All language subtitles for The.House.That.Dragons.Built.S01E05

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Original subtitles

Tudo � projetado para diminuir voc�.

Sempre acontece algo nos casamentos de "Game of Thrones".

Eu me diverti tanto.

Voc� sente o ar saindo da sala.

Foi absolutamente incr�vel!

Ficou muito quente.

Come�ou a ficar uma loucura, mas foi muito divertido.

EPIS�DIO 5 ILUMINAMOS O CAMINHO

UM SAL�O LEND�RIO

Nine Delta, primeira tomada.

O Sal�o dos Nove foi um set incr�vel de se entrar.

Ele tem um formato de caracol.

Foi o primeiro set que constru�mos e que filmamos.

E foi uma grande mudan�a

dos sets de costume de "Game of Thrones".

A Serpente Marinha conseguiu riquezas o bastante

para construir um castelo novo e melhor para ele.

Nossa ideia e conceito para ele era: "Como � um castelo novo?"

Acho que Jim Clay e a equipe de design fizeram um trabalho incr�vel.

O Sal�o dos Nove � muito sobre o personagem da Serpente Marinha.

As jornadas dele pelo mundo.

Os artefatos que ele trouxe de suas conquistas.

E, de certa forma, seria um museu da vida dele.

Foi a primeira coisa que filmamos.

Ent�o nos preocupamos em deixar tudo certo.

Os prazos sempre s�o apertados nos trabalhos que fiz.

E esse n�o foi exce��o.

N�s entramos l� enquanto a tinta nas paredes ainda estava fresca.

Foi uma luta para terminar a tempo.

Foi o come�o de muitos e muitos meses de filmagem.

Se desse errado, sei que trariam um Targaryen

como designer de produ��o.

Talvez eu tenha me excedido.

Eu quase o levei ao limite.

Meu primo decidiu navegar durante a tempestade, marido.

Faltou dignidade ao rei para arrastar-se at� aqui

e implorar pela m�o do Laenor.

O termo que estamos procurando aqui � que eles s�o bem exibidos.

Diferente dos interiores mais austeros que temos em outros lugares,

esse precisava ser mais colorido, mais chamativo.

� basicamente a sala do trono dele.

Tamb�m serve como escrit�rio dele, uma sala multifuncional.

Mas precisava ser grandiosa e passar o sentimento

de ser quase t�o grande quanto a Sala do Trono da Fortaleza Vermelha.

Os sal�es de High Tide nunca deixam de impressionar.

Jim me deu boas instru��es

e me passou o plano de como achava que dever�amos montar.

Eu queria uma grande escadaria na entrada,

da forma como fizeram na Fortaleza Vermelha.

A pe�a central que decidimos usar foi uma escadaria curvada, em semic�rculo.

E isso providenciou um corredor atr�s das escadas.

Ela faz uma bela espiral descendo do terra�o,

e � uma arquitetura bem dif�cil, � dif�cil de se produzir.

Na arquitetura, quando � mais circular, e n�o superf�cies planas,

� sempre dif�cil modelar. Mas vale a pena, porque fica lindo.

Comparado com os espa�os enormes em King's Landing,

� bem mais contido.

Jim queria nos incentivar em termos de arquitetura.

Com a s�rie, em geral, ele usou muita coisa Bizantina.

O Hagia Sophia, em Istambul,

foi uma grande refer�ncia para este set.

Tentamos manter um estilo de arquitetura parecido

com os arcos e janelas grandes,

e a forma como tudo � pintado.

O outro aspecto principal foi esse mural fant�stico

que Steve Mitchell pintou.

� um mural homenageando as nove viagens da Serpente Marinha.

O navio e a Serpente Marinha est�o representados no mural.

A l�gica diz que ele fez um mapa dos lugares que conquistou.

Ent�o talvez seja melhor fazer um mapa ali,

se o tempo permitir, basicamente.

� uma pintura linda,

que evoca o tipo de sensa��o do que � essa fam�lia,

o que a Casa representa.

Ele passou por mudan�as.

Visualmente � dif�cil acertar,

se voc� pensa em pintura medieval.

Tem um certo visual e estilo,

voc� sente que precisa acertar a nota correta e o per�odo correto.

