All language subtitles for Kondom des Grauens 1996 Port

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Original subtitles

Venha, Phyllis. Venha.

O que estamos fazendo aqui?

Pensei que ia me levar pra casa.

Boa noite, como posso ajudar?

Queremos um quarto duplo.

Com chuveiro e banheiro?

Sim, por favor.

Quarto 308.

Muito obrigado.

Venha, Phyllis.

Mas... por que...

Olá, Rebecca!

Oi, Robinson, tem quarto pra mim?

Garotão quer me mostrar o pau dele.

Desculpa perguntar, mas...

Aqui no hotel... vocês tem...

uma máquina de camisinha ou algo?

Tem camisinha no criado mudo.

São de graça.

Que consideração.

Você deve estar se perguntando o que é isso.

Minha querida, eu menti essa manhã

quando te disse que passou nas provas.

Você mentiu?

Sim, Phyllis.

Na verdade, faltam 9 décimos.

Quatro em Sociologia e cinco em Psicologia.

Mas... isso é terrível.

Não, não, não...

Não é terrível.

Sabe por quê?

Porque eu dou os pontos.

Você é esforçada, Phyllis.

Mereceu seu diploma.

Eu cuido dos pontos, ninguém vai saber.

Será nosso segredinho.

Mas agora, precisa fazer algo pra mim também.

Eu sou louco por você, Phyllis.

- Mas senhor... - Por anos, te idolatrei.

Por favor, tire a blusa.

Não sabe quantos dias eu pensei nesse momento...

Tantos anos de sofrimento...

Não me toque!

Então tá bom.

Não quero te forçar a nada, claro.

Mas precisa saber,

sob essas circustâncias, não posso te ajudar.

Seus pais ficarão desapontados, Phyllis.

Mas é sua escolha.

Cuzão.

Está pensando melhor, Phyllis.

Isso me agrada muito.

Mas por favor... não chore.

Olha, você sabia

que hotéis dão camisinhas grátis?

Como?

A campanha de Sexo Seguro deve estar custando caro pro governo!

Então, pode se deitar e relaxar.

Mas o que--

A CAMISINHA ASSASSINA

Legenda: @esqueletosgays

Podcast de horror queer criado por três viadinhos mórbidos.

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É um elevador pra não-fumantes, idiota!

Fede como um cinzeiro.

Bom dia, detetive.

Opa, Mackeroni. Tão dizendo por aí

que um cara enfiou a sogra dentro da

secadora e jogou pela janela.

Quer o caso?

Ele precisa de aspirina e um café antes.

Não é meu departamento.

Tá achando que sou um bombeiro ou algo?

Acho sim, exatamente.

Ora, ora, ora. Se não é o Sr. Mackeroni.

Bom dia, Capitão.

Não mude o assunto!

Se eu te chamo, levanta o rabo e apareça!

Tá claro?

Tô de folga, sr.

Vê aquelas garotas ali?

Achei que já tinha visto de tudo nessa cidade,

mas essa ganha de lavada!

Qual o motivo?

Não. A da esquerda tinha cocaína na bolsa,

e a do meio tava fedendo a cana.

De resto, estão limpas.

A verdade é que elas morderam...

A genitália dos clientes.

Tem quatro paus no laboratório, lado a lado,

mas elas estão se fazendo de malucas.

Você falou quatro rolas?

Sim, tinha uma quarta garota.

Não uma prostituta, uma adolescente do Oklahoma.

Tinha sangue pra todo lado,

e o... o pênis... pulou no chão...

e foi pra debaixo da cama—

Esse é o seu caso, Mackeroni.

E quero um relatório dessa loucura até a noite, certo?

Sexo é sempre assim?

Olha, já esperamos por meia hora!

Ok, a gente dá conta...

Por que nossa filha tá presa aqui?

Perdão, ainda não sabemos o que está acontecendo.

Meu Deus.

Aconteceu algo com nossa filha?

Não se preocupa, Phyllis está bem.

A coisa toda é meio... delicada. Não sei como—

Desembucha, cara!

O que aconteceu com a garota?

Não quero te chatear, mas Sr.—

Olha, Detetive...

Não viemos lá de Farmville, Oklahoma pra New York

pra ouvir suas desculpas esfarrapadas.

Diga o que aconteceu com nossa filha,

ou me deixe falar com seu superior!

Sua filha, num hotel podre,

em uma das piores áreas de Nova York,

mordeu o pênis do professor de faculdade dela.

Cigarro?

O que disse?

É.

É um caso bem claro.

A porta estava trancada por dentro. Quando arrombamos,

Phyllis estava sentada na cama, gritando.

Um homem inconsciente estava no chão,

e policiais acharam o pênis dele debaixo da cama.

Deve haver algum engano.

Isso é impossível!

Detetive!

Pode te confortar saber que

esses casos não são improváveis no nosso trabalho.

Pelo contrário, na verdade.

Nesse hotel, na escuridão da noite, tivemos quatro pênis arrancados.

E na rua 42, alguém colocou a sogra na secadora,

e jogou ela da janela.

Veja, é Nova York, senhor.

Os relógios giram diferente de Oklahoma.

É melhor levar Phyllis com vocês,

ou ela vai começar a fazer besteiras.

Sabe como jovens são. Eles precisam experimentar tudo.

Não sei o que veem nessa cidade.

Tem caras que os olhos brilham quando

eles escutam "Nova York."

"Nova York, a metrópole absoluta do mundo."

Daí te falam sobre museus, galerias, restaurantes de merda.

Eu passei minha infância na solidão,

no campo decadente dos Mackeroni, na Sicília.

Havia quietude, natureza, o vento soprava pelos campos.

Sempre lembro dessa época quando estou preso no trânsito,

em meio à multidão e fumaças de carro.

Essa cidade é um grande esgoto fedorento com pervertidos.

Até moças comportadas de Farmville, Oklahoma,

mordem os paus dos caras quando chegam aqui.

Como um policial, você perde de vista a realidade,

e tudo que sobra é a escória.

Até pode haver coisas bonitas e agradáveis aqui.

Mas meu trabalho é mergulhar fundo na merda.

Olá, Luigi.

Oi, Robinson.

Em qual quarto aconteceu a merda de ontem?

Foi no quarto 308.

O que tá rolando com as prostitutas, Luigi?

Tão mordendo os paus dos próprios clientes.

Elas não ganham dinheiro com esses paus?

Tá, me dá a chave do 308.

Não vai achar nada, Luigi!

Só sangue, pra todo lado! Essa bagunça tá saindo caro!

Tem um rastro de sangue do quarto pro banheiro,

e o papel de parede tá sujo.

Não vai deixar assim, vai?

Já vi muita coisa nesse buraco,

mas acredito, isso é novo.

O que eu devo fazer, agora?

Eles já prenderam várias garotas..

Você ainda tem o seu, certo?

Quem é aquele garoto ali?

Que garoto?

Ah, sim. Billy. Ele tá fazendo sucesso aqui..

É novo, mas tem uma boa clientela.

Vocês chegaram a achar o pau?

Procurei em todo lugar!

Debaixo dos armários, atrás do vaso—

Não tô no clima, Robinson. Me dá a chave.

O que você quer no quarto, Luigi?

Tô te dizendo—

Você sabia que a morde-pau era uma menor?

Se não tivesse mordido tão forte, diria que ainda tinha dente de leite.

Luigi!

Oh! Bob?

O que faz aqui?

Eu canto!

