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A CASA DO DRAG�O
Aeron Bracken, a pior espora entre n�s, mas o primeiro a ser nomeado cavaleiro.
Deve ser minha habilidade com a espada.
Consegue levantar esta coisa?
O bastante para matar os Blackwood.
Bracken!
Ponham as pedras da fronteira no lugar.
N�o mexemos nelas.
Ent�o, elas se moveram sozinhas?
Rolaram para as vacas de Bracken encherem a barriga no pasto dos Blackwood?
- O julgamento em Riverrun... - Dane-se o julgamento.
E dane-se voc�.
Esta terra � nossa.
A terra � dos Bracken.
- Matador de beb�s. - O que disse?
Sua falsa rainha, Rhaenyra, � assassina de parentes.
Seu tio declarou apoio a Aegon, n�o foi?
Muito bem.
Deixe-me dizer uma coisa.
Aegon Targaryen n�o � o verdadeiro rei,
assim como voc�
n�o � cavaleiro de verdade.
Ambos s�o desgra�ados,
covardes!
Voc� n�o ousaria.
Ele � o mais desprez�vel dos criminosos.
Ele macula a cova do irm�o.
N�o o culpo por manter seu juramento.
E quanto aqueles que o enviaram?
Otto Hightower jamais permitiria isso.
O sangue quente prevaleceu, acredito.
Os mais jovens se rebelaram. Eles querem punir, querem vingan�a.
Em breve, nem se recordar�o do motivo desta guerra.
� f�cil de lembrar, eles usurparam o meu trono.
Esta � uma das respostas.
Ou foi a decapita��o da crian�a?
Ou quando Aemond matou Luke?
Ou quando Luke arrancou o olho de Aemond?
Chegamos ao ponto onde nada disso importar�.
Quando o desejo de matar e queimar se instaura, os motivos s�o esquecidos.
Talvez haja outra maneira.
Alicent Hightower.
Da �ltima vez, Alicent disse que eu seria uma �tima rainha.
Viu o que aconteceu desde ent�o.
Ela me abordou ap�s a morte do seu pai, e sabe que a guerra est� chegando
e que ser� selvagem como jamais visto.
N�o h� uma guerra t�o detest�vel para os deuses
quanto guerra entre fam�lia.
E n�o h� guerra t�o sangrenta quanto a guerra entre drag�es.
N�o acredito que ela queira isso.
Ela mandou um corvo.
N�o quis ler a mensagem.
- O que ela fez... - N�o foi ela.
- Os homens querem carnificina. - Ela permitiu.
Como voc� permitiu o assassinato de um menino em sua cama?
Alicent est� em King's Landing. O filho dela senta-se em meu trono.
N�o h� nada mais a ser dito.
Est� bem, Lorde M�o?
Eles est�o aguardando.
Embora eu entenda que houve um crescimento...
Bom dia, majestade, meus lordes.
Perdoem-me pelo atraso.
Algo importante, sem d�vida.
O senhor nomeou novos cavaleiros para a Guarda Real.
Para substituir os que perdemos.
O �ltimo, desnecessariamente, digamos.
Sir Arryk foi designado para acabar com a provoca��o de Rhaenyra.
E fracassou na execu��o.
- Porque o plano era precipitado. - Talvez, majestade.
Mas n�o vamos nos esconder e esperar a guerra vir at� n�s.
E agora, certamente vir�.
A guerra j� chegou.
A Casa Bracken decidiu atacar os Blackwood,
que declararam apoio � pretendente.
O pr�prio Lorde Samwell Blackwood est� morto.
�timo. Primeiro sangue em nosso nome.
Ambos os lados tiveram grandes perdas, majestade.
N�o estou certo de que podemos declarar uma vit�ria.
Os Blackwood e os Bracken batalham h� s�culos.
Foi uma desculpa para cederem a um antigo ressentimento.
N�o � uma guerra de verdade.
Chame como desejar.
Eu chamo de guerra.
E Dragonstone tamb�m chamar�.
A quest�o �:
o que faremos agora?
Enviaremos um corvo para Lorde Tully.
Essas casas s�o suas vassalas, n�o s�o? Ele precisa control�-las.
