All language subtitles for Ferry to Hong Kong (1959) United Kingdom

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Original subtitles

- Me dá um uísque. - Já bebeu muito, Sr. Conrad.

E daí!?

Venha comigo, senhor.

É melhor ir embora.

- Pode me chamar um táxi. - O que pensa que eu sou?

Você não é o porteiro? Certamente que não.

Então pode sentar-se.

Foi você que começou. Fora!

Você de novo. Os mesmos truques.

O que quer dizer outra acusação? Nunca quebro o mesmo bar duas vezes.

Tres vezes em duas semanas.

Foi mal desta vez, Conrad.

Inspetor, eu acuso esse homem por abuso de comportamento e espancamento.

Quem tem uma agulha? Quero ver se ele estoura.

Se estivesse a bordo do meu navio já estaria acorrentado.

- Tudo bem, deixe-o, Capitão. - Capitão?

Sim, sou capitão e tenho meu próprio barco.

Eu tenho influência aqui. Vou pedir ao governador sua expulsão.

Porque não tenta sua própria suspensão?

Ok, pra fora!

Desculpe-me capitão, estou um pouco atrasado.

Está muito atrasado, Sr. Henriques, dezoito minutos, vamos partir.

Vamos começar esse trabalho.

Me perdoa, levei minha mãe à missa.

É uma benção, sr. Henriques ter uma mãe devota...

mas tem certeza que ela não está rezando contra mim?

Bom dia, capitão, tudo pronto para inspeção.

Bom, bom, sr. Skinner.

Outro dia, senhores, outra viajem.

Seja qual for a distância...

podemos viajar, sempre podemos fazer melhor

com a disciplina a bordo do navio.

Certo senhor, certo. Boa sorte pra Fat Anne.

Não sr. Skinner, não é esse o nome e sabe disso.

Nosso navio como uma dama sabe se vestir bem...

assim como eu, bem europeu, com flores européias...

sementes que me mandam da Inglaterra.

Não é nada impressionante, mas faz uma boa atmosfera.

Caseira. Prossigam.

Conrad, espere aqui. - Sim, bom dia.

Você é o imediato do Fa Chan? - Primeiro oficial, senhor.

Temos uma ordem de deportação pra esse cara.

Tem visto português pra Macau?

Estrangeiro perdido, vai servir.

O capitão não vai gostar disso.

O ferry tem uma licença para uso público.

O capitão é muito exigente sobre os passageiros.

Ele fica na classe popular.

Tudo certo. Onde está o bilhete?

Um dólar, é tudo que tenho.

Porque não tenta dar pão pelas grades. O bicho não morde.

Seu passaporte. Desça!

Por aqui, por favor.

- Desculpe, mas você vai ficar por aqui. - Tudo bem, só me traga a lista de vinhos.

Pronto com as máquinas sr. Skinner, vamos partir.

Papai, papai, papai, papai...

- Pode esperar. - Melhor você ir, Joe.

Te vejo a noite, querida. Até logo pessoal.

- Capitão, temos um deportado a bordo.

- Deportado? - Sim senhor.

Branco? - Sim senhor.

Que pena!

Fica longe daí.

Ok, Sr. Henriques...

Prossiga.

Bom dia, senhoras e senhores. Dia lindo hoje.

Major, viu minhas flores?

Não é fácil a jardinagem no mar. Ela requer atenção.

Ouçam sempre o capitão. Não escorreguem nos corrimãos...

não risquem as janelas, as portas de madeira e...

não mexam nas minhas flores.

Não iremos escorregar e riscar nada.

Além disso, não vamos mexer nas suas flores.

Prometemos. Certo...

Porque se vocês... Olá, Srta. Ferrers.

Dê suas instruções. Tenho certeza que como professora...

vão prestar mais atenção nelas. - Sim capitão.

Elas não vão arranhar ou arrancar as flores.

Obrigado.

Vamos, crianças.

Padre, que bom tê-lo a bordo. Bom dia srta...

Carter. Quanto tempo dura a viagem?

Para chegar em Macau, menos de 4 horas.

Dá prá terminar essa manga.

Que bom! Vou cumprir a tarefa.

Férias, srta.? Mary Carter.

- Sim, srta. - Todos anos vou a um lugar diferente...

é um hobby, sabia?

Linda manhã, srta... É mesmo... Oh, sim.

Num tempo tão bom vão ficar bem em Macau.

Vamos nas mãos de Deus, capitão. - Sim.

Nos envia para Macau, ou pro fundo do mar.

Fundo do mar!? Isso não...

Não precisam temer. Eu tenho o melhor barco...

e um dos mais limpos... garoto!... reflexo de mim...

pegue aquele cigarro.

Além do mais tenho uma tripulação bem disposta...

para atrair muitos passageiros.

- Você não é passageiro! - Você não é capitão.

- Você é o porteiro. - Você é o deportado!

Sr. Skinner, leve-o para baixo.

Eu não quero que seja visto aqui.

Errado. Eu sou um passageiro, o Estado pagou minha passagem.

Ele vai ficar lá embaixo. Esta é uma ordem.

Eu fico onde quero ficar. Esta é uma promessa.

Não toleramos bêbados, barulhentos e fedorentos...

se deslocando no convés do meu navio

Está falando do Fat Annie.

O navio se chama Fa Chan.

Você compara esse bote com um navio?

Alguém riu. Com certeza não foi você, senhor Skinner?

Existem outros engenheiros, com muito menos humor.

Pode ser capitão, mas só eu posso...

dar a partida neste velho barco, como sabe muito bem.

Você é fiel ao navio, obrigado Sr. Skinner...

muito nobre para com a casa.

Chama esse museu flutuante de casa?

Sim, é a minha casa. Não que casa...

seja uma palavra que deva entender.

Leve-o para baixo, preso, Sr. Skinner.

Ele deve ficar confinado.

Ok, eu estou muito cansado para lutar.

Peço desculpas por esse terrível incidente.

Não vai acontecer novamente, eu Ihe garanto.

Prossigam.

Não conversamos com ela mais. Ouviu dizer uma coisa dessas...

Lá vem ela.

- Desculpe ter dito aquilo. - Não vamos discutir com você.

Vamos embora... como se atreve!

Chateada?

O que faz uma criança como você ficar tão chateada?

Não sei.

Não pode ser bebida, muito menos cigarro.

