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Original subtitles

MELODIA INTERROMPIDA

Fazenda Lawrence perto de Wincheslea na Austr�lia

N�o perca o trem de volta, Margie.

Se n�o estiver aqui antes do anoitecer, papai vai notar sua aus�ncia.

Algu�m est� vindo.

Espere, espere.

Meu melhor vestido e meu espartilho. Coloque-os e n�o discuta.

- Obrigada. - Boa sorte.

- Boa sorte, Margie. - Obrigada, Cyril.

- Eu gostaria que voc� pudesse vir comigo. - O que mais eu gostaria?

V�, � muito tarde. Boa sorte.

Eileen! Ted! Cyril! Por que est�o a�?

Ainda n�o come�aram a trabalhar e j� passa das cinco.

Para onde vai Margie Whither a esta hora da manh�?

Eu a enviei para Winchelsea. Com v�rios recados.

- Por favor, tome cuidado com o cavalo, Jim. - Boa sorte, Margie.

FINAL DA COMPETI��O ANUAL DE M�SICA DE GEELONG. 25 de abril.

CONCURSO DE CANTO DE �PERA. 1 � Pr�mio. CURSO EM PARIS

Senhoras, Senhoritas! Vamos come�ar.

Prontas para come�ar.

Marjorie Lawrence, voc� cantar� agora.

Apresse-se, chegou tarde.

Permitam-me, por favor.

Senhoras e senhores, a pr�xima concorrente � Marjorie Lawrence

que cantar� "O Don Fatale" de Don Carlos de Verdi.

Srta. Lawrence...

Srta. Lawrence...

Aparentemente, a Sra. Lawrence tem medo do palco.

Ent�o apresentaremos o Sr. Richard Quant de Melbourne.

Para reproduzir o pr�logo de "ll paglaccio".

Eu estou aqui! Eu estou aqui!

- O qu�? Como se saiu? - N�o sei ainda.

N�s vamos saber pela imprensa amanh� de manh�.

- Obrigada por cuidar do cavalo. - N�o tem de que.

Cyril deveria estar aqui com o jornal.

- Deveria ter ido eu mesma. - Ligue para l� outra vez.

Por favor, Sra. Spencer, deixe a linha aberta. � muito importante.

Oh, n�o importa.

- Voc� trouxe o jornal? - Papai esta trazendo.

Ele decidiu vir comigo e estava determinado a peg�-lo.

E voc� n�o poderia dar uma olhada?

- Voc� n�o disse nada? - Est� vindo ...

- Acha que eu deveria lhe dizer alguma coisa? - N�o.

Se voc� n�o ganhou ningu�m tem que saber.

E se ganhou ser� o papai que ir� falar.

Hoje, o jornal traz m�s not�cias.

Se espera queda no pre�o da l�.

Aben�oa, � Senhor, estes alimentos que foram nos dado.

E agradecemos Senhor pela honra que concedeu a minha filha.

Eu n�o aprovo que minha filha deixe a nossa casa

e a fam�lia para ir a terras distantes.

Mas se sua vontade que ela siga,

n�o pouparei a nossa ajuda. E quando estiver sozinha no meio de estranhos,

Eu oro, Senhor, para vigi�-la. Amen.

- Que bom! - N�o � bom?

Irm�!

Academia Nacional de M�SICA

Eu sei, mas Madame Gilly � muito ocupada, senhora.

Sei que viajou milhares de quil�metros, que ganhou um concurso

eles dizem que � uma promessa e que traz uma carta de recomenda��o.

- H� tantas como voc�. - Se eu pudesse ver ...

� in�til. Tem o curso completo.

- Mas n�o posso esperar. - Se quer aprender, aguarde.

N�o se � aceita como uma estudante at� que ele tenha ouvido a sua voz,

e n�o ouvir a sua voz quando voc� tem tempo.

Continue tentando, mademoiselle.

Louise, Louise, sem for�ar a sua voz.

Tem um grande futuro. Pode ir muito longe.

Quantas vezes tenho que dizer?

- Voc� n�o deve tenta isso. - Eu sei. Tem raz�o.

- Mas sempre fa�o com medo. - Bem, n�o h� necessidade de faz�-lo.

Venha. Vamos novamente.

Muito bem, muito bem.

- �timo! - Tamb�m � cr�tica?

Elogia a si mesmo, hein?

N�o. � �timo estar de volta e cantar uma melodia

depois de um ano dessas escalas eternas e odiosas.

Voc� tinha que fazer, mas eu tinha que ouvi-las.

Amanh�, no mesmo hor�rio. Leve este e trabalhe.

At� amanh�.

Que criatura!

- Ei, n�o quero que chova hoje. - Adeus.

Trouxe algo para mim?

Sim, um telegrama para Marjorie Lawrence de Madame Gilly.

Marjorie! Um telegrama para voc�.

- Um telegrama, senhorita. - Obrigada.

Pai morreu ontem � noite. Com amor de todos. CYRIL

N�o tinha estado doente em toda a sua vida.

S� eu tinha causado mais preocupa��o do que todos os outros.

Esperava compensar um dia, fazendo-o orgulhoso de mim.

Agora � tarde demais.

Voltarei para minha casa, Madame Gilly.

- O que voc� vai fazer na Austr�lia? - Trabalhar.

Em uma fazenda?

Veio aqui para cantar.

Querem enterrar sua voz em uma fazenda na Austr�lia?

O que mais poderia fazer?

N�o posso pedir a meus irm�os para me ajudarem. Seria injusto.

Bem ... Talvez eu possa.

� uma emerg�ncia para voc� e de certa forma, tamb�m para os outros. Venha.

- O que � isso? - Leia.

Musetta?

O Monte Carlo Opera abre a temporada com La Boheme.

Precisa de uma substituta para Musetta.

- Eu? Madame Gilly, eu? - N�o � o que pensei para sua estr�ia,

mas eles precisam de uma cantora e voc� de trabalhar, ent�o ...

Como posso lhe agradecer?

N�o poder� continuar ganhando, se n�o o fizer,

ent�o n�o perca mais tempo. M�os � obra.

- Amarre-me na cadeira! - O que est� dizendo essas pessoas?

Da fazenda Lawrence falando.

O qu�? Montecarlo! Mas Monte Carlo!

Al�, al�? Fazenda Lawrence?

Sou Marjorie. Por favor, Sra. Spencer, agora deixe o telefone.

Eileen?

Cara Eileen, sou eu Marjorie. Como est�?

Como voc�s est�o? Voc� est� bem? Tem certeza?

� claro que eu estou chorando, mas de felicidade.

