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FERAS HUMANAS
Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira
Naqueles tempos primitivos, em que a civiliza��o for�ava
as suas fronteiras cada vez mais para o oeste,
rondava por l� uma ra�a de homens especial...
n�o eram bandidos nem homens da lei,
mas muito mais temidos do que que qualquer um destes,
por um pr�mio em dinheiro
eles ca�avam o criminoso procurado, Vivo ou Morto.
Eram arrogantes tanto como ju�zes como executores numa esp�cie
de julgamento solit�rio sem apela��o.
Eram conhecidos como "Ca�adores de Pr�mios"
Ol�, Jim
PROCURADO VIVO OU MORTO ROY BURGH
500 d�lares de pr�mio por este homem.
Eu posso riscar este?
Ia agora mesmo riscar o nome de um de voc�s.
E estava certo.
Quando ele viu que n�o me podia vencer, armou-me uma emboscada.
� o que geralmente fazem, n�o �?
Um homem que j� tem duas mortes contra ele
nada tem a perder.
Acho que n�o.
Nunca ouvi dizer que voc� trouxesse um � for�a
D�-lhes sempre... uma hip�tese de escaparem?
Se achar um buraco de bala nas costas deles avise-me,
enquanto isso eu vou precisar dos 500 d�lares.
Claro!
Ningu�m pode dizer que os ganhou f�cilmente.
Alguns novos dignos de se procurarem?
Nada que o interesse.
A prop�sito...
h� um sujeito na cidade � sua procura.
Acho que n�o sou dif�cil de achar.
Deve ter uma por��o de inimigos.
J� algu�m lhe perguntou como foi...
que acabou em ca�ador de pr�mios?
J�!
- E ent�o? - Estou a contar os motivos.
Ainda faltam 10.
Pensei que quisesse pagar o caix�o.
Pensou mal.
Voc� � o Jim Kipp?
N�o!
O meu nome � O'Hanlon...
da ag�ncia Pinkerton, temos um servi�o para voc� fazer.
- Lamento. - N�o faz mal.
Quis dizer que lamento por ter perdido o seu tempo,
s� trabalho por conta pr�pria.
Mas o velho disse-me que sempre ouve uma proposta.
Estou a ouvir! Pode come�ar.
Sim, Senhor.
Como sabe, a Pinkerton tem um contrato federal,
mas neste caso, a coisa � especial.
O governo oferece 5.000 d�lares pelo homem que procuramos,
e mais cinco mil pelo dinheiro que roubou.
Quem recebe os outros cinco?
O velho est� a oferecer tudo para si.
Hum, est� a mudar.
Francamente, � uma op��o.
Os nossos melhores profissionais n�o conseguiram fazer nada.
Apesar de termos a reputa��o de sermos a melhor
ag�ncia de detectives do pa�s.
Para n�s, fazer jus a esta reputa��o
vale mais do que regatear qualquer pr�mio.
Ent�o est� dif�cil demais para voc�s
e querem descontar em cima de mim, hei?
N�o estou interessado.
Esses bandidos, assassinaram tr�s guardas do comboio
e feriram v�rios civis.
Isso aconteceu...
vai fazer um ano este m�s.
Muito bem... foi mais ou menos aqui.
Sete homens atacaram um comboio que trazia 100 mil d�lares
da f�brica de Filad�lfia para o banco em Carson City.
Explodiram o cofre e fugiram, pouco tempo depois,
e numa altura qualquer nesta �rea aqui
trocaram tiros com a patrulha.
A patrulha matou quatro dos bandidos
e tr�s fugiram... com o dinheiro.
- Tem o n�mero de s�rie das notas? - Tenho sim.
Mas nem uma s� nota apareceu at� agora.
Seguimos todas as rotas de fugas conhecidas.
Investig�mos todos os nossos arquivos
e o resultado foi absolutamente nada.
Queremos resolver este caso,
mas n�o podemos manter o nosso pessoal nele por mais tempo.
E � ai que voc� entra.
Pode descrever qualquer um dos tr�s?
- Cicatrizes ou qualquer outra marca? - N�o!
Todos usavam m�scaras, ningu�m lhes conseguiu ver os rostos.
Tr�s homens que ningu�m viu fogem com
100 mil d�lares que n�o gastaram, n�o sabe como eles s�o
e nem onde est�o e mesmo assim quer que eu os encontre
e ao dinheiro.
Porque acha que consigo o que o pessoal da Pinkerton n�o conseguiu?
Voc� sabe o que dizem de si.
Que era capaz de entregar a sua av� se houvesse um pr�mio por ela.
Pelo menos eu conhe�o a apar�ncia dela.
Ah, e o lugar onde a procurar.
Aqui est� a �nica pista que posso dar-lhe.
Nesta trilha de renegados, passaram aqui, tr�s homens
h� umas 6 semanas, depois da luta com a patrulha.
Fal�mos com um negociante de l�, mas nada resultou.
E mesmo que tivessem sido eles, podiam estar em qualquer parte.
Na Calif�rnia, M�xico, Canad� ou at� na Am�rica do Sul.
Se estivessem fora do pa�s, estariam livres para gastar o dinheiro
e algu�m teria aparecido.
Isso nos deixa pouco de territ�rio.
- Principalmente se eles se separaram. - � poss�vel.
Mas ainda assim mantinham contacto.
Se puder encontrar um, encontrarei os outros.
