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Sr. Johnson. A m�quina quebrou.
Eu sei, meninas.
Esse tro�o a� s� traz problema.
J� chamei pra consertarem, mas deve ter prioridade baixa pra eles.
Desculpa por te fazer esperar.
Tive que despejar uma fam�lia de ratos de um Street Fighter
que n�o saiu com delicadeza.
Tudo bem. Chegou a tempo.
Peguem as balinhas, meninas.
J� v�o voltar a boxear rapidinho, gra�as ao...
Ian. E voc� deve ser o...
Aqui � o Johnson. Armaz�m do Johnson.
Ou seja, � do Johnson.
Eu sou Walter Johnson.
Mas o Johnson original era o meu pai.
Puxa vida.
Eu nunca vi uma dessas.
Deve ter uns 40 anos, pelo menos?
Incr�vel, n�o �?
Acho que deram algumas dessas quando promoveram as refei��es do Fort�o.
E me pegaram nessa, acho.
Eu como tanta comida congelada.
Eles t�m o Estrogonofe Fort�o, o Bolo Poderoso de Carne,
o Miojo Mach�o. A refei��o definitiva pro homem solteiro.
Solteiro? Acho dif�cil de acreditar.
Olha s�. Entendi por que n�o consigo consertar.
Por isso estou aqui, Walt.
Pode me dar aquele alicate de bico fino?
� uma chave-inglesa.
Desculpa fazer voc� voltar aqui.
S�o essas crian�as malditas. N�o sei o que elas fazem.
N�o tem problema. Estava esperando voc� ligar.
- Jura? - Estava.
- Eu quase liguei pra loja. - O qu�?
Queria contar que provei o Estrogonofe Fort�o.
E o que achou?
N�o � gostoso.
O estrogonofe engana.
Dizem que deve fazer um buraco no pl�stico. Eu fa�o dois.
Se quiser caprichar,
muda de pot�ncia alta pra m�dia na metade.
Ei, pode me passar o...
Sr. Johnson.
Vamos, parceiro. Vou te levar pra dentro.
QUER SE JUNTAR A N�S? E-MAIL | loschulosteam@gmail.com
Tenho que admitir, foi meio que um alerta.
N�o s� pelo infarto,
mas por ter a Izzy como contacto de emerg�ncia.
Ter ela como o seu contacto foi a emerg�ncia de verdade.
Gentileza a sua de me acolher, Beau,
sendo que n�o me conhece bem.
Como assim, Sr. J?
Eu fui na sua loja a minha vida toda.
Acho que, por ficar o tempo todo na loja,
eu n�o abri espa�o pra ter amigos.
O prazer � todo meu em te receber.
E assim eu pratico minha habilidade de fazer carinhas.
Olha s�.
Nossa, � como olhar no espelho.
- Os M&Ms s�o os pontos azuis. - Eu vi.
Posso tirar se n�o gostar de doce.
N�o.
Estou s� um pouco envergonhado
N�o precisa ficar, Sr. Johnson.
O meu filho Kolton tamb�m tinha pontos azuis.
- A Hana, o Dusty e a Cass t�m. - S�rio?
N�o deve ser um problema.
Um prurido surge na minha cabe�a quando algo me incomoda.
Como no dia que n�o achei o meu chap�u Stetson.
Assim que achei, o prurido sumiu,
o que foi ir�nico, j� que tinha achado o chap�u pra cobri-lo.
Sr. Johnson, vou ser demitido?
Devo ter errado a contagem nos docinhos, mas prometo arrumar.
N�o, Jacob, se saiu bem. Eu at� pensei em fechar a loja
por uns dias at� eu me recuperar.
Voc� merece uma folga.
S�rio?
Voc� nunca fecha a loja.
E isso � uma parte do problema.
Ei, Jacob.
Eu reparei que trouxe aquela coisa pra casa.
Parou de funcionar quando a MORPHO foi pra pr�xima fase,
mas trouxe ela pra c� por seguran�a.
Posso dar uma olhada. Ver se fa�o funcionar.
Seu paiz�o ama um projeto.
Que tal, Sr. Johnson?
Tenho tempo de sobra.
N�o acredito que convidou a Hana.
E por que n�o?
Ela � t�o suspeita.
