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O jantar est� quase pronto.
Tu vens?
Sim, s� mais um minuto.
Acho que voltar para faculdade ser� �ptimo para t.
A s�rio!
Espero que sim.
Sinceramente, estou um pouco nervosa.
Escuta, vou-te visitar-te sempre que possa.
Obrigada.
Fica tranquila.
S� fico preocupada com a minha m�e.
Ela est� sempre a ligar-me, ent�o quando eu me mudar ela vai...
querer visitar-me sempre.
Ela est� muito controladora depois do que aconteceu.
Precisas de uma boa noite de sono.
N�o te preocupes, estou bem.
� que...
� um momento dif�cil.
Boa.
- J� estou a acabar. - Certo.
Mas n�o demores, ouviste?
Tudo bem.
Kieran?
N�o � real.
N�o � real.
Aesha.
Vai-te embora.
Por que � que n�o abres?
Vamos...
Abre.
Kieran?
Kieran?
Kieran!
Aesha,
est�s mesmo sozinha desta vez?
Na �ltima vez mentiste-me.
O QUE � EST� A ACONTECER?
Sabias que eu voltaria,
n�o sabias?
ESTOU NO QUARTO.
Tens dez segundos para abrires esta porta, Aesha.
Ou eu mesma a vou abrir.
N�o.
N�o, por favor!
Dez,
nove,
oito,
sete...
Operador, qual � servi�o que deseja?
Pol�cia, por favor.
Aguarde um momento.
Pol�cia, qual � a sua emerg�ncia?
H� algu�m l� fora.
Quer entrar na minha casa, quer matar-me.
A pessoa est� armada?
Matou o meu namorado!
Por favor, venha r�pido.
Vou enviar uma viatura.
Algu�m vao chegar dentro de dez minutos.
Estou?
Consegue ouvir-me?
Estou?
Responda, por favor.
Venha r�pido.
Bom reencontrar-te, Aesha.
N�o, por favor.
O MIST�RIO DO CONVENTO 2 CA�ADORA DE ALMAS
Por que n�o � que pediste um caminh�o de mudan�as, como qualquer pessoa normal?
Sabes como � a tua m�e.
M�e, como podes pensar que um Lulu da Pomer�nia
� capaz de proteger algu�m no campo?
Vamos pregui�osa, d� uma m�ozinha.
N�o disseste que come�aste a malhar na faculdade?
N�o estou a ver nada disso.
M�e, como podes?
Voltei para casa para descansar nas f�rias
e em vez disso estou a ajudar nas tua mudan�as.
Que vida horr�vel, Cathy.
Eu sei.
Vamos, ponha-a no ch�o e traz algumas caixas para dentro.
Vamos, querida.
N�o vim ser tratada como escrava, vim para ser tratada como um beb�.
Vais ser sempre o beb� da m�e.
Anda!
Calma fofinha, tudo bem.
N�o h� nada l�.
Vamos ao trabalho.
J� estou a ficar com calor.
Certo...
Eu nunca gostei dele.
Guarda isso antes que a Cathy veja.
Guardar?
Querida, isso vai para o lixo que � o lugar dele.
Onde � que ponho esta?
Escuta, o leite acabou,
podes ser uma boa menina e comprar mais?
Mas a loja fica a 8 km de daqui.
Leva o carro da tua m�e, ela n�o se importa.
Podes ir,
conduz com cuidado.
Estou louca para beber caf�.
Tudo bem, eu vou.
Querem mais alguma coisa?
- Nada, obrigada. - N�o, obrigada.
- Adeus, borracho. - Adeus.
Muito bem, vamos precisar de ta�as.
- M�e! - Vamos l�.
Podes contar-me tudo.
Olha tantas caixas para arrumar e em vez disso estamos a beber vinho.
Agora que est�s de f�rias aproveita para relaxar e descansar.
J� devia ter feito isso antes.
Tiveste not�cias dele?
Ele s� liga para a Cathy,
n�o para mim.
Sinto-me como uma louca a remoer este assunto,
foi t�o de repente
e nem sei por que � que ele fez isso.