Eu j� sou "Prima Donna". Sim, esta noite.

Bem, pode ser a manh� de ter�a na Austr�lia,

mas em Monte Carlo ainda � segunda-feira � noite.

Querida, se estivesse aqui. Um verdadeiro sucesso.

Eles levantaram tr�s vezes a cortina.

Margie, apertou o espartilho desta vez?

Foi como eu havia sonhado que se tornaria.

Papai teria ficado orgulhoso de mim esta noite.

Cyril, n�o est� a�?

E quanto ao p�blico? Ser� que eles te fizeram repetir?

Digo mais de uma vez. Como gostaria de estar a�.

- Quando vai cantar na Austr�lia? - N�o poderei por muito tempo.

Mas n�o me esqueci que voc�, prometo.

Precisarei de um agente.

Me ofereceram um contrato por dois anos.

Sim, vou enviar-lhe os ingressos quando tiver dinheiro.

Que ser� em breve. Adeus, Margie.

Adeus, cuide-se bem!

Adeus.

Adeus e sejam felizes. Eu os amo.

Adeus ...

� seu ...

� a grande noite da minha vida.

Nada t�o triste como o triunfo se est� sozinha.

No meu pa�s teria ido toda a aldeia.

E abririamos um barril de cerveja para comemorar.

Assim deveria ser.

- Est� encharcado. Vou lav�-lo. - Uma "Prima Donna" lavando-o?

Al�m disso, eu vou sair hoje � noite.

- Sinto por devolv�-lo assim. - N�o lavarei nunca.

Ouvi dizer que em momentos como este, os admiradores da "Prima Donna"

se jogam em seus carros e bebem champanhe em seus sapatos.

Tamb�m ouvi dizer.

Este americano ser� o representante de Ted, Eileen e Cyril

e se prop�e a fazer algo semelhante.

� claro que eu adoraria.

E eu gostaria mais se eu soubesse seu nome.

Dr. Thomas King.

O que esperamos, Dr. King? Vou pegar meu casaco.

Que delicioso sarau, Dr. King!

Vou oferecer outra igual para celebrar sua primeira opera��o.

Vou me contentar com uma entrada, quando estreiar no "Metropolitan".

Por esta altura, ser� o m�dico mais famoso dos Estados Unidos.

- E tem seu pr�prio palco. - Como � f�cil dizer isso.

- Mais champanhe! - � completamente inofensivo.

Por isso batizam os barcos com ela.

Pois que o c�u proteja os marinheiros em uma noite como esta.

Vamos ver o que temos agora.

Irm�os brindando pelo Afeganist�o, B�lgica, Canad� ...Dinamarca!

Pensa que vai dar a volta ao mundo em uma noite, brindando?

Hoje � noite quero desejar a todos felicidades e que eles saibam.

E amanh� ter� uma ressaca terr�vel.

Pelo menos tenho a vantagem que voc� � um m�dico.

Cuidar� de mim, certo?

Lembre-se que amanh� n�o estarei aqui.

Ent�o se apresse, o que se brinda em dinamarqu�s?

Eu n�o tenho id�ia. Diga qualquer coisa.

N�o, isso n�o seria sincero.

Desculpe-me, voc� � dinamarqu�s?

O qu�? Infelizmente n�o. Mas eu gostaria de ser em sua honra.

N�s ouvimos voc� cantar hoje � noite. Para voc�, senhorita.

Obrigada. Obrigada ...

O t�xi com sua bagagem est� aqui, senhor.

Eu n�o sabia que era t�o tarde. Diga ao motorista que vou em seguida.

- E pe�a outro t�xi para a senhorita. - Obrigado, senhor.

- Fiquei decepcionada, Dr. King. - Sim?

Voc� foi o �nico que pularia no meu carro e beberia champanhe no meu sapato.

O sindicato local de cavalos n�o permitiria tais compet�ncias.

Mas o sapato tem uma solu��o. D�-me um.

N�o � muito pr�tico para beber, certo?

At� que compre outro par fazeremos assim.

Agora eu gostaria de brindar ao seu pa�s.

Apesar de n�o pensar em beber por cada um dos 48 estados.

- Bem, pelo meu pa�s. Am�rica do Norte. - O que eles dizem na Am�rica?

- At� o fundo. - Oh, Dr. King.

At� o fundo.

- Bem, temos que ir. - Se n�o h� rem�dio.

Sim, se soar meia-noite me transformo em ab�boras.

Bem, uma grande noite para este provinciano da Florida.

� l� que ir� exercer?

N�o. No Hospital Infantil de Nova York.

Foi a noite mais feliz desde que cheguei na Sorbonne.

Que pena que a conheci na minha �ltima noite na Europa.

N�o � a primeira.

Talvez nenhum de n�s dois teriamos estudado tanto.

Mas gostar�amos de ter aprendido muito de geografia.

- Senhor, o barco. - Sim, obrigado.

- Bem, ele est� l�. - Sim

Foi uma noite maravilhosa, Tom.

Tudo o que voc� sempre sonhou e nunca pensei que eu pudesse ver...

ocorreu.

Lembrarei desta noite, enquanto viver.

- Adeus, Margie. - Adeus, Tom.

Pensei que poderia te deixar no hotel a caminho do barco.

Por isso � bobagem tomar dois t�xis.

O que estamos esperando? Tome. Fique com o troco.

Agora � a hora de dizer adeus.

Senhor, j� � tarde.

Sim.

Tom, n�o v�o te dizer adeus no barco?

- N�o. - Mas isso � horr�vel.

GRANDE TEATRO DE RAVENNA "Il Trovatore"

Cyril!

- Margie, voc� est� linda! - Que surpresa me deu!

Mal posso acreditar que voc� est� realmente aqui.

Margie, voc� est� linda. E isso realmente � verdade.

- Como est�o Eileen e Ted? - Lembre-se que n�s oramos por isso?

Venha e conte-me tudo, enquanto eu mudo de roupa.

Bravo, senhorita. Estava excelente.

Obrigada, lhe apresento meu irm�o Cyril. Meu agente.

- Quem � esse homem? - O representante do tenor.

Madame Butterfly

Permita-me.

- Ol�. - Acreditava que se perderia.

Desculpe, amigo. Gostaria de apresentear-lhe um admirador.

Boa noite, George.

Marjorie, lhe apresento o Conde Claude des Vignaux.

Nunca teria acreditado que em um teatro provincial podia ouvir...

uma voz t�o magn�fica em uma mulher t�o bonita.

Me daria a honra de jantar comigo?

O seus elogios s� podem coincidir com o meu apetite.

