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É muito impressionante, os detalhes são demais.
Foram horas e horas em um surto nerd.
A prótese é linda, mas horrível.
Se você errar isso, está tudo acabado.
Eu também cortaria a cabeça dele.
Todos ficamos arrepiados.
Isso vai ser épico.
Realmente tem uma vida própria.
EPISÓDIO 8 O REI DAS MARÉS
CAÇA AOS OVOS
Queríamos que Daemon tivesse um hobby em Dragonstone,
onde ele coletaria ovos de dragões para uma incubadora que ele está fazendo
para o que ele vê como um conflito vindouro.
Monte Dragão é a montanha vulcânica na ilha de Dragonstone.
É onde os ovos dos dragões são incubados.
O desafio foi manter misterioso o bastante,
é só para dar um toque da mitologia maior
ao redor de onde os dragões botam os ovos.
Jim basicamente pegou um velho set de um túnel
e começou a trabalhar com Angus dos efeitos visuais.
E foi como um set muito pequeno ganhou vida
para parecer muito mais épico do que era.
É um set bem pequeno, mas é alto, e é ao ar livre,
É feito para ter ação até em cima, é um penhasco bem dramático.
E eu o escalei. É ótimo para escalar.
Não queríamos copiar os ovos de dragão de Game of Thrones,
mas fizemos uma nova versão, bem mais pontuda,
um pouco maior, e com cores bem vibrantes.
Fizemos cerca de 20, ao fim.
E cada um era um pouco diferente.
Alguns eram bem leves,
mas alguns, especialmente na estufa de ovos,
precisam estar em chamas, então fizemos de material sólido.
A ideia é que encubam em montanhas vulcânicas quentes,
então os departamentos de objetos e efeitos especiais fizeram
essa gosma onde incubam os ovos.
A maior parte do nosso trabalho é aumentar
o fato de ser um ambiente com vapor,
e fazer a fenda onde filmamos ser maior.
Adicionamos muito vapor, muita poeira
e tentamos fazer com que pareça quente e úmido.
Quando Katie e eu falamos nisso,
nós primeiro olhamos para Alien, porque ambas somos fãs.
Mas queríamos encontrar algo próprio.
Vai parecer bastante com Alien,
vai fazer aquele barulho quando sair e se revelar.
Miguel e Ryan queriam que parecesse que saiu do dragão,
eles queriam que parecesse bem orgânico e sujo.
Trabalhamos muito com a equipe de objetos para ter essa ideia.
Um recipiente de ovos que endurece por fora.
E quando você abre, sai vapor
e os ovos estão cobertos em gosma.
Eles fizeram tantos testes disso,
foi ótimo ver aquilo ser feito e colocado em ação.
Quando vimos o protótipo final,
nós abrimos e o vapor saiu, e a gosma estava perfeita,
eu mandei para Miguel e Ryan, e ficamos todos:
"Nossa, é isso! É como os ovos aparecem!"
VIRANDO DEVOTOS
Quando Rhaenyra e Daemon voltam para King's Landing pela primeira vez,
não tinham palavras para descrever a diferença.
Mas precisávamos sentir a diferença.
Geeta e Katie fizeram um trabalho fantástico
em mostrar uma versão muito mais esparsa e austera
de King's Landing e da Fortaleza Vermelha,
baseado no fato que, com o passar dos anos,
Alicent encontrou a religião.
Eu diria que é bom estar em casa, mas eu mal reconheço.
O episódio é seis anos depois do anterior,
queríamos ver o ponto de vista da Rhaenyra na primeira vez que volta,
então começamos com um plano de steadycam que a leva até um espaço,
e você abre para revelar como está vazio agora,
como está mais frio e escuro que da última vez que vimos.
Conversando com Ryan, Miguel e Geeta, nós quisemos parear.
Teria a influência de Alicent, que está em ascensão,
e foi uma forma dela retirando a decadência
e aumentando a influência do Grande Septo.
E introduzimos essa grande estrela entalhada,
pendurada na grande escadaria.
Rhaenyra vê uma grande estrela de sete pontas no corredor principal.
Espalhafatosa, para mim.