Ent�o voc� acha suas perspectivas est�o tortas e erradas,

porque eles n�o sabiam como fazer perspectiva direito naqueles dias.

N�o foi discutido,

foi s� uma coisa que pensei que seria poderosa.

Acho que naquele momento eu tinha ido na exibi��o Turner no Tate.

E vi as pinturas de paisagens marinhas.

Elas s�o t�o poderosas, t�o fortes.

Acho que foi a fa�sca para eu introduzir isso para Corlys.

COLE��O DE CORLYS

Todos esses objetos maravilhosos

s�o um tributo incr�vel � vida da Serpente Marinha.

� uma vaidade.

Porque, claro, �: "Eu fiz isso.

E fiz aquilo. E fiz aquilo. E o que voc� fez?

Voc� � da realeza. Pois eu fiz minhas coisas."

E tem todos esses objetos maravilhosos e lembran�as de suas viagens.

Suas lend�rias nove viagens.

Realmente demos a Claire e Jim o que sabemos da Serpente Marinha,

e os deixamos livres.

A colabora��o com o decorador de set em cada filme � totalmente importante.

E com a Claire � simplesmente uma colabora��o harmoniosa.

N�s literalmente voltamos � hist�ria de Corlys.

E a hist�ria nos ajudou com os diferentes artefatos

que fizemos para o set.

Ele pegava um tesouro de cada lugar,

e isso foi o que se tornou uma grande parte do set.

Falamos muito sobre isso e o que deveriam ser.

Olhamos v�rias mostras de arte e pe�as no Museu Brit�nico.

E ela projetou as pr�prias pe�as para representar a vida dele.

Estou bem, como voc� est�?

Estou bem...

Estou derretendo.

Antes de come�armos a filmar,

eu pedi informa��es ao Ryan sobre as viagens, sobre as lembran�as.

Assim que eu, como Serpente Marinha, tenha uma lembran�a.

N�o estaria no roteiro, seria s� para mim.

N�s apontamos muito para o Castelo Hearst,

que William Randolph Hearst construiu com a riqueza da fam�lia

e encheu com os tesouros e artefatos que conseguiu adquirir.

A Serpente Marinha fez o mesmo.

Mas esses eram artefatos que ele ganhou ou comprou durante as viagens,

sendo o Sinbad dessa �poca.

Eu s� quero que a c�mera

passe por cada coisa que est� naquele set.

Os detalhes s�o incr�veis. � t�o lindo.

O Sal�o dos Nove � incr�vel. Fizemos pe�as fant�sticas para l�.

Acho que tivemos muita sorte.

Temos pessoas muito talentosas nas oficinas.

Os conceitos chegam,

voc� olha e pensa: "Como vou fazer isso?"

E entre os caras de l� n�s fazemos uma f�rmula.

Todo o tipo de coisa estranha e maravilhosa

que nunca fizemos antes, ent�o � tudo muito �nico.

Foi um trabalho incr�vel. Tudo era criativo.

Tudo precisou ser feito do zero.

Coisas que nunca fizemos antes.

Tudo foi influenciado por coisas j� feitas pelo mundo.

E basicamente tentamos copiar e melhorar o que queriam.

A Cidade Suspensa precisa ser muito leve.

Mas tinha que parecer que era de marfim de osso.

Ent�o precisamos pensar em um m�todo

que fosse f�cil de pendurar e fosse muito leve.

Precisamos pensar muito em como fazer.

Acabamos usando placas de isolamento de apartamento.

Usamos aquelas profundidades diferentes para esculpir,

e juntamos as camadas para criar essa estrutura.

Era leve, mas tamb�m forte.

Voc� nunca sabe como v�o ficar, quando voc� come�a.

E muitas das vezes � tentativa e erro para chegar aonde queremos, mas...

Quando voc� v�, pode admirar e essa � a recompensa.

Gosto do planet�rio das serpentes.

Tem duas serpentes entrela�adas,

e voc� v� o globo no meio.

Quando estava pintado,

voc� n�o sabia que era s� poliestireno ou espuma de isolamento.

Fico muito impressionado com o que fazemos.

E eu penso: "N�s fizemos isso?

Tem certeza de que fizemos? Somos t�o espertos assim?"

