All language subtitles for I.Heard.the.Bells.2022.1080p.AMZN.WEB-DL.DDP5.1.H.264-Ov

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Original subtitles

"Cada coração tem as suas tristezas secretas,

que o mundo desconhece,

e muitas vezes chamamos frio a um homem,

quando ele está apenas triste."

Baseado numa história verídica

O canhão trovejou no Sul

e, com o som,

as canções de Natal afogaram-se.

E, em desespero,

baixei a cabeça.

"Não há paz na Terra", disse eu.

Pois o ódio é forte

e faz pouco da canção

de paz na Terra...

... de boa vontade...

... para com o Homem.

Véspera de Natal - Três Anos Antes

Pai!

Ouçam, os anjos arautos cantam

Glória ao rei recém-nascido

Pai!

Pai, estão a cantar a última música!

- Vamos tocar o sino. - Sim.

Eu fico deste lado.

- Que Cristo o acompanhe. - Thomas.

O Henry Longfellow está presente.

Sim, eu sei.

Acorda.

Que Cristo o acompanhe.

A si, também.

Que Cristo o acompanhe, Sr. Longfellow.

A si, também.

Ouçam, os anjos arautos cantam

Que Cristo o acompanhe.

- Está sempre a fazer aquilo. - Eu sei.

- É assustador. - Eu sei. Eu vi.

Cristo, pelo mais alto céu adorado

Cristo, o eterno Senhor

Olha, é a Mary.

Já tarde, eis que Ele vem

Filho do ventre de uma virgem

Nascido para que o Homem não mais morra

O sino!

Já é Natal, pai?

Ainda não, Annie.

Quando é?

Só quando passarmos pelo reverendo.

Aí, será Natal.

Ouçam, os anjos arautos cantam

Glória ao rei recém-nascido

Feliz Natal, Cambridge!

Feliz Natal, Cambridge!

Feliz Natal, Boston!

Feliz Natal, Boston!

Feliz dia santo, Sr. Longfellow!

Feliz dia santo, reverendo.

Quase perdia o maior poeta dos EUA

e o nosso congregante mais famoso.

Talvez no próximo ano deixe uma mensagem de Natal.

Deixei de falar em público.

Bem, então, talvez um poema de Natal.

Talvez um poema. Diz "feliz Natal", Annie.

Mas disseste que só era Natal depois de passarmos pelo reverendo.

Olha para esta neve mágica, Annie!

Eu e o Henry desejamos a si e à sua mulher

um Natal abençoado, reverendo.

É sempre um prazer ver toda a sua família

na missa de Natal, Fanny.

Meu Deus!

Bem, foi Charles Dickens quem disse...

"Sou leve como uma pena!

É bom ser criança, sobretudo no Natal,

quando o seu poderoso fundador era também uma criança."

Talvez o Henry ande a escrever

demasiado ao Sr. Dickens.

- Talvez. - Feliz Natal a todos!

E feliz ano novo a todo o mundo!

Henry!

Que fique claro.

Avisei a minha irmã sobre casar-se com um poeta.

Deus nos abençoe. A todos.

Acertaste-lhe mesmo na cara!

Cuidado. Vamos para casa.

Entre a escuridão e a luz do dia,

quando a noite começa a desaparecer,

ocorre uma pausa nas ocupações do dia,

conhecida como...

- ... a hora das crianças. - A hora das crianças.

Ouço no quarto por cima de mim

o barulho de pezinhos.

Edith, vai por ali.

O som de uma porta que se abre

e vozes suaves e doces!

Do meu escritório, vejo, à luz da lamparina,

descendo as largas escadas do corredor,

a séria Alice, a risonha Allegra

e a Edith de cabelo dourado.

Um sussurro.

E, depois, um silêncio.

Mas sei pelos seus olhos alegres que conspiram

e planeiam apanhar-me de surpresa!

Uma corrida repentina vinda das escadas.

Um ataque repentino do corredor!

Por três portas deixadas desprotegidas,

entram nas muralhas do meu castelo!

Sobem à minha torre,

pelos braços e pelo encosto da cadeira.

Se tentar escapar, cercam-me.

Parecem estar em todo o lado!

Quase me devoram com beijos,

com os braços entrelaçados em mim!

Até pensar no Bispo de Bingen

na sua Torre do Rato no Reno!

Acham, banditti de olhos azuis,

que, lá por terem escalado o muro,

um bigode tão velho como o meu

não chega para vocês?

Não.

Não!

Estão firmes no meu castelo

e não vos deixarei partir.

Mas ponho-vos na masmorra

da torre redonda do meu coração.

E lá vos manterei para sempre.

Sim, para sempre e mais um dia,

até que as paredes se desintegrem

e se transformem em pó!

Outra vez, pai! Outra vez!

A pequena Annie Allegra diz: "Outra vez, pai! Outra vez!"

E a mãe diz: "Não. Outra vez, não."

Amanhã, meus anjos.

Ouçam!

Sinos de Natal?

E o amanhã tornou-se hoje.

Já é Natal, pai?

