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Original subtitles

Durante mais de 500 anos os Maori lutaram com armas afiadas.

No s�culo XIX, adquiriram mosquetes...

...e o cristianismo.

Mar da Tasm�nia

Sai dos degraus!

A g�vea est� danificada!

Calma, rapaz.

Devagar. P�e-no aqui no ch�o.

Fique a� em baixo, Munro!

Juntem-se.

Tenho de confessar,

eu n�o conhecia bem o Sr. Ridley,

mas a...

a morte de qualquer homem � uma dor a ser lamentada.

Sr. Munro...

talvez queira fazer uma ora��o.

S� quem j� esteve no mar...

compreende verdadeiramente a enormidade deste mundo.

A imensid�o das suas vastas dist�ncias.

� uma coisa assustadora estar t�o...

consciente da sua pr�pria insignific�ncia.

A maioria dos homens recuaria ao saber disto.

E, no entanto, sentimo-nos t�o compelidos,

atiramo-nos para os espa�os vazios desta

Terra profunda,

sabendo, como n�s sabemos, que...

um dia...

a uma hora imprevista...

um grande custo pode ser exigido de n�s.

Encomendai agora a sua alma eterna

em nome de Jesus Cristo, nosso salvador.

�men.

�men.

Soltar a vela principal.

- Preparar para partir. - Preparar para partir!

Entre.

Um elogio digno para um marinheiro perdido longe de casa, Sr. Munro.

Obrigado.

As suas palavras e ac��es falam de um homem

que j� viu alguma coisa do mundo.

Venho de uma fam�lia de construtores navais.

E agora � pastor.

Um pastor leigo. Damos o exemplo.

Adam Smith.

Sim.

Um homem de Deus que l� sobre um mundo mercantil.

Bem, veio ao s�tio certo, Reverendo.

H� dinheiro a ganhar nestes cantos proscritos.

Os seus novos paroquianos apostaram as suas vidas nisso.

Aquele rapaz � da realeza, acredite ou n�o.

Filho de um dos chefes mais importantes.

O pai dele pediu-me que lhe ensinasse as artes do mar.

Uenuku.

Sr. Farrell, d� o leme ao rapaz.

Uenuku, leva-nos tr�s pontos para estibordo.

Alivia o leme � medida que o navio se inclina.

Muito bem.

Devias estar feliz, Farrell,

nunca mais ter�s de levantar-te antes do meio-dia.

Muito bem, j� chega.

- Terra � vista! - Sim.

O seu novo lar, Sr. Munro.

Nunca a perdi��o foi t�o agrad�vel � vista.

H� Maoris nesta zona?

Eles est�o em todo o lado.

Mesmo quando n�o os vemos, eles est�o l�.

Onde fica o ancoradouro seguro mais pr�ximo?

Uenuku? Aquela ba�a?

N�o. Aquela.

Waikura.

Muito bem, rapazes, vamos a terra,

encontrem alguma madeira, substituam a g�vea.

For�a, rapazes!

Puxem!

Olhem s� para isto!

Isso mesmo, rapaz.

Isso mesmo, rapaz. Continua.

Lindo menino.

� muito mais divertido do que a minha carga habitual, Munro.

N�o h� metade das surpresas num saco de farinha.

- Sim, de facto. - Espl�ndido.

Muito bem, rapazes, o espet�culo acabou.

Vamos l�. Um, dois, tr�s!

Sim!

Munro, o que � isso?

Chama-se um esbo�o. E por vezes um retrato.

O que � isso?

He rei-puta.

Um dente de baleia.

� a voz do deus do meu pai.

O meu nome vem deste deus.

Uenuku-kai-tangata.

Admir�vel.

E... e isto?

Toku whakapapa.

� a minha hist�ria.

A hist�ria da minha vida.

At� agora.

Muito bem, rapazes. Mantenham o ju�zo.

Estamos aqui para apanhar madeira, n�o para causar problemas.

Est� tudo bem.

Onde � que ele se meteu?

Muito bem, rapazes, venham comigo. Vamos.

Est� tudo bem. J� chega.

Est� tudo bem, Sr. Munro?

Penso que sim.