- Se puder encontrar um! - Sim.
Vou come�ar onde os seus homens sa�ram.
Vou gostar quando Kipp sair da cidade.
Eu n�o diria isso.
Salve, senhor.
J� estou com tudo pronto para si.
10 Kgs de farinha, 5 de a��car, 15 de feij�o e toucinho.
Como sabia que eu vinha?
Observei-o com a minha luneta quando estava a chegar.
N�o vinha ningu�m atr�s de si.
S�o 25 d�lares por tudo.
Est� tudo caro por aqui.
Tem muito deserto � sua volta.
E mais nenhum lugar para comprar.
Eu sei.
E mais 46 pelo cantil.
E mais 3 d�lares pela �gua.
Deve ter muitos fregueses ricos por aqui.
- N�o lhes fa�o perguntas. - Que tal responder a algumas.
- Por exemplo? - No ano passado uma remessa
de dinheiro do governo foi assaltada perto de Dodge City.
Seis semanas depois, 3 desses bandidos estiveram aqui.
Quero saber que apar�ncia tinham.
Uns tipos da Pinkerton tamb�m perguntaram isso h� muito tempo.
Como lhes disse a eles... Tenho m� mem�ria.
Pense bem.
V� com calma. N�o est� a falar com ningu�m da Pinkerton.
Isso foi h� muito tempo. N�o posso lembrar-me de todos
os forasteiros ou vagabundos a quem vendo.
Ei senhor! N�s aqui n�o gostamos de curiosos.
Ponha-se a andar! Meta-se a caminho.
Devagar, n�o estou interessado em bater-lhes,
voc�s n�o valem nada.
Atire!
A �gua � por conta da casa.
Vale os 6 d�lares.
Quem � voc�?
N�o vai mais precisar disto. J� morreu.
Eu disse que ele j� morreu.
Seu nome � Kipp?
Sua mem�ria est� melhorando?
Talvez possa pensar melhor... na cadeia.
Voc� n�o � a lei. N�o pode prender-me.
N�o?
Talvez voc� tenha raz�o, a maioria tenta fugir.
- N�o... n�o vai fazer isso comigo. E porque n�o?
N�o � melhor do que os bandidos a quem vende
e a regi�o fica muito melhor sem si.
Eu j� disse o que sabia! N�o vi os homens, estava escuro.
- Aqui n�o estava. - Eles n�o entraram aqui.
Mal saltaram dos cavalos.
Pelos menos um deles nem saltou.
depois do galope n�o esticaram as pernas?
Isso mesmo! Porque n�o?
- N�o sei. - Estava ferido?
Podia ser, berravam com ele l� fora.
- Algu�m os vinha a seguir? - N�o apareceu ningu�m.
N�o sei nada disso. Eu s� fiz foi vender.
9 latas de carne... e... 3 cantis de �gua.
- Contou aos homens da Pinkerton? - Eles n�o perguntaram.
9 latas de carne e 3 cantis de �gua...
O que lhes adiantava? N�o aguentavam...
mais do que 3 dias com isso.
Bom dia!
Um d�lar por dia, 5 por semana, 20 por m�s.
Vem uma chave com isso?
Nunca viu ningu�m com uma perna deficiente?
- Existe um m�dico na cidade? - Sim! O Dr. Spencer.
Obrigado! N�o disse por quanto tempo quer o quarto.
Depois eu digo.
James Collins - Dodge City
- Dr Spencer? - Sim, em que posso servi-lo?
Queria falar com o Sr. Soube que � o �nico m�dico na cidade.
� verdade!
Mas n�o ouve aqui outro m�dico o ano passado?
N�o.
Mas... bem que gostava de uma ajuda se est� a pensar em abrir uma cl�nica.
N�o... eu n�o sou m�dico, s� estou � procura de algu�m
que o Sr. pode ter tratado.
- E como se chamava? - Pode n�o ter usado nenhum nome.
E como posso servi-lo ent�o? Penso que ele tinha um buraco de bala.
Estava a precisar de um m�dico.
Bem, eu tratei um monte de buracos de balas
no ano passado. Tenho de pensar um pouco.
Oh desculpe, n�o sabia que estava ocupado
N�o faz mal Julie. esta aqui � minha filha e o Sr...
Collins... James Collin
Estava a interrogar o seu pai sobre um homem que ele tratou.
N�o disse que tratei, estou a tentar lembrar-me.
Talvez eu possa ajudar. Aconteceu h� mais ou menos um ano,
Ele chegou a meio da noite, estava baleado
e a perder muito sangue.
Eu lembro-me. Acordei quando ouvi o barulho aqui em baixo.
Estou a recordar-me agora. Disseram que tinha sido um tiro acidental.
- Na perna direita? - Sim, um pouco abaixo do joelho.
- Quem estava com ele? - Ningu�m, se bem me lembro.
Mas... disse "eles"? Olhei pela janela quando ele saiu.
- Tenho a certeza que havia mais 2 homens. - Evidentemente Judy...
falamos de ocasi�es diferentes.
Talvez seja.
Qual a apar�ncia deste paciente? N�o me lembro, s� o vi naquela noite
prestava mais aten��o ao ferimento que � apar�ncia
Bem, agora estou a sentir que estou na pista certa
Obrigado Dr. e a Srta tamb�m.
Se ele estava a fugir da lei,
as maiores chances s�o as de ter ido rumo oeste.