- N�s aceitamos com prazer. - N�o poderia estar mais feliz.

Margie, venha comigo.

- Sem deixar uma sauda��o? - Sim. Vamos l�.

- Deve ser muito importante. - Sim, �.

Eu apresento Monsieur Bertrand da �pera de Paris.

Eu acho que � tempo de a ouvirmos em Paris, mademoiselle.

Obrigado. Temia n�o deixar a maioria das prov�ncias.

Claude, meu caro ...

CASA DE �PERA METREOPOLITAN AIDA IL TROVATORE

O Crep�sculo dos Deuses

Herr Sachse, ouviu isso.

"Brunilda galopando em seu cavalo corre para a pira funer�ria...

de Siegfried. Isto � o que Wagner escreveu.

- Por que n�o me deixar faz�-lo ...? - N�o, n�o, n�o. N�o galopando.

N�o no Metropolitan, n�o.

O risco � muito grande. Levar� o cavalo pela r�dea.

Minha irm� � uma boa cavaleira. Anda a cavalo desde a inf�ncia.

Isto � o "Crep�sculo dos Deuses", n�o um circo.

Depois de cinco horas cantando, ainda quer galopar.

Terminamos a discuss�o! Continuemos o ensaio!

Levar o cavalo para o fogo segurando as r�deas.

S� se pode lan�ar um cavalo na fogueira � galope.

Mas nenhum cavalo sensato o far� dando passo.

Me importam os caminhos de um cavalo sensato!

O que eu quero � uma "Prima Donna" sensata.

Mas a minha forma � espetacular.

Ela tem coragem e dinamismo. Sua id�ia � de mau gosto. Ins�pida!

N�o, se voc� fizer isso direito!

Olhe para mim.

Majestoso, deslumbrante, espetacular.

Eu ainda prefiro a minha maneira de faz�-lo.

Prezada Srta. Lawrence, a �nica demanda no Metropolitan...

para nossa "Prima Donna", que possa cantar bem.

N�o consideramos tamb�m que sejam "jockeys".

Vamos ensaiar. Da nossa forma.

- Ela tem um desempenho admir�vel. - Os aplausos n�o eram para o cavalo.

Ethel, que surpresa agrad�vel. Eu pensei que voc� estava em Paris.

Eu voei para testemunhar o seu triunfo.

Eu dou uma festa hoje � noite, voc� vir�?

- Encantada. - Claro que iremos.

- Eu sabia que iria fazer isso. - Obrigado.

Embora n�o se lembrou de me enviar a entrada, eu vim.

Acabaram-se as vit�rias sozinha.

Margie, Sr. Johnson, do "New York Daily Courier".

Eu queria conhec�-la. Que atua��o maravilhosa.

- Como ele teve a id�ia ...? - Monte Carlo!

- O qu�? - Tom King!

Os jornais da manh� com todos os detalhes do sucesso do evento.

Leiam todos os detalhes deste grande evento.

- Ainda mais cr�tico, Cyril? - A mais recente s�o os melhores.

L� embaixo tem mais jornais. Eu pedi a eles para traz�-los.

� incr�vel, nunca li um coment�rio como este! Grande!

N�o fale muito e leia. Sem perder uma palavra.

Est� bem, ou�am todos.

"Ontem � noite, no Metropolitan, Marjorie Lawrence se apropriou de New York."

Quem quer que seja este homem, � o meu cr�tico favorito.

Vamos ver, onde eu estava?

"A isto foi ajudada em grande parte por Leopold Sachse

com id�ias ousadas e inspiradoras.

- Sim, eu estava inspirado. - Sim, e o cavalo tamb�m.

Vou dizer-lhe que o Dr. Sachs teve outra grande id�ia.

- Quem, eu? - Sim.

Ele quer "Salom�", ao mesmo tempo cantando e dan�ando.

N�o, no Metropolitan, n�o.

J� se fez isso em Paris. Uma �nica vez.

O jantar esta servido. Venham para a mesa.

Depois da sobremesa, vamos continuar com as cr�ticas.

- Tom! At� o fundo! - Ei, Margie.

Estou t�o feliz que p�de vir.

Dr. King, meu irm�o Ciryl.

- Prazer. - O mesmo digo eu.

E o Dr. Sachse.

N�o sabia que tinha sido chamado para uma consulta m�dica.

Doutor em m�sica, n�o em medicina.

- Um m�dico? Voc� est� doente? - Nem um pouco. Servam os outros.

- Fa�a o favor de vir comigo. - Com licen�a.

N�o pense que n�o o reconheci antes. Mas eu estava t�o atordoada que ...

N�o se preocupe. Entendo isso. N�o precisa se desculpar.

- Se voc� me chamou para que ... - N�o, n�o.

Tamb�m o fiz vir como m�dico.

O Metropolitan tem seu pr�prios m�dicos, certo?

Sim, eu sei, mas ... prefiro voc�.

Obrigado. Me diga qual � o problema.

- A garganta. A sinto irritada. - Vamos dar uma olhada. Sente-se.

Esta garganta j� trabalhou muito esta noite.

E, aparentemente, n�o parou ap�s a cortina cai. Abra a boca.

- Claro que incomoda. - H� algo de errado?

N�o, nada s�rio. Tamb�m muita festa.

Muito esfor�o e emo��o.

Se todos fossem t�o saud�veis como voc�, eu n�o teria futuro.

- Bem, � isso. - Tom ...

Uma bebida?

Se j� acabou a visita profissional?

Sim, e perdoe-me por esta noite.

- Ol�, Margie. - Ol�.

Venha, sente-se e me diga o que aconteceu com sua vida.

N�o h� muito a dizer. Ainda n�o tenho palco pr�prio,

mas vou associar-me com um dos melhores m�dicos na minha especialidade.

N�o me disse qual era sua especialidade.

N�o sabia, mas agora sei.

- E o que �? - Ajudar as crian�as a nascer.

Filhos? Um maneira muito feliz de praticar a medicina.

Bem, e voc�, quantos filhos tem?

N�o � uma quest�o apropriada para um solteiro.

Voc� � um m�dico prodigioso.

- E eu sou uma nova mulher. - S�rio?

De repente eu me senti bem. Feliz e com fome.

- Venha comigo jantar. - N�o, n�o tenho apetite.

Mas aceito a bebida que voc� me ofereceu.

E eu n�o vou brindar porque voc� e o conde ser�o muito felizes.

Que conde?

Com ele que ir� se casar. S�o os jornais que dizem.

N�o vai acreditar em tudo que os jornais dizem?

Acabo de perceber que estou com fome.

�timo. Vem, vem, vamos jantar.

