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EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS
DIRETORES BETO BRANT E RENATO CIASCA
Ô indiarada.
Hora de ficarfamoso.
Bora, porra!
Vai!
Bora!
Olha pro homem!
Levanta a cabeça, enjoado.
Tá bom?
Vai pro teu hotelzinho, vai!
- Lavínia? - Oi.
Surpresa boa, entra.
Porfavor.
Olha, conhaque não tem, acabou.
Mas tem essa pinguinha que é sensacional.
- Quem é ela? - Minha avó.
Bonita ela.
Linda, né? Morreu ano passado.
Minha vózinha...
mas tá aqui com a gente.
Você... Você mora aqui sozinho?
Moro, quer dizer, moro com Newzac.
- Como? - Newzac, é o meu camaleão, meu não.
Ele é dele, eu sou meu, aqui ninguém é de ninguém.
Ele mora aqui na mangueira, quer dar uma olhada?
Vem cá!
Ele gosta de ficar aqui atrás, aqui que é fresquinho.
Fica ali debaixo daquela canoa ali, ó.
- Foi você que fez isso? - Foi.
Eu e um amigo meu, um pintor daqui.
Um cara incrível.
Passamos uns dias aí nessa viagem dos peixes.
Ficou bom, né?
Posso tirar uma foto sua?
Não, outro dia.
Promete que você volta?
Prometo.
- Alguém quer interferir na sua foto. - Na nossa foto.
- Fica horrível. - Fica nada, fica nada.
Deixa aí esse pano, porfavor. Vai.
Vai revelando assim aos poucos, deixa só a boquinha de fora.
Olha aí, que legal. Um olhão aqui.
Linda, isso, isso, isso.
Me dá mais o outro olho, um pouquinho do outro, aí!
Olha pro lado.
Olha pro lado.
Deixa essa tristeza te tomar, tá?
Eu não quero.
- Você não quer? - Não.
- Você quer? - Agora não.
- Por quê? - Agora não.
- Você não bebe? - Eu bebo muito...
bebo a beça, hoje inclusive, pretendo encher a cara!
Mas nesse exato momento, eu tô bebendo outra coisa...
- Vou até dá um gole pra sentirtambém! - Pipoca...
tudo adormece.
- Olha aqui pra dentro. - Ai, vou sair!
Tá quente, hein?
Vou dormir hoje aqui, tá?
A noite toda?
Até de manhã?
Você acha bom?
Acho.
Acho muito bom.
Oi, Viktor. Nossa! Festa na aldeia?
É, mais ou menos.
- Tô convidado? - Não queridão, desculpa.
Tô numa outra onda.
Cauby, Cauby...
Ah, tão ótimas!
É bom mesmo que você tenha memória fotográfica, viu?
Porque se esses dois aqui aparecerem boiando no rio...
- você que vai ter que identificar. - Que boiando no rio, Viktor.
Que baixo astral, cara, relaxa.
Olha só!
Viktor? Viktor?
Você não viu essa mulher aqui, hein!
Não, eu não...
Quer dizer, eu vi sim, eu vi.
Meus leitores é que não viram, Cauby, meus leitores.
Tchau.
- Aconteceu alguma coisa? - Preciso ir.
Tá preocupada com teu marido?
Você quer mesmo saber dele?
Desculpa, não, viajei...
Não, não tem problema nenhum, o que você quer saber?
Ele é bom pra você?
É!
E Deus colocou o homem na face da Terra, neste paraíso...
para o lavrar e para o guardar.
Para o lavrar, o lavrar.
Arar, plantar, semear, colher...
pescar, sobreviver...
de tudo isso que Deus nos ofertou.
Para o lavrar, e prestem atenção...
para o guardar, o guardar...
o proteger.
A doença tá chegando em casa...
a miséria, a violência...
a droga, a prostituição.
Como se já não bastasse esse mercúrio assassino...
que já foi colocado nas nossas terras e que tanta dor já gerou.
Agora esse desmatamento...
violento, desrespeitoso...
que tá trazendo novas doenças, não só pra nossa comunidade...
pra todas as comunidades dessa região.
Pro Planeta.
E nós vamos permitir?
- Nós vamos permitir? - Não!
Não!
Nós não vamos permitir!
Que a força das trevas ocupem o nosso espaço.
Porque nós sabemos por que que eles fazem isso...
por quem e como eles fazem isso.
E nós temos força de barrar, de barrar...
essa sujeira que eles querem trazer pra gente.
Perfila, te apruma, te firma em honra Ao gloriosíssimo São Miguel
Perfila, te apruma, te firma em honra Ao gloriosíssimo São Miguel
Para servir ao valoroso guardião Príncipe dos Exércitos dos Céus
Para servir ao valoroso guardião Príncipe dos Exércitos dos Céus
Com sua espada de fogo Com seu escudo de luz
Com sua espada de fogo Com seu escudo de luz
Dá licença, Viktor.
