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BRITÂNICOS SE RENDEM
YORKTOWN, VIRGÍNIA
19 DE OUTUBRO DE 1781
Esquerda, direita, esquerda!
Direita! Esquerda, direita, esquerda!
Esquerda, direita, esquerda!
Esquerda, direita, esquerda!
Esquerda, direita, esquerda!
Esquerda, direita, esquerda!
É isso mesmo! Voltem para a Inglaterra.
Vão para casa!
Eles nem olham para nós.
Chamaremos a atenção deles.
Rapazes, toquem para eles algo mais animado para marchar.
Ei, inglesinhos! Aqui!
Vocês perderam!
Como é a sensação, hein?
De perder para um exército de rebeldes e franceses?
GUERRA IMINENTE
DECLARAÇÃO
QUER SE JUNTAR A NÓS? E-MAIL loschulosteam@gmail.com
"A GREAT IMPROVISATION" DE STACY SCHIFF
Eu e outras personalidades de Nova York discutimos
a criação de uma sociedade dedicada ao princípio.
Acredito que a abolição seja necessária,
mas deve ser abordada de maneira cuidadosamente gradual.
Em relação à alforria, por exemplo, acho adequada a libertação da servidão
assim que o preço de compra tiver sido recuperado.
O que lhe prometi, Benoit?
Serei libertado após sete anos, Sr. Jay.
E assim será, supondo que certas condições sejam atendidas.
Chegamos.
Ele providenciou tudo como ele gosta, claro.
Ele não paga aluguel, trata as dívidas como meras sugestões.
O neto circula por aí de peito empinado e se autodenomina secretário dele.
E, mais importante, ele está fascinado pelos nobres em Versalhes.
Insisto que ouça tudo que ele diz com grande ceticismo.
A idade o abateu?
A ele jamais deveria ter sido confiada essa incumbência.
Vencemos em Yorktown para nos ajoelharmos diante de um rei francês?
Fomos instruídos a fazê-lo.
Mas pretende obedecer a essa instrução?
À intenção dela.
Porém, não necessariamente ao pé da letra.
Meu bom Dr. Franklin.
Sr. Jay.
O senhor veio aliviar um homem cansado de seu fardo?
Não, senhor.
Mas, por desejo do Congresso, vim ajudá-lo a edificar a paz.
- O que tem em mente? - Dar pouco e ganhar muito.
Exatamente minha intenção.
Deseja dizer alguma coisa?
Eu já disse.
O Sr. Adams me acha muito amável com nossos aliados.
Ele deve ter mencionado.
Ser amigos de todos é não ser amigo de ninguém.
Um dilema que jamais o atormentará.
- Não vim para agradar. - No que foi muito bem-sucedido.
Seria melhor nos encontrarmos amanhã.
Que bobagem. Organizei um jantar para nós. É tudo que precisamos...
- Doutor? - Foi só uma pontada.
- É... - O senhor precisa...
Estou bem.
Aceita conversar diante de um assado e um bom vinho?
- Acho que vamos nos entender. - Vamos?
Seu criado precisa comer?
Não faço ideia.
- Deve estar satisfeito. - Por quê?
Os ingleses se renderam. Conseguiu aquilo pelo que pagou.
- Ou melhor, pelo que saqueou do Tesouro. - Como se não estivesse envolvido.
Não brinco de soldadinho do outro lado do mundo.
Só conto dinheiro.
Disse ao rei que não custaria um centavo.
- Mas foi o senhor que gastou. - Aonde quer chegar?
Acha que terá lucro com esses seus EUA?
Que o ouro todo vai voltar para a França?
- É razoável achar que sim. - E se estiver errado?
E se americanos e ingleses fecharem um acordo e nos deixarem de fora?
- Nada podem fazer sem a nossa aprovação. - É mesmo?
É o que o senhor faria se pudesse se safar?
É um conspirador ardiloso, Necker.
E o senhor não é?
A França poderia ir à falência, sabe?
Não acabaria bem
para nenhum de nós.
Muito bem, senhores, vamos à reunião.
Já falei, Beaumarchais estava na plateia.
- Não o vi. - Ele saiu antes do fim.
Ele que se foda.
