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Original subtitles

- Não, não. - O quê?

O que foi?

Nada.

Não foi nada.

O quê?

E isto é um crisântemo.

Simboliza a pureza e a verdade.

E eu vou pôr uma flor-de-coral aqui.

Ela tem uma florzinha bem pequena que abre durante o dia.

É meio bobo plantá-la aqui. Ela nasce em todo canto.

Muitas vezes, o problema com as plantas

é que as pessoas querem as que não são daqui.

É a mesma coisa com os cachorros.

Por que ter um cachorro do Alasca em Buenos Aires?

É a mesma coisa com as plantas.

- Com algumas pessoas também, Miguelo. - Minha mãe também me chama de Miguelo.

Mas a Grisel não gosta.

Quem é Grisel?

A garota com quem estou saindo.

Mas as coisas andam meio complicadas.

Por causa da sua mãe?

Não, não é isso.

Acontece que o contrato de aluguel dela vai vencer e ela quer que nós…

arranjemos um lugar para morar juntos.

"Nós" quem?

A Grisel e eu.

Veja o link que te mandei. Preciso de um carro alugado.

Vou passar o dia fora,

mas continue com as entrevistas.

EPISÓDIO 3 "A SOBERANA"

A Soberana

Por aqui.

Seja breve, pois a senhora é bem ranzinza

e não gosta de estranhos aqui.

Selva!

Entendo. Oi. Bom, não tem por que chorar.

- É por causa da cebola. - Sim. Foi uma piada.

- Aqui está o telefone. - Obrigada.

Já vamos indo, tudo bem?

Ande. Entre ali.

Lindo, não acha?

O parque, o inverno, o ar gelado.

- Selva Pérez Salerno. Tudo bem? - Sim. A empregada me falou.

É um prazer conhecê-la. Carlota Ramos Figueras.

Como vai?

- Parece nome de rua. - Tem razão.

Teve problemas com o carro?

Sim, ele é alugado.

Ou está aqui porque te mandaram ou porque é irresponsável.

Porque… Não sei.

Dirigir sem rumo pelo campo pode ser perigoso.

Os gendarmes estavam caçando um veado

e atingiram o filho do capataz com uma bala perdida.

Que pesadelo.

- O vermute, senhora. - Até que enfim!

Ora, ora, ora. É o que estávamos esperando.

Um vermute. Você gosta? Todo mundo gosta.

Gosto. Aceito só um, porque preciso dirigir depois, então…

Não, por favor! Está fraquinho.

Muito bem. Você já a viu, agora pode ir.

Muito obrigada.

- Obrigada. Claro. - Com licença.

"Não há vento favorável para quem não sabe aonde vai."

Sêneca.

Eu precisava beber. Meus ovários estão me matando.

Parece que estou sendo cortada ao meio.

Vou apresentá-la às meninas. Meninas!

- Vamos? - Meninas, venham dar um oi!

Vamos, rápido!

- Isso. Vamos, venham. - É a Selva.

- Vocês a conhecem. - Não, veja.

Elas conhecem você.

- O carro dela quebrou aqui em frente. - Nem sabe quem é ela, não?

Sei. A empregada me falou.

Tinha que ver a Susana. Ela ficou fascinada, toda deslumbrada.

Só um aperto de mãos porque estou suada. Sou a Marina.

- Minha filha. - Isso. Esta é a minha amiga, Faustina.

- Fausti… - Como vai?

Cubra-se um pouco, ande.

Ah, por favor.

Depois de ver tantos peitos nu de homens suados,

ver um par de peitos femininos são um colírio para os olhos.

- Tudo bem? - Oi.

Vou cumprimentá-la com um beijo. Estou menos suada.

É fácil ganhar de você.

- Ah, é? - Sim.

Depois não venha me pedir massagens.

- Quando é que me faz massagens? - Às vezes.

Ah, meninas, por favor.

Parem, pelo amor de Deus. Chega.

A Faustina é como se fosse da família, porque…

Na verdade, o pai dela e eu namoramos,

então essas duas podem muito bem ser irmãs.

E o que veio fazer aqui?

Eu estava procurando um terreno com uma casa.

- Algo pequeno… - Perfeito.

O César, meu marido, pode ajudar. Ele conhece a vizinhança, os peões.

Acho que ele chega a qualquer momento.

- Fique para almoçar. - Sim.

Espere. Gosta de carne? É carnívora?

- Onívora. - Perfeito. Ótimo, combinado.

