Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Isso � loucura.
Voc� n�o � escravo.
Voc� n�o � prisioneiro.
Por favor, reconsidere.
Cuidado com o que fala.
Lutando a seguir na arena
Lucius
Aurelius
C�modo,
o imperador de Roma.
O Coliseu � o imp�rio romano
em sua ess�ncia mais b�sica.
� um s�mbolo de conquista.
� um s�mbolo de domin�ncia.
� um s�mbolo do poder imperial
irradiando no mundo romano.
Agora.
Todo imperador tinha o Coliseu ao seu dispor
como ferramenta para afirmar seu poder e autoridade.
A mensagem para o povo romano
� que a vida � um combate.
� tamb�m um aviso.
N�o teste o poder de Roma.
Era um crime de pena de morte.
Se voc� vive pela espada,
Voc� morre pela espada.
Demonstra o poder do Coliseu
transforma escravos em her�is,
mostrando o sistema de poder de Roma.
O Coliseu simbolizar�
a ascens�o e queda de Roma.
Est� tudo l�.
O sangue, a gl�ria, a grandiosidade,
e as falhas que fizeram de Roma
o maior imp�rio que a Europa j� viu.
Griots Team apresenta: S01E07
Tradu��o: Maflew - Wuo LeChatNoir - Russi - Trench21P
Revis�o: marck93
192 D.C ROMA
GRANDES JOGOS DE COMMODUS
Em 192 d.C.,
o Coliseu completou um s�culo.
O imperador C�modo tem uma surpresa.
Ele � a luta principal, lutando como gladiador.
Gladiadores eram o n�vel legal mais baixo de romanos livres.
N�o tinham personalidade jur�dica.
Estavam na categoria de prostitutas e cafet�es.
Ent�o para um imperador romano
tentar alavancar a popularidade dos gladiadores
� chocante.
Para C�modo, o Coliseu se tornou uma obsess�o.
Um lugar que se tornaria fundamental
para sua ascens�o e queda.
Depois de herdar um grande e poderoso imp�rio
do seu pai, o grande Marco Aur�lio,
C�modo est� em desacordo com a classe dominante de Roma.
O senado.
Os senadores s�o
o grupo de pessoas mais poderosas,
a encarna��o da elite de Roma.
O senado sempre seria o ponto de oposi��o.
A elite tinha vergonha das a��es de C�modo.
Para eles lutar como um gladiador
era se rebaixar por vontade pr�pria.
Esse foi o �pice de uma rela��o que j� n�o ia bem
entre as duas for�as mais poderosas de Roma.
O imperador e o senado.
N�s sabemos muito sobre C�modo
por conta do historiador Cassius Dio.
Ele foi um senador romano.
Infelizmente para C�modo, Cassius Dio
foi um dos seus inimigos mortais no senado.
O imperador e o senado estavam
em um inevit�vel conflito.
Um que come�ou longe
das multid�es adoradoras do Coliseu.
Sob seu pai, Marco Aur�lio, em 166 d.C.,
Roma � abalada por uma invas�o de b�rbaros germ�nicos
na fronteira norte,
dando in�cio �s guerras marcomanas.
Essa foi a primeira vez em s�culos
que um invasor entrou
no cora��o do imp�rio romano.
Eu acho que uma no��o da import�ncia dessa crise
� que Marco Aur�lio vai pessoalmente
liderar as tropas em batalha
e ele leva seu jovem filho e herdeiro junto.
177 D.C.
Em 177 d.C.
C�modo passou 5 anos nas linhas de frente
com seu pai defendendo Roma.
A cultura militar de Roma � diferente da cultura civil.
Quando algu�m se torna soldado
eles s�o removidos da sociedade
por muitos anos.
Por C�modo ser exposto a esse mundo militar ainda novo
foi uma experiencia formativa para ele.
Mas o interesse de C�modo em lutar
n�o foi somente no campo de batalha.
