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Acusada! - 1949
Ei, quer uma carona?
Est� machucada? Entre, eu lhe levarei.
Foi por pouco, senhora.
No princ�pio pensei que ia me criar problemas, ou pior.
Na �ltima vez que levei uma mulher, me custou 60 d�lares e meu rel�gio.
Embora voc� n�o pare�a quem sabe manejar uma arma.
Luta livre?
Para onde vai?
De onde vem?
- Estou muito cansada. - Linda noite, n�o?
At� que a neblina chegou.
"Paremos aqui para ver a lua."
Voc�s, mulheres, enganando-se a si mesmas com a paisagem.
Talvez me incomode porque tenho uma irm� pequena.
Aconselha-se que lhes ensinem a ser decentes.
At� que chega o primeiro cara com um convers�vel...
Est� bem.
De qualquer forma, voc� tem sorte.
Sim, tenho sorte.
Depois desta, seja mais exigente!
ASSASSINATO
- Doutora Tuttle? - Sim?
Seu telefone estava tocando pelas 9 horas.
Era o Reitor Rhodes, disse para ligar para ele amanh�.
Obrigada.
Foi s� esta manh�?
S� esta manh� eu...
Esta manh�...
J� devem ter adivinhado...
o exame de hoje tem a ver com os reflexos condicionados.
Mas nosso assunto � o ser humano, n�o os animais.
O ser humano, com sua mente t�o complexa...
bombardeada pelos est�mulos do meio ambiente...
� mais uma v�tima dos reflexos condicionados...
que os pobres animais que estudamos nas gaiolas.
Roberts e Duval, poderiam passar as perguntas?
O c�digo de honra continua valendo.
Nem sequer vai falar comigo, Billy?
Esta manh� eu quero que voc�s sondem suas pr�prias experi�ncias.
Pensem em voc�s mesmos, suas amizades...
seus professores, se quiserem.
No entanto, podem se referir a seus assuntos..
como o senhor X, senhor A, e senhorita B.
E, por favor, sejam discretos.
Mas n�o existe um livro de texto nem laborat�rio algum...
que revelem tanto quanto aqueles ao seu redor.
Eu...
quero que principalmente pensem em voc�s mesmos...
quando responderem essas perguntas.
Pensem em suas necessidades, seus desejos, seus temores...
Receio que essas sejam as coisas que mais lhes governam.
Isso � tudo. T�m cinquenta minutos.
Mais vinte minutos.
Se algu�m j� terminou sua prova,
pode deixar seu livro azul sobre minha mesa e se retirar.
- Dra. Tuttle? - Sr. Perry, por favor!
- Pregunta 14, n�o a entendo. - Sr. Perry, est� incomodando.
Mas se n�o a entende, venha e eu a explicarei.
Obrigado.
Pregunta 14.
Que significa "s�ntese criativa"?
Quer uma defini��o t�cnica ou uma hist�ria cl�nica?
Quero uma descri��o geral, se conhece alguma.
- N�o entendo s�ntese criativa. - Vamos, Sr. Perry...
voc� sabe que a s�ntese � uma combina��o de est�mulos.
Como em um beijo?
- Sim, como ilustra��o menor. - Menor?
Depende do beijo, alguns podem ser estimulantes.
Gosto de lhe ver aborrecida, doutora.
Logo come�ar� a ajeitar seus grampos de cabelo outra vez.
Tenho pensado muito sobre que voc� e eu conversamos.
- � um prazer. - Venha a meu escrit�rio �s 5:30.
Estarei l�.
- Tenho que falar com voc�. - Que houve agora, Susan?
- Foi mal na prova? - Pensei que me compreenderia.
- N�o deve mudar de amores. - Sempre � o mesmo, mas...
Susan! Voc� deixou seu pa�s para vir estudar aqui.
E para qu�?
- Para me casar. - Desperdi�a tempo e dinheiro.
- Ol�, Susan. - Ol�...
Como posso lhe ajudar se n�o me diz o que ou quem?
Porque voc� tampouco aprovaria.
Todos me avisaram...
minhas amigas, minha m�e o odeia. E eu, tamb�m o odeio!
- Mas ainda assim sai com ele. - Ele n�o me convidou ao baile.
Por que, se isso lhe deixa t�o infeliz, voc� quer v�-lo?
Ele s� faz isso para me machucar...
Gosta de me machucar, vou mat�-lo se n�o deixar de fazer isso.
- Ol�, Susan. - Professora, ele � Harry Brice.
Ol�. Venha e lhe convido para almo�ar, nos desculpa?
� tarde. Estive lhe esperando.
Dra. Tuttle, t�nhamos um encontro, esqueceu-se?
N�o, n�o me esqueci Sr. Perry, deixei um bilhete para voc�.
Prefiro que fale com o reitor, j� falei de voc� a ele...
Na escola prim�ria, cham�vamos pessoas assim de fofoqueiras.
N�o foi nada disso.
- Falei de sua capacidade. - � muito gentil comigo.
- Mas que tinha problemas. - E que sabe de meus problemas?
Sr. Perry!
N�o seja insolente.
Pode ir a meu escrit�rio pelo bilhete, tudo est� l�, adeus.
Doutora, j� estou metido em problemas, sempre estou...
e esse � o problema.
Est� bem, sou impertinente, admito.
Dra. Wilma Tuttle, desculpo-me profunda e totalmente.
Est� bem, est� bem.
Mas v� ver o reitor. Ele nomear� outro supervisor para voc�.
Voc� realmente tem uma mente brilhante.
- Meu curso foi f�cil para voc�. - J� leu minha prova?
Ainda n�o, mas estou ansiosa para ler, sempre estou.
Boa tarde de novo.
- L� vai meu �nibus! - Eu lhe levo em meu carro.
- Espero n�o estar lhe empatando. - Nada que fazer at� as 6:30.
Tenho que ir ao aeroporto.
- Uma visitante para o baile? - N�o.
- Preguntava por interesse. - Por isso me envia ao reitor.
Meu tutor vem de San Francisco.
Amea�a-me em me tirar da escola e me fazer trabalhar.
- N�o permita que lhe fa�a isso. - � um advogado.
Faria um favor? Jantaria comigo para me aconselhar?
- N�o, n�o, eu... - Como conselheira psicol�gica?
- Ele est� esperando por voc�. - Prefiro lhe ouvir...
- Como disse? - Sim.
Muito bem, Sr. Perry, voc� pediu isso.
Ser mimado por um pai durante seis meses,
e o oposto pelos outros seis meses.
Lar dividido. Inf�ncia dividida.
N�o teria importado se n�o tivesse sido inteligente...
mas foi, e �.
Use essa intelig�ncia agora para compensar sua vida.
Diga-me mais.
Est� bem, eu farei se me der mais informa��o.
O que posso lhe dizer � que tem uma boca linda.
Eu vou ignorar isso.
Est� vendo? Voc�...
voc� nunca quer escutar.
Equil�brio ruim, autoindulg�ncia.
Essas coisas carregam perigo, Sr. Perry...
para voc� e para outros.
Charmoso, e com desenvoltura um minuto...
...depois err�tico e sem controle. - N�o t�o mal controlado.
- Agora resisto a impulsos... - A� desvia minha an�lise.
E esse � outro sintoma.
Indica que muito dentro de voc�...
receia que eu poderia lhe demonstrar que n�o � t�o bom como acredita.
Isso n�o vai mal.
Continue acreditando nisso, Sr. Perry...
e lhe aviso, ser� um homem pouco feliz.
- Merecia isso pelos conselhos. - Bem, eu lhe avisei.
Devo dizer que percorremos um longo caminho por isso.
- � melhor voltarmos, eu gostei - O martini tamb�m?
N�o sei por que isso lhe surpreendeu.
Bebo ocasionalmente quando como fora.
- Quer um cigarro? - Acho que sim, obrigada.
� engra�ada a impress�o que se tem das pessoas.
- Acha que n�o tenho escr�pulos? - Voc� gostou do seu peixe?
- Sim, obrigado. - N�o veio antes aqui?
Sim, eu me lembro de voc� por causa do abalone que voc� trouxe.
- Que � um abalone? - N�o sabe o que �?
- De onde voc� �? - Do Kansas.
- � verdade que n�o sabe o que �? - Nunca tinha ouvido falar.
Um molusco com uma concha multicolorida.
S�o usados como cinzeiros e caixas de p�.
Eles me fascinam, eu estava prestes a mostrar para voc�.
Eles parecem inocentes, bonitos,
vivem sobre as rochas em baixo do mar...
- Tem de mergulhar por elas? - Com equipamento, eu o tenho atr�s.
E tem que mant�-los vivos em um balde...
- E chama isso de esporte? - Eles brigam muito.
� perigoso.