Acha que ele veio vê-lo?
Por que não? Sou o único aqui com talento.
E eu sou o saco do rei.
Eu me curvo diante da minha rainha.
TINTURA DE ARSÊNICO
- Odette, visita. - Um instante.
Entre.
Que elegância.
Eu mal o reconheceria.
Recebeu as flores?
São suas?
Que gentileza.
Nada comparado ao que merece.
É muita gentileza sua me mandar flores.
Eu lhe daria o mundo, se quisesse.
O que eu faria com ele?
O que desejasse.
Penso em você o tempo todo.
Certamente não valho a pena.
E você?
Você pensa em mim?
Ouça bem.
Uma pessoa virá aqui, e precisaremos ficar a sós.
Entende?
E se isso não me agrada?
Desafie-o a um duelo.
Mas ficarei triste se perder.
Eu não perderia.
Isso seria pior ainda.
Como assim?
O Sr. Beaumarchais esteve aqui hoje e elogiou muito minha atuação.
Eu o convidei para uma visita.
Tem um papel na nova peça dele e...
Não vai estragar essa chance, vai?
Quando posso vê-la?
Mais tarde, sim?
E temos nossas instruções.
O que dizer, senão que devemos obedecê-las?
Devemos mesmo?
O que quer dizer?
Que o Congresso se prostituiu ao entregar sua soberania ao conde de Vergennes.
Isso é que é afirmação sensata.
Não entramos em guerra para receber ordens de Versalhes.
Ingratidão é um péssimo jeito de estabelecer a reputação dos EUA.
Esta é a exigência do seu amigo para nossas fronteiras.
Tudo a oeste de Allegheny será da Espanha para ser utilizado pela França
ou reservado para nativos ignorantes.
E com a Grã-Bretanha no nosso cangote, como um paxá sobre o penico.
Foi essa a nação que imaginou?
Eu não recusaria uma porção do Canadá.
Como pretende consegui-la?
Já que nossos anfitriões não estão dispostos a oferecê-la.
Com boa vontade e persuasão amistosa.
Viu por que foi enviado, senhor?
Se não podemos contar com a França, em quem mais confiaremos?
Em Deus e em nós mesmos, Dr. Franklin.
O senhor infringiria deliberadamente as instruções do Congresso?
Eles estão a 5.000km e dois meses de distância.
Por que nos confiaram esta tarefa se não para decidirmos o melhor?
Isso é sofismo, Sr. Jay.
Pois então serei claro.
Se as instruções comprometem nossa honra, sugiro descartá-las.
Assim.
Sou eu.
Odette?
Não é o que pensa. Ela sofreu um acidente.
Que acidente?
Foi um mal-entendido. Mas já passou, e ela está bem agora.
Por que ela o chamou?
Deve confiar em mim.
Você não se importa com ela, só se importa com si mesmo.
Você não vai gostar.
Odette.
- Está doente? - Só passei mal.
- Chamarei um médico. - Não precisa.
- Você está fria. - Estou bem.
Diga o que houve.
Não foi nada sério. Era só algo que eu precisava resolver.
O que isso quer dizer? Me conte.
Que ela não está pronta para deixar o papel de inocente.
Era meu?
Era meu?
Estou cansada.
Está na hora de amadurecer.
Estou aqui.
Ashcroft, não é?
Bancroft.
Claro. Sinto muitíssimo.
Quem é o senhor?
Strachey, subsecretário do Ministério do Interior.
Deve saber por que estou aqui.
No Palais-Royal?
Em Paris.
Para negociar a paz com os americanos, eu diria.
É difícil de acreditar que chegamos a esse ponto, mas aí está.
O estranho é que eu fui encarregado de...
Bem, o homem a quem o senhor...
- Como posso dizer... - Vendi segredos.
Ele não voltará.
Como assim?
Ele foi despachado.
Para onde?
Não sei bem. Suriname?
Ele foi embora?
Sem dúvida, sim.
Mas também não.
Como?
Não sabe do paradeiro dele, sabe?
Bem, achei que ele estaria aqui.
Mas não está. Eu é que estou.
O senhor não tem novidades para compartilhar, tem?
Seria muito útil, enquanto nós seguimos em frente.
