All language subtitles for PLOEY.You.Never.Fly.Alone.2018.BDRip.XviD.AC3-EVO

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Original subtitles

- Olha, querida! Estamos a chegar. - Querido, estamos de volta.

Sobrevivemos a mais uma viagem.

Relaxa! Quando todos estão em segurança, tudo está bem.

Segunda descida, às vossas posições. Terra à vista, chegada prevista às 12h00.

Caminho livre.

- Lá vêm eles outra vez na primavera. - Cuidado! Não são pássaros de confiança.

Preparam-se para ficar e assentar com os filhos.

Porque é que eles não nos deixam em paz?

Porque são parvos.

Todas as primaveras eles voam milhares de quilómetros para cá, só para nos irritar.

Estão mais próximos de ficar na lista do menu como ia-nos acontecendo.

Pois, o Shadow deve estar esfomeado depois de mais um Inverno rigoroso.

Que a caça comece!

Prepara o isco.

Preparem-se para descer dentro de um minuto.

Afirmativo.

Estamos quase em casa, malta. Ainda temos a proteção do Sterna.

O Shadow está de certeza à espera.

Estejam prontos ao meu sinal.

Shadow!

Ei, amigo.

Gostava de ajudar, mas tenho uma dor no joelho e desloquei a asa. Vê só!

Por favor, não me obrigues a fazer isto. Não...

Skua, és o melhor isco que alguma vez tive.

- O melhor? - É claro. Vamos lá!

Sterna?

Aqueles pássaros coitados? Não sou capaz.

- Eles voam sempre para o seu destino. - Este é o plano.

Certifica-te que o Sterna segue-te, vira para oeste e voa pelo vento.

- Como de costume. - Mas...

- Os pássaros e o meu amigo? - Skua, meu querido.

Aqui o teu amiguinho não está em segurança.

A primavera está no ar, Skua!

Sam! Sam! 10 horas.

Apanhem-no!

Não atrapalhar!

Ele está sempre a atrapalhar.

Nesta primavera nenhum deles vai sobreviver.

O Sterna. Eles estão a seguir o isco.

Fiquem calmos! Lembrem-se do nosso treino.

Quando eu disser...

Agora, dividem-se!

- Não vai partilhar, não é? - Ele nunca o faz.

Eles estão a vir. Esconde-te! Foge!

- Esconde-te! - Fui atingido.

Precisamos de tomar o controlo da situação.

Sim, odeio este tipo de coisas na Primavera.

- Conseguimos. - Nem todos.

Não te sintas culpado. Ele podia ter-nos seguido e tu sabes disso.

Exatamente onde o deixamos.

Temos muitas coisas para para fazer nesta primavera.

Que tal jantarmos primeiro? E dançarmos?

Eu já disse não alguma vez?

PLOEY - NUNCA VOAS SOZINHO Tradução de Raquel Rosa

Está uma linda manhã de Verão e o trânsito aéreo está calmo.

Sem acidentes a registar de momento.

Quando estiver por aí à busca de comida para os seus filhos ou em casa a alimentá-los,

nós sintonizamos música para si.

- Anda cá, meu querido Ploey. - Bem-vindo ao mundo, filho.

Mamã? Papá?

Filho, hoje aprendemos a procurar comida.

Um dia ele é um ovo e depois está por aí a caçar as suas próprias minhocas.

O tempo passa tão depressa.

Olha, papá! Olha para eles!

Eu sou um Sterna. Atacar! Atacar!

Sou um cisne.

O passarinho está a vir. Tem cuidado com ele.

Vais voar como um Tarambola, quando formos para o Grande Oceano no sul.

- Vais voar mesmo ao meu lado. - Mas porque temos de deixar a nossa casa?

- Aqui tudo é perfeito. - Ploey, isto é a nossa casa no Verão.

O Inverno é rigoroso com neve e frio. Mas quando acabar estarás pronto para voar.

Mal posso esperar para praticar o meu voo.

Não precisas de praticar. És um Tarambola.

Vais começar a voar por ti mesmo quando chegar a altura certa.

Mas pela sobrevivência... Terás que praticar.

Vou ser o líder igual a ti, papá. E o primeiro Tarambola alguma vez visto.

Sendo assim, é melhor começarmos com a aula de forrageamento.

Muito bem, malta. Vamos lá aquecer.

Abram os pulmões, continuem a respirar, não retenham a respiração.

Não segurem a respiração!

Tentem não mover os pulmões enquanto respiram.

