All language subtitles for Le Soldatesse (1965) WEBRip Oldies

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

''No dia 28 de outubro de 1940, Mussolini...

para apoiar as vit�rias do aliado alem�o na Europa...

declarou guerra � Gr�cia...

seguro de que esta se renderia em poucas semanas...

e assim homens de bem e de uma antiga civiliza��o...

confrontaram-se ferozmente nas montanhas do Epiro.

O ex�rcito grego resistiu heroicamente...

e, no fim do inverno, revidou com um furioso contra-ataque...

que recolocou a linha da frente em territ�rio alban�s.

Foi um longo, tr�gico e in�til massacre, que custou...

23.755 mortos...

50.870 feridos...

12.268 congelados, dos quais...

mais de 3.000 foram submetidos a amputa��es.

Apesar disso foi uma guerra vencida.

Sob a press�o insuper�vel das colunas alem�s...

que acabaram intervindo a Gr�cia capitulou no dia 22 de abril de 1941.

''MULHERES NO FRONT''

Primeiro pelot�o! Primeiro pelot�o!

Avan�ar e descer em dire��o � cidade.

Primeiro pelot�o! Primeiro pelot�o!

Um ano depois...

o povo grego estava de joelhos.

A fome, as priva��es e as epidemias.

Haviam cavado um profundo sulco de dor e humilha��o...

bem mais grave daquele j� t�o sangrento...

tra�ado pela guerra.

N�s ajud�vamos como pod�amos...

mas n�o era nada.

Uma gota num mar de l�grimas...

e t�nhamos consci�ncia disso.

Nenhum valor conseguia resistir...

frente ao espectro da fome...

e o p�o, lo ''ptsom�''...

tornara-se a �nica moeda de troca...

a chave irresist�vel que abria qualquer porta grega.

Para mim, subtenente de complemento...

enviado para apodrecer �s margens de um lago...

na fronteira albanesa desde o fim das opera��es...

ir de licen�a para Atenas...

havia, aos poucos, perdido todo o interesse.

Era uma cidade de mortos.

Um grande cemit�rio clandestino...

onde ocorriam espet�culos repugnantes...

aos quais ningu�m podia dar um fim.

Assim, eu n�o via a hora de ir embora.

At� um caminh�o. Qualquer coisa serve.

� que o senhor vai para o norte, tenente...

Bem, arrume o que puder o quanto antes.

Tem um, mas vai ficar aqui no Pir�u, outro...

Ah! Mas o senhor, tenente, vai voltar para Ocrida...

Ent�o, est� bem, consigo um caminh�o...

mas vai ter de se apresentar antes ao Col. Gambardella.

-Por qu�? -N�o sei.

Mas se aparece um oficial com destino para aqueles lados...

tenho ordens de mand�-lo logo falar com ele.

Entre.

Um momento.

�... � dif�cil.

Quem � voc�? O que quer?

Tenente Martino, �s ordens.

Meu caro amigo, eu n�o tenho tempo.

Lamento, mas no centro automotivo pediram para eu me apresentar aqui.

Eu preciso ir para Ocrida e o sargento...

Ah! Para Ocrida! Por que n�o disse logo, meu filho?

Venha comigo.

lsso.

Quanto tempo de servi�o tem?

28 meses.

-� solteiro? -Sim, senhor.

Em conformidade com o disposto...

pelo Comando de Ocupa��o na Gr�cia...

os auxiliares do ex�rcito usufruir�o...

de um soldo di�rio de 4 liras...

da alimenta��o regular da tropa...

e da possibilidade de comprar o estabelecido...

no espa�o da pr�pria se��o.

Vamos come�ar a distribui��o de v�veres para 3 dias.

Antea Creriesa.

Aspasia Anast�sio.

Satula Emantri.

Sofia Karamicali.

N�o, chega. O combinado � mais.

L�dia Uraki.

� a comiss�o.

De lata em lata, a piranha, no fim da guerra...

comprar� um bordel de tr�s andares.

-Ebe Bartolini. -Presente.

Sou italiana, coronel. V�neta.

J� estive na Abiss�nia e na Espanha.

Promovida na cama ao m�rito de meretriz.

Olhem quem fala! V� se danar!

Eftikia Damidatis.

-Venha! -Eftikia Damidatis.

Pego as coisas da minha amiga Eftikia e as minhas.

Est� bem, pegue.

-Voc� � Eleni Carabolis. -Sim, sou eu.

D�-lhe uma dupla ra��o.

Obrigada.

Quantos anos voc� tem?

E voc�, quantos anos me d�, coronel?

Mais ou menos a mesma idade da minha neta.

-J� acabou. -Sim, senhor.

Tudo em ordem.

Est� bem.

� isso! 1 1 recrutas e uma gloriosa veterana...

para entregar nos nossos prost�bulos militares daqui at� Ocrida.

O sargento Castagnoli conhece o caminho como suas m�os...

e lhe ser� �til porque tem uma experi�ncia incr�vel.

Bondade sua, Sr. Coronel.

Tem tudo aqui: itiner�rios, instru��es, atestados m�dicos...

e folha de registro das mo�as.

A partir de agora, ficam vinculadas como auxiliares do nosso ex�rcito...

e voc� � respons�vel por elas, entendeu?

Bem, eu n�o recebi ordens.

E para uma miss�o do g�nero, sem instru��es precisas...

� o que estou fazendo: dando-lhe instru��es.

N�o est� satisfeito? Uma bela viagem, em boa companhia.

Todas as mo�as v�o contentes com os italianos.

Venha c�. N�o consigo entend�-lo.

Voc� � volunt�rio?

Sim, senhor.

E talvez at� seja fascista.

Eu n�o ligo para pol�tica.

Ou�a com aten��o...

e n�o me interrompa...

pois quando falo demais fico com asma.

Quando eu estudava e voc� n�o era nem nascido...

os ilustres professores nos ensinavam...

que este pa�s era o ber�o da civiliza��o...

e que hoje ser�amos b�rbaros sem o ideal de beleza...

intu�do pelos antepassados destas desgra�adas.

E quando esses professores, entre 1921-1924...

foram espancados, humilhados e exilados...

�ramos fracos para mexer um dedo e � por isso...

que voc�s foram ensinados, apanhando feio nas m�os.

Quando um professor burro diz que quer lacerar os rins...

de um povo de joelhos...

que a dignidade est� entre as n�degas de suas irm�s...

e que as putas s�o para usar no escuro...

n�o para levar para passear como seres humanos.

E ent�o?

Ent�o � o que voc� merece porque esta � uma ordem.

E se quiser pode mudar de se��o.

Sim, senhor.

Se n�o lhe sou mais �til, tenho algo para fazer.

Fique � vontade.

A partida � amanh� �s 9h00, do centro automotivo.