Está tudo no relatório, receio.
Sim, claro.
Pois muito bem.
Já esteve na Flórida?
Não tive esse privilégio.
Tenho uma plantação lá, de índigo.
Ela requer muitos negros.
Acho que vou perder tudo.
Venham. Venham as duas.
Esta aposta é para o senhor.
Nós dois, hein?
Que tal?
Até a última vela se apagar.
Como?
Boa sorte.
Já vi a rainha jogar isso em Versalhes.
Fomos agraciados com a realeza.
A carta perdedora.
Notei que era importante assim que o vi.
Eu disse a mim mesmo: "Esse homem sabe apreciar..."
A carta vencedora.
- Estamos todos com azar. - O senhor apostou no valete.
- Como? - Apostou no valete.
Não no dez.
Está enganado.
Mexeu nas suas fichas.
Como fiz isso?
Pense bem no que vai fazer.
O senhor também.
- Conde de Artois. - É o irmão do rei.
Ele põe crina de cavalo na última ficha.
E, enquanto ele vai falando, desloca a pilha.
Não é, senhor?
Não me culpe por tentar, Vossa Alteza.
O outro bolso.
Vá embora.
Que tolice é essa sobre o senhor e minha cunhada?
É verdade.
Estive em Versalhes com meu avô.
Quem é ele?
Benjamin Franklin.
É verdade. O senhor é o mico de La Fayette.
Não sou nada de ninguém.
E agora o grande herói vai lutar pela liberdade de novo.
Nobre para cacete.
Ele já vai tarde.
E o que o senhor faz?
Ando com putas, bebo, jogo...
Muito bem.
Temos interesses em comum.
Venha. Acharemos uma atividade para o senhor.
Estamos de acordo?
Não deixaremos espaço para equívocos.
Eles devem garantir que não falarão com a Grã-Bretanha sem nos avisar.
- Exigirão o mesmo de nós. - Nossas instruções já deixam isso claro.
Não haverá nada além disso.
Pois sejamos francos entre nós.
Nossa intenção é enganar.
Não.
Nossa intenção é advogar.
O senhor concorda?
- Dr. Franklin, concorda? - Vamos buscar nossos termos.
Não estou entendendo o que estão dizendo.
O senhor leu nossas instruções e viu do que estamos incumbidos.
Sim, eu as li.
Então qual é sua preocupação?
Que nem todas as ordens sejam obedecidas.
O que quer dizer?
Só o que eu disse.
Essa é uma acusação ultrajante.
- Não o acusei de nada, Sr. Adams. - O senhor me chamou de mentiroso!
Mas acabou de dizer que não é. Por que eu duvidaria do senhor?
E o senhor?
Que garantia temos
que não negociarão a paz com os ingleses e nos abandonarão?
A mesma garantia que o senhor me deu.
Não é o suficiente?
Não acredita na palavra do Congresso...
- Perdão. - Ele está fingindo de novo.
Senhor conde, meu amigo.
O doutor está sentindo dor.
O senhor e eu trilhamos juntos um longo caminho, não foi?
Trilhamos. Com muitas reviravoltas.
E eu pude conhecê-lo como um verdadeiro e generoso aliado,
e um homem honesto.
Agora, o desfecho pelo qual ambos nos sacrificamos anos a fio está à vista,
e nós dois estamos ávidos, aguardando-o.
Mas, eu afirmo, diante de todos reunidos nesta sala...
que nós não o trairemos.
E fiéis ao senhor continuaremos a ser, mon ami.
Como assim?
- Falei a verdade. - Não foi o combinado.
Os senhores combinaram. Eu só ouvi.
Está do lado dos EUA, da França ou do seu mesmo?
Dr. Franklin, tenho grande consideração pelo senhor, mas se não agirmos juntos...
- Pare. - Sr. Adams, por favor.
Não vou ficar quieto diante de...
- O que você anda aprontando? - O senhor não deve falar.
Mas estou falando.
Então?
Consegui um cargo na corte.
Qual? De saco de pancada?
Isso foi outra coisa.
Você me preocupa, rapaz.
Melhor preocupar-se com si mesmo.
Faça como quiser.