Lorde Grover Tully � um velhote impotente que n�o controla nem o pr�prio p�nis.
- Pe�o perd�o, majestade. - Tem uma sugest�o melhor, Lorde Jasper?
Seu tio, Lorde Ormund, marcha de Oldtown � frente de uma grande tropa.
E o drag�o de seu irm�o, Daeron,
est� quase em idade de batalha.
- Podem suprimir Riverlands. - Est�o a meses de dist�ncia.
Meu irm�o Jason est� mobilizando um ex�rcito em Castelry Rock.
Estar� pronto em semanas, para oprimir os Blackwood ao Oeste.
N�o dever�amos unir os ex�rcitos e atacar como um s�?
A grande mente militar da Cidadela.
- Qual dos elos denota a arte da guerra? - Sirvo ao reino sem favoritismos...
O Conselho precisa da disciplina de outrora,
se quiser ter serventia.
Riverlands � a chave para a guerra.
Harrenhal � a chave para Riverlands.
Irei at� l�, com os que reunirei. Homens que conhe�o, que treinei.
Precisa de tempo para convoc�-los e desafiar Riverlands.
A velocidade � minha aliada.
Trarei as casas das Terras da Coroa, que apoiam Rhaenyra, para o nosso lado.
Somarei seus ex�rcitos ao nosso e iremos para o Oeste,
onde alistarei os Bracken e controlarei Riverlands
e tomarei Harrenhal.
Apressado demais sair com t�o poucos homens.
Pode ser destru�do pela primeira fortaleza que encontrar.
- Um plano audacioso. - Os deuses favorecem os audaciosos.
N�o favoreceram Sir Arryk.
O que o senhor diz, meu rei?
E voc� levar� Aemond e Vhagar?
Vhagar ficar� aqui
para defender a cidade.
�timo.
Vamos � guerra, ent�o.
- Tamb�m irei com Sunfyre. - Aegon.
- Precisar� de um drag�o. - Meu plano � n�o chamar aten��o.
E o que voc� far� se encontrar um ou mais dos drag�es de Rhaenyra?
Ela quer resposta por Sir Arryk.
H� mais chances de encontrar um deles levando um conosco.
E � justamente por isso que precisa ficar, irm�o.
� uma ideia corajosa, mas, n�o podemos arriscar perd�-lo.
Sou t�o tem�vel quanto qualquer um deles.
Me informaram que voc� voltou de seu navio para trazer um aviso.
N�o acreditaram em mim no come�o.
Salvou a minha vida.
E o que vale a vida de uma rainha nos dias de hoje?
Quer ser recompensada.
Acreditei que a senhora desejaria me recompensar.
Qual seria o seu pre�o?
Um lugar em sua Corte.
Voc� disse que seu desejo era fugir de Westeros.
E a senhora me libertou.
Mostrou sua generosidade quando poderia ter me detido.
N�o costumo me surpreender.
Eu digo o mesmo, ent�o.
Conhe�o o funcionamento da Fortaleza Vermelha
e os movimentos dos que trabalham l�.
Tem mais valor que ouro para voc�, no momento.
E qual � o meu valor para voc�?
Eu puniria os Hightower pelo que fizeram.
Comigo,
com aqueles que me serviram.
Mas, mais do que isso,
conhe�o o sofrimento dos plebeus de King's Landing.
Eles ser�o governados, ou por voc�, ou pelo usurpador.
E apenas um mostrou-se misericordioso.
Espero que voc� n�o confunda miseric�rdia com complac�ncia.
Eles s�o sempre assim?
Fumaresia, drag�o do meu falecido marido.
Ele anda agitado, ultimamente. N�o sabemos o motivo.
Talvez esteja solit�rio.
Rhaena.
Majestade.
Decidi mandar Joffrey para que minha prima cuide dele,
Lady Jayne Arryn.
Ela prometeu um ex�rcito em troca de um drag�o.
Bom, ela ter� um.
Aegon e Viserys v�o acompanh�-lo, at� que encontremos um lugar mais seguro.
Tyraxes ainda � um filhote.
- E Tempestade... - Quero que v� com eles.