Fique. Eu cuido do seu carro, vou consertá-lo.

Podemos chamar um guincho ou o Amadeo.

Depois nós vemos. Não se preocupe.

Quem é Amadeo?

Ama, meu amor.

- Meu amor, já estou terminando. - Veja quem está aqui.

Oi.

Oi.

Você a reconhece?

Sim, da TV.

Selva.

Isso, Selva.

Como vai? Amadeo.

Por que não tem ninguém almoçando nesta casa?

O porco está dando trabalho?

Depois de tanto falar de carros quebrados, fui abastecer, só por precaução.

Está quase pronto, Carlota.

Por favor, termine logo. Eu comeria um boi inteiro.

Estou faminta.

- Ela vai almoçar com a gente. - Sério?

- Sim. - Vai ficar para almoçar?

- Se a comida der para todos. - Veremos. Come bastante?

O carro dela quebrou.

Sim, ela me falou.

- Se quiser, podemos ver isso. - Não.

Mais tarde.

Que tal mostrar os marmeleiros a ela? São uma coisa de louco.

Não, quero tomar banho.

Eu a levo.

Podemos deixar isso para depois? Preciso trabalhar e…

- Podemos dar uma olhada agora. - Ei.

Sabe o que significa um "não"?

Ele não quer, não quer.

Ele se recusa, pois não acredita em terapia.

Por isso estou dizendo que acho que a Sra. Selva não pode atendê-la.

Ela só atende casais ou "trisais".

Mas é justamente esse o motivo.

Preciso da ajuda dela para trazê-lo.

- Trazê-lo? - E se ele não quiser vir?

Sim, mas…

Há quanto tempo estão casados?

Quarenta e dois anos.

- Mas nem sempre se deram mal, não? - Não, não.

Costumávamos nos dar muito bem.

E quando é que começou a crise com o senhor Raúl?

Há seis anos.

Foi por causa de algo em específico?

Antonia, uma amiga.

Uma amiga nossa. Sim.

Ela faleceu.

Teve um infarto.

Foi de repente. E o Victorio morreu três meses depois.

O marido da Antonia, que também era nosso amigo.

Éramos amigos de longa data.

TERÇA-FEIRA - BETI MASCARPONE

Estudei com a Antonia, por aí dá pra imaginar.

São estes? Que lindos.

- Viu? - Uma planta muito bonita.

- O que faz da vida, Faustina? - Odeio essa pergunta.

Odeia a pergunta ou sua resposta?

Eu sou estilista.

Mas tenho me distanciado disso, nos últimos tempos.

Por quê?

Quer mesmo saber?

Nunca pergunto pelo que não me interessa.

Não vai cobrar de mim, vai?

Há pouco tempo aconteceu uma coisa que mudou tudo.

A loja fica numa área exclusiva.

- É linda. Você vai amar. - Com certeza.

A gente poderia decorá-la, pintá-la, não?

Sim, com certeza.

Além disso, Fausti vai para a semana da moda em Milão.

Queremos os últimos modelos.

- Seu pai quem vai pagar a viagem? - Sim.

Com licença, senhora.

- Com licença. - Obrigada.

Precisamos do depósito e do aluguel para esta semana.

Não sei se esse negócio que querem criar é uma boa ideia.

Porque consolidar uma marca requer tempo e, mais importante, dinheiro.

Mãe, você já nos deu sua permissão.

Temos progredido bastante.

E fizeram um modelo de negócio? Algo assim?

Vejo com clareza como isso beneficia a Faustina.

Quer dizer, ela faz o que sabe, cria vestidos,

é reconhecida pelas amigas, vai para Milão. Acho isso fantástico.

Mas o que você ganha com isso, filha?

Ou eu… Melhor nem comentar. Você é quem mais sai perdendo.

Como? Vive me dizendo para fazer algo.

- Estou fazendo. - Não digo para fazer qualquer coisa.

Sendo sincera, isso me parece um pouco inexperiente, meninas.

Pensem melhor, desenvolvam o projeto e depois nos falamos.

Não pode fazer isso comigo.

Não estou fazendo nada, filha.

- Como assim não está? - Quer saber?

Está muito estressada. Conversamos amanhã.

Não sairá daqui e me dará o dinheiro.

O dinheiro é meu.

Ei, acalme-se.

A Marina e o Amadeo estavam separados.

Tudo bem?

Quando foi isso?

Mais ou menos há um ano.

