All language subtitles for La Piovra - Season 4 (EP3)

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Original subtitles

A seguir a um estranho homicídio do qual é vítima António Tindari...

...proprietário de um casino recentemente inaugurado...

Corrado Cattani reencontra Tano Cariddi...

...que é agora diretor-geral do Banco Antinari...

...e está secretamente ligado à criminalidade mafiosa...

por conta da qual prepara a tomada de um grande grupo financeiro...

...os Seguro Internacionais, também com a ajuda do inquietante Espinosa

...homem dos mil poderes e dos mil mistérios.

As investigações põem no caminho de Corrado duas mulheres:

A juíza Silvia Conti e a jovem Ester Rasi...

...filha do presidente dos Seguros Internacionais.

Após algumas divergências iniciais, Corrado descobre na juíza...

...uma personalidade corajosa, decidida e profundamente honesta.

Com a sua ajuda, consegue evitar que a pequena Greta Antinari...

...fique sob a custódia de Tano, por decisão do Tribunal dos Menores...

...acabando por ser entregue a uma pequena comunidade de crianças...

...gerida por um velho amigo de Corrado, Frei Bernardo.

A relação com Ester é feita de ternura quase paterna...

...de um natural instinto protector, de preocupação e de indignação...

...quando Corrado descobre que Ester em breve casará com Tano.

Convencido de que se trata de uma manobra de Tano...

...para colocar o pai da rapariga entre a espada e a parede...

Corrado não pode fazer nada para evitar que o casamento se realize.

Na verdade, outros acontecimentos medonhos têm lugar.

Numa terrível cilada, Salvatore Frolo, o homem que matou o dono do casino...

...é atingido por numerosas balas que o deixam à beira da morte...

...paralisado, limitado nos gestos e nas palavras.

Mesmo frustrado na sua busca da verdade...

...sobretudo pelo jornalista Davide Faeti que na Sicília, muitos anos antes...

...tinha-se ocupado do caso mas abandonou-o mais tarde, por medo...

Corrado jura a Frolo, reduzido a uma pobre coisa...

...que não o abandonará, que irá até o fundo.

O POLVO 4

Produção

Realização

TERCEIRO EPISÓDIO

- O cabelo assim? - Sim, mais ou menos.

Mas a cara era um pouco mais quadrada.

Experimenta com esta.

Esta aqui?

Sim. Esta está bem.

- Vamos ver os olhos, agora. - Está bem.

Uns olhos mais pequenos, como... como duas fissuras, experimenta.

Sim, como estes.

Sim, é ele.

É mesmo ele.

Olha.

Transmitam a todas as esquadras e a todos os postos de fronteira.

Estava a pensar, por que razão o Frolo não aparece no registo criminal?

Há dezoito anos houve um inquérito.

Pedi os dossiers do juiz Fiorani, mas demorarão a chegar.

Aqui está. Quer que recomecemos com os outros?

Sim, obrigado.

Porque não descansas? Há duas noites que não dormes.

Não, não, está tudo bem.

Mas onde?

Está bem, dê-me a morada, mandamos já um carro.

- É para o 112. - De acordo. Até logo, volte sempre.

Fabio.

- Leva-o para o 112. - Vou já.

- Desculpe, queria um quarto. - Muito bem.

Por favor.

- É no segundo andar. - Obrigado.

Estou?

Tenho a polícia aqui à frente.

Seguiram-me.

Força, despachem-se! Temos de sair já.

A polícia está a vigiar a loja de Zichitedda...

...esse grandessíssimo otário deixou-se apanhar!

Bom dia. Este não é o quarto 110?

Disseram-me a segunda porta à esquerda. Não é o 110?

Não, não, este é o 112.

Desculpe. Espero não ter incomodado. Bom dia.

Estou?

Comissário, uma chamada externa, é urgente.

Cattani.

Sim, diz.

Vamos já para aí.

Mas tu sai daí a correr! Percebeste?

O que se passa?

Não tenho tempo agora!

Sigam-me!

Tu vai com eles!

Vigia esse tipo do 110. Se for só um idiota, vai-te embora.

Se for um espião, desembaraça-te dele.

Onde aprendeste a conduzir assim?

Tirei o curso, na escola de polícia.

- E quanto tiveste? - Vinte.

Mas não tiveste vinte em análise de dados também?

Tive vinte em tudo.

Vou matar-te, porco!

Alto!

Fora! Bloqueiem as escadas! Rápido!

- Mas o que aconteceu? - Acalme-se, senhora!

- Tinha-te dito para ires embora! - Sabia que irias chegar.

Vim à sede central porque...

...li os jornais e queria falar contigo.

Parei na garagem, havia fotógrafos, jornalistas! Mas, no meio deles...

havia um tipo que nunca foi jornalista, o Zichitedda, e há muitos anos...

...na Sicília, estava com a família Bonura. É um mafioso.

Estava lá para fazer uma vistoria.