Pedi-lhe que perdoasse a sua transgress�o.

Voc� n�o quis desrespeitar ningu�m.

Obrigado.

N�o se pode negociar com pessoas com quem n�o se pode falar.

E que precisamos de madeira para repara��es.

Ele quer o cavalo como pagamento pelas �rvores.

Boyd, d�-lhe o machado.

V� l�, rapaz.

Pronto. Somos todos amigos outra vez.

Devemos estar prontos para zarpar amanh� de manh�.

Estou a pensar acampar aqui at� l�.

N�o, n�o.

Capit�o, foi uma longa viagem.

Preciso de sentir a terra sob os meus p�s.

Se vou viver neste pa�s, tenho de me familiarizar com ele.

Fui encarregado de o levar a Epworth.

E assim ser�.

Mas primeiro, por favor, permita-me ter esta licen�a.

Muito bem.

Vou deixar o Uenuku consigo.

- �timo. - Onde � que ele est�?

- Harris, onde est� o rapaz? - Capit�o?

O rapaz. Onde � que ele est�?

Uenuku!

Uenuku!

- Vai buscar os mosquetes. - Eu n�o vou para l�.

Se n�o o levarmos at� Epworth, n�o nos pagam.

Aqui, diante de si, est� o chefe da minha tribo Ng�ti Ruap�.

O meu pai, Te Akat�rewa.

O que � que quer daqui?

Solicito que poupe as vidas destas pessoas.

Esta � a minha gente destas terras, n�o a sua.

Eles n�o s�o nada para si.

Pe�o-lhe que... demonstre miseric�rdia.

� ingl�s.

O vosso rei � o George.

O Rei William agora.

O George morreu?

Sim.

Eu sentei-me � mesa dele.

N�s viemos em paz.

Ketere.

O meu filho aprendeu muito consigo.

Foi uma honra.

Este homem � a minha carga.

Tenho de o levar para Epworth.

Um escravo. Ele pertence-lhe?

De certa forma.

Muito bem.

- V� agora. - E estas pessoas?

E o que � que vai trocar

por eles?

O meu cavalo.

O meu cavalo pelas suas vidas.

Um cavalo, uma vida.

- Escolha. - N�o posso...

N�o posso fazer essa escolha.

Por favor.

Vamos. Agora.

Eu sei quem tu �s, a quem pertences.

Que valor tens tu para mim?

Vai com ele

ou mato-vos aos dois.

V�. Vamos agora!

Para o diabo com isto, Sr. Kedgley. Ela pode ficar com a minha cabina.

Venha para baixo. N�o deve ficar aqui em cima.

Venha. Por favor.

Por favor. Precisa de abrigo.

Preparar para navegar.

Pode descansar aqui,

e... e dormir.

O que est� a fazer?

N�o, n�o, n�o. Por favor, por favor, n�o o fa�a.

Pe�o desculpa.

Pe�o desculpa.

Vou arranjar-lhe comida.

E um pouco de �gua.

Isso mesmo. Para cima, juntos.

Sr. Munro.

Horace Beauchamp.

- Bem-vindo a Epworth. - Obrigado.

O marido dela foi assassinado.

Eu tomei-a ao meu cuidado.

Ela � de facto afortunada.

Sigam-me e eu mostro-vos o vosso alojamento.

Boa sorte, Sr. Munro.

Se veio aqui para purificar almas para Jesus,

vai andar ocupado. - Ajude aqui, Sr. Goldsworth.

Pronto, Sr. Munro.

- Obrigado, Sr. Beauchamp. - N�o tem de qu�.

Vou deix�-lo para tratar da sua protegida.

Fa�a favor.

Bom dia!

D�-me aqui uma ajuda, sim?

E eis que sois hoje como as estrelas do c�u...

Sr. Munro,

que prazer encontr�-lo j� a trabalhar arduamente.

Reginald de Buin.

- N�s escrevemo-nos. - Sim, claro. Como est�?

N�o � exatamente Saint Paul, mas h�-de conseguir alguma coisa.

Farei o meu melhor.

N�o se importa de se juntar a n�s esta noite para jantar?

� muito am�vel.

N�o se sente bem?

Desculpe.