� prov�vel que apanhe a pista onde ele se tratou pela �ltima vez.
Eu n�o disse que a lei o procurava
Pareceu uma suposi��o natural.
O Sr � amigo dele ou � da lei?
Nem uma coisa nem outra. Bem, muito obrigado.
- Porque n�o lhe contou a verdade. - Sobre o qu�?
Eram tr�s homens e n�o um.
Talvez me tenha esquecido, j� ouve tantos depois deles.
- E porque n�o lhe disse? - N�o � importante.
Mas se ele queria saber...
O que acontece entre um m�dico e o seu paciente � confidencial.
Excepto para as autoridades, como ele n�o disse que era da lei.
portanto n�o � da sua conta.
Eu tinha-me esquecido das suas toalhas.
Obrigado. Resolvi ficar mais uns dias.
Uma semana ou um m�s?
Mais uma semana para terminar o que vim aqui fazer.
U�sque.
Depois nos vemos, querido.
- Fica aqui! Est�s a dar-me sorte. - Eu j� volto.
Disse-te para ficares aqui.
- N�o te fa�as de dif�cil. - Larga-me seu est�pido.
Larga-me!
N�o te armes em valente.
Fa�am as vossas apostas, senhores.
Dizem que beber s�zinho traz pouca sorte.
Pior � levar uma coronhada.
Aquele idiota... o George foi at� muito bom com ele.
Ele � muito r�pido para um jogador de cartas.
Ele n�o gosta de sujeitos que batem nas mulheres.
Bom... seja bem-vindo forasteiro.
Como sabe que sou novo aqui?
Eu lembrar-me-ia de si se o tivesse visto antes.
- Ent�o conhece toda a gente? - Os homens todos...
As mulheres ainda n�o me convidaram para o seu clube de costura.
Talvez possa dizer-me uma coisa.
Pela hist�ria da minha vida geralmente ganho champanhe.
N�s vamos l� chegar.
Conhece o tipo parado ali � porta?
Bill Rachin? Claro! Porqu�?
O que houve com a perna dele?
Ele � muito sens�vel. N�o gosta de falar disso.
A hist�ria � que nos tempos em que era vaqueiro
foi atropelado por um tosco.
- Porque est� ressentido por isso? - A hist�ria n�o diz quem era o tosco.
H� quanto tempo veio para c�?
N�o sei... talvez h� um ano, acho eu... Porqu�?
Pensei que o conhecia, devo estar confundido.
N�o perdeu nada com isso.
Ele n�o pagaria um gole a um moribundo numa queda de �gua.
Est� a entendender-me?
� bastante subtil, mas acho que a entendi.
Champanhe para a senhorita.
- Nada barato para si, hei? - Quero conserv�-la de bom humor.
- � o que o George diz, ele diz... - O qu�?
Prefiro falar de si.
Pela hist�ria da minha vida eu tamb�m ganho champanhe.
Ent�o, o que quer saber?
Pod�amos come�ar pelo seu nome e se � casado.
James Collins e n�o sou casado. Mais alguma coisa?
Sim. O que um rapaz bonito como voc�
est� a fazer num fim de mundo como este?
Estamos a ter uma conversa muito interessante.
Temos que termin�-la noutro dia.
Descobriu o qu�?
- Que ele n�o � casado. - Mas tu �s.
Pelo menos ganhei um champanhe.
� muito mais do que ganhei contigo.
V� se conservas a tua sa�de para o poderes beber.
� procura de algu�m?
Estou s� a olhar.
- Olha sempre pelas janelas? - S� quando tenho vontade.
Vou dar-lhe um conselho forasteiro.
Sou a autoridade desta cidade e n�o gosto de espertinhos.
Eu n�o gosto de xerifes que pensam que governam a regi�o.
Boa noite.
J� � muito tarde para andar s�zinha por aqui, n�o acha?
Estava a visitar um dos pacientes do pap�.
- Agora ia para casa. - Posso acompanh�-la?
N�o � necess�rio, mas se o deseja, pode ser.
Foi por isso que pedi.
Deve andar muito ocupada, com as fun��es de
enfermeira, cozinheira e guarda-livros.
Eu gosto disso.
E depois, com a clientela duma cidade
deste tamanho n�o d� para ter criada.
H� quanto tempo est�o aqui? H� pouco mais de um ano.
Era pr�ticamente uma cidade fantasma
at� que descobriram cobre, a partir da� floresceu.
- Voc� � de Ohio, n�o �? - N�o! De onde tirou essa ideia?
O seu pai estava a ler um jornal de Cincinatti.
O Pap� � de Ohio, eu nasci em Indiana e voc� � muito abelhudo, n�o acha?
S� profissionalmente. Mais ou menos como um m�dico.
Eu n�o posso dizer que isto � um estetosc�pio Sr Collins.
N�o, mas usado com pontaria pode ser
muito bom para a ra�a humana.
Realmente voc� � estranho.
Talvez deva fazer-lhe algumas perguntas.
Se forem pessoais e n�o profissionais
talvez lhe responda.
Estava a pensar porque se mudaram para o oeste.
Geralmente ningu�m pensa num lugar como este
para come�ar a carreira de um jovem m�dico.
Acho que toda a gente tem os seus motivos
para vir para o oeste.
Linda noite, n�o?
Isto � pessoal, Srta Spencer.
�... est� linda.
Ent�o? Ainda � procura de informa��es?
