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Terminada a guerra civil, a Am�rica ainda dolorida,
virou-se para o Oeste onde a terra era livre.
Primeiro vieram os criadores de gado e com eles o "juiz" Roy Bean
que tomou a lei em suas m�os, fazendo justi�a a seu modo.
Um tributo � sua grandeza ficou gravado na hist�ria do Texas.
Ent�o na sua jurisdi��o chegou um ex�rcito de colonos
arando o solo e cercando os campos para
proteger as mulheres e crian�as.
A guerra era inevit�vel e dela nasceu o Texas de hoje.
- Arame! - Colocaram uma cerca ali.
Os empurradores de arado colocaram ontem � noite.
Me passa o cortador.
Vou dar um jeito.
Covardes.
Ei, caipiras.
JUIZ ROY BEAN JUIZ DE PAZ
Shad Wilkins, julgado e considerado culpado
do crime mais grave a oeste do rio Pecos
que � atirar em um bezerro.
Tem algo a dizer antes que seja executada a senten�a?
J� lhe disse que eles atiraram primeiro!
N�o matei esse novilho de prop�sito!
Apontei para o homem.
Pena que n�o acertou.
Esse � o problema de voc�s plantadores,
n�o conseguem atirar direito.
Shad, que Deus tenha piedade de sua alma.
Buck, quero ver voc�.
DENTISTA EMBALSAMAMENTOS
FUNERAL VOLTO M�IS TARDE
Como foi o enforcamento?
O pesco�o n�o esticou nem 30cm.
� sa�de da melhor mulher do mundo,
a flor mais bela que j� existiu.
- A Lily Langtry. - � Srta. Langtry.
Um momento, rapazes.
Ouviu o brinde, forasteiro?
Para a Lily? Pensei que era para os amigos.
N�o pensei que me incluia.
Inclui a todos os que bebem em meu bar.
Um prazer me unir a voc�s. Conheceu a Srta. Langtry?
Nunca a vi. Tamb�m n�o conheci o sol nem apertei a m�o � lua
e ningu�m me apresentou a nenhuma nuvem.
Ok. Pena que Lily Langtry n�o tenha escutado isso.
Voc� a viu alguma vez?
N�o, estive uma vez na Inglaterra mas n�o tive a chance de v�-la.
Esteve na Inglaterra uma vez e poderia ter visto
- mas n�o teve chance? - Sim.
- Fora do meu bar. - O que?
Fora do meu bar!
- � Lily da cidade de Jersey. - Srta. Langtry.
Isso � o que faremos.
Olhe, Mort, se Shad estiver bom e frio, pode levar.
$4 � tudo o que ele tinha. Compensarei no pr�ximo.
Des�a.
- Quem � ele? - Ladr�o de cavalo, Juiz.
Prisioneiro da justi�a.
Entre ai.
Chickenfoot, a lei.
Aten��o, tribunal de Vinegarroon em sess�o.
Qual � a acusa��o?
Montava o cavalo de Chickenfoot
roubado na semana passada.
- Meu cavalo Pete? Onde est�? - L� fora.
Sim � ele. Pete.
N�o, merit�ssimo. S� tentava ver o estado das coisas.
- E ver�, com a corda no pesco�o. - Southeast, n�o se apresse.
Ei, Juiz! Meu velho ponei malhado est� amarrado la fora.
O povo do Vinegarroon contra... use o nome que quiser.
- Cole Harden. - O que faz em Vinegarroon?
- S� de passagem. - Colono?
- N�o. - De onde vem?
- De nenhum lugar em particular. - Para onde vai?
- A nenhum lugar em especial. - Um vaqueiro vagabundo, hein?
Est� tudo bem viver sobre um cavalo se ele for seu.
Bart, solte as m�os do prisioneiro. Chickenfoot, tome o juramento.
Jura dizer a verdade... E nada mais que a verdade?
Tire o chap�u!
Deixe-me dizer, filho...
Voc� � Bean?
- Juiz Roy W Bean. - Meu nome � Jane Ellen Mathews.
No que posso ajud�-la, Srta. Mathews?
- O que fez com o Shad Wilkins? - Shad Wilkins?
Trabalhava no campo
quando seus capangas o levaram.
Shad Wilkins. Shad Wilkins.
Estava por a� h� alguns minutos
mas n�o est� mais.
Seus homens n�o s� o levaram mas tamb�m arrebentaram a cerca.
N�o ficou nenhuma estaca em p�.
S�rio?
Sim, s�rio e n�o finja que n�o sabe.
Bom, n�o me surpreende.
Cerca � ilegal aqui.
- Lei de quem? - Minha.
- Escute sr. Bean. - Juiz Bean.
Voc� n�o � mais juiz do que eu. Chama a si mesmo de juiz.
N�o diria isso se fosse voc�. Posso considerar desacato.
� desacato sim. Chama isso de tribunal?
Sim e est� em sess�o agora.
Southeast, d� uma cadeira � dama.
Sente-se, Srta. Mathews, e atenderei seu caso em um minuto.
O acusam de roubar um cavalo. � culpado ou inocente?
Inocente.
Onde est� a prova "A"?
Onde est� o cavalo? Traga-o, Chickenfoot.
Ah, sim, o cavalo.
