All language subtitles for Estritamente Confidencial 2024 WEB-DL 1080p x264 DUAL 5.1

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Original subtitles

- Rebecca!

- Jemma, como está minha filha linda hoje?

- Poupe-me, mãe.

Ainda acho essa ideia péssima.

- Essa semana vai ser boa, eu juro.

Sei que vai ser meio estranho...

- Não é estranho, mãe.

Os amigos são da Rebecca, não meus.

- Eles vêm passar o verão conosco há anos.

Recebê-los agora é o certo a fazer.

Já faz um ano, querida,

eles sofreram como nós.

Sei que é difícil vê-los sem pensar nela, mas prometo,

nunca mais precisa vê-los depois desta semana

se não quiser. - Promete?

- Por favor.

Seria a vontade da sua irmã.

- Tudo bem. - Obrigada.

Talvez seja um fechamento.

Precisamos disso.

- Quando chegam?

- Amanhã à tarde.

Todos confirmaram, menos a Natasha.

Mia está tentando achá-la.

- Está perdida, querida?

- Sim, procuro minha amiga, Natasha.

Ela trabalha aqui.

- Chegou em boa hora, ela já vai se apresentar.

- Obrigada.

- Senhoras e senhores, chegou a hora.

♪ Você tinha muito dinheiro ♪

♪ Em 1922 ♪

♪ Você deixou todas as mulheres ♪

♪ Te fazerem de bobo ♪

♪ Por que você não faz isso ♪

♪ Como alguns outros homens fazem ♪

♪ Saia daqui ♪

♪ Me dê algum dinheiro também ♪

♪ Você está aí sentada se perguntando ♪

♪ O que está havendo ♪

♪ Você não tem dinheiro ♪

♪ Eles vão te expulsar ♪

♪ Por que você não faz isso ♪

- Não deveria ter vindo.

- Deveria ter atendido nossas ligações.

- Sei porque está aqui, esquece.

- É só uma semana, Natasha.

Será importante para a mãe e a irmã dela.

- Você era a melhor amiga dela, não eu.

Não vou.

Tenho que trabalhar.

- O que está escondendo?

- Não vou voltar lá.

Não quero relembrar nada do último verão.

♪ Todas as boas crianças precisam de sapatos para viajar ♪

♪ Afaste seus problemas para longe daqui ♪

♪ Todas as boas pessoas leem bons livros ♪

♪ Agora sua consciência está limpa ♪

♪ Ouço você falar, garota ♪

♪ Agora sua consciência está limpa ♪

♪ E nunca faça o que você diz ♪

♪ Nunca vou ouvi-la ♪

E nunca faça o que você diz ♪

- Mia.

- Will, eu...

- Tudo bem?

- Sim, desculpe.

Oi.

- Semana difícil, né?

- Tudo bem? - Foi um ano difícil.

Eu quase não vim.

Tenho que superar isso.

Quem sabe?

Talvez consigamos superar nesta semana.

- O que conta de novo?

Odeio não termos conversado.

Conseguiu sair com alguém?

- Não, ninguém desde... a Rebecca.

- Soube que o James vem.

Vai ser estranho?

- É provável, mas o foco dessa semana não sou eu.

- Ainda se falam?

- Não, sempre vou gostar dele,

mas o James pode ser...

- Intenso, possessivo, psicopata?

- Não sou tão ruim assim, sou?

- Oi. - Oi.

- Vamos?

Reservei um carro. - Claro.

- Indo sem mim?

- Nunca faria isso.

Pensei que não viria.

- Nunca me perdoaria se eu decepcionasse vocês.

Obrigada. - Que bom que veio.

Certo.

Vamos?

- Sim.

- Oi.

- É gentil você receber minha mãe e eu, Jem.

- Quanto tempo.

- É a primeira vez que nos reunimos desde o ocorrido.

- A formatura coincidiu com tudo Rebecca,

nos afastamos mais do que planejado.

