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Original subtitles

NOS EPISÓDIOS ANTERIORES

Que pedaço de mau caminho, Deus do céu.

Eu queria falar com você.

Mãe, me deixa explicar?

Não há nada pra entender. Vi com meus próprios olhos.

Gostaria de ser ator?

Ofereci o papel a outra pessoa, mas depois do que vi...

- O que está fazendo? - Está louco?

Quem aguentar mais tempo na frente da câmera será o protagonista.

Ação!

Tecnicamente, foi empate.

- Você é o sócio. - Quê?

Nacho, você é o Johnny.

Está com o puto do iugoslavo.

- Como pode trazê-los pra cá? - Foi mal, eles me enganaram.

É culpa sua também! Vaza daqui, Nacho! Vai embora!

Acharam o carro do Nacho batido na estrada.

- Papai! - Enrique!

História baseada em fatos.

Personagens e situações foram dramatizados por fins criativos

e/ou por respeito à privacidade.

Nunca tive medo da morte.

Da minha, no caso.

Porque a dos outros...

é horrível demais.

Cai a ficha sobre as regras desse jogo escroto

e a saudade que a gente vai sentir.

A quantidade de vezes que a gente as sacaneou.

E as poucas que dissemos que as amávamos.

Por isso sempre vivi no limite.

Como se cada instante fosse o último.

Se eu não fizesse isso...

Meu filho!

...me sentiria morto em vida.

Aproveite cada dia, cada hora, cada minuto.

Eu o deixei sozinho.

Esse é um dos poucos conselhos que posso dar sobre a vida.

Vocês sabem que aprender lições...

é um negócio um pouco demorado pra mim.

Nacho, achei que você tivesse morrido.

Quero que se afaste dessa merda dessas drogas.

Papai...

quero ser ator pornô.

Então me mostre que será o melhor.

Vou fazer isso.

O PREÇO DE SER O MELHOR

Cinco passos, Jimmy.

JM PRODUÇÕES

Quem atirar primeiro...

Fica com Bucetópolis.

Corta!

Senhor, me desculpe por perguntar,

mas como está o cano?

Olha só, senhora, quase tão grosso quanto o meu.

- Estão presas. - Ai, não!

Agora como vou pagar tudo?

A gente conhece o segredo do iogurte grego.

Branco, cremoso...

- e saboroso. - E saboroso.

- Faz anal, querida. - Anal não faço, amor.

Outra.

Leia os direitos dela.

Acho que este caso ainda não está fechado.

Falo o texto pra cá ou pra cá?

Fumaça demais!

A gente tirou juntou?

Não vai falar "ação"?

- Não gostei dessa cena. - Corta!

Vou fazer de novo.

Ação!

Toma!

Ele está pirando, Ponce.

- O Nacho está ficando doido. - Corta.

Vou ser o melhor.

Nacho! Pro set, começamos em cinco minutos!

Pornô, não! Pornô, não!

SEIS MESES DEPOIS

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA ERÓTICO DE BARCELONA

- Que demais! - Três dias inteiros.

- Isto vai ser... - Foda, cara.

- Isto ficou foda. - É meu terceiro ano, cara.

Enquanto você batia umazinha no colégio, eu estava aqui tirando leite, moleque.

Mas aprendi direitinho, mané.

- É convencido demais, né? - Ele é um parque de diversões do sexo.

E eu sou a montanha-russa.

Você não é nada sem o Johnny do seu lado.

Puta merda!

Vamos lá.

Bom, é isso aí.

Estou de cara!

Isto, sim, é indústria, Nachinho.

Como os americanos fazem isso?

Com grana, cara, como tudo na vida.

E com muito talento, né? Como o meu.

- Quem tem a piroca... - Sou eu.

- Cara chato! - Olha, Nacho.

Logo a gente vai estar aqui.

Falei com o dono da IFG,

e ele quer que ela seja a maior produtora espanhola de filme adulto.

Então a gente vai ter mais grana pro próximo filme?

- O Picastronauta. - Singular ou plural?

- É sério? Está falando sério? - Estou.

E como vai ser? Vamos trepar com traje espacial?

Não, Toni, a gente vai trepar, mas sem gravidade.

Vamos abrir as portas, está na hora.

Essa ideia não é ruim.

Vai ser O Picastronauta ou Os Picastronautas?

Pai!

Pornô, não!

RESPEITEM AS FAMÍLIAS

Toni, amor, preciso falar com o Ponce,

- porque também quero fazer cinema. - Dá uma olhada em volta.