Deve estar satisfeita com o que tem, certo?

Deve ser horrível para uma criança. Pobrezinha.

Quem é você?

Robin Hood.

Quando me sinto chateado, tenho a Sra. Garrafa.

Senhora Garrafa?!

Nome engraçado. Quem é a senhora garrafa?

A única mulher que eu amo.

- Quem é a Sra. garrafa? - Você a viu. Está no navio.

Onde está? Diga-nos. É uma passageira?

Claro que é.

Lá embaixo. Na sala de máquinas.

Como ela se parece?

Ela é boa e quente...

te põe pra dormir tão suave.

E me beija toda noite.

- Você é estúpido. - Você também é.

- Por que somos estúpidos? - Por que não quer brincar com Lucy.

- Porque devemos brincar com Lucy? - Por que ela é a melhor.

Por que eu sou a melhor?

Por que você é a mais bonita.

Quem é ele?

Você é horrível, seu pedaço ruim de refugo humano!

Isso capitão, ame as mulheres e as crianças primeiro.

- Desça, vá se juntar ao resto de você. - Eu gosto mais da vista aqui.

Eu não quero saber se gosta da vista aqui.

Meu navio é o mais decente navio de primeira classe.

Ok, você é muito orgulhoso de seu navio...

ponto prá você.

Eu estarei fora logo e depois você poderá desinfetá-lo...

mas até lá, sou apenas um passageiro que paga sua passagem...

eu tenho o direito de que me deixe em paz.

Vá embora, seu gordo antes que te dê um chute.

Você vai deixar o barco em Macau. Até lá...

não arranque mais as flores.

Quero agradecer a você.

Vá embora...

Você fez o meu trabalho. Deixou as crianças felizes.

Eu não estava esperando visitas, dei folga para o meu valet.

Eu não costumo cuidar de mim mesmo.

Você sabe, não? Você é bom com as crianças.

Não sou bom com ninguém. Vá embora, por favor.

- Está indo para algum lugar, certo? - Macau.

Eu não gosto das chegadas, significa que terei que deixar depois.

Bem, adeus. Gostaria de ter podido conhecê-la melhor.

Adeus, senhor... receio não saber o seu nome.

Mark Bertram Conrad.

Bertram foi meu avô. Ele era inglês. Engraçado, não?

Nem um pouco.

Bem estes são os meus nomes. Agora vamos esquecer isso logo.

Tenha seu passaporte à mão.

Espere aqui. - Certo.

- Não estou falando com você. - O que aconteceu?

Ângela diz que você mentiu sobre a senhora garrafa.

- Porque você é um vagabundo. - Vocês estão erradas, crianças.

Isso é apenas mais um disfarce. Eu sou um príncipe.

Eu vou combater o mal, o meu primo. O Duque Negro.

Não conte a ninguém.

Te vejo depois, amigo.

Eu não posso ficar,alguém está me esperando.

Lembre que você é casado. Com certeza!

Papai, papai, papai, papai!

Deus abençoe vocês.

Mulligan, garoto! Vem ver o que eu trouxe.

Sr. Conrad! Sr. Conrad, por favor!

Seu passaporte, por favor.

Seu nome é Conrad?

Seu passaporte, por favor.

O que fazia em Hong Kong?

Costumo viajar a negócios para o comércio do litoral.

- Ainda continua? - Foi o que eu disse.

Suas atividades em Hong Kong não estão registradas aqui.

Seu passaporte está vencido.

- Mas eu tenho um visto para Macau. - O visto não é válido.

O que aconteceu?

O visto não é válido. Não deveria ser emitido.

Isso é ótimo!

Capitão...

recebemos informações de Hong Kong. Este homem é indesejável aqui.

Indesejável? Alguns dizem.

Não permitiremos que seja desembarcado.

Muito engraçado. Deve ser desembarcado.

Hong Kong aqui vou eu.

Eu me recuso a tê-lo de volta no meu navio.

- Eu vou falar com o seu governador. - Estou atuando de ofício.

Atua estupidamente.

Hong Kong pode ter o dinheiro...

mas em Macau temos orgulho.

Nunca deviam enviar prá cá seus resíduos.

Não haverá desembarque. É definitivo..

Ainda o verei na prisão.

Contando que me venha visitar sempre. Seria bom.

- Como vai pagar a passagem? - Coloque na minha conta.

Capitão Hart...

Sr. Conrad vai viajar na 1.classe. Vou ficar até sexta-feira.

Ela pagou a passagem.

Rápido...

- Bela coisa, hein? - Onde você conseguiu?

O tio da patroa é policial. Contrabando é uma de suas áreas.

- Qual mulher? - De Macau.

A de Hong Kong faz contrabando de cigarros.

Também trabalha na polícia?

Seu pai dá a ronda à noite no porto.

Você não vale nada, Joe.

Uma mulher em cada porto e aqui a Sra. Garrafa.

Quantos filhos você tem?

Eu tenho cinco em Hong Kong e cinco em Macau.

Fanília grande. Mas me diga...

não param em Macau. A gente vai e volta.

As máquinas são antigas, as vezes param à noite.

Ok, pronto!

Aonde você vai?

Chegamos em algum lugar. Me dá nos nervos.

Conrad, tomou o caminho errado. Você vai ter que voltar.

Você já ouviu falar no bumerangue?

Nem com a ordem de deportação. Ele tem um visto para Macau.

É uma história triste. Não é mesmo, Capitão?

Tão triste, me parte o coração.

Os portugueses não o aceitaram. Não que eles estejam errados.

Não tive escolha, o trouxemos de volta.

Deve ser aceito aqui, por favor.

Isso não muda a situação. - O que quer dizer?

O Governador assinou sua deportação. Não pode voltar atrás.

Deve voltar. Leve de volta para eles. De volta!

Isto é ridículo! Em algum lugar ele deve descer.

- Leve de volta para Macau. - Eu expliquei, não aceitaram.

E nem nós o aceitamos aqui.

- Então o que se pode fazer? - É problema seu.

Não é problema meu. Não tenho nada com isso!

Mas ele está a bordo.

De passagem e contra minha vontade.

Este barco não é a sua casa.

Ele não pode ficar comigo ao longo de sua vida.

Recorra ao Governo.

Com a burocracia, levará meses para resolver.

Provavelmente, mas encontraremos uma solução.