Sei que a nossa vida n�o era perfeita.
Mandy.
Ele j� me tinha traido.
- O qu�? - Cathy ainda era crian�a.
Foi uma coisa no calor do momento,
ele disse que foi s� uma vez depois de algumas bebidas.
Eu n�o queria perd�-lo.
�s vezes � preciso perdoar as pessoas para as manter por perto.
Escuta,
estarei aqui sempre que precisares.
Ouviste?
Sempre que precisares.
Obrigada, m�e.
O que � que vamos comer?
Comida tailandesa, claro.
- Boa! - O que vais querer?
Thai...
Aqui.
Posso levar um Pad Thai sem camar�o e com muito frango?
- Claro! - Isso!
N�o vais pedir para entregar?
Estamos muito longe, tenho de ir buscar.
Por que � que n�o pediram para eu trazer quando sa�?
Consegues conduzir?
Claro, bebi pouco, mas estou bem.
- Adeus. - Obrigado, m�e.
- J� venho. - Adoro-te.
Adeus.
- Maravilha. - Adoro tailand�s.
Algo para dar um incentivo.
N�o sabia que curtias esse estilo.
O meu gosto musical n�o mudou, a av� sabe agitar-se.
Por que n�o?
Quem ser�?
Deve ser a m�e, eu vou l�.
M�e?
Ol�?
Quem �?
Vim dar as boas-vindas.
- Quem �? - N�o sei.
- Abre a porta. - Espera.
Desculpe, quem �?
Ol�?
Quantas pessoas v�o morar nesta casa?
Desculpa, quem est� a�?
Irm� Cindy Lamb,
vim dar-vos as boas-vindas.
Conheceram os antigos moradores?
Uma fam�lia ador�vel.
- Av�... - N�o abras essa porta.
Ela est� a mentir.
N�o h� antigos moradores, esta casa est� vazia h� muitos anos.
Posso entrar?
Estou a gelar aqui fora.
Trouxe um presente de boas-vindas.
Desculpe, est�vamos...
J� iamos dormir.
Volto amanh� de manh�.
Claro.
At� logo.
Posso usar o seu telefone para pedir um t�xi?
Sou eu.
J� vai.
Obrigada, est� muito frio l� fora.
Tranca a porta.
O qu�?
- Est�o bem? - O que � isso?
Parece que viram um fantasma.
- O que � isso? - Estava l� fora.
O que � que se estava a passar?
Parem com isso, voc�s duas.
- Vinho? - Claro.
Est� na hora de comemorar.
S� um pouco.
Bastante para aqui, obrigada.
Atrevida.
Certo, brindamos a qu�?
- A novos come�os. - Nova cachorrinha.
- Pad thai. - Isso mesmo!
- Sa�de, meninas. - Sa�de!
Bom dia.
Pensei que come�ar�amos mais tarde hoje.
Pensei em sair por um instante.
Por qu�? Onde vamos?
Eu vou sair por um instante
e tu podes aproveitar amanh� para descansar.
N�o demoro.
O que � que vai fazer?
Comprar leite, apreciar a paisagem, coisas assim.
Claro, como queiras.
Vou levar o teu carro.
Tudo bem.
At� logo.
- Bom dia. - Minha nossa!
Desculpa.
Sou Ted, o teu vizinho.
Vizinho?
Onde fica a tua casa? N�o vi nenhuma casa por perto.
Estamos a uns dois quil�metros naquela direc��o,
� esquerda pela estrada de terra.
Estamos l�, eu e a minha filha Nancy.
- Ol�. - Minha querida, desculpa.
Nem imagino a cara que fiz,
n�o sabia que outras pessoas moravam aqui.
� uma cidade pequena, certo?
S� viemos dizer um "ol�"
e se precisares de algo estamos ali.
Muito obrigada.
A minha m�e acabou de sair, ela vai morar aqui por um tempo.
A minha filha est� de f�rias da faculdade, vai ficar um m�s.
Ouviste, Nancy? Acho que � a primeira vez numa
d�cada que algu�m da tua idade aparece por aqui.