N�o, n�o estar l� com eles. Se voc� n�o � obrigada.

N�o, n�o sou obrigada. N�o quer estar com eles.

Bem, bem. De qualquer maneira.

Meu conselho como um m�dico � que se deite e descanse.

Mas pessoalmente lhe diria para usar sapatos confort�veis

e de vir comigo.

Doutor, voc� � o m�dico.

Boa noite.

Ou seria mais sensato dizer bom dia?

Bom dia.

Te agrade�o muito, mas n�o tinha que me esperar.

Pelo contr�rio. Sim, eu tinha que esperar.

H� uma semana tento falar com voc� e esse foi o �nico caminho.

Acho que � chato, mas voc� tem que lidar com as quest�es da profiss�o ...

Olha, voc� v� este pr�dio?

- O Empire State Building. - Fascinante.

Tom e eu est�vamos em seu topo h� um tempo atr�s.

A vista de l� � linda.

H� outros cen�rios, em Nova York que tenho para lhe ensinar.

Como o escrit�rio onde voc� tem que discutir a sua turn� pela Am�rica do Sul

e as datas de Covent Garden.

As salas de ensaio do Metropolitan, uma ou duas salas de concerto,

o estudo de um fot�grafo e uma casa de cabeleireiro

para fazer-lhe algumas perucas.

A menos que voc� se proponha a ser a primeira Carmen loira da hist�ria.

� uma �tima id�ia. Seja bom cuidando das perucas.

E eu tenho que reduzir a cabe�a para que possam servi-lhe.

Certo, irei ao cabeleireiro.

- Amanh�? - N�o, amanh� n�o.

Tenho que ir � costureira.

Tom e eu vamos � noite a um baile no seu hospital.

S� v�o os m�dicos e suas esposas. Os estagi�rios e enfermeiros.

- Que divertido ... - Se voc� quiser vir, posso dizer ao Tom.

- Buscamos uma enfermeira. - Eu n�o preciso de enfermeiras.

- Mas um especialista em nervos. - Isso � engra�ado. Muito engra�ado.

Droga do que faz comigo. Boa noite.

Deixe-me repetir. Vamos come�ar a partir de ...

Al�?

Um momento. Coloque-a aqui, por favor.

- Quem �? Tom? - N�o, � o Conde, de Paris.

- Diga que n�o estou. - Claude? Ela n�o est� aqui.

- Chega por hoje. - Amanh�, no mesmo hor�rio?

Sim. N�o, n�o ... A avisarei.

Sim, eu lhe direi. E te ligo mais tarde.

Claude n�o � est�pido. Como voc� n�o respondeu a nenhum dos seus telegramas,

quer saber se deve vir a Nova York.

N�o, diga-lhe para n�o vir. Vou escrever. � isso a�.

N�o seja est�pida. Despreza Claude para se casar com um charlat�o?

- Sim, se ele me pedisse. - N�o se preocupe ele o far�.

Ele sabe muito bem como seria bom casar com voc�.

Teria seu sustento seguro e os melhores clientes em Nova York.

Por um m�s inteiro saiu com voc� e agora nem telefona.

Sabe quando voc� quer as coisas que pode conseguir e jogar suas cartas.

Seu problema � que o meu sucesso tem subido � sua cabe�a.

Diga ao seu marido para se acalmar. N�o h� nada a temer pela crian�a.

E n�o se esque�a de tomar as p�lulas de c�lcio que lhe dei.

Prometo-lhe, doutor.

- Volte dentro de um m�s. - Sim, adeus.

- Me esperam hoje? - N�o, ao Dr. Bruce.

Voc� tem que estar na cl�nica em 20 minutos.

Vou comer algo e ir embora.

- Sim? - Sra. Lawrence quer v�-lo.

Fa�a-a entrar.

Durante toda a semana esperando que me chamasse.

Um de n�s dois tem que ser sensato.

H� uma raz�o que nenhuma conversa pode modificar.

Eu n�o posso pedir-lhe para ser minha esposa.

Estou come�ando ainda, e voc� est� no auge de sua carreira.

- Mas eu poderia te ajudar. - E eu n�o posso consentir.

Mas aceitaria uma bolsa da Funda��o Rockefeller, certo?

Mas eu n�o estou apaixonado pela Funda��o Rockefeller.

- Talvez nem esteja por mim. - Oh, Margie ...

Qual � o significado do dinheiro, Tom?

N�o se trata de dinheiro.

O casamento para mim � uma casa com filhos e uma esposa para cuidar deles.

Sua carreira leva voc� ao redor do mundo.

- Voc� quer a abandone ...? - N�o tenho esse direito.

Tal casamento seria um fracasso. H� apenas uma solu��o.

Sim, deixar isso agora que n�s ainda temos tempo.

- Sim? - Est� atrasado para a cl�nica.

Obrigado, vou em seguida.

N�o podemos deixar isto assim.

- Deixe-me v�-lo mais tarde. - Vou estar ocupado durante toda a tarde.

Tom ...

Que tal hoje � noite?

Sim.

De jeito nenhum. Estou deixando a cidade esta noite para um concerto em Chicago.

Bem, l� voc� vai.

N�s fizemos uma boa costura cir�rgica naquele garoto.

Estou satisfeito. O que � isso? Est� doente?

- Eu estou bem. E a nova enfermeira? - Um charme. Maravilhosa.

- Adeus, Tom. - Adeus.

O que est� fazendo aqui? Pensei que estava a caminho de Chicago.

N�o tenho que estar em nenhum lugar.

Sou uma senhora ociosa.

- Margie, voc� est� bem? - Perfeitamente.

Que m�dico t�o maravilhoso que voc� �! E d� bons conselhos.

A mulher deve ficar em casa com seu marido.

� o mais sensato. Ent�o eu cancelei o concerto em Chicago.

- O qu�? - E a minha estreia no Covent Garden ...

- N�o. - N�o interrompa por favor.

Voc� n�o pode fazer isso. Voc� n�o deve.

- Tudo j� est� feito. - Mas n�o pode parar de cantar.

N�o, certamente n�o.

Mas s� onde voc� pode me ouvir cantar.

- Quando sair da cl�nica, � claro. - Bem, eu n�o sei ...

N�o entre em p�nico. Eu ainda tenho o Metropolitan.

Voc� quer dizer que deixou tudo mais s� por mim?

Ao diabo com tudo mais!

N�o quero ser nada mais do que a esposa de Thomas King.

Eu ...

- Margie, o telefone. - N�o atenda, querido.

N�s respondemos. Pode ser alguma urg�ncia.

Al�?

