All language subtitles for The Scarlet Pimpernel (1982) DVDRip Oldies

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Original subtitles

Os antigos Duque e Duquesa de Grenoble.

L� est�o eles!

O antigo Bispo de Arles.

O PIMPINELA ESCARLATE

baseado nos romances "O Pimpinela Escarlate"

e "El Dorado", da Baronesa Orczy

Paris, 1792. Come�a o Terror

Pai nosso que estais no c�u

Morte aos aristocratas!

Morte aos aristos!

Vida longa � Rep�blica!

Vida longa � Rep�blica.

Ei, o que � isso? Voc� j� pegou os seus.

Esses est�o vazios, Cidad�o.

Voc� n�o negaria a um homem sua justa parte, negaria?

Est� bem.

Eia!

O antigo Conde de Beaulier, e fam�lia.

A� est�o eles!

Eu lhe imploro, Monsieur.

N�o tema, meu filho.

Se voc�s olharem as passagens que eu marquei,

seus esp�ritos ser�o elevados.

N�o � por mim que temo, Padre,

mas por minha esposa e pelo menino.

Eles n�o fizeram nada!

Eles s�o inocentes!

Inocentes? H�!

Mostre-me um aristo inocente

e voc� pode cuspir em minha face.

Certamente a crian�a � jovem demais para morrer.

Mesmo assim, ele viver�... pela clem�ncia de Nosso Senhor.

Olhe aqui, meu filho.

Leve-os embora!

O antigo Marqu�s Cetterais.

L� est� ele!

N�s viemos ajud�-los.

R�pido.

Seja corajoso, meu querido.

Voc� a�!

Sargento Bibot.

Sim, senhor.

O Conde de Beaulier e sua fam�lia escaparam da Pris�o do Templo.

Acabamos de receber a informa��o de que o Pimpinela Escarlate

estava � solta na cidade.

� poss�vel que ele tente escamote�-los para fora do pa�s

atrav�s desse port�o, ou por um dos outros.

Fique alerta, e mantenha os olhos abertos.

Muito bem, rapazes.

Revistem toda carruagem que vier por aqui.

Muito bem, vejamos os seus documentos.

Oh, est� tudo em ordem, Sargento.

Deixe-me olhar dentro desses caix�es.

O qu�, abrir os caix�es?

Voc� me ouviu.

Est� bem.

Voc� a�! Fa�a o que ele diz.

Melhor ficar avisado, sargento...

... o trabalho de Madame La Guillotine n�o � uma vis�o bonita.

Uh... veja por si mesmo,

se tiver est�mago para isso.

Pegue de volta!

Qual o problema, Sargento? Ele deve ter sido muito mau.

Saia daqui! Va! Abram caminho!

Os outros dois s�o ainda mais bonitos!

Saia daqui. Va!

Ora, ora.

Voc� n�o sabe o que est� perdendo.

Saia!

Certo, certo.

Abra os port�es! Va em frente.

Do que voc� est� rindo?

Minha querida.

Quem � esse homem que tanto arrisca por n�s?

Esse, senhor, � o Pimpinela Escarlate.

Em uma hora,

esta �rea ficar� apinhada de soldados.

Se Deus quiser, voc�s chegar�o � costa

antes que eles os apanhem.

Conhece o local de encontro?

O mesmo?

O mesmo.

Meu navio est� esperando para lev�-los � Inglaterra.

Agora, v�o depressa.

Boa viagem!

E quanto a voc�, Percy?

Eu volto a Paris

mas verei voc�s em breve.

Certo.

"O Pimpinela Escarlate", por Sir Percival Blakeney, Baronete.

They seek him here, [Eles o procuram aqui,]

they seek him there, [eles o procuram ali,]

those frenchies seek him everywhere. [esses franceses o procuram em toda parte.]

Is he in heaven? [Estar� ele no c�u?]

Or is he in hell, [Ou estar� no inferno,]

that damned, [aquele maldito,]

elusive [elusivo]

Pimpernel? [Pimpinela?]

Oh, conte-nos mais sobre o Pimpinela Escarlate, Sir Percy.

Toda Paris est� falando a respeito dele.

N�o h� nada mais para contar, minha querida Suzanne,

exceto que ele e seu bando de amigos

juraram salvar tantos quantos puderem

de Madame La Guillotine.

Diga-nos, ao menos, quem � ele.

Me afoguem, Mademoiselle, se sei. Brindariam ao meu nome em toda Londres! N�o �?

Parece

que isso

� um mist�rio.

O que � exatamente uma pimpinela escarlate, Sir Percy?

Nada mais do que uma humilde flor � beira do caminho.

E muito comum, na verdade.

De qualquer modo, o que � um nome?

Certamente, as fa�anhas de um homem falam por si mesmas.

Eu s� queria que existissem mais homens como ele.

Ora essa, minha querida, um s� � o bastante.

Esse companheiro j� tornou a vida altamente inconveniente

para o resto de n�s.

Inconveniente?

Sim, Madame, sem d�vida.

Por causa desse camarada, o Pimpinela...

seus guardas revolucion�rios suspeitam de qualquer um que

parece ou at� soe, ainda que remotamente, com um ingl�s.

Me afoguem...

... mas toda essa sua revolu��o � monstruosamente intoler�vel.

Por favor, n�o nos credite essa loucura.

A Revolu��o, em si, pode ter come�ado como um nobre empreendimento.

Isso...

Mesmo assim, n�s a trazemos em n�s mesmos, papa...

... n�s, a aristocracia francesa,

com toda nossa arrog�ncia e excessos.

Sinto que minha filha faz � nossa classe uma injusti�a.

N�s somos, na maioria, homens decentes, totalmente inocentes.

Uns poucos, somente, s�o culpados de s�rios crimes.

Ainda assim, o inocente est� sendo arrastado junto com o culpado.

E nenhuma raz�o � dada ou considerada necess�ria.

Nosso mundo est� uma bagun�a, Sir Percy.

Porque ent�o n�s olhamos para o outro lado,

e fingimos que nada est� acontecendo?

Enquanto homens corajosos, como esse Pimpinela Escarlate,

faz o nosso trabalho, por n�s?

S� hoje, por exemplo,

nossos amigos, o Conde e a Condessa de Beaulieu,

assim como seu �nico filho...

n�o... n�o os Beaulieu...

Acalme-se, minha querida,

todos os tr�s foram salvos no �ltimo minuto,

gra�as ao Pimpinela Escarlate.

Oh, gra�as aos c�us.

Deus aben�oe esse Pimpinela Escarlate, seja ele quem for.

Ele certamente deve ser um anjo disfar�ado.

Am�m.

Pare, olhe ali.

Meu caro Marqu�s, dada a ofensa,

n�o acha que seus m�todos s�o um pouco rudes?

Esse revolucion�rio seduziu minha filha, Bar�o de Batz.

Dirija.

Ora, essa.

Parece que o seu amigo est� em dificuldades.

Ao resgate!

Creio que � seu.

Meu caro amigo.

Um pouco de conhaque, eu acho.

Eu recorro, agora, a voc�s.

A vingan�a � um erro.

Seus favores ser�o medidos

por sua f�ria.

Marguerite, Marguerite, � Armand, ele foi ferido.

Ferido?

Um homem est� l� fora com uma carruagem.

Ele quer que o acompanhemos.

O que podemos fazer?

Temos que ir at� ele, imediatamente.

E quanto ao resto da pe�a?

Minha querida Louise,

esta � a oportunidade dos seus sonhos de atriz substituta.

N�o, eu n�o posso! N�o estou pronta!

Voc� se dar� muito bem.

Mas n�o bem demais, eu confio.

Porque voc� n�o pode -?

Agora, a Armand.

Marguerite!

Meu pobre Armand!

O que houve com voc�?

Dois homens sa�ram da escurid�o.

Se n�o fosse por este cavalheiro...

Eu e meu irm�o estamos em d�bito com o senhor, Monsieur.

Monsieur?

Sir Percy Blakeney, Mademoiselle.

Contudo, qualquer um teria feito o mesmo.

Se o senhor acha, Monsieur,

n�o conhece Paris muito bem.

Quem eram esses homens que o atacaram, meu querido?

Eles foram enviados pelo Marqu�s de St. Cyr.

Eu reconheci sua carruagem.

Sem d�vida, para me ensinar uma li��o.

Eu achei que poderia ser isso.

Um dia, eu retribuirei ao Marqu�s tudo isso.

Venha, meu querido, vamos coloc�-lo na cama.

Voc� acha que consegue?

Obrigado.

Eu estou muito bem, agora.

Realmente, uma rude li��o.

Confio que a ofensa tenha sido proporcional � puni��o.

Meu irm�o � jovem

e tem sangue quente, Monsieur.

Seu cora��o dirige sua cabe�a vezes demais.

Temo ter ele tido a impud�ncia

de se apaixonar pela filha de St. Cyr.

O amor � tamb�m um crime na Fran�a, atualmente?

S� quando a jovem � uma aristocrata

cujo pai pensa insolentemente que n�s, burgueses, n�o merecemos respirar

o mesmo ar que eles.

Por favor, desculpe-me agora, preciso cuidar de meu irm�o.

Espere!

Quando eu a verei de novo?

Meu irm�o e eu

promovemos uma pequena soir�e em nossa casa

na Rue de Richelieu

no pr�ximo domingo, se o senhor estiver livre.

Para tal inicia��o, Mademoiselle,

eu me tornarei... livre.

No pr�ximo domingo, ent�o.

N�mero 27.

Congratula��es.

Congratula��es, minha querida.

Voc� obteve grande sucesso, n�s ouvimos.

Casa cheia, todas as noites.

N�o � espantoso? Eu estava certa que ningu�m viria.

Oh, bobagem.

Todos adoram voc�.

Minha querida, voc� n�o ouviu as not�cias?

Not�cias?

Todos est�o falando a respeito disso.

Houveram mais de 20 execu��es na Place de la Gr�ve, hoje.

Vinte e tr�s, para ser exato.

Paul!

Minha querida, tive o tempo exato de sair, contra minha vontade.

Oh.

Voc� parece t�o cansado.

Venha, vamos tomar um pouco de champanhe.

Voc� disse que houveram 23 execu��es hoje, Chauvelin?

Sim, para ser exato,

e mais haver�o, todos os dias,

at� que o Comit� tenha expurgado da Rep�blica

o �ltimo aristocrata corrupto.

Outro discurso, n�o, Chauvelin!

Isso � o que eu agora tenho que ouvir o dia todo, minha querida.

O dia todo?

Temo que sim.

