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Original subtitles

Black Moon (1934)

Começou outra vez!

Ouve isso?

Isso pode parecer estúpido e não ter nada a ver com o caso,

mas ela sempre toca esses tambores.

Não tambores de brinquedo, mas tambores nativos da Ilha de São Cristóvão.

Ela nasceu lá.

Só ha duas pessoas brancas na ilha: seu tio e um supervisor...

...os demais são 2.000 negros.

Há uns dias fiz os acertos para acompanhá-la na viagem.

Eu sugeri isso, mas ela recusou.

É por isso que, por sugestão do Dr. Linden,

...eu lhe consulto como psiquiatra.

Linden diz que ela está muito bem... fisicamente.

São seus nervos o problema.

Parece que ela sofre de uma neurose, como se temesse algo.

Então, por que não me quer a seu lado?

Há algo que ela não quer que você saiba.

Meu conselho é deixá-la enfrentar o que for... por si mesma.

- E vencer isso a sua maneira? - Exatamente!

- Entendo. Obrigado, Doutor. - Não há de quê.

Posso interromper?

Stephen! Pensei que tinha ido ao escritório!

Venha cá, querida!

Vá brincar. Preciso falar com sua mãe.

Desça as escadas e ajude Anna a fazer as malas.

- Que lhe parece isso? - Bem.

Muito bem, é uma boa menina!

Esta manhã chegarei um pouco tarde ao escritório.

- É nosso último dia juntos. - Último dia?

Surgiu algo muito importante e não posso velejar com você amanhã.

Não sabe o que isso significa para mim!

Desde que saí da ilha, quis voltar.

Volte e limpe sua alma lá!

Não me reconhecerá quando voltar!

Estarei calma, sedada. E com uma mente muito positiva!

Não mude muito. Eu amo você como é!

Querido!

Desculpe-nos, por favor.

- Que houve, Anna? - Quero embalar as bonecas de Nancy.

Não se esqueça de Gus!

Querida, não pode levar toda a família, não há espaço!

Mas eu prometi a Gus que iria!

Assim será. Conseguiremos um passaporte para Gus...

Que Gus é, macho ou fêmea?

- Não decidimos, verdade, mamãe? - É isso, querida.

Não importa. Vou me encarregar que Gus vá como clandestino.

- Oh, obrigado, papai! - Isso é tudo?

- Obrigada, paizinho! - Não há de quê.

- Adeus, querida. - Adeus.

Venha, Gus!

Vamos!

- Papai, que é um passaporte? - Algo que se precisa para viajar.

Macklin!

Nita!

Que alegria lhe ver!

Não mudou nada!

Nem você, só que cresceu!

E ficou mais bonita!

Como vão todos em casa?

Venha, sente-se!

Fale-me do tio Raymond!

Ele está muito bem. Tem planos de lhes visitar...

...tão logo que a ilha se tranquilize.

Tranquilizar-se?

Os tambores vodu não param de tocar.

Tudo começou quando os nativos souberam que você voltava.

Pela primeira vez em anos...

...houve um sacrifício essa noite.

Quer dizer que...

minha volta tem a ver com os tambores vodu?

Seu tio me pediu que lhe dissesse que não voltasse à ilha.

Macklin...

...não posso ficar aqui por mais tempo!

Há muito frio!

Eu estou apenas meio viva!

Sinto muito, querida, mas as ordens do seu tio...

Ordens!

Quem é ele para me dar ordens?

Só a pessoa que lhe salvou de se transformar em zumbi!

Aqueles nativos nunca quiseram que ele lhe tirasse da ilha.

E não esqueceram!

- Tampouco eu! - Como pode dizer isso?

Tem um bom esposo...

...e uma linda filha!

Parece-se muito com você...

antes de que aquela negra, Ruva, lhe pusesse as mãos...

e lhe oprimisse com o som de os tambores...

e o cheiro do sangue!

Envenenou você com bruxaria!