- Diga-me como? - Ele pode morrer.

- Morrer!?

Olhem para ele! Está sujo, repugnante, mas saudável.

Pode viver até aos 80. Podemos envelhecer juntos!

Muito provavelmente, capitão Hart.

Você vai voltar para cá?

Não, doravante, meu o endereço para correspondência é o Fat Annie.

Algum lugar no mar, em alguma viagem.

Bem-vindo a bordo.

Quer ganhar alguns dólares?

Fazendo o que?

Saia do navio. Uma vez na cidade...

Não capitão...

Estou fugindo a muito tempo

Essa é minha chance de descansar.

E espera que eu aceite isso.

Você não tem escolha, tem?

Eu posso me aposentar no Fat Anne.

Viajando entre Hong Kong e Macau...

desde que esse casco velho flutue...

até que o mundo deixe de existir.

Que ideia mais intolerável!

É uma bela ideia, uma serena ideia.

Ou seja, se recusa a sair. - Lamento, capitão.

Olhe, ponha-se no meu lugar...

Tenho coisa melhor a fazer.

Se tiver coisa boa lá.

Aonde está indo?

Para a cabine, cair no sono.

Oh não, não vai.

Cabines custam dinheiro, bem como a comida.

Os que não têm um documento, vão ficar sem comida e sem dormir.

Você não existe, não adianta colocar na conta quem não está aqui.

Eu tenho que viver.

Não vejo por quê...

no meu navio você só tem uma opção: desça!

Sabe que não posso descer.

Eu te ajudaria se pudesse, sabe.

- Quem disse que quero ajuda?

- Todo mundo precisa de ajuda em algum momento.

Pode dizer isso ao seu capitão gordo.

Como pode suportar ele dia a dia. - Eu?...

Tenho uma mãe viúva que depende de mim...

nos outros navios de Hong Kong, nunca consegui outro emprego.

Mesmo que "bata" em você o tempo todo.

É dever do cristão virando a outra face...

Está no emprego errado. Deveria ser um missionário.

Não tenho coragem...

de ser qualquer coisa.

Desculpe-me.

- Aquele homem ainda está aqui.

- Parece morto pra mim.

Diga ao capitão e vai receber uma grande recompensa.

- Ele não está morto! Está falando! - O que está fazendo aqui?

Não me diga que é sexta-feira novamente.

É claro. Toda sexta-feira, vamos para casa.

Passou a semana toda neste barco?

Sim... Não me atrevi a sair.

Não fiz a minha lição de casa.

Vamos, meninas. Temos limonada na sala.

A bela professora de álgebra.

Desculpe, não estar barbeado.

Sr. Conrad, fizemos alguns estudos.

Esqueci que é sexta-feira. Me barbeio na sexta-feira.

Nós colocamos a sua história nos jornais...

Vocês fizeram isso..

Como sabe o que está fazendo?

Ninguém pode viver como você.

Eu posso...

Pela primeira vez tem sido fácil após 30 anos.

- Não está falando sério. Por iso sou feliz, adeus.

Quero descansar agora.

- Vou voltar segunda-feira. - Me ligue a qualquer hora.

Ei Mark, achei isso perdido, numa das idas de casa para casa.

Tá usado, mas é mais macio que o chão do convés.

De onde veio isso? Sorte, hein?

Para inaugurar a casa, vamos jogar cartas?

Um jogo amigável. Corta.

Espero ganhar dinheiro. Estou num dia de sorte.

Esperem aí, a casa já tem um dono, não é de quem a quer.

Um intrometido.

Que gentil! Um viajante prfeito.

- Todo mobiliário está podre.

- Foi construído para durar. - Legal. Muito engraçado.

Eu acharia muita graça do seu amigo, Sr. Skinner..

se não fosse tão patético.

Vá embora ou junte-se a mim.

Não se junta ao fogo a menos que esteja no frio.

Agora ele quer eu goste de algo que detesto...

e odeio.

Vamos capitão... Não estrague a festa.

Embarque logo. Tome um charuto.

Joga cartas com a gente.

Uma partida simples, Capitão. Ficaremos felizes entre nós.

Ouvi dizer que o seu amigo é um jogador.

Está errado, capitão...

apenas tenho reputação como você.

Joga muitas vezes?

Aposto todas. Quer jogar comigo?

- Por dinheiro... - Não pode. Você não tem dinheiro.

Você só tem você mesmo. Por isso vai jogar. Por você.

- Não faça isso, Mark. - Fique longe, Senhor Skinner.

Tudo certo. Eu aposto em mim. Como você vai jogar?

Muito simples. Se eu perder, você fica.

Se ganhar, este convés é a sua casa.

Se não ganhar?

Se perder, sai de vontade própria deste barco

Vai desaparecer,não o verei de novo.

Não faça isso, é perigoso.

O que você quer? Chamo os meus advogados?

Você não precisa jogar.

Parece que seu amigo está com medo, Sr. Skinner.

- Ok, vou jogar.

Pôquer, gin ou chinês San...

esse aqui é muito divertido? San para mim.

San então. Um jogo simples, não requer muita inteligência...

nem uma habilidade especial ou...

Oh, isso não se aprende jogando sozinho.

A verdade é que quanto mais se joga...

Vai se perdendo a mão ruim. Corta!

Eu passo?

Bela aposta...

Estamos de acordo com as regras?

Quem leva os três primeiros números...

e um ás...

...ganha. Certo?

- Certo.

Dois para Mark.

Espero que em breve saia de meu barco.

Um para o capitão.

Quanto tempo de estadia seu amigo, Sr. Skinner...

passou na prisão austríaca?

Sua vez...

Rainha pro capitão.

Parece que esta noite, a sorte está sorrindo pra mim, senhores.

Um ás e o capitão ganha.

Acho que vai dizer adeus pra pitoresca Hong Kong...

e nós damos adeus para você... qualquer que seja o seu nome.

Ei Mark...

Um minuto... - Só um minuto capitão...

tem algo errado com o baralho. Cinco ases?

Cinco ases?

Espere, Sr. Skinner. deve ser o baralho errado.

- Trapaceou, capitão. - Claro que não está me acusando?

Nunca fui tão insultado assim...

...em toda a vida!

Vocês acham que foi uma trapaça? Leve-o para baixo.

Deve ter sido um erro na confecção, um defeito de fábrica.

