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Zulu
De tirar o fôlego,
meio aterrorizante, emocionante.
Tudo de uma vez.
Foi bom finalmente avançar
e colocar a série em movimento.
Quando fizemos a primeira tomada,
eu sabia que estávamos vivendo uma grande aventura.
THE HOUSE THAT DRAGONS BUILT
EPISÓDIO 7: DRIFTMARK
O episódio sete foi o primeiro que filmamos.
Foi necessário para Miguel dar o tom logo de cara,
com o elenco, a equipe e tudo.
Foi um bom para se começar,
porque quando você chega nele,
todos estão em um funeral em um lugar estranho.
E ninguém sabe o que sentir ou fazer.
High Tide tem uma sensação diferente do resto da série.
É um castelo independente que pertence ao Lorde Corlys.
Nós decidimos bem sedo
que o Monte St. Michael em Cornwall seria a locação principal dele.
NÃO PRECISA DE ATUAÇÃO
O Monte St. Michael foi completamente glorioso.
Vê-lo na série, você vê essa locação
e pensa: "Tem que ser uma tela verde, um set, não sei."
Eu digo, não é. É um lugar real.
É uma ilha de maré,
e significa que dependendo da maré, se a maré estiver alta,
você vai trabalhar de balsa.
Paraíso.
E se a maré desce, tem uma estrada que aparece.
Você vai de barco em uma certa hora do dia.
E em outras horas do dia
aparece esse caminho no mar.
Você pode andar de volta.
Não precisa atuar.
Você já se sente em outro mundo.
Faz total sentido
para a Casa Velaryon ter esse lugar como lar,
porque são pessoas do mar.
Qualquer ilha é um pesadelo para uma equipe filmar.
E muitos produtores dizem:
"Se for uma ilha, vá embora."
Mas nesta ocasião,
era uma locação tão poderosa que decidimos usar.
Logisticamente é difícil, porque na maré alta, duas vezes por dia,
fica inacessível.
Então tivemos janelas pequenas para atravessar com os caminhões.
Você precisa calcular tudo perfeitamente dentro dessa janela,
para garantir que não fique preso de um dos lados,
querendo ir para casa ou para o trabalho.
Tivemos que carregar todo o figurino,
e tínhamos muitas armaduras.
Então fomos para lá uma semana antes
e começamos a montar as locações e as tendas
e a nos preparar.
Passamos, na verdade, as duas primeiras semanas
só levando equipamentos para a ilha.
Nós levamos tudo para lá, e aí começamos a construir.
Quando eu fui e vi o tamanho da queda
de onde tínhamos que pôr o set,
eu pensei: "Como vamos conseguir isso?"
Nós tivemos que construir plataformas
bem na beira da água, bem na rocha.
Ficamos muito nervosos por isso,
acho que só pela incerteza
do tempo que enfrentaríamos e da maré.
É um problema logístico para o departamento de arte.
Eles não podem perfurar a rocha do Monte St. Michael,
então precisam amarrar.
Foi meio preocupante
toda a experiência de fazer isso dar certo.
Preocupações com:
"A maré vai subir e levar tudo?"
O número de conversas sobre
como não daria para construir uma extensão
para a piscina de rocha,
por causa das marés e tudo mais.
Tinham tantos, tantos motivos para não fazermos.
O que foi, para mim, muito dos motivos para fazermos.
Quando se escolhe uma locação assim, que é difícil,
você quer aproveitar o que tem lá,
você não quer esconder tudo.
Construímos um pátio no local,
então usamos muito da arquitetura original
e das paredes de pedra.
Você tem que fazer as paredes serem críveis.
Não dava para levar plantas para Monte St. Michael.
Os jardineiros foram muito solícitos
e nós usamos as coisas eles ao invés do nosso jeito normal.
Não dava para dizer o que eles criaram
e o que já estava lá.
Então, estamos em uma plataforma, terceiro ou quarto dia filmando,
acho que topei com o pé na parede, e pensei:
"Então não é pedra mesmo. Meu Deus!"
Quanto mais se faz ao seu redor,
menos você precisa imaginar, porque está lá.
Eu não acredito que isso exista.
Poder filmar lá,
eu não acredito como fomos sortudos.
Tão perfeito.
Parece que os deuses construíram esses penhascos exatamente,
exatamente para aquele funeral.
UMA DESPEDIDA VELARYON
Fizemos duas cenas lá em cima que foram difíceis de conseguir.
No primeiro dia, e depois nos próximos quatro dias.
No primeiro dia foi o funeral.