S� vim trazer a sua filha a casa.
O Pap� joga cartas todos os s�bados, e perde sempre.
- Fica de mau humor. - Roy teve as cartas todas, como sempre.
Vou fazer um caf� para voc�s. N�o, acho que me vou deitar...
j� � muito tarde.
- � melhor eu ir-me embora. - N�o � assim t�o tarde.
As enfermeiras t�m folga aos Domingos?
- Vou � igreja aos Domingos. - Eu tamb�m, a partir de amanh�.
Boa noite.
Boa noite.
Ele � educado, bonito e gosto dele.
Acho que voc� n�o tem o direito de ser mal educado.
Desculpa, Julie.
Sei que n�o h� muita divers�o aqui para ti.
- Eu n�o disse nada disso, pap�. - N�o precisas de o dizer, eu sei como �.
- N�o foi o que quis dizer. - Eu sei que n�o.
� que me sinto culpado, um fracasso em cada lugar
onde nos tentamos instalar. Mas aqui est� a ir muito bem,
S� precisava de uma cidade que precisasse de si
e que o apreciasse.
E se eu tamb�m fracassar aqui Julie?
N�o ir� fracassar. Est� a ir muito bem, pap�.
Voc� � maravilhoso.
- Nunca me vai levar daqui vivo. - Levanta-te!
� vontade. Atire!
Prefiro morrer do que voltar para a pris�o.
Eu sei quem �. � Jim Kipp.
Eu o reconheci no bar. Deve sentir-se orgulhoso,
a perseguir um homem por uma coisa que fez quando era rapaz.
� claro que fugi.
Tinha uma namorada que se queria casar e come�ar tudo de novo.
- N�o fiz nada de desonesto. - Como � o teu nome?
Vance Edwards.
- Sim. Eu lembro-me. - Temos um rancho longe da cidade
e acab�mos de ter um beb�.
Mas isso n�o importa para um homem como voc�.
Volte para a sua esposa.
- Sabe quem ele �? - N�o. E voc� sabe?
Claro que sei. Matou o meu noivo em Dodge City.
O seu nome � Jim Kipp.
E o Vance Edwards disse isso tamb�m, voc� ouviu.
Aquele � o Jim Kipp. � ele.
N�o quero acreditar que v� entrar na igreja.
Cala-te, queres que ele ou�a?
- Bom dia! - Bom dia!
Desejava que estivesse aqui,
para desculpar-me pela maneira
que o pap� o tratou ontem � noite.
- Mas n�o foi por mal. - Est� tudo bem.
Ele n�o � assim, mas n�o se tem andado a sentir muito bem
- e fica nervoso. - Eu lamento tudo isso.
� melhor entrarmos.
Parece que nunca viram um homem.
N�o � por isso que est�o a olhar.
E porque �?
Vamos orar, irm�os.
Gostei muito reverendo, ficamos � sua espera para jantar.
L� estarei.
Penso que n�o nos conhecemos? Sou o Pastor Ellsworthy.
O meu nome � Jim Kipp, cheguei h� pouco tempo.
Muito prazer, Sr Kipp. Voc� portou-se muito bem, Julie.
ao trazer um novo membro no seu primeiro
Domingo na cidade.
A maioria dos rapazes vem pelo natal, ou no seu casamento.
- At� logo Senhor, gostei do serm�o. - Obrigado.
Pensei que tinha dito que o seu nome era Collins.
Era o que eu lhe ia dizer quando o culto come�ou.
Ol� kipp!
- J� tamb�m teve not�cias? - Como toda a gente na cidade.
Toda a gente menos eu. Afinal o que se trata?
Ent�o n�o sabe quem � ele? Eu ia contar-lhe agora.
Um ca�ador de pr�mios. Toda vez que o v�em sabe-se
que h� algu�m por perto com a cabe�a a pr�mio.
A menos que esteja s� de passagem.
N�o, creio que me v� demorar uns tempos.
Quer dizer que est� atr�s de algu�m nesta cidade?
- � verdade! - Quem?
Quando eu o apanhar, eu avis�-lo-ei.
Eu sou aqui o respons�vel pela lei.
Se sabe de algu�m na lista dos procurados...
� para isso que estou aqui. Para reclamar o pr�mio?
- Receber� o que tiver direito. - Desculpe, nada feito.
- Recusa-se a dizer-me quem �? - Eu mesmo, ainda n�o sei.
Quer dizer que veio at� aqui atr�s de algu�m
que sabe que est� aqui, mas n�o sabe quem �.
Sim, � mais ou menos isso.
- Espera que eu acredite? - N�o me importa se acredita ou n�o.
Ent�o pode ser qualquer um da cidade?
Pode ser.
Mas isso � rid�culo! Est� a fazer com que sejamos todos suspeitos.
Como espera apanh�-lo, se ningu�m sabe de quem est� atr�s?
Algu�m sabe.
Conte o que ele fez para sabermos do que somos suspeitos.
Ele tamb�m sabe isso, e agora se me d�o licen�a.
� p�e medo a toda a cidade
Eu n�o acredito!
Deve ser verdade. Ele n�o viria c� se n�o
fosse ca�a grossa.
Nunca fiz nada que tivesse de esconder.
E eu tamb�m... n�o.
Desculpe essa hist�ria do Collins.
Ora, isso n�o tem import�ncia.
Parece que importa,
mesmo que o meu verdadeiro nome n�o lhe agrade.