Pode acontecer, você sabe.

Devem considerar um homem de minha posição, de impecável reputação...

Afaste-se capitão. Quero limpar minha cama.

Sabem o que dizem sobre mim na costa chinesa...

que o Capitão Cecil Hart é um homem honrado..

Qual é o seu interesse, srta. Ferres?

Tudo que você não quer ver.

Minha autoridade e meu dinheiro sendo gasto.

Pode tentar ajudá-lo.

Ajudá-lo a sair do meu navio.

Ele conta. - Não conta.

Capitão Hart... sabe alguma coisa desse homem?

Sabia que sua mulher fugiu com outro homem?

Que os destruiu, quando morreu.

Sempre contam essas estórias tristes...

se quiser acreditar.

O sr. Conrad é um vagabundo, Srta. Ferres, nada mais.

Mas os chineses tiraram tudo dele.

Você pode reclamar com eles.

Nunca reclamo com os chineses.

Por que não, ele falou que nunca roubou nem um centavo.

Ele fica tão bebâdo a bordo que no final não vai te agradecer.

É no futuro dele que eu confio. E você também deveria confiar.

Seu futuro?

Ele não deveria ter um.

Não admira que seja tão só, capitão Hart.

Bom dia, Sr. Conrad.

Olha, você se tornou famoso. Escrevi para o jornal de Hong Kong.

- Você fez isso? - OK...

Bem, não quero ser famoso.

Escute. Conheço alguém que vai colocar sua história, em todos os jornais...

se os encontrar..

Não!

Mas, haverá um inquérito no Parlamento britânico.

Você ficará sujeito à ONU.

Não entende, você não é apenas um passageiro de barco...

mas sim o símbolo de todos as pessoas foragidas no mundo.

Este símbolo esta feliz onde está.

- Você não pode ficar aqui. - Por que não?

Ganhei num jogo. Além disso, tenho amigos aqui.

Amigos! Lançam um osso e nos mordem como um cão.

Onde está a sua auto-estima? Além disso, me deve uma coisa.

O que Ihe devo?

Primeiro, pagar 4 dólares de sua conta. Paguei sua passagem, lembra?

Certo, Ihe devo alguma coisa.

Te convido para jantar, quatro dólares.

Jantar, onde? Em terra.

Aqui no convés, à noite, 8.30. Vestido como você gosta.

Vou me vestir formalmente. Sério.

Convidada para jantar. É só o que posso fazer agora.

Eu não sei...

Podemos falar da vida...

ou viver um pouco.

- Eu não prometo nada... - Será que você vem?

Encomendo o vinho.

Muito bonito. É todo seu.

Ele só estará a bordo às 2 da manhã.

Aqui tem algo com a benção do capitão.

Senhora Garrafa. Obrigado.

Aproveitem.

Srta. Ferres.

- Me atrasei? - Não. Cheguei agora.

Alphonse...

Quero uma mesa perto do convés. Abra uma garrafa.

Por aqui, por favor.

O que quer para beber, primeiro? - Sim, por favor.

Martini? Oh sim. Garçom, dois martinis.

- Conhece este lugar? - Não é bom.

Está calmo desta vez. Cigarro? - Não, obrigado.

Num minuto o prefeito vai chegar. Normalmente, fica lá.

- Cada noite, uma garota. - Na idade dele?

É culpa do clima.

Ah o bom martini.

Vamos ver o que menu sugere para comer?

Eles fazem bom arroz aqui.

Na verdade, é só o que eles fazem.

Escolha você. Não sei bem o francês.

Proponho que se comece com arroz. E depois...

- Você sabe. - Que tal arroz?

- Soa excitante. - Sim.

Arroz. Bom aperitivo? - Está bom.

Acha que podemos servir o vinho agora?

- Por que você colocou esse vestido? - Não gostou?

Eu gostei muito.

- Bem, fica diferente aqui... - Vamos beber um outro copo.

O que vem agora?

Acho que é a champanhe.

Adorável!

Talvez quase isso...

O conhaque não é tão bom.

Oh, que há de errado com ele?

O sr. Skinner a prepara na sala de máquinas.

Destilada no mais puro óleo.

Fico feliz que gostou do meu vestido.

Devo dizer que não me decepcionei.

É a mais linda professora com quem já jantei...

a bordo do Fat Anne.

Dança?

- Excelente banda. - A melhor.

- Sabe? Está diferente esta noite. - Como diferente?

Não está trabalhando duro, se entende o que quero dizer...

Não sei.

Não...

Me deixa contar de outro jeito.

Digo que há uma coisai o que o homem quer da vida.

O lar...

O que mais se precisa?

Precisamos...

A refeição está servida, Sr. Conrad.

A refeição está servida.

Veja, o prefeito acaba de chegar.

Com outra garota?

Não repare, é sua mulher.

Não admira que esteja triste.

É o último trago dessa coisa fina...

não sobrou nada do fino óleo destilado do sr. Skinner.

Sr. Conrad? - Sim Srta. Ferres.

Está feliz?

Esta noite?

Esta noite. Estou muito feliz.

Sr. Conrad, eu sei por que vive tão bem.

E agora, música.

Vou tocar uma canção para você.

Podem cantar uma canção?

Algo romântico. - Algo romântico.

Sim, conhecemos uma canção romântica inglesa.

Sabe que estou preocupada com você. Por que estacionou aqui?

Por que não vai para casa, nos bosques de Viena, onde nasceu?

É uma longa história.

O que fazia antes de parar aqui no navio?

Eu tinha um iate, ou melhor, minha família tinha.

Você já ouviu falar na ovelha negra?

Também temos na Inglaterra.

Mas mesmo as ovelhas negras voltam algum dia para comer.

Não esta.

Mesmo sei eu quisesse...

as coisas não seriam as mesmas mais.

- Além disso, a polícia me queria. - O que fez? Matou alguém.

Não parei para saber. Desde então, fujo...

Mas você pode voltar, nada vai acontecer.

Eu gostaria de ter a sua fé nas autoridades.

O que não daria para deixar esse navio por algumas horas.

Mas não acha que existe um lugar melhor.

Às vezes o homem quer tentar algo diferente.

Por uma noite, uma horas ou duas.

Podia me emprestar 10 dólares...

pago quando escrever minhas memórias.

Já são 14 dólares que me deve.

