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A CASA DO DRAGÃO
Aeron Bracken, a pior espora entre nós, mas o primeiro a ser nomeado cavaleiro.
Deve ser minha habilidade com a espada.
Consegue levantar esta coisa?
O bastante para matar os Blackwood.
Bracken!
Ponham as pedras da fronteira no lugar.
Não mexemos nelas.
Então, elas se moveram sozinhas?
Rolaram para as vacas de Bracken encherem a barriga no pasto dos Blackwood?
- O julgamento em Riverrun... - Dane-se o julgamento.
E dane-se você.
Esta terra é nossa.
A terra é dos Bracken.
- Matador de bebês. - O que disse?
Sua falsa rainha, Rhaenyra, é assassina de parentes.
Seu tio declarou apoio a Aegon, não foi?
Muito bem.
Deixe-me dizer uma coisa.
Aegon Targaryen não é o verdadeiro rei,
assim como você
não é cavaleiro de verdade.
Ambos são desgraçados,
covardes!
Você não ousaria.
Ele é o mais desprezível dos criminosos.
Ele macula a cova do irmão.
Não o culpo por manter seu juramento.
E quanto aqueles que o enviaram?
Otto Hightower jamais permitiria isso.
O sangue quente prevaleceu, acredito.
Os mais jovens se rebelaram. Eles querem punir, querem vingança.
Em breve, nem se recordarão do motivo desta guerra.
É fácil de lembrar, eles usurparam o meu trono.
Esta é uma das respostas.
Ou foi a decapitação da criança?
Ou quando Aemond matou Luke?
Ou quando Luke arrancou o olho de Aemond?
Chegamos ao ponto onde nada disso importará.
Quando o desejo de matar e queimar se instaura, os motivos são esquecidos.
Talvez haja outra maneira.
Alicent Hightower.
Da última vez, Alicent disse que eu seria uma ótima rainha.
Viu o que aconteceu desde então.
Ela me abordou após a morte do seu pai, e sabe que a guerra está chegando
e que será selvagem como jamais visto.
Não há uma guerra tão detestável para os deuses
quanto guerra entre família.
E não há guerra tão sangrenta quanto a guerra entre dragões.
Não acredito que ela queira isso.
Ela mandou um corvo.
Não quis ler a mensagem.
- O que ela fez... - Não foi ela.
- Os homens querem carnificina. - Ela permitiu.
Como você permitiu o assassinato de um menino em sua cama?
Alicent está em King's Landing. O filho dela senta-se em meu trono.
Não há nada mais a ser dito.
Está bem, Lorde Mão?
Eles estão aguardando.
Embora eu entenda que houve um crescimento...
Bom dia, majestade, meus lordes.
Perdoem-me pelo atraso.
Algo importante, sem dúvida.
O senhor nomeou novos cavaleiros para a Guarda Real.
Para substituir os que perdemos.
O último, desnecessariamente, digamos.
Sir Arryk foi designado para acabar com a provocação de Rhaenyra.
E fracassou na execução.
- Porque o plano era precipitado. - Talvez, majestade.
Mas não vamos nos esconder e esperar a guerra vir até nós.
E agora, certamente virá.
A guerra já chegou.
A Casa Bracken decidiu atacar os Blackwood,
que declararam apoio à pretendente.
O próprio Lorde Samwell Blackwood está morto.
Ótimo. Primeiro sangue em nosso nome.
Ambos os lados tiveram grandes perdas, majestade.
Não estou certo de que podemos declarar uma vitória.
Os Blackwood e os Bracken batalham há séculos.
Foi uma desculpa para cederem a um antigo ressentimento.
Não é uma guerra de verdade.
Chame como desejar.
Eu chamo de guerra.
E Dragonstone também chamará.
A questão é:
o que faremos agora?
Enviaremos um corvo para Lorde Tully.
Essas casas são suas vassalas, não são? Ele precisa controlá-las.
Lorde Grover Tully é um velhote impotente que não controla nem o próprio pênis.
- Peço perdão, majestade. - Tem uma sugestão melhor, Lorde Jasper?
Seu tio, Lorde Ormund, marcha de Oldtown à frente de uma grande tropa.
E o dragão de seu irmão, Daeron,
está quase em idade de batalha.
- Podem suprimir Riverlands. - Estão a meses de distância.
Meu irmão Jason está mobilizando um exército em Castelry Rock.