-E boa viagem. -Agrade�o.

Ei, voc�! Tire essas coisas da�, que o cantinho � meu!

Fique calma, queridinha! Entendi seu jeito e na primeira parada...

Lamento, mas j� escolhi minha parada.

Eu tamb�m, a primeira!

-Sargento, estamos prontos? -Prontos, Sr. Tenente.

Panaiota!

Panaiota!

-Segure aqui! -Venha, conosco!

-O que est� acontecendo? -Come�amos bem.

Deve ser a patriota.

� melhor deixarmos essa para tr�s o quanto antes!

Pare um instante. Vou ver.

O que est� acontecendo? Ei! Ei! Quem � essa a�?

� melhor voc� ir embora!

Quem � ela?

� a irm� da Tula. Pulou de um jeito...

que poderia ter quebrado o pesco�o. Quer ir tamb�m.

Ela que des�a! J�!

Voc�, suba e a fa�a descer.

� melhor descer para n�o piorar as coisas...

-e n�o me comprometer. -N�o!

-Largue-a! -Mas deixe-a ficar...

Tire as m�os dela!

Sr. Tenente, deixe-a ir! Sen�o vai come�ar a bater perna...

-e ser� muito pior, coitada! -Des�a! E sem mais conversa!

O que � isso?

Voc� enlouqueceu?

-Quero ficar. -Eu vou embora ent�o.

Eu vou embora ent�o.

Voc� a�! Venha c�!

Volte para o caminh�o!

-Ande! -Sr. Tenente! E ela?

Deixe-a ficar. Ser� problema dos carabineiros...

no primeiro posto de parada. Des�a! Vamos embora.

Voc�, n�o se mexa!

Castagnoli, vamos!

Vamos!

Sr. Tenente!

S�o 12 mulheres?

Sim, mas tem uma mais que n�o faz parte do grupo.

Subiu escondida. Mande-a descer.

Diga-me qual �.

Mostre-a para ele.

Sr. Tenente, j� que est� indo para o norte...

e se n�o se importar, chegou um major da mil�cia...

vindo da lt�lia, com destino a Porka. Poderia lev�-lo?

Desde que se adapte!

Vai se adaptar com certeza!

-Para os bord�is italianos? -Sim.

-Quantas? -12 mulheres.

Sr. Tenente, se ele perceber que s�o 13 mo�as...

ser� um problema daqueles!

Deu certo.

Muito bem.

-Vamos partir! -Espere!

Vou chamar o major. Um momento.

Tenente Martino.

Sr. Alessi, obrigado pela hospitalidade, tenente.

Na lt�lia, falam de guerra rel�mpago...

e eu estive 4 horas parado l� dentro.

O que est�o transportando?

Recrutas para os bord�is militares.

Sim, o soldado italiano suporta todas as priva��es...

mas essa, n�o!

Suba as minhas coisas, mas com cuidado...

que algumas s�o bem fr�geis! Acomode-as bem!

Sim, senhor.

Sr. Tenente, n�o cabem quatro pessoas na frente.

Acomode-se na frente que eu vou atr�s.

N�o!

Est� bem, como queira.

A viagem � longa, precisaremos nos revezar.

Ah! Tenente!

Por favor, o meu lustre! Cuide dele!

Pode deixar!

Cuidado com os p�s, Sr. Tenente!

-Boa viagem, Sr. Major. -Obrigado.

-Podemos partir? -Claro, claro. Por que n�o?

Liberem o caminho!

Ei, voc�! Saia da�, venha.

Acabamos adotando-a, Sr. Tenente. N�o �?

At� que algu�m a descubra, pelo menos ter� o que comer.

-O que ela disse? -� a Eftikia.

Ela pergunta se voc� tamb�m vai tomar a latinha dela.

Como a Sra. ''Metress''.

-Como aprendeu italiano? -Estudei latim.

Depois estudei tamb�m italiano...

porque para mim era muito f�cil.

A l�ngua italiana vem do latim...

-e o latim do grego. -Eu sei.

A Eftikia tamb�m esteve na mesma escola...

mas ela � melhor, � mais estudiosa.

-Fala italiano muito melhor. -� verdade?

-Sim. -Sr. Tenente, tamb�m falo italiano.

E morei mesmo na lt�lia, em Bari.

Morei l� com minha fam�lia durante 5 anos.

Fomos repatriados devido � guerra.

Muito bem.

O que tem, tenente, n�o gosta da nossa companhia?

Sabe que na Gr�cia antiga o nosso of�cio era muito, muito honrado?

-E desde quando o exerce? -Eu me alistei h� apenas 3 dias...

mas h� mais de 1 ano que cobro.

N�o como uma verdadeira profissional, mas quase.

E ela?

Ela se alistou h� 3 dias tamb�m, mas � diferente de mim.

Est� sempre pensando. Quase nunca fala.

Eu espanto os pensamentos. N�o servem para mais nada.

E eu j� tive um grande amor.

-Era grego? -Era ingl�s, louro, muito magro.

Foi ele que me deu o sobretudo.

-Onde ele est� agora? -Morreu.

-Como? -Voc� sabe muito bem.

Mas para que tantas perguntas, tenente?

Responder � muito perigoso.

Se algu�m fala: Ta-ta-ta-ta-ta-ta-ta!

Mas os italianos n�o fuzilam ningu�m!

N�o se sabe, n�o d� para entender.

Eu n�o entendo os italianos.

Alguns dizem: vencemos. Outros dizem: perdemos.

T�m medo. Que loucura!

Explique-me uma coisa.

Por que esse a� usa a camisa preta e voc� n�o?

Explique-me.

Ah! Uma vez, vi um italiano...

que cuspia na fotografia de Mussolini...

e outro, que estava perto, logo em seguida, com for�a...

lhe deu um soco na cara. Foi uma luta terr�vel.

O mais velho chorava. Est�vamos os tr�s nus.

O velho procurava seus �culos...

e chorava. Tinha a barriga branca.

Minha nossa! Ou�a, querida...

vire-se para tr�s ou vai se sujar toda! Vire-se!

O que tem a mo�a? Est� por acaso chateada...

porque me sentei aqui, no lugar do tenente?

O que � isso! N�o � nada com o senhor.

� s� um pouco selvagem.

Olhe bem para ela.

Chegue para l�!

-O que � isso? -Fique quieta.

Precisa lhe co�ar o rosto como se faz com as gatinhas.

-Se for preciso, eu co�o! -Onde vai colocar as m�os?

Que for�a voc� tem! � de ferro!

Deixe-me!

Fique um pouco quieta! Quieta!

Sr. Tenente!

N�o pare aqui. � melhor lev�-las um pouco adiante.

Se as tropas virem as mo�as, v�o com�-las vivas.

Estamos na seca h� quinze dias.