O meu pai disse-lhe que n�o viu o homem
aquele que interrogou, no dia em que o tratou.
Acha que ele ainda est� na cidade.
Quer dizer que acha que o meu pai lhe mentiu.
Eu n�o disse que era o mesmo homem.
Ent�o porque anda por a� a perguntar por ele?
� o meu trabalho.
Mas se � alguma coisa que quer saber dele,
n�o precisa de ser t�o falso
fingindo encontrar-se comigo.
� por isso que pensa que fui � igreja?
Estou a falar de ontem � noite.
Disse-me alguma coisa que preferiria n�o ter dito?
- Como podia? - N�o sei...
mas no meu of�cio aprendi que quando algu�m fica nervoso...
por ter falado comigo...
quer dizer que, geralmente oculta alguma coisa.
Aparentemente parece que entende bastante do seu of�cio...
e muita coisa sobre o resto.
� voc�, Julie?
Sim, pap�.
Estive a ler este livro, do Dr. Adams,
cirurgi�o de Grant durante a guerra.
E em alguma parte dele deve ter material
de ensaio pelo facto da medicina
ter feito um dos seus maiores progressos depois da guerra.
Como a lei das compensa��es. Em que de cada mal deve sair algum bem.
O nome de Jim Kipp recorda-lhe alguma coisa?
J� o ouvi. Porqu�?
� quem o Sr Collins �.
Acaba de dizer ao xerife que est� atr�s
de algu�m nesta cidade.
Pode ser o homem sobre o qual o interrogou?
Mas se um homem est� a fugir � lei
porque vai c� ficar � espera de ser preso?
- Diga-me a verdade, pap�. - Eu j� te contei a verdade
o que pensas que te estou a ocultar?
N�o sei, mas h� qualquer coisa que n�o bate certo.
Se � um criminoso que est� a proteger, n�o o devia fazer.
N�o h� nada no c�digo m�dico que diga para fazer isso.
Tens raz�o.
E de acordo com a lei, devia ter comunicado �s autoridades.
Agora poderei ser chamado a responder como c�mplice.
Como disseste: Chegaram aqui tr�s pessoas,
Tratei os ferimentos de bala numa delas,
n�o tinha sido acidente.
Eu fiz esse servi�o com um rev�lver nas t�mporas
e ainda amea�aram matar-te se eu
contasse �s autoridades.
Quer dizer que ainda est�o aqui, sen�o n�o estava com medo.
Quem s�o eles?
- � melhor n�o saberes. - Mas n�o os deve proteger.
N�o compreendes? Eu s� te estou a proteger a ti.
Assim como o respeitado nome
que tenho nesta cidade.
N�o sei, talvez eu nem mere�a respeito
mas estou velho demais para come�ar tudo de novo.
Estou velho demais para fugir,
com esses assassinos atr�s de n�s.
Disse ao Sr Kipp que o homem que tratou j� c� n�o estava.
Quando ele descobrir, vai ver que estava a mentir.
N�o fales comigo dessa maneira.
� melhor rezares para que o Kipp saia
da cidade de m�os vazias.
U�sque.
- Dia morto, n�o? - O que � que esperava?
Ol� Mack! Vai a algum lugar?
Vou... quero alugar um cavalo, vou para Redfort passar uma semana.
- Neg�cios ou sa�de? - Que quer dizer com isso?
Voc� � o terceiro que apanha a estrada
depois que esse ca�ador de pr�mios chegou.
Ei, espere a�, Jody.
Estou s� a brincar. Mike, s� a brincar.
Venha. Vou lhe dar um cavalo veloz.
Ontem � noite disse que �amos acabar a nossa conversa,
mas n�o voltou.
Andei ocupado.
Neg�cios?
N�o tem talento para outra coisa a n�o ser para neg�cios?
N�o durante as horas de trabalho,
� mais f�cil permanecer vivo assim.
E quando � que acabam as suas horas de trabalho?
Quando o trabalho acaba.
� o que toda a gente est� � espera.
A n�o ser que tenha sido s� conversa hoje de manh�. Seria?
Claro! Eu sempre cavalgo longe, para fazer discursos.
Aquilo de dizer que n�o sabe quem � o homem,
isso tamb�m � verdade?
Ele est� indagando a mesma coisa.
Isso n�o � uma resposta.
Eu sei!
Deve haver um pr�mio muito grande por ele.
O suficiente para que fique muito grato
a qualquer ajuda que tenha.
Ficaria se precisasse.
N�o precisa?
Vejo-a por a�.
Carta.
� melhor limitar-me ao meu servi�o.
Quanto mais depressa acabar com o seu,
Mais depressa voltamos aos nossos.
Deve haver muita consci�ncia culpada por aqui.
Acho que n�o gostamos de ca�adores de pr�mios.
Mais uma vez.
Valetes de espadas.
A minha sorte parece que est� a mudar.
D�-me a minha chave!
Soube que andou a fazer perguntas a meu respeito.
Estava a pensar quando � que ela lho ia dizer.
Eu vou dizer-lhe uma coisa.
N�o sou o homem que anda � procura.
N�o gosto de abelhudos, muito menos de ca�adores de pr�mios.
- Portanto esque�a-me! - N�o gosta de nada disto,
excepto de ter pena de si pr�prio.
Qualquer dia vai exagerar isto.
N�o deixe que a perna o impe�a.