Srta. Mathews, quando o gado n�o vai � �gua, morre.
Correm rios em todo o nosso territ�rio.
Esta terra � de pastos n�o cercados.
Sempre foi assim, e sempre o ser�.
Entre a�, deixem passar, rapazes. Vamos, entre a�.
Vamos, Pete. Venha aqui.
Deem espa�o.
Muito bem, Juiz, aqui est� ele.
Sr. Harden, tenho o dever de lhe informar
que roubo de cavalo � crime capital,
punido com a morte,
mas lhe asseguro que neste tribunal
um ladr�o de cavalos sempre recebe um julgamento justo
antes de ser enforcado.
- Chickenfoot, esse � seu cavalo? - Claro, Juiz...
Pode provar que � seu cavalo?
Juiz, qualquer um aqui... Pete mesmo lhe dir� que � meu cavalo.
Pete, voc� � meu cavalo, n�o �?
A propriedade do cavalo fica provada. Pertence ao Chickenfoot.
Essa � minha decis�o.
Talvez o cavalo perten�a
ao Chickenfoot, mas eu n�o o roubei.
- Como o conseguiu ent�o? - Comprei.
Ordem no tribunal.
- � tudo o que tem para dizer? - � tudo.
N�o ficarei aqui vendo uma injusti�a como essa.
Srta. Mathews, n�o lembro de t�-la convocado
como testemunha do julgamento.
Que julgamento � esse?
O r�u nem sequer tem quem o defenda?
Voc� � advogada, Srta?
Tanto como voc� � juiz.
- Conhece este homem? - N�o.
- Viu ele antes? - N�o, mas...
- Pode provar que n�o roubou? - N�o.
Ent�o n�o precisa advogado. Tinha um cavalo roubado
e nesta jurisdi��o, � prova suficiente.
O caso est� encerrado, e essa � minha decis�o.
� como todas suas decis�es!
Agora saiam todos menos
o juiz, o jurado, o prisioneiro, as testemunhas
e voc� tem que sair.
Bem, eu saio. N�o quero mais ver voc�.
� assassinato, isso � o que �. Assassinato.
N�o d� chance a esse homem,
nunca d� chance a ningu�m.
N�o nos deu quando seu gado pisoteou nossas planta��es.
Achou que ir�amos embora pela fome, mas n�o conseguiu.
Pode nos incomodar, roubar e matar, mas n�o pode nos deter.
Porque continuaremos vindo. Mais e mais.
Ficaremos em nossas fazendas apesar de voc�,
seu tribunal e seus assassinos!
Meu Deus, ela � �tima. Seria um bom vaqueiro.
Se n�o fosse pela Lily, me casaria com ela.
Anda!
Ouviram o caso contra o acusado, pr�s e contra.
Agora � melhor se retirarem para termos um veredito.
Chickenfoot, leve o Pete para o ar fresco.
Leve-o Bart. Tenho trabalho a fazer.
Enquanto deliberam, faremos um recesso para quem tiver sede.
Acho que n�o se pode levar.
Tem que ser estritamente entendido,
que n�o est� fazendo nenhum esfor�o para influenciar
o julgamento soberano do j�ri.
- Claro que n�o. - Aqui est�.
- Bebam todos, cortesia do r�u. - Juri no fundo!
No alvo!
SALA DE JOGO
SALA DO JURI
- Bebe comigo, Excel�ncia? - Se n�o se incomoda.
N�o derrame uma gota, filho. Estraga o balc�o.
� dama infeliz com uma bala no rosto.
O homem que atirou essa bala saiu daqui com os p�s � frente.
� o que merecia.
Qualquer um que atire em uma foto da Lily Langtry merece morrer.
� uma retribui��o justa.
Homic�dio qualificado, foi meu veredito.
Certo.
Admirador da Srta. Lily tamb�m?
Admirador � pouco.
� a mulher mais linda que conheci.
Conheceu?
Esteve com Lily Langtry em carne e osso?
Muitas vezes.
Que atriz!
Como a conheceu?
� uma longa hist�ria, Juiz.
Bart, voc� e Blackjack, tomem uma bebida.
� um �timo licor. Como se chama?
- Escovadela. Continue. - Escovadela?
- Chegou a conhec�-la bem? - Tem personalidade.
Eu disse: chegou a conhec�-la bem?
Esqueceu, Juiz, um cavalheiro n�o fala de uma dama em um bar.
Quem disse que � um bar? Isto � um tribunal.
Me diga, � t�o bonita como nas fotos?
Ah, nenhuma foto faz justi�a a Lily Langtry.
Tem boa �ndole?
Um anjo.
Nunca esquecerei a noite em que a conheci.
Sim?
Jamais a esquecerei enquanto viver.
Quem � esse?
� Mort Borrow. Cuida da limpeza.
Continue falando da Lily.
Ah, sim, Lily.
E o veredito?
N�o v� que ainda estamos avaliando as evid�ncias?
- Dois ases. - Aposto um d�lar e meio.
Eu fico.
Fora daqui. Cheira a formol.
Eu pago.
Andou pela Ba�a Lanno, n�o?
Claro.
Sabe como � ao entardecer.
Quando olha e a �gua n�o � nem azul nem p�rpura.