Este jovem idealista acabou de se tornar meu assistente.

Ent�o, ele n�o tem escolha.

Voc� deve ser Paul Chauvelin.

Agente-Chefe do Comit� de Seguran�a Nacional,

ao seu dispor.

Mademoiselle...?

O senhor tem a honra de se dirigir a Louise Longet,

a cantora.

Mas � claro.

Voc� � a nova substituta de Marguerite.

Deduzo que � voc� o respons�vel pela pris�o e execu��o

de todos esses... indesej�veis aristocratas.

Essa � uma pequena parte de meus deveres, Mademoiselle.

A outra � fazer longos e tediosos discursos

em eventos sociais como este.

Bem, agora voc� ter� a oportunidade de aprender

como fazer discursos tediosos, tamb�m.

Muito bem, s� desta vez, deixarei de lado o habitual

zelo patri�tico e me restringirei a um simples brinde � Rep�blica!

� Rep�blica!

� Rep�blica.

Parece que o Bar�o de Batz n�o compartilha nosso entusiasmo pelo brinde.

Talvez ele n�o seja um amigo... da Rep�blica.

Oh, ao contr�rio, meu caro Chauvelin,

posso ser austr�aco por nacionalidade,

e aristocrata por nascimento,

mas posso lhe assegurar que eu sou

muito bom amigo da Rep�blica.

Acredito que, na verdade, o Bar�o � amigo do lucro,

e que deseja vender sua lealdade ao maior lance.

Parece, Mademoiselle, que minha presen�a aqui,

esta noite, a incomoda. N�o devo lhe causar

nenhum outro embara�o, e portanto lhe desejo boa noite.

Isso s� mostra qu�o vigilantes precisamos estar.

Temos que arrancar os inimigos de nosso meio.

Nunca sabemos onde eles podem atacar outra vez.

Mas, se sangue tiver que ser derramado, ningu�m, eu lhes prometo,

lamenta mais do que eu.

"O Delfim deve ser mantido prisioneiro no Templo. St. Cyr."

Ah, a� est� voc�.

Como voc� pode ser t�o rude?

Com De Batz?

Ele era um convidado em minha casa.

Um convidado indigno.

Suspeita-se que esse homem vende informa��es secretas

ao governo austr�aco.

E porque voc� n�o o prendeu?

Porque, minha querida, ele tamb�m vende informa��es secretas

sobre os austr�acos, a n�s.

Voc� executou homens por menos do que isso.

Revolu��es nunca acontecem sem sangue.

Este breve reinado do terror purgar� o pa�s de toda corrup��o

e nos levar� a novas alturas.

Cuidado para onde ela o leva, Paul.

A uma nova ordem. A um dia glorioso.

E n�s teremos orgulho disso, Marguerite,

voc� e eu. Exatamente como sempre sonhamos.

Ent�o eu farei de voc� minha esposa

e o futuro ser� nosso.

Sir Percy!

Deus, Mademoiselle, voc� � ainda

mais bonita do que eu recordava.

Se � que isso � poss�vel.

Paul, este � o cavalheiro que salvou Armand.

Paul Chauvelin, Agente-Chefe do Comit� de Seguran�a Nacional.

Sir Percy Blakeney.

� um prazer... Monsieur.

O prazer, posso lhe assegurar, � todo meu.

Monsieur.

Devo me desculpar por meu atraso.

Foi praticamente imposs�vel encontrar uma carruagem.

Me afoguem, se todo mundo n�o � t�o igual em sua nova sociedade

que ningu�m quer mais dirigir carruagens.

Com isso, senhor, quer dizer que n�o aprova nossa nova sociedade?

Aprova��o, senhor, na minha opini�o, exige que a perfei��o seja atingida.

E nesse sentido, o senhor certamente sobrestima

o charme de sua sociedade.

De fato, por uma coisa, o senhor parece monstruosamente

malvestido para qualquer sociedade,

at� mesmo para uma nova.

Me afoguem, mas seus alfaiates os tra�ram.

Nos tra�ram? N�s temos orgulho de nossos alfaiates franceses.

Ora essa, meu caro amigo, esse acabamento inferior

n�o seria tolerando em Londres nem um �nfimo instante.

Olhe s� aqui, senhor, esta fl�cida gravata...

... eu lhe imploro...

ou o lament�vel corte desta manga.

N�o, n�o, n�o.

Ou o triste estado desses punhos.

Me afoguem, mas eu dificilmente consigo me obrigar a olh�-los.

N�o, n�o, n�o, senhor.

Se isso � o melhor que seus alfaiates podem fazer,

eles o serviriam melhor se os mandasse para a guilhotina.

N�s mandaremos nosso Rei, ao inv�s, senhor,

e exaltaremos nossos alfaiates.

� uma pena maior ainda.

Ent�o seus alfaiates governar�o o pa�s

e ningu�m vai querer fazer roupas.

Mas chega de moda francesa

e de pol�tica francesa.

Como � mesmo que voc�s, franceses, dizem?

Tuucheei... ["Touch�"]

Voc� v�, eu sou um pouco poeta, e voc� n�o percebeu.

N�o �?

Bem, isso est� muito divertido, Sir Percy,

mas, se me desculpar, h� algu�m que preciso encontrar, l� dentro.

Marguerite, minha querida.

O senhor realmente n�o devia provocar Chauvelin t�o descuidadamente.

Ele � muito poderoso no governo e

� realmente o agente em quem Robespierre mais confia.

O �nico poder que eu consigo ver no momento, Mademoiselle,

� o poder... de sua beleza.

A beleza est� nos olhos do espectador, Sir Percy.

Este espectador... est� encantado.

Se eu fosse lhe dizer que a adoro,

voc� me faria fazer isso com parcim�nia?

Que me adora?

Ou voc� me faria declar�-lo como eu o sinto?

Com todo o meu cora��o.

Mas o senhor n�o pode estar falando s�rio. Nada sabe sobre mim...

Isso, exatamente.

Eis porque eu anseio saber tudo.

Voc� deve me dizer tudo a seu respeito.

Com todos os detalhes.

Mas bem devagar...

muito, muito devagar.

De modo que demore... um tempo muito longo.

Eu n�o sei se est� louco, ou...

desesperadamente apaixonado.

� a mesma coisa.

Diga-me, se puder... voc� n�o sente isso tamb�m?

Por favor... o senhor vai r�pido demais.

Meu cora��o... dita o ritmo.

Bom dia, Cidad�o Robespierre.

Obrigado, St. Cyr.

Chauvelin.

Este relat�rio me informa que pode haver um atentado

para resgatar membros da fam�lia real, particularmente o jovem

Delfim, herdeiro do trono.

Vou providenciar que a seguran�a seja imediatamente refor�ada.

E outra coisa, h� um inimigo da Rep�blica,

em particular, que continua a nos enganar, um homem que consideramos

mais perigoso do que todos os outros, combinados: o Pimpinela Escarlate.

Com todo o respeito, Cidad�o, o homem salvou apenas

um punhado da guilhotina, contra centenas.

N�s certamente exageramos sua import�ncia.

Ao contr�rio, se n�o o detivermos, seu cont�nuo sucesso poder�

enfraquecer a pr�pria Revolu��o.

Enfraquecer a Revolu��o?

Elevando as esperan�as daqueles que est�o conspirando

para derrubar a Rep�blica e restaurar a monarquia.

Voc� ent�o v�, Chauvelin, enquanto esse ingl�s

intrometido continuar � solta, continuar� sendo uma amea�a.

Desnecess�rio dizer que o homem que o trouxer � justi�a

merecer� o agradecimento de toda a na��o.

Isso sem mencionar um assento no Comit�.

Ele deve ser impedido, Chauvelin.

Vou cuidar disso imediatamente, Cidad�o.

Como o seu jovem amigo, Armand St. Just, est� se arranjando?

Um pouco obstinado, talvez, mas suspeito que ele ir� longe.

"Voc� pode informar sua gente que o Delfim ser�

mantido prisioneiro no Templo. St. Cyr."

Sir Percy Blakeney, Mademoiselle.

Por favor, mande-o entrar, Annette.

Ah, perdoe-me... se a fiz esperar.

Seu bilhete dizia "�s onze".

Eu levei um tempo dos diabos

para encontrar uma cesta apropriada.

Uma cesta... apropriada?

Eu pensei... num piquenique.

Percy!

Documentos.

Documentos... por favor.

Me afoguem.

Voc� certamente reconhece a mais bela atriz da Fran�a.

Um homem teria que ser cego para n�o reconhecer

Mademoiselle Marguerite St. Just.

Voc� a�! Abra caminho! Deixe esta carruagem passar!

Cuidado, agora.

Voc� est� bem, agora?

Sim, realmente, muito agradecido.

Maldito Pimpinela Escarlate!

Ele agora escapou com o Duque de Leon.

Ele j� provou ser muito elusivo, Cidad�o.

Um homem de muitos disfarces, mas eu creio que agora

h� somente um jeito de peg�-lo.

Como voc� se prop�e a encontrar um ingl�s entre milh�es?

Por simples dedu��o, Ponceau. Esse cidad�o ingl�s, em particular,

consegue se passar por franc�s.

Consequentemente, ele vem daquela classe privilegiada,

criada por governantas francesas, instru�da por tutores franceses

e talvez at� mesmo educado em uma Universidade francesa.

Resumindo, o homem � indubitavelmente um aristocrata.

Isso explica suas simpatias e

estreita consideravelmente o campo de busca.

Acredito que o encontraremos no centro da vida social de Londres,

e � ali que eu proponho que o procuremos.

Ele tem um bom argumento, Ponceau.

Enquanto est� na Fran�a, a astuta raposa est� sempre em guarda,

mas e em seu pr�prio quintal?

N�s o apontaremos como enviado especial junto � corte de St. James

o mais depressa poss�vel. Ponceau cuidar� dos detalhes.

Estou profundamente honrado, Cidad�o.

Mas n�o seria aconselh�vel que eu tivesse a assist�ncia

de algu�m j� conhecido dos ingleses?

Algu�m em quem eles confiam.

Suspeito que voc� j� tem algu�m em mente.

Posso sugerir o homem que recentemente serviu

nosso deposto Rei como embaixador em Londres, durante tanto tempo?

Gosto do seu senso de ironia, Chauvelin.

Sem d�vida o Conde de Tourney seria a escolha ideal.

Mande o jovem Armand St. Just traz�-lo aqui.

Voc� n�o devia ir, Henri.

Asseguro-lhe, Madame, que o Cidad�o Robespierre deseja apenas

consultar seu marido sobre uma quest�o de estado.