Ele ficou mais interessado pelo combate de gladiadores,
uma paix�o que se entrega mesmo fora da guerra.
Quando eles capturavam qualquer prisioneiro,
eles os faziam lutar.
N�o havia nada para os prisioneiros
al�m de executa-los, ent�o por que n�o aproveitar?
Talvez soldados, que j� estavam acostumados a ver sangue
queriam ver algo mais extremo.
Eram como boxe sem luvas,
cheio de viol�ncia e sangue.
Soldados, quando for�avam os prisioneiros a lutar at� a morte
gostavam de assistir eles serem decapitados.
Talvez isso seja algo que o C�modo viu.
Talvez ele tenha gostado disso.
� dif�cil imaginar um contraste maior
entre C�modo e seu pai.
Pare.
Marco Aur�lio era um fil�sofo estoico.
Para ele, a vida servia para o desenvolvimento pessoal.
Para ele, a ideia desse tipo de combate de gladiadores
n�o era moralmente edificante para o povo de Roma.
Marco Aur�lio deveria saber dos defeitos de car�ter
que iriam atormentar C�modo anos mais tarde.
C�modo era bem diferente do pai dele,
porque ele tomou a dire��o totalmente oposta do pai,
que apreciava o sangue e a viol�ncia da arena.
Apesar da apreens�o,
Marco Aur�lio toma uma decis�o ousada.
Em 177, Marco Aur�lio decide nomear o seu filho
como coimperador e herdeiro do trono.
Uma das perguntas que os historiadores se fazem
� de como algu�m t�o s�bio quanto Marco Aur�lio
escolheu o seu filho?
Marco Aur�lio descobriu que C�modo
era uma pessoa com defeitos, mimada e tola.
Os imperadores que existiram antes de Marco Aur�lio
n�o tiveram filhos,
ent�o n�o tiveram que decidir o que fazer com o filho.
S� escolheram a melhor pessoa para ser o imperador.
Na antiguidade, o parto era muito �rduo,
e havia uma taxa alt�ssima de mortalidade.
Al�m disso, os romanos usavam uma grande quantidade de chumbo
para ado�ar o vinho, o que causava a esterilidade.
Marco � o primeiro imperador desde Vespasiano
a ter um filho biol�gico, o C�modo.
180 d.C. GERM�NIA, LINHA DE FRENTE
Tr�s anos ap�s nomear C�modo como coimperador,
e herdeiro direto, Marco Aur�lio fica doente.
- Agora jogamos de novo. - C�sar. C�sar.
- O qu�? - � o seu pai. Chegou a hora.
Ou�a...
Para o senado...
Experi�ncia...
� sabedoria.
No dia 17 de mar�o de 180,
Marco Aur�lio morre.
Possivelmente da praga que acometeu seu ex�rcito.
Ele � sucedido pelo seu filho de 18 anos, C�modo,
que encara o fardo de acabar com essa guerra de 14 anos
que consumiu o reinado do seu pai.
C�modo se torna o homem mais poderoso do imp�rio romano
e n�o demora muito para ele mostrar
que aquele seria um reinado bem diferente do seu pai.
C�modo se tornou um dos piores imperadores
da hist�ria do imp�rio romano.
Se voc� buscar pela linha divis�ria
entre a gl�ria de Roma e seu longo decl�nio,
C�modo � essa linha.
O pr�ximo passo de C�modo choca todo o imp�rio.
180 d.C. GERM�NIA, LINHA DE FRENTE
Ap�s a morte de seu pai,
o novo imperador C�modo teve uma ideia diferente
de como lidar com a guerra.
C�sar, para onde est� indo?
Para bem longe daqui.
Estou indo para Roma.
C�modo n�o quer ficar no frio e na lama
lutando e acampando em uma tenda.
Ele quer voltar para Roma, para o luxo,
desfrutando a vida de imperador.
Ao inv�s de continuar a guerra com os germ�nios at� o fim,
que, para os romanos, teria que ser uma vit�ria,
C�modo decidiu fazer as pazes com eles.