� uma cor que se pode sentir, mas n�o dar um nome.
Sim.
Bem, assim � a cor dos olhos da Lily.
Por Deus!
- N�o. - Eu fico fora.
Tenho um 10. Tenho um nove.
Voc� sabe a cor clara, cobre e ouro
de um cavalo marrom galopando sob o sol brilhante?
- Sim. - Bem, seu cabelo � assim.
� luz do dia.
� diferente de noite?
N�o diferente, apenas mais assim.
- Assim como? - Bem...
Como ao entardecer, o fogo de um prado refletido no c�u.
Um profundo, belo tipo de ruborizado...
- Vermelho? - Vermelho.
- Isso lhe dar� uma id�ia. - Meu Deus!
Tenho uma mecha de seu cabelo.
Tem, de verdade, da cabe�a dela?
Acho que nunca se separa dessa mecha de cabelo
ofere�am o que lhe oferecerem.
N�o se negocia algo assim.
V� aquela espada al�?
Usei na guerra civil. Quero ser enterrado com ela.
Voc� gostaria de trocar...
Voc� realmente quer ter?
Mais que tudo em todo o estado do Texas. me deixe ver.
N�o est� comigo.
Onde est�?
Com minhas coisas em El Paso.
Ent�o lutou na guerra civil, Juiz?
- Em El Paso, hein? - Sim.
Cavalaria, hein?
Acho que pode pedir pelo correio.
Sim.
N�o demoraria muito a chegar pela dilig�ncia.
Duas ou tr�s semanas.
- Duas ou tr�s semanas, hein? - Sim, mais ou menos.
Mas n�o me desfaria dessa mecha por nada no mundo.
O juri est� pronto, Juiz.
Aquela garrafa de u�sque j� acabou?
Sim, e se ele n�o pagou, � melhor pagar agora.
- Qual � o veredito? - J� sabe qual �. Culpado.
S� h� uma s� coisa que eu posso fazer.
Est� sentenciado � forca, essa � minha decis�o.
Solte a m�o do prisioneiro.
Mas, Juiz, acaba de sentenci�-lo...
N�o terminei o meu veredito.
Este tribunal sentenciou o prisioneiro � forca,
mas n�o disse quando.
Enquanto houver d�vida razo�vel...
Que d�vida razo�vel, Juiz?
Foi apanhado com o cavalo do Chickenfoot.
- N�o h� lugar para d�vida. - Ordem!
Falei com o prisioneiro. � amigo da Lily Langtry.
Nenhum amigo da Lily Langtry anda roubando cavalos.
Assim, pelo menos, h� uma d�vida razo�vel.
Vai ignorar sua pr�pria senten�a?
N�o � o que eu disse. Quando dou uma senten�a, ela vale.
Mas, Juiz, acaba de sentenci�-lo.
Senten�a suspensa
por algumas semanas, at� que possa analisar melhor o caso.
Essa � minha decis�o.
- Ol�, Mort. Como vai o neg�cio? - Acabo de perder um cliente.
Entrarei para me barbear em um minuto.
Ok, voc� � o pr�ximo.
- Ol�, Juiz. - Ol�, Evans.
Um especial Jersey Lily.
Desculpe, voc� n�o teria um irm�o g�meo?
N�o, eu n�o.
Ent�o � melhor pagar o que me deve.
Est� louco, irm�o. N�o lhe devo nada.
Me deve $60.
$60?
Se quer saber, foi esse que me vendeu o cavalo malhado.
Ent�o, foi ele que roubou...
$84 e 6 centavos.
Multa de $80 conduta impr�pria,
e $4 e 6 centavos por carregar arma escondida.
Agora, peguem uma corda e enforquem.
Enforc�-lo? J� est� morto.
Enforcamos os ladr�es de cavalos, n�o? Enforquem-no!
Entre, filho.
Pode ficar com o cavalo e a roupa dele.
- Escovadela? - Escovadela.
- El Paso. - El Paso.
Bom dia, Juiz.
Quem � voc�?
Quem � ele? O que faz aqui?
Forasteiro. Forasteiro, venha aqui.
Endireite o meu pesco�o, por favor. Pegue minha cabe�a.
Agora, d� um tranco.
Obrigado. � meu pesco�o.
Uma vez me enforcaram, mas os amigos me salvaram a tempo.
Agora, quando n�o vivo certo, o torcicolo volta.
Quem � voc�, afinal? O que faz aqui?
N�o se lembra?
Sou o que tirou a sorte grande
e ganhou o cavalo do Chickenfoot.
At� logo, Juiz.
Ol�, Pete, est� feliz porque ganhei voc� do Chickenfoot?
Isso � bom.
Aqui est�.
Espera!
Espera!
A mecha de cabelo da Lily.
Prometeu escrever para El Paso para pedi-la.
N�o Lembra? Brindamos por isso.
Quando voc� vai escrever?
N�o vai voltar atr�s.
N�o, pe�o no primeiro correio que eu passar.
Me endireite, por favor.
Obrigado.
Velho escorpi�o sujo, poderia ter nos matado os dois.
- Para que quer ir a Calif�rnia? - Para ver o Pac�fico.
� como o golfo na Ba�a do Lanno.
� maior.
Por que n�o fica um tempo em Vinegarroon?