Pare l� atr�s, numa pra�a.

Vou mandar o sargento m�dico. Ele cuidar� delas.

-Sim, senhor. -Adeus.

Bem vindo, Sr. Major. Estou com a guia de recep��o.

D�-a ao tenente no caminh�o. Ele � o chefe da miss�o.

-Eu sou passageiro. -Pe�o que me desculpe.

Sr. Tenente, tenho a guia de recep��o para duas mo�as.

Eu sei.

Quem prefere ficar aqui?

Sr. Tenente...

a Efig�nia n�o pode continuar a viagem. Est� sofrendo demais.

N�o � melhor ficar, por ela e por todas n�s? O que acha?

Est� bem. Des�a, ent�o!

-At� mais. -V� com Deus.

Olha a sacola.

-Fiquem com Deus. -At� um dia.

Boa viagem.

Precisam ficar umas com as outras.

Bem, posso cuidar disso, se quiser.

Claro. Tratem entre voc�s.

-Onde � a reuni�o dos oficiais? -No comando, Sr. Tenente.

Logo no t�rreo.

Partimos dentro de uma hora. Fique de guarda no caminh�o.

-D� comida para as mo�as. -Fique tranquilo, Sr. Tenente.

Sr. Major?

-N�o vem almo�ar? -Sim, � claro.

Ou�a.

O que me daria se lhe deixasse uma ainda virgem?

Como a m�e a p�s no mundo? Um primor!

-E quem seria? -Sou eu!

Somos todas virgens! Gostosas.

Mas � poss�vel na sua idade, n�o sabe...

que problemas podem provocar as virgens?

Cale a boca!

Sen�o cuido de voc�!

Entendeu?

E a�, lhe interessa ou n�o? D� mais cr�dito �s palavras de uma vadia...

-ou ao que est� escrito, Castagnoli? -Lamento, mas...

Ent�o, vou escolher e vai ficar com a que eu lhe der.

Voc� fique quieta. N�o a deixo ficar. Fique onde est�.

-Voc�! -Eu, sargento?

N�o, voc�, a outra!

-Eu? -Sim.

Concedida ao senhor.

A farra come�a em uma hora.

-Gar�om! -Quantos s�o?

Comece sem demora! Sirva logo as senhoritas e bem.

O que quer beber?. O que quer beber?.

Vinho! Vinho tinto que nem sangue!

Convidadas da reuni�o dos oficiais!

-J� sabia! -O qu�?

Ei! Vamos com isso!

Ou�am, eu estou pronto para o primeiro turno!

S� faltava!

Aqui fala a R�dio Fama.

Prosseguimos o programa de m�sica suave, transmitindo...

Engordam-nas como os patos de Estrasburgo!

-Eftikia, pegue a faca. -N�o. N�o � preciso.

Tula, passe o p�o.

-Quer um gole? -N�o.

Ah! Est� ofendido?

Ra�a de idiota violento! Deveria me pedir desculpa.

E a�...

� para beber juntos...

ou para quebrar sua cabe�a?

Cuspiu l� dentro?

Que � isso! Beba, tolo!

S� um gole.

Pegue, � sua!

O senhor que se sirva!

Castagnoli!

-O que aconteceu? -Uma for�a maior!

O que significa?

-For�a, Major! -Obrigado!

Volte aqui!

-Ela como se chama? -Tula!

Tula! Volte aqui!

Venha!

Vamos!

Tula!

Tula!

-Quem o mandou parar? -Aquele senhor.

Aqui, s� eu que mando!

Eu sei, mas pensei no fogo.

Quem pode aguentar um senhor com fogo?

Sr. Tenente, podemos aproveitar a parada for�ada?

Sim, est� bem.

Obrigada.

Venha c�.

Cuidado, para que n�o voem!

O qu�?

Os enchimentos das calcinhas e do busto.

Meu cabelo n�o p�ra!

-�! Est� muito vento. -Ela quer esmalte.

Esmalte!

Castagnoli!

Buzine. Vamos partir.

Buzine, vamos!

J� chega.

Aqui estamos. Vamos partir?

Sr. Major, eu n�o havia dado ordens para parar.

Mas vamos, 10 minutos a mais n�o matam ningu�m!

Voc� a�, suba!

Vou esclarecer, at� porque esta � uma miss�o.

Claro! E ent�o?

Precisa me dizer se quer assumir o comando.

Ah, n�o! O que est� dizendo? N�o � o caso.

Ent�o, pe�o que se considere um convidado...

que ter� a aten��o devida, nos limites do poss�vel.

As mo�as e o sargento...

receber�o sempre e somente ordens minhas.

Lembro-lhe, tenente, que sou seu superior...

e que est� usando um tom que n�o...

Pe�o-lhe, Sr. Major, temos muitos quil�metros para percorrer.

Est� bem. Voltaremos ao assunto.

Voc�! L� atr�s com as outras!

Sim, v� para tr�s.

O que ele acha que fez, uma desfeita? Agora j� foi.

Eftikia. Eftikia.

Eftikia, for�a!

-� mal�ria? -Sim.

Como assim, t�o rapidamente?

Agora a doen�a chega a toda hora, Sr. Tenente.

Deem-me um cobertor.

-Est�o todas doentes? -Quase.

-N�o t�m quinino? -Quinino!

No m�s passado, em Atenas trocaram...

uma estola de astrakan por uma caixa de 4 carteirinhas.

Vamos cobri-la bem...

sen�o pode pegar uma pneumonia.

Castagnoli!

Uma delas tem febre. Tem quinino?

-N�o. -E o senhor, major?

Sim tenho. ''ltalquinino''!

-O qu�? -''ltalquinino''!

Sabe como chamam o ''ltalquinino''?

Lanche para pernilongos.

Tome. Tome!

D�-me �gua.

-O que est� fazendo? -Mas que boba!

Est�pida!

Para todas...

ou para nenhuma.

A mul�umana passou-a a outro qualquer.

Nesta zona, exorcizam o mal e se sentem de f�rias.

Ningu�m sabe o que � a guerra.

S�o pastores e, em casa, t�m um pouco de tudo.

Voc� est� bem. Promovida.

Ah! Esta parece mesmo mandada para o coronel.

Deixe-a para l�, n�o tem a papelada em ordem.

E o que custa, Sr. Tenente?

Vamos ao comando que eu resolvo tudo.

N�o. � melhor n�o.

-Poder�amos tentar... -Deixe para l�.

Sr. Tenente, se quiser...

eu resolvo isso, como foi de manh�.

N�o.

Sr. Tenente, o seu abrigo.

Mas vou precisar ficar com 3.

2 para os oficiais e 1 para a tropa. Est� sabendo, n�o?

Claro, sargento.

Gosto do senhor.

E a mim, n�o quer dar a honra de uma vistoria?