Toni!

Opa, Tiger!

- Como está, Tiger? - Igual a um adolescente. Olha.

- Credo! - É só embrulhar pra presente!

- Olha quem está aqui. - Tiger!

Sentimos a sua falta!

Como está?

Boa noite a todos.

Sejam bem-vindos a mais uma edição

do Festival Internacional de Cinema Erótico de Barcelona.

Permitam-me começar esta jornada

com uma mulher excepcional.

Com vocês,

Cicciolina!

Boa noite, Barcelona.

Eu não sei vocês,

mas eu vim pra fazer amor!

Aqui, pessoal, pra festa VIP. Não percam,

porque não quero ficar atrás de vocês como se fosse professora de escola.

Galera! Não vão acreditar!

- Ele veio! - Quem veio?

- O fodão! - Desembucha!

Rocco! Rocco Siffredi está aqui!

- Me deixa passar, por favor. - Por favor.

Obrigado.

- Rocco! - Ponce.

- Oi. - Meu amigo.

- Como está? - Bem?

- Aqui, a María. - María.

Rocco, que alegria.

A mulher mais bonita da Espanha!

Seu assistente disse que você não vinha.

Verdade, mas descobri o seu filme

e, se eu não viesse, não...

encontraria a estrela do momento.

Certo?

Licença.

Rocco, que prazer te ver aqui com...

Oi.

Nacho. Nacho Vidal, não é?

Bravo.

Bravo.

Ponce, meu amigo.

Me fala um pouco dele.

O que quer saber?

Sei lá... Onde encontrou o cara?

A verdade é que...

Eu descobri o Nacho na minha boate.

O garoto fez um teste...

que eu nunca tinha visto na vida.

Brava.

Juani tem um olho afiado.

É, olho afiado.

Esse garoto é uma loucura, tem uma força espetacular.

Acredite em mim, ele me comeu.

Mas me conta:

o ragazzo dura a cena inteira?

É claro.

- Sério? - Pura adrenalina.

Pura paixão.

Pura paixão.

Parabéns.

- Tim-tim. - Tim-tim.

Ele não falou mais nada?

É que conversamos aqui dentro.

Rocco, escuta.

Qual é o problema?

Não está pensando em dar o projeto Evil Angel pra esse espanhol, né?

- É claro que estou. - Porra, cara!

Já falei com o Kadir Safar dele.

Ele é mais experiente, é internacional. Não conheço esse cara!

Angelo, não seja babaca.

- Você sempre faz o que é seguro. - Eu sou sensato.

Sensato.

Quer saber?

É que o sensato não me deixa de pau duro.

Não me excita.

A gente se fala.

- O que foi, pai? - Toni.

Espanhol.

Gostei de você.

E quero vê-lo ao vivo.

Amanhã, meio-dia, na minha suíte.

Beleza, combinado.

Você vai fazer um teste pra mim.

A indústria europeia toda está procurando um talento novo.

E você?

Se está com ele,

tenho certeza de que é boa.

Com certeza.

Espero os dois amanhã, combinado?

Boa noite.

- Tchau. - Tchau!

- Um teste, caralho! - Puta merda!

Vou deixar esse cara louco!

PERIGO

Você tem um compromisso comigo, hein?

Se quer ver seu pau, ele que vá à Bagdad.

- Pai... - Porra.

- ...queremos entrar na indústria. - É.

O Rocco é da indústria. Fazer um teste com ele não é ruim.

- E ele pode ensinar um monte de coisa. - Não se preocupa.

- Não vamos decepcionar. - Não.

- Você vai com ele? - Ele quer me ver também.

O Rocco é empresário, tá?

É, sei disso, pai, e nós somos uma família.

Isso é como conhecer um deus em pessoa.

Não tenho mais nada pra falar.

Parabéns por tudo isto, pai. O que você conseguiu é...

É incrível. De verdade.

Me mantenham informado.

Mas que merda é essa?

Parece um casting, né?

Que merda.

Ei!

- Ele chama Angelo. - Angelo!

Me dê uns dias pra ver o que consigo. Certo, beleza.

Está bem, não se preocupe. Vou falar com ele. Certo, tchau.

Que loucura é esta?

Não acharam que seriam os únicos, né?

Venham comigo.

O Rocco faz teste com os homens, eu, com as mulheres, tá?

Não vamos fazer o teste juntos?

Se não se incomoda, aqui quem faz as regras sou eu.