Foi uma grande mudan�a.
pois, na cabe�a dos romanos, eles n�o faziam as pazes.
Eles ganhavam.
C�modo pode ter pensado
que fazer as pazes com os b�rbaros resolveria tudo,
mas a hist�ria nos mostra que foi o contr�rio.
Ele os permite ficar onde hoje � a Hungria,
antes chamada de Pannonia, que era parte do imp�rio.
Ningu�m em s� consci�ncia
teria feito o acordo que C�modo fez com os b�rbaros.
ROMA
Quase imediatamente,
a rela��o entre C�modo e o senado come�a mal.
H� uma barreira entre eles desde o in�cio.
N�s est�vamos em guerra!
E agora n�o estamos mais, C�ssio.
Voc� colocou Roma em perigo.
Diga-me,
como a paz pode ser mais perigosa do que a guerra?
Para o senado, isso s� trar� mais problemas,
pois eles sabem que essas tribos voltar�o no futuro,
gerando uma amea�a ainda maior.
Termine de assinar isso para mim, Cleander.
Cassius Dio trata os assuntos internos do imp�rio
de forma sigilosa.
Ele � pr�ximo do imperador
portanto, seus estudos e observa��es.
Os escritos dele s�o uma incr�vel fonte
de conhecimento sobre C�modo.
Cassius Dio escreveu a hist�ria de Roma em 80 volumes.
Isso fornece um contexto
para as frusta��es do senado com C�modo.
Desde sua funda��o em 753 a.C.
E pelos pr�ximos 700 anos,
Roma foi um imp�rio sem imperador.
De volta aos dias de rep�blica, o senado estava no controle.
Faziam as leis, organizavam campanhas militares,
e tamb�m controlavam as finan�as.
O senado era, de longe, o mais poderoso corpo do imp�rio.
Mas tudo mudou quando J�lio C�sar deu um golpe em 49 a.C.
E se tornou ditador de Roma.
Esse � o in�cio da idade dos imperadores de Roma.
Mas mesmo com os imperadores, o senado ainda negociava bem.
Eles eram um importante intermedi�rio
entre o imperador e os romanos.
Era muito importante o imperador
ter os senadores ao seu lado.
Todas essas fam�lias de senadores
tinham posses em todo o imp�rio.
Equivaliam a pequenas corpora��es multinacionais.
Eram ricos de uma forma imposs�vel de entender.
Ent�o mesmo se o cora��o do poder pol�tico
fosse a outro lugar, ainda haveriam pessoas importantes.
E ent�o o senado � perigoso.
Muitos imperadores foram anteriormente
destru�dos por seus inimigos no senado,
incluindo os not�rios l�deres
Cal�gula, Nero, e Domiciano.
A hist�ria dos imperadores romanos
mostra que � muito perigoso irritar o senado.
Mas C�modo tinha um plano, e era realmente ignorar o senado
e apelar diretamente ao povo.
Para ganh�-los,
C�modo tinha uma incr�vel ferramenta � disposi��o.
Ele tinha os jogos.
Em menos de um ano de reinado, C�modo tinha jogos luxuosos
para celebrar o fim das guerras b�rbaras de seu pai.
Por ser um evento t�o importante,
a fam�lia imperial, assim como sua irm� Lucila
estaria l�, e claro, o pr�prio senado.
Ent�o seriam testemunhas desse evento.
Para o senado, isso foi entendido como uma piada.
Jogos de triunfo come�aram com o fim das grandes guerras.
Lutadas por muitos anos,
guerras que estabeleceram o poder de Roma.
Isso era o oposto disso, e ainda assim exibia a si mesmo
como um tipo de general vitorioso.
Mas n�o � o senado
que C�modo est� tentando impressionar.
Imperadores podiam se comunicar com pessoas no Coliseu.
Naqueles dias, n�o se via tanto o imperador.
Exceto nos triunfos ap�s grandes vit�rias no exterior.