Não ouço nada.

Pai!

O relógio marca meia noite,

mas não é Natal até ouvirmos os sinos.

Eu ouço-os. Pai, ouve!

Talvez estejas a ouvir o vento a assobiar.

Não.

Ou a buzina de nevoeiro de um navio distante.

Pai, estás a provocar-nos!

Ajudaria se eu abrisse a janela?

- Não! - Guardas, prendam-nas!

- Não! - Não!

Por favor, não!

Sim, para ter a certeza de que é Natal...

Não, pai!

Não.

Tem de ser.

Não!

- Guardas, parem-nas! - Calminha, pequenas bandittis!

- Leve-as para a masmorra! - Onde tens a cabeça?

Alice, eu estava ao piano primeiro.

Sai.

Finalmente, tenho-te só para mim.

Liberte-me, Sr. Longfellow.

Demorei sete longos anos

a convencer-te de que me amavas.

Nunca te libertarei.

Não, pelo menos, veste o casaco.

Um poeta famoso disse uma vez:

"O amor resiste melhor ao frio do que uma capa."

Os poetas têm coração, mas não têm cérebro.

Não acredito que alguém esteja totalmente bem

se tiver cérebro e coração.

E sei dizer isso em oito línguas.

Eu vi isso. Estás a rir-te.

Para.

Levam-me a lugares sagrados.

São criaturas ferozes e selvagens,

que roubam a nossa comida e a minha mulher.

Não são as crianças.

Os sinos no dia de Natal.

As vozes otimistas da igreja,

proclamando a paz na Terra.

Imagina quão otimista seria

se eles fossem as únicas vozes da igreja.

"Que prazer

finalmente vê-lo na missa, Sr. Longfellow.

Aquele poema que prometeu..."

Henry, sê gentil!

O Natal já é um poema, Fanny.

Não precisa da minha ajuda.

O reverendo é um bom homem, que leva boa vontade ao Homem.

Eu sei. No entanto...

E sabe que, na sua congregação,

há um poeta talentoso,

alguém que expressa em palavras o que todos sentimos

durante estes tempos difíceis.

Toda a gente diz que a guerra é certa.

É?

Sim.

O Charley quer alistar-se.

Ele não tem idade.

Há rapazes até de 15 anos alistados. Tu sabes.

Sim, mas com o consentimento dos pais.

Não suporto a ideia de perder outro filho.

Henry, promete-me

que não deixarás que esta guerra leve os nossos filhos.

Fanny, tens a minha promessa.

E com o Charley...

A vontade de um rapaz voa com o vento e as ideias da juventude...

Eu sei. São ideias enraizadas.

Meu poeta.

Minha poesia.

Ouve.

Estás a ver? São ladras.

Voltam a roubar-te de mim.

Volta aqui!

Cai de joelhos

Ouve

As vozes dos anjos

Noite

Divina

Noite

Quando Cristo nasceu

Noite

Divina

Noite

Noite divina

Como podes dedicar-te totalmente à escrita

se te dedicas ainda mais à leitura da correspondência?

Como saberei o impacto da minha escrita

se nunca ler as cartas dos meus muitos admiradores?

Nunca tiveste jeito para a vaidade.

Em vez disso, poderia ler o teu diário.

- Não vais fazer isso. - Não?

Para ser humilde, devo ficar em casa hoje,

em vez de ser o centro de um espetáculo vazio.

Mostra-me as tuas mãos.

Henry!

Henry!

Este jantar é um esquema!

Estão a tentar convencer-me

a escrever uma música nacional ou algo do género.

Devias fazê-lo.

Precisamos de poetas para mudar o mundo, Henry,

não de políticos.

Nunca entro em tais arenas.

Então, quem entra?

Quem escreve os hinos para os nossos filhos?

- E os filhos deles? - Não sou compositor.

Além disso, és muito mais talentosa do que eu.

Devia haver banquetes em tua honra, não em minha.

Senta-te.

Frances Appleton Longfellow, artista extraordinária!

Gosto do meu lugar neste mundo.

Arranjar-te as gravatas,

limpar-te as mãos,

corrigir-te os poemas.

Que foi?

És linda.

Tenho fome

e quero que me leves a um belo banquete.

Sois melhor do que todas as baladas

que já foram cantadas ou recitadas,

pois sois um poema vivo

e todos os outros estão mortos.

Sois um querido, mas estamos atrasados.

Não te esqueças do casaco.

A nossa carruagem espera, minha noiva!

- O casaco! - Certo.

Nunca. Ele é insuportável.

Senador, encantou todos os corações do Norte.

Tem de encantar a minha mulher?

A sua mulher?

E eu a pensar que estava a conversar

com a heroína de um grande romance.

Hyperion? Já leu?

De facto, ela é essa heroína.

E já me perdoou

pela tentativa ousada de lhe roubar o coração.

- Perdoei? - Talvez eu deva tentar.

Sim, escreverei um relato fictício

de uma donzela real.

- Não recomendaria. - E vamos casar-nos.