A Fortaleza Vermelha est� uma confus�o.
Mandaram um assassino durante a noite e seus drag�es est�o a um voo daqui.
Precisa levar os mais novos para longe. Para Pentos, acredito.
Onde minha m�e morreu.
� mais seguro que qualquer lugar em Westeros.
Escreva para o Pr�ncipe Reggio. Se ele lhe aceitar, fique com ele.
Lamento atribuir-lhe tal tarefa.
Parte meu cora��o mandar meus filhos para longe,
sem saber quando os verei novamente.
Mas voc� viu o que pode acontecer com eles aqui.
Rhaena...
Preciso que seja a m�e que n�o posso ser.
Ensine-os. Treine-os.
Proteja-os, como um drag�o protege seus ovos.
E minha irm�?
Preciso de Baela aqui.
- Porque ela tem um drag�o. - N�o prometo faz�-la feliz,
mas eu lhe pe�o: fa�a este sacrif�cio de boa vontade.
Por todos n�s.
Majestade.
Drag�o!
Alto!
Estou reivindicando Harrenhal.
� o que parece.
Eu, Sir Simon Strong, Castel�o de Harrenhal,
juro lealdade � Rhaenyra da Casa Targaryen, Primeira de Seu Nome.
Eu juro pelos antigos deuses e pelos novos.
O jantar � carne de cervo, com couve negra e ervilhas.
N�o tenho groselha.
Sinto muito por isso.
A carne est� bem maturada.
Uma pena deix�-la estragar.
Eu sobrevivi � muitas batalhas.
N�o pretendo ser abatido por ervilhas envenenadas.
Admito que as ervilhas de minha cozinheira n�o s�o lend�rias, mas...
envenenadas?
Jeito f�cil de matar um montador de drag�es.
Se ainda n�o percebeu, voc� � bem-vindo aqui.
E seu lorde, Larys Strong?
Que est� na falsa Corte de Aegon?
Larys P� Torto n�o � meu lorde.
Ele � o flagelo deste castelo e desta fam�lia.
N�o acha estranho que o pai dele,
meu sobrinho, Lorde Lyonel, tenha perecido em um inc�ndio,
junto com o filho, aqui neste lugar �mido?
O primeiro inc�ndio desde que Balerion exterminou Harren, o Negro.
Mesmo no ver�o, lutamos para iluminar a casa.
N�o encontrar�s lealdade a Larys Strong aqui, meu pr�ncipe.
Majestade.
Perdoe-me. Eu... eu...
eu supus que, como Consorte...
Devemos lembrar dos perigos das suposi��es.
De fato,
majestade.
O que o traz
aos cantos de Riverlands?
Harrenhal � o maior castelo dos Sete Reinos.
- Contudo, talvez isto tenha lhe escapado. - Neste caso, n�o desejando question�-lo,
ele est� em ru�nas desde que seu antecessor
- incinerou boa parte dele com seu drag�o. - Por isso devemos tratar de repar�-lo.
Mesmo que tiv�ssemos a verba, meu prin...
Majestade. Para qual fim?
H� quarenta mil espadas em Riverlands. O maior ex�rcito n�o declarado do reino.
Apenas Harrenhal tem tamanho suficiente para guarnec�-los.
Deve saber que um grande n�mero dessas espadas j� declararam apoio
e est�o em guerra.
As Casas Bracken e Blackwood se detestam h� tempos.
Por qu�?
Pois bem,
a resposta para isto
perdeu-se com o tempo.
O pecado gera pecado, que gera pecado.
Convoque seu lorde supremo
para eu tratar com ele diretamente e traz�-lo para a nossa causa.
Este seria o Lorde Grover Tully, mas ele est� fragilizado.
Disseram que n�o pode mais falar,
nem segurar o intestino.
Pe�o perd�o pelo que eu disse.
O controle com os vassalos est� fraco.
- Est�o fazendo o que querem. - Falarei com ele mesmo assim.
As pessoas devem obedecer seus soberanos,
sob qualquer condi��o.
Talvez a presen�a da Coroa,
e de um drag�o,
agu�ar� as mentes desta regi�o.