Sim? Vou ver se o Dr. King est� aqui.

� a Sra. Ireland de novo.

Deixe-me ver como est�.

Al�?

Sim, vou cuidar dos casos do Dr. Bruce esta noite.

Por que n�o tentar usar bolsas de �gua quente?

Tente fazer compressas frias.

Sim, tentou isso.

O qu�?

Eu acho que o que realmente precisamos,

pode ser boa noite de sono.

Tome um par de aspirinas e se amanh� n�o se sentir melhor...

recomendo que v� ver o Dr. Bruce.

N�o, � sempre um prazer falar com voc�.

Boa noite.

- Tom. - Sim?

- O que aconteceu? - Um alarme falso.

Enquanto n�o comece a notar-se em uma mulher?

- Notar-se o que? - Quando se espera um filho.

Est� perguntando por voc� ou para uma amiga?

Por curiosidade.

� que me d� desconfian�a essa curiosidade. Se houver qualquer coisa, me comunique, hein?

N�o se preocupe, voc� ser� o primeiro a saber.

Vamos ver, estamos em maio e a temporada come�a em novembro.

Qual temporada? Ainda estamos falando sobre isso?

- A esta��o do Metropolitan. - Ah, agora.

Voc� sabe quanto tempo leva. N�o � um segredo comercial.

Pode ser um conflito neste ano.

Eu n�o acho que isso pode ser feito em Isolde e nem em Salom�.

- Mas pode ser em Fastalf. - N�o est� no meu repert�rio.

N�o sabia que era um problema t�o grande ter um filhos.

N�o se se est� organizado. Quest�o de c�lculo.

Eu conheci uma "Prima Donna", que teve um filho depois de cada temporada.

Que teve o maior repert�rio do continente.

- O primeiro filho, Covent Garden. - Bom nome para um menino.

Quero dizer que nasceu depois da temporada de Covent Garden.

No La Scala foi o segundo. E a terceira da �pera de Viena.

Assim at� o s�timo. Foi a "Prima Donna" melhor organizada que j� conheci.

- Qual era o nome dela? - Elsa Hoffner.

Gostaria de saber a opini�o do Sr. Hoffner.

- N�o foi o Sr. Hoffner. - Como?

Hoffner era o nome dela. Nome do marido ...

n�o me lembro. O que importa, afinal?

Eu acho que para ele deveria se importar.

- Voc� o conhece? - Sim. Ele era simp�tico.

- E o que fazia? - Nada.

Ele viajava com ela e deu uma boa vida.

Eu posso imaginar.

Voc� sente por se casar comigo?

Depois do que me disse de Elsa Hoffner ...

te garanto que n�o.

Sra. Lawrence.

- Marjorie, radiante como sempre. - Obrigada.

- O casamento lhe fez bem. - Sim, recomendo a todos.

E a voc� tamb�m, Ciryl.

Agora que fiz o meu louvor ao casamento

- diga-me, do que se trata? - Por favor, se trata de neg�cio.

Deixe-me ser encantador.

Se voc� tem que ser charmoso � porque � uma coisa ruim.

E �. Esta � uma turn� pela Am�rica do Sul.

Eu acho que n�o � prudente cancel�-la de sua parte.

N�o preciso fazer uma turn� para estudar. Estou aprendendo Isolda.

N�o tem cantado em p�blico, "Trist�o e Isolda".

O elenco tem cantado muitas vezes. Dominam a obra,

exceto voc�. N�o temos nem tempo nem dinheiro para gastar em ensaios.

N�o tenha medo. N�o tenho inten��o de fazer turn�s.

Minha querida Marjorie, por favor, n�o me force a considerar um ultimato.

Estou muito interessado que a estrear na pr�xima temporada seja com Isolda

mas n�o ser� poss�vel se n�o a cantar em nossa turn�.

Por favor. Pense sobre isso.

Creio que acabou ficando mudo. N�o abriu a boca.

O que voc� diria? Se ele estava certo.

Eu n�o vou sair. Voc� sabe. N�o ligo para o que eles decidam.

Voc� � uma teimosa. � a sua carreira e seu futuro. N�o pode jogar tudo para o alto.

O Metropolitan pode n�o ser para voc� como um hobby.

- Voc� deve ir. - N�o vou. Prometi ao Tom.

Voc� pode ter prometido demais.

Simplesmente absurdo.

Baseado no trabalho e sacrif�cio conseguiu uma vit�ria,

ent�o, acredita que tem independ�ncia, e o que acontece?

Que � mais escrava do que nunca.

Dito com a maior corre��o, mas sem uma escolha.

- Vamos, aceit�-la ou deix�-la. - A vida privada n�o conta para nada.

Em resumo, voc� tem que ir.

O que quer dizer?

- O que eu disse. - Voc� me deixa ir?

Eu n�o quero que deixe o Metropolitan. Se n�o houver uma turn�, sem Metropolitan.

Mas se voc� fez uma promessa.

Se a promessa � o que preocupa, te liberarei dela.

- Eu estava t�o preocupada. - Estava?

Meu amor! Voc� � bom e compreensivo.

Eu te amo muito. N�o existe ningu�m como voc�.

Telefone. O telefone, baby.

Um dia arrancarei esse traste e vou jogar pela janela.

Sim, eu fa�o, eu fa�o. Al�?

Ah, sim. O que, Sr. Schultz? Sim, tem certeza?

Ser� que elas ocorrem em intervalos regulares?

Bem, pegue um carro e a leve ao hospital.

N�o se preocupe. Tudo vai ficar bem. Sim, vou agora.

O que acha? A Sra. Schultz est� em trabalho de parto.

Parab�ns, finalmente vai estrear Sra. Schultz.

- Quanto tempo vai durar a turn�? - Cinco meses.

Cinco meses ... pensei que iria durar menos tempo.

Podemos faz�-la mais curta.

- Como? - Fazendo voc� vir comigo.

S� desta vez. N�s n�o fizemos a nossa lua de mel.

A Am�rica do Sul com voc� me parece a coisa mais rom�ntica.

N�o tem que me convencer, eu gostaria, mas ...

- Por que n�o vem? - Tenho uma obriga��o.

Por que n�o? Outros m�dicos viajam com suas esposas. Eles tiram f�rias.

N�o os que est�o come�ando.

Se fosse de reboque com a minha mulher, que clientes tenderiam a voltar?

Vamos ser pr�ticos, n�o perderia muita coisa.

Por que voc� tem que lutar e sacrif�car-se desse modo?

Poderia ser tudo t�o simples. N�s poder�amos ser t�o felizes os dois.