Voc�.

E a loirinha.

Permite uma jogada, capit�o?

Deixemos de tristezas, vamos!

Voc� tem a sorte de quem nunca joga.

Mas o que est�o fazendo � coitadinha?

Parece que passou por cinco guerras.

Deve ter bom car�ter para ficar aqui quieta e boazinha.

Uma vez, num bordel de Mil�o...

vi uma que descia as escadas fumando charuto, de smoking.

H� quanto tempo voc� n�o sai de licen�a?

At� j� me esqueci.

N�o exagere!

S�rgio, ponha-lhe um pouco de r�mel nos olhos.

Tenente! Voc� vem comigo?

N�o, lamento. Esta ainda n�o � para voc�. Tem de esperar.

Voc�, volte ao seu lugar.

Amigo, � uma antiga tradi��o do lugar.

Uma esp�cie de ''direito do comandante''.

Em cada bordel, um costume, caro colega.

-Mas como a conheceu? -Colegas!

H� mais na garagem.

-5, 6, 10! Um caminh�o cheio! -O coronel!

-Est�o de passagem. Partem amanh�. -Em sentido!

Fiquem � vontade. � vontade.

Aqui n�o h� superiores nem inferiores.

Aqui somos todos porcos, senhores oficiais.

Abram, mo�as!

inspe��o do Comando Parada! Sem medo, beldades! Abram!

Somos todos jovens com grandes esperan�as!

Somos todos oficiais! Querem se decidir?. Abram!

Por que esperam? Vamos arrombar a porta!

Porcos!

Ah! Boa noite, beldade.

-Veja quantas s�o. -Senhorita!

-Est� cheio de mulheres. -Acomodem-se, oficiais.

Para n�s, esta noite ou amanh� � a mesma coisa.

Mas uma de n�s tem s�filis.

Entrem agora, se quiserem.

-N�o! N�o a ou�am! -O que acha, tenente m�dico?

N�o sei. Eu j� examinei as outras.

Aqui, eu deveria examinar uma a uma. N�o estou nem a�!

Sim e, desse modo, l� dentro j� tomaram nossa vez!

Deixe-as para l�!

Sim, vamos embora! J� perdi a vontade!

Eu tamb�m n�o tenho mais.

N�o estou nessa.

Deixe para l�.

Quero que morra na desgra�a!

Obrigada.

Por mim, deixaria que entrassem, pobrezinhos.

Estamos aqui sem nada para fazer.

Seria at� um pequeno extra.

Ah! Sr. Tenente!

-Est� tudo bem? -Agora sim.

imagine! Se n�o fosse ela, que nos serviu de escudo...

a esta hora estar�amos

Procurem dormir, que amanh� partimos de manh� cedo. Certo?

Que bom.

Ah, Ebe!

Ou�a, resolvi a situa��o no comando.

Diga para Tula que a irm� est� com tudo em ordem.

Mandei fazer documentos para ela com o meu aval pessoal.

Tula!

Os documentos dela est�o em ordem.

Veja se a Panaiota est� bem.

O que quer?

Pensa que n�o sei por que n�o deixou que me pegassem aqui?

Quer que eu fa�a com voc� o que a Tula fez com o fascista.

Prostituta para a viagem.

Ent�o, na pr�xima parada, vou escolher voc�.

Ou ent�o vai me levar at� a �ltima parada.

Na sua cidade.

No seu bordel.

L� ser� meu dever.

Mas ficar� na fila como os outros.

Quando for a sua vez, vai me pagar.

Est� bem. Faremos como est� dizendo.

Pegue! Vim trazer o quinino, como voc� queria, para todas.

Eu lamento.

Acredite! Assim como as outras, eu estava do seu lado.

Eu sei.

De verdade.

Para voc� n�o � suficiente. N�o �?

Obrigada.

De qu�?

Pelo quinino e por Panaiota.

Est� rindo?

Ou�a, fiz uma declara��o falsa no comando...

para registrar uma mocinha.

E estava contente...

e corri para lhe fazer uma surpresa.

O que nos tornamos?

Eftikia talvez saiba e me veja da forma certa.

Tenente, voc� pensa demais.

N�o � bom.

Mas eu...

gostaria de fazer amor com voc�, sabe?

Como se diz?

Se voc� quer?

Ou se voc� quisesse?

-Para qu�? -Para fazer amor?

-Se quer. -Ent�o se quer...

eu fico contente.

O que tem?

O que n�o tem!

Aqui n�o tem uma alma viva!

Onde todos se meteram?

-Quem � voc�? Aonde vai? -Ten. Martino, de passagem � Ocrida.

Nem pensar, tenente. Estamos em estado de emerg�ncia.

N�o pode partir, por ora, sobretudo com essa carga.

-S�o prostitutas, n�o s�o? -Mas o que aconteceu?

Esta noite, os partigianos renderam o guarda do bordel...

e levaram as mo�as.

Os soldados foram rastrear a zona...

e se voltarem com as mo�as, muito bem...

sen�o ficamos com estas. Chegaram no momento certo.

Eu n�o tenho ordens para fazer entregas aqui.

Veremos. Por enquanto, v�o ficar...

e ningu�m desce do caminh�o at� eu voltar.

O ''bersalheiro'' est� um tanto excitado.

E a�, Sr. Tenente?

Tamb�m ouviram. Vamos esperar.

Que coisa! Levamos um ano para conseguir alist�-las...

e, de repente, elas nos s�o tomadas desse jeito.

N�o podem fazer isso comigo. O que est�o pensando?

-Eu sou italiana. -Sim.

Coloque um letreiro.

N�s, fascistas, somos os primeiros...

a serem mortos pelos partigianos.

� para estes casos que temos uma provis�o de estrelinhas.

Sim, claro.

Segunda patrulha!

Coloquem a primeira marcha!

Tenham cuidado!

-O que foi? -Algu�m disparou!

-Talvez dos telhados. -Procurem, depressa!

Voc�, v� para l�! E voc�s, para a mesquita!

Vamos, corram! N�o o deixem fugir!

Cerquem as casas! Revistem-nas!

Quero quem disparou!

Sargento! Algu�m fugiu daqui!

-E os outros! -Ali nos telhados!

Apare�am!

Entreguem o traidor ou mandarei queimar a vila!

Covardes!

Covardes!

Apare�am! Entreguem o covarde...

ou ter�o suas casas todas destru�das.

Se algu�m mais ousar nos desafiar...

se prepare para pagar um pre�o alto!

Vou explodi-los, com suas casas imundas...

seus vermes gregos!

Assassinos! Covardes!

Devido � situa��o, n�o os segurarei mais. Podem prosseguir.

-O senhor mandou-nos parar! -Agora ordeno que partam!

N�o percebeu que est�o disparando em voc�s?