Parecem doces e inocentes.
Mas n�o s�o.
- Sa�mos da estrada. - Vamos paralelos a ela.
- Mostrarei os abalones. - J� est� ficando tarde.
- Deve ir ver seu tutor... - Sobra tempo.
Sabe que tudo come�ou porque voc� se queixou de mim.
Agora que j� est� do meu lado...
voc� vai me ajudar, n�o?
Quase ca�mos no mar, n�o?
Vamos, saia!
Desculpe por ter lhe assustado.
Venha.
Escute essas ondas.
Mais de vinte metros de queda.
Vinte metros!
Quero que veja os riscos que corro.
N�o gosto.
- Tenho medo do mar. - Tem complexos?
Esta altura!
N�o lhe assusta ao se lan�ar daqui?
Tem que ter cuidado com as mar�s, isso � tudo.
O momento prop�cio � tudo, n�o acha?
Sr. Perry!
- Onde est�? - Que houve? Est� assustada?
N�o, mas n�o posso lhe ver. N�o posso ver nada!
Tenho aqui roupas de banho, ocorreu-me que poder�amos nadar.
Talvez voc�, eu vou para casa.
Por que tanta pressa. Pelo menos fique e veja-me nadar.
Sou muito bom, des�amos � praia, talvez mude de ideia.
Vamos.
- Voc� est� muito desequilibrado. - A professora est� chateada!
- V� e nade, eu vou para casa. - Sozinha? Jamais deve ir sozinha.
Solte-me! Por favor, solte-me!
Sabia que lutaria! Isso � o que gosto de voc�!
N�o fa�a isso! S� eu posso escutar!
- Tenha calma! - Por favor, est� me machucando!
Sinto muito.
Vamos, pequena bola de fogo! N�o finja que n�o gosta!
- Escreveu-me um bilhete, n�o? - Meu bra�o, por favor!
Eu tamb�m lhe escrevi bilhetes. Isto tampouco dir�, ou sim?
Porque n�o deveria estar aqui comigo.
Est� machucando meu bra�o! Por favor, meu bra�o, Bill!
Pare!
N�o mais!
Desculpe entrar assim.
Eu teria esperado para limpar. Achei que estava acordada.
Continuou tomando seus comprimidos para dormir?
- N�o. - H�bito horr�vel!
Deus sabe que com minhas pernas eu tenho uma desculpa...
mas voc�...
Por favor, n�o fa�a isso Sra. Conner!
Muito bem.
- Que dia � hoje? - S�bado, claro.
E se quiser ir ao banco...
N�o se sente bem?
- Est� mal, chamarei o m�dico. - Deixe-me s�, estarei bem!
- Mas a limpeza? - Pode fazer isso mais tarde.
Um lindo "bom dia".
Realmente quer jogar fora esta blusa?
- Que blusa? - Esta, da lixeira.
N�o.
Deve ter ca�do por engano. Vou mand�-la � lavanderia.
- Por favor, deixe-me sozinha. - Bem, mas � quase meio-dia!
Se quiser ir ao banco, voc� normalmente, vai aos s�bados.
Aqui est� seu jornal.
N�o, claro que n�o, n�o poderia sair no jornal ainda.
A blusa!
Tenho que me livrar dela...
tem manchas de sangue.
A pol�cia!
Por que n�o fui a eles e contei a verdade?
Mas n�o podia fazer isso.
Temia que pensassem que havia matado de prop�sito.
N�o foi assim!
E mesmo que acreditassem...
o esc�ndalo arruinaria minha vida...
Tudo pelo que trabalhei e vivi viraria fuma�a.
Mas ele j� se foi...
ele j� n�o est�.
Ele foi embora.
Dra. Tuttle?
Sou Warren Ford.
O Reitor Rhodes me pediu que viesse.
Trata-se de um de seus alunos.
Dra. Tuttle?
- Sim? - N�o gosto de lhe incomodar...
mas s� tenho umas horas na cidade.
Poderia tomar caf� comigo? H� um lugar que vi na esquina.
Eu lhe agradeceria.
Cinco minutos.
Leve dez, o pequeno sal�o de ch�, eu lhe espero l�.
N�o � poss�vel que o reitor j� saiba.
Ningu�m poderia saber.
Ningu�m saber�!
Eu cuidei disso.
Um homem se jogou na �gua e sofreu um acidente.
Assim � como fiz que se visse e isso � o que eles pensar�o.
N�o choveu e deveria ter chovido.
Mas nem tudo acontece como deveria acontecer.
A Sra. Conner tinha raz�o. Estou com febre.
Minha cabe�a!
Uma aspirina solucionar� isso.
Se pudesse me lembrar onde as guardo!
Sim, aqui est�o.
� um resfriado, isso � tudo.
Ou um complexo de culpa...
A forma como agi com a Sra. Conner.
Devo ter mais cuidado!
Eu sei que � um complexo de culpa.
N�o posso permitir que um me destrua.
Que � isso?
Nada!
Minha imagina��o.
Tenha cuidado, Wilma.
A lei leva em conta a leg�tima defesa...
e eu tamb�m devo fazer isso.
Lembre-se,
deve sentir que nada aconteceu para mudar algo.
Deve sentir isso...
e deve representar... conforme isso...
- O almo�o demorar�, doutora. - Eu sei, obrigada.
Desculpe, sou a Dra. Tuttle.
- Como vai? - Como vai?
- Foi muito gentil. - Obrigada.
- Sinto que esteja doente. - Cansada, mais que nada.
Creio...
que lhe devo uma desculpa.
Sim, eu lhe confundi com sua zeladora, foi apenas um erro.
- Que deseja? - Caf�, por favor.
- J� comeu? - N�o, mas s� tomarei caf�.
Caf� para ambos, por favor.
- N�o, n�o, obrigada. - Voc�...
deve pensar que isto � muito estranho.
Eu sou o tutor de Bill Perry, Warren Ford.
- Conhece Bill? - Sim.
- Voc� pensa muito nele. - Isso mesmo.
- Ele, est� mal, Dra. Tuttle. - Est�?
Est� confuso.
Tentando recuperar o tempo perdido no ex�rcito.
- Ele sabia que vinha. - Por que veio me ver...
Porque voc� pode me ajudar, se desejar.
O Reitor Rhodes me remeteu uma carta an�nima.
� uma aluna estrangeira... Uma jovem de nome...
- Susan Duval. - N�o sei nada desses assuntos.
- Mas voc� conhece a garota. - Sim...
- Est� sob sua responsabilidade. - Isso mesmo.
- � uma "garota decente"? - Sim.
- Um pouco hist�rica, mas... - Talvez possa ser...
O problema com Bill, esta vez parece ser mais s�rio.
Que diz a carta?
Que ela est� metida em problemas...
Que Bill n�o dirige a palavra a ela.
Ela n�o se atreveu a dizer a m�e dela.
Como advogado, n�o acha que seja voc� quem deva cuidar disso...
Como soube que sou advogado?
Talvez por ser t�o frio e insens�vel sobre isto.
N�o sou insens�vel...
� que � poss�vel que ela esteja mentindo.
- Poderia me dar �gua, por favor? - Aqui tem, Dra. Tuttle.
Desculpe, claro.
Que houve? Est� incomodada por algo?
Bem, de certa forma, sim.
� que eu nunca tinha pensado que Susan e Bill...
...com tantos no campus - Sim, vejo que est� incomodada.
Bem, entendo se recusar meu pedido.
N�o sei que espera exatamente de mim.
Quero que fale com essa garota.
Descubra se � ela. Bill n�o vai me ajudar.
- Por que n�o fala com ela? - N�o quero esc�ndalos.
- Ela ir� � pol�cia. - Sim claro, com certeza.
Bem, farei tudo o que puder.
Desculpe-me, � melhor que volte para a cama, estou muito fraca.
Certamente. A conta, por favor.
Estou muito agradecido.
Meu avi�o sai �s duas.
- Posso lhe telefonar em uns dias? - Sim, por favor.
Enquanto isso, procurarei Bill. Obrigado de novo.
Dra. Tuttle!
Dra. Tuttle! Oh, meu Deus!
Meu m�dico, por favor, meu m�dico.
Se pretende ser decana do Departamento de Psicologia...
seria melhor que cuidasse de sua sa�de, jovem.
J� me sinto perfeitamente bem, doutor.
- Delirei muito? - Alguns dias.
A prop�sito, onde aprendeu primeiros socorros?
Que quer dizer?
- Falou e falou... - Sim?
- Espero n�o ter falado muito. - N�o, n�o.
O que pude entender tratava de respira��o artificial.
- "Uno, dois, tr�s, para dentro... - Sim, isso mesmo.
A vida de quem tentava salvar, Wilma?