Sim, se eu for o Sr. Lawrence para o resto da minha vida.

� melhor esclarecermos este mal-entendido.

Eu tenho que ir para o hospital agora. Voc� se importa?

- Assim sem mais? - Voc� ouviu o que eu disse?

- Existem outros m�dicos. - Existem outras cantoras.

- Voc� est� se sentindo melhor? - N�o. Ela vai passar com a aspirina.

- Poder� continuar? - N�o se preocupe, vai.

- � apenas uma dor de cabe�a. - Sua posi��o, Sra. Lawrence.

Ciryl, eu n�o posso sair em viagem, imposs�vel. Diga a Margie ...

Certo, chame o m�dico.

Diga Dr. Ortega? O acontece? � algo grave?

O qu�?

Voc� tem certeza?

Tomarei o primeiro avi�o que saia.

N�o h� a menor d�vida, Dr. King. Os resultados da pun��o.

Todas as an�lises. Confirmam o diagn�stico.

Poliomielite.

� muito extensa a paralisia?

Se fosse s� um esposo...

inventaria algumas mentiras brancas.

Mas como somos colegas ...

A culpa � minha. A fiz vir nesta viagem.

Culpa de ningu�m. Apenas aconteceu. � isso a�.

Apenas aconteceu.

Posso ver a minha mulher agora?

Sim. Siga-me, por favor.

Oi, querida.

Voc� � de verdade?

Sim mais velho e duas vezes mais feio.

Eu estava com medo que n�o viesse a tempo de dizer que te amo.

Que tipo de id�ias te tem enfiado nas id�ias?

N�o me disseram nada.

Estou muito mal, Tom? Me diga a verdade.

Um pouco, mas vai ficar bem. Eu prometo.

Voc� vai ficar bem.

Realmente?

Acredita que eu seja capaz de mentir, tratando-se de voc�?

Estou me comportando como uma tola. Sou est�pida.

A �nica coisa est�pida � admitir que se casou comigo.

Parecia ir melhor. Tinha conseguido mover os bra�os at� os ombros.

Mas isso foi h� meses. Desde ent�o n�o houve melhora.

Manteremos a esperan�a. N�o a perdi.

Ela j� a perdeu a muito tempo.

Dr. King, meu conselho � para lev�-la ao Dr. Ellerton na Philadelphia.

Dr. Ellerton � que me recomendou a voc�.

- Ou ent�o ao Dr. Stowell. - Wester, Owen ou qualquer outra pessoa.

Eu j� vi. Eu vi todos eles.

Seja confiante. N�o se desespere de sua esposa ficar� bem.

Seu estado requer um clima quente e muito sol.

Banhos de mar s�o convenientes. Para n�o mencionar o tratamento.

Massagens, exerc�cios. Se fosse voc� ...

Eu sei, esperaria um milagre.

- Adeus, doutor. - Adeus.

Bom dia.

N�o nos vimos na noite passada no baile do hotel?

E se n�o fosse assim, deveria ter sido.

Acho que a confundi com outra pessoa.

- Desculpe. - Desculpe se incomodamos.

- O sol fere seus olhos? - Vamos para casa, Tom.

Com esse sentimento de pregui�a, hein? N�s temos coisas para fazer ainda.

Pe�o por favor. Me leve para casa. Este calor esgota.

Sim, estamos no calor da Fl�rida.

Cinco ou dez minutos bem gastos e depois para casa.

Leve-me agora. N�o quero me arrastar.

Me envergonha ir rastejando como um animal. Eu odeio isso.

Eu sei, Margie. Aqui vamos n�s.

Voc� deve aprender a engatinhar, se quiser voltar a andar.

Me ponha para baixo, Tom. N�o quero. Eu n�o quero.

Deixe-me dizer-lhe. Por favor, n�o quero.

Quando sentir as ondas virem n�o resista.

Deixe-se levar. Que lhe arraste para a praia.

Aguenta a�.

Deixe que trabalhem por voc�. Agora vem uma onda grande.

N�o tenha medo. Deixe que se quebre sobre voc�. Mantenha a cabe�a.

Eu te pego amanh�? No mesmo hor�rio?

- Se n�o for inc�modo. - N�o me custa nada.

De qualquer forma tenho que levar a correspond�ncia.

Obrigado, Jim. Come�o a me sentir como encomenda.

O marinheiro voltou do mar com peixe fresco para o jantar.

- Tem levantado cedo. - As minhocas matutinas atraem a pesca.

Fritos para a noite no jantar n�o seria ruim.

Mal, n�o. Mas o que � variada ...

Mantenha o segredo, Clara. � mais barato comprar isca que lombo.

Como ela est� hoje?

Caf� da manh� ou uma conversa.

N�o... me incomoda a luz.

- Vamos � praia? - N�o.

Me incomoda que me olhem como uma aberra��o.

N�o te olham com a inten��o de ofender.

Certo, se n�o quer ir a praia seguiremos o tratamento aqui.

Certo, Margie. Aqui vamos n�s.

- N�o, est� me machucando! - N�o resista. Sofrer�s menos.

Seja corajosa.

Tem que dizer "eu quero andar." "eu quero andar" e andar�.

- Assim a �nica coisa que quero � o que faz falta. - N�o, Tom ...!

Tudo certo. J� te deixo. J� te deixo.

Mas voc� deve me ajudar. Voc� tem que tentar.

Ainda h� muita vida nas suas pernas.

Elas est�o mortas, mortas. Existe algo mais assustador?

Sim, existe. Essa pregui�a e renuncia � uma desculpa para n�o tentar.

Ou�a, por favor. Por favor deixe-me te ajudar.

Voc� � um m�dico, me ajude a morrer.

Tom, pare isso! Pare eu te pe�o!

Se quer que pare, fa�a-o voc� mesma.

Onde voc� vai? Tom, volta.

Nunca te perdoarei. Nunca.

Por favor, desligue.

Tom, desligue!

V�, Margie? Veja como se moveu?

Veja como voc� se moveu?

Lamento v�-lo costurar. Como sai com o vento, adeus bot�o.

Garanto que este bot�o n�o vai cair.

Estou acostumado a costurar pacientes.

E o que faz com as linha? As deixa dentro?

Eu? N�o.

- Veja? - Olhe isto est� muito bem.

Sim, muito simples. V�? Me custou quatro anos de estudo.

Antes era mais r�pido. Agora estou perdendo pr�tica.

Uma destas manh�s vai estar cantando.

Que seja em breve. N�o sou t�o jovem.

As ladeiras de Maxwelton s�o lindas.

onde caem as gotas de orvalho.

