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Original subtitles

Ele tinha família?

Tinha uma garrafa

e um barraco sob a ponte de Notre-Dame.

Pagarei o enterro.

É mais do que ele esperaria.

Por que mandou outro no seu lugar, doutor?

Fui avisado que corria perigo.

- Quem avisou? - Alguém na sua organização.

Diga-me o nome dele, assim posso cumprimentá-lo.

Ele deseja permanecer anônimo.

Assim também como eu.

O cocheiro.

Como?

Ele deve ter visto algo.

Ele parou apenas uma vez, segundo diz, na barrière de Passy.

E o agente alfandegário?

O senhor suspeita de alguém?

- Não sou policial. Eu… - Ele não foi encontrado.

Mas investigaremos a fundo, eu prometo.

Poucos podem examinar o próprio cadáver.

Menos iam querer fazê-lo.

Um tipo interessante, não?

Talvez eu o inclua numa peça.

Se ele não me incluir em nada antes.

Pode me dar um instante com meu compatriota?

Vou ver quem mais morreu.

Isso é culpa minha.

- Matou este homem? - Posso ter matado, sim.

O engodo foi meu.

Por insistência minha.

Por isso, só posso estar grato, assim como estou pelo seu cuidado comigo.

Sabe em quem não confio?

Em Lenoir.

- Foi ele que o alertou. - Assim disfarçaria as intenções dele.

Suspeita de alguém na corte?

Talvez uma pessoa a serviço dos ingleses,

ou então alguém próximo a mim, determinado a me ver fracassar.

O senhor…

Adams?

O que acha?

Não posso acreditar que ele faria algo tão bárbaro.

O que tornaria o plano dele ainda mais incontestável.

Fique atento.

Só posso confiar no senhor.

GUERRA IMINENTE

DECLARAÇÃO

QUER SE JUNTAR A NÓS? E-MAIL loschulosteam@gmail.com

"A GREAT IMPROVISATION" DE STACY SCHIFF

Temple.

Marie-Joseph-Paul-Yves Roch-Gilbert du Motier?

Eu mesmo.

Querem lhe falar.

Que tipo de idiotas são os senhores?

- Quantos tipos existem? - Não falei com o senhor.

Nem reconheço sua existência.

E o senhor.

Eu tinha a vaga impressão que seria um homem sensato.

O que o convenceu a entrar nessa aventura imbecil?

- Bem… - Não me importa!

Mas o senhor.

Achei que a experiência em combate

fosse controlar sua inclinação natural à estupidez.

Claramente, me enganei.

Senhor conde, lembre-se, está falando com um general do Exército Continental.

Estou falando com o sujeito irritante que perturbou meu gabinete meses a fio.

Ele agora enfiou na cabeça que vai invadir a Inglaterra

com os vagabundos tontos que achou nas docas de Le Havre!

Vercingetórix derrotou os romanos com menos.

O que disse?

Que poderia ter dado certo se não tivesse nos impedido.

Lembro de um rapaz me procurar há pouco tempo.

Ele tinha um comportamento modesto

e, admito, sua naïveté era cativante.

Sabe o que vejo agora?

Um homem.

Não.

Vejo mais um tolo presunçoso desfilando de roupa de seda

e orgulhoso da própria imagem no espelho.

Agora já pode se considerar francês.

Vercingetórix. Ele é que foi herói.

- Foi estrangulado. - É um jogo para vocês, não é?

Amigos, daremos um jeito de continuar…

O que deu nele?

Ao menos não fomos presos.

Mas isso é loucura.

Assassinos nos portões, cadáveres no necrotério.

Não se pode sair de casa sem ser atacado.

Claro, penso no senhor.

Estou mais preocupado em encontrar meu neto.

Ele está com Jacques. Os criados os viram na estrada.

Por que não os deteve?

- Por que não impeço os pássaros de voar? - Aonde eles iriam?

Ao lugar mais vergonhoso para a mãe e o pai dele.

Perdi a esperança.

Tirei-lhe o dinheiro, mas não posso mudá-lo.

Receio que devo dizer o mesmo.

Meu amigo…

estou hesitante em levantar a questão agora, mas…

Seus pagamentos.

Um homem sempre deve ao outro, assim é o mundo.

Portanto, preciso perguntar quando posso esperar…

O Congresso prometeu resolver a questão rapidamente.

Sim, mas

eles resolvem mesmo?

Dr. Franklin.

Não posso dizer à minha esposa…

Sei que está aí.