Poder�amos nos divertir, falar
sobre a Lily e...
N�o, estou indo.
Escute, � uma grande terra aqui a oeste de Pecos.
Um homem pode se fazer.
Quando cheguei aqui eu n�o tinha nada.
Agora sou o chefe de toda a regi�o.
Isso � muito bom, Juiz.
Gostei de voc� logo que o vi.
Por que n�o fica comigo?
Bem, Juiz, eu agrade�o mas
vou para a Calif�rnia e s� a forca me deteria.
Espere, n�o pode ir. Sua senten�a est� pendente.
- Enforcou Evans por aquilo. - O que?
Voc� est� sob senten�a suspensa, mesmo assim.
Quem �? O que sei de voc�?
Como sei que n�o � procurado?
Est� preso por desordem,
por perturbar a paz, por vadiagem,
e vai voltar comigo para a cidade e essa � minha decis�o!
At� logo, Juiz.
Por Deus, roubou minha arma.
Nos contrataram para plantar, srta., n�o para guerra civil.
Este lugar n�o serve para uma fazenda.
A terra n�o serve quando chovem balas.
Se voc�s atirassem de volta, talvez se livrassem deles.
N�s atiramos de volta.
Assim fez Shad Wilkins, e j� n�o vai fazer mais.
E o peda�o de terra de voc�s?
- Se sairem o perdem. - N�o queremos nenhuma terra.
Muito bem, Hod. Se pensa assim,
tentatermos continuar com o Eph e o Henry.
Comigo n�o.
Henry, se tiv�ssemos um s� homem, seria grande ajuda.
Sinto muito, Sr. Mathews.
E se dizem homens.
Wade, o que faremos?
- Eu sei o que fazer. - N�o, espere. Essa n�o � a maneira.
Nem pense nisso.
Wade, n�o fica para o jantar?
Voltarei.
Bem, eles se foram.
Claro que sim. O que esperava?
Os meus tamb�m foram. N�o se pode culp�-los.
N�o ficar� m�o de obra nestas terras
se n�o fizermos alguma coisa.
Se contratarmos novos, acontecer� o mesmo.
O que dir� o velho Mathews?
Oh, ele s� passa o saco para o Senhor Jeov�.
Fa�amos alguma coisa n�s mesmos.
- Isso. - � o que queria escutar.
Vamos dar ao juiz o mesmo que deu a Shad Wilkins.
Se f�ssemos l� apelar ao Roy Bean por justi�a...
Justi�a. Se o visse ontem, fingindo julgar esse prisioneiro...
Esse homem n�o tinha nenhuma chance.
- Me pergunto se o enforcaram. - N�o � o que fazem sempre?
Parecia j� morto estando ali.
Fiquei vendo o seu rosto o dia todo.
O que �, filha?
O homem de que falei, o que enforcaram.
Eu o vi claramente, olhando pela janela.
Est� vendo coisas, Jane Ellen. N�o h� ningu�m l� fora.
Vi o rosto dele, sim.
Entre.
Boa noite.
Desculpem minha intromiss�o.
N�o, n�o � nada... Pensei que fosse um fantasma.
Acho que em parte � culpada por eu n�o ser.
- S� passei para lhe agradecer. - Pai, o senhor �...
- Harden. - Bem-vindo, sr. Harden.
Bem-vindo.
Prazer em conhec�-lo.
Sr. Harden, ele � nosso vizinho, Wade Harper.
Esse � o homem de quem falei.
Quer dizer que Bean julgou e o deixou ir?
Bem, ela foi minha advogada. Acho que ela me salvou.
- Sabia que n�o � ladr�o de cavalos. - Obrigado.
Como sabia?
S� sabia.
Est� trabalhando em algum lugar?
N�o, vou para a Calif�rnia.
Sr. Harden, acho que um rec�m enforcado
deve estar com um pouco de fome.
Tem que jantar.
- N�o quero incomodar. - Oh n�o, n�o.
De fato, t�nhamos um convidado que nos decepcionou.
Esper�vamos que chegasse algu�m para ocupar seu lugar.
Sente-se.
Sinta se como se estivesse em casa.
Como se estivesse em casa.
Espere ate provar o guisado da Jane Ellen.
Senhor, pelo que nos enviaste em nossa hora de necessidade,
agradecemos de verdade.
Aben�oe este alimento e nos aben�oe para te servir. Am�m.
Eu ajudo.
Um pouco de canjica?
- Wade, passe a ele o leite. - Est� bem.
Passe a ele o leite.
Acho que gostou daqui. Acho que o pegamos.
- O que est� fazendo? - Alimentando o cavalo.
Wade, ele vale por dois homens, � t�o grande e forte!
- N�o sei o quanto � forte. - O suficiente, Wade.
Jane Ellen, vamos deix�-la a s�s com ele,
e voc� agrade-o mais um pouquinho.
- O que lhe digo? - Continue sorrindo.
Filha, deixe acontecer naturalmente,
poderia lhe insinuar qu�o bonito �.
Bonito?
Precisamos muito dele, filha. Temos que colher o milho.
Precisamos muito dele.
Seu pai n�o quer dizer que...
Shh, cuidado.
Est� tudo bem, Sr. Harden?