Se j� est� assim, na estrada ser� pior.

Pelo menos, aqui estamos sob a sua prote��o.

Mas n�o posso proteg�-los! Tenho 15 homens...

e a vila pode explodir a qualquer momento.

As mo�as s�o um estopim aceso! N�o posso mant�-las aqui.

Capit�o, tem consci�ncia que nos est� enviando para morrer?

Levar�o 3 homens de escolta. E voc�s, tenente, quantos s�o?

Tr�s. Mas o senhor, major, pode ficar por aqui e esperar outro meio.

Que voc� acha que sou, tenente Martino?

Vou ficar ao seu lado, ali�s aproveito a ocasi�o para lhe pedir desculpa.

Est� empreendendo uma verdadeira miss�o...

e lamento se, por um momento pude consider�-la um simples passeio.

-Sem rancor, tenente. -Bem, vou chamar os homens...

de escolta. V�o subindo.

-Vamos, major. -Agora vou atr�s.

Fico com 2 ''bersalheiros''.

-O outro vai com voc�s. -Est� bem.

Conseguiram recuper�-las!

Os ''bersalheiros'' s�o sempre ''bersalheiros''!

Voltaram para casa!

Conseguimos lhes mostrar!

Miss�o cumprida, capit�o. Nenhuma baixa.

Muito bem!

-Chegaram na hora certa. -Ainda bem.

Ah! Desculpe, um momento.

Tenente, est� tudo em ordem! N�o vai precisar da escolta!

Fugiram para as montanhas...

mas uma companhia nossa est� atr�s deles! Boa sorte!

Eftikia, pegue.

Ah! Aqui est�o!

Que linda! Linda! Precisava se refrescar, n�o �?

Toda limpinha!

Que aposento apertado.

-N�o acha, Sr. Tenente? -N�o me parece.

Esperemos que d� para descansar.

De qualquer jeito, cem mil vezes melhor aqui...

que o lugar imundo que queriam nos dar na vila.

Fez bem em recusar.

Mas olhe s�!

N�o d� para ser mais bobo!

Com todo o respeito, claro.

Quer lav�-la?

Obrigado, querida. Lave! Lave!

Quer me dar sua camisa?

Amanh� de manh�, ela estar� seca.

Est� bem, obrigado.

Belezinha! Tamb�m quer lavar minha camisa?

Sim! Oh!

Voc� � refinada.

O que est� procurando? O trevo de 4 folhas?

''Raiz-forte'' amarga, a minha paix�o.

� boa com azeite.

Se me emprestar sua saladeira para temper�-lo...

deixo que o prove.

Agora a barba, um pijama lavado e a� vai...

Um pouco seca.

Est�pida.

O bilhete, senhor.

Tenho assinatura. Que espirituoso.

Oh! A Marquesa da Cuca Fresca!

Tamb�m desce em Budapeste?

Vamos, sente-se, bobo.

Aqui est� a saladeira.

Pegue, abra.

Estamos bem aqui.

Foi uma boa ideia.

J� viajou num destes?

� claro. Uma vez.

Com um velho...

que me atormentou a noite inteira.

Nunca, porca mis�ria! Quando voltar, agora que tenho um dinheirinho...

quero dormir num destes...

de Bari at� Brennero.

Pegue, misture.

Gosto deste quadro.

� o retrato de minha filha.

Nem pensar!

N�o se mexe!

Est� seguro!

Tem uma filha?

No Friuli, ela est� com minha tia...

que toma conta dela.

Quantos anos ela tem?

Quatro e meio.

O meu tem 6.

Voc� � casado?

N�o.

E a m�e?

N�o tem m�e.

Pegue.

Em outros tempos...

antes de dar � luz deve ter tido um belo peito.

Eu ainda tenho, se quer saber.

-Deixe-me sentir. -Tire as m�os, bobo.

Minha nossa! O que querem?

E a�, gente!

As putas est�o a�?

Que modo de falar � esse?

Venha j� aqui, se apresentar!

Ouviu?

Mexa-se! Venha aqui!

Que cafona!

Quem � voc�?

Primeiro Chefe de esquadra Ettore Minghetti...

-23a de Cavalaria. -23a de Cavalaria?

Medalha de ouro na Espanha.

Sou o Sr. Alessi, destinado ao Comando de Corcia.

Comandante.

� o tenente que est� no comando da expedi��o.

Explique-se calmo e com clareza.

E com educa��o. O que quer?

Desculpe. N�s estamos longe de Nausa...

e voltando de uma miss�o. Na vila nos disseram que as pu...

as senhoritas est�o no trem e assim...

viemos buscar o que nos � de direito.

-O que lhes � de direito? -A senhorita destinada a Nausa.

Faz 20 dias que dizem que ela chega amanh�...

e nunca chega.

Se a entregarem, ganharemos tempo e voc�s encurtar�o o caminho.

� verdade, Sr. Tenente. Pouparemos 90 km...

porque poderemos ir direto at� a fronteira.

V� buscar os documentos.

Ol�, beleza.

Aqui est�o.

Anastasia Aspasio, 22 anos, meia barese.

Amigos! N�o passa de uma vadia italiana. Que tal?

Deixe isso para l�! Basta que seja gordinha e gostosa!

Ettore, n�o seja traidor! Queremos que seja bonita!

Assine aqui.

Ettore, uma bonita! Queremos uma bonita!

Querem o qu�? Uma miss dos bord�is nacionais?

Tchau.

Tchau.

Estamos chegando!

Sejam competentes! E boa sorte!

Somos os ases do mosquete Parabonzi bonzibon

Do gracejo e do motete Parabonzi bonzibon

N�o deveria olhar os trens na guerra. Nos deixam tristes.

T�m esse efeito sobre mim.

N�o consegue dormir?

Eu tamb�m n�o.

N�o est� com vontade de conversar?

J� n�o falamos faz tanto tempo!

Conte alguma coisa.

Alguma coisa de voc�.

Quer saber o que eu sonhei?

Est� bem. Vamos ouvir o sonho.

Sonhei que a lt�lia estava ocupada por soldados...

gregos.

Meu irm�o levava no caminh�o...

as suas mo�as esfomeadas aos vencedores...

e uma delas era sua irm�.

Se �s vezes me esque�o e sorrio...

� s� porque tenho 20 anos.

Mas depois me xingo.

Quem �? Porca mis�ria!

Deixe para l�.

Como voc� gosta! Diga por que gosta! Diga!

Pegue! Ao diabo voc� e suas manias!

Tive de desmontar o vag�o!

Eu ouvi.

Acho que puseram isto antes...

e depois constru�ram o trem todo em volta.

Pegue.

Ah, n�o agrade�a! Poderia lhe fazer mal!

Lavei sua camisa. Estamos quites.

E ent�o?