Estará pronto em semanas, para oprimir os Blackwood ao Oeste.
Não deveríamos unir os exércitos e atacar como um só?
A grande mente militar da Cidadela.
- Qual dos elos denota a arte da guerra? - Sirvo ao reino sem favoritismos...
O Conselho precisa da disciplina de outrora,
se quiser ter serventia.
Riverlands é a chave para a guerra.
Harrenhal é a chave para Riverlands.
Irei até lá, com os que reunirei. Homens que conheço, que treinei.
Precisa de tempo para convocá-los e desafiar Riverlands.
A velocidade é minha aliada.
Trarei as casas das Terras da Coroa, que apoiam Rhaenyra, para o nosso lado.
Somarei seus exércitos ao nosso e iremos para o Oeste,
onde alistarei os Bracken e controlarei Riverlands
e tomarei Harrenhal.
Apressado demais sair com tão poucos homens.
Pode ser destruído pela primeira fortaleza que encontrar.
- Um plano audacioso. - Os deuses favorecem os audaciosos.
Não favoreceram Sir Arryk.
O que o senhor diz, meu rei?
E você levará Aemond e Vhagar?
Vhagar ficará aqui
para defender a cidade.
Ótimo.
Vamos à guerra, então.
- Também irei com Sunfyre. - Aegon.
- Precisará de um dragão. - Meu plano é não chamar atenção.
E o que você fará se encontrar um ou mais dos dragões de Rhaenyra?
Ela quer resposta por Sir Arryk.
Há mais chances de encontrar um deles levando um conosco.
E é justamente por isso que precisa ficar, irmão.
É uma ideia corajosa, mas, não podemos arriscar perdê-lo.
Sou tão temível quanto qualquer um deles.
Me informaram que você voltou de seu navio para trazer um aviso.
Não acreditaram em mim no começo.
Salvou a minha vida.
E o que vale a vida de uma rainha nos dias de hoje?
Quer ser recompensada.
Acreditei que a senhora desejaria me recompensar.
Qual seria o seu preço?
Um lugar em sua Corte.
Você disse que seu desejo era fugir de Westeros.
E a senhora me libertou.
Mostrou sua generosidade quando poderia ter me detido.
Não costumo me surpreender.
Eu digo o mesmo, então.
Conheço o funcionamento da Fortaleza Vermelha
e os movimentos dos que trabalham lá.
Tem mais valor que ouro para você, no momento.
E qual é o meu valor para você?
Eu puniria os Hightower pelo que fizeram.
Comigo,
com aqueles que me serviram.
Mas, mais do que isso,
conheço o sofrimento dos plebeus de King's Landing.
Eles serão governados, ou por você, ou pelo usurpador.
E apenas um mostrou-se misericordioso.
Espero que você não confunda misericórdia com complacência.
Eles são sempre assim?
Fumaresia, dragão do meu falecido marido.
Ele anda agitado, ultimamente. Não sabemos o motivo.
Talvez esteja solitário.
Rhaena.
Majestade.
Decidi mandar Joffrey para que minha prima cuide dele,
Lady Jayne Arryn.
Ela prometeu um exército em troca de um dragão.
Bom, ela terá um.
Aegon e Viserys vão acompanhá-lo, até que encontremos um lugar mais seguro.
Tyraxes ainda é um filhote.
- E Tempestade... - Quero que vá com eles.
A Fortaleza Vermelha está uma confusão.
Mandaram um assassino durante a noite e seus dragões estão a um voo daqui.
Precisa levar os mais novos para longe. Para Pentos, acredito.
Onde minha mãe morreu.
É mais seguro que qualquer lugar em Westeros.
Escreva para o Príncipe Reggio. Se ele lhe aceitar, fique com ele.
Lamento atribuir-lhe tal tarefa.
Parte meu coração mandar meus filhos para longe,
sem saber quando os verei novamente.
Mas você viu o que pode acontecer com eles aqui.
Rhaena...
Preciso que seja a mãe que não posso ser.
Ensine-os. Treine-os.
Proteja-os, como um dragão protege seus ovos.
E minha irmã?
Preciso de Baela aqui.
- Porque ela tem um dragão. - Não prometo fazê-la feliz,
mas eu lhe peço: faça este sacrifício de boa vontade.
Por todos nós.
Majestade.
Dragão!
Alto!
Estou reivindicando Harrenhal.
É o que parece.