- Essa é a ideia desta semana,

nos aproximar e lembrar.

- É estranho estar aqui sem ela.

- Tento não pensar na Rebecca.

Parece duro,

mas é como consigo passar o dia.

Estava nas coisas dela.

Achei que iria gostar.

- Adorei, obrigada.

- Você ainda usa?

- Todos os dias.

- Vou deixar você se arrumar.

O jantar é às oito.

É bom te ver.

- Te amo, Mia.

- Uau.

Oi.

Você está no meu quarto.

- Desculpe, não tive a intenção.

- Fique.

- Que bom que está aqui.

Você não me respondeu. - Não.

- Por quê não?

- Rebecca.

- As coisas mudaram.

Isso não nos impediu antes.

- Me odeio pelo que fizemos,

o que fizemos quando ela...

- Não podemos mudar o passado, Jem.

- Mas posso mudar o futuro.

Me desculpe.

- Claro, este é o quarto mais sexy da casa.

Bem-vindo à minha humilde casa.

- É ótimo ter vocês aqui, pessoal.

Esta casa ficou bem solitária neste último ano,

mas não aguentaria quebrar a tradição

e não ter vocês passando as férias aqui.

Mesmo sem a minha Rebecca.

Ela amava muito todos vocês.

Não deve ser fácil estar aqui sem ela.

Saibam que sou muito grata por isso.

- Isso parece delicioso.

- Não olhe para mim.

Minha mãe se matou a tarde toda na cozinha.

- Achei que não soubesse cozinhar.

Eu não sabia.

Meu marido sempre foi o chef.

Mas depois que ele morreu, Rebecca e eu aprendemos.

Quando perdemos a Rebecca,

cozinhar virou minha terapia.

Era uma maneira...

De me sentir próxima deles.

Um brinde a Thomas e Rebecca.

- Posso me sentar com você? - Claro.

- Como você está de verdade?

- Continuo sonhando com a Rebecca,

que poderia ter ajudado, impedido.

Não sabemos de algo,

tenho certeza.

É possível que eu esteja certa?

Havia algo errado? - Mia, isso tem que parar.

Rebecca queria você vivendo.

- Eu sei.

Tem razão.

Te devo desculpas.

Por terminar daquele jeito.

Me desculpe.

- Quero voltar com você. - James, eu...

- Você precisava de um tempo sozinha

depois da morte da Rebecca, respeitei isso.

Respeitei, mas já faz um ano.

Quero ficar do seu lado.

Posso te ajudar.

Eu te amo.

- James, sempre terei lembranças muito carinhosas

do nosso tempo juntos,

mas não quero voltar com você.

Me desculpe.

- Tudo bem.

Eu entendo.

Boa noite, Mia.

- Oi.

- Natasha, obrigada por vir.

Sei que não foi fácil.

- Me desculpe pelo sumiço.

É que depois de tudo,

seu marido e a Becca,

não consegui lidar com aquilo.

Nunca quis machucar ninguém.

- Não foi sua culpa, a culpa foi minha.

- Ninguém é culpado.

Fizemos algo ruim,

mas ninguém imaginaria o que viria depois,

que sua vida seria destruída,

que perderia tudo.

Mas você não me perdeu.

Ainda estou aqui.

- Olá.

Quem está aí?

Olá.

Alguém aí?

Oi.

- Tudo bem?

- Sim, só meio nervosa.

Me assustei no escuro.

Sou Mia.

- Sebastian.

- É tarde para mergulhar, Sebastian.

- É a única hora em que sei que estou sozinho.

Sem barulho e turistas.

Normalmente.

- É melhor eu ir para casa.

Quer caminhar comigo?

- Eu já estou em casa.

Moro logo ali na praia.

- Ótimo, somos quase vizinhos.

Moro na casa da colina.

- A casa dos Lowell? - Sim.