Robespierre? Eu antes confiaria numa serpente.

A senhora me conheceu toda a minha vida.

Eu lhe dou minha palavra, nenhum mal lhe acontecer�.

Muito bem, ent�o. Est� vendo, maman? Voc� tem a palavra de honra de Armand.

Devo estar de volta a tempo para o jantar.

A morte, ao roubar a luz de meus olhos,

devolver� ao sol sua imaculada beleza.

Percy?

Percy.

"Minha bem amada, tive que voltar � Inglaterra urgentemente.

Perdoe-me, n�o tive tempo de lhe dar um beijo de despedida.

Sempre seu, Percy."

Espi�o?

De meus antigos associados e amigos?

O senhor ainda recusa?

Com a maior �nfase.

O senhor deve estar louco.

Leve-o para o Templo.

Talvez algum tempo na pris�o lhe devolva o bom senso.

O J�quei Clube, perto de Londres

Andrew, voc� quer dobrar sua aposta?

Andrew!

Certo!

Cem guin�us!

Voc� nunca o derrotar�!

Bem, me pendurem uma cauda!

Veja se consegue peg�-lo!

Espere s�!

Meu Deus, acho que voc� pode conseguir.

Voc� tem sido um bom juiz de carne de cavalo.

Voc� est� muito certo. S�o cem guin�us

que voc� deve, velho amigo!

Ei, Percy.

N�o h� um s� ingl�s vivo que n�o teria orgulho

de se juntar � Liga do Pimpinela Escarlate.

Pode ser, meu amigo, mas quanto maior o n�mero,

maior o risco de trai��o.

N�o, n�o, meus amigos, para sermos bem sucedidos

devemos manter nosso anonimato.

Esconder nossas identidades.

Mesmo que signifique aguentarmos a zombaria dos outros,

sermos considerados tolos,

almofadinhas,

parvos,

e at� covardes.

Bem, essa � a parte f�cil. A parte dif�cil � n�o podermos

nos gabar de nossas aventuras junto �s damas.

Timmy.

O que h�, meu caro companheiro?

Vamos, venha, ponha pra fora.

Louis XVI foi executado.

A rainha?

Condenada a segui-lo na guilhotina.

H� not�cias sobre o jovem Delfim?

O herdeiro do trono foi aprisionado no Templo.

E h� mais.

Seu amigo, o Conde de Tourney tamb�m foi preso e levado ao Templo.

Sua fam�lia?

Elas ainda est�o a salvo, de acordo com a �ltima informa��o.

Ent�o, n�o h� tempo a perder.

Andrew, quero que voc� estabele�a uma rede de correios.

N�s vamos a Paris imediatamente.

Entregue isso ao Capit�o da Guarda Revolucion�ria

na Place de la Gr�ve.

Sim, senhor.

N�o consegue ver que estou ocupado?

O senhor prendeu o Conde de Tourney.

Prendi.

Por ordem do Cidad�o Robespierre.

Eu dei minha palavra de honra.

Devo lembr�-lo que o seu dever est� primeiro com a Rep�blica

e n�o com o Conde de Tourney, nesta hora?

Voc� pode ir.

Meu caro Armand.

Tais sentimentos, especialmente em benef�cio de um aristocrata,

podem ser facilmente mal interpretados.

Voc� me usou.

Sim, e enquanto voc� estiver aqui para servir o Comit�,

continuarei a us�-lo.

Agora, rapaz, entregue isto ao Capit�o da Guarda Revolucion�ria,

encarregado das execu��es na Place de la Gr�ve.

Morte aos aristos.

Vida longa � Rep�blica.

Senhor!

Capit�o.

"Devem ocorrer mais execu��es. Prossiga com maior presteza"

Voc� pode dizer ao Cidad�o Chauvelin que, se ele acha que pode fazer melhor,

� muito bem vindo para vir e tentar ele mesmo.

Seria bom para ele, ter algum sangue

naquelas m�os brancas como l�rios.

Em nome de Deus, Monsieur, salve-me!

Juro que n�o fiz nada, nada!

Poupe o f�lego, Mademoiselle, ele � um daqueles que a enviaram para c�.

Deus tenha miseric�rdia de sua alma, Monsieur. Voc� est� certamente condenado pelo que faz!

- O que foi isso? O que? - Um sonho.

Um sonho horr�vel.

Algu�m com quem voc� trabalha?

N�o, � Marguerite.

Era ela que estava na guilhotina.

Era ela, quando ouvi a l�mina cair.

Oh, Deus. Oh, meu Deus. Oh, meu Deus.

"Voc� pode informar sua gente que o Delfim ser� mantido

prisioneiro no Templo. St. Cyr."

Meu querido!

Querid�ssima Marguerite!

Paul!

O que � isso, minha querida. Voc� olha como se voc�

tivesse visto um fantasma.

Voc� s� me pegou de surpresa.

O que � isso que voc� est� escondendo a� atr�s?

Eu devia lhe perguntar o mesmo.

Voc� n�o tem direito de abrir minha coisas pessoais.

Mesmo quando essas coisas pessoais cheiram a trai��o?

Trai��o?

Certamente, voc� n�o acha que eu tenho algo a ver com...?

Paul...

Eu juro que encontrei essa nota somente por acaso.

Porque voc� n�o a trouxe at� mim?

Eu n�o sabia o que fazer.

Acho que eu queria ter certeza de que era importante o suficiente

antes de fazer algo t�o dr�stico.

Dr�stico?

Como informar o Comit�.

Minha querida Marguerite, eu n�o sou o Comit�.

Eu sou o homem que espera, um dia, casar com voc�.

Mas voc� � um agente do Comit�.

N�o seria seu dever informar isso...

Meu primeiro dever, minha querida,

� com voc�.

Posso n�o encontrar sempre um modo de demonstrar,

mas eu te amo.

Com todo o meu cora��o.

Eu lhe dou minha palavra, nunca trairei sua confian�a.

Desculpe-me, Paul.

Por outro lado,

� seu dever informar isso a mim, oficialmente.

Ent�o, e s� ent�o, tomarei a a��o apropriada.

Mas isso pode resultar na execu��o de St. Cyr,

e possivelmente na de sua fam�lia tamb�m.

Ele � um traidor.

E voc� pode pensar em maneira melhor de faz�-lo pagar

por ter mandado espancar seu irm�o?

Voc� n�o pode acreditar, honestamente, que eu enviaria um homem

e sua fam�lia inteira para a morte, por �dio?

Eles s�o aristocratas, minha querida!

Eu n�o poderia viver comigo mesma!

Nesse caso, voc� pode ter que responder um dia � Rep�blica.

Melhor � Rep�blica do que � minha consci�ncia.

Voc� me desaponta.

Voc� amoleceu!

Se voc� quer dizer, com isso, que n�o tenho sede de sangue suficiente para esta

sua revolu��o, voc� est� certo.

Ela costumava ser sua revolu��o, tamb�m.

Sim...

Mas ela nos conduziu a caminhos diferentes.

Talvez minha vis�o nunca tenha sido igual � sua.

Eu vejo, agora, que aquilo que come�ou como sonho, pode terminar como pesadelo.

Algumas causas podem se perverter, ficar torcidas como alguns homens.

N�o � dif�cil adivinhar a raz�o dessa s�bita

mudan�a de opini�o.

Suspeito que vem da companhia aristocr�tica

que voc� tem mantido, ultimamente.

Ora, Paul, eu acredito que voc� est� com ci�mes.

Porque eu n�o deveria estar?

Bem, se � algum consolo, Sir Percy foi para a Inglaterra

h� quinze dias.

Ent�o voc� n�o sabe.

N�o sei o qu�?

Que ele voltou.

A Paris?

Voc� sabe, isso me espanta.

Como uma mulher com seu bom gosto e intelig�ncia pode tolerar

esse boboca?

Agora, se voc� me desculpar,

tenho alguns deveres a cumprir.

Bonjeeur, Monseeur [Bonjour, Monsieur]

Eu juro que voc� tem tomado aulas.

A gravata est� uma pintura.

Oh, saia do meu caminho!

Seu idiota!

Percy!

Percy, Percy!

Eu sabia que voc� voltaria!

Minha querida!

Bem, estou contente que voc� esteja feliz em ver.

� mais do que se pode dizer de seu amigo, Chauvelin.

Positivamente, nenhum senso de humor. Deve ser a dieta.

Oh, por favor, n�o seja t�o fr�volo, Percy.

Chauvelin � terrivelmente ciumento.

Ele na verdade me assusta.

Assustar voc�, minha querida! Bobagem.

Quero que voc� esque�a Chauvelin.

Esque�a todos os homens que conheceu.

Menos eu.

Como seria agrad�vel.

�s vezes... voc� � t�o... elusivo.

Voc� � ator, tamb�m?

Interpretando um papel em uma estranha charada?

Eu lhe disse antes, minha querida, a �nica coisa de que nunca deve duvidar

� de minha sinceridade.

Eu sei que atr�s desse m�scara se esconde o verdadeiro Percy Blakeney.

Esse � o homem que eu anseio conhecer.

Voc� conhecer�, minha querida.

Tudo a seu tempo.

E quanto tempo � isso?

Case-se comigo... e voc� ter� o resto da vida para descobrir.

Nunca,

Nunca,

Nunca,

e n�o h� nada que voc� possa fazer a mim

para que eu mude de ideia.

A voc�, n�o, talvez, mas imagino o que restaria de

todos os seus aristocr�ticos princ�pios se sua fam�lia estivesse

definhando aqui, tamb�m.

Voc� n�o ousaria.

Voc� tem at� amanh� para reconsiderar.

Eu pretendo avisar a fam�lia De Tourney e

ajud�-los a fugir, se necess�rio.

Ora, olhe aqui, meu caro companheiro.

Eu n�o salvei seu pesco�o daqueles assassinos de St. Cyr

s� para que perdesse sua cabe�a na guilhotina.

N�o �?

J� estou totalmente decidido, Percy.

Eu avisarei os De Tourney. � in�til tentar me impedir.

Eu n�o tenho inten��o... de impedir voc�.

Voc� acha... que poderia entrar na Pris�o do Templo...

e ver o Conde... esta noite?

Ah, bem, eu... acho que sim. Mas com que finalidade?

- Eu... tenho um plano. - Oh... voc� tem um plano.

Voc�, que � praticamente incapaz de ter qualquer

pensamento n�o trivial em sua cabe�a?

Ora, Percy, realmente!

- Isto � s�rio. - Eu tamb�m sou.

Mortalmente s�rio.