Vamos entrar,
venham beber um ch� e conhecer a Cathryn.
Ol�.
Desculpa, n�o queria assustar-te.
Tudo bem.
Eu... s� vim fazer uma visita.
Uma freira esteve na casa da minha filha ontem � noite.
Acabamos de nos mudar para a casa de campo em Cotswold.
Parab�ns.
Faz algum tempo que procuram compradores para aquela casa.
Obrigada.
Eu s� queria saber se ela est� por aqui.
A freira.
Odeio dizer isto, mas a nossa igreja j� n�o est� em actividade.
S� estou aqui para fazer o fecho.
Ent�o n�o h� freiras na regi�o?
Talvez na cidade mais pr�xima.
N�o, ela foi dar as boas-vindas,
como se morasse na vizinhan�a.
N�o sei o que dizer.
Ela n�o � desta igreja, estou sozinho aqui.
Entendi.
Certo, obrigada.
Qual o teu nome?
Pam.
Pamela Seers.
O teu rosto parece-me familiar.
Acho que tenho um rosto comum.
N�o consigo explicar.
De qualquer forma, obrigada.
Adeus.
Cindy.
Desculpa?
Cindy Lamb?
N�o, o meu nome � Pamela.
Ent�o pensei:
"Por que n�o sair da cidade e vir morar aqui?"
Livrar-me deste fardo.
Fardo?
Sim, cortar as amarras e seguir em frente.
Cathy, eles s�o nossos vizinhos.
Este � o Ted, ele mora no fim da rua com a filha Nancy.
- Ol�. - Ol�.
� uma linda casa, muito diferente da cidade, n�o �?
Sim, volto para l� no m�s que vem.
Preciso de ar.
Ent�o, h� quanto tempo vivem aqui?
H� mais um?
N�o te preocupes, guardo segredo.
N�o pensei que fosses fumador.
Larguei algumas vezes, mas... aqui estou, podes acender?
Algum problema com o teu pai?
Notei que ele n�o est� aqui.
Ele traiu a minha m�e.
Sinto muito.
Pelo menos agora sabemos quem ele realmente �.
Se ele tem coragem de agir assim, ent�o � melhor...
esquec�-lo e seguir em frente.
Sei como � crescer longe de um dos pais.
A minha m�e.
Foi-se embora quando eu era pequena, n�o tenho muitas mem�rias com ela.
Sinto muito.
N�o d� para mudar as coisas
e como disseste, o melhor � esquecer e seguir em frente.
Temos outros vizinhos por perto?
Bem, est�o a quil�metros de dist�ncia,
mas ningu�m muito perto.
Ontem � noite, quando fui comprar comida,
parece que uma freira veio aqui e assustou a minha m�e e a minha filha.
Uma freira?
Parece que veio dar as boas-vindas.
N�o recebeste visitas dela quando te mudaste?
N�o recebi.
�...
muito estranho que essa freira tenha aparecido de repente.
Espera, deixaram-na entrar?
Acho que n�o, ela ficou do lado de fora.
O que foi?
Lembrei-me de uma coisa.
N�o faz muito tempo, uma jovem veio passar f�rias perto daqui,
acontece que o dono da casa n�o era realmente o dono.
Ele andava a atrair mulheres para uma casa no meio do nada
para as torturar
e, por fim, mat�-las.
Minha nossa.
Quando � que isso aconteceu?
Tudo acabou quando...
a rapariga fugiu e deixou-o trancado na igreja.
A pol�cia prendeu-o,
ele ainda est� atr�s das grades, mas infelizmente...
� por isso que esta cidade � famosa, por assassinatos.
E a rapariga?
Ela fugiu.
Meu Deus.
Segundo os boatos,
ele fantasiava-se de freira.
Mas eu n�o me preocuparia com isso, como disse, ele foi apanhado.
No ano passado uns estudantes fantasiaram-se de freira para uma brincadeira
e posso dizer que conseguiram assustar muitos moradores.
UMA PECADORA VOLTOU COM UMA D�VIDA PARA SER PAGA
Voc�s s�o bem-vindas.
Obrigada.
M�e.