Meu algoz. Que punição vai me dar?
Sem dúvida, o senhor já fez seu diagnóstico.
Uma pedra na bexiga que tenho ao menos há 50 anos.
E agora ela o derrubou.
Tem solução?
Litotomia.
Lithos, pedra. Tomos, cortar.
Uma incisão pelo abdome, acima do púbis, e remoção da pedra com fórceps.
Pode realizar a operação, Sr. Bancroft?
Eu preferiria confiá-la a outros com mais experiência.
Mas isso o curaria?
Onde estão o Sr. Adams e o Sr. Jay?
- Lá fora. - Pode chamá-los?
Se sua hierarquia na corte permitir.
Ele passou a noite ao seu lado. Não consegui tirá-lo daqui.
- Quais são as chances? - De sobreviver ao procedimento?
O senhor já fez esse cálculo.
Estou em agonia, amigo.
Então deve se arriscar.
Mas não me envolverei em tal carnificina.
Enquanto isso, não deve se mexer.
Seria melhor, de algum modo, entrar pela uretra.
Um tubo de modelo inteligente subiria pelo canal e...
- Como se sente, senhor? - Apto para os trabalhos de Hércules.
Creio que esse tipo de esforço não será necessário.
Sim, Sr. Adams?
Eu desejo...
Quer dizer, eu não deveria ter duvidado do seu desconforto.
Devo ter lhe dado motivo.
O Sr. Adams e eu discutimos como proceder.
Ambos acreditamos que um adiamento não auxiliará nossa causa.
Não mesmo.
Assim, achamos melhor prosseguir com os britânicos.
Mantendo-o informado do nosso progresso, claro.
Dentro do possível.
E a garantia para nossos aliados?
O senhor deu sua palavra.
Proponho outra coisa.
Nós nos reunimos aqui
e trabalhamos em harmonia, visando nosso objetivo comum.
Acha que seria prudente?
O que Versalhes diz?
Está vendo como é?
Nem mesmo a batida da morte abala aquela vaidade colossal.
- Sr. Adams... - Até no túmulo ele insistiria
que é indispensável.
Temos que nos reunir ao redor dele para que só ele
- resolva tudo... - Sr. Adams...
- ...e nos entregue à sua plateia... - Sr. Adams!
Precisamos dele.
O que quer?
Vim servir ao conde de Artois.
Quem disse?
Por ali.
Ande logo.
A quem serve?
Sirvo ao conde de Artois.
Ele serve ao conde de Artois.
A quem o senhor serve?
Vamos! Rápido, esquilos miseráveis!
Entreguem estas.
Rápido. Sejam rápidos.
- Senhor, por favor! - Por favor, senhor.
Lá.
Marie, terá que lavar este lençol de novo.
E, Louison, pode levar...
Não fique parada aí.
Não vou implorar.
Devia ter trazido meu bloco de desenho.
Senhora.
Como vai?
Animado com sua chegada.
Após uma ausência extremamente longa.
Estive ocupada com questões familiares, receio.
Espero que esteja tudo bem.
Eu serei avó.
É a maior bênção da vida.
O senhor está envolvido em questões de peso, pelo que sei.
É um toma lá dá cá, senhora. Pura e simplesmente.
E o Sr. Temple?
Está prosperando, imagino.
Ele...
Ele embarcou em uma carreira na corte.
Nunca duvidei do potencial dele.
Pretendem continuar se alfinetando?
O que posso fazer?
Já dei banho nele e troquei os lençóis. Vamos levá-lo até a cama.
Isso eu consigo fazer, obrigado.
Está gostando disso, não é?
Não. Não nessa situação.
Será um prazer deixá-lo em paz.
Não, eu peço que fiquem.
Por favor, as duas. Por favor.
Eu lhe trouxe uma coisa, mon bon papa. Pode adivinhar o que é?
Um leitão e um xerez bem envelhecido?
Não exatamente.
Deve se manter aquecido.
Deixe-o entrar.
Primeiro-Ministro, eu lhe apresento...
Quem é o senhor, afinal?
O senhor é que sabe.
Sr. Paul Wentworth.
Senhor conde, que grande honra.
Considera-se um cavalheiro?