Por favor, Macklin!

Não sabe o quanto lutei contra isso?

Ano após ano, quase até o ponto de enlouquecer!

Sinto muito, querida.

Seu tio me pediu que lhe impedisse ir, custe o que custar!

Você não pode me deter.

Irei como e quando eu quiser.

Muito bem.

- Aonde vai? - Contar tudo a seu esposo!

Vá, diga a ele!

Faça o que quiser!

Eu irei!

Voltarei para casa.

É o dispositivo sem fio mais prático que eu vi. Parabéns, Sr. Chambers!

- Obrigado. - Com licença, por favor?

- Como vai? - Olá.

- Tudo pronto? - Tudo!

Bilhetes, passaportes, bagagem.

E os comprimidos contra enjoo!

Alegro-me que não tenham esquecido.

É melhor que vá fazer suas próprias malas.

- Sr. Lane... - Sim?

Não sabe de ninguém que precise de uma boa secretária?

Secretária, não, por quê?

Ela é inteligente, não é feia e...

...mente muito bem.

- Não será você! - Sim, sou eu!

Veja, eu gostaria de não fazer esta viagem.

e, se você não se importa, eu quero me demitir.

- Impossível! Não posso prescindir de você! - Sim, pode!

Temo que você tenha que aceitar, Sr. Lane.

Quer um aumento? Eu lhe dou!

Não.

Entendo, está apaixonada.

Como adivinhou?

Quem é ele? Como é?

É o homem mais maravilhoso do mundo!

- Tem trabalho? - Sim...

- Um bom trabalho. - Quando é o casamento?

Não haverá casamento.

Que houve?

O mesmo que com todos os homens bons que uma garota tropeça...

Já estão casados!

Que vai fazer a respeito?

Bem... não vou viver em pecado.

Em parte, porque ele não me pediu...

e porque não gosto dessas coisas.

Tampouco vou me suicidar.

Então, desaparecerei.

Não pode esperar voltar da viagem? Estou muito preocupado com a Sra. Lane.

Não posso deixar que vá sem que tenha perto alguém de toda minha confiança.

Seria um favor muito especial para mim, poderia reconsiderar isso?

- Como um favor para você? - Sim.

Bem, está bem.

Obrigado, Gail.

Pode escrever sua própria carta de recomendação quando voltar!

Tem certeza que não há nada que eu possa fazer?

Gail!

Sim, Sr. Lane?

Esqueceu-se de Gus!

Pode se assegurar de que viaje com Nancy?

Bem ao lado do seu travesseiro!

Perdão, senhor, você é Stephen Lane?

- Meu nome é Macklin. - Macklin?

JOHN MACKLIN SUPERVISOR. PLANTAÇÃO PEREZ SÃO CRISTÓVÃO

Claro, Sr. Macklin!

A Sra. Lane lhe menciona com frequência. Que está fazendo em Nova York?

Dr. Perez me envia.

Ele me pediu que lhe dissesse algo muito importante.

- Entre. - Obrigado.

- Pare aí! - Pegue-o!

Está muito ferido?

Está morto.

ASSASSINO NATIVO CONFESSA!

Eu me livrei dos detetives e dos repórteres.

Disse a eles que você estava muito doente para recebê-los.

Obrigada, Stephen.

Acha que é apropriado viajar amanhã depois do que aconteceu?

Estou mais segura que nunca.

Tio Raymond agora está sozinho. Talvez precise de mim.

Querido...

Cancelarei nosso jantar esta noite. Jantaremos aqui, sozinhos.

- Só nós dois. - Parece-me bem.

Olá, papai!

Olá, linda! Pronta para dormir?

Sim, papai!

- Boa noite, mamãe! - Boa noite, querida.

- Leve-a para cama, pode ser? - Claro que sim!

Venha, vamos!

Como gostaria que viesse amanhã conosco!

Eu também. Não sei que vou fazer sem vocês!