Não sou mais Bob, meu nome é Babette agora.

Esse buraco pode não ser a Broadway mas sei que

um produtor famoso de filmes vem aqui em segredo pra fuder.

Certeza que ele vai me notar e me levar pra Hollywood,

e passarei o resto da minha vida me banhando em champanhe.

Ok, vou torcer.

Lolly!

Não me chame de Lolly, meu nome é Luigi.

Luigi! Não tem mais Lolly.

Sempre vou te chamar de Lolly.

Na nossa noite juntos, ficou louco quando te chamei de Lolly.

Mas acho que não quer se lembrar disso.

Exato.

E você também não deveria, Bob. Não pense mais nisso.

Eu penso, todas as noites.

Lolly, precisamos conversar!

Não sei se temos o que conversar.

Estou na terapia, agora.

Que bom.

Agora, de volta ao meu trabalho.

É só o que tem a dizer pra mim?

Olha pra mim, Lolly. Tudo que sou, é por causa de você.

Meu terapeuta disse que... você precisa de mim, você me ama.

Mas é muito orgulhoso pra me dizer o que sente.

Ele também disse que você sente culpa,

por que te lembro da sua mãe, e você é perturbado em pensar

que teve um ótimo sexo com sua mãe.

Mas olha, Lolly... Na real, não sou sua mãe!

É mesmo?

Sou sua amiga! Sua namorada!

Bom, se quiser, serei sua mãe também.

Todo homem já teve fantasias sexuais com a mãe,

nada demais. É psicologia básica.

E que tipo de terapeuta é esse?

Lembre-se, Lolly, nosso tempo juntos foi incrível.

Nosso tempo? Porra, Bob, do que está falando?

Você me mostrou o que sexualidade significa.

Foi intoxicante, êxtase, paixão!

Foi prazer, dor e alegria! Foi... o sentido da vida...

Durou três minutos e eu estava tão bêbado que dormi.

Não deveria ter rolado, Bob.

Não sou mais Bob.

Meu nome agora é Babette!

E eu te amo.

- Escuta, Bob. - Babette!

Ok, Babette.

O que aconteceu naquela noite,

eu não lembro, e não queria que acontecesse.

Precisa me esquecer e se encontrar, tá ouvindo?

Você... não é uma travesti.

Sou um reflexo da sua mãe e você me ama.

Foi o que meu terapeuta disse e ele está certo.

Estou ocupado, Bob. Se cuida.

Lolly!

Quem é esse?

Me deixa em paz!

Quero saber quem ele é! Tá pegando ele?

Eu sinto pena de você.

Ah é? Não, eu tenho pena de você!

Você está louco por mim e tem medo dos seus sentimentos,

e de personalidades mais fortes que você!

Basicamente, você é só um viadinho siciliano!

Não diga isso! Nunca mais me chame de viado,

or eu espremo os hormônios artificiais de seu corpo gordo!

Entendeu?

Bata em mim. Vai, bata.

Você me ama.

Eu sei.

Que louca é essa?

Minha mãe, não ouviu?

Então você é um "touro" ou algo assim?

Por que?

Não fode policiais?

Não sei. Nunca tive a chance.

Então, é um touro ou não?

É, eu tenho um pau de um touro,

eu fodo como um touro, então devo ser um touro.

Pode me imaginar como um vendedor de seguros,

se isso te ajudar.

Isso é... Os centímetros—

Exatos 32cm.

Podemos começar?

Acho que é incrível.

O quê?

Dar pra um policial.

The condom moved.

Eu podia jurar que aquela coisa se mexeu.

- Não fode. - Espera.

Eu tenho a minha. Preta fica mais legal.

A cor importa? Ela só cobre seu pau.

Não dá pra diferenciar.

É, mas não confio nas que o hotel dá.

- O que foi isso? - Uma mosca.

- Uma mosca? - É, uma mosca.

Não era uma mosca. Era a camisinha.

Não era a camisinha.

A camisinha—

- Ela sibilou pra nós e correu. Eu vi. - Não zoa.

- Você viu também? - Eu não vi nada.

Não sou idiota, foi a camisinha.

Eu não vi nada. Pegue o isqueiro, rápido.

- Cadê o seu? - Na minha calça, bolso direito.

Aqui.

Valeu.

Olá, Luigi.

Oi, Sam.

O que aconteceu?

Uma bola.

Aquele monstro mordeu meu ovo direito.

Aquele twink com quem você tava fez isso?

Não!

Foi a camisinha, Sam!

Tem uma camisinha engole-pau naquele quarto!

Tá certo.

Bom, pelo menos é o que parece.

Você coloca na sua salsicha e bam! Ela morde fora.

Okay.

Certo, Luigi, vou contar como vejo...

Você se envolveu com um gigolô viciado, de novo!

E ele tava chapado no meio do ato e te mordeu, forte!

Ou foi alguma merda sadomasoquista, sei lá!

Mas deve ter acontecido isso, certo?

- Não! - Não?

Robinson disse

que o twink saiu do elevador seminu, correndo pra rua!

Ele estava em pânico!

Você já viu uma camisinha que come paus?

Foi um puta horror! Eu estaria em pânico também!

Okay.

Luigi?

Desculpa por me meter,

eu só queria — Detetive Mackeroni,

é proibido fumar aqui.

E se não apagar esse cigarro agora,

eu vou ter que ser bem grossa.

E isso é uma caixa de pílulas, não um cinzeiro.

Por favor, tome as azuis hoje. As vermelhas amanhã de manhã.

Vi que você urinou, é um bom sinal.

O pior deve passar, logo.

Obrigado, Dr. Riffleson.

Imagina, estou aqui pra isso.

Não.

E sem camisinha, nem pensar.

Tá tão bêbado que nem vai conseguir ficar duro.

Não tá duro?

Eu sempre fico duro.

Acha mesmo que vou tocar esse pau seboso?

Treze rolas, Sam!

Enquanto eu tava no hospital, 13 caras perderam o pau nesse hotel!

O que acha que aconteceu aqui, ein?

Eu não consigo descobrir também, droga.

Já reviramos o hotel inteiro, Mackeroni.

Não há nada pra achar.

É a camisinha, Sam.

Tô falando, é a droga da camisinha!

E tem centenas de camisinhas nesse hotel!

Olha, eu me recuso a falar contigo sobre camisinhas que mordem.

Precisamos falar, Sam!

Eu vi a coisa com meus próprios olhos!

E por causa dela agora eu tô sem minha bola direita!

E eu ainda fui sortudo...

Merda!

Não existe camisinhas assassinas.

Então não acredita em mim?

Agora veja isso, Sam.

O que está fazendo?

Veja você mesmo, Sam.

Olha, Mackeroni, foi um dia difícil.

Por favor, me poupe de olhar seus genitais.

Olha aqui!

O que acha que fez isso? Um percevejo?

Aquele twink...

Chega do twink! É a camisinha, Sam!

A camisinha!

Tenho treze paus na minha consciência. Treze paus... e uma bola.

O que quer que eu faça?

Quer que eu mande confiscar todas as camisinhas?

Vai dar uma ótima manchete.

"Polícia caça Contraceptivo Maníaco!"

Pode relaxar, Sam.

Faça o que faz sempre.

Nada!

Eu lido com a camisinha assassina, sozinho...

Nada mau.

"Policial solitário contra Camisinha."

Se semanas atrás, me falassem que um dia camisinhas morderiam,

eu pensaria que eles estavam malucos.