Obrigado por me inspirar, Sr. Longfellow.

- Mna. Ashburton. - Pare.

Senhoras e senhores da mais alta estima,

obrigado por adornardes a nossa casa com a vossa agradável presença.

Quando regressardes ao vosso lugar à mesa,

podereis juntar-vos a mim para agradecer calorosamente

aos responsáveis pela festa desta noite?

Hoje, também reconhecemos alguns dos melhores de Massachusetts.

O principal deles é um homem que,

há apenas cinco anos, estava à beira da morte

no plenário do Senado dos EUA.

Espancado com a bengala de um congressista escravista,

o Sr. Sumner lutou pela vida naquele dia,

mas também pelas vidas de escravos indefesos

desta terra, que são espancados diariamente

por homens imorais.

Senhoras e senhores, o senador Charles Sumner.

Agora, voltamos a nossa atenção para a figura central desta noite.

Já consagrado como o poeta dos EUA

e referido como a pessoa mais famosa dos EUA,

as suas obras

ajudaram a moldar o carácter nacional

e o seu legado.

O New York Evening Post classifica Longfellow

como o profeta da nação.

Tal como Thomas Paine da Revolução,

o poema recente dele, Paul Revere's Ride,

está a chegar às fileiras

e mochilas de um exército de patriotas que se reúne!

Apoiado!

Apoiado!

Foi relatado que mais de dez mil cópias

das suas obras foram vendidas em Londres num único dia.

Charles Dickens chamou a esse dia:

"Mais assustador do que os fantasmas

do Natal passado, presente e futuro juntos."

Então, quem é este homem?

É Song of Hiawatha.

É o Campanário de Bruges.

É o próprio Henry Wadsworth Longfellow

da Nova Inglaterra.

Levanta os olhos, Henry.

A levantar.

Sorri. Acena.

A sorrir, a acenar.

Lindo menino.

Animai e acalmai a angústia mais selvagem

e retende a lágrima mais amarga.

Mas nem Henry Longfellow consegue conter essas lágrimas amargas

quando se trata do pecado da escravidão na nossa terra.

Os poemas de Longfellow sobre a escravidão

ajudaram a desencadear um clamor nacional.

Escolhi um desses poemas para ser declamado por um homem

que está muito consciente das consequências desumanas

de ser propriedade do Homem.

Senhoras e senhores, o Sr. Josiah Wilson.

Um poema sobre a escravidão

do Sr. Henry Wadsworth Longfellow.

"Li as páginas do vosso livro

e, ao virar cada uma delas,

o meu coração, respondendo, dizia sempre:

'Muito bem.'

'Muito bem!'

As vossas palavras são grandes e ousadas.

Às vezes, para mim, parecem-se com as de Lutero

dos tempos antigos,

meias batalhas para os livres.

Prossigai,

até que esta terra revogue

a velha e consagrada mentira...

... a maldição feudal,

cujos chicotes e jugos

insultam a humanidade.

Uma voz está sempre ao vosso lado,

falando em tons de poder,

como a voz profética

que clamou a João em Patmos: escrevei!

Escrevei e contai esta história sangrenta!

Gravai este terrível eclipse,

este dia de ira,

este lamento sem fim,

este terrível apocalipse!"

Senhoras e senhores, o Sr. Henry Wadsworth Longfellow.

Pela União!

Pela União!

És um bom homem, Henry.

9 de julho de 1861

Charles!

Prometeste ao teu irmão e irmãs

que os ajudarias a lançar o P-A-P-A-G-A-I-O hoje de manhã

no P-A-R-Q-U-E.

Não encontro o papagaio!

Quero lançar o papagaio.

Já o levaram para o parque?

Quero ir ao parque.

Encontrei-o.

Eu quero, Charley! Eu quero!

Muito obrigada, Charles.

Posso ir, mãe?

Claro.

Mas, primeiro, vamos recitar um dos poemas do pai.

Sim, o poema da menina.

Sim. Eu começo.

"Era uma vez uma menina..."

- Eu. - "Que tinha um caracolinho..."

"Mesmo no meio da...

Testa!"

"E quando ela se portava bem..."

"Era mesmo muito bem."

- "Quando se portava mal..." - "Era horrível!"

Charles Appleton Longfellow!

Que foi? O poema é assim.

Foi assim que o pai o escreveu. Pergunta-lhe.

- Meu Deus! - Pai!

Mudei o final por causa dela.

- Pai! - Meu Deus!

O Charley diz que me chamaste horrível

no poema da menina.

O quê? Não.

A menina dos caracolinhos é sobre...

... outra menina.

Mas pensei que o poema fosse meu.

O poema é teu, mas essa parte não.

Charley!

Anda, pequenina. Vamos ao parque.

Ao parque! O Charley vai levar-me ao parque!

Cresci, mãe?

Bem, vejamos.

Acredito que sim!

E ainda ontem te medimos.

Agora, vai lá aproveitar o parque.

- Adoro-te! - Adeus, mãe.

Nova pilha de papéis.

Devíamos ter comprado uma fábrica.