Na pr�xima eu n�o deixo.
As chaves n�o significam grande coisa.
Eu trabalho aqui. Tenho a minha.
Isso faz parte do servi�o?
Era do meu filho. Ele era um mau rapaz.
Assaltava dilig�ncias, mas nunca matou.
E o que tem isso a ver comigo?
Voc� matou-o! E vou desforrar-me.
Porque pensa que o matei?
Falaram de si. Que mata gente pelo pr�mio.
- E havia um pr�mio por ele. - Como era o nome do seu filho?
Pedro Dominguez.
Esteve em tr�s assaltos, na dilig�ncia de Abilene
- e na linha de Dodge City. - Eu j� disse que ele era mau.
Mas nunca maltratou ningu�m.
Roubava apenas o dinheiro.
Pode ter o dinheiro de volta.
Ele foi morto por uma patrulha.
Foi condenado e tentou abrir caminho a tiro.
Diz isso s� porque quer viver.
Eu digo porque � verdade, juro pela mem�ria de minha m�e.
Sabe o que isso significa?
Eu sei!
Para si s�o s� palavras.
N�o senhora! Eu j� prendi muitos homens.
Tive de matar alguns,
mas o seu filho n�o est� entre eles
Como soube sobre ele ent�o?
� um facto conhecido.
O seu retrato est� em todos os correios e em todas as cadeias.
Isso � verdade. Eu mesma j� os vi.
D�-me essa arma senhora.
N�o foi destinada para mim.
V� descansar agora!
Estava � sua procura Maria.
Est�vamos a conversar um pouco, pondo tudo em ordem.
Clem�ncia Senhor.
V� com Deus.
- Ficou meio perturbada desde... - Ela contou-me isso.
Lembrei-me dela h� pouco, ia tranc�-la at� que se fosse embora.
Obrigado pela protec��o.
J� disse, corri para c� assim que pude.
Esque�a!
Pode devolver-lhe isto. Ela n�o o vai usar... xerife.
Pode haver outros, j� que sou respons�vel pela paz aqui,
ajudava-me se me dissesse quanto tempo pretende ficar.
- At� terminar o servi�o. - Pode levar muito tempo.
- Penso que n�o. - Ora, como n�o?
Quem vai impedir que esse que anda � procura
se ponha t�o longe o mais que possa de si.
A natureza humana.
- Tudo bem, jogue � sua maneira. - Sempre joguei.
Mas n�o se esque�a.
N�o consigo vigiar toda a gente da cidade.
Meu nome � Harrison, sou da C�mara Municipal
e estes senhores s�o da comiss�o, queremos falar consigo.
Em que posso ser �til?
Tem que abandonar essa ca�ada.
Posso perguntar porqu�?
Pelo bem da cidade.
J� tive muita gente a querer livrar-se de mim
por muitos motivos, mas este � novo.
� claro que �. Pode ver o que est� a acontecer
a esta cidade num s� dia desde que se tornou conhecido.
N�o � a mesma cidade.
O pessoal est� com medo de sair � rua.
Toda a gente suspeita de toda a gente.
Esta era uma cidade pacata, e
quer�amos que continuasse assim.
E quanto ao pr�mio em dinheiro? Querem que desista dele?
Resolvemos oferecer-lhe 1.000 d�lares
em dinheiro da cidade para desistir.
Quer dizer que me pagam para deixar um
criminoso viver entre voc�s?
Esta cidade era velha Sr. Kipp.
Era s� pele e ossos at� que o cobre a ressuscitou.
E muita gente veio para c�, de muito lugares diferentes.
E n�o fazemos perguntas sobre o seu passado.
S� estamos interessados no seu comportamento aqui.
Seja quem for que procura,
n�o est� a fazer mal nenhum a ningu�m.
O que acha?
Pensaram realmente que podiam comprar-me?
Eu n�o me expressaria dessa forma.
Podemos reunir mais um pouquinho.
H� um pre�o marcado por quem procuro e n�o em mim.
Eu pensei que s� trabalhasse pelo dinheiro.
Pois �, mas h� uma outra coisa.
Eu gosto do meu trabalho.
Jim Kipp, eu tenho um nome para um homem como voc�.
E vou dizer...
Eu diria...
Se n�o fosse o Jim Kipp.
Um momento!
- � o chefe dos correios, Sr? - Danvers! Eli Danvers!
Sou o chefe dos correios, mas n�o h�
correspond�ncias aos domingos.
Quando espera a pr�xima remessa?
Amanh�!
A dilig�ncia deve chegar ao meio-dia.
Obrigado, estou � espera de correspond�ncia que vai acabar
r�pidamente com o meu servi�o.
Boa noite, pap�. Vou deitar-me.
Porqu�? Porque ele n�o d� o seu golpe e se vai embora.
N�o estou a conseguir aguentar esta espera.
Tem que aguentar. N�o h� outro modo.
Tentei July, acredita, mas os meus nervos est�o tensos demais.
Isso n�o vai ajudar em nada. Nunca ajudou.
Julie! � a primeira vez que bebo
desde a �ltima cidade em que mor�mos.
Eu atendo.
� melhor levar isto comigo tamb�m.
N�o te aflijas, eu estou bem.
- O que deseja? - Eu vim dizer adeus.
- J� o apanhou? - N�o, ainda n�o.
Talvez amanh�.
Encontraram um retrato de um dos tr�s homens
envolvidos no caso.