Agora, não tenho problema com esse pensamento.

Hoje, conceitos novos surgem todos os dias.

"Internet", "ciberespaço", "doença da vaca louca", "grupos de risco", "Sandy & Junior"...

Por que "camisinhas assassinas" não podem existir amanhã?

Eu encomendo essas direto de um fornecedor do Queens.

Por que? Algo de errado com elas?

Elas não são embaladas individualmente, Robinson?

Não, por isso que são baratas.

E esses... incidentes... acontecem no mesmo quarto?

Antes, era só no 308.

Mas depois do sexto pau mordido,

eu parei de dar a chave e então, bum, aconteceu no 309!

O jovem que estava comigo no outro dia...

O que mordeu o —

- Ele não fez isso! - Não? Mas a polícia disse—

Bobagem!

Você o viu de novo?

Ele não voltou mais. - Lolly!

Já saiu do hospital?

Como pode ver.

Estava tão preocupada. Por que não quis minha visita?

- Bob, por favor. - Meu nome é Babette.

O que aquele bastardo safado fez contigo?

Seu pau tá bem?

Capado.

Oh, Deus.

Sinto muito.

Tudo bem. Sexo não é tão importante.

Mas, Sam disse que você só tinha uma bola?

O pau foi mordido também e agora tá num lixo do hospital.

Que horrível.

Sinto muito. É terrível.

Você—

Está mentindo.

Que pacotão é esse na sua calça?

É do curativo.

Você está brincando comigo.

Mas não vai se livrar de mim tão fácil, Lolly.

Se cuida, Bob.

Meu nome é Babette! Ba-bette!

Ba-bette!

Por um breve momento, pensei em passar no Billy.

Não conseguia tirá-lo da mente.

De novo, eu não sou sentimental ou coisa do tipo.

Eu já não tenho mais ilusões sobre o amor.

O que é amor, mesmo?

No fim das contas, é tudo sobre sexo.

Não é sobre mim.

É sobre essa coisa enorme no meio das minhas pernas.

Ainda assim, às vezes anseio por algo diferente.

Por um pouco de afeto.

Por alguém que só está lá quando você chega em casa.

Oi.

Oi.

Tô te atrapalhando?

O quê?

Não, eu...

Eu só...

Eu posso ir, se quiser.

Não, tudo bem, pode entrar.

Então, por que veio?

Quando a gente tava... Se não fosse pela camisinha,

e a gente tivesse, sabe, curtido na cama —

O quê?

- Eu não teria cobrado nada. - Ah é?

Eu não cobro se eu gostar.

Mas é seu trabalho, você vive disso.

Eu teria pago por você.

Se quiser... eu gostaria de te ver de novo.

Bom...

Minhas bolas precisam de descanso, agora.

Não tô falando de sexo, poderíamos—

O quê?

Sair pra dançar? Segurar as mãos? Trocar cartinhas perfumadas?

Bem, eu tava pensando—

Olha, garoto.

Eu tô velho demais pra esse tipo de coisa, entende?

A grande história de amor não cola mais comigo.

Quem está falando de amor? Eu só queria—

"Só?"

Você é um cara bonito, Billy.

Mas eu não quero quebrar a cara, mais.

Quando eu melhorar, podemos nos divertir

um pouco, mas será só isso, ok?

Ok.

Tô indo agora.

Você é bem legal, viu?

Já passei por muita merda.

Sinto muito.

Agora, vá.

Tá gostando, sua putinha safada?

É ok, já tive melhores.

Eu tô meio cansado de ver pervertidos fudendo.

Qual o ponto mesmo?

Cala a boca, preciso focar.

Se eu quiser te bater, cê cobra quanto?

De mão limpa? Um dólar por tapa.

Com chicote ou cinto, é o dobro.

Faço desconto se bater mais de dez vezes.

Cara... é o Bob!

O nome dele é Babette.

"Babette?"

Você viu isso?

É o Bob!

Ok, já chega....

Daqui a pouco vou vomitar.

Não entendo.

Ele era da polícia até pouco tempo e agora?

Tá vendo isso? É doentio, cara!

A camisinha se mexeu!

Só vai dizer isso? É o Bob! E você tá vendo camisinhas!

Droga, Sam, se controle!

Ok, sim, é o Bob,

mas não importa...

Coloque aquela camisinha na cama e aposto que vai mostrar os dentes!

Sua puta barata! Tá gostando? Me bata!

Vai ter que me desamarrar antes.

Nessa posição, não consigo colocar a camisinha—

Eu sou um porco! Sou um monte de merda!

Quer saber, esquece.

Eu sou um viadinho sujo!

Não ligo se vai correr atrás de camisinhas aqui.

Eu vou pra delegacia lidar com esse caso do meu jeito.

Eu comprei uma nova remessa de camisinhas!

Quer dar uma olhada?

Cala a boca!

Tchau!

Eu sou um porco! Sou um viadinho podre!

Diga que eu sou um viadinho podre, Babette!

Sou um viadinho podre.

Você não!

Eu! Eu! Eu sou um viadinho podre, diga!

- Tá, você é um viadinho podre. - Isso!

Finalmente, já era hora!

Eu sou um porco.

Eu sou um merda.

Eu sou um porquinho nojento.

- Tire a camisinha! - O quê?!

Tire a camisinha do pau! Vai, rápido!

- Não atire! - Calado!

Bom.

Jogue isso fora. Vamos!

Droga, acho que era uma camisinha normal.

Bom, foi mal. Desculpe atrapalhar.

Podem continuar.

Ah, não usaria isso. Tem um buraco no meio.

Você, você! Deve estar ficando maluco!

Deve ter perdido o juízo!

Cara, escuta. Só tô fazendo meu trabalho—

Eu sou um porco... Um porco sujo...

Cala a boca!

Onde está?

Isso é um pau?

- Que nojeira! - Meu Deus.

- Eu não vou limpar isso... - That's disgusting...

Parabéns, cara! Fizeram um ótimo trabalho!

Estou impressionado.

Talvez o Robinson vazou a info, ou alguma puta.

Eu sei quem vazou.

Um ex-policial chamado Bob Miller,

que trabalha nesse lixão como um depósito de porra.

Sr., eu vi aquela coisa...

É um animal maldito ou coisa assim.

Seria melhor se fechássemos todo o hotel.

Eu devo ter ouvido errado...

Fizemos papel de palhaço com isso!

Amanhã, Dick McGourvern chega na cidade,

e a última coisa que preciso é uma força policial

que ninguém leva a sério,

porque estão num bordel caçando camisinhas assassinas!

Nesse caso, peço formalmente pra proceder sozinho, sr.

Pode esquecer, Mackeroni! Fique longe disso.

Não será possível, sr.

O quê?

Eu venho de uma antiga família siciliana.

Ninguém morde o testículo de um Mackeroni e sai impune!

Estou avisando, Mackeroni...

De novo... se for naquele hotel, caçar camisinhas,

vai perder seu distintivo!

Fui claro?

Te digo uma coisa,

se essa merda custar minha promoção,

eu mesmo te castro!

O que foi isso?

Tô falando com você!

Pode me explicar isso?

Estamos procurando o garoto. Ele mastigou suas bolas, Luigi.

Quem sabe da próxima vez vai ser seu pau.

Vocês estão surdos?!

Billy não é o alvo! E podem soltar as prostitutas, também!

Tem a porra de uma camisinha assassina por aí!

E se não fizerem algo logo,

vamos estar segurando mais paus capados nas mãos!