�s vezes se confundia, "tire o ar, �gua dentro...
Talvez fosse minha pr�pria vida, doutor.
Sentia como se estivesse me afogando.
Seus pulm�es est�o bem agora, n�o?
- Sim. - Amanh� poder� ir para casa.
Tome isto e leve as coisas com calma.
A pneumonia � problem�tica e ningu�m lhe estranha.
Bem, tenho que ir receber um beb�.
� do professor de Economia, embora n�o acredite.
Bem, at� logo, Wilma...
...e cuide-se! - Obrigada, doutor.
- Quer sair para andar? - Sim, obrigada.
Srta. Rice, que esteve acontecendo no campus?
- Que perdi? - Pode ler no jornal.
O baile de formatura foi um grande sucesso...
e, claro, o funeral ser� amanh�.
- Que funeral? - O de Bill Perry, voc� o conhece?
Estudava aqui.
Era um de seus alunos, n�o?
Sim, era.
Desculpe, devo estar mais fraca do que pensava.
Isso � natural.
Seu tutor lhe mandou essa orqu�dea.
Ford, sim.
Est� hospedado na Casa de Psi, Epsilon, Alpha.
Foi algo horr�vel o que aconteceu ao jovem Perry.
Que foi o que aconteceu? Esteve doente muito tempo?
N�o, afogou-se! Encontraram seu corpo ontem.
Um terr�vel acidente aconteceu em Malibu.
Deveria telefonar ao Sr. Ford, n�o acha?
Bem, sim, j� que as orqu�deas n�o crescem todos os dias.
Tome, use isto. Irei buscar uns pap�is.
Al�, ligue-me com a Casa Psi, Epsilon, Alpha, por favor.
Al�, o Sr. Warren Ford se encontra?
A Dra. Wilma Tuttle...
Onde?
Malibu?
N�o, nenhum recado.
Apenas diga que a a Dra. Wilma Tuttle ligou.
Obrigada.
Desconhecido, n�mero 45321...
identificado como William. Perry, aluno universit�rio.
Hora de sua morte, entre o entardecer e meia-noite.
O corpo foi descoberto por Fred White, um pescador.
O corpo foi entregue ao necrot�rio e o caso � divis�o de homic�dios.
Perto do penhasco encontrou-se um carro em nome do falecido.
Seu tutor, Ford, de San Francisco, foi notificado.
- Isso � tudo. - H� ind�cio de jogo sujo?
Nenhum.
Havia evid�ncia de algu�m mais no autom�vel com ele?
N�o encontramos evid�ncia de que algu�m tivesse estado...
mas tampouco podemos dizer que algu�m n�o esteve.
Se algu�m tivesse estado, haveria impress�es digitais?
N�o havia.
Muito bem. Obrigado, tenente.
Escutemos sua evid�ncia, Dr. Odelard.
Obitu�rio de tr�s linhas. Estarei ao lado.
Em minha opini�o, a morte foi causada por afogamento.
Tamb�m havia fraturas no cr�nio...
mas como havia �gua em seus pulm�es, foi sufoca��o.
Doutor, foram as les�es cranianas...
segundo voc�, consequ�ncia de um salto � �gua mal executado?
Acho que ele pode ter escorregado no �ltimo minuto.
Perdeu os sentidos ao cair nas rochas.
Doutor, um ponto...
...ao examinar os pulm�es... - Havia �gua nos pulm�es...
�gua salgada, v�rios copos cheios.
Mais perguntas? Obrigado, doutor.
J� ouviram a evid�ncia conhecida por mim como investigador.
Escutaram o relat�rio policial.
Os coment�rios de Ford e a opini�o do nosso m�dico.
Mais alguma pergunta?
Ent�o, por favor, retirem-se e considerem seu veredicto.
Sinto muito pelo garoto, Warren.
Foi um legado. Nunca fui muito pr�ximo dele.
Um ovo podre?
Foi s�cio de seu pai, ganharam muitos casos importantes...
...lembro-me que... - Diga-me das digitais...
- Terei problemas com voc�? - Disse que n�o havia digitais.
- N�o havia. - Nem as dele?
Como poderia haver digitais? O carro estava a c�u aberto.
O tempo as levou para fora.
Nenhuma no volante, no painel, no porta-luvas?
T�o limpos como se tivessem sido tiradas com um pano.
Ent�o que Bill trocou a roupa e se preparou sem deixar digitais.
Deixe ver o que acontece, sim?
- T�m um veredicto? - Sim, temos.
"N�s, o j�ri de Los Angeles, Calif�rnia...
encontramos que a morte de William Perry foi acidental."
Declaro a investiga��o oficialmente encerrada.
Bem, tiraram muita dor com isso, n�o?
� melhor assim. Mais f�cil para mim.
As pessoas se descuidam quando pensam que um caso terminou.
- Onde vai come�ar? - Bem, ele tinha amigas.
- Quando � o funeral? - Amanh�, na universidade.
Jerry, traga as coisas do carro, por favor.
Quem � esse homem?
N�o importa. "Morte acidental por afogamento".
Saiu no jornal.
Eu s� quero saber quem � a enlutada.
O nome dela � Susan Duval...
mas prefiro que discutamos isso segunda-feira, tenente.
Obrigado por vir, Reitor Rhodes.
Isso poderia ter esperado, Dorgan.
Poderia ter esperado at� o pr�ximo ver�o.
- Quem � o rapaz com ela? - N�o sei.
Estamos vendo.
Basta, Wilma!
A curiosidade e o gato...
...ou consci�ncia. - Doutora, � um prazer lhe ver!
Obrigada, professor.
A confiss�o n�o o teria trazido de volta.
S� teria causado um grande esc�ndalo. Tinha que me cobrir.
Nada me garantia que iam acreditar em mim, devia me cobrir.
O pastor fez parecer Bill como um her�i.
Sim, eu fiz a coisa certa.
Que continue sendo um her�i.
Doutora Tuttle!
- Sr. Ford... - Estive lhe procurando.
- Como vai? - Bem.
Quis falar com voc�, mas continuava no hospital.
O m�dico passou da conta, isso me curou.
Agora est� melhor?
Obrigada pela orqu�dea, ajudou-me muito.
Que bom! Nos vemos depois, Ted.
Esse homem � parente de Bill Perry?
Pode guardar um segredo?
Ningu�m deve saber.
- � policial da Homic�dios. - Homic�dios?
Ele acha que Bill foi assassinado.
- N�o posso acreditar! - Eu tampouco gosto!
Que diria se lhe convidasse a tomar um drinque?
- Diria que muito obrigada. - Muito bem.
Finalmente tenho transporte.
Nosso oficial da homic�dios me entregou o carro de Bill.
- Bourbon, s� um. - Sim, senhor.
- Tem certeza que n�o quer? - Sim.
- Cigarro? - N�o, obrigada.
N�o ir� desmaiar, n�o? J� fez isso uma vez, lembra-se?
Sr. Ford, sem importar a falta de digitais...
...de fato, porque n�o havia... - Bill mesmo as limpou?
Bem, sim h� certos caras que fariam isso.
Ele estava desequilibrado, mas n�o acho que tanto.
Poderia baixar um pouco o r�dio, por favor?
Sinto muito.
Acho que as palavras do pastor chegaram a mim.
Nunca cheguei a conhecer Billy muito bem, devia ter conhecido.
Agora o assassinaram, ou se suicidou, o que duvido.
N�o � nada agrad�vel.
Preciso de sua ajuda, seu ponto de vista.
H� muitas coisas sobre estudantes universit�rios que eu esqueci.
Acha que ele sabia das cartas de Susan?
N�o, por qu�? Pode me trazer outro deste, por favor?
- Isso de suic�dio... - Esse rapaz era muito orgulhoso.
Voc� que acha que � o suic�dio?
Pessoas que pensam que s� existem seus problemas.
Acertou bem no meu complexo de inferioridade.
N�o, s�rio.
- Voc� j� ouviu falar do Doppel-Gaenger? - N�o,
mas tenho certeza que vai me dizer.
� uma pessoa com dupla personalidade.
� uma forma extrema de narcisismo.
Quer dizer que Bill estava apaixonado por si mesmo?
Pelo que sei dele, sim, poderia ter sido.
Daria voltas em sua sepultura.
Ele queria as mulheres, magras, gordas, altas...
jovens, maduras, n�o maduras.
Eu lhe envergonhei novamente.
Esque�amos a tenta��o, sim?
Saberemos mais quando Dorgan falar com a Srta. Duval.
BEM-VINDA
Agrade�o muito a voc�s.
Mas espero que n�o me achem mal agradecida se n�o comer.
Recebi uma desta de um menino de 12 anos.
E quando a mordi, um verme estava t�o surpreendido quanto eu.