Est� tudo bem.

Vem de que parte do sul, Sr. Munro?

Da costa sudeste, de Hastings, mas eu cresci sobretudo em Londres.

O meu pai era construtor naval

e queria afirmar o seu nome na capital.

Ele conseguiu?

N�o, ele matou-se lentamente com a bebida.

E o que acha de Epworth, senhor?

Parece um pouco como uma escultura na sua fase inicial.

A sua verdadeira forma ainda n�o emergiu da pedra.

Muito bem dito, senhor.

Tudo est� no seu lugar. A terra � rica.

A oportunidade � imensur�vel.

De facto, mesmo que, por vezes, pare�a um pouco prec�ria.

A terra em que estamos, alugamo-la a um chefe local,

paga com a ajuda de uma subven��o da Coroa.

E t�m boas rela��es com o vosso senhorio?

O Maianui?

Bom, at� agora. A amea�a n�o vem dele.

H� relatos de um senhor da guerra por a�.

Um completo selvagem.

Tem estado a lan�ar ataques contra outras tribos

e a reclamar as suas terras.

Ser� que �... Akat�rewa?

Conhece-o?

J� o encontrei pessoalmente, sim.

A jovem que eu trouxe para Epworth,

o seu marido foi assassinado por ordem dele.

Juntamente com muitos da sua tribo.

- Quando? - H� dois dias.

O Maidenhead parou para repara��es.

Ent�o � verdade. Ele est� a vir para sul.

Se Akat�rewa avan�ar contra Maianui,

o futuro desta col�nia torna-se, no m�nimo, incerto.

Por favor, podemos falar de outro assunto?

Doutor, como resultado direto desse encontro brutal,

a jovem que est� ao meu cuidado tem uma ferida.

Receio que tenhamos provis�es m�dicas muito limitadas,

e o meu contrato � cuidar do bem-estar f�sico

dos cidad�os de Epworth.

Tal como o seu � cuidar das nossas car�ncias espirituais, Sr. Munro.

- Boa noite. - Boa noite.

Boa noite, doutor.

O meu pai n�o me perdoar� por lhe dizer isto,

mas h� algu�m que o pode ajudar, Sr. Munro.

Sra. Hegarty?

Sra. Hegarty, o meu nome � Thomas Munro.

Pe�o desculpa por aparecer a esta hora tardia.

Tenho uma jovem... Eu...

Tenho uma jovem ao meu cuidado, uma jovem mulher Maori.

Disseram-me que talvez pudesse ajudar-me.

Ela n�o est� bem?

Ela tem uma ferida que receio que possa estar infetada.

Tem de se ir embora.

Sra. Hegarty, obrigado. Por favor, ela est� aqui.

O que est� ela a fazer aqui?

O marido dela foi morto h� dois dias

e ela ficou ferida.

Aqui.

Ela tem estado de luto.

Tamb�m se magoou, como que a arranhar-se.

Sim, � o kiri haehae. � um ritual de luto.

Certo.

Esta � Rangimai, dos Ng�ti Ao.

Conhece-a?

Pode aumentar o fogo, por favor?

Eu apliquei um emplastro para tirar a infe��o.

Se eu n�o estiver aqui,

tem de insistir para que ela beba isto.

Posso sem d�vida tentar,

mas ela n�o tem recebido nada diretamente de mim.

Bem, ela est� de luto, mas diga-lhe que � kawakawa.

- Kawa kawa? - Kawakawa.

Tamb�m est� no emplastro, com um pouco de pia manuka.

- Pearmanuko? - Pia manuka.

Obrigada, Charlotte, pelo teu poder de cura.

- Fiquem aqui. - Fiquem dentro de casa.

� o pai dela, Maianui.

Quem � que vai vingar a minha dor?

E tu, vais?

E tu, vais?

Qual de voc�s tem a cabe�a do maldito assassino?

Minha filha,

que as tuas l�grimas afoguem a terra

at� que a tua dor n�o exista mais.

Ele est� a confort�-la.

Homens do Akat�rewa.

Ela procura o assassino do marido.

- Rangimai! - Munro, n�o.

Grande Chefe.

Este � Munro.

Um homem santo

para os habitantes de Epworth.