Mas fizemos.

O Trono de Madeira do Mar foi interessante,

porque � o assento ancestral da Serpente Marinha.

Quer�amos constru�-lo direito, porque a Serpente Marinha � orgulhoso,

e Jim e Clare constru�ram um trono com madeira de navios.

� um trabalho incr�vel.

E realmente a �nica pessoa

cujos p�s tocaram no ch�o quando sentou nele

foi Steve Toussaint,

a pr�pria Serpente Marinha.

Foi incr�vel ver o Sal�o dos Nove se desenvolvendo conforme o constru�am.

E a� voc� entra l� e est� tudo arrumado e preparado para filmar.

� quando voc� percebe:

"Isso, 'Game of Thrones' voltou, estamos fazendo de novo."

UM BANQUETE ABUNDANTE

O banquete na cena do casamento � impressionante.

Quando recebi meu epis�dio: "Viva! � um casamento!"

Todo epis�dio que j� fiz,

todo filme que j� fiz parece ter um casamento,

mas esse casamento era diferente.

Foi um casamento t�pico.

Teve m�sica, teve bebida,

teve discursos, teve briga. Foi �timo.

Lorde Corlys, da casa Velaryon.

Quando as portas abriram, e n�s passamos por esse sal�o enorme

com todos esses artistas l�, isso foi incr�vel.

Acho que eu me belisquei. Percebi que n�o est�vamos mais no Kansas

quando tivemos cada fam�lia apresentada andando pelas escadas

na sequ�ncia do casamento.

Aquele foi o momento onde percebi

o tamanho dessa s�rie.

As bandeiras com os s�mbolos das Casas me conquistaram.

Elas me impressionaram.

Foi divertido, foi engra�ado, n�s fizemos a dan�a aqui.

Falei um pouco de alto valiriano com o Matt.

Teve uma luta. Foi bem movimentado. Foi um casamento bom.

Com todos esses roteiros, eu sentei, li,

decidi como iria filmar

e ent�o entreguei para outra pessoa.

Ent�o na primeira vez que eu vi foi um choque

ver que outra pessoa fez essas coisa toda.

A aten��o aos detalhes na cria��o do casamento foi extraordin�ria.

Cada mesa estava cheia com carnes e frutas.

Toda a decora��o do set com a comida e as coisas do banquete

foi muito brilhante.

A equipe dos objetos teve semanas dif�ceis com todo o trabalho.

N�o lembro quantas vezes montamos as mesas

para todas as cenas e como elas precisavam acontecer.

E as economistas dom�sticas foram obviamente importantes para o set.

Foi uma das maiores coisas que j� fiz.

Temos oito mesas de comida, uma mesa principal

e mais umas mesas decoradas nos cantos.

Ent�o foi algo enorme, filmado durante dez dias.

Tivemos que aumentar a produ��o.

N�s quer�amos que fosse preto, dourado e vermelho,

e realmente limitar as cores

para que tivesse uma sensa��o meio estranha.

Eles dizem: "� como visualizamos",

querendo que seja bem visceral, escuro e sangrento.

Temos cordeiros assados,

fil�s tomahawk, galinhas enormes, galinhas vermelhas, galinhas negras,

muitas pilhas de codornas, pombos com cabe�a,

cabe�as de ovelha, patas de bois, sopa...

E eu penso: "Isso deve ser falso."

E falaram: "N�o, � real."

"Jesus!"

Temos um �timo a�ougueiro. Ligamos para ele e falamos:

"Precisamos disso nesse dia, e disso nesse dia."

A� ligamos para ele e pedimos mais.

Algumas coisas precisam de encomenda.

Est� tudo dispon�vel, s�o coisas que tem por a�.

� bem assustador.

Mas eu queria compartilhar a selvageria desses personagens

e dessas pessoas depois de beberem e se soltarem.

N�S QUER�AMOS DE TUDO

Preparar e a��o.

Meus parab�ns, Vossa Gra�a.

Encontrou um belo par para a princesa.

Vamos recome�ar.

Quando eu li o 105, eu comecei a ler e ler,

a� percebi que � uma cena de 25 p�ginas. � metade de um epis�dio.

N�s quer�amos de tudo: dan�as, discursos,

conspira��es e amea�as.