Ela sempre teve faro para dinheiro. Bem…

Entre logo!

O senhor está vivo.

Lamento decepcioná-lo.

Não seja ridículo.

A última coisa que preciso é que vire santo, por mais improvável que pareça.

O que deseja?

Estou sendo expulso da minha casa.

- O que ele falou? - Algo sobre os canteiros…

- Ele não tem nada melhor a fazer? - O que quer, Sr. Adams?

- Não. - O que disse?

Não, não vou negociar um tratado com Londres.

Ninguém lhe pediu isso. Essas são instruções do Congresso para mim.

Dizendo que o senhor não dará "nenhum passo significativo

sem consultar os ministros do rei Luís".

Informarei o conde de Vergennes e pronto.

- Recomendo que não faça isso. - Mas que surpresa.

- Como assim? - Acha tão inacreditável

que eu possa chegar a termos favoráveis sem o senhor agitar sua varinha mágica?

Pelo contrário,

tenho certeza de que será bem-sucedido em nos colocar nas mãos do inimigo.

Que golpe baixo, mesmo vindo do senhor.

Não vou renegar a confiança e a amizade

- dos franceses… - Que bobagem.

- …por uma traição oportuna! - Um delírio…

Eles honraram as promessas e abriram portas!

Isso e um jumento o levarão ao Boston Common!

Seus filhos.

O que têm eles?

Preocupa-se com o destino deles?

Questiono a firmeza de caráter.

Rezo para seguirem devotos a um Deus misericordioso.

Eles vivem em meu coração.

Eu queimaria isso, no seu lugar.

Nada de bom sairá daí.

Leve minha bolsa, não quero problema. Por favor.

Vai ser rápido assim.

Como ousa?

Achei que fosse ele na carruagem. Ele nos enganou.

Só um de nós empunhou a faca.

Fiz minha parte. Não me culpe pelo fracasso.

O que soube?

- Procuram o agente alfandegário. - Não o acharão.

- Tem outro meio de resolver. - É, mas ele continua por aí.

- Só precisamos de mais tempo. - Eu não tenho. E nem o senhor.

Adams quer se livrar de Franklin.

O Congresso o apoia.

O velhote não poderá impedi-los.

Deixe que eles briguem, e a Inglaterra colherá os frutos

sem mais percalços no caminho.

Ouça, é melhor que ser pego, não é?

Posso me ferrar nessa.

E o senhor também.

Se eu cair, cairá comigo.

Vamos, três copos e a castanha.

Achem a castanha e dobrem o valor apostado.

Aqui.

Perdeu.

Dê-me dinheiro.

Não tenho nada.

Ia conquistar a Inglaterra de bolso vazio.

Não foi meu pai que me jogou na sarjeta.

Não, você se ferrou e tem medo de voltar para casa.

Não é minha casa. É onde meu avô…

Vive à custa dos meus pais.

Ora, falei a verdade sem querer.

O que me importa?

Palavras de gente grande.

Escondendo de mim? Que grande amigo.

Agora, nós dois somos reis.

Até mais.

Vou lhe contar um segredo. Ela o achou adorável.

- Quem? - Você sabe quem.

Vá se foder!

Não se bate na porta de uma moça dessas.

Não se sabe quem está do outro lado.

Não será você.

Ouça, você fez besteira e não tem quem culpar.

Sei como é isso.

Podemos ir até St. Roch lhe arrumar um padre,

ou pode fazer o que um cavalheiro na sua situação faria.

O quê?

Venha, pirralho. Vamos ao campo.

"…para oficial e formalmente anunciar a intenção dos Estados Unidos…

…para oficial e formalmente anunciar…"

Sr. Adams.

…para oficial e formalmente…

Com licença.

…anunciar a intenção…

dos Estados… dos Estados Unidos…

Pode falar inglês?

Não entendo nada do que está dizendo.

Conforme instruções recebidas,

informo-lhe, chanceler Charles Gravier, conde de Vergennes…

Esse é meu nome.

…que os Estados Unidos da América autorizaram John Adams, de Braintree,

ou seja, a minha pessoa, a negociar a paz com a Grã-Bretanha.

O quê?

- Os EUA autorizaram… - Eu ouvi isso.

Pretende comunicar ao seu inimigo que é simpático à rendição?

Para receber propostas de paz sem requisito prévio.

E quer que eu aprove este estratagema extraordinário.

