griffin Mill? - Aqui mesmo.

Voc� � o Martin Scorsese! - N�o, mas conhe�o o Harvey Keitel.

Eu sei que sim. Adorei "Cape Fear".

O meu velho trabalhou para o Hitchcock.

"Rope". Foi uma obra-prima.

A hist�ria nem era boa. Filmou tudo sem cortes.

Odeio isso: 'Corta, corta, corta!'

E o Bertolucci, que fez aquela cena com o Winger em "Sheltering Sky"?

N�o vi.

Tenho estado aqui desde as 8:00. - Tomei a liberdade de te dar este trabalho.

Com quem estavas? - Estava com o Alan Rudolph.

Que estavas a fazer com ele? - Queria caf�.

�s minha assistente. N�o te podes envolver com escritores.

N�o estava a envolver-me. Estava a ouvir a grande ideia dele.

Isso � interessante. O que tens para mim?

A pol�tica assusta-te? - A pol�tica n�o me assusta.

Pol�tica radical assusta-me. Pol�tica pol�tica assusta-me.

Este � uma pol�tica radical educada, mas � engra�ado.

� uma coisa divertida e pol�tica. - E tamb�m � um thriller, tudo na mesma.

Qual � a hist�ria? - Quero o Bruce Willis. Posso falar com ele.

� uma hist�ria sobre um senador vigarista.

Tem estado a viajar pelo pa�s � custa do dinheiro do pa�s, como o Sununu.

� uma com�dia c�nica, pol�tica e um thriller.

Mas tamb�m tem um pouco de drama. Continuando, ele sofre um acidente.

E torna-se num vidente, tipo, com poderes ps�quicos.

Portanto, � uma com�dia ps�quica, pol�tica com thriller e drama.

Com drama, muito parecido com "Ghost" misturado com "Manchurian Candidate".

Continua, estou a ouvir. - Ele come�a a ler as mentes das pessoas.

E quando l� a mente do Presidente, esta � completamente branca.

Posso arranjar-lhe qualquer coisa? - Queria uma cerveja, por favor.

N�o temos cerveja. - Vinho tinto, por favor.

Algu�m morre no fim. � sempre assim em thrillers pol�ticos.

Escrit�rio de Griffin Mill. - Pode passar-lhe a chamada?

Posso saber quem est� a falar? - Gostaria de falar com o Griffin Mill.

Est� numa reuni�o. Posso apontar o seu nome para voltar a contactar-lhe.

Desculpe? - Ele volta a ligar?

Sabe quantas vezes j� ouvi isso? - Quem fala?

Se ele n�o voltar a ligar... - Quem era?

N�o sei. N�o disse. - Que queres dizer?

N�o sei como contratar�s o elenco. O principal tem de ser um artista de circo de 50 anos.

Deixa-me ler-te a capa.

Vamos lanchar com o Aaron Camp?

A que horas? - Combinei para a 1:00.

Mau dia? - Tem tido uma branca de escritor.

Tem um encontro com o Hutter e o Frank South, esta tarde �s 3:00.

Estarei l�. Coloca as reuni�es desta manh� no computador. Obrigado.

Vais agora? - Vou ter com o Levison.

Pede uma salada Caesar e um Crystal Geyser para mim.

Por volta das 5:00? Obrigado, Sandy.

Ol�, Sandy.

N�o podes entrar a�! Est� numa reuni�o.

Est� tudo bem, Celia.

Acho que ainda n�o conheces o Reg Goldman. Conheces o pai dele, o Harvey.

Sim, claro. Ol�, Reg. Do banco de Boston.

O Reg veio passar umas semanas por aqui. - Excelente. Neg�cios ou prazer?

Um pouco dos dois, espero eu.

O Reg est� a pensar em produzir.

A s�rio?

Sim. Melhor que trabalho, n�o �, Griffin?

Gostaria de jogar t�nis. Voc� joga t�nis?

T�nis? N�o.

Estou demasiado ocupado. - Estava a perguntar ao Walter.

Conhece a Meg Ryan?

Ela tem algu�m?

Sim, Reg. Ela � casada.

Merda.

E a Winona Ryder?

Sabe, de facto, o Walter � o tipo com quem falar.

O Walter tem o n�mero de toda a gente.

Mais alguma coisa? - N�o. Est�s muito ocupado.

Quero aquele n�mero, raios. Quero aquele n�mero.

Oh, diabos. E que tal esta? Ela faz alguma coisa?

Celia.

Griffin, n�o perguntes.

N�o perguntes, porque n�o sabes? Ou n�o perguntes, eu n�o vou querer saber?

Apenas n�o perguntes.

Se est�s preocupado com o Reggie Goldman, esquece.

Mas s� bom para ele. Ele representa muito dinheiro para esta companhia.

N�o estou preocupado com o Reggie Goldman.

� com o Larry Levy. - Larry Levy?

O Larry Levy est� na Fox, n�o est�?

V� l�, Celia.

H� uma chamada para a Celia na linha um.

Deverei procurar por trabalho? - Celia, est�s a�?

Escrit�rio de Joel Levison. Oh, Brad. Sim.

O qu�?

N�o, n�o pudemos contratar a Angelica Huston para isso. Est� reservada por dois anos.

Como uma hist�ria de fantasmas, mas n�o � como o "Ghost".

� uma coisa sobrenatural.

Joel, Griffin Mill. Um amigo da Jennifer.

N�o. Voc� � o Griffin Mill? A s�rio?

Prazer em conhecer-lhe. Sou um grande admirador seu.

Tenho essa gravata. - Tem?

Pediste por mim?

Ol�. A almo�ar com o inimigo.

Oh, v� l�.

Ent�o o que esta hist�ria do Larry Levy?

Larry Levy? Se tivesse mais c�rebro seria perigoso.

O Aaron diz que ele vem para o est�dio.

O Aaron diz? Porque haverias de acreditar no que ele diz?

Ele disse com autoridade.

Ele est� ali com a Angelica Huston e com o John Cusack.

Ele que v� sonhando. Vai afogar-se ali.

Ele � o menino de ouro da Fox.

Viste aquela coisa sobre ele na Variety, a semana passada?

Duas p�ginas.

Angelica, Griffin Mill. Prazer em v�-la. Est� com �ptimo aspecto.

Johnny, Griffin Mill. Sou um grande f� seu.

Vai estar no Telluride este ano? - Talvez em Park City.

Excelente. Vemo-nos por l�.

O que se passa com a Caixa de Vidro? - Vamos evitar o assunto Hollywood.

Somos pessoas educadas.

Telefono-te mais tarde.

N�o deveria falar com algu�m sobre isto? - O qu�?

Recebeu 5 postais em 2 semanas. - Sete.

Porque n�o fala com a Seguran�a do Est�dio?

Deveria telefonar ao Walter Stuckel e dizer o qu�?

"Algu�m anda a enviar-me cartas venenosas e gostaria que voc� me fizesse...

... o alvo da chacota, agora que as coisas n�o me est�o a correr bem."

N�o me parece.

Acho que s�o de um escritor.

Qual deles? - Escolha um.

Mais alguma coisa? - Sim, o seu advogado telefonou.

Quer que v� � festa dele, na sua casa, esta noite.

Diz-lhe que estou a meio de uma produ��o. - N�o � esse advogado. � o Dick Mellen.

A que horas?

O cocktail � �s 7:30, o jantar �s 8:00. Traga uma acompanhante.

E a Bonnie Sherow est� aqui para falar consigo.

Manda-a entrar. Oh, aqui est� ela.

Podemos ir ao Springs este fim-de-semana?

Quero ter uma massagem, um banho longo numa banheira quente...

... e beber Margaritas at� n�o mais.

Tenho de ir a uma festa na casa do Dick Mellen. Queres vir?

Deus, estrelas de cinema e homens poderosos.

E Vodka. - Claro.

Vai ser um jantar r�pido, e depois vamos para a minha casa.

Podemos? - Claro.

O Brokaw parece que n�o tem intensidade.

O Ted Koppel est� l� perto, e vai atr�s...

... e interrompe.

Ol�. Como est�s?

Marlee, esta � a Bonnie Sherow.

Ela leu "Tales of Fury".

Adorei. Achei-o maravilhoso.

Acho que � perfeita para fazer de Ariel. � perfeita para o papel.

Vamos fazer umas quantas mudan�as no terceiro acto.

Deverias organizar uma reuni�o.

Sim, claro.

Tens o meu n�mero? - Claro.

D�-me licen�a. Vou dizer ol� �quelas pessoas.

N�o fales sobre mudan�as de argumentos em festas.

Foi bom terem vindo. Est�s t�o jeitoso!

Conheces a Bonnie Sherow. - Claro. Como est�?

Tri-Star, certo? - Est� no est�dio.

Foi o que pensei. Traga ao Sr. Mill um martini. E, Bonnie?

Quero uma Ramlosa. - E eu quero um martini.

O Rod Steiger est� aqui.

Fala com ele sobre o projecto do Rudolph.

N�o est� t�o interessado nele, mas v� se consegues que ele o leia.

Sabes quem est� aqui? Harry Belafonte. Harry?

Anda dizer ol�, est� bem?

Griffin Mill. - Ol�. Prazer em v�-lo.

Bonnie Sherow. Ela admira-o muito.

Sou uma grande f�. Vi-o aceitar o Pr�mio de Coragem do Nelson Mandela.

Quem era o vil�o no "Ca�a-Fantasmas"?

Apanhaste-me.

Recebi este...

Recebi este postal. A amea�ar-me e essas coisas.

De que est�s a falar?

Deve ser um escritor que devo ter mandado passear.

Vejam se comem alguma coisa. H� muita coisa boa por aqui.

Dentro de minutos.

As tuas m�os est�o t�o frias como as minhas.

Quer um destes?

Acho que n�o.

Est�s a falar de amea�as?

N�o. Sim.

N�o sei. Ele est� zangado.

Pensava que os escritores adoravam-te. Tu � que os contratas.

Est�s a ceder-me um sonho?

N�o pareces muito interessado. - Depende da qualidade do sonho.