Ele salvou a sua filha,

e devolve-a agora a si de boa sa�de.

Ficar�s aqui com o P�keh�

e ser�s orientada por ele.

Tu ser�s a fonte do meu poder aqui.

O que � que ele disse?

Ele quer que a Rangimai fique aqui e seja orientada por si.

Ele vai deixar um dos seus homens

para a proteger.

� evidente que ele tem algum respeito por si.

De Maianui, sim.

Mas n�o destes bons cidad�os.

Est� na altura de abrir as portas.

Comecemos com um hino, "Firmes como uma funda��o."

Firmes como uma funda��o

V�s, santos do Senhor

� colocado pela vossa f�

Na Sua excelente palavra

Que mais pode Ele dizer

Do que a v�s, Ele disse

Quem � o Salvador

Quem � o Salvador

Por ref�gio correram

- Excelente trabalho, Reverendo. - Muito obrigado.

H� um poder feroz nesses velhos c�nticos.

O peso de toda uma civiliza��o.

O seu alojamento � satisfat�rio?

�, sim. Muito bom.

Se precisar de alguma coisa, dirija-se diretamente a mim.

A minha porta est� sempre aberta.

Ao contr�rio da sua, Doutor.

Sr. Munro.

- Como est�, Sra. Beauchamp? - Muito bem, obrigada.

Dan�a.

Dan�a?

Muito bom dia para si, Sr. Padgett.

Bom dia.

Meia d�zia de ovos, por favor.

Ultimamente n�o o tenho visto na Capela.

E nem ver�. Eu sou da verdadeira f�,

n�o a farsa a que preside.

Acho que vai ver que a minha interpreta��o do evangelho �...

N�o me interessa a sua interpreta��o da B�blia, Sr. Munro.

Nem estou interessado na opini�o de qualquer outra pessoa

neste buraco esquecido por Deus.

Ele prometeu-nos uma oportunidade aqui.

Disse-nos que isto era uma esp�cie de para�so.

Uma palavra popular. Inevitavelmente, uma enganadora.

� uma armadilha, � o que �.

Estamos a milhares de quil�metros da civiliza��o,

agarrados a uma praia de refugo,

rodeados de selvagens da mais b�rbara esp�cie.

De que outra forma � que isto pode acabar, n�o me diz?

A n�o ser em fogo e sangue.

E, no entanto, parece estar a sair-se bem.

Registe as minhas palavras,

cada moeda que ganho vai para uma passagem para casa.

Rangimai, olha.

Est� a ver as �rvores todas?

Est�o a dan�ar juntas ao vento.

- Dan�ar? - Sim.

Olha.

Dan�ar.

Dan�ar.

Dan�ar.

Queixo para cima.

E por aqui. Dois, tr�s, quatro...

Um, dois...

Dan�ar.

E como se chama esta crian�a?

Edward Edgar.

Edward Edgar Wallant.

Por ti, Jesus Cristo veio a este mundo.

Por ti, ele morreu.

E por ti, ele venceu a morte.

Sr. Munro,

l� fora, o que faz � da sua conta,

mas n�o dentro destas paredes.

Adoramos um Deus todo-poderoso, eles rezam a folhas e galhos.

Com certeza que, se quisermos viver ao lado deles,

devemos envolv�-los... - Algumas diferen�as podem ser

demasiado vastas para serem conciliadas.

Bom dia, senhor.

Crian�as.

Podes dar-me aqui uma ajuda?

Estou a ir.

Gostavas de ir?

Sim.

Rangimai.

- Quero tr�s... - Queria...

Eu queria um quilo e trezentas de farinha.

� assim, �?

Assim como?

Vou deixar bem claro. Estou a servi-lo, Sr. Munro.

Porqu�?

Porque se eu vender aos nativos, estarei a fazer o jogo deles.

Est� a ver aquele edif�cio novo ali?

Armaz�m geral do Beauchamp.

Eles est�o a tentar expulsar-me,

mas eu vou rebaixar os sacanas, assim Deus me ajude!

E isso � de m�o dupla.

Por isso, certifica-te de que o levantas.

Muito bem. Vamos l�.

Contemplem.