Cauby.
Que história é essa aqui, ó?
- Boa noite, Cauby. - Boa noite, Viktor.
Que onda é essa aqui?
Tá querendo me prejudicar, porra?
"Casamento em perigo?"
"Jovem senhora da sociedade local está muito entusiasmada...
com um dos forasteiros mais charmosos que já passaram por estas bandas."
E aí, Viktor?
Vai criar esse problema pra mim, porra?
Ai, meu Deus!
Meu Deus, como você é pretensioso, Cauby.
Você acha que você é o único forasteiro charmoso...
- que existe por essas bandas? - Ah, Viktor!
É sério, Cauby, essa nota aí...
é sobre a mulher de um figurão daqui da cidade.
Ela tá de caso com um engenheiro da mineradora...
um rapaz forte, galante, viçoso.
Tá duvidando, né?
Você quer? Eu te dou os nomes.
Eu não quero saber de nome, cara.
Eu não quero saber de fofoquinha, entendeu?
Senta, Cauby! Que fofoquinha, fofoquinha, fofoquinha...
É, porra, fuxiqueiro, Viktor!
Quê que há, cara? Tu vai na minha casa...
vê ali uma situação delicada, ali. Entendeu?
Abri minha intimidade pra você.
Abro o jornal, tá essa porra escrita, aí!
Não vou ficar nervoso?
Você é meu amigo ou não é?
"Por que o amor de que aqui se fala é enfeitado com as ilusões do eterno?
Todos os especialistas da paixão no-Io dizem.
Não há amor eterno a não ser contrariado.
Não existe paixão, sem luta.
Tal amor só encontra fim...
na derradeira contradição que é a morte.
É preciso ser Werther ou nada."
Que Werther, cara? Que Werther?
Esse negócio de amor platônico, isso uma chatice, papo furado!
- Ah, Cauby! - O sangue é quente, Viktor!
Tem que tá na carne!
Gauguin morreu de sífilis.
E Van Gogh cortou a orelha.
Esse era dos meus.
Cauby, eu sou teu amigo.
Posso acreditar nisso?
Pode não acreditar?
Boa noite.
E aí, parente, me dá uma força aí.
Quebrou aí?
Deu um prego aí, dá um empurrãozinho aí...
e a gente faz ele funcionar, pode ser?
- Tranquilo - Vamos nessa.
Eita, porra!
- Tranquilo? - Maiorforça.
- Porra! - Você caiu do céu, brother!
- Imagina. - Entra aí!
Não, não, eu tô dando uma caminhada.
- Eu te levo onde você quiser, porra! - Não, tô na boa.
- Tem certeza? - Tenho, obrigado.
- Então tudo bem! - Falou.
Obrigado pela força aí!
- Como você chama? - Chico Chagas, e você?
Chico Chagas, Cauby.
- Cauby é legal! - Legal.
Fico te devendo essa, então!
Pena que eu tô sem minha máquina aqui.
Porra, tu ia dá um puta retrato agora!
- A gente se encontra, tá bom? - Falou!
Nem pra lá, nem pra cá!
- É isso aí! - Tchau!
Falou, cara.
- Obrigado! - Vai na paz!
"Porque o terceiro anjo..." Lá no capítulo 8, versículo 10...
"tocou a sua trombeta...
e caiu do céu ardendo como uma tocha.
E caiu sobre a terça parte dos rios e sobre a fonte das águas.
E muitos homens morreram dessas águas...
porque se tornaram venenosas."
Eu acho que tá claro, pra todos nós.
Isso só vem confirmar a nossa posição.
No firmamento, um clarão Resplandeceu em todo o céu
Tocou e tornou a tocar A corneta de São Miguel
Tocou e tornou a tocar A corneta de São Miguel
Santa Maria anunciou Na tribo, tocou o clarim
Santa Maria anunciou Na tribo, tocou o clarim
Já vem descendo das estrelas Meu guerreiro Benjamim
Posso entrar?
Claro que pode.
E aí, Lavínia?
Sumiu da minha vida...
Precisei viajar.
Sei.
Presente.
Mas, oh...
Você só pode abrir num dia que estiver bem desesperado.
- Bem desesperado? - É.
Tá bom.
Tem uma mensagem pra você.
Que tipo de mensagem? Religiosa?
Uma coisa que eu escrevi pensando em você.
- E a chavinha? Cadê? - Num tem...
Você vai ter que quebrar a caixa pra ver o que tá aí dentro.
Sabe que eu conheci teu marido esses dias aí?
Vocês trepam?
Por que você tá perguntando isso?
Ah, sei lá.
Achei que ele poderia tá interessado só na sua alma.
Você tá enganado...
ele se interessa pelo meu corpo também.
É?
E como é que é?
É... bom assim... É uma coisa boa?
É diferente.