Talvez "horrível" seja um pouco forte.

Foi por isso que mudei.

Mudaste o meu poema?

Que rimaria melhor do que "horrível"?

Mudou o meu poema.

Sou o Henry Longfellow.

Preciso de que vás ao correio.

O meu pai adora os caracóis da Annie

no verão.

Vou pô-lo na tua secretária,

sob o olhar atento do Johann.

Henry!

Não!

Henry!

Henry!

Fanny!

Não!

Socorro!

Fica comigo

Rapidamente cai o anoitecer

A escuridão aprofunda-se

Senhor, fica comigo

Quando outros auxílios falham...

Podeis levantar-vos para o último verso?

Leva-me a ver o Henry?

Os males não têm peso

E as lágrimas não têm amargura

Onde está o aguilhão da morte?

Inferno, onde está a tua vitória?

Que Cristo o acompanhe, Henry.

A missa terminou.

Todos mandam as mais profundas condolências.

Há algo que possamos dizer em seu nome?

Compreendo.

É dia 13 de julho.

É.

Há 18 anos, ela tornou-se minha noiva.

Tinha flores de laranjeira no cabelo.

Thomas.

Sim, Henry?

Ela iria querer flores de laranjeira no cabelo.

Vou tratar disso.

Obrigado por ter vindo, senador.

ÉTER

Dia de Natal de 1862.

Ontem, ao passar pela rua da aldeia,

vi na vitrina de uma loja...

... uma linda laranjeira,

com seis laranjas

e 100 botões e flores.

Agora, floresce na minha própria janela...

... e enchendo a sala com sua fragrância.

Mas a fragrância abre sepulturas dentro de mim.

Quão indescritivelmente tristes são todos os feriados.

"Feliz Natal", dizem as crianças,

mas para mim já não é.

Mede-me, Ernest! Mede-me!

Provavelmente, encolheste.

- Não encolhi! - Tudo bem.

Que foi? Porquê essa reação?

Encolheste.

- Não encolhi! - A Anne encolheu!

Alice, para! Ernest, mede-me como deve ser!

Mede-te tu!

É o livro sobre a mãe?

HYPERION DE LONGFELLOW

Sim.

Dá cá.

Fiquei mais baixa?

Não, Annie, cresceste.

Na verdade, cresceste muito.

Estás em bicos de pés?

- Não. - De certeza?

Pai, para!

Vê como cresceste.

Estou a crescer.

Toma. É para ti.

Tenho outro algures.

Não encolhi!

Se Deus me deu voz de poeta,

porque me tirou a minha poesia?

Nunca mais escreverei.

Enquanto os mortos ficam em silêncio,

a minha voz fica em silêncio.

Que a guerra dentro de mim se intensifique.

Disparar!

Disparar!

Venham ao resgate para salvar a nossa União!

Convocamos todos os homens fisicamente aptos!

Está na hora de servir o país!

- Ali vem eles! - Quem?

O 54.º Regimento de Massachusetts.

Olha, está ali o irmão da Mary.

Douglas!

Douglas! Estou orgulhoso de ti, filho!

- Que idade tem ele? - Quinze.

Olá, Charley.

Olá, Mary.

Belo desfile.

Sim, é.

Darias um soldado corajoso.

Achas?

Mas prefiro que fiques aqui em Cambridge...

... comigo.

Então, ou uma coisa, ou outra.

O quê?

- Acabaste de o dizer. - O quê?

Não posso ficar em Cambridge e ser corajoso.

Charley, não foi o que quis dizer.

Lamento, Mary.

Senhor! Aqui!

Charley.

Charley!

Aonde vai o Charley?

Ernest, que se passa?

Abra a boca. Quero ver os seus dentes.

Muito bem, prossiga.

Próximo!

Assine aqui e ali.

É filho do Longfellow?

Sou.

Assinatura do Pai

De repente, é homem?

Próximo!

A vontade de um rapaz voa com o vento.

E pela nossa família.

É em nome de Cristo que oramos, ámen.

- Ámen. - Ámen.

Viste o desfile hoje, pai?

Não.

Não vi o desfile hoje.

Vi-te a ver o desfile.

Pai, sou o único homem na rua Brattle

que ainda não se alistou.

Homem?

Tenho quase 18 anos.

Escreveste poemas que atacam a escravidão.

Inspiraste a União com Paul Revere's Ride.

E também existem formas alternativas de servires.

"Na hora da escuridão, do perigo e da necessidade,

o povo despertará e ouvirá

as batidas apressadas dos cascos daquele cavalo.

E a mensagem da meia noite de Paul Revere!

Pretendo que a minha caneta eleve a união,

não as espadas.

Elevou um exército de espadas!

Por favor, senta-te, Charles.

Não me sento!

Vou resistir e lutar!

Estamos a lutar!

Lutando todos os dias só para sobreviver!

- Preciso... - Precisas?

Precisas? E nós?

Só sais de casa para ir comprar mais éter!

É para as dores.

Nós cozinhamos. Limpamos a casa.