Okay, okay.

Certo.

Entendido.

Eu vou.

"Col di sapor pur di hai, mai ormai." [falando em italiano]

Talvez estejam certos. Talvez eu precise de férias.

E daí se essa coisa atacar de novo?

Não é problema meu.

E o Billy? O que eu faria com um gigolô?

Um viadinho que dá o rabo por uma mixaria.

O que tá rolando aqui?

Oh. Oi, Detective.

E?

- Temos que achar o garoto. - Ele não tá aqui.

Parece que pegou tudo às pressas.

Foi ordem do Sam Hanks?

Sim...

Sr., ele disse que temos que achar aquele prostituo

do hotel... que... mordeu sua bola...

Isso já foi resolvido. Vaza.

Mas não terminamos—

Cai fora, eu mesmo investigo.

Oi, Billy...

É o Jack.

Sabe, do anúncio do jornal.

Eu adorei ficar contigo.

Me ligue de volta. Mas não nos fins de semana.

Sabe, minha esposa. Tchau.

Opa, é o Robert. Podemos nos ver de novo?

Tô afim desse rabo lindo.

Olá Billy, aqui é o Karl.

Como você vai?

Queria saber se podemos tomar um café juntos.

Estive pensando muito sobre minhas fantasias sexuais.

Talvez a gente possa se ver qualquer dia.

Eu comprei um uniforme do exército. Me liga.

Tchau.

Me sinto como um velho idiota.

O que eu quero com esse garoto de aluguel?

Devia estar concentrado no caso,

não pensando em fantasias românticas.

Claro, Nova York fica bem fria nessa época do ano,

mas eu sou siciliano.

Não preciso de sentimentalidade.

E basicamente, nem preciso de sexo.

Eu assisto alguns pornôs,

bato uma e... tomo um banho frio.

Pra mim já basta.

Não preciso de mais.

Sai daí, Mackeroni!

Fora!

Como?!

Ficou maluco! O que você quer?!

Quero que saia da banheira e durma comigo!

Você está pirado!

- Guarde essa faca! - Não.

Está tentando me matar?

- Guarde a faca! - Cale a boca!

Okay, okay.

Escuta, Bob...

B-B-Babette!

Não sei o que seu terapeuta te disse, mas—

Tá falando merda. Sei o que quero. Quero você e você me quer!

Não acha mesmo que—

- O que foi isso? - Não mude de assunto!

Você trouxe a camisinha contigo!

Claro que trouxe camisinhas.

Onde você pegou?

Bem, do hotel. Estavam jogadas lá.

Babette...

Você trouxe a droga da camisinha assassina pra cá!

Precisa se acalmar, agora.

Esquece nossa história... vamos cuidar da camisinha antes, ok?

Eu... não acredito... eu...

Fique calma, Babette.

Tá maluco! Era couro de crocodilo real!

Merda!

- O que foi aquilo? - A camisinha assassina.

- Meu Deus, ela quer seu pau? - Pare de falar.

- E tava na minha bolsa! - Cala a boca e me ajuda, Babette.

Porra, eu tava igual uma psicopata. Me perdoa.

Eu só queria que—

Vem cá, Buffy.

Eu pensei que poderia—

- Bob, ainda está aí? - Meu nome é Babette.

É. Bob, Babette. Olha, preciso que me ajude agora.

Tem uma mangueira atrás de você.

Que tipo de mangueira?

Uma mangueira! Atrás do fogão.

Coloca na saída de gás e me dê a outra ponta, entendeu?

O quê? Tá esperando o quê?

Desculpa.

Tudo bem, me ajude, amor. Vai!

Sabe,

estive pensando em você a noite toda e pensei—

Que comovente, Babette, mas se você não se apressar,

nunca vamos terminar esse papo! Entendeu?!

Não grite comigo assim!

Tá tudo claro?

Sim, tudo claro.

Ok, ótimo. Se prepare.

Pronto?

Pronto.

Venha.

Hora de jantar.

Se eu fosse você, teria medo de castração.

Se eu fosse você, teria inveja de pênis.

Vamos lá.

Pega ele.

É um pau suculento.

Glub glub.

Aumenta!

Aumenta!

Aumenta!

Já tá bom!

Ok ok, tá bom.

Engole isso, monstrengo.

Bob, já basta.

Não consigo fechar!

Desligue o gás, Bob!

Deus, o que faço?!

- Bob! - Sim?!

Desligue a torneira!

Não é possível.

Você tem que consertar isso, tá meio torto—

Bob, veja o que tá rolando!

- Não consigo ajeitar! - Bob!

Ok Wilma, desembucha.

A órgão consiste em epitélios humanoides revestidos por uma membrana peritrófica.

Parece com o material normal de uma camisinha,

mas é um organismo bem complexo

com um revestimento subdermal quitinoso.

Parece ter tudo que precisa pra viver.

Nervos microscopicamente finos,

uma massa encefálica razoavelmente bem-distribuída,—

Que nojento.

Os dentes são afiados como navalhas, mas flexíveis.

Tá, mas o que tudo isso significa?

É um tipo de animal ou o quê?

É difícil de definir. Não é necessariamente um animal.

Digo, ela não come os paus e não há trato digestivo.

E a energia que precisa pra se mover

vem do próprio material.

É artificial.

Artificial? Tá dizendo que alguém criou essa coisa?

É, provavelmente.

Talvez a partir de uma forma primitiva de vida,

como minhocas gigantes, águas-vivas ou piranhas.

Sempre há avanços científicos na pesquisa genética.

Recentemente, um professor bem velho

recebeu o prêmio Columbus por sua descoberta.

É tudo que eu posso dizer. Encontrem um profissional.

Eu prefiro casos convencionais, como o atrás de você.

Ele simplesmente sufocou

porque a namorada de 200kg sentou na cara dele.

Ainda não sabemos dizer se foi sexo ou assassinato.

Ela diz não saber nada, mas infelizmente pra ela,

ele ainda tinha pelo púbico na boca.

Ok, Wilma, obrigado pela ajuda.

Olha só. Cheio de pentelho!

Esse professor deveria olhar a camisinha.

Luigi?

Desculpa não ter acreditado em você.

Tudo bem, eu provavelmente reagiria da mesma forma.

Mas eu te culpo pelo garoto, Sam.

Qual seu problema, Luigi? Ele é um criminoso!

Roubo, assalto... Achamos drogas na casa dele!

- Aquele resto de maconha? - Ele sentou tão bem

que agora quer casar com ele?

Luigi, você pode arranjar algo tão melhor

do que enfiar dinheiro nesse cara. Você é um homem de verdade!

As mulheres voam em você! Não teria dor de cabeça!

Já chega, Sam!

Eu não ligo pra mulheres!

Prefiro a bunda apertadinha dele do que os peitos e xoxotas.

E vou deixar bem claro:

Quero que você tolere, aceite e entenda isso!

Entendido?

Okay, okay.

Ótimo.

Não vou mais ouvir essa merda de você?

Não direi mais nada.

Eu juro.

Okay.

Vivi nessa cidade por 20 anos,

e às vezes ainda me questiono se é o lugar pra mim.

Claro, tive que deixar a Sicília.

Se tivesse ficado, seria o açougueiro dos Mackeronis,

e passaria meus dias fazendo salsicha de burro pra viver,

atirando em pássaros pra passar o tempo.

Ah, Mamãe...

Ela sempre quis um casamento siciliano.