Eu, Sir Simon Strong, Castelão de Harrenhal,
juro lealdade à Rhaenyra da Casa Targaryen, Primeira de Seu Nome.
Eu juro pelos antigos deuses e pelos novos.
O jantar é carne de cervo, com couve negra e ervilhas.
Não tenho groselha.
Sinto muito por isso.
A carne está bem maturada.
Uma pena deixá-la estragar.
Eu sobrevivi à muitas batalhas.
Não pretendo ser abatido por ervilhas envenenadas.
Admito que as ervilhas de minha cozinheira não são lendárias, mas...
envenenadas?
Jeito fácil de matar um montador de dragões.
Se ainda não percebeu, você é bem-vindo aqui.
E seu lorde, Larys Strong?
Que está na falsa Corte de Aegon?
Larys Pé Torto não é meu lorde.
Ele é o flagelo deste castelo e desta família.
Não acha estranho que o pai dele,
meu sobrinho, Lorde Lyonel, tenha perecido em um incêndio,
junto com o filho, aqui neste lugar úmido?
O primeiro incêndio desde que Balerion exterminou Harren, o Negro.
Mesmo no verão, lutamos para iluminar a casa.
Não encontrarás lealdade a Larys Strong aqui, meu príncipe.
Majestade.
Perdoe-me. Eu... eu...
eu supus que, como Consorte...
Devemos lembrar dos perigos das suposições.
De fato,
majestade.
O que o traz
aos cantos de Riverlands?
Harrenhal é o maior castelo dos Sete Reinos.
- Contudo, talvez isto tenha lhe escapado. - Neste caso, não desejando questioná-lo,
ele está em ruínas desde que seu antecessor
- incinerou boa parte dele com seu dragão. - Por isso devemos tratar de repará-lo.
Mesmo que tivéssemos a verba, meu prin...
Majestade. Para qual fim?
Há quarenta mil espadas em Riverlands. O maior exército não declarado do reino.
Apenas Harrenhal tem tamanho suficiente para guarnecê-los.
Deve saber que um grande número dessas espadas já declararam apoio
e estão em guerra.
As Casas Bracken e Blackwood se detestam há tempos.
Por quê?
Pois bem,
a resposta para isto
perdeu-se com o tempo.
O pecado gera pecado, que gera pecado.
Convoque seu lorde supremo
para eu tratar com ele diretamente e trazê-lo para a nossa causa.
Este seria o Lorde Grover Tully, mas ele está fragilizado.
Disseram que não pode mais falar,
nem segurar o intestino.
Peço perdão pelo que eu disse.
O controle com os vassalos está fraco.
- Estão fazendo o que querem. - Falarei com ele mesmo assim.
As pessoas devem obedecer seus soberanos,
sob qualquer condição.
Talvez a presença da Coroa,
e de um dragão,
aguçará as mentes desta região.
Posso perguntar-lhe, majestade...
Se o senhor vencer, quando o senhor vencer,
o que acontecerá?
Marcharemos para King's Landing e tomaremos o trono.
O trono?
É uma cadeira grande, feita de espadas.
Porta-estandartes, à frente!
Cavalos de carga, para a retaguarda.
Lorde comandante.
Seu exército está reunido e pronto para marchar.
Ele gosta das batalhas.
Que bom que estamos juntos. Mesmo por pouco tempo.
Sir Criston.
Deixe-me apresentar-lhe meu irmão, Sir Gwayne Hightower,
que chegou de Oldtown noite passada.
Sir Criston.
Ou devo dizer...
meu Lorde Mão?
Sir Gwayne, bem-vindo à King's Landing.
É animador chegar à Corte depois de três longos meses na estrada,
para descobrir que meu pai,
que serviu com lealdade a três reis, fora destituído de seu cargo de Mão.
E por um homem de origens tão modestas.
Que ascensão vertiginosa os deuses concederam a você.
Sir Gwayne se voluntariou para acompanhá-lo na batalha.
O contingente está completo, majestade.
Então terá mais um.
A marcha será difícil, sir.
Ficarei encantado de marchar para uma guerra com um dornês.
Irmã.
Que os Sete o guiem, bom cavaleiro.
E o afastem das sombras e da morte.
Agradeço vossa graça pelas orações.
E peço que me conceda uma prenda.
Para que seu comandante vá para a batalha com suas bençãos...
no coração.
Majestade.
Nada à vista.
Nada de homens, nem cavalos,
nem navios.