- Você a conhecia? - Era minha melhor amiga.

E você?

- Só de vista.

O que aconteceu foi trágico.

- Foi bom te conhecer, boa noite, Sebastian.

- Quer beber algo um dia?

- Eu gostaria.

- Vamos!

- Rebecca!

Cuidado.

- Relaxa, vamos!

- Rebecca?

Rebecca?

Rebecca, Rebecca, Rebecca!

Rebecca!

- Mia.

- Meu Deus, cuidado.

Tudo bem? - Sim.

Desculpe, eu...

- Meio nervosa, eu sei.

Vou deixar você correr.

- O que você está fazendo?

Isso é lindo.

Que inveja de você morando aqui.

- Posso perguntar algo, Mia?

- Claro.

- O que aconteceu com a Rebecca?

- O que sabe?

- Ela tinha perdido o pai alguns meses antes.

- Sim.

O pai da Rebecca era ótimo.

Ele saiu para caminhar uma manhã perto dos penhascos.

Achamos que ele apreciava a vista.

A polícia diz que ele deve ter perdido o equilíbrio e caído.

Dizem que ele pulou.

Rebecca era muito próxima do pai.

Ela ficou arrasada, mas se manteve forte.

Achei que ela ficaria bem.

Viemos para cá no verão passado.

- Oi!

- Era uma tradição desde que nos conhecemos.

Íamos dar um espaço para eles no ano passado,

mas quiseram que viéssemos.

Viemos e tentamos animá-los.

Foi um feriado quase perfeito.

Apesar da perda, todos estavam felizes

até que um dia,

Rebecca me disse...

- Me desculpe. - Por quê?

- Deixa pra lá.

- Tudo bem?

- Sim.

Eu te amo, Mia.

- Horas depois, acharam as coisas dela na praia.

A bolsa e o celular.

E um bilhete para mim dizendo que estava arrependida.

A correnteza é tão forte aqui

que teria a levado em um instante,

especialmente se ela não resistisse.

- Ela deixou um bilhete?

- Sim.

Ainda me lembro das palavras.

- Querida Mia, parece loucura escrever para você.

Mesmo agora, não sei se farei isso ou não.

Não sei lidar com essa situação ruim,

é tudo culpa minha.

Saiba que a culpa não é sua.

De jeito nenhum.

Mas infelizmente, essa é minha única opção.

Me desculpe, do fundo do meu coração, me desculpe.

E eu te amo.

- Havia algo estranho na carta.

Fiquei obcecada tentando entender no ano passado.

Não fazia sentido.

Não sabia nada da situação ruim,

nem o namorado dela, nem a família.

Me levou à loucura.

Não faz sentido.

Desculpe, estou sendo confusa.

- Se acha que algo estava errado,

talvez estava.

- Oi.

Meu Deus, você me assustou.

E os outros? - Na casa.

Estou sozinha.

Tudo bem?

Foi difícil na igreja.

- Me senti menos só sabendo que estava lá.

Isso é tão confuso.

- Sim, mas não quero que pare.

- Odeio mentir para todos e minha filha.

- Não teremos que mentir um dia,

mas tudo está delicado agora.

Ninguém suportaria outra bomba.

- O que estão fazendo?

- Achamos vídeos do verão passado.

- Pare.

Pare!

Não percebem?

Não faz sentido.

Quando foi isso?

Uma semana antes dela morrer?

Ela parece uma garota que vai se deixar afogar?

Mia, talvez...

- Deve haver outra explicação,

talvez a polícia tenha se enganado.

Talvez ela... - Já pensei

muito nisso, Mia.

Quero acreditar nisso,

que minha irmãzinha não se matou.

Mas você tem que aceitar que ela fez isso por algum motivo.

Ela escreveu uma carta.

Nadou até o mar e se deixou afogar.

É só isso.

- Não posso aceitar isso. - Mia.

- Dê tempo a ela.

- Sinto sua falta.

