All language subtitles for Ang Babaeng Humayo

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Original subtitles

Hoje � 30 de junho de 1997.

Hoje, termina o governo colonial da Gr�-Bretanha em Hong Kong.

Amanh�, 1� de julho,

a bandeira da Gr�-Bretanha ser� hasteada pela �ltima vez em Hong Kong

e a mencionada cidade ser� formalmente devolvida � China.

No meio tempo, expertos em economia mostram-se incomodados com o suposto �xodo

das comunidades empresariais sino-filipinas em Mindanao.

Foi-lhes dito que se mudassem dos centros econ�micos

nas cidades da prov�ncia de Mindanao

porque os sequestros l� atingiram propor��es epid�micas.

De acordo com um grande empres�rio de Davao -

n�o dizemos seu nome por precau��o -,

se o governo n�o for capaz de garantir a seguran�a dos cidad�os,

especialmente de empres�rios como ele,

eles se transferir�o para Manila ou outras cidades onde estar�o seguros.

De acordo com ele, a maioria das comunidades empresariais sino-filipinas

nas prov�ncias de Davao, Cotabato do Norte e Cotabato do Sul...

Horacia, voc� n�o se reuniu a n�s para o desjejum, mais cedo.

N�o estou com fome. Ultimamente, meu est�mago tem do�do.

... s�o afetados por esses sequestros sem fim.

Eu cuidarei disso. Qual � o seu sistema de plantio?

Basta coloc�-lo assim. A tr�s cent�metros de dist�ncia.

Se eles n�o puderem se sentir seguros, acabar�o por se transferir.

De acordo com os relat�rios da Pol�cia Nacional Filipina,

publicados outro dia nos jornais,

os sequestros relatados at� hoje em 1997

est�o tr�s vezes mais numerosos que no ano anterior, 1996.

- Mia! - Sim, senhora?

- Seus filhos comeram? - Sim, senhora.

Como voc� converte essa frase para o passado?

"Nestor est� atravessando a rua."

- Mia? - "Nestor atravessou a rua."

Correto.

Vamos usar a mesma senten�a e converter para o futuro.

- Teresa? - � dif�cil, Tia Horacia.

"Nestor atravessar� a rua."

Est� correto. Muito bem.

Agora, quem ler� esta hist�ria?

Petra.

"A Torre de Tr�s", uma hist�ria de Bahagharing Timog.

Eu moro em um quarto sem espelhos,

mal tem janelas, mal tem ar.

H� uma janela quadrada com tr�s aberturas

e tem persianas e uma tela anexada

que voc� n�o pode abrir por causa da fuma�a, poeira e mosquitos.

A tela j� tem furos.

Existem passagens para os ratos nos cantos.

E aquelas fendas que continuamente deixam livres

orgulhosas e desrespeitosas baratas.

H� um pequeno quadrado onde existia um aparelho de ar condicionado,

agora coberto por um papel�o grudado com fita adesiva na parede.

As imagens est�o lutando nos cantos dessa sala

como almas tentando se soltar

quando a terra moribunda

est� ofegando por um pouco de ar e suja com umidade.

- � horr�vel! - Quieta!

- N�o tem contos de fadas? - Cale-se!

H� esse fogo em sua consci�ncia;

isso faz parte de seu sonho l�vido?

Sua sanidade est� perdendo o controle?

Sua consci�ncia finalmente est� indo para o mundo livre?

E se isto estiver conduzindo-o para a insanidade,

seria melhor ele ficar l� por toda eternidade.

Mas como?

E quanto a essas desculpas esperando serem concedidas?

E esses dias implorando que a verdade seja exposta?

Ele percebe que isso sozinho limpar� sua alma.

Isso sozinho...

Isso sozinho...

Por favor, continue Tia Petra.

Por favor, continue.

Isso sozinho salvar� sua alma.

Isso sozinho...

Por que parou?

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres e bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, m�e de Deus,

rogai por n�s, pecadores, agora e na hora de nossa morte, am�m.

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres e bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, m�e de Deus,

rogai por n�s, pecadores, agora e na hora de nossa morte, am�m.

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres e bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, m�e de Deus,

rogai por n�s, pecadores, agora e na hora de nossa morte, am�m.

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � convosco.

Bendita sois v�s entre as mulheres e bendito � o fruto do vosso ventre, Jesus.

Quando voc� combina dois elementos de hidrog�nio e um elemento de oxig�nio,

o resultado � aquele que voc� chama de "�gua"

ou H2O.

Pronto. Lembre-se disso.

Sim, senhora.

Vamos ver. Quais s�o os componentes da �gua?

Dois elementos de hidrog�nio e um elemento de oxig�nio.

�timo.

- Qual a palavra em ingl�s para "�gua"? - Water.

Ent�o est� bom. Vamos fazer isso outro dia.

Est� na hora de dormir.

Obrigada, tia Horacia.

Minhas crian�as aprendem muito com voc�, Horacia.

Horacia � professora de grau tr�s; uma verdadeira professora antes daqui.

Faz muito tempo, agora.

Foi h�... quantos anos agora?

Estou aqui h� quase 30 anos.

Eu me esqueci de como fazer um plano de aula.

N�o perdemos a pessoa que fomos, certo?

Tudo se perde.

Nada fica. Tudo se perde.

N�o vamos nos enganar, porra.

"Quantos passos h� daqui at� o c�u?", a crian�a perguntou.

Como ela responde esses tipos de perguntas?

Como se responde uma pergunta de uma crian�a que n�o tem conhecimento da vida?

Como responder uma pergunta que realmente n�o tem resposta?

Ela procurava frases

as quais pensava pudesse preencher a falta de explica��o.

"Se voc� for bom, meu filho,

os passos para o para�so s�o mais curtos."

"Se for mau, nunca chegar� l�", ela explicava.

"Eu serei bom, mam�e,

"mas se vejo papai machucar voc�,

"eu fico com raiva."

"Eu quero feri-lo tamb�m, do jeito como ele faz com voc�", a crian�a replicou.

Ela ficou surpresa com a resposta da crian�a

mas ficou ainda mais surpresa quando ele disse:

"Mam�e, vamos subir ao c�u.

"N�o quero mais ficar aqui."

"Ainda n�o � a hora, meu filho", ela disse.

Ela ficou ainda mais surpresa com a pr�xima quest�o dele:

"Quando subimos ao c�u?"

A m�e de Anast�cio Lim estava pedindo aos sequestradores para falar com eles.

H� uma amea�a deles decapitarem Anast�cio

se souberem que estamos envolvidos.

� a voz do Coronel Teofila Trinidad.

Muito obrigado.

Das manchetes dos principais jornais no pa�s hoje.

De acordo com a Pol�cia Nacional Filipina,

houve 97 sequestros relatados

somente nos primeiros seis meses deste ano.

Tr�s vezes mais que o ano anterior, 1996.

O total geral de resgates dado aos sequestradores

alcan�aram 310 milh�es de pesos.

Empres�rios, pessoas ricas, sino-filipinos e turistas

s�o as v�timas usuais dos sequestros.

Tenho um presente para voc�.

O que �?

Petra!

- O que aconteceu? - Voc� � como minha m�e, Horacia.

� uma boa pessoa. N�o como eu, uma malvada.

Horacia Somorostro, venha conosco.

- Por qu�? - A diretora falar� com voc�.

Parab�ns, Horacia!

Por qu�?

Comece a empacotar. Voc� est� livre.

Por qu�?

Seu caso!

Meu caso?

Petra Navacan � a assassina.

Ela � a assassina?

Foi ela quem matou Nenita Cristosanto!

Ela confessou o crime!

Vamos lhe dar uma c�pia da confiss�o. � chamada transcri��o.

Como ela...?

Como foi...?

Horacia!