Sei.
Diferente.
- Diferente. - Diferente.
Procurando um grande amor
Eu viajei Nesse meu Brasil inteiro
Juro que não encontrei
O amor maravilhoso Que sonhei
Tem que ser um amor brejeiro Feiticeiro e carinhoso
Que satisfaça o meu ego Que seja impetuoso
Que faça ferver meu sangue Só o amor me satisfaz
Que me leve à loucura E me dê um algo mais
Tem que ser brasileiro Bonito e brejeiro
Absinto, Cauby!
- Absentimento! - Saúde!
- Viva o carimbó! - Ah, que horror!
"Punhal de já eras, punhal de prata.
Nem foste tu que fizeste a minha mão insensata."
Cecília Meireles.
"No cabo, flores abertas, no gume, a medida exata.
A exata, a medida certa. Punhal de prata.
Para atravessar-me o peito com uma letra e uma data.
A maior pena que eu tenho. Punhal de prata.
Não é de me ver morrendo, mas de saber quem me mata."
Você tem medo da morte, Viktor?
Tem cocaína aí, Cauby?
Não tenho, cara.
Deixei tudo isso lá embaixo, no sul maravilha.
É bom mesmo, você ainda é muito jovem.
Menos do que pareço, mais do que gostaria de ser.
Você tem medo da vida, Cauby?
Pra que esses olhos tão grandes, Viktor Laurence?
Pra bisbilhotar a vida alheia, né?
E essa bocarra pra que te serve?
Pra falar mal da vida alheia.
Os livros...
é o teu verdadeiro amor? Os livros?
Ai, Cauby, como você é romântico!
O amor não existe, Cauby.
Não?
É uma ilusão?
É uma espécie de ópio...
que os homens inventaram pra suportar a existência?
Tá tudo bem aí, Viktor?
Viktor?
Calma, calma, calma!
Calma! Calma! Opa!
Tranquilo?
Viktor, tá bem aí?
Vem cá, vamos no sofá ali. Vamos tomar uma água...
Que filho da puta, cara!
Bichona!
- Sai fora! - Absinto, absinto, Cauby!
"Ai, coração doído, dorfunda.
E assim caímos no exato momento em que o sargento Nazareno...
está regressando para começar a sua segunda vida.
Na qual ele recusará todo o horror...
e as cruzes de vidro que o dia de ontem...
alimentou no seu ventre com rações de violência.
Não teremos mais seus dentes à mostra.
Eu falo de um homem que dirá adeus às cidades.
E penetrará no rio com vegetais vermelhos...
em busca da felicidade.
Com uma provisão de mistério em cada lábio."
Ei, ei, ei!
- Tudo bem? - Sai daqui, porra!
Calma, eu só quero ajudar.
Tem um pronto-socorro aqui perto, quer ir até lá?
Tem dinheiro?
Não.
Vai pra casa do caralho!
Deixa que eu te ajudo, vai. Vem cá.
- Me solta! - Calma!
- Me solta, me solta! - Calma, menina, calma!
Me solta, porra, me solta!
- Calma! - Me solta, me solta...
- Me solta... - Calma!
- Me solta... - Ei, ei, ei, tá tudo bem!
Calma, menina.
Ei, só quero ajudar, calma.
Vai. Devagarzinho, respira.
Respira, calma!
Concentra, vai cair, cuidado!
Vai, você consegue, vai! Vai!
Vai pra puta que pariu! Filho da puta!
Caralho!
É, senta aí, porfavor.
Aqui, ó.
É... deixa eu te perguntar um negocinho...
você tem uma bebidinha, um uisquinho, uma cervejinha, pode ser...
Não tenho, não tenho, eu só tenho água, serve?
- Não. - Não? Infelizmente...
Porfavor, senta aí, então.
A gente vai ficar aqui? Tem aquele sofazinho, ali.
Pode ser bem gostozinho também.
Não é nada disso que eu quero falar com você, entendeu?
- Ah, não? - Não, não é isso.
Eu só queria conversar mesmo com você.
Bem, meu nome é Ernani...
eu sou aposentado, trabalhei 35 anos no Tribunal de Justiça.
Você... você desculpa...
é que eu tô um pouquinho ligadinha...
então, eu só vou pegar uma cervejinha, vou voltar mesmo!
- Eu preciso falar com você. - Sabe o que que é...
Para! Para, porfavor!
- O que que é isso, cara? - Para, para de ficarfalando!
- Você não para um minuto! - Não, que que é isso?
- Preciso conversar com você. - Não, tá cheio de violência, aí.
Eu tô te pagando pra conversar com você!
- Não, tá pagando, mas não vem... - Não quero mais nada!
Tá vendo isso aqui? Tá vendo isso?
Olha isso daqui, conhece isso? Essas marcas, entendeu? Conhece?
ÁIcool, já bebi todas, já fumei todas, já cheirei todas, já injetei, entende?