O Levy est� aqui.

Dick, que est� ele aqui a fazer? - O Goldblum? Ele � um amigo.

N�o, o Larry Levy. - Veio com a Sally.

Que se passa com o meu trabalho?

Para todo o lado onde olhe, o Larry Levy est� l�.

O Larry Levy � um jovem promissor. � assim que os promissores s�o, est�o em todo o lado.

Tamb�m �s um promissor. Podes aguentar. P�ra de te preocupares com ele.

Ent�o os rumores s�o verdadeiros?

Os rumores s�o sempre verdadeiros.

Sou sempre dos �ltimos a saber. - �s dos �ltimos a acreditar.

Estou de fora?

N�o est�s de fora, mas � melhor come�ares a pensar em ter um parceiro.

Relaxa, podes lidar com isto. Podes vir a beneficiar disto.

Larry? - Dick. Lamento estragar a tua festa.

J� conheces toda a gente? - Vou antes que a noite termine.

Pois vais, claro.

Grande festa, Dick. - Ainda bem. J� comeste?

Ouve isto.

"Ele levanta o seu vestido. Ela beija-o com mais for�a.

Ele coloca as usas m�o debaixo das suas cuecas. Ela agarra os seus ombros.

Tira o seu vestido acima da cintura. Curva-se sobre a sua suave barriga.

Lentamente ele tira as suas cuecas at� os seus joelhos. Ela est� cega de amor.

Ela curva-se e deita-a numa carruagem aberta.

Os cavalos urram e gritam. Eles tamb�m sentem a paix�o.

A c�mera foca a narina do cavalo...

... no momento em que a carruagem come�a a abanar."

Deus! Acreditas nisto? O Steve recomendou este argumento.

Ele diz que a Universal est� deliciada. V�o ter uma guerra apertada.

Ouvi uma ideia hoje. N�o era m�. Era um bocado parada.

Sou uma editora. Conta l�. - Nova Iorque, uma ag�ncia de publicidade.

Um contabilista faz uma apresenta��o de um cliente poderoso.

O cliente promete-lhe voltar a contactar.

Tem de ser de publicidade? - Esse n�o � o problema.

O contabilista fica � espera do contacto do cliente...

... para lhe dizer o que achou da ideia, se ficou com o trabalho ou n�o.

Mas o cliente n�o chega a telefonar.

O contabilista fica t�o zangado e frustrado, que torna-se obsessivo.

Decide enlouquecer o cliente. - Que faz ele?

Envia postais amea�adores. N�o � importante.

Aqui est� o problema. Quanto tempo pensas...

... que o contabilista vai amea�ar o cliente...

... antes que se torne perigoso?

Tem de ser sobre publicidade? - Quanto tempo?

Se fosse eu...

Um m�s?

Tr�s meses. N�o, mais. Cinco meses.

Para ser perigoso, cinco meses. - Foi o que pensei.

Quem � o escritor? - N�o sei.

N�o sabes quem � o escritor que te deu a ideia?

N�o sei o nome dele. S�o uns mi�dos.

Escritores de TV.

Podemos ir para a cama? Estou a come�ar a enrugar.

Vejo-te amanh� � tarde. - Claro.

Burt, Larry Levy. Espero que n�o se lembre de mim, mas se se lembra...

... espero que n�o esteja zangado, estava a trabalhar pelo Gassner na altura.

Cuide-se.

Quem era aquele? - Um executivo da Fox.

Era at� o pequeno-almo�o.

Bom dia, Sr. Mill. - Ol�, Susan. Como est�?

Estou com o Joel.

Ol�, Burt. Griffin Mill. - � um prazer ver-lhe.

Ol�, Charles. Como est�s?

Imbecil. - Uma pe�a �nica.

Na verdade, n�o �. H� uma ra�a inteira deles. Est�o a aliment�-los.

Joel, est�s a perder o jeito, a marcar reuni�es t�o apertadas.

Aquele tipo n�o teve tempo para terminar o pequeno-almo�o.

J� tinha comido. Levanta-se cedo.

Foste � casa do Mellen, ontem � noite. - Leve isto, por favor. Sim, fui.

Como est� ele? - Quero uma �gua Vitelle.

Est� bem.

Saiste cedo. Porqu�?

Tivemos de trabalhar na festa do museu.

N�o trabalharei para o Larry Levy.

N�o te estou a pedir para faz�-lo.

Informo-te a ti. Se tenho de informar o Larry Levy, demito-me.

N�o te podes demitir. N�o te deixarei demitir.

Tens um ano e meio de contracto. Processo-te por uma fortuna...

... se n�o apareceres no escrit�rio todos os dias, com um sorriso.

Porqu� o Levy?

O Levy estava dispon�vel.

Ele � bom em material, e tu �s bom com escritores.

Somos uma equipa. Ele � um novo membro da equipa, s� isso.

Pode-nos dar boa imagem.

Isto � um copo de vinho. Posso beber a minha �gua num copo de �gua, por favor?

Ent�o?

Terei de pensar sobre isso.

Quero uma resposta esta tarde.

Tenho de sair para Palmdale.

O realizador de "Lonely Room" anda a chatear a Lily.

Estou de volta �s 5:00. - Ent�o telefona depois das 5:00.

Falo contigo depois.

... ainda n�o morreste. V�s, ainda se est� a aguentar.

Griffin, Joel Levison na linha dois. Vou p�-lo em linha.

J� falo com ele. - Dizer ao Joel que j� falas com ele?

Sim. Quero ouvir o que ele tem para dizer.

Como � que isto chegou aqui? - Pelo correio.

Mas n�o tem selo. Isto foi entregue � m�o.

A mim n�o foi. Veio com o correio.

Jimmy?

Sabes alguma coisa sobre isto? Quem entregou? Donde veio?

Do quarto das cartas?

Quero saber como chegou ao raio do quarto.

Averigua e depois diz-me. - Est� bem, claro.

Tu vai com ele. - Quer que eu v� ao quarto das cartas?

Quero que v�s ao quarto das cartas. E enquanto l� est�s...

... quero uma c�pia dos rascunhos de "The Lonely Room"...

... em p�ginas brancas, nada de cor.

Averigua como isto chegou ao meu correio. - Sim, senhor.

Vai atender os seus telefonemas? - Atendo os meus telefonemas.

Filho da m�e! Cinco meses.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

Richard Fueller. David Lucas.

Cal Winstrom. David Kahane. Sammy Tettleton.

Entradas.

Entradas. Telefonemas n�o retribuidos.

Bill Lyndstrom.

Nancy Franklin. N�o pode ser uma mulher.

David Kahane.

Lyndstrom.

Plano Estrat�gico. Ele n�o pode ser.

Qual era o nome do outro tipo?

Kahane.

Kaltrime. Kahane.

"N�o produzido." Apanhei-te!

Ol�. - Ol�. O David Kahane est� a�?

David!

Desculpe. Esqueci-me. Ele saiu. Quem fala?

Fala Griffin Mill. - Oh, o homem morto.

Que foi que disse? - Oh, nada.

Sobre eu ser o homem morto? - Foi s� uma alcunha que o David lhe p�s.

Estou aver. � uma alcunha com piada.

Suponho que o seu marido n�o goste muito de mim.

N�o tenho marido.

Suponho que o David n�o goste muito de mim.

O David foi ao cinema.

Quando vai voltar? - Quando o filme acabar, acho eu.

E voc� �?

June. - June?

Aqui vamos n�s. Quer saber o meu apelido.

Ningu�m pode pronunci�-lo. - Experimente-me.

Gudmundsdottir.

Gudmundsdottir.

Que tal? - Muito bem.

Obrigado.

Como � que as pessoas costumam pronunciar? - N�o pergunte.

Tudo desde "Good Dog's Water" a "Goulash Wallop".

Voc� � inglesa? - Sim.

Bem, n�o propriamente.

Donde n�o propriamente �?

Quer ouvir a vers�o longa ou a mais curta?

A longa. - N�o, nunca acreditaria.

A mais curta � na Isl�ndia. - Isl�ndia?

N�o sabia que algu�m vivia na Isl�ndia. Pensava que era s� um bloco de gelo.

Na verdade at� � bem verde.

A s�rio? Pensava que isso era na Gronel�ndia.

N�o, a Gronel�ndia � muito fria. A Isl�ndia � muito verde.

Mudaram os nomes para enganar os Vikings que queriam roubar as suas mulheres.

Estou a ver.

N�o. Mar azul.

Mar vermelho.

Nada de vermelho. - Voc� � uma pintora.

Como adivinhou?

Qual foi o filme que o David foi ver?

Foi ao Rialto, em Pasadena. Vai sempre l�.

O que est� a ser exibido?

"O Ladr�o de Bicicletas", acho eu.

� um bom filme. J� viu?

N�o vejo filmes.

Porque n�o?

A vida � demasiado curta.

Tenho de desligar.

David Kahane!

Apanhou o homem errado, meu.

David Kahane. Griffin Mill.

Griffin Mill.

Sim?

Grande filme, huh?

� refrescante ver uma coisa destas depois destes filmes de pol�cias todos...

... e, sabe, das coisas que fazemos.

Talvez fa�amos um remake deste. - Talvez lhe desse um fim feliz.

N�o, manter�amo-lo puro.

Puro, certo.

Quer escrev�-lo? - N�o se foda comigo.

N�o me estou a foder consigo. N�o lhe disse que voltaria a falar consigo?

Sim, h� uns seis meses. Pensei que tivesse esquecido.

Ficou zangado.

Talvez.

Quer falar sobre isso?

Est� bem, claro. - Excelente.

Vamos deixar que o est�dio nos pague uma bebida.

Se n�o se importa com ambientes mais escaldantes...

... conhe�o um bar na esquina da rua. - Vamos.

J� foi ao Jap�o?

Sim. Estive l� uma vez a auxiliar o Steven Spielberg.

Vivi l� durante um ano.

Uma bolsa de estudo estrangeira.

Quem me dera ter feito isso.

Penso muito nisso. Nunca esquecerei.

Deveria escrever sobre isso.

E escrevi. N�o se lembra?

