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* Tradu��o: RobOpen *
� isso, vou ter que me mudar.
Este buraco me d� nos nervos.
E deixa-me de mau humor.
Voc� n�o pode esperar que eu viva assim para sempre.
Jovem e atraente.
Por que voc� n�o pensa mais assim?
Querido, voc� sabe o que h� de errado?
Estou solit�ria.
Preciso de um pouco de seguran�a.
D�-me um pouco de seguran�a, querido.
Promotor P�blico
- Sr. Gunn. - Sr. Lockwood.
Por favor, sente-se.
Obrigado.
Com licen�a.
N�o passe chamadas, Mary.
Prazer em v�-lo, sr. Gunn,
dadas as circunst�ncias.
N�o vi a dimens�o das circunst�ncias
no telefonema, sr. Lockwood.
As circunst�ncias relevantes s�o
assassinato.
Na noite passada uma garota chamada Julie Kent
foi achada no apto dela morta, sufocada.
Sim, li sobre isso nos jornais da manh�.
A pol�cia est� prestes a fazer uma pris�o.
Quem ser� preso?
Meu filho.
Ele admite que a conhecia.
Ele a conheceu um ano atr�s, em uma festa.
Ele a tem evitado, desde ent�o.
Por algum motivo particular?
A garota � uma oportunista.
Meu filho � um brilhante aluno de direito.
Com grande futuro.
A garota provavelmente quer compartilhar esse futuro.
Com certeza a pol�cia sabe mais do que isso.
Acharam impress�es digitais do meu filho no apto.
Evid�ncia definitiva de que ele esteve l�.
Isso pode incrimin�-lo.
N�o estou minimizando, sr. Gunn.
Eles t�m um caso muito bom.
Mas eu conhe�o o meu garoto.
Ele nunca mente para mim.
Ele disse que n�o foi ele e eu acredito.
O que posso fazer para ajudar, sr. Lockwood?
Resolva esse caso.
Descubra quem realmente fez isso.
Receio ter que lhe fazer uma pergunta muito delicada.
Certamente.
Voc� realmente acredita que seu filho n�o fez isso,
ou voc� s� quer acreditar nele?
Vou lhe dizer o quanto acredito nele.
Se a sua investiga��o confirmar as conclus�es da pol�cia,
meu escrit�rio processar� o meu filho.
Permita-me agradecer, mas n�o preciso disso.
N�o precisa do qu�?
Sua companhia.
Isso n�o � muito cordial.
Anos de intensa pesquisa e estudo me tornaram assim.
O que aconteceu com o tenente alegre e rechonchudo que conhec�amos?
Certo, Certo, vou ignorar meu trabalho,
vamos sentar aqui e ficar trocando belas tiradas.
Sim, eu gostaria, mas estou ocupado.
O que voc� sabe sobre Julie Kent?
Ela era bonita e est� morta.
Bem, vamos dar um passo adiante.
Entendo que voc� vai fazer uma pris�o.
Onde conseguiu esse entendimento?
Meu cliente.
Se eu perguntasse quem � seu cliente,
voc� provavelmente me diria que n�o era da minha conta.
Ent�o n�o pergunte.
�timo.
Por que n�o estabelecemos um pacto de n�o agress�o?
Eu n�o lhe pergunto, voc� n�o me pergunta.
Veja, tenente, isto � importante.
Corre a palavra de que voc� vai prender o filho do promotor.
A palavra est� certa.
O qu�? S� baseado nas impress�es digitais dele no apartamento?
N�o, com base numa mentira.
Ele originalmente negou conhecer a garota.
Certo, digamos que ele a conhecesse.
Digamos que ele fez uma visita a ela.
Foi quando ele a visitou.
O legista estabeleceu a morte entre 8 e 9 da noite passada.
Isso amarrou tudo.
O qu�, uma multa de tr�nsito?
Uma multa de estacionamento.
O carro do jovem Lockwood foi marcado na zona vermelha 817.
O carro estava na mesma rua do apartamento.
Parece muito pouco promissor.
Para o jovem Lockwood.
Diante disso, ele admitiu estar l�,
mas ele ainda nega ter matado a garota.
Por que voc� n�o o prendeu?
Estamos esperando ordem do capit�o.
Por que o capit�o n�o o prendeu?
O capit�o � um conservador.
Ele acredita que antes de prender o filho do promotor,
� melhor voc� verificar o �libi e as pilhas de evid�ncias.
Parecem estar acumulando-se muito bem.
Acho que sim, mas estou numa posi��o bastante estranha.