Eu tava na mesma situação que você!
Assim, como você anda, como eu te encontrei naquela calçada.
Morrendo!
É sobre isso que eu preciso falar com você, tá interessada?
Como eu tava te falando...
trabalhei 35 anos no Tribunal de Justiça.
Eu tinha muitos sonhos, muitos ideais na minha juventude.
Foi logo que eu me formei em Direito...
Não adiantou nada.
Eu não vi justiça nenhuma onde eu fui trabalhar.
Acabei me acomodando, me tornando um burocrata corrupto também...
eu segui o modelo.
Eu perdi minha mulher faz uns 3 anos...
essa daqui, perdi ela.
De repente, ela morreu atropelada, acabou tudo.
Eu fiquei muito mal, mal, doente, depressivo, triste.
Por causa disso, eu comecei a beber, beber muito.
Daí pras drogas foi um passo.
Vivia nas ruas, com a mesma roupa.
Dias e dias sem vir pra casa, sem trocar de roupa...
vivia fedendo, fedorento.
A úItima imagem que eu tenho de mim nessa época...
era uma gilete aqui, eu já ia me matar...
não acreditava mais em nada.
Mas, de repente, eu tava vomitando, vomitando, vomitando.
Botando tudo pra fora, fora, fora...
Quando eu me levantei, eu tava cheio de luz.
Eu abri os olhos, assim, e tinha cânticos portudo quanto é lado.
Era uma coisa alucinante, que vivia cantando...
e eu ouvi uma voz que falava assim pra mim:
"Ei, ei, meu filho.
Acorda, eu vou te livrar das abominações...
por causa dos teus inimigos".
E era muitas luzes, e tinha uma espada flamejante...
que vinha cortando as coisas assim em volta de mim...
como se estivesse cortando todas as minhas doenças...
as coisas ruins que estavam dentro do meu coração...
dentro do meu corpo.
E aquilo foi limpando, limpando, limpando.
E um vigor imenso veio dentro do meu coração...
veio dentro do meu corpo.
Eu vi a saúde, eu vi o êxtase...
eu vi a alegria, eu vi a viagem.
Você que gosta de viajar, você não gosta de viajar?
Não gosta de cheirar? Tomar um ácido?
Essa é a grande viagem. Tá aqui!
A grande viagem tá aqui!
A palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.
Aqui está a justiça!
Aqui tá o poder!
Aqui tá a saúde!
Eu vi nos seus olhos...
que você pode procurar isso em você!
Nos seus olhos, tem lá uma criança...
uma inocência, tá presente dentro de você!
E por que você tá fazendo isso contigo?
Põe essa criança pra fora, dá vida, que ela tá gritando por socorro!
É possível, tudo é possível!
Tem que terfé, tem que ter muita fé!
E você é linda, é bela, o seu corpo é um templo...
é um templo sagrado!
Lá na casa da minha mãe, eu acordei de repente...
eu levei um susto.
Eu tentei gritar...
mas o Sr. Cachaça começou a apertar minha garganta com força.
Aí eu fiquei quieta...
e ele só passando a mão...
só passando a mão.
Usou!
Porco!
Eu não conseguia nem me mexer, só me tremendo de ódio!
E você não contou pra sua mãe?
Coisinha pra mim, ele dizia.
Um dia, eu não esperava.
Eu...
Eu peguei a mão dele e botei no meio da minha xota.
"Na sua, seu cachaça!"
"Vadia!"
Ele me agarrou, eu mordi.
Aí ele bateu, bateu, bateu, bateu, bateu, me fudeu!
Só depois que eu fui agarrada pra fuder...
aí que eu...
Aí que eu comecei a entender as coisas, sabe?
Aí eu... Aí eu comecei a ter consciência.
Aí...
Eu fui embora de casa...
caí no mundo.
Quantos anos você tinha?
Catorze!
E você nunca mais viu a sua família?
Nunca mais.
Quer dizer...
De vez em quando, pesadelo, né?
Você quer ajuda?
Eu quero!
Expulsai, Deus, expulsai todos os espíritos malignos...
maledicentes, fraudulentos e corruptores que a cercam.
Expulsai todas as suas doenças...
expulsai todas as suas dores.
Expulsai, Senhor, todos os seus terrores...
e todos os seus vícios.
Senhor, libertai-a, libertai-a, meu Deus!
De todos os espíritos sanguinolentos que a cercam...
pois estão cheios de malefícios, em cujas mãos direitas...
estão cheias de suborno, meu Deus.
Libertai-a de todos os pecadores que a cercam.
Senhor, só Tu, com Teu poder, com Tua bondade...
com Sua espada flamejante pode libertá-la...
de todos os cães que a cercam, meu Deus.
Pois Tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade...
nem contigo habitará o mal.
Libertai-a, meu Deus...
libertai-a desses espíritos corruptores, libertai-a de todo malefício.