Estudava a posição do teu escritório, até...

...esboçou este mapa.

- Sabes o que significa? - Diz-me tu.

Desta vez andam à tua procura. Estavam a preparar um atentado.

Segui-o e aqui estou.

Mas tu não escrevias...

...sobre mulheres?

Despedi-me.

- Desde quando? - Desde hoje de manhã.

E agora, para quem trabalhas?

Para ti.

Quando estava na Sicília, vi pelo menos...

...trezentos cadáveres, assassinados.

Já conhecia a cena de cor, se disparassem do carro...

...o sangue salpicava por todo o lado.

Na rua, ficavam quase sempre de cara para o chão, mas os que doía mais ver

...eram os que tinham tentado fugir.

O rasto de sangue chegava até a janela e era aí que os encontravas.

Nenhum homem...

...tem coragem para saltar...

...mesmo perseguido por uma espingarda.

Eu fazia o registo dos mortos.

Registava tudo como um autómato.

Mesmo quando mataram o meu irmão...

...tive uma espécie de reflexo condicionado...

...e comecei a escrever mentalmente o início do artigo...

"Ali está o juiz Fiorani, tombado no chão...

...num pátio...

...com a boca suja de sangue."

"Num charco, os seus óculos com uma lente partida."

"Sob a luz fotoelétrica, podemos ver as suas meias azuis."

"Vestia-as sempre curtas, o juiz Fiorani...

...um tipo para quem a elegância nunca foi um assunto sério."

Voltei para o meio dos bons, comissário.

Sou a ovelha tresmalhada.

Contente?

Não é meu. Eu não sei escrever.

- Isso é um desenho. - Nem sei desenhar.

O seu moço levou para o hotel um bolo com este bocado de papel no interior.

Quem estava no quarto 112?

Como posso saber?

Deve ter sido alguém que gosta de torta siciliana.

Chegou a Milão há dez dias, porquê?

- Numa excursão de lazer. - Com duas pistolas no bolso.

Tenho muitos inimigos.

Falemos antes nos seus amigos.

Todos os que estavam consigo tinham documentos falsos.

Como o seu, de resto.

Então, quem eram?

Pessoas que faziam parte da excursão turística.

Eles também estavam em Milão para ver o Duomo.

Eu não conheço ninguém, ninguém.

Venha, Trevi.

Era ele que disparava na auto-estrada.

Mas quem és tu? O que viste?

Quem te conhece?

A minha perna!

Comissário, leve o seu agente!

Acalma-te! Já chega!

Estão a massacrar-me!

Se não te levantas já, parto-te eu as pernas, as duas! Levanta-te!

Por favor, comissário. Agora não se meta nisso.

- Eu faço queixa, vão ver! - Senta-te.

Sr. De Rita, Francesco, ou Lesma, incrimino-o formalmente de homicídio,

tentativa de massacre e associação criminosa de cunho mafioso!

- Levem-no! - Qual massacre? Qual homicídio?

Você está louca!

Senhor Marozzu, Silvio, ou Zichitedda...

...incrimino-o formalmente de tentativa de homicídio...

...e associação criminosa de cunho mafioso.

Juro pelos olhos da Virgem, tem de me deixar falar!

Não é verdade! Precisa de provas!

- Fora! - Protesto!

Precisa de provas! Tem de me escutar!

Ainda não há novidades no inquérito sobre o clamoroso atentado...

...que vitimou a escolta do comissário Cattani.

Os inquiridores ficaram fechados a manhã toda dentro da Procuradoria

...e não fizeram declarações.

Mas aparentemente, à tarde, a juíza Silvia Conti ordenou umas detenções.

Passamos agora às notícias de política estrangeira...

...com o serviço do nosso correspondente em Nova lorque.

O jantar está servido, senhor.

- Manda preparar o carro. - Sim, senhor.

Corrado!

Corrado!

O que fazes aqui?

Estive tão preocupada, não sabia se estavas ferido!

Não devias estar em lua-de-mel?

Eu... Corrado, ouve, temos de falar.

Agora não tenho tempo.

Faça favor. Lamento, tenho mais que fazer.

Vamos.

Quem é essa rapariga?

Uma tipa.

É muito amável contigo, porque a tratas tão mal?

Eu trato mal toda a gente.

Aquela rapariga casou com o Tano Cariddi.

Chega para justificar o facto de eu...

...a tratar mal?

Não.

Para mim chega.

Era uma vez uma mulher que queria muito ter uma menina.

Muito pequenina, mas não sabia como fazer...

...para encontrá-la, então foi ter com uma bruxa e disse-lhe:

Quero ter uma menina pequenina, sabes onde posso encontrar uma?

É fácil, disse a bruxa, toma, isto é um grão de cevada...

...mas não é cevada normal, como a que cresce no campo...

...e dá-se de comer aos pintainhos. Planta-o num vaso de flores e verás.

Obrigado, disse a mulher, e deu à bruxa doze moedas.