Por aqui.

Eu gostei dessa Sra. Garrafa.

É o sexto ou sétimo bar que entramos nesta noite?

Sétimo.

Sabia que nessa região, tem mais de 167.

Começo a te entender, sr. Conrad...

o proselitismo do missionário.

A saúde de um ex-missionário.

Ei, Mark.

Este aqui é um velho amigo meu, Johnny Sing Up.

- Como vai o trabalho, Johnny? - É cansativo Mark. Você sabe.

Eu deveria saber.

Johnny Sing Up mexe com importações.

Johnny Sing Up? É um nome engraçado.

- É um nome enfraçado. Me chamavam assim na América.

Quando criança, cantava por dinheiro nos salões lotados.

Canta, Johnny, canta. Me pegou. Johnny Sing Up.

- Fascinante... - Fascinante... como você.

Não é fascinante? - Claro.

Vamos apresentá-la ao mundo.

Ouçam, rapazes. eu apresento...

a fascinante srta. Ferrers.

A mais bela professora de álgebra, no hemisfério oriental.

Porque diz coisas tão bonitas?

Srta. Ferrers eu prometo...

Temos grandes novidades, Conrad...

Uma fotografia para resolver os problemas do mundo.

Anunciaremos agora a sua volta à civilização.

- Civilização! Você armou tudo isso?

- Não Mark, nem conheço essa gente!

Espere!Espere! Mark, não faça isso!

Não entende o que essa foto significa?

Alferes, mande cem guardas para cercar o navio.

Fat Annie no porto. Depressa!

Que engraçado! Pode pegá-lo antes de entrar no barco!

Sim, Capitão Hart, minha equipe está em campo.

Já estou indo pegá-lo imediatamente.

Rapazes, mostrem respeito ao uniforme.

- Aqui estamos, Capitão. - Já era tempo.

Isso não está certo!

Oh Conrad - Sim, entendo que é inconviniente...

- É como viver no inferno. - Acho que está exagerando.

Vocês não entendem o que é o Fa Chan para mim.

Dei toda a minha vida a este navio.

- Mas não a sua poupança. - O que quer dizer.

Você não o comprou com o próprio dinheiro.

Dizem que ganhou num amigável jogo de pôquer. Muito amigável!

Em um amigável jogo de pôquer.

Penso, inspetor, o jogo a qual se refere...

em que ganhei meu navio...

não foi, de qualquer jeito...

uma trapaça.

Está certamente enganado.

Entenda que não havia amadores, erámos todos proofissionais...

Não era um jogo de azar, era um desafio inspetor...

exigia habilidade... não ganhei meu navio...

eu venci, poderia dizer...

e, venho ganhando desde então...

vivendo, na verdade.

Lá, lá esta ele, Inspetor!

Dê a volta para impedir.

Pise no acelerador, motorista!

- Você viu ele? - Viu quem?

Aquele imundo holandês voador!

Não o vimos esta noite, capitão.

Vamos esperar ele chegar aqui e prendê-lo.

Eu sei qual é a minha missão. - Muito bem dito!

Ei, capitão.

Saiu esta noite? - Você!

Saia do meu navio!

Sabe que não posso descer.

Parece que ele viu.

Eu vi ele. Faça o seu trabalho inspetor.

Só posso prende-lo, se for em Hong Kong.

E não estou em Hong Kong.

Sra. Carter, gostou de Macau? - Muito desapontada.

As lojas da vila são muito selecionadas.

Selecionadas de que, vestidos é claro.

Vou ver isso na próxima loja.

Bela garota.

Papai, papai, papai, papai, papai...

Ei, Mulligan!

- Trouxe tudo, querida? - Tudo.

Que garota!

Trouxe algumas frutas para o Sr. Conrad.

Isso é bom. Só um minuto.

Ei, Mark, apresento minha mulher e os filhos.

- Gostei muito, sra. Skinner. - Rita trouxe-Ihe um presente.

Obrigado. As crianças são lindas.

Está é Catherine.

Não, Patrícia!

Patrícia. Desculpe. Depressa. Adeus!

- Capitão, olhe o clima a frente. - Nós alteramos o curso, sra. Carter.

Não o último, pelo que sei, já estou preparada.

Como é?

Vesti um colete salva-vidas.

Você vestiu por baixo?

Eu não quero parecer ridícula. - É claro.

Quem é ele? O que é isso?

O tio deles, levam para Hong Kong para descansar com seus antepassados.

Não quero caixões na 1ª classe. Livre-se dele.

- Onde coloco eles? - Eu não sei.

Coloque perto do... qual o seu nome...

Mas capitão...

Trata-se de uma ordem, Sr. Henriques.

- Desculpe, tenho ordens. - Não se preocupe.

Vamos, meninas. Vocês devem ir prá baixo.

Desculpe. Eu pedi para que não fizessem aquilo.

Ele não devia ter feito aquilo.

Porque não reclama com as Nações Unidas?

Precisa ser tão cínico?

Costume do lugar.

Comprei cigarros para você.

Os jornais te deram isso?

Como está a meteorologia. O que diz o barômetro?

Cai, mas estaremos em Hong Kong em 3 horas.

Os furacões estão correndo mais rápido que Fat Annie.

O capitão está confiante.

Diga-me, agora, uma boa notícia.

Tem um barco em chamas, srta. Ferrers.

Não tem nada a ver com vocês...

Vão lá prá dentro, agora. Voltem para o salão.

Não fique aí. Faça alguma coisa..

Faça ele voltar e pegá-los.

Ei você, o que está fazendo? Volte lá e pegue eles.

- E você, vá lá para baixo. - Você deve estar louco.

Pessoas estão morrendo lá.

Existem outros navios. Alguém irá pegá-los.

Mas, vão se afogar. De quem é o casamento para tanta depressa?

Volte lá e pega eles.

Penso nos passageiros. Isto não é um barco ambulância

Hipócrita! O que tem dentro de você?

Não pode desistir deles. São seres humanos!

Se você deixá-los afogar...

Mark, você se importou.

Mostrei o hipócrita que ele é.

Volte, vamos pegá-los.

Leve todos para a cozinha. O que ele diz?

A carga transportada é pólvora!

Pólvora?!

Mantenha esse barco longe de nós!

Saiam daqui agora! Não estão entendendo?

Skinner, coloque as máquinas à toda à frente agora!

