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Original subtitles

- Porque me mostra isso? - Não é novo para si. Já tinha visto.

Têm a pessoa errada!

Houve vários cortes de energia em Estocolmo.

Prolonga este assunto para subir o preço da eletricidade.

Nós perdemos seis funcionários.

- Eu ia beber um café. - Vera?

E se disser que sabia que ia acontecer? O atentado em Sundsvall.

Posso confiar em ti?

"O jantar está atrasado."

Atualizou.

Tem uma placa de rede.

Podem estar a observar-nos.

Fizeram uma cópia dos dados todos da pen?

Alguém desliga a luz de propósito.

A polícia procura Arthur Melberg.

Se vir o Melberg, contacte imediatamente a polícia.

A polícia ainda procura Melberg,

o principal suspeito do homicídio de Cristina Stranderg.

Melberg continua a monte.

Devido à situação tensa em Estocolmo, há uma grande preocupação na zona.

- Bom dia. - Bom dia.

- Queres pequeno-almoço? - Adorava.

Pensei num plano,

com base na análise heurística de como encontrar vírus.

Não sou especialista em resolver crimes... Acabaste?

Mas em todos os podcasts de crime que ouvi,

dizem que o sítio mais provável para encontrar pistas é a casa da vítima.

Acho que devíamos esperar um pouco,

avaliar e pensar no que se passa.

Não, temos de ir agora.

Temos de ir.

Antes de forçarmos a entrada na casa de uma estranha,

e vítima de homicídio, devíamos parar um pouco,

ter calma e pensar no que fazer.

A Cristina não é estranha, é tua colega. Ela deu-te a pen, certo?

Ela quer que investigues.

Uma coisa que a minha mãe não consegue fazer é ficar quieta.

- Certo. - Não vais embora hoje?

- Disse que podia cancelar. - Tu vais.

- Vou ficar. - Tu vais. Estou?

É a polícia.

É a polícia.

Porra!

Esconda-se.

- Tens de te esconder! - Acho que devia falar com eles.

Vou entregar-me. Envolvi-te nisto e batem-te à porta.

- Não resulta. Vou falar com eles. - Arthur, não é um jogo.

Se te encontrarem agora, acabou.

Obrigada por esperarem.

- Não querem café? - Conte-me mais.

Sim, bom...

Eu cheguei cedo. O Arthur chegou.

Ele sentou-se, conversámos um pouco

e depois a Cristina Stranderg, colega dele, apareceu.

Tirámos uma selfie, que vocês viram.

Ela saiu. Eu e o Arthur conversámos e ele saiu pouco depois.

Ele foi-se embora?

- Sim, disse que estava cansado. - Quanto tempo depois da Stranderg?

Não me lembro.

- Uma hora? Trinta minutos? Dois minutos? - Mais do que dois minutos, de certeza.

Desculpe, sinto que tentam insinuar que foi o Arthur quem a matou.

Vi nas notícias que o procuram.

Permitam-me dizer oficialmente que acho que não foi ele.

Porque não?

Porque não?

Porque acha que ele não a matou?

Sabe alguma coisa que nós não sabemos?

Porque...

Bom, não sei.

Pressinto isso nas pessoas.

Tenho um instinto muito forte.

Talvez a devêssemos contratar.

Pode resolver os homicídios com o seu instinto.

Sim, acho que sim.

Costumo ser muito boa nisto.

Podemos dar uma volta ao apartamento?

Claro. Eu mostro-vos tudo...

Não, pode ficar aí. Eu dou uma vista de olhos.

Viu a agressão?

Não. Foi na casa de banho, por isso, não vi.

Pensei que era um grupo de homens a discutir por causa do futebol.

- Viu mais alguma coisa suspeita? - Não.

- Obrigado pela hospitalidade. - De nada.

É recém-divorciada, não é?

Sim.

Sai com alguém?

Não depois daquele encontro.

Houve demasiado homicídio e polícia.

Não foi bem a minha... cena.

Certo. Obrigado pelo vosso tempo.

Nós saímos sozinhos.

- Obrigado. - Adeus.

Mãe...

Sítio errado à hora errada.

Isolem o prédio. Ele está cá.

Diria que foi por um triz.

- Porra. - Estou a suar.

- Eu também. - Estás?

Correu bem.