Os teus irmãos procuram-te para...

Para quê?

Para lhes substituir o pai ausente e a mãe morta?

Para ter esperança, Charles!

Ter esperança.

Esperança em quê?

O Charley também vai morrer?

Não.

Não, o Charley não vai morrer.

Não deixarei que isso se repita.

E outra vez.

E outra vez!

Sei o que prometeste à mãe, mas ela morreu.

Deixa que essa promessa morra também.

Não é isto que Deus quer para ti.

Que Deus quer?

Ainda acreditas nisso?

Que achas que fez Ele enquanto ela era queimada viva?

Estava a dormir?

"Em cada vida, alguma chuva deve cair."

Isto não é um poema!

Eu não sou um poema! Esta guerra não é um poema!

Eu sei!

Escreves sobre as esperanças da juventude,

mas a minha juventude foi-me roubada!

E esperança?

Não vou depositá-la num Deus que está a dormir!

Ou num Deus morto.

Pronto. Falei pelos dois.

Não queres dizer isso, filho.

Charles, não.

Charley, por favor!

Charley!

Senador Sumner,

o Charles fugiu para a guerra

sem o meu consentimento.

Talvez possa tomar providências para o proteger.

Por favor, imploro-lhe, faça o que for preciso.

Do seu amigo eternamente grato.

"Henry."

Adjunto Curtis...

Adjunto!

Nessas fileiras, há um soldado

chamado Sr. Charles Appleton Longfellow.

Promova-o a um posto que sirva os oficiais

e o impeça de entrar na batalha.

Senador Charles Sumner.

Procurem o Charles Longfellow

e peçam-lhe que venha falar comigo.

Sim, adjunto.

És demasiado bom para comer biscoitos secos como nós?

É por isso que os oficiais mantêm os dentes brilhantes?

Dentes brilhantes. Botas brilhantes.

Promoções brilhantes.

Cala a boca, Richard.

Olha, como chegaste a segundo-tenente?

- Nem disparaste uma espingarda! - Chega.

Que vais fazer? Atirar-lhe uma colher de prata?

- Já disse que chega! - Tudo bem!

Vou voltar à leitura, então.

Que fazes com essa revista?

Sabemos que não sabes ler.

Também sei!

"Dois se for por terra, um se for por mar."

Isso nem está nessa página.

Porque leio depressa!

Acreditarias se te dissesse

que ele tem mais dentes do que cérebro?

Sim. Acreditaria.

Mas é corajoso.

Chamo-me Elliot. Elliot Gleason.

Charley.

Apenas Charley?

Apenas Charley.

Ouvi dizer que o teu pai é um escritor famoso ou assim.

É poeta.

Há alguma diferença?

Ele diz que um divaga e o outro rima.

Isso é bom. Recitas-nos um?

Um poema do teu velhote.

Não.

Vá lá. Ou te ouvimos recitar poesia,

ou ouvimos aquele feioso ali a roer biscoitos.

"E ele subiu à tor..."

- Torre. - "Torre."

"Da igreja do Velho..."

Norte.

"Norte."

Olha, Charley.

Estes rapazes vão passar o resto da vida a tentar

esquecer o que aconteceu hoje.

Dá-lhes algo que os distraia...

Que me distraia um bocado.

Muito bem.

Ouçam! Este aqui é o Charley.

Apenas Charley.

- Tem algo para partilhar. - O salário?

Não, não é o salário.

O pai dele é escritor.

- Poeta. - Poeta. O pai dele é poeta.

Está explicado.

"O estranho à minha lareira

não pode ver as formas que eu vejo,

nem ouvir os sons que eu ouço.

Apenas percebe o que é.

Enquanto, para mim, tudo o que foi

é visível e claro.

Há coisas das quais não posso falar.

Há sonhos que não podem morrer.

Há pensamentos que enfraquecem o coração forte

e empalidecem as bochechas

e enevoam os olhos.

E Deering's Woods é fresco e belo,

e, com uma alegria que é quase dor,

o meu coração volta a vaguear por lá.

E, entre os sonhos dos dias que foram,

reencontro a minha juventude perdida.

E a estranha e bela canção,

os bosques ainda repetem.

A vontade de um rapaz voa com o vento

e as ideias da juventude são ideias enraizadas."

Ele escreveu isso?

E mais alguns.

General.

À vontade.

"Não olhai tristemente para o passado.

Não volta mais.

Melhorai sabiamente o presente.

É vosso.

Ide ao encontro do futuro sombrio,

sem medo

e com um coração viril."

Não és apenas Charley. Quem és?

- Longfellow. - Sim, senhor.

Vou reunir-me com os oficiais.

Sim, senhor.

Ele disse Longfellow?

E é: "Um se for por terra, dois se for por mar."

Muito bem.

Ofendeste o filho do maior poeta dos EUA.

Acham que o pai dele mo autografaria?

Já saberias ler?

Vai passear!

Meu poeta.

Promete-me

que não deixarás que esta guerra leve os nossos filhos.

Marchar!

Companhia, alto!