Foi uma filmagem bem complicada.

Lembro de falar com a Clare sobre isso,

e ela falando: "Sem problemas."

E eu fiquei l�, pensando...

"Voc� n�o sabe onde est� se metendo."

Eu estou um pouco assustada.

Tinha muita coisa acontecendo.

Nick Heckstall-Smith, o primeiro assistente de dire��o,

foi brilhante em definir quais planos, e quando.

O casamento foi uma grande sequ�ncia para se ler.

Para mim, eu basicamente separei o roteiro em batidas.

De l�, comecei a falar com Clare e Alejandro, da fotografia,

sobre a lista de planos para toda a sequ�ncia.

E eu poderia separar isso para cada dia.

Quando voc� come�a a separar,

ainda tem o plano um, dois, tr�s, quatro, cinco.

Voc� est� contando a hist�ria.

� muito bem escrito. Mas, como cineasta,

voc� se preocupa com o casamento de 25 p�ginas.

Como vai deixar o p�blico interessado?

Como ser� o ritmo? Qual � o tom? Como vamos montar?

Levamos dias para encontrar os blocos certos, os ensaios.

E a��o!

Caramba.

Esta noite � apenas o come�o.

Honramos os aliados mais antigos e mais fortes da Coroa.

Foram meses para decidir como iluminar,

como iluminar por tanto tempo,

como iria progredir durante a noite.

Neste caso, temos o fogo e a lua.

Como cinemat�grafo, voc� brinca com esses elementos.

E foram muitos testes, muita pr�-ilumina��o.

E a� vieram as filmagens.

E a��o!

Eu amei fazer o casamento.

Acho que foi a primeira vez que trabalhei com Clare e Alejandro.

Ent�o foi um batismo de fogo com eles, porque foi uma filmagem de duas semanas

com 200 artistas de apoio todos os dias.

Essas cenas, n�o vou mentir,

s�o dif�ceis de filmar.

Voc� tem que separar tudo e abordar de uma forma bem t�tica.

Ela se dividiu bem em tr�s,

e abordamos cada se��o separadamente.

Como um contador de hist�rias visuais, como acabamos onde a hist�ria acaba?

No caso do casamento, passamos de uma c�mera mais est�tica

para uma com mais movimento e fluida

e uma c�mera ca�tica no fim.

VERDE E VERDE E MAIS VERDE

Sejam bem-vindos nesse momento de celebra��o.

Com a Casa Targaryen e a Casa...

No meio do discurso dele,

ele para e v� alguma coisa na outra ponta do sal�o,

e todos seguem seu olhar.

E l� est� Alicent, vestida de verde.

Foi uma cena t�o divertida de interpretar.

O poder que senti naquele momento foi diferente de tudo.

� um ponto de tanto destaque na s�rie.

De certa forma, � o amadurecimento de Alicent.

Tamb�m � a primeira vez que ela se move contra o patriarcado.

No dia, eu n�o precisei pensar, porque filmamos

quase todas as minhas cenas principais do quatro e cinco.

Ent�o eu tinha passado pela maior parte da jornada e da constru��o.

Foi quase um al�vio.

Parab�ns, enteada.

Isso � uma ben��o para voc�.

Testamos muitas coisas diferentes para o visual dela.

Para dar essa for�a que ela conseguiu de repente,

de passar de uma jovem inocente.

Ela est� com uma maquiagem mais forte. Ela est� s�ria.

Fiquei preocupado que, com a partida do seu pai,

voc� pudesse se encolher com o sol de King's Landing.

Mas voc� permaneceu de p�.

� uma colabora��o. Ela precisa ter a for�a de todos.

Ent�o se todos podem fazer os seus pap�is

de dar um figurino forte a ela, um cabelo forte, uma maquiagem forte.

Quando ela entra, voc� pensa:

"O que aconteceu aqui?"

Ela invade o casamento.

Ela chega atrasada, quebra as regras.

E Tanya fez aquela bela gaiola e colocou para cima.

Ficou estonteante.

� um design que diz: "Olhe para mim. Eu entrei."

E ela fez uma declara��o e tanto.

Ela usa muito verde,

e com a bela cor de cabelo dela, isso cai muito bem nela.