Posso perguntar-lhe, majestade...
Se o senhor vencer, quando o senhor vencer,
o que acontecer�?
Marcharemos para King's Landing e tomaremos o trono.
O trono?
� uma cadeira grande, feita de espadas.
Porta-estandartes, � frente!
Cavalos de carga, para a retaguarda.
Lorde comandante.
Seu ex�rcito est� reunido e pronto para marchar.
Ele gosta das batalhas.
Que bom que estamos juntos. Mesmo por pouco tempo.
Sir Criston.
Deixe-me apresentar-lhe meu irm�o, Sir Gwayne Hightower,
que chegou de Oldtown noite passada.
Sir Criston.
Ou devo dizer...
meu Lorde M�o?
Sir Gwayne, bem-vindo � King's Landing.
� animador chegar � Corte depois de tr�s longos meses na estrada,
para descobrir que meu pai,
que serviu com lealdade a tr�s reis, fora destitu�do de seu cargo de M�o.
E por um homem de origens t�o modestas.
Que ascens�o vertiginosa os deuses concederam a voc�.
Sir Gwayne se voluntariou para acompanh�-lo na batalha.
O contingente est� completo, majestade.
Ent�o ter� mais um.
A marcha ser� dif�cil, sir.
Ficarei encantado de marchar para uma guerra com um dorn�s.
Irm�.
Que os Sete o guiem, bom cavaleiro.
E o afastem das sombras e da morte.
Agrade�o vossa gra�a pelas ora��es.
E pe�o que me conceda uma prenda.
Para que seu comandante v� para a batalha com suas ben��os...
no cora��o.
Majestade.
Nada � vista.
Nada de homens, nem cavalos,
nem navios.
- Nem drag�es. - �timo.
Devemos aproveitar o momento e agir,
antes de nossos inimigos.
Eles adentraram os muros do nosso castelo
e Riverlands est� em chamas depois da batalha do Moinho Ardente.
Como est� o Pr�ncipe Daemon com nosso ex�rcito?
Nenhuma not�cia do Pr�ncipe Daemon, majestade.
Ent�o devemos aproveitar a vantagem que temos.
- E qual seria? - Drag�es.
Mande-os, todos.
Comece trazendo as fortalezas verdes para a nossa causa.
- E queime as que resistirem. - N�o.
Se drag�es come�arem a lutar com drag�es, traremos nossa pr�pria destrui��o.
O medo �, por si s�, uma arma.
Os Verdes far�o o mesmo c�lculo.
O valor de uma espada
n�o est� dentro de sua bainha.
N�s garantiremos a vit�ria com ex�rcitos, n�o apenas com drag�es.
Os Verdes entendem isto.
O Vale e o Norte mandar�o homens.
E devemos dar tempo ao Daemon.
Majestade, a senhora testemunhou de perto o tamanho de sua vulnerabilidade.
O Pr�ncipe Daemon est� fora
e a fac��o de Aegon est� furiosa com a morte da crian�a.
A senhora nunca esteve t�o exposta.
Talvez seja a hora de considerar escond�-la em um lugar seguro...
Enquanto ficamos aqui, como fonte de distra��o para o inimigo.
- Prop�e guerrearem em minha aus�ncia? - Apenas por precau��o.
Seria trai��o.
Tem sorte por n�o ter levado isto adiante.
Seria de bom tom que este Conselho lembrasse que sua rainha
utiliza a coroa de meu av�,
Jaehaerys, o Conciliador.
Um governante prudente.
O mais s�bio dos reis Targaryen, cujo reinado superou todos os outros.
At� de Aegon, o Conquistador.
E como ficaram?
Os indecisos de Dragonstone?
O Conselho de Rhaenyra � teimoso. Ela tem uma �rdua tarefa.
Espero que se imponha.
Mas temo que precisar� de voc� ao lado dela dentro em breve.
O p�o ainda est� quente.
Tem um caldo tamb�m. Garanti que tivesse.
N�o sou mais um inv�lido.
Eu me despedi de Rhaena antes de voltar.
Desejo o bem dela.
Eu lutaria cem batalhas
antes de ter que me exilar apenas com beb�s tagarelas.
