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UMA SÉRIE NETFLIX
SEGUNDA CASA REGRAS
Porr…
Porra…
Para os fantasmas?
Claro…
Achas que sou louca, Zuza?
Há um gato que nos visita.
Sr. Alfred…
Já não quero ficar calado.
Então, não fique.
Na prisão…
… tive muito tempo para pensar.
E a que conclusão chegou?
Não vou mais encobrir bandidos.
Força, então.
Vamos começar…
… pelo tipo da loja de penhores.
Um rebuçado?
Açúcar.
O que tem ele?
Quieto. Mãos, por favor.
Deve haver um mal-entendido. Sou inocente.
Veremos. Entre.
Não posso esperar mais. Isto é uma perda de tempo.
Isto é uma piada? De onde vêm? Quanto tempo devo esperar?
- Sim? - Em nome do Pai…
Onde estão, imbecis?
Estamos a caminho.
Não demoramos.
Não te desleixes.
Costas direitas.
Esperem!
Pensei muito nisto.
As chaves da minha casa nas montanhas Bieszczady.
Nem a minha filha sabe dela.
Se precisarem…
… de um lugar seguro…
… aqui têm.
- Não podemos aceitar. - Porque não?
Usem-na até encontrarem outra coisa.
Krysia…
Desculpem.
Sei que não acreditam nestas coisas,
mas é São Dimas.
O Bom Ladrão.
Entre outras coisas, é padroeiro dos pecadores arrependidos.
É perfeito para vocês!
ÉDEN
Vá lá!
C'um caralho!
- Empurra! - Um, dois, três!
Onde está o carro?
- Avariou. - Fomos buscar o saque…
- Não ligava. - Fazia…
Posso ver o meteorito?
Porra!
- Trinta insuflações, uma compressão. - Uma insuflação, 30 compressões.
Mas que merda?
Vamos avançar.
Entrem.
Mas é a tua casa.
Esta é que é a minha casa.
- Não querem vir connosco? - É simpático da vossa parte, mas…
… o nosso lugar é aqui.
Somos demasiado velhos para tamanha frivolidade.
A minha Viola gosta daqui.
Henryk?
Tenho aqui os meus quadros e cavaletes.
Propostas de exposições…
Têm de entender.
Não temos meios nem saúde.
Vou matar-vos, caralho!
Calma aí.
Foi um erro aceitar-vos, mas pensei: "Demente, cega e coxa. Vou ser piedosa."
Mas um coração mole exige…
Segundo o senhor, ela é a cabecilha desta operação?
Ela tem um talento especial para isso.
Tem provas disso?
A tatuagem, Sr. Alfred.
Bem, isso não é uma prova muito forte.
Há mais.
Preciso de gente.
Não estão como?
Onde estão?
Onde estão?
Quem deu a ordem?
Excelente trabalho.
Obrigado, Kaśka.
Ouve…
Como trabalhámos tão bem em equipa…
Sim?
Estou, Gujska?
Vamos lá.
Vamos. Por aqui.
Sejam sinceras, meninas.
O que se passa comigo?
O que tem um piano de cauda a mais que eu?
Vocês vão ficar juntos.
Está destinado.
Nesta vida ou na próxima.
Formidável…
Mãos no ar!
Mãezinha?
Largue a arma!
Largue-a!
Calma aí.
Calma aí.
Calma, miúda.
Porque demoraram tanto?
- Exato! - Perderam a noção do tempo?
Temos de esperar sempre pela polícia. Nunca estão lá quando precisamos.
- Estamos à espera há séculos! - Mas que raio?
Nunca imaginei
que me fosse apegar tanto àqueles velhotes.
Sabes a diferença de idade entre eles e nós?
Começámos a escola primária quando eles a terminaram.
Que raio de polícia é esta?!
Silêncio!
Desculpem.
Enviem um técnico forense para a Segunda Casa.
Imediatamente.
Estavam sempre a transportar coisas naquele carro funerário.
Às vezes, duas ou três vezes por dia!
E tapavam tudo com um cadáver!
Falso, claro!
Com licença.
A minha mãe tinha um castiçal idêntico.
A sério.
Ouçam…
Vamos prometer umas às outras que, quando ficarmos mesmo…
… muito velhinhas…
… vamos viver juntas.
- Não. - Não.
Olá?
Minha senhora!
Olá!
Olá?
Eu confesso!
Atingi-a com um jarro.
Vou para a prisão?
Mas foi em autodefesa. Sem querer.
Senhora, ela apontou-nos uma arma.
Ouve-me, senhora?
Tem café?
Tudo o que disser pode ser usado contra si.
Mas sou totalmente inocente…
Safa-se sozinho?
Claro.
Ela arranhou a tatuagem a noite toda.
Mas não é assim tão fácil livrar-nos de uma tatuagem.
Ela gritava e gritava, como se estivesse possuída pelo diabo.
Ela guinchava!
- "Esta tatuagem não é minha!" - Esta tatuagem não é minha!
É uma conspiração!
Estou completamente inocente!