� essa a extens�o da sua eloqu�ncia, Munro?

O vestido � deslumbrante.

Est�s linda, Rangimai.

O meu marido adorava este vestido.

Estamos muito gratos.

Presumo que n�o vai juntar-se a n�s esta noite?

Tenham uma noite agrad�vel.

Obrigado, Sra. Hegarty.

N�o � preciso ficarmos muito tempo.

Boa noite, Sra. Webster.

Sr. Munro.

- Dan�ar? - Aviso j� que n�o sou muito bom.

Rangimai, a tua dan�a foi espl�ndida.

Queria mais.

Eu tinha a impress�o que os selvagens estavam l� fora.

- Munro! - Que um homem inocente,

possa ser atacado e assassinado como um c�o!

Assassinado? Quem?

O Pahirua.

Temos de convocar um magistrado.

E onde � que podemos encontrar essa personagem?

A passear pelas montanhas, a apanhar ar?

N�o entende, Munro? Estamos aqui sozinhos.

Longe disso, seu tolo.

O Pahirua estava aqui sob os nossos cuidados e prote��o.

Acham que podem mat�-lo impunemente?

Pode ficar descansado, Munro, n�s vamos apanhar o culpado

com todos os recursos � nossa disposi��o.

Horace.

Temos o culpado.

As minhas sinceras condol�ncias.

Padgett.

Eu n�o fiz nada. N�o magoei ningu�m.

- Que provas � que t�m? - O homem confessou.

Depois de lhe arrancarem as palavras � pancada.

Vamos det�-lo at� � chegada do primeiro navio.

O seu julgamento ter� lugar na Austr�lia.

V�o para casa.

Posso v�-lo?

Vai lev�-lo de volta para o seu povo?

Ent�o leve o meu cavalo.

Obrigado.

N�o h� necessidade de nos acompanhar, Sra. Hegarty.

No fim da viagem, vai precisar da minha voz.

E n�o precisa de continuar a chamar-me "Sra. Hegarty".

Deve saber que

o Padgett foi encontrado morto na sua cela esta manh�.

Ent�o os seus ferimentos foram fatais?

Ele enforcou-se.

Medidas de um homem culpado.

Um devoto da Igreja de Roma?

O suic�dio condena-o ao inferno e � condena��o eterna.

Esperam que eu acredite que o Padgett ia escolher isso?

Espero que comunique ao Maianui

que a justi�a foi feita aqui em nome do seu povo.

N�o farei tal coisa.

Tem responsabilidades para com esta comunidade, Munro.

Quando � que regressa?

N�s pag�mos a sua passagem para aqui.

Constru�ram-lhe uma capela, uma cabana para viver.

N�o �, por certo, absurdo esperar que fa�a

os seus deveres em troca!

Munro!

Temos de parar aqui.

Tem um dom.

A minha m�e ensinou-me.

Ela era dotada.

Mencionou o seu marido.

Ele foi morto em combate.

Lamento.

N�o quero ser intrometido.

Ele era um guerreiro?

Quando a guerra chega, s�o todos guerreiros.

E quanto tempo viveu entre eles?

- Alguns anos. - Mas foi-se embora?

Quando o meu marido morreu, o meu lugar n�o era aqui.

Uma mulher pakeha sozinha.

O que significa essa palavra? "Pakeha"?

Bem, pode significar "serpente branca na �gua,"

ou pode significar "inimigo."

Mas pode ser uma palavra que os Maori ouviram dos baleeiros

e ca�adores de focas a chamarem-se uns aos outros.

"Vai-te lixar."

Voc�s os dois, fiquem aqui.

Grandioso Maianui,

eu vim aqui

porque sinto-me respons�vel pelo que aconteceu ao Pahirua.

Ele diz, "N�o fique triste,

salvou a vida da minha filha".

"O que � que eu devo fazer com as pessoas de Epworth?"

"Quem � que devo matar?"

Eles... eles pagam-lhe, n�o �?

Para ocupar o terreno?

Sim.

Talvez possa aumentar-lhes a renda.

Foi assim que eles chegaram aqui.

Numa frota de canoas gigantes,

apenas a navegar pelas estrelas.