Libertai-a, meu Deus...
para que ela possa servi-Lo na eternidade.
Ajude-a, Senhor, e purificai-a, purificai-a, Senhor.
Deus Pai, Todo Poderoso...
com o seu poder, com a sua força...
e com a Sua bondade, meu Deus, dai-lhe a energia suficiente...
para superar esse momento tão terrível na sua vida...
para que essa possa vir a servi-la em toda sua plenitude!
Deus Pai, Todo Poderoso!
Senhor, Deus Pai...
banha com Sua luz de cura, lave as suas mãos, meu Deus...
na sua inocência...
para que ela possa estar sempre ao Teu lado.
Ajudai-a, Senhor, ajudai-a, mais uma vez, obrigado!
Nós Te agradecemos, pela Sua generosidade...
pela Sua compaixão, pela Sua força...
e pela Sua proteção.
Obrigado, Deus Pai.
Mais uma vez, obrigado, Altíssimo.
Nós Te agradecemos pela proteção!
Nós Te agradecemos pela saúde!
Nós Te agradecemos pela justiça e pelo amor!
Por vosso amor.
Obrigada.
- Boa noite! - Boa noite.
"E levou-me em espírito para um deserto.
Viu uma mulher assentada sobre uma besta...
de cor de escarlate...
que estava cheia de nomes de abominações...
e tinha sete cabeças e dez chifres.
Essa mulher estava vestida de púrpura...
e adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas!
E tinha na sua mão um cálice de ouro...
cheio de blasfêmias...
e de imundice da sua prostituição!
E na sua testa estava escrito 'Mistério! '."
Meus irmãos e minhas irmãs, eu vi!
Eu vi, no deserto das nossas madrugadas, está mulher.
Denegrida, esfacelada, e estendi a minha mão!
- Oi! - Boa noite!
Surpresa agradável! Muito bom te ver aqui!
Pois é!
Você fala muito bem!
Muito obrigado!
Bom, essa é a nossa casa. Apareça quando quiser!
Já jantou?
Não.
Quer me acompanhar?
Pode ser!
Que bom! Vamos?
Tem um lugarzinho aqui perto, acho que você vai gostar.
Eu gosto de tirarfoto.
Fotografia?
É, mas nada demais também!
Eu tinha uma máquina, eu tive que vender, aí eu parei!
Estou faminto!
Vamos entrar?
É aqui.
Oi, boa noite!
Resolveu dormir na sala?
Vou fazer alguma coisa pra comer, você quer?
Você está com dor de cabeça?
Quer que eu pegue algum remédio?
Não.
Boa noite.
- Boa noite. - Oi... oi.
Não sei se você lembra de mim.
Eu saí com a sua amiga outro dia. A Lavínia.
Tô procurando por ela, você sabe dela?
Sei, não.
Ela desapareceu. Eu tô preocupado.
- Faz dias que eu não vejo. - Ah, é?
- Pô. - Bom...
- Obrigado então. - Nada, nada...
Que bom que você chegou!
Esse é o pastor Isaías que eu tanto te falei.
Essa é a Lavínia, pastor Isaías.
Muito prazer, a paz do Senhor!
Ele falava tanto de você.
Meu salvador!
Essa é um homem que está em viagem, em missão.
Missionário.
Não esquece o Salmo do Davi, o vinte e três!
"O Senhor é o meu pastor, e nada te faltará!"
Ele te guardará a vida do missionário Ernani.
Aleluia.
Fala do seu amor por você.
De ter arrebentado grilhões, derrubado a escravidão...
a miséria.
Você é um novo homem.
Planta-te o bem...
e colherás frutos saudáveis.
Eu tô de partida.
Pastor Isaías, muito obrigado pelas orientações...
muito obrigado pelos seus conselhos.
Com a graça de Deus, vamos em busca da justiça.
Não precisa agradecer.
Ore, ore e cante...
cante com essa linda voz que o Senhorte deu!
- Tá? Faz Aleluia! - Aleluia!
Prazer.
Ele vai precisar muito de você, hein, moça.
Deus te guarde.
- A paz do Senhor, irmão! - Paz de Deus!
Ele tava falando de uma viagem?
É...
vou ter que mudar de cidade.
Quer ir comigo?
O que que eu vou fazer lá?
Vai ser a minha mulher.
Você nem me conhece direito.
Me deixa conhecer?
Eu vou trazer para vocês...
a mulher que vai virar peixe: Macaxeira Jackson.
Palmas para ela, pessoal!
E nesse momento, eu vou chamar...
que apareça aqui, com a ajuda de vocês...
o espírito do Benjamim Galo.
- Benjamim Galo! - Benjamim Galo!
Se você é uma alma penada...
Se você é uma alma penada...
- do outro mundo! - Do outro mundo!
- Apareça! - Apareça!