- Onde ela est�? - Logo ali.

Ent�o, j� empacotou suas coisas?

Quais s�o seus planos agora?

Vai procurar a ajuda de um advogado?

Vou lhe pedir um favor.

Claro!

O que �?

N�o quero prestar queixa, ainda.

Claro! Me diga quando estiver pronta.

Tanto quanto poss�vel, que ningu�m saiba disso.

Desde meus parentes,

aos parentes do

do autor intelectual, de que Petra estava falando.

Mesmo aos parentes de Petra.

Claro, eu entendo.

� para sua pr�pria seguran�a.

Claro.

Eu lhe direi quando estiver pronta.

Ent�o est� bem.

Vamos ficar em contato.

N�s lhe daremos o suporte necess�rio.

Obrigada.

Embora seja ruim.

Perderemos uma professora e uma contadora de hist�ria.

Todos sentir�o sua falta.

Tamb�m...

sinto muito.

30 anos!

Imagine! Voc� ficou aqui por 30 anos?

Eu, realmente, realmente, sinto muito.

Diretora...

Se poss�vel, que ningu�m saiba que fui solta.

Horacia,

somos amigas, est� certo?

Confie em mim.

- Onde fica o �nibus para Balanga? - Siga em frente, senhora!

Obrigada, senhor.

Entrem agora!

Balanga! Balanga! Balanga!

Senhora, pode entrar agora.

Senhora, entre.

O �nibus est� partindo agora! Balanga!

O �nibus est� partindo agora!

Partindo!

Al�?

Al�?

Quem � voc�, senhora?

Onde est�...?

Sim, senhora?

Oh! Voc� �... Voc� � a srta. Horacia, certo?

Sou a filha do velho Intong, seu antigo zelador.

- Onde est�...? - Entre, senhora.

Tudo o que sei � que a Srta. Minerva est� em La Union.

Eu tenho o endere�o dela comigo e n�mero de telefone tamb�m.

Do irm�o mais velho, J�nior, n�o tenho not�cias.

Isso � tudo que sei, senhora.

Minerva est� sempre procurando por ele.

Est� sempre buscando.

E o senhor...

Sr. Redentor,

ele...

ele morreu faz tempo.

Filho, eu repito.

N�o diga a ningu�m que recebemos uma visita, est� bem?

- Sim, mam�e. - Bom.

Cuidado ao atravessar a rua!

- Patria, vamos conversar. - Senhora?

Por qu�, senhora?

Venha, Patria. Sente-se.

Quando seu marido vir� para casa?

Ele vem para casa todos os meses, da minera��o em Benguet.

Ele foi embora h� pouco tempo.

Quando ele voltar, diga-lhe que venda esta terra.

Mas, senhora! Esta terra � sua!

Senhora, Minerva e J�nior voltar�o para c�.

Ningu�m mais voltar� para c�.

Venda esta terra.

Aqui est� o t�tulo.

N�o, senhora, � muito.

- Aqui est� a carta. - Eu sou s� a caseira, senhora.

� chamada de carta de autoriza��o.

Quando seu marido vier,

v�o a um advogado e pe�am-lhe que fa�a uma declara��o juramentada.

Escolham um confi�vel, est� bem?

Se voc� tiver problemas,

aqui est� o telefone de Minerva.

Ligue para ela.

O pre�o da terra est� em alta agora.

Voc� pode come�ar de novo.

Muito obrigada, senhora.

- Boa tarde. Posso usar seu telefone? - Sim, sim.

Al�, Minerva?

� sua m�e.

� sua m�e!

Estou livre agora.

Sim, � verdade!

Estou aqui em La Union.

Estou no Trinity Lodging House. Quarto 212.

Por favor, venha me ver, minha filha.

Deixarei a porta destrancada. � s� entrar.

Mam�e?

Tudo acabou por ser algo feito por Rodrigo Trinidad.

Quem � Rodrigo Trinidad, mam�e?

Meu ex-namorado.

Antes de eu encontrar Redentor, seu pai,

Rodrigo queria se vingar.

Ele n�o podia aceitar que

eu me casasse com seu pai.

Rodrigo � de uma fam�lia rica e poderosa.

Petra foi condenada por um crime diferente.

Fizemos amizade e ela tornou-se uma amiga muito pr�xima.

Um dia,

ela me disse tudo numa carta.

Ela tamb�m confessou.

Pediu meu perd�o.

Desesperada com a pobreza deles

Petra concordou em matar

e me acusou por isso.

O dia que sa� da pris�o,

ela cometeu o suic�dio.

Esta � sua confiss�o.

Leia junto com a carta da diretora.

Lerei mais tarde, mam�e.

Vamos apresentar queixa contra esse Rodrigo?

N�o. N�o.

Por que n�o?

Minerva, eu preciso primeiro ver seu irm�o mais velho, J�nior.

Eu preciso me mexer. Eu tenho dinheiro!

Vendi parte de nossas coisas.

Minerva, por favor, d�-me mais dinheiro.

Eu preciso me mexer. Preciso ver seu irm�o.

Eu fiz tudo que podia, mam�e.

Eu j� contratei muitas pessoas para procurar pelo meu irm�o mais velho.

Coloquei avisos nos jornais, redes de r�dios. N�o aconteceu nada.

Parece que ele n�o quer se mostrar.

Ele foi visto em Manila, pela �ltima vez.

Em Quiapo, Taft, Avenida...

Nada.

N�o estou segura que ele esteja vivo.

Mam�e?

Por favor, fique.

Mam�e.

Alguma outra hora.

Vou, primeiro, procurar o seu irm�o.

Ent�o, n�o posso ir com voc�. As crian�as... seus netos.

N�o se preocupe. Eu farei isso.

Mam�e...

Sinto muito, mam�e.

Lamento que nunca a tenha visitado.

Perdoe-me.

Eu entendo.

Sei que voc� acreditava que eu tinha matado.

N�o, mam�e, nunca acreditei nisso.

Eu realmente sinto muito.

Minerva,

prometa-me que ningu�m saber� que fui solta.

Que n�s nos vimos.

Ningu�m de nossa fam�lia ou de nossos amigos dever� saber.

Ningu�m de seus amigos dever� saber, nem mesmo seu marido.

Ningu�m deve saber.

Minerva, minha filha,

voc� s� tinha 7 anos quando eu fui presa.

Todos os dias e todas as noites,

durante os 30 anos dentro da pris�o,

voc� esteve em meus pensamentos;

voc�, seu irm�o e seu pai.

Minha filha...

Pare! Aonde vai? Aqui � a entrada de ve�culos.

Desculpe, senhor. Eu n�o sabia.

Quem era?

N�o se preocupe com isso.

Apenas mais um vagabundo.

Quanto?

Pegou dois de cada, certo? S�o 48.

Tem troco para 50?

Aqui.

Venda da balut tem sido o neg�cio dessa fam�lia h� muito tempo.

Sol tamb�m acabou fazendo isso. O trabalho passou para mim.

Agora vou ter sorte. Quem sabe?

� apenas um lance de sorte. Certo?

Estou certo?

Claro.

Quero dizer, porra.

N�o quero ser um azarado para sempre!

Fodam-se! Fodam-se! Fodam-se!

Essa � uma casa imensa, n�o �?

- Qual? - Aquela l�.

Aquela?

Aquela pertence � fam�lia Trinidad! S�o pessoas das mais ricas daqui.

Eles possuem hot�is, resorts e muitos outros neg�cios.

Possuem terras.

S�o um dos reis daqui!

Aquele port�o vermelho l�? Aquele pertence � fam�lia Uy!

S�o empres�rios chineses.

Aquela outra l� � de De los Santos.

Tamb�m s�o reis! S�o pol�ticos!

Est�o no neg�cio de jogos.

E drogas!

Vou em frente.