- Bem, obrigado. - Agora vou cuidar da sua cama.
- N�o se incomode. - N�o � problema. Venha, Wade.
- Posso ajud�-la? - N�o, obrigada.
- N�o quer sentar, por favor? - N�o discutirei com voc�.
Se tivesse que lavar pratos, acho que deixaria de comer.
O que faz com eles quando est� em casa?
Casa? Quer dizer uma casa?
Mora em uma casa, n�o?
N�o. Minha casa � fora, s� um quarto e o c�u como teto.
- � um lugar grande. - Tenho espa�o para alugar.
Ent�o a Calif�rnia � sua pr�xima parada.
Calif�rnia.
Mas n�o paro. Depois Oregon, acho.
Os lugares s�o todos iguais.
N�o prefere ficar um pouco mais em alguns lugares?
N�o, s�o todos iguais, bonitos quando os deixa.
Como as tartarugas, que levam a casa com elas,
se eu constru�sse uma casa, seria sobre rodas.
Eu n�o. Quero que minha casa nunca tenha que se mover.
T�o firme que nem um terremoto possa sacudi-la
e que um ciclone pare�a s� um ventinho.
Voc� diz: "Quem quer ser uma tartaruga?"
E eu digo: "Espero que seja muito feliz em sua casa".
- Bem... - Espere um minuto.
O que?
Sei de uma coisa em que vamos concordar.
O que �?
Dentro de uma semana, descascaremos o milho,
e estou certa de que isso ser� muito divertido.
Acho que descascar milho � a maior divers�o do mundo.
- Descascar milho divertido? - Sim!
- Preferia lavar os pratos. - N�o!
Foi um grande jantar boa comida.
Sr. Harden.
Voc� � um homem muito bonito.
Duvido, mas sou um homem cansado.
Espero v�-la pela manh� antes de ir.
Saia daqui, saia.
Se algu�m me dissesse ontem
que eu estaria brincando com vacas em um milharal...
Se tiv�ssemos homens para fazer as cercas,
n�o haveria vacas no milharal.
Voce estava muito bonita ontem � noite.
Agora est� rindo de mim.
Bom, isso � mais divertido que colher milho.
Olhe � seu pai. O que est� havendo?
Tentei det�-los. N�o me ouviram.
Wade!
Sim, sim. Est� errado e fora da lei.
Pedi que n�o o fizessem. Disse a eles.
Quem? O que aconteceu?
Wade Harper reuniu alguns homens.
V�o � cidade, linchar o Juiz Bean.
- Quando eles foram? - Faz uma hora.
levaram nossa carro�a.
Raios e trov�es! J� retornou da Calif�rnia?
Tem que sair daqui e n�o pare.
Escreveu para El Paso?
Monte no cavalo e v�. Est�o atr�s de voc�.
Escreveu? Quem est� atr�s de mim?
Os colonos. V�o enforcar voc�.
Esse bando de empurradores de arado...
Est�o l� fora, uma carro�a cheia deles.
Uma carro�a? Posso lidar com um trem cheio deles.
Arrancarei o f�gado deles.
O que querem, cavalheiros?
Queremos o Roy Bean. Onde est�?
Est� fora, por algum tempo.
Porque voc� veio aqui e o avisou.
Um movimento e mato voc�.
Cole, tire as armas deles,
recolha os rifles e ponha sobre o balc�o,
devagar.
Continue.
Para tr�s. Para tr�s.
Agora pego as suas, Juiz.
Bebidas por minha conta, cavalheiros.
N�o bebemos com voc�, Harden, nem com ele.
N�o sirvo meu licor
a um bando de tomateiros empurradores de arados...
Juiz, sem grosserias que estraguem esta reuni�o amistosa.
Reuni�o?
Estas doninhas invadem a dignidade de meu tribunal,
armados e premeditados a tumultuar?
Sendo juiz, sabe que h� dois lados em qualquer quest�o.
Estes homens t�m uma queixa leg�tima.
N�o pedimos que fale por n�s, Harden.
Nem eu.
Bem, isso � un�nime. Vou falar pelos dois.
H� uma lei que pro�be cercas
que � pior do que assassinato para os fazendeiros
mas � boa para os criadores de gado.
J� vi esse tipo de guerra antes.
Est� havendo agora em Kansas e Nebraska.
Primeiro chegaram os boiadeiros,
depois os colonos chegaram e cercaram.
Produziram por um ano, ent�o veio a seca,
os colonos se foram e
cresceram os espinhos e ervas daninhas.
Os grandes espa�os ficaram divididos
as fazendas ficaram vazias,
as casas arruinadas e a terra in�til para homem ou gado.
Estragaram aquela terra e agora vem aqui estragar essa.
Este � um pa�s grande.
Mas n�o h� lugar para boiadeiros e colonos, e nunca haver�.
Agora, saiam daqui. Essa � minha decis�o.
Muito bem, Bean, nos vamos.
Vamos reconstruir nossas cercas.
Se o fizerem, � melhor que fa�am caix�es tamb�m.
Agora saiam.
Deu-lhes um bom fora, filho.
Sim, e agora darei um fora a voc�.
Lamento ter evitado que o linchassem.
Eles t�m direito de defender as fazendas.