Maravilhoso.

E a pedra verde que est�o a usar,

o que �? Jade?

Sim. Chamam-lhe "pounamu."

� altamente apreciada. Tem muitas utiliza��es.

Ferramentas, armas e ornamentos.

Os maoris acreditam que ela absorve

o poder espiritual do... utilizador,

e que aumenta de gera��o em gera��o.

Este � o da minha filha.

E o nome da sua filha?

Mahora.

O mosquete Brown Bess.

Bess?

At� aqui, no fim do mundo.

O mosquete brit�nico padr�o terrestre com pederneira.

H� uma forma muito mais r�pida de os carregar.

Porque n�o tentas?

Venha.

Sente-se.

"Porque � que veio aqui?"

O que � que eles querem?

"Est� a esconder alguma coisa."

"O que � isto?"

Eu... Eu...

Eu fui um soldado.

No ex�rcito brit�nico.

E n�s...

Eu liderei um ataque

no que acredit�vamos ser um reduto inimigo.

Com ordens rigorosas

para n�o mostrar qualquer miseric�rdia.

Atac�mos com fumo espesso e muita confus�o.

N�o pod�amos disparar os nossos mosquetes porque...

n�o t�nhamos a certeza quem era amigo ou inimigo.

Us�mos a espada e a faca a curta dist�ncia,

lutando �s cegas, por assim dizer.

Quase por...

por tato.

Eu... Eu cortei e... e esfaqueei

e eu rugi como uma... como uma besta.

Se n�o estivesse a usar uma t�nica vermelha, eu matava.

Eventualmente, o...

o fumo dissipou-se e eu... pude ver o que eu tinha...

o que eu tinha feito.

Mortos e... e a morrer...

mulheres e crian�as...

ca�dos � minha volta...

entre os seus guerreiros.

N�s... t�nhamos atacado uma... uma escola...

onde essas mulheres e crian�as estavam...

estavam a procurar ref�gio.

Eu deixei o ex�rcito.

E durante anos eu... Tornei-me um vagabundo.

Eu pedi... Eu pedi...

a Deus para me matar.

Mas em vez disso, Ele...

Ele enviou-me para c�.

"Eu matei mulheres e crian�as".

"As mulheres e as crian�as morrem na guerra".

"O mais importante

� quem ganha".

"Munro, procura reden��o como um homem de paz?"

"Tenho pena de si."

"S� o sangue redime o sangue."

Fui levada para Botany Bay,

por roubar farinha e fermento.

O J�piter saiu de Liverpool.

A tripula��o amotinou-se,

mataram o capit�o.

Todas as mulheres foram violadas

e aqueles que resistiram foram mortos.

Cheg�mos a terra n�o muito longe daqui,

e a tripula��o, os tolos,

encontraram alguns locais...

Simplesmente mataram-nos.

Maianui procurou vingan�a.

O navio foi atacado, saqueado e queimado.

E toda a gente, tripula��o e condenados...

foram mortos e comidos.

Eu fui poupada porque

eu tinha salvo um guerreiro de um dos porcos

que me tinha oprimido.

Acontece que o guerreiro era irm�o do Maianui.

Assim, tornei-me numa das suas esposas.

E a tua filha?

Mahora?

Tenho a certeza que Akat�rewa vir�, ele n�o far� qualquer distin��o

entre adultos, crian�as, homens, mulheres.

Ou lutas ou morres.

Lutas e morres.

E ele n�o est� a ajudar.

Ol�, rapazes, venham comigo.

Kedgley!

Munro.

Vejo que alargou a escala do seu minist�rio.

O que � que est� a fazer? A lan�ar lenha na fogueira?

Se eles n�o tivessem mosquetes, usavam lan�as.

E se tivessem falta de lan�as, usavam pedras.

- � tudo o que eles sabem. - Eu n�o acredito nisso.

Bem, n�o importa no que acredita.

Importa o que ele acredita.

Os mesmos mosquetes, o mesmo pre�o.

N�o, n�o, um mosquete, duzentos e setenta quilos de linho

e duzentos cestos de batatas.

Pela �ltima vez, eram s� as batatas.

Isso foi h� muitos anos.