E no Coliseu, onde ele aparecia em sua caixa
e a multid�o tinha uma chance
de expressar o que pensava dele tamb�m.
O Coliseu adotava uma rela��o de atividade din�mica
entre pessoas e o imperador.
E � poss�vel imaginar milhares de pessoas
dizendo o que querem,
encorajando o imperador no que ele faz,
em patrocinar e ser generoso.
E montar um espet�culo para eles.
Era tipo um contrato.
Lhes dou esses jogos
e precisam me honrar.
E os jogos eram para isso.
Ele � incrivelmente inteligente.
Porque criou o palco perfeito
para construir sua popularidade.
Juvenal, o escritor romano,
resumiu como o imperador
devia ganhar o apoio das pessoas.
Juvenal famosamente chamou isso de p�o e circo
tudo que um imperador precisava para liderar romanos.
O p�o era uma refer�ncia para
o subs�dio romano oficial
ou doa��o de trigo.
Al�m de mant�-los cheios,
era preciso jogos que refreassem sua aten��o
dos problemas di�rios.
A famosa afirma��o de Karl Marx
sobre religi�o como o �pio do povo.
Bem, os circos eram o �pio das massas no per�odo romano.
Enquanto imperadores anteriores
s� faziam jogos para marcar conquistas importantes,
C�modo fazia movimentos sem precedentes.
Fazia jogos quase cont�nuos.
Para solidificar sua rela��o com as pessoas.
C�sar! C�sar! C�sar!
Ouviu isso, Cassius? As pessoas me amam.
Mas estamos endividados.
Encontrarei o dinheiro.
H� muitas pessoas em Roma que dariam alegremente
para a gl�ria do imp�rio.
Cada dia de jogos
custa muito dinheiro.
Precisava financiar a importa��o do que �s vezes eram
milhares de animais selvagens.
Deve contratar gladiadores,
alguns deles eram extremamente caros.
Nos termos de hoje, falamos de um evento
que custaria milh�es de d�lares por dia,
e esses jogos podiam durar meses.
O custo dos jogos era inacredit�vel.
Mas C�modo tinha um plano para pagar os jogos.
C�modo direcionava sua aten��o para os 1%,
da classe senadora, e ele imp�e uma nova taxa
a eles para financiar os jogos no Coliseu.
Era um jeito de reduzir o poder do inimigo.
E dar a si mesmo mais dinheiro
para se fazer mais popular com as pessoas.
Para C�modo, era uma situa��o boa para todos.
O senado n�o aceitaria isso facilmente.
Quando vessem que seus pr�prios interesses
eram amea�ados, eles revidariam.
Na perspectiva do senado,
C�modo se tornava uma amea�a real.
Era suficiente para levar-lhes a agir.
� preciso lidar com C�modo.
182 D.C. ROMA.
Nos primeiros dias do reinado de C�modo
houve um atentado a sua vida.
Quem o mandou?
Quem o mandou?
Mais tarde descobre que sua pr�pria irm�, Lucila,
estava envolvida e tamb�m alguns dos senadores.
A ideia aparentemente era que ela podia substituir
seu marido e eliminar seu irm�o
para liberar o caminho do marido.
Traga-me a cabe�a dele.
N�o havia possibilidade de um atentado
ao imperador n�o incluir o senado.
O viam como um perigo, como algu�m
que devia ter sido resolvido h� um tempo,
e tentariam o melhor para faz�-lo.
Suas rela��es com o senado sempre foram tensas,
agora viraram intoler�veis.
� justo dizer que qualquer apar�ncia de pessoa normal
que havia em C�modo acabou
no momento que a trama do assassinato se revelou.
Como ousam?
Ele j� era muito inst�vel.
Uma pessoa violenta e cruel.
E isso validava seu comportamento.
E o levaram a um estado mental deplor�vel.
E �quela altura ele estava pronto para vingan�a.