- Continuem! - 1,2,3...

- Oh, o gato! - Para o telhado.

- Lá vamos nós ao mesmo. - Ele não vai conseguir.

- Pois claro que não. - Achas que vai conseguir?

- Nunca se sabe. - Talvez.

- O que faz este gato outra vez aqui dentro. - Mãe, podemos mantê-lo numa caixa.

- Que tal estive? - Muito bem.

- Foi rápido. - És muito rápido.

- Ainda não tão rápido. - Sim, concordo.

No lago vais agitar a água com teu bico e esperar que os insetos se mexam.

Eu sou a Ploveria. Quem és tu?

- Eu sou o Ploey. - Que nome bonito.

- Como respiras dentro de água? - Estou aqui, tonto.

Eu já sabia.

- Olá. - Olá

Acho que o Ploey está encantado, e não é por causa da abelha.

Vou ser o primeiro Tarambola mais rápido de todos os tempos.

- A sério? Eu vou ser a líder. - Nunca.

Apanha-me se conseguires!

É melhor eu ir andando. Esta noite estou de vigia.

Tem cuidado, querido.

- Quem está aí? - Um amigo.

Um amigo? Tu és o isco do Shadow. O que estás a fazer aqui?

Estou aqui para avisar-te...

- Todos vocês. - Estou avisar-te.

Vou chamar o Sterna e dizes que não voltas a incomodar-nos.

Eu sou vegano, sabes? Cogumelos, sementes...

Este tipo de coisas.

A menos que ela tenha um ovo a mais. É claro que não tem.

- Percebe uma coisa. - O Shadow prepara um ataque.

- Quando? - Muito em breve.

- Estás contra o Shadow. - Estou farto.

Vou esconder-me no Paraíso.

No vale, há um lugar mais seguro do que este?

O vale é para os covardes.

Sim, mas prefiro viver no meio dos covardes do que passar mais um dia aqui.

- Papá? - Ploey! O que fazes aqui?

- Quando acordei não te vi. - É o teu filho?

Que fofo!

- Olá, miúdo. - É melhor ires embora.

E Skua... Obrigado.

Vamos pôr-te a dormir antes que a tua mãe acorde.

Papá? O que é um Covarde?

Bem, há dois tipos de pássaros, filho.

Aqueles que voam para o sul no Outono como nós e aqueles que não têm coragem.

Sobrevivem no Inverno escondidos algures nas montanhas do vale. Estes são Covardes.

Mas um Tarambola é corajoso, certo pai?

Sim, somos mesmo.

Apanha-me se conseguires.

Despachem-se! Não se atrasem para a escola de voo.

Quando o Shadow aparecer vou fazê-lo vir atrás de mim até aqui.

Ao meu sinal, vocês levantam a rede e apanham-no.

E depois, serei lembrado por isso.

Vão-se lá embora. Tenham um bom dia.

Olá, Ploveria.

- Quem és tu? - Eu sou o Ploey.

Ele é o meu colega de voo.

Essa foi boa.

- Estás a falar a sério. - É claro que estou.

Este tipo?

Ouçam! Vou fazer isto da maneira simples.

Ou aprendem a voar...

Ou adeusinho.

As vossas asas sabem como fazê-lo e a vossa cauda também.

Mas vocês têm que deixar isso acontecer.

Vamos começar. O primeiro grupo.

Vão voar na pedra do Voo.

Mexam-se! Mexam-se!

Ploey, é divertido. É ótimo.

O próximo grupo. Mexam-se.

É o Shadow. Avisem os outros.

Protejam as mães e os filhotes. E preparem a rede.

Medo.

Este é o som que eu gosto.

Ploey?

Estou a voar. Estou mesmo a...

Não!

Socorro! Socorro!

Larga o meu filho, seu monstro.

- Papá! - Ploey!

Papá!

Não.

Papá?

Ele não come e nem fala.

Tens que comer, Ploey.

Recupera as tuas forças.

Assim podemos voar para Sul.

Querias ser o líder, lembras-te? Igual ao teu pai.

- Não me parece. - Vamos lá, Ploey.

Vamos deixar o teu pai orgulhoso.

- Apanha-me se conseguires. - Não me apetece jogar.

- E que tal voar? - Acho que voar não é uma boa ideia.

Pode colocar-nos em perigo.

Mas para sobrevivermos, temos que voar.

- Não sou capaz. - Já fizeste isso, Ploey.

Tu consegues fazê-lo outra vez.

Ploey, salta!

Voa!