A partir do episódio 8, temos
uma Fortaleza Vermelha mais austera e religiosa.
A diversão saiu da vida do castelo.
Para nós, foi uma questão de tirar os elementos.
Tiramos as obras de arte, colocamos símbolos religiosos
e tornamos um lugar bem mais duro de se ficar.
Diminuir um pouco o tom de tudo dos episódios anteriores,
onde tudo era bem chamativo,
mostrava uma época rica dos Targaryens.
Agora tem uma sensação mais fria, agora Alicent dominou o lugar.
Era para passar essa sensação, para deixar mais simples.
Eu até gosto do visual novo nas salas,
eu gosto que é mais esparso.
E ficou mais religioso,
muito pela influência da Alicent.
Parece uma casa onde alguém está morrendo,
o que, neste caso, é verdade.
Mas Alicent transformou em um local de devoção e religião.
Tem uma sensação de devoção,
de um apagamento da história Targaryen.
UM "PEQUENO" HOBBY
O modelo Valiriano foi interessante,
porque fizemos modelos de arquitetura no passado,
mas nunca neste tamanho, esse modelo é enorme.
Oito metros de comprimento, é um modelo enorme para se fazer.
Sinceramente, acho que dava para ter sido maior.
O que acontece quando você é o showrunner de uma série,
e diz: "Não seria interessante ter um modelo de Valíria?"
E você aparece no set e tem uma cidade inteira.
Viserys não é um montador de dragões.
Ele tem uma busca mais intelectual.
A ideia é que ele voltou aos antigos textos e mapas
e recriou tudo meticulosamente.
O que construiu é maravilhoso.
É quase o modelo de trem do Viserys.
É o hobby dele, para onde ele foge.
O modelo rei da antiga Valíria foi um exercício enorme.
Começa pequeno, e vai aumentando e toma todo o apartamento.
Tentamos decidir do que ele faria,
quais seriam as ferramentas, com o que ele faz,
qual é a escala,
porque a antiga Valíria é uma cidade de dragões,
então tudo é grande.
Uma pedra-pomes do meu banheiro.
Essa foi minha referência.
E a pigmentação, as sombras, as texturas diferentes
e a profundidade que isso dá.
Então nós fomos para a pedra-pomes,
que é uma pedra mais macia, mais vulcânica.
E se conecta a Dragonstone, a Monte Dragão
e a natureza vulcânica daquela ilha.
Eu só conto as histórias e providencio os planos.
Os pedreiros fazem as estruturas.
Foi tudo desenhado pelo nosso artista conceitual,
e colocado em arquivos para podermos imprimir os blocos,
e partes foram esculpidas à mão.
É uma mistura.
Tinha que parecer feito à mão,
mas não dava para fazer um modelo de oito metros em pedra-pomes.
Então tivemos que criar uma técnica para fazer rápido,
mas com a finalização da pedra-pomes.
As impressoras 3D eram nossos soldados nos bastidores,
trabalhando por dois meses, 24 horas por dia,
imprimindo centenas de prédios.
Muitos deles eram tão grandes que foram divididos em partes menores,
que depois colamos de volta.
Todos os prédios principais tiveram uma impressão 3D.
Leva 24 ou 48 horas para fazer um prédio.
Fizemos tudo em plástico PLA nessas máquinas,
o bom da máquina é que você tem uma finalização abrupta,
mas podemos passar texturas
e efeitos de tinta para parecer com pedra-pomes.
Nós imprimimos três ou quatro camadas de plástico.
Tivemos que suavizar as bordas, janelas, tudo isso.
Então fica parecendo feito à mão.
Ele cresce e cresce, fica maior a cada episódio.
Tem mais de duas mil peças.
Acho que só eu sei onde elas encaixam.
Foi feito em cinco etapas,
cada etapa tinha A, B, C, D e E.
E então fizemos de forma que montávamos sem linhas divisórias,
é uma peça incrível que virou cinco unidades separadas
que poderíamos montar e também separar.
Foram sempre seis ou oito peças,
mas aí os cronogramas mudam, essa peça entra, essa sai.