Eu também não sei o que vou fazer sem você!

Vai se comportar bem, e que mais?

- Tomarei meu sorvete! - E...

- Comerei meu espinafre! - É isso!

- Espere, pare! Eu me esqueci de uma coisa! - Que se esqueceu?

Oh, já sei!

Já sei...

"Anjo da guarda..."

- Não, essa é velha! - Conhece alguma melhor?

Abençoe meu papai e dê forças a ele para comer mesmo se não seja espinafre.

E permita que voltemos logo para casa.

Nunca será muito cedo para mim! Rápido para a cama!

Vamos, cubra-se!

- Está muito cheiroso! - Claro, você acha?

Abrace-me outra vez, papai!

- Boa noite, linda! - Boa noite, papai!

Boa noite!

SÃO CRISTÓVÃO

Ruva!

Oh, Nita!

Oh, querida...

Ela É Ruva, a babá que me criou quando eu era pequena!

Nita, gostaria de lhe ver na biblioteca um momento.

Sim, tio.

E agora, Juanita, me explicará por que está aqui?

Vim lhe visitar!

Macklin não deu meu recado antes de que o assassinassem?

- Claro que não! - Eu comprei os jornais de Nova York.

Este diz que ele estava em sua casa duas horas antes de morrer.

Está mentindo, Juanita.

Sim.

Menti.

Não compreende o que isso significa...

...não só para você, mas para seu esposo e sua filha?

- Mas meu esposo aceitou que eu viesse! - Ele não sabe de nada!

Bobagem. O passado está morto!

- Os nativos esqueceram há muito tempo! - Os nativos nunca esquecem!

Está bem, agora estou aqui, em pouco tempo voltarei!

Esqueceu-se das três noites de sacrifícios durante a lua cheia?

Não, não estou interessada.

Haverá lua cheia outra vez dentro de três semanas.

O navio zarpará antes. Prometa-me que irá nele!

Bem, tio, não fique tão chateado.

Irei nesse navio se isso lhe faz feliz.

- Como pode tratar Kala assim? - Nega-se ir embora como prometeu!

Sabe que não se admitem nativos na casa exceto os empregados!

Ele é um homem santo! Um sacerdote! O líder deles!

Ele é mais que um empregado! Eu o conheço desde que era criança!

Deixe que fique nas montanhas que é onde deve estar!

Se voltar a encontrá-lo na casa farei que o açoitem!

Então talvez tenha problemas na próxima semana...

...durante a lua cheia.

É assunto meu!

Lá vai a escuna em que deveríamos voltar.

Algo está acontecendo sob a superfície...

Não gosto como as coisas estão, Anna. Não gosto nada!

O assassinato de Macklin está relacionado com isto de alguma maneira.

O que a Sra. Lane e o doutor dizem disso?

Nada.

Gostaria que o Sr. Lane estivesse aqui!

Estará.

Acabo de mandar um telegrama pedindo a ele que venha.

Anna, Anna!

Olhe o que eu posso fazer!

Nancy!

Quantas vezes lhe disse que fique comigo?

Não mexa nessas coisas!

Ocupe-se de suas coisas!

Não, Anna! Deve ter mais cuidado!

Ouça, querida...

seja uma boa menina e vá para casa...

...Gail chegará em um minuto.

- Brincará comigo de casinha? - Sim, eu farei.

Eu serei sua menina!

Muito bem, agora vá.

Que ideia!

Dar facas para brincar! Poderia ter cortado o pé!

Essa velha! Atrás da menina como se ela fosse a responsável e não eu!

Sim, Anna. Eu sei.

Sra. Lane, desculpe-me...

- Poderia falar com você? - Bem...

Preocupo-me com Nancy. Essa mulher, Ruva, esteve atrás da menina.

Deu a ela uma faca para que brincasse!

Tudo isso é absurdo!

- Se algo acontecesse à menina... - Que poderia acontecer a ela?