No livro "Fogo e Sangue" tem um momento muito importante

onde Alicent usa um vestido verde e um torneio.

E decidimos fazer isso aqui no casamento.

Vossa Gra�a?

N�o foi s� o vestido.

Foi mais como poder�amos fazer o verde ser mais verde.

Ent�o precisamos achar um tecido com um verde muito intenso.

E precisei achar outro tecido onde o verde fosse brilhante.

� verde e verde e mais verde.

Aquele vestido deve ter levado

quatro semanas para fazer, do in�cio ao fim.

Envolveu diversas provas.

O processo principal foi a escolha do tecido.

Quando tivemos o tecido certo, soubemos que seria fant�stico.

N�s importamos tecidos verdes.

Tamb�m temos um departamento t�xtil e de tintura incr�vel aqui.

Eles s�o incr�veis,

e criaram esses tecidos e texturas

que s�o melhores do que tudo que voc� pode comprar.

Porque s�o feitos sob medida para a s�rie.

Aquele casamento,

teve tanto ouro e brilho,

tinha que ser a coisa mais verde poss�vel.

� interessante, � tudo sobre o vestido.

Mas para fazer o vestido se destacar,

tivemos que ser muito cuidadosos em como vestir�amos os outros na cena.

Fora os outros Hightowers,

aquela deveria ser a �nica coisa verde em toda a cena.

O farol de Hightower...

sabe em que cor ele brilha quando chama seus estandartes para guerra?

Verde.

Porque quando voc� l� o roteiro, voc� pensa: "Eu n�o vou perder essa."

Sem press�o.

UM MAR DE PASSOS

Primeira tomada. A��o.

O importante em uma sequ�ncia longa � n�o perder o rastro

de onde voc� precisa estar em certos pontos na filmagem.

Se eu n�o tiver metas para alcan�ar

e um entendimento do cronograma geral,

n�o posso garantir que estamos nos trilhos.

Ent�o eu sabia que ao fim do dia dois, t�nhamos que come�ar a dan�a.

Um, dois, tr�s, quatro,

cinco, seis, sete.

Um, dois, tr�s, quatro,

cinco, seis, sete.

� para onde voc� vai, isso.

Nos preparamos t�o intensamente.

N�s ensaiamos antes de filmar.

Trabalhei com um core�grafo brilhante

com quem eu j� tinha trabalhado.

E tivemos que criar a dan�a de "Casa dos Drag�es",

que n�o t�nhamos nenhuma refer�ncia.

E eu vi isso como uma grande responsabilidade.

Eu queria muito que as pessoas acreditassem nela.

- O movimento pode seguir com o di�logo. - Isso, isso.

A coreografia evoluiu.

Pensamos: "Qual � a melhor forma? Fica moderno demais?"

Mas em, basicamente, toda cultura desde o in�cio dos tempos

as pessoas tendem a dan�ar de uma forma semicoreografada.

Ent�o falamos sobre p�ssaros pr�-hist�ricos,

e meio que usamos imagens e movimentos

desses p�ssaros pr�-hist�ricos.

Na primeira vez que fizemos pareceu muito contempor�neo,

ent�o regredimos um pouco.

N�o queria que fosse espalhafatoso.

Mas acho que chegamos em algo interessante.

Todos chamamos de "o pum fedido".

Tem uma parte onde n�s

fazemos assim, e a�...

A gente abaixa e faz...

Ent�o todo mundo ria.

Milly foi �tima.

Acho que o mais dif�cil foi fazer em um espa�o fechado.

Porque, no ensaio, tinha cinco pessoas na sala. Sabe?

E quando voc� vai, muitas das pessoas s�o dan�arinas.

Voc� pensa: "Elas est�o vendo."

Teve muita dan�a.

Foi dif�cil de lembrar onde n�s est�vamos.

Mas quando voc� entra no ritmo,

n�s basicamente filmamos tudo em uma tomada s�.

Foi tudo com Steadicam, s� com os dan�arinos.

Foram tr�s dan�as, uma atr�s da outra.

E todos estavam passando e voc� precisava lembrar onde estava

e n�o esbarrar em ningu�m.

Foi bem divertido, muito divertido.

E tivemos que pensar em como fariam esses passos

nos figurinos deles.