O tempo passa a correr.

Oferta e procura.

Damos-lhe o que podemos, por estes mosquetes.

O restante, vamos dar na pr�xima vez.

N�o, n�o, da pr�xima vez n�o. Recebemos o que pagamos agora.

Agora. � isso, a mesma coisa para toda a gente.

O mesmo se aplica a Akat�rewa.

O mesmo se aplica a Akat�rewa.

Deixe-me falar com o Akat�rewa.

Este � o caminho da destrui��o.

Estes mosquetes s�o apenas o come�o.

�... � o que eles querem.

Uma guerra sem fim, onde... onde todos os Maori s�o destru�dos.

A guerra � inimiga da paz.

O senhor e o Akat�rewa t�m de fazer as pazes.

Caso contr�rio, os vossos filhos n�o ter�o futuro.

"Porque � que Akat�rewa lhe daria ouvidos?"

Porque eu era esse inimigo.

"V� at� Akat�rewa."

"Converta-o ao seu Deus de Paz."

"Se for bem sucedido, eu tamb�m seguirei o seu deus."

"Se regressar vivo."

Maianui est� obrigado a considerar todas as suas op��es.

O teu Deus de Paz pode n�o chegar.

N�o consegues encontr�-lo dentro de ti

para teres um pouco de f�? - Eu tenho f�, Munro, em ti.

Mas cuidado.

O Maianui actuar� sempre no interesse da sua tribo.

"Transformem as vossas relhas de arado em espadas

e as vossas podadeiras em lan�as.

Que o fraco diga: �Sou poderoso.�

Joel, cap�tulo tr�s...

- Eu compreendo. Compreendo. - Vers�culo dez.

Est� numa miss�o de tolos, Munro.

N�o pode ser moral vender armas �s pessoas

que n�o t�m historial ou experi�ncia com tais armas.

O seu homem, Adam Smith, diria que a oferta satisfar� a procura

e o mercado acabar� por se auto-regular.

Que mercado? Quem � que vai ficar vivo?

Os mais capazes. � assim que o mundo funciona.

� o modo da natureza b�sica.

Vermelho em dentes e garras.

Bem, � sua boa sa�de, Munro.

Que sobreviva a esta insensatez.

O que � que est�s a fazer aqui?

- Algu�m te viu? - Tu v�s-me.

Porque � que est�s aqui?

Para o Akat�rewa, do Maianui.

Eu entrego-lho.

Akat�rewa respeitar� a filha de Maianui.

Sim, eu j� vi o respeito dele.

- � a ilha do Akat�rewa? - �.

Avance, Sr. Farrell.

Preparar para largar �ncora.

Cheg�mos.

Agora, quero que fiques aqui at� eu voltar, fora de vista.

Percebeste?

- N�o. Eu vou contigo. - N�o.

O meu pai deseja...

O teu pai nunca me disse nada.

Esta � a minha miss�o, a minha responsabilidade.

N�o vou colocar-te em risco.

Olha para o que aconteceu ao teu marido.

Munro.

O que � que faz aqui?

Eu pretendo uma audi�ncia com o seu pai.

Isto � tudo o que vos resta?

N�o, n�o, h� muito mais de onde estes vieram.

Venham.

C� est�s tu.

Munro.

Desejo-lhe sorte na sua cruzada moral.

Obrigado.

Este homem pretende uma audi�ncia contigo.

Sim, o homem do cavalo.

Lembro-me o que me disse acerca da miseric�rdia.

N�o sou misericordioso?

Aquela mulher...

A filha do Maianui?

Ela est� viva gra�as � minha miseric�rdia.

- Sim. - O que faz aqui?

- Vim aqui hoje... - Quer o seu cavalo de volta?

Quer o seu cavalo de volta?

Eu vim aqui hoje para lhe falar

em nome do Maianui.

Ele queria que soubesse que ele deseja a paz.

Ele envia estas ofertas...

como prova do respeito dele por si.

Vamos fazer as pazes com Maianui...

atrav�s da guerra.

A paz n�o pode ser alcan�ada atrav�s da viol�ncia.

Esta � uma terra violenta, mergulhada em sangue.

- Como a Inglaterra. - Sim.