Tudo vai ser móvel, mas encaixa e parece só uma peça.
Conforme o rei envelhece, ele não pode passar muito tempo,
mas ele quer terminar.
Então ficam mais quadrados.
Para o fim da temporada, ele não toca mais lá,
então tem muitas teias de aranhas, só para dar um pouco de idade.
Só quando finalmente levamos tudo para o set
que você pode olhar e admirar o trabalho que fizemos.
E isso é muito recompensador.
É uma parte integral da história,
apesar de Viserys ser um Targaryen agressivo,
ele sente falta da antiga Valíria.
Ele olha para tentar entender algo que nunca conseguiu compreender.
FAZENDO UMA ENTRADA
Há quase vinte anos, neste salão...
Uma das cenas que eu mais gostei foi Paddy andando até o trono.
É um set bem vazio, mas funciona muito bem.
A entrada de Paddy naquela cena é enorme.
Ninguém espera a chegada do rei, mas ele entra
e é uma pessoa pequena que mal consegue andar até o trono.
Então foi bem empolgante filmar aquela entrada.
O que foi chocante foi que ele perdeu muito peso,
e queríamos sentir uma emoção real,
era sobre um homem, um pai.
Não se tratava do poder.
Para o Paddy, a forma física como ele interpretou o papel,
eu o parabenizo demais.
É um grande peso como artista.
Servindo realeza Targaryen.
Uma das primeiras coisas que falei com Miguel e Ryan
foi da bengala do rei.
É um dragão impresso em 3D.
Sabemos que o rei tem uma reverência por dragões,
ele os respeita, mas não quer usar o poder deles.
Então ele segura para trás, porque é uma herança de família
que ele começou a usar conforme envelheceu.
Primeiro começa com a bengala, depois a máscara,
e os dois juntos são símbolos da opulência
que ele traz para si mesmo para não perder o poder.
Devo admitir minha confusão.
Não entendo por que estamos ouvindo petições
por uma sucessão estabelecida.
A máscara do rei, na qual trabalhei de perto com Peter
foi impressa em 3D e depois folheada.
A máscara cobre metade do rosto,
deixa próximo do visual que ele tinha quando era forte.
Tivemos que pegar a cabeça do rei em uma imagem 3D,
e criamos uma máscara para esconder a doença dele.
E tivemos que fazer com que combinasse com a coroa dele.
Tinha que ter aquele visual dourado,
então acabamos folheando em latão,
tem um visual de que é caro.
Fizemos muitas provas para a máscara, mas valeu a pena.
Eu gosto muito, tem um elemento meio Fantasma da Ópera.
É um ótimo visual,
e espero que a revelação seja chocante para as pessoas.
A máscara de ouro levou muitos meses de desenvolvimento.
A máscara, no fim, representa o trabalho em equipe
que todos tivemos para fazê-la.
Uma combinação de maquiagem e próteses,
efeitos visuais que Angus e a equipe planejam fazer,
a atuação de Paddy e essa máscara de ouro,
acho que faz ser um personagem tão icônico.
Permitir?
Não esqueça de quem é, Vaemond.
A petição de Vaemond para o rei é um tribunal arbitrário.
Mas quando Viserys aparece e diz: "Vou sentar no trono hoje",
você sabe que as coisas viram para o lado de Rhaenyra.
CAINDO A CABEÇA
Aquelas crianças são bastardas!
Wil interpreta Vaemond de forma linda na cena.
É empolgante quando personagens que mordem a língua
finalmente falam o que os esteve corroendo.
Daemon quer causar o caos,
porque ele pode, e é a atitude dele com tudo.
Ele tem uma bússola moral clara,
ou você está dentro, ou está fora.
Daemon nunca esquece um desrespeito,
e acho que ele esperou anos para descontar,
e amo esse momento em que Daemon sai dos fundos
e a cabeça de Vaemond some.
Ele pode ficar com a língua.
Ele arranca a cabeça, isso foi um choque.
No fim, Wil fez de tudo para aquela cena,
e Ryan e Miguel queriam Vaemond sendo completamente surpreendido,
então são as coisas que guiaram como filmamos a cena.