Disparar!

- Hudson! - Sim, senhor.

Leve o meu cavalo!

Dão-te um tiro se entrares ali.

- Senhor. - É ele outra vez.

Desculpe, senhor...

Porque não está a guardar a carroça de mantimentos?

Bem, senhor, é por isso que estou aqui.

Pensei que seria mais útil na frente.

A combater.

E quem guardaria a carroça de mantimentos?

Com licença, senhores.

- Charley, não faças isso. - Senhor!

Charley.

Senhor, porque estou continuamente a quilómetros

de todos os combates?

Não é o melhor sítio onde estar?

Não, não é. Para mim, não.

O seu binóculo, senhor.

Senhor, isto tem alguma coisa que ver com o meu pai?

Pergunte aos políticos.

Então, é verdade?

Verdade? É isso que procura?

Vê aquelas carroças ali?

- Sim, senhor. - Estão vazias.

- Sabe porquê? - Não, senhor.

Porque ordenei aos meus oficiais

que mandassem 200 homens para um matadouro!

Ao meio-dia, aquelas carroças estarão cheias

de homens ensanguentados!

Os meus homens. Oficiais como você.

Por isso, diga-me que oficial quer ser.

Como eu?

Um morto?

Ou um que guarda a carroça de mantimentos?

Parece que o seu pai decidiu por si.

Caro Charles,

espero que esta carta te encontre bem

e de boa saúde.

O verão chegou, mas ainda não tive notícias tuas.

Temendo que as cartas se percam,

tenciono que sejam entregues em mãos

pelo teu adjunto.

Espero que esta solução não te perturbe.

As flores estão em pleno florescimento,

um aviso da natureza de que o teu aniversário se aproxima.

Que aconteceu ao tempo?

O meu filho, de repente, é um homem.

O teu tio Thomas manda cumprimentos.

Tem sido um enorme apoio para nós,

constantemente a persuadir-me a sair de casa.

Formou-se uma irmandade mais profunda

e lembro-me

de que ele está de luto pela irmã,

tal como eu estou de luto pela minha esposa.

No outono passado, até nos convenceu, a mim e ao Ernest,

a caçar patos.

Talvez te surpreendas

por eu ter convidado o reverendo.

A tua mãe tinha razão sobre o reverendo.

Ele é um bom homem, que leva boa vontade ao Homem.

Ali vêm eles!

Ficou provado que ele é melhor pastor de gente

do que caçador de patos.

Esta arma tem dois canos.

Dê cá isso, reverendo.

Os teus irmãos sentem a tua falta, Charley.

Eu sinto a tua falta, filho.

Há muitas coisas de que sinto falta.

Como desejam que alguém bata à porta

e sejas tu.

Como temo que batam à porta com notícias tuas.

Para todos os pais de filhos combatentes,

o bater à porta é uma obsessão terrível e linda.

Mas vou seguir o conselho de um poeta outrora famoso,

que escreveu: "Vamos, então, levantar-nos e agir,

com coração para qualquer destino.

Ainda conseguindo, ainda perseguindo.

Aprendamos a trabalhar e a esperar."

Estou orgulhoso de ti, filho.

Mantém-te seguro.

Beijinhos do pai.

Levante os olhos.

Sr. Longfellow, levante os olhos, por favor.

Obrigado.

"25 de dezembro de 1841. Natal.

Hoje, pela primeira vez,

ajoelhei-me diante do altar..."

... e recebi a comunhão.

Muitas vezes, já me encolhi

como demasiado impura para lidar com essas coisas sagradas.

Mas hoje,

no Sabbath mais sagrado do ano,

neste aniversário do mundo,

pois Cristo nasceu para conceder a verdadeira vida a todos,

não senti nenhum pavor, nenhum terror supersticioso,

mas uma ternura e uma alegria avassaladoras.

Quando o clérigo me ofereceu pão

com estas palavras: "Coma isto em memória de Cristo."

Seguiu-se um profundo temor

e eu já parecia a mim mesma uma nova criatura.

O vinho completou esta crença no mais íntimo da minha alma,

aquecendo, reavivando, recriando a sua existência.

À felicidade, demasiado profunda para ser dita ou pensada,

sucedeu a uma paz abençoada.

O amor do Pai envolve-me como uma atmosfera,

pressionando uniformemente todo o meu ser

como uma luz.

Narro este acontecimento, porque é um dos poucos

que tornam a vida memorável

e a morte feliz.

Igreja da Nova Esperança Virgínia, 1863

Quanto tempo vais ficar a olhar para a igreja?

Até congelarmos?

Charley.

A minha mãe sempre adorou ouvir os sinos da igreja.

Chamava-lhes vozes otimistas da igreja.

Parece que a igreja perdeu a voz.

Sim.

Longfellow!

Mas o adjunto, não.

Aí vem o teu anjo da guarda.

Gleason, apresente-se aos homens.

Procurei-o por todo o lado, tenente.

Chegou o correio. Outra carta do seu pai.

As palavras do seu pai consolaram muitos.