Um desses beb�s � seu herdeiro.
Joffrey.
Um menino de seis anos que n�o sabe nada do mar.
Ainda assim, de alguma forma...
N�o desagradaria nem � Rhaenyra, nem aos deuses,
se Rhaena fosse nomeada herdeira de Driftmark.
Rhaena.
Senhora das Mar�s?
A menina n�o sabe nada de barcos.
- E nem de drag�es. - Temos Rhaena ou Joffrey.
Ambos prestes a ficarem longe do rangido dos navios
e do rugido do oceano.
Ent�o, devemos...
esperar o que est� por vir, com o tempo.
E se n�o houver tempo?
Estamos em guerra, Corlys.
Se algo acontecer com voc�...
Que sorte que sou um bom marinheiro.
Tenho muito o que fazer.
Corlys...
N�o poderei ceder um drag�o lutador, mas enviarei o que posso.
Tempestade e Tyraxes s�o pequenos, mas crescer�o.
Voc� dever� lembrar Lady Jeyne de sua promessa
e convenc�-la da urg�ncia de nossa necessidade.
V� em seguran�a, irm�.
Estarei deveras segura.
Longe de qualquer perigo, apenas cuidando de beb�s.
Um trabalho de grande valia.
E tente ficar feliz por estar fora de perigo.
N�o tente me animar, Baela.
- D�-me, ao menos, essa dignidade. - N�o quis insult�-la.
Cada uma faz o que pode.
E aqui, acho que h� algum conforto.
Tyraxes e Tempestade s�o jovens e vulner�veis.
Estes ovos s�o ainda mais fr�geis.
Mas se tudo vier a ruir aqui,
voc� carregar� nossa esperan�a por um futuro.
Majestade.
Mam�e.
Sim.
Minha rainha.
Estou triste por Jaehaerys.
Mas n�o deveria, acredito.
Pessoas morrem o tempo todo,
principalmente beb�s.
S�o t�o pequenos. S�o levados t�o facilmente.
Tristeza � uma condi��o da maternidade.
N�o se ganha nada com isso.
Aquela prociss�o horrenda, onde os plebeus ficaram me olhando,
garanto que acharam que eu n�o tinha mais direito ao luto do que eles.
Eles certamente perdem mais filhos do que as mulheres da nobreza.
O Estranho chega para todos n�s,
rainha ou plebeia.
Voc� tem direito ao luto como qualquer um.
E voc�?
Eu amava o Jaehaerys,
mas me preocupo mais com voc� e com o que tem que suportar.
Helaena, eu...
Eu a perdoo.
Como disse?
Eu disse que a perdoo.
Est� perfeito, majestade.
A�o valiriano.
- Vale mais que um castelo. - Um espet�culo que inflama paix�es.
Aegon, "O Conquistador Renascido".
Continue logo com isso.
Sim, majestade.
O que deseja?
H� rumores de que o rei se prepara para voar para a guerra.
E o que isso importa para voc�?
Acho que seria ben�fico, para todos, impedir que nosso rei
seja brutalmente assassinado pelos nossos inimigos,
que seu corpo seja dado �s bestas e que sua Corte venha � ru�na.
N�o concorda?
Que primorosa armadura.
Eu recebi o nome do Conquistador e sua coroa.
Ent�o devo usar sua armadura na guerra. Voarei para encontrar Sir Criston.
Uma pequena coloca��o antes de sua partida, majestade.
H� rumores distintos espalhados pelas ruas da cidade.
Um � que vossa gra�a mandou o ex�rcito para a batalha
e que, com sua coragem e sabedoria, voar� com eles.
O outro � que vossa gra�a fora logrado por seus conselheiros
e persuadido a voar para a guerra com Sir Criston,
para que a Rainha Alicent possa reinar em sua aus�ncia
com o Pr�ncipe Aemond ao seu lado.
Absurdos, � claro.
Quem espalhou tais mentiras?
Pouco importa.
Contos criam vida pr�pria,
como erva daninha.
A menos que sejam tratados.
Ent�o trate-os.
Lorde Larys.