Certo?

Os rapazes vão com a Jenny. A Jenny... Você vai conhecer.

E as meninas vão com o Markus, que é um ator...

Como eu diria?

Potente.

- Venham comigo. - Pra onde ela vai?

Ela vai lá pra baixo comigo.

Boa sorte.

Merda pra você.

- Até mais tarde. - Andiamo, vem.

Vou ficar bem.

Nacho...

esta é a Jenny Stanley,

a cachorra mais pervertida do planeta.

Prazer te conhecer.

E, Jenny...

Este é o Nacho.

O espanhol de quem falei.

O que tem o pinto gigante?

Isso.

Você vai adorar.

Na verdade, eu não precisaria fazer teste com você.

É mais uma questão de estilo.

- Quero ver como reage. - Do que está falando?

Os filmes que produzo,

o cinema que produzo, são diferentes do que o Ponce faz.

Sabe?

Eu o defino como...

Bota a língua pra fora.

Um neorrealismo...

Me dá mais.

- Mais? - É!

Mais?

Eu o defino de neorrealismo pornográfico.

Viu algum filme meu?

- Todos. - Todos eles? Sério?

Então você sabe que tento mostrar...

a verdade do sexo.

Abra a boca.

E, de repente, toda a dureza do sexo

se transforma numa coisa bela.

Muito bela.

Entendeu, Nacho?

Quero que imagine cada cena como uma viagem sexual

com outra pessoa.

Quero que se esqueça da câmera

e ame a donna de verdade.

Isso é o mais importante, Nacho.

Se não tiver conexão com ela...

Sem conexão com ela, não existe nada.

Sempre amo a donna, Rocco.

Sempre ama, é?

Quero que a ame sem limites.

Olhe pra ela.

Veja como é bela.

E me diga:

acha que dá conta?

Vai.

Me mostra o diavolo che tieni dentro.

Hein?

Me deixa ver seu diabo, Nacho.

Jenny.

Meu amor,

mostra pra ele como se faz.

Tomara que você não seja pinto murcho igual à maioria dos novatos.

Vai, Nacho.

Aí.

E aí, Jenny? Está gostando?

Ele não vale merda nenhuma.

Você é mil vezes melhor.

Ela falou que sou melhor, Nacho.

Ela falou que sou melhor. Vai!

E ação. Vem, Markus, vem.

O meu viking.

Se aproxima da empregada.

Isso.

O que temos aqui?

Olha que linda.

Olha que carinha de inocente.

É bonita, cara.

Tira a camisa. Olha os peitos.

Isso aí.

Agora segura o pescoço dela.

Desse jeito.

A gente vai se divertir.

Humilha mais. Cospe.

Na cara.

- Boa menina. - Assim.

- Ei! - Opa!

Calma, tá? Calma aí.

É tudo consensual, está no contrato. Entendeu?

Fica quieta. Não atrapalha a filmagem, tá?

Você, levanta.

Dá uma volta. Mais uma volta.

Você é bonitinha, mas tem peito pequeno.

Se puser silicone, vai trabalhar mais, entendeu?

Está bem, Estrellita?

Pronto. Vai pra cama.

De novo, por favor. Vamos.

Põe a meia-calça.

Vamos experimentar com a meia. Manda ver. Isso.

Começa a meter. Assim.

Assim. Isso, forte. Isso.

Estrellita, mostra o quanto está gostando.

Quer ser a melhor?

Quer ser a melhor?

Hein?

Isso. Viu? Nem está doendo.

Só um segundo.

Pronto? Sim, só um momento. Fala.

Já pode parar, né?

Vem cá.

Relaxa.

Não estamos mais filmando.

Não pensa nisso.

Para! Quero parar!

Solta a menina! Não tem mais câmera!

Que porra é essa?

Sua filha da puta!

Foda-se. É pra parar! Não tem câmera!

O que acha que está fazendo interrompendo a gente?

Estou fazendo o meu trabalho!

Ei, para!

Calma. Qual é o problema?

Ele a estava forçando.

Calma.

Sua mentirosa!

- O que foi? - Ela gritou pra ele parar!

O que aconteceu?

Angelo, era pra continuar duro.

Como vamos filmar sem ereção?

Isto é trabalho. Só trabalho.

- Não era trabalho, ela mandou parar! - Calma, se acalma.

Se não gosta das regras... se não gosta, se não aceita,

tem um monte de outras que vão aceitar.