Foi para casa, plantou a cevada...

Está a rir.

Porquê?

Deve estar contente.

Mas contente com o quê? Aqui não tem nada.

Em casa tem centenas de brinquedos.

Os brinquedos são para as crianças trocarem.

Têm de abri-Ios...

...têm de ver como são feitos por dentro...

...têm de partilhá-Ios, discutir...

Você sustenta isso tudo sozinho?

Com a ajuda do Senhor.

Tome.

Isso dar-lhe-á mais jeito do que o amor do seu Deus.

Pegue nisso, não se arme em herói.

Para juntar esta quantia, no convento eram precisos 10 anos de esmolas.

Fique com isso.

Não quero o seu dinheiro.

É para a Greta.

A Greta não precisa.

Viu-a...

...está contente na mesma.

Muita gente tem medo de si.

Porquê?

Boa noite, Frei Bernardo.

Puseram um gato enforcado na minha cela, sabe o que significa?

Que em breve virão buscar-me, para me dar o mesmo destino!

- Quem virá buscá-Io? - Os dois que acabam de prender...

...o Zichitedda e o Lesma.

- Conhece-os? - Aqueles matam-me!

Se lhes disserem para o fazer, eles fazem!

Raios...

Porque alguém quereria a tua morte?

Porque sabem que eu não fico aqui a apodrecer pelo resto da minha vida.

Estou-me nas tintas para eles!

As famílias, a honra, os juramentos, é tudo patetice!

Pô-Io-ei em isolamento.

Mas agora, diga-me o que sabe.

O casino de Tindari está completamente controlado pela máfia.

- Qual máfia? Quero os nomes. - Os homens do Puparo!

No Norte?

Sim, mesmo aqui no Norte!

O Lesma e o Zichitedda, são homens dele?

São.

Mas o pior de todos é um tipo alto e grande, uma espécie de bisonte.

Chamam-lhe Salieri.

É ele?

Sim, é ele.

Foram eles a organizar o atentado à escolta! Porquê?

Quero saber o que tem a ver Frolo com o casino...

...e porque para eles é tão importante.

Não sei nada do Frolo, juro.

E Canopio, o vereador de quem falou da outra vez?

Também é um homem da máfia?

Não, mas foi ele quem fez ganhar a empreitada do casino ao Tindari.

De que maneira?

Corrompeu metade da administração da Câmara.

Um vereador que se opôs, foi encontrado afogado num poço.

Continue.

O Canopio fornecia a cobertura política ao casino.

Atrás dele dizem estar uma pessoa influente, que fica em Roma.

O nome?

Não sei.

A sério.

Não sei.

Esta miríade de pequenos acionistas, que constituem 4% dos Seguros...

...só está interessada nos dividendos do fim de ano.

Controlo-os pessoalmente. Pode considerá-Io adquiridos desde já.

É preciso mais para chegar aos 31%!

Aqui está.

Terá de comprar estas duas sociedades.

A Barton e a Restifil.

Cada uma delas tem 7% dos Internacionais na carteira.

Trata-se de duas sociedades enormes. Porque iriam ceder as quotas delas?

Porque atualmente encontram-se numa grave crise de líquidos.

E ninguém sabe, a não ser eu...

...e você.

Nessa altura, terei investido cerca de cinco biliões.

Sim, exacto. Mas controlará trinta.

Agora já sabe de tudo.

- Não tenho mais nada para lhe dizer. - Mas eu tenho.

Qual é a data do próximo conselho de administração?

Daqui a uma semana, logo depois do Natal.

Bem...

Nessa altura, proporá a minha eleição a vice-presidente.

Mas isso não estava no acordo!

Eu não fiz nenhum acordo.

Só disse quais eram as minhas condições.

E não sou tão ingénuo para tomar os Internacionais sem ter coberturas.

Mas eu não posso propô-Io para a vice-presidência.

Os outros acionistas...

Os acionistas não se admirarão, sou marido da sua filha.

Pensarão que, por uma vez, você deixou-se levar pelos sentimentos!

Oiça, percebi quem são os seus amigos.

É a máfia!

Se você ficar vice-presidente, e me acontecer algo...

..e sabe bem do que estou a falar...

...automaticamente você será dono de tudo!

Porque pensa sempre no pior?

Porque a sua imoralidade não tem limites.

Só uma coisa é imoral... o insucesso, e você sabe melhor do que eu.

Você e eu somos iguais.

Não, não somos nada iguais.

Eu trabalho para o meu país...

...você não é mais do que um criminoso.

Explique-me, então, o que é moral.

Produzir riqueza per se...

...quando isso significa...

...progresso para todos.

Lá na Sicília, onde eu nasci, houve um terramoto.

20 anos depois, as pessoas ainda moravam em barracas, porém...

...a poucos quilómetros dali...

...uma grande empresa do norte gastou biliões para erigir um porto turístico

...onde, na volta, você também...