Estar� aqui amanh�
e ent�o saberei quem � o homem que procuro.
Est� convencido que o meu pai lhe mentiu.
N�o estou convencido de coisa alguma.
O que faria se tivesse sido assim?
- N�o teria alternativa. - J� sei.
N�o podia haver uma desculpa. Algum motivo para ter compaix�o.
Parece pensar que o meu palpite estava certo.
Eu s� queria descobrir se pode
ter tanto sangue frio como dizem por a�.
Pode ser isso... ou pode ser apenas
que eu n�o goste de criminosos e nem de quem os ajuda.
Se � isso o que sente, porque n�o usa uma ins�gnia?
E assim impedir que infrinjam a lei em vez de esperar que o fa�am.
N�o me interessa separar brigas ou colocar b�bados na cadeia.
Claro que n�o. N�o h� dinheiro nisso.
Voc� n�o imp�e a lei, apenas a usa para ganhar dinheiro.
Vive dos erros que os outros cometem.
O meu pai tamb�m cometeu um erro.
Tinha uma mercearia numa cidade parecida com esta.
Tinha que trabalhar doze horas para se manter.
E esse foi o erro dele.
No dia em que dois homens vieram roub�-lo
ele n�o tinha dinheiro suficiente, por isso mataram-no
Eu era um rapaz na altura. N�o podia fazer nada.
Mas assim que tive idade para poder manejar uma arma.
Tenho feito cada assassino em que ponho as m�os
pagar por isso, bem como aqueles que os ajudam.
- Aonde vai? - Ouvi o que ele disse.
- E o que vai fazer? - Eu n�o demoro.
Pap�, espere por favor. N�o te preocupes!
Eu sei o que estou a fazer.
Qual � o problema?
Convoque uma reuni�o com as pessoas para quem trabalha
tenho uma coisa a dizer-lhes.
Se tem alguma coisa para lhes dizer pode dizer-ma a mim.
� para isso que sou pago.
N�o se valorize demais, n�o passa de um c�o
de guarda remunerado.
H� muito tempo que ando a implorar
que me deixem abrir-lhe um buraco.
Para termos a certeza de que n�o vai abrir mais a boca.
Largue essa arma!
J� tenho problemas demais com o Kipp na cidade.
Eu tomo conta dele quando chegar a hora.
A hora vai chegar em breve, mas n�o v�o fazer nada com o Kipp.
- Est� maluco. - N�o, estou s�o.
Jim Kipp vai disparar a sua armadilha amanh�
N�o me quero ver envolvido.
E garanto-lhe que a sua gente dever� ser inteligente
para sair da cidade.
Est�o num jogo particular l� em cima.
Vamos!
Voc�s viram que ele me apontou a arma.
E ainda est� com ela. Sim! Claro!
Eu tentei impedir.
O quarto dele � l� ao fundo.
� melhor entregar-se Williams
Istoi � o fim da linha.
Fa�o um acordo consigo, Williams.
Diga-me quem s�o os outros dois
e garanto-lhe um julgamento justo.
Est� bem! Ser� pelo m�todo mais dif�cil.
Eu vou apanhar-te vivo. Mas antes vou brincar contigo.
At� que te entregues.
Ainda n�o apanhou a ideia?
Seja esperto, Williams.
L� vai mais uma!
Espere! Espere! Eu falo... vou contar tudo.
Porque fez isso?
Eu disse que dava conta de qualquer problema na cidade.
Eu queria peg�-lo vivo.
S� sei que j� matou um homem e estava a atirar em si.
E n�o estou interessado nos planos
particulares que possa ter.
O que est� � procura?
De uma cicatriz de bala.
Mas n�o acreditava que a encontrasse nele.
Onde quer chegar?
Nada importante, excepto para quem tem a cicatriz.
Este homem deve ser bastante esperto.
para balear o Dr. Spencer comigo aqui.
O Williams era um palerma.
De onde veio ele afinal?
Daqui mesmo! Nunca saiu daqui que eu me lembre.
� isso, ele n�o � nenhum dos tr�s que procuro.
- Tr�s? - Como sabe que est�o aqui?
Porque ontem fiz algumas perguntas a um homem
e obtive mentiras como resposta.
E quando um homem me mente est� a fazer-me um favor.
- N�o tem a certeza. - N�o, � claro!
Eles est�o com 100.000 d�lares escondidos por aqui.
Podem-nos ter escondido noutro lugar qualquer.
o George Williams n�o ia se arriscar
comigo se a coisa n�o fosse grande.
Foi voc�! Seu matador sujo!
Ele n�o era bem o seu tipo de ca�a
O tipo de ca�a com que ganha o seu dinheiro sangrento
Nem sequer valia a sua p�lvora
Mas tinha de matar, n�o tinha? Algu�m, qualquer um.
- Eu matei-o! - Voc�?
- Foi preciso. - Porqu�?
Ele baleou o Dr. Spencer. Talvez por discuss�o de jogo.
Deus sabe, Alice. Todos gost�vamos do seu marido.
Mas o xerife tem de manter a ordem.
- Seu marido? - Era!
Mas uma vez ele ofereceu-me... Vender-lhe informa��es.
N�o tinha nenhuma. S� queria desviar a sua aten��o dele.
Como lhe disse, ele n�o valia o seu trabalho.
Ele n�o valia nada para ningu�m.
S� para mim.