O qu�?

A minha ideia de um estudante americano que vai para o Jap�o.

Essa era a minha ideia, aquela que era suposto dizer-me o que achava.

N�o se lembra, pois n�o? - Claro que me lembro.

Nunca me telefonou.

Oi�a.

Era um imbecil, est� bem? O meu trabalho � assim.

Lamento muito.

Devo imaginar qu�o zangado ficou. Vou compens�-lo.

� por isso que estou aqui.

Vou prop�r-lhe um neg�cio, David.

N�o garanto que o filme se realizar�, mas vou fazer os poss�veis.

Apenas pare com a merda dos postais, est� bem?

Estou aqui para dizer que gostaria...

... de recome�ar tudo.

Amigos.

V�-se foder, meu. Voc� � um mentiroso.

Est� a pisar o risco.

N�o veio aqui para ver "O Ladr�o de Bicicletas".

Entrou quando s� faltavam cinco minutos para acabar o filme.

Quase que trope�ou nos meus p�s.

Telefonou para a minha casa?

Falou com a Rainha do Gelo?

Iria gostar dela. � muito parecida consigo.

Toda lamechas.

Est�s na minha lista, p�. Nada vai mudar isso.

Vejo-te no outro lado, imbecil.

Tem a� um lindo barco, executivo de filmes.

Sou eu, o escritor. Ainda quer comprar a minha hist�ria?

J� lhe disse que negociava. V� ao est�dio. Vamos resolver a coisa.

E por quem chamo?

Larry Levy?

O que tem o Larry Levy a ver com isto?

Como conhece o Larry Levy? - N�o l� os jornais?

A sec��o de neg�cio do New York Times? Ele vai entrar e voc� vai sair.

N�o pode negociar, dizem eles. As not�cias de ontem.

Espere um minuto.

Pode-me emprestar o seu telem�vel?

Larry Levy. Larry, daqui fala David Kahane.

Adivinhe quem anda a fazer promessas sobre filmes que v�o ser feitos...

... a escritores em parques de estacionamento?

Adivinhe qual o idiota e filho da m�e de executivo...

... que est� a tentar explorar-me?

Sabe qu�o impar�vel este tipo �?

Sabe, estou ansioso...

... para dizer ao mundo que o Griffin Mill n�o aguenta com a press�o do trabalho...

... e conduz at� Pasadena...

... para andar � bulha com escritores.

Diga ao Larry Levy para telefonar-me.

Andam a dizer que ele vai proporcionar filmes de jeito, para variar.

Vamos esquecer isto. Apenas p�ra com a merda dos postais!

N�o escrevo postais! Escrevo argumentos!

Estamos ambos errados. - N�o, voc� � que est�, p�!

Est� louco. � por isso que est� a perder o seu trabalho.

Ent�o o que vai fazer?

Eu sei escrever. O que � que voc� sabe fazer?

Eu disse para esquecer-mos isto.

Ah, merda.

Mill, est� bem?

Fique com ele!

Fique com ele!

Kahane?

Isso � interessante. Quem est� a escrever o filme?

Quem escreveu o nome fim para "Atrac��o Fatal"? O p�blico.

Um milh�o de argumentistas do p�blico � que o fizeram.

Que impacto poderia ter causado se o tiv�ssemos deixado como estava?

Tens raz�o, mas h� que admitir que angariou quase 300 milh�es em todo o mundo...

... com o novo fim.

Larry Levy, acho que n�o conhece a minha assistente, Whitney Gersh.

N�o, n�o conhe�o. - � um prazer conhec�-lo.

Como vai o seu filme? Foi testado a semana passada.

Vai bem. Foi o nosso primeiro teste.

Desculpe-me, Walter.

Joel, o Griffin ainda n�o chegou, mas acho que devemos mesmo come�ar esta reuni�o.

Est� bem, Celia. Obrigado.

Lembra-se de um filme chamado "D.O.A."?

Claro que me lembro. Com Eddie O'Brien e Pam Britton.

A Disney fez um remake em 1987 ou em 1988.

Acho que temos uma situa��o semelhante nas nossas m�os.

Mant�m-nos no seguro, Walter.

� uma pena desperdi�ar um filme.

Quem disse que vamos desperdi�ar um filme? Donde veio isso?

Sabes o que � interessante? Estamos todos ocupados...

Griffin, est�s muito atrasado. Est�o � espera l� dentro.

Para dar manteiga com a melhor marca?

Temos de lhes dar o tipo de filmes que querem...

... n�o do tipo que os escritores querem dar.

Ol�. Desculpem chegar atrasado. - Claro que est�s.

Uns minutos no escrit�rio seria bom.

Griffin, faltaste � cerim�nia de boas-vindas.

J� conheces o Larry Levy.

Claro. Ol�, Larry.

Ol�, Griffin.

O Larry mostrou-se disposto a abandonar a Fox uma semana antes do que ele previa...

... e j� se intregou a partir desta manh�.

Excelente. Vamos come�ar. - O Larry estava no meio de uma coisa.

N�o, n�o estava. S� estava a matar tempo � espera do Griffin.

N�o, acaba. Que estavas a dizer?

Estava a dizer que conheci um escritor que pode transformar �gua em vinho...

... e temos uma tend�ncia em trat�-los assim.

N�o neste est�dio.

Um milh�o e meio destes argumentos. � de loucos.

E acho evit�vel.

Deixe-me perguntar-lhe. Quando foi a �ltima vez que comprou um bilhete para o cinema?

Pagou do seu bilhete? - Ontem � noite.

Pasadena. "O Ladr�o de Bicicletas".

Foste ver o "Ladr�o de Bicicletas"? - Adoro esse filme. � um grande filme.

� um filme cl�ssico. N�o conta. Estamos a falar de filmes de cinema.

Jesus, pessoal.

S� estou a dizer que h� tempo e dinheiro a ser poupado...

... se fizermos estas hist�rias n�s pr�prios.

Donde v�m estas hist�rias? - De qualquer lado. N�o importa.

O jornal. Escolha uma hist�ria qualquer.

"lmigrantes protestam contra corte no or�amento num curso de alfabetiza��o."

Esp�rito humano ultrapassa adversidade humana. Parece-se com o Horatio Alger numa favela.

Coloca o Jimmy Smits nele e temos um casal sexy de P�ra e Envia.

Seguinte. V� l�. - Esta n�o � a minha �rea.

N�o importa. Tenta l�. N�o h� nada a perder aqui.

E esta "Lama mata 60 nas favelas do Chile"?

Essa � boa. Triunfo sobre a trag�dia. Parece-se com um filme de John Boorman.

Coloca um fim feliz nele, e o argumento faz-se a si mesmo.

Bonnie. D�-me o jornal. - N�o sei, Larry.

Tenta l�.

"Percas monet�rias levam Dow para baixo 7.15".

O Connery pode fazer de Bond. - Essa teve piada.

Ainda bem que o Oliver Stone n�o te estava a ouvir. Onde estaria ele?

Estar�amos perante um semelhante ao "Wall Street".

Quanto angariou o "Wall Street"? - 70, 75, tlavez 80.

80 milh�es, dois �scares.

Acho que o Larry j� esclareceu a coisa. Vamos continuar.

Podes informar-nos sobre o projecto "Taylor-Hackford"?

Griffin?

Sim.

Estava a pensar que conceito interessante �...

... eliminar o escritor do processo art�stico.

Se nos livrarmos dos actores e dos realizadores, talvez j� tenhamos alguma coisa.

Ol�, Walter.

Esteja � vontade.

Sr. Mill, parece que chegou tarde esta manh�.

Est� bem?

Estou bem.

Aprecio a sua preocupa��o.

Que posso fazer por si?

N�o me diga que veio dar-me uma ideia para uma hist�ria?

� isso mesmo que aqui venho fazer.

E tamb�m � uma boa. � sobre um escritor.

David Kahane.

Quem � o David Kahane?

Voc� encontrou-se com ele. - J� me encontrei com montes deles.

Mas este este escritor foi morto ontem � noite nas traseiras do Cinema do Rialto.

Morto?

Pensando duas vezes, Pasadena � um bom lugar para morrer.

Qual � a hist�ria?

Em 25 palavras ou menos? Est� bem.

Um produtor telefona a um escritor. A namorada diz que ele foi ao cinema.

Produtor vai ao cinema, encontra-se com escritor, bebe com o escritor.

O escritor � agredido e morre em quatro cent�metros de profundidade de �gua suja.

O produtor est� numa grande alhada.

O que acha?

S�o mais de 25 palavras. E s�o tretas.

As autoridades de Pasadena n�o pensam assim. T�m um relat�rio completo.

Encontrou-se com o Kahane no Rialto, embriagou-se com ele. Ele saiu antes de si.

Essa foi a �ltima vez que algu�m o viu vivo, excepto voc�, talvez.

Por que est� a negar isto?

Bem, o que � que a pol�cia acha?

Pensam que foi um assalto � for�a.

A janela do carro dele foi partida. Ele apanhou algu�m a roubar-lhe o radio.

Houve uma luta, ele morreu.

N�o o matei, Walter.

Mas fui v�-lo. Eu sei que disse que n�o, mas fui.

Porque me mentiu?

Agora n�o � uma boa altura para mim.

Ainda n�o ouviu os rumores? Estou de sa�da.

Era o que precisava, mais controv�rsia.

N�o � uma boa altura.

Olhe.

Estou encarregue da seguran�a do est�dio em toda a defini�ao da palavra.

O que significa que o meu trabalho � cuidar de um executivo de um est�dio mesmo que esteja...

... sob suspeita de homic�dio numa altura em que os lucros est�o em baixo...

... e a companhia est� vulner�vel para uma tomada de poder.

O meu trabalho � manter isto muito, muito discreto!

Quer ajudar?

Claro. - Ent�o pare de mentir.

Quantas vezes se encontrou com ele? - Uma.

Sem contar com ontem � noite. - Sem contar com ontem � noite.

Por que foi at� Pasadena para se encontrar com ele?

Ele teve uma ideia que estava interessado. Queria falar com ele imediatamente.