Foi uma cena bem divertida de se filmar,
e a decapitação foi uma ótima colaboração
entre os efeitos visuais, próteses,
efeitos especiais e dublês.
Tentamos dar a ele uma assinatura de...
Algo dinâmico, e ele vem do nada.
Vamos botar o Wil lá para fazer a queda dele
e cair de joelhos,
e vamos colocar um tripé com uma bola de tênis
para Matt passar a espada por perto.
E depois vamos misturar os dois,
para parecer que cortou a cabeça no meio.
Daemon corta a cabeça dele logo acima da mandíbula,
e temos um corpo prático caindo em cena.
E o topo da cabeça cai ao lado.
Fizemos um molde corporal genérico, do tamanho de Wil,
e nós escaneamos o Wil com a expressão desejada.
E imprimimos a cabeça, criamos uma cabeça de plasticina,
cortamos no meio e esculpimos a boca rasgada,
a parte de baixo da cabeça, tivemos que fazer uma língua separada.
Eu tive que entrar em uma cabine com umas 300 câmeras.
E tive que ficar em várias poses para poderem...
E então, ao fim: "Pode fazer expressões mortas?"
E o que é isso?
Tipo, você fica meio...
Eu não parava de rir. Não parava de rir.
Certo, foi ótimo, estamos rodando.
A decapitação em si tem muitos efeitos visuais.
Angus e a equipe vão filmar vários ângulos com o Wil em câmera.
Então basicamente criamos o efeito do corpo na pós-produção.
A prótese que nós temos é horrível,
linda, mas horrível.
Ela inclui a língua dele e a parte de baixo da mandíbula.
Então nós deixamos mais nojento, e já é muito nojento.
O trabalho foi inacreditável.
Se você vê a cena, acha que é o Wil, e não é.
O boneco foi a coisa mais viva que eu já vi.
Os dentes e a língua,
tudo que você queria era...
Mas tinha alguém protegendo porque queríamos brincar com ele.
Na primeira vez que me vi...
Foi tão bizarro e surreal.
Quantas vezes você pode se envolver na própria morte?
Eu acho uma das melhores decapitações de Game of Thrones,
e foi um prazer ser parte dela.
- Desarmem ele! - Não precisa.
A ÚLTIMA CEIA
Na primeira vez que falei com Miguel e Ryan
sobre a cena do banquete no episódio oito,
eles falaram na Última Ceia, e como ela os inspirou muito.
Então Katie e eu projetamos a mesa
para ser montada como a Última Ceia.
Criou muitos desafios, porque tínhamos efeitos visuais em Viserys,
mas também trouxe um personagem específico para a cena.
As mudanças que ocorrem ao longo do episódio
acontecem ao redor da mudança de Viserys.
A ideia é que a condição física de Viserys anda em paralelo
com a condição da família e do reino dele.
Então, conforme um se deteriora, o outro também.
Como é bom
ver todos vocês hoje.
A cena do banquete se divide em partes.
Nós filmamos ao redor da mesa, tem uma sequência de dança,
depois uma de luta.
Jace! Já chega!
Tivemos três ou quatro dias para filmar a cena.
Temos muito do elenco nela,
e temos quatro câmeras lá.
É uma cena desafiadora, os personagens estão todos lá,
e todos precisam ter seus momentos,
mas Geeta e eu tentamos focar a cena
no triângulo de personagens, Alicent, Viserys e Rhaenyra,
e como eles tentam resolver os conflitos que têm até esse episódio.
Um brinde à princesa.
O oitavo é um dos meus episódios favoritos.
Foi a Última Ceia, é o final do Viserys.
É a história de pai e filha tendo uma resolução,
um encerramento.
E tem um momento inesperado de: "Talvez tudo fique bem."
Meu próprio rosto não é mais bonito.
Isso se já foi.
TRAGÉDIA E DECADÊNCIA
Eu achei que seria interessante que quem é cortado pelo trono
pega essa doença.
É um tipo de lepra,
e seria interessante ver o Viserys deteriorando e decaindo com o tempo.
Viserys é uma figura trágica a essa altura.
Paddy deu uma verdadeira paixão na interpretação.