- Nem dragões. - Ótimo.
Devemos aproveitar o momento e agir,
antes de nossos inimigos.
Eles adentraram os muros do nosso castelo
e Riverlands está em chamas depois da batalha do Moinho Ardente.
Como está o Príncipe Daemon com nosso exército?
Nenhuma notícia do Príncipe Daemon, majestade.
Então devemos aproveitar a vantagem que temos.
- E qual seria? - Dragões.
Mande-os, todos.
Comece trazendo as fortalezas verdes para a nossa causa.
- E queime as que resistirem. - Não.
Se dragões começarem a lutar com dragões, traremos nossa própria destruição.
O medo é, por si só, uma arma.
Os Verdes farão o mesmo cálculo.
O valor de uma espada
não está dentro de sua bainha.
Nós garantiremos a vitória com exércitos, não apenas com dragões.
Os Verdes entendem isto.
O Vale e o Norte mandarão homens.
E devemos dar tempo ao Daemon.
Majestade, a senhora testemunhou de perto o tamanho de sua vulnerabilidade.
O Príncipe Daemon está fora
e a facção de Aegon está furiosa com a morte da criança.
A senhora nunca esteve tão exposta.
Talvez seja a hora de considerar escondê-la em um lugar seguro...
Enquanto ficamos aqui, como fonte de distração para o inimigo.
- Propõe guerrearem em minha ausência? - Apenas por precaução.
Seria traição.
Tem sorte por não ter levado isto adiante.
Seria de bom tom que este Conselho lembrasse que sua rainha
utiliza a coroa de meu avô,
Jaehaerys, o Conciliador.
Um governante prudente.
O mais sábio dos reis Targaryen, cujo reinado superou todos os outros.
Até de Aegon, o Conquistador.
E como ficaram?
Os indecisos de Dragonstone?
O Conselho de Rhaenyra é teimoso. Ela tem uma árdua tarefa.
Espero que se imponha.
Mas temo que precisará de você ao lado dela dentro em breve.
O pão ainda está quente.
Tem um caldo também. Garanti que tivesse.
Não sou mais um inválido.
Eu me despedi de Rhaena antes de voltar.
Desejo o bem dela.
Eu lutaria cem batalhas
antes de ter que me exilar apenas com bebês tagarelas.
Um desses bebês é seu herdeiro.
Joffrey.
Um menino de seis anos que não sabe nada do mar.
Ainda assim, de alguma forma...
Não desagradaria nem à Rhaenyra, nem aos deuses,
se Rhaena fosse nomeada herdeira de Driftmark.
Rhaena.
Senhora das Marés?
A menina não sabe nada de barcos.
- E nem de dragões. - Temos Rhaena ou Joffrey.
Ambos prestes a ficarem longe do rangido dos navios
e do rugido do oceano.
Então, devemos...
esperar o que está por vir, com o tempo.
E se não houver tempo?
Estamos em guerra, Corlys.
Se algo acontecer com você...
Que sorte que sou um bom marinheiro.
Tenho muito o que fazer.
Corlys...
Não poderei ceder um dragão lutador, mas enviarei o que posso.
Tempestade e Tyraxes são pequenos, mas crescerão.
Você deverá lembrar Lady Jeyne de sua promessa
e convencê-la da urgência de nossa necessidade.
Vá em segurança, irmã.
Estarei deveras segura.
Longe de qualquer perigo, apenas cuidando de bebês.
Um trabalho de grande valia.
E tente ficar feliz por estar fora de perigo.
Não tente me animar, Baela.
- Dê-me, ao menos, essa dignidade. - Não quis insultá-la.
Cada uma faz o que pode.
E aqui, acho que há algum conforto.
Tyraxes e Tempestade são jovens e vulneráveis.
Estes ovos são ainda mais frágeis.
Mas se tudo vier a ruir aqui,
você carregará nossa esperança por um futuro.
Majestade.
Mamãe.
Sim.
Minha rainha.
Estou triste por Jaehaerys.
Mas não deveria, acredito.
Pessoas morrem o tempo todo,
principalmente bebês.
São tão pequenos. São levados tão facilmente.
Tristeza é uma condição da maternidade.
Não se ganha nada com isso.
Aquela procissão horrenda, onde os plebeus ficaram me olhando,
garanto que acharam que eu não tinha mais direito ao luto do que eles.
Eles certamente perdem mais filhos do que as mulheres da nobreza.