...deve ter atracado, uma vez ou outra, o seu iate.

Esta é a moralidade de que fala?

O progresso tem os seus custos.

E foi em nome do progresso que você, há vinte anos, se calou...

...sabendo que o avião do Eng. Valenti iria explodir durante o voo?

Saia daqui.

Então, espero uma resposta.

Passe um bom Natal, Dr. Rasi.

Dr. Canopio, foi você a nomear os dois fiscais da Câmara...

...que controlavam o volume de negócios do casino?

Sim.

É verdade que os fiscais registavam uns mil milhões de receita por noite?

Sim. Sim, acho que sim.

Mas o casino lucrava mais do dobro. Aqui está...

...está marcado nestes registos.

Para quem ia o dinheiro não declarado?

O que sei eu? Para o casino, imagino.

Destes apontamentos, porém, resulta que uma parte destes milhões foram...

...para uns vereadores da Câmara.

- Eu, na verdade... - Tratava-se de luvas, não é?

Advogado, mas... o que faz? Diga algo, não? Para que lhe pago?

- Vê, eu... - O advogado não pode dizer nada.

É você quem tem de responder.

Tratava-se de luvas, convém-lhe admitir.

Digamos provisões!

Sabe, luvas é uma palavra feia.

Oiça, se você e eu pudéssemos combinar para lhe chamarmos...

...Fundo Especial para Pesquisas de Mercado, pronto.

Seria mil vezes melhor.

Porque, sejamos sinceros...

...o que tem de mal compensar com 5 ou 10%, quem nos ajuda...

...a realizar um negócio?

Ganha quem vende, ganha quem compra, porque não deveria ganhar...

...quem fez a mediação também?

- Dr. Canopio? - Sim?

- Obrigado. - Mas o quê?

Sr. Canopio, Federico, conforme o que...

Advogado, o que se passa? O que significa?

Estes tipos são malucos, o que fazem?

Sr. Canopio, Federico...

Está preso pelos crimes de apropriação indevida e peculato agravado.

Mas não é possível! Advogado, por favor!

Estavas presente quando prenderam Frolo?

O que disse no primeiro interrogatório?

Nada.

Nunca disse nada.

Depois chegou a juíza e mandou-nos todos embora.

- E Cattani? - Foi ter com a viúva.

- A viúva de quem? - A mulher do morto, a Sra. Tindari.

A mulher do Tindari!

Não tinha pensado nisso.

Juiz, uma declaração!

Prendemos dois elementos do comando que agrediu a escolta.

E procuramos ativamente um homem muito perigoso.

O homem que está à cabeça do grupo de criminosos.

Aqui está. É uma besta.

Mas muito pior que ele, mais ferozmente animal...

...mais repugnantemente vil, é quem lhe arma a mão!

O massacre do outro dia foi um desafio intolerável ao nosso país, ao Estado...

...à justiça e à minha pessoa!

É verdade que a máfia está por trás?

Uma personagem importante...

...representa nesta cidade as famílias da máfia.

Espero que esteja a ver, do esgoto onde o obrigámos a esconder-se!

Quero essa puta de juíza.

Quero-a...

...aqui entre estas mãos.

Tu já estás queimado. Tens de ir embora.

Mas antes tens de encontrar o tipo com o sobretudo verde.

Deste em louca para fazeres aquilo?

Não percebes que aqueles são capazes de tudo?

Até queriam atacar a sede central!

Podem matar-te quando quiserem, não lhes metes medo!

Mas eu quero meter-lhes medo!

Quero que percebam que estamos em cima deles.

E que não daremos tréguas!

Sim, mas não deves expor-te, não é preciso.

Claro, amanhã, nos jornais, serás aplaudida por todos.

Dirão que foste corajosa, far-te-ão louvores, e depois?

Depois não encontrarás mais ninguém.

Ninguém te ajudará mais!

Nem tu?

Não sei.

Quem sabe onde estarei...

...amanhã.

Boa noite. Adeus.

Adeus.

Viste como estão agitadas as formigas?

Ernesto, assustaste-me. O que fazes no escuro?

Estava a pensar.

Queres?

Surpreendida em ver-me?

- Um pouco. - Sentida em ver-me?

Por favor, não recomeces.

Vi-te, há pouco, na televisão.

Estavas muito diferente, quase não te reconhecia.

Estou tão abalada pelas coisas que me acontecem...

Mas...

...estavas ainda mais linda do que o costume.

Decidida... forte.

Estou muito preocupada com o meu inquérito.

Gostaria que algum dia estivesses tão preocupada comigo.

Há pessoas que arriscam a vida.

Aqueles agentes foram massacrados.

Tens razão.

Desculpa-me.

Se calhar é absurdo eu falar em factos pessoais...

...enquanto tratas de coisas...

...muito mais importantes.

Acho que as formigas são um bom termómetro.

Nunca as vi tão frenéticas.

Não soubera que é heresia científica, diria que estão agitadas por mim.