A namorada dele tamb�m era uma amiga? Pense r�pido.

Jesus Cristo, Walter. O que � isto?

O terceiro grau. Espere at� a pol�cia come�ar a fazer perguntas.

Vou agora � pol�cia. Voc� vem comigo.

Est� a portar-se como algu�m que � culpado.

N�o � culpado, pois n�o?

N�o sou um assassino.

M�s not�cias?

O qu�?

O fax. S�o m�s not�cias?

Neg�cios, como sempre.

O sistema de Hollywood n�o matou David Kahane.

N�o o filme de 98 milh�es de d�lares, nem o actor de 12 milh�es de d�lares.

Nem o neg�cio de um milh�o de d�lares que o David Kahane nunca alcan�ou.

O que podemos acusar Hollywood...

... � de roubo com inten��o de morte.

Porque a sociedade � respons�vel por este homic�dio particular.

� para a sociedade que devemos olhar...

... se � para termos justi�a por este crime.

Por que algu�m no meio da noite...

... matou o David Kahane.

E essa pessoa ter� de suportar a culpa.

E se o David estivesse aqui agora...

... eu sei que ele diria...

"P�ra com essas tretas, Phil.

O que aprendeste disto? Aprendeste alguma coisa com isto?"

E eu diria, "Sim, David, aprendi muito.

N�s continuaremos a partir daqui.

E da pr�xima vez que vendermos um argumento por um milh�o de d�lares...

... e encurralarmos um produtor canalha � parede, diremos...

Esta � mais uma pelo David Kahane."

O David estava a trabalhar numa coisa no dia em que morreu. Gostaria de partilh�-la convosco.

"Negrura. Um c�o sarnento ladra.

As tampas dos lixos est�o levantadas como objectos perdidos na rua...

... a ca�arem por comida.

Zunir, como se um despertador barato tocasse.

lnterior. Um quarto de um motel. Manh� diurna.

Uma vis�o lenta a mover-se pelo quarto sujo.

�guas leves a romperem por buracos de janelas com sombras amarelas.

Tra�as dan�am nos raios de luz.

Filmagem ao longo do ch�o. O tapete gasto.

P�ra no sapato velho.

Est� vazio."

Acabou aqui.

Foi a �ltima coisa que escreveu.

At� mais, Dave.

Acabei.

Obrigado.

Quem � voc�? Voc� n�o � um escritor.

N�o, sou o Griffin Mill.

Falamos na noite em que o David...

Mar azul, mar vermelho. Sim.

Parece que tinha raz�o. - No qu�?

Foi um mar vermelho.

Oh, sim.

� a �nica pessoa que conhe�o aqui.

Lamento pelo David.

Ele era talentoso.

Acha que sim?

Sempre suspeitei que ele era...

... um tanto sem talento.

� simp�tico da sua parte ao dizer isso. Foi bom ter vindo. N�o era preciso.

Mas vim.

Sabe, fui provavelmente a �ltima pessoa que o viu vivo.

A pol�cia disse-me.

De certeza que n�o deve ter sido.

Esta deve ser uma altura terr�vel para si.

Precisa de alguma coisa?

N�o, a s�rio. N�o me sinto mal.

� igual quando os meus pais morreram.

N�o senti nada. S� tinham desaparecido.

De certeza que ainda n�o sentiu o impacto.

Isso foi h� anos.

N�o, quis dizer com o David.

Oh, Deus.

Estas pessoas. N�o gosto disto.

Est�o todos � espera que eu chore e geme.

N�o posso falar com eles.

O David foi-se e eu j� estou noutro lugar.

Pode levar-me a casa? - O qu�?

Pode levar-me a casa?

Claro. O meu carro est� mesmo ali.

Estes s�o muito interessantes. Gosto deles.

Quer uma bebida? - N�o, obrigado.

Onde os exp�e? Em que galeria? Quem � o agente?

N�o tenho um agente.

N�o poderia vender estes. Nunca est�o acabados. Biccy?

N�o, obrigado. Nunca est�o acabados?

N�o, s� os fa�o para mim.

O que sinto.

Faz muitas perguntas, Sr. Mill.

� como a pol�cia. Foi s� o que fizeram, perguntar.

Perguntaram-me muitas coisas sobre si.

Perguntaram?

H� quanto tempos nos conhec�amos.

Se j� tinha estado na casa anteriormente.

T�m de perguntar isso. - N�o vejo por qu�.

Porque � isso que a pol�cia faz.

Posso fazer-lhe uma pergunta? - Claro.

Porque era t�o importante ver o David naquela noite?

O que era t�o urgente?

Ele deu-me uma hist�ria uns meses atr�s.

A hist�ria do Jap�o? - Sim, a hist�ria do Jap�o.

Gostei, mas precisava de ser modificada, especialmente o fim.

Estava no meu escrit�rio...

... e de repente ocorreu-me como fazer o fim resultar.

Ent�o como foi?

O qu�?

A sua ideia para o fim.

Para cima.

Para cima? O que significa isso?

Oposto de para baixo. Humores.

Sabe, feliz � oposto de triste. Esperan�ado oposto de deprimido.

O que achou deste fim? - Nunca o li.

Nunca o leu? - N�o.

N�o gosto de ler.

Gosta de livros? - Gosto de palavras e de letras.

Mas n�o sou louca por frases completas.

Que pensou ele?

Desistiu de mim. Acho que o David n�o gostava de mim.

Acho que ele n�o gostava de finais felizes.

Coloque a sua cara aqui.

Excelente.

Que est� a fazer? N�o vai pintar-me, pois n�o?

Posso colocar-lhe num dos meus desenhos.

H� um que quero fazer que � um her�i da Isl�ndia.

� um ladr�o e � feito de fogo.

Pode n�o gostar disso. - Por que n�o?

Porque voc� est� nos filmes...

... e nos filmes n�o se pode ter ladr�es como her�is, n�o �?

N�o sei nada disso. Temos uma longa tradi��o de gangsters em filmes.

Sim, mas eles t�m sempre que sofrer pelos seus crimes, n�o �?

Devemos pagar pelos nossos crimes, certo?

Acho que saber que se cometeu um crime � suficiente para sofrer.

Se n�o se sofre...

... talvez n�o tenha sido um crime.

Mas que diferen�a faz?

N�o tem nada haver com a natureza das coisas.

Acha mesmo isso?

N�o sei em que acredito, Sr. Mill.

� assim que sinto.

Sabe o que �, June "qualquer coisa"?

Uma anarquista pragm�tica.

� isso que sou?

Nunca tive a certeza.

Posso levantar isto?

Oh, � pesado. - 3 quilos.

A s�rio? Olhe.

Quero agradecer � minha m�e, � m�e dela e � m�e do pai dela que...

Ol�.

Apresento-lhe o Detective Susan Avery. - Como est�? A minha parceira.

Willa Broom. - O prazer � meu. Vamos aqui para dentro.

Este � o primeiro est�dio verdadeiro que a Detective Avery visita.

A s�rio? - Excluindo a visita guiada da Universal.

Levo sempre a minha fam�lia l�, quando vem.

J� fui l� tantas vezes, que sinto que estou pronta para gerir.

Talvez ainda fizesse melhor trabalho que alguns produtores actualmente.

Lamento que n�o lhe telefonei que ouvi que o Kahane morreu.

Ouviu ou leu? - Li.

Por que n�o? - O Walter perguntou-me a mesma coisa.

Quem me dera ter uma melhor resposta. Tudo que posso dizer � que n�o pensei nisso.

Como sabia onde ele iria estar?

A mulher dele disse-me... - Namorada.

Namorada.

Namorada. N�o conheci nenhuma delas.

Estava cansado, pensei em ir ver um filme.

Se ele estivesse l�, falaria com ele sobre um trabalho que achava que ele seria bom.

Entrou no cinema, viu-o e?

Tomamos uma bebida num restaurante japon�s.

Foi uma cena incr�vel e selvagem. Parecia Tokyo.

Ele saiu antes de si. Porque n�o sairam juntos?

Era uma cena incr�vel. Estava a divertir-me.

Por que n�o ficaram mais tempo?

As pessoas pararam de cantar. Depois tornou-se s� em servi�o de bar e como eu n�o bebo.

Bebeu com ele. - Quando em Roma...

Conhecia-o socialmente? Esteve em casa dele?

Sabe alguma coisa sobre a vida pessoal dele?

Vamos deixar-lhe voltar ao trabalho.

O que lhe est� a preocupar?

Bem, tenho de perguntar.

Viu-o no parque de estacionamento depois de sair?

N�o, estacionei na rua. Tenho um Range Rover...

... portanto sinto-me mais seguro quando est� vis�vel.

Quem vai partir uma janela, se o carro estiver na rua?

Se tivesse um carro de merda, estacionaria-o no parque?

Se tivesse uma carro de merda, poderia estar morto.

De alguma forma acho que tem muita sorte por isso.

Obrigado.

Muito bem, 63, take tr�s. Marca.

Agora.

Ac��o!

N�o, raios, oi�a! J� estou aqui h� algum tempo. Tenho faro.

Esta situa��o cheira mal. Cheira mal como a companhia.

Isso mesmo, Peterson, a merda da CIA. J� ouviste nela?

� o tipo de opera��o...

N�o est�s a perceber o que ele est� a tentar alcan�ar.

� dif�cil ouvir os teus argumentos quando n�o se percebe.

Podes-te calar, por favor? - Vai-te lixar!

Tenho de cortar. O meu robe ficou preso na gaveta.

Pelo amor de Deus! - Gosto deste tipo. Ele � bom.

Waters? Posso tomar um Volvic, por favor?

Sim, ele � bom.

Ouvi dizer que a pol�cia veio ver-te sobre um escritor que morreu.

Quem era esse tipo? - O nome dele era David Kahane.

Nunca ouvi falar dele. Contratamo-lo para alguma coisa?

Estava a pensar em faz�-lo.

Ele deu-me uma hist�ria. Fui l� falar com ele sobre ela.

Jesus. Pobre maldito. Exactamente quando o barco dele entra, um maldito mata-o...