E os figurinos n�o necessariamente permitiam movimento,

porque s�o apertados aqui.

Ent�o o departamento de figurino, de forma gentil,

soltou as axilas em todas as roupas,

para as pessoas poderem levantar os bra�os para a dan�a.

Enquanto trabalh�vamos na coreografia,

falei com Ramin sobre qual tipo de m�sica usar.

E ele criou uma coisa que usamos para a dan�a.

E poder�amos tocar durante a filmagem.

Ouvindo aquela m�sica, meu Deus,

eu literalmente tive calafrios na minha espinha.

Aquelas batidas,

e v�-los fazendo essa dan�a de drag�es,

foi quase hipn�tico, de uma forma estranha.

Eu amo trabalhar quando tem m�sica tocando.

E quando isso acontece para os atores,

eu sinto que eu opero melhor,

porque d� um senso de ritmo e de movimento.

Naquele momento foi bem divertido para mim,

porque quando as pessoas passaram a se mover mais

eu peguei o Stadicam e pude brincar um pouco

com movimentos de c�mera mais criativos.

Acho que tivemos quatro ou cinco c�meras filmando simultaneamente.

N�s quer�amos capturar a grandeza.

A dan�a � linda.

Quando voc� v� na cena, faz muito sentido.

E d� ritmo para tudo.

E isso motiva o que acontece depois.

UMA AGENDA EXPLOSIVA

Seis anos de paz e prosperidade... Muita tens�o se acumulou.

E voc� n�o sabe de onde vai sair a explos�o,

e ent�o ela vem do lugar mais inesperado,

quando Criston Cole finalmente surta.

Eu queria mostrar, ent�o usamos lentes longas.

Ent�o vemos os personagens no meio das pessoas.

Ent�o, todos tinham uma agenda diferente.

N�o sab�amos de onde o drama viria.

� meio como Agatha Christie, com uma arma��o

de todos os pontos explosivos.

O divertido foi brincar com as expectativas

para um casamento de "Game of Thrones", sabendo que essas coisas n�o acabam bem.

Rowley � um coordenador brilhante de dubl�s.

E o que logo aprendi

foi que � s� dizer: "Rowley, pode fazer uma luta aqui?"

E quando voc� v�, tem algum tipo de explos�o

que parece muito real e assustadora.

Usamos um Steadicam l� e c�meras na m�o,

mas as coisas maiores e mais amplas s�o as mais dif�ceis.

Tentar deixar tudo realista ao mesmo tempo.

Acho que Rowley tem esse lado de cineasta.

Ele sabe como filmar as coisas.

Isso deve ser dif�cil para um coordenador de dubl�s.

Como incorporar a vis�o dele em uma narrativa.

Ele sabe como descer o tom ou como subir.

A luta foi muito f�cil de filmar,

ap�s ensaiar tantas vezes com o Rowley.

Muito acontece fora da c�mera,

muito � o Fabien batendo em um dos meus tapetes.

A quantidade de socos que ele deu, quando eu estava l�,

foi meio: "J� acabamos?"

De novo!

Do ponto de vista de Viserys,

ver esse mar de gente rolando de um lado do sal�o

para o outro lado do sal�o.

Eu n�o tinha muitos dubl�s, talvez uns 20.

E tinha umas 200, 300 pessoas no sal�o?

� muita gente para controlar.

E fizemos muito bem essa onda.

Como se algo acontece em um show e tem uma tens�o.

Ent�o tentamos fazer isso, que precisa de cuidar das pessoas,

para garantir que n�o pisemos ou machuquemos ningu�m.

Levaram horas e horas para cada luta ficar perfeita,

para tudo parecer fluido e brilhante.

E a equipe de dubl�s � �tima.

Clare n�o falava "corta", e ele gritava, e...

E eu estava: "Certo, certo."

Era uma cena de olhos fechado, quando eles vinham,

era completamente ca�tico, foi muito divertido.

Aquele casamento teve muitos elementos.

Foi uma coisa grandiosa.

Voc� vai fazendo aos poucos a cada dia, e a� tem ele inteiro.

Acho uma cena muito boa.

� uma das cenas que mais me orgulho em "Casa do Drag�o".

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