Foi a primeira vez que vi um verme em uma ma��.
Pode acontecer, suponho.
Esta n�o � uma segunda-feira muito feliz.
Poderia algu�m de tr�s vir para a frente, por favor? Obrigada.
- A Srta. Duval n�o est�? - Est� na sala do Reitor.
O que me lembra que devo fazer uma chamada.
O professor Hurley faria uma confer�ncia esta manh�.
Ele � mais minucioso que eu, sua confer�ncia est� escrita.
Srta. Parker, voc� poderia ser o professor Hurley?
- Eu n�o fiz isso! - O Reitor est� ocupado!
- Doutora Tuttle, eu... - Desculpe, Reitor Rhodes...
mas a Srta. Duval � uma de minhas responsabilidades.
- Sei disto e acho que... - Voc� sabe? Que sabe?
- O Sr. Ford me falou de... - Sim, eu falei.
- Sabe da carta. - Voc� decide.
Depende de mim, n�o? � seu escrit�rio, admito...
- Ela ensina psicologia. - Isso a torna menos falante?
Ele � o Tenente Dorgan.
N�o tem que se preocupar comigo, tenente.
Eu n�o aprovo fofoca.
- Ela � a especialista? - Ela poderia nos ajudar, Dorgan.
Est� bem, doutora, n�s lhe desculpamos.
Est� enganada no suic�dio, n�o pode ter sido.
- Seu cr�nio foi esmagado. - N�o, isso � horr�vel!
- Se existe um ind�cio... - Nenhum ind�cio, prova.
Mais do que acha que tenho, Warren.
- Mas quem? Por qu�? - Quando e como, trabalho nisso.
Por enquanto, tudo o que tenho � uma carta dela.
Eu n�o vou ter um beb�! N�o � verdade, j� disse isso!
Ent�o por que escreveu essa carta?
Pensei que se eu pudesse faz�-lo ver o quanto eu o amava!
- Estava desesperada! - Ela disse que o mataria...
se ele n�o prestasse aten��o nela.
Voc� disse isso.
- N�o me lembro que tenha dito isso. - H� uma testemunha, doutora.
Harry esteve fofocando!
Mas isso � absurdo, se isso � tudo o que tem contra voc�.
Um coment�rio acalorado em tais circunst�ncias � normal,
- Susan n�o poderia matar ningu�m. - Ele era gentil comigo.
- Tem certeza disso? - Ele me convidou ao baile.
Sempre faz isso por �ltimo? O baile foi no dia seguinte.
- N�o t�nhamos falado antes. - Quando lhe convidou ao baile?
Sexta-feira, em frente ao gin�sio, por volta das 17:15.
- Foi t�o gentil... - E aonde foi depois?
Para casa, preparar meu vestido de noite.
- Eu estava feliz. - N�o vamos repetir isso.
Eu gostaria de saber, se vou ajudar a Susan.
- E por que quer ajud�-la? - Todos queremos ajud�-la.
Por qu�? Bem, uma jovem...
Est� sob a ilus�o de que juventude significa inoc�ncia?
Hoje em dia os filhos matam seus pais, seus av�s...
Crian�as matam crian�as!
Doce juventude!
- Assassinam seus amantes. - Eu n�o fiz isso!
Deixe-a em paz, Sr. Dorgan!
Est� bem.
Vejamos isso de outra perspectiva.
N�o quero que pense que estou procurando um motivo.
Voc� ensinou psicologia criminal?
O motivo n�o � tudo, n�o?
Mas nem todos temos a chance,
a chance, essa � a coisa. E depois, matar e esconder, n�o?
- Fala de premedita��o... - De modo algum.
Com a chance, um homem pode inventar um motivo.
Lembro-me de um caso de morte acidental...
e o homem odiava tanto a mulher que matou...
assassinou seu cad�ver v�rias vezes.
- Isso � horripilante! - N�o tinha escutado?
- N�o. - Algum dia lhe mando o livro.
Obrigada. Gostaria de ler.
Bem, isso � tudo, Srta. Duval, sinto muito.
- N�o vai me prender? - Isto foi uma reuni�o amistosa.
- Obrigada! - Agradecemos ao Reitor...
e a voc�s duas.
Mais uma coisa, Srta. Duval...
a �ltima coisa que Bill disse � que se encontraria com uma. Uma qu�?
- Uma beleza ciclot�mica. - Ajuda-nos com isso, doutora?
� um termo psicol�gico.
- Personalidade sublimada, n�o? - Sim.
Foi uma das perguntas da prova.
"Descreva um tipo ciclot�mico. Algu�m conhecido." Lembra-se?
Bem, sua defini��o correta n�o importa.
Mais me interessa a interpreta��o de Bill.
Gostaria de ver a prova dele. Isso � poss�vel, Reitor?
A doutora a entregar�. - Talvez descubra algo...
se tiver sorte.
Sinto que posso ir para casa e morrer.
Melhor seria que pensasse em um �libi, Srta. Duval.
- Voltarei a lhe ver? - Parece que sim, n�o � f�cil.
Mas j� lhe disse onde estava! Estive na casa com minha m�e.
�s vezes n�o confiamos nas m�es, n�o s�o muito imparciais.
- Levo voc� a algum lugar? - N�o, obrigada.
H� vezes que desejo que fossem dois de mim.
Geralmente trabalhamos em duplas...
para que um possa ser o bom e o outro o mau.
N�o faz isso mal.
Em minha reencarna��o serei religioso, incomodarei s� o diabo.
- Levo voc� a algum lugar? - � aula, imagino.
A prop�sito, doutora, onde posso pegar a prova?
Sinto muito, n�o a tenho em meu escrit�rio, est� em minha casa.
E quando posso peg�-la l�? Levarei doces.
- Muito bem eu chegarei �s sete... - N�o, espere, talvez n�o.
Permita que lhe convide para jantar esta noite.
- N�o foi uma manh� f�cil. - Obrigada, eu adoraria.
Warren, pegue-a e leve-a ao escrit�rio amanh�.
Sim, est� bem.
N�o � m� ideia a do jantar, doutora.
Pena que eu seja casado.
Que cara, deveria estar casado, esse � seu problema.
- E n�o �? - N�o, tem muitos casos.
- Um homem sem sorte. - Sim, acho que sim.
Uma vez estive apaixonado por uma assassina que matava com machado.
- Realmente? - Foi meu primeiro caso.
Diz que estava apaixonado por ela e era culpada?
Quem disse que era culpada? Eu falei com outros advogados.
- E que aconteceu? - Foi absolvida.
E era uma beleza.
- Sr. Ford, tenho que voltar. - � a hora de almo�ar.
Por que n�o vamos ver como Bill descreveu um ciclot�mico?
- N�o, tenho um compromisso. - Que pena.
Uma excelente desculpa para faltar a aula.
- Voc� � uma m� influ�ncia. - Que tal �s sete?
- Qu�? - Esta noite.
- Oh, sim, �s sete. - Adeus.
Uma beleza ciclot�mica! N�o se referiu a mim!
At� me perguntou se eu havia lido.
"N�o, mas estou ansiosa por fazer isso, Sr. Perry".
� isso!
"A" � uma ciclot�mica que conhe�o pessoalmente...
Senhorita A, n�o senhorita T. Isso est� bem.
"Na superf�cie aparenta calma, segura de si mesma.
Mas est� muito assustada e os temores a fazem bela".
Temores? "Tem medo do escuro...
porque est� sozinha.
Com certeza toma son�feros, mas n�o ajudam.
Quer aparentar que os homens n�o lhe interessam...
mas ao lhe dar essa olhada, sua m�o se move at� seu cabelo...
n�o porque o cabelo esteja soltando...
O mesmo que toda mulher faz, tocar em seu cabelo.
Faz calor aqui!
Todas n�s fazemos isso, isso � tudo.
Sim. Melhor assim.
Mas isso n�o � o que ele disse.
Disse: "Soltando o cabelo."
Isso significa cabelo longo!
"N�o porque o cabelo esteja soltando...
mas porque as suas emo��es est�o � solta.
Ela queria se libertar, mas n�o pode.
Tem que olhar sua roupa. O mesmo o tempo todo.
Suas roupas s�o todas exatas.
Usa meias de seda? Claro que n�o.
N�o faz algo que a situe em um campo competitivo com outras.
Prefere ignorar os homens"
- Como pode ser t�o cruel? - "Ela � um amor.
Querida, professora, n�o me deixou mais espa�o para continuar".
O idiota! Vou me livrar disto...
N�o, n�o, eu escreverei.
N�o, n�o posso, tem que estar a letra de seu pr�prio punho.
N�o posso pretender me desfazer do livro, Dorgan suspeitaria.
Espere um momento.
Por que fazer algo?