Voc� j� viu Rodrigo?

Trinidad?

De vez em quando. Claro que quando saem de casa, saem de carro.

Essas pessoas nem ao menos colocam o p� aqui.

Est�o sempre com os seguran�as. Ningu�m chega perto deles.

Eu s� chego perto do port�o quando os guardas compram balut de mim.

Eles t�m muitos seguran�as aqui.

At� as crian�as t�m seguran�as. Muitos.

Porque, voc� sabe, sequestros est�o em ascens�o ultimamente.

Perigoso!

Uma vez, eu os vi na catedral, assistindo uma missa.

Sabe, esses ricos s�o aqueles mais pr�ximos dos sacerdotes e da igreja.

Eles fazem as maiores doa��es, claro!

O vento est� ficando frio. Parece que vai chover.

Sabe? Algumas vezes, eu O questiono.

Eu digo,

"Voc� � realmente equitativo e justo?

"Porque, se for,

"por que me fez pobre?

"Por que me fez feio?"

Mas eu acredito Nele, hein?

Eu realmente acredito.

Realmente acredito Nele.

Uma vez,

eu O desafiei.

Meu filho ficou doente!

O que eu fiz foi procurar a colina mais �ngreme perto do rio e a escalar!

E ent�o eu lhe disse: "Ei!

"Eu pularei daqui!

"E, se eu pular, voc� curar� meu filho!"

E pulei mesmo!

Quando cheguei em casa, vi meu filho esperando por mim, sorrindo.

� por isso que acredito em milagres.

Acredito em Deus.

E voc�, Renata? Acredita em Deus?

Eu simplesmente andarei e venderei. N�o h� muitas vendas aqui.

Voltarei mais tarde.

Balut?

Balut?

Balut?

Voc� pode se sentar?

Vi que voc� caiu.

Por isso que corri para ajudar.

N�o h� outras pessoas por perto.

Onde estou?

Voc� caiu mais cedo.

Espere.

Vou conseguir um triciclo. Onde voc� mora?

- Quer que eu a leve para um hospital? - N�o � necess�rio, senhora.

N�o � necess�rio, senhora.

Eu posso fazer isso, senhora.

Muito obrigada.

Est� febril.

Voc� est� com febre.

Eu bebi um pouco.

Voc� est� sangrando nos bra�os.

S� uns arranh�es.

Isto � normal.

Tenho epilepsia.

Epilepsia?

Sou epil�tica.

O que acontecer� agora?

Isso sempre acontece?

Na verdade, n�o.

H� rem�dio para isso.

Acontece.

Estou acostumada com isso.

� sempre assim.

Eu caio.

Tenho convuls�es.

Ent�o, acordo.

De onde voc� �?

Levarei voc� para casa.

Vou buscar um triciclo.

N�o � preciso, senhora.

Posso fazer isso.

Obrigada.

Aqui.

Use meu casaco.

N�o precisa, senhora.

Pegue. � seu.

Vista-o.

Voc� est� bem, agora?

Sim.

Obrigada, senhora.

Est� bem.

Cuide-se.

Aqui.

- N�o posso aceitar, senhora. - Algum dinheiro para sua comida.

Obrigado, senhora.

Adeus.

- J� est�o abertos? - Espere.

Mang Intong! Temos comida para servir?

Quase pronta.

Por favor, sente-se, senhor. Favor esperar.

Espere, senhor.

Mang Intong, pode se apressar? J� temos um fregu�s!

Indo!

Ei! Ei, senhorita!

Voc� n�o pode dormir aqui, dentro da igreja.

� proibido.

Mas se o padre est� aqui, ele me permite dormir.

Em lugar algum aqui dentro.

O padre � bom!

Ele disse,

"Esta � sua casa, Mameng!"

Mas e os outros?

As zeladoras?

Eles n�o me permitem. Eles s�o dem�nios!

A casa de Deus � a casa de todos.

Pegue esta comida!

Obrigada.

Voc� est� aqui novamente, para roubar as velas! Fora!

- Estou rezando! - N�o est�! V� embora!

- Est� perturbando as pessoas aqui. Fora! - Voc� � um dem�nio!

- N�o me empurre! Ai! - Fora! Fora!

Vou queimar seu rosto! Dem�nio!

- N�o volte aqui. V�! Fora! - Feia! Voc� � feia! Dem�nio!

- Dem�nio! - Fora!

Rezarei por voc�!

Dem�nio.

- Nunca mais volte aqui! - Feia!

- Cadela! N�o volte! - Santa Santita!

Na velha igreja

Eu vi

Dois amantes

Recitando votos

Eles ajoelharam-se

Em frente ao altar

Com uma adaga

Em cada m�o

Meu �nico desejo

� que quando eu morrer

Por favor venha ver

Meu t�mulo solit�rio

Se voc� ouvir

Gritos e lam�rias

� s� para lembrar

Dos votos que uma vez fizemos

Obrigada por isso.

Voc� parece que tem muito dinheiro.

Muito n�o. Apenas o suficiente.

Muito obrigada.

Se voc� precisar de mais dinheiro, posso lhe dar algum.

Quer comer?

Claro! Claro!

Espere por mim enquanto vou comprar comida.

Mameng, voc� conhece as pessoas que v�o � missa na catedral?

Todos eles.

Conhe�o cada um deles.

Voc� conhece Rodrigo Trinidad?

Sim.

Ele � bom.

Ele me d� dinheiro.

Mas seus seguran�as me expulsam.

Seus guardas s�o dem�nios!

A que horas ele vai � igreja?

Quem?

Rodrigo Trinidad!

Domingos.

Primeira missa, �s 5:00.

E ent�o,

ele retorna �s 7:00, com sua fam�lia.

O prefeito Tib�rcio

vai � segunda missa.

Ele tem muitos seguran�as.

O Governador Montes vai � tarde.

Muitos guardas, tamb�m!

Mameng?

N�o diga a ningu�m que lhe fiz essas perguntas, est� bem?

Claro!

Voc� n�o � uma desconhecida para mim.

Voc� � boa!

N�o diga a ningu�m, est� bem?

Aqui! � aqui que Rodrigo Trinidad se senta.

Eu espero por ele l�.

Ele vai at� mim e me d� dinheiro,

mas seus guardas me expulsam.

Eles s�o dem�nios.

O prefeito Tib�rcio se senta aqui.

Muitos guardas!

Todos eles s�o dem�nios!

Aqui � onde o Governador Montes se senta.

Muitos guardas. Eles s�o dem�nios.

Aqui � o lugar do Sr. Chua.

Muitos seguran�as. Eles s�o dem�nios.

Aqui � o lugar da Sra. Sheryl.

Muitos seguran�as. Eles s�o dem�nios.

Eles s�o filhos de Sat�. Dem�nios!

B�rbara se senta l�!

Ela tamb�m tem companheiros, principalmente familiares.

Filhos do dem�nio, tamb�m.

Filhos do diabo!

Filhos de Sat�!

Os paroquianos aqui s�o todos dem�nios!

Mesmo o filho do dono da companhia de a�o,

nesta rua,

ele se senta aqui!

Mesmo seus irm�os s�o dem�nios.

Todos s�o filhos de Sat�.

Amigos de Sat�.

Dem�nios, dem�nios, dem�nios! Todos que se sentam aqui!

Tenho "penoy" aqui. Experimente esse, tamb�m.

Ainda est� quente. Tome um pouco de sal.

Est�vamos esperando por isso!

- Sal? - Aqui.

Aqui, experimente.

Comerei com voc�s.

Sabe de uma coisa?

Esse balut, eles est�o pensando

que � a parte mais saud�vel.

A verdade �...

Acredito que a parte mais nutritiva seja o rim!

Tem rim aqui? Tente mord�-lo.

- � duro, n�o �? - Delicioso.