- Lidaste bem com tudo. - Muito bem, o que...

O que fazemos?

Podíamos lidar com isto, mas quero cumprir as regras.

Subam e apanhem-no, está bem? Podem ir.

Vamos subir.

Polícia!

Vazio!

Como estará a correr?

O apartamento está vazio. Vamos sair.

Deve ser neste lado.

- Qual será? - Posso falar consigo?

- Num instante. - Claro.

- O que é isto? - O quê?

Isto tudo.

Sei que é demais e arrastei a tua mãe para isto...

Não falo da jornalista e do crime.

Isto do Arthur com a minha mãe.

Gosta dela?

Porque acho que ela gosta de si e...

Ela não é alguém que goste dos outros.

Ela gosta de todos, mas não gosta assim de muita gente.

Eu...

Acho que...

Como posso dizer isto?

É adulto. Vai encontrar uma maneira.

- Tem cuidado. - Tu também.

- Adoro-te. - Também te adoro. Adeus.

- Fique bem. - Adeus.

- Adeus. Fique bem. - Fica bem.

Adeus.

Vem. Podemos ir a pé até à casa da Stranderg.

Porque estamos aqui de novo?

Imagina que o Arthur Melberg vem da rua e chega aqui.

Dispara contra a Stranderg de fora para dentro.

Dispara e falha cinco vezes.

Depois, a sexta bala acerta na cabeça da Stranderg.

Pode acontecer.

Pode, mas sabes o que não faz sentido? Há buracos de balas na porta do elevador.

Ou o assassino disparou contra a porta fechada, à espera que abrisse...

- Ninguém faz isso. - Não.

Então, continuou a disparar quando a porta começou a fechar.

Porquê, se a Stranderg já tinha sido baleada na cabeça?

- Porque estava lá mais alguém. - Exato.

Temos o Melberg no sítio errado. Não estava cá fora.

Estava dentro do elevador, ao lado da Stranderg.

O primeiro tiro acerta em cheio da Stranderg e os outros cinco...

... eram para ele.

Então, se calhar, devíamos parar de o perseguir.

Não, é só uma teoria.

Merda, a polícia está cá.

- Continua a andar. - É a porta dela.

- Não pares. - Nunca vamos conseguir entrar.

Tive uma ideia.

As varandas têm ligação. Entramos pela escada ao lado.

Deve ser perto.

- E se estiver alguém em casa? - Não.

Ninguém está em casa a meio do dia nesta zona da cidade.

Certo.

O que é isso? Estás a brincar?

É o kit de que te falei, do podcast.

Não sei se funciona, nunca fiz isto, mas treinei em casa.

Um homem entrou na casa da ex-namorada com este kit.

Depois, apunhalou-a no olho com as mesmas ferramentas.

Acho que o olho ficou pendurado.

Depois, matou-a com 14 punhaladas no coração.

Porque ouves essas coisas?

É alto.

Sim, é alto. Subimos sete andares.

Sim, mas não pensei que fosse tão alto.

Acho que é possível.

Achas?

Acho que é possível.

Não há muitos apoios.

- O quê? - É muito estreito aqui.

Não vamos passar por aí. Passamos por aqui.

- Claro. - Está bem?

- Vou primeiro? - Sim, se quiseres.

Porra.

Credo.

Vais apoiar-te aí? Meu Deus.

Isto é tão estúpido.

- Não tenho nada onde me agarrar. - Vais morrer.

- Vais morrer. - Vou pôr o pé aqui.

Espera.

- Só tenho de... - Tens de descer.

Pronto.

Olha, estou bem. Não penses na altura.

- Certo, basta não pensar na altura. - O plano foi teu.

Eu sei que foi meu, mas posso ter medo.

Não devo ter medo, a 30 metros de altura?

Sim, claro.

Vamos fazer assim. Eu fico aqui. Tu entras e vês o que está lá dentro.

- É um bom plano. - Tu és capaz.

És corajosa. Se eu consegui, tu também consegues.

Vamos.

- Está bem. - Boa.

Põe o pé aí.

Faz o que eu fiz.

Não vou fazer isso. Estás louco?

Vou fazer isto à minha maneira. A tua foi completamente louca.

Ainda bem que estou de ténis e não com outros sapatos.

Graças a Deus, calcei os ténis esta manhã.