Foi a� que Annie Laurie

me fez sua verdadeira promessa.

Me fez a sua promessa ...

Me deu a sua promessa ... verdadeira

E a bela Annie Laurie

pudesse se deitar e morrer.

Aposto que estava descendo os agudos, certo?

Bem, n�o quero que se preocupe.

De medicina sabe mais do que ningu�m, mas em canto est� nas fraldas.

Eu perdi volume e controle. � igual. Quest�o de pr�tica.

Nos agudos n�o encontro dificuldade.

No graves � outra quest�o. N�o importa. Haver� recursos.

Eu vou usar os m�sculos que nenhuma cantora tenha desenvolvido.

Que nem mesmo voc� imagina.

Mas a voz est�. � o que conta. A voz ainda est� a�.

Vou come�ar concertos mais cedo do que pensa.

Sra. King, eu te amo.

Sabe o que faria? Abriria um barril de cerveja e daria uma festa.

- Se tiv�ssemos cerveja, � claro. - Nada proibe que a organizemos com caf�.

N�o, n�o para mim. Caf� excita. Eu tenho que ser cuidadosa.

CONCERTO DE LAWRENCE ABRE A TEMPORADA

A estrela do Metropolitan planeja o seu retorno

Pronta? Quando entrar na cena, n�o se apresse.

A orquestra s� vai atacar quando voc� indicar que est� pronta.

Assuma o tempo que precisar. � o seu show.

- O p�blico veio para v�-la. - Pensei que tinham vindo para me ouvir.

Sim, quis dizer isso. Boa sorte.

- Como estou? - Bonita como uma fotografia.

Bem, aqui vamos n�s.

Eles est�o indignados com a noite passada?

N�o, se convenceram. Eu devolvi com anteced�ncia.

Querem te manter nesta temporada e pr�xima.

Era o dinheiro que precis�vamos.

N�o se preocupe com dinheiro. Abro aqui um consult�rio.

Florida te fica bem.

Vamos ser ricos e famosos.

Tom, a nossas economias n�o v�o durar para sempre.

Eu escrevi para o Dr. Bruce. Nos deve US $ 700.

N�s resolver� por uma temporada.

Te deixei desapontado, Tom.

N�o diga isso. Estou muito orgulhoso de voc�.

Voc� tem ido muito al�m do que eu esperava.

Ontem � noite penso no esfor�o. Da pr�xima vez conseguir�.

Claro, claro.

E se f�ssemos dar um passeio? Tomar um sol? Mudando horizontes.

N�o, est� indo para � igreja?

- Posso perder um domingo. - N�o, neste domingo.

Caso contr�rio, o capel�o vai ver como sou. E eu n�o quero ver ningu�m.

- N�o suporto. - Certo, irei s�.

Embora n�o goste de deix�-la sozinha.

Sim quero que voc� v�. Eu estou bem. Muito bem.

Caramba, que surpresa v�-la t�o bom aspecto e levantada.

Depois do que me disse n�o esperava encontr�-la assim.

Uma pena a noite passada, senhora.

Segundo me parece, a maioria da cidade tinha ido v�-la.

- Correio de domingo, Sr. Owens? - Sim, � um pacote postal.

Um pouco amarrotado. Parece que h� algo dentro que quebrou.

Voc� deve dar uma olhada. E a� colocar fr�gel.

Se houver algo quebrado, pode reclamar, sabe?

Est� tudo bem? Assine aqui, por favor.

Obrigado, minha senhora. Bom. Adeus, Sra. King.

Estou feliz que se sinta melhor.

Adeus, Sr. Owens.

Pague a Thomas King cem d�lares. Calvin Bruce.

Caro Thomas, Pe�o que venha de volta, mas sei que n�o pode deix�-la sozinha

Vendi seu equipamento de escrit�rio pelo melhor pre�o que pude obter. Isso � tudo que pude poupar por agora.

N�o se preocupe em pagar de volta.

Posso lev�-lo, doutor?

Sim, obrigado, Jim.

- Hoje � um grande dia. - Sim, para ir pescar.

- Pode ir para o cais esta tarde? - N�o, hoje n�o.

N�o tenho tempo para pescar agora.

Faz sentido que n�o queira se afastar de sua casa.

Parece-me notar algo estranho na senhora.

- Quando a viu? - Agora h� pouco.

Fui entregar um pacote para voc�.

- Que pacote? - O pior pacote que j� vi.

- De onde veio? - Eu n�o sei.

Eu acho que um m�dico em Nova York, mandou.

Foi quase destru�do.

Fiz com que a senhora o abrisse, para ver se nada foi quebrado.

S� havia quatro besteiras e estavam inteiras

- Jim, me leve para minha casa. - Eu tenho que entregar algumas coisas.

Tenho que ir para casa imediatamente. Leve-me, por favor, e r�pido.

Est� bem.

Margie, Margie! Onde est�?

Estou aqui.

Voc� esqueceu alguma coisa? Vai se atrasar para a igreja.

- O que voc� estava fazendo? - Escovando os dentes.

O que voc� ia fazer?

Por que lhe ocorreu voltar? Por qu�?

Eu n�o posso resistir mais...

Estando assim, n�o � um casamento, nem vida, nem � nada.

O que eu posso te dar? Sem lar, sem filhos, sem fam�lia ...

Mas eu te amo.

Isso teria resolvido tudo. Mas te ocorreu de voltar!

V� at� l� e veja o que h�!

Est� tudo colocado em uma caixa de sapatos.

Tudo o que resta do Dr.King, em uma caixa de sapatos!

Eu queria libert�-lo.

E me impede de faz�-lo! Eu sou um obst�culo.

- Um obst�culo no caminho! - Chega, chega!

N�o me toque!

Meu Deus!

Ajuda-nos, Senhor. Meu Deus, tenha miseric�rdia!

- Por favor, Senhor. - Tudo bem, n�o � nada.

Tom, eu estive pensando que deveria voltar a exercer a medicina.

Para isso estou estudando. Para me revalidar na Fl�rida.

N�o, n�o aqui. Em Nova York. V� e recupere a sua clientela.

Aqui voc� teria que come�ar de novo.

De jeito nenhum. � inverno em Nova York.

Eu tamb�m pensei nisso.

Mas quando tenha recuparado as consultas e tenha encontrado uma casa

ser� primavera e voc� pode vir me buscar.

Quer dizer deix�-la sozinha aqui?

- Clara vai ficar comigo. - Isso n�o admito discutir.

Tom, venha aqui.

Agora eu sei de uma coisa. A �nica que importa.

Voc� ainda me ama apesar de como estou.