Buscando ajuda, C�modo se volta para
sua unidade imperial de elite do ex�rcito romano,
a guarda pretoriana.
Como ele queria se livrar de todos que estivessem envolvidos
na tentativa de assassinato era �til usar a guarda pretoriana.
Eram essencialmente mercen�rios que protegiam o imperador.
E estavam l� para servir.
As pessoas e os senadores os temiam,
e estavam certos nisso.
A guarda pretoriana por lei era a �nica for�a
que podia carregar armas pesadas
no sagrado cora��o de Roma.
Eram lutadores muito habilidosos,
e ferozmente leais ao imperador.
C�modo desencadeou uma pequena
vingan�a sangrenta no senado.
Qualquer um que suspeitasse envolvimento,
que estivesse envolvido e fosse alguma amea�a a ele,
na sua vis�o, devia cair.
A guarda pretoriana acompanhava senadores.
E sistematicamente torturava cada um deles.
At� o ponto em que dessem mais nomes.
A teia ficava cada vez maior.
Grande parte da classe pol�tica de Roma � destru�da.
E claro, um dos efeitos colaterais
� que eles, por serem homens ricos,
perdiam todo direito sobre suas posses,
suas vilas, neg�cios, e muito convenientemente,
C�modo tomava tudo para si.
Cassius Dio e alguns dos outros senadores
escaparam do massacre fugindo da cidade.
Pode entender que isso chocou bastante os senadores
ver membros do senado sendo mortos
como nada mais que criminosos comuns.
Sabiam que C�modo n�o era algu�m mentalmente est�vel
ou algu�m com quem quisesse mexer de jeito nenhum.
At� sua pr�pria irm�, Lucila, n�o escapa da f�ria de C�modo.
Primeiro foi exilada para ilha de Capri.
E ent�o assassinada por sua guarda imperial.
C�modo decidiu que Roma
n�o era mais um lugar seguro para ele,
e ent�o sai da cidade para a pr�pria seguran�a.
Mas antes de sair, C�modo faz uma escolha
que aprofundaria seu racha com o senado.
- C�sar? - Estou saindo de Roma.
- Empacotarei nossas coisas. - N�o dessa vez, Cleandro.
Voc� fica.
Te deixo no comando enquanto estou fora.
Eu, C�sar? Mas eu...
Querido Cleandro, estou confiando em voc�.
Ele delega o comando da cidade
e as coisas do dia-a-dia de Roma
a um de seus antigos escravos, um homem livre chamado Cleandro.
Um homem livre � um antigo escravo.
Eles eram parte importante da popula��o romana.
Um escravo podia comprar sua pr�pria liberdade.
Mas ainda assim, deviam ser fi�is aos seus senhores,
agora chamados de "patr�es."
Cleandro era um escravo liberto,
pertencendo
� uma classe social baixa, e que acabava
de receber poder e responsabilidade
do pr�prio imperador, ficando acima do senado.
Isso, � claro, causou como��o no senado.
C�modo insultou e contrariou o senado.
Mas ficou claro que as coisas entre eles e o imperador,
tomavam o rumo da destrui��o.
Ap�s passar o poder ao seu antigo escravo, Cleander,
C�modo se mudou para uma casa fora da cidade.
183 D.C. VILLA DEI QUINTILI
C�modo deixou a cidade e foi para a Villa dei Quintili,
nas redondezas de Roma.
Essa era uma villa confiscada por ele
de membros da elite que ele havia matado.
Daquele momento em diante, ele se tornou paranoico.
Ele sentia que n�o podia confiar em ningu�m ao seu redor.
Isso o fez ter atitudes mais extremas.
Voc� � membro do senado.
Sou de Ravena, C�sar.
Bem, eles te enviaram.
Voc� me convidou, C�sar,
O clima de conspira��o
e amea�as do senado, abalaram C�modo ainda mais.
Dizem que ele tinha prazer em humilhar os outros.
Quanto mais a alta a classe, mais prazer ele tinha
na humilha��o.