N�s temos que resgatar a fam�lia De Tourney, sem por voc� em risco.

Voc� pode ser bem mais valioso para n�s se continuar com Chauvelin,

se continuar seu trabalho com o Comit�.

�til para n�s. Do que diabos est� voc� falando?

Voc� deve jurar, por tudo que � mais sagrado

que aquilo que vai ouvir, n�o ser� repetido a ningu�m.

- Realmente, Percy... - Nem mesmo a Marguerite!

Voc� deve estar totalmente louco.

Voc� jura?

Muito bem.

Voc� reconhece esta ins�gnia?

Parece algum tipo de flor.

Correto.

� uma pimpinela escarlate.

Morte aos aristos!

Vida longa � Rep�blica.

Oh, estou contente

em ver que voc� recuperou o bom senso.

- Voc� me deixou pouca escolha. - Bem, era essa a ideia geral.

Voc� partir� para Londres imediatamente. Sob guarda, � claro.

Uma vez l�, voc� residir� em nossa embaixada

para que possa me apresentar � sociedade inglesa.

- E minha fam�lia? - Ela permanecer� em Paris.

Ah, ent�o minha fam�lia n�o ficar� na pris�o,

mas ser� mantida como ref�m.

Essa � a ideia geral.

Tome conta de nosso amigo direitinho.

- � sua pr�pria m�e. - Quem �?

- Ele fica sempre nisso, a m�e, certo? - �.

Muito bem. Va buscar os pap�is dela.

Aqui. Ele pensa que eu sou uma aristocrata.

Temos garrafas de vinho, aqui, n�o? Certo, vamos dar uma olhada nelas.

Eu n�o faria isso se fosse voc�.

Oh, ele arruinou minha carga.

N�o, n�o... Sargento... Meu neto.

Vem c�... vem c�.

Venha c�, Sargento.

Aqui. Uma palavra em seu ouvido, Sargento.

Certo, ele pegou a praga.

Praga.

Eu lhe disse, eu tentei avis�-lo.

Leve-o daqui! Leve-o daqui!

Est� bem.

Aqui, pegue seus pap�is.

Voc� � legal, Sargento.

Abram os port�es!

Documentos. Mostre-me seus documentos.

Sargento.

Uma velha vai passar por este caminho com uma carreta.

Voc� deve prend�-la imediatamente.

Uma velha passou por este caminho h� cinco minutos.

Voc� a deixou ir?

Era o Pimpinela Escarlate!

Abram os port�es!

Tudo conforme o planejado?

Como um rel�gio, Percy.

Bom. Bem, � melhor tomar seu caminho. Logo vai escurecer.

Demora mais do que uma cavalgada noturna at� a costa.

Mademoiselle.

Por aqui, Condessa.

Palavras n�o podem exprimir nossa gratid�o, Monsieur.

O Pimpinela Escarlate e n�o eu, Condessa, merece seus agradecimentos.

Eu estava certa que voc� era o Pimpinela Escarlate.

Eu nunca conseguiria preencher aqueles sapatos.

N�o tenho coragem suficiente.

Eu ainda tenho que me encontrar com um cavalheiro mais corajoso,

ou mais simp�tico.

Suzanne.

� perigoso. Temos que nos apressar.

Obrigado, Monsieur.

Voc� deve ser muito parecida com a sua m�e.

Comparada a ela, sou um patinho feio.

Dizem que ela foi a mais bela noiva da Fran�a.

� talvez compreens�vel que, depois de todo aquele brilho,

a mais radiante das mulheres se casar com rematado idiota

que, ao que se recorda, era tamb�m o homem mais rico da Inglaterra.

Acho que � melhor voc� sair.

Como pode ver, estou muito ocupada.

Eu vim para descobrir o que voc� decidiu fazer

em rela��o ao Marqu�s de St. Cyr.

Isso � assunto meu, e n�o seu.

N�o, � meu assunto.

Como Agente-Chefe do Comit� de Seguran�a Nacional

quero saber se voc� pretende cumprir o seu dever

de cidad� e denunci�-lo.

E se eu disser n�o?

Nesse caso, estou preparado para fazer isso em seu lugar.

Voc� me deu sua palavra.

Marguerite. Voc� est� for�ando a m�o.

Voc� traiu minha confian�a.

Parece que n�s dois julgamos um ao outro erradamente.

Pris�o do Templo, Paris.

Mr. Bland. O senhor tem visitas.

Deixe-o descansar um pouco mais. Deixe-o ficar.

Cale-se, mulher.

L� est� ele, Bar�o.

O pequeno moleque do Rei Louis, em carne e osso.

Qual � o problema?

Suas sensibilidades aristocr�ticas ficaram ofendidas?

Eles o est�o tratando bem, sua Alteza Real?

Bem o bastante.

Fa�a-o se levantar, Duval. Caminhe um pouco com ele.

N�o, isso n�o ser� necess�rio.

Eu vi tudo o que eu queria ver, obrigado.

Meu caro Marqu�s, h� guardas por todo o lugar.

Posicionados aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e este apartamento aqui

hospeda o casal que est� cuidando do Delfim.

Como v�, seria humanamente imposs�vel

tirar o rapaz desse lugar.

Em nome da Rep�blica, abram!

Abram em nome da Rep�blica.

Prendam os dois.

O que significa isto?

Eu tenho uma ordem de pris�o para o Marqu�s de St. Cyr.

Um momento, Capit�o.

Um momento.

Eu acho que � melhor voc� dar uma olhada nisto.

Um certificado de imunidade.

Voc� � o Bar�o de Batz?

Precisamente.

Assinado, como pode ver, pelo Cidad�o Fouquet em pessoa.

Solte o Bar�o.

Eu exijo saber qual � a acusa��o.

Trai��o.

Trai��o?! Quem me acusa de trai��o?

Eu obterei o nome dele!

Veja por si mesmo.

Est� escrito no mandato.

Marguerite St. Just?

Mas... eu nem conhe�o essa mulher.

Eu aceito.

Eu aceito.

Eu, Percy, te tomo, Marguerite, como esposa leg�tima.

Ei, Marguerite, te tomo, Percy, como leg�timo marido.

Com este anel, eu nos caso.

Este ouro e prata, eu te dou.

Com meu corpo, eu te venero.

Com todos os meus bens terrenos, eu te manterei.

Em nome do Pai, e do Filho,

e do Esp�rito Santo, am�m.

Estaremos fora de Londres pela manh�.

N�o � maravilhoso?

Armand nos segue daqui a alguns dias

Alguns dias?

Naturalmente, Chauvelin est� ansioso para assumir seu novo

posto de enviado especial.

Olhe para ela, Tony.

Diga, se puder, se n�o sou eu o mais

afortunado homem vivo.

Como eles zunem em torno dela, parecem abelhas no mel.

Pobre Louise, as coisas estavam assim, e a�... para a Inglaterra.

�? Bem, eu pedi que ela me acompanhasse

e se tornasse minha esposa.

E desistir de uma carreira perfeitamente maravilhosa?

N�o ouse, minha querida, ele n�o vale isso.

O que voc� vai fazer a respeito da exig�ncia do

Cidad�o Robespierre por a��o?

Os De Tourney est�o perdidos para n�s.

Eu acho que encontrei uma excelente

substitui��o para o Conde de Tourney.

Talvez, at�, um aperfei�oamento.

Em Marguerite St. Just?

Na esposa de Sir Percy Blakeney, Baronete.

Todas as portas em Londres ser�o abertas para ela.

Todas as confid�ncias ser�o compartilhadas. Todos os segredos, conhecidos.

Ela ainda n�o se deu conta, Ponceau, mas Lady Blakeney ir�

me conduzir ao nosso elusivo amigo, o Pimpinela Escarlate.

Eu nunca a vi t�o feliz.

Mas ela deve estar...

no mesmo dia em que se casa com o homem que ama,

tem sua vingan�a contra o homem que odeia.

- O homem que ela odeia, Bar�o? - O Marqu�s de St. Cyr.

Pelo que ele fez ao irm�o dela.

E que tipo de vingan�a ela poderia ter tido, contra o Marqu�s?

Bem, ela o fez ser preso por trai��o, naturalmente.

O que o leva a crer que minha esposa

est� envolvida nisso?

Ora vamos, Sir Percy, comigo voc� n�o precisa fingir.

Eu vi a den�ncia que causou a pris�o com meus pr�prios olhos.

N�o posso acreditar nisso!

O nome de sua esposa estava l�.

Disso n�o temos nenhuma d�vida.

Afinal, sou um homem extremamente discreto.

Percy, n�o...

O homem ser� guilhotinado por causa disso.

Meu caro Sir Percy, n�o ouviu falar?

O Marqu�s de St. Cyr e toda sua fam�lia

ser�o decapitados nesta manh� mesmo.

Todos eles?

As crian�as tamb�m?

Bem... bem, sim.

Sir Percy, eu... eu realmente presumi que o senhor sabia disso.

Bem, eu pensei que...

... perdoe-me.

Realmente, sinto muito.

Ela n�o deve nunca saber

que desconfio de qualquer coisa a esse respeito.

Estamos a ponto de embarcar na mais perigosa

miss�o, at� hoje...

...salvar o herdeiro do trono da Fran�a.

Deste momento em diante,

jamais poderemos confiar nela.

N�o podemos arriscar uma trai��o.

Eu rezo a Deus para conseguir esconder dela

o horror que sinto pelo que ela fez.

Espero que esses guardas os peguem.

Bom menino!

Agora, tome seu rem�dio. Fa�a suas preces

em prol dos simp�ticos cavalheiros. Ent�o, pode voltar para a cama.

Que tipo de rem�dio voc� d� a ele?

N�o tema, Cidad�o, � um bom e forte conhaque.

Tome, agora, menino.

Voc� sabe, Papa Duval fica muito bravo

se voc� n�o bebe cada gota.

Isso, isso mesmo!

Agora, esses cavalheiros gostariam de ouvi-lo

dizer seu catecismo.

- Seu nome? - Louis Charles Capet.

- Mais alto. - Louis Charles Capet.

- Sua idade? - Oito.

- Sua nacionalidade? - Cidad�o da Rep�blica da Fran�a.

- O nome de seu pai? - Louis Capet.

- A profiss�o dele? - Antigo rei, tirano e corruptor.

- Como ele morreu? - Pela vontade do povo.

- Quem era sua m�e? - Marie Antoinette da �ustria.

- Sua profiss�o? - Antiga rainha. Prostituta.

- Como ela morreu? - Pela vontade do povo.

- E o que voc� diz em sua mem�ria?