Ela guarda segredo sobre a m�quina
e tem aqueles pontos azuis estranhos.
- Eu tamb�m. - Os seus s�o chiques.
Ela transou com o Giorgio, n�?
- Sim. - E ele terminou com ela,
mas ela n�o lutou por ele, Cass.
Quem, tendo experimentado um momento er�tico com o Giorgio,
iria continuar vivendo sem ele?
E sei que voc� e ele quase se beijaram uma vez.
- E n�o lutei por ele. - Foi diferente.
Voc� estava com o Dusty.
- Dusty. Oi. - Oi.
Opa. Eu interrompi o qu�?
Estavam falando de mim, n�?
N�o. De todo mundo que conhecemos.
T�, o Giorgio contou pra Nat do meu encontro com a Alice.
Espera, como �?
Sim, sa� num encontro com a professora da Trina.
E, sim, a noite terminou com um abra�o.
E, sim, foi um abra�o de dist�ncia normal.
Detalhe estranho.
Foi tudo o que aconteceu.
Mais nadica de nada.
- S�... - Podemos parar de falar disso?
Dusty, o assunto nem era esse.
�, e o Giorgio nem me falou nada. Somos defensores do c�digo de amizade.
E n�s t�nhamos decidido n�o compartilhar esses detalhes. N�?
- Eu me lembro. - Est�vamos falando da Hana.
T� bom, ent�o.
Ela vai vir pro seu clube do livro?
Dusty.
Pela �ltima vez,
n�o � um clube do livro.
� conta��o de hist�rias, inspirado pelo A Mariposa, do New York Times.
Certo? Todo mundo prepara uma hist�ria sobre um tema espec�fico,
e nessa semana �: "O meu melhor relacionamento."
�. Quer ficar e falar sobre a sua nova professora amiga?
N�o, melhor n�o.
Vou deixar voc�s a s�s. S� subi pra pegar �gua com g�s,
pois cansei da �gua da torneira do por�o.
Mas tudo bem.
Eu chacoalho ela.
Aproveitem a... leitura.
- T�. - Eu vou...
- Tudo bem? - Tudo, tudo.
- T�. - Falei que pod�amos sair com outros.
N�o achei que seria r�pido,
mas estou conhecendo gente nova tamb�m, tipo a Hana,
por isso eu agradeceria
se voc� desse uma chance.
Claro. Mas, e se ela for uma psicopata...
- Oi! - E a�, amiga? � isso a�!
- Eu trouxe vinho. - Entra.
Se n�o gostarem, tudo bem. Achei uma caixa no forro do bar.
No forro do bar. Que legal que veio, Hana.
- Desculpa. - Pode vir por aqui.
Obrigada por vir.
Nossa, olha que t�cnica pra servir.
Tem como avaliar? Quero avaliar. Minha gar�onete � incr�vel.
� bem fofo que voc� quis passar a sua folga bebericando
o item mais barato do card�pio, mas voc� devia ir fazer algo legal.
Isso � legal. Estou te vendo trabalhar.
Sempre quis fazer isso quando namor�vamos sem namorar.
Isso � fofo.
Mas estamos namorando agora,
passando muito tempo juntos na escola,
- depois da escola, no fim de semana. - Muita coisa.
Estou exagerando.
Um pouquinho. Estou sendo sincera.
E a�, bonit�o? Est� distraindo a minha equipe?
N�o, estava s�... Bonit�o?
N�o confio em voc�.
Trina, n�o confio nele. � o garoto que cozinhou a minha Savannah.
- A sua Savannah? - Isso.
O padrasto Giorgio � o chefe.
E este mulherengo tentou enganar o chefe.
E se voc� tenta enganar o chefe, voc� que � enganado.
- Ei, sou o mulherengo nisso? - N�o se faz de sonso.
- N�o estou fazendo. - �, eu e Sav falamos de tudo.
E se as notifica��es do celular dela aparecem,
eu leio sem querer antes de saber a real.
- Ent�o viu as minhas v�rias desculpas? - N�o.
Mas a Savannah disse que nem eram sinceras, cara.
N�o � melhor parar de incomodar a minha mo�a e dar rol� com seus amigos?
O Jacob n�o tem amigos.
- Ei, eu tenho, sim. - Conselho, Tri.
Trabalho e vida pessoal s�o como �leo e vinagre.