O "Hist�ria Augusta," conta que C�modo, cruelmente,
cometeu v�rios assassinatos.
Ele matava quem bem entendia e violava qualquer lei.
A rela��o entre o imperador e o senado,
era complicad�ssima.
Era dif�cil permanecer no poder, por qualquer per�odo de tempo,
sabendo que havia algu�m querendo o seu lugar.
Sabendo que havia gente lhe desejando o mal.
Sem tornar-se v�tima do medo e da paranoia.
Sempre que estudamos os imperadores cru�is,
eu lembro da famosa frase:
"O poder corrompe,
e o poder total, corrompe totalmente."
Ent�o, muitos imperadores...
romanos,
eram v�timas da paranoia e da megalomania.
Cal�gula e Nero s�o exemplos de imperadores
que simplesmente enlouqueceram
na desintegra��o de seus reinados,
por causa da crueldade e megalomania com que agiam.
E por causa das constantes
brigas com membros do senado romano.
Diferente de Cal�gula e Nero,
n�o houve calmaria para C�modo.
C�modo foi inst�vel desde o come�o.
E as coisas ainda pioraram.
Logo ap�s uma baixa no senado,
havia v�rios lugares livres
que C�modo, obviamente, usou em seu favor.
Ele ordenou que Cleandro leiloasse os lugares
pela melhor oferta.
Isso abalou o senado profundamente.
O cargo de senador n�o era comprado nem vendido.
Admitir novos membros,
que colocavam o dinheiro acima de tudo,
diferente de seus antecessores,
era t�o ofensivo quanto as amea�as de morte anteriores.
Os homens que assumiriam os lugares livres, n�o tinham
a educa��o ou origem adequadas para um senador.
Bastava ter dinheiro, para se tornar senador
do imp�rio romano.
Sabe-se que havia corrup��o na Roma antiga.
Mas esse foi um evento sem precedentes.
Um n�vel de corrup��o nunca visto na hist�ria romana.
Enquanto tudo isso acontecia,
C�modo estava seguro em sua villa, fora de Roma.
A villa de C�modo tinha seu pr�prio anfiteatro.
E enquanto ele estava l�, decidiu treinar para gladiador.
N�o h� relatos do porqu� dessa decis�o de C�modo.
Mas podemos dizer que foi pela inseguran�a dele.
Pelo desejo de sentir-se s�mbolo da virilidade masculina.
Ele ficou ainda mais paranoico.
E, inexplicavelmente, ele se sentia mais seguro
na presen�a de assassinos treinados, do que no senado.
Preciso de uma espada de verdade.
Guiado por seu treinador, Narcisus,
C�modo domina a arte dos combates "um contra um".
Terminamos?
De acordo com seu pr�prio convencimento,
em seis anos, C�modo superou 735 gladiadores.
Um n�mero nunca visto em combates de gladiadores.
H� relatos de que os combates
eram cheios de amputa��es e outros atos violentos.
N�o eram fingimentos.
Acho que seus dias de gladiador terminaram.
N�o havia maneira de C�modo perder.
Seus advers�rios lutavam com espadas de madeira
e ele n�o.
Ent�o, n�o eram lutas justas, como j� era de se esperar.
Durante seis anos, ele ficou recluso em sua villa,
aprendendo a ser gladiador e alimentando sonhos de poder,
enquanto a cidade que ele deveria governar ia � ru�na.
O alto custo de promover jogos continuamente
e a larga escala de corrup��o, liderada por C�modo,
levaram Roma � beira do colapso.
A crise foi t�o grande,
que a popula��o romana ficou sem suprimentos.
A economia fracassava,
Havia inquieta��o entre as pessoas
e morte nas ruas.
Roma estava em um momento desastroso.
Tamb�m havia
uma s�ria amea�a de Roma se destruiria.
Tudo por causa do ego�smo de um indiv�duo.
186 D.C. ROMA
Ap�s seis anos do reinado de C�modo,
havia uma tens�o crescente em Roma.