O que est� fazendo a�? Decida: ou dentro ou fora.

Dentro!

Mas olhe, vou avisar...

n�o fa�o gr�tis desde os 15 anos.

Ah! Quer que lhe pague?

N�o. S� falei por falar.

Ah! N�o lembra mais como se faz?

N�o sei...

mas posso experimentar.

Eu lhe ensino.

Venha aqui.

-Tire as m�os da�! -Ent�o � verdade!

Tem as calcinhas recheadas de grana: na frente e atr�s.

Mas aqui tem uma coisa dura. O que �?

� meu tal�o de cheques.

Voc� virou um cofre, danadinha!

Quanto tem?

Conte voc�.

O que est� fazendo aqui?

Nada. L� dentro est� muito calor.

E voc�?

Eu tampouco.

N�o...

menti. Eu sa� porque o vi descer.

N�o falei nada a ningu�m sobre ontem � noite. Pode crer.

E nada direi desta noite, se quiser.

Sei que pensa s� em Eftikia...

ainda que fa�a amor comigo...

mas n�o importa.

-Eu sou inteligente. -� isso! Vou deixar para l�!

Ela tem �dio! � prostituta e odeia!

N�o, me desculpe.

E voc� quanto tem?

Mais ou menos o mesmo que voc�.

E onde guarda o dinheiro?

Um hotel n�o lhe interessaria?

N�o particularmente.

Que pena. Poder�amos ser s�cios.

Eu e voc�! S�cios!

Que gracinha!

Uma an�nima sem pudor.

Eu, chegando em Prato...

vou comprar dois teares...

para fazer tecidos ingleses: Kosich.

O Kosich ganhou milh�es.

� isso.

Como queira.

Em vez de uma sociedade, vamos fazer...

um pacto.

N�s nos equiparamos...

somos igualmente espertos...

temos a mesma grana...

e cada um de n�s tem um filho, ponto final.

Portanto...

o pior n�o pode acontecer!

At� a guerra acabar, ningu�m sabe o que pode acontecer.

Ent�o, se for minha vez...

voc� pegar� a minha grana para fazer o que quiser...

e cuidar� de meu filho.

Mas se for sua vez...

idem com batatas e tudo e cuidarei de sua filha.

Est� de acordo?

Ei!

-Ouviu ou n�o? -Sim.

E ent�o?

Voc� � uma boba!

Sabe o que � fome?

Fome de verdade?

Sim. Eu a vi.

N�o. Viu-a...

mas n�o a provou.

N�o � poss�vel resistir...

at� porque chega no fim da linha.

Em meio a um naufr�gio...

ou quando estamos perdidos no deserto...

temos apenas fome.

Mas quando tudo � por culpa dos homens...

como na guerra, na mis�ria...

quando n�o se tem nem mais trabalho, ent�o...

a fome chega sempre ap�s tantas outras dores.

Mesmo.

Sendo assim, � melhor morrer.

Conhe�o muitas que preferiram se matar.

A Eftikia tamb�m tentou.

Ela s� tentou...

porque teve medo e pediu ajuda.

Ent�o, eu a levei � senhora.

Eu j� havia me alistado.

Ent�o, ela assinou...

e a senhora deu-lhe de comer.

E por horas, muitas horas...

a Eftikia comeu, comeu, comeu...

Se voc� a tivesse visto...

teria chorado.

Mas agora n�o est� mais com fome.

Agora passou, j� n�o est� daquele jeito.

Agora, ela sofre porque precisa se desculpar sempre...

porque tem de dizer a si pr�pria...

''Tenho fome. Estou aqui somente porque tenho fome.

Eu tenho fome e eles me d�o de comer''. Entendeu?

Voc� diz que ela odeia...

mas n�o � voc� quem ela odeia.

Odeia a si pr�pria.

Avance!

Avance mais!

Os camisas negras.

S�o os de ontem, tenente!

Nossa Senhora!

Nossa Senhora!

-Fique quieta! -Tula! Tula! Tula!

Todos!

Todos assassinados!

Como p�de acontecer isso? Quem foi?

Quem acha que pode ter sido? Os partigianos!

Malditos!

Malditos! Uma emboscada! Trai��o!

Onde est� o tenente?

-Assassinados! -Procurem, rapazes!

O tenente est� aqui! Aqui! Eles o mataram!

Mataram todos! Todos!

Mais de 30! Temo que n�o haja sacos suficientes.

Vejam s�! S�o 30! Todos jovens! Recrutas!

N�o tiveram...

nem tempo para se defender.

Covardes! Assassinos!

E o comando est� fazendo o qu�?

Ningu�m se mexeu! Est�o dormindo? Onde est�o?

Est�o rastreando a zona.

Far�o repres�lias em todas as localidades vizinhas.

Eu tamb�m quero ir, quero estar presente!

-Onde est�o as brigadas? -J� lhe disse, major...

devem estar por a�, procurando pelas montanhas.

Somos do 3o. batalh�o de coveiros. Nossa tarefa � recolher os cad�veres.

Ving�-los! � preciso ving�-los!

Andem com isso!

Est� dormindo?

De quem � esta chapinha?

E voc�, tem o qu�? Mal�ria?

Quem dera!

Estou com medo! Medo, sim! Estou com medo!

Estamos indo ao encontro dos partigianos!

Dever�amos estar voltando!

Voltando ou indo em frente � a mesma coisa!

Podemos encontr�-los em qualquer lugar!

Se decidiram atacar, atacaram!

E por que motivo decidiram fazer isso?

Por causa das mo�as!

Tenho certeza que foi por elas!

Pare com isso! Voc� � um covarde!

Ah, n�o � assim?

Antes, o soldado no bordel.

Depois, fomos atacados no vilarejo.

-O que quer dizer com isso? -Agora isto!

Um monte de mortos com aquela l� de tr�s!

Estamos levando dinamite!

Diga ao tenente, Sr. Major, para que des�am aqui!

Vamos deix�-las todas aqui, e quem se importa!

Acelere! N�o fale! Trate de dirigir!

Vamos, acelere! Entendeu? � uma ordem!

O que foi, covarde?

Se n�o dirigir, vai morrer! Parta imediatamente!

-O que est� acontecendo? -Recusa-se a continuar!

-O que � isso, major? -N�o estou me recusando!

N�o consigo mesmo! N�o vejo a estrada!

A estrada! Eu vou lhe mostrar a estrada!

Calma, major! D�-me isso! E voc�, v� l� atr�s! Eu dirijo!

N�o vai ficar assim. Vou mand�-lo para a corte marcial!

V�! V� para l�!

Obrigado.

Viu? Quando o medo ataca desse jeito, n�o h� o que fazer...

-a n�o ser esperar que passe. -� uma vergonha.

O que est� fazendo? A segunda � aqui!