Foda-se por esta escurid�o! Est� muito escuro!

N�o vendi nada porque n�o h� luz!

Pergunto-me quando a luz voltar�.

J� faz um tempo.

Puta que pariu.

Vendas zero por sua causa!

N�o � de estranhar que muitos j� deixaram este lugar.

� muito escuro!

Ouvi dizer que ir�o demolir esse lugar em breve!

E quanto aos que vivem ali?

Aonde ir�o? Onde ir�o morar?

� uma pena!

Este meu trabalho � perigoso, sabia?

Uma vez, havia b�bados.

Eles come�aram a bagun�ar.

Comeram todos meus ovos balut!

Recusaram-se a me pagar.

Pedi-lhes que pagassem. Eles recusaram.

Eu queria brigar com eles!

Ent�o, n�o fui capaz de lutar, pois eles eram tr�s!

N�o podia com eles sozinho.

Voc� n�o podia bater em tr�s? Apenas tr�s?

Isso � f�cil.

Bravata.

Eu amo minha vida.

Cuido de mim por causa de meus quatro filhos e minha esposa.

Ainda que eu seja assim.

D�-me um soco.

O qu�?

Vamos, d�-me um soco!

Assim voc� saber� como lutar com aqueles tr�s, especialmente se estiverem b�bados!

Vamos!

Porra, n�o quero! Voc� est� velha!

Voc� pode se machucar. Desculpe, senhora. N�o.

Posso ser processado.

� dif�cil ser preso! � duro l� dentro.

Voc� foi preso?

Sim.

Eu era jovem, ent�o.

Por isso, foi uma curta estada.

Fomos estuprados. Eu e meus amigos.

N�s roubamos, foi por isso.

Desagrad�vel. Meu traseiro do�a!

Tornei-me um escravo sexual.

Eu era escravo deles.

Boa coisa ser liberado.

Puta que pariu, babacas, filhos da puta.

Venha comigo. Vamos para alguma outra rua.

N�o posso vender aqui.

Companheira!

Vamos, companheira!

Corcunda, pode nos vender algum?

Cr�dito? De maneira alguma.

Balut?

Balut?

Balut?

Balut!

Tem fogo?

Viu aquilo?

� cada uma!

Fabuloso!

Atraente!

- Muito obrigada! - Obrigada, senhora!

- Senhorita, posso ter mais carne? - Espere um pouco, senhora.

Carne ou sopa?

Sim, senhora.

Nena!

Espere um pouco, senhora.

Sim, senhora?

- Vou a um lugar. - Claro, senhora.

� verdade, ent�o.

� verdade!

Porra! A luz do mundo voltou!

Olhe para isso, amigos!

H� luz agora! Voltou!

- Eles se lembraram de voc�! - Verdade!

Extraordin�rio!

Ei!

- Balut? - Obrigado, senhor. Ainda est� cheia.

Est� bem. Estarei bem ali. Gente, balut?

Voc� deve estar faminto!

Tenho muitos aqui, ainda quentes!

Um balut, por favor.

Que bom que a luz voltou aqui.

Sim, senhor.

Quanto?

Sete pesos, senhor.

Porra, � ele?

� ele!

Ei, voc�!

Viu aquilo?

Vi. Bom!

De fato, �.

Disse-lhes que Deus lembrou deles.

E outros deuses.

Sabe o que mais, amiga?

Algum milagre aconteceu.

Um deus realmente desceu e veio at� aqui!

Rodrigo Trinidad.

Sim!

Sabe por que � um milagre? Ele n�o sai da casa dele!

Ele n�o sai sem guardas!

Ele veio at� aqui e comprou balut de mim.

N�o � um milagre, amiga?

Extraordin�rio, n�o?

Corcunda!

Tem certeza que ele veio at� aqui?

Sim, minha amiga. Eu o vi!

Pensei que fosse s� um sonho mas, quando olhei,

era ele, de fato.

Ele estava bem a�, olhando para mim e comprou um balut.

Nosso pa�s est� atualmente no meio de um per�odo muito violento.

Muitos sequestros est�o acontecendo em nossas ilhas.

De acordo com um oficial militar,

atingiu propor��es epid�micas.

� por isso que a maioria de n�s est� engolfada no medo.

Quase todos os setores de nossa comunidade est�o afetados,

especialmente o setor empresarial.

A mais afetada �

a comunidade sino-filipina.

Eles s�o geralmente o alvo dos sequestradores.

Agora, o que esses acontecimentos significam?

O que podemos fazer como cidad�os

e como parte da comunidade crist�?

Ou apenas como seres humanos?

Com a primeira quest�o, sobre o que podemos fazer como filipinos,

n�s temos que ser respons�veis.

Essa � a resposta certa,

essa � a resposta mais simples.

Isto �,

devemos levar a condi��o de nossa na��o em considera��o

e a condi��o de todos.

N�o pensemos apenas em n�s mesmos.

N�o permitamos que medo ou viol�ncia

superem nossa na��o.

Deus o aben�oe!

Deus o aben�oe, minha crian�a.

Ei...

Padre!

Vamos prosseguir.

Deus a aben�oe, minha filha.

V� direto para casa.

As not�cias que ouvi s�o terr�veis, amigo!

Ouvi na r�dio da loja.

Sequestros outra vez! H� sempre sequestros!

O que aconteceu foi que

duas irm�s foram pegas e sequestradas no shopping.

Inacredit�vel. Quem pensaria numa coisa assim?

Isso aconteceu em plena luz do dia! E uma

foi encontrada num penhasco, morta.

E a outra ainda n�o foi encontrada.

Com certeza, as duas foram estupradas.

Tantas pessoas sendo sequestradas!

Eles n�o t�m receio de ningu�m.

Mesmo em plena luz do dia, no shopping!

- Nessa altura, elas ser�o sequestradas! - Que porra! Voc� � t�o est�pido.

- O que eu lhe fiz? - Voc� � sempre um in�til!

Ai! Seu bobo.

Filho da puta!

- Babaca. - V� se foder!

Cuide de sua vida!

Eles s�o sempre assim.

Eu n�o me intrometo.

Pode me fazer mal.

H� um ovo rachado aqui. Quer?

Aqui, pegue este.

Tem luz, sim, mas n�o h� compradores.

Ei!

O que est� procurando?

Procuro pelo inhame que Manong Teroy me deu mais cedo.

Aqui est�.

Vamos cozinhar isso. Assim, teremos algo para comer.

� grande. Voc� pode us�-lo como bola de beisebol.

N�o se preocupe.

Ainda estou cheio. Vou dormir.

A chuva parou.

Maldi��o.

A chuva parou, mas est� quase amanhecendo.

Nenhum fregu�s.

Nenhuma chance de vender coisa alguma. Que azar, maldi��o.

Pobrezinho.

Voc� ter� sua oportunidade.

Essa n�o � uma boa piada, amigo!

Como ainda posso vender? Diga-me como.

D� um para cada. Eu pagarei.

Boba.

O que acabou de dizer?

D� um balut para cada um deles. Tomarei conta do pagamento.

De verdade?

Bobo.

Parece que voc� est� brincando, porra.

- Tentando me fazer de bobo, n�? - N�o estou brincando.

- Voc� tem dinheiro? - Sim.

- Talvez eu termine n�o ganhando nada. - Ganhei uma s�rie de jogos de azar.

Estou cheia da grana, amigo.

V� e d�-lhes um agora.

A chuva ajudou-me!

Isso � incr�vel.

Consegui vender por causa da chuva.

Obrigado.

Ei!

Acordem, crian�as. Acordem. R�pido!

Esperem!

Fiquem em fila. Um a um. Tenho um presente para voc�s.

Por que est� rindo?

Como sabia? Tem certeza que estou lhe dando isso?