Não sei se pode me ouvir.

Nunca acreditei em céu, mas você acreditava.

Talvez esteja aí em cima agora

com um lindo vestido branco, relaxando em uma nuvem.

Se você estiver... aí

e estiver me ouvindo,

me ajude a encontrar respostas.

Ei!

Por favor, espere!

Calma!

Por favor, espere!

Por favor!

Calma, por favor!

Por favor!

Você tem me observado.

Por quê?

- Sei o que houve com sua amiga.

- Rebecca?

Me diga, por favor.

- Aqui não é seguro.

- Por quê?

Qual é o problema? - Amália!

- Amália!

- Pergunte por Catherine Isaac.

- Não entendo.

Ela sabe o que houve?

- Amália.

Entre!

Posso ajudar?

- Catherine Isaac? - Eu te conheço?

- Não.

Mas preciso falar com você.

- Desculpe, estou ocupada hoje.

Ligue de manhã.

Posso marcar um horário. - Por favor!

É urgente.

- Desculpe pela minha filha.

Ela é muito curiosa.

- O que é esse caderno?

- Anoto sobre meus pacientes.

Tudo bem?

Você é terapeuta? - Psicoterapeuta, sim.

O que a traz aqui?

- Perdi uma amiga no ano passado.

Ela se matou.

Mas algo pareceu estranho desde o início.

- Não entendo.

- Acho que entende.

Você sabe de quem estou falando.

Talvez ela era sua paciente.

Ela se sentou aqui?

- Vá embora.

Não posso falar de nada.

- Diga se souber de algo.

Por favor.

- Qual é o seu nome?

Eu não falei.

É Mia.

Mia Faber.

- Mãe! - Agora não, querida.

- Preciso de você.

Não consigo ligar a TV. - Espere aqui.

- Não está ali... Rebecca.

Vamos!

- Lamento por sua dor,

mas não posso divulgar dados de pacientes com você.

É antiético.

Tudo falado aqui é estritamente confidencial.

- Entendo, obrigada pelo seu tempo.

- Ansiedade, falta de sono.

Ela tem medo, mas não diz de quem.

Ela cria conspirações.

Não acredita que o pai morreu de suicídio.

Acha que foi assassinato.

- O dia da morte dela.

- Grávida.

- Oi.

Te devo desculpas.

- Por que a carta foi para você?

Sou a irmã dela.

Bastava ela falar comigo.

Eu teria ajudado.

- Rebecca já disse algo estranho sobre a morte do seu pai?

Ela disse, não?

Me diga.

- A polícia disse que ele caiu.

As pessoas disseram que ele pulou.

Rebecca achava que ele foi empurrado.

- Ela disse que ele foi empurrado?

- Ela me contou o que achava alguns meses depois.

Disse que isso estava a consumindo.

Falei a ela que não tinha tempo para aquelas conspirações.

- Quem Rebecca considerava o assassino?

- Como falei, eram só conspirações.

- Vou dormir cedo.

- Meu Deus.

O que está fazendo?

- Procurando pasta de dente.

O que está fazendo?

Ei. - Estou enlouquecendo.

- O que houve?

Venha aqui.

Odeio você chorando.

- Sinto meu mundo desabando,

não sei o que está acontecendo ou em quem confiar.

- Estou do seu lado.

Estou do seu lado, certo? - Certo.

- Está melhor, não? - Sim.

Fique. - O quê?

- Não quero ficar sozinha esta noite.

Quero que você fique.

- Tem certeza? - Sim...

Fique.

- Diga "mamãe". - "Mamãe".

- Diga "mamãe".

- Diga "mamãe".

- Oi.

- Obrigado.

- Tudo bem.

Se arrependeu de ontem.

- Não.

- Sim.

Não deveríamos.

Ontem à noite, eu só precisava...

- De alguém conhecido, sou sua rede de segurança.

- Me desculpe. - Eu entendo.