Houve fome como Roma n�o via h� centenas de anos.
Isso junto do retorno da peste antonina.
Ent�o, um grande surto acomete a cidade.
A cidade estava ca�tica.
Diariamente, milhares morriam de fome ou doentes.
Era o pior per�odo de fome desde 436 a.C.,
quando milhares de pessoas se jogavam no rio Tibre,
para fugir da agonia da fome.
Se havia fome, e de repente, acabava a comida,
Era responsabilidade do imperador. Ent�o,
C�modo era respons�vel por uma cidade
onde n�o havia comida,
ficando em numa posi��o muito vulner�vel.
A cidade acabou recorrendo � viol�ncia.
Durante um protesto, os romanos se armavam com qualquer coisa.
Podiam ser facas, pedras ou p�s de mesa.
H� um famoso caso, do s�culo II a.C.,
onde um famoso pol�tico romano
foi espancado at� a morte com peda�os de m�veis.
Roma estava em uma enorme crise
e a popula��o teve experi�ncias terr�veis.
Certamente,
a causa da fome e da agita��o social
em Roma, no reinado de C�modo,
foi um mau governo, feito de corruptos,
a desaten��o total dele
sendo um gladiador ao inv�s de governante...
e uma popula��o descrente
de seu imperador.
Dezenas de milhares de pessoas morreram.
A popula��o estava furiosa,
e protestava.
Eles iam at� a villa do imperador para isso.
O tenente dele, Cleandro, foi obrigado a fugir
para salvar a pr�pria vida.
- C�modo. - Cleandro...
por que n�o est� em Roma?
Cleandro arcou com as consequ�ncias,
porque C�modo n�o hesitou em culp�-lo para se salvar.
� voc� quem eles querem.
E ent�o,
devo dar ao meu povo o que eles querem.
Voc� deve lidar com eles.
Levem-no at� a sa�da.
C�modo.
Havia desacordo na cidade. A economia fracassava,
e C�modo percebeu que devia agir.
Ele n�o podia continuar se escondendo.
Ele tinha que tomar atitudes extremas e sabia como.
Ele baixou o custo das moedas,
ou seja, reduziu a quantidade de prata em cada uma.
Portanto, a mesma quantidade de prata
teria maior alcance.
A princ�pio, ele tinha mais dinheiro para comprar comida
e gastar nos jogos.
Mas na verdade, isso gerou infla��o.
Seria desastroso para as finan�as da cidade.
Cassius Dio dizia que
C�modo encontrou um reino de ouro
e o transformou em ferro e ferrugem.
C�modo
que com toda press�o no sistema romano,
ele estava perdendo a f� do povo romano.
Ele tinha que fazer algo grandioso.
C�modo pensou com ele mesmo:
"Darei a eles mais entretenimento."
Desta vez, C�modo tem uma surpresa chocante.
O destaque desses novos jogos
ser� algo que o povo romano nunca viu antes.
O pr�prio imperador vai ocupar o centro da arena
e lutar como um gladiador.
C�modo,
isso � uma loucura.
Por favor, reconsidere.
N�o se preocupe, C�ssio.
Eu refleti muito sobre isso.
Voc� n�o � um escravo.
Voc� � o imperador de Roma.
Um dos atrativos em ser gladiador
� recordar quanto poder,
quanta admira��o, quanta emo��o eles causaram.
Gladiadores s�o tit�s. Possuem um status divino.
As mulheres os desejam. Eles s�o imponentes.
S�o talentosos, habilidosos.
Eles s�o o auge dos lutadores.
Como n�o am�-los?
A verdade � exatamente o oposto.
O filho de Marco Aur�lio estava morto.
O novo C�modo que volta � Roma,
ele volta como um monstro.
192 D.C. GRANDES JOGOS COMMODIANOS
Ap�s seis anos de aus�ncia,
o imperador C�modo retorna � Roma
para lutar como um gladiador,
mas n�o qualquer gladiador.