Comprei-os nos saldos. Custaram 799 coroas. Comprei dois pares.

Céus, estou a pisar a borda. Preciso de ter cuidado.

Estou tão feliz por estar a usar ténis.

São confortáveis. Devemos comprar sempre dois pares.

Conta. Três, dois, um...

- Três, dois, um. - Recomeça.

- Três, dois, um. - Vou no um?

- Três, dois, um... - Avança e sobe com cuidado.

- Depressa. - Não me toques!

- Não te atrevas a puxar-me. - Só estou a tentar ajudar.

- Meu Deus! - Está bem?

- Três, dois, um. - Não me consigo mexer.

Vem na minha direção.

Está bem? Será mais fácil se te tocar.

Sim.

- Vem. Boa. Muito bem. - Não me puxes.

- Vem. Não olhes para baixo. - Não devo olhar para baixo.

- Passa a perna por cima. - Qual delas?

- Eu ajudo-te. - Direita ou esquerda?

- A perna direita. - De que lado?

- A tua perna direita! Calma. - As tuas instruções são péssimas!

Tem calma e levanta a tua perna direita.

- Então... - Eu ajudo-te.

Sim, boa.

- Vou levantar agora. Agarra-me. - Estou a agarrar.

- Agora vou por aqui. - Merda!

- O meu cabelo! - Estás bem.

Meu Deus! Consegui.

- Consegui. Boa. - Estiveste muito bem.

- Boa! - Sim.

Não nos podemos beijar agora. Vem.

- Tem uma corrente. - Eu abro.

Viklund?

Disparou um alarme em casa da Stranderg.

A polícia está à porta

e viu um casal que encaixa na descrição de Mille Norberg e Arthur Melberg.

Obrigado. Muito bem.

Sim?

Viu o que estava no caixote do lixo da Stranderg?

Sim.

- Northern Canopy? - Fale baixo.

Não é estranho que recrutem na sua equipa?

- Não lhe perguntaram nada? - Obrigado, Arvidsson.

Volte e faça o seu trabalho. Obrigado.

É o trabalho dela?

Porque não disse nada?

O que estás a fazer?

Não devias mexer em nada. Impressões digitais, ADN.

O relatório anual da Svea GasCo.

Newsletter da Sundsvall.

Tem notas dela?

Tem um círculo à volta do défice.

Parece que Sundsvall perdia muito dinheiro e ela foi morta no dia da explosão?

Ela teria feito isto tudo antes de ir ao restaurante?

Ela sabia que Sundsvall ia acontecer.

Deve haver algo sobre o jantar atrasado.

Northern Canopy?

Há milícias privadas na Suécia?

Por acaso, somos um dos países europeus com mais milícias.

Gotland?

Quem é?

Não faço ideia.

Mas ele é o CEO da Svea GasCo.

Edvard Nordin.

Ele.

Já o vi.

Está na foto do quarto.

Vou buscar.

Arthur?

Deem-me a pen USB.

O que sabe sobre a pen?

- Ele deu-a a ela. - Deem-na.

Fiz uma cópia e deitei-a fora.

Porque fez isso?

Porque lhe diríamos?

Não temos tempo.

A polícia está a subir.

Quem é?

Sou primo da Cristina. Têm de vir comigo.

A patrulha fica na frente. Avancem com a unidade um.

Nós vamos por trás com a unidade dois.

Temos de descer um piso antes que subam.

Aqui.

- Porque nos ajuda? - Ajudo-me a mim.

- Leve isto. - Para quê?

Quando chegarmos à rua, separamo-nos. Não posso ser visto convosco.

- Está bem. - Está bem.

Venham.

- Não olhem para trás. Atravessem a rua. - Está bem.

- Porra. É ele. - O que é?

- Parem! - Corre.

- Sim? - Vão para o metro de Odenplan.

Vem!

Vamos.

Cuidado!

Saia da frente!

Vem!

- Não! Para o metro. - Espera!

Vem!

- Saiam da frente! - Parem!

Polícia. Abra!

Vem, depressa!

Ele vem aí.

Porra!

Porra.

Vamos sair.

Eles não estão longe. Vão para o ferry de Djurgården.

Para confiarmos em si, tem de responder a umas perguntas.

Pergunte-nos o que quiser, se pudermos fazer o mesmo.