Olha lá. Nesse momento...
ela já está virando peixe!
Era isso que vocês esperavam?
Vejam agora!
Pode destapar a cara. Tá com medo, né?
Agora é tarde!
Ela já está virando peixe!
Apareça e vira peixe!
A mulher que vira peixe!
Esse é o número internacional!
- Onde você tava? - Onde eu tava?
Eu tava pensando em você.
Que surpresa mais deliciosa!
Minha... minha musa, meu amor.
Cauby. Vamos, vamos entrar.
Lavínia, Lavínia...
Eu vou embora daqui...
eu vou embora.
Liberdade aos pardais selvagens.
Minha musa inspiradora.
Deixa eu te dar um beijo no meio da rua, Lavínia.
Para, Cauby!
Vou te beijar no meio da rua, porra.
O que é que há? A gente se ama, cara!
Uma paixão dessa... olha essa luz!
- Você tá bêbado. Vamos entrar. - Eu não tô bêbado.
- Eu tô lúcido! Eu tô lúcido! - Vamos entrar?
- Eu tô lúcido! - Vamos entrar?
Vamos dar um beijo, eu entro.
Tá?
Aqui, ó.
Não, vamos entrar! Vai!
Você quer que eu entre?
Quer? Sua danada!
Para!
Vem.
Devagar.
"Com que traço se desenha o corpo...
e a tesura e beleza dessa mulher?
Talhada na luz penetrante da costela, respirando a memória da pele.
O tom que desenvolve e a textura que desperta.
Num olhar cacimba donde o fundo...
nos hipnotiza...
e nos lançamos ávidos pra beber da carne dessa dona.
A mulher da terra, úmida e delirante...
do útero axis-mundi, o trópico radiante do magma.
Do rio composto, o volume.
Buceta Amazônica."
Muito bom, cara!
Muito bom!
Pra quem não gosta da fruta...
tu tava bem inspirado! Falou bonito.
Cauby, faz um favor pra mim.
Pega aquele envelope que tá ali em cima da mesa, porfavor.
Cá está!
É essa a minha inspiração, Cauby.
Como você conseguiu isso aqui, Viktor?
Veio um homem aqui e me mostrou essas fotos...
e perguntou se eu queria comprar.
Que homem?
Esse cara roubou essa porra da minha casa, Viktor.
- Quem é esse cara? - Foi isso que eu pensei, Cauby.
Eu não posso dizer quem é, as fontes eu não posso dar.
Aliás essas fotos são lindas, ela é uma gata.
Você devia publicar essas fotos!
- Quanto você pagou nisso aqui? - Não, esquece isso!
É um presente meu, em consideração à nossa amizade.
Puta que pariu. Caralho!
Cauby, cuidado, hein?
Esse cara pode ter mostrado essas fotos pra outras pessoas.
Esse cara mostrou essas fotos pra você, Viktor!
Consegue imaginar alguém pior?
Merda!
Cauby...
"Santa é a carne que peca."
Tá gostando do carinho da Lavínia?
Lindaço!
Tá tranquilo.
- Aqui, ó. - Diga, rapaz!
Olha, cuidado com o rabo dele que, às vezes, ele dá uma lambada, aí!
Quais são seus perigos?
Pois é...
São alguns.
É?
É por isso que eu vou embora, Lavínia!
Vem comigo?
Vamos?
Não posso.
Por que você não pode?
Eu não posso fazer isso com ele!
Ah, Lavínia, larga esse cara, vai!
Esquece! Já viveu essa história, entendeu?
Já viveu isso, Lavínia.
Agora a gente tem uma outra coisa, vamos embora daqui, vamos...
Vamos viver a gente, Lavínia! Agora, nós dois aqui!
Você tá presa a ele, é isso?
Vamos embora comigo, vai?
Vamos embora daqui juntos, Lavínia.
Eu não posso, não posso!
Você não pode ou você não quer?
Fala pra mim, você não pode ou você não quer?
Eu não posso. Eu não quero.
Mater Matuta Mãe
Terra... serpente
Lua fecunda Mãe
Mulher semente
Terra pura
Fogo dura
Mater Matuta
Era elo, era pacto, era transe
Era a eternidade
Os tambores do planeta Estavam calados
Num minuto de silêncio
Que já durava milênios
Tão ancestral Tão semente
Tão futuro
O fundamento
E toda a energia da conta Se concentrou
E se multiplicou Nesse imenso colar
Que hoje somos nós
...de ser bem consciente da causa que nós estamos defendendo.
A urna vai chegar à nossa comunidade...
e vocês têm o direito de responder...
sim ou não.
Se você é a favor dessa emenda constitucional...
do limite de terra no Brasil, você tem que votar "sim".
Isso é violação de direito que o governo coloca...
pra cima de nós hoje.
Violando nossos direitos como cidadões brasileiros...
que lutamos por querer a terra, pra trabalhar...
pra defender.