Eles s�o nossos vizinhos, o Ted e a filha Nancy.
- Ol�, prazer conhecer. - Ol�.
Conheceram-se melhor?
S� est�vamos a fumar.
Ela est� a brincar.
Sim, pode ser.
Ignore a minha filha e o seu p�ssimo senso de humor.
Tudo bem, sei tudo sobre isso.
Foi �ptimo conhecer-vos.
Foi um prazer.
- At� logo. - At� logo.
Est�s bem, m�e?
Estou.
N�o tanto assim!
Uma rapaariga deve saber viver, certo, Cathy?
Exacto, e uma rapariga n�o pode viver sem uma ta�a cheia de vinho.
Ent�o, e aquela menina de hoje � tarde?
Espera, � por isso que est�s a embebedar-te?
Para eu contar os meus segredos?
A tua av� tem sempre um grande plano.
Ela � bonita.
Nancy, certo?
Nancy, e...
N�o sei, s� trocamos algumas palavras.
Sabes quando h� uma qu�mica.
N�o vou saltar para cima dela t�o cedo.
Espero que n�o!
Sim, ela � bonita,
mas trabalha numa quinta e...
vive no meio do nada.
Eu interesso-me por gente que gosta de agita��o, entendes?
Ela quer uma pessoa urbana.
Quem �?
N�o sei, um n�mero desconhecido.
Estou?
Avisei a tua av� e agora aviso-te a ti.
Voc�s tem de ir embora daqui.
Ela atreve-se a ficar, mas o lugar dela n�o � aqui.
Ela n�o � bem-vinda nesta terra
e se voc�s tentarem impedir, farei com que todas sejam levadas.
N�o pensem que n�o posso ver o que est�o a fazer.
Se quiserem jogar esse joguinho, acreditem, vou acabar com voc�s.
Escuta!
Onde quer que estejas, vamos encontrar-te e apanhar...
N�o antes que eu te apanhe, querida, vou-te retalhar, um membro de cada vez!
N�o penses que podes enganar-me,
os teus pecados ser�o lembrados.
Vou chamar a pol�cia, agora.
N�o h� nada suspeito por aqui,
voc�s est�o a quil�metros de tudo, talvez tenha sido s� uma treta.
Uma freira veio aqui ontem � noite.
Achei muito estranho,
ent�o hoje fui � igreja e ningu�m sabia sobre freiras na regi�o.
Essa freira teve alguma atitude suspeita?
Deixou uma cesta de biscoitos.
Isso parece uma boa ac��o.
A cesta estava cheia de vermes.
Ouve, sem a exist�ncia de uma amea�a real
n�o h� nada que possamos fazer.
Ela gritou amea�as ao telefone,
insinuando que me mataria a mim e as meninas.
Olha.
L� isto.
Infelizmente,
n�o h� muito o que possamos fazer.
Quer dizer, podemos vir se nos chamarem,
podemos monitorizar as chamadas telef�nicas.
S� isso?
Sem uma amea�a real,
nove em dez casos acabam por ser apenas tretas.
Mas e as outras mulheres?
O que lhes aconteceu n�o era s� uma brincadeira.
Ent�o, ouviste sobre isso?
Foi h� quatro anos, j� faz tempo.
O que � que aconteceu?
Nesta regi�o, um homem chamado Daniel Copeland,
quando era crian�a, ele e outros meninos foram torturados no convento
por algumas freiras.
Isso veio a p�blico nos jornais quando o menino fez a den�ncia,
mas as freiras nunca pagaram pelo crime,
continuaram livres.
Meu Deus, isso � terr�vel.
Quando � que aconteceu?
Nos anos setenta.
E o que aconteceu h� quatro anos?
Bem, uma das v�timas,
Daniel,
ele foi internado num hospital psiqui�trico
por causa do trauma que sofreu.
Meu Deus...
Ele tinha uma doen�a chamada transtorno dissociativo de identidade.
Vestiu-se como a freira que o maltratou
e perseguiu as freiras acusadas para as matar.
Ele simulava a voz delas
acreditando que era a voz da sua �ltima v�tima.