Sim. Assim.

Ajude! Ajude aqui!

Quebre o vidro!

Atiraram nos pneus traseiros! Perdi o controle!

Socorro!

Tenente! Voc� vai nos matar! Matar!

Devagar!

Mais devagar!

Est� mal!

Socorro!

-Consegue andar? -Sim, sim.

D� uma ajuda, ent�o.

A minha perna!

Saiam todas! Depressa! Depressa! Afastem-se!

A Eleni est� ferida. N�o pode se mexer.

Tudo pode explodir a qualquer momento!

Venha, venha!

A minha perna! N�o consigo mex�-la!

O caminh�o est� em chamas! Onde est� a grana?

-Ai, a minha perna! -Algu�m me ajuda aqui?

Ajudem-me!

N�o aguento mais.

Ei, voc�! Ajude aqui!

Com cuidado, suas pernas est�o feridas!

Devagar, devagar!

Vamos! Vamos entrar ali!

Vamos abrig�-la aqui.

-Como est�? Viva? -Vamos deit�-la.

Coragem! Ajudem-me!

Devagar! Devagar! Cuidado com a cabe�a!

Devagar.

Devagar!

V�o devagar. Devagar!

Tenham cuidado!

Ai! As costas!

N�o aguento mais.

Pode deixar comigo.

Naquele canto.

Vamos deit�-lo. Devagar.

V�o devagar.

Coragem!

Tenha calma.

O caminh�o ainda est� em chamas.

Voc�s n�o sabem...

que se v� um f�sforo aceso de noite a 5 km de dist�ncia?

Aqui est�. Cubra-se bem.

Est� melhor?

Sim.

Elenitza.

Quer que eu abra uma latinha?

Sim. Sinto que vou morrer.

Justo agora que temos tanto p�o!

-Vai sair dessa! -N�o.

Gostaria tanto...

de comer um pouco de enlatado.

Depressa! Depressa!

Procure descansar.

Lamento.

� in�til olhar, Sr. Tenente.

Seria um milagre se passasse alguma coisa.

Depois do p�r-do-sol, os nossos nunca viajam.

Como est�? Coma!

Ou�a, tenente.

N�o vai morrer. Acredite, n�o vai morrer.

Pode aguentar nesse estado at� amanh�. V� por mim.

Precisamos achar um jeito de sair desta situa��o.

Antes que seja tarde.

Como?

O �nico jeito � mandar algu�m procurar ajuda.

Quem?

Eu.

N�o tenho medo.

Caminhando 2 ou 3 horas...

posso encontrar uma localidade.

Conhe�o bem a geografia deste lugar.

Venha ver!

� um espi�o!

Precisamos det�-lo!

-Maldito! -N�o atire!

Mas ele vai...

vai inform�-los, o maldito.

Aposto que vai inform�-los.

Pronto, j� decidi. Vou procurar ajuda!

N�o temos alternativa, tenente.

lnfelizmente, temos feridos, a n�o ser que queira abandon�-los.

Com um pouco de sorte, chegarei aqui com refor�os antes dos rebeldes.

E se n�o conseguir?

Vou conseguir. Sinto que vou conseguir...

e, em poucas horas, estarei de volta com os nossos.

Palavra de honra que eu vou voltar!

E logo. Dou minha palavra de honra que vou voltar.

E voc�, que ir comigo?

Sim, ir embora!

Assim, tenente, � menos uma com quem se preocupar.

Depressa! Vamos!

Parado a�! N�o se mexa!

Sargento!

-Abaixe o fuzil. -V� se danar!

Tenente!

Mexa um dedo e vai morrer! Quem acha que somos?

Quem quer voltar n�o leva as coisas pessoais.

Eu n�o estou nem a� com os refor�os.

� muito melhor esperar...

que possamos nos mexer por n�s mesmos.

E o senhor nos faz falta, porque o caminho � longo...

e precisamos de ajuda.

-Esta vai pag�-la! -Tomara!

Se me mandar a Gaeta � porque estaremos os dois salvos!

Todos n�s vamos morrer! Eu sei!

Ou�a, tenente.

Todos querem que eu morra.

O que est� dizendo, Elenitza?

Voc� tamb�m quer.

N�o diga bobagens, por favor.

-� verdade. -N�o.

-Sim, � melhor. -N�o.

Eu gostaria tanto de me matar...

mas n�o consigo.

Fique tranquila.

N�o pense em nada.

Procure dormir agora.

Se algu�m quiser me ajudar...

N�o devemos...

nos apresentar...

t�o mal...

vestidos...

na casa de algu�m.

Fica t�o mal.

Sempre estivemos juntas desde crian�a.

Sempre. Todos os dias.

� noite, nos deix�vamos...

e logo ela telefonava e falava, falava...

sempre alegre, rindo sempre e agora...

est� morrendo.

Deviam ter atirado em mim! Eu deveria morrer, n�o ela!

Ela n�o queria, eu sim! Eu sim!

Eu n�o quero viver! N�o quero viver!

N�o. N�o � verdade. N�o � verdade.

-N�o � assim. -Eu n�o quero viver.

Um dia, tudo acabar�. Mesmo que agora pare�a imposs�vel.

Ningu�m tem o direito de dizer: ''Hoje quero morrer porque isto n�o � vida''.

O que somos agora n�o importa.

Esqueceremos. lsso n�o parecer� verdade, vai ver.

Meu Deus, o que ele fez?

Atingiu-a na cabe�a como um bezerro.

Meu Deus.

Seu covarde nojento!

Matou todas n�s!

Como um bezerro! Como um bezerro!

Eu assumo a responsabilidade.

S� lhe dei o golpe de miseric�rdia.

Foi o que ela pediu e voc�s sabem disso.

E, assim, salvei todos voc�s...

e tamb�m me salvei!

-Vamos embora daqui! -N�o!

N�o!

N�o, assassino!

Assassino!

-N�o! -Quieta!

N�o!

-N�o! -Pare com isso!

N�o entendem?

Desse modo, ela n�o sofre mais. Fiz isso por ela!

Fiz isso por voc�s!

Se ficarmos aqui, todos n�s morreremos!

O que est� fazendo? Quieta. Est� louca?

N�o posso, preciso mat�-lo. Preciso mat�-lo!

Voc� tamb�m. Voc� tamb�m � como ele.

Major!

Largue a pistola!

Largue a pistola!

Olhe!

Olhe o que fez.

Pobre tenente.

Agora podemos ir.

Podemos ir embora!

Sim. Est� bem.

Agora vamos partir.

Vamos partir!

Peguem logo suas coisas! Estou no comando!

Andem! Mexam-se logo!

O senhor tamb�m, tenente.

Vamos. Mexam-se.

Mexam-se!

Mexam-se!

O que est� esperando? Do outro lado, mexa-se!