Sem problemas, tudo bem.

- Sério?

- Sim.

Porque eu te amo, lembra?

- Ainda posso confiar em você, James?

Sempre.

O que é isso?

- Era da Rebecca,

ela se consultou com um terapeuta com meu nome

para ninguém descobrir.

- O que é isso?

- Rebecca morreu grávida.

Meu Deus.

- O Will sabe? - Não sei.

Mas não percebe?

Sempre achei que havia algo errado nisso.

Nunca acreditei na intenção de Rebecca se matar.

A princípio achei que este arquivo provava isso.

Rebecca não faria isso se soubesse da gravidez, certo?

- Sim. - Mas pensei.

E se ela se matou porque estava grávida?

Me escute.

E se essa era a situação ruim da carta?

- Mia, há outros meios de lidar com uma gravidez indesejada.

- A menos que o problema fosse o pai não ser o Will.

A questão não era o bebê, era a identidade do pai.

- Mia, vamos à praia.

- Vão sem mim, vou ficar

e ler o arquivo de novo

para ver se não perdi nada.

Preciso falar com o Will.

Talvez a Rebecca teve um caso.

- Mia, você está me preocupando.

Lembre-se de que quase enlouqueceu ano passado.

Quer mesmo voltar àquele lugar?

- Quero.

Pela Rebecca.

- Desculpe. - Vou pegar.

- Obrigado!

- Você não desiste, não?

- Não se houver uma chance de termos algo.

- Vou ao seu quarto depois do jantar.

Vamos conversar.

- O que é isso?

- Nada, não sabia que tinha alguém na casa.

- Nem eu.

Sério, o que é isso? - Nada demais.

É só trabalho.

- Adoraria ver seu trabalho, Mia.

- Não. - O quê?

- Eu disse "não".

- Tudo bem, Mia?

Você parece estranha.

- Devem ser os outros.

- Oi.

Falou com o Will? - Ia tentar agora.

- Estava pensando.

- Em quê?

- Tudo isso é passado,

as pessoas estão começando a superar.

Talvez devêssemos deixar isso pra lá.

- Não consigo, James.

Preciso descobrir o que houve.

Will? - Mia.

- Preciso falar com você sobre algo.

- Conversamos depois.

- Você não entende.

É sobre a Rebecca.

Você acha...

- Mia!

- Mia!

- Mia. - Mia.

Droga!

- E aquela bebida?

- É melhor começarmos com água até me contar o que houve.

- Obrigada.

Tudo o que eu achava que sabia

virou de cabeça para baixo.

Não sei em quem confiar.

- Mia...

- Me desculpe por aparecer assim.

Tinha que sair daquela casa.

Não sei o que pensar.

- Aquela bebida pode ajudar.

Mia.

Você está segura aqui.

- Obrigada.

- Limão?

- Sim, por favor.

Olá!

Alguém aí?

Lily!

Lily!

- Mia! - Mia!

- Meu Deus, isso é impossível.

- Espere, Mia!

- Pessoal, precisamos conversar.

- Espere, Mia.

Pare, Mia!

- Tudo bem?

- O que está havendo?

A semana era para lembrar da Rebecca

e vocês estão cada vez mais criativos em traí-la.

- O que houve?

- Conte a eles.

- Sinto muito, Jemma.

- Mãe, o que houve?

- Natasha e eu esperávamos

uma chance de contar algo a você.

- Contar o quê?

- Estamos namorando.

- Como assim?

- Qual é o seu problema?

- Qual é, você transa com o namorado da sua irmã morta!

- O quê?

- Ela estava viva durante esse caso.

- Ela sabia?

- Claro que não. - Não.

- Certo? Jemma...

- Diga que minha irmã não sabia sobre nós.

- Meu Deus.

- Ela via que nos gostávamos.

Me perguntou se nós...

Eu neguei.

Ela acreditou em mim.