Bem, nada, se tivéssemos ido na escuna esta manhã!

Você pode ir embora quando quiser!

Certamente, quando a escuna voltar, o Sr. Lane virá nela.

- Como? - Mandei um telegrama pedindo isso.

Como se atreveu sem me consultar?

O telegrafista!

- Boa tarde, senhor. Gosta da viagem? - Claro que sim!

De onde você é?

Geórgia, senhor.

Meu nome é "Lunch" McClaren. De Augusta.

- Que veio fazer aqui? - Geórgia começou a ficar pequena para mim.

Que tipo de ilha é São Cristóvão?

É uma ilha agradável. Mas tem que aprender a gostar dela.

É sempre o mesmo, e isso chega a aborrecer.

Eu tenho um bom trabalho. Manejo meu barco e...

...a comida é boa.

Também posso às vezes comprar roupas. E tenho uma boa mulher!

- Claro que é uma perseguidora de macacos. - Perseguidora de macacos?

Que é isso?

Um apelido que dão aos negros de lá.

Os nativos gostam de cocos, igual aos macacos.

Então perseguem os macacos e tiram os cocos deles!

Por isso são perseguidores de macacos!

Eu amo minha mulher!

O Dr. Perez é um bom patrão, desde que não o incomode demais!

Importa-se de pegar o timão um pouco? Tenho que fazer uma coisa.

A Sra. Lane sente muito não poder vir lhe receber.

- Acontece algo? - Não, não acontece nada.

Ela vai lhe esperar na casa.

- Sr. Lane, alegro-me tanto que esteja aqui! - Gail, como vai?

Desculpe-me não lhe esperar no barco, mas estou procurando Nancy.

- Não está com a mãe dela ou com Anna? - Não pude encontrar Anna!

Há poucas horas que eu vi Nancy!

Deve estar por perto.

Lá está!

- Papai, papai! - Minha pequena! Onde estava?

Minha querida, alegra-me tanto lhe ver!

Faz um século que não lhe vejo!

Mas só passaram duas semanas e três dias!

Para mim pareceu um século!

Como vai Gus? Onde está?

Na casa, irei buscá-lo!

- Devo lhe falar com urgência! - Eu gostaria primeiro de falar com ele...

já que você cometeu a torpeza de nos pôr em perigo enviando esse telegrama.

- Devo insistir, Sr. Lane. - Aqui está Gus!

Não mudou nada, não é?

Desculpe-nos, Gail.

- Por favor, diga a Anna que não deixe a menina sair do jardim. - Sim.

Por que diz que o telegrama lhes pôs em perigo?

Teve que ser enviado através de um telegrafista nativo.

Todos os negros da ilha sabem que queremos que minha sobrinha vá embora.

Que importa aos nativos se minha esposa vá embora ou fique?

Escute...

O sol está se pondo.

- Que é isso? - Tambores... tambores rada.

Tambores rada?

Chamado de sangue. Um sacrifício aos deuses negros.

- Chame isso de "vodu". - Que significa?

Quem sabe? Mas algo sei,

sempre que os tambores soam assim, há problemas em São Cristóvão.

Com os nativos?

Ninguém pode nos escutar. Por favor.

Algo está acontecendo. Se me perguntar o que é, só posso lhe dizer que não sei.

Pense nisto: somos cinco brancos...

duas são mulheres, a outra uma criança indefesa.

Rodeados por 2.000 negros!

Três quartos deles são bandidos. Fugitivos do Haiti!

Se sabia que existia este perigo, por que permitiu Juanita ficar aqui?

- Juanita não quis ir embora. - Por que não?

Não sei, mas se você a ama, convença-a.

Leve-a de alguma maneira!

Stephen!

Olá, querida!

Que faz aqui se me prometeu que não viria?

- Vim para lhe levar para casa. - Para casa? Não compreendo!

Seu tio diz que é perigoso. Os nativos estão alterados.