N�o quero te deixar aqui sozinha. N�o quero.

Tem que fazer isso por alguns meses.

� a �nica maneira de vivermos juntos. O �nico caminho.

Ela diz que todas as coisas v�o bem l�.

Ou�a, Clara, isto � para voc�.

Diga a Clara que em Nova York ningu�m faz bolos melhor do que os dela.

Por que n�o me ensina a fazer?

Se ensinar todos os meus segredos n�o precisar� de mim em Nova York.

Bom dia, o Dr. King est�?

Eu sou a Sra. King, entre, por favor.

Tanto gosto. Meu nome � Ed Ryson e era companheiro de Tom no hospital.

Soube que ele estava aqui e vim v�-lo.

Tom est� agora em Nova York.

Foi h� algumas semanas para exercer a medicina l� novamente.

Sente-se, por favor. Quer uma bebida?

N�o, obrigado. Entro em servi�os em poucas horas.

Eu queria aproveitar o tempo para conversar com Tom.

Mas me deve esta bebida para outra ocasi�o.

Apenas defina a data e o convido para jantar.

Aceitarei. Voc� e Tom me estragaram uma cita��o,

- assim ser� uma repara��o. - N�s? Como?

Pode n�o parecer assim neste uniforme, mas eu era o Cupido em seu namoro.

N�o sa� com uma enfermeira muito linda para chegar a sua estr�ia com o Tom.

Isto que � ser um bom amigo. Que aconteceu com a enfermeira?

- Coitadinha, eu casei com ela. - Encantador. Esta aqui com voc�?

Voltou a ser uma enfermeira.

Olhe, como seu marido est� em Nova York e minha esposa com a sua fam�lia,...

esta � a nossa grande chance de irmos a uma farra.

Tudo pelas for�as armadas.

Acaba de me dar uma id�ia.

E se voc� chegar a cantar para os rapazes?

N�o poderia.

Desculpe se fui indiscreto. Eu n�o sabia que havia perdido a voz.

Eu n�o perdi. N�o � isso. � que ...

N�o canto em p�blico.

E se a voz � boa, por que n�o?

Compreenda, vou ficar sentada aqui para sempre.

Como muitos soldados.

Entre, Sra. Lawrence. Os rapazes est�o esperando por voc�.

- Bem-vinda. - Obrigada.

Sou o cabo Michael Watkins.

Eu nunca acompanhei uma cantora de �pera.

- Tenho medo. - Eu tamb�m, soldado.

Bem, "hora zero". toque de combate, cabo.

Al�? Sim, Dr. King falando.

Sim, da Fl�rida, eu sei. Pode ligar.

Al�, Margie?

Voc� est� bem?

N�o, estou calmo. Muito ocupado.

Fale mais alto. N�o posso ouvi-la. H� muito barulho.

Avi�es?

O que faz com avi�es?

Um bombardeiro?

Mas do que est� falando?

Estou indo para a frente cantar para os soldados.

Segredo militar impede-me dizer-lhe onde.

Foi-me dito que eles prepararam um barril de cerveja e uma grande festa.

�timo. Por que voc� n�o me chamou antes?

Eu tinha medo que me proibisse Ent�o me deixa?

Estou apenas esperando a sua permiss�o. Obrigada, querido.

N�o se preocupe. Eles j� transportou dois milh�es de homens.

Eu tenho certeza. Medo n�o. Como?

E eu te amo. Adeus, querido.

Sim, o meu m�dico disse que est� bem.

�timo. Quantas frentes est� disposta a visitar?

Bem, quantas voc� tem?

Marjorie Lawrence! O que est� fazendo aqui?

Ol�.

Todos em coro! Vamos l�!

Marjorie Lawrence retorna ao Metropolitano

Cantar "Isolda" readaptada para a estrela deficiente f�sica.

Se quer ouvir sua esposa cantar j� pode ir fechando.

- Sim, hoje � sua grande noite. - Fabuloso, quem teria acreditado?

E desta vez n�o me pede para que fa�a a guarda.

De jeito nenhum. Hoje eu n�o perco o Metropolitan.

Os pacientes podem morrer se eles quiserem.

Profissionais envolvidos ir�o em peso para a �pera.

Experimente. Levantar e gritar "H� um m�dico na sala?"

- Sim? - Dr. King, o Sr. Lawrence quer v�-lo.

- Fa�a-o entrar. - At�, Tom.

Sim, obrigado, Ed.

Boa tarde, Tom. Se passou um longo tempo.

Bastante.

Pensei que estava em turn� pela Europa.

Voltei de avi�o. A ocasi�o desta noite vale a pena.

Posso ver Margie?

N�o � s�bio agora. Talvez depois do show.

- O que quer que diga. - Concordo. Te avisarei.

Eu n�o esperava que me recebesse como um irm�o que n�o via a tempo.

Apenas algumas palavras e o deixarei sozinho.

Eu nunca me entusiasmei com a escolha da minha irm� por voc�.

Felizmente para ela, n�o quis seguir o meu conselho.

Quem, sen�o voc�, a teria colocado de p�?

Acho que voc� se confundiu.

Voc� acha que Marjorie pode andar? N�o, n�o pode.

Colocamos chaves. Talvez um dia ela posso andar,

se se acostumar.

Eu n�o sei se ele ir�.

Se assim for, vai consentir que saia para atuar nestas condi��es?

Cantar para ela � a vida.

Se esta noite alcan�ar o sucesso no Metropolitan

E os demais passaram para a segunda fase.

E se falhar? Corre este risco?

At� agora, cada passo tem um risco.

Acha que ela vai conseguir?

Ela acredita.

Voc� � um grande cara.

Boa sorte.

Cyril.

Venha hoje � noite nos bastidores.

Estou apavorado.

Deixe-me, Clara.

Antes te fazia muito bem.

- Voc� vai estar magnifica. - Obrigada, Ciryl.

- Boa sorte, Sra. Lawrence. - Sorte, Sra. Lawrence.

- Ei, Margie. - Boa sorte.

- Desejo-lhe um grande sucesso. - Da mesma forma.

- Sem nervosismos. - Fora do palco! Todo mundo fora!

- Voc� est� linda. - Pronta, Margie?

- N�o precisa de nada? - N�o, obrigada. Pode come�ar.

Vai ficar bem.

Se te fazem repetir, eles cantam "Walzing Mathilda".

Tom parece mentira. O p�blico pagou seus ingressos.

Boa sorte, minha vida.

- Ela est� te chamando - Eu sei.

Deixe-a sozinha.

Espere aqui.

Todo mundo, fora do palco. Vamos l�.

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