- Sim, senhor. - Como sabia?

Foi ela quem lhes deu! � a Sra. Renata!

Digam, "Obrigado, tia." Digam!

Obrigado, tia!

- De nada. - Obrigada, senhora.

- Digam, "Obrigada, senhora"! - Obrigada, senhora!

Tomem outro. Tudo de gra�a.

Ent�o...

Obrigado, querida amiga.

Voc� � uma boa alma.

Voc� � �nica.

Irei te retribuir, um dia.

Sem problema.

Vamos ao restaurante! Por minha conta!

N�o, obrigada. Fica para a pr�xima.

Ainda estou cheia. Obrigada.

- Vou embora. - Tchau.

Cuide-se!

Al�? Minerva?

� sua m�e.

Sinto muito que esta chamada seja t�o tarde.

O qu�?

Tem certeza?

As coisas que viram tinham seu nome.

Seu nome verdadeiro estava na sacola que ele usualmente carrega com ele.

Irm�o mais velho tornou-se um abutre.

Um mendigo!

Mam�e, sinto-me mal pelo meu irm�o!

Pare de chorar.

Minerva!

Balut?

Balut?

Balut?

Amigo, posso comprar alguns?

Amigo! Como vai?

Voc� � como o Batman, hein?

Aparece no escuro e desaparece no escuro, tamb�m.

Eu, realmente, sou uma criatura da treva.

Vampiro?

Aswang? Coruja?

N�voa?

Ou, talvez,

um vagalume!

Piscando e brilhando!

Quer balut? Por minha conta. Minha vez de pagar para voc�.

N�o, obrigada. Ainda estou cheia.

Sabe de uma coisa?

Fui amea�ado.

Na �ltima segunda. Me apontaram uma arma.

Uma arma apontada para voc�?

Arma?

Na t�mpora.

Um rev�lver 38.

Eles levaram todo meu ganho.

Bom que pouparam minha vida.

Pensei que morreria.

Finja que est� apontando uma arma contra minha t�mpora, usando seu dedo.

Ai!

D�i!

Extraordin�rio.

Onde aprendeu isso? Extraordin�rio!

� f�cil. Posso ensin�-lo.

Onde aprendeu isso?

Na escurid�o.

Algu�m me ensinou como fazer.

Ol�!

Let�cia!

Srta. Let�cia!

- Ei, Mameng! - Srta. Let�cia!

Que bom que voc� se lembrou onde fica minha casa.

Muitos dem�nios! Dem�nios infantis!

Entre!

- Let�cia! - Entre!

Venha!

Fique parada, n�o se mexa.

Credo! Faz tempo que voc� n�o toma um banho.

Muito �leo em seu cabelo!

Fique parada.

Sente-se bem?

Ir� se sentir refrescada mais tarde.

Tanto �leo em seu cabelo...

Desculpe.

Bom!

� grande, por �rea.

- Para coisas vivas. - Certo, certo, certo.

Ent�o, � rica assim.

� muito diversificada.

� aonde eles v�o.

Mas a terra pode ser diferente para voc�.

Cuidarei disso, padre. N�o se preocupe.

Mas o que est� acontecendo l�...

E muitos turistas v�o l�.

Vov�!

Ol�!

Deus os aben�oe.

O qu�, senhor?

- Obrigado, senhora! - Volte amanh�.

Teremos novos pratos.

Senhor, seu troco.

Obrigado, senhorita.

Obrigado, senhora.

Quanto deu?

- 15 pesos! - Est� bem, senhora.

Nena?

- Posso ter um pouco mais de sinigang? - Claro, senhora.

Sra. Renata?

Nossa loja est� ficando mais forte. Voc� pode querer expandir.

Assim est� bom.

N�o � dif�cil.

De f�cil manuten��o.

N�o ser� um aborrecimento para nenhuma de n�s duas.

S� estou pensando no potencial.

Muitos de meus amigos querem trabalhar para voc�.

N�o se preocupe. Pensarei nisso.

Eu irei, Nena. Senhora.

Cuide-se!

Mang Intong, tome o dinheiro para o mercado de amanh�.

Compre mais dinuguan.

- Sem problema. - Cuidado!

- Vamos? - Claro, senhora.

Vamos.

Mameng!

Mameng!

Mameng!

Mameng!

Mameng!

Mameng!

Mameng!

Voc� est� quieto.

Quer que eu venda isso?

Balut?

Balut?

Balut?

Vender balut n�o combina com voc�, Renata.

Vender balut deveria combinar com o vendedor?

Realmente, n�o.

Voc� n�o � uma vendedora de balut.

Seu grito � o de um pescador ou um despachante.

� piscoso. � diferente.

Apenas um vendedor de balut pode dar o grito certo.

Entendeu?

Os que fingem ser�o pegos.

Mas e se o fingidor for bom?

Eu n�o sei.

Mas posso dizer quem est� fingindo.

Quer tomar um caf�?

Mais tarde.

Meu ca�ula est� doente.

A febre n�o abaixa.

Levamos ao centro de sa�de, mas disseram que dever�amos lev�-lo ao hospital.

Disseram-nos que um m�dico deveria v�-lo para ter certeza.

N�o temos dinheiro.

Aqui.

Leve seu filho ao hospital.

De que para�so voc� veio, minha amiga?

De que para�so?

V� logo. Salve seu filho.

Cada minuto � precioso.

V� em frente. Deixei seu balut. Eu o venderei.

N�o se preocupe.

Suas vendas ser�o o meu pagamento inicial por sua ajuda.

- N�o precisa me pagar. - Obrigado!

Amigo!

Tenho um favor a lhe pedir.

Mas n�o � em troca da ajuda que lhe dei.

O que �, minha amiga?

Estou procurando uma arma. Quero comprar uma. Sabe onde posso compr�-la?

Mesmo uma arma feita por aqui, desde que funcione.

Uma arma?

- Por qu�? - Porque sim.

Para minha prote��o.

Anda perigoso por aqui.

Eu conhe�o um lugar.

Eu conhe�o um lugar.

Obrigada.

Meu filho tem hepatite tipo B.

Ele adquiriu no lugar imundo onde ele come.

Isso � perigoso.

Sim. Mas pode ser tratada imediatamente.

Ele s� tem que tomar uns rem�dios, mas n�o pode deixar de tom�-los.

Corcunda, venha!

Vamos!

Planejando bater em algu�m?

N�o.

S� para minha prote��o.

Foda-se.

Foda-se!

Na velha igreja

Eu vi

Dois amantes recitando votos

Na velha igreja

Eu vi

- Dois Amantes - Mameng!

Recitando votos

Entre.

Eles se ajoelharam

H� muitos dem�nios, Srta. Let�cia.

Muitos deles.

Mameng!

Mameng?

- Mameng! - Muitos dem�nios!

Muitos dem�nios!

Muitos dem�nios!

Dem�nios!

Oh, meu Deus!

Oh, meu Deus!

Espere!

Espere, voc� ainda est� fraco. Deixe-me ajud�-lo.

Venha c�.

Espere.

Aqui.

Devo lev�-lo ao hospital?

Sua cabe�a e outras partes de seu corpo

devem ser examinadas logo.

Isto � para verificar

se h� co�gulos e ossos quebrados.

O que aconteceu?

Eles come�aram uma brincadeira comigo,

um grupo de belos rapazes.

Eles s�o muito bonitos. Mas n�o resistiram � minha beleza.

A� um cara...

Ele pegou pesado comigo.

Ele me estuprou.

Quando eu revidei,

todos eles avan�aram em mim.

Feio!

Pensei que fosse morrer.

Vi um monte de estrelas.

Onde voc� mora?

Tem pais? Eu ligarei para eles.

N�o sou daqui, senhora.

Voc� n�o � daqui?