- Para quem trabalha? - Northern Canopy.

- Os militares privados? - Sim.

Se é o denunciante que partilhou a informação,

porque é que a pen tinha um localizador?

Disse à Cristina que lhe dava o que queria,

mas não me podia usar como fonte.

Ela só queria partilhar a história, sem pensar no custo que teria para mim,

se a minha empresa soubesse que fui eu. Onde estão os ficheiros da pen?

Num computador desconectado.

Ninguém tem acesso.

- Sabe quem a matou? - Os meus colegas.

Os mesmos que nos perseguem.

Os que atacaram Sundsvall?

É melhor irmos.

Como podemos impedir os homens que nos querem apanhar?

Não podem.

- É bom saber. - Vocês sabem demasiado.

Eles sabem tudo o que a polícia sabe.

São uma ameaça tão grande como a Cristina.

Porra.

Então, era por isso que queria publicar a história.

Tinha medo.

Como você.

Vamos fazer isso.

Vamos publicar a história.

Tenho um carro aqui.

Podem levá-lo. Ninguém vos vai procurar nele.

O que é?

Não. Nada.

- Telemóvel. - O quê?

O telemóvel que lhe dei.

Devem morrer em breve e não quero qualquer ligação a mim.

Certo. Obrigado.

Têm a minha vida nas vossas mãos.

A Canopy não brinca.

O futuro da Suécia está a ser moldado e normalizam os militares privados.

Recrutamos na polícia, na SÄPO, políticos, em todo o lado.

Se forem apanhados pela polícia, eu não existo.

Se forem apanhados pelos meus colegas, eu não existo.

- Se forem apanhados... - Não existe. Já percebi.

- Exato. - O que fazemos agora?

Não teríamos esta informação sem o envolvimento de alguém da GasCo.

Temos de falar com o CEO, Nordin. É tudo o que temos.

Viste o défice em Sundsvall.

Depois de cada corte, ganham uma fortuna no preço da energia.

Ele vai hoje ao teatro.

Deixarei dois bilhetes na entrada.

Arranjem roupa melhor, estão uma merda.

Boa sorte.

Obrigado.

- Foi uma saída fixe. - O quê?

Foi uma saída fixe.

- Quando nos desejou boa sorte. - Certo.

Imagino-o num western, a bater no cavalo e a dizer "off you go".

Gosto disso. Tem um olhar escuro e intenso.

A Svea GasCo afirma não saber quando os cortes irão terminar

e que ainda não há uma solução para o preço elevado da energia.

Vera?

- Sim? - Vera Blum? Vi-a na reunião.

- Eu lembro-me. Albin. - Exato. Depois, fui ver quem era.

- Investigou-me? - Um pouco.

Esteve com o filho da Holmgren, certo?

- Não quis bisbilhotar, mas... - Mas o quê?

Queria saber...

Se tenho este trabalho porque namorei com o filho da chefe?

Não. Fui líder da organização juvenil antes de a Holmgren ter sido eleita.

Por isso, não.

É um pouco idealista.

Prefiro considerar-me uma realista esperançosa.

O que lhe aconteceu?

Um exercício em Östersjön é simples, não é?

Não tenho tempo. Tenho uma reunião importante.

Posso mostrar-lhe uma coisa?

- Não. Lamento. - Um minuto.

Por favor.

O que é?

O que é isso?

É um memorando interno. Foi enviado a todos os funcionários,

a pedir para não irem a Sundsvall no dia do ataque.

Soube que estava fechada, mas que era comum.

- Não é? - Não, nunca acontece. E veja isto.

Uma fatura de uma empresa chamada NV Solutions.

Investiguei esta empresa. Não há qualquer contrato com eles.

Mas há um contrato com a Northern Canopy, que é dona da NV Solutions.

Não sei se isto chega ao Nordin,

mas alguém pagou à Northern Canopy para estar em Sundsvall.

- O que tenta dizer? - Veja.

É o seu nome.

- O que é isto? - Leia.

Onde arranjou isto?

Sei que trabalham numa proposta de defesa nova, esta,

mas veja a data.

Porque há a lei "Salvar Sundsvall" antes de Sundsvall? Sabe?

Nunca vi esta versão.

- Pode ter problemas. - Não o posso ajudar.