O Amadeo nunca está aqui. Parece um fantasma.

Tem algum paciente por aqui?

Você é curiosa, não?

Isso é um "sim"?

Não.

Não?

Sim.

Hora de comer!

- Vinho? Alguém? - Eu quero um pouco.

- Me passe a taça. - Também quero.

Aqui, só um pouquinho.

Selva? Quer vinho?

Sim, um pouco. Tenho compromisso mais tarde.

Fique tranquila, pode tirar um cochilo aqui.

- Temos camas de sobra. - Obrigada.

Claro.

Espere. Acho que ele chegou.

Vamos ver. Sim, lá vem ele.

Ele está vindo, está chegando.

- Ele não vai entender nada. - Não vai entender absolutamente nada.

- Eu acho que vai, hein? - Ele só assiste a noticiários.

Ela apareceu no noticiário.

Não me diga. Por quê?

Aí vem ele. Vamos ver a cara dele.

- Oi. - Oi.

- Como vai? Tudo bem? - Como vai? Tudo bem?

- Vou bem. - Attenti.

- Que foi? - Bem-vinda.

Devo dizer "bom dia" ou "bom apetite"?

O que foi que eu falei? Vamos… Você está tão sem jeito. Veja.

- Por quê? - Temos uma convidada especial hoje.

- Ah, é? - Mas é claro!

Esta é a Selva, uma psicóloga famosa da TV.

- Que papelão. - Ela veio por causa de mim?

- Não. - E o que a traz para estes lados?

Ela estava procurando uma casa por aqui.

Posso falar com o Licho, ele deve ter alguma coisa.

Amadeo, por favor, vá até a cidade.

Precisamos de uma peça para o trator.

- Tudo bem. - E o mata-burro, o 18…

- Precisamos arrumá-lo. - Tenho que perguntar.

Não sei, mas vocês todos vivem aqui?

Na maior parte do tempo.

A Faustina vem e vai.

Agora que a amiga dela vai se casar…

Você vai se casar, Marina?

Com o Amadeo?

Que ótimo! Parabéns!

- Obrigada. - Obrigado.

E vocês vão se mudar?

Queremos ficar aqui, no começo.

Ama trabalha com o César, e é mais prático.

Trabalham juntos.

"Juntos". Ele vem e vai.

O cara é meio indeciso.

Nós somos meio que metade uma família, metade uma empresa.

- Exato. - Não é?

Se me permitem, quero fazer um brinde a este grande acontecimento.

- Claro. - Maravilha.

- Sim? - Um brinde, um brinde.

Que sejam muito felizes.

Claro. Amadeo, querido.

- Felicidades. - Um brinde.

- Bem-vinda. - Obrigada.

Minha garotinha.

- Ama, meu filho. - Querido.

Nossos filhos.

Felicidades.

Oi, Selva. Tem algo marcado para amanhã? Quero levá-la para beber. Me avise.

Oi, Selva.

Por favor, ignore esta mensagem,

isso iria contra o que acreditei durante a vida.

Fazer essas coisas não tem sentido.

É o Facundo Oribe, o chato que quer falar de um projeto com você…

Que pé no saco.

Selva.

- Confundi com o banheiro. - Não.

- Parou de chorar? - Sim, já passou.

De quem é este quarto?

É da senhorita Faustina.

Queria parabenizá-la por voltar a fazer atendimentos. Vi o artigo.

Eu gosto muito do que faz e você me ajudou tanto.

Obrigada.

- Como se chama? - Susana.

Quer tirar uma foto?

- Comigo? - Sim, se não se importar.

- Não, por favor. - Venha. Vamos ver.

- Aqui. - Sim.

Pronto.

- Aí está. - Isso.

- Talvez eu precise de um filtro. - Talvez.

Eu te envio, pode ser?

- Pode? - Qual seu número? Claro.

- Posso falar? - Pode.

Zero, dois, dois…

Antes de começarmos a entrevista,

quero dizer que, para mim, vocês são grandes jogadores de futebol.

Quer dizer,

não acredito que é o Cuki Ramírez e o Pimpi Centeno aqui na minha frente.

Obrigado pelo elogio. É muito gentil.

Não, eu admiro mesmo vocês.

E se não estivéssemos neste ambiente clínico, digamos assim,

eu já teria abraçado vocês e tirado umas fotos, mas…

- Depois tiramos. - Obrigado.

E obrigado de novo. É muito gentil.

Agora vamos ao que interessa, não?