Mova esta coisa!

Touti!

Você está bem, Touiti?

Você... vai lá prá baixo!

Não me ouviu? Vá para baixo ou vou te matar.

Se você for lá embaixo vai ver a avalia.

Só nos traz mau agouro.

Quando vamos sair daqui?

Não é só reparar as máquinas temos que ver outros problemas.

Quanto tempo?

- Em duas horas dá para partir.

- 3 nós se tivermos sorte.

- 3 nós e um furacão se aproximando? - Sim, capitão.

Continue, sr. Skinner, vamos tentar superar isso.

Senhoras e Senhores, peço desculpas por todos problemas...

mas asseguro que em breve estaremos todos salvos.

Nem tanto!

- Ei, saiam daí!

- Mas precisamos ficar com nosso tio.

- Mas vão se afogar aí. - Não se vive para sempre.

Se querem ficar com ele, é meu tio também. Vou ajudar.

Por aqui senhores.

Devo ter ficado louco. Mark Conrad, o coveiro!

Certo, senhores.

Divirtam-se.

Bem na hora do chá com torradas. O que está acontecendo lá fora?

Um dilúvio.

Temos um pequeno buraco, mas as bombas estão funcionando.

É melhor se juntar a nós.

Temos um problema? Estamos sem rádio.

Bem já vi de tudo.

Não encoste aí!

Por Deus! Inverti a ventoinha?

Sim, a pressão de ar...

Sr. Skinner, por favor venha! O capitão foi atingido.

Não posso, devo ajudar a iniciar os motores.

Não tem médicos a bordo?

- Mark. Ele está com fortes dores. - Oh isso parte meu coração.

Todos estão ocupados. Venha e nos ajude.

- Porque? - Mostre que tem sentimentos.

Não aposte nisso.

Se não subir, vou quebrar seus ossos.

Um dia eu vou te odiar...

Por favor, venha Mark.

OK, não é fácil atender você.

Conhaque. Um pouco de conhaque.

Sr. Conrad, o capitão foi atingido no pescoço.

Tem que ajudá-lo, eu não gosto de olhar.

Nem eu.

Não me toque, Conrad!

Deixe minha sala de comando!

Calma.

Você é repugnante...

não passa de um velhaco.

É assim que me vê. Assim, somos ambos repugnantes.

Isso permitirá uma folga. Doeu...

mas não como doeu em você.

Você sempre precisa da sua misericórdia.

Um dia vai lamentar não me ter a bordo.

- Que fiz eu para merecer? - Agora o que faz?

Apertando o laço da corda.

Henriques, não fique aqui!

Saia! seja mais útil!

É água, filho. E o nível subindo mais...

o mar da China fique longe e seremos felizes...

O que é isso?

Vamos, minha boneca.

Mark, encontrei aspirina.

Capitão, capitão...

as máquinas voltaram. Que curso deverei seguir?

Insisto que nossa única chance é seguir para sudoeste.

Sr. Henriques, nós estamos a 3 horas de Macau.

Se você não mudar o curso, estaremos no fundo em 3 minutos!

Não, não, eu dou as ordens aqui. Mantenha a rota sul.

Sul! Mantenha curso para o sul.

Vejo você no inferno, seu gordo maluco.

Não há nada que possa fazer.

Capitão...

Mark! as crianças!

Acha que posso salvá-las? Entre para dentro!

Mas pode tentar! Tente!

Ei, por que não entram? Isso é loucura.

Estamos contra o vento!

É muito gentil, mas o capitão não iria gostar.

Pro inferno com o capitão.

Ei, não podemos continuar contra o vento...

- A ordem do capitão ainda é seguir para Macau.

Nunca chegaremos a Macau.

Não há porto que o barco possa alcançar..

Não pode diminuir essa distânca. - O capitão está no comando.

E tudo isso.

São ordens do capitão. - Ordens do capitão?

Não há capitão! Pare de falar do capitão...

Não está entendendo, não quer ficar livre dessa tempestade?

Vamos todos pro fundo.

O que está fazendo agora, tire a gente daqui logo.

Certo, você não faz. Eu farei.

Não tem autoridade. As ordens do capitão...

Não existe capitão, o capitão renunciou...

de todas as suas obrigações.

Eu insisto!

Tudo bem, leve-o à corte marcial, se for caso.

Na direção do vento! Longe da tempestade!

É provável que entremos num redemoinho.

É nossa única chance!

- Gostaria que deixasse meu navio em paz.

- Volte a dormir.

Não se preocupe com Annie...

ela está bem, vai nos levar pra casa por si mesma.

Só estou dando uma mãozinha.

Outra onda e acabamos.

Não seja tão apressado contra os ventos.

Para você é bom. Eu sou um covarde.

Sem coragem...

Nisso é parecido um pouco com o sr. Conrad...

ele também não liga pela sua vida.

A sua vida não seria a sua grande perda...

para o resto de nós.

- Por que me odeia capitão?

Por que?

Você é um macaco no meu convés.

Tentar manter a honestidade e respeito...

que a maioria preza...

pessoas como você não fazem por merecem.

Gosta de sofrer, hein?

Se você pudesse sofrer, eu poderia lamentar.

Guarde sua piedade.

Você precisará para si mesmo!

Quando eu salvar o seu navio...

vou te lembrar... vai dever tudo a mim.

O que você quer?

Dê a volta no canal Vitoria...

na direção do vento. Preciso de força!

Consegue dar a volta?

Eu posso tentar!

Você conseguiu!

Sim, consegui!

Ela é minha agora...

pobre e velha Fat Annie.

Agora me deve a sua vida!

Não se esqueça, Capitão Hart!

Não se esqueça nunca.

Meu Deus, o que fiz para merecer isso?

Bem, a festa acabou.

Toda sua, Miguel.

Tudo bem, Sr. Conrad? - Está tudo bem.

- Sr. Conrad, cuide-se bem? - Obrigado.

Tem ideia de onde estamos?

Se você for por ali chega a China. E nós nem fomos convidados.

Quer dizer que estamos em perigo?

Podem nos hospedar na democracia do povo...

por um longo, longo tempo.

Por que não vamos agora?

Estou morto e o barco está cheio de água.

- Quanto tempo? - Depende de Joe.

Sim.

Mark, foi maravilhoso. Deve estar muito orgulhoso de si mesmo.