Eu queria um lugar

onde ningu�m me conhecesse.

Aqui sou um forasteiro.

� por isso que estou aqui.

De onde voc� �?

Coma um pouco mais.

Comerei mais tarde, senhora.

N�o seja teimoso. Coma um pouco mais.

Mais tarde, por favor.

Se se sentir tonto ou sua cabe�a doer,

avise-me.

O m�dico disse que voc� deveria fazer um Raio-X do corpo inteiro.

Ele tamb�m disse

que voc� deveria lhe contar a hist�ria de sua epilepsia.

Ele disse que dever�amos relatar o que aconteceu com voc�.

N�o, senhora.

Hollanda!

Eles lhe fizeram mal.

Teria sido melhor se eles tivessem acabado comigo.

Oh, crian�a. N�o diga isso.

Agora chega.

N�o fa�a isso.

Pare de chorar, agora.

Sil�ncio!

Obrigado, senhora.

Voc� � muito boa para mim.

Padre, vou lhe contar uma hist�ria.

Tenho coisas para confessar.

Quando foi a �ltima vez que confessou?

Faz muito tempo.

Lamento.

Vamos ao confession�rio.

Ou vamos fazer aqui mesmo.

� a mesma coisa.

Vou lhe contar.

Padre,

a pessoa que voc� conhece como Rodrigo...

Estou escutando.

Aquele n�o sou eu.

� o meu disfarce.

Um fingimento.

Feri muitas pessoas, padre.

Destru� muitas vidas.

Sabia que eu feria aquelas pessoas mas...

Por que n�o posso ser uma boa pessoa, padre?

Por que n�o posso lutar com este inferno dentro de mim?

Por que o mal sempre vence minha alma?

N�o sei por que tenho tanto �dio dentro de mim.

N�o consigo resistir, n�o importa o que eu fa�a.

� diferente dentro de mim.

N�o posso lutar com ele.

� como se eu tivesse um animal comigo.

Voc�, alguma vez, lamenta pelas coisas que fez?

Lamento.

E n�o.

H� vezes em que lamento as coisas que fiz.

Mas h� vezes que sinto ter feito a coisa certa.

Eu ficava feliz por ter destru�do a vida da pessoa a quem eu odiava tanto.

Escute.

Se voc� tiver tempo,

vamos ao confession�rio.

Diga-me todos os detalhes.

Me d� detalhes.

Diga-me os nomes, quando aconteceu, quais os eventos...

Voc� n�o poupar� nada. N�o esconda nada.

Pode ajudar.

Padre,

voc� cr� que h� um Deus?

Eu tenho f�.

Posso ver Deus em cada um.

Com os beb�s,

com as pessoas perdidas, com criminosos, com os pobres.

Onde ele est�, padre?

Encontre-o. Voc� � quem pode responder isso.

Eu s� posso estar aqui para gui�-lo.

Tudo ficar� bem. Eu irei em frente.

"Encontre-o."

Encontre-o.

Esta comunidade era grande.

Mas quando o hospital fechou, muitas pessoas foram embora.

Elas perderam o interesse.

Eu me lembro de ter muitos amigos aqui.

- Meu pai e eu costum�vamos vender balut aqui. - Foda-se!

Porra!

Porra, volte aqui!

N�o! N�o!

Foda-se! Voc� n�o merece viver!

Chega! Chega!

Solte-me!

- Sem vergonha! - J� chega!

Vamos! Ela pode morrer!

- Vamos! - Ainda viva, hein? Foda-se!

Vamos!

Vamos!

Foda-se!

Voc� merece isso, merda idiota!

Est� doendo? Hein?

Isso d�i, senhora.

Espere. N�s realmente temos que fazer isso.

Espere, senhora.

Isso d�i...

Temos que fazer isso.

Espere.

J� chega, senhora.

Hollanda?

N�o se mexa. Chamarei uma ambul�ncia.

Senhora?

Mang Intong disse que n�o poder� vir trabalhar neste domingo.

- Por qu�? - Seu filho mais velho ir� se casar.

- Isso � verdade? - Sim, senhora.

Diga a Mang Intong que eu mandarei um porco assado.

� mesmo, senhora?

Mang Intong ficar� muito agradecido.

Na verdade, ele est� convidando-a.

N�o posso ir. Voc� sabe por qu�.

- Como vai o homossexual? - Ele est� na cl�nica.

Ele vai ser liberado. Est� ficando mais forte.

Ele tem sorte de ter encontrado algu�m como voc�.

Sua delicadeza � extraordin�ria.

Se n�o fosse por voc�, ele poderia ter sido encontrado boiando no cais.

Lament�vel.

Imagina de onde ele veio?

Ele n�o diz.

A �nica coisa que disse foi que ele n�o � daqui.

Tenha cuidado, senhora.

Voc� n�o o conhece bem.

Ele parece bondoso.

� s� estranho de onde ele veio.

Realmente estranho.

Quem, em sua s� consci�ncia, estaria vagando no meio da noite?

E olhe para suas roupas!

Mostra que ele,

realmente, procura problemas e, agora, voc� est� envolvida, senhora.

Isso d�, senhora. Gostaria de comer?

N�o, ainda estou cheia.

- Colocarei a comida na mesa. - Fa�a isso.

Eu ajudo.

Aqui, senhora.

Meu ombro direito d�i.

Eu o lavo com delicadeza.

Voc� apanhou muito.

Espere.

Lavarei isso, est� bem?

Ainda est� inchado.

Consegue lavar seu �nus?

Tentarei.

N�o consigo...

Temos que fazer isso, para que n�o infeccione.

- Quer que eu fa�a? - Espere, senhora.

Est� bem.

Podemos fazer s� com �gua?

V� com calma.

Olhe onde pisa, est� bem? Voc� pode fazer isso.

Continue.

Pronto.

Est� bem.

- Ainda d�i? - Sim.

S� mais alguns passos.

Bom trabalho.

O m�dico disse

que eu deveria fazer voc� beber �lcool. Assim, seu sangue circular� bem.

S� um pouco.

Obrigado, senhora.

Deixe-me perguntar uma coisa.

Como voc� sabia onde eu moro?

Desculpe, senhora.

Uma noite, quando estava vagando por a�,

eu a vi.

Eu a segui.

Beba isso.

Est� bem, senhora.

Eu vim aqui para morrer.

Esta � a verdade.

A minha vida n�o tem sentido agora.

� como...

Sou um fardo para minha fam�lia.

Penso

que eles est�o envergonhados de mim.

Foi por isso

que cheguei a essa decis�o.

Porque

eu tenho medo de Deus

e tenho medo de cometer suic�dio.

Eu disse a mim mesmo:

eu vou me matar aos pouquinhos.

Devagar.

Vou me torturar.

At� que tudo termine.

Eu olhei no mapa das Filipinas.

Meu dedo apontou para esta cidade.

Eu disse a mim mesmo: "Ali.

"� onde minha vida ir� terminar.

"Em um lugar onde ningu�m me conhece.

"Serei selvagem.

"Irei me divertir.

"Sexo desenfreado.

"Continuarei fazendo boquetes.

"At� eu simplesmente apodrecer nas ruas.

"At�...

"At� o momento...

"Como nos filmes.

"The End."

A verdade, senhora,

� que o que aconteceu comigo � culpa minha.

Eu provoquei aqueles gatinhos assim.

Eles ficaram brincando comigo.

Esque�a-se disso.

Voc� tem que se recuperar, Hollanda.

Eu disse a mim mesmo:

Irei para essa ilha. Assim, ningu�m mais se envolve.

E ent�o, isso.

Envolvi voc�.

N�o � nada.

N�o se preocupe comigo.

Estou envergonhado, senhora.

Sou uma puta.

Sou um in�til.

Por que aqueles caras n�o me mataram de uma vez?