Só quando me convém.
E por que está no país?
Gosto de um bom Bordeaux.
Não brinque, não está na taverna.
Para garantir a vitória da Inglaterra contra os rebeldes.
Não parece ter sido bem-sucedido.
Não foi por falta de tentar.
Não é, seu vermezinho?
Conte da negociação entre a Grã-Bretanha e os EUA.
Os americanos querem foder vocês tão logo puderem.
Se posso falar isso aqui.
O Dr. Franklin jurou outra coisa.
Ontem à noite, jurei a rameiras que as amaria para sempre.
Hoje não sei lhe dizer como se chamam.
Queremos a mesma coisa.
O quê?
A melhor saída para um mau negócio.
Não desejamos obtê-la do mesmo jeito.
Não. O senhor não gosta de sujar as mãos.
É o que o torna um cavalheiro.
- Tire-o daqui. - Queria um trunfo, eu o trouxe.
O senhor me trouxe um porco chafurdando na lama.
O que eu faço com ele?
Por mim, pode enforcá-lo.
Viu? Terei minha recompensa de qualquer modo.
E se ele falou a verdade?
Vou mandá-lo a Londres.
Nossos interesses devem vir em primeiro lugar.
Prefiro ser decapitado. Para o senhor, não faz diferença.
Com prazer, mas mais tarde.
Até lá, mantenha-me a par das conversas dos seus compatriotas.
- Isso é muito incomum. - Não é vantajoso para nós, Sr. Oswald.
Já estamos em terras hostis.
O local exato em que negociamos pouco importa.
- Mas estamos indo até eles. - Isso desequilibra a balança.
Deveríamos dar meia-volta e ir embora?
Só destaquei as circunstâncias.
Sr. Grenville?
Eles não ficarão com Terra Nova. Isso eu garanto.
Dr. Franklin, sinto-me honrado de estar em sua companhia.
Lamento vê-lo tão indisposto.
Não se preocupe, senhor. Estou grato pelo encontro.
Talvez futuras negociações devam acontecer com todos nós acamados.
Foi só uma sugestão.
Antes de continuarmos,
os senhores se consideram em dívida com a França
em relação a acordos que possamos fechar?
Pretendemos agir de modo que...
Que nos permita continuar em harmonia com nossos fiéis aliados.
Pergunto, pois os interesses deles não são os seus.
E podem se ver obrigados por um tratado a uma guerra que não desejam travar.
Pagar dívidas continua sendo uma obrigação devida.
Um ponto de honra para os homens.
Mas as nações usam cálculos diferentes, não é?
Três questões são essenciais.
Nossa independência incondicional, a retirada de suas tropas
e a ampliação de nossas fronteiras.
Queremos discutir a reparação para as propriedades confiscadas.
Plantações, por exemplo.
Com base em quê?
Com base em que súditos leais à Coroa sejam compensados por suas perdas.
E as pilhagens que os senhores impuseram aos americanos?
O que as recompensará?
Sua própria rebelião ilegal é que nos fez...
Podemos discutir essa questão de modo livre e aberto em outra ocasião?
Assim eu gostaria, Sr. Oswald, mas ninguém aqui vai ficar mais jovem.
O que propõe?
O Canadá.
O que tem ele?
Deem-no a nós.
Que parte dele?
Ele todo.
Terra Nova inclusive?
Eu diria que sim.
- Impossível. - É imprescindível.
Como assim?
A antiga exploração do sagrado bacalhau pela Nova Inglaterra.
Um século de pescadores ladrões não configura uma reivindicação legal.
Pelo direito natural de uso sob o Common Law.
Talvez após um passeio no Reino Unido queiram também o Tesouro de Sua Majestade.
Chega desta impertinência.
- Não serei intimidado. - Dr. Franklin.
Sr. Oswald.
Que tal uma xícara de chá?
Vamos. Rápido, bajuladores.
Com licença. Olá.
- Mensagem para o Sr. Gérard. - Dê-me.
- Devo entregar a ele pessoalmente. - Pois terá que caçá-lo na Inglaterra.
Strachey não passa de um hipócrita.
Já Grenville, aquele aprendiz tosco, precisa de um tapa na orelha.