- Nem sequer fiz uma tatuagem ontem! - Há séculos que a vejo.
- Também já a tinha visto. - Quem não a viu?
Deve ter sido a cega!
- Ela tatuou-me! - Claro.
E a coxa, uma pobre alma inválida.
Sabe quem ela é? A mulher do meu amante!
Do meu amante!
Que cabra!
Santo Deus!
Aquela com demência é a pior. É a cabecilha do gangue!
Encontrei isto no escritório dela.
Ela vai ver o que é bom. Porra! Como vou livrar-me disto?
Há aqui muitos artigos roubados.
Só vendia o que me era entregue.
Por quem?
Por quem?
É acusado de assaltos e recetação em grande escala,
sob o pretexto de gerir uma funerária.
Que pretexto?
Está a sugerir que não enterrava pessoas?
Por quem?
O Rawski, da Éden.
Ele explica tudo.
São parentes?
Primos em segundo grau.
Muito distantes.
E que você contrabandeava obras de arte.
Quem disse?
O seu…
Sobrinho.
Que obras de arte?
Encontrou alguma coisa dessas?
- Ou talvez a menina tenha encontrado. - E meteoritos.
Tudo isto por causa da pedra?
Aqueles dois imbecis devem tê-lo encontrado num campo.
Nome?
Marcin.
Marcin.
E Rafał.
E Rafał.
O Rawski é o quê a vocês?
Padrasto.
O dono da loja de penhores é seu primo?
Isso não é crime, pois não?
Foi por isso que arrancou a grade da loja?
O quê?
Discutiram sobre a divisão do saque?
Isto é de loucos!
Quantos anos de prisão?
O seu telemóvel.
Vou apresentar queixa.
Estou?
Com licença.
O Presidente da Câmara não vai gostar.
Já falaremos das suas ligações com as autoridades.
Agora, quero saber mais sobre a sua chefe.
Não tenho chefe.
A Sra. Marzena.
O que é a Sra. Marzena a si?
Chegou finalmente o dia por que todos esperávamos!
Por favor, diga-nos, como conseguiu resolver um mistério tão difícil?
Não foi fácil.
Confesso que nunca conheci alguém tão implacável como a diretora deste lar.
Era pior que uma espelunca.
- A comida era horrível. - Não podia comprar tabaco.
Ficaram com o nosso dinheiro todo!
Roubaram-nos as nossas heranças!
É verdade.
Ela nem comprava pilhas para o rádio.
Sim, confirmo.
Os depoimentos das testemunhas são chocantes.
Comissário, agradecemos-lhe do fundo do coração,
e parabéns pela sua determinação na perseguição do Gangue das Luvas Verdes.
A nossa cidade pode finalmente dormir em paz.
Quero acrescentar que se tratava de uma organização criminosa local.
Curiosamente, todos os envolvidos tinham laços familiares:
a casa funerária, a loja de penhores e o lar de idosos.
E quem esperaria criminosos num lugar desses?
Exato.
Volto a perguntar.
Onde arranjou essa tatuagem?
Quantas vezes tenho de dizer que fui incriminada?
Encontrámos muitas provas da sua culpa, no lar.
E a tatuagem. Será difícil de explicar.
Fizeram-ma ontem.
Uma delas tem a verdadeira tatuagem no braço.
Está bem.
Só há uma coisa que me intriga.
Porque rouba idosos e ajuda outros?
Os funcionários do Brykalski, a renovação do cemitério, check-ups para idosos…
Eu ajudo?
- Olá. - Olá.
Parabéns, Kaśka.
Não falas com a imprensa?
Não, não fui feita para isso.
Pediste um exame toxicológico?
Sim.
Dá cá.
Ainda não temos resultados.
Hoje é um grande dia.
Finalmente, conseguimos.
Até eu tive um momento de dúvida.
Acreditei em si, desde o início.
Obrigado.
À sua saúde.
Estou a trabalhar.
Olá, chefe.
Temos de falar.
Enganámo-nos.
Zuza, Alicja, Kinga.
O Gangue das Luvas Verdes.
Elas incriminaram a Marzena.
Interroguei-a.
Ela disse que nunca ajudou ninguém e não tem ar disso.
Primeiro, a tatuagem.
- Deseja alguma coisa? - Talvez uma cerveja.
A tatuagem da foto na casa dos Brykalskis. Bem delineada e mais antiga.
A tatuagem dela é recente.
Tenho…
… uma nova proposta de negócio honesta para ti.
Seria uma pena perder um negócio tão próspero.
Tu dedicas-te de corpo e alma.
Uma divisão justa.
Metade para cada.
Ajudas-me a lixar as três cabras?
Entendo que queiras vingar-te delas.
Sim.
O número do francês.
- Qual é a minha garantia? - Dá-me o número do francês.
Está bem.
Mas limpas-lhes o sebo?
Estou?
Maria?
Tenho rezado por si.
Onde estão?
Nas montanhas Bieszczady.
Nas Bieszczady?
Que lugar bonito.
Legendas: Susana Bénard
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