Voa! Voa!

Não! Ploey!

Ploey!

Não, não. O meu Ploey não...

- Para o telhado. - Para o telhado.

Céus, aquele gato desgraçado nunca desiste.

- Nunca desiste. - Nunca aprende.

É muito parvo.

Outra vez não. Tira este gato da cadeira.

- Mãe, podemos ficar com ele? - Nem pensar.

- Por favor. - Não.

- Por favor. - Já chega.

- Por favor. - Lá vem ele.

A previsão do tempo não é boa. O Outono já chegou.

Ventos fortes aproximam-se. Senhoras e senhores, está na hora de voarem para o Sul.

Não estás animada por voar para o Sul?

As árvores, as pinhas...

- Porque estás tão triste. - Não é da tua conta.

Está na altura de enfrentar a realidade. Ele desapareceu.

Como te atreves. Se pudesse carregava-o nas minhas costas.

- Desculpa, eu... - Deixa-me em paz.

Ploveria! Ploveria!

Estou aqui. Não me deixes.

Mãe! Mãe, Olha! Sou eu.

Fica longe de mim!

Boa!

Estou aqui. Não me deixem.

Mamã! Ploveria!

Mamã! Ploveria!

Não me deixem aqui.

Mamã! Estou aqui. Estou vivo.

Ploveria! Espera por mim. Espera!

Vou ver-te outra vez, Ploveria.

Prometo.

E agora, papá?

Não! Papá!

- Não é o isco do gato? - É sim.

- Uma ajudinha? - Parece que sim.

Ele precisa mesmo.

- Quando é que vais embora? - Ir embora?

- Tu é um Tarambola, certo? - Ele é um Tarambola.

Os Tarambola não sobrevivem ao Inverno daqui.

Nem pensar.

Bem, este Tarambola decidiu esperar para variar.

Malta, o Inverno não está assim tão rigoroso, não falta comida por aí.

- Esta é a última oportunidade de roubar. - A loja fecha para o vencedor.

- Sim. - É verdade.

- Há minutos havia lixo aqui. - Tinha miolo de maçã.

Sem dúvida.

- Admiro a nutrição da ração. - Adoro ração.

O sabor é péssimo, mas parece ser nutricional.

- É mau, mas bom. - Este lugar chamado o vale do paraíso.

- Sabem onde fica? - Sim, mas é um voo longo.

- Muito longo. - Não tanto assim.

- Não é longo. - Não demora muito.

- Muito longo. - Sim.

- Vou a pé. - A pé?

- Caminhar até ao vale do paraíso? - Não podes ir a pé.

Como vou para lá?

Primeiro, vais para norte por esta montanha.

Sim, é uma montanha. Bem, no topo da montanha vais ver uma colina.

- Segue em frente e vira para Norte. - Norte.

- Até veres este grande... - Bem, é muito grande.

- Tens que escalar. - Sim, escalar.

- Em seguida vira para Oeste, continuando. - Até veres este grande...

- Grande. - É muito grande.

- Muito grande. - É enorme.

É um pico muito alto.

- E por detrás vais encontrar o vale... - ... do paraíso. Não podes falhar.

- Nem sabemos o nome dele. - Não sabemos.

- Será que não? - Sabemos?

- Sim. - Qual é?

Ploey.

Sim, nem sabíamos que o nome do Ploey era Ploey.

Não sabíamos. Sabíamos?

Skua? Aqui!

Skua? Skua?

Arruinaste a minha fisgada.

Desculpe. Arruinei o quê?

A minha fisgada. Esperei a manhã toda, ele vem quase do nada e depois apareces tu.

Deixe-me ir! Deixe-me ir!

Quem és tu?

És um Tarambola.

- Porque não voaste para o Sul? - Fui deixado para trás.

Imagino porquê.

Por outro lado, miúdo...

Aprendeste uma grande lição de vida.

Ninguém quer saber.

- Tens que seguir em frente sozinho. - Eu já estava sozinho. Estou bem, obrigado.

A sério?

Para onde vais para estares aqui na montanha?

Para o vale do paraíso.

Um bando de falhados.

Encaixa-te perfeitamente.

Não sabes voar.

Foi por isso que ficaste para trás, certo?

Eu consigo voar. Quando aqueço.

Boa sorte e tem uma boa vida.

Até mesmo conhecer estas coisas novas.

Não quero aqui pássaros. Como te atreves a invadir a minha privacidade.

Eu não sabia que estavas aí. És praticamente invisível.