O Estranho chega para todos nós,
rainha ou plebeia.
Você tem direito ao luto como qualquer um.
E você?
Eu amava o Jaehaerys,
mas me preocupo mais com você e com o que tem que suportar.
Helaena, eu...
Eu a perdoo.
Como disse?
Eu disse que a perdoo.
Está perfeito, majestade.
Aço valiriano.
- Vale mais que um castelo. - Um espetáculo que inflama paixões.
Aegon, "O Conquistador Renascido".
Continue logo com isso.
Sim, majestade.
O que deseja?
Há rumores de que o rei se prepara para voar para a guerra.
E o que isso importa para você?
Acho que seria benéfico, para todos, impedir que nosso rei
seja brutalmente assassinado pelos nossos inimigos,
que seu corpo seja dado às bestas e que sua Corte venha à ruína.
Não concorda?
Que primorosa armadura.
Eu recebi o nome do Conquistador e sua coroa.
Então devo usar sua armadura na guerra. Voarei para encontrar Sir Criston.
Uma pequena colocação antes de sua partida, majestade.
Há rumores distintos espalhados pelas ruas da cidade.
Um é que vossa graça mandou o exército para a batalha
e que, com sua coragem e sabedoria, voará com eles.
O outro é que vossa graça fora logrado por seus conselheiros
e persuadido a voar para a guerra com Sir Criston,
para que a Rainha Alicent possa reinar em sua ausência
com o Príncipe Aemond ao seu lado.
Absurdos, é claro.
Quem espalhou tais mentiras?
Pouco importa.
Contos criam vida própria,
como erva daninha.
A menos que sejam tratados.
Então trate-os.
Lorde Larys.
Meu pai sempre dizia que não precisava de um Mestre dos Sussurros.
No entanto,
encontro-me ansiando por um.
Seus talentos me agradam.
É uma honra, majestade.
Devemos acompanhá-lo ao Fosso dos Dragões, majestade?
Talvez eu deva voar outro dia.
Parece uma escolha sábia, se refletirmos.
Deveria vir conosco, meu rei.
Sir Martyn tem um novo escudeiro que quer ir para a cama.
Ele nunca trepou com uma mulher.
Mas vocês juraram castidade agora.
Claro, majestade.
Sim, majestade.
Muito bem.
Uma esmola.
Olá!
- Olha ele! - Ulf! Por onde andava?
Como vai? Não me diga que já vai.
- Eu acabei de chegar. - Já me vou.
- Ulf. - Não era para estar aqui.
Não se preocupe, não contarei para ela.
Ei! Como já chegou aqui?
- Dane-se, tenho uma das boas para você. - Ulf. Venha aqui. Venha, aqui.
Olá, rapazes. No fim das contas, era a rmã dela.
Elas deviam ter me contado.
- Ulf! Ulf! - Eu sei, eu sei.
Você terá seu pedaço de carne, não se preocupe.
Venha e sente conosco, amigo. Estava falando de você para este homem.
Olá, rapazes.
Eu tive um dia e tanto hoje.
Não sei se tenho disposição para conversar.
Mas, sabe como é...
Uma bebida faz milagres.
Eu já sabia. Ele não nega uma bebida.
Vocês me entendem, não é mesmo?
Isso, querida. Uma para o garrafão e uma para você.
Boa menina.
Algumas não têm senso de humor.
Para você, homem de Dorne.
Você é dornês?
Sim, sou.
A parte de Westeros onde minha casa nunca se estabeleceu.
Embora digam que até Dorne ficou de luto pela morte do meu avô. É verdade?
Quem era o seu avô?
O chamam de "O Conciliador".
O Rei Jaehaerys?
Eu peço mil desculpas. Continue, por favor.
Olha, eu nem deveria contar essas coisas.
Poderia custar minha cabeça.
Está dizendo que você é um Targaryen?
Eu sou filho de Baelon, o Bravo,
irmão bastardo do Príncipe Daemon
e do falecido Rei Viserys.
Tio da única e verdadeira rainha, Rhaenyra Targaryen.
O sangue do dragão corre por essas veias.
E sim, homens arrancariam minha cabeça por isso.
Uma semente de dragão precisa cuidar do próprio pescoço
quando não tem um Manto Branco cuidando por ele.
Você não se parece muito com o Rei Viserys.
Ou com o Príncipe Daemon.
- Como você sabe como eles são? - Ele está falando a verdade, acredite.