- Ela me perguntou no dia em que morreu.

Rebecca me perguntou se tínhamos um caso.

Eu neguei, disse que era loucura,

mas ela sabia.

- Ninguém disse nada.

Todos tinham uma ideia essencial dos motivos dela

e vocês se calaram.

Vou para casa.

Tenho medo do que posso descobrir.

- Não vá, Mia.

Por que não damos uma volta, você se acalma

e pode me perguntar o que quiser?

Eu errei, mas não sou uma pessoa má.

Por favor.

- Vamos, conheço um lugar.

- Por que veio aqui?

- Consegui um arquivo da Rebecca recentemente,

anotações da terapeuta detalhando as consultas delas.

Estava lá, tão pequeno que quase perdi,

algo que a terapeuta desprezou como teoria da conspiração.

- Continue.

- Ela achava que você matou o pai dela.

Ela sabia sobre você e Natasha

e que o pai dela planejava confrontar você

e dizer que iria embora.

Meu Deus.

É verdade.

Você o matou.

Deve ser terrível para você,

ter que guardar esse segredo.

- Aquele dia começou tão normalmente,

só mais um dia no paraíso.

Quando acordei, achei um bilhete dizendo

para encontrá-lo nas ruínas no penhasco.

Era o nosso lugar especial.

Thomas sempre foi tão romântico.

Thomas?

Oi, Thomas.

Mas algo estava estranho.

Ele me disse que sabia sobre a Natasha.

Que a Rebecca nos viu juntos.

Me perguntou se estava apaixonada por ela.

Eu...

Eu só tinha que pedir desculpas a ele.

Ele me agarrou,

eu me afastei e tentei tirá-lo de cima de mim.

E...

acabou acontecendo.

Foi um acidente,

um terrível acidente.

Fui para casa esperar ser consolada,

ser levada pela polícia,

mas ninguém veio.

Então ouvi eles dizendo que ele tinha caído.

E notei que ninguém sabia.

- Menos a Rebecca.

- Isso é verdade? - Jemma.

- Como você pôde?

- Jemma. - Você matou o papai.

Você assassinou meu pai.

- Jemma, foi um acidente. - Rebecca disse que foi você.

Não dei ouvidos a ela. - Jemma, Jemma!

- Talvez ela ainda estivesse aqui!

- Jemma, pare! Pare!

- Pare!

Meu Deus.

- Não exatamente.

- Jemma!

Caramba.

- Becca?

- O que está havendo?

- Que bom que estão aqui.

Temos muito o que conversar.

- Rebecca. - Rebecca!

- Rebecca, pare! - Rebecca!

- Chega! Sentem-se, todos.

- É você mesma?

- Sim.

Sou eu.

- Mas isso significa que...

todo esse tempo.

- O que é isso?

Como você está aqui? - Paciência, querida irmã.

Tudo será revelado a seu tempo.

- Rebecca, por favor.

- Will, meu adorável e leal namorado,

obrigada por cuidar da minha irmã na minha ausência,

além do dever de cuidar de todas as necessidades dela.

E você?

Ainda apaixonada pela mamãe?

Minha mãe, no caso.

E a mamãe em pessoa.

Estou emocionada por todos se lembrarem de mim nesta semana.

Muito doce e até autêntico.

Vou fazer isso bem devagar.

Foi o que me ajudou no último ano.

Quero saborear cada segundo machucando vocês

como me machucaram.

Menos você.

Nunca quis machucá-la.

Bem...

Preparem-se, pessoal.

É uma história e tanto.

Vou contar sobre o dia em que morri.

Deveria ter sido um dia lindo.

Pássaros cantando, sol brilhando,

mas tinha um problema.

- Tem certeza?

- Fiz três testes, tenho certeza.

Seis semanas.

- Seu namorado já sabe?

- Não é dele.

Estou assustada.

Não sei o que fazer.

- Quer ter o bebê?

- Não posso.