Jesus. Pobre maldito. Exactamente quando o barco dele entra, um maldito mata-o...

N�o quero criticar-te...

... mas era suposto eu estar a falar ao telefone.

A b�fia ainda anda a chatear-te?

N�o. N�o, acho que n�o. - Deixa o Stuckel tratar disso.

Damos-lhe passes para grava��es. Podem sentar-se atr�s da Michelle Pfeiffer.

V�o deixar-te em paz.

Um tipo chamado Joe Gillis telefonou.

Ele quer que te encontres com ele no Clube de St. James �s 10:00 no p�tio.

Nunca ouvi falar dele. - Ele disse que o conhecerias.

Algu�m sabe quem � o Joe Gillis?

� uma personagem que o William Holden protagonizou em "Sunset Boulevard".

O escritor morto pela estrela de cinema. - Gloria Swanson.

Oh, esse tipo. Na �ltima semana ele disse que era Charles Foster Kane.

Uma semana antes disse que era Rhett Butler.

Porque pensariam eles que eu mataria o marido da minha irm�?

Estava apaixonada por ele.

Griffin? Griffin. - Malcolm McDowell, � bom v�-lo.

Oi�a. Da pr�xima vez que queira dizer mal de mim...

... tenha a coragem de o fazer � minha frente.

Voc�s s�o todos os mesmos.

Gostaste disto? - Adorei. � lindo.

Gostas da tua personagem, n�o gostas? O que �?

Foi um completo desastre. Olha o que se passou em "Heaven's Gate".

Estamos ambos preocupados...

... com a tua carreira.

Onde vivo, sei como � que as pessoas pensam e sentem.

A Montana vai acabar contigo. Acabou com o Cimino em "Heaven's Gate".

Griffin Mill, ol�. Andy Civella. - Andy, como est�?

Tenho a Andie MacDowell sentada ali. Conhece-a. � t�o boa.

V� l� para conhec�-la. - Ainda est� a viver em New York?

N�o podia viver l�. Sou al�rgico a alegria.

Andie, � bom v�-la outra vez. Como est�o as crian�as?

Bem, obrigado. Est� bem, obrigado.

Voc�s, g�nios, conhecem-se. Tom Oakley.

Sim, ol�, Tom. - Como est�?

Engra�ado. Acabei de ver o Malcolm McDowell. - A s�rio?

O Roddy McDowall � relacionado com o primo do meu genro.

Bem, n�o sou relacionada com nenhum deles.

Se eu o escrever, sou eu a realiz�-lo.

Os �ltimos tr�s filmes que realizaste foram bombas!

Obrigado pela bebida. Tenho de ir.

Tens de ir? Acompanhamos-te ao carro.

N�o, est� tudo bem. N�o te incomodes.

Gostar�amos de te pagar uma bebida.

N�o posso. Estou � espera de uma pessoa. Neg�cios.

Dev�amos falar com ele sobre "Habeas Corpus". - Claro, mas ele est� ocupado.

H� algu�m � minha espera? - Ningu�m perguntou.

Estou � espera de uma pessoa. Ficarei na piscina.

Mas ele volta a contactar-nos. Certo, Griffin?

Oh, desculpa.

Jesus, Andy, �s tu. - Claro que sou eu.

N�o te posso pedir que me fa�as companhia. J� te disse. Estou � espera de uma pessoa.

Sim. Est�s � espera de mim. Temos neg�cios a tratar.

Tu? Tu?

Porque n�o eu? - Achas isto engra�ado, foda-se?

De que est�s a falar?

Ele n�o faria uma excelente Nora? Gostaria de escrever outra "Doll's House" para ela.

J� conheces o Tom Oakley?

Sim. Queres dizer que n�o me telefonaste? - N�o, n�o te telefonei.

Desculpa. Pe�o muita desculpa.

Ouve, estou mesmo � espera de uma pessoa.

N�o posso ouvir uma ideia agora. Telefona-me amanh�.

N�o, n�o o posso fazer amanh�. Tenho um encontro com a Paramount e com a Universal.

Parab�ns.

Se n�o a ouivres agora, ficas a perder. - Ent�o perco.

S� dura 20 segundos. Quando o teu amigo chegar...

Que amigo? - Quem quer que seja.

Vinte e cinco palavras ou menos.

Claro. Senta-te aqui, Tom. Vai.

Um advogado em discuss�es morais. - Tom! Jesus Cristo.

Come�amos fora da maior penitenci�ria da California.

� noite. Est� a chover. Uma limusina passa pelas portas...

... passando por demonstradores com velas de vig�lia.

As velas debaixo dos guarda-chuvas brilham como lanternas Japonesas.

Isso � bom. Nunca vi isso. Isso � bom.

Um demonstrador s�, uma mulher negra, dirige-se para a frente da limusina.

As luzes iluminam-na como um esp�rito.

Os seus olhos fixam-se sobre o passageiro solit�rio.

O momento � devastador entre os dois.

Ele � o advogado. Ela � a m�e da pessoa que vai ser executada.

�s bom! Eu disse-te que ele era bom.

Continue.

O advogado acredita na pena de morte.

E a execu��o era um caso dif�cil. Negro, 19, e definitivamente culpado.

A maior democracia do mundo, e 36% das pessoas com penas de morte s�o negras.

Pobre, um negro desgra�ado.

Ele jura que a pr�xima pessoa que vai ver morrer...

... ser� esperto, rico e branco.

Voc�, eu, quem quer que seja. - Que hist�ria! Grande hist�ria.

Vai ao que interessa.

Afasta-se do advogado para uma zona de um bairro nos sub�rbios.

Um casal tem uma briga. Ele sai num �pice, e entra num carro.

A noite chuvosa � a mesma.

O carro sai e entra numa ravina.

O corpo � varrido.

Quando a pol�cia examina o carro, v�em que os trav�es foram negligenciados.

� homic�dio, e o advogado decide encarregar-se do caso.

Quer colocar a mulher na c�mara de g�s.

Mas o advogado apaixona-se pela mulher.

Claro! Mas ele coloca-a na c�mara de g�s na mesma.

E ent�o descobre que o marido dela est� vivo.

Que ele tinha fingido a sua morte.

O advogado entra pela pris�o, corre pelo corredor da morte...

... mas chega demasiado tarde.

As botelas de g�s j� tinham sido abertas.

Est� morta.

Digo-lhe, n�o vai haver quem resista �s l�grimas.

Est� morta?

Est� morta. Est� morta porque a realidade � assim.

Os inocentes morrem.

Quem � o advogado? - Ningu�m.

Ningu�m?

Nada de estrelas neste projecto. Vamos querer s� amadores.

Como actores desconhecidos de teatro...

... ou talvez algu�m Ingl�s como aquele tipo "n�o sei qu�".

Porqu�? - Porqu�?

Esta hist�ria � demasiado importante para ser protagonizada por uma personalidade devastante.

Isso � bom para filmes de ac��o, mas isto � especial.

Queremos pessoas verdadeiras.

N�o queremos pessoas a vir com no��es antecipadas.

Queremos que vejam um advogado. - Bruce Willis.

Nada de Bruce Willis nem de Kevin Costner.

Esta � uma mulher inocente a lutar pela vida.

Julia Roberts. - Se a conseguir-mos.

Podemos!

Se me der permiss�o para ser honesto, isto nem � um filme americano.

N�o �? - N�o. N�o h� estrelas.

Nem fins lamechas, nada de Schwarzenegger, nem de assaltos...

... nada de terroristas.

Esta � uma hist�ria pesada, uma trag�dia onde uma mulher inocente morre.

Porqu�? Porque acontece!

Habeas Corpus.

� assim que o vamos chamar. "Produzir o Cad�ver". O que achas?

Essa ideia teve mais de 25 palavras. - Mas � brilhante! O que achas?

Sr. Mill, para si. - Quem lhe deu isto?

Recebia-a na entrada. - O que �?

� da pessoa que ia-me encontrar.

J� n�o vem.

Temos uma oportunidade?

� uma ideia intrigante. Telefona para o est�dio amanh�.

H� uma cena em "Throne of Blood" que tem a mesma textura...

Tom, diz s� obrigado. - Ela tem de morrer! Nada de fins � Hollywood.

Tom, diz obrigado!

Foda-se! Seu escritor de merda! Queres matar-me, foda-se!

Oh, Deus, pregaste-me c� um susto!

Que est�s aqui a fazer?

Que susto me pregaste. Entra.

Entra l�.

Que se passa? Est�s com aspecto terr�vel.

Que se passa?

Senta-te. Vou preparar-te uma bebida.

Aconteceu uma coisa.

� demasiado tarde? - N�o, n�o � demasiado tarde.

Nem sei que horas s�o.

Que se passa?

Que est�s a desenhar? Esse sou eu? - Sim, �s tu.

V�s?

T�m cobras na Isl�ndia?

Cobras? N�o, acho que n�o.

Tens medo de cobras?

N�o sei. Nunca estive perto de uma verdadeira.

Assustam-me para caramba.

Toma outro.

N�o costumo beber.

Algo aconteceu esta noite.

Sim, mas...

... h� outra coisa que tenho de te dizer.

Isto n�o � f�cil para mim.

Sim?

Que tal se eu continuar com o meu trabalho...

... e falas comigo quando te sentires melhor, est� bem?

Estive quase a morrer hoje.

S� pensava em ti.

Nem sequer te conhe�o...

... mas entraste na minha mente.

N�o consegui pensar noutra coisa.

Lembras-te daquela noite que falamos ao telefone?

Estava fora destas janelas a observar-te e...

Era t�o excitante.

T�o novo.

Estranho.

N�o consigo tirar-te da minha cabe�a.

Est�s a seduzir-me?

Sim, acho que sim.

Acho que sim.

Quero fazer amor contigo.

� t�o cedo.

� t�o cedo, n�o �?

� t�o estranho como as coisas acontecem.

O David esteve aqui...

... depois saiu.

Tu chegaste.

Talvez fosse s� o tempo, mas sinto-me como...

... se fosse a qualquer lado contigo...

... se perguntasses.