Pensei que fosses um manto de neve.

Eu sou um manto de neve? Isto chama-se água fria.

Vocês Tarambolas, não sabem nada sobre o Inverno, não é?

Mas nós Tarambolas, temos maneiras e tem um bom dia.

Antes de ires, estás a ver isto. Chama-se camuflagem.

Devias cobrir-te com isto, ou o Shadow vai ver as tuas penas à distância.

O Shadow vai encontrá-lo a milhas de distância.

Ouve, miúdo. Se me fizeres um pequeno favor,

eu levo-te em segurança até ao vale do paraíso.

- O que te parece? - Que tipo de favor?

Digo-te quando chegarmos ao topo da montanha.

Vamos lá! Toca andar!

- Obrigado, Sr.Tomangon. - Chamo-me Giron.

- Sr. Giron. - Não, não. Só Giron.

- Isso basta. - Eu sou o Ploey.

Ploey, o Tarambola. Muito original.

- Não, é um nome muito comum. - Se estás a dizer.

A raposa.

É melhor ficarmos longe dele.

Tem muito cuidado quando deixares os teus excrementos, certo?

Tenho sempre cuidado. O meu pai ensinou-me...

Gostas disso. São de um Bang Bang.

Um humano fez-me isto com o seu bastão Bang Bang.

Mas dei um jeito. Deixei-o com fome.

- Também enganei-o muito bem. - Olha!

- Que linda concha! - É o meu reforço.

O único amigo que tenho neste mundo miserável.

- O teu amigo é uma concha? - Não entendes.

Aqui está o que eu quero que vejas.

A armadilha.

E uma vez o Shadow caiu na armadilha e eu usei as reservas.

Tudo o que preciso é de um isco.

- O quê? - Tu sabes.

Algo que o Shadow quer muito.

Ou alguém.

Não, não, não. Não vou ser o teu isco.

- É simples. - Não.

Assim que ele cair na armadilha, tu foges.

- Não! - Fizemos um acordo.

Eu não quero ser comido pelo pelo Shadow. Não me parece.

- Sim, temos um acordo. - Não temos nada.

Tudo bem, se quiseres viajar sozinho até ao teu vale pateta, força.

- Ótimo. - Ótimo.

Ei, Giron! Estou a congelar.

Vou caminhar um pouco.

Giron?

Dorme bem, rabugento!

De todos, o Shadow é aquele que cai sempre na armadilha.

Socorro! Ajudem-me!

Está aí alguém?

Estou aqui. Preciso de ajuda.

Olá.

Vim para aqui e acabei por ficar preso.

Será que podias passar-me aquele ramo?

É claro, Sr.

Tinha quase a certeza que o gelo era um lugar seguro.

Estás a ir muito bem.

Toma.

Obrigado, meu amigo. Grazie mille.

Não te esquecerei. A minha família está em dívida contigo.

Tenho que ir agora. Ciao, ciao, ciao!

Adeus!

Oh, não!

Ele pediu ajuda. Não podia recusar.

- Quem pediu ajuda? - Um ratinho.

Salvaste um rato. É ridículo.

Onde estava o rato quando entraste na água?

Estava lá nas colinas, não foi? Surpresa, surpresa.

Ele precisava de ajuda. O que significa...

Significa que és um trouxa.

Eu já te disse, ninguém quer saber.

Aqui estás sozinho. Nunca te esqueças disso.

Certo, eu percebo.

Arruinaste a minha armadilha.

Não cumpriste com a tua promessa. E agora queres que sinta pena de ti.

Lembra-te da regra nº1 de Inverno.

Mantém as penas secas.

- Tenta aquecer-te. - Obrigado, Giron.

Pois, pois. Não precisas de agradecer.

É melhor encontramos um abrigo para esta noite.

E algo para comermos.

Eles sabem bem.

Ao início os meus filhos também não gostavam.

Mas...

Deixa para lá.

Os teus filhos?

Onde estão?

Eu deixei o ninho para caçar os melhores pássaros.

Eu vi o Shadow aproximar-se.

Levei tempo para atacá-lo, mas ele atacou-me primeiro.

Na altura de voltar para o ninho...

Eles já não estavam lá.

Sabes, eu devia ter sido o isco e ter salvo a minha família.

Bem...

Alguém não chegou a tempo, não foi?

Mas um dia...

Um dia.. eu vou vingar-me.

O Shadow também matou o meu pai.

Perguntaste onde eles estão. A minha querida esposa e os meus filhos.

Eles estão mesmo ali.