Explicarei a vocês.

Fazemos uma entrevista e, quando Selva autorizar,

poderão se sentar naquelas poltronas.

Por que vieram até aqui?

Bom… conte a ele.

Conhece um pouco de nossas carreiras.

Sabe que estamos no mesmo time há dois anos

e que as pessoas adoram falar dessa dupla no campo.

Nos vemos todos os dias.

- Isso não sai daqui, né? - Não, fique tranquilo. Exato.

O que disserem dentro destas quatro paredes não sai daqui.

- Como se chama? - Miguel Ángel.

- Posso confiar em você? - Com certeza.

Ele e eu…

somos um casal.

E, além disso, queremos…

queremos ser pais.

- Entendi. - Você está bem?

- Vou deixar tudo anotado. - Está bem. Torce para qual time?

Para o de vocês.

- É sério, obrigado. - Por favor. Relaxe.

- Confiem em mim. - Vê como é complicado?

Vamos?

Acho que é inútil eu dizer qual é o problema do carro.

O que faz aqui? Como me achou?

Não foi difícil.

O segredo é não se apaixonar por você. E isto.

- O que você quer? - Sente-se.

Sente-se, eu não mordo. Depende.

Em algumas ocasiões, eu mordo, mas não sei se chegaremos a este ponto.

Não vou voltar com eles.

Gosta do trabalho com o César?

Tudo bem com a Marina?

Sim.

Que bom.

A chaminé na casa de hóspedes está meio…

meio tapada.

- Venha. - Ora, ora.

Horacio.

- E aí, César? Tudo bem? - E aí, cara? Como vai?

Tudo bem.

Permita-me apresentar o Amadeo. Ele é filho do sócio do Álvaro.

- Como vai? - Amadeo.

Quando eu o conheci, você era um menino. Duvido lembrar de mim.

- Não, acho que não lembro. - Claro, só nos vimos uma vez.

- É. - Seu pai foi um bom homem.

Foi.

- É uma lástima o que aconteceu. - Sim, a vida tem dessas.

- Quem imaginaria? - É.

- Agora ele trabalha para mim. - Sério?

Sim, de agora em diante,

fale com ele para tratar de pedidos ou cobranças.

- Ótimo, fantástico. - Entendeu?

Estou empolgado, cara.

- Oi. - Tudo bem?

Como foi lá?

Tudo bem.

O que foi?

Não sei.

Me senti como o meu pai, quando ele trabalhou com o seu.

Não sei.

É, não sei.

Tenho a sensação de que é a mesma história se repetindo.

E sabemos como ela termina.

Você não é o seu pai, e o César não é o meu.

Sempre me senti culpado pelo suicídio do meu pai.

Sim, eu sei.

Eu te amo muito.

Eu também te amo muito.

Meu pai e o pai da Marina eram sócios.

Na verdade, meu pai era um fantoche.

Num dado momento, eles brigaram por causa de um problema com o dinheiro.

Todos acusaram meu pai de roubo.

Meu pai não aguentou e se suicidou.

Pouco depois, o pai da Marina ficou doente e morreu.

Não vai dizer nada?

Estou escutando você.

Adoro ir buscá-lo na estação.

Me sinto num romance.

Desculpe a presunção.

Você é casado? Tem família?

Não, me separei recentemente.

Sinto muito.

Obrigado.

De nada.

Bom, vida que segue.

Você é jovem.

Ainda tem muito o que viver.

Sim, com certeza.

Parece que já chegamos.

Acabaram de se mudar. Ainda estão se organizando.

Só para você saber, minha amiga Serena é uma gata.

Mas ela é casada e monogâmica.

Diferente de mim.

Ela está num dia difícil.

Bom, se a senhora quiser, volto outro dia ou…

Não, não. E, por favor, sem tantas formalidades.

Com licença.

Como vai?

Você deve ser a Serena.

Às vezes, sim.

E você voltou para cá.

Sim, para casa.

Não diga nada sobre o casamento para a Serena e o Darío. Não conte a eles.

Você quem vai contar.

Venha para a sessão.

Selvita, aqui é a sua pessoa favorita, gravando uma mensagem para você.

Acordei de um pesadelo horrível uma noite dessas…

Bom, na verdade,

o pesadelo era acreditar que eu estava acordado enquanto sonhava.

Foi uma sensação horrível.

Era como se o sonho me puxasse, não me deixava acordar.

Pensei que pudesse ser a morte.