Não sabíamos bem como seria um funeral Velaryon,
mas decidimos pegar o que sabíamos,
que eles são uma casa marcada pelo sal e pelo mar,
e fizemos um ritual envolvendo isso.
Se chama "O assento do mar".
E a ideia é que todos esses sarcófagos de pedra
se acumulam no fundo.
E ao longo dos séculos
fizeram a fundação da ilha de High Tide.
Foi minha primeira cena.
Para mim, foram quase três meses de preparação,
porque precisei aprender Alto Valiriano.
Eu treinei aquelas falas
todos os dias
até chegar ao ponto que pensei:
"Agora sei de trás para frente."
Tivemos cerca de 50 figurantes para o Assento do Mar,
foi a primeira coisa que filmamos.
Então foi realmente a primeira vez que vimos nossos nobres
e cidadãos de King's Landing e High Tide
pela primeira vez,
foi empolgante criar esses visuais.
Corta.
Primeira semana filmando fora do estúdio,
todo o nosso elenco parado debaixo de chuva intermitente,
com esse sarcófago que precisava ser levantado
para cair no oceano,
e ser pego, retirado
e colocado de volta.
E etc, etc, levando 20 minutos para reposicionar.
Foi uma locação bem difícil.
Do mar nós viemos,
ao mar retornaremos.
Foi difícil.
Montamos um equipamento, uma esteira de transporte
que era puxada pelos guardas usando cordas.
E tivemos que construir isso na borda de um penhasco.
Tivemos que fazer um caixão de pedra e tivemos que dar peso a ele.
Basicamente o que colocávamos na água, tínhamos que tirar de novo.
Quando caía na água
ele parecia que ia afundar, mas não afundava.
Ele voltava bem rápido.
E então nós poderíamos tirá-lo e fazer de novo,
e de novo, e de novo.
Temos que fazer essa fibra de vidro bem forte,
porque vai ter muitos danos de batalha.
Então estamos pensando em como fazer,
para que sobreviva a muitas tomadas.
Geralmente você faz isso em um tanque no estúdio.
Nós fizemos no mar.
Tinham ondas, você precisava do momento certo para jogar.
E se sair boiando
você perde para sempre, não é?
Sei que é uma cena triste e emotiva,
mas foi muito engraçado
quando vi o caixão cair na água,
eles tiveram que tirar da água e começar tudo de novo.
Quando o sarcófago realmente cai
e formos para o fundo do mar,
vai ser uma cena toda em computação gráfica.
O afloramento de onde cai o sarcófago
foi feito pelo nosso departamento de arte.
Mas o andaime que estava embaixo
e todas as pessoas da segurança que estavam embaixo,
tivemos que apagar tudo.
Para começo de conversa, não deveríamos ter conseguido aquele dia.
Mas quando conseguimos,
passamos para uma sequência de quatro dias do funeral.
UM CASO DE FAMÍLIA
No episódio sete,
que em parte foi por que escolhemos para ser o primeiro,
eles estão meio para baixo.
Pensamos: "Bem, não tem forma melhor de começar o processo,
porque nossos atores precisam encontrar os personagens."
O Senhor das Marés comanda o mar.
Mesmo o Harvey, pequeno Harvey,
não conseguia se interpretar.
Escrevemos muitas dessas
cenas de 10, 12, 15, 17 páginas
que todas acontecem em um lugar com nosso elenco e equipe.
Que são, claro, muito difíceis de filmar,
mas são peças de drama muito cativantes,
porque você tem todas essas mini cenas acontecendo
dentro da cena maior.
E a sequência do funeral é um ótimo exemplo disso.
Não temos nada em comum.
Ela é nossa irmã.
Então case você com ela.
Eu cumpriria meu dever,
se mamãe nos prometesse em casamento.
Foi uma experiência para mim
em termos de aprender a dirigir teatro,
porque ficou aparente que a melhor forma de filmar
era ter toda a sequência acontecendo como uma,
e então vamos tirando pedaços dela.
Para o desgosto dos atores.
Não importa o quanto cresce a sanguessuga, ela sempre quer mais.
Corta!
Corta! Preciso disso ali.
Nós filmamos com quatro câmeras
em um set muito pequeno
que foi construído nesse lado do monte virado para o mar.
Acho que todos pensaram: "O que estamos fazendo?"
Tinha tanta gente naquele set pequeno.
Não dava para levar trilhos ou gruas,
então mover a câmera,
ajustar a altura no plano era muito difícil.