Sentem que...

...que estou cansado, que tenho medo.

Do quê?

De te perder.

Porque dizes isso?

Estivemos bem nestes anos.

Sabes há quantos dias não nos vemos?

Dez dias. E sabes há quantos dias não me telefonas? Dez.

Tive muitíssimo que fazer, estava quase sempre na Procuradoria.

Não te peço justificações. Limitava-me... a constatar.

Gosto de ti, sabes disso.

Sim, sei.

Mas o amor...

...é outra coisa.

É quando te sentes num terramoto, e comigo nunca te aconteceu.

- Porque não paras de te fazer mal? - Sim, tens razão. Paro.

Amanhã volto para Roma, a comissão de inquérito começou os trabalhos.

Irei ter contigo em breve.

Não, é melhor não nos vermos por uns tempos.

Sabes há quanto tempo não fazemos amor?

Ester?

Pai!

Pai.

Há quanto tempo estás aqui? Estavas a espiar-me?

Adivinhaste.

Tens o lenço fora do lugar. O que te aconteceu?

Como já não estás sempre a controlar-me...

...acontece-me muitas vezes.

Queria falar contigo.

- Estás sozinha? - Sim.

O Tano voltará mais tarde.

Foi para Ascona.

Ascona.

À Villa Pausania?

Não sei.

Porquê, quem está na Villa Pausania?

Espinosa.

E quem é Espinosa?

Um homem importante...

...que não pensava que o Tano conhecesse.

- Um colecionador. - E tu, conheces?

Lembras-te da boneca antiga que tenho no meu estúdio?

Há anos que o Espinosa ma pede.

Pelo menos podias oferecer-me um café!

Desculpa, ainda não me habituei a ser dona de casa.

- Mas o que me querias dizer? - Nada.

Nada de importante.

Mas não, há bocado dizias que...

Sim, mas se calhar agora encontrei outra maneira de...

...de resolver tudo.

Guido.

Guido, há correio para mim?

Não!

Socorro! Deixem-me!

Vá, despacha-te!

Fica calma!

Levantem-na.

Aqui estou. Soube que andavas à minha procura.

Não!

Não!

Sim!

Cala-te!

Grita, grita, gosto quando gritas!

Que belas cuequinhas!

Não!

Chegou há uma hora.

Salvatore Frolo. Finalmente conseguimos!

Só há folhas brancas!

Não é possível!

Fizeram desaparecer tudo!

Manda-o parar.

Divirtam-se. É vossa.

Corrado...

...ajuda-me.

- Está aí, com o médico. - Como está?

Estava cheia de nódoas negras e de sangue. Venha.

A senhora não quer ver ninguém.

E pede que o facto não seja tornado público.

- Devíamos avisar o marido. - Pediu-me para não o fazer.

De qualquer forma, ainda está em estado de choque.

Está muito perturbada e assustada.

Durante uns dias, seria melhor não a deixar sozinha.

- Como está, Emma? - Quem é você? O que quer?

Não se lembra, há muitos anos, na Sicília?

Vim ter consigo para uma entrevista, o seu marido andava a monte.

Ofereceu-me um café e não me disse nada.

Não falo com os jornalistas.

Já não sou jornalista. Quero falar do Frolo.

- Não sei nada do Frolo, saia daqui! - Está a morrer.

Pode demorar dez anos, se calhar, mas está a morrer.

Os amigos do seu marido condenaram-no a esta morte...

...devagarinho, gota a gota.

Deixe-me em paz, saia daqui!

Espere. Oiça-me.

Na Procuradoria soube de algo que tem a ver consigo.

Em poucos dias, conforme a lei sobre a máfia...

...todos os bens do seu marido serão confiscados.

Para si, não ficará um tostão, tirar-lhe-ão tudo, até a casa!

Deixe-me!

Espere. Olhe aqui. Leia este algarismo.

É tudo o que tenho. Ganhei-o em 10 anos de trabalho desonesto.

Escreva este algarismo e eu assinarei.

Mas tem de dizer quem quis que Frolo vivesse 15 anos no manicómio...

...e quem quis que agora esteja nesse estado. Você sabe!

É uma coisa que remonta há muitos anos, é uma coisa da Sicília.

Mas não é verdade!

O Acidduzzu? Quiseram-no morto para vingar a morte do meu marido.

Não. A verdade não é essa.

Há um segredo que só o seu marido conhecia.

E você sabe de tudo, não é? É verdade que sabe?

Se falar, matam-me.

Com esta quantia, poderá ir para o estrangeiro.

Quem se dará ao trabalho de a procurar? Tem de me dizer a verdade.

Não.

Não, o que você quer saber, não posso dizer.

Está bem.

Fique com isso.

Pense nisso. Tem o meu número de telefone, aqui.

Ponha a quantia e ligue-me.

Eu assinarei. Pense nisso.

Silvia.

Estou aqui, Silvia.

Estou aqui, perto de ti.