- Vai tomar no cu! - Certo, vai embora.

Vaza. Divina!

Que fresca. Vadia. Cadê a menina?

Cadê?

Você está bem?

- Tem certeza de que está bem? - Obrigada.

- Vamos denunciar. - Não, não quero.

Minha família não sabe que estou aqui.

E daí? Você viu o que o cara fez?

Vem.

Vai cuidar da sua própria vida!

Aquele filho da puta estava abusando dela, entendeu?

Nunca vou defender um abuso. Nunca, jamais.

Era só o que faltava.

Porque tudo tem limite e, nesta merda, quem o coloca? Você?

Limites?

Eu não.

Aqui, quem põe os limites são eles... e elas.

Tudo está no contrato.

O que pode e o que não pode.

Tapas, bofetadas,

anal, oral, arranhão, cusparada,

puxão de cabelo.

Todos os jogos permitidos

são negociados por escrito. Entendeu?

Agora, já aviso que, se veio aqui

atrás de sexo soft...

Hein?

- Não filmo contos de fadas. - Não encosta em mim.

Não sou nenhuma pudica.

Já trepei com centenas de homens, de milhares de jeitos e faço sexo ao vivo.

Mas disto aqui eu não gosto.

- E não gosto de você! - Não?

Não gosto, não.

Quero poder dizer "não", mesmo com contrato assinado.

E se durante uma filmagem eu passar mal?

E se eu não gostar da agressividade?

Posso pedir pra parar? Mesmo com o contrato?

Nunca passei por uma situação dessa.

As pessoas sabem o que vão fazer aqui.

As mulheres ficam vendidas assim!

Por causa do contrato, não podem provar um estupro e denunciar.

Os contratos defendem vocês, não a gente.

Está bem, respeito a sua visão.

- Sei. - Entendeu?

Talvez este não seja o seu lugar, Sara.

Não.

Pronto. E é o seu, Nacho?

Este aqui é o seu lugar?

Me dá um segundo.

Sarinha, o que está fazendo?

O que está fazendo?

- Espera um pouco. - Solta.

- Sara... - O quê? Não quero voltar pra lá!

Quem me arrastou pra isso foi você.

- Eu? - É.

Quem disse que com o meu pau eu tinha que virar uma estrela...

foi você.

E agora que estou prestes a conseguir ser uma estrela, o que você faz?

Você não quer que eu vença, né?

É isso.

Não acredito que você disse isso.

Eu juro que não acredito.

Eu só quero ser o melhor.

Quero ser o melhor, e ele pode me ajudar a conseguir.

Ele pode ajudar nós dois a conseguirmos isso.

Vem comigo.

Sara, vem comigo.

Vem.

Gata, é a porra do Rocco Siffredi!

Me passa o tênis.

Tenho uma coisa pra você.

Eu podia ser sua assistente pessoal, não?

Nesta casa, só indo embora recebemos carinho.

- Vem cá, sua chata. - Sai! Nacho, está fedendo a sexo, credo!

- Que delícia, né? - Você é um porco.

Nacho, comprei pra você ontem, olha só.

- Tive um desconto, 100% algodão. - É?

Ele não sabe do que você está falando, vive pelado.

- Sei... - Não liga pra ela, mãe. Obrigado.

Disseram que a Hungria é bem fria.

O que foi? Não é pra Hungria que você vai?

É, sim.

Então por que me olhou com essa cara?

É que sei que isso não é fácil.

Não, de jeito nenhum.

Me liga quando chegar lá.

E não se meta em encrenca, filho.

Se cuide e use o suéter.

Está tudo sob controle, mãe.

Papai.

ENRIQUE JORDÀ RECEBE O PRÊMIO DE EMPRESÁRIO DO ANO

Não vou te decepcionar.

Assim espero.

- Você não estava indo embora? Vaza! Vai! - Muito chata...

Te amo.

Arrasa lá!

Se não tivesse pau grande, podia ser palhaço de circo.

Eu ia ser homem-bala, mas meu pau é tão grande que não coube no canhão.

- Que piroca! - Oi, gente!

Bonita e grande.

Vim me despedir.

Saquei que foi um erro vir.

Garoto, vem cá, vem.

Me dá um beijo, homem.

Vem aqui, querido.

Boa sorte, meu amigo!

- Parabéns, cara! - Dá um abraço, camarada.

Aproveita a Hungria, é um país lindo.

- Bom, mas nem tudo são flores, hein? - Terminou?