Foi uma cena onde ele vai usar as quatro câmeras,
lentes mais longas,
mudanças de foco entre primeiro e segundo plano.
Foi filmada em cinco dias,
e tínhamos de tudo, menos a colaboração do tempo.
Fabian arrancando os cabelos,
tentando encaixar um dia lindo de sol, e no próximo, chuva.
São definitivamente essas cenas.
São as cenas filmadas ao longo de cinco dias
onde você filma todo lugar
e tem que tentar encaixar de algum jeito.
Mas você filma um dia para esse lado,
e filma esse do outro.
Essa cena deveria se passar ao longo de um dia.
Então precisamos de uma cena de manhã, uma ao anoitecer
e uma cena à noite.
Tinham dias bem ensolarados
e dias com vento e cinzentos.
E algumas cenas que deveriam ser no meio do dia
viraram cenas noturnas.
E você não pode ter sombras muito fortes em cenas noturnas.
Então temos que apagar as pessoas,
nos livrar das sombras
e iluminar de novo várias dessas cenas.
Muitos dos barcos no mar, estamos apagando tudo,
as fazendas e cidades que ficam na costa nos fundos.
Onde filmamos, em Cornwall,
era uma locação tão bonita para se começar,
então é só aumentar essa locação real
e fazer com que pareça habitada e no período certo.
Foi uma experiência interessante com uma boa curva de aprendizado.
E, por surpresa, deu muito certo.
Olhando agora, em retrospecto, algumas das coisas que filmamos.
Eu acho que foi ótimo,
como o funeral, apesar de ser difícil e perigoso,
funcionou mesmo.
Ficamos todos juntos nessa ilha,
e foi uma experiência ótima para começar as coisas.
COMO REIVINDICAR SEU DRAGÃO
Nós seguramos um pouco essa revelação
porque é o dragão mais empolgante.
Vhagar, o maior e mais velho dragão do mundo,
certamente o maior dragão já visto em "Game of Thrones",
muitas vezes maior que Drogon, e Drogon era um dragão enorme.
Vhagar tem cento e trinta anos.
Um dos conceitos desta série
é que os dragões continuam crescendo.
Conforme ficam mais velhos,
os vemos ficando mais danificados,
mais gastos,
e começam a ter dificuldades em carregar o próprio peso.
Dragões, basicamente, crescem até a morte deles.
E parte de seu ciclo de morte é ficar grande demais,
grande demais para o mundo.
E Vhagar é tão grande que não cabe mais em lugar nenhum.
Na nossa história, ela nem cabe mais no fosso dos dragões,
e isso criou uma personalidade solitária para ela.
Ela é muito rabugenta,
ela dorme muito, é como um gato velho.
Aemond acha Vhagar se escondendo nas dunas,
e Vhagar vira a montaria dele.
É um momento de crescimento muito importante para ele.
Ele reivindica o maior dragão que já existiu,
o que, no começo, é aterrorizante,
porque ela tem 150 metros de comprimento.
Foi uma das sequências que começamos pré-visualizando.
Filmamos no primeiro ou segundo dia,
ele chegando até Vhagar na praia Holywell.
Como era muito complexo,
tivemos que basicamente ficar com a pré-visualização.
Eu o fiz correr nas dunas por dois dias.
Está ventando, ele literalmente me olha
e está com areia grudada nos olhos.
E eu falo: "Mais uma tomada!"
Filmamos o voo no dragão no Volume quase seis meses depois.
Filmar em um dragão.
Obviamente não dá para ser muito melhor que isso.
Olá, pessoal.
Estamos indo para o set.
Montar no dragão de novo.
Você faz a queda.
Quando for caindo, a câmera vem, e aí você...
Vai ser bem divertido.
Efeitos especiais, Mike Dawson e a equipe,
eles fizeram uma nova base de movimento,
com ângulos muito mais extremos do que eu já usei antes,
então pode ser mais dinâmico.
Ele usou no que é chamado de Volume, que é uma tecnologia nova.
Basicamente, o ambiente fica cercado,
acho que duas mil e quinhentas telas de TV de LED.
Foco.
Três, dois, um. Fala.
Corta.
É uma base de movimento de três eixos que construímos.
Os efeitos visuais dão as pré-imagens, nós alimentamos aqui,
vai se mover exatamente como nas pré-imagens,
então cada movimento pode ser repetido.
Tudo tem que ser bem preciso.
Tivemos um assento especial, montado de forma vertical,
para ele poder ficar para fora da sela.
O primeiro dia foi bem difícil.