Meu pai sempre dizia que n�o precisava de um Mestre dos Sussurros.
No entanto,
encontro-me ansiando por um.
Seus talentos me agradam.
� uma honra, majestade.
Devemos acompanh�-lo ao Fosso dos Drag�es, majestade?
Talvez eu deva voar outro dia.
Parece uma escolha s�bia, se refletirmos.
Deveria vir conosco, meu rei.
Sir Martyn tem um novo escudeiro que quer ir para a cama.
Ele nunca trepou com uma mulher.
Mas voc�s juraram castidade agora.
Claro, majestade.
Sim, majestade.
Muito bem.
Uma esmola.
Ol�!
- Olha ele! - Ulf! Por onde andava?
Como vai? N�o me diga que j� vai.
- Eu acabei de chegar. - J� me vou.
- Ulf. - N�o era para estar aqui.
N�o se preocupe, n�o contarei para ela.
Ei! Como j� chegou aqui?
- Dane-se, tenho uma das boas para voc�. - Ulf. Venha aqui. Venha, aqui.
Ol�, rapazes. No fim das contas, era a rm� dela.
Elas deviam ter me contado.
- Ulf! Ulf! - Eu sei, eu sei.
Voc� ter� seu peda�o de carne, n�o se preocupe.
Venha e sente conosco, amigo. Estava falando de voc� para este homem.
Ol�, rapazes.
Eu tive um dia e tanto hoje.
N�o sei se tenho disposi��o para conversar.
Mas, sabe como �...
Uma bebida faz milagres.
Eu j� sabia. Ele n�o nega uma bebida.
Voc�s me entendem, n�o � mesmo?
Isso, querida. Uma para o garraf�o e uma para voc�.
Boa menina.
Algumas n�o t�m senso de humor.
Para voc�, homem de Dorne.
Voc� � dorn�s?
Sim, sou.
A parte de Westeros onde minha casa nunca se estabeleceu.
Embora digam que at� Dorne ficou de luto pela morte do meu av�. � verdade?
Quem era o seu av�?
O chamam de "O Conciliador".
O Rei Jaehaerys?
Eu pe�o mil desculpas. Continue, por favor.
Olha, eu nem deveria contar essas coisas.
Poderia custar minha cabe�a.
Est� dizendo que voc� � um Targaryen?
Eu sou filho de Baelon, o Bravo,
irm�o bastardo do Pr�ncipe Daemon
e do falecido Rei Viserys.
Tio da �nica e verdadeira rainha, Rhaenyra Targaryen.
O sangue do drag�o corre por essas veias.
E sim, homens arrancariam minha cabe�a por isso.
Uma semente de drag�o precisa cuidar do pr�prio pesco�o
quando n�o tem um Manto Branco cuidando por ele.
Voc� n�o se parece muito com o Rei Viserys.
Ou com o Pr�ncipe Daemon.
- Como voc� sabe como eles s�o? - Ele est� falando a verdade, acredite.
D� para ver pelo cabelo.
- Sou meio irm�o deles, seus imbecis. - Claro que sim.
Direi quem mais n�o tem os cabelos prateados.
O herdeiro do Trono de Ferro, meu sobrinho, Pr�ncipe Jacaerys Velaryon.
� o seu outro sobrinho.
Todos sa�dem o rei.
- Todos sa�dem o rei. - Todos sa�dem o rei.
Bebida para todos.
Por conta da Coroa.
Ouviu o rei?
Sente-se.
- Sente-se, jovem escudeiro. - Sente.
- Beba o vinho, rapaz. - Isso mesmo.
- Vamos beber! - Beba, porquinho.
� o seu sobrinho, Ulf.
- Beba, meu jovem. Esta � a sua noite. - � sobrinho dele?
Voc�!
- Foi o que voc� disse para ele. - Beba!
- Beba, meu lorde! - Pode encher.
Vamos beber at� cair. Aqui dentro � melhor.
Eu contei que vim aqui quando era jovem?
� um lugar tranquilo, mas excelente lugar para se molhar.
Conhe�o a tutora ideal para voc�, meu jovem.
N�o.
Ela vale tr�s vezes o pre�o.