Seria de pensar que fariam o mesmo pelo filho.

Sim, seria.

Ele escreve-lhe semana após semana, mas o tenente nunca responde.

Não tenho nada que dizer.

Nada que dizer?

Sabe quantos jovens vi dar o último suspiro?

Sabe o que cada um deles diz

antes de o fazer?

"Diga aos meus pais que os amo."

Leia as cartas dele, Charley.

Responda-lhe.

Pare de fugir, sim?

Tenho ordens para o levar vivo

e nunca desobedeço a uma ordem.

Vá, Charley! Vá!

Dois rebeldes! Atravessaram o acampamento!

Apanhem-nos, rapazes!

Voltar!

Chefe. Dois rebeldes, provavelmente de uma força maior,

atrás das árvores.

Dois? E voltaram? Que orgulho!

Que estás a fazer?

Atraímo-los.

Dá-me a espingarda.

Quero proteger a igreja.

Queriam-nos naquele campo aberto por alguma razão.

Se o general Meade não acaba com isto, acabo eu.

Fi-los fugir.

Não vou perder tempo a arrastar feridos por aquela floresta.

- É uma emboscada! - Mande um batedor.

Não.

Eu vou, chefe!

Lidero uma pequena unidade ao longo daquelas árvores...

Vai ficar aqui!

O tenente Longfellow vai.

- Eu vou com ele. - Eu também, chefe.

Vai um homem! É uma ordem!

Charley!

Voltar!

Voltar!

Quem é, Ernest?

Uma mensagem do Exército do Potomac

para o Sr. Henry Longfellow.

Sou o Henry Longfellow.

Ele foi ferido.

Gravemente ferido.

Ernest, quase morreu.

Pode ter ficado paralisado.

Está no comboio 475 para Washington.

Vou pedir ao tio Thomas que cuide delas.

Partimos hoje à noite.

- Que aconteceu ao Charley? - Levou um tiro.

- E se Deus também o levar? - Pai, ele está vivo.

Vamos encontrá-lo.

O Charley vai ficar bem, pai?

Ele vai ficar bem.

O tio Thomas fica convosco até voltarmos.

Pai, temos de fazer as malas!

Vamos encontrá-lo.

Vê as carruagens, Ernest.

Todos a bordo!

Vê aqui. Aqui.

- É o professor Longfellow? - Sim.

Sou o Dr. Babayev, de Riga.

Doutor!

Dê-me a sua mão.

Sou cirurgião do Exército dos EUA,

diretor de emergências médicas.

O meu filho está vivo?

O seu filho?

Charles Longfellow. É segundo-tenente...

Não conheço nenhum Charles.

Vim ter com três homens.

Louis Agassiz, Emerson e Henry...

Estou desesperado para o encontrar.

Também sou escritor

e traduzi o seu Hiawatha para russo.

Tenho-o aqui. Espere.

O seu Hiawatha encontra a mão que o escreveu.

Pode autografar-mo?

Não.

Não.

Charley.

Ele vai sobreviver?

Prometi à mãe dele.

Pai.

Pai.

- Desculpa. - Não.

- Desculpa. - Lamento muito, filho.

Quero ir para casa.

Vou levar-te para casa, meu filho.

Vou levar-te para casa.

Vou levar-te para casa.

Estás bem, filho?

Melhor do que nunca.

Bem, não quero que fiques muito confortável.

Quero a minha cama de volta, um dia.

O filho pródigo voltou.

O que é meu é teu.

O azevinho é bonito.

Foram as tuas irmãs.

Não sei o que as encantou mais.

Procurar os presentes

ou passar às escondidas por ti enquanto dormias.

Vejo que lhes tens ensinado caligrafia.

Não, o azevinho é das tuas irmãs.

O bilhete... O bilhete é da Mary.

Feliz Natal, Charley! Bem-vindo a Casa!

Não há dor como a dor que não fala.

Tens escrito muito?

Não, não tenho.

Quando os tempos sabem a pólvora,

toda a literatura perde o gosto.

Não me sento à escrivaninha

desde que a tua mãe morreu.

O sino caiu do campanário.

O quê, filho?

Estava tão perto daquela igreja quando levei o tiro.

Não precisas de falar disso.

Num minuto, estava montado no cavalo

e, no seguinte, estava no chão,

incapaz de me mexer.

A não ser para abrir e fechar os olhos.

E preferi mantê-los fechados.

Charley!

E, quando voltei a abri-los,

estava dentro da igreja.

Para a frente.

Aqui.

Está tudo bem, Charley.

- Dispa o casaco. Anda lá. - Sim, senhor. Aqui tem.

- Tome conta dele. - Vais ficar bem.

Vais ficar bem.

Eliot! Elliot, apanhámo-los!

Apanhaste-o?

Vais ficar bem.

Está tudo bem, Charley. Está tudo bem.

Devia haver um milhão de buracos de bala.

A madeira estava lascada por todo o lado

e o metal retorcido e desfigurado.

Deitaram-me num banco.

E, acima de mim, estava o céu,

onde antes estava o campanário.