- Eu cuspo no t�mulo deles. - De novo!

- Eu cuspo... - Isso servir�.

No entanto, ainda detecto um tra�o de desafio

nesses olhos reais.

Empenhe-se nisso, Fouquet. Ele deve ser todo nosso.

Mans�o Blakeney, Richmond, Inglaterra.

Me afoguem, que horas s�o?

Chegaremos monstruosamente atrasados � festa ao ar livre

de Sua Majestade.

Temo n�o poder me juntar a voc�, Percy, tenho que voltar

� Embaixada. Chauvelin est� me esperando.

- Alguma novidade do correio? - Nenhuma.

Estranho. Voc� investigou?

� dif�cil demais. Chauvelin est� com

suspeitas de todo mundo na Embaixada, inclusive de mim.

Voc� prestou um inestim�vel servi�o

a n�s, nesses �ltimos meses, Armand.

Sem voc�, n�o ter�amos a menor ideia do paradeiro do menino.

Quando penso no que est�o fazendo �quela crian�a!

Porque? O que tem eles a ganhar com isso?

Torn�-lo in�til a qualquer um que tente e consiga salv�-lo.

Mas o tempo est� se esgotando. Temos que agir logo, ou eles conseguir�o.

Voc� tem um plano?

N�s s� esperamos as primeiras not�cias de qualquer mudan�a na rotina do menino.

Esse ser� nosso sinal para agir.

E ent�o precisamos agir.

Prontamente e com seguran�a.

� por isso que esses comuniqu�s de Paris s�o t�o cruciais.

O pr�ximo pode ser nosso sinal.

Ahhhhh, minha querida!

Vamos?

O Duque e a Duquesa de Radnor.

O Duque de Albany e suas filhas.

Lady Breckny e Lady Darlington.

Sir Percival e Lady Blakeney.

Dizem que ela s� se casou com ele por causa do dinheiro.

Nenhuma mulher de posi��o ia querer esse almofadinha idiota.

Mesmo assim eles parecem... um casal muito feliz.

As apar�ncias podem enganar, meu caro.

Percy, elegantemente atrasado, como de h�bito.

Me afoguem, Sua Alteza, mas foi esta abomin�vel gravata!

Ela simplesmente se recusava a receber o n�.

Eu imploro, olhe para esta coisa! Esticada como uma almofada de alfinetes.

Eu devia saber que s� podia ter sido alguma coisa s�ria.

Meu marido est� sendo nobre, Sua Alteza,

temo que eu � que deveria ser repreendida.

Bem, nesse caso, est� tudo perdoado.

Diga-me,

como est� passando nossa ador�vel fugitiva da Fran�a?

Fugitiva, Sua Alteza? Eu diria cativa!

A senhora certamente n�o � mantida aqui � for�a, madame.

Mas sou, sim, realmente, por for�a do constante amor pelo meu marido,

e pelos bons favores e generosidade de Sua Alteza.

Deus, Percy, eu o invejo.

� melhor voc� ficar de olho nela, sen�o posso

exercer o droit de seigneur e roub�-la de voc�.

Marguerite, Percy! Voc�s nunca adivinhariam!

Andrew me pediu em casamento!

E papa deu seu consentimento!

Me afoguem, se voc� n�o conseguiu o que queria!

- Congratula��es, amigo velho! - Obrigado.

Oh, Suzanne, estou t�o feliz por voc�.

Suzanne! Eu a pro�bo de ter qualquer coisa

a ver com essa mulher!

Maman! O que voc� est� dizendo?

Ela tem sangue nas m�os!

Acabamos de saber que ela denunciou

o Marqu�s de St. Cyr, e mandou-o, com toda

- sua fam�lia, para a guilhotina! - Cara Condessa, realmente n�o deve...

- Voc� nega, Lady Blakeney?

Recuso-me a confirmar ou a negar tais acusa��es!

Isto n�o � um julgamento, e voc� n�o � nenhum juiz.

� verdade, Madame. Deus ser� o seu juiz.

- N�o vai dizer nada, senhor? - De fato, madame, o que h� para dizer?

O senhor n�o vai ao menos defender a honra de sua esposa?

Ora, querida, voc� n�o quer que eu desafie a pobre

condessa a um duelo? N�o �?

- Venha, Condessa! A m�sica j� vai come�ar. Por favor!

Ent�o, minha querida, parece que voc� finalmente achou um jeito

de se vingar de St. Cyr... apesar de tudo.

Voc� realmente acredita nisso?

Posso... acreditar em outra coisa?

Oh, Suzanne, que posso fazer? Perdi o amor de meu marido

e n�o sei porqu�.

Mas Percy venera o ch�o que voc� pisa!

Antes, talvez.

Em Paris.

Mas agora ele banca o bobo em particular e em p�blico.

Oh, parece que � para me atormentar!

H� momentos em que sinto que ele ainda me ama.

Momentos que percebo em seus olhos, no olhar, de relance.

O que eu fiz para merecer seu desd�m?

Boa noite, minha querida.

Bons sonhos.

Fique comigo esta noite.

Sinto, Madame, estou fatigado demais.

Al�m do mais, tenho um compromisso amanh� bem cedo, em Londres.

Eu n�o quero perturb�-la.

Seus alfaiates, sem d�vida.

Sapateiros, para ser exato.

Essas botam me apertam monstruosamente.

E n�o gosto muito da fivela.

Oh, Percy, o que aconteceu com voc�?

Onde est� o homem com quem me casei?

Ora, minha querida, voc� est� olhando para ele!

N�o. O que eu vejo diante de mim � uma fachada.

A casca do homem que certa vez conheci.

� algum papel absurdo que voc� representa. N�o sei porqu�.

Tenho certeza que �. Talvez para manter o mundo � dist�ncia.

E voc� est� se fechando para mim, tamb�m.

Certa vez voc� prometeu que eu viria a conhecer

o homem debaixo da m�scara, no devido tempo.

Eu o conhe�o menos agora do que conhecia, ent�o.

Bem, talvez n�o exista mais nada para conhecer.

N�o posso acreditar nisso.

Eu me recuso a acreditar nisso.

O homem pelo qual me apaixonei ainda existe, em algum lugar.

Eu nunca deixarei de am�-lo... nunca!

Boa noite, minha querida.

Para Sir Andrew, Chivers.

Muito bem, senhor.

E para o correio, quando ele chegar.

Sim, senhor.

Esses eram todos os pap�is da mala do correio?

Sim, Cidad�o.

Ent�o...

meu jovem assistente est� associado ao Pimpinela Escarlate.

Voc� fez bem em interceptar o correio.

Chame Armand St. Just.

Eu temo por voc�, em Paris.

Oh, Percy, conven�a-o a desistir de seu posto e a ficar aqui.

Ele poderia chamar Louise, eles se casariam

e viveriam aqui na Inglaterra.

Que terr�vel perspectiva!

O que fez o pobre Armand para ser condenado ao matrim�nio?

Realmente, Percy! Voc� precisa continuar atormentando-a assim?

E nunca vai lhe dar uma oportunidade de se explicar?

Considere, Armand... se � verdade que ela traiu St. Cyr,

� capaz de qualquer trai��o.

At� mesmo espionar para Chauvelin.

Voc� precisa perguntar-lhe. Que provas voc� tem de tudo isso?

Nem uma vez, em todo esse tempo que est� na Inglaterra

ela tentou contatar Chauvelin.

Eu n�o me atrevo a arriscar.

Nada, nem ningu�m, � mais importante do que o resgate

do Delfim, neste momento.

Nem mesmo Marguerite.

Entristece-me v�-la t�o infeliz.

Saber que voc� parou de am�-la.

Parei?

Eu a amarei at� o dia em que morrer.

Essa � a trag�dia.

Vamos, eu cavalgarei com voc� at� Dover.

H� muita coisa para conversarmos.

Porque Chauvelin est� enviando voc� a Paris, agora?

Eu n�o gosto disso.

N�o obstante, talvez com voc� em Paris possamos criar

o incidente que precisamos para entrar em a��o.

Puxa, essa � realmente uma surpresa.

N�o muito desagrad�vel, confio.

Eu n�o o vi desde que veio para Londres.

O que o traz aqui, agora?

H� uma boa semelhan�a.

Especialmente os olhos.

Ele pegou a luz e o fogo dos olhos.

No entanto, n�o pegou a tristeza.

Tristeza?

Aparentemente, o artista n�o percebeu

o que toda Londres j� adivinhou.

E o que seria isso?

Que a senhora � infeliz em seu casamento.

Um homem em sua posi��o n�o deveria ouvir fofocas.

Olhe para mim e me diga que o seu marido �

homem o bastante para faz�-la feliz.

Voc� veio aqui para ser impertinente?

Se a verdade � impertinente...

Voc� � uma mulher de grande paix�o. E merece um homem que possa satisfazer

seus desejos.

Ah, e est� sugerindo que voc� � um homem assim?

Eu fui, certa vez, bom o bastante para voc�.

Nunca bom o bastante.

Agora, fa�a a gentileza de entrar no assunto.

Ou o seu assunto era seduzir a esposa de

Sir Percy Blakeney?

Na verdade, eu vim obter seu aux�lio

para me ajudar a descobrir a verdadeira identidade do

Pimpinela Escarlate.

O Pimpinela Escarlate?

Bem, voc� me espanta. Em que lugar do mundo

eu iria descobrir uma coisa assim?

Voc� � o piv� da vida social de Londres.

Voc� vai a todos os lugares. Voc� v� tudo.

E ouve tudo.

Calma, meu amigo, voc� est� pedindo que eu espione para voc�?

N�o... para a Fran�a.

Oh! O que voc� prop�e � deplor�vel!

Seja l� quem for esse homem, ele � bravo, nobre e compassivo.

Voc� recusa, ent�o?

Voc� realmente acredita que eu o ajudaria

depois de ter me implicado maliciosamente na morte

do Marqu�s de St. Cyr e de sua fam�lia?

Eu preferia ir para sua amada guilhotina.

Voc� prefere que o seu irm�o v� em seu lugar?

Armand, que piada!

Ele est� associado ao Pimpinela Escarlate.

Ora, isso � rid�culo.

Eu tenho aqui uma prova irrefut�vel e a usarei,

a menos que voc� cumpra seu dever e coopere.

Isso � chantagem!

Chame do que quiser. Eu terei a cabe�a

do Pimpinela Escarlate, ou a do seu irm�o!

Pense cuidadosamente.

Espero sua decis�o esta noite,

no baile de Lord Grenville.