Voc� precisa melhorar.

Precisa ficar forte.

Assim, poder� ir para casa.

Aonde?

Onde � isso, senhora?

Vamos beber.

- Vamos acabar isso, senhora. - D�-me isso.

- Por que n�o, senhora? - O m�dico disse...

- Restaram poucos goles. - Beba pouco.

- Vamos beber mais disso. Por favor? - J� lhe dei muito.

Chega, Hollanda.

N�o seja teimoso!

Quero ficar b�bado.

Chega.

Por favor, senhora. S� um pouco.

Pare com isso.

Hollanda.

Chega!

Temos que seguir as ordens de seu m�dico.

Voc� precisa ficar bom, Hollanda.

Seu nome � lindo.

Hollanda.

Minha mam�ezinha,

quando estava gr�vida,

fez girar o globo.

Ent�o, apontou para ele.

Pronto!

Mapa da Holanda. Ent�o, meu lindo tornou-se Hollanda.

Lindo.

Lindo nome.

Para a cama, agora. Voc� n�o deve ficar acordado at� tarde.

Vamos.

Segure-se em mim.

- Est� bem, senhora. - Est� bem.

Vou encaminhar sua pergunta para nossa convidada, Dra. Laura Dingras.

- Espera. - Agora voc� pode andar!

Enquanto isso, vamos voltar ao nosso discurso sobre a constante

- onda de sequestros em nosso meio. - N�o sente mais dor?

Parece que meu �nus foi circuncidado.

Cuidado, agora.

... experimentando um padr�o, por assim dizer.

E, infelizmente, um padr�o de viol�ncia.

Muito selvagem. Muito primitivo.

Concordo, doutora. � terr�vel.

� como se quem est� por tr�s deles n�o fosse humano.

Sabe, um experto que eu li em um dos jornais

disse que � um continuum.

Parece haver uma conex�o entre alguns incidentes. Por exemplo,

o recente assassinato de Gianni Versace aconteceu um dia antes

do rapto e estupro da Irm�s Chiong, aqui nas Filipinas.

- Sim, h� um padr�o e um continuum. - Mais um?

- O sequestro sozinho. Uau. - Est� quente.

Como explica tudo isso?

� como um frenesi. H� uma onda.

Isso mesmo, doutora.

De fato, as Filipinas tornaram-se a capital dos sequestros na �sia.

Pratique mais.

Um momento, doutora. H� novas not�cias.

Oh, meu Deus!

Oh, meu Deus, not�cias tristes!

Madre Thereza de Calcut� acabou de morrer.

As fontes ainda n�o revelaram a causa.

Vamos ficar na espera por alguma not�cia adicional de nossa central.

Repito. Not�cias muito tristes!

Madre Thereza faleceu.

Nossas sinceras desculpas, outra vez, para nossa convidada, Dra. Laura Dingras.

Total de 15 pesos.

Voc� ainda tem 5 pesos.

Espere.

Obrigada.

Ei!

Amiga!

Voc� adormeceu!

Com esse barulho de sapos, voc� ainda � capaz de dormir!

Voc� parece estar sonolenta.

Quer um caf�?

N�o.

Obrigada.

Estou indo.

N�o, por favor!

Caramba, Corcunda. Por que est� me seguindo?

Aquele lugar onde n�s passamos?

Aquele em que sempre comercializo o balut?

Foi l� que ele foi morto.

Foi � noite.

Est�vamos juntos e ganhamos muito.

Fomos atacados.

Mau movimento. N�s reagimos.

Eles bateram muito em meu pai.

Ele caiu.

Ent�o, eles bateram em mim.

Eu tamb�m ca�.

Perdi os sentidos e, quando acordei,

meu pai estava morto.

� por isso que estou sempre aqui.

Eu sei que eles voltar�o.

Ainda me lembro do rosto deles.

Isso foi h� muito tempo.

- Talvez... - Eles voltar�o.

Tenho certeza, n�o importa o tempo, um dia nos encontraremos de novo.

N�o me esque�o daqueles desgra�ados.

Esperarei por eles aqui.

"O ver�o sem fim tem um significado",

ela disse para si pr�pria.

Como voc� escapa da umidade?

Ele n�o pode mais dizer

o que ele quer dizer.

Suas falhas n�o ser�o preenchidas.

N�o h� mais tempo.

N�o h� mais oportunidade.

Nenhuma.

Se, ao menos, ele puder voltar no tempo,

dar uma oportunidade,

mesmo apenas por um tempo,

ele desistiria de tudo.

Ele voltar� as costas para tudo.

Ele esquecer� o presente.

Mas n�o h� nenhum.

Tudo foi embora.

Essa � a garotinha que carreguei?

Esse � o garotinho com quem brinquei?

N�o me lembro de envelhecer.

Quando eles envelheceram?

Amanhecer.

Ocaso.

Amanhecer.

Ocaso.

Maravilhoso!

Outra vez.

Essa � a garotinha que carreguei?

Esse � o garotinho com quem brinquei?

Bonito!

N�o me lembro de envelhecer.

Quando eles envelheceram?

Amanhecer, ocaso!

Amanhecer, ocaso!

Amanhecer, ocaso!

Voc� � incr�vel!

Ol�! Muito obrigado!

Eu sou Hollanda Pebrero, de Matnog, Samar, Filipinas!

E agora,

apresento a voc�s

os dan�arinos culturais de Carla Fellini, das Filipinas!

V�, Carla!

V�, Carla!

Curve-se!

Curve-se!

Ops!

Bonito!

O qu�, agora?

Voc� quer algum pr�mio?

Sinto falta do Jap�o, senhora.

Eu continuo voltando para l�.

Mas

por causa de minha doen�a, eles me rejeitaram.

- Hollanda? - Senhora?

Porque voc� � incr�vel,

vou lhe dar... Adivinhe o qu�?

Senhora, por favor.

N�o me fa�a ter esperan�a.

- N�s vamos beber? - Sim, vamos beber.

� mesmo?

Cante mais uma.

Cante.

- Qual can��o voc� quer? - Uma outra can��o.

"Somewhere".

"Somewhere"?

- "Over the Rainbow"? - N�o!

Aquela de West Side Story.

There's a place for us

Somewhere a place for us

Peace and quiet and open air

Wait for us, somewhere

Somewhere

There's a time for us

Someday a time for us

Time together with time to spare

Time to share

Time to care

Someday

Somewhere

We'll find a new way of living

We'll find a way of forgiving

Alguma outra m�sica, por favor, senhora?

Aquela m�sica combina conosco.

Donna Cruz.

Claro.

Claro, mas eu n�o conhe�o nenhuma m�sica dela.

Legal!

Meu cora��o continua batendo r�pido

Continue bebendo.

Quero lhe dizer uma coisa, Hollanda.

Quero agradec�-lo.

Deveria ser eu a agradec�-la.

Voc� n�o me conhece.

N�o, n�o me conhece.

Porque, se conhecesse, teria medo de mim.

Olhe.

Olhe isso.

Eu vim da pris�o.

L�!

No lugar amaldi�oado!

Fiquei l� por 30 anos.

Presa.

Por 30 anos.

Eu sei, senhora.

O que voc� disse?

Eu li seu caso.

Voc� o leu?

Intrometido, filho da puta.

Voc� leu isso?

Voc� leu isso?

Foda-se, intrometido!

Sim, senhora. Sim, senhora!

N�o atire, senhora!

Voc� me enganou!

Desculpe.

Fui pega de guarda baixa.

Foi culpa minha, senhora.

Eu mexi em suas coisas.

Eu realmente lamento, senhora.

� embara�oso.

Esque�a.

� por isso que n�o bebo. Eu tendo a esquecer.

Qual voc� leu?

A confiss�o de Petra.