Mas n�o podemos apressar as coisas.

N�o podemos apressar as coisas...

... assim como n�o as podemos parar.

Acho que � melhor ires.

Acho que vou chorar agora.

� melhor ires, r�pido.

Desculpa.

N�o, n�o, n�o desculpes. Vai para casa...

... e v� se dormes.

Telefona-me...

... amanh�.

Convida-me para um encontro.

Gostaria disso.

Jan? Jan! Telefona ao Larry Levy.

Acho que n�o est� no recinto. - Tenta o carro dele.

Ele n�o est� na Fox? - Estava. J� n�o est�.

Dei-lhe uma ideia h� uns meses atr�s. Ele odiou.

� o Griffin? - Sim.

Larry, o Tom Oakley e o Andy Civella est�o aqui. N�o era para incomodar-te...

... mas deverias ouvir a ideia deles agora.

Ol�, rapazes. - Ol�, Larry.

A voz que ouvir� tem um sotaque Ingl�s. Tom Oakley. Sou o Andy Civella.

Ol�, Andy. Eu conhe�o o Tom. Como est�?

Estou bem, Larry. E voc�?

Bem. Qual � a hist�ria?

Abrimos no exterior de San Quentin. � noite.

Est� a chover.

Uma limusina entra por uma porta, por demonstradores...

... com velas de vig�lia.

As velas encontram-se debaixo de guarda-chuvas a iluminar como lanternas Japonesas.

Um demonstrador solit�rio, uma mulher negra, posiciona-se � frente da limusina.

Os olhos dela conectam-se com os do passageiro solit�rio.

� um momento devastador.

Incrivelmente potente.

Nada de estrelas. Nada de Schwarzenegger. Nem de fins � Hollywood.

Nada de persegui��es. Isto � uma trag�dia americana...

... onde uma mulher inocente morre.

Porque isso acontece. Assim � a realidade.

Tira-me do amplificador.

N�o sei. � uma hist�ria bem interesante. Mas o que � esta treta de "nada de estrelas"?

Deixa-me dar-te uma dica. O Levison veio ao poder � custa de dois filmes.

Ele fez 300 milh�es de d�lares sem estrelas em nenhum deles.

Ele vai adorar esta ideia. Vai-lhe recordar da sua adolesc�ncia.

O seu lema costumava ser "Nada de estrelas, s� talento."

Algu�m j� ouviu isto? - Acho que n�o.

Faz neg�cio, agora.

Amanh� poder� j� ser tarde. Podemos contactar o Levison?

Sim, eu falarei com o Levison. Quando podes voltar?

Depois da minha reuni�o da AA.

N�o sabia que tinhas um problema de bebida.

N�o tenho, mas � assim que s�o feitos os neg�cios actualmente. Adeus.

Tom, mas que bela foi essa ideia.

Bom trabalho. Acho que devias de vender o Larry.

Excelente! Quando � que ele vai saber?

Vai para casa, coloca champanhe no gelo. Dou-te uma resposta pela noite.

Jan, anda aqui.

Trabalhas de maneiras misteriosas, mas eu gosto.

O Levy percebeu? Nada de estrelas.

Sim, ele ficou particularmente atra�do por essa no��o.

Nada de fins � Hollywood? - Nada de fins � Hollywood.

Eles pareciam felizes.

T�m uma ideia toda fodida sem um segundo acto.

Se n�o a ouvisse pessoalmente, nunca teria acreditado.

O Larry Levy gostou porque � um idiota.

O Levy ir� vender a ideia ao Levison.

Depois vou deixar o Levison ter a brilhante ideia...

... de deixar o Larry tomar conta do projecto por mim.

Vais?

O Levison n�o consegue esperar para ir para a cama com o Levy.

Esta merda de ideia vai explodir na cara deles.

E depois entrarei para salvar o dia.

Boa!

Tr�s pontos.

Grande lan�amento!

Ela est� a receber os �ltimos ritos.

O advogado descobre que o marido fingiu a sua pr�pria morte.

Ela � inocente. Ele corre at� a penitenci�ria, mas � demasiado tarde.

As botijas j� tinham aberto. Ela est� morta.

Ele ajudou a matar a mulher que amava.

Quem s�o as estrelas? - Nada de estrelas, s� talento.

Nada de estrelas?

Que merda de fim � esse? � terr�vel.

Terr�vel? "Terms of Endearment", "Love Story", "Steel Magnolias"?

O "E.T." angariou 319 milh�es de d�lares em todo o mundo...

... e n�o houve quem n�o chorasse.

Terr�vel? Acho que n�o. - Sim, mas...

Normalmente concordaria contigo, mas isto � uma coisa totalmente diferente.

� uma quest�o de arriscar, atirar os dados.

Mas se der num 7, bingo!

� altura de �scares.

Eles fodem? - Quem?

O advogado e a mulher. Eles fodem?

Se � para olhar s� para cadeias e c�maras de g�s, � melhor algum sexo.

Sim, claro. Chegamos a�. Sem problemas.

Quem vai dirigir isto?

Larry, pareces ter um bom senso em rela��o a isto. Queres dirigi-lo?

Este projecto veio do Griffin. - Bonnie.

N�o quero meter-me onde n�o sou chamado.

Se o projecto � do Griffin, ent�o � do Griffin.

Dev�amos... - Bonnie, a decis�o ser� minha.

Comigo tudo bem.

J� estou cheio de trabalho.

Larry, � teu. Alcan�a o sucesso, e ganha um �scar para o pessoal c� da casa.

Griffin, tenho uma outra coisa para ti. Nova Iorque amanh�.

O novo livro do Tom Wolfe estar� num quarto no hotel. L� e decide quanto apostas.

Manda a Bonnie. Ela saber� se � um filme. Se for, aposto um milh�o.

Eu? - Um milh�o! � bem alto, n�o �?

� o Tom Wolfe. Por que n�o tu?

Sou uma editora. Isso � trabalho de vice-presidente.

N�o queres ser vice-presidente? - Bonnie, faz as malas.

Parab�ns. Isso foi a melhor ideia que j� ouvi.

Se n�o queres a responsabilidade... - N�o, eu vou.

Quero mesmo ser um dos seus soldados.

Agrada-me ter-te na equipa. - A Bonnie vai-se embora. Estou aqui para si.

Whitney, agora!

Frank, Marty, entrem.

Posso falar contigo? - Tenho uma reuni�o.

Arranja tempo. Que se est� a passar? - Que queres dizer?

A dares o teu projecto ao Larry Levy.

Pensei que o Larry tinha...

... uma seguran�a firme na estilo da hist�ria.

A �nica coisa que o Larry Levy tem seguran�a � na pila dele!

N�o sou o Oz, n�o posso fazer tudo.

Porque n�o posso usar o Larry se acho que ele pode fazer com que o filme seja realizado?

Assim toda a gente ganha. - Porque est�s a mentir-me?

N�o estou! - Nunca me mentias.

Eu conhe�o-te. Tens-me controlado sempre.

"Habeas Corpus", Griff. - "Habeas Corpus".

Tens-me controlado sempre como aqueles malditos dos teus escritores.

Porque disseste ao Levison para me mandar a Nova Iorque? Queres livrar-te de mim?

Livrar-me de ti? Quero ajudar-te.

Se te portares bem em Nova Iorque, o Levison ter� de nomear-te para vice-presidente.

Jesus, tens medo do sucesso?

Est�s a ver outra pessoa?

� isso que se passa? - N�o s� isso. � muitas mais coisas.

� a maneira como te tens portado. Algo se est� a passar.

Jesus Cristo.

Nem sequer olhas para mim quando falas comigo.

Por favor olha-me nos olhos e diz-me.

Nada de tretas. H� mais algu�m?

Faz uma boa viagem.

A nossa principal not�cia desta tarde involve uma festa de Hollywood.

Uma gala, glamorosa e brilhante na cidade.

� uma concentra��o de estrelas.

N�o s�o precisos bilhetes de identidade, nem de outros tipos de identifica��o.

Daqui Leeza Gibbons.

Neste preciso momento poder�amos disparar um canh�o da Sunset Boulevard...

... e nem uma celebridade conseguir�amos atingir.

... e nem uma celebridade conseguir�amos atingir.

Algu�m que seja algu�m est� toda aqui a esfregar cotovelos...

... e a conversarem no sal�o de dan�a.

Todos os participantes, os mestres, dos bastidores e do ecr�.

Como ali a Cher vestida de vermelho...

... onde os convites imposs�veis...

... retribuem com "s� branco e preto, por favor.'

Ol�, Terry, � bom ver-te.

June Gudmundsdottir, Teri Garr, Buck Henry.

A ocasi�o desta noite, t�o importante como o da concentra��o de estrelas.

O est�dio, famoso pelo slogan "Filmes, agora mais do que nunca"...

... est� a doar negativos de 25 dos seus cl�ssicos a preto e branco ao museu.

Agora poder�o dizer, "Filmes, agora mais do que nunca e para sempre."

Obrigado.

� magn�fico ver tantas caras conhecidas e amigas todas juntas.

Como sabem, o Museu Distrital de L.A. esteve sempre junto dos nossos cora��es...

... especialmente no departamento dos filmes.

Departamento de filmes!

Estamos felizes por fazer este donativo.

Gostaria de apresentar um homem que teve esta ideia.

Griffin Mill, por favor.

Obrigado, Joel.

Bebam mais uma.

Gostaria de agradecer...

... aos patr�es do Museu Distrital de Los Angeles.

T�m h� muito estimulado a arte da realiza��o de filmes...

... como se fosse uma arte preciosa e s�ria nesta comunidade.

Muitas pessoas em todo o pa�s e em todo o mundo...

... t�m visto, h� muito tempo, os filmes como divers�o popular...

... do que arte s�ria.

Lamento dizer que a maioria da imprensa suporta esta teoria.

Queremos grandes filmes com um historial longo.

Queremos os filmes dos novos John Hustons...

... Orson Welles, Frank Capras.

N�s e os outros est�dios temos a responsabilidade para com o p�blico...

... para manter a arte dos filmes...