A jornalista, Stranderg. Eu liguei-lhe por causa disto.

- O que fez? - Liguei-lhe por causa disto.

Íamos encontrar-nos num bar. Eu não fui e ela foi assassinada.

Que possa, certo?

- Tem de me ajudar. - Tenho uma reunião.

Não sei o que fazer. Estou apavorado.

- Esqueça isto. - Esqueço?

Esqueça.

Tenho de ir.

A roupa do canal é toda limpa aqui.

- Podemos confiar neles? - Sim.

Olá.

Olá.

Levem o que quiserem, mas devolvam depressa.

- Obrigado. - Obrigada.

O que vais querer?

Há muita escolha.

Blazers, calças, vestidos, peles.

Quero um vestido.

Quero algo elegante e clássico, mas também quero poder.

Está bem. Poder.

Talvez algo azul?

Sim.

Tinhas aquela t-shirt azul, no outro dia, que deixava os teus olhos a...

... brilhar.

Não sei do que falo.

Não. Pode ser azul.

- O quê? - Pode ser azul.

Angela Merkel, mas com menos sexualidade pura.

O que disseste?

- O quê? - O que disseste?

Nada.

- Não sei o que disse. - Tira qualquer coisa azul.

Está bem.

Não...

- É demasiado, não é? - Não.

Estás muito bem. Incrível...

A sério.

Está frio.

E está tudo muito tranquilo.

- O que é? - Não, eu só...

Pensei que...

O quê?

Que o teu marido estava muito errado.

És a pessoa menos aborrecida que conheço.

- Ex-marido. - Sim.

E ele disse que viver comigo era aborrecido. Está bem?

Certo.

Mesmo assim...

- Vamos? - Sim.

- Também estás bem. - Eu sei.

Acho que me vou embora.

Sim, eu também. Só tenho de acabar a proposta.

Já ninguém as lê.

Está tudo bem contigo? Pareceste um pouco estranha hoje.

- Não, só muito trabalho. - Está bem.

- Lembra-te de dormir de vez em quando. - A Carla também.

Boa noite.

Há muitos guardas.

Pode ser difícil.

- Não vou conseguir chegar até ele. - Estás a brincar?

Devias dar-me apoio.

- Estou a ser realista. - Como assim?

Há dois guardas lá em cima. Não sabemos quantos mais há.

Pode haver muitos.

Diz qualquer coisa positiva, senão não vou conseguir.

Não, tens de dizer.

Está bem.

És muito corajosa.

És engraçada,

mas agora é importante que sejas corajosa, está bem?

Sou corajosa.

Sabes uma coisa? És uma mulher fantástica.

Diz mais.

Tu consegues.

Está bem.

- Silêncio. - Desculpe.

- Aonde vai? - Só quero conversar.

- Não pode entrar. - O que está a fazer?

- Calma. - Não me pode agarrar assim.

- Acalme-se. - Isso dói! Largue-me.

Quem é o senhor?

- Eva, chama o guarda. - Calma. Sente-se.

Sente-se.

Sou um amigo. Sente-se.

Amigo de quem?

Amigo da Cristina Stranderg.

É aquele homem. O colega.

O que quer?

Porque mandou matar a Cristina?

Eu?

Podia perguntar-lhe o mesmo. É procurado por toda a gente.

"O jantar está atrasado."

O quê?

Objetivamente,

vejo uma empresa de energia que chegou atrasada às renováveis

e que fez subir o preço da energia com os cortes.

Agora, vale ouro.

Qual é a sua prova, Canal Dois?

Mensagens, fontes. O resto terá de descobrir.

Não sou um jornalista famoso, mas não vou desistir.

Se continuar assim, será uma foto na minha parede. Não vou desistir.

Vou revirar a sua vida. Vou investigar tudo.

Pediram-nos para evacuar a central, nada mais.

"O jantar está atrasado" é um exercício militar para desligar a luz.

- Enviam o código e eu desligo. - E a Northern Canopy?

Não diga esse nome aqui.

Não percebo uma coisa. Se a Northern Canopy fez isso

e o senhor ignorou, quem queria que acontecesse?

Trabalha numa redação de notícias.

Pense maior.

Chamem a polícia.

Vamos.

Por aqui.

Fiquem onde estão. Quietos.

Estão detidos.

Legendas: Ana Rita Santos

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