O Congresso me pediu…

Este gabinete passou um ano ouvindo o Dr. Franklin insistir

que não haveria tratado de espécie alguma sem uma garantia de sua independência.

O Dr. Franklin não é o portador destas instruções.

Sua autoridade é maior que a dele?

As instruções vieram do…

O senhor espera que nós lhes desejemos sorte e nos afastemos

sem retribuição pelos nossos esforços?

Seus esforços, senhor?

Uma criança perceberia suas intenções.

Importunar a Grã-Bretanha,

controlar o poder americano e fazer da França vitoriosa no seu jogo de nações.

"Poder americano."

"Poder americano!" O que isso significa?

O poder de drenar os nossos cofres?

E, ainda assim, continuar perdendo?

Reclamar a cada passo do caminho?

Seu generoso presente de mal comandados navios, triste arremedo de exército…

Que belo talento o senhor tem para encontrar defeito nos outros,

mas nenhum em si.

Ponha seus navios na costa.

- Cerque o inimigo. - E agora um mestre estrategista.

Tire deles o comando do mar ou nada mudará.

Ficar aqui ouvindo um palhaço desmiolado…

Eu entendi.

Ouça o que eu digo.

Não sou um adulador meloso louco para ser seduzido por suas graças

como certas pessoas.

Estou aqui para fazer negócios sérios e vou lhe cobrar seu compromisso.

Se não honrá-lo, buscarei o que for mais vantajoso para nós com qualquer lado…

Está ouvindo?

Sr. Adams.

Posso lhe fazer um pedido?

Qual?

Quer fazer a gentileza de sair deste gabinete imediatamente

e nunca mais voltar, haja o que houver?

Prefiro nunca mais falar com o senhor.

Deve estar satisfeito com si mesmo.

Eu lhe avisei.

Acha que não enxergo seus ardis e artimanhas?

Aconselhou-me exatamente contra…

Bom dia, senhora.

Contra o que mais queria que eu fizesse.

Se me acha tão transparente, por que fez o que fez?

- Para provar que estava errado. - Provou o contrário.

Ao menos, falei o que penso.

Um hábito garantido para tornar-se desagradável.

Claro. Seu maior objetivo na vida.

Agradar a todos e ser inútil para tudo que não satisfaça seu apetite.

Antes assim a semear desastre por onde passo.

Não precisa mais se preocupar comigo.

Eu mesmo pagarei minha hospedagem.

Vou deixá-lo com suas amantes e seu neto infame,

onde quer que ele esteja.

Presenciei seu teatro festivo, senhora.

Foi atraente para os olhos, mas pouco edificante para a alma.

Que sujeitinho estranho.

Talvez ele tenha razão, fiquei tempo demais para o pouco conquistado.

Pelo jeito, é o que o Congresso acha.

Pois eu acho que o senhor não ficou tempo o suficiente.

"Acredite em mim, querida,

enquanto sua juventude ainda floresce.

Em seu frescor mais verdejante…

acumule, acumule sua mocidade.

Pois a idade vai macular sua beleza, assim como murchou esta flor."

Que deprimente.

Senhora?

Ele está tentando convencer uma mulher a se deitar com ele antes que fique feia.

Ronsard se refere à natureza fugaz da vida.

- A rosa que desabrocha de manhã… - Não se engane, Cabanis.

A questão é abrir as pernas.

A senhora aprecia o inesperado.

Nuvens, anjos, unicórnios feridos,

passarinhos aninhados nas mãos.

O homem fala qualquer coisa para ter a mulher. Não concorda?

Acho que…

Na verdade, basta que ele seja direto.

Não que ela nunca tenha pensado no assunto.

A senhora é contra poesia?

Nunca ouvi um gato recitar rimas. E eles se reproduzem com facilidade.

Não é mesmo, Aza?

Está na hora de eu ir dormir.

É, não faça cerimônia.

Devo acordar o abade?

Deixe-o. Nunca se sabe quando precisaremos de um padre.

Até que enfim.

A senhora permite que ele more aqui.

Ele pode se tornar algo, um dia, mas, provavelmente, não.

Enquanto isso, é divertido atormentá-lo.

E a mim também?

O que fiz ao senhor, senão alimentá-lo e adulá-lo?

A senhora acariciou meu rosto, algumas vezes.

E aonde isso nos levou?

A esta mesa, com o abade cochilando atrás de nós

e a hora se aproximando da meia-noite.

Bem tarde para um senhor idoso.

Talvez eu deva me deitar com o abade.