Em algum momento,
come�ou a atrair mulheres que ele considerava m�s
para uma casa a 32 km daqui.
Ele fantasiava-se de freira
e torturavas, at� que elas morressem.
At� que... uma rapariga sobreviveu.
O meu vizinho, Ted, contou sobre ela.
Pesquisei e vi que o nome dela � Aesha Wadia.
Ela � a �nica sobrevivente.
Ela era,
at� recentemente.
Como assim?
Foi encontrada morta,
junto com o namorado.
Mas isso foi do outro lado do Reino Unido,
perto de Londres, muito longe daqui.
N�o h� motivos para acreditar que foi ele porque ele est� atr�s das grades.
Ou�am, esta � uma cidade pequena, tretas s�o comuns.
H� algumas pessoas desagrad�veis por a� e elas s�o bem desocupadas.
O maior motivo da fama desta cidade s�o os assassinatos,
a maioria de n�s prefere esquecer tudo isso.
Ainda acordada?
N�o tenho sono.
Est�s bem?
Tudo bem.
Sempre tive problemas para dormir,
n�o tem nada a ver com o que aconteceu hoje.
Podes contar-me se estiveres com medo.
Eu estou bem.
Est� bem, vou-me deitar.
Devias fazer o mesmo.
EST�S LIVRE AMANH�? QUERO A SUA AJUDA.
NANCY: CLARO, MEIO-DIA?
CATHY: COMBINADO, BEIJOS.
Julie?
Julie?
Julie?
Anda, Miuda!
Anda!
Ela estava aqui.
Estava mesmo aqui.
Ela deve estar por perto.
A porta estava aberta.
O qu�?
Deixaram a porta aberta ontem � noite,
eu estava l� fora � procura dela.
N�o.
Verifiquei a porta antes de dormir, estava trancada.
Talvez estivesses muito cansada, mas ela deve estar bem.
QUANDO � QUE VENS? BEIJOS.
- Preciso de ir. - Para onde?
Vou encontrar-me com a Nancy.
N�o te preocupes, vou sair para procurar mais tarde.
Ela � uma cachorrinha curiosa.
Adeus.
N�o pensei que fosses religiosa.
- H� algo de errado. - Como assim?
� a minha av�.
Desde que chegamos ela tem agido de forma estranha,
est� a esconder alguma coisa.
Folheei um �lbum de fotos dela,
havia uma foto que parecia ser ela com os pais
e uma foto dela a estudar para ser freira.
O que h� de errado nisso?
Ela nunca mencionou nada disso.
Escuta, ela contou-me que a m�e dela morreu no parto
e o pai fugiu com uma amante.
Ela contou � minha m�e que era �rf�.
- Por que � que ela mentiria sobre isso? - Exacto!
Ela est� a esconder algo do passado e n�o quer que eu saiba.
E por que � que visitar uma igreja vai ajudar?
Porque...
encontrei isto.
� a igreja em que ela estudou?
� uma das que estavam no �lbum.
Ol�!
Sabes que essa igreja n�o est� a funcionar, certo?
A minha av� veio aqui no outro dia e disse que viu um padre.
Boa, estou assustada.
Qual � o plano?
Estou a pensar nisso.
Ol�.
Ol�.
Estamos fechados, posso saber o que fazem aqui?
A minha av� veio aqui no outro dia.
Novas moradoras?
Algo assim.
J� n�o somos uma igreja em actividade, infelizmente.
Quero saber se posso perguntar uma coisa.
Vai em frente.
Conhece esta mulher?
Irm� Cindy Lamb.
Conhece-a?
Esta � a minha av�,
Pamela Seers.
Essa n�o � a Pamela Seers.
S�rio, � melhor irem-se embora
N�o estamos a funcionar, hoje � o meu �ltimo dia aqui.
Por favor, preciso de saber o que est� a acontecer.
Pesquisa os crimes da irmandade nesta regi�o.
Os moradores n�o se querem lembrar desses crimes horr�veis, querem esquecer!
Vais encontrar, se procurares bem.
Julie?
Julie, onde est�s?