São lindos.

Por causa deles eu nunca voo sozinho.

As pessoas que amaste ou que já partiram...

Estão no céu a olhar por ti.

- O meu pai está ali? - Sim, ele está.

Qualquer um deles, estão todos a olhar por ti, Ploey.

Há uma pessoa que gostava ver e ela está viva.

Tomara que sim.

- "Ela"? - A Ploveria.

Tenho que sobreviver, Giron. Tenho de vê-la outra vez.

É esse o espírito.

E amanhã estaremos no vale do paraíso.

Tenta descansar um pouco.

Não! Não! Giron!

Céus!

Giron!

Giron, onde estás?

Ciao!

- Olha só, é o meu salvador. - Ratinho?

- Este é o... - Sou o Ploey.

Ploey! Bello, lindo nome.

A minha família quer agradecer-te por teres salvo a minha vida.

- Olá, Ploey! - Ratinho?

A raposa.

Estás a falar da raposa.

Quem está pronto para divertir-se?

Diversão?

Olá, bem-vindos.

Vou mostrar-vos o truque para a preparação da presa.

É um pássaro de muito peso.

Por isso devem escolher a presa certa. E depois esta escolha é muito importante.

O que vou fazer é usar um pouco destas plantas aqui e esmagá-las.

E usá-las para massagear o pássaro.

Cheira tão bem.

O que gosto mesmo é de enterrar o pássaro durante umas horas

para o cheiro ficar entranhado...

Acho que falei de mais.

Estou a preparar uma refeição.

Na verdade dá para os dois.

Giron! Sou eu. Vamos lá! Acorda!

Tens que me ajudar, está bem?

- Estou acabado. - Para com isto.

Anda lá! Toca andar daqui para fora. Nada de desculpas, seu pássaro.

Mais um para eu comer.

Um rato suculento do lixo.

Oh, não.

Vamos continuar por aí.

Boa sorte para ti e para o teu amigo, ciao, ciao!

- Preciso de descansar. - Toma, perdeste isto.

Tinhas razão. Funciona como magia.

Assim que assoprei os ratos apareceram.

Fui salvo por ratos.

Que humilhação!

- Continua sem mim. - Não, não vou deixar-te.

Posso encontrar comida para ficares melhor.

Muito bem.

Preciso de dormir.

Tem cuidado.

Eu vou...

Giron?

Giron!

Vou encontrar-te quando o tempo melhorar.

Vou mesmo.

- Tens novidades do vale do paraíso? - Não.

- Como? Quão inútil és tu? - Mas tenho procurado há anos.

- Volta lá e caça, outra vez. - Eu também tenho fome.

Tenho frio, estou cansado e triste.

Estou sozinho.

Não estarias sozinho se tivesses apanhado Tarambolas suficientes no ano passado.

- Estaria tudo bem. - A Primavera vai chegar, querida.

E na Primavera vamos caçar milhares de Tarambolas.

E depois nenhum deles sobreviverá.

- Não estamos sozinhos. - Não estamos sozinhos.

Tu! Eu lembro-me de ti.

O pequeno Tarambola que desapareceu.

Uma vez.

Um pequeno sabor da Primavera para saciar a minha fome.

Até a tua família e amigos chegarem do Sul e acabarem na minha boca.

Se me comeres, estás a comer um Tarambola feliz,

mas o teu tormento nunca desaparecerá.

Como te atreves.

Seu monstro!

Larga-o!

- Fá-lo! - Eu... Não consigo.

Anda lá! Faz!

Oh, Giron!

Estás ferido?

Acho que posso culpar-me por isso.

Arriscando a minha vida.

Ali está a minha esposa e os meus filhos.

Eles vão guiar-te até ao vale do paraíso.

Giron? Giron?

Adeus, meu amigo.

Vou dormir um pouco.

- Querida, o que se passa? - Estou triste.

Não consigo evitar.

Eu sei que o Ploey partiu o teu coração, mas ele morreu.

Não, estou vivo. Estou aqui.

Quero dar-te tempo para superares isto, mas tenho contido os meus sentimentos.

O meu coração está cheio de amor para te oferecer.

Ela é minha. Deixa-a em paz.

Sloey! És tão forte. És a minha estrela.

Eu amo-te! Eu amo-te!

Ainda estou vivo e ela é minha.

Ali está ele. O vale do paraíso.

Ploveria, desculpa.

Tens que pôr as cebolas primeiro. Depois disso, ele coloca os alhos...

É o veado.