Esse seria um escândalo dos mais comuns.

Tem algo mais em mente?

Não entendi.

Seu francês é um tanto irregular, afinal.

Bem…

Vou para o meu quarto. Não sei o que vai fazer.

Boa noite.

Droga! Malditas criaturas.

Entre ou feche a porta.

E pare de atormentar os gatos.

Vai ficar parado aí?

Então?

Sempre se despe devagar?

Tem algum lugar para ir?

Minha paciência é limitada.

Devo avisar,

tenho uma erupção cutânea escamosa,

gotas nas pernas

e uma horrorosa pedra na vesícula.

O senhor sabe seduzir uma dama.

Venha cá, sua rosa virgem.

Senhora? Sra. Brillon?

Perdão?

Só falei, senhora, que tenho certeza de que sua filha deve refletir

a natureza refinada da estimada mãe.

Talvez eu e o senhor possamos discutir, em particular, as providências…

Diga a nós dois seus termos, coronel.

Somos uma família de banqueiros.

Não temos relação com a corte.

Temos terras dentro e fora da cidade nas quais investiremos visando lucro.

Sua família não tem prestígio.

Eu diria que compensamos prestígio com ouro.

Temos 300 arpentes na Borgonha. Vão junto com ela.

Um moinho em Orleans. Os aluguéis de seis fazendas no Canal da Mancha.

E o meu cargo no Tesouro.

Uma contabilidade exata seria ideal.

Está aqui para comprar um nome, senhor.

Acho que a balança está equilibrada.

Vá buscá-la agora.

Mamãe, papai.

Filha.

Este é o coronel Paris d'Illins.

Ele adoraria ouvi-la tocar.

Provavelmente, ele zarpou de Southampton e atracou em Le Havre.

Um estivador foi morto nas docas nessa época.

- Por que não o pegou então? - Faltavam provas e testemunhas.

Isso nunca foi problema para o senhor.

O pincel escolhe o pintor?

- Esse sujeito tentou matar Franklin? - Possivelmente.

Também registrei visitas ao Dr. Franklin de um tal Sr. Williams,

dizendo representar o primeiro-ministro britânico.

Porém, nenhum dos espiões no gabinete de lorde North ouviu falar dele.

Onde ele está agora?

Em Paris, sem dúvida. Ele não para.

- Mas não é difícil de achá-lo. - E por que não o encontra?

Quer que eu o faça?

Ele está esfaqueando gente por aí.

- Ninguém significativo. - Por enquanto.

Nem todo peixe deve ser fisgado.

- O senhor quer… - Deixe-o fazer o que está fazendo.

Enquanto isso, estamos de olho nele. Pode ser útil em algum momento.

O Dr. Franklin não pode ser assassinado.

Estabeleceremos aí o limite.

Esta conversa nunca aconteceu.

Passei a manhã cavalgando.

Café, Sr. Lenoir?

Não, obrigado, senhora.

Café me deixa agitado.

Por que ele sempre vem no meu café da manhã?

Porque você deixa.

O que você acha?

Cuidado para não precisar dele mais do que ele de você.

A questão, Vossa Majestade, é quanto a França cederia em honra

sem perder muito em dignidade.

Londres propõe que cada lado fique com o território já ocupado

ao fim das hostilidades.

O Dr. Franklin foi informado dessa trégua proposta?

Estou tratando com lorde North.

Conde de Maurepas, nosso tratado com os EUA garante a independência deles.

E independentes serão. Com o pouco que não perderam, ao menos.

Quando o primeiro-ministro ia me informar das conversas com Londres?

Não devo satisfação ao chanceler.

Meu compromisso é com Sua Majestade e a França.

Não podemos dar empréstimos para uma guerra que não estamos vencendo.

A França provou sua força.

Temos que chegar a um acordo com o inimigo.

Farei o que Vossa Majestade decidir.

No entanto,

precisarei da ordem por escrito.

Disse "por escrito"?

Se a França vai sair da guerra, deve ser mediante sua assinatura, senhor.

Não faça isso.

Eu lhe devo isso.

- Por quê? - Por contrariar seu desejo.

Não me opus ao plano,

só à pressa da execução

e ao recrutamento do meu neto.

- Não tenho desculpa. - Onde ele está?

Ele nos deixou em Versalhes. Não o vi mais.

Tenho planos para o garoto, marquês. O senhor entende?

Com todo o respeito, não o vejo como um garoto,

e não sou eu que deve entender.