Enfim, estou me acostumando com a ideia.

Amanhã, ano que vem ou… Não vai fazer muita diferença, vai?

Tem noção de como você foi e é importante para mim?

Desculpe pelos infortúnios, obrigado por tudo de bom.

Eu te amo, minha favorita…

Diana.

Dianita.

- Diana. - A Diana era…

Dianita.

Dianita!

Eles sempre se comunicam juntos. Eram casados.

Concentração. Fechem os olhos.

Diana, está aqui? Diana.

- Ela se foi? - O quê? Está brava?

Não, não.

Quem é?

É uma força poderosa.

Gloria!

Ela diz ser a Gloria. Alguém conhece uma Gloria?

Não conheço.

Nem eu.

Não.

Selva?

Não.

A Gloria disse: "Até parece que não me conhece."

Estou recebendo outro contato.

E agora?

É um casal de idosos.

Tudo tem relação com você?

Tudo o quê?

Não. Acho que está na hora de fazermos uma viagem.

Sim.

Que viagem?

Viajamos juntos todos os anos.

- É um encontro de almas. - Fica na ilha.

- Que ilha? - No Delta.

- Octavio tem uma casa linda lá. - É divina.

Você virá com a gente, Selva?

Quando vocês vão viajar?

Só saberemos depois.

Pode ser, eu não sei.

Está bem.

Sou o responsável pelas admissões. Sou o responsável pelas admissões.

E se tudo correr bem, serão atendidos pela Dra. Selva.

Perfeito.

Qual seu sobrenome? Eu vou anotá-lo.

Perfeito. Bom, até breve.

- A geleia é de que sabor? - É de morango. Não sente o cheiro?

Posso provar?

Não.

Bom…

Claramente, ele não veio.

Estou ficando louca tentando entender o que aconteceu.

Como tudo terminou assim? O que está fazendo? O que…

Vou embora.

- Não pode esperar? - Eles não podem esperar.

Vai jogar tênis?

Sim, tênis.

Miguel Ángel vai acompanhá-lo até a porta.

Não precisa, Selva. Sabemos onde fica a saída.

Nada disso faz sentido.

Tchau.

- Quem é Grace? - Como assim "quem é Grace"?

Lá na sua casa, vi que recebeu uma chamada da "Grace".

- Quem é? - Isso. Grace.

É a minha tia. Minha tia Grace é irmã da minha mãe.

Mude o nome dela.

Está bem, vou mudar.

Vou ao banheiro. Já volto.

Selva…

Pérez Salerno.

Eu sou o Facundo Oribe, o diretor de cinema

- que estava… - Sim.

- O pé no saco. - Esse mesmo.

Eu nunca fiquei com um livro que alguém me emprestou.

Você está muito santinha.

- Mas não consigo pensar em nada. - Bobagem. Vamos.

- Vamos apimentar um pouco. - "Apimentar…"

Vamos. Vai, vamos.

- Eu… Calma, precisamos servir. - É, vamos lá.

- Pronto. Passe para cá. - …nunca…

Nunca dormi com um professor universitário sendo estudante.

Não fiz faculdade.

Pode ser professora também.

Não fiz.

- Não quero mais. - Qual é? Mais uma.

É um alívio acreditar que algumas coisas nunca serão ditas.

- Sua vez. - Vamos ver. Eu nunca…

- O quê? - …dormi com uma ex.

Bom.

Coisas não ditas que parecem impensáveis.

Mas as palavras não ditas, embora pareçam impossíveis,

permitem que surjam momentos.

Momentos em que gestos acontecem, em que o incômodo aflora,

em que o não dito acontece e deixa marcas, um tipo diferente de marcas.

Vamos até o fim do mundo

Amor, vou fazer chá para mim, você quer?

- Não, obrigada. - Não? Tudo bem.

Oi, Darío. Te espero na próxima sessão. Venha sozinho.

Marcas que fazem o coração acelerar,

que dão um nó no estômago.

Marcas lindas que fazem o sangue ferver.

E, também, memórias assustadoras.

Há pessoas cujas tristezas

parecem montanhas impossíveis de atravessar.

Podemos reverter o sofrimento?

Mas antes,

como dizia uma grande amiga minha:

"Se falarmos com clareza, as coisas ficarão claras."

Perfeito.

Desbloquear Nova mensagem de Tia

Seu tio quer te dar seu sobrenome

próximo episódio "TÊNIS DE DUPLA"

Legendas: Jéssica Soares

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