Dá para ver pelo cabelo.
- Sou meio irmão deles, seus imbecis. - Claro que sim.
Direi quem mais não tem os cabelos prateados.
O herdeiro do Trono de Ferro, meu sobrinho, Príncipe Jacaerys Velaryon.
É o seu outro sobrinho.
Todos saúdem o rei.
- Todos saúdem o rei. - Todos saúdem o rei.
Bebida para todos.
Por conta da Coroa.
Ouviu o rei?
Sente-se.
- Sente-se, jovem escudeiro. - Sente.
- Beba o vinho, rapaz. - Isso mesmo.
- Vamos beber! - Beba, porquinho.
É o seu sobrinho, Ulf.
- Beba, meu jovem. Esta é a sua noite. - É sobrinho dele?
Você!
- Foi o que você disse para ele. - Beba!
- Beba, meu lorde! - Pode encher.
Vamos beber até cair. Aqui dentro é melhor.
Eu contei que vim aqui quando era jovem?
É um lugar tranquilo, mas excelente lugar para se molhar.
Conheço a tutora ideal para você, meu jovem.
Não.
Ela vale três vezes o preço.
Que os deuses sejam bons.
- É você! - O nome dela é Sylvi ou Selyse, ou...
Algo assim.
Aemond, o Feroz.
Você já viveu tanto, mas ainda se deita com a sua primeira.
Que coisa mais adorável.
Trepou com ela como um cachorro?
Viram? Não exagerei.
A proeza da madame é tamanha,
que até agora, meu irmão não experimentou outra.
Falta de sorte de seu escudeiro.
Como podem ver, no momento, ela está muito ocupada.
Seu escudeiro pode ficar com ela.
Uma prostituta é tão boa quanto as outras.
LETREIRO
Sir Gwayne, alto!
Sir Gwayne! Nossa companhia está acampada ali adiante.
No chão frio e duro.
Por isso, iremos para o Touro,
uma taverna com uma excelente reputação na estrada de Rosby.
Três quilômetros, acredito.
Marchamos para o primeiro ataque em nome do rei.
Garanto que meu sobrinho não me negará uma noite de conforto.
Se servir para lhe acalmar, Cole,
nos encontraremos com você ao amanhecer.
Se o vinho estiver bom, talvez um pouco depois do amanhecer.
- Estamos expostos. - O quê?
Cole?
Para as árvores!
Vão!
Vão!
Na hora certa, Sir Criston.
Estou em dívida.
Sabem que estamos aqui. Eles caçarão.
Seguiremos sob as árvores e na escuridão, começando esta noite.
E nada de hospedarias.
Sir Criston Cole.
Com uma dúzia de cavaleiros, tenho certeza.
Talvez batedores de um exército maior.
Os corvos confirmaram, majestade.
Lorde Farring relatou um grande exército se movendo a nordeste, em direção a Rosby.
Está certa de que viu Cole de tal altura?
A altura não era tanta, majestade.
Disse para não atacar, portanto...
não o fiz.
Majestade, elogiamos Lady Baela por uma visão tão apurada,
mas, não podemos mais esperar.
O momento de agirmos é agora.
Majestade, devo concordar.
E peço permissão para voltar para Pouso das Gralhas
e fortalecer minhas terras.
Não se aflija, Lorde Simon.
Estão a caminho de Harrenhal.
É o Príncipe Daemon quem deve se preocupar.
O Príncipe Daemon tem o Caraxes.
Cole tentará aumentar seu contingente e poderá chamar um de seus dragões.
Por isso devemos agir agora, majestade.
Solte os dragões. Encontre Cole e queime-o.
Ouvi seus argumentos.
E os considerarei.
Sempre indo e vindo, não é mesmo?
E eu tenho que limpar a bagunça depois.
Você morrerá neste lugar.
Ele nunca estava no castelo.
Meu irmão mais novo, Emmon, ficava de guarda com os soldados
quando tinha três anos.
- Papai o enviou para a Cidadela. - Obrigada, Elinda.
Vossa graça.
O que sabe dos movimentos de Alicent Hightower?
Fará dela sua prisioneira?
Ou irá matá-la imediatamente?
Desejo falar com ela.
Pessoalmente.
Matá-la seria mais fácil.
Se a guerra pode ser evitada, meu dever é evitá-la.
Tenho motivos para crer que ela pensa o mesmo.
Ela mandou um corvo e expressou o seu remorso.