Enquanto isso, eu a aconselho a ficar calada.

N�o diga nada a ningu�m.

Nem mesmo �quele bobo que voc� chama de marido!

Perdoe-me, se a assustei, Madame.

Acho que eu devaneava.

Voc� est� ador�vel.

H� quanto tempo voc� nem me nota.

Ora, Madame, eu teria que ser cego para n�o notar.

Nesse vestido, voc� ser� a bela do baile.

Agora, me diga, sobre o que voc� estava sonhando,

agora, quando eu entrei?

Percy, voc� conhece Sir Andrew h� muito tempo, n�o �?

N�s fomos juntos � escola, Madame.

Porque pergunta?

Eu estava imaginando se ele n�o poderia ser o Pimpinela Escarlate.

Andrew? O Pimpinela Escarlate?

Muito improv�vel, minha querida.

Mas, diga-me, por que o s�bito interesse pela identidade

do Pimpinela Escarlate?

Oh, eu tenho o mesmo interesse que qualquer outra mulher em Londres.

Aposto que seu amigo Chauvelin daria muita coisa para saber.

De fato, eu suspeito que � a raz�o pela qual ele veio para Londres.

Estou surpreso por ele n�o ter confidenciado isso

a voc�, minha querida.

A mim?

Ora, eu n�o pus os olhos no homem desde que ele chegou.

Contudo, tenho certeza que voc� tem raz�o.

Bem, se algu�m vai pegar o Pimpinela Escarlate,

n�o ser� Chauvelin.

E porque n�o?

Porqu�? Ora, minha querida, o homem nem consegue dar n� na pr�pria gravata.

Realmente, Percy, isso � tudo o que pensa a respeito dele?

Porque voc� n�o � o tipo de homem que uma mulher pode procurar?

Procurar quando est� com problemas?

Problemas, minha querida?

Voc� est� com problemas?

E se eu estivesse?

Ora, voc� poderia tentar confi�-los a mim,

como voc� costumava fazer, antes.

Que adianta?

N�s nem mesmo falamos mais a mesma linguagem.

Com licen�a, Madame.

- O correio? - Assassinado.

- Venha comigo, Chivers. - Sim, senhor.

N�o h� d�vida de que Chauvelin sabe a respeito de Armand.

Ele deve ser avisado.

Quero que voc� leve esta nota a Lord Dewhurst, imediatamente.

Diga-lhe para entregar a Sir Andrew, no baile,

e ent�o destrua-a.

Sua Alteza Real, o Pr�ncipe de Gales.

Sir Percival Blakeney e Lady Blakeney.

- Sua Alteza Real. - Lady Granville.

Naturalmente a senhora conhece Sir Percy e Lady Blakney.

Lord e Lady Granville.

Minhas filhas, Elizabeth e Alice Ellen.

Encantadoras. Realmente muito encantadoras.

Oh, continuem, por favor continuem.

Ah, os dois pombinhos, finalmente.

- Condessa. Aqui! Voc� deve pegar um pouco de champanhe.

N�o � excitante?

Andrew, aqui!

Eu espero que voc� dance todas as dan�as comigo

Preciso guardar ao menos uma dan�a para ele.

Obrigado.

Me afoguem, estou embara�ado demais.

Se voc�s insistem.

"O Pimpinela Escarlate", por Sir Percival Blakeney, Baronete.

N�o, n�o, esse � apenas o t�tulo.

They seek him here, [Eles o procuram aqui,]

they seek him there, [eles o procuram ali,]

those frenchies seek him everywhere. [esses franceses o procuram em toda parte.]

Is he in heaven? [Estar� ele no c�u?]

Or is he in... hell, [Ou estar� no... inferno,]

that damned, elusive, Pimpernel? [aquele maldito, elusivo, Pimpinela?]

Oh, isso tem m�rito, Percy! Realmente, muito m�rito!

Eu n�o sei como voc� fez isso.

Essa belezinha rima em quatro lugares, voc� n�o v�?

E se uma rima rima, comp�e um poema.

Se voc� me entende.

Claro como cristal,

meu querido!

Se for do agrado de Sua Alteza Real,

Suas Gra�as, meus Senhores, Senhoras, Cavalheiros,

queiram tomar seus lugares para o minueto.

Lady Blakeney,

me daria a honra?

Com sua permiss�o.

N�o esque�a, Monsieur Chauvelin, a jiga � minha.

Os franceses s�o dan�arinos soberbos.

J� tomou sua decis�o?

Voc� me deixa pouca escolha.

O que quer que eu fa�a?

Seu amigo, Sir Andrew Ffoulkes, tem uma nota escondida na manga.

Descubra o que ela diz.

Mas, como?

Eu deixo isso � sua ingenuidade de atriz consumada.

Sabe, voc� realmente devia estar dan�ando com ela

voc� mesmo, caro amigo.

Perdoe-me, Senhor, mas acho o minueto

muito tedioso.

Nesse caso, que tal aquele jogo de azar

que voc� me prometeu?

Espl�ndido, mas devo avis�-lo, senhor.

Eu me sinto diabolicamente sortudo esta noite.

Maldi��o.

Queiram tomar seus lugares para a allemande.

Voc� n�o deve monopoliz�-lo, Suzanne, ou todo mundo

vai pensar que voc� teme que ele se perca.

Venha c�, Andrew.

Voc� est� bem?

- Marguerite!

Acho que � apenas o calor.

Obrigada, Andrew.

Eu n�o sei o que me aconteceu.

Talvez eu deva buscar Percy.

N�o, n�o me deixe.

Eu preciso apenas fechar os olhos por um momento ou dois.

Como voc� � inteligente!

Quase t�o bom para vertigem quanto uma pena queimada.

Pronto!

Eu j� me sinto quase bem.

- Oh, Deus!

Deixe-me fazer isso.

N�o houve nenhum problema.

"Vamos hoje � noite para a Fran�a. Encontre-me � meia-noite na biblioteca para instru��es."

Mais um momento e eu saberia o nome da dama.

Dama?

Uma duquesa, talvez?

Que vergonha, Andrew.

Recebendo notas de amor de admiradoras secretas

pelas costas de Suzanne.

O que ela diria?

Restava apenas um fragmento no momento em que eu o peguei.

Voc� conseguiu ver algo?

Dizia, "vamos para a Fran�a hoje � noite.

Encontre-me na biblioteca � meia-noite para instru��es."

E a assinatura? Como estava assinada?

Sem assinatura.

Havia apenas o desenho de uma pequena flor.

O Pimpinela Escarlate.

Na biblioteca, � meia-noite.

Voc� trabalhou bem, minha querida.

Muito bem, realmente.

Not�vel, como n�s completamos um ao outro.

Antigamente, era sempre assim.

Ent�o � a� que voc� est� se escondendo!

Voc� me prometeu a pr�xima jiga,

menino malandro!

Perdoe-me, minha querida. Eu o devolverei em breve.

Quem est� a�?

N�o se volte.

Voc� n�o deve se voltar.

O Pimpinela Escarlate.

Como voc� sabia que eu estava aqui?

Eu enganei Sir Andrew e li sua nota.

Para qu� veio?

Para avis�-lo.

Chauvelin sabe que voc� estar� nesta sala � meia-noite.

Voc� lhe disse?

Tive que faz�-lo.

Para salvar meu irm�o.

Ele amea�ou prender Armand a menos que

eu o ajudasse a descobrir sua identidade.

Porqu� est� fazendo isso agora?

Porque eu nunca conseguiria viver comigo mesma sabendo

que eu fui respons�vel por sua morte.

O que � uma vida a mais para voc�?

Voc� j� tem o Marqu�s de St. Cyr e sua fam�lia a seu cr�dito.

Isso n�o � verdade!

Chauvelin me enganou,

porque eu o rejeitei.

Ele p�s maliciosamente meu nome como informante na ordem de pris�o.

Eu nunca poderia mandar o marqu�s e sua fam�lia para a morte

do mesmo modo que agora n�o posso deix�-lo morrer

por minha causa.

Se isso � verdade, voc� � uma mulher muito corajosa,

vindo aqui.

Sou uma tola.

Se Chauvelin descobre, pode custar a vida de meu irm�o.

Nenhum mal jamais atingir� seu irm�o,

enquanto eu viver.

Posso acreditar nisso?

Eu lhe dou... minha palavra.

Eu nem ao menos sei quem voc� �.

N�o vai me dizer?

Sou um fantasma, minha senhora, nada mais do que um fantasma.

N�o. Voc� � muito real para mim.

T�o real quanto a pr�pria vida.

Como voc� parece pr�ximo de mim.

Voc� est� t�o pr�ximo, que posso sentir seu calor.

Toque-me,

para que eu saiba que voc� � real.

Chauvelin!

Ele n�o deve encontrar voc� aqui.

R�pido. A janela.

Mas, era para manter...

Maldi��o!

Percy!

O que aconteceu?

Chauvelin estava atr�s do qu�?

Ele estava procurando o Pimpinela Escarlate.

Rezo para que ele tenha encontrado um tolo.

Mas agora precisamos tomar mais cuidado do que nunca.

Tony, navegaremos para a Fran�a esta noite.

A vida de Armand est� em perigo.

Mas e quanto ao resto de n�s?

Mandarei uma mensagem no momento que for seguro se juntarem a n�s.

Meu iate est� ancorado em Dover,

e temos que navegar com a mar�.

Ah, o que eu devo dizer a Marguerite?

Diga-lhe que eu a amo, mais do que nunca.

Paul, voc� est� indo embora.

Conseguiu encontrar o homem que procurava?

Eu n�o poderia estar mais contente, minha querida.

Navego amanh� para a Fran�a, onde acabarei com o

Pimpinela Escarlate de uma vez por todas.

Conseguiu descobrir o que queria saber?

Tudo.

Oh, a prop�sito, minha querida, encontrei isto na biblioteca.

Foi descuido seu ter deixado cair.

Paul, e quanto � nossa barganha?

Voc� ter� seu irm�o de volta, vivo,

somente quando eu pegar o Pimpinela Escarlate,

aqui ou na Fran�a.

Pense duas vezes antes de interferir outra vez.

Chivers! Onde est� Sir Percy?

Preciso falar com ele imediatamente.

Ele saiu, Minha Senhora.

Saiu? Para onde?

H� um bilhete para a senhora na biblioteca.

Para a parte norte do pa�s? No meio da noite?

Que bizarro.

O Pimpinela Escarlate.

Percy.

Oh, Deus, o que eu fiz?

Ela mima o menino.

Um travesseiro para sua real cabe�a! Sapatos para seus reais p�s!