J� viu o mundo do homem branco.

Acredita que � capaz de derrot�-los.

Ser�o demasiados.

A vossa �nica hip�tese � enfrent�-los como um s� povo.

E quanto aos meus inimigos?

E os seus insultos? Quem ir� ving�-los?

Se se matarem um ao outro,

est�o a fazer o trabalho dos pakeha por eles.

Talvez voc� seja utu.

Vingan�a para os pakeha.

A sua morte pode vingar os crimes deles.

Implore pela sua vida

e talvez eu possa mostrar miseric�rdia.

N�o o farei.

Vejam como ele � teimoso!

Munro, v� ver o seu cavalo.

Harris.

S�o iguais aos do lote anterior.

- Tem mais? - Tantos quantos puder pagar.

S�o 15 porcos por mosquete.

- Quinze? - Ou 200 cestos de batatas.

- Duzentos? - Oferta e procura, receio bem.

Tem raz�o em ter receio, Kedgley.

Meu Deus, n�o!

Meu Deus.

Vem comigo.

Quando estavas escondida no navio como clandestina,

foi sempre por vingan�a pelo teu marido?

- Utu./i> - "Utu", o que � isso?

Vingan�a e morte...

andam de m�os dadas.

Podias ter morrido.

Fala-lhe do navio.

Pode transportar muitos guerreiros.

"J� derrotei muitos com poucos."

Este navio tem canh�es e morteiros.

- Ser� esmagado. - Ent�o... morremos...

como guerreiros.

- Deviam ir-se embora os dois. - Esperem.

Estamos com os Ng�ti Ao.

Um rahui foi levantado.

Fui acolhida de novo na tribo...

Tu tamb�m.

Apesar de estarmos em menor n�mero,

jamais seremos derrotados.

Os nossos antepassados olham por n�s.

Esta terra pertence-nos.

� aqui que ficamos de p� ou ca�mos.

Mas...

hoje, enviamos os nossos inimigos para as suas sepulturas.

Munro?

Charlotte.

Charlotte.

Munro!

Munro!

Tratem dos sobreviventes.

Eu preferia ter vivido em paz.

O dever de um chefe

� a guerra.

Que se estabele�a agora uma paz vinculativa.

As nossas fam�lias t�m de voltar a estar unidas.

Quatro anos depois

Apresento-vos Uenuku, dos Ng�ti Ruap�.

O Representante de Sua Majestade, William Cornwall.

Senhor.

Permita-me que lhe apresente a minha mulher,

- Rangimai dos Ng�ti Ao. - Minha senhora.

E o nosso conselheiro, o Sr. Thomas Munro.

Munro.

Sua Majestade est� ciente do apoio da vossa tribo a Epworth,

e tamb�m das crescentes rotas comerciais

que estabeleceram ao longo de toda a costa.

Sua Majestade deseja que eu vos transmita a sua admira��o

pela vossa organiza��o. - Obrigado.

At� agora, tem-se efectuado sem a supervis�o de Sua Majestade.

Esta reuni�o � para vos avisar

que essa situa��o est� prestes a mudar.

Sua Majestade tenciona estabelecer

um posto alfandeg�rio sobre o consumo aqui em Epworth

que ir� supervisionar o com�rcio de e para este local.

Pode tributar o com�rcio entre os pakeha da forma que acharem melhor.

Mas o que � que isso tem a ver connosco?

As taxas devem aplicar-se a todas as trocas comerciais.

O Rei disse isso?

Eu falo em nome do Rei.

Mas o vosso rei n�o tem lugar aqui.

Esta terra pertence aos Ng�ti Ao.

� deles h� v�rias gera��es.

Eles est�o dispostos a negociar.

Em primeiro lugar,

est� a renda a pagar por Sua Majestade

se e quando ele estabelecer aqui um posto alfandeg�rio.

O qu�?

Aguardamos com expetativa um novo debate.

Bom dia, Sr. Cornwall.

Munro?

Que raio se passa consigo, homem?

O que � que fez � sua cara?

A minha hist�ria.

A hist�ria da minha vida...

At� agora.

- Sim. - Muito bem.

Tradu��o e sincronia: RMdS

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