N�o h� nada que eu possa fazer at� amanh�.
Vai chegar um retrato de um dos bandidos
que eu pedi pela dilig�ncia.
� melhor estarmos unidos
vai precisar de ajuda quando chegar a dilig�ncia.
Como esta que acabou de me prestar?
S� espero que algu�m o estoure, vai poupar-me trabalho.
O m�dico mais pr�ximo est� em Wells Burgh
- Dev�amos lev�-lo at� l�. - Fica a 3 dias de dist�ncia.
Ele n�o pode falar, se � o que est� a querer.
A �ltima coisa que falou foi que
descobriu que o Williams o ia matar
E tentou impedir.
� um bom homem. Um dos melhores que j� conheci.
N�o ficou com a bala! A bala atravessou a carne.
Tem uma boa chance de recuperar.
- V� buscar o m�dico! Depressa! - Est� bem!
Tudo porque quis o dinheiro de um pr�mio.
- N�o deixa que nada o impe�a. - N�o deixo.
Ed, ajude-me aqui!
Vamos levar o Dr. Spencer para casa,
para que a Julie possa cuidar dele.
Ela sabe mais que um bando de m�dicos.
Parece que vamos ser enfermeiros aqui por um tempo.
- � melhor irem todos para casa. - Tem raz�o.
- Se precisar de mim � s� chamar. - Chamarei.
O que quer agora?
Achei melhor ficar c�. Tenho experi�ncia no
envenenamento por chumbo.
Isso eu lhe garanto!
Foi uma pena ter visto isto Julie
Julie!
Julie!
- O Danvers tentou sufoc�-lo. - O chefe dos correios?
Ent�o � um deles!
Est� a correr para casa. Vai levar-me directo ao dinheiro.
Danvers... agora s� restam dois.
- O que � que se passa? - Trouxe o correio?
Claro que trouxe.
N�o h� aqui ningu�m neste momento
- autorizado a receber a mala. - O qu�?
O chefe do correio desapareceu, estive � sua procura.
Eli Danvers?
N�o � do perfil dele n�o estar no posto para receber a mala.
D� �gua � estes cavalos por mim.
N�o h� mais nada a fazer pelo Danvers.
- Voc� assassinou-o? - N�o! Porque ia mat�-lo?
Est� preso at� que eu saiba porqu�.
Est� com algemas a�?
N�o preciso, tenho um bom ajudante
e creio que podemos cuidar de si.
Calculo que sejam mesmo o par ideal.
Mas antes vamos considerar os motivos que levaram a matar o Danvers.
Era uma das aves que eu ia ca�ar. Danvers tentou sair da cidade,
desenterrar o roubo e lev�-lo com ele
mas os outros dois sacaram mais r�pido.
- Seja quem for. - Largue a mala do correio.
� um delito para quem n�o seja chefe...
dos correios para abrir o saco.
Parece que n�o vai ter a sua correspond�ncia hoje.
Parece-me que n�o vai ser necess�rio.
Kipp! Estou a avis�-lo.
� meu dever matar seja quem for que tente abrir esse saco.
Isso o deixa em m� situa��o xerife
porque � voc� que o vai abrir.
Eu?
Estou com sede.
Vamos ver.
N�o deixe que ele fa�a isto.
Rachin, eu j� prometi a mim mesmo sacar contra si.
N�o me encoraje.
Baixe isso, Rachin! Voc� est� na minha mira.
Voc� tamb�m Henderson, largue
Saiam da rua!
Ou estouro os dois.
- Obrigado, Vance. - Eu devia-lhe isto.
N�o deixe o Rachin sair da cidade.
Abra esse saco.
Deite tudo para o ch�o.
Est� louco!
Talvez esteja.
Ou tem mais fibra do que pensava.
Muito parecido!
Podia-o matar, mas vou lev�-lo vivo.
Vamos, xerife.
N�o h� ningu�m para estourar os seus miolos
como fez com o Williams.
Comece a falar! Onde est� o dinheiro?
Onde est� o dinheiro?
Eu n�o sei onde est�.
N�o fui eu quem matou o Danvers.
Se n�o foi voc�, ent�o foi o seu s�cio.
D� a informa��o! Diga quem ele �.
Est� bem!
Est� bem! Eu falo!
Ent�o era voc�, o xerife e o Danvers
Foi da sua ferida de bala que o Dr. tratou.
Claro! O que est� a olhar?
Se n�o consegue ver bem
arranje uns �culos e eu mostro-lhe a cicatriz.
O que eu quero � o dinheiro.
Foi por isto que emboscou o Danvers
e matou o xerife para fechar a minha boca.
Como ele matou o meu marido.
E calculou que se me matasse...
podia ficar com tudo para si.
Estou � espera h� um ano para o gastar.
Vai sonhar com isso na cadeia.
Ei Dickinson! Cuide bem disto e traga para c�!
Kipp! Disse que isto era o retrato.
Disse sim!
Para dores e pontadas,
experimente a pomada Boswell's
N�o havia nenhum retrato!
Ei beleza, o que vai fazer ao escrit�rio do xerife, hei?
E quem � o xerife deste clube de tric�?
O meu marido! A mais simples e gentil
pessoa do mundo.
Jim Kipp! N�o querem entrar e tomar um ch� connosco?
N�o! Muito obrigado dona. J� �amos embora.
O que foi que lhes disseste?
Disse-lhes como eras um bom rapaz.
FIM
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