Sabe que n�o � terra para colonos. Voc� mesmo disse.
- O Governo n�o acha isso. - Eu sou o governo aqui.
Advogado de Judas! N�o sei como defende essa escoria.
S�o donos das terras, t�m escrituras.
Quando luta contra eles, luta
contra suas mulheres e crian�as tamb�m.
Essa gente passou fome o ano passado.
Ouvi sobre o gado que pisoteou suas planta��es.
e h� muito gado desgarrado correndo solto no vale agora
s� que n�o s�o desgarrados.
O que quer que fa�a? Que prenda o gado
e o multe $2 cada um por invas�o de propriedade?
Agora veja,
essa gente n�o ocupa muito lugar com suas pequenas terras.
Por que n�o ser um juiz de verdade para todos?
Por que n�o tenta ver o lado deles
e os ajuda em vez de lutar contra eles?
Fa�a paz aqui em lugar da guerra.
H� lugar suficiente para todos, ent�o todos o respeitariam.
E algum dia, talvez at� fa�am uma est�tua na rua,
com a inscri��o: "Ao Roy Bean, um verdadeiro juiz".
Que est� fazendo? Fisgando um peixe?
Acho que estou perdendo meu tempo.
Um momento. J� escreveu essa carta a El Paso?
- N�o! - Prometeu, brindamos por isso.
N�o precisei escrever. Estava comigo o tempo todo.
S�rio? Por que n�o me deu ent�o?
Cabe�a dura, se eu desse, teria me enforcado.
N�o teria?
Talvez sim, naquele momento.
Vamos ver agora.
N�o a tenho comigo.
Sofrendo e sangrando no rio da morte!
Onde est�?
Deixei na casa do Mathews.
Como ela est�?
- Irei l� com voc�. - N�o, n�o.
Vai voltar atr�s? N�o vai me dar?
- Com certeza darei. - Quando?
Quando o �ltimo bezerro sair do vale.
Bem, direi aos rapazes.
N�o, voc� vai ajudar a expulsar o gado.
e eu irei com voc� para tomar conta.
N�o confia em mim, Cole?
Quando crian�a eu tive uma cascavel de estima��o.
Eu a adorava mas nunca lhe dei as costas.
Tem raz�o.
Agora vou pegar minhas coisas para o servi�o.
- E a mecha de cabelo. - Sim, sim, a mecha de cabelo.
Ele defendeu o Bean. Disse que tinha raz�o.
Disse que os colonos estragaram a terra do gado.
N�s todos ouvimos.
N�o me importa o que ouviram.
Ele n�o tem duas caras, n�o � desse tipo.
Se defendeu o Bean, foi para evitar encrenca.
Srta. Mathews,
sempre que estou com problemas, voc� me defende.
Est�o me dizendo que voc� defendeu o Bean.
Sim, tentei mostrar o ponto de vista do Bean.
A� est�.
Sempre achei que quando se conhece
o ponto de vista do outro, costuma haver acordo.
Por que n�o lhe mostrou o nosso?
Eu mostrei e concordamos.
N�o precisar�o mais patrulhar seus campos.
O Juiz me deu a palavra que v�o juntar todo o gado
do vale e lev�-los embora.
Acha que manter� a palavra?
Vou com ele para garantir que sim.
O que faz voc� pensar que aceitaremos sua palavra?
� pegar ou largar.
Harden,
� vil e mentiroso.
Srta. Mathews!
J� volto.
Calif�rnia � por al�.
Tenho algo a lhe dizer antes de ir.
- Bem? - Como est� Wade?
Est� bem, muito bem.
Voc� n�o � a garota mais bonita que j� vi.
Grande novidade! Quem lhe perguntou?
Mas tem o cabelo mais bonito que j� vi.
Por que gosta de zombar de mim?
Porque gosto de voc�, eu acho.
- E acha que meu cabelo � bonito? - Jamais vi algo assim.
- Posso cortar uma mecha? - N�o, n�o pode.
- Voc� corta? - N�o, n�o farei isso.
Vem para c�, fica do lado do Bean,
nocauteia meu melhor amigo...
Digo o quanto gosto de voc�
e como sinto sua aus�ncia?
- Ok? - N�o.
Isto � seu.
Bem, muito obrigado.
Jane Ellen!
Continue, Cole. Continue.
Ent�o eu disse: "Srta. Langtry,
planeja voltar para a Inglaterra depois da excurs�o pela Am�rica?"
E ela me disse:
Ela disse?
"N�o". Disse que ama muito os EUA...
Sim?
Planeja ficar aqui pelo resto da vida.
Disse que quando acabar seu trabalho no teatro
quer morar em algum lugar no oeste.
Por Deus!
Em algum lugar tranq�ilo,
longe das luzes e das multid�es.
Perguntava muito pelo Texas.
Disse que desde menina ouvia falar sobre o Texas
e que o sonho de sua vida era morar aqui algum dia.
- Disse isso? - Disse.
O �ltimo rebanho acaba de chegar, Juiz.
Bem?
Por Deus!
Uma mecha do cabelo dela!
Meio escuro, n�o?
Sim, usa muito xampu no cabelo.
Usa?
� lindo. Lindo.
Nunca esquecerei isto, Cole. Nunca.
- Deixa-me v�-lo? - Para que?