Mas tenho medo...

Sabe.

- Estou arriscando minha carreira contando algo pessoal,

mas fiz um aborto aos 15 anos.

- Como foi? - O procedimento correu bem.

O problema foi antes.

Estava mal.

Consumida pela culpa, aterrorizada.

- Como superou isso?

- Escrevi uma carta para o bebê.

- O quê?

- Sei que parece loucura, mas funcionou.

Escrevi uma carta para o bebê explicando

e me dizendo arrependida.

- E depois?

- Fiz o aborto.

Não me arrependo, mas penso nisso frequentemente.

Foi algo muito importante.

- Já dei um nome ao bebê.

Não pretendia, mas meu cérebro fez isso por mim.

Mia, em homenagem à minha melhor amiga.

- Comece a carta, "Querida Mia"

e diga o que quiser dizer.

Você pode chegar ao fim e mudar de ideia.

- Querida Mia, parece loucura escrever para você.

Mesmo agora, não sei se farei isso ou não.

Não sei lidar com essa situação ruim,

É tudo minha culpa.

Saiba que a culpa não é sua.

De jeito nenhum.

Mas infelizmente, essa é minha única opção.

Me desculpe, do fundo do meu coração, me desculpe.

Eu te amo.

- Não era uma carta de suicídio?

- Longe disso.

- Você não pretendia se afogar?

- Eu só queria nadar, arejar a cabeça,

ter certeza de estar tomando a decisão certa.

Mas então ela veio me procurar.

- Rebecca?

Rebecca, procurei você em todos os lugares.

Rebecca?

- Eu sei o que você fez.

- Vamos te levar para casa.

- Eu sei que você matou o papai.

- Rebecca?

- Você o empurrou do penhasco

porque ele disse que iria deixá-la.

Você sabe.

Ele se cansou das suas mentiras e traições, sua...

- Rebecca, pare. - Por que eu deveria?

É verdade, não?

- Rebecca, foi um mal-entendido, pare.

- Ou o quê?

Vai me matar também?

- Eu mandei parar!

- Me solte! - Rebecca!

- Se recomponha e vá para casa.

Vamos conversar, mas você está errada.

- Não entendo.

Se não foi ela então?

- Rebecca!

Rebecca, espere!

O que foi aquilo? - O quê?

- Seu teatro de desculpas para a Mia?

Quer que ela descubra?

- Me desculpe. - Por quê?

- Deixa pra lá.

O que fizemos foi errado.

Mia merece saber quem está namorando.

- Estou apaixonado por ela. - Mas você transou comigo.

- Dá um tempo, estávamos bêbados e você deu em cima de mim.

Você queria muito, lembra? - Não me lembro!

Não me lembro de nada daquela noite!

Só sei que traí minha melhor amiga

e vou receber as consequências.

Estou grávida!

- Isso não é engraçado. - Não é piada.

- Mas é do Will.

- Não transamos há meses, ele é seu.

- Droga, o que vai fazer?

- Não sei, mas vou contar tudo para a Mia.

- Becca, espera!

Não faça isso.

Amo a Mia e faria qualquer coisa para não perdê-la.

- Você deveria ter pensado nisso antes.

- As marés te levaram.

E eles encontraram suas coisas.

A carta fez parecer um suicídio.

Mas foi você...

Que a deixou para morrer.

- Desgraçado!

- Como pôde?

- Foi por você.

Fiz isso por você.

Ela ia contar tudo.

Era impossível.

Tinha que impedi-la.

- Você acredita mesmo nisso, não?

- O que está fazendo?

- O que já deveria ter feito, chamando a polícia.

Eles decidirão o que fazer com vocês dois.

- Venha aqui. - Não toque nela.

- Você também será presa.

Não seja idiota.

- Talvez seja o que eu mereço.

- Por favor, não faça isso. - Me solte, James.

- Tudo bem.

Mia, por favor.