Julie?
Meu Deus.
Calma, j� vou.
Ol�.
Ol�s, quem �?
Identifique-se, por favor.
Eu estava na casa da tua vizinha.
Disseram-me para eu vir aqui.
Elas n�o t�m a��car.
N�o sei quem tu �s, mas...
se continuares assim vais arranjar problemas.
O pecadores devem pagar pelos seus crimes.
A justi�a ser� feita.
Sai da minha propriedade antes que eu chame a pol�cia!
Tens a certeza que queres saber o que est�s prestes a descobrir?
Se tem a ver com minha fam�lia, eu quero saber.
OS CRIMES DA IRMANDADE
- Minha nossa. - O que � que diz?
� o padre.
S�rio?
Perdoa-me.
Tenho que sair daqui.
O que foi?
Quem est� l� fora?
Nancy?
- Cathy, onde vais? - Para casa da Nancy.
- O jantar est� quase pronto. - Vou comer l�.
Por favor, n�o v�s.
N�o � seguro.
� mais seguro do que ficar aqui.
- Obrigada por conduzires. - Tudo bem.
N�o vou conseguir ficar perto dela.
Vamos resolver isso hoje � noite,
� muita coisa para digerir.
Vamos.
Pai?
Pai?
Pai?
Cheguei!
Espera, n�o abras.
Quem �?
Eu vim para ver como est� o teu pai.
� a mesma mulher que foi � minha casa naquela noite.
N�o abras a porta.
Ele n�o est� em casa.
Est� sim.
Eu estava com ele h� alguns instantes,
na tua casa.
Mais cedo, ele pediu-me para ver como ele estava.
Ele sofreu um acidente horr�vel.
Abra a porta, estou a congelar aqui fora.
Por que � que estavas com o meu pai?
Desculpa?
Por favor, deixa-me entrar, agora.
Quem �s tu?
Irm� Cindy Lamb.
O que � que queres?
Pecadora.
Pecado.
Pecadora � aquela que te protege.
Tens sangue maligno a correr nas tuas veias.
Vou tentar avisar.
Tentei contar-vos.
Ningu�m me deu ouvidos.
O teu nome n�o � Cindy Lamb.
Estou a v�-lo,
l� est�!
O teu pai,
na sala de estar.
Agora consigo v�-lo.
Ele est� ali, a olhar para mim.
Onde est� o meu pai?
Devia contar-lhe que n�o � de bom tom observar uma dama assim.
Onde � que ele est�?
Parado na sala de estar.
V� com os teus pr�prios olhos.
N�o gosto da maneira que ele olha para mim.
Pai.
Acorda, pai.
Pai!
Pai!
N�o.
Pai?
Por favor, acorda!
Pai.
Levanta-te.
- O meu pai... - Eu sei.
Temos de fugir, vamos!
Olha, olha para mim, eu sei!
Precisamos de um lugar seguro, onde?
O meu quarto.
Certo.
Agora que sabes a verdade sobre a yua fam�lia perfeita,
est� na hora de te arrependeres.
- M�e, o que � que se passa? - Agora n�o.
Diz-me, por que � que a Cathy saiu daquela maneira?
Por que � que ela disse que l� � mais seguro do que aqui?
M�e.
J� ouvi da primeira vez.
Quem �?
Tens cinco segundos at� eu chamar a pol�cia!
Cinco,
quatro,
tr�s,
dois,
um.
N�o h� sinal.
N�o vais chamar a pol�cia hoje.
Temos assuntos a tratar
sobre a nossa irmandade.
Deved ser a filha do diabo.
Foi ela quem provocou isso.
O dia do julgamento finalmente chegou para a tua fam�lia.
Afasta-te da porta.
M�e?
Ela usou o teu carro.
O que � que est� a acontecer, m�e?
Vai ficar tudo bem.
Quem � ela?
Temos de manter a calma,
quando chegar a hora certa corres e n�o olhe para tr�s.
M�e.
M�e!
Estou dentro do carro.
M�e!
- Meu Deus, � a Cathy. - N�o saias!
� a minha filha.
E tu �s a minha.