N�o vou ficar com isso.
Eu gostaria de v�-lo tentar.
- Tudo bem? - Tudo bem.
Sei como se sente, filho.
Deus todo-poderoso, agradecemos vossa ajuda
e vossa divina bondade.
Derramastes vossas ben��os sobre nossa terra
e a tornastes abundante.
Amaciastes as terras com gotas de chuva
e as terras desoladas ficaram como um jardim.
E os lugares ermos foram cercados e habitados
Fizestes a �rvore do campo produzir frutos
e a terra progredir.
Rompestes os la�os do nosso jugo
e nos libertastes de nossos inimigos
para que vivamos seguros e sem medo.
E por isso, em vossa divina bondade,
Senhor, vos agradecemos, Am�m.
- Am�m. - Am�m.
Com um p� no alto e um p� no ch�o
fazemos as garotas bonitas girarem
- Aqui est�. - O que?
Diga uma coisa antes.
Onde guarda minha mecha de cabelo?
Mostre-me.
Ningu�m pode saber, nem mesmo voc�.
Olhe, Cole, a melhor terra para colonizar de todo o pa�s.
Pertencia a um dos homens que se foram,
e agora n�o � de ningu�m. Pode reclam�-la.
Sim, � uma boa terra.
Veja aquelas ladeiras
e o terreno no fundo � bom para trigo ou para o milho.
E olhe, Cole, o pequeno morro al�
est� pedindo uma casa.
- Sabe como construir uma casa? - N�o, como?
Bom, voc�...
Tem a cozinha aqui,
o quarto al� e a sala no meio.
Precisa ter as coisas certas dentro, tamb�m.
Que tipo de coisas?
Oh, fogo, luz, camas quentes,
cheiro do caf� pela manh�, o som da chuva no teto.
� uma boa casa, Jane Ellen.
Jane!
Olhem!
V�o para casa! Protejam suas casas!
Wade, fa�a outro grupo.
Vamos pegar um peda�o de cerca e derrubar uma fileira de milho.
Talvez assim possamos conter o fogo.
Pegue as duas pontas, Wade!
Cole! Cole!
Ei, saia daqui.
Olhe, a casa!
Papai! Papai! Pai!
Socorro! Socorro!
Vamos, depressa!
- Cuidado com a perna e o ombro. - Ok.
Devagar.
- Viu a Jane Mathews? - N�o.
Batizo a esta cidade com o nome de Langtry!
LANGTRY, TEXAS ANTES VINEGARROON
Nenhum homem antes deu a uma mulher
um cidade inteira mas eu fa�o isso,
e de agora em diante a regi�o florescer�
como a pr�pria Lily de Jersey.
Sil�ncio! N�o terminei ainda.
A Srta. Langtry apresentar� uma pe�a no Fort Davis,
e quero que cada morador de Langtry, Texas,
v� ver a madrinha desta cidade,
uma cidade de boiadeiros, para boiadeiros
e por Deus, governada por boiadeiros!
Em honra desta grande ocasi�o, ofere�o cerveja gr�tis a todos,
e quem estiver s�brio depois do por do sol
ser� preso por m� conduta, e essa � minha decis�o!
Comece a m�sica!
"O homem nascido de mulher tem pouco tempo de vida."
"Ele cresce e � cortado como uma flor."
"Passa como uma sombra e n�o permanece."
"Na metade da vida estamos na morte."
A caravana partiu, todos se foram, Jane Ellen.
Eu fico. Ningu�m vai me tirar da minha terra,
nem com gado ou o fogo, nem matando o meu pai, nem nada.
Estarei aqui muito depois que Bean e seus assassinos se forem.
Claro que sim, e eu tamb�m.
N�o quero voc�.
N�o quero nenhum dos amigos de Roy Bean por perto.
Wade Harper tinha raz�o.
N�o acreditei antes mas acredito agora.
Sabia que nos expulsariam com o fogo.
Por isso tirou todo o gado.
Para que n�o se queimasse junto com nossas planta��es.
N�o preciso de sua ajuda. N�o agora.
Posso fazer o que tenho que fazer sozinha.
Voltarei.
Ei, Cole!
Por Deus, homem, me alegro em ver voc�.
Nunca quis ver um homem tanto em minha vida antes.
- Para que? - Para que?
N�o sabe para que? Ela est� vindo ao Forte Davis.
- Lily Langtry vem ao Forte Davis. - Langtry?
Sim, Langtry, voc� e eu iremos l� juntos
Me apresentar� ela.
Por Deus, vou conhec�-la.
- N�o posso acreditar. - Quero lhe falar, Juiz.
Bem. E olhe o que direi a ela quando a vir.
Langtry � o nome desta cidade,
uma grande cidade com o nome de uma grande mulher.
- Eu disse que quero lhe falar, Juiz. - Claro.
Cole, hoje � um grande dia.
� o melhor dia da hist�ria do Texas.
- Que inc�ndio, hein? - Sim foi.
- Sim, muito ruim. - Sim.
Sim.
Quem estar� por tr�s?
Um inc�ndio n�o precisa de ningu�m por tr�s.
O fogo se espalha por si s�.
� assim.
Antes de beber com voc�, Juiz,
quero saber se esteve envolvido.