Que os deuses sejam bons.
- � voc�! - O nome dela � Sylvi ou Selyse, ou...
Algo assim.
Aemond, o Feroz.
Voc� j� viveu tanto, mas ainda se deita com a sua primeira.
Que coisa mais ador�vel.
Trepou com ela como um cachorro?
Viram? N�o exagerei.
A proeza da madame � tamanha,
que at� agora, meu irm�o n�o experimentou outra.
Falta de sorte de seu escudeiro.
Como podem ver, no momento, ela est� muito ocupada.
Seu escudeiro pode ficar com ela.
Uma prostituta � t�o boa quanto as outras.
LETREIRO
Sir Gwayne, alto!
Sir Gwayne! Nossa companhia est� acampada ali adiante.
No ch�o frio e duro.
Por isso, iremos para o Touro,
uma taverna com uma excelente reputa��o na estrada de Rosby.
Tr�s quil�metros, acredito.
Marchamos para o primeiro ataque em nome do rei.
Garanto que meu sobrinho n�o me negar� uma noite de conforto.
Se servir para lhe acalmar, Cole,
nos encontraremos com voc� ao amanhecer.
Se o vinho estiver bom, talvez um pouco depois do amanhecer.
- Estamos expostos. - O qu�?
Cole?
Para as �rvores!
V�o!
V�o!
Na hora certa, Sir Criston.
Estou em d�vida.
Sabem que estamos aqui. Eles ca�ar�o.
Seguiremos sob as �rvores e na escurid�o, come�ando esta noite.
E nada de hospedarias.
Sir Criston Cole.
Com uma d�zia de cavaleiros, tenho certeza.
Talvez batedores de um ex�rcito maior.
Os corvos confirmaram, majestade.
Lorde Farring relatou um grande ex�rcito se movendo a nordeste, em dire��o a Rosby.
Est� certa de que viu Cole de tal altura?
A altura n�o era tanta, majestade.
Disse para n�o atacar, portanto...
n�o o fiz.
Majestade, elogiamos Lady Baela por uma vis�o t�o apurada,
mas, n�o podemos mais esperar.
O momento de agirmos � agora.
Majestade, devo concordar.
E pe�o permiss�o para voltar para Pouso das Gralhas
e fortalecer minhas terras.
N�o se aflija, Lorde Simon.
Est�o a caminho de Harrenhal.
� o Pr�ncipe Daemon quem deve se preocupar.
O Pr�ncipe Daemon tem o Caraxes.
Cole tentar� aumentar seu contingente e poder� chamar um de seus drag�es.
Por isso devemos agir agora, majestade.
Solte os drag�es. Encontre Cole e queime-o.
Ouvi seus argumentos.
E os considerarei.
Sempre indo e vindo, n�o � mesmo?
E eu tenho que limpar a bagun�a depois.
Voc� morrer� neste lugar.
Ele nunca estava no castelo.
Meu irm�o mais novo, Emmon, ficava de guarda com os soldados
quando tinha tr�s anos.
- Papai o enviou para a Cidadela. - Obrigada, Elinda.
Vossa gra�a.
O que sabe dos movimentos de Alicent Hightower?
Far� dela sua prisioneira?
Ou ir� mat�-la imediatamente?
Desejo falar com ela.
Pessoalmente.
Mat�-la seria mais f�cil.
Se a guerra pode ser evitada, meu dever � evit�-la.
Tenho motivos para crer que ela pensa o mesmo.
Ela mandou um corvo e expressou o seu remorso.
Posso mandar uma mensagem para ela.
- Em segredo. - Ela n�o concordaria.
Ela suspeitaria de uma manobra.
Como eu, se recebesse tal mensagem.
Preciso v�-la, frente a frente.
Ela � a rainha vi�va.
Ela n�o vai a lugar algum sem ser observada por muitos.
A menos que...
- � perigoso. - Fale.
H� muitos barcos de pesca na ba�a.
A cidade depende deles.
Daemon fez a viagem sem impedimentos.
Mas se eu for reconhecida...
Ficaria surpresa ao saber,
mas o povo n�o se importa com uma mulher que n�o est� vestida como uma rainha,
ou que n�o se enfeita para os olhos dos homens.