Diria que o rei gosta do senhor?

Ele não mandou me estrangular.

Preciso que fale com ele.

Para deter os ingleses, precisamos de navios no mar e homens em terra

antes que seja tarde.

Por que não pede ao comte de Vergennes?

Meu amigo, o Sr. Adams, dificultou muito essa tarefa.

Abrimos uma nova frente? Lutamos de outro modo?

O senhor tem um bom conhecimento do campo.

Irei até ele,

eu o convencerei…

e ele me dará o comando.

Bien sûr. Temple voltará. O senhor verá.

Eu fugi do meu irmão e nunca mais voltei.

Eu tinha 17 anos.

Não foi melhor assim?

Veja o custo até agora, Maurepas!

E não tem fim à vista.

O que o senhor faria?

Culparia Vergennes de tudo.

É trapalhada dele, afinal.

E nós dois saímos limpos.

Conversaremos mais tarde?

Rápido! É o Sr. Maurepas.

- Está respirando? - Não sei.

O coração parou?

Tem certeza? Certeza absoluta?

Salvo uma ressurreição, sim.

Ele está mortinho mesmo.

Pois bem.

Não podemos perder essa oportunidade.

O senhor agora será o primeiro-ministro da corte?

Se Sua Majestade aprovar.

Quero ser o primeiro a parabenizá-lo.

Ambos fomos libertados da interferência de colegas complicados.

Bem, receio que a ausência do Sr. Adams não seja

tão permanente quanto a do conde de Maurepas.

Então, devemos agir com rapidez.

Se me chamou a fim de obter minha aprovação para uma trégua,

Sr. Primeiro-Ministro, receio que terei que decepcioná-lo.

O senhor é muito bem-informado.

Eu estava supondo. O senhor agora admitiu.

Uma trégua poria fim à guerra e aos gastos.

Mas não garantiria nossa independência, e é isso que importa.

Para o senhor.

A próxima campanha deve ser a última. Depois dela, não poderei ajudá-lo.

E esta ajuda totalizará…

Mais seis milhões de libras francesas, talvez.

Um presente.

Um empréstimo. Um último empréstimo.

Só o dinheiro não cumprirá o propósito.

Eu devo lhe pedir…

Navios de linha, fragatas e, digamos, 5.000 soldados da infantaria?

- Está igualmente bem-informado. - Também estou supondo.

- Não venceremos sem isso. - Vai depender do rei.

Posso esperar que leve o caso até ele?

Sempre contei com seu apoio.

O Sr. Adams é o punho, não é? E o senhor é a luva.

Jean! Jean-Jean!

Sr. Jacques.

- Eu estava esvaziando os penicos. - Claro que estava, meu velho tenaz.

Ninguém avisou que viria. A casa não está pronta.

Não se preocupe, Jean-Jean. Estamos aqui pelo prazer do campo.

Para respirar ar puro, olhar cristãos honestos nos olhos…

Para… Para que estamos aqui?

- Para foder e matar! - Foder e matar!

Não dê ouvidos, ele não tem modos.

Calem a boca!

Esta é a Srta. Odette Caillot, da Comédie-Italienne.

- Senhor. - Senhor! Ele não é senhor, é Jean-Jean.

Quero apresentar uma pessoa. Onde está Temple?

Temple!

- Ei! - Ei!

Temple!

Vamos! Vamos, Temple!

Jean-Jean, sabe o que está vendo?

Um jovem cavalheiro?

Um americano. Sabe o que é isso?

Um tipo de turco?

Um homem livre. Ninguém manda nele.

A vida e o destino dele a ele pertencem. Diga algo americano.

Dê-me a liberdade ou dê-me a morte.

O que achou?

Deve ser muito bom.

Dê-me a liberdade! Ou dê-me a morte!

Liberdade ou morte!

Devo procurá-lo?

Por quê? É criado dele também?

Jacques. Jacques.

- O que quer? - A caçada vai começar.

Já peguei algo. Achei que fosse um cervo, mas era uma gata.

Miau.

Amigos guardam segredos, não é?

A adaga!

Tome, senhor.

Faça as honras.

No coração!

Você não entende. O cervo queria que você o matasse.

- Não foi o que pareceu. - É igual à mulher.

É preciso caçá-la. Do contrário, não vale nada.

E aí, a lança!

Não é, querida?

No seu caso, é um dedinho.