Mas Oswald é um sujeito astuto como os da laia dele.
Homens caolhos?
Escoceses.
Temi que fosse dizer isso.
Não vê que ele quer nos dividir?
Vejo, e não sou tolo de deixar que o faça. Esse desatino cairá no colo de outro.
No meu? É o que quer dizer?
Que eu seria o agente... Que minha resolução...
O senhor tem mesmo a ousadia de...
Senhores!
O dia foi longo.
Pode me achar irascível ou dado a julgar, mas anote o que digo.
A hesitação dele para com a França é uma pedra que vai nos afundar.
Aproximem-se, senhores!
Esta noite teremos uma apresentação excepcional.
Por dez soles! Apenas dez soles!
Vejam, senhores! Os grandes seios dos Pirineus!
Não hesitem, mas aguardem a vez dos senhores!
Todos terão oportunidade!
- O senhor sentiu prazer? - Sim, foi maravilhoso.
Ei, cavaleiro, quer experimentar?
Veja o que tenho para o senhor.
Eu o levarei ao paraíso.
Eu o levarei ao inferno.
Está perdida?
Eu fugi de casa.
Um padrasto cruel?
Ele me trancou na torre.
Mas você fugiu.
Resgatada pelo meu amor.
Onde ele está?
Morreu em um campo de batalha,
em um lugar chamado Virgínia.
Ele morreu pelos EUA, não é?
E levou meu coração junto.
Como posso ajudar?
Cinco libras.
Adiantadas.
Adoro uma boa história.
Por aqui.
Sim.
Olá.
Não está feliz em me ver?
Não, pelo contrário, caro amigo. Eu...
Temi que algo houvesse lhe abatido. Pela sua aparência, imagino...
Lembra do que eu falei?
O que exatamente?
Que eu o levaria comigo.
Para o Suriname?
Para o inferno.
- O que é isso? - É a confissão de traição do rapaz.
Não reconhece? O senhor a escreveu, afinal.
O quê?
- O que faço com isso agora? - Entregue a um destinatário interessado.
Nossos patrões já estão negociando. Para que isso?
Assim evito revelar a farsa que o senhor é.
Vão enforcá-lo por isso,
caro amigo.
Paguei a ela cinco libras.
Não vou desperdiçá-las.
Faça algo útil.
Agora é moda se vestir de pajem?
A rainha gosta de simplicidade.
Assim você logo será um príncipe
enrolado em trapos.
Gérard foi à Inglaterra.
- Como? - Ele partiu esta tarde.
E como sabe disso?
Tenho um informante no gabinete dele.
E o objetivo da jornada?
Não sei dizer.
Mas se fosse jogo de xadrez, eu vigiaria o bispo do rei do Sr. Vergennes.
Consegui lhe ensinar algo afinal.
Parece que agora seremos obrigados a jogar um jogo diferente.
- Mas deu sua palavra. - Dei?
Uma pena, na verdade.
Eu gosto muito dos franceses.
Desculpe incomodá-lo a essa hora, mas...
Algo veio à tona e eu...
Sou obrigado a buscar o conselho mais sábio que conheço.
O senhor é generoso demais.
O senhor, modesto demais.
Como deve saber,
por vezes, ajudei o Dr. Franklin a organizar os documentos dele.
Uma missão impossível, na minha opinião.
Mesmo assim, eu tentei.
Para meu desalento, descobri
que levei algumas correspondências para meus aposentos sem querer.
Não é motivo de pesar.
Claro. Mas...
Encontrei isto.
Tem a caligrafia do Sr. Temple.
Não posso atestar a veracidade nem explicar por que o doutor a escondeu.
E por que me mostrar?
Porque há muito em jogo para confiar em um homem de lealdade suspeita.
Bem...
o senhor caiu em si finalmente.
Senhor?
Tem o filho e o neto, no entanto, de alguma forma o patriarca é inocente.
Não o alertei sobre a duplicidade dele há anos?
Eu não queria acreditar.
Nosso destino não pode se basear em quereres.
Posso ficar com isto?
Se for preciso. Eu...
Bancroft, eu o parabenizo.
Como um patriota.
Legendas: Flávia Fusaro
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