Ela era minha amiga de longa data.

Eu n�o sabia que

tinha sido ela quem cometeu o crime pelo qual eu fui acusada.

Rodrigo Trinidad � o autor intelectual.

Ele � meu ex-namorado.

Meus filhos eram jovens quando aconteceu.

Sabe o que mais?

Se voc� n�o tivesse chegado naquela porta

naquela noite,

eu estava a caminho da igreja para matar Rodrigo.

Porra, se voc� n�o tivesse vindo, a besta estaria morta, agora.

Obrigada.

Obrigada por ter vindo.

Obrigada.

Eu n�o me tornei uma criminosa.

N�o fui capaz de mat�-lo.

Rodrigo Trinidad ainda est� na ilha, senhora?

Hollanda!

Hollanda!

Hollanda!

Hollanda!

Hollanda!

Circulando, circulando, rodando e rodando

Atribui��o, atribui��o, luta de boxe

E a� vai Froggy

E ele n�o vai poupar ningu�m

Ent�o, mexa-se agora ou Froggy mexer�.

Froggy!

H� um, hein?

Mas s� somos n�s.

� loucura!

Irm�s,

eu pe�o demiss�o.

Estou deixando Cavite!

Isso s� me faz lembrar dele!

Voc� sempre teve problemas!

Ele me usou!

Eu sou apenas um designer de produ��o para ele!

Correto! Esse � o drama: "Eu-nunca-devo-voltar!

Deixe Cavite para ele e ela ser� sua.

A ilha sem Deus!

- Boa noite. - Boa noite, senhora!

Viu Hollanda?

Hollanda?

Senhoras e senhores,

os dan�arinos culturais de Carla Fellini, das Filipinas!

Miss Hollanda, de Matnog, Samar!

Amanhecer, ocaso!

Amanhecer, ocaso!

Amanhecer, ocaso!

Amanhecer, ocaso!

Boa noite, senhoras.

- Boa noite! - Oi!

- Oi! - Harry!

Voc� viu Hollanda? Essa senhora est� procurando por ela.

N�o.

Estou t�o cansada de minha vida, cara.

� uma porra de um pesadelo!

Esnobe!

Estou fora!

Que esnobe!

Senhora, faz muito tempo que ele esteve aqui.

Ele deve ter sido estuprado.

Ele prefere ficar sozinho.

Ele prefere os cantos escuros da cidade; sua beleza � a de um rato!

� mesmo?

- Lamentamos, senhora. - Obrigada.

Rato!

M�e � t�o lament�vel.

Pode ser m�e dela!

- Ou av�! - Preocupada com o rato!

Amiga!

Voc� parece muito cansada!

Quer um balut?

N�o, obrigada.

Parece que a burguesia est� dando uma festa.

N�o, amiga.

Sr. Rodrigo Trinidad

foi morto.

O qu�?

Morto

por um gay na catedral!

Lembra-se daquele gay que dan�ou na nossa frente?

Foi ele!

Eu sou Celina Talavisan.

Sou sua advogada.

N�o se preocupe.

Este � um trabalho profissional.

N�o h� necessidade de pagar nada.

Estou aqui para ajud�-lo.

Eu me certificarei de atuar em todas essas coisas feitas por voc�.

Eu tamb�m pedi para um m�dico verificar sua condi��o.

N�o h� necessidade, senhora.

Vou ler seus direitos.

Tenha cuidado com o que diz para o investigador, est� bem?

Tudo que voc� disser, poder� ser usado contra voc�.

Meu nome �...

Meu nome � Rolando Baldemoran.

36 anos.

Sou de Matnog, Samar.

No �ltimo domingo,

14 de setembro,

eu matei Rodrigo Trinidad.

Matei-o como um ato de gratid�o

para com a �nica pessoa

que me mostrou bondade.

E quem � essa pessoa?

Uma pessoa de bom cora��o.

A �nica pessoa que me mostrou pura bondade.

Quem � essa pessoa?

Aquela terra � nossa!

Estamos implorando �s autoridades.

Deixe-nos respeitar os direitos das pessoas que moram nesta comunidade.

- N�o destruamos suas casas! - Sim!

Eles v�o perder suas casas! Eu repito:

� um direito ter sua casa pr�pria!

O povo daqui, h� muito tempo, luta contra o governo

pelo direito de possuir esta terra, onde est�o suas casas.

Isso lhes foi negado!

Uma vez, esta terra foi p�blica.

O povo daqui lutou para obter um t�tulo desta terra

que eles julgam ser legitimamente deles.

Os t�tulos foram dados apenas aos ricos e poderosos.

Os ricos e os famosos.

Estamos pedindo-lhes que parem a demoli��o.

Estamos implorando!

Aonde mais eles iriam?

Parem a demoli��o!

"A Torre de Tr�s", uma hist�ria de Bahagharing Timog.

Eu moro em um quarto sem espelhos,

mal tem janelas,

mal tem ar.

H� uma janela quadrada com tr�s aberturas

e tem persianas e uma tela anexada

que voc� n�o pode abrir

por causa da fuma�a, poeira e mosquitos.

A tela j� tem furos.

Existem passagens para os ratos nos cantos.

E aquelas fendas que continuamente deixam livres

orgulhosas e desrespeitosas baratas.

H� um pequeno quadrado

onde existia um aparelho de ar condicionado,

agora coberto por um papel�o grudado com fita adesiva na parede.

As imagens est�o lutando nos cantos dessa sala

como

almas tentando se soltar,

quando a terra moribunda

est� ofegando por um pouco de ar e est� suja e com umidade.

H� esse fogo em sua consci�ncia;

isso faz parte de seu sonho l�vido?

Sua sanidade est� perdendo o controle?

Sua consci�ncia finalmente est� indo para o mundo livre?

E se isto estiver conduzindo-o para a insanidade,

seria melhor ele ficar l� por toda eternidade.

Mas como?

E quanto a essas desculpas esperando serem concedidas?

E esses dias implorando

que a verdade seja exposta?

Ele percebe que isso sozinho limpar� sua alma.

Isso sozinho salvar� sua alma.

E, em um instante,

ele percebe que esta � sua �nica chance.

� hora de ele retirar-se. Hora dele se libertar.

� hora da liberdade.

Ele reuniu todas as suas for�as

das profundezas de sua alma,

tudo que lhe foi deixado e abriu a porta.

Ele fechou os olhos, momentaneamente, com o som inicial de luz.

O vento que soprava tentou derrub�-lo.

Ele segurou t�o firme quanto podia

no que restava de todas suas esperan�as dentro de seu cora��o.

Ent�o, ele abre os olhos uma vez mais."

Adeus a todos.

Podemos n�o nos ver mais.

Aonde vai?

� Manila. Vou procurar algu�m.

Sejam bons, est� bem?

Sim, senhora.

Taba!

Eu lamento pelo acontecido.

Esque�a.

Eu vou em frente.

Por favor, diga ao Corcunda

que eu j� parti.

Cuide-se!

J� est� cozido?

L�.

Aquela mulher, l�. Ela jogou isso.

A mulher fez isso.

Lament�vel.

Ela parecia cansada. Que pena.

Ei! Volte aqui!

Pap�is.

Uma mulher os espalhou por l�.

O que est� escrito no papel?

Tem algu�m desaparecido.

Uma vez,

houve uma aspira��o;

uma aspira��o que ficou em um sonho;

um sonho que ficou em um mundo oculto;

um mundo comparado a uma fortaleza;

uma fortaleza que nunca desmoronar�;

uma fortaleza que tem uma porta que ela nunca conseguiu abrir.

Uma vez,

ele criou uma aspira��o;

uma aspira��o que se tornou um sonho;

um sonho tirado pelo c�u.

Uma vez...

Legenda em portugu�s do Brasil: Lu Stoker

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