N�o posso abandon�-la.
M�e!
Deus proteja a minha fam�lia.
Fica a�!
M�e!
Corre!
Corre!
M�e!
N�o!
�s um rapaz forte, n�o �s?
Voc� � um garoto forte, n�o �?
Tu
fizeste
isso.
Confessa os teus pecados, irm�.
A irmandade � eterna,
vamos ficar juntas pelos nossos pecados.
Ocultamos os nossos segredos mais sujos
bem fundo na mesma cova.
Ningu�m ser� capaz de os encontrar.
N�o precisas de chorar, irm�.
O teus actos podem ser ocultados,
o teu segredo est� seguro connosco.
Confessa os teus pecados, irm�.
Padre.
Confessa o que fizeste, irm�.
Tu �s a freira?
Conta o que fizeste com aqueles meninos.
Conta o que tu e as tuas irm�s fizeram.
Por favor...
Por favor, perdoa-me.
Perdoa-me.
N�o!
Confessa!
Est� na hora de confessares, irm�.
Conta o que fizeste.
Eu fui freira,
quando era mais nova.
Irm� Cindy Lamb.
Mudei o meu nome depois do que aconteceu.
Av�...
As freiras do convento...
Eu fui
muito cobarde.
Fingia n�o ver
o que elas faziam com aqueles meninos.
A minha m�e
servia a igreja,
foi onde ela conheceu o meu pai.
Ele era di�cono,
sempre quis que eu fosse freira.
Tu contaste-me
que a tua m�e morreu.
Eu menti.
Para guardar o segredo em que a fam�lia dela estava envolvida, eu menti.
Eu tentei,
seguir em frente e recome�ar.
O que � que as freiras faziam?
Abusavam dos miudos,
batiam-lhes,
filmavam-nos.
Jon.
Este � o seu nome, n�o �?
Levei um tempo para perceber.
Esta manh� lembrei-me de ti.
Tu...
fizeste alguma coisa
com aqueles meninos?
Meu Deus!
Ela escapou impune,
todas naquele convento escaparam.
Nenhuma foi condenada pelos crimes.
E as v�timas tiveram que viver como se nada tivesse acontecido.
Resolvemos fazer justi�a com as nossas pr�prias m�os,
assim como o Dan fez.
Decidimos agir quando o Dan foi condenado injustamente.
Continuamos onde ele parou,
ca�ar todas que haviam fugido.
Todas que deveriam ser condenadas pelos crimes.
A irm� Cindy Lamb � a �ltima.
Mataram-nas todas?
Deus vai julg�-las agora.
O que fizeste merece puni��o.
N�o.
N�o, minha neta!
N�o, por favor! N�o!
Vais assistir, assim como n�s fizemos.
N�o!
Espera.
N�o!
Espera!
Espera.
Sinto muito pelo que elas vos fizeram,
nem imagino o que tiveram que suportar,
o que fizeram obrigados por elas.
Entendes?
Eu entendo.
Ningu�m jamais foi capaz de entender o que tivemos que passar,
o sofrimento cravado nas nossa mente todos estes anos.
Eu entendo.
E quero ajudar.
Como?
Ajudar a acabar o que voc�s come�aram.
P�r um fim em todo o sofrimento e nas lembran�as do que elas fizeram.
Com a morte dela
isto vai acabar,
as lembran�as v�o desaparecer e voc�s viver�o seguros
sabendo que elas n�o podem fazer mais nada.
Isso atormenta-me h� tanto tempo.
Eu entendo.
O que elas fizeram foi errado.
Cathy!
Acaba com isso.
Tu come�aste isto
tu vais acabar com isto.
R�pido!
Espera!
Por favor, diz que n�o fizeste aquilo.
Por favor.
Tu...
tiveste o que merecias!
A forma como te comportavas,
a forma como andavas por a�.
Elas fizeram o que precisava de ser feito.
Cathy.
Abre a porta.
Abre a porta.
Abre a porta.
Cathy, abra esta porta.
Que o Senhor tenha piedade da tua alma.
Tradu��o: Edivaldo Ferreira
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