�s vezes, eles se misturam
numa combina��o linda, como o nosso molho especial.
O bals�mico do Giorgio's. Marca nossa, mulherengo.
Mas sempre t�m sabores distintos.
- Entendeu? - Entendi.
Bom, preciso da sua ajuda. Vou pendurar uma obra
inspirada pelo meu amorz�o.
Ali�s, deve ser ela.
Nat, meu amor.
O qu�? N�o!
Por que ela est� na conta��o? N�o.
Eu at� queria voc� aqui.
- Eu entendo. - � bom pra n�s
se fizermos coisas nossas. N�o quero ficar como os meus pais.
- Codependentes e insatisfeitos. - Total.
Toma. Vai jogar no fliperama.
Se ganhar uma bolinha que est� l� desde os anos 90,
te trago fritas redondas quando eu sair.
- Desafio aceito. - Legal.
E ele subiu no barco dele e remou para longe.
E esse foi o meu melhor relacionamento.
Nossa.
T�, quero ver ganhar dessa hist�ria.
Foi muito boa, Ellen.
E Hana, aplaudimos ou estalamos os dedos quando algu�m termina uma hist�ria.
Mas tudo bem, gente. Ela n�o sabia.
Quem quer um cafezinho de c�psula?
Dusty, quer alguma coisa?
Voc�s querem?
Decidi preparar uma bandejinha
de caf� de c�psulas pras minhas amigas.
Com o tema do Dia de S�o Patr�cio. Bem divertido, n�?
Temos "cremoso e verdoso".
N�o quer... A Ellen n�o quer...
Que tal um "menos corajoso"?
Vai manter voc�s acordadas na leitura.
Tem o "torrado e sagrado".
Hana, quer um cafezinho de c�psula?
Obrigada, n�o estou a fim de caf� com tema de feriado.
T� bom, eu vou s�...
Vou deixar isso aqui
e, se mudarem de ideia, podem brigar por eles depois.
N�o puxando o cabelo.
N�o quis dizer assim.
Porque n�o � verdade.
Quando mulheres se juntam, nem sempre brigam.
Ent�o nada desse estere�tipo de g�nero hoje.
Aqui as mulheres podem fazer o que quiserem.
Sempre.
- Sabem o que acho? - Dusty.
A Cass contou sobre o meu encontro com a Alice.
- Dusty. - E devo dizer,
s� pra constar, que esse abra�o agora infame nem foi t�o longo.
Quarenta segundos, no m�ximo.
E quando voc� est� nele, n�o �... N�o parece...
- Posso demonstrar... - N�o.
N�o � a hora pra isso.
- Algu�m? Quem quer um abra�o? - N�o.
N�o. S� pela experimenta��o, eu vou me abra�ar.
- Algu�m com cron�metro? - Dusty,
ningu�m liga pra voc�, pra Alice ou pro seu abra�o estranho.
E n�o acredito que vou dizer isso, mas pode ir pro seu quarto?
Eu vou.
Obrigada.
Me desculpem.
E se voc�s, gostosonas, quiserem um caf� gostos�o,
eu vou estar l� embaixo.
Isso n�o... n�o foi... Porra.
� o Jacob contra a m�quina. �, valendo tudo.
E quer saber? � o campeonato nacional de basquete.
N�o sei nada de basquete, e este � o arremesso final.
Cacete! � ponto.
Caralho! Algu�m viu isso?
E a�, cara?
- Est� lendo Ulisses? - �.
� bom?
� a s�tima vez que eu leio, ent�o �, sim.
� um texto fundamental, mesmo sendo condescendente.
- � pra facul ou... - Eu sa� da faculdade.
Professores s�o idiotas que te d�o nota baixa por ter ideias originais.
Beleza, �.
Chato. Eu achava que a facul fosse melhor que o col�gio.
Legal que odeia o col�gio. Voc� tem um c�rebro.
Voc� � o Trevor, n�?
- Trabalhava no rinque com meu pai? - �.
O Beau era um bom empregado at� n�o ser mais.
Lamento sobre o seu irm�o.
Valeu.
N�o tenho irm�o, mas sei como � crescer r�pido.
Por isso o col�gio te parece banal. Voc� viveu a vida.