C�modo teve uma ideia de �ltima hora,
ele se vestiria de H�rcules
para associar-se a esse deus que personifica for�a e poder.
C�modo queria ser visto
como um deus a sua vida toda.
Mas existe outra ironia.
H�rcules � um personagem problem�tico,
que era conhecido pelo alcoolismo,
sua queda na loucura e tamb�m sua crueldade.
� sem precedentes um imperador entrar sozinhos na arena.
Isso n�o � nada que se espera da elite,
muito menos do imperador.
Gladiadores usam seus corpos
para agradar �s massas.
Eles s�o como prostitutas. S�o como atores.
Teria sido dif�cil para a classe dominante
aceitar qualquer uma das a��es de C�modo.
Eles eram pessoas cultas e educadas.
Portanto, o fato de um deles
se rebaixar ao ponto de se apresentar
na mesma profiss�o
da esc�ria da esc�ria.
De acordo com Cassius Dio,
C�modo retirou do falido tesouro romano
um milh�o de sest�rcios por sua apari��o,
quase US$ 10 milh�es em esp�cie nos dias de hoje.
C�sar! C�sar!
Ap�s os jogos,
C�modo embarca em um projeto ainda maior.
Ele pretende reconstruir Roma a sua pr�pria imagem.
Ele renomeou uma col�nia de "commodiana",
a col�nia de C�modo.
E n�o acreditar�amos que isso fosse verdade
se n�o fosse pelas moedas
da �poca de C�modo que eles usavam.
Ele realmente deu o pr�prio nome.
C�modo entra em a��o.
Os romanos passar�o a ser commodiani.
O Senado ser� chamado de:
"Virtuoso senado comodiani".
Ele enche a cidade com est�tuas de si mesmo
vestido como o deus H�rcules.
Uma delas era uma grande figura de um arqueiro,
muito parecida com o pr�prio imperador,
com uma flecha apontada em dire��o a porta da frente
do senado romano.
Se houve uma mensagem pol�tica mais clara do que essa,
eu desconhe�o.
Isso n�o podia ser tolerado.
At� mesmo pelos senadores
simp�ticos a uma reforma.
Quando C�modo anuncia mais jogos com ele mesmo como estrela,
o Senado sabe que deve agir.
C�modo tem seu fim pelas m�os de seu treinador de gladiadores,
nas m�os de Narcisus,
agindo sob as ordens do senado.
H� uma esp�cie de ironia po�tica nisso,
no final foi a pr�pria figura que ele mais admirava,
que tanto desejava ser, que p�s fim � sua vida.
O gladiador.
A morte de C�modo acaba sendo um ponto cr�tico
para o imp�rio romano.
O tratado de paz que ele assinou
com as tribos germ�nicas acabou.
Os b�rbaros dentro do imp�rio viraram a casaca
e invadiram a It�lia outra vez.
O imp�rio romano, esgotado financeiramente
pelas despesas de C�modo, pouco poderia fazer.
C�modo, ap�s sua morte,
sofre o que � conhecido como damnatio memoriae.
Isso significa que todas as refer�ncias a C�modo
foram literalmente exterminadas.
As inscri��es com o nome de C�modo foram apagadas,
documentos com seu nome e sobre ele foram destru�dos.
Isso mostra o qu�o forte era o sentimento.
As pessoas s� queriam esquec�-lo.
Ele era uma mancha no imp�rio.
H� um aspecto sagrado no Coliseu,
e ele passou por cima de tudo.
Ele transformou em um circo.
Ele o ridicularizou e, por fim, tirou o poder
que o Coliseu tinha de muitas maneiras.
O reinado de C�modo � melhor resumido
por Cassius Dio quando ele diz que C�modo
era uma maldi��o maior para os romanos
do que qualquer pestil�ncia e qualquer crime.
Legende conosco: griotsteam.weebly.com
Repair and Synchronization by Easy Subtitles Synchronizer 1.0.0.0
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.