N�o posso cumprir ordens contra a lgreja!

Quando aconteceu o acidente, mas morreu depois.

Foi morta.

Eu acabei com ela, com um tiro de pistola.

Fiz isso para salvar todos os outros.

Estava sofrendo e n�o era poss�vel transport�-la.

Quem quer que tivesse a responsabilidade do comando...

teria a coragem de fazer isso.

Entendi, mas terei de fazer um relat�rio detalhado segundo as normas.

Est� bem. Claro.

Tenente, est� de acordo com a vers�o do major?

Os fatos s�o esses, mas...

de agora em diante prefiro...

que o senhor siga viagem por conta pr�pria.

O senhor continua com seus camaradas...

e voc� segue tranquilo com suas prostitutas.

Bem, desculpe, mas tenho algo mais a fazer. Voltaremos ao assunto.

Para alguns rebeldes n�o eram suficientes os camisas negras?

Pelo contr�rio! Por isso, seriam at� demais.

N�s estamos aqui somente para assegurar...

que n�o haja excessos in�teis aos danos da popula��o civil.

E isto � o que acontece a quem esconde traidores!

lnt�rprete, traduza!

Todas as casas est�o queimando.

Saiam todos daqui!

-A� est�o eles! -Avise que j� os prendemos!

-Estavam aqui! -Mexa-se, pilantra.

Para o pared�o, bastardos!

Corra!

Corra, assassino, corra!

De p�, vamos!

Desgra�ado! Levante-se!

Na minha frente! Na minha frente!

Esc�ria!

Vamos!

Agora chega! Alinhados!

Prontos?

Comandante, consente uma morte na f� de Cristo?

Sim. Um minuto.

Depressa, padre.

Adeus.

Apontar!

Fogo!

Acabem com eles!

Toque de reunir a todos os homens!

Por aqui.

Venha, venha, coitadinha.

Podem ir, obrigado.

Doutor, pode dar uma olhada?

Vejamos.

-Est� doendo? -N�o.

-Uma bala? -N�o sei. N�o percebi.

N�o � grave.

Vamos medicar. Venha aqui enfermeiro!

Sr. Tenente, v�o controlar os documentos.

Meu Deus, a escolha vai recome�ar.

Sr. Tenente, como d� no mesmo, prefiro ficar por aqui...

e n�o continuar.

Sr. Tenente, quantas v�o ficar aqui?

Duas, para os oficiais.

A outra sou eu.

Est� bem.

O gesso incomoda muito?

Essa casca?

Claro, com um belo pijama estaria melhor...

mas em rela��o a outros, n�o tenho do que me queixar.

At� porque durante 3 ou 4 meses...

servi como um rei e estas freirinhas...

lmagine! Lavam-me todo da cabe�a aos p�s.

Sr. Tenente! Sr. Tenente!

Sr. Tenente!

Por que est� com o uniforme de trabalho?

-O que �? -Voc�, cale-se!

Sr. Tenente, a Eftikia fugiu...

e agora est�o revistando tudo..

todo o lugar como se ela fosse uma delinquente.

O que aconteceu?

Um tenente-coronel a chamou para lev�-la ao quarto...

e, no meio caminho, n�o sei por que...

ela cuspiu na cara dele e se mandou.

Ele come�ou a gritar como um louco e despertou todo o regimento.

Agora, n�o sei o que pode acontecer...

mas de noite, com toda a escurid�o...

-Talvez possa dar uma ajuda. -Adeus.

Ebe!

Posso saber por que quis ficar aqui...

em vez de ir para Ocrida?

Voc� largou uma pulga atr�s de minha orelha.

Pelo menos, enquanto ficar aqui...

poderemos nos ver de vez em quando.

Pode ser que voc� me conven�a...

quanto �queles tecidos feitos de ''strass''.

Est� bem, adeus.

-Deixe-me! -V�, v�, v�!

Quem a prende aqui?

V� trabalhar. � seu of�cio.

Mas antes...

ajeite a minha almofada.

Venha!

-Devagar! -Animal.

Vamos, fique sossegada...

porque se, em Prato, as coisas ficarem legais...

deixar� de trabalhar. Palavra de honra!

Eftikia! Venha logo!

O que aconteceu?

Lamento...

mas n�o consigo.

Ou�a, queria pagar minha d�vida...

mas cuspi e fugi.

Est� bem?

Finalmente, sim.

E, nessas 4 horas, pensando em voc�...

fiquei louco.

O meu povo...

n�o pode ser tratado como um povo de bestas.

N�o � a mim que deve dizer isso.

Sim, eu sei. Por isso estou aqui.

Vamos. Tem de se secar.

Est� contente pelo que eu fiz?

Sim, mas deveria ter sido eu a decidir por voc�.

N�o podia. Fiquei agradecida por n�o ter me dito nada.

Seque-se, agora.

Por que veio aqui?

Tenho 24 anos.

Quero lembrar-me disso pelo menos ainda uma vez.

Ouvem-se somente os sinos.

Em todos os vilarejos pelos quais passei...

nos �ltimos dois anos sempre havia um trompete com os sinos.

Eu n�o perdoo a quem nos fez tanto mal.

Precisar� se lembrar disso...

mesmo que eu me torne uma lembran�a desagrad�vel.

Eu n�o perdoo. E voc� tampouco deve perdoar.

O pior n�o foi matar ou destruir...

porque os homens morrem...

mas tamb�m nascem.

As cidades podem ser reconstru�das...

e a vida n�o acaba pela viol�ncia.

Mas n�s dois...

estamos aqui.

Temos a mesma idade...

mas n�o a coragem de nos olharmos nos olhos.

Fomos humilhados.

Falamos como duas pessoas j� velhas...

e em poucas horas...

teremos de nos despedir.

Quando tudo tiver acabado...

quem nos restituir� todos estes anos?

E tudo isso acabar�?

Poder� ser esquecido?

E todas as coisas...

que nos ensinaram a acreditar desde pequenos?

A gentileza, a dignidade...

o respeito pelos que s�o mais fracos...

a bondade de nossas siglas...

N�o! Eu nunca aceitarei.

Eu te amo...

e voc� j� entendeu como.

Mas diz�-lo hoje...

nestas condi��es...

� como se estivesse orando por um filho nosso que morreu.

Aqui est�.

Adeus.

Nunca mais a vi.

E depois do fim da guerra...

voltei � Gr�cia devido a um mau pressentimento.

N�o iria reencontr�-la.

Voc� tinha ido embora sem nunca olhar para tr�s...

mas tive a impress�o de rever seu rosto anos depois...

nos �ltimos versos de uma poesia...

como quando voc� se virou...

e com a m�o...

livre na frente da nuvem dos cabelos...

me disse adeus...

para entrar na escurid�o.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.