Senhoras e senhores,

são o bando mais deplorável de trapaceiros e rameiras

que já tive o azar de encontrar.

Desprezo todos vocês e desejo que peguem uma bela gonorreia.

Também o odiamos.

Como não aguento ver vocês,

alguém deve fazer algo para me divertir agora!

Uma canção.

- Uma canção! - A princesa africana!

Ela deve cantar!

Ela não é africana, seus chupadores miseráveis!

Ela é a joia da Comédie-Italienne.

E se quiserem ouvi-la terão que implorar.

- Não é? - Pare.

Está tudo bem.

- Quero ouvi-los implorar! - Deusa de ébano…

- Ó, Vênus negra… - Grande amazona preta…

- Conquiste-nos! - Conquiste-nos!

Viu? Eles a veneram.

Assim como eu.

Quando meu amante está me cortejando

Ele sofre, ele suspira, ele chora

E ele passa os dias me contando

Seus problemas mais graves

Oh, se ele passasse o tempo De modo diferente

Mais feliz seria a mulher

Preciso receber alguma retribuição

Mas estamos no campo.

Saibam do seguinte sobre as mulheres…

"É o perigoso espelho"…

Não pode voltar a Paris no meio da noite.

Melhor que ficar aqui.

Vai ser morta.

- Outro cavalheiro que quer me ajudar. - Não sou cavalheiro.

O que é então?

E o que está fazendo aqui?

Não sei, eu…

- Estou fugindo do lar. - O que é lar?

É o seu lugar.

Alors, onde é o seu lar?

Em lugar nenhum.

Acha que ele é seu amigo?

Ele não tem amigos.

Tem pessoas que ele seduz, de quem empresta dinheiro

ou a quem ele gosta de humilhar.

Quando ele não puder tirar mais nada de você ou ficar entediado,

não vai lembrar de quem você é.

E por que está com ele?

O que você acha?

Ele lhe dá joias compradas com o dinheiro do pai?

E o que você tem a oferecer?

Um título? Propriedades? Uma pulseira de diamantes?

- Como vai me impressionar? - Com nada. Não tenho nada.

Dei um soco no Jacques.

Por quê?

Ninguém deve tratá-la daquele modo.

Odette, minha joia, volte para a festa!

Tudo bem.

O que foi?

Falei: "Tudo bem."

Odette. Odette!

- Srta. Odette, eu juro… - Pare de falar.

Com licença.

Jean-Jean.

Jean-Jean.

Senhor?

- Onde estão todos? - Foram embora.

- Quê? - Eles partiram horas atrás.

Lorde merdinha e os amigos.

Como faço para voltar?

Paris?

- Ora. - Veja quem apareceu.

- Achamos que não nos amasse mais. - Já chega.

Por que fede a batata podre?

Onde está Gilbert? O que houve?

Você não sabe?

Viva os EUA!

Partiremos para a Virgínia em duas semanas.

Agora com 7.000 homens e a aprovação do rei.

Ele passou o comando a Rochambeau.

- Que é mais experiente. - Somos muito nobres.

Estaremos ocupados.

Lembram de quando nos divertíamos?

E você, meu amigo?

O que tem eu?

Vai fazer as pazes com seu avô e se unir a nós?

- Nós quatro juntos. - Vamos nos divertir.

- O que disse? - Receberá pagamento.

Fazer as pazes com o meu avô?

O que faremos? Pelos velhos tempos?

Como sabe o que meu avô acha de mim?

- Eu… Eu falei com ele. - E vocês falaram a meu respeito?

Acha que sabe o que devo fazer?

- Eu só queria… - Que direito você tem?

É porque Washington o adotou?

Mas não lhe darão um exército. E por quê?

- Cuidado… - Senão?

Você fala muito, mas não faz nada.

- Farei algo agora. - Vamos!

Ei! Ei!

O que deu em você?

Em mim? Não estou correndo para lutar uma guerra que não tem a ver comigo.

Vou ficar. Encontrei alguém aqui!

Vocês são uns tolos.

O que faz aí?

Estou organizando os papéis.

Não precisa.

Já comecei.

Tomei vinho do porto demais.

Não lhe faz bem.

Alivia a gota.

Só piora.

Algo vai acabar comigo. Por que não isso?

Pretende passar a noite aqui?

Esses precisam ser copiados.

Aliás, espere até amanhã de manhã.

Farei agora.

Duas… duas cópias?

Exato.

Uma em inglês.

E uma em francês.

Legendas: Flávia Fusaro

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