Suponhamos que me reconhe�am pela descri��o.
Eu n�o estive aqui com Bill Perry esse dia, e posso provar.
O bilhete que escrevi para ele, o bilhete!
Poderia mandar Jerry aqui, por favor?
Derramei tinta.
Tem que deixar isto por algumas horas.
Sim, n�o h� problema.
Jerry, antes de adoecer deixei um bilhete pegado na porta.
Sim, eu vi. Estava l� na semana passada.
- Que fez com ele? - Queimei ontem no lixo.
Espero que n�o tenha sido nada importante.
N�o importa, era uma agenda que eu queria recomendar.
E n�o pode conseguir outra c�pia no escrit�rio do Reitor?
- Que disse? - Que se n�o podia...
...conseguir outra c�pia? - Outra c�pia, c�pia...
- Voltarei mais tarde para limpar. - Sim, perfeito, obrigada.
- Sr. Ford? - Em pessoa.
- Chego cedo? - N�o, n�o, eu estou atrasada.
Isso n�o tem nada de anormal.
Conte at� tr�s antes de entrar, sim?
Sou ruim em aritm�tica.
Bem, aqui estou!
- Est� se escondendo? - Sim, de certa forma, sim.
N�o saio com frequ�ncia. Preciso de tempo.
- Fique � vontade. - Obrigado.
Bonito lugar o que tem aqui.
- Onde fica o bar? - N�o o reconheceria.
Parece uma geladeira.
- Como quer sua bebida? - Nada para mim, obrigada.
A prop�sito, peque o livro de Bill.
- Est� em meu escrit�rio. - Algo interessante?
H� um bilhete a� que tamb�m pudesse lhe interessar.
Por que iriam me identificar por seu livro azul?
Dorgan s� me viu uma vez...
e o Sr. Ford, quando estive doente e no funeral...
"Tipo ciclot�mico".
Em absoluto!
Este est� dirigido a Bill!
Sim, � o que eu escrevi!
Tinha esquecido at� que fui a meu escrit�rio hoje.
Nunca o pegou.
- Foi uma luta. - Foi escrito na mesma sexta-feira.
H� v�rios par�grafos analisando ele.
Pensei que gostaria de ler alguma vez.
Sim, o reitor poderia ter controlado, voc� estava certa.
Pena que n�o tenha enviado antes.
Tem certeza que n�o era voc� com quem Bill tinha um encontro?
Uma sess�o com uma professora, um encontro? Duvido.
N�o poderia culp�-lo.
Quando quiser.
E quem � voc�?
� novo.
- Meu sal�rio inteiro, gosta? - Outra vez.
- A� tem. - � extraordin�rio!
Seu c�rebro n�o se deixa ver.
Tento que nunca se veja quando saio.
Claro que j� sabe que estragou tudo.
Nunca soube que as mulheres se veem diferentes pelas noites?
Esperava que isto fosse s� por mim!
Se isso lhe faz se sentir melhor, foi.
Sinto-me muito lisonjeado.
- Ser� melhor irmos. - Sim, ser� melhor.
N�o quero que o mundo perca nem um pouco de voc�.
Tem certeza que a reconheceria se voltasse a v�-la?
Sim, claro, claro...
- Sim? - Warren Ford est� aqui.
Que entre. Espere-me aqui. Continuaremos com isto mais tarde.
- Bom dia! - Boa tarde.
Que tal eu encontro ontem � noite? N�o me diga que se esqueceu.
- N�o, tenho que dar um telefonema. - Use meu telefone.
Para esta chamada n�o. Obrigado.
Ele acha que est� me enganando.
- Diga que venha por aqui. - Est� bem, chefe.
Agora olhem isto.
- Quase nem notou! - Nem parou.
Naturalmente que n�o. Um rato n�o � complicado.
Mas os humanos sim. Esse � nosso problema.
Suponha que em vez do l�pis, coloquemos este ponteiro...
em frente a um homem.
Na primeira vez que o homem o veja, passar� por cima dele.
- Mas suponhamos que... - Telefone, doutora Tuttle.
Sinto muito, desculpem-me, por favor? Obrigada.
- Sim? - Al�, Dra. Tuttle.
N�o, quero a encantadora mulher com quem sa� ontem � noite.
Warren, como vai?
- Agora estou em aula. - Que sorte desses alunos.
- Bem, nos vemos esta noite. - Esqueci da prova de Bill.
Dorgan a quer.
- Est� com Dorgan? - Sim, traga quando terminar.
Disse que tem algo interessante em mente.
- N�o posso, � imposs�vel - Sim pode, e daqui sa�mos.
E n�o se esque�a do livro, as pessoas v�o falar se voc� ficar como eu.
Que dir�o? Que � primavera.
N�o poderei estar l� antes das 5:30, est� bem?
tudo bem voc� sabe onde fica o pr�dio do tribunal?
Sim, eu sei.
Obrigada e adeus.
N�o posso levar esse livro l�, n�o posso!
Desculpem. Onde est�vamos?
Oh, sim. O homem e o ponteiro.
Como disse, o mais prov�vel � que o homem passe sobre ele.
Mas suponhamos que tem que fazer isso v�rias vezes.
O homem, diferente do rato,
finalmente � preso pela pr�pria curiosidade.
E, contra sua vontade, se encontra envolvido.
Que � isso? Quem o p�s a�? Por que algu�m n�o o pega?
Debate, desvia-se.
N�o deveria parar nem se preocupar com isso.
Heinrich chama isso "tornar-se consciente do campo"...
um processo de pensamento que voc� chamaria de racioc�nio.
Mas h� vezes em que este processo poderia desvi�-lo,
alterar seus planos,
poderia lev�-lo at� sua pr�pria destrui��o.
PAL�CIO DA JUSTI�A
A Justi�a que vive nas alturas...
Bonita, n�o acha?
Doutora, voc� deveria processar a universidade.
Quem comp�e esses anu�rios?
Viu sua foto aqui?
N�o, e se � deprimente, n�o quero v�-la...
E n�o se atreva a mostr�-la ao Sr. Ford.
- A ele n�o? - N�o.
Ei, que � isto?
Se solucionar este assassinato, me dar� uma chance?
- Sim, terei que fazer isso. - N�o quero lhe apressar...
...mas comece a fazer as malas. - N�o creio que esteja t�o perto.
N�o?
- Que entre a testemunha. - Testemunha, tinha sob sua manga?
Sim eu tamb�m gosto de me exibir um pouco.
Obrigada.
- Testemunha do crime? - Sim, eu gostaria!
Um caminhoneiro.
Ele levou nosso assassino na noite do assassinato.
N�o est� impressionada?
Sim... sim, muito impressionada.
Foi um palpite maluco e valeu a pena.
Primeiro falei com as companhias de transporte na costa...
para ver se algu�m havia recolhido uma mulher por l�.
- Por que uma mulher? - Disso ningu�m pode me dissuadir.
Os motoristas n�o devem pegar ningu�m...
...ent�o que os interroguei... - Uma boa testemunha?
Perfeita. E com boa mem�ria.
Pelas 10:15, disse ele, perto de Malibu.
- Acha que Susan � a garota? - Sim...
mas se estiver errado, ele pode olhar isto.
Uma linda galeria de garotas adolescentes...
- Aqui est� seu homem, chefe. - Entre, Hunter.
- Sinto lhe ter feito esperar. - Tenho um compromisso para jantar.
- Bem, vire-se, senhora. - Um minuto!
Est� brincando? Esta n�o � ela.
Ela � a Dra. Tuttle, � uma das professoras de Perry.
- Sim? Mas n�o � ela. - Ningu�m disse que fosse.
Voc� � realmente uma professora? Eu deveria ter estudado mais, n�o?
Hunter, n�o l� suficientes hist�rias policiais.
N�o pensar� que uma suspeita se mostraria assim.
Cor de cabelo...
roupa, isso pode ser mudado facilmente.
As vezes as identificamos com fotos.
�s vezes com filmes, venha. Feche essas persianas, Warren.
Isto � uma piada?
- Quem �? - N�o sussurre, podem lhe ouvir.
- E ent�o, Hunter? - N�o.
Sem pressa.
Era mais velha, acho que era uma mulher casada.
N�o sei, tenente, se pudesse escutar sua voz!
- Tamb�m temos o som. - Por que falam mal dele?
Vamos, essa � uma estrangeira!
- A garota n�o tinha sotaque? - Nada de sotaque!
- Falou muito? - N�o, estava esgotada.
Para que n�o pudesse identificar sua voz.
Eu identificaria sua voz. Gosto das vozes.
Tem certeza que recordaria sua voz?
Sim, claro, claro.
- Soube onde morava? - N�o pergunte.
- Tenente, gostaria de ir embora. - T�o logo veja isto.