Claro, a noiva teria que ser virgem.

Okay...

Então, eu fiz uma carreira aqui.

Fui promovido a detetive na força policial.

Mesmo assim, Mamãe não seria feliz com minha vida

se soubesse o que faço aqui.

Mas e eu? Eu sou feliz?

America... precisa recuperar... seus valores.

Sob as crenças de Deus... e suas morais!

Eu me candidato... pra curar nossa sociedade!

Eu quero... que as pessoas percebam...

o país incrível que Deus nos presenteou,

e que precisamos agradecê-lo,

por fortalecer esse país novamente!

Todos que forem capazes...

estão convocados pra contribuir e fazer sua parte

pra restaurar a América...

ao país que Deus criou,

não o que se tornou, mas o que deveria ser:

a nossa Terra Prometida!

Estamos cheios!

Chega de escândalos!

Sobre drogas e perversões!

A maioria íntegra da Américaof America

precisa voltar ao centro da política!

Nós apoiamos a política da ordem... e da paz!

Junte-se a nós... por uma América pura!

- Tá maluca, mona? - Compre sua própria maquiagem.

Essas putas folgadas, ficam usando minhas coisas.

Mas e aí, como eu tô? Preciso entrar no palco já, já.

Olá, Babette.

Eu estava de passagem e pensei em ver

como você estava depois daquele pesadelo.

Cara, nós já vimos muita coisa como policiais.

Já temos muita experiência... mas isso?

Aquilo foi um filme de terror!

Eu... só queria agradecer.

- Você foi ótima— - Isso é pra mim?

- Sim, é— - Tamara, querida, pode abrir aqui?

Minhas unhas não secaram.

Você sabe o que tinha aqui antes?

- Não. - Uma igreja.

- O que isso significa? - Sei lá, você é o policial.

É um ferro de passar portátil.

É, eu pensei, já que você tem tantas roupas,

- caso precise viajar— - Obrigado.

Não pensei que seria algo tão romântico, obrigado.

Pode trocar também, se não gostar—

Não, não! É ótimo.. bem legal...

É ótimo.

Agora minhas roupas não estarão mais encolhidas. Obrigado.

Ok. Vou indo, então.

Sim, é melhor. Preciso subir no palco agora.

Se cuida, Bob.

Babette.

Isso, entendi. Babette.

Olá, Luigi. Tá vendo?

O menino que mordeu o seu—

- Qual quarto? - 302. Devo avisá-lo?

Oi, Billy.

Ainda me seguindo?

Eu não sigo. Só estava aqui e queria falar contigo.

Tô ocupado.

Me aguarde lá embaixo.

Ok. Eu te espero no bar.

Ei, que merda é essa?

Esse canto tá cheio de malucos.

Tá descendo.

Agora tá subindo de novo.

Sobe, desce, sobre, desce.

Queria que decidissem logo.

Estão bloqueando o elevador.

Não entendi o que estão fazendo também.

Não vai mais descer, né?

Eu não vou de escadas.

Tá tudo bem, tudo bem.

O que tá rolando?

Ei, Robinson.

- Esse puteiro tá caindo aos pedaços! - Cale a boca!

Bravo.

Sim, bravo!

Bravo!

Bravo!

Nada mal.

Foi só metade do poder, devia ter me visto com duas bolas.

Você curte dormir com todo cara que gosta de qualquer bunda?

- Eu não durmo com todos. - Sei não, eu vi outra coisa mais cedo.

Ok, olha, tô com fome. Podemos comer algo.

Conheço um lugar italiano. Estou te convidando.

- Você me acha um cuzão né? - Eles fazem uma ótima pasta Maddalena.

Não tão boa quanto a da minha mãe siciliana.

Ela faz o creme do leite de burro fresco,

fica bem cremoso.

- Acha que eu durmo com todos? - Quando mamãe faz a Maddalena,

os caras vem pra janela só pra sentir o cheiro.

Pare de falar da sua mãe. Não durmo com todos. Gosto de você.

É? Não me vem com essa. Vocé é bonito, Billy, mas o que faz é uma merda.

- Você não precisa disso. - Ok, eu transo com todos.

- Então por que está atrás de mim? - Não vai se repetir.

Posso te levar pra jantar agora?

Quem você pensa que é?

Só porque me paga, acha que pode ignorar os sentimentos?

Tá facilitando as coisas pra você, policial.

Não é assim que a banda toca. Tenho que ir, tenho um compromisso.

O novinho ainda é verde, não faz isso há tempo o suficiente.

Ei, Mackeroni.

Eu transo com todos.

Quando meu bebê for presidente,

ele terá tempo pra mim?

Quando seu bebê for presidente, vai te levar pra todos os estados.

O que é isso?

Que fofo!

Talvez seja uma daquelas coisas

que vimos no jornal.

Olha as camisinhas assassinas! ["DICK SEM PINTO"]

Camisinhas assassinas estão de volta!

Pegaram o McGouvern!

Bom dia, Luigi.

Você tá péssimo.

Eu também tô com um gosto horrível na boca.

Cheira aqui.

- Algo de novo? - Tô vendo, me dá dez minutos.

- Oi, Sally. - Ah, Luigi.

- O que faz aqui? - O Capitão me pediu pra

ter uma conversa com nosso amigo em comum aqui.

Não é, Porky? Você adora conversar comigo.

Eu não vou dizer nada!

Não entrego meus amigos.

Okay, okay.

Foi ideia do Frank Collins,

mas ele queria trabalhar com a Vadia Rica.

Então Bruce Winnegan atirou no Frank Collins.

Anjo Assassino também tá envolvido,

mas tá trabalhando com Larry King na Rua 46.

Eles embalam aquelas coisas e levam pro—

Tá aí. Foi mais rápido do que pensei.

- Ouvi que caça camisinhas agora. - É.

Sally, me faz um favor antes de ir?

Sabe que não encosto em camisinhas.

Eu sei. Havia uma igreja onde o Hotel Quickie fica.

- É mesmo? - Quero saber por quanto tempo,

quem demoliu e o porquê, sacou?

- E quero uma foto da igreja, pode ser? - Ok.

As bolas dele sempre foram bacanas e grandes.

Mas o pau não era muito grande.

Digo, era bem pequeno.

Mas, uma vez ele me disse,

que era por isso que queria ser presidente.

Não é engraçado?

"Andorinhas te levam à gatos domésticos."

Boa ideia. Ciao.

O que tá rolando aqui?

Tá dizendo que não sabe?

O que não sei?

Medo de castração se espalha pela população novaiorquina.

Nos últimos dias, a polícia recebeu denúncias

de vítimas masculinas sobre camisinhas que,

em momentos cruciais,

se revelavam uma espécie gulosa de origem desconhecida.

As criaturas alienígenas se parecem com camisinhas,

de acordo com testemunhas, e também podem ser usadas como.

Agora foi revelado que foi o que aconteceu no quarto

onde o candidato republicano McGouvern,

dado à circustâncias ainda não esclarecidas,

perdeu sua genitália,

o que não surpreende a polícia.

Eles sabiam?!

Eles sabiam sobre a camisinha assassina!

Não exatamente.

Digo, teve alguns casos assim, mas,

era só com viados e prostitutas.

Nunca pensei que—

O incidente não vai afetar a campanha—

Campanha?

Que campanha?!

Você não acha mesmo que

o povo vai eleger um homem que perdeu o pau

como presidente dos Estados Unidos?!

Você não deve achar mesmo.