Eu tenho um tempo, ent�o, se quiser dar uma volta, sei l�.
Dar uma volta.
Adoro dar uma volta.
Estou te zoando, cara.
Aceito de boa.
Irado.
N�o sei por que disse "dar uma volta". Acho hil�rio quando dizem isso...
Sempre curtiu bugigangas de faroeste?
Meu pai era quem curtia faroeste.
- Lembra do meu pai, o bombeiro-chefe? - Claro.
Ele me fez gostar. N�o t�nhamos muita coisa em comum.
As �nicas vezes que express�vamos sentimentos era socando aquele saco.
Lembra quando me deu, Sr. Johnson?
Eu fui a �nica crian�a a atingir o Fort�o.
�.
Como � que vou arrumar isso, inferno?
Nem tem todas as pe�as.
Oi.
Nossa, voc� tem uma cole��o enorme.
�, eu sou meio que acumulador.
Pego coisas ao acaso aonde eu vou,
mas nunca se sabe o que vai precisar pra consertar as coisas.
- O que � isso? - Pois �, n�o sei.
- Nunca consegui fazer funcionar. - Mas � lindo.
O alto-falante parece uma borboleta.
Eu gosto de borboletas.
Olha eu: "Eu gosto de borboletas."
Mas eu gosto.
Elas vivem semanas, mas, nossa, elas aproveitam muito.
� seu, se quiser.
Gentileza sua.
- Quer o que em troca? - N�o se preocupa.
A verdade � que me sinto mal.
Me pagou tanto pra arrumar aquela m�quina que j� podia ter comprado um novo Fort�o.
N�o teria que ficar voltando aqui.
N�o estou reclamando.
Pode passar aqui um dia mesmo sem nada quebrado.
Fa�o um Bolo Poderoso de Carne gostoso.
� uma boa ideia.
FORT�O
O PRIMEIRO LIVRO DE M�GICA
ISSO � M�GICA
Sr. Johnson.
Um probleminha.
Dos 40 presentes pro Dusty, falta um. Podia ser sopa de tomate, ele ia adorar.
Mas eu queria dar algo especial, sabe? Tipo...
O que � aquilo?
Aquilo?
Pode levar se quiser, mas n�o funciona.
M�gica.
Desculpa, Sr. Johnson.
Deve estar quebrado.
Sem problemas.
Voc� fez seu melhor.
Pode n�o funcionar agora, mas j� serviu seu prop�sito.
Fez a cidade ir pra pr�xima fase.
Qual � a pr�xima fase?
Era uma vis�o de mim na selva
e, primeiro, achei que representasse a selva sexual,
mas a� a minha vers�o animada chegou numa clareira na selva,
e tinha uma igual a mim, e percebi que eu estava procurando eu mesma.
O melhor relacionamento que eu poderia ter � o que eu tenho comigo mesma.
Ent�o s� transo com mulheres iguais a mim e me masturbo seis vezes por dia.
Oba, que bom.
- Que legal. - Uau.
- Incr�vel. - Saud�vel.
Eu ia falar do Dusty,
mas n�o quero pensar nele.
- T�. - Ent�o, e a Hana?
Ela pode contar uma hist�ria em vez de ficar quieta julgando.
Qu�? N�o estou julgando.
Hana, olha,
acho que iria tranquilizar todas aqui
se contasse uma hist�ria sobre uma rela��o sua que, sei l�,
inexplicavelmente deixou escapar,
como p�de fazer isso, por que se arrepende?
N�o tive relacionamentos. Te falei, Cass. N�o namoro.
Tamb�m n�o tenho "amigos".
O que s�o "amigos"?
Voc� p�s entre aspas.
N�o sei por qu�.
N�o tenho amigos.
Meu pai me p�s num internato de ricos quando eu tinha oito anos.
Eu odiava todas as outras crian�as ricas e odiava meu pai por me largar l�,
por gastar comigo e me abandonar. E todos me odiavam.
O bicho do mato com as costas cheias de pontos azuis.
E nunca criei la�os com ningu�m.
- Tem os pontos faz quanto tempo? - Sei l�. Desde sempre.
Nunca tive tantos, mas n�o � o ideal pra se encaixar.
Ent�o sa� de l� quando deu e nunca voltei pra escola.
Arranjei emprego num bar.