Leginski...
D� a meu amigo um lugar onde possa olhar as fotos.
- Est� bem. - Estarei no laborat�rio.
N�o se esque�a de meu compromisso, tenente, j� estou com fome.
Um jovem de sua idade foi assassinado.
Acha que poderia acontecer a voc�? Pense nisso.
Primeiro o dever e talvez depois aproveite seu jantar.
Que lhes pareceu?
- Bem, fez o que p�de. - E que pensa a psic�loga?
Bastante claro e definitivo, penso eu.
- E ent�o, Warren? - Suponha que n�o pensei em Susan.
- Que tive que provar isso. - O truque de "se por acaso"?
N�o, tenho certeza de que foi algu�m do campus.
- Conjectura ou adivinha��o? - C�rebro universit�rio!
Nosso assassino � um aluno com excelentes qualifica��es.
Venham ao laborat�rio e vou mostrar a voc�s.
Gostaria, mas n�o temos tempo, verdade, Warren?
- S� demorar� uns minutos. - Vou lhe dizer algo, doutora.
"O dever chama".
Foque bem, Blakely.
Assim est� melhor.
- Que � isso? - �gua.
Uma gota de �gua dos pulm�es de Bill Perry.
Est� muito sozinha a� atr�s.
O cheiro dos produtos qu�micos me incomoda.
Si, essas coisas, Blakely, n�o s�o exatamente perfumes.
Acostuma-se.
- Vamos adivinhar? - Deixe-me ver outra vez.
- Os pontos pequenos s�o... - Mat�ria salina, alguma areia.
- O que s�o aqueles objetos retos? - Lascas.
� algo importante.
Que temos aqui?
Uma tina e um balde.
Parte do equipamento Bill para abalones, toque-o.
Que h�?
- Farpas... - Farpas...
deste balde. Beb, j� tem 32 d�lares.
- Diz que as farpas... - Sim! Foi um falso afogamento.
Bill j� estava morto quando...
a �gua entrou em seus pulm�es por respira��o inversa.
- Correto, Dr. Romley? - Sem d�vidas.
- Estou assombrada! - Esse � um privil�gio.
Esses s�o todos os diapositivos, Blakely.
- Sempre usam este m�todo? - Outro S�o Tomaz em d�vida?
- Com um oceano com farpas... - N�o destas farpas.
Claro, as comparou com farpas de madeiras flutuantes.
Ou foi que este balde estava � m�o?
Eu fui pego com nossos experimentos abaixo.
Uma garota sabida, lembre-se, Warren, para outras defesas.
- � esse o seu interesse nisso? - N�o, n�o, mas eu acrescentaria.
- N�o faria diferen�a de qualquer maneira. - Vamos revisar.
Um momento, l� h� algo.
Por que o assassino usaria um balde tendo o oceano l�?
Doutora, voc� sup�e que ele foi morto no penhasco.
Eu n�o estou supondo nada, doutor, esse � seu departamento.
- Vamos, sem brigar! - O Dr. Odelard disse que...
O Dr. Odelard poderia estar errado!
Os ferimentos n�o s�o de rochas. A arma letal, eu tenho a�...
Ele foi morto no topo do penhasco.
O balde foi enchido depois, levantado...
e o corpo ajeitado para que parecesse um acidente.
e depois foi empurrado.
- Qual foi a arma letal? - Uma mola de a�o.
Encontramos na cena do crime.
- Prova? - Bem, n�o � um fato.
Mas as armas s�o melhores com sangue e peda�os de carne.
Mas no que se cozinha vou deixar crescer o cabelo do Perry...
se tiver que fazer isso.
Voc�s s�o uns m�rbidos
m�rbidos miser�veis!
Admito que estava um tanto bruto...
Bruto?
Voc�s dizem que aqui investigam homic�dios!
O que fazem � invent�-los como g�nios de uma l�mpada!
Por que ou quem o matou, isso n�o importa, n�o para voc�s!
Crime sem resolver, assim que qualquer um paga r�pido!
Isso � tudo o que lhes importa...
- N�o gosto deste lugar. - Suponho que isto � tudo.
Dra. Tuttle!
Realmente acredita que n�s fabricamos provas?
- N�o sou a primeira que acredita. - Infelizmente, n�o.
Parte do que diz � verdade. Ficamos com raiva, somos humanos.
Muitos assassinos escapam, n�s n�o trapaceamos.
Talvez assim pud�ssemos resolver alguns casos sem esclarecer, n�o?
- V�o fazer isso por desespero. - Eu lhe respeito muito, doutora.
Eu teria esperado. Pode ser Hunter, eu atendo.
Se prefere testemunhas oculares talvez tenhamos uma.
Al�?
Por favor, meu Deus, tire-me daqui!
N�o devo desmaiar.
N�o posso!
Eram coisas que eu sempre quis dizer...
e n�o tinha percebido at� que voc� disse.
Mas esse n�o era o momento, nem penso que o homem certo.
Estava com a impress�o que voc� gostava de Dorgan.
Desagrada-me intensamente.
� cruel, sem cora��o e arrogante...
E muito brilhante, se tiver raz�o com as farpas.
Ficar�o felizes ao saber que nossa testemunha falhou.
- Ningu�m da universidade? - Nem um rosto em todo o livro.
N�o continue aborrecida comigo. Sou um homem derrotado.
Como a tira disso, Warren? Flores, doces, peles?
Que estou dizendo? Jante com champanhe e mande-me a conta.
- Eu n�o vou esquecer isso. - Sinto muito...
n�o foi voc�. Foi esse curandeiro.
Romley faz piadas ruins.
Bem, talvez eu fa�a discursos ruins.
- Est� bem? - Sim, claro.
- Falaremos amanh�. - Divirtam-se...
n�o fa�am nada que eu faria.
Um momento!
A prova!
- Obrigado. - Boa noite.
- Algo mais? Eu vou para casa. - Sim, tem cigarros?
Vejo que foi � biblioteca!
Sim, este livro foi escrito por um f�.
Descobri algo estranho.
- Estava apaixonado por ela. - N�o posso culp�-lo.
- Falo da Dra. Tuttle. - Claro, pensei isso.
Ela saiu com ele?
�s vezes um homem tem que remover seu pr�prio ponto fraco.
E depois dos discursos de como cometer assassinatos.
Que tem isto de dif�cil?
- � agrad�vel, inteligente... - T�o tensa, t�o emocional.
Esta tarde no laborat�rio eu tentava me lembrar...
...estava confuso. - N�o era o certo.
Voc� estava ansioso para que ela gostasse de voc�.
Voc� o matou, n�o foi? E ela estava desesperada?
Contra a parede, lutando.
- N�o sou perito em mulheres. - E quem �?
Ela estava temendo que eu fosse mostrar a arma a ela.
E estive prestes a fazer isso.
- No que vai se basear? - Em meu palpite.
- H� algo melhor? - Evid�ncia circunstancial.
Tamb�m conseguirei.
Voc� n�o vai ficar contra ela s� porque eu lhe aborre�o.
n�o sei, ela mesma � engenhosa com a magia.
Eu fiz voc� pular. E Ford...
...est� girando. - Est� apaixonada por ele.
Tem certeza? As coisas nem sempre s�o como aparentam ser.
- Talvez possa gostar dele. - Vamos, esque�a isso.
Sim?
Ei!
Com raz�o sua testemunha n�o a reconheceu!
Quando se livrou do corpo? Ao mesmo tempo que o outro?
Receio que sim, ao conhec�-la tinha um penteado diferente.
Ponha suas m�os atr�s de sua cabe�a, como se estivesse com raiva.
Acho que vou para casa.
� melhor voc� se cuidar.
Trabalha muito. Acho que seu amigo Ford...
...n�o vai gostar disso. - Cale-se!
- Eu n�o tenho amigos. - Boa noite.
Sob press�o, esses ciclot�micos...
balan�am-se perigosamente entre dois polos.
Se a mudan�a for frequente e aumentar rapidamente...
"Quando ela tem certeza, suas emo��es s�o proeminentes
grandes sorrisos, quando est� nervosa...
fica nervosa".
Ent�o, tudo o que tenho que fazer � levant�-la...
e depois baix�-la,
para cima e para baixo...
Mande algu�m limpar este desastre, n�o posso pensar!
Vou sair algumas horas e me distrair.
- Onde posso lhe localizar? - Cale-se!
Aonde a m�sica lhe leva?
- Estou aqui. - N�o me parece.
- Est� sob a luz da lua. - N�o estou.
H� algo diferente em voc� esta noite, que �?
� que n�o quero me apaixonar por voc�.
Bem, n�o deveria se envergonhar por isso!
Que tem a ver o querer com isso?
Comigo tem muito a ver.
Quer dizer que � inconveniente?