Um pouco de café quente?

- Não quero nada. - Queres sim.

Vá, faz-te bem.

Queres que te ajude?

Por favor, quero estar sozinha.

Sabes o que disse o médico?

Que alguém tem de fazer-te companhia.

E depois, tens de te levantar...

...tentar sair...

...força!

Queria desaparecer numa toca.

Uma vez por ano faz bem purificar-se.

E eu gosto de fazer isso...

...no Natal.

Sinto-me mais leve, limpo.

É esplêndido aqui.

Estava ainda mais bonito, antes.

Havia uma orquestra que tocava de manhã até à noite: Vivaldi, Mozart...

...e sobretudo Wagner...

...que eu adoro.

Se tivesse aceite o meu convite de há uns anos...

...ter-lhe-ia oferecido um passeio bem mais sugestivo.

Admito o meu erro. Foi excesso de prudência.

Você, se bem me lembro, tinha intenção de comprar 10% dos Internacionais.

- E você pôs o seu veto. - Pois é.

Agora estou aqui para emendar.

Estou disposto a ceder-lhe...

...doze.

O que o convenceu a mudar de opinião?

Tano Cariddi.

Ele quer tudo.

E você...

...não sei por que razão, decidiu ajudá-Io.

Aquela gravação...

...telefónica...

...provém do seu arquivo...

Não é verdade?

Você dá-me tristeza, Rasi.

Sabe porquê? Porque não é de confiança.

Ainda acredita na honestidade.

Um conceito abstracto que só encontra nas gramáticas da escola primária.

Espinosa...

...não confie em Tano Cariddi, não tem respeito por nada.

Depois de ter acabado comigo...

...fará o mesmo consigo, e com os seus amigos.

Esse homem não tem à disposição só as armas da finança.

Você subestima-me.

Seremos nós a servirmo-nos de Tano Cariddi.

Como nos servimos de si.

Nunca me deixei manipular por ninguém!

Exactamente, era o que precisávamos naquela altura.

Não podíamos pôr as mãos nos Seguros Internacionais...

...mas, estando você no poder, os outros também não podiam.

E entretanto, enquanto você jogava ao incorruptível, nós crescíamos.

Mas agora isso já não chega. Itália é um país pequeno.

Nós olhamos para a Europa, para o mundo...

...para os mercados internacionais, tecnológicos, financeiros.

Lamento, Rasi, mas...

...a ductilidade que demonstra neste momento, e que aprecio...

...chega tarde demais.

Poderia chegar a oferecer-lhe...

...quinze por cento.

Não deve humilhar-se dessa forma.

O seu tempo já acabou...

...resigne-se.

Retire-se graciosamente.

Não aceito lições de ninguém!

Poupe-me!

Como assim?

Vendeu a sua filha ao Tano Cariddi...

Pô-la na cama dele...

...e ainda se atreve a levantar a voz?

Rasi...

...saia-me da frente, por favor.

Bom dia, comissário.

- Como consegues ler com esta luz? - Leio, leio.

- O que é? - É para a tese.

Em breve vou licenciar-me.

Então deixas-nos?

Admitem-te no Centro Elaboração em Roma?

- Sim, sim, se calhar. - Bom, adeus.

Já está.

Sem árvore, que raio de Natal é, não achas?

- Tira-o. - Não.

Ouve, Silvia:

Há três dias que estás assim.

Porque não ligas para o teu marido, para uma amiga, para alguém?

Tenta...

Tenta reagir!

Não quero ver ninguém.

Silvia...

...eu sei, se calhar...

...não te posso ser útil nesta altura...

...mas queria perceber o que sentes.

Não sinto nada.

Porque não tentas falar? Tenta.

Queria tanto ajudar-te...

...não sei como.

Mas não deves guardar tudo cá dentro, tudo o que te dá pena.

Não sinto nada.

Não. Não é verdade! É difícil pô-Io cá fora!

- Deixa-me, por favor! - Põe cá fora o mal que te fizeram!

- Deixa-me! - Põe-Io cá fora! Põe-Io cá fora!

Fala, grita, chora, mas não fiques assim!

- Vai-te embora! - Também tens medo de mim?

Não, não me vou embora.

Basta!

Agora levantas-te, vestes-te e vamos à rua, para o meio das pessoas!

Estás melhor? Assim, boa.

Força.

Sim, sim querida.

Terei todo o prazer em ver-te.

Espero por ti.

O pessoal pode folgar hoje à noite.

- A cozinheira e a empregada também? - Todos.

Vou ter com o meu pai.

Quer ver-me.

- E tu? - Ficarei aqui.

- O que é isso? - Uma lembrança.

De quando eras miúdo?

Tem uma perna partida.

Foi o despeito de um menino maior.

Era forte...

...era prepotente.

Fez de propósito...

...porque sabia que era a coisa que eu estimava mais.

Porquê?

Era a prenda mais linda que já tinha recebido.