A seguir ela vai colocar a coroa na cabe�a do moleque!

O que se pode esperar de uma mulher, Cidad�o St. Just?

Ela tem cabe�a fraca.

Mas posso lhe assegurar que Madame Duval � t�o confi�vel

quanto seu marido.

Confi�vel? Ha!

N�o estou t�o certo de que ela � confi�vel.

Ouvi dizer que o homem tem d�vidas, o que o torna

suscet�vel a suborno.

Suborno?

Bem, os que est�o determinados a resgatar o menino,

teriam prazer em pagar generosamente.

Duval e sua esposa ser�o substitu�dos

- assim que poss�vel. - Entre.

Muito prudente.

A morte, roubando de meus olhos a luz, devolver� ao sol

sua imaculada pureza!

Uma palavra, meu amigo.

Ah, isso n�o pode esperar?

- Mademoiselle Longet... - Recebi a informa��o de

que Chauvelin enviou um comuniqu� secreto,

de Londres, referente a voc�.

Referente a mim?

Chauvelin sabe que voc� est� associado ao

Pimpinela Escarlate.

Eu? Associado ao Pimpinela Escarlate?

Oh, realmente, Bar�o, algu�m brincou com o senhor.

Ah, voc� est� participando de um jogo muito perigoso,

Monsieur Armand St. Just.

Bem, porque n�o dizer ao seu Pimpinela Escarlate para deixar

o resgate do Delfim para os legalistas franceses?

Afinal, eles t�m uma reivindica��o muito mais leg�tima

a ele do que os ingleses.

Se eu soubesse a identidade do Pimpinela Escarlate,

e n�o sei, ele riria na minha cara.

Ele deve saber que voc� quer o menino para si mesmo.

Eu?

Para que voc� possa pegar o ouro que o espera

em Viena, quando voc� entregar o herdeiro do

trono franc�s aos seus amigos austr�acos.

E o Pimpinela Escarlate disse isso a voc�?

Claro que n�o. Ele nem ao menos est� em Paris.

Mas muito obrigado pelo seu aviso, Bar�o.

E agora, se me desculpar,

n�o gosto de deixar Mademoiselle Longet esperando.

Abra, em nome da Rep�blica.

Que bela ideia! Perturbar cidad�os decentes

com todo esse barulho!

Onde est� Mademoiselle Longet?

Onde mais ela poderia estar nessa hora tardia

Em seu boudoir.

Ora, � Alfonse Ponceau!

Perdoe-me, querida, mas ele insistiu.

Est� tudo bem, Tia Lulu.

Monsieur Ponceau e eu somos velhos amigos.

� um pouco cedo para uma visita social, Monsieur.

Esta n�o � uma visita social, Mademoiselle.

Eu estou aqui para prender o homem que est� em seu boudoir.

Oh, deve haver algum engano!

Pris�o!? O Cidad�o St. Just!?

O mandato foi assinado pelo Cidad�o Chauvelin em pessoa,

quando voltou de Londres, nesta manh� mesmo.

Ele pode prender seu pr�prio superior? Um homem t�o importante

quanto o Cidad�o Robespierre?

Superior?

O senhor disse que veio aqui para prender Louis St. Just?

Louis St. Just? Estou aqui para prender Armand St. Just.

Veja aqui.

Oh, isso explica tudo. O cavalheiro em meu boudoir

n�o � Armand St. Just, mas Louis, seu distinto primo.

Quer dizer que nesse aposento, neste momento, dorme um dos mais

poderosos homens da Fran�a?

Bem, se � a pessoa que o senhor quer, eu devo...

N�o, n�o, n�o, n�o. Para que perturbar o Cidad�o?

Se ele est� dormindo, vou sair, discretamente.

Nem � mesmo necess�rio mencionar este pequeno incidente.

Um homem t�o ocupado. Coisas t�o importantes em sua mente.

Por favor, finja que estive aqui por engano,

isso � tudo.

Venham, seus idiotas!

Voc� foi maravilhosa!

Quando perceberem o engano, eles voltar�o.

Voc� deve deixar Paris imediatamente.

N�o com preocupa��es. Voc� vem comigo para a Inglaterra.

Esteja pronta amanh� ao meio-dia, e ent�o voltarei para busc�-la.

� perigoso demais. Eles vigiar�o a casa.

Va, agora!

N�o, assim n�o! Eles devem estar vigiando a casa.

Use o telhado.

At� meio-dia.

Imbecil! Louis St. Just � solteiro como um monge!

Eu duvido que ele tenha dormido com a pr�pria esposa nos �ltimos dez anos.

Eles o fizeram de bobo, o que voc� �.

Eu voltarei imediatamente e farei a pris�o.

Oh, agora ele deve estar longe.

- Mas o... - Cuidarei disso pessoalmente. - Mas ele... - Ponceau! - Eu realmente... - Saia!

Va � resid�ncia de Mademoiselle Longet,

e me informe no instante em que Armand St. Just mostrar a face.

Armand St. Just.

Duval, o carcereiro do Delfim e sua mulher ser�o substitu�dos amanh�.

Ent�o... finalmente, poderemos entrar em a��o.

Gra�as a voc�, meu caro Armand.

Agora, ou�a com cuidado.

O menino ser� trazido ao ponto de encontro

fora de Paris... aqui,

onde Armand estar� esperando, precisamente ao meio-dia.

A cronometragem � crucial.

Um deslize... e teremos metade do ex�rcito

revolucion�rio da Fran�a nos calcanhares.

Daqui, ele ser� levado ao ponto de transfer�ncia,

onde Tony estar� � espera, com cavalos.

Tony os leva ao Monte St. Pierre,

enquanto voc� cavalga para Calais.

Voc� traz o iate... para o ponto de encontro... aqui.

Ali voc� espera

somente at� o menino estar a bordo, a salvo,

e ent�o, na primeira mar�

navega para a Inglaterra.

Onde voc�, meu caro Armand, deve ficar. Paris n�o � mais segura para voc�.

Ela � segura para algum de n�s?

Voc� fez um juramente de obedi�ncia inquestion�vel

quando se juntou a n�s.

Mas eu dei minha palavra a Louise!

� a palavra dada � Liga que me importa, agora.

Percy, deixe-me voltar e traz�-la para a Inglaterra.

Fora de quest�o.

Como voc� pode ser t�o insens�vel?

Voc� nem ao menos conhece o significado do amor.

Voc� precisa aprender a confiar em mim, meu amigo.

N�o perturbe a cabe�a com pensamentos a respeito de Louise.

Eu cuidarei para que ela seja salva.

Voc� a trar� de volta para a Inglaterra?

Eu lhe dou minha palavra.

Agora, descanse um pouco.

A prop�sito, voc� est� errado sobre eu n�o saber

o significado do amor... Muito errado.

Eu n�o devia nunca ter permitido que voc� viesse junto.

� perigoso demais.

Enfrentarei alegremente qualquer perigo para salvar Percy.

Eu o amo mais do que a pr�pria vida. Sei disso agora.

Rezo apenas para ter feito a coisa certa.

Se voc� tivesse hesitado, ele iria em breve para a guilhotina.

Olhe, Calais.

Desembarcaremos ao cair da noite.

Voc� n�o vai impedi-lo?

N�o.

Vamos.

Tyrone. Tyrone!

Tyrone, cuidado com essa cadeira!

Ela pertenceu � minha av�.

Cidad�o Cerone para voc�, companheira.

Por aqui.

Bem, eles s�o bem-vindos ao moleque.

Vamos ver quanto tempo dura o pr�ximo homem.

Vamos, vamos sair daqui.

E quanto ao resto de nossos m�veis?

O criado cuidar� disso. Voc� deu a eles o passe para o port�o

e o endere�o?

Sim, eu sei, eu sei.

Rue de Bec, St. Clair...

Agora, certifique-se que estar� l� antes de escurecer.

Est� bem, est� bem.

Assim que o criado limpar o apartamento,

voc� e sua esposa poder�o levar suas coisas, Cidad�o Journo.

Bem, abram caminho, abram caminho.

S�o as preciosas porcelanas de Madame Duval, �.

Vamos, ent�o.

Esses ser�o seus alojamentos,

e aqui voc� vai encontrar o moleque.

Eu aviso, ele � dif�cil.

Deixe-o comigo e com minha senhora.

Ele vai entrar na linha.

Documentos.

Este passe est� assinado pelo Cidad�o Fouquet.

O Governador da Pris�o do Templo!

Ele mesmo, Sargento. Ele mesmo.

Muito bem. Passe!

Port�es!

... instru��es espec�ficas para me informar se houver

qualquer mudan�a nos carcereiros.

Dou minha palavra, Cidad�o. Ele estava dormindo como um beb�

na �ltima vez que olhei.

Assim como est�, agora. Veja por voc� mesmo.

O que o levou a fazer esta s�bita mudan�a?

Bem, quando eu recebi seu aviso a respeito de Duval.

Eu n�o dei aviso nenhum.

St. Just. Abra aquela porta.

Eu disse, abra!

Voc� gostaria de ver um pouco de m�gica?

Muito bem, ent�o.

Veja isso.

Que isso lhe sirva de li��o, senhor.

Nunca considere nada garantido.

Port�es!

Abram caminho!

Deite-se no ch�o, Sir.

Vamos disputar uma corrida.

Oh!

Certo! Espalhem-se e procurem na floresta,

eles n�o podem ter ido longe.

Devem ter cruzado o rio,

procurem do outro lado.

Bom deus, homem, pare de atirar!

Percy.

J� tive minha parte, por um dia.

Voc� deve levar o menino at� o Monte St. Pierre.

Descubra algum jeito de avisar o capit�o do meu navio

que os planos mudaram.

Enquanto isso, eu voltarei a Paris.

Meu caro amigo, voc� n�o pode...

Armand n�o chegou.

Ele deve estar em confus�o.

N�o posso abandon�-lo agora.

Certo, Percy.

Upa!

Boa viagem, Sua Alteza.

O que voc� quer?

Um cavalheiro me pediu para lhe entregar isso.

Diga-lhe que � seguro entrar.

Ela diz que � seguro.

Obrigado.

R�pido, Monsieur, venha comigo.

Ali.

Mademoiselle Longet.

Por favor, desculpe-o, Sir Percy.

N�o tem import�ncia.

Eu tamb�m entendo a for�a do amor.

Bom dia, Sir Percy.

Eu imaginei que sua "noblesse oblige" n�o

permitiria que abandonasse um de seus homens.

Sinto muito, Percy.

Me afoguem, se voc�s n�o est�o certos.