Nunca me encarrego de intimidar o capit�o.
Voc� � o conservador, tenente.
Obrigado de qualquer maneira.
Ah, apare�a sempre.
Sempre que eu tiver tempo.
Neste momento, acho que vou falar com o jovem Lockwood.
� melhor voc� fazer isso r�pido.
Certo.
Entre.
Com licen�a.
Neil Lockwood?
Sim.
Meu nome � Gunn.
Voc� � outro policial.
Posso sentar?
Claro v� em frente.
Neil, seu pai me contratou para tentar mant�-lo longe da pol�cia.
Se eu puder.
Contei a eles tudo o que sei.
Receio que eles n�o tenham acreditado.
N�o sei se voc� percebe isso, Neil,
mas voc� est� muito perto de ser preso por assassinato.
Eu n�o fiz isso.
Ent�o por que voc� mentiu?
Porque eu sabia como seria.
Eu estive l�.
Ela foi morta, aparentemente, poucos minutos depois que eu sa�.
Isso � tudo que h� para dizer.
H� quanto tempo voc� a conhecia?
Eu a conheci h� cerca de um ano.
Ela me ligou.
Queria me ver.
Ela estava solit�ria.
Tentei dizer a ela que eu tinha exames e n�o tinha tempo.
Ent�o voc� n�o a viu.
Sim.
Voc� n�o entende?
Eu senti pena dela.
Neil, seu pai � o promotor p�blico.
Voc� j� esteve em um tribunal?
Voc� gostaria de contar essa hist�ria a um j�ri?
Voc� gostaria que sua vida dependesse disso?
N�o.
Mas n�o sei o que fazer.
� a verdade.
Receio que teremos que provar isso.
Qual � o endere�o?
- Qual endere�o? - Do apartamento dela.
Rua Sul, 533, apto 8.
O que voc� vai fazer?
N�o sei, a pol�cia pode ter deixado passar alguma coisa.
N�o h� esperan�a.
Talvez n�o, Neil.
Muito atraente, Sidney.
Excepcional.
Posso entender seu ponto.
Sidney criou outra obra-prima.
Desculpe, estou... estou dominado.
Acha que poderia recompor-se por um momento, Sidney?
V� embora, crian�a.
Agora, Peter, o que voc� quer?
Bem, ah...
Veja, Sidney...
Voc� deve me perdoar.
A dicotomia das cores enleva-me a tal ponto
que eu fico exausto.
Clarence, troque o cinto.
Isso diz algo para voc�?
Isso me d� n�useas.
Voc� pode me dizer o que �?
Seda brocada, o fim do homem.
Veja, Sidney, n�o estou pedindo opini�o.
S� gostaria de saber o que � e onde posso encontrar algo assim.
Clarence, n�o essas contas.
Faz parte de um len�o de seda.
Estas iniciais, D.E.
Agora, o que � isso, um monograma ou uma etiqueta?
PG, voc� est� se tornando um chato insuport�vel.
Faz parte da etiqueta do armarinho.
Voc� acha que conseguiria recompor-se por tempo suficiente
para me dizer qual armarinho?
Clarence, tudo menos vison.
Algo arejado, use marta.
Eu poderia morder a l�ngua por dizer isso,
mas � sem d�vida DeSantis.
DeSantis? DeSantis tem um armarinho?
Um emp�rio de coisas esquisitas.
Tamb�m � uma fachada. Ele � um dos maiores bandidos da cidade.
Eddie DeSantis � um grande operador, dificilmente um armarinho.
Meu querido menino, ele � incorrig�vel, n�o cabe a mim julgar.
Acho que � melhor conversar um pouco com ele.
Se o fizer, por favor diga-lhe
para parar de vender aqueles len�os de seda brocados.
Mantenha o queixo erguido, Sidney.
Clarence?
Sim, n�s os vendemos. Quantos quer?
Onde est� Eddie DeSantis? Vou fazer meu pedido com ele.
Ele � um homem muito ocupado. Eu conduzo os neg�cios para ele.
Essa � uma maneira perigosa de viver.
Mais uma vez, onde est� DeSantis?
Veja, senhor, eu n�o sei.
Voc� quer que eu fique um pouco preocupado e impetuoso?
N�o gosto que minha mercadoria seja maltratada.
Ou meu ajudante.
- Al�, DeSantis. - Al�, Peter.
Est� interessado em nossa nova linha de primavera?
Eu estava mais interessado em saber onde voc� estava na quinta � noite.
E o que isso faria por voc�?
� o que isso pode fazer por voc�, como lev�-lo para a c�mara de g�s.