Esteve ouvindo tio Raymond! Ele teme os fantasmas!

Fantasmas dos nativos que ele açoitou e matou!

Não há perigo.

Conheço os nativos. Não acontecerá nada!

Este lugar é parte de mim, Steve.

Cada caminho da selva.

Cada sombra!

Há uma música que nunca escutou!

Pela primeira vez em anos...

...estou em paz.

Desculpem, onde está o Dr. Perez?

- Há pouco saiu por esta porta. - Tenho que encontrá-lo!

- Qual é o problema? - Procurava Anna e a encontrei.

- Algo horrível aconteceu! - Quê?

Temos que encontrar o Dr. Perez!

Olhem!

Anna!

- Como pôde acontecer? - Pode ter caído ao caminhar, mas...

Mas o quê?

Uma dúzia de brancos foram encontrados neste poço de lava.

Todos eles tinham interferido com os nativos.

Onde está Anna, mamãe?

Foi embora, querida. Ruva será sua babá agora.

Vá para a cama.

Mas eu quero Anna!

Por que não pode ser você minha babá?

Até que Anna volte!

Aonde ela foi?

- A uma longa viagem. - A Nova York?

Mais longe, querida.

Eu não gosto dela!

Por que você não pode ser minha babá?

Gostaria, querida, mas...

...acho que não faria muito bem. Veja...

...eu apenas sou uma secretária.

Que é isso?

Alguém que cuida de algumas coisas, escrever cartas... atender ao telefone.

Você é uma espécie de babá!

Bem. sim, algo assim!

- A escuna está pronta para partir? - Sim, senhor.

Esta manhã não a vi,

mas ontem à noite estava em perfeitas condições!

O Sr. Lane e sua família partirão em uma hora!

Todos eles?

Sim. Procure a Srta. Hamilton e diga a ela que quero vê-la.

- Vigie bem a menina. - Sim, senhor.

- Mas eu não sou uma babá! - Faça uma exceção desta vez.

- Direi a minha esposa que vamos embora. - Bom!

Vodu.

Mais magia negra...

- Gail... - Sim?

Posso falar com você?

- Que houve? - Pode estar pronta para partir em uma hora?

Estou pronta para ir embora desde que cheguei aqui!

Uma semana mais eu ficaria louca. Se você não tivesse vindo...

Ainda pensa em demissão quando chegar a Nova York?

- Acho que sim. - Não pode falar sério.

Quem vai equilibrar o talão de cheques da Sra. Lane?

Meu coração partido não significa nada para você?

Sempre se superam essas coisas!

Sim, e os talões sempre se equilibram.

Olhe!

A escuna!

- Não há outra embarcação? - Não. Essa é a única.

Não é nada bom, verdade?

Onde pode estar?

Provavelmente, alguém a encontrará.

A Sra. Lane não está na casa. Procurei por todos os lugares.

É engraçado. Não compreendo isto!

Provavelmente saiu para um passeio!

- Sozinha? A esta hora da noite? - Esquece que ela cresceu nesta ilha.

- Importa-se que olhe? - De modo algum!

Nancy está sozinha. Eu a acompanharei, se quiser.

Obrigado.

Não se preocupe. Tenho certeza que a encontrará.

Sim, só que não compreendo isso!

- Boa noite. - Boa noite.

Espere um momento. Se você sair, estará perdido em cinco minutos.

- Ela voltará. - Esses nativos!

Oh, eles estão nas montanhas.

Olhe, há algo mais. Algo que não me disse.

Que motivo eu teria para ocultar algo de você?

Saiu para dar um passeio. Já disse centenas de vezes!

Você me disse que ela estava em perigo. Que eu deveria tirá-la desta ilha!

Talvez tenha exagerado!

Ainda assim, esta morte de Anna e o roubo da escuna!

Houve revoltas de nativos antes. Por isso que construímos esta torre.

Não deixe que isso lhe preocupe. Dê-lhe um pouco mais de tempo.