- Cupido tem itiner�rio? - N�o, claro que n�o, mas...
...bem, eu tenho meu trabalho. - Consolidemos, sejamos ricos.
- L� h� universidades. - Creio que foi a m�sica.
- � casada? - N�o.
- Esteve casada? - N�o.
- H� mais algu�m? - N�o, claro que n�o.
Aonde vamos agora?
Quer ir dan�ar?
N�o...
...um show divertido. - Divertido!
Conhe�o o lugar mais divertido da cidade, vou lhe levar.
- Espero que goste. - Sim, aqui n�o pode ouvir a si mesmo pensar!
Pensei que gostaria.
Esta � minha primeira luta, Warren.
- � emocionante! - �s vezes algo brutal.
- O que aconteceu? - Pestanejamos.
- Mas � s� uma preliminar! - D�-lhe, Abe!
Apenas lhe beijou! Mande-o at� a ponte!
Est� machucado!
Esse � meu rapaz! � o Kid!
Kid Sanfran!
Ol�, Sr. Ford!
- Como est�? - Acabarei com este bobo!
Bem, continue assim, vai muito bem!
- Voc� o conhece? - Sim, mora em minha cidade.
Eu nunca notei isto antes parece que, sabe...
- Um grande pugilista. - � um lixo.
- Cinco dizem que n�o. - Veja a aposta.
- Warren. - Que houve?
Assustada por um pouco de golpes e sangue?
Pessoas se machucando...
� isso, Abe! Mate-o!
- Vai bem, Abe. - Traidora, l� vai meu dinheiro!
- Vamos, Kid, use seus p�s! - Minha rosa irlandesa selvagem!
- Afaste-se dele, Kid! - Calma, � s� uma luta.
Mate-o! Assassine-o! Mande-o dormir!
Mate-o!
Bill, est� me machucando!
Um, dois, tr�s.
quatro, cinco, seis,
sete, oito...
nove, dez.
N�o quis fazer isso!
Encontra-se bem?
Voc� se encontra bem?
Sim.
Acho que j� � suficiente para sua primeira vez.
Saiamos daqui. Este ambiente n�o � bom.
Ol�, Warren. Boa luta.
Por um minuto pareceu-me como se eles me quisessem l� em cima
- Precisamos de ar. - N�o gostou, doutora?
- Sim, um pouco aterrador. - Ent�o quem � o fraco? - Por qu�?
...imagino que eu. - Pensou que eu desmaiaria?
- Pensei que algu�m faria isso. - Estar� na luta principal?
- Convido voc�s para um drinque depois. - J� tomamos seu drinque.
- Que acha disso? - A conta chegar� volumosa.
Vamos!
Warren, foi algo que eu disse?
Est� aborrecido comigo.
- Foi algo que fiz? - N�o, estava pensando.
- Como esses pugilistas... - Sim?
Cedo ou tarde todos terminam...
cicatrizados por dentro ou por fora.
Alguma vez teve um pesadelo...
sem saber disso...
sem se lembrar...
mas at� muito tempo depois que voc� acordou?
Pesadelo?
Talvez foi meu. Esque�amos.
Sim, esque�amos. Sinto muito.
Warren, minha cabe�a est� para explodir.
Importar-se-ia em me levar para casa?
Aqui estamos.
Aposto que n�o lhe servem assim com frequ�ncia.
- Obrigada. - Onde est� ele...
- Dar� um pouco de for�a. - Warren, quero falar com voc�.
Aqui estou...
- Gostou? - Sim.
Est� melhor?
Bem...
fale.
� engra�ado, uma sala cheia de estudantes...
...isso n�o me incomoda, mas... - Eu lhe incomodo?
- Sim, n�o, na verdade, n�o. - �s vezes penso que sim.
� que...
Estou confusa, Warren, por favor tenha paci�ncia comigo.
- � como na luta, eu... - O Kid se parecia com Bill, n�o?
Sim, parecia-se.
- Envolvi-me emocionalmente... - A emo��o �s vezes � boa.
Sim, isso tamb�m eu sei.
Ent�o por que n�o olha para mim?
Porque me vejo em seus olhos, Warren.
N�o gosto.
- Uma professora nervosa... - Isso n�o me importa.
N�o, n�o, tudo � parte de minha confus�o...
o valor equivocado das coisas...
meus temores...
temor do que as pessoas pensar�o de mim.
Sabe o que eu vejo?
Vejo uma mulher...
quente e carinhosa que eu amo
muito.
Warren!
Um beijo de solteirona.
Eu lhe avisei.
N�o tenho nenhuma obje��o.
Mas n�o me diz muito.
Sinto muito.
- Tem certeza que n�o h� ningu�m? - N�o, ningu�m.
As solteironas n�o se ajustam facilmente, isso � tudo.
Quem dera que parecesse uma...
n�o seria t�o dif�cil.
� melhor beber isto. Tem que ir para a cama.
- Quer que apague as luzes? - Sim, por favor.
A janela?
N�o, eu farei mais tarde.
- Telefonarei amanh�. - Est� bem.
- Boa noite. - Boa noite, Warren.
Sra. Conner, se precisarmos de algo lhe faremos saber.
N�o dir� nada sobre isto, verdade?
- Boa noite, Sra. Conner. - Igualmente.
Wilma?
Que houve?
- Devo lhe dizer algo. - N�o, espere, Warren.
Eu tamb�m estive reconsiderando...
Ia lhe telefonar, Warren, quero que volte a San Francisco.
Meu trabalho est� se acumulando...
e voc� est� se envolvendo mais e mais neste caso.
Decidi esquecer isso, vou embora amanh� e voc� vir� tamb�m.
Vamos nos casar.
- N�o, n�o, posso, Warren. - Ningu�m falou de sim ou n�o...
Vamos fazer isso!
- Seja razo�vel, Warren! - N�o.
- � pelo trabalho, que �? - N�o, n�o � o trabalho...
- Al�, ag�ncia de viagens. - Warren, n�o disse que "sim".
Disse, fala o Sr. Ford, do quarto 203!
Quero um voo cedo de manh� para San Francisco...
Sim, pegarei... Al�!
N�o, n�o se preocupe...
Estarei a� em um momento, sim, obrigado.
- Wilma, prepare-se. - Sim, sim, eu farei, mas...
- Nada de "mas". - E Dorgan?
Cuidarei disso logo cedo.
Est� bem.
Warren, alguma vez tentarei lhe dizer...
Boa noite, meu amor.
Queria que voc� fosse o primeiro em me felicitar.
- Voc� nos uniu. - Muito gentil de sua parte,
mas ela n�o teve muitas op��es apaixonando-se assim.
- Quando ir�o embora? - H� uns 20 minutos.
- Agora tomaremos um avi�o. - Poderia me dizer como fazer isso?
- Eu tamb�m vou atr�s de uma garota. - Sinto muito...
com ou sem sua b�n��o...
Ou�a, se tiver algo novo sobre o caso, avise-nos, sim?
- Sr. Ford? - Sim?
- Do escrit�rio de Dorgan. - Que �?
Um convite pessoal
Que tipo de jogo � este, Dorgan!
- Que sorte a sua! - Bom dia, meu amor.
- � que ele mandou algu�m... - N�o, claro que n�o.
- Liguei para ela e me contou tudo. - Ele me disse que voc� viria.
- E para que telefonou para ela? - E ciumento como um noivo.
Sente-se, Warren, convers�vamos at� que interrompeu.
Quando n�o est� por aqui eu progrido muito...
...n�o � assim, Dra. Tuttle? - Ele quer falar do caso.
Esta manh� estou muito feliz. Vamos dar um gostinho, voc� acha?
Est� bem,
pero espero que no altar n�o se meta conosco.
- Que entre Romley. - Est� bem.
- Nova evid�ncia? - N�o nova, s� mais clara.
O problema � o aperto que voc� me colocou, Warren.
At� agora, como detetive, n�o funcionou.
E agora, que levarei o caso ao j�ri, poderia precisar de voc�...
Primeiro precisa de um um acusado, n�o?
Digamos que tenho, voc�s ver�o v�rias coisas.
Est� bem. O avi�o sai �s onze.
N�o temos o dia todo, Romley.
Sinto muito. Bom dia a todos...
...e parab�ns! - Obrigada.
- Ainda depois do de ontem? - Entra e sai por um tubo.
- E quando a noiva � bela... - Vejamos o que tem, Romley.
- Qual o primeiro? - As miniaturas.
Acreditam que est�o em um tribunal?
� l� onde quero que imagine estar por um momento.
Dra. Tuttle, importar-se-ia de ser a jurada n�mero um?
Sim, nos importa! Que � esta repentina paix�o sua por isto?