Minha vida vai acabar.

Você não quer isso, quer?

Sou sua rede de segurança, certo?

Eu te amo.

- Espero que receba o que merece.

- Mia, por favor, pare.

Não deixem ela fazer isso, pessoal.

Pessoal, pessoal, por favor.

- Qual é.

- Sua vagabunda!

- Rebecca!

- Se afastem ou eu juro,

nós dois caímos.

- Não! - James.

- James, olhe para mim.

Olhe para mim, estou aqui.

- Pare! - James.

- James, James, James!

Você sempre será minha rede de segurança, certo?

Solte-a e vamos conversar, tudo bem?

- Rebecca, corra!

- Morto, morto mesmo.

- Rebecca!

- O que houve?

- Sebastian me encontrou.

A maré me trouxe de volta.

- 911, qual é a sua emergência?

- Não, não ligue para ninguém.

- Alô?

Alô?

- Quando acordei, estava grata por estar viva,

então caiu a ficha do que James tinha feito,

o que ele poderia tentar se ele me encontrasse.

Tinha perdido o bebê.

A ideia de sumir surgiu

quando soubemos que consideraram suicídio.

Sebastian me jurou que não contaria que me encontrou.

Fugi assim que me recuperei.

Dei meu colar a ele como agradecimento.

No início, pensei em esperar uma semana, no máximo um mês.

Fazer todos se preocuparem e voltar depois de castigá-los.

Estava magoada.

Queria magoá-los.

Mostrar a sensação.

Semanas viraram meses.

Soube que vocês voltaram à ilha.

E estou eu.

- Ela acordou, só entram familiares.

Quem de vocês é a Mia?

Ela também chamou você.

- Não espero que nenhum de vocês me perdõe.

Se serve de consolo, perdoo vocês

pelo o que fizeram.

- Minhas lindas meninas, podem me perdoar um dia?

- Salvar a Rebecca foi um bom começo.

- A polícia veio mais cedo.

Voltarão quando tiver descansado.

- O que você disse a eles?

- Que fomos caminhar.

Estávamos brincando e James se aproximou demais da beira.

Você tentou salvá-lo, mas não conseguiu,

se machucou tentando.

- Obrigada.

- Viver com o que aconteceu com o pai

é punição o bastante.

- Posso falar com a Mia a sós por um momento,

se não tiver problema?

- Sim, estaremos lá fora.

- Por favor, não odeie a Rebecca pelo que ela fez.

Sei que ela te magoou, mas ela foi torturada

por todos nós.

- Não por mim.

- Não por você.

Mas se eu mereço uma segunda chance,

talvez ela também.

- Mia.

Mia, Por favor.

Você ainda usa seu colar.

- Todos os dias.

Tome.

Fique com ele.

Você precisa de um.

Você deu o seu. - Mia, espere...

- Todos os dias por um ano,

orei para que houvesse algum engano.

Orei por um milagre,

e que você voltasse para mim,

e você poderia ter voltado.

Você estava bem aqui todo esse tempo.

Onde você esteve no ano passado?

Onde esteve?

Não posso te perdoar.

- Você vai ficar bem?

- Não sei.

Não sei o que me choca mais, James morto

ou Rebecca viva.

Consegue perdoá-la?

- Talvez um dia.

Espero um dia.

E convenhamos, ela precisa me perdoar.

- Cuide-se, Jem.

- Boa viagem.

- Me desculpe. - Não posso conversar.

Tenho um voo.

- Queria te contar tudo, mas eu prometi à Rebecca.

Não sabia o que fazer, me desculpe.

- Ninguém sai bem dessa história.

Nos vemos, Sebastian.

- Você sabe onde eu moro se precisar de um amigo.

- Mia!

Vim te desejar boa viagem.

Me perdoe, por favor.

- Preciso de um tempo.

- Quero te contar algo.

- Outra hora.

- Mia,

eu te amo.

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