Eu gosto de bares. Gosto de ouvir as hist�rias dos outros.
Gosto de sexo. E prefiro com estranhos.
N�o curto relacionamentos, n�o acho legal,
mas todos temos coisas pra mudar.
E eu gostaria de participar de alguma coisa.
Gostaria de tentar participar deste grupinho esquisito.
- Eu vou te abra�ar. - Eu tamb�m.
- Eu vou tamb�m. - N�o.
- Voc� n�o quer? - T�.
T�, a gente for�ou a barra.
- No fim, nossos valores est�o sujeitos a... - Oi.
Pronto pra ir?
Na verdade, eu e o Trev pedimos palitinhos de mu�arela.
Parecem ser essenciais no card�pio.
E j� que est� aqui,
pode me dar qualquer �gua a�ucarada comercial
que serve aqui?
Eu acabei o meu turno, mas eu teria dito n�o.
Me manda mensagem quando acabarem.
Depois daqui, a gente vai no cemit�rio.
Limpar uns t�mulos.
- Vai limpar t�mulos? - Sen�o quem vai?
A fam�lia de quem morreu ou, sei l�, a chuva.
Disse pra fazermos coisas nossas.
Mensagem mais tarde?
T� bom. Divirtam-se, voc�s dois.
- Enfim... - �.
Ei, fala comigo, Tri.
N�o posso ter a minha equipe andando com cara de c�o de ca�a.
Meu turno acabou, e eu ia ficar com o Jacob,
mas acho que empurrei ele pros bra�os de um imbecil pretensioso.
- Ele estava sendo pegajoso. - N�o queria te dar espa�o, n�?
Est� dif�cil odiar esse garoto. N�o sei se sabe isso de mim,
mas pare�o meio forte �s vezes.
Talvez eu e o esbanjador ali dev�amos esconder mais o que sentimos.
Regular mais os nossos cora��es.
N�o. Um amor novo � emocionante, e voc� deve expressar como quiser.
Quer ajuda pra pendurar?
- Seu turno n�o acabou? - N�o tenho nada melhor pra fazer.
Trina Hubbard, este ato de bondade n�o vai passar despercebido.
Considere pago o letreiro que voc� quebrou.
Eu te absolvo da sua d�vida
e te reintegro como membra assalariada do esquadr�o de gar�ons do Giorgio's.
A�.
Com este palitinho de mu�arela extralongo,
pronuncio tua d�vida paga.
T�.
Valeu, Giorgio.
- T�. - Posso pegar gorjetas?
Vamos discutir isso.
Mas eu vou dizer n�o, maninha.
Hana,
eu queria dizer que sinto muito por te tratar com frieza antes.
Eu entendo por que n�o lutou pelo amor do Giorgio.
Voc� foi traumatizada na sua juventude, e tudo bem.
Obrigada.
A sua hist�ria sobre o internato foi bem bonita.
E fique sabendo que o meu musical favorito de todos � Annie, ent�o...
S�o coisas bem diferentes, mas obrigada.
Ei, desculpa se pareceu que eu estava julgando voc�s.
� meio que a minha cara de sempre.
Pelo contr�rio, sinto inveja da amizade de voc�s.
Tem inveja da gente?
- Somos amigas faz 30 anos. - Bom...
Como se conheceram?
T�. Ela que pediu.
Bom, est�vamos no 5o ano. Tinha me mudado pra Deerfield.
Estava sozinha em estudos sociais,
- e a� eu vi. - Ela viu.
Uma jaqueta jeans enfeitada dos Latchkey Ladz pendurada na cadeira.
Spoiler: Era minha.
A� bati no ombro da menina e disse: "Adoro Latchkey Ladz."
- Mas adivinha? N�o era a Nat. - N�o era eu.
A Jenny Benson tinha roubado minha jaqueta,
e n�o quero falar dos mortos, mas a Jenny Benson era p�ssima.
Tamb�m roubou o meu namorado, o Darren R,
e eu queria morrer.
Mas a� a Cass pegou a minha jaqueta dos Latchkey Ladz de volta.
Ali eu soube que sempre ir�amos cuidar uma da outra,
- e sempre cuidamos. - Verdade.
D� pra dizer que a Nat � o meu melhor relacionamento.
Desculpa, o que � Latchkey Lad?