Quem é que vem com ele?

É um Tarambola. Já o vi.

Ploey, ele salvou a minha vida.

Onde o encontraste?

Primeiro, ouvi a concha do Giron. E eu pensei...

E deparei-me com este Tarambola.

E eu pensei...

E depois pensei...

Temos que fazer alguma coisa, meu.

Ele parece estar morto.

Vamos dar-lhe um banho de água quente.

Oh, valha-me Deus. Não aguento isto.

- Se calhar um cogumelo será o suficiente. - Está envenenado.

Aprendi a fazer salvamentos.

1,2,3... 1,2,3...

Bem...

Acho melhor enterrá-lo.

- Ploey! - Ratinho?

- Bem-vindo ao vale do paraíso. - Bem-vindo.

Bem-vindo.

Trabalhamos num Barry de verdade. Vamos fazer um bolo.

- Vamos pôr a panela ao lume. - Não aguento isto. Estou muito feliz.

O que aconteceu com o Giron?

Ele lutou contra o Shadow e perdeu.

Mas sobreviveste e chegaste mesmo a tempo para a nossa celebração.

- O que vão celebrar? - O teu... Regresso.

É primavera!

Como assim Primavera?

Amanhã de manhã o sol vai nascer mesmo atrás do topo deste monte.

O sinal de chegada da Primavera.

Mas... Eles vão voltar.

O Shadow vai atacar a minha família e os meus amigos.

Ele faz isto todas as Primaveras, Ploey.

Ninguém consegue detê-lo.

- Mas... E a Ploveria? - Eles têm que olhar por si.

Deves estar feliz por estares vivo, chegaste aqui onde estarás a salvo

com a melhor companhia de todas.

Anda lá, está na hora da festa.

Não me apetece festejar.

Tens saudades de um pássaro, não é?

Ela acha que estou morto.

Ela escolheu outra pessoa.

Se as minhas asas são inúteis, ficarei longe dela.

O Shadow vai apanhar-te em pouco tempo.

- O que terias feito? - Teria salvo a vida dela.

Isto é amor verdadeiro.

Só um verdadeiro amor pode fazer-te voar, segundo sei.

A escolha é tua, Ploey.

Ficar aqui em segurança ou conquistar o teu verdadeiro amor.

Onde está o nosso amigo?

- Vejam! - O que ele está a fazer?

- Ele enlouqueceu. - Vamos salvá-lo.

Ele está a fazer o que eu disse. O mais importante é que ele ouviu.

Quem vem comigo salvar a Ploveria e derrotar o Shadow uma vez por todas?

Vamos lá! Cisne.

Ratinho.

Ouve! Faz a escolha certa. Aqui estás em segurança.

E este é o lugar perfeito para covardes como nós, certo?

Bravo! Só saio de lá honrado como um herói.

- Isso mesmo, meu rapaz. - Ótimo.

Vamos usar a armadilha e depois os explosivos, voltem aqui!

- Giron! - Ploey!

Estás a voar.

- Serei o teu isco. - É esse o espírito.

- Devíamos voar lado a lado. - Volta para o teu lugar, Sloey.

- É... - É uma ordem.

Claro.

Finalmente, os pássaros adoráveis.

Oh, não. Não, não, não.

Sloey! Fica em linha.

Dividem-se! Dividem-se!

É o meu Ploey. É o meu Ploey.

Ploey? Cuidado!

Estou aqui.

Oh, não! É uma armadilha.

Anda cá, gatinho.

Tentei dizer-te que era uma armadilha.

- Ploey! Conseguiste em cheio, voaste. - Giron! Seu grande...

Trá-lo cá!

Ele precisa de ajuda.

Apanha-me se conseguires.

Muito bem, pequenotes. Maravilhoso!

Então, sobreviveste no Inverno?

- Como foi? - Frio.

- E no Sul? - Quente.

Meu Ploey, estou tão orgulhosa de ti.

E eu sei que o teu pai também estaria orgulhoso.

Para onde vais?

Vou voltar para onde eu pertenço.

Posso ir contigo?

Não.

Agora, vai ter com ela antes que seja tarde.

Acho que encontraste outra pessoa desde que pensaste que estava morto.

Quero dizer, eu percebo. Seja como for.

Só queria dizer olá, estou feliz por estares de volta.

E eu desejo-te tudo de bom.

Ploey! Não me faças voar sozinha.

Finalmente aprendeste a voar.

Então, apanha-me se conseguires.

Este é o meu rapaz.

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