Todos os anos, nesta altura, a rua enchia-se de bancas.

Nas da esquerda, havia os brinquedos mais caros...

...nas da direita, ao contrário...

...só havia...

...doces, bolinhas com o elástico...

...girândolas de papel.

A minha mãe dava-me a mão...

...e eu puxava-a...

...para os ursos de tecido, para os carrinhos vermelhos...

...para os comboios...

...mas ela puxava mais do que eu.

"Deste lado", dizia...

"...tens de olhar...

...para este lado."

Finalmente vi-o.

Era usado.

E custava tão pouco que a minha mãe comprou-mo.

Estava feliz.

Pela primeira vez, tinha nas mãos algo que sabia a pó de talco...

...a quartos grandes e limpos.

Eras assim tão pobre?

Era fraco.

- Queres ir embora? - Não, gosto.

Como convenceste o segurança a deixar-nos entrar?

Disse que era uma questão profissional.

Não se faz?

Na verdade, não.

Mas fico contente por teres feito isso.

É tão bonito aqui.

Tenho de te agradecer por hoje.

Não é preciso.

Houve um momento na minha vida em que me sentia...

...não sei, tudo parecia...

...sem sentido...

Levantar-me, vestir-me...

...andar na rua, encontrar pessoas...

Depois...

...mas depois é o mundo que...

...que volta à tua procura.

Agora vou recomeçar a chorar.

E chora.

Chora à vontade.

Ninguém nos vê.

Ouve...

...tenho um convite do Frei Bernardo.

Vens comigo, juíza?

Vamos.

- O que me dará o Pai Natal? - Fica ao pé de mim.

Corrado!

- Feliz Natal. - Feliz Natal.

Olá, Corrado! Feliz Natal!

Isto são horas de chegar?

Bernardo!

Bernardo! Bernardo!

Kedir.

O que aconteceu? Mudaste de ideias? Mas agora a missa acabou!

- Um camião! - Um camião?

Com muitas rodas, grande, assim! Ali, no pátio!

- Mas qual camião? - Anda.

Venham, meninos.

Esperem um momento.

Fiquem aqui parados. Parem.

O que se passa?

Não sei.

- Mas eu vou à frente. - No que pensas?

Esperem.

Fiquem aqui, rapazes.

O Bernardo disse para não mexer.

Venham.

Quem pode ter sido?

Acho que sei.

Olha.

A tartaruga.

Leva a casa às costas.

Nós, ao contrário, levamos a casa no coração.

- Aqui? - Não.

Aqui.

Estás bem aqui? Estás contente?

Ao Davide Faeti...

...ex-cronista de choque, ex-jornalista porcalhão, ex-tudo!

À tua, pai.

À tua, menina.

Festejamos um acontecimento.

A partir de amanhã, depois de muitos anos...

...volto a ser um homem livre.

Acabaram-se guerras de corredor, manobras, enganos.

Acabam-se os lobos ferozes de que tenho de me defender.

Vais demitir-te da presidência?

De tudo.

Quero que te divorcies do Tano.

Tens de prometer-mo.

Já não há razão para ficares com ele.

Nunca o devia ter permitido, fui fraco...

...mas agora já não sou, agora sou forte.

- Pai, eu... - Vês, Ester...

...o mundo em que vivi até agora...

...é monstruoso.

E há muitos anos...

...eu também, por uma vez...

...cedi às suas regras.

Foi um erro...

...que me causou pena...

...e remorsos pela vida toda.

Se as pessoas pudessem conhecer o verdadeiro rosto da alta finança!

Mas o que farás agora?

O trabalho sempre foi a tua vida toda.

Ficarei aqui...

...debaixo dessa árvore...

...à beira do nosso lago.

Tano...

...foi o Tano a ganhar?

Sim.

Mas ele joga com cartas viciadas.

Como?

Estou cansado, querida.

É melhor ires.

Ligas-me amanhã?

Amanhã...

...não sei se poderei.

Vem visitar-me, de vez em quando.

À árvore?

À árvore.

...acabam-se os lobos ferozes de que tenho de me defender.

- Vais demitir-te da presidência? - De tudo.

Fui fraco...

mas agora já não sou, agora sou forte. Vem visitar-me, de vez em quando.

À árvore?

À árvore.

Por favor, volte atrás, leve-me de volta à vila!

Despache-se, por favor!

Pai!

Pai!

Onde estás?

Pai!

O que fizeste?

Pai!

Não, pai!

Porquê?

Não!

Porquê?

Pai!

É assim?

Então ponho a rainha... em C3, vamos ver o que fazes.

Estou?

Não, agora não está de serviço, quem fala?

Fique calma e não saia daí, aviso já o comissário, não saia daí!

Então, quem deu essas prendas todas, não me queres dizer?

Se te disser, não acreditarias.

Comissário, ligaram para a esquadra. Era a Ester. Chorava.

- Ligava da casa do pai. - Vemo-nos mais logo.