S� a maior banda de garotos na hist�ria do planeta.
- Da Inglaterra, Hana. - O Zed.
Era o meu "favourito". Com um "u" brit�nico.
Eles t�m uma can��o, "Standing in the Queue",
pois l� "fila" se fala queue.
Ent�o eles ficam na queue.
- Vamos fazer. - Pronta? L� vai.
T�. V�o fazer mesmo.
E pra tr�s. E "ah". A plateia fica doida.
Ei, gente, n�s n�o ficamos na fila
Marreta, vai.
Entra o baixo.
A bateria.
- Viu? - Os pais ficam doidos.
A gente ainda sabe fazer.
- Conhece, n�? - Voc� n�o...
- N�o sabe mesmo quem s�o? - N�o conhe�o essas coisas.
T� bom.
Temos que consertar isso imediatamente.
Imediatamente.
DI�RIO DO ASTR�NOMO
- Oi. - Oi. N�o quis invadir o seu espa�o.
Sabe onde est� a minha caixa dos Latchkey Ladz?
Olha, eu sei, sim.
Onde? Ah, ali, �.
- Obrigada. - Coisas dos Ladz.
�, obrigada.
- O que est� procurando? - Nada...
Eu estava me mantendo ocupado de castigo no por�o.
Desculpa. N�o quis surtar com voc� na frente delas.
Foi culpa minha. Eu fui estranho pra cacete.
Fala s�rio.
Mas agora que sei que o abra�o n�o foi nada,
n�o vou falar mais dele.
N�o � que n�o foi nada.
Eu fiquei surpresa
que voc� foi num encontro segundos depois
de come�armos a autoplora��o.
- �. - Voc� levou dez dias.
Dez dias pra voc� experimentar a MORPHO.
- Voc� n�o � um cara descuidado, sabe? - N�o sou.
Voc� usa a mesma camisa xadrez faz 20 anos.
Eu adoro xadrez.
� dif�cil n�o pensar:
"Ele estava planejando isso?
Tinha essa pessoa em mente?
- Tem sentimentos genu�nos ali?" - Cass, n�o.
Me forcei a ir a um encontro com outra pessoa porque era outra pessoa.
Porque ela me olhou diferente,
e isso fez eu me olhar diferente.
E era o que falamos que �amos fazer.
Bom...
Posso fazer uma pergunta?
Como se abra�a algu�m por 40 segundos?
De forma desconfort�vel.
M�GICO
DEVE DESCOBRIR QUEM VOC� �
Ian.
OI, WALT. PARECE QUE QUER ME FAZER UMA PERGUNTA.
QUER SABER POR QUE EU N�O VOLTEI?
CONSEGUI OUTRO EMPREGO.
MEU PNEU FUROU.
EU TENHO ESPOSA E FILHOS.
FIQUEI DOENTE E N�O CONSEGUI IR.
EU NUNCA TE AMEI.
EU TE AMEI DEMAIS.
Eu n�o entendi. Qual delas?
IRIA MUDAR ALGO SE EU DISSESSE O QUE ACONTECEU?
S� queria saber se voc� gostava de mim.
Eu achava que sim, mas...
Eu n�o sei.
Quando voc� n�o apareceu, achei que era culpa minha.
O QUE ACHA AGORA?
Sr. Johnson, est� na hora do jantar.
Fiz Peru do Cara Dur�o e Bolo Poderoso de Carne. O que acha?
Acho que venho me culpando por algo que n�o foi culpa minha.
Mas...
N�o vou mais fazer isso, eu queria compartilhar isso com voc�.
Sr. Johnson.
� uma verdadeira honra que me escolheu pra compartilhar.
Mas preciso saber do jantar.
Eu quero o peru.
T� bom. Mas, viu, eles melhoraram o bolo de carne.
Meu segredo � comer o brownie entre mordidas de carne.
Vou dormir em casa hoje, Beau.
Claro, se � o que voc� quer. Mas andei pensando:
Posso ser o seu contacto de emerg�ncia.
Sei que consigo ser seu contacto al�m de xerife
a n�o ser que tenha mais infartos.
Acho que um s� est� bom.
Sr. Johnson, o que houve com seus pontos?
BASEADO NO LIVRO DE M.O. WALSH
Legendas: Valmir Martins
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