Porque hoje o rio Arapiuns, a cada ano que passa...
vai diminuindo o seu volume de água.
Porque as grandes madeireiras estão lá, elas vão com toda certeza...
desmatar, estão desmatando as nascentes do rio Arapiuns.
E amanhã vem a soja...
hoje tão jogando veneno nas madeiras pra matar...
pra não nascer, pro bicho não atacar.
E esse veneno tá descendo no Rio Arapiuns.
Isso aqui pra nós é causa... causa de revolta.
Isso tudo por causa de um governo que, na verdade...
é o mais latifúndio do que os madeireiros.
Que olhou no Pará...
diante de imensas áreas de terra...
de 381 mil hectares de terras como tem na Nova Olinda...
e dizer isso aqui eu coloco a mão, isso aqui é intocável.
E hoje não tem pena do povo que mora lá.
Ainda diz assim: "Olha, eu não concordo...
faço o plano de manejo pra Floresta Amazônica".
Um plano de manejo que eu considero...
como plano de manejo de destruição.
Quando eu fizer uma exposição com as tuas fotos...
eu vou te mandar um convite...
e você vai lá me visitar.
Tá?
Você tá me abandonando.
Então me pede pra ficar, Lavínia, me pede pra ficar.
Eu não posso.
- Eu não posso. - Me pede pra ficar, Lavínia.
Eu não posso.
Para, para.
Eu não posso!
Calma, Lavínia. Calma.
- Me solta. - Calma!
Me solta! Solta.
- Solta. Solta. - Calma!
- Calma, meu amor, calma! - Me solta!
Para, Lavínia! Para!
Para.
Desculpa, Lavínia. Desculpa!
Desculpa.
- Calma. - Sai!
- Eu não vou te machucar. - Sai!
Eu vou pegar uma água pra você.
Calma, Lavínia!
Lavínia.
Puta que pariu!
Lavínia!
Polozzi.
Cauby!
Desculpa te tirar da tua casa uma hora dessa, cara.
Tranquilo.
Tenho péssimas notícias pra ti.
Teu amigo Viktor se matou.
É, foi brincar de Judas...
amanheceu balançando ali no parquinho.
Deixou um presente pra ti.
Tem uma dedicatória.
Posso?
"Ao meu amigo Cauby.
Fuja e leve a dama com você.
Love, Viktor Laurence."
Tá fugindo de quê, Cauby?
Fugido de nada.
Tô indo embora porque eu quero.
Que dama é essa?
Não sei, tem dama nenhuma.
- Isso é poesia do Viktor. - Sei.
Cuidado aí, hein, rapaz!
Não vai te meter em encrenca, não.
Tá tranquilo, Polozzi, relaxa.
Essa cidade é mais perigosa do que você pensa.
Por muito menos, já aconteceu muito mais aqui.
Você acredita que uma vez chegou um cabeleireiro aqui na cidade...
desses com cadeirinha, secador, almofadinha.
E tinha uma mina com um cabelão, bonito...
preto, até pra baixo da bunda assim!
Chegou nele e falou: "Corta o meu cabelo Joãozinho".
E ele cortou.
Quando terminou de cortar, ela arrumando o cabelo...
falou pra ele: "Meu marido vai te matar...
meu marido falou que vai matar quem mexer no meu cabelo".
Que história doida é essa?
Vaza, Cauby, tão querendo te fazer...
ou você vai querer virar jornal pros outros lê?
Vem cá, Chico. Abre o jogo, que história é essa aí?
Papo brabo.
Cauby, quem sabe de si é si.
Sai fora.
Lavínia.
Ô, Lavínia? Lavínia!
Que houve, meu amor?
Pensei que você já tivesse ido embora.
O que que é isso?
Vem cá, vem!
Vem cá! Vem comigo, vem.
Você quer deitar um pouquinho, quer?
- Tô com frio, Cauby. - Tá com frio?
Pera aí, pera aí! Eu já venho.
Aqui, ó.
Que pena que você tá fugindo, Cauby!
A gente já conversou sobre isso, Lavínia.
Eu não acho que eu tô fugindo.
Quando é que você vai?
Eu vou embora hoje.
Eu tô com tanto medo.
Medo de quê?
Do que pode acontecer.
Posso tirar uma úItima foto sua?
Foto de despedida.
Vem.
Eu tô esperando um filho teu, Cauby.
Como é que você sabe que é meu?
Desculpa!
Desculpa!
Lavínia.
Ele não pode terfilho.
Meu amor!
Meu amor!
AMO VOCÊ
- Açúcar? - Não, não!
Assim tá bom.
Obrigado.
E aí, Cauby?
Não tava de mudança?
Resolvi dá mais um tempo por aqui.
Você tá encrencado, hein, meu amigo?
Não diga.
Uma notícia de úItima hora.