Quer olhar lá dentro?

Esta é a única porta nesta ilha que nenhum nativo passou.

Estas escadas levam ao alto da torre.

Venha por aqui. Quero lhe mostrar uma coisa.

- Vejo que estão preparados. - Temos estado nos últimos 100 anos.

Os negros tentaram nos expulsar seis vezes.

Acho que você conhece a superstição que reconhece o 7 como número de sorte!

Se a vida é tão precária, por que negros e brancos continuam aqui?

Nossa família esteve aqui durante os últimos 200 anos.

Muitos morreram, mas nenhum se exilou.

Eu vejo.

- Bem, podemos voltar para a casa? - Está bem.

Feche a porta.

Por aqui.

Já estamos de volta à biblioteca.

Acho que vou dormir. Sinta-se como em sua casa.

Boa noite.

MISTÉRIOS DO CULTO VODU.

Gail...

Gail...

- Que horas são? - Duas horas em ponto.

- Os tambores pararam de tocar! - Sim.

Acho que é melhor que vá para cama agora.

- Tomarei conta dela, se quiser. - Obrigado, não é necessário.

- Não há nada que eu possa fazer? - Não, obrigado.

- É melhor que você durma um pouco. - Boa noite.

- Onde esteve? - Caminhando.

Tão tarde?

Eu me perdi.

Que houve? Sei que está com problemas, que está lutando contra algo...

...mas não posso lhe ajudar porque não fala comigo.

Entenderei o que for, mas deve me dizer!

Por favor, Stephen, estou cansada.

Deixe-me ir dormir. Falaremos de manhã.

Falaremos agora!

Por favor, Stephen!

- Escutou? - Sim.

- Levo Juanita para casa! - Mas como?

- Onde está o telégrafo? - Lá dentro.

- Vou pedir uma embarcação! - Mas meu telegrafista foi assassinado!

- Eu posso enviá-lo! - Muito bem.

- Lá está. Tem luz suficiente? - Sim.

- Onde está o livro de códigos? - Lá. Deixe a porta aberta.

Já tenho. LQO. Feche a porta.

- Consegui. - Bom!

Temos que fazer o que o doutor disse.

Não tem ideia do que acontecerá ou de como podemos sair daqui?

Não. A única chace é agir naturalmente, fingir que não temos medo e esperar.

Há olhos espreitando por toda parte, eles não dormem...

Os tambores tocam a noite toda...

e Anna, nossa amiga, assassinada.

Gail, vem cá! Vamos brincar!

Vamos lá!

Sr. Lane!

Que é?

- Onde está, Lunch? - Aqui.

- Por que se esconde? - Fale baixo, Sr. Lane

- Que houve? - Há problemas.

- Que tipo de problemas? - De mulheres!

Não ria, Sr. Lane...

- Minha namorada se meteu nisso da Rada. - Fala do vodu?

- O sacerdote do vodu vai matá-la. - Matá-la?

- Por quê? - Coisas deles...

- As mesmas pelas quais vocês estão aqui. - Como é isso?

Bruxaria!

Encontre-me aqui esta noite às onze e você mesmo verá.

Está bem.

Agora venha, Sr. Lane.

Agora verá algo!

Lá vem ela, Sr. Lane.

Essa é minha namorada!

E essa é a mãe dela!

Oh, Deus! Vão fazer isso!

Vamos!

Lane?

- Aconteceu algo? - Não, procurava o Sr. Lane.

- Não está no quarto dele? - Não.

- Pensei ouvir um tiro! - Eu não escutei nada.

Deve ser um engano. É melhor ir para a cama e dormir um pouco. Boa noite.

Boa noite.

- Onde você esteve? - Na selva!

- Acabo de ver a cerimônia vodu! - Eu lhe pedi que não saísse de casa!

Não pude suportar mais. Atirei no sacerdote!

- Você o matou? - Isso o deixou frio!