E, ao meu lado, estava o sino.

Olhei para ele, ali deitado, a fazer pouco de mim.

Aquela "voz da igreja", como a mãe diria,

era apenas um cadáver de bronze no chão

de uma igreja destruída.

Fiquei com frio, pai.

Fiquei com tanto frio.

Tinha medo de ter razão.

Razão em quê, filho?

No que disse na noite em que parti.

Sobre Deus.

Sobre Deus estar morto.

Ficou tão escuro.

Sentia a morte a tomar conta de mim.

Então, fechei os olhos e esperei que acontecesse.

E, então, ouvi.

O sino.

E, quando abri os olhos, brilhava tanto.

E foi então que vi.

Viste o quê, filho?

O que tinha perdido.

A esperança.

NOVA ESPERANÇA

E, mesmo que aquele sino

estivesse numa pilha de escombros,

tocava mais alto e intensamente

do que se tivesse sido içado no topo da torre mais alta.

Pai, és esse sino.

E ainda não deixaste de tocar.

Tenho de ir.

É véspera de Natal e há muito que fazer.

Pai.

Sim?

Escreve.

Descansa.

"Narro este acontecimento,

porque é um dos poucos que tornam a vida memorável

e a morte feliz."

Natal de 1841.

Ela tornou-se a noiva de Cristo

e depois tornou-se sua.

Foi só por essa razão que veio, Henry?

Eu...

Só queria que soubesse da profunda fé

e devoção da Fanny.

Todos os que conheciam a Fanny

sabiam da sua profunda fé e devoção.

Que carrega, Henry?

Seja o que for,

pode deixar aqui.

Fui casado antes.

Ela chamava-se Mary Potter.

Éramos amigos de infância.

Casámo-nos no verão de 1831.

Nunca soube.

Foi noutra vida.

Que aconteceu?

Éramos jovens.

Eu era ambicioso.

A Mary queria um lar.

Eu queria um nome.

Convidaram-me para lecionar

línguas modernas em Harvard,

com a condição de eu estudar durante um ano na Europa.

A Mary estava grávida de seis meses

quando a minha ambição a levou para o outro lado do oceano.

Ela abortou algures na Holanda.

A criança teve uma existência breve,

nasceu apenas para ser enterrada.

A Mary morreu uns dias depois.

Nunca culpei Deus pela morte deles.

O culpado sou eu.

E, mesmo quando a nossa filha morreu por doença,

a fé da Fanny manteve-me forte.

Mas com a morte da Fanny...

Em que deve um homem acreditar?

Quando a Fanny era viva, a minha fé estava viva.

Com a Fanny morta, a minha fé está...

Obrigado por ouvir, reverendo.

- Já lhe tomei bastante tempo. - Henry.

A Fanny desapareceu da Terra, sim.

Mas ainda fala nessas páginas.

E Ele também, nestas.

Estão ambos bastante vivos.

Já é Natal, pai?

Só quando ouvirmos os sinos.

Dorme bem, meu anjo.

Ouvi os sinos

no dia de Natal.

Ouvi os sinos no dia de Natal.

Ouvi...

... os sinos...

... no dia de Natal.

Ouvi os sinos no Natal.

Certo.

Paz na Terra,

boa vontade aos homens.

Os campanários de todos...

Sim.

Até tocarem, cantarem...

Uma voz, um toque, um canto sublime.

Paz na terra boa vontade aos homens

Mas não há...

Não há paz.

Pretendo que a minha caneta eleve a união, não as espadas.

Elevou um exército de espadas!

Henry!

Porque me tirou a minha poesia?

A raiva.

Nunca mais escreverei.

Estou a escrever ficção?

Não há paz na Terra.

E, em desespero,

baixei... a cabeça.

Não há...

Não há paz na Terra,

disse eu.

Pois o ódio é forte

e faz pouco da canção...

... da paz na Terra,

boa vontade aos homens.

Quanto tempo vais dormir, meu poeta?

A minha poesia... vive.

Deus vive!

A minha poesia vive.

Então, tocaram os sinos,

mais alto e intensamente.

Deus não está morto,

nem dorme.

O errado falhará,

o certo prevalecerá

com paz na Terra,

boa vontade aos homens.

Ouvi os sinos

No dia de Natal

As suas antigas e familiares

Canções de Natal tocam

E selvagens e doces

As palavras repetem-se

Da paz na Terra

Boa vontade aos homens

E pensei em como

O dia havia chegado

Os campanários de toda a cristandade

Rolaram

A canção ininterrupta

Da paz na Terra

Boa vontade

Aos homens

Então, tocaram os sinos Mais alto e intensamente

Pai, levanta os olhos.

Nem Ele dorme

O errado falhará

O certo prevalecerá

Com paz na Terra

Paz na Terra

Paz na Terra

"O amanhecer não está distante, nem a noite é sem estrelas;

O amor é eterno!

Deus ainda é Deus e a Sua fé não nos falhará;

Cristo é eterno!"

Tradução das legendas: Nadine Gil

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