Viste?

Já tinha decidido tudo...

...e eu não percebi.

Ele gostava tanto deste lago...

- Tens de sair daqui. - Não!

Eu fico aqui com ele, faço-lhe companhia!

Sempre foi tão só na sua vida.

Sabes?

Foi o Tano que o matou.

Acho que ele fez isso sozinho.

O que podia fazer mais? O Tano queria tudo!

Tudo o quê?

Os Seguros Internacionais.

Ouve, Ester.

Agora tens de sair daqui.

Tens de vir comigo, já!

O Tano já não precisa de ti, não podes voltar para ele.

Voltarei sim, sou a sua mulher.

Por trás do Tano, há a máfia.

E a máfia não faz reféns, não quer testemunhas, percebes?

Não, voltarei para ele e matá-Io-ei! Deixa-me! Deixa-me!

Ester, não irás a lado nenhum!

Tens de acalmar.

Está bem.

Está bem.

Mas tu vai-te embora. Não quero a tua piedade.

Não a quero, percebes?

Ester...

Está bem.

Agora estou calma.

Estou calma.

Mas tu vai-te embora.

Porque quem decide a minha vida sou eu.

De acordo.

Fica tranquilo, não vou matá-Io.

Mas vou destruí-Io.

- Não. - Sim, quero arruiná-Io!

Não sabes o que dizes! Não podes fazê-Io!

- Sim, sim! - É perigoso, Ester!

Sai daqui, sai!

Não quero que ele nos veja juntos quando chegar.

Fica um bocadinho com ela.

Avisaram-me há pouco.

Lamento, Ester.

Não te vás embora, Tano.

Não me deixes tu também.

E...

...diga-me...

Como pensa lidar com o inesperado suicídio do nosso amigo Rasi?

O vice-presidente dos Internacionais, aquele Melandri...

...não é um obstáculo menor...

...mesmo para um refinado jogador de xadrez como você.

Já tomei medidas.

Dentro de uma semana será nomeado presidente da Carbotex.

Uma ótima jogada.

Os meus parabéns.

Dizem que o Rasi era um grande jogador, mas...

...eu nunca o enfrentei.

E você?

Uma vez, há muitos anos.

No outro dia esteve aqui.

Podia tê-Io derrotado mas não quis enfurecer-me, estava muito deprimido.

- Veio fazer-lhe uma proposta? - Naturalmente.

E naturalmente recusei-a.

Para quê servir-se de um soldado gasto...

...quando se tem um jovem Napoleão?

Para ser sincero, vim mesmo para falar do nosso jovem Napoleão.

É hábil, o Tano Cariddi, não nego, mas...

...preocupa-me.

É demasiado... sem escrúpulos.

Quanto a mim, faz mal em preocupar-se.

Quando o nosso Bonaparte ganhar a campanha de Itália...

...em vez de nomeá-Io Primeiro Cônsul, desembaraçar-nos-emos dele.

E, no terreno em que mexemos, a máfia...

...sem o Tano, vale um zero.

Você imagina...

...um velho padrinho da Cosa Nostra a jogar na bolsa?

Não sei.

Arriscamos que esse homem se torne demasiado forte.

Fique tranquilo.

Caro Salimbeni, a guerra moderna...

...não se ganha com os ataques, como o Tano faz.

O ataque serve para surpreender o adversário, desorientá-Io.

Mas depois, para ganhar realmente...

...é preciso ter...

...o controlo...

...do céu e do mar.

Por outras palavras...

...é preciso quem fique por cima, como você...

...e quem fique por baixo, como eu.

E agora diga-me a verdadeira razão por que veio.

Vim para falar do vosso projeto europeu.

Para uma operação dessas proporções, acho que precisarão de consultorias,

- ...e provavelmente também de... - Quanto?

Como? Não percebo.

Quanto quer para si?

Qual é o preço? O seu, o pessoal.

Que quantia temos de transferir para a sua conta na Suíça?

Olhe que não tenho nenhuma conta na Suíça.

Cinco mil milhões. Está bem?

Sim...

...acho que sim.

Estou sim?

Sim...

...é o próprio.

Para aquela coisa...

...é muito importante.

Sim, sim, venha já.

E sozinho.

Como prometeu.

Pronto, nada de polícia.

Confio em si. Sim, espero-o.

Despache-se... depressa, tenho medo!

Ligaram agora do serviço de escutas.

A viúva Tindari ligou para o Faeti, parecia estar muito agitada.

Esse é o texto do telefonema.

Preparem o carro.

Vamos já.

Entre, depressa!

Desculpe.

Deseja?

Não!

Eu não fujo...

...cabrão!

Por aí!

No bolso... das calças...

...há uma coisa importante.

Tinha-a a viúva... de Tindari.

Agora...

...agora vamos levar-te para o hospital.

Pega nisso.

Aquela besta, grande e forte...

...achava que me metia medo...

Gostaste de mim desta vez, comissário?

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