E no outro dia que eu vim, eu senti tanto poder.
E pensei: "Preciso fazer isso o melhor que eu puder."
Três, dois, um, ação!
Acho que em algum momento foi demais para mim, sabe?
Tentar focar em tantas coisas diferentes,
como ficar pendurado a três metros.
É uma cena de ação. É por isso que chamam assim.
Leo tem talento natural, absolutamente natural.
Filmamos momentos adicionais da abordagem em tela azul
quase sete meses depois, então...
Uma das nossas preocupações
era garantir que ele não pareça ter crescido
durante a cena.
Começamos a filmar em um ano, e terminamos um ano depois.
Estou surpreso que conseguimos.
Eu amei cada segundo.
E acho que ficou muito bom.
BONS AMIGOS?
Antes de começar,
a sequência que mais preocupava todos
era essa luta
quando Aemond volta após montar o dragão.
Vhagar é o dragão da minha mãe.
Sua mãe está morta.
Vhagar tem um novo montador.
O objetivo sempre foi fazer parecer uma luta entre jovens adultos.
Os atores têm entre nove e doze anos.
Como eu lido com cinco crianças
e as deixo prontas para filmar essa sequência?
Eu nunca fiz uma luta antes.
A pergunta é: "Podemos fazer?"
E a resposta sempre tem que ser sim.
Tivemos uma semana de cenas de ação.
Tinham umas horas só ensaiando, várias e várias vezes.
Socando e chutando e ensaiando a luta.
Nos deu a capacidade de mostrar a eles como lutar, como manter distância,
como manter o controle.
É para você fazer assim com o braço,
como se tivesse contato.
Também ensinou a eles, quando a câmera está aqui,
você pode mudar um soco para passar perto do rosto.
Ensinou a eles como filmar uma luta.
Vamos de novo.
Leo, entre de novo.
Eu não devo fazer assim,
eu devo fazer assim, embaixo.
Quando está no ângulo da câmera.
E corta.
Terminamos.
Eu sempre fico surpreso que ele conseguiu
deixá-los tão eficientes nessas cenas como ele conseguiu.
Rowley queria que eles chegassem ao set
com essa memória muscular já dentro deles,
então poderiam se preocupar só com a atuação.
Somos todos bons amigos, nós, que estamos lutando,
mas nós tivemos que nos odiar.
Estamos em um lugar apertado, e está muito quente.
E você luta todas as vezes,
e tem que dar toda a sua energia o tempo todo.
Polichinelos, por favor.
Precisam ficar bem sem fôlego.
E três, dois, um, ação.
Vai morrer gritando em vão, como o seu pai!
Por serem crianças,
não pode fazer com que joguem areia nos olhos um do outro,
ou cortem os olhos do outro,
então substituímos muitas lâminas e adicionamos sangue.
Mas muito é o trabalho da equipe de próteses,
que é brilhante.
Tiveram que botar sangue na minha boca, o gosto é nojento, desculpe.
Mas eu tinha que cuspir.
Eu precisei de enxaguante bucal só para limpar aquilo.
E aí, de novo! Precisei repetir!
Nós rimos bastante.
Tivemos alguns momentos hilários.
Eles se divertiram. Foi como em um acampamento.
Eles fizeram um trabalho incrível.
Ação.
O negócio de crianças lutando
é que precisa acertar todos os golpes.
Porque, senão, parece ensaiado.
E eu vi o corte.
O que fazem um ao outro parece bem feroz.
Foi difícil.
Eu tenho muito orgulho de todos os envolvidos.
Muito bem, pessoal. Muito bem. Ficou ótimo.
Trabalhar com outros atores, coreografar uma longa cena
e conseguir terminar,
e ter a sensação de ter completado uma coisa incrível,
você se sente tão bem por dentro.
Que os deuses tenham piedade.
O episódio é marcado por essas duas cenas bem longas,
a do funeral é uma que não tem muita resolução.
E essa é a "grande resolução",
que termina com um ponto final.
UM PONTO FINAL
Nós montamos com uns 15 atores,
e depois adicionamos mais 40 figurantes à cena.
Pareceu que realmente começamos a ser os personagens.
Miguel e as pessoas ao redor
conseguiram ver um pouco mais a situação ganhando vida.
Perder um olho é uma coisa e tanto.
Aquela maquiagem deu tanto trabalho.
Criamos uma aplicação
que ficou sobre um lado do rosto dele.
Tínhamos esse corte
que passava da testa, pelo olho e até a bochecha,
e o meistre costurando a bochecha.