Salvou o navio.

Não me sinto honrado de questionar ordens.

Não, mas é sempre assim.

São pescadores. Podem ajudar a gente.

Não contaria com isso.

Socorro! Venham aqui!

Muito pitorescas estas jangadas, não acha?

Sim, muito pitoresca.

- Viemos para proteger. - Proteção contra o que?

Olá Capitão, viemos fazer uma visitinha.

Johnny Sing-Up...

Não devem me fazer isto.

Oh, vocês se conhecem?

Não. Em Cingapura, Cecil, antes de se corrigir...

foi o maior vigarista, no mar da China.

Vigarista...

como não sabia disso?

Quem é ele?

Meu novo parceiro. Sr. Yin.

Não é civilizado como eu. Apenas um homem de ação vulgar.

Yin... ei Yin... este é o idiota de Hong Kong.

Não venha blefae. Não crie problemas, estamos ocupados...

Todos os passageiros para o salão.

Não aponte sua arma prá mim.

Entendeu o que quero, Cecil. O Sr. Yin é um homem direto.

Não gosta de conversa.

Parece que alguns vão morrer.

Acho que compreendeu, Cecil..

- O que você quer fazer? - Assim é melhor, Cecil.

Assim que se fala...

ajude explicar nossos negócios para seus passageiros.

Não vai demorar muito.

Diga a eles para cooperar.

Eu tenho o dever de protegê-los, eu sei... só que no momento...

tudo que posso dizer para vocês...

entreguem seus bens valiosos...

se resistirem...

Se resistirem, morrerão.

Você é ridículo. Seria louca se te desse tudo.

- Volte para o seu lugar! - Não volto, deveria ter vergonha de si...

e na presença de crianças. - Volte!

Assustando as pessoas com a seu estúpido teatro.

Vai engolir suas palavras num minuto.

Volte!

Crianças de seus amados pais. Ricos pais?

Não ouse me tocar! Seu careca mau elemento!

Sua inglesa solteirona, que ninguém quer...

ninguém sente falta.

Faça uma oração.

Você fica... mantenha a ordem.

Qualquer problema com os passageiros, matem o capitão.

Se forem as crianças, matem a inglesa solteirona.

Aquelas crianças no salão. Sabe quem são?

- Estudantes. - Estudantes ricos.

Quanto acha que valem para seus pais? Uns 4 milhões de dólares?

Isso aí.

Temos agentes em Hong Kong que podem negociar um acordo.

- Estaria interessado em levar 5%?

- Você joga sujo mesmo, não?

Quem pensa que é,seu bêbado? Vou jogá-lo do convés.

Deixe-me lidar com isso.

O que posso fazer para negociar?

Na maré alta iremos para o norte com Annie.

Tem uma aldeia lá, temos acordo com o Prefeito, interessa?

- Não estou interessado. - É problema de escrúpulos?

Escrúpulos! Só isso?

De um jeito ou de outro te pegam, e não quero ir para cadeia.

E mais?

Tem as crianças. Eu não quero me comportar assim com elas.

Eu quero dormir tranquilamente.

Desculpe, mas eu quero um argumento melhor.

Talvez isso o convença. Não no momento.

É só nisso que você pensa. Não vamos trabalhar dessa forma.

Eles não vão cooperar.

Ok, você está fora, não interfira...

ou acaba morto.

Tm que fazer um exame de cabeça.

Quero ver o capitão e os oficiais no convés.

- O que tem dentro? - O que acha? Um cadáver.

- Quem? - Dizem que é o tio deles.

Pode ser alguma outra coisa. Traga o machado! Abram!

Não pode fazer isso!

Homem morto. Joguem ao mar.

Não!

Ele está morto. Inútil para nós.

Ok, então não faz mal nenhum. Vamos discutir isso.

Fale com o morto. Se ele dizer não, tudo bem.

- É má sorte. - Para ele. Jogue ao mar.

Existe uma maneira de lidar com essa situação?

- Quer nos afogar? - Se existir alguma esperança...

tem que me ajudar.

Não conte com isso.

Todo mundo no salão!

Você não interfira.

Agora conselho de guerra. Em uma hora a maré fica alta.

Iremos com o barco para uma aldeia.

Quero as máquinas prontas em uma hora.

Não tem jeito.

- Você faz o que eu mandar. - Digo que é impossível.

Sr. Skinner é o engenheiro de bordo. Não temos outros.

Ok capitão, dê ordens ao engenheiro, ou eu atiro em você.

Não seja louco.

Ok, nós temos outro plano. Johnny...

Me ajude a levantar. Eu quero ficar de pé.

O que acontece agora?

Queremos as máquinas prontas em uma hora...

caso contrário, as crianças irão para o outro bote...

Capitão Hart dê a ordem...

- Sr. Skinner? - Não pode ser, Capitão.

Ok, levem as crianças para o bote.

Mark, por favor, faça alguma coisa.

O que quer que eu faça? Me junte a Miguel?

Irão matá-las, não entende. São crianças, não tem chance.

Tudo bem, todos exceto eu mesmo.

Ei escutem, sou engenheiro...

irei ajudar no trabalho.

Disse que não havia outro. - Eu não sabia.

Johnny, traga as crianças de volta.

OK, para baixo.

É impossível.

Eu sei, mas seja qual for deve ser feito em uma hora.

Você vem?

Jogue a carcaça fora.

Pois bem, Senhores, temos outra tempestade...

Vamos conviver com ela. Manter a cabeça fria...

Guarde o discurso para você.

Ok, diga o que quiser, gostaria de dar brindes.

Que vai fazer?

Ele entende inglês?

Bom dia, amigo, seu pai é um porco!

Ele não entende inglês.

Bem, tenho um estúpido plano na miha cabeça.

Devemos estar muito zangados. - Concordo.

- Quando se chega a pressão plena? - Cerca de meia hora.

Suponha que eu puxe a alavanca deliberadamente.

É um jogo. E pode funcionar.

Alguns podem morrer.

Não faria isto nem ao meu pior inimigo.

Esse é o nosso pior inimigo. Existem crianças inocentes.

Nós temos o direito de puxar a alavanca.

Ele vai Ihe poupar do vício do mal.

Não temos asas que nos ajude a seguir.

Não temo a sombra da noite...

nem a seta que voa de dia.

Srta. Ferrers estou com sede.