... como nosso mandato principal.

Os filmes s�o arte, agora...

... mais do que nunca.

Obrigado.

Griffin, que trabalho. N�o faria melhor.

Saberei todas as tuas falas dentro de pouco.

Bem, vamos divertir-nos? - Estou a divertir-me imenso.

"Griffin Mill, o inimigo do escritor. Falarei contigo".

� um amigo de um amigo?

Desculpe? - Como se conheceram?

Num funeral.

N�o foi? - Exactamente. D�-nos licen�a.

N�o fa�as espect�culo.

Isto � que � um encontro verdadeiro.

Posso entrar?

Bem... - Bem?

Hoje n�o, mas dentro de pouco.

Dentro de muito pouco.

Que tal M�xico? - M�xico?

Territ�rio neutro. Acapulco.

Nunca estive l�. - Vamos l�.

Essa � uma coisa a fazer? - � uma coisa a fazer.

Ent�o vamos faz�-la. - Vamos neste fim-de-semana.

A s�rio? - Sim.

Preciso de passaporte? - Sim.

Sr. Mill, sou o Detective DeLongpre, Pol�cia de Pasadena.

Sim, eu reconhe�o-o.

Divertiu-se na festa de ontem � noite?

N�o, n�o me diverti. � suposto eu n�o divertir-me quando estou a trabalhar.

Excelente. O que quer?

Venha � esta��o. - Porqu�?

Para ver umas fotos. - Fotos?

Fotos de evid�ncia, como nos filmes.

Ah, fotos de evid�ncia! Est� bem.

Pode seguir-me at� Pasadena? - Pasadena.

Pode apertar o cinto de seguran�a, por favor?

N�o! Tire as m�os de cima dela!

Quero o meu beb�. - Onde est� o beb� dela?

Sr. Mill! - Ol�, como est�?

� bom v�-lo. Pessoal, este � o Sr. Mill. Ele faz filmes.

Sente-se.

Para onde � que ele vai, foda-se? Desculpe. Sr. Mill?

N�o � a�. Esse � o escrit�rio do meu tenente. Sente-se aqui.

Est� bem.

Willa, podes? Na tua secret�ria? Obrigado.

Desculpe. Sente-se, Sr. Mill.

Antes de come�armos, o Paul viu um filme ontem.

Ele delirou com ele.

Qual era o nome do filme? - "Freaks".

J� viu? - Tod Browning. Sim.

"Um de n�s, um de n�s".

Ele entrou a fazer aquilo. Estava a delirar com aquilo.

Ele adorou. Foi tremendo para mim. Willa?

Viste para onde foram os tamp�es? N�o os encontro.

N�o os levei. - Ele levou-os?

N�o sei. - Quem levou?

V� isto? Raios!

Tem uma pausa neste caso? - O que o faz dizer isso?

Bem, porque me traria aqui, se n�o fosse isso?

Tem raz�o, porqu�? Paul?

Paul, porque � que trouxemos o Sr. Mill para aqui?

Para ver umas fotos.

Fotos.

Pode, se se lembrar, dizer-me o que levava vestido naquela noite?

Estava a usar um fato de bolsos duplos, acho eu.

Apenas... est� tudo bem.

Que se passa? Est� t�o nervoso. Sente-se.

Eu apanho. - N�o, ela est� aqui para isso.

Sente-se. - Desculpe.

Pode ver isto?

Onde estavam? Ela encontrou-os. Tens raz�o.

Espera um minuto. N�o, n�o s�o minhas.

Estes s�o delgados e regulares. S�o teus.

Parece que os teus s�o gigantes. - Uso gigantes. Estes n�o s�o meus.

Deus, s� estou a tentar ajudar-te.

Viu este tipo na noite do homic�dio?

Desculpe.

N�o, eu, eu... est� a colocar-me numa posi��o terr�vel.

Detestaria mandar prender a pessoa errada.

Por favor! Isto � Pasadena. N�o prendemos as pessoas erradas. Isso � em L.A.

Em L.A. d�o cabo de si e depois prendem-no. N�o fazemos isso aqui.

Lembra-se do ano passado? Qual era o nome daquele tipo que gravaram numa cassete?

Qual era? - King.

Ele era o tipo errado.

Tem uma testemunha? - N�o posso responder a isso.

Ou tem uma testemunha ou estes s�o suspeitos em homic�dos semelhantes.

J� foi � escola de detectives?

N�o, na verdade estamos a fazer um filme chamado "Lonely Room".

O Scott Glenn interpreta um detective como voc�.

� uma mulher negra? N�o me d�s de per�.

Na verdade estava a fazer a compara��o sem me basear na ra�a ou no sexo.

Falando nisso, sa�u com a June...

Qual � o nome daquela mulher? - Gudmundsdottir.

Como?

Quem... soletra.

G-U-D-M-U-N-D-S-D-O-T-T-l-R. - Assim j� ajuda.

Sa�u com a June... - Gudmundsdottir.

Sim, ela, ontem � noite? - Sim, sa�.

J� se conhecem h� muito tempo?

N�o. Falei com ela pela primeira vez na noite que o Kahane morreu.

Wow. Portanto n�o a conhecia antes. - N�o, n�o conhecia.

Conhecemo-nos pelo telefone. Come�amos a falar e as coisas prosseguiram.

Fodeu-a?

Que tipo de pergunta � essa? - Acho que � muito directa.

Fodeu-a?

N�o responderia a isso sem um advogado aqui...

... e pensando melhor, nem responderia na mesma.

Porque n�o pergunta ao seu amigo? Ele tem-me seguido. Talvez saiba.

Est� bem.

O Sr. Mill fodeu a June "Hutmahuter"? - N�o vi.

V�? Conseguiu escapar. - Que est� a insinuar?

N�o estou a insinuar nada. Perguntei-lhe uma quest�o directa. Fodeu-a?

J� disse que n�o responderia sem um advogado.

Porque est� a zangar-se? - Porque est� a ser mal educada.

Desculpe. Mas acho que � demasiado cedo para que ela ande a "divertir-se" consigo.

Sou um amigo dela.

Porque n�o lhe telefona? Tenho a certeza que ela ficaria feliz por saber deste terror...

... e dizer a si como ficamos amigos.

O que � isto, a merda do Ir�o? Desde quando � que o Estado...

... diz-nos quanto tempo e com quem podemos partilhar as nossas tristezas?

Ou acha que a June Gudmundsdottir...

... deve ter tratamento especial?

Porque est� a rir, foda-se? - � s� que...

Gostaria de falar com o meu advogado.

Um de n�s, um de n�s.

� altura de arranjar um bom advogado.

Tomei uma bebida com o tipo, Walter. S� isso.

Se foi at� Pasadena com inten��o de matar, pode ir parar � c�mara de g�s.

Fui a Pasadena com inten��o de contratar.

Isso � o que voc� diz.

O irm�os Schecter est�o aqui.

Griffin, n�o nos fa�as esperar.

Quem � este homem? - A ag�ncia de viagens telefonou.

Est�s confirmado. - Ag�ncia de viagens?

Vou para Puerto Vallarta.

Vai deixar o pa�s. - Pelo fim-de-semana.

� um risco. - Porqu�?

Porque o Larry Levy pode tomar conta do meu escrit�rio em tr�s dias.

Isso � que o Walter pensa. - Sabes de uma coisa que eu n�o sei?

Voc� � bem discreto. - Durmo de noite.

Voc� devia de gerir o est�dio. - Diga a um amigo.

Walter, � bem real.

Estamos cansados de misturar as coisas. Queremos o exclusivo de um est�dio.

Quanto fizeram os nossos �ltimos filmes? - 105 milh�es de d�lares.

Uns fazem melhor mas estamos sob or�amento. - Ele n�o est� a ouvir. Vamos � Columbia.

J� fomos � Columbia. - Oh, sim. O que disseram eles?

Hei, tenho o livro do Tom Wolfe.

Parab�ns.

Bonnie, faz com que ele feche neg�cio. Queremos uma casa.

Estamos cansados de comprar tudo.

Pensava que era assim que voc�s faziam neg�cios.

Mudamos de ideias.

Falo contigo mais tarde.

O Levison diz que vais sair da cidade amanh�.

Pelo fim-de-semana.

Vais com uma chamada June "qualquer coisa"?

Sim.

Levaste-a a uma festa com muitos dos meus melhores amigos.

Ela ficou recentemente vi�va.

N�o estavas na cidade, portanto levei ela.

E agora vais lev�-la ao M�xico pelo fim-de-semana.

Vamos sair. A m�e e o pai est�o a discutir. - Rapazes.

O vosso advogado que me telefone. Neg�cio feito.

Vamos embora antes que ele mude de ideias. - Temos testemunhas.

Faz uma boa viagem.

"M" O pior crime de sempre"

Trouxeste o teu passaporte?

Queres ouvir uma coisa engra�ada? Esqueci-me. - Temos de voltar e ir busc�-lo.

Sou t�o est�pido. Nunca conseguiremos apanhar outro avi�o. Raios!

Est� tudo bem. Tenho uma ideia melhor. Gostas do deserto?

Nunca estive num. - Conhe�o uma estalagem.

Vamos l�. S�o duas horas de carro. Conhe�o o pessoal. Telefono para l�.

Estamos a escondermo-nos?

Sim, estamos a escondermo-nos de toda a gente.

Vais gostar de l�. Vai-te lembrar da Isl�ndia.

Boa noite, Sr. M. J� est� reservado. Capone Villa. Sabe onde �.

Sim. Obrigado.

Olha! A �gua parece estar a evaporar-se.

Sai do ch�o assim.

N�o h� muitas pessoas por aqui.

Na verdade est�o esgotados.

H� 50 quartos, 100 pessoas. - Onde est�o?

Escondidas.

Senhor? - Duas �guas Cristalinas de Primavera, por favor.

Certo.

Lugares como este existem?

S� nos filmes.

Fala-me sobre os filmes que fazes.

Porqu�?

Porque quero saber o que fazes.

Eu oi�o a hist�rias e decido se podem ser adaptadas a filmes ou n�o.