O que voc� est� tentando montar, Gunn?
Voc� e Julie Kent?
Oh, n�o. Os policiais tentaram isso, n�o acharam nada.
Eles n�o acharam isso.
Um pequeno item com sua etiqueta.
O que isso deveria provar?
Provavelmente � o len�o do crime.
Deixe-me ver isso.
Voc� pode ver isso na sede da pol�cia.
Voc� est� bem?
Hum.
Quando voc� come�ou a conduzir seus neg�cios em becos?
Fui pego por alguns bandidos.
Ligados �?
Eddie DeSantis.
Qual foi a ocasi�o?
Bem, parece que rastreei um len�o at� ele.
Provavelmente � o len�o que foi usado para matar Julie Kent.
No meu papel habitual de dr. Watson,
sinto-me impelido a dizer: incr�vel, Holmes, incr�vel.
Obrigado.
Onde voc� conseguiu o len�o?
No apartamento de Julie Kent.
Eu poderia lhe condenar a 20 anos.
Agora relaxe, doutor.
N�o estraguei nenhuma das suas impress�es digitais.
Veja, vou lhe fazer mais uma pergunta.
Provavelmente sei a resposta, mas pergunto mesmo assim.
Onde est� esse len�o m�stico?
Foi-se.
Os bandidos pegaram.
Bom menino, tigr�o.
Deixe-me fazer uma pergunta.
Voc� consegue pensar em alguma conex�o
entre DeSantis e Julie Kent?
Eles andavam juntos.
Ela era cantora no Edwardian Club.
Ele � o dono.
Eles se separaram h� cerca de um ano.
Talvez tenham restabelecido o relacionamento.
Pelo menos o tempo suficiente para ele mat�-la.
Sobre o len�o,
cobrimos o apartamento completamente.
Exatamente onde voc� o encontrou?
Dentro do cano da pia.
N�o sei como eles deixariam de ver.
Ah, calma, tenente.
N�o expulse nenhum dos garotos do laborat�rio.
Eles n�o receberam a dica da torneira pingando.
Se voc� ainda tivesse aquele len�o,
Eddie DeSantis e eu ter�amos muito o que conversar.
Voc�s ainda ter�o algo para conversar.
Parece que ele estava disposto a tentar me matar
para recuper�-lo.
Sim.
Bem, isso � razo�vel.
Por qu�?
Voc� irrita muitas pessoas.
Obrigado.
Uh, meu barman me disse que voc� tem feito perguntas.
Sim, parece que n�o estou obtendo nenhuma resposta.
Por que voc� n�o vai at� a esta��o?
Experimente as informa��es para viajantes.
N�o encontrarei Eddie DeSantis l�.
Voc� n�o o encontrar� aqui.
Ele � muito esquivo.
Hum.
Por que voc� quer v�-lo?
Eu estava na loja de armarinhos dele esta noite,
e ele esqueceu de validar meu bilhete de estacionamento.
� engra�ado.
Por que voc� n�o o leva ao tribunal?
Eu tenho que encontr�-lo primeiro.
Edwardian Club.
Quantos?
Eddie saiu.
Quatro, hein?
Nome, por favor.
Obrigada.
Voc� ainda est� aqui?
Sim, bem, eu vou, uh...
Vou ficar por aqui e tomar uma bebida.
Fa�a um longo drink.
Diga.
Sim, senhor.
Voc� � um verdadeiro g�nio com essas perguntas.
Esta cidade nunca dorme.
Voc� devia dormir.
Podemos lidar com isso muito bem.
Como voc� chegou aqui?
� muito profundo.
Procurei na lista telef�nica.
Sim, senhor tenente, voc� � um Jim Dandy.
Obrigado.
Agora v� para casa.
E fa�a-nos um favor.
Como o qu�?
N�o nos ajude mais.
Voc� vai ficar por a� esperando por DeSantis?
Essa � a ideia geral.
At� logo.
Eu, ah...
Eu n�o achava que os policiais deveriam beber em servi�o.
Estou interpretando um papel.
Estou inc�gnito.
Voc� nunca conseguir�.
Esses olhos redondos, essa papada cheia.
Voc� parece um tenente.
Al�?
Diga adeus.
Voc� � um homem dif�cil de localizar, DeSantis.
Eu gosto assim.
Mas agora que nos encontramos, vamos conversar um pouco.
Sobre?
Sobre quem est� tentando me incriminar pela morte de Julie Kent.
O que voc� est� tentando vender?
Que algu�m plantou seu len�o naquele apartamento?