Embora eu n�o seja o promotor, como investigador chefe...
sou respons�vel pelos fatos e evid�ncia do caso.
- Sim, eu entendo isso. - E julgando por sua atitude...
n�o acho que posso encontrar um j�ri mais rigoroso.
Ent�o que, se vier aqui,
examinaremos a cena do crime.
- N�o sei se foi l�, Warren. - Sim, eu vi.
Este � o carro.
Bom lugar, linda vista.
Aqui est� o caminho
que leva ao mar.
Estas s�o as rochas contra as quais que seu corpo caiu.
- O cen�rio est� claro? - Sim...
- Levante a arma mortal... - Wilma, n�o deve fazer isto.
N�o h� problema, Warren, nunca fui jurada, n�o me incomoda.
Disse ontem que foi uma mola de a�o...
- � isto, n�o? - Sim.
N�o entendemos a posi��o que Bill estava.
- Estava em p�, n�o? - Bem, vejamos.
Esta � uma reprodu��o da cabe�a de Bill Perry.
Com todos seus horrendos detalhes, Dorgan...
- Horrendos para voc�? - Nenhum juiz permitiria isto!
N�o acredita? Voc� est� ficando enferrujado, Warren.
� igual a ele.
- Poderia bater na cabe�a? - Levante-a!
Bata!
V� em frente, bata!
Mais forte, por favor! De novo!
- Uma vez mais, mais forte! - Wilma, chega!
Pare!
- Eu quebrei! - N�o se preocupe.
N�o o leve t�o a s�rio, Wilma. Dorgan, � um tolo!
Traga �gua para ela, Romley.
- Sinto que isso tenha acontecido. - Est� bem, n�o � sua culpa.
- E com isso provei algo? - A assassina estava sentada.
- Que foi em leg�tima defesa. - Voc� acreditaria nisso...
quando a assassina tentou ocultar o que havia feito?
- Bem, n�o sei disso, eu... - Quantas pessoas fariam isso?
Warren, voc� conhece os jurados, ela agiu como culpada.
Ent�o tem seu caso, para que precisa de n�s?
- S�o 9:45, vamos, querida. - Warren, vamos aos �libis.
- Nem sabe a hora da morte dele. - Suficientemente perto.
Muito bem, meu amigo, j� que est� jogando seus joguinhos...
Wilma, onde estava naquela sexta � noite?
Fui jantar
...e ao cinema, n�o lembro. - Pero poderia se lembrar.
Suponhamos que pudesse.
O jantar, em algum restaurante onde jamais tinha estado.
- Algu�m l� se lembra de voc�. - Eles se lembram dela, continue...
Depois foi a um cinema, nem l� tampouco, nenhum empregado...
Bem, lhe viram l�. E depois.
Fui para casa.
- Falei com a Sra. Conner. - Minha testemunha, se n�o se importa!
E meu interrogat�rio!
- A que horas foi embora do campus? - Cerca das 5:15.
E depois jantar? N�o se demora muito comendo s�...
Ou estava com algu�m?
- Estava sozinha. - Foi ao cinema �s 6:30?
Chegou em casa perto da meia-noite?
- Bem, caminhei um pouco. - Caminhou como, uma hora...
Dir� ao j�ri que por que ningu�m a viu, � a assassina?
- A hora da morte dele chegar�. - Dr. Romley, a que horas morreu?
N�o � poss�vel identificar...
...perto da meia-noite. - Obrigado.
Bem, amor, vamos.
Enviaremos um cart�o-postal do Ni�gara...
- Gostaria de fazer uma pergunta. - Sinto muito.
S� uma, palavra.
A menos que pense que deve fugir, Dra. Tuttle...
n�o � um segredo para voc� nem para nenhum de n�s...
que este � um assassinato que n�o posso solucionar...
...a menos que confesse. - N�s matamos. Feliz? Vamos.
Aperte o bot�o, Dorgan.
Ainda n�o fiz minha pergunta.
Quer me perguntar se eu matei Bill Perry?
S� tenho uma pergunta, uma pergunta tola, n�o acha?
- Quando o viu pela �ltima vez? - Sexta-feira de manh�.
- Eles lhe ouviram marcar um encontro. - Sim, �s 17:30 em meu escrit�rio...
mas n�o chegou e deixei um bilhete. Acho que lhe mostrei, Warren.
Sim, ela mostrou
e em caso que minha palavra n�o conte, acho que o tenho...
Sim, aqui est�.
Ele explica tudo ao reitor, para que ele pudesse lidar com isso.
- Por que fez duas vezes? - Duas vezes!
- N�o pode ser! - N�o toque nele, � evid�ncia!
Sim, eu o escrevi duas vezes.
Uma estupidez por minha parte, mas tinha um motivo...
um motivo muito bom.
Sabe o que � ter medo, tenente?
Eu estava assustada.
- Pensei que iriam atr�s de mim. - Wilma, n�o explique a ele!
Por qu�? Esse bilhete era prova de que eu n�o o havia visto.
E quando soube que havia desaparecido...
perguntei ao zelador, n�o sabia que voc� o tinha.
E pensei que algu�m tinha jogado fora.
N�o sabia como, com exatid�o mas algu�m havia feito.
Nunca lhe ocorreu que Bill poderia ter pego.
Voc� sabia que isso era imposs�vel...
porque voc� o havia matado, Dra. Tuttle.
Wilma!
Wilma, meu amor. Sinto muito.
Tentei avis�-la.
Est� bem.
Est� bem, Warren.
- Traga a ordem Leginski! - Est� bem.
- Isto n�o valer� para o j�ri. - Economize seus discursos, Warren.
- Bom trabalho, chefe. - Cale-se.
Sinto muito.
- O juiz gostaria de lhe ver, Ford. - Obrigado.
Vamos, n�o fique triste.
Em uns minutos terminar� o recesso e entramos atirando.
Calma, j� volto.
- Posso abrir a janela? - Claro.
- Obrigada. - Pensei que estava fugindo de mim.
- Voc� n�o me assusta, tenente. - Minha parte terminou.
Um caso fraco cheio de buracos.
- Poderia perder seu trabalho. - N�o se preocupe com isso.
Seu caso me deu maus momentos.
Nem um oficial � imune a seus encantos, doutora.
Voc� n�o � uma suspeita comum e corrente.
Acha que poderia deixar de pensar em mim como policial?
J� tenho feito.
Voc� � Ted Dorgan.
Amigo do homem com quem vou me casar...
...se me derem chance. - Voc� ter�.
- Warren � um grande sujeito. - Sim.
Vai se casar por estar agradecida a ele...
...ou pelo que sente por ele? - Isso n�o tem nada a ver.
N�o escutei dizer que o ama.
Sim, eu o amo.
Tem certeza de que n�o est� mentindo para si mesma?
Sempre pensou que sua cabe�a era maior que suas emo��es.
N�o lhe provou nada este problema em que est� metida?
N�o h� uma chance para mim?
Pronta, Dra. Tuttle.
O Estado acusou minha cliente de assassinato...
uma acusa��o da qual ela � inocente.
Vou lhes demonstrar que nesta incerteza chamada Vida...
e nesta incerteza chamada Morte...
h� um v�u muito t�nue entre o que causamos que aconte�a...
e o que nos acontece. Sim, cometeu-se um crime.
N�o o negamos. Mas contra quem?
Wilma Tuttle matou um homem!
Mas em dor, ang�stia e em leg�tima defesa.
Seu �nico crime, pelo qual nos declaramos culpados...
foi que ela escondeu o que havia feito.
Esse foi seu erro, n�o sua inten��o...
e pelos erros pr�prios devemos sentir pena.
Matou por medo...
e por medo o escondeu e fugiu.
Mas se vamos responsabilizar Wilma Tuttle,
ent�o devemos tamb�m responsabilizar o mundo...
porque esses medos n�o s�o inatos em n�s.
S�o criados por nossos semelhantes.
Desde a inf�ncia em diante o que pensar�o, o que far�o!
Eles s�o agora voc�s, senhoras e senhores.
Wilma Tuttle j� n�o vive assustada.
J� pagou sua d�vida ao medo...
atrav�s de incont�veis dores de consci�ncia e tristeza.
Est� ante voc�s abertamente...
confiando na verdade.
Sua a��o para a morte de Perry n�o foi volunt�ria.
Somente agiu em leg�tima defesa.
Ent�o que a julguem...
Julguem-na como devem fazer honestamente...
imparcialmente por seu �nico e verdadeiro crime...
o crime do medo.
Porque ela sabe,
como eu sei...
com a mais profunda convic��o...
que agora que j� ouviram seu relato...
trar�o um sincero veredicto de "inocente".
N�o fique t�o melanc�lico. Ainda n�o perdemos.
N�o, j� perdemos.
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2 2022
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