Ent�o, vou at� a Fortaleza Vermelha e toco o sino?
Ou devo escalar os muros e entrar pela janela dela?
Alicent sempre vai a um lugar,
fora dos muros do castelo.
Talvez a encontre l�, sozinha.
Pare.
Vasculhem a carro�a. D�-me sua espada.
O que veio fazer aqui?
Pare. Vamos verificar.
Tirem isso daqui.
N�o. N�o.
O qu�?
O que...
Preciso falar com voc�.
E se eu gritar?
Seus cavaleiros me encontrariam. Eu seria levada ou morta,
mas, n�o antes de mat�-la.
E depois?
Comecei de maneira errada.
Assistimos ao torneio juntas, voc� e eu,
no dia em que meu irm�o nasceu.
Sab�amos, mesmo naquela �poca, que os homens treinavam para a batalha,
ansiavam pela luta, em busca de sangue e gl�ria.
Mas voc�...
Sei que voc� n�o compartilha deste desejo.
Rhaenys me aconselhou.
Ela disse que viu em voc� um desejo de impedir
o que de pior pode acontecer.
Ent�o, veio se render?
Estou aqui para ver se descobrimos um caminho para a paz.
Meus drag�es est�o inquietos. Farejam a batalha.
Mas se voc� e eu chegarmos a um acordo...
N�o h� mais acordos agora.
Voc� n�o tem ex�rcito.
Seus aliados viraram as costas por sua perversidade.
Tem sangue em suas m�os de um crime
- que jamais imaginei... - A transgress�o n�o foi minha.
Pense o que quiser.
Tamb�m sou m�e e voc� n�o respondeu pela morte do meu filho...
- Repudiei veementemente tal ato. - Claro que repudiou.
E a usurpa��o de minha heran�a leg�tima?
Voc� se rebaixou tanto que permitir� o sofrimento de milhares,
- para que o irrespons�vel do seu filho... - O seu pai mudou de ideia.
� o que voc� diz
e o que seu pai proclamou para o reino.
Eu vi o rei naquela noite.
Poucas horas, antes de deix�-lo, ele afirmou o meu direito ao trono.
Um direito que ele sustentou resolutamente,
todos os dias de sua vida depois que minha m�e morreu.
E ainda assim, voc� insiste que ele mudou de ideia.
Sim.
Mentirosa.
Rhaenyra.
Meu pai me amava, Alicent.
E acredito que a amava tamb�m.
Voc� o traiu em seus �ltimos momentos?
Quando seu plano foi tra�ado?
- A sua ambi��o era tamanha... - Ele mudou de ideia, Rhaenyra.
Mudou de ideia.
Eu juro para voc�, pela mem�ria da minha m�e.
Eu j� fui cruel por vezes, mas jamais menti.
Eu falei para todos naquele sal�o que voc� seria uma excelente rainha.
Acha que eu seria capaz de tamanha falsidade?
O que ele disse? No final?
Ele falou o meu nome?
Ele estava cansado.
�s vezes era dif�cil de entend�-lo.
Mas ele falou o nome de Aegon,
que era o pr�ncipe prometido para unir o reino.
- O qu�? - Desejo a paz como voc�,
- mas se chegarmos a uma... - Ele usou essas palavras?
O pr�ncipe prometido?
Ele usou?
Sim, usou.
Ele contou para voc� da Can��o de Gelo e Fogo?
� uma hist�ria que ele me contou
sobre Aegon, o Conquistador.
O Conquistador?
Deve ir, antes que seja descoberta.
- Houve um engano. - N�o houve engano.
- N�o! - Por favor!
Pode impedir tudo isto, Alicent.
Uma terr�vel guerra est� chegando.
A vit�ria ser� t�o sangrenta que contar� como uma derrota.
- N�o permita que seu orgulho a cegue... - N�o houve engano algum.
Meu pai n�o est� mais na Corte,
Cole est� em marcha e Aemond...
Voc� sabe o que Aemond �.
� tarde demais, Rhaenyra.
Alicent!
Legendas: Silvana Feitosa
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