O time de próteses fez um ótimo trabalho.
Não nos afastamos dos detalhes,
então você vê a pele sendo costurada.
Jace?
Luke!
A natureza das próteses
é que sempre levam muito tempo na preparação de manhã.
Mas com uma criança,
quando você tem um dia reduzido,
obviamente a pressão é para aplicar no rosto de alguém
o mais rápido possível.
Eu fiquei coberto.
Estava correndo pelo meu rosto e cabelo.
Tiveram muitas piadas de: "Nossa, você brigou!"
- Basta! - Meu filho é quem deveria contar!
- Ele nos chamou. - Silêncio!
Corta.
Nunca filmei cenas por tanto tempo como fizemos aqui.
Mas eu gostei disso.
Sim, foi uma cena enorme, que levou vários dias.
Eu logo percebi que o mestre de cerimônias da cena era o Paddy.
Ele estava cansado, mas estava bem feliz
com essa atuação que ele tinha que fazer.
E ele manteve a energia de todos no alto.
Eu amei essa filmagem.
Achei que foi uma cena fantástica.
Tinha muita coisa acontecendo.
Foi coreografada metodicamente.
É uma saga familiar.
Ela se trata dos relacionamentos entre os personagens individuais.
Então cada um na cena tem uma motivação diferente,
e portanto olha para certas pessoas
em certos momentos.
Filmamos, de novo, com quatro câmeras.
Muito do que fizemos foi:
"Como colocamos uma câmera aqui sem ver a câmera de lá?"
Mas se você dá o tempo para isso funcionar,
você pode ser bem eficiente.
Eu deveria tirar um olho do filho dela em troca.
É uma filmagem longa, mas entre as tomadas
todos estavam rindo.
Paddy caiu em um momento, o que foi hilário.
Tivemos tantos momentos engraçados.
Mas ao mesmo tempo,
foram tantos momentos incríveis para testemunhar da minha posição,
de excelência na atuação.
E é tão fascinante de assistir, mesmo pela visão de um ator.
Onde está o dever?
Onde está o sacrifício?
Foi uma das minhas cenas favoritas
que filmamos na temporada.
Finalmente está fervendo,
após todos esses anos,
e é um prazer de se ver.
Agora veem você como você é.
FOGO E SANGUE
Rhaenyra e Daemon são Targaryens das antigas.
Tudo para eles é fogo e sangue.
Os roteiristas pegaram o material que tínhamos,
sabendo o que sabíamos sobre a Velha Valíria,
sabendo que qualquer casamento provavelmente seria meio primitivo.
Então um dos nossos roteiristas escreveu votos,
que passamos para David J. Peterson,
nosso tradutor de valiriano,
para traduzir para alto valiriano.
E transformamos tudo em um casamento valiriano cerimonial.
Certo, todos em silêncio, por favor.
Vamos lá. Filmando!
Seja um casamento ou um funeral, é uma cerimônia.
E eles vão se apresentar para uma cerimônia.
E temos que apoiar isso com cabelo, joias e um visual.
Tudo precisa ser pensado.
Demos uma maquiagem de destaque.
Eles falavam sério.
O amor naquele casamento é real.
Não é fingimento.
Ela não está casando com alguém que mandaram.
Emma está com um grande ornamento no cabelo.
É quase um pequeno espelho.
Se olhar para eles,
tem uma pequena virada que ecoa um ao outro.
É um belo visual.
As duas últimas falas que disse,
você diz as falas, e é o:
"Pode beijar a noiva."
Foi um dos figurinos mais difíceis.
Eu não podia fazer mais do que já tinha feito antes
para o outro casamento.
Então achei que seria uma boa abordagem ter algo totalmente diferente.
Pensamos: "Que tal ir na direção dos cuidadores de dragão?"
Algo bem simples, parecendo um quimono,
que parecia ter sido criado
antes dos Targaryens.
Eu queria os elementos vermelhos do sangue na roupa.
Tivemos que criar o tingimento, do vermelho para a pureza do branco,
e isso deu muito trabalho.
Os figurinos foram feitos à mão pela nossa equipe,
e deu muito trabalho para finalizar,
deixar pronto, e depois envelhecer.
Porque precisavam parecer ter mais de mil anos,
e estar prontos para Matt e Emma usarem no dia,
isso foi um desafio.
Rhaenyra e Daemon,
geralmente eles são uma mistura potente.
Mas brevemente, durante a cerimônia,
não sei, tem algo bem pacífico aqui.
É simplesmente mágico.
Can't find what you're looking for?
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