Temos de alimentar e dar água para as crianças.

Você tem filhos? Você negaria isto.

A pressão subiu, Mark.

Devemos chamar o macaco aqui.

Capitão, seu trabalho.

Ele está na ponte.

Fala o capitão.

Eu sou o capitão da Fat.

A situação está fora de controle. - Tudo bem.

Estou indo ver se funciona ou vocês vão morrer.

Está vindo.

Temos um minuto. Afastem-se, rapazes.

Joe, você assume o condutor.

Assim que ele ficar entre a caldeira e este marcador...

pegamos eles.

Afrouxe as cordas. Eu acho que estou bem.

Faça isso funcionar.

Faça isso funcionar, eu disse.

Olha. Você está errado com as crianças..

Se quiser obter dinheiro na viagem...

O que você acha?

Quando você receber a mensagem dos seus pais...

Talvez ele esteja certo. Continue.

Eu digo que enviemos uma criança, como prova.

Uma criança vai fazer a diferença para o resgate.

Estive pensando...

posso preparar um acordo com você...

nesses termos.

- Mark! - Como ela chegou aqui?

- Mark, você nos vendeu!

Tire a daqui! Como falar de trabalho com uma mulher aqui?

As crianças precisam alimentar.

Ela apareceu só para discutir.

Não será aceito em nenhum país!

Você não é digno de conviver com as pessoas!

Você não é homem!

O que você acha? Vai falar ou ir com as senhoras?

Fim de papo. Ligue o barco, preguiçoso!

- Põe a caldeira prá funcionar. - Não posso.

Por que não?

É muito difícil...

Todo mundo pode colocá-lo em curso...

Claro, qualquer um pode.

Mesmo um macaco como você.

Porque não fazê-lo sozinho?

Vai morrer por isso. Para saber quem está no comando

Você não será capaz nem de limpar minhas botas.

Está muito sujo e é um estúpido.

Seu pai não era digno nem dos macacos.

Eu não vou atirar em você.

Vá em frente e tente!

- Vamos esvaziar o navio. - É você mesmo?

Diga e você terá o que deseja.

Bom trabalho, capitão.

Muito obrigado, Sr. Skinner. Continue.

Corte a corda.

Vamos, querida. Vamos pra casa.

Vamos, Annie...

Vamos, minha velha.

Quase em casa.

É... quase.

Ela tem que conseguir agora. Tem que conseguir!

Agora chega!

Capitão!

Temos uma inundação aqui. Temos que abandonar o navio.

Este ainda é meu navio Sr. Skinner.

Senhoras e Senhores, temos que abandonar o navio.

Não há causa para alarme.

Desçam até os botes.

Mantenham a calma e sigam as instruções.

Vamos, crianças, me sigam.

- Sigam... - Você vem?

Nos encontramos em terra.

Vou esperar por você.

Vão em frente crianças.

Feito, meninos. Vamos abandonar o navio.

O que está tentando fazer? Tem uma inundação lá fora.

Estou levando meu navio para o porto.

Já disse que pode ir, Conrad. - Não sou um passageiro.

Já desligamos tudo capitão.

Ok, Sr. Skinner. Você pode abandonar o navio.

Abandonem o navio!

Adeus, minha menina. Agora bom descanso. Você merece.

- Posso ajudar? - Não, obrigado.

Isso é tudo que vou levar.

Vou buscar seus pertences. Sim, vai lá.

Eu odeio despedidas...

Esqueceu os charutos. Oh não!

Eu vou primeiro, privilégio do capitão.

Obrigado!

Nunca odiei tanto alguém tão próximo de mim.

Logo não restará nada desse ódio de um pelo outro.

Experiência interessante, não acha arcebispo?

Sim, muito interessante.

Cuide de Touiti por mim. Vai distrair as crianças.

É um companheiro perfeito...

Será infelizl sem um lar e o meu se foi.

Logo terá outro capitão. Outro navio...

Um já foi o suficiente, demais mesmo...

Seu amigo Conrad sabe o que quero dizer.

Para caras como nós...

casa, emprego estável, essas coisas...

Cale-se.

Não fique triste por eu ter pedido meu navio.

Envelheci junto com Fat Annie.

Quanto a mim, eu era digno dela.

É como ser casado com uma mulher virtuosa, srta. Ferrers.

- Não foi feliz o casamento. - Foi um pouco difícil.

Algumas pessoas nascem para serem solteiros.

Algumas nascem desatadas. - Como?

Desatadas, srta. Ferrers? Uma palavra...

a muito tempo na américa.

O que é desatado, perguntam. Desatado é desatado.

Não concorda?

Bem, concordo que devemos tentar...

fazer uma outra coisa por que não?

Acho que tentou com Annie.

Eu tentei mudar. Por um momento pensei que mudei...

mas agora me sinto velho, mas ao mesmo tempo, aliviado.

É um inferno, siga em frente, srta. Ferrers, nos vemos por aí.

Bem vindo, Conrad.

- Significa que sou livre? - Completamente.

Srta. Ferrers, venha!

- Obrigado, queremos agradecer por salvar a gente.

- Estou a seu serviço.

Desculpe se pensamos que era um vagabundo.

Você é realmente um príncipe. Não, crianças.

Como sabem, é exatamente o que sou.

O que vai fazer agora? Algo emocionante?

Bem, tenho um problema, crianças.

Quando eu sair daqui...

vou lutar contra o dragão... Um dragão muito grande.

que deixei de lutar, anos atrás.

Qual é o problema?

A bela princesa quer que eu fique em casa...

e viva num castelo com ela.

Ele me quer limpo, barba feita, indo trabalhar...

como todos os outros príncipes.

Parece razoável.

Infelizmente, eu não posso viver assim...

e a princesa vai ficar muito infeliz.

Meu problema é, caso com a princesa...

ou vou lutar contra o dragão?

- Vai lutar contra o dragão. - É melhor fazer isso.

Então a princesa ficará muito infeliz.

Nem todas as histórias tem final feliz.

Vamos, crianças. Seus pais estão esperando.

Liz! - Sim, Mark.

Nada. Apenas... Ainda te devo 14 dólares.

Se eu vencer o dragão...

posso voltar e receber a princesa?

Adeus, Liz. - Adeus.

Adeus, crianças. - Adeus.

FIM

Tradução e sincronia: edumix

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