Foi seis anos depois do último episódio,
e a saúde de Viserys deteriorou muito.
Miguel e Ryan queriam mostrar uma passagem de tempo
entre os episódios sete e oito.
Então a mudança de Viserys é bem extrema.
Pai?
Quem é?
Do episódio um ao fim dele no episódio oito,
devem ter seis ou sete visuais,
que vão de algo bem sutil a algo bem extensivo no fim.
De nuances sutis à peruca, a linha do cabelo,
a espessura do cabelo,
a cor da pele, o tom da pele.
As úlceras e coisas no corpo dele.
Começamos com o Viserys mais novo, com o cabelo cheio,
e conforme ele deteriora, o cabelo vai ficando mais ralo
e começa a retroceder mais,
e começamos a usar outras perucas.
Então, ao chegar no episódio oito,
é só cabelo enfiado em uma touca de careca,
que Barry e a equipe fizeram e enfiaram o cabelo,
quando estava no Paddy eu partia o cabelo
e garantia que estivesse em um comprimento que já teria sido,
ele tenta se segurar ao pouco que ele tem,
para parecer: "Olha, ele perdeu o cabelo mas está se segurando."
Devagar, ao longo do tempo,
podemos ver a ferida apodrecendo debaixo da pele,
então não estamos pulando para uma grande úlcera que vai aparecer.
Tem uma progressão.
Nós só adicionamos coisas a mais,
como um pouco de suor,
ou deixar o cabelo mais oleoso.
Coisas pequenas.
E isso dá vida.
Feche os olhos, me dê a mão...
Fizemos um processo de cerca de quatro horas com Paddy,
a maquiagem da cabeça e ombros.
Parte dela é pintada depois, então nem eu sei como vai ser no fim.
O sonho...
Sacrifício...
Também aumentamos com efeitos visuais,
as cavidades e a anatomia do rosto,
para nos ajudar a fazer coisas que não podemos na prática.
Criamos o que chamamos de "stand-in de luz"
da cabeça de Viserys.
É para ajudar os efeitos visuais e os departamentos
com a anatomia das cavidades internas do rosto de Viserys.
Nós filmamos com Paddy,
ele estava com as próteses,
tinha partes verdes no rosto onde substituiríamos,
e depois trazíamos a cabeça.
Podia trazê-la na luz do ambiente onde você filmava
e ver como fica o reflexo na pele
e como ficam as texturas sob a luz naquele dia.
O que dá a você a coisa perfeita para igualar em CG.
Precisamos de um dublê para ser a versão muito magra do Viserys.
O meu plano original era de perder muito peso.
Mas saltamos tanto na série, que eu pensei:
"Fique como você é. Vamos dar um outro jeito."
Também temos um dublê, Nick, que também filmamos o corpo dele.
Ele tem um porte bem mais magro, e tem costelas incríveis
que nós sombreamos mais.
Então filmamos as cenas com o Paddy maquiado
e com um dublê de corpo.
Temos que combinar a atuação do Paddy com o corpo do dublê.
O que às vezes é muito fácil, pois ele está deitado na mesa,
às vezes ele está fazendo ações físicas,
está levantando, temos que sincronizar as duas tomadas.
Leite de papoula.
Ele está com tanta dor que está tomando leite de papoula.
Não sei por que acho graça nisso.
Estão sempre tomando o velho leite de papoula.
Katie e Geeta tiveram uma ideia
de usar lentes bem abertas para a morte do rei.
E para isso, tivemos que levar uma grua até em cima.
Construímos um andaime enorme no andar térreo,
levamos a grua para o nível do primeiro andar.
E isso funcionou muito bem.
Eu entrei muitas vezes nesse pátio,
olhava para cima e pensava:
"O que diabos estão fazendo?"
E tudo foi revelado naquele dia em particular.
E foi realmente tocante.
Na primeira vez que vemos Viserys neste episódio,
ele está cercado pela família.
Quando o episódio acaba,
é significante naquele momento que Viserys está morrendo
sabendo que os sete episódios antes foram a luta
entre poder e família,
e aqui está ele, morrendo sozinho.
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