Pastor Ernani levou farelo...
essa madrugada.
Um devoto da Igreja tinha uma reunião com ele...
encontrou o corpo logo cedo.
E a mulher dele tá sumida.
Cauby...
tu tem alguma coisa a ver com essa história?
Não.
Como a mulher dele desapareceu...
achei que, de repente, ela pudesse estar por aqui.
Tem aqui a úItima herança do Viktor Laurence pra você.
Viu como a dedicatória fazia sentido?
SANTA É A CARNE QUE PECA
Você acha que eu tenho que arrumar um advogado?
É a coisa mais sensata que tu pode fazer.
Ou é melhorfugir?
Decretaram a tua prisão preventiva, Cauby.
Tu vai ter que passar uns dias lá no meu hotelzinho.
Mas eu não fiz nada, Polozzi. O que que há?
Podia terfugido enquanto dava tempo, cara.
Pra que eu ia fugir, porra? Eu não fiz nada, cara.
Comer a mulher dos outros não é nada de errado, porra?
Ah, que papo é esse, cara? Moralismo agora, Polozzi?
- Ainda mais você. - Parece adolescente, rapaz.
Se empolgando com mulher casada!
Polozzi, eu conheço a Lavínia.
Ela não ia fazer uma merda dessa, cara!
Fez. Fez, sim.
Matou com raiva, dois tiros na cara.
Tem uma outra coisa...
andam dizendo por aí que tu recebeste a visita...
de um pistoleiro conhecido na região.
Que pistoleiro?
Chico Chagas.
Chico Chagas.
Chico Chagas mata é de rir.
Aliás, sabe o que o Chico Chagas veio falar comigo?
- Não fala nada. - Não, sabe o que...
Cala boca, rapaz!
Só te complica.
Cauby.
Teu advogado tá aí.
Conseguiu a tua liberação.
Mas não vai sair da cidade, hein, Cauby!
Eu sou a terra Que os teus pés descansa
Eu sou a terra Que os teus pés descansa
Eu sou a vida Do teu alimento
Eu sou a vida Do teu alimento
Eu sou os olhos Dessa grande luz
- Assassino, covarde! - Ai, para!
Fala, Cauby.
Tá ruim, hein?
Quer sentar?
A gente pegou o cara que matou o pastor Ernani.
O pastortava fazendo muita agitação na comunidade...
deram um cala boca nele.
E eu que não tinha nada a ver com isso, acabei perdendo um olho.
Tudo te incriminava também, né?
- Devias terfugido. - Que fugir, Polozzi!
Não sou bandido pra fugir, porra!
Faço mal a ninguém, caralho.
Tem sorte de tá vivo ainda, cara.
Tu acha mesmo que eu tô vivo?
Olha, assim que tu tiveres condições...
arruma tuas coisas e vai-te embora, cara.
Aproveita que tu tens um olho ainda pra enxergar o caminho...
e vai embora.
Não vou embora daqui, não, Polozzi.
Por que não?
Aquela mulhertá morta, cara...
senão, ela já teria aparecido.
Então me mostra o cadáver dela.
Eu quero ver o cadáver dela, Polozzi.
Olha, querida, quem veio te ver.
Lavínia...
Tudo bem, Lavínia?
Oi!
Me chamo Lúcia.
Lúcia...
Olha o que que eu trouxe pra você.
Posso pegar sua mão um pouquinho?
O que que foi isso?
Eu levei uma surra...
me bateram legal.
Por quê?
Por causa de uma mulher.
Bateram nela?
Com ela foi bem pior.
Ela morreu?
Ainda não sei.
Você não sabe onde ela tá.
Sei.
Só não tô ainda conseguindo falar com ela.
Lúcia, tem um desenho que você acha mais bonito pra gente fazer?
Não sei.
- Não sabe? - Não.
Olha, faz esse aqui, acho que vai ficar legal.
- Posso dar uma sugestão? - Pode.
Eu acho que essa vai ficar linda.
- Essa aqui? - Isso.
Olha aqui. Você gosta, Lúcia?
Bonito.
- É bonita? - É bonita.
Então é essa mesmo, manda brasa, que tá aprovado.
Qual é sua cor preferida, Lúcia?
Posso dar uma opinião?
Vou fazer uma rosa vermelha, vai ficar linda.
Vermelha.
Olha que lindo.
Legal, né?
- Querfotografar? - Não.
Quer um sorvete?
Quero.
- Quer? Sorvetinho de açaí? - Quero.
Vou lá pegar pra gente. Segura pra mim?
Já venho, tá?
Delícia!
Queria que você trouxesse a foto que tirei de você.
Pode deixar, eu vou te trazer uma cópia.
Vou querer mostrar meu namorado pra todo mundo.
Tá bom!
Vou sentir saudade.
Eu também.
Lavínia.
BASEADO NO LIVRO
"EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS"
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