Eu? Como pode dizer uma coisa assim?
N�o tirei todo o gado para voc�?
N�o estava eu aqui no bar quando o fogo come�ou?
N�o estava? Sim, eu estava.
E ainda mais, n�o tenho a menor id�ia de quem o fez.
Agora, beba.
- N�o acredita em mim? - N�o.
Ou�a, filho, eu disse como foi
e n�o quero que me chame de mentiroso.
Agora, beba amistosamente.
Voc� jura?
N�o tenho por que jurar mas eu quero.
Juro por minha espada que n�o tive nada com isso.
Juro pelos novos estatutos.
E por Deus, se houvesse uma B�blia na cidade...
Onde est� a mecha de cabelo?
- Aqui comigo. - Deixe-me ver.
Jura por ela?
Est� bem, fui eu. Queimei suas casas e planta��es.
- Expulsei aqueles vermes. - Continue.
E se acha...
Se acha que me arrependo, est� louco.
Estou orgulhoso e feliz por ter nos livrado deles.
Era eles ou n�s, e agora a grama voltar� a crescer,
e um dia os boiadeiros v�o fazer uma est�tua
na rua e escrever�o nela:
"O juiz Roy Bean nos devolveu a terra."
H� mandados no Forte Davis, n�o?
Sim, � l� que eles fazem mas
n�o sabem escrever meu nome.
- J� tentaram antes. - Eu conseguirei.
Desta vez receber� o que merece, Juiz.
Cole!
Somos amigos. Fiz o que devia, e acha que estou errado.
Mas se meu pr�prio filho viesse aqui com um mandado,
ele teria que ser o primeiro a atirar.
Tentarei, a menos que me mate pelas costas
antes que eu saia daqui.
Adeus, Cole.
FORTE DAVIS XERIFE
Fa�a um mandado de pris�o contra Roy Bean.
Levante a m�o direita.
Jura desempenhar o cargo de delegado
no condado de Jeff Davis no Texas?
Sim.
Obrigado, xerife.
BILHETERIA
Quanto custa o ingresso?
$2 cada um, qualquer lugar.
Quem chega primeiro pega o melhor.
- Quantos lugares h�? - Quatrocentos.
- Compro. - Quantos?
Todos.
Muito obrigado.
Quero duas entradas.
Se fosse voc�, Juiz, n�o pisaria no Forte Davis
nem para ver Ad�o e Eva.
Eu tamb�m n�o.
A ins�gnia de um delegado � o melhor tipo de alvo.
Como sabe que n�o � uma armadilha?
� procurar encrenca ir ao Forte Davis
Vai correr um grande risco, Juiz.
Os homens deles estar�o l�, esperando voc�.
Bando de covardes, d�em-me as entradas.
Quer dizer que ir� ao Forte Davis sozinho?
Por uma garrafa cheia, n�o
Voc�s todos ir�o, como guarda de honra,
direto at� o teatro mas entrarei sozinho.
N�o quero ningu�m la dentro.
N�o compartilharei a Lily Jersey com ningu�m.
Agora vamos, temos um dia de viagem � frente.
Vou me vestir e voc�s, se arrumem um pouco.
Chickenfoot, minha espada.
N�o usava esse uniforme desde Chickamauga
mas ainda fica bem.
Bean e seus homens est�o vindo. Saiam da rua!
Bean e seus homens est�o vindo.
Bean est� chegando. Bean est� chegando.
Ei, olhem!
BEM-VINDO AO FORT DAVIS
Eles souberam que eu estava vindo.
Bem, rapazes, tomem seus lugares.
ESTA NOITE LILY LANGTRY
Esta � a entrada para o palco.
Lembrem-se, quero privacidade durante todo o show.
Ter�.
Terceira cadeira.
Desculpe, senhor, sua cadeira � aqui atr�s.
N�o, n�o �. � bem aqui.
Quando entra a Srta. Langtry?
Logo que suba a cortina.
J� vai subir, senhor.
- Subir? - A cortina, senhor.
Agora?
Sim, agora.
Agora.
N�o se mova, Juiz. vou descer para prend�-lo.
Venha atirando.
- Come�ou a guerra. - Sim.
Gostaria de estar l� dentro para ver o show.
Acho que o juiz est� se divertindo.
Sim.
Ei!
Ei, vamos nos levantar e atirar.
Ok, Juiz.
Prepare a arma. Vamos sacar.
Ok.
- Pronto? - Sim.
V� o que fez?
Parou o show.
Eu ia ver a Lily.
Agora � tarde demais.
N�o �, Juiz.
Est� a� atr�s, esperando para v�-lo.
O que?
Sabe tudo sobre voc�, Quer conhec�-lo.
Ela mesma me disse isso.
Vamos l� atr�s para v�-la.
Meu chap�u.
Onde est� a srta. Langtry?
Des�a-me. Posso andar.
Des�a me. � minha decis�o.
Srta. Langtry, quero lhe apresentar
um velho admirador, o juiz Roy Bean.
Prazer em conhec�-la.
Cole, venha aqui r�pido!
Olhe!
O que eu disse? Est�o voltando.
Muitas carro�as.
� a terra prometida.
Jane Ellen,
algum dia o Texas ser� a maior e melhor...
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