Posso mandar uma mensagem para ela.
- Em segredo. - Ela não concordaria.
Ela suspeitaria de uma manobra.
Como eu, se recebesse tal mensagem.
Preciso vê-la, frente a frente.
Ela é a rainha viúva.
Ela não vai a lugar algum sem ser observada por muitos.
A menos que...
- É perigoso. - Fale.
Há muitos barcos de pesca na baía.
A cidade depende deles.
Daemon fez a viagem sem impedimentos.
Mas se eu for reconhecida...
Ficaria surpresa ao saber,
mas o povo não se importa com uma mulher que não está vestida como uma rainha,
ou que não se enfeita para os olhos dos homens.
Então, vou até a Fortaleza Vermelha e toco o sino?
Ou devo escalar os muros e entrar pela janela dela?
Alicent sempre vai a um lugar,
fora dos muros do castelo.
Talvez a encontre lá, sozinha.
Pare.
Vasculhem a carroça. Dê-me sua espada.
O que veio fazer aqui?
Pare. Vamos verificar.
Tirem isso daqui.
Não. Não.
O quê?
O que...
Preciso falar com você.
E se eu gritar?
Seus cavaleiros me encontrariam. Eu seria levada ou morta,
mas, não antes de matá-la.
E depois?
Comecei de maneira errada.
Assistimos ao torneio juntas, você e eu,
no dia em que meu irmão nasceu.
Sabíamos, mesmo naquela época, que os homens treinavam para a batalha,
ansiavam pela luta, em busca de sangue e glória.
Mas você...
Sei que você não compartilha deste desejo.
Rhaenys me aconselhou.
Ela disse que viu em você um desejo de impedir
o que de pior pode acontecer.
Então, veio se render?
Estou aqui para ver se descobrimos um caminho para a paz.
Meus dragões estão inquietos. Farejam a batalha.
Mas se você e eu chegarmos a um acordo...
Não há mais acordos agora.
Você não tem exército.
Seus aliados viraram as costas por sua perversidade.
Tem sangue em suas mãos de um crime
- que jamais imaginei... - A transgressão não foi minha.
Pense o que quiser.
Também sou mãe e você não respondeu pela morte do meu filho...
- Repudiei veementemente tal ato. - Claro que repudiou.
E a usurpação de minha herança legítima?
Você se rebaixou tanto que permitirá o sofrimento de milhares,
- para que o irresponsável do seu filho... - O seu pai mudou de ideia.
É o que você diz
e o que seu pai proclamou para o reino.
Eu vi o rei naquela noite.
Poucas horas, antes de deixá-lo, ele afirmou o meu direito ao trono.
Um direito que ele sustentou resolutamente,
todos os dias de sua vida depois que minha mãe morreu.
E ainda assim, você insiste que ele mudou de ideia.
Sim.
Mentirosa.
Rhaenyra.
Meu pai me amava, Alicent.
E acredito que a amava também.
Você o traiu em seus últimos momentos?
Quando seu plano foi traçado?
- A sua ambição era tamanha... - Ele mudou de ideia, Rhaenyra.
Mudou de ideia.
Eu juro para você, pela memória da minha mãe.
Eu já fui cruel por vezes, mas jamais menti.
Eu falei para todos naquele salão que você seria uma excelente rainha.
Acha que eu seria capaz de tamanha falsidade?
O que ele disse? No final?
Ele falou o meu nome?
Ele estava cansado.
Às vezes era difícil de entendê-lo.
Mas ele falou o nome de Aegon,
que era o príncipe prometido para unir o reino.
- O quê? - Desejo a paz como você,
- mas se chegarmos a uma... - Ele usou essas palavras?
O príncipe prometido?
Ele usou?
Sim, usou.
Ele contou para você da Canção de Gelo e Fogo?
É uma história que ele me contou
sobre Aegon, o Conquistador.
O Conquistador?
Deve ir, antes que seja descoberta.
- Houve um engano. - Não houve engano.
- Não! - Por favor!
Pode impedir tudo isto, Alicent.
Uma terrível guerra está chegando.
A vitória será tão sangrenta que contará como uma derrota.
- Não permita que seu orgulho a cegue... - Não houve engano algum.
Meu pai não está mais na Corte,
Cole está em marcha e Aemond...
Você sabe o que Aemond é.
É tarde demais, Rhaenyra.
Alicent!
Legendas: Silvana Feitosa
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