Fez a única coisa que poderia salvar nossas vidas!

É como eu lhe disse, eles não podem lutar se não tiverem um sacerdote.

É verdade! Se seu sacerdote morre, eles pensam que os deuses estão aborrecidos.

- Já não ha perigo com o sacerdote morto. - Não com esse!

Deixe-nos sozinho. Quero falar com o Sr. Lane.

- Sim, estarei lá fora, Sr. Lane. - Muito bem.

- Sabia disto o tempo todo? - Sim!

Agora posso lhe contar tudo.

Os pais de Juanita foram assassinados por nativos quando ela tinha 2 anos.

Tentavam fugir dos nativos durante a última revolta.

Juanita e eu nos salvamos porque eu matei o sacerdote. Isso acabou a revolta.

Os nativos me temeram durante anos, e ficaram calmos.

Durante esses anos eu me descuidei.

Confiei a Ruva os cuidados de Juanita.

Ela lhe ensinou o Rada dos negros.

Às noites, quando eu pensava que ela dormia,

Ruva a levava, com as crianças nativas para ver os sacrifícios.

Ela provou o sangue!

Isso aconteceu durante anos!

Quando percebi, Juanita já tinha 15 anos.

Eu a levei ao Haiti e a mandei a uma escola nos Estados Unidos.

Depois de 6 anos de escola e viagens... ela parecia estar curada.

Particularmente, quando se casou e teve sua filha.

Eu tinha certeza que tinha acontecido uma mudança completa.

Aparentemente, me enganei.

Por que não me disse tudo isso quando cheguei?

- Por que esperou até agora? - Tentei lhe advertir.

Como? Com um bocado de estúpidas evasões!

Talvez não tivesse podido fazer algo!

Tirá-la da ilha à força se fosse necessário!

- De que serve que me conte tudo agora? - Esperava que não fosse necessário.

Compreende o que vi esta noite?

Tinha que me fazer passar por isso?

- Compreende que vi minha esposa... - Boa noite, Stephen.

Tio...

Souberam o que aconteceu?

Sim. Assassinaram o sacerdote, verdade?

Sim.

Assassinado.

Uma estupidez de sua parte, tio.

Pensei que sabia como é perigoso se meter com os nativos.

Sim. Estava preocupado. Uma das minhas armas foi roubada.

Esse homem, Lunch, estava aqui há pouco.

Não foi Lunch.

Foi um tiro muito preciso para dar no alvo a essa distância.

Por que me olha assim, Stephen?

Parece que viu um fantasma!

Deveríamos ir dormir agora... todos nós.

De manhã averiguaremos quem foi e então...

Sim, de manhã.

- Boa noite, tio. - Boa noite.

Adeus, Stephen.

Papai, papai!

Papai, estou com medo! Papai!

Papai já vai! Já estou com você!

Aqui estou! Que houve, querida?

- Tenho medo! - Não há nada a temer!

Está escuro!

- Gostaria de dormir em meu quarto? - Eu adoraria isso!

Bem, é exatamente o que faremos.

- Já não tenho medo! - Claro que não.

Deixe o travesseiro de seu pai, querida.

- E agora, como vai tudo? - Muito bem papai!

Onde você vai dormir?

Bem aqui.

- Muito bem! - Volte aqui!

Venha cá, minha querida! Já está tudo bem?

Sim... oh, não, não tudo! Estou com sede!

Agora mesmo cuidaremos disso.

- Onde está mamãe, papai? - Aqui tem sua água.

- Que sede tinha! - Sim!

Agora para a cama, e dormir.

- Boa noite, querida. - Boa noite.

Papai, papai!

Que houve, querida? Tomou a água muito ligeiro!

Que há, querida?

Dr. Perez!

Dr. Perez!

Dei um pouco d'água a ela e agora está agonizando!

- De onde tomou? - Daqui!

Veneno?

Não, é a droga que os nativos dão às vítimas antes do sacrifício.