O que vocês descobriram sobre os pequenos monstros

que supostamente se parecem com camisinhas?

Bem, eles são feitos de um tipo de borracha.

Claro, não é borracha, eles tem uma pele fina e são—

Lubrificados?

E com sabor de banana!

O que a polícia está fazendo pra combater as camisinhas assassinas?

Professor Boris Smirnoff.

Nascido em Vaclavitiv, Russia, em 1923, imigrou pra América em 1943,

pra estudar ciências naturais.

Em 1956, recebeu um doutorado honorário por serviços

no campo da bioquímica.

Três anos depois, assumiu a administração de um laboratório

de plásticos e borracha e em 1962 ganhou um prêmio

por criar uma solução especial de borracha, usada em próteses,

mas também pra camisinhas.

Desde então, se dedicou à pesquisa genética.

Seus entes não sabem onde ele está. Outros esperam artigos

que ele deveria entregar, palestras que ele não apareceu.

Há alguns cartões postais da Bahamas

Sim, mas só dizem que o clima é bom e que ele está bem

Mas sua filha diz que ele odeia clima bom,

e que nunca estava bem se não tivesse trabalhando.

Aqui, dá uma olhada.

O que foi?

Olha o cara atrás dele.

- Quem é ele? - Exato.

Ninguém sabe, mas ele estava sempre atrás do Smirnoff.

- Um guarda-costas? - Negativo.

A filha o viu na cozinha do Smirnoff e achou que era um chef.

Convidados da festa disseram que ele era do staff,

mas ninguém conhece esse cara.

Posso perguntar o que está havendo?

Tem um professor que provavelmente foi sequestrado —

Certo. E o que é isso aqui? Uma firma de advogados?

Elas morderam o pau do candidato a presidente

e você tá tomando café e vendo vídeos?

Sr.—

Tivemos 17 casos além do McGouvern, essa noite.

Alguns em bordéis, o resto na cena gay.

O que significa que aqueles fudidos estão se multiplicando,

então antes que ataquem um homem de família riquinho,

eu quero que mantenha isso sob controle.

- Sr., estamos trabalhando. - Sr., estamos trabalhando.

E a partir de hoje, quero um de vocês disfarçado

dentro da cena gay pra saber o que tá havendo.

Mackeroni, você lide com isso.

Não é uma boa ideia, Sr.

Não? E por que?

Você já conhece a cena bem.

Exatamente o problema.

Eles sabem que eu sou um tira.

Sam, vá você então.

- Oi? - Se vista como um homosexual

e dê uma olhada. Ou também é conhecido na cena?

- Não, mas sr.— - Ótimo então.

E não quero ver mais putas e viciados.

Só testemunhas confiáveis, entenderam?

Mackeroni, vista ele.

Os caras vão te curtir.

Mas não quero isso.

Cara, isso é ridículo.

Eu devo ir nos bares gays, pegar o elevador e perguntar pros viados,

“vocês viram a camisinha que anda mostrando os dentes?”

Melhor tomar cuidado quando estiver transando

e inspecionar cuidadosamente a camisinha antes.

- O quê? - Vai acabar antes que perceba.

Mas— digo— Eles vão perguntar se eu quero, né?

Se um deles te quiser, Sam, você não tem saída.

Sem saída? O que isso significa?

Gays são homens de verdade que sabem o que querem, Sam.

Aqui, pegue o lenço. Deixe mostrando no bolso direito.

O quê?

Pra quê isso serve?

É um código... que diz,

“não tô afim de sexo hoje, me deixem quieto.”

E funciona?

É a única coisa que funciona, Sam.

Me dá aqui.

Te vejo na delegacia.

Luigi, não quer vir?

Sam, vai ter que ir sozinho.

E se não me deixarem entrar?

Vão deixar, Sam, você tá sexy.

Detetive, tá piorando a cada noite.

Nem sei onde colocar tanta gente mais.

Pode ver por si mesmo.

Mackeroni?

Verlofski. Frank Verlofski.

Detetive, me escute.

Não, eu quero dizer algo.

Estava cansado. Essa história não tinha fio condutor.

Toda manhã quando acordo, parece que tive um pesadelo ruim.

Mas então eu aperto minha cueca e volto pra essa realidade absurda.

Me ouça por um momento.

Eu percebi que tive sorte que só perdi meu testículo direito.

Digo, numa cidade como New York,

o que um homem faz à noite quando está solitário e não tem um pau?

Luigi?

Joe?

O que faz aqui?

O que aconteceu?

Isso é uma piada?

Eu vou pegar esses desgraçados.

Joe, eu vou derrubar quem estiver por trás disso, prometo.

Eu não sabia o que era inveja peniana. Agora sei que é uma merda!

- Eu sei. - Não, não sabe nada!

Você ainda tem ele!

- Bem, elas comeram uma das minhas bolas. - Que se foda suas bolas!

Qual o sentido de uma bola só? Eu perdi tudo, Luigi!

E você, você ainda tem!

O seu sempre foi maior que o meu e agora, não tenho nada!

Não é justo! E você?!

Ainda pode comer os novinhos com seu pauzão gigante!

Então isso é inveja peniana...

Fica de olho!

Quem sabe por quanto tempo você ainda vai ter um pau!

Odeio hospitais.

E odeio as capelinhas também.

Sam está bem, protegido, pode se divertir.

Olga, minha querida!

Esse é a igreja que existia

onde o Hotel Quickie fica agora.

Foi demolida há exatos 20 anos.

Gente de paz vivia na área,

daí veio os bordéis e sex shops.

Rolou muito protesto da população contra a demolição,

mas tinha um aspirante a político

que fez questão que esse lugar de adoração

fosse secretamente obliterado.

O nome dele era McGouvern.

Bom trabalho, Sally.

Olha, você seria útil no caso aqui.

Sem chance. Preciso voltar pro Bronx,

tem alguns crimes violentos lá também.

Me diz, por onde anda o Bob?

Vocês eram uma ótima dupla.

Bob... tirou umas férias.

Que bom. Então tchau! Até logo, rapazes!

Ciao, Sally.

Cerveja.

Eu sou um porco imundo.

Às vezes a cidade parece um tumor gigante

que cresce e se aproxima de sua própria destruição.

Talvez sempre serei um estranho, aqui.

Eu passei minha infância na Sicília,

na nossa casa, perto do mar azul,

com minha mãe amorosa, cantando canções tristes na lareira.

Mackeroni!

Mackeroni, cadê você seu boiola siciliano?!

Luigi!

Lenço amarelo no bolso direito, né?!

Aquele gorila pervertido mijou na minha perna porque achou que eu curtia!

Eu sou casado! Tenho um filho!

Não estou acostumado com essas merdas! Pare de rir!

Não é engraçado, porra!

Ok, ok! Se acalma, Sam! Foi mal, tá?

Foi uma piada. Não sabia que aconteceria mesmo!

- Sorte sua que não te dei o vermelho. - Lenço vermelho? O que significa?

Fisting.

Vem, vamos tomar um café.

Não preciso de café!— Vai trabalhar no caso sozinho!

Essa cena é muito— Merda, tô fora!

Pare! Não pode desistir agora!

Seja lá o que pense dos caras de couro de lá,

eles só querem se divertir.

E agora estão sendo atacados e temos que parar isso!

Droga, eu preciso de você.

Okay.

Okay, mas chega de lenços amarelos.

Sem lenços amarelos, certo.