Estou falando pro bem dele, pra ele ir preparado.

Filho da puta.

O que o Toni falou não é brincadeira.

Pai!

Pai.

Não vamos deixar isso assim, né?

Assim como?

O que veio fazer aqui, porra?

Veio atrás da minha bênção, né? Já conseguiu.

- Assim não, assim não vale. - "Assim não", seu puto?

Assim não! Isso digo eu.

Sabia que eu tinha dado minha palavra pra IFG?

Eu tinha prometido a porra do filme.

E a indústria espanhola?

- Você não ia fazê-la crescer? - Vou fazer isso.

- Ah, sei. - Claro que vou colocá-la lá no topo.

Mas, pra isso, tenho que ir e voltar como uma estrela.

- Não conte comigo. - Não me fode.

Se liga, na Hungria, não o tratarão como aqui.

Sangue, suor e sêmen, pai!

Bom título. Bom título, sim.

Zé Ruela!

Não vai se despedir de mim?

Achei que você não quisesse se despedir de mim.

- Estou te ligando há dois dias. - É.

Porra, Sara, vai ser estranho fazer isso sem você.

Não se preocupe. Logo você me esquece, vai ver.

Isso nunca.

Nacho Vidal come o mundo todo.

Acha que tem lugar pra mais alguém?

Não está falando com Nacho Vidal.

Está falando com Ignacio Jordà.

Está bem?

Aquele dia você me magoou.

Eu sei.

Desculpa.

Porra, Sara.

- Você me deixa maluco. - Pode esquecer transa de despedida.

Por que tem que ser uma despedida?

Não quero que isto acabe.

Vai ficar tudo bem. Você vai ver.

Você vai viver uma aventura incrível.

Mas tem que se cuidar.

- A mãe Sara não vai mais cuidar de você. - Por que não?

Porque essa ralé agora é a minha família.

E quero ficar aqui.

Te amo.

Mesmo que não acredite, sei que é a mulher da minha vida.

Eu também te amo.

Casa comigo?

- Vai se foder. - Casa comigo.

- Vai tomar no cu, Nacho. - Casa comigo.

Estamos em Barcelona,

não nos EUA, senão te metia num carro e te levava comigo pra Las Vegas.

Isto é uma merda. O que vou fazer com isto?

Me dá um beijo.

BUDAPESTE

Bem-vindo a Budapeste.

Ficou bonito com o suéter da mamãe, hein?

Rocco, a mãe espanhola é a melhor que existe.

- Opa, e a italiana, amigo? - A espanhola!

Vida longa à mamãe.

- Mãe, estou tão feliz - Tão feliz

Porque estou voltando para você

Minha canção lhe diz

Que este é o dia mais feliz da minha vida

Mãe, estou tão feliz

Por que mora tão longe?

Mãe!

Allora, você vai conhecer duas pessoas molto speciale para mim.

Oi, amor!

Oi!

Vem cá, Nacho, vem.

Ei! E aí, como está?

Nacho, esta é Rozsa, minha esposa.

Prazer.

Bem-vindo.

Este menininho aqui

é o Lorenzo.

Que lindo!

- Rozsa, oi. - Oi!

Vai ficar pra jantar?

Não, só vim pegar a roupa pra festa.

- Vai à cidade? - Vou.

- Me dá um segundo. - Obrigado.

Vou com você.

Vem.

Vamos dar uma caminhada.

Você quer ter filho?

Claro que quero.

E grana, casa, viver do que eu gosto,

ter uma família.

É o meu sonho.

Cara, você quer tudo que eu tenho, né?

Menos o pinto, prefiro o meu.

Rocco, tudo pronto.

Toma aqui.

Rocco!

Tudo bem?

Eu te amo. Oi!

Oi, touro.

Bem-vindo a Budapeste.

Jenny.

Oi, amor.

Fala espanhol?

Não.

E você devia aprender inglês.

Você está na primeira divisão agora.

O que ela falou?

Agora que você está com grandes, tem que aprender inglês.

Tchau, divina. Dá licença.

Vem comigo, Nacho.

Quem é aquela ali?

Bellissima.

É uma estrela do pornô internacional.

A National Geographic está fazendo um documentário...

Allora, vamos falar de negócios?

Quantas mulheres acha que tem aqui?

Setenta, oitenta.

Cem?

Cento e uma.

E você terá que fazer amor com elas no nosso próximo filme.

Gostei do cara novo.

Legendas: Marcelo Hauck

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