- Traga-a para meu escritório! - Vamos, querida.

Papai lhe leva. Papai lhe leva.

Estará muito bem em um minuto.

Me dê um copo dessa prateleira.

Será suficiente?

Olhe, deve tomar isto. Abra a boca.

Tome todo, Assim!

- Ela estará bem? - Sim, isto era para você.

- Para mim? - Sim!

Papai, acho que adoeci!

- Sente-se melhor, querida? - Tem um gosto amargo!

Para mim parece que está muito bem!

- Eles estão chegando! É melhor se apressar! - Que aconteceu?

Mataram minha namorada depois que saímos Acabo de falar com a mãe dela!

- O sacerdote não está morto! - Quê? O sacerdote não morreu?

- O túnel! - Gail, pegue a menina!

Diga-me, tem sua arma?

Chegou o momento!

- Está bem? - Sim.

Tome esta lanterna.

Lane, pegue um rifle!

Apague a lanterna e fique nessa janela!

- Onde está a Sra. Lane? - Lá fora com os nativos.

Você e Nancy fiquem aqui em baixo. É mais seguro.

- Mas papai! - Faça o que papai disse.

Esse não incomodará mais!

Sr. Lane! Sr. Lane!

Sr. Lane!

Que foi?

Puseram fogo no túnel!

É melhor tirar Nancy daqui!

Já sei que dói, querida.

- Mas não posso respirar! - É suficiente!

- Temos que tirar Nancy daqui. - Não tem nenhuma chance!

Sim há! A lua está baixando e está escuro lá fora.

Tirarei vantagem disso. Pegue Nancy e vá em direção contrária!

Não, você é seu pai. Você leva Nancy, eu abrirei caminho!

Ele tem razão!

- Espere que chegue lá! - Papai!

Sairemos em um momento.

Gail!

Juanita, não me importo o que aconteça comigo...

mas deve me prometer que a Srta. Hamilton e a menina chegarão em casa.

Nancy está em casa!

Em seu próprio quarto!

Não percebe o que faz!

Claro que sim!

Serei dona de São Cristóvão se meu tio morrer, e isso logo que o encontrarmos.

Você matará? Seu próprio tio?

Meus pobres nativos... ele os oprimiu. Há muito ódio.

Devo pôr as coisas em seu lugar!

Isto é assassinato!

Não é assassinato...

...é sacrifício.

Esta noite, minha gente pede sangue por sangue...

para seu sacerdote que vocês tentaram matar.

Se fosse meu próprio sangue...

ou o da minha filha...

...eu os daria.

Nestas montanhas, o povo pede morte. A morte do meu tio!

A sua!

E a sua!

Acho que não ha muitas chances de sair disto, verdade?

Então, eu...

...poderia lhe dizer por que queria me demitir quando estava em Nova York.

Não teria dito nem em 100 anos, mas agora...

Não importa o que aconteça,

desde que estejamos juntos!

- Lunch encontrou um barco! - Não irei sem Nancy!

- Se voltar vão lhe matar! - Prefiro morrer que deixar a menina!

Volte quando eles estiverem na montanha. Então abandonarão Nancy!

Acho que tem razão! É a única coisa que podemos fazer!

Vamos!

Minha filha não!

Mamãe, que aconteceu?

Não podem machucar minha menina não!

Não vão lhe machucar, querida.

Escutem! Voltaram às montanhas!

É o momento de nos aproximarmos. Deve haver poucos cuidando de Nancy.

Pronto, Lunch?

Sr. Lane! Posso ir também?

- Você já tentou muito a sua sorte! - Minha sorte permanecerá.

Não, é melhor ficar. Muito bem, Lunch.

- É estranho, não há luzes! - A mim não parece estranho.

Tem que ter cuidado com esses negros!

Sabem como ficar invisíveis.

Espere aqui.

Ela foi embora!

A Rada!

Vamos!

Tradução das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2

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