N�o a via h� mais de um ano.
N�o at� eu aparecer com aquele len�o.
Ent�o voc� tenta arrancar minha cabe�a para recuper�-lo.
Voc� devia fazer seus associados matarem por voc�, DeSantis.
Voc� � muito desleixado.
Se eu a tivesse matado, voc� acha
que eu seria bobo o bastante para deixar o len�o no apartamento?
Voc� tentou se livrar dele.
S� que voc� deixou um peda�o no cano da pia.
Tive uma longa conversa com a pol�cia.
Eles nunca mencionaram um len�o.
Tenho certeza que quando falarem de novo com voc�, mencionar�o.
Veja.
Voc� l� os jornais.
Estou sob acusa��o federal.
Dois comit�s est�o me investigando.
Com tudo isso pairando sobre mim, voc� acha que eu seria bobo
o bastante para sair e matar uma garota
que expulsei h� um ano atr�s?
Por que voc� n�o apresenta essa tese � pol�cia?
Porque quero descobrir quem est� tentando pendurar esse pano em mim.
Voc� pendurou em si mesmo.
Veja.
Antes de resolver voc�, vamos tentar isso:
Se eu tivesse matado Julie, teria que entrar no apartamento.
Minhas impress�es digitais estariam na ma�aneta.
N�o se ela deixasse voc� entrar.
Espere um minuto.
Talvez voc� tenha me dado algo, DeSantis.
Como voc� saiu do apartamento?
Ent�o?
Algo est� estranho desde a �ltima vez que estivemos aqui.
Tiramos tr�s ou quatro boas impress�es.
Est�o todas manchadas agora.
Tive cuidado com tudo.
Voc� verificou a ma�aneta interna?
Mesma coisa, impress�es manchadas.
Voc� procurou impress�es na torneira da pia?
Manchada.
Parece que voc� ganhou uma.
Algu�m esteve aqui desde que tiramos as impress�es.
O que voc� est� tentando me dizer?
Estou dizendo que algu�m voltou ao apartamento depois do assassinato.
Mas por qu�?
Para plantar evid�ncias.
Provas que levariam a pol�cia a um candidato muito prov�vel.
Talvez DeSantis.
Eu simplesmente n�o entendo.
Funciona assim.
Algu�m comprou um len�o na loja do DeSantis.
Depois foi ao apto de Julie Kent.
Colocou um peda�o do len�o no cano da pia.
Deixou a torneira pingando, sabendo que atrairia minha aten��o.
Sua?
Eles sabiam que eu estaria l�, que iria dar uma olhada.
O que voc� est� dizendo?
Estou dizendo que ele tinha uma mente jur�dica muito boa.
Algo parecido com a sua.
S� que ele foi cauteloso demais no apartamento.
Cauteloso?
Chame isso de a��o reflexa.
Nunca deixe uma impress�o digital.
Por isso usou um len�o para abrir a torneira da pia e sair pela porta.
Sr. Gunn, n�o pode basear um caso em impress�es digitais borradas.
Receio que neste caso voc� possa.
O seu filho ainda ser� julgado pelo assassinato de Julie Kent.
Voc� disse que Neil voltou para o apartamento dela. Por qu�?
Incriminar outro homem.
Por que ele a matou? Por qu�?
Acho que ele lhe contou a maior parte.
Tudo, exceto o fato de que foi ele.
Sr. Lockwood, antes de tudo isto acontecer,
Neil veio at� voc� por dinheiro?
Sim ele veio.
Ele disse que suas despesas com a faculdade estavam aumentando.
Dei-lhe dinheiro adicional.
N�o passou uma semana antes que ele pedisse mais.
Ent�o deve ficar bem claro.
Ele precisava do dinheiro para a garota.
Ela provavelmente o estava sangrando.
Neil sabia o que um esc�ndalo faria � sua reputa��o como promotor,
� sua futura vida pol�tica.
Eles n�o devem prend�-lo.
Ele tem um futuro. Ele n�o � um homem comum...
O que estou dizendo?
Estou racionalizando porque ele � meu filho.
Estou tentando fazer um acordo.
Nunca fiz isso antes na minha vida.
Sinto muito, sr. Lockwood.
Eu realmente sinto muito.
Memorando desta data.
De acordo com as conclus�es da pol�cia,
este escrit�rio est� prestando queixa.
O povo contra Neil Lockwood.
Nomeaio o promotor adjunto Willard.
Ele exigir� e obter�
um veredicto de assassinato em primeiro grau.
* Tradu��o: RobOpen *
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