E sem lenços vermelhos também! Chega de lenços!

Tá fechado. Tudo bem.

O que tão olhando, idiotas?

Nunca viram uma amizade masculina de verdade?

Ninguém mija na minha perna, ninguém.

Eu sei.

Desculpe.

- Qual o problema dela? - Alguém pode traduzir?

Algo a ver com camisinhas.

Onde?

Onde?

Onde?!

Camisinha aonde, Señora?

Me escuta! Aonde?!

Hospital?

Hospital? Uma camisinha no hospital?

Señora, pode me mostrar onde foi?

Vem comigo, levanta!

- Eu vou checar. - O que quer ver?

Tô com uma sensação esquisita.

Não tem ninguém que possa traduzir aqui?

O que ela diz?

Camisinha?

Futschka! Futschka! Futschka!

Inspetor Mackeroni.

Até um profissional dedicado como você precisa de descanso,

do contrário a saúde cobra.

Oi.

Oi.

O touro tá aqui?

Quem?

Você sabe de quem estou falando.

Detetive Mackeroni acabou de sair

e acho que não vai voltar tão cedo.

Aonde ele foi?

Escuta, garoto. Seu "touro" já tem problemas suficientes, ok?

Ele não precisa da sua obsessão.

Você não é o primeiro bandidinho na vida do Luigi.

Todos esses caras se aproveitaram dele,

entraram na mente dele e todos eram iguais a você.

E aquele homem?

O que tem ele?

Ninguém consegue entender ela?

Ela diz que viu um cara asiático na capela do hospital.

Ele é um demônio e tinha uma daquelas camisinhas.

Vamos.

Vamos, vem comigo! O'Brian, pro hospital!

Venha comigo! E você também, rápido!

Elly, traz dois cafés, por favor.

Por favor, sente-se.

Desculpa incomodar a essa hora,

mas aquela mulher, a que teve o nariz mordido—

O que tem ela?

Ela foi à delegacia ontem à noite.

Ah...

Sim, estava muito nervosa.

Eu pensei em verificar e—

O que ela falou?

Não tenho certeza.

Creio que disse ter visto uma daquelas camisinhas.

O quê?

Aqui?

Na capela, pelo que entendi.

Inspetor, essa mulher acorda todas as noites gritando

e delirando sobre camisinhas pulando em seu rosto.

Ela precisa de remédios e sedativos. Onde ela está?

Tem algum funcionário asiático nesse hospital?

Não, não que eu saiba. Por que?

Nada demais.

Outro dia, por um momento, pensei ter visto um cara chinês.

Há um bilhão de chineses vivendo nesse planeta, Inspetor.

É possível que tenha visto um deles.

Na capela, ela diz, você tem que ir na capela.

Por que ele entende tudo?

Você é casado, Inspetor?

Eu? Não.

Talvez deveria considerar uma esposa.

Especialmente um homem como você, é importante

que tenha alguém pra te cuidar quando chega à noite, sozinho.

Prefiro estar sozinho.

Por isso, o Deus criou dois gêneros entre os seres humanos,

pra que possam se encontrar e dividir suas vidas.

É, faz sentido.

Eu preciso ir, Dr. Riffleson.

Você é muito solitário, não é?

Boa noite, Dr. Riffleson.

Eu te acompanho à saída.

Preciso ir nessa direção mesmo.

O que foi isso?

O que ela diz?!

Não tenho ideia.

Já chega...

Essa mulher precisa de um padre, ou um psicólogo,

e eu também se isso continuar!

Vamos encontrar o Luigi e voltar pra delegacia.

Eu enviarei a mulher de volta pra você.

Mas não a deixe escapar novamente.

Não vai se repetir.

- O que foi isso? - O que?

Alguém usou uma arma.

Tiros? Aqui? Não ouvi nada.

Quem está gritando?

Provavelmente a histérica do primeiro andar.

Toda vez que a dor fica forte demais...

Inspetor!

Professor Smirnoff?

Professor Smirnoff?

Aí está você!

Você trouxe minha geléia vermelha?

Geléia o quê?

Geléia vermelha!

Não finja que não sabe do que estou falando!

Você é da polícia, não é?

Eles não podem machucá-la.

Preciso da minha geléia vermelha. Não vivo sem... minha geléia vermelha.

Quem eu não posso machucar, Professor?

Você sabe o que estou fazendo aqui?

Sou todo ouvidos.

Sou o Professor Smirnoff!

Eu sei.

Me diz, Professor, quem te colocou—

Eu... criei tudo isso aqui.

Olhe esse animal gracioso de borracha. Boa viagem, Maurice!

Quer saber como criei tudo isso?

Sim, Professor.

Um híbrido de larvas dos gêneros

Sammekinus, Miliaris, Citalia Simplex e um vírus Ikosaeder extremamente halofílico.

Quando seus pronúcleos se fundem, o fortemente ácido

fosfo-ribosilico, forminino- amido- carboxamida de imidazol

...produzem criaturas de movimento artifical

que se movem independentemente e propositalmente,

não diferente de como comemos.

Por exemplo, a geléia vermelha.

E mordendo genitais de inocentes? O que é isso, professor? Pra quê?

Eu recebo minha geléia vermelha!

De quem?

Quem te dá a geléia vermelha?

Eu que dou a geléia vermelha.

Mais alguma dúvida, Inspetor?

- Dra. Riffleson. - Exato. Me dê a arma.

Eu disse me dê sua arma,

ou ele explodirá seu cerébro pervertido direto de seu crânio!

Reviste ele.

Acabou o jogo. A polícia veio me resgatar.

Cale a boca e continue trabalhando!

Não, não vou continuar!

Vou ser resgatado e eu, Professor Smirnoff—

Volte ao trabalho... ou não terá sua geléia vermelha!

Vamos, Inspetor. E não faça nenhum movimento errado.

Vai, vai, vai, vai.

Estou feliz que veio nos visitar, Inspetor.

Posso perguntar qual o motivo disso tudo?

Estou preparando Nova York pra Sua chegada.

Chegada de quem?

A chegada e retorno do nosso Senhor!

Eu não entendo.

Não, e por que deveria?

Deus não fala com os perdidos.

No dia 31 de dezembro de 1999,

o Senhor, junto de seu servo mundando, chegará

pontualmente às 11:30, no voo de Roma à Nova York.

Ele virá pra julgar os maiores pecadores de Babel desse mundo.

Essa cidade é como Sodoma e Gomorra.

E eu... tenho a missão bíblica e honra divina

de liderar o caminho julgando e punindo antecipadamente,

os mais perversos dos pecadores mortais!

Bom, eu—

Não negue fatos, Inspetor.

Sei tudo sobre você e suas atividades não naturais.

Na Bíblia diz, "um homem não deve se deitar com outro homem”,

sabe disso, né?

E a Bíblia também diz, "seja fértil e multiplique-se",

e não ceda à luxúria e os desejos carnais.

Mas não lembro de nada nas escrituras sobre camisinhas,

nem sobre contracepção! Nada!

Nada sobre ejaculações fúteis ou orgias nojentas

que você e seus amigos pervertidos fazem!

Vai em frente, Inspetor. Dê uma olhada.

Um grupo adorável, não é?

Donos de bordéis e cafetões...

Homem vestido de mulher...

Policiais que caçam os bons e deixam os malignos escaparem...

Turistas metendo o nariz onde não devem...

Mas irei me livrar desse mal.

Eu não descansarei...

Até que o último pervertido seja castigado no Dia do Julgamento.