Recebo 125 telefonemas num dia...

... e se deixar cair para 100...

... sei que n�o estou a fazer o meu trabalho.

Toda a gente que telefona quer saber uma coisa.

Querem que eu lhes diga sim e que fa�a os filmes deles.

Se disser que sim, pensam que o pr�ximo fim do ano...

... ser�o com eles e com o Jack Nicholson nas montanhas de Aspen.

� isso que pensam.

O problema � que s� posso dizer sim...

... e o meu est�dio s� pode dizer sim 12 vezes por ano.

E no total ouvimos mais ou menos umas 50,000 hist�rias por ano.

Portanto � dif�cl.

E acho que �s vezes n�o sou simp�tico...

... e fa�o inimigos.

Foi assim que me portei com o David.

Inimigo.

A hist�ria dele foi uma das 12? - N�o, n�o foi.

Porqu�?

Carecia de certos elementos que precisamos para que um filme tenha sucesso.

Que elementos?

Suspense, com�dia, viol�ncia...

... esperan�a, drama...

... nudez, sexo...

... fins felizes.

Principalmente fins felizes.

E a realidade?

N�o �s da Isl�ndia, pois n�o?

Eu disse isso?

Porque n�o me p�es no forno e v� se me derreto?

Amo-te.

Eu sei.

H� uma coisa que tens de saber, uma coisa que tenho de te dizer.

N�o faz mal. Nada pode mudar isso.

June, a morte do David. - Est� no passado.

N�o. � outra vida.

H� uma coisa que tens de saber.

N�o digas mais nada. N�o.

Fui o respons�vel. - Amo-te. N�o!

A culpa foi minha. - N�o digas isso.

N�o, n�o. Amo-te.

Sr. M., lamento perturbar-lhe. H� um telefonema para si e parece que � importante.

Quem �? - Dick Mellen. Diz que � seu advogado.

Dick, como me encontraste?

V� l�, com quem pensas que est�s a falar?

Sim. Que se passa?

O Levison est� fora. - Fora?

Est� a limpar o seu escrit�rio. - Quem vai gerir?

Nada foi decidido. S� sabemos que o Reggie Goldman foi para casa num fechar de olhos.

Estou em posi��o para...

Nada de pol�ticas de est�dio. Porque n�o me falaste deste neg�cio do Kahane?

Kahane? Tentei, mas...

N�o tentaste o suficiente.

� melhor estares na esta��o de pol�cia de Pasadena dentro de quatro horas.

Pasadena? Para qu�?

Para uma merda de participa��o. Devem ter uma testemunha ocular.

Encontrei-te um tipo. O nome dele � Gar Girard.

� um advogado criminal excelente. � forte, insistente.

N�o fales com mais ningu�m. Vai mas � para l�.

Estarei l�. - Este � um lixado. Boa sorte.

Sr. Mill, o est�dio est� muito zangado sobre a publicidade que isto poder� gerar.

Eu trato da imprensa, da pol�cia, do ju�z e da testemunha.

Obrigado por vir sem dar luta. � do seu melhor interesse.

Dormiu com esse fato? - Afaste-se dela. Ela � o inimigo.

Susan, diverti-me imenso. - N�o posso acreditar que te lembraste.

Sr. Mill, Gar Girard. Estou aqui para represent�-lo.

O Dick Mellen chamou-me para isto. A situa��o � a seguinte.

Eles t�m uma testemunha e querem que fa�a uma participa��o.

Se disser que n�o, v�o-lhe prender.

Mesmo se for identificado, pago a fian�a.

Esta testemunha vive do outro lado da rua desde o parque de estacionamento.

Mesmo se fizer uma identifica��o...

... uma identifica��o positiva, era muito escuro.

Quando acabar com ela, teremos uma nova lei por cegueira.

� exactamente como fazem na TV.

N�o se preocupe. Consegue v�-los, mas eles n�o conseguem v�-la.

Diga a verdade.

Vi-o claramente.

Diga l�.

N�mero um, uma passo � frente. Mova-se um quarto para a direita.

Esse �culos t�m prescri��o? - N�o podes perguntar-lhe isso.

� muito dif�cil, sabe. - Sim, eu sei.

N�o quereria escolher o errado. - N�o. Que Deus nos valha.

Leve o tempo que quiser. - Algu�m que lhe pare�a...

... vagamente familiar?

Bem, sabe...

Leve o tempo que quiser.

Isto n�o � f�cil. - Nunca �.

Estou a tentar. - Sim, leve o tempo que quiser.

E vi-o claramente.

Eu n�o... - Olhe bem. Veja bem.

J� vi. Estou a ver.

Huhm, posso ver o n�mero tr�s outra vez?

Chamem o n�mero tr�s. - Espere.

Posso... - Ela pode chamar os n�meros que quiser?

Desculpe, desculpe. - Obrigado.

Qual � o n�mero? N�mero cinco.

Susan, acho que ela pode chamar em quem ela est� interessada.

Tem raz�o. - N�o, o outro.

Aquele.

Qual?

N�o � o n�mero seis. - N�o � o n�mero seis.

Tr�s. - Que quer dizer com n�mero tr�s?

Acho que ela pode pedir quem quer ver.

Espere. Qual � o n�mero que quer ver? - Ele.

� ele! Juro pela alma de minha m�e.

N�mero tr�s.

N�mero tr�s? - N�mero tr�s.

N�mero tr�s pela alma da m�e dela.

Ouvimos o que ela disse.

Sim, parece que sim.

Tire-os dali. - N�mero tr�s. Obrigado.

Minha senhora, posso ser franca? Onde diabos est� a alma da sua m�e?

Vamos sair daqui.

N�o sei quem foi buscar aquela testemunha. Ela complicou o meu caso ao escolher aquele pol�cia.

� um homem com sorte, Sr. Mill. Raios, nada de embustes outra vez!

N�o se pode confiar em testemunhas. Lembra-se de "Witness for the Prosecution"?

Marlene Dietrich e Tyrone Power?

� livre como um p�ssaro. Nada de testemunhas, nem de crime.

Aquela Avery pensa que escapou com homic�do.

Toda a gente pensa, Sr. Mill.

Um Ano Depois

Pai Nosso que est�is no c�u...

... santificado seja o Vosso nome.

Venha a n�s o Vosso reino, Seja feita a Vossa vontade, assim...

... na terra como no c�u.

O p�o nosso de cada dia nos dai hoje...

... e perdoai as nossas ofensas...

Voc� fez um filme excelente. Est� perfeito.

� tempo de �scares, Larry.

O qu�?

Demasiado tarde. Anda.

Para tr�s!

Porque demoraste tanto? - O tr�nsito estava uma merda.

� fant�stico. - O p�blico vai adorar.

Acabaste de te vender!

Como � poss�vel teres-te deixado vender? E a verdade? Realidade?

E o fim antigo que foi testado em Canoga Park?

Toda a gente odiou. Voltamos a filmar, agora toda a gente adora.

Isso � a realidade. - Mas tinhas um fim que era verdadeiro.

Quem � esta pessoa?

Ela n�o sabe nada sobre trabalhar com adultos?

Bonnie, raios. Isto � um �xito. � para isso que estamos aqui.

N�o tinha de acabar assim.

Quero-te fora daqui. - Bem pensado, Larry.

Est�s a exagerar, Larry.

Bonnie, est�s despedida.

Vai-te foder!

� preciso mais do que m� l�ngua para ter sucesso neste trabalho.

A campanha.

� muito importante. Tenho de falar com ele.

Est� muito ocupado. - Por favor?

Sou eu, Bonnie. Somos amigas.

N�o percebes. N�o sou s� eu, � tamb�m o trabalho.

Por favor? Por favor?

Est� bem. Vou tentar. Est� bem?

Walter, p�ra com isso!

Griffin, � a Bonnie.

Ela est� aqui.

O Levy despediu-a? - Sim, senhor, parece que sim.

N�o posso v�-la agora.

Prometi que chegava a casa cedo.

Diz-lhe que depois falo com ela.

Tira os teus p�s da merda da poltrona. - Diga voc� mesmo.

Sim. Pode esperar, por favor? Griffin, � o Larry Levy...

Por favor! Griffin, por favor, podemos falar sobre isso?

Bonnie, eu sei que vais acabar por acordar.

� do escrit�rio do Larry Levy. Ele diz que � muito importante.

D� uma pausa, e depois transfere-a para o telefone do carro.

Sim? - O Larry Levy est� em linha.

Como correu o teste? Como est� o meu fim?

Fant�stico! Resultou muito bem. � por isso que vais ganhar a grande massa.

Sim. P�ra de dar-me graxa. O que queres? Isto n�o pode esperar?

Acho que � melhor n�o. Isto � bom. Devias de ouvir a ideia deste escritor.

Dever�amos apostar nesta grande ideia. - Quem � o escritor?

Vou coloc�-lo no amplificador. Espera.

Ol�, Griff. Lembra-se de mim? Sou o imbecil que enviava aqueles postais.

Voc�. - O rei do suspense. Voc� lembra-se.

J� me tinha esquecido de si.

Tenho estado ocupado a escrever um argumento. - D�-lhe a ideia.

Vais adorar isto. � excelente!

� uma hist�ria de Hollywood, um thriller � maneira.

� sobre um merdas de um produtor, um executivo de est�dio...

... que mata um escritor que pensa que lhe estava a amea�ar.

O problema � que, ele mata o escritor errado.

Depois tem de lidar com subornos e com a b�fia.

Mas, aqui est� o ponto alto. O filho da m�e escapa.

Larry, sai do amplificador. Quero falar com ele em privado.

Claro. Este � um vencedor.

Ele escapa? - Claro.

Um fim � Hollywood.

Ele casa com a gaja do escritor morto e vivem felizes para sempre.

Pode garantir esse fim? - Se o pre�o for certo, sem problema.

Se me garantir esse fim, neg�cio fechado. - Garanto.

Que nome d� a esta coisa? - "O Jogador".

"O Jogador".

Agrada-me.

Agrada-me.

Porque demoraste tanto?

O tr�nsito estava uma merda.

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