Uma troca...

Pois �, dois sujeitos sem import�ncia como n�s

em troca de um Pr�ncipe Real

� uma bela troca,

voc� n�o acha?

Espantoso, como um simples rapaz pode deslizar entre seus

dedos t�o facilmente!

Aposto que ser� o diabo pagar,

quando seu Comit� de Seguran�a Nacional

descobrir que ele deixou o pa�s.

Oh, ele deixou o pa�s? Eu havia entendido

que havia alguns problemas para a partida.

N�o, n�o, n�o, foi feito assim! Eis sua chance!

Muito tolo, Sir Percy.

Deus, senhor, "noblesse oblige".

Lady Blakeney. Que deliciosa surpresa.

Duvido seriamente disso.

Eu ouvi, n�o oficialmente, � claro, que a senhora estava em Paris.

Por favor, n�o quer se sentar?

Vou ser breve.

Estou aqui em benef�cio de meu marido. Este � um pedido de clem�ncia,

assinado pelo Pr�ncipe de Gales.

N�o, a menos que queira que eu leve isso ao pr�prio Robespierre.

Eu exijo que me deixe ver meu marido imediatamente.

N�o h� necessidade de nada disso.

S� era preciso pedir.

Voc� tem um visitante.

Marguerite.

Ol�, Sir Percy.

Dois minutos.

Lembre-se de minhas condi��es.

Querido!

Como rezei para que voc� viesse.

Minha querida, voc� pode me perdoar ter duvidado de voc�?

Eu � que devo implorar o seu perd�o.

Chauvelin diz que o libertar� se voc�

lhe disser o paradeiro do Delfim.

Se n�o... Oh, Percy, eu n�o poderia suportar

perder voc� agora.

Voc� sabe que os pr�ximos dias ser�o os piores

poss�veis, n�o sabe?

Diga-lhes.

Diga-lhes o que querem saber.

Minha querida, n�o posso.

Voc� n�o deve me pedir.

Ent�o precisamos achar um jeito de tir�-lo

deste horr�vel lugar.

Pode existir um jeito.

Agora, ou�a cuidadosamente.

N�o h� tempo para repetir nada.

A vida do Delfim e de todos os meus homens podem depender

da sua habilidade em executar minhas ordens

ao p� da letra.

R�pido, coloque isto.

Voc� precisar� disto para levar minhas instru��es.

Quem iria imaginar que um dia eu

me associaria ao Pimpinela Escarlate?

Eu estava t�o certo que ele queria o menino na Inglaterra.

Ele quer que o menino viva.

E voc�s agora s�o a �nica garantia disso.

Essas ordens entregar�o o Delfim � sua cust�dia.

Entregue-as a Lord Anthony Dewhurst,

na ilha-fortaleza do Monte St. Pierre.

Depois disso, voc� ter� at� o anoitecer de amanh�

para levar o menino atrav�s da fronteira.

Mas eu preciso de mais tempo.

Arranjos precisam ser feitos. A viagem � longa, faz calor.

Amanh� ao anoitecer. N�o posso lhe oferecer mais.

Por fim voc� diz algo razo�vel.

Com uma condi��o, meu caro Chauvelin.

Minha esposa, seu irm�o e todos os meus homens devem ter

salvo-conduto garantido at� a Inglaterra.

Assim que eu tiver o rapaz.

Onde ele est�?

Temo que n�o possa lhe dizer isso.

Preciso lev�-lo a ele pessoalmente.

Meu homens s� o libertar�o em troca de mim.

Concordo.

Uma pequena quest�o de lealdade, voc� entende.

� claro.

Uma outra coisa.

Uma troca de roupa, talvez.

Ele o toma por um tolo, Chauvelin.

Meu caro Fouquet, se � inevit�vel

que eu d� um passeio na carro�a dos condenados,

asseguro que pretendo ir apropriadamente vestido.

Ele pode planejar o quanto quiser.

Guarda!

Ref�ns? Que nobre de sua parte.

Voc� n�o � o �nico que planeja, Sir Percy.

Voc� e eu viajaremos juntos. Eles seguir�o no coche de tr�s.

Qualquer trai��o, meu amigo, eles morrem.

Tudo o que pe�o � que voc� me leve ao menino.

Bar�o de Batz, meu Senhor.

Louis!

Sua Alteza,

este cavalheiro � o Bar�o de Batz.

Ele vai lev�-lo atrav�s da fronteira norte,

e de l� para a �ustria.

Sua Alteza Real.

O senhor tem muitos amigos em meu pa�s,

que o ajudar�o a reclamar o trono

que foi cruelmente negado ao senhor.

Venha.

Desejo a ambos uma viagem segura.

Boa viagem!

Cidad�o!

Pegue metade dos homens e v� � frente. Avise se est� tudo bem.

Sim, Cidad�o.

Voc�s, sigam-me.

Duas aves com uma pedrada s�.

O Delfim e o Pimpinela Escarlate.

Meu lugar no Comit� de Seguran�a Nacional est� assegurado.

Gra�as ao seu primitivo senso de "noblesse oblige".

Primitivo? Meu caro Chauvelin. Eu o preferiria em qualquer momento

no lugar de sua nova ordem.

Um sinal da fortaleza, Cidad�o. Est� tudo certo.

Obrigado, Cabo.

Voc� e seus homens permanecem aqui. Certifique-se de que ningu�m saia

da ilha sem mim.

Se eu n�o voltar em uma hora, entre e me encontre.

Sim, Cidad�o.

- Adiante, cocheiro!

Foram embora? O que voc� quer dizer com foram embora?

� isso, senhor, o menino e os homens do Pimpinela Escarlate, fugiram todos.

Este homem diz que pode ter ouvido o que aconteceu.

Para onde eles foram, ent�o? Fale!

Levaram o menino atrav�s da fronteira sul, para a Espanha,

e de l� para a Inglaterra.

Inglaterra.

Exatamente o que pensei.

Isso � coisa sua.

Leve esse espi�o para o p�tio e execute-o

imediatamente.

N�o!

Eu tenho apenas um �ltimo pedido, Chauvelin.

Sim?

Poupe minha esposa.

Permita que ela v�, livre.

Oh, ela estar� livre, mas s� depois de sua morte.

Levem-no.

N�o, por favor!

Deixe-me morrer com voc�!

Minha querida. O que vou fazer agora � o melhor.

Confie em mim.

Esta �ltima vez.

Sem perguntas.

Eu voltarei, meu caro Chauvelin. Voltarei

para assombr�-lo.

Companhia, esquerda. Adiante!

Companhia... alto!

De frente.

Pronto.

Apontar!

Fogo, maldito seja, fogo!

- Fogo! - Percy!

Capit�o.

Senhor.

Leve esses dois prisioneiros de volta a seu coche.

Sim, senhor.

Eles ser�o devolvidos a Paris, onde ser�o julgados e executados

por trai��o.

Eu... n�o tenho medo de morrer, Chauvelin.

Mas voc� deu sua palavra que Marguerite poderia ir, livre.

Um juramento feito a um patife n�o significa nada.

Me afoguem, eu n�o poderia estar mais de acordo.

N�o, n�o, n�o, meu caro Chauvelin. Sem medo, voc� n�o est� olhando

um fantasma.

Mas permita-me apresentar-lhe seus soldados:

Lord Anthony Dewhurst,

Sir Andrew Ffoulkes,

Lord Timothy Hastings,

e a Liga do Pimpinela Escarlate.

Mas algo me diz que voc� est� imaginando o que aconteceu

aos homens que voc� mandou � frente.

Voil�!

Estou surpreso, meu caro Chauvelin, que voc� n�o

tenha notado seus mal ajustados uniformes.

Mas a moda nunca foi o seu "fort�"... n�o �?

Mas porque a charada, a execu��o de mentira?

Meu caro amigo, eu jamais sonharia priv�-lo

de seu momento de triunfo.

Infelizmente, um momento foi tudo o que pude dispensar-lhe.

Meu parab�ns, Sir Percy.

Como sempre, tudo foi planejado at� o �ltimo detalhe.

S� desta vez, deixou passar uma pequena coisa.

N�o h� sa�da desta ilha, a n�o ser voltando pelo caminho.

Se voc� tiver o cuidado de olhar para fora, por aquela janela,

ver� meus homens, meus pr�prios homens, montando guarda.

Me afoguem.

Eles est�o mesmo.

Mas ent�o, se tiver o cuidado de olhar por aquela janela,

ver� meu iate, o Daydream, esperando

perto da praia para levar Lady Blakeney, Armand e

meus homens com seguran�a, de volta � Inglaterra.

Tiro-lhe meu chap�u, Sir Percy.

Voc� conseguiu, de novo.

Percy!

Um cavalheiro... sempre... remove o casaco!

Fiquem longe!

Este prazer... � todo meu.

Bem, acabe logo com isso, homem! Ou lhe falta coragem?

Eu sempre gosto de dar a um homem

uma chance esportiva.

Oh, os ingleses e seu est�pido sentido de fair play.

Isso mesmo, meu caro Chauvelin.

� porque eu acho que,

no caso, fair play... � deixar seu destino...

nas m�os de Robespierre e de seu Comit�.

Levem-no daqui

e dispam-no.

Eu precisarei de suas roupas para persuadir

os guardas da estrada que sou o Cidad�o Chauvelin, lui m�me.

Voc� n�o vai embora! Eu n�o permitirei!

Minha querida, eu tenho que ir. Prometi a Armand que

traria Louise a salvo de volta � Inglaterra.

N�o desta vez. Eu imitarei Chauvelin,

e irei a Paris em seu lugar.

Talvez, assim,

eu possa atenuar meus erros.

N�o, nenhum de voc�s vai. � perigoso demais.

Percy, voc� n�o pode deix�-lo fazer isso.

Senhor.

Seu guarda-roupa.

Confesso que esse � um papel que me repugna representar.

A honra, meu caro Armand, � toda sua.

Boa viagem, meu amigo.

Para Paris, Cabo,

o mais depressa poss�vel.

Muito bem, Cidad�o Chauvelin.

Ele se foi em seguran�a, Percy.

Ent�o se preparem para embarcar no Daydream.

Navegaremos... para a Inglaterra.

Eles o procuram aqui, eles o procuram ali

esses franceses o procuram em toda parte

Estar� ele no c�u?

Ou estar� no inferno?

O meu pr�prio, elusivo Pimpinela?

Me afoguem! A senhora � uma poeta.

Legenda corrigida e traduzida por Wilson A. Ribeiro Jr.

:: Ressincroniza��o ferneiva

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