Então, era isso.

Uma religiosa fanática neurótica que odeia homens

transformou um cientista brilhante num instrumento

de sua visão de mundo perturbada.

O método do Professor Smirnoff de juntar silicone de látex com

lecitina centrípeta é um sinal de Deus!

Que precisamos pôr um fim à esses pecadores perversos!

Venha comigo, Inspetor.

Venha, venha!

Você se gaba tanto,

adora falar que precisa de camisinhas extra grandes.

Inspetor Mackeroni, esse modelo é especial pra você.

Obrigado por pensar em mim.

Esperei por isso por semanas. Agora bota pra fora seu pênis de Babel!

Você é maluca—

O que está esperando?

Coloca pra fora sua virilidade!

Vamos, Inspetor.

Vamos alimentá-lo.

Ouça, Dra. Riffleson.

Não sei se o Salvador aprovaria seus métodos.

Digo, foi ele que me deu esse pênis bacanudo, não é?

Pra ser fértil com ele!

Pra casar com uma mulher e ter uma família com ela.

E o que faz com ele? Enfia no canal intestinal de homens!

Não, Inspetor, não era isso que Deus queria quando te presentou!

E agora, você pode finalmente tirá-lo das calças.

Touro?

Billy!

Touro!

Sim!

Estou livre!

Professor Smirnoff está livre!

Touro!

Billy!

Yes!

Geléia vermelha!

O que você quer, Professor?!

Ninguém sai daqui vivo... Eu quero a geléia...

Agora não, Professor.

Não vou sem a geléia!

Seu velho idiota!

Lolly!

Acho que salvou meu pau, né?

Eu te amo, Touro!

Aqui.

Enrole sua mão.

Licença, namoradinhos...

Eu quero descer daqui, Lolly!

Mackeroni, solte a gente!

Rápido!

Luigi, cuidado!

Mackeroni!

Tem um momento pra mim?

Acabou, Riffleson.

Está errado! Deus está do meu lado!

Agora, vamos, vamos!

O que você espera conseguir? Deixe o garoto ir.

A vontade de Deus deve ser obedecida!

E Deus quer... que você pule nas camisinhas!

Olá, tem alguém aí?

Olá?

Pule!

Pule! Pule! Pule!

Olá?

Dra. Riffleson?

Não.

Não vou pular.

Olhe em volta, doutora.

Esse é o seu trabalho.

Acha mesmo que Deus vai te perdorar?

Você criou o inferno aqui,

cheio de criaturas que jamais seriam obra do Senhor.

Você fala de pecado e depravação, e pode estar certa.

Mas olha pro garoto que está apontando a arma.

Ele é jovem... e merece o direito de viver!

No Paraíso, não há camisinhas, Dra. Riffleson...

Especialmente as que mordem!

Você fala de um Deus que julgará toda a humanidade...

Eu digo que Deus protegerá todos os que amam.

Ele não liga se são dois homens, ou um homem e uma mulher.

Ele não liga se um homem se veste de mulher e canta num bar.

Essas pessoas podem não ter feito sempre a coisa certa...

Mas ainda somos... seres humanos!

Todos são responsáveis por seu próprio caminho na vida.

Se Deus um dia irá nos julgar,

ele não precisaria de alguém pra fazer isso por ele.

Cada um nós aqui, homo ou heterosexual...

Seja uma travesti, um professor ateu, dono de bordel,

policial, sérvio, croata ou chinês—

Não sei de onde vieram essas palavras naquele momento.

Eu dei um sermão, confiante de que minhas palavras teriam efeito.

"Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra."

A única coisa que me irritou foi aquela luz estranha,

em volta de mim... e os anjos cantando...

Você não sabe o que é amor.

É tão... sujo.

Vocês são todos... sujos!

Acabou, Doutora.

Está sozinha.

Eles estão ali. Vamos, agilizem.

À direita!

- Se mexam! - Deixe-me passar!

Sabe, Luigi...

Não quero mais brincar de ser sua mãe. É muito estressante.

Você mandou bem, Babette.

Eu já fui policial, sei como é.

O que vai fazer agora?

Não tenho ideia. Tirar esses saltos. O sutiã tá me matando. A peruca coça.

Minhas bolas estão apertadas como um punho,

com medo de que uma das criaturas as mordam.

Sam!

Você foi ótimo!

Nós fomos uma boa equipe, né? Como antes!

Sim, mas você não era tão bonita antes.

Já te disseram que você é muito atraente

pendurado em cima de uma piscina de camisinhas?

Por favor, não dê em cima de mim assim.

Ah, como eu poderia esquecer? Você é homofóbico!

"Homo"-o quê?

Homofóbico!

Depois do sermão do Luigi,

quem poderia ter algo contra os gays?

Todo homem deve ser feliz se tiver algo entre as pernas

e fazer o que quiser com isso!

Fiquei meio emocionado!

Luigi, não sabia que podia fazer discursos tão emotivos!

Enfim, estou indo.

Preciso de um banho quente e relaxante agora.

Não é uma ideia ótima?

Tenho uma grande banheira e óleo de pinheiro em casa.

É só se deitar e parece que está na Floresta Negra alemã na primavera!

Adorável. Estou indo.

Óleo de pinheiro sempre foi o cheiro favorito da minha mãe.

Ainda lembro como o apartamento cheirava

quando eu era pequena.

Alguns cheiros te acompanham da infância até o resto da vida.

Deve se lembrar como sua mãe cheirava quando era criança?

- Bob! Por favor! - Vamos, me diga.

- Como ela cheirava? - Eu não sei.

- Vamos lá. - Ela... cheirava a peixe.

- A o quê? - Peixe.

- Peixe? - Ela era uma peixeira no Queens.

Deixa eu te falar algo.

Eu amo peixe. Devo cheirar a peixe também.

Porque eu adoro preparar trutas.

Acho que merece uns dias de folga, Mackeroni.

Não quero te ver nas próximas quatro semanas.

Ficou claro?

Eu não voltarei ao escritório, Sr.

- Estou cheio desse trabalho. - Uma pena ouvir isso.

- Você é o meu melhor homem. - Precisa parar, Sr.

Aposto que cheiro mais a peixe do que sua esposa!

Eu cheiro a sopa de peixe!

Tire uns dias pra você e conversamos depois.

Cuidado, Sr.

Você é um policial raiz, Mackeroni.

Ele te tira o juízo!

Ele sabe, Sr.!

Obrigado.

Bom, e agora?

Tô com fome. Vamos comer algo.

Ok, mas comida italiana não.

Mas eu conheço uma cozinha ótima.

Eles tem o melhor macarrão e molho do mundo.

É mesmo?

É, não é tão longe daqui.

Só atravessar o oceano e chegamos lá.

A Sicília é mais perto do que pensa.

Não fala sério.

Mas é claro que falo.

Temos tempo, certo?

Já esteve na Europa?

Não.

Te mostro minha terra natal.

Te mostro o Monte Etna... e minha mãe...

Será que ela vai gostar?

Não.

Mas não precisamos dizer que você não é virgem.

Quer mesmo parar de ser policial?

Não sei.

Se eu parar, vai ter um lado ruim.

Vai parar de me chamar de "Touro", e eu gosto quando faz isso.

Eu prometo sempre te chamar de Touro.

Mackeroni!

Ótimo.

Repete.

Tourão.

De novo.

